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Mini-curso de Engrenagens Módulo 1: Introdução Sergio Scabar ZF do Brasil © ZF Friedrichshafen AG
Mini-curso de Engrenagens Módulo 1: Introdução Sergio Scabar ZF do Brasil © ZF Friedrichshafen AG
Mini-curso de Engrenagens Módulo 1: Introdução Sergio Scabar ZF do Brasil © ZF Friedrichshafen AG

Mini-curso de Engrenagens Módulo 1: Introdução

Sergio Scabar ZF do Brasil

© ZF Friedrichshafen AG
© ZF Friedrichshafen AG
Prólogo  Com a introdução do Auto-Controle , a maioria das tarefas relativa a inspeção
Prólogo  Com a introdução do Auto-Controle , a maioria das tarefas relativa a inspeção

Prólogo

Com a introdução do Auto-Controle, a maioria das tarefas relativa a inspeção de peças, passa a ser de responsabilidade do operador. Uma parte destas tarefas é ligada à medição de denteados

O objetivo deste treinamento é proporcionar ao participante conhecimentos básicos relativos a história, processos de fabricação e inspeção dos denteados, para desta maneira fornecer subsídios que o auxiliem a realizar as tarefas relativas ao auto-controle

Esse curso original é aplicado na ZF e foi adaptado para o Mini-curso da Semana de Engenharia da FACENS

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Mini-curso de Engrenagens

Módulo 1 - Programação 1 - Introdução 2 - Principais etapas de desenvolvimento do denteados
Módulo 1 - Programação 1 - Introdução 2 - Principais etapas de desenvolvimento do denteados

Módulo 1 - Programação

1 - Introdução

2 - Principais etapas de desenvolvimento do denteados e transmissões

2.1 Desenvolvimento do denteado

2.2 Desenvolvimento na produção

3 - O perfil evolvente

4 - Tipos de engrenagens

4.1 Engrenagens

4.2 Engrenagens Cônicas e Hipoidais

4.3 Engrenagens com eixos cruzados

5 - Tipos de Denteados

6 - Principais características dos processos de fabricação

6.1 Processo de produção antes do tratamento térmico (fase verde)

6.2 Processo de produção após o tratamento térmico (fase dura)

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Mini-curso de Engrenagens

Introdução  Engrenagens são elementos rígidos utilizados na transmissão de movimentos rotativos entre eixos.
Introdução  Engrenagens são elementos rígidos utilizados na transmissão de movimentos rotativos entre eixos.

Introdução

Engrenagens são elementos rígidos utilizados na transmissão de movimentos rotativos entre eixos. Consistem basicamente de dois cilindros nos quais são fabricados os dentes. A transmissão acontece através do contato entre os dentes. Como são elementos rígidos, a transmissão deve atender algumas características especiais

As principais formas das engrenagens, como engrenagens com dentes retos, helicoidais, engrenagens cônicas e caracol já eram conhecidos na Antigüidade

cônicas e caracol já eram conhecidos na Antigüidade Z F d o B r a s

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Mini-curso de Engrenagens

Introdução  Normalmente elas trabalham de maneira silenciosa e oculta, porém, sem as engrenagens, mesmo
Introdução  Normalmente elas trabalham de maneira silenciosa e oculta, porém, sem as engrenagens, mesmo

Introdução

Normalmente elas trabalham de maneira silenciosa e oculta, porém, sem as engrenagens, mesmo o motor mais potente, teria uma utilização limitada, pois com o auxílio de transmissões é possível se transferir corretamente a potência do motor para as rodas de um veículo

A evolução tecnológica e o desenvolvimento contínuo, tornou possível a fabricação de denteados com elevada precisão

possível a fabricação de denteados com elevada precisão Z F d o B r a s

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Mini-curso de Engrenagens

2- Principais Etapas no Desenvolvimento  É impossível determinar-se com precisão a aplicação das primeiras
2- Principais Etapas no Desenvolvimento  É impossível determinar-se com precisão a aplicação das primeiras

2- Principais Etapas no Desenvolvimento

É impossível determinar-se com precisão a aplicação das primeiras engrenagens, uma vez que não se tem conhecimento de acionamentos motorizados nos primeiros séculos de nosso tempo.

Sabe-se que transmissões denteadas eram utilizadas para elevar seres humanos ou animais ou para aplicações com água ou vento.

A matéria-prima madeira, que na Antigüidade e na idade média era dominante na fabricação de denteados, foi quase totalmente substituída por matérias-primas de elevada resistência como aço ou materiais sintéticos

de elevada resistência como aço ou materiais sintéticos Z F d o B r a s

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Mini-curso de Engrenagens

Aprox. 2000 anos.

Engrenagens de Madeira utilizadas nos sistema de alimentação de água no Egito

2- Principais Etapas no Desenvolvimento Século XIII. Os primeiros relógios de engrenagens são instalados nas
2- Principais Etapas no Desenvolvimento Século XIII. Os primeiros relógios de engrenagens são instalados nas

2- Principais Etapas no Desenvolvimento

Século XIII.

Os primeiros relógios de engrenagens são instalados nas torres das igrejas.

de engrenagens são instalados nas torres das igrejas. Z F d o B r a s

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Mini-curso de Engrenagens

2- Principais Etapas no Desenvolvimento 1754 Euler O suíço Leonhard Euler descobre a evolvente com
2- Principais Etapas no Desenvolvimento 1754 Euler O suíço Leonhard Euler descobre a evolvente com

2- Principais Etapas no Desenvolvimento

1754 Euler O suíço Leonhard Euler descobre a evolvente com perfil do dente.
1754 Euler
O suíço Leonhard Euler descobre a evolvente com perfil do dente.
Leonhard Euler descobre a evolvente com perfil do dente. Z F d o B r a

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1784 Watt 2- Principais Etapas no Desenvolvimento Primeiro patente conhecido onde as engrenagens transmitiam a
1784 Watt 2- Principais Etapas no Desenvolvimento Primeiro patente conhecido onde as engrenagens transmitiam a

1784 Watt

2- Principais Etapas no Desenvolvimento

Primeiro patente conhecido onde as engrenagens transmitiam a força de maneira constante, este possuía uma embreagem tubular e as marchas podiam ser trocadas, quando a transmissão se encontrava em uma posição de descanso.

a transmissão se encontrava em uma posição de descanso. Z F d o B r a

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1821 Griffith 2- Principais Etapas no Desenvolvimento Transmissão de 2 marchas onde as engrenagens eram
1821 Griffith 2- Principais Etapas no Desenvolvimento Transmissão de 2 marchas onde as engrenagens eram

1821 Griffith

2- Principais Etapas no Desenvolvimento

Transmissão de 2 marchas onde as engrenagens eram deslocadas.

de 2 marchas onde as engrenagens eram deslocadas. Z F d o B r a s

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1827 Pecqueur 2- Principais Etapas no Desenvolvimento Primeira aplicação de um diferencial em veículos motorizados.
1827 Pecqueur 2- Principais Etapas no Desenvolvimento Primeira aplicação de um diferencial em veículos motorizados.

1827 Pecqueur

2- Principais Etapas no Desenvolvimento

Primeira aplicação de um diferencial em veículos motorizados.

aplicação de um diferencial em veículos motorizados. Z F d o B r a s i

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1834 Bodmer 2- Principais Etapas no Desenvolvimento Primeira transmissão de engrenagens planetárias, que podiam ser
1834 Bodmer 2- Principais Etapas no Desenvolvimento Primeira transmissão de engrenagens planetárias, que podiam ser

1834 Bodmer

2- Principais Etapas no Desenvolvimento

Primeira transmissão de engrenagens planetárias, que podiam ser cambiadas em movimento.

planetárias, que podiam ser cambiadas em movimento. Z F d o B r a s i

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1835 Whitworth 2- Principais Etapas no Desenvolvimento Fresadora de Engrenagens Z F d o B
1835 Whitworth 2- Principais Etapas no Desenvolvimento Fresadora de Engrenagens Z F d o B

1835 Whitworth

2- Principais Etapas no Desenvolvimento

Fresadora de Engrenagens

Etapas no Desenvolvimento Fresadora de Engrenagens Z F d o B r a s i l

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2- Principais Etapas no Desenvolvimento 1879 Selden Patente de Transmissão com uma Marcha a Ré
2- Principais Etapas no Desenvolvimento 1879 Selden Patente de Transmissão com uma Marcha a Ré

2- Principais Etapas no Desenvolvimento

1879 Selden Patente de Transmissão com uma Marcha a Ré e um Sistema de Embreagem,
1879 Selden
Patente de Transmissão com uma Marcha a Ré e um Sistema de
Embreagem, para separar o motor da transmissão. Esta patente incluía
uma proposta para o encapsulamento das engrenagens.
uma proposta para o encapsulamento das engrenagens. Z F d o B r a s i

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2- Principais Etapas no Desenvolvimento 1887 Benz Patente para uma transmissão com transferência de força
2- Principais Etapas no Desenvolvimento 1887 Benz Patente para uma transmissão com transferência de força

2- Principais Etapas no Desenvolvimento

1887 Benz Patente para uma transmissão com transferência de força de um eixo primário (principal)
1887 Benz
Patente para uma transmissão com transferência de força de um eixo
primário (principal) para um eixo secundário (transmissão)
(principal) para um eixo secundário (transmissão) Z F d o B r a s i l

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2- Principais Etapas no Desenvolvimento 1890 Peugeot Primeira aplicação de uma transmissão como elemento de
2- Principais Etapas no Desenvolvimento 1890 Peugeot Primeira aplicação de uma transmissão como elemento de
2- Principais Etapas no
Desenvolvimento
1890 Peugeot
Primeira aplicação de uma transmissão como elemento de ligação
em um veículo.
Embreagem deslizante
4 Marchas para frente
Marcha Ré

Acionamento por engrenagem cônica

Diferencial

Carcaça posicionada longitudinalmente

 Diferencial  Carcaça posicionada longitudinalmente Z F d o B r a s i l

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2- Principais Etapas no Desenvolvimento 1897 Pfauter Fresa Caracol por Geração Z F d o
2- Principais Etapas no Desenvolvimento 1897 Pfauter Fresa Caracol por Geração Z F d o

2- Principais Etapas no Desenvolvimento

1897 Pfauter Fresa Caracol por Geração
1897 Pfauter
Fresa Caracol por Geração
Desenvolvimento 1897 Pfauter Fresa Caracol por Geração Z F d o B r a s i

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Mini-curso de Engrenagens

1 Eixo da ferramenta;

2 Hob

3 Sentido de rotação do hob

4 Sentido axial do movimento

5 Sentido radial do movimento

6 Blanque

7 eixo da peça

8 Sentido de rotação da peça.

2- Principais Etapas no Desenvolvimento 1915 Maag Retificação de Engrenagens (dente a dente) Z F
2- Principais Etapas no Desenvolvimento 1915 Maag Retificação de Engrenagens (dente a dente) Z F

2- Principais Etapas no Desenvolvimento

1915 Maag Retificação de Engrenagens (dente a dente)
1915 Maag
Retificação de Engrenagens (dente a dente)

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Mini-curso de Engrenagens

2- Principais Etapas no Desenvolvimento 1915 Fundação da ZF Fabricação de Transmissões Z F d
2- Principais Etapas no Desenvolvimento 1915 Fundação da ZF Fabricação de Transmissões Z F d

2- Principais Etapas no Desenvolvimento

1915 Fundação da ZF Fabricação de Transmissões
1915 Fundação da ZF
Fabricação de Transmissões
1915 Fundação da ZF Fabricação de Transmissões Z F d o B r a s i
1915 Fundação da ZF Fabricação de Transmissões Z F d o B r a s i

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1920 Soden 2- Principais Etapas no Desenvolvimento Transmissão para automóveis. Primeira Transmissão produzida em
1920 Soden 2- Principais Etapas no Desenvolvimento Transmissão para automóveis. Primeira Transmissão produzida em

1920 Soden

2- Principais Etapas no Desenvolvimento

Transmissão para automóveis. Primeira Transmissão produzida em série pela ZF

Primeira Transmissão produzida em série pela ZF Z F d o B r a s i
Primeira Transmissão produzida em série pela ZF Z F d o B r a s i

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Mini-curso de Engrenagens

Primeira Transmissão produzida em série pela ZF Z F d o B r a s i
2- Principais Etapas no Desenvolvimento 1927 Retificação em Engrenagens Helicoidais ZF 1929 Aphon Transmissão com
2- Principais Etapas no Desenvolvimento 1927 Retificação em Engrenagens Helicoidais ZF 1929 Aphon Transmissão com

2- Principais Etapas no Desenvolvimento

1927 Retificação em Engrenagens Helicoidais ZF 1929 Aphon Transmissão com baixo nível de ruído, utilizando
1927
Retificação em Engrenagens Helicoidais ZF
1929
Aphon
Transmissão com baixo nível de ruído, utilizando
engrenagens helicoidais e mancalização individual

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Mini-curso de Engrenagens

engrenagens helicoidais e mancalização individual Z F d o B r a s i l 2
engrenagens helicoidais e mancalização individual Z F d o B r a s i l 2
2- Principais Etapas no Desenvolvimento 1934 Allsynchron Transmissão de 4 Marchas com sincronização Z F
2- Principais Etapas no Desenvolvimento 1934 Allsynchron Transmissão de 4 Marchas com sincronização Z F

2- Principais Etapas no Desenvolvimento

1934 Allsynchron Transmissão de 4 Marchas com sincronização
1934 Allsynchron
Transmissão de 4 Marchas com sincronização

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Transm issão Transm issão ALLSYN CH R O N ALLSYN CH R O N 1934
Transm issão
Transm issão
ALLSYN CH R O N
ALLSYN CH R O N
1934 1934

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2- Principais Etapas no Desenvolvimento 1935 Allklauen (AK) Transmissões de cinco e seis marchas com
2- Principais Etapas no Desenvolvimento 1935 Allklauen (AK) Transmissões de cinco e seis marchas com

2- Principais Etapas no Desenvolvimento

1935 Allklauen (AK)

Transmissões de cinco e seis marchas com transmissão por pinças e acoplamentos dentados

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Transmissão AK de Transmissão AK de cinco marchas cinco marchas 1935 1935
Transmissão AK de
Transmissão AK de
cinco marchas
cinco marchas
1935 1935

Mini-curso de Engrenagens

Desde 1950 2- Principais Etapas no Desenvolvimento Pela primeira vez são utilizadas engrenagens com acabamento
Desde 1950 2- Principais Etapas no Desenvolvimento Pela primeira vez são utilizadas engrenagens com acabamento

Desde 1950

2- Principais Etapas no Desenvolvimento

Pela primeira vez são utilizadas engrenagens com acabamento rasqueteado (shaving).

engrenagens com acabamento rasqueteado (shaving). Z F d o B r a s i l 2

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Mini-curso de Engrenagens

2- Principais Etapas no Desenvolvimento 1961 Automat (3HP – 12) A primeira Transmissão Automática p/
2- Principais Etapas no Desenvolvimento 1961 Automat (3HP – 12) A primeira Transmissão Automática p/

2- Principais Etapas no Desenvolvimento

1961 Automat (3HP – 12)

A primeira Transmissão Automática p/ automóveis fabricada em série pela ZF

Transmissão Automática Transmissão Automática 1961 1961
Transmissão Automática
Transmissão Automática
1961 1961
Automática Transmissão Automática 1961 1961 Z F d o B r a s i l 2

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Mini-curso de Engrenagens

1979 Ecosplit 2- Principais Etapas no Desenvolvimento Transmissão de 16 marchas para caminhões, sincronizada ou
1979 Ecosplit 2- Principais Etapas no Desenvolvimento Transmissão de 16 marchas para caminhões, sincronizada ou

1979 Ecosplit

2- Principais Etapas no Desenvolvimento

Transmissão de 16 marchas para caminhões, sincronizada ou seca.

de 16 marchas para caminhões, sincronizada ou seca. Z F d o B r a s

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Mini-curso de Engrenagens

2- Principais Etapas no Desenvolvimento 1983 Retificação de Perfil KAPP Retificação de perfil dente-a-dente, processo
2- Principais Etapas no Desenvolvimento 1983 Retificação de Perfil KAPP Retificação de perfil dente-a-dente, processo

2- Principais Etapas no Desenvolvimento

1983 Retificação de Perfil KAPP

Retificação de perfil dente-a-dente, processo de elevada capacidade que é caracterizado pelo elevado nível de acabamento e resistência do perfil do dente.

nível de acabamento e resistência do perfil do dente. Z F d o B r a

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1995 AS-Tronic 2- Principais Etapas no Desenvolvimento Transmissão –Automática, transmissão para caminhões com dois
1995 AS-Tronic 2- Principais Etapas no Desenvolvimento Transmissão –Automática, transmissão para caminhões com dois

1995 AS-Tronic

2- Principais Etapas no Desenvolvimento

Transmissão –Automática, transmissão para caminhões com dois eixos primários e troca de marchas eletrônica.

com dois eixos primários e troca de marchas eletrônica. Z F d o B r a

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2007 8-HP 2- Principais Etapas no Desenvolvimento Transmissão Automática para carros de 8 velocidades Z
2007 8-HP 2- Principais Etapas no Desenvolvimento Transmissão Automática para carros de 8 velocidades Z

2007 8-HP

2- Principais Etapas no Desenvolvimento

Transmissão Automática para carros de 8 velocidades

Transmissão Automática para carros de 8 velocidades Z F d o B r a s i

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Mini-curso de Engrenagens

2011 9-HP 2- Principais Etapas no Desenvolvimento Transmissão Automática TRANSVERSAL para carros de 9 velocidades
2011 9-HP 2- Principais Etapas no Desenvolvimento Transmissão Automática TRANSVERSAL para carros de 9 velocidades

2011 9-HP

2- Principais Etapas no Desenvolvimento

Transmissão Automática TRANSVERSAL para carros de 9 velocidades

Automática TRANSVERSAL para carros de 9 velocidades Z F d o B r a s i

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Mini-curso de Engrenagens

Automática TRANSVERSAL para carros de 9 velocidades Z F d o B r a s i
3- O Perfil Evolvente  Quando os dentes de duas engrenagens entra m em contato,
3- O Perfil Evolvente  Quando os dentes de duas engrenagens entra m em contato,

3- O Perfil Evolvente

Quando os dentes de duas engrenagens entram em contato, deseja-se que estes engrenem com o mínimo possível de escorregamento, para se minimizar os efeitos do desgaste, aquecimento e ruído

O perfil evolvente circular é aquele que representa o perfil dito ideal, preenchendo todos os requisitos dos denteados, as exigências físicas e matemáticas. O perfil evolvente é uma curva geométrica, que se origina quando uma linha esticada é desenrolada de um cilindro

ZF do Brasil 31

Mini-curso de Engrenagens

3- O Perfil Evolvente Caneta Evolvente Fio Círculo de Base Z F d o B
3- O Perfil Evolvente Caneta Evolvente Fio Círculo de Base Z F d o B

3- O Perfil Evolvente

Caneta Evolvente Fio Círculo de Base
Caneta
Evolvente
Fio
Círculo de Base

ZF do Brasil 32

Mini-curso de Engrenagens

3- O Perfil Evolvente  Patente do dispositivo ZF para desenhar Evolventes Z F d
3- O Perfil Evolvente  Patente do dispositivo ZF para desenhar Evolventes Z F d

3- O Perfil Evolvente

Patente do dispositivo ZF para desenhar Evolventes

 Patente do dispositivo ZF para desenhar Evolventes Z F d o B r a s

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Mini-curso de Engrenagens

Patente do dispositivo ZF para desenhar Evolventes Z F d o B r a s i
3- O Perfil Evolvente  Na prática, o perfil evolvente é gerado com o auxílio
3- O Perfil Evolvente  Na prática, o perfil evolvente é gerado com o auxílio

3- O Perfil Evolvente

Na prática, o perfil evolvente é gerado com o auxílio de uma ferramenta que possui dentes com flancos retos trapezoidais (por exemplo: Fresadores, barras laminadoras)

O flanco do dente da peça é obtido por geração a partir do perfil de corte da ferramenta

por geração a partir do perfil de corte da ferramenta Z F d o B r

ZF do Brasil 34

Mini-curso de Engrenagens

4- Tipos de engrenagens Conjunto de engrenagens de dentes retos  Fabricação simples  Nível
4- Tipos de engrenagens Conjunto de engrenagens de dentes retos  Fabricação simples  Nível

4- Tipos de engrenagens

Conjunto de engrenagens de dentes retos

Fabricação simples

Nível de ruído relativamente elevado

Encontra aplicação na industria de máquinas em geral

Rendimento de 95% a 99%

Eixos dispostos paralelamente

ZF do Brasil 35

de 95% a 99%  Eixos dispostos paralelamente Z F d o B r a s

Mini-curso de Engrenagens

4- Tipos de engrenagens Conjunto de engrenagens de dentes helicoidais  Baixo nível de ruído
4- Tipos de engrenagens Conjunto de engrenagens de dentes helicoidais  Baixo nível de ruído

4- Tipos de engrenagens

Conjunto de engrenagens de dentes helicoidais

Baixo nível de ruído

Suportam carga de trabalho maiores que a de dentes retos

Encontra aplicação em transmissões que tem que suportar grandes esforços

Rendimento de 95% a 99%

Eixos dispostos paralelamente

Rendimento de 95% a 99%  Eixos dispostos paralelamente Z F d o B r a

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Mini-curso de Engrenagens

4- Tipos de engrenagens Conjunto de engrenagens internas  Conjunto de engrenagens onde uma das
4- Tipos de engrenagens Conjunto de engrenagens internas  Conjunto de engrenagens onde uma das

4- Tipos de engrenagens

Conjunto de engrenagens internas

Conjunto de engrenagens onde uma das peças possui dentes posicionados no diâmetro interno (Engrenagem oca)

Encontram aplicação em transmissões planetárias

Eixos dispostos paralelamente

planetárias  Eixos dispostos paralelamente Z F d o B r a s i l 3

ZF do Brasil 37

Mini-curso de Engrenagens

4- Tipos de engrenagens Engrenagem Cônica com Dentes Retos  Eixos se cruzam  Alto
4- Tipos de engrenagens Engrenagem Cônica com Dentes Retos  Eixos se cruzam  Alto

4- Tipos de engrenagens

Engrenagem Cônica com Dentes Retos

Eixos se cruzam

Alto nível de ruído

Atinge relações de até 1:6

Aplicação geral na indústria, na automotiva utilizado em diferenciais

ZF do Brasil 38

na indústria, na automotiva utilizado em diferenciais Z F d o B r a s i

Mini-curso de Engrenagens

4- Tipos de engrenagens Engrenagem Cônica com Dentes helicoidais  Eixos se cruzam  Menor
4- Tipos de engrenagens Engrenagem Cônica com Dentes helicoidais  Eixos se cruzam  Menor

4- Tipos de engrenagens

Engrenagem Cônica com Dentes helicoidais

Eixos se cruzam

Menor nível de ruído comparado com a engrenagem cônica de dentes retos

Atinge relações de até 1:6

Aplicação geral na indústria

relações de até 1:6  Aplicação geral na indústria Z F d o B r a

ZF do Brasil 39

Mini-curso de Engrenagens

4- Tipos de engrenagens Engrenagem Cônica com Dentes espirais  Eixos se cruzam  Menor
4- Tipos de engrenagens Engrenagem Cônica com Dentes espirais  Eixos se cruzam  Menor

4- Tipos de engrenagens

Engrenagem Cônica com Dentes espirais

Eixos se cruzam

Menor nível de ruído comparado com a engrenagem cônica de dentes retos

Atinge relações de até 1:6

Aplicação geral na indústria

relações de até 1:6  Aplicação geral na indústria Z F d o B r a

ZF do Brasil 40

Mini-curso de Engrenagens

4- Tipos de engrenagens Engrenagem Hipoidal  Eixos se cruzam, com deslocamento  Menor nível
4- Tipos de engrenagens Engrenagem Hipoidal  Eixos se cruzam, com deslocamento  Menor nível

4- Tipos de engrenagens

Engrenagem Hipoidal

Eixos se cruzam, com deslocamento

Menor nível de ruído

Atinge relações de até 1:6

Melhor capacidade de carga

Aplicação em eixos de veículos automotores

Coroa

Pinhão

ZF do Brasil 41

Mini-curso de Engrenagens

4- Tipos de engrenagens Engrenagem Coroa / Sem fim  Forma dos dentes similar a
4- Tipos de engrenagens Engrenagem Coroa / Sem fim  Forma dos dentes similar a

4- Tipos de engrenagens

Engrenagem Coroa / Sem fim

Forma dos dentes similar a uma rosca

Eixos se cruzam

Baixos rendimentos

Atinge relações de 1:10 até 1:100

Aplicação em redutores, não possui utilização na industria automotiva

Sem-fim Engrenagem 1 Coroa Engrenagem 2
Sem-fim
Engrenagem 1
Coroa
Engrenagem 2

ZF do Brasil 42

Engrenagem Com eixos cruzados

Transmissão com caracol ou coroa sem fim

Mini-curso de Engrenagens

5- Tipos de dentados  Basicamente os denteados são diferenciados em engrenagens e estriados. 
5- Tipos de dentados  Basicamente os denteados são diferenciados em engrenagens e estriados. 

5- Tipos de dentados

Basicamente os denteados são diferenciados em engrenagens e estriados.

No caso de engrenagens, os dentes são utilizados para transmitir ou multiplicar potências, sendo que o sentido de rotação é o contrário.

No caso de estriados, o dentado tem a função única de transmsitir potência.

É possível com o auxílio dos estriados, criar-se conjuntos que podem ser deslocados axialmente (estriados deslizantes) ou um conjunto fixo.

ZF do Brasil 43

Mini-curso de Engrenagens

5- Tipos de dentados V P Engrenagens (V) e Estriados (P) em um Eixo Intermediário
5- Tipos de dentados V P Engrenagens (V) e Estriados (P) em um Eixo Intermediário

5- Tipos de dentados

V P
V
P
Engrenagens (V) e Estriados (P) em um Eixo Intermediário
Engrenagens (V) e Estriados (P) em um Eixo
Intermediário
P P
P
P
Estriados (P) em um Eixo Principal
Estriados (P) em um Eixo Principal

P

P
P

Estriados (P) em um Corpo Sincronizado.

ZF do Brasil 44

Mini-curso de Engrenagens

5- Tipos de dentados  Os estriados dos elementos de sincr onização apresentam características especiais
5- Tipos de dentados  Os estriados dos elementos de sincr onização apresentam características especiais

5- Tipos de dentados

Os estriados dos elementos de sincronização apresentam características especiais e dependendo da sua função recebem denominações especiais

O estriado externo do anel sincronizado, cujos dentes possuem áreas na forma de um telhado, “igrejinhas”, são denominados anel de trava.

O estriado interno da luva de engate e estriado externo do corpo de acoplamento, também possuem dentes similares aos dos anéis sincronizados.

possuem dentes similares aos dos anéis sincronizados. Z F d o B r a s i

ZF do Brasil 45

Anel Sincronizado

Luva de Engate

Mini-curso de Engrenagens

Corpo de Acoplamento

5- Tipos de dentados  O estriado de dentes retos (Perfil SAE) recebe este nome,
5- Tipos de dentados  O estriado de dentes retos (Perfil SAE) recebe este nome,

5- Tipos de dentados

O estriado de dentes retos (Perfil SAE) recebe este nome, porém não pode efetivamente ser considerado um, uma vez que os “dentes” são ranhuras com planos retos e paralelos entre si.

Os eixos de transmissão possuem este tipo de dentado, para que, em conjunto com a embreagem, formem uma conexão perfeita com o motor.

Estriado com ou sem Evolvente
Estriado com ou sem Evolvente

ZF do Brasil 46

Mini-curso de Engrenagens

6- Principais características dos processos de fabricação Fresa por geração  Processo Pré-tratamento térmico
6- Principais características dos processos de fabricação Fresa por geração  Processo Pré-tratamento térmico

6- Principais características dos processos de fabricação

Fresa por geração Processo Pré-tratamento térmico

Fresa por geração  Processo Pré-tratamento térmico ENGRENAGEM DE DENTES RETOS FRESADA ENGRENAGEM HELICOIDAL

ENGRENAGEM DE DENTES RETOS FRESADA

Pré-tratamento térmico ENGRENAGEM DE DENTES RETOS FRESADA ENGRENAGEM HELICOIDAL FRESADA Z F d o B r

ENGRENAGEM HELICOIDAL FRESADA

ZF do Brasil 47

Mini-curso de Engrenagens

6- Principais características dos processos de fabricação Entalhamento por geração  Processo Pré-tratamento
6- Principais características dos processos de fabricação Entalhamento por geração  Processo Pré-tratamento

6- Principais características dos processos de fabricação

Entalhamento por geração

Processo Pré-tratamento térmico

Flancos dos dentes apresentam pequenas ranhuras no sentido longitudinal do perfil do flanco do dente

no sentido longitudinal do perfil do flanco do dente Z F d o B r a

ZF do Brasil 48

Mini-curso de Engrenagens

6- Principais características dos processos de fabricação Rasqueteamento (Shaving)  Processo Pré-tratamento
6- Principais características dos processos de fabricação Rasqueteamento (Shaving)  Processo Pré-tratamento

6- Principais características dos processos de fabricação

Rasqueteamento (Shaving)

Processo Pré-tratamento térmico

Ranhuras finais em forma de arco que se apresentam radialmente ao longo do flanco do dente

que se apresentam radialmente ao longo do flanco do dente Z F d o B r

ZF do Brasil 49

Mini-curso de Engrenagens

6- Principais características dos processos de fabricação Retificação Maag  Processo pós-tratamento térmico
6- Principais características dos processos de fabricação Retificação Maag  Processo pós-tratamento térmico

6- Principais características dos processos de fabricação

Retificação Maag Processo pós-tratamento térmico

Retifica Maag 0º Geração dente a dente
Retifica Maag 0º
Geração dente a dente

Retificação Cruzada Maag

Maag 0º Geração dente a dente Retificação Cruzada Maag Z F d o B r a

ZF do Brasil 50

Mini-curso de Engrenagens

6- Principais características dos processos de fabricação Retificação Reishauer por geração  Processo
6- Principais características dos processos de fabricação Retificação Reishauer por geração  Processo

6- Principais características dos processos de fabricação

Retificação Reishauer por geração Processo pós-tratamento térmico

por geração  Processo pós-tratamento térmico Z F d o B r a s i l

ZF do Brasil 51

Mini-curso de Engrenagens

6- Principais características dos processos de fabricação Retificação Kapp dente a dente  Processo
6- Principais características dos processos de fabricação Retificação Kapp dente a dente  Processo

6- Principais características dos processos de fabricação

Retificação Kapp dente a dente Processo pós-tratamento térmico

Kapp dente a dente  Processo pós-tratamento térmico Z F d o B r a s

ZF do Brasil 52

Mini-curso de Engrenagens

6- Principais características dos processos de fabricação Fresado Brunido (Honen) Entalhado Retificado (Perfil)
6- Principais características dos processos de fabricação Fresado Brunido (Honen) Entalhado Retificado (Perfil)

6- Principais características dos processos de fabricação

Fresado Brunido (Honen) Entalhado Retificado (Perfil) Rasqueteado Retificado (Geração)
Fresado
Brunido (Honen)
Entalhado
Retificado (Perfil)
Rasqueteado
Retificado (Geração)

ZF do Brasil 53

Mini-curso de Engrenagens

6- Principais características dos processos de fabricação  Além dos processos por usinagem, existem ainda
6- Principais características dos processos de fabricação  Além dos processos por usinagem, existem ainda

6- Principais características dos processos de fabricação

Além dos processos por usinagem, existem ainda outros processos de produção, como por exemplo a rolagem, o forjamento de precisão e a sinterização.

As superfícies geradas a partir desses processos são, via de regra, lisas.

Marcas profundas como as que podem ser vistas em superfícies usinadas não estão presentes nesses processos

ZF do Brasil 54

Mini-curso de Engrenagens

Obrigado pela sua Atenção! Z F d o B r a s i l 5
Obrigado pela sua Atenção! Z F d o B r a s i l 5

Obrigado pela sua Atenção!

Obrigado pela sua Atenção! Z F d o B r a s i l 5 5

ZF do Brasil 55

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