Você está na página 1de 11

I.

Os espaços organizados pela população


1. As áreas rurais
I.1 os elementos das paisagens agrárias
a) espaço rural – é o espaço que reflecte tudo o que se relaciona com
o campo, incluindo, o modo de vida do homem. Neste espaço
predomina o sector primário.
b) Espaço urbano – é o espaço que apresenta grande densidade de
construção e em que predominam o sector secundário e terciário.
c) Espaço agrícola – é o espaço ocupado com produção vegetal e/ou
animal
d) Espaço agrário – é a área onde o ser humano criou as suas
estruturas tendo em vista a produção agrícola. Compreende o espaço
agrícola as pastagens e florestas as habitações e infra-estruturas.
e) Morfologia (é a forma dos campos)
1. Abertos – openfield
2. Fechados – Bocage
a) Dimensão
1. Minifúndio – campos de pequenas dimensões
2. Latifúndio – campos de grandes dimensões
3. Parcela – é uma unidade de exploração agrícola (3 parcelas)

4. Bloco – é uma exploração agrícola rodeada de terras não


pertencentes à exploração (2 blocos e 3 parcelas)

5. Estrutura fundiária = morfologia + dimensão

a) Povoamento (á a disposição das habitações na paisagem)


1. Agrupado

Aglomerado concentrado

2. Disperso
Ordenado desordenado

3. Misto
a) Sistema produção ou de cultura (é a forma de tirar partido da
terra)
1. Monocultura – é a cultura de um único produto
2. Policultura – é a produção de vários produtos em simultâneo
3. Rendimento – é a produção por unidade de superfície

2kg 30kg
bata batat
taa
Baixo rendimento alto rendimento

4. Produtividade – é a produção por unidade da mão de obra

1 10
maqi trabal
na hafd
Baixa produtividade alta produtividade

5. Agricultura intensiva – é uma agricultura de alto rendimento, mas


pode ser de alta ou baixa produtividade quando utiliza pouca ou
muita mão – de – obra.
6. Agricultura extensiva – é uma agricultura de baixo rendimento
porque os campos não são cultivados continuamente, mas pode ser
de alta produtividade quando se trata de uma agricultura moderna e
de baixa produtividade quando se trata de uma agricultura tradicional
que se utiliza muita mão – de obra.
7. Pousio – é o descanso dos campos. Esta técnica é a tradicionalmente
e pode levar à erosão dos solos por isso ela está a ser substituída por
culturas de forragem (erva…) que impedem a erosão e servem de
alimento para os animais.
8. Afolhamento – é a divisão dos campos em folhas. O afolhamento
bienal e trienal.
9. Rotação de culturas – é a alternância de culturas.
a) Formas de exploração
1. Propriedade agrícola – é um conjunto de terras pertencentes a
uma pessoa que tem a responsabilidade jurídica e económica
sobre as mesmas.
2. Exploração agrícola – é um conjunto de terras utilizadas total ou
parcialmente para a produção agrícola, em que o explorador pode
ser ou não o proprietário.
3. Exploração por conta própria – o produtor é o proprietário da
exploração.
4. Exploração a tempo integral – é o trabalho agrícola que ocupa
o tempo inteiro.
5. Exploração de parceria – é a exploração de terra alheia
mediante pagamento que pode ser bens ou em dinheiro.
6. Exploração a tempo parcial – é o trabalho agrícola que existe
em simultâneo com outra actividade.
a) Tipos de agriculturas

Agricultura Agricultura moderna


tradicional

População agrícola Muitas pessoas / Poucas pessoas /


poucas habilitações muitas habilitações
Tarefas agrícolas Manuais Mecanizada

Destino da produção Própria Mercados

Organização das Familiar Empresarial


explorações

Sistema de culturas Policultura Monocultura

Técnica Rudimentar Modernas

Produtividade Pouca Muita

b) Superfície agrícola útil ou utilizada (SAU)


1. terras araveis
• Culturas temporárias (< 5 anos)
• Hortas familiares
• Pousio
1. Culturas permanentes (>5 anos)
2. Pastagens permanentes

a) Os condicionalismos da paisagem agrária


1. Condicionalismos físicos
1.1clima
a) precipitação
• irregular
• variação intra-anual >inverno
< verão
• variação interanual – anos secos
- anos húmidos
• inundações
• secas destruição das culturas

a) temperatura
• irregular
• verões quentes e invernos suaves
• geadas – destruição das culturas
a) insolação
• sul – a maturação dos frutos é maior

1.1solo

O solo é um composto orgânico e mineral

Solos férteis – maior parte orgânica (maior precipitação e maior


vegetação; NW)

1.2relevo

montanha – escalonamento das culturas

- socalcos

Planícies – são as zonas mais propicias, para a pratica de agricultura

2. os condicionalismos humanos
2.1densidade populacional
➢ morte - > fragmentação da propriedade

< sul - < fragmentação da propriedade

1.1factores históricos
a) conquista do país de norte para sul
a entrega de terras aos nobres – latifúndios no sul

b) descobrimentos e acção de alguns reis


troca de produtos
construção do pinhal de Leiria
fim da lei do morgadio

c) objectivos da agricultura
tradicional – policultura
moderna – monocultura

Aspectos físicos com maior influência na agricultura portuguesa

Clima, Solo e o relevo

Relacionar a temperatura e a precipitação referindo o seu impacto


na agricultura

O impacto da temperatura e da precipitação é a grande irregularidade da


precipitação anual, a influencia marítima, as temperaturas muito elevadas
nas estações secas e s chuvas muito intensas que provocam inundações
nos campos.

De que forma a densidade populacional constitui um


condicionalismo para a agricultura

A densidade populacional constitui um condicionalismo para a agricultura,


porque se a densidade populacional for elevada como no noroeste há uma
maior fragmentação das propriedades dando origem aos minifúndios. Mas
se a densidade populacional for baixa, como no Alentejo já não haverá tanta
fragmentação das propriedades, dando origem a latifúndios.

Os contrastes d estrutura fundiária entre o norte e o sul

Norte e Sul de Portugal tem estruturas fundiárias muito diferentes e isso


obriga-nos a encarar de modo diferente os problemas dessas áreas. O norte
caracterizado pelos minifúndios onde se pratica uma agricultura de
subsistência e a tempo parcial tem que se organizar muito bem para dar
viabilidade económica as explorações mas esta só será possível se
conseguirmos que os agricultores se associem para escoarem os seus
produtos e principalmente para juntarem as suas propriedades,
aumentando assim a mecanização e a produção agrícola. No sul, as grandes
propriedades não asseguram pleno emprego à população sem terra, tendo
que pensar-se em dividir as propriedades ou dinamizar estas áreas com a
fixação de actividade ligadas ao sector secundário e terciário que dêem
emprego à população e impeçam a desertificação do Alentejo.

Objectivos da actividade agrícola – o objectivo que esta subjacente à


pratica agrícola também apresenta alguns contrastes. Assim embora em
retracção após a integração na UE. Portugal possui, um numero significativo
de explorações agrícolas que praticam uma agricultura de subsistência,
visando a alimentação do agregado familiar, vendendo os excessos em
feiras e através de formas informais de comercio ( nas imediações das
estradas).

Esta forma de agricultura é praticada em sistema de policultura, por vezes


de forma extensiva, por via de poucos meios de utilizados.
No plano oposto, situam-se as unidades agrícolas que praticam uma
agricultura cuja a produção de destina exclusivamente ao mercado, por
vezes para fins industriais (são os casos dos tomates, da beterraba, e do
girassol, entre outras). Estas explorações recorrem a mão d obra
assalariada e a meios mecanizados e a técnicos mais modernos, visando
explorações elevadas. É quase sempre de tipo monocultura e praticada de
forma intensiva.

As principais produções agrícolas

Produções Localização Factores Problemas/alter


agrícolas condicionantes açoes

1.cereais Alentejo Temperaturas Alguns cereias


levadas; forte tem resgistdo
Trigo insolação; pouca uma quebra
humidade nu acentuada(trigo
solo centeio)
diminuiça d
Milho Entre douro e Mediterrâneo cm
minifúndios, mas
Minho; Ribatejo; influecia
ns ultimus ânus
beira litoral martima; temp
houv um
amenas; poucos
aumento d
períodos d seca
produção dvidu
Centeio Trás- os – Temperturas as quotas
montes; beira altas, e clima
interior seco

Arroz Beira litoral, planícies


Ribatejo e oeste aluviais;
mediterrâneo cm
influencia
marítima

2.vinho Entre douro e Temperaturas Prejuízo,


Minho amenas; irregularidade da
Verde maturação produção devid
grande as condiçoes
climatéricas e o
Maduro Trás os montes, Temperaturas
abadono das
beira interior, altas, grande
exploraçoes
Ribatejo, sul insolação, maior
maturação

Generoso Trás-os-montes, Temperaturas


beira interior, elevadas, menor
Alentejo albedo, xisto,
verões quentes,
mt absorçao
3.azeite Trás-os-montes, Temp. elevadas, Abandono e não
beira interior, pouca agua no renovação dos
Alentejo solo, quente e olivais, decresimo
seco d produção, falta
d mecanização,
elevado custo de
mão de obra

4.Batata Beira litroral, Batata adapta-se Irregular


trás-os-montes; a vários climas dependente dos
Ribatejo climas; cultura
sensível ond
predomina as
pragas

5.horticultura Entre douro e Precipitação São culturas com


Minho; beira abundante; potencialidades
litoral; Ribatejo e temperaturas para aumentar a
oeste amenas produção. Tem
resgistado um
aumento
significativo quer
na produção quer
n superfície

6.fruticulura- Trás-os montes; Grande insolaçao “ “


secos Alentejo; algarve

Frescos Ribatejo e oeste; Adapta-se a ““


Algarve; trás-os- vários tipo de
monstes clima sendo+
predominante
em algumas “”
regiões do pais
devido as
temperaturas

7. Culturas Beira interior; o clima “ “


industriais Ribatejo e oeste;
(tabaco, Alentejo
tomate,
girassol)

Culturas tradicionais (cereais, vinho e azeite)- são culturas que estão em


decadência no entanto Portugal tem que repensar a situação d vinha porque
produzimos vinho de boa qualidade e podemos ser competitivos se
alterarmos a estrutura fundiária. O azeite deve ser modernizado porque
Portugal produz um dos melhores azeites do mundo.
Culturas em crescimento – horticultura, fruticultura e culturas industriais

A diversidade rural portuguesa

Região Factores Sistema de Estrutur Formas de povoamen


condiciona culturas/ a exploraçã to
ntes tipo de fundiária o
culturas

1.norte Temperatur Policultura; Minifúndio Conta Disperso


as amenas, vinha; s; campos própria e
1.1 NW solos arvores de fechados; arrendame
aluvionares, fruto; mosaico nto
fortes prados; de
densidades rega de parcelas
populaciona abundância; irregulare
is; produção agricultura s;
auto- intensiva socalcos
consumo;
campos
fechados

1.2 NE Temperatur Agricultura Minifúndio Conta Aglomerado


as extensiva; s; campos própria
contrastant afolhamento abertos; (aldeias)
es; relevo bienal; campos
montanhoso centeio; de formas
; xisto; solos trigo; regulares
de fraca batata;
fertilidade; arvores de
clima fruto; vinho
temperado do porto
mediterrâne
o com
influencia
marítima

2 . Sul Temperatur Monocultura Latifúndio Conta Concentrad


as elevadas; ; criação de s; campos própria o
2.1 superfícies gado ovino; abertos;
Alentejo aplanadas; azinheira; campos
fertilidade oliveira; de formas
de solo afolhamento regulares
baixa; trienal;
densidade pousio
populaciona
l baixa
2.2Algarv Solos de Monocultura Campos Conta Agolomerad
e natureza ; extensivo abertos e própria o
xistosa; regulares;
(serra) clima latifúndios
tipicamente
mediterrâni
co

2.3(litoral Clima Intensiva Campos Conta Disperso


) tipicamente fechados própria
mediterrâne e
o; relevo da irregulare
planície s;
latifúndios

3 regiões Clima mais Escaloname Minifúndio Conta Misto(disper


autónoma húmido; nto das s; campos própria e ço e
s da relevo culturas*; fechados; arrendame agolomerad
madeira rigoroso; produções campos nto o)
densidade de leite; de formas
3.1 populaciona separação mais
açores l baixa entre a geométric
agricultura as
e a criação
de gado

3.Madeira 2clima Culturas Minifúndio Conta Misto


mediterrâne intensivas; s; campos própria
o com rega de formas
influencia estruturada irregulare
tropical numa s; campos
extensa fechados
rede de e socalcos
canais*

3.1* 1º andar – ate 350-450m policultura intensiva ex: vinha batata cereais
horticultura

2º andar – entre 450-800m pastorícia

3º andar – mais 800m – floresta

3.2* Escalonamento das culturas – 1º banana e cana de açúcar

2º Espécies mediterrâneas – laranja e o


vinho

3º policultura e animais

4º Floresta
Agricultura de regadio - é uma agricultura em que as culturas
necessitam de rega para produzirem. Ex: milho, arroz

Agricultura de sequeiro – é uma agricultura em que as culturas não


necessitam de rega para produzirem. Ex: centeio, vinha, trigo

As deficiências estruturais

1) aptidão/utilização do solo
 maior aptidão florestal
 menor aptidão agrícola – menor rendimento
 a utilização agrícola esta a diminuir e a florestal a aumentar
1) composição da superfície total das explorações
 77% de SAU
 18% de matas e florestas
 Maior extensão de SAU – Alentejo, Trás-os-Montes, Ribatejo e
oeste
 Menor extensão da SAU – Algarve e regiões autónomas
1) dimensão das explorações
 75% das explorações têm menos de 5ha e ocupam 11% da SAU
 2% das explorações têm uma superfície mais de 100ha e ocupam
54% da SAU
 EDM tem baixa % de SAU mas elevada % de explorações
 Alentejo tem alta % SAU e baixa % de explorações
 Excessiva fragmentação das explorações
 As explorações de dimensão económica (DE) pequena geram
baixo valor monetário (MB – margem bruta)
 Emparcelamento (junção de parcelas)
→ rede de caminhos
→ rede de rega
→ rede de drenagem
→ redimensionamento das explorações
→ reestruturação das propriedades
→ redução de custo
→ resolução dos conflitos
 O emparcelamento proporciona melhores condições agrólogicas
sociais, técnica e económicas.
1) População agrícola
 Diminuição da população agrícola – migração – êxodo rural e
emigração
 Envelhecimento
 Feminizaçao do trabalho
 Pluriactividade – 60% ocupam menos de 50% do tempo nos
trabalhos agrícolas
- impedem o abandono
- aumento do rendimento das famílias
- obstáculo à modernização
 Rendimento do agregado familiar e exterior à exploração
 Mão de obra agrícola – familiar
 Os agricultores são maioritariamente produtos singulares
 As sociedades são pouco representativas
 Terrenos comunitários (baldios situam-se mais em EDM e Trás-os-
Montes)
 Predominam s explorações por conta própria
 O arrendamento – é mais representativo nos Açores e no Alentejo
- evita o abandono
- menor investimento
1) Nível técnico
 Pouca representatividade da contabilidade organizada –
desconhecimentos da receita e despesas
 Baixa mecanização
 Falta de associativismo
 Técnicas de rega – gravidade – agricultura tradicional
- aspersão
- gota – a – gota agricultura moderna

1) Gestão e utilização do solo


 Diminuição das culturas anuais
 Aumento das pastagens permanentes
 A agricultura contribui com 2,7% para a economia do país
 Sistema intensivo – desgaste dos solos – solução –
- diminuição do nº de
culturas
- rotação das culturas
 Sistema monocultural – desgaste – solução –
- maior variedade de
culturas
- aumento do
afolhamento
 Pousio – desgaste dos solos - solução – culturas forrageiras
 Utilização excessiva de químicos – aumento dos
rendimentos
- desgaste dos solos
Solução

- agricultura biológica