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Universidade Federal da Paraíba

Campus I – Centro de Tecnologia

Curso de Graduação em Engenharia de Produção Mecânica

Prof. Marcel de Gois Pinto

Aluno: Eduardo Gonçalves Duarte matricula: 10911166

Relatório do Filme Mauá: o imperador e o rei

Iniciando com um breve resumo vemos que o filme mostra a infância, o


enriquecimento e a falência de Irineu Evangelista de Souza (1813-1889), o empreendedor
gaúcho mais conhecido como barão de Mauá, considerado o primeiro grande empresário
brasileiro, responsável por uma série de iniciativas modernizadoras para economia
nacional, ao longo do século XlX.
Mauá, um vanguardista em sua época, arrojado em sua luta pela industrialização do
Brasil, tanto era recebido com tapete vermelho, como c hutado pela porta dos fundos por
D. Pedro II.

O filme se passa no século XIX mais especificamente entre os anos de 1813-1889,


época em que a Revolução Industrial atingiu seu auge, e que o mundo é marcado pela
hegemonia mundial britânica.

O barão de Mauá teve um crescimento profissional rápido, principalmente por ser


extremamente persistente. Com o crescimento profissional passou a receber influências
de várias vertentes, mas se apaixonou mesmo pela ideologia industrial e comercial
britânica. Mauá se dedicou fielmente a esse ideal principalmente porque além de crescer
individualmente suas idéias levariam o Brasil a um desenvolvimento jamais imaginado.
Esse ideal do barão de Mauá nos reporta aos ideais envolvidos na Revolução Industrial,
como o pensamento de Adam Smith que diz: quando uma pessoa busca o melhor para si,
toda a sociedade é beneficiada. Mas o Brasil desse período era completamente infértil
para esses tipos de desenvolvimento. O Brasil era um país basicamente agrário,
escravagista um império sem pretensões, mas com grande potencial. A Revolução
Industrial no início não teve força no Brasil, mas Mauá não desistiu e investiu tudo que
podia, construiu indústrias, fundou bancos e teve uma boa resposta, principalmente
depois da aprovação da Tarifa Alves Branco, que majorou as taxas alfandegárias, e da
Lei Euzébio de Queirós, que em 1850 aboliu o trafico negreiro, liberando capitais para
outras atividades. Mas essa prosperidade não durou muito, Mauá com idéias liberais e
forte defensor do abolicionismo cultivou vários inimigos que ele mesmo desconhecia,
então ele começou a enfrentar dificuldades e represálias políticas devido ao seu
posicionamento e influência na economia brasileira, e como o governo brasileiro di rigido
por D. Pedro II não comungava dos mesmos ideais liberais do governo britânica por
exemplo, seus negócios começaram a fraquejar e depois de alguns negócios infelizes o
império do barão de Mauá sucumbiu e Irineu Evangelista de Sousa faliu. A queda do
barão de Mauá não foi ruim só para ele mesmo, mas sim para todo o Brasil, pois ele era o
único com condições de implementar naquele momento a verdadeira Revolução Industrial
no Brasil. Se o Brasil como um todo seguisse as idéias do barão de Mauá e o exemplo da
Inglaterra com uma economia totalmente liberal e de incentivo a industrialização, além da
abolição da escravidão e a utilização de mão-de-obra assalariada o Brasil hoje com toda a
certeza seria um país de primeiro mundo competindo com a própria Inglaterra.

O barão de Mauá mesmo com a derrocada de seus empreendimentos ele não se


deixou abater, e como sempre na sua vida lutou e trabalhou para recuperar sua força e
seu poder e conseguiu tempos depois já era outra vez um dos empresários mais ricos do
país, enquanto o Brasil continuava na margem do desenvolvimento apenas como
espectador da evolução das grandes potências mundiais.