P. 1
MEU PORTFÓLIO

MEU PORTFÓLIO

|Views: 4.554|Likes:
Publicado poranderia

More info:

Published by: anderia on Oct 27, 2009
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

06/26/2013

pdf

text

original

FACULDADE SABERES LETRAS-PORTUGUÊS/INGLÊS

ROSANGELA RIBEIRO

REFLEXÕES ACERCA DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO DE LÍNGUA INGLESA E CONFECÇÃO DO PORTFÓLIO

VITÓRIA 2008

ROSANGELA RIBEIRO

ESTÁGIO SUPERVISIONADO DE LÍNGUA INGLESA

Trabalho apresentado ao curso de Letras da Faculdade Saberes de Vitória, referente à disciplina de Estágio Supervisionado de Língua Inglesa, sob orientação da Proª Me: Jane Marins

Vitória 2008

Sumário

INTRODUÇÃO...............................................................................03

RELATÓRIO DAS OBSERVAÇÕES................................................04

REFLEXÕES SOBRE AS MICRO-AULAS........................................05

REFLEXÕES SOBRE AS REGÊNCIAS.......................................... 06

CONFRONTO ENTRE A TEORIA E A PRÁTICA NO ESTÁGIO SUPERVISIONADO.......................................................................07

CONCLUSÃO................................................................................08

REFERÊNCIAS..............................................................................09

ANEXOS........................................................................................10

3 INTRODUÇÃO

‘’Todos, seres humanos, agimos em função de construir resultados. Podemos agir de maneira aleatória ou então de forma planejada. A ação planejada nos possibilita estabelecer as finalidades que desejamos alcançar e construir essas finalidades por meio de uma ação intencional. ’’ (Cláudia Soares Della Fonte)

Essas palavras que cito acima nunca fizeram tanto sentido quanto agora nesse estágio supervisionado II. Em todos os passos do estágio foi constatado que o planejamento é de suma importância para formar professores capazes. Houve um tempo que existiu o professor que foi para a sala de aula achando que ensinar era apenas uma questão de dom ou por gostar de crianças. Hoje de acordo com a LDB ( Lei de Diretrizes e Bases),a formação e a capacitação de professores se faz necessária para melhor qualidade do ensino. A atividade de planejar deve ser acompanhada de uma análise, de uma avaliação, e é aqui que se encontra o verdadeiro sentido do estágio e da produção do portfólio. Durante as orientações seja das micro-aulas seja das regências a palavra de ordem foi planejamento. Talvez pareça excessivo repetir as palavras de Haidt (2001, p.94)’’Planejar é analisar uma dada realidade, refletindo sobre as condições existentes e prever as formas para superar as dificuldades ou alcançar os objetivos desejados. ’’ Portanto o estágio e a confecção do portfólio são ferramentas pedagógicas que permite a utilização de uma metodologia diferenciada e diversificada coincidindo nos pontos de monitoração do processo educativo e, não ignorando a atenção ao relacionamento humano, eles possibilitam a compreensão da complexidade e evolução do saber pessoal além de valorizarem a reflexão sobre o processo de aprendizagem.

4 RELATÓRIO DAS OBSERVAÇÕES Na realidade tivemos duas observações em escolas distintas, mas o objetivo era o mesmo que era o de conhecer o espaço físico, funcionamento do ambiente, professor, aluno. A primeira observação foi na escola Almirante Barroso localizada em Goiabeiras no dia 08/10/08. Chegamos cedo e procuramos a coordenação do estabelecimento para sabermos coisas básicas sobre os horários e as turmas e em seguida fomos até a sala do terceiro ano 3M2. O professor da turma apresentou-nos e começou sua aula. Ele dividiu os alunos em duplas e distribuiu papéis com frases em português e em seguida escreveu no quadro as estruturas usando o verbo no presente simples e passado simples, fazendo assim uma breve revisão. Logo após pediu as duplas que dissessem as frases que eles tinham em mãos em inglês. Notando certo constrangimento entre os alunos, talvez pelo fato de ter gente estranha na sala, o professor os incentiva dizendo que os ajudaria se caso estivesse errado. Não demorou muito e eles se esqueceram de nossa presença e participaram ativamente da aula. Terminada a aula perguntamos ao professor sobre qual assunto poderíamos trabalhar e nos disse que poderia ser os verbos regulares que ele iria explicar na próxima aula e nos pediu um material bem divertido. Terminada a aula fomos para a observação do espaço físico da escola que apresenta salas amplas, laboratório de informática, rádio, televisão, em fim tudo que possa ser utilizado pelo professor para desempenhar um bom trabalho. Só ficamos um pouco assustadas entre a troca de professores em que os alunos têm dez minutos para ficarem fora da sala. Perguntamos a coordenadora o porquê disso e ela respondeu que era devido ao aumento da carga horária que mudou.Antes eram aulas de 50min e agora são de 60min. No dia 05/11/08 recebemos a notícia que íamos mais fazer a regência na escola Almirante Barroso e sim na escola Aflordízio Carvalho da Silva localizada em Maruípe então fomos por conta própria fazer o reconhecimento da escola, porém desta vez não iríamos assistir a aula, somente observar o espaço físico.

5

REFLEXÕES SOBRE AS MICRO-AULAS

O próprio nome micro assusta e muito uma vez que temos que planejar uma aula e executá-la dentro de quinze minutos. Faz-se necessário um planejamento do conteúdo a ser dado visando o aproveitamento máximo por parte do aluno. Durante essas aulas percebe-se que não se pode dar muita coisa ao mesmo tempo. Por isso não se deve desprezar esse tipo de ensaio é uma das etapas mais importantes do estágio supervisionado e requer uma atenção maior, e é durante o planejamento dessas micro-aulas que precisamos das orientações do professor porque são aulas individuais e serve-nos de base dos afazeres como futuro docente. As orientações do professor são indiscutivelmente valiosas, porém a se ter o cuidado para não tolher a criatividade do aluno aprendiz e confundir no momento da avaliação. E isso foi o que ocorreu na avaliação da minha microaula porque no plano de aula onde se coloca o item assunto estava escrito ‘’ordem das palavras’’ e a professora corrigiu e trocou por ‘’reconhecer a classe das palavras’’ .Ora entende-se por classe de palavras o verbo, adjunto, adjetivo, preposição, interjeição, substantivo, artigo, numeral, pronome, conjunção. E o que eu planejei foi a ordem das palavras na frase que supunha de acordo com gramática ser sujeito + verbo + complemento.Por isso ela errou em sua avaliação no item PROCEDIMENTOS E TÉCNICAS DE ENSINO. . Mesmo com esse equivoco fui enfrente e apostei no que havia planejado, pois senti que era um tipo de aula que poderia dar certo.

6

REFLEXÕES SOBRE AS REGÊNCIAS
Vale repetir um velho provérbio: duas cabeças pensam melhor que uma?’’ Voltou a existir no mesmo ponto que defendi no primeiro portfólio que sobre a formação de grupos com três ou quatro pessoas para as regências. Tive problemas no primeiro estágio por não concordar com determinada coisa e a minha opinião não ser respeitada. Desta vez o problema foi o não comparecimento dos planejamentos das regências. Rayanna e eu não fomos aos planejamentos por razões diferentes que há necessidade de justificação agora e então todas as orientações foram dadas à Mariângela que nos repassava. Entretanto o erro maior foi deixado tudo nas mãos de um dos componentes e isso nos seria cobrado no dia das regências. Se havia a formação de um grupo com três pessoas, por que confiar tudo nas mãos de uma só? E por incrível que pareça, ficou no ar, como se a responsabilidade fosse toda da Mariângela a nota baixa que tiramos e isso não é verdade. De fato nós três erramos no momento em não nos reunimos para discutir e planejar. No dia das regências que foi no dia 07/11/08 chegamos um pouco mais cedo para dividir as tarefas de cada uma e a ordem das falas. De acordo com a avaliação da professora Jane nossos erros na aula de gramática foi de ter dado muito assunto de uma vez sem necessidade e alguns erros na escrita de alguns verbos. E na aula sobre leitura a divisão do warm up foi insuficiente. Voltando ao provérbio ‘’duas cabeças pesam melhor que uma’’desde as duas cabeças planejem e execute o que pensaram juntas, sem deixar por conta de uma terceira cabeça que não pensou. Esse é um dos pontos que gostaria que houve mudança nas regências nas escolas,que fosse pelo menos duplas.

7

CONFRONTO ENTRE A TEÓRIA E A PRÁTICA NO ESTÁGIO SUPERVISIONADO
Por vezes perguntei-me se as teorias vistas e praticadas durante as microaulas e ao longo do curso serviriam na prática. Agora nesse momento posso quase afirmar que sim com apenas uma ressalva, a de que deveríamos ter mais horas praticas. Durante o semestre foi nos dado dois textos teóricos, nos dois artigos encontramos técnicas de leitura e de gramática que se bem planejadas dão certo. No artigo Marianne Celce-Murcia & Sharon Hilles há a afirmação de que os fatores social,semântico,e discurso interagem uns com os outros,bem como a estrutura da linguagem e ocorrem situações em se sobrepõem e que a gramática de instrução deve envolver a correspondência de uma estrutura gramatical e os três aspectos da linguagem. Como por exemplo, tanto nas micro-aulas como nas regências que envolveram o ensino de gramática Jane nos explicou que não podíamos trabalhar vários assuntos ao mesmo tempo e que se deve começar a aula chamando a atenção do aluno com coisas que fazem parte de sua realidade, uma conversa descontraída, tirando do aluno o conhecimento acerca do assunto. Ela nos mostrou através de uma simulação dois tipos de aula. Na primeira a professora escrevia as estruturas das frases na formas positiva, negativa e interrogativa e os alunos repetiam o verbo to be.Na segunda a professora começou conversando com os alunos sobre o tipo de roupas que eles gostam de usar e escrevia as palavras em inglês fazendo-os repetir e sem muito esforço introduziu o plural e convidou os alunos a praticarem um pequeno dialogo e acrescentava mais informações na estrutura e em seguida aplicou alguns exercícios. Apliquei essa teoria na minha micro-aula e quase deu certo. Meu assunto foi a ordem das palavras na frase e comecei a aula saudando os alunos com palavras desconexas e logo em seguida contei-lhes uma piada também com palavras desconexas e com isso conseguiu chama-lhes a atenção,mas errei quanto na aplicação do conteúdo,segundo a professora Jane não era preciso abordar estrutura. Na regência o assunto o present progressive. Foi chamada a atenção dos alunos com um pequeno dialogo perguntando o que alguém estava fazendo e mostrando figuras também com ações e escrevendo as respostas dos alunos no quadro em inglês e incentivando os alunos a perguntarem uns aos outros,entretanto houve o erro de muito assunto de uma só vez e de acordo com Jane isso torna a aula cansativa e pouco aproveitamento dos alunos.

8

Portanto confirma-se a teoria na pratica de acordo com o artigo citado ‘’esse jogo pode ser feito na preparação da lição de gramática, registra-se uma tendência natural na língua, a lição torna-se mais fácil na preparação da aula pelo professor e para os estudantes de compreender. ’’ Outra observação de que a teoria funciona na pratica foi verificado na regência de leitura. No artigo de Penny Ur(1996)A Course in Language Teaching que fala sobre a eficiência e ineficiência na leitura de um texto.O primeiro passo é ter um texto atraente aos alunos ou seja que envolva a sua realidade.O segundo é direcionar os alunos ao conhecimento que eles possuem do assunto sem antes conhecer o texto e por último formar um vocabulário com as palavras que eles falem. Sentimos o funcionamento dessa técnica trabalhando um texto sobre o HipHop numa turma de adolescentes do terceiro do ensino médio. O tema estava de acordo com a realidade dos alunos e aula começou introduzida com a pergunta de qual tipo de musica eles gostavam e seguida mostrado alguns figuras de artistas do estilo Hip-Hop e os alunos se sentiram bem à vontade, pois eles falavam do que conheciam e a aula fluiu bem. Depois entregamos o texto e nele havia um pequeno vocabulário para melhor entendimento do texto. Diante de tudo exposto fica claro que a teoria e pratica no estágio supervisionado andam juntas, uma complementa a outra e proporcionam crescimento profissional tornando-nos mais capacitados e mais conscientes de nossas responsabilidades para com nossos futuros alunos.

9

Conclusão
O planejamento é um processo de racionalização, organização e coordenação da ação docente, articulando a atividade escolar e a problemática do contexto social, [...] é uma atividade de reflexão acerca nossas opções e ações; se não pensamos detidamente sobre os rumos que devemos dar ao nosso trabalho, ficaremos entregues aos rumos estabelecidos pelos interesses dominantes na sociedade. (LIBÂNEO, 1994, P.222)

Nada mais justo que terminar usando as palavras de Libâneo que resumem bem o que foi esse estágio supervisionado em que a palavra de ordem foi planejamento e dando os parabéns a professora Jane como orientadora deste trabalho. O meu conhecimento sobre a qualificação do profissional da área educacional aumentou. Agora sei que um professor precisa estar atento quanto o que faz, porque querendo ou não ele é formador de mentes. Tem-se que pensar nas ações e nos sujeitos que irão receber essas ações. Esse estágio e a confecção do portfólio foram etapas que proporcionaram uma maior valorização do planejamento, pois é a partir dele que podemos prever objetivos, conteúdos e métodos que atendam as exigências postas pela realidade social.

10

REFERÊNCIAS
1 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: informação e documentação – referências – elaboração. Rio de Janeiro, 2002b. DELLA FONTE, C.S. Epistemologia genética: o desenvolvimento cognitivo na perspectiva piagetiana. Texto produzido com fins didáticos para a disciplina Psicologia da Educação dos Cursos de Letras e de História da Faculdade Saberes, Vitória, 2006.

2

3

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO. Profissionalização dos trabalhadores em educação. Cadernos de Educação,Brasília,ano 2,n.8.1997. ............... Lei 9.131,de 20 de dezembro de 1996.Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

4

5

LIBÂNEO, José Carlos. Tendências pedagógicas na prática escolar: In: Democratização da escola pública: a pedagogia crítico-social dos conteúdos. 18. Ed. São Paulo: Loyola, 2002.p.19-44

6

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO. Biblioteca Central. Guia para normalização de referências: NBR 6023:2002. 2. ED. Vitória, 2004.

12

ANEXOS

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->