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EXPRESSÃO GÊNICA

CONCEITOS DE GENS: ÉXONS E


ÍNTRONS
EXPRESSÃO GÊNICA
♦ O termo expressão gênica refere-se ao
processo em que a informação codificada
por um determinado gene é decodificada
em uma proteína. Teoricamente, a
regulação em qualquer uma das etapas
desse processo pode levar a uma expressão
gênica diferencial
Como uma célula pode controlar
as proteínas que ela faz?
♦ Controlando quando e como um
determinado gene é transcrito;
♦ Controlando como um transcrito primário
de RNA sofre “splicing” ou é processado;
♦ Selecionando quais mRNAs são traduzidos;
♦ Ativando ou inativando seletivamente as
proteínas depois da sua síntese
Estrutura Gênica e Definição de Termos
♦ Gene: Toda a seqüência de ácido nucléico que é
necessária para a síntese de um polipeptídeo
funcional ou molécula de RNA.
♦ Unidade de Transcrição: segmento de DNA que
codifica a seqüência no transcrito primário.
♦ Promotor: a seqüência mínima necessária para
que a transcrição se inicie corretamente.
♦ Elemento Regulatório em Cis: elementos que
regulam a iniciação da transcrição.
Objetivos da regulação da expressão gênica
em bactérias e em organismos multicelulares
♦ Nas bactérias o controle da expressão gênica serve
principalmente para permitir que as células se
ajustem às mudanças nutricionais no ambiente, de
forma que o seu crescimento e divisão sejam
otimizados.
♦ Em organismos multicelulares a expressão gênica
controlada regula um programa genético
fundamental para o desenvolvimento embrionário
e a diferenciação
A expressão gênica é usualmente controlada
ao nível do início da transcrição
Em princípio a expressão gênica pode ser
controlada em vários estágios. Podemos
distinguir (no mínimo) cinco pontos de
controle em potencial.
• Ativação da estrutura gênica;
• Início da transcrição;
• Processamento do transcrito;
• Tradução do mRNA
Diferenças na Iniciação da Transcrição em
Eucarionte e Bactérias
♦ Enquanto as bactérias contêm um único tipo de
RNA-polimerase, as células eucarióticas
apresentam três: RNA-polimerase I, RNA-
polimerase II e RNA-polimerase III.
♦ A RNA-polimerase bacteriana é capaz de iniciar a
transcrição sem o auxílio de proteínas adicionais.
As RNA-polimerases eucarióticas requerem a
ajuda de um grande conjunto de proteínas
chamadas fatores gerais de transcrição.
As três RNA-polimerases das
Células Eucarióticas
♦ RNA-polimerase I – transcreve os genes para
rRNA.
♦ RNA-polimerase II – transcreve todos os
genes que codificam proteínas, mais alguns
genes que codificam pequenos RNAs (p. ex.,
aqueles presentes nos “spliceossomos”).
♦ RNA-polimerase III – transcreve os genes de
tRNAs, tRNA 5s e genes para pequenos RNAs
estruturais.
Formação do Complexo de
Iniciação da Transcrição
♦ TFIID liga-se a região TATA, possibilitando a
ligação de TFIIB.
♦ Isso é seguido pela ligação de TFIIF e RNA-
polimerase II
♦ TFIIE, TFIIH e TFIIJ então se juntam ao
complexo.
♦ TFIIH usa ATP para fosforilar o RNA-polimerase
II, mudando a sua conformação de forma que a
RNA-polimerase é liberada do complexo e é capaz
de iniciar a transcrição.
Diferenças na Iniciação da Transcrição
em Eucariotos e Bactérias
♦ Em eucariotos as proteínas reguladoras da expressão
gênica (repressores e ativadores) podem influenciar a
iniciação da transcrição, mesmo quando estão ligadas
ao DNA a milhares de pares de nucleotídeos distante
do promotor. Em bactérias os genes são
freqüentemente controlados por uma única seqüência
regulatória, tipicamente localizada próxima ao
promotor.
♦ A iniciação da transcrição em eucariotos deve levar
em consideração a compactação do DNA nos
nucleossomos e as formas mais compactas de
estrutura da cromatina.
Fatores Gerais de Transcrição
♦ Os fatores gerais de transcrição são
responsáveis pelo posicionamento correto
da RNA-polimerase no promotor, ajudam
na separação das fitas de DNA para permitir
o início da transcrição, e liberam a RNA-
polimerase do promotor quando a
transcrição se inicia.
Transcrição
♦ Em uma primeira etapa da síntese de proteína ocorre a
transcrição da informação depositada no DNA para uma
cópia feita a partir de ribonucleotídeos. A partir disso,
obtém-se uma molécula alongada de RNA com a mesma
seqüência de nucleotídeo observada no DNA, com exceção
da base timina substituída pela uracila.
♦ Esta cópia de DNA recebe o nome de RNA mensageiro,
que carrega a informação para síntese de proteína, das
moléculas de RNA transportador, RNA ribossomal, e de
outras moléculas de RNA que têm funções estruturais e
catalíticas.
Transcrição
Éxons e Íntrons
♦ Éxons – Os éxons são partes do gene cujas seqüências
das bases (A, T, C, G) codificam aminoácidos (unidade
constituinte das proteínas) e fabricam as proteínas. Eles
são encontrados em todos os organismos eucariotos, isto
é, seres vivos cujo material genético está dentro de um
núcleo, grupo que inclui todos os organismos com
exceção das bactérias. E, nesses organismos, os éxons
são intercalados por íntrons.
♦ Íntrons – pedaços de DNA que não codificam
aminoácidos mas possuem importante função na
manutenção da integridade do gene.
Retirada dos Íntrons (SPLICING)
♦ Ainda dentro do núcleo celular, através
de um processo conhecido como
splicing ("entrançamento", em
português), enzimas atuam sobre esta
cópia e retiram os íntrons e colam os
éxons entre si, formando uma molécula
de RNA mais curta e com a informação
final para a produção da proteína.
Splicing
SPLICING

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