TEATRO LIVRE Influenciado pelo Realismo, que deu origem a inúmeros filósofos teatrais, o francês naturalista André Antoine

(1859 – 194 ! foi um dos primeiros diretores que procuraram adequar encena"#o $ filosofia% &ara 'ntoine, a (ida de(e ser e)pressa no palco de maneira contundente, quase real, le(ando em considera"#o os m*nimos detal+es que transportam a plat,ia para dentro do palco% -om os recursos ino(adores da ilumina"#o artificial, a partir da eletricidade, al,m de cen.rios retratando o cotidiano, 'ntoine /usca(a criar um am/iente muito parecido com a realidade, o que influencia(a os atores a pesquisar na sociedade maneiras (eross*meis de representar os seus personagens% 0#o era permitido o uso da pantomima e da concep"#o estili1ada do personagem% 2)%3 um /ê/ado de(eria ser representado com os ares reais e com as su/4eti(idades reais de um alcooli1ado, le(ando em considera"#o a cur(a dram.tica, isso ,, a (ida do personagem e suas rela"5es sociais% 0#o era apenas imitar uma pessoa, enrolando a l*ngua, trope"ando e solu"ando% 2ra necess.rio imaginar o que le(ou o personagem a estar naquele estado, de forma direta e indireta% 6s atores tin+am que se identificar com seus personagens para assim /uscar uma mel+or forma de interpret.7los com grande eficiência, /uscando sempre passar (erdade para o pú/lico% 'ndre 'ntoine influenciou demasiadamente, com sua ênfase na e)periência pr.tica, o teatro mundial, inclusi(e no 8rasil, onde se (ê muito o conceito da c+amada 9quarta parede:% ' 9quarta parede: foi uma forma que 'ntoine encontrou para mostrar aos atores que esses de(eriam ignorar o pú/lico, como se, entre o palco e a plat,ia, +ou(esse uma parede que impedisse o ator de trocar ol+ares com o pú/lico, dando a sensa"#o de que tudo o que acontece no palco , a pura (erdade, sem espectadores, nem elementos artificiais% ;egundo ele, ao esquecer que o assistem, o ator n#o se distrai e pode tra/al+ar em cima do te)to com a carga dram.tica ideal, tornando a pe"a ainda mais realista% 6 m,todo da quarta parede, assim como di(ersos outros mecanismos de 'ndr, 'ntoine para constituir seu Realismo, foi muito contestado por sim/olistas e e)pressionistas, que l+e propuseram mais imagina"#o e criati(idade% 'ntoine tam/,m foi se(eramente contestado pelo genial 8ertold 8retc+, que em seu li(ro Estudos sobre Teatro prop<s o distanciamento do pú/lico para com as emo"5es dos atores, em prol da o/4eti(idade da mensagem% 'ntoine, apesar das duras cr*ticas, o/te(e ê)ito e consagra"#o como um dos primeiros teatrólogos, que, após 'ristóteles, ti(eram a aud.cia de criar teorias a respeito da arte, impondo7as e pro(ando7as na pr.tica% 'ntoine o/te(e aceita"#o mundial e inspirou di(ersos teatrólogos, cu4os nomes ficaram marcados na +istória da +umanidade, entre eles, o russo =onstantin ;tanisl.(s>i, considerado por alguns autores como o pai do teatro moderno% Konstantin Stanislávski (18? – 19 8!, autor de cinco li(ros imprescind*(eis para qualquer ator, 9' -onstru"#o do &ersonagem:, 9' &repara"#o do 'tor:, 9' -ria"#o de um &apel:, 9@anual do 'tor: e 9@in+a Aida na 'rte:, foi um dos grandes filósofos teatrais que, durante toda sua (ida, dedicou7se ao teatro russo% ;eguidor, a princ*pio, do gênero naturalista, ;tanisl.(s>i tornou7se um ator de renome em seu pa*s, criando uma t,cnica primorosa so/re interpreta"#o% ;egundo 'ristóteles, 9a arte de imitar , uma prerrogati(a do próprio +omem:, sendo que o filósofo nunca esmiu"ou o segredo de uma interpreta"#o perfeita, de maneira que, na pr.tica, essa ela/ora"#o sempre ficou a cargo dos diretores e dos int,rpretes% ' partir de 'ristóteles, surgiram grandes mestres que /uscaram encontrar uma mel+or forma de concep"#o de personagem, ou se4a, como o ator de(eria postar7se em cena e como de(eria fa1er para encenar os te)tos de uma maneira coerente, sendo que, de todos esses grandes teóricos, ;tanisl.(s>i, 8rec+t e 'rtaud s#o os mais con+ecidos% ;eguindo o perfil adotado por 'ndr, 'ntoine, ;tanisl.(s>i defendia a realidade da cena, com comportamentos inspirados na (ida real% 'ntoine n#o e)pressou de maneira clara a forma como o ator de(eria compor seus personagens, de forma que ;tanisl.(s>i criou uma t,cnica minuciosa, a qual sugere que o ator, por meio de e)erc*cios e dinBmicas, entre em contato com seus próprios sentimentos, a fim de inspirar seus personagens, de modo que esses possam ter (ida própria% ;tanisl.(s>i, assim como 'ntoine, foi duramente criticado por 8rec+t, que ac+a(a imprescind*(el a emo"#o, mas sem que isso ser(isse de desculpa para causar ilus#o no pú/lico% ;tanisl.(s>i defendia a ilus#o do espectador, argumentando que os efeitos cênicos causam intera"#o com a plat,ia, dei)ando7a mais en(ol(ida pela esfera m.gica da pe"a teatral% A interpretação Stanislavskiana =onstantin ;tanisl.(s>i defendia a intera"#o com pú/lico de uma maneira muito pr.tica3 para ele, o pú/lico tem que sentir as mesmas emo"5es que o personagem sente, de forma que, para isso acontecer, , necess.rio o perfeito entrosamento entre todos os elementos que constituem uma pe"a teatral% &ara o teórico, esse entrosamento no palco causa no espectador a ilus#o de que o conte)to a/ordado no palco , real, o que, segundo ;tanisl.(s>i, moti(a o pú/lico a acompan+ar o espet.culo% &ara ele, o pú/lico só pode sentir7se interessado pelo espet.culo se as mensagens emitidas pelos atores forem de grande interesse para quem assiste, sendo que, para isso, +. uma necessidade imprescind*(el de que o espectador se identifique com as emo"5es dos personagens% &ara que o pú/lico possa se identificar com o personagem apresentado no palco, ca/e ao ator a transfiguração, ou se4a, a personifica"#o total no palco, de forma que o ator de(e a/rir m#o de sua própria personalidade, de suas próprias angústias e sentimentos particulares, emprestando o corpo para o 9esp*rito do personagem:, para que esse possa (i(er uma (ida própria, dentro de um espa"o f*sico relati(o $ sua su/4eti(idade% &ara isso ocorrer sem pro/lemas, o ator de(e despir7se de seus preconceitos para com o personagem, no sentido de n#o ta).7lo disso ou daquilo, de n#o critic.7lo, n#o super(alori1.7lo, tampouco su/4ug.7lo, afinal, o ator representa um personagem com caracter*sticas próprias, com sentimentos próprios e uma +istória própria, como qualquer personagem da (ida real% 0o momento da transfigura"#o (o que 'ristóteles c+amou de catarse!, o ator n#o pode se distrair nem reali1ar atos que n#o condi1em com o personagem, pois a dispers#o fa1 que o int,rprete ten+a uma atua"#o que transmite falsidade para o pú/lico% ' respeito da catarse, 'ristóteles elucida(a3 9'o inspirar, por meio da fic"#o, certas emo"5es penosas, especialmente a piedade e o terror, a catarse nos li/erta dessas mesmas emo"5es:% -om a sua t,cnica primorosa da memória emoti(a e da o/ser(a"#o, ;tanisl.(s>i preenc+eu o (a1io dei)ado por 'ristóteles nesse quesito, pois o filósofo n#o disse como o ator de(eria reali1ar a catarse% -om a e !ria e otiva, o ator poderia se lem/rar de um fato ocorrido no passado para encontrar a emo"#o do personagem, de modo que, logo, a constru"#o do personagem estaria perfeita% Ae4a o e)emplo a/ai)o3 6 ator de(e fa1er uma cena e)tremamente dram.tica, como um triste enterro por e)emplo% ;e, por (entura, ele n#o sou/er como interpretar a emo"#o do personagem, poder. lem/rar a morte de algum ente querido, um fato parecido que o ten+a dei)ado entristecido,

a partir da montagem de “A Gaivota :. com o o/4eti(o de tornar a cena mais (erdadeira% O Teatro de Arte de $os"ou 2m 4un+o de 189D.tanisl. como se possu*sse (ida própria% Ce acordo com a interpreta"#o da metodologia .tanisl.stica (cen.culo e prepara"#o de personagem. por e)emplo. responda. em outro teatro e com outro diretor. poder.tanisl. o ator de(e acreditar.ria% 6 Eeatro foi fundado em 14F1GF1898.(s>i mo/ili1ou todos os meios conce/*(eis de ilus#o ótica e acústica. segundo o m. a dinBmica que causa em cena. de forma que o ator de(e encontrar a emo"#o (erdadeira do personagem sem ter que se apegar a essa t. o 'ctorLs . mas. come"ar a c+orar e parar no momento que quiser em cena% 'l.tudio% =onstantin .rio e figurino!. @ic+ael Ec+. fluindo o te)to.>+o(. acontecendo em cima do palco. tam/. e Cantc+en>o.m de ser.tanisla(s>i morreu em @oscou. entre o escritor Aladimir I(ano(itc+ 0emiro(itc+7 %ant"&enko e . sim. incondicionalmente. @a)im Jór>i. em D de agosto de 19 8% 1% a! /! c! O% a! /! c! d! e! f! . mas que n#o o/te(e grandes ê)itos% I)ito mesmo o Eeatro alcan"ou com a parceria de .o/re o Eeatro Hi(re de 'ndre 'ntoine. num restaurante de @oscou.para inspirar7se e assim fa1er a cena% -aso o artista n#o ten+a (i(ido um caso parecido.todo .tanisl. lem/rar7se de outra ocorrência triste de sua (ida para ter no"#o de como interpretar com mais realidade essa cena dram. (oltada para o no(o estilo de interpreta"#o.tanisl.(s>i e o escritor 'nton T"&ek&ov. as pe"as de Ec+.tanisla(s>iana. pois. perigoso pois estamos falando de um fato (er*dico que aconteceu n#o com o personagem.>+o( 9 As Três Irmãs :.7la de modo que o ator possa.tan (ia4ou por (. possi/ilitando que todo elenco em/arque na emo"#o con4untamente. numa situa"#o especial.(s>i. +ou(e um encontro. com a dire"#o de . responda ao que se pede% Nual a semel+an"a entre o pensamento de . mas.m. esta encena"#o tornou7se a /ase do Eeatro de 'rte de @oscou. de 'le)ei =onstantino(itc+ Eolstói (parente do escritor Heon Eolstói!.tanisl. psicologicamente.(s>i e 'ristótelesM &or que . o drama de acusa"#o e cr*tica social% . ou se4a. datas e nomes. resuma o pensamento e a importBncia do Eeatro de 'rte de @oscou. com o drama +istórico Czar Fiodor Ivanovitch. tanto que uma gai(ota de asas a/ertas tornou7se o em/lema do teatro% 6 Eeatro possu*a agora o seu autor e o seu estilo de dire"#o e atua"#o% -onfiguraram. num processo simples de a"#o e rea"#o no palco. no que est. que possu*a uma e)u/erante pesquisa na parte pl. fica dif*cil control.tica americana.todo de .tanisl. . os 2stados Knidos (atra(. de(e /uscar a fé "#ni"a . grandes sucessos.todo de .(s>i usado para atingir uma interpreta"#o natural e realista% Nue recurso . tra/al+ou com grandes dramaturgos.(s>i. sem pensar em 9decore/a:. para criar a atmosfera naturalista para os atores e para o pú/lico% 'l.m de Ec+. a dire"#o liter. tra/al+ando com uma emo"#o (erdadeira. esseM Nual o risco da utili1a"#o desse recursoM 2)plique com poucas pala(ras o que .tanisl.(is>i% ' con(ersa durou de1oito +oras (das 14+ $s 8+ da man+#! e o resultado foi a funda"#o de um no(o empreendimento teatral pri(ado3 o Eeatro de 'rte de @oscou% .>+o(. 9O Tio V nia: e 9O !ardim das Cere"eiras :% 0esses te)tos.(s>i. com o qual o diretor gan+ou um no(o componente.(s>i assumiu a responsa/ilidade das quest5es art*stico7cênicas.(s>i defendia o naturalismo cênicoM 6 que (ocê entende por trans&i'ura(ão M 0o te)to foi citado um recurso do m. 2sse . deu uma certa representa"#o no meio art*stico. influenciou muitos outros e seu m.tica a/ordada% .cnica sempre% 6 /enef*cio desse m. de forma que o personagem comece a manifestar7se instinti(amente no espa"o cênico. entre eles. um recurso a ser utili1ado durante o processo de montagem do espet. o maior e)emplo da importBncia do diretor.rios pa*ses.todo da memória emoti(a se torna interessante para compor um quadro. &) cênica% ' partir do seu entendimento do te)to.todo c+egou at.s do so/rin+o de 'nton Ec+.tanisl.tanisl.o/re o tra/al+o e a o/ra de =onstantin .>+o(!. entendemos que a memória emoti(a . sendo adotado por uma das maiores escolas de arte dram. de maneira natural. em rela"#o $ interpreta"#o e tem. pois 9 A Gaivota : +a(ia sido um fracasso um ano antes. responda ao que se pede% 6 que 4ustifica o nome 9Eeatro Hi(re:M 6 que (ocê entende por curva dram#tica M Nual a finalidade da $uarta %aredeM .tica% 2sse m. com o ator% 6 ator.

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