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:

BRAGANÇA
ou Repositório amplo de notícias corográficas, hidro-orográficas, geológicas, mineralógicas, hidrológicas, biobibliográficas, heráldicas, etimológicas, industriais e estatísticas interessantes tanto à história profana como eclesiástica do distrito de Bragança

MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA

OS FIDALGOS

POR

FRANCISCO MANUEL ALVES, ABADE DE BAÇAL

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TÍTULO: MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA TOMO VI - OS FIDALGOS AUTOR: FRANCISCO MANUEL ALVES, ABADE DE BAÇAL COORDENAÇÃO GERAL DA EDIÇÃO: GASPAR MARTINS PEREIRA REVISÃO DESTE VOLUME: JOSÉ AUGUSTO DE SOTTO MAYOR PIZARRO UNIFORMIZAÇÃO BIBLIOGRÁFICA: MARIA SARMENTO DE CASTRO EDIÇÃO: CÂMARA MUNICIPAL DE BRAGANÇA/INSTITUTO PORTUGUÊS DE MUSEUS – MUSEU DO ABADE DE BAÇAL EXECUÇÃO GRÁFICA: RAINHO & NEVES, LDA./SANTA MARIA DA FEIRA ISBN: 972-95125-7-4 DEPÓSITO LEGAL: 152080/00 OBRA CO-FINANCIADA PELO PRONORTE, SUBPROGRAMA C JUNHO DE 2000

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TOMO VI

INTRODUÇÃO

JOSÉ AUGUSTO PIZARRO «Um livro de genealogia nos tempos democráticos actuais?!», interrogava-se o Abade de Baçal em 1927, logo no início do «Prólogo» ao volume VI das suas Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança, inteiramente dedicado aos Fidalgos. Para muitos, porém, a questão ainda hoje se coloca. Ainda hoje, repito, muita gente se interroga sobre o interesse dos trabalhos genealógicos ou heráldicos, sobretudo quando este tipo de estudos continua a ser olhado por muitos com o mesmo desdém que o Abade de Baçal então criticava. Esta atitude é tanto mais de estranhar quanto é notório o reconhecimento, a nível internacional, da importância da Genealogia e da Heráldica para o conhecimento histórico. Para prová-lo, bastaria citar nomes como os de Léopold Génicot, de Georges Duby ou de Michel Pastoureau, para se perceber o contributo decisivo das fontes linhagísticas e heráldicas para um conhecimento muito mais aprofundado da sociedade e da cultura medievais. Os seus trabalhos, bem como os dos seus discípulos, permitiram valorizar fontes até então esquecidas ou pouco aproveitadas, quando não mesmo desprezadas pelos historiadores. Desdém que radicava na desconfiança dos meios universitários face à produção dos estudos genealógicos dos séculos XVIII e XIX, eivados de falsidades e bem mais vocacionados para alimentar vaidades e prosápias pessoais do que para a reconstituição rigorosa e compreensão do
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INTRODUÇÃO

passado. Sem um mínimo de critérios que avaliassem criticamente os dados utilizados, misturavam-se algumas informações de arquivo com nobiliários de qualidade muitas vezes duvidosa, com o único fito de acumular nomes e desfiar gerações, sem procurar qualquer tipo de interpretação histórica e sociológica. Este panorama, porém, e seria injusto não o sublinhar, sofreu uma profunda alteração com os trabalhos de Anselmo Braamcamp Freire – nomeadamente a sua obra Brasões da Sala de Sintra –, na qual inteiramente se renovaram os métodos e os conceitos, conferindo à genealogia e à heráldica um lugar destacado como ciências históricas. Infelizmente, porém, Braamcamp Freire não foi devidamente entendido pelos genealogistas posteriores. É certo que os nomes de Luís de Bivar Guerra, Eugénio da Cunha e Freitas, Marquês de São Payo, Marquês de Abrantes, Luís de Mello Vaz de São Payo, Vaz-Osório da Nóbrega e de alguns outros, nos remetem para trabalhos de grande qualidade e rigor e que honram a memória daquele Mestre; mas são ainda muitos aqueles que ainda agora continuam a perspectivar aquelas duas ciências em moldes já hoje inteiramente ultrapassados. Assim, e por paradoxal que possa parecer, não se deve deixar de sublinhar o papel decisivo dos meios académicos para a recuperação da Genealogia como ciência histórica (*). Destaque-se, por isso, o nome do Professor José Mattoso, responsável pela primeira edição crítica dos nossos livros de linhagens medievais, bem como de uma série de trabalhos de reconstituição de genealogias alti-medievais, que lhe permitiram renovar profundamente o conhecimento da nobreza medieval portuguesa e avançar interpretações totalmente inovadoras sobre alguns aspectos da nossa História medieval. Esforço que tem sido continuado por um grupo bastante alargado de discípulos, como o demonstram as várias teses de doutoramento sobre nobreza medieval apresentadas em diferentes universidades, onde também pela primeira vez a Genealogia e a Heráldica começam a integrar os planos curriculares dos cursos de História.

(*) A Heráldica ficou a dever inteiramente ao falecido Marquês de Abrantes essa renovação.

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Neste contexto, o que representa este volume da obra do Abade de Baçal e, agora, a sua reedição? Quem ler o Prólogo do autor das Memórias ficará com a ideia de que a lição de Braamcamp Freire tinha sido bem apreendida. Mas, a realidade é bem distinta. Francisco Manuel Alves não era um genealogista, bem o sabemos, mas o imenso material que recolheu podia ter sido apresentado de forma menos caótica. Contudo, e o leitor terá a oportunidade de o confirmar através de algumas das nossas notas críticas, o maior «pecado» em que o Abade de Baçal incorreu, quanto a nós, foi o de não se preocupar minimamente em fazer uma selecção crítica das informações que utilizou, misturando informações de arquivo com outras provenientes de nobiliários de qualidade muitas vezes duvidosa, sem proceder a qualquer tipo de análise e confronto crítico, veiculando ou repetindo fantasias nobiliárquicas. Obra sem qualquer mérito? Não diríamos tanto, até porque o estudioso tem aqui à disposição um conjunto de informações cujo interesse não se pode negar. Mas também terá que ter consciência de que o seu aproveitamento o irá obrigar a fazer um esforço considerável para «separar o trigo do joio...». Os estudos genealógicos e heráldicos portugueses já há muito que mereciam que essa separação se fizesse e que, de futuro, de uma vez por todas o joio de todo desaparecesse.

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AOS EX.MOS SRS.

DR. ANTÓNIO FRANCISCO DE MENEZES CORDEIRO DR. JOSÉ VAZ DE SOUSA PEREIRA PINTO GUEDES BACELAR DR. VÍTOR MARIA TEIXEIRA

que, com os Ex.mos Srs. Dr. António Augusto Pires Quintela, José António Furtado Montanha e Dr. Raúl Manuel Teixeira, coadjuvaram a publicação do VI volume destas Memórias

O. D. C.
O AUTOR

P. FRANCISCO MANUEL ALVES
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PRÓLOGO

Um livro de genealogia nos tempos democráticos actuais?! A genealogia é um ramo da História e o conhecimento da História é indispensável ao político, ao jurisconsulto, ao economista, ao financeiro, ao sociólogo, ao legislador, a quantos procuram guiar a humanidade, porque todos os sistemas sociais encontram nela uma confirmação, uma negação, um critério orientador. Não tratamos da genealogia como instituição social, aliás respeitável, porque correspondeu à aspiração mental de um largo período civilizador, mas sim da sua história. Demais, quando historiadores e escritores como Herculano, Oliveira Martins, Camilo Castelo Branco, Luciano Cordeiro, D. Carolina Michaëlis de Vasconcelos, Castilho, Braamcamp Freire e Baena, para só falar dos do nosso tempo, deixando tantos outros, se aproveitaram tão largamente dos nobiliários reeditando mesmo alguns, a que vem a sua defesa e as censuras de um ou outro patarática, motivadas talvez por alguma das razões abaixo apontadas? «Houve tempo – diz um republicano avançado considerado oráculo entre os seus e de muito valor, mesmo para os estranhos – em que eu considerava as notícias genealógicas como estéril exploração da vaidade individual; quando, porém, no estudo dos poetas do Cancioneiro Geral de Garcia de Resende fui encontrar no Nobiliário dos Silveiras, por D. Luís Lobo da Silveira (Ms. da Biblioteca
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PRÓLOGO

do Porto), elementos que me esclareceram a biografia de muitos poetas desta família, desde o Caudel-mor até Heitor da Silveira, o amigo de Camões, com particularidades luminusíssimas sobre as cortes de D. João II e D. Manuel, reconheci então que os dados genealógicos eram um valioso subsídio, principalmente fixando-os por um ou outro documento histórico oficial que dê base e coerência cronológica ao conjunto»(1). Verdade, verdade, digam quanto queiram os iconoclastas antigenealogistas, que jamais arrancarão do espírito humano a tendência, por assim dizer, inata para perpetuar a sua memória através de todas as gerações vindouras, a menos que se não trate de autênticos imbecis, rastejantes quais vermes sobre a terra, incapazes de compreenderem os problemas que os nobiliários resolvem, incapazes de um sentimento levantado; a menos que se não trate de criminosos ou de quem, por motivos especiais, pretende ocultar o seu cadastro, a origem donde vem. É certo que os anónimos vulgares, os pés descalços sem eira, nem beira, nem ramo de figueira, os que carecem de registo na conservatória predial ou industrial, aqueles a quem o pão não chega para todo o ano, procuram primeiro satisfazer estas necessidades – primum vivere, deinde filosofare – e, por despeito, fingem rir-se – riso amarelo... estão verdes... – mas desde que se encontram fartos, ricos, procuram sofregamente dar-se importância, por si e pelos seus antepassados. A fidalguia não constituía feudo especial de certas famílias; todos lá podiam chegar, desde que seus feitos o merecessem, sem mesmo desmentir o conceito de Vieira: «Ganha-se mais no Paço às barretadas que no campo às lançadas», e todos de lá saíam quando a degenerescência invadia seus descendentes. É a eterna lei do fluxo e refluxo dominando também na étnica social, precipitando no anonimato plebeu os inábeis para as lutas brilhantes da vida.

(1) SANCHES DE BAENA, Bernardim Ribeiro, «Prólogo» de Teófilo Braga, pág. 9.

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Os títulos nobiliárquicos eram um estímulo, o prémio de acções relevantes, impagáveis a dinheiro, e mal avisados andaram os governos pobres em desprezar tão valioso recurso. Fomentava a vaidade e outros sentimentos deprimentes, dirão. Mas que acção há digna de renome sem o estímulo da vaidade ou de alguma das suas espécies, se virtude e vício são a mesma coisa até certo ponto? A anedota lendária fala-nos na ignorância estúpida do morgado; nos caprichos cerebrinos do morgadinho; nos paracismos pretenciosamente ridículos da fidalga. Quando chegavam a esta fase já não havia fidalguia: era a decadência a manifestar-se empurrando os descendentes do antigo nobre para o mare magnum plebeu, para o sofrimento, necessidade, miséria e desgraça, a regenerar pelo trabalho mecânico, primacial escola da virtude que salva as energias físicas verminadas pelo vício; as energias morais corrompidas pela depravação dos costumes originada nas facilidades da vida e as energias mentais embotadas pelos mesmos motivos. Vexavam e oprimiam o povo (2), donde o rifão: em tua casa nem fidalgo nem galgo ou abriles e caballeros pocos buenos, segundo os adagiários antigos. Por isso a magna carta da liberdade popular consignava no respectivo foral municipal a garantia de os fidalgos não poderem demorar-se na região além de um certo tempo: ordinariamente um a três dias. Infelizmente a opressão dava-se em alguns casos raros, bem compensados pelos benefícios que espalhavam. Nota-se nos nobiliários antigos a preocupação de filiar a origem das famílias nobres nos reis godos. É desnecessário advertir que pouco ou nenhum crédito merecem tais filiações, anteriores ao século XIV, referentes a famílias particulares [1], pois, quando mesmo nas reais, nos catálogos dos bispos das dioceses, dos governadores de armas: de províncias, de praças, em que há outros motivos de fixação mesmo indirectos,

(2) Confirmam isto várias passagens desta obra, veja-se: volume I, pág. 312; volume III, documentos n.os 66 e 76; volume IV, p. 375 a 379 e documentos n.os 103 e 104; volume VI, p. 421 e 555 e a cada passo as Inquirições de D. Sancho, D. Afonso e D. Dinis publicadas nos volumes III e IV.

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surgem tantos problemas, tantas lacunas, o que será na seriação de uma família a intervalos enormes sem documentação nenhuma e numa época em que poucos sabiam escrever e em que factos de grande importância social ficaram inéditos, coisa digna de lástima, como a cada passo nos estão lembrando os historiadores?! Narram os autores coevos a história do domínio gótico entre nós, que abrange alguns séculos cheios de lutas constantes, de feitos dignos de relevo, em meia dúzia de páginas; em menos ainda a dos mouros; numa ou duas palavras um reinado, uma batalha, embora referente à fundação da nacionalidade; são escassíssimos na menção de personagens e, quando as apontam, é impossível estabelecer-lhe ligação genésica; os Livros de Linhagens atribuídos ao Conde D. Pedro, a obra mais antiga da especialidade entre nós carecem igualmente de base para tal [2] e há linhagista todo ancho da autenticidade incontestável das suas linhas avoengas neo-romano-góticas esmaltadas de basta pancadaria em lombos agarenos, como quem malha em centeio verde!! E há quem se diga fidalgo pela graça de Deus, isto é, desde sempre, por se não poder fixar a época em que apareceu como tal!! Não; não pode ser. O nobre é nobre, é alguém e dá ao sucessor a qualidade de filho de algo (= fidalgo), desde que as suas qualidades físicas, mentais ou morais o destacam do vulgar em feitos atinentes ao bem comum, tendo, portanto, direito ao nosso respeito e até admiração. A época em que a nobreza começou tem apenas valor atávico, contraproducente mesmo, fixando as degenerescências, se os descendentes tentam viver de glórias passadas, sem honrar os apelidos herdados. Os nobres nasceram dos feitos bélicos, mentais ou industriais, donde: nobres da espada, do livro, da finança, três títulos igualmente lídimos, embora durante muitos séculos apenas o primeiro se considerasse como legítimo, podendo pois dizer-se que os nobres nasceram geralmente das convulsões sociais, das lutas dinásticas, das mudanças de instituições, das revoluções triunfantes, em suma, e morreram com elas, regressando ao anonimato popular donde surtiram; é o destino das coisas mundiais – nascer, brilhar, morrer –. Entraram como fidalgos de fresca data, como novos ricos, segundo o conceito mordente dos antecessores despeitados, dos incapazes de triunfar, e saíram dirigindo
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os mesmos chascos laivados de risinho amarelo aos sucessores. Um ou outro que surdiu por processo mavórtico em período calmo não invalida a regra: é um retardatário que alcançou mais tarde a meta em demanda do quinhão que lhe pertence. A primeira dinastia teve os seus nobres e até um suplemento de procreação fidalga com as lutas intestinas de D. Afonso III e D. Sancho (é muito frequente este suplemento), mas a dinastia Joanina criou gente sua, fidalgos de novo, donde o estiolamento, a morte daqueles, e assim pelo mesmo teor nas outras [3]. Durante a primeira dinastia brilharam ao norte do distrito de Bragança os Bragançãos, mas sumiram-se com ela para dar lugar aos Braganças, aos Sampaios no sul e aos Távoras no centro [4]. Com as Guerras da Aclamação surgem os Figueiredos no norte, os Gis e Barões de Santa Bárbara com a expulsão dos jesuítas, mas morrem com o advento do constitucionalismo, que levanta os Pessanhas, batidos agora pelos novos ricos da república, na boca dos que se ficam atrás, esquecidos de que eles são os novos ricos de ontem, como estes os de ante-ontem e assim sucessivamente; esquecidos de que o novo rico representa o valor positivo de quem compreendeu o momento histórico e trepou. Com falha de carácter, dirão. É possível, mas em honra e geração não há que apurar muito porque, lá diz a sabedoria das nações: «Não há geraçao sem p... e ladrão». Nem sempre era a piedade que levava a construir tantas capelas e edículos cultuais como vemos, mas sim considerações mundanas, o orgulho de não ver os bens divididos depois da morte, o desejo de fundar casas ricas, a satisfação da necessidade espiritual da imortalidade estendida mesmo à propriedade. Daqui a origem dos morgadios e o recurso à égide da Igreja que fulmina com excomunhões e interditos quem tocar no que lhe pertence. Também raro será o morgadio ou casa de alguma importância que não tem por fundador ou principal cooperador um padre. O que desejava fundar um morgadio obtinha licença da autoridade eclesiástica para edificar uma capela isolada sobre si, um altar numa igreja ou ampliar outro já existente. Estas obras ficavam-lhe pertencendo para sepultura própria e dos seus, e, com o pretexto de a fabricar, ou seja, prover às despesas da sua conservação, doavaMEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA

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-lhe boas propriedades sob a gerência administrativa do morgado, geralmente o filho macho mais velho do doador, e assim de geração em geração, com obrigação de certas missas e actos pios por alma do fundador, disfrutando o excedente dos rendimentos – um ovo por um real, quando não era roubar o carneiro e dar os pés pelo amor de Deus. Eis, para exemplo, as condições da instituição duma capela de morgadio na igreja de São João Baptista, de Bragança, em 1624 por Joseph Alonso e sua mulher Ana de Rios, segundo o Tombo dos bens dessa igreja existente no Museu Regional de Bragança: O abade e mordomos da igreja «davam todo o consentimento e licença e autoridade aos ditos Joseph Alonço e sua mulher em seu nome e dos mais fregezes (sic) para que possam abrir e levantar na dita Igreja hua Capella no lugar onde esta hum altar do Nome de Jesus ao direito da capella de Nossa Senhora da Consolação da mesma Igreja no qual altar de Nome de Jesus, tem o dito Joseph Alonço e sua mulher posto o retabulo por sua conta e o mais delle a qual licença lhes concedem segurando elles ditos Joseph Alonço e sua mulher as paredes e madeiramento e teto, da dita Igreja e abendo algum dano elles o... (ilegível) à sua conta por acharem ser isto lícito, útil e proveitoso para a dita Igreja e freigezes (sic) della e... ficar mais lustrosa e realçada com a dita capella e poderão os ditos instituidores asentar dentro della suas segulturas e seus herdeiros e successores sem nella se enterrarem nenhum freiges, nem abade... e querem e he sua vontade que dos rendimentos dos bens de raiz avinculados a dita capella ao diante declarados se gastem cada anno quinze mil reis pela maneira seguinte, a saver, querem elles instituidores que cada semana se digão trez missas na dita capella para sempre... pelas quaes se dara de esmola ao sacerdote que as disser dose mil reis cada anno... e dos outros tres mil reis que restam se poirão em deposito cada anno em as mãos do padroeiro... e delles dara ao sancristão da dita Igreja o que for bem pello trabalho de ajudar as ditas missas e limpeza do altar e capella... e o resto dos ditos tres mil reis ficara sempre em deposito, como fica dito para o fabrico da dita capella e ornamentos della... e disserão elles instituidores que obrigavam, sojeitavam e
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vinculavam a dita capella e fabrico della os bens de raiz seguintes: – a saber 440 alqueires de trigo de foro e vinte de centeio que elles tem e lhe pertencem nos lugares de Soeira, Crastellos, Villa Nova, Donae e Meixedo... e mais avinculavam e ipotecavam as casas de sua morada, e mais outras casas situadas todas na cidade de Bragança e mais vinculavam terras que levavam 24 alqueires de semeadura, uma vinha que levava trinta homens de caba e um lameiro... os quaes bens todos juntos andarão sempre unidos avinculados, e inteiros, em mão do padroeiro da dita capella, sem se poderem partir nem vender, nem diminuir, nem alhear, e elle padroeiro os disfrutara e gozara, e dos rendimentos, exufruto delles os cultivara, e conservara inteiros, e pagara os ditos quinze mil reis, em cada hum anno para as missas e fabrico e mais gastos necessarios, e o que mais renderem os ditos bens sera para o dito padroeiro... e logo nemearam elles instituidores por primeiro padroeiro da dita capella, um, a outro ao que deradeiro delles ficar e por morte de ambos, nomeam e extituem por primeiro padroeiro a Roque Alonso seu filho, e por falecimento fique ao filho macho mais velho que delle ficar sendo legitimo, e não havendo filho macho, legitimo que seja femea, e despois delles aos filhos que delles nacerem e procederem, não entrevindo nunqua bastardia, perferindo sempre, o macho e femea... e despois disso ira sempre assim succedendo pella mesma ordem aos filhos mais velhos». Com o andar dos tempos as circunstâncias económicas mudaram e alguns morgadios tornaram-se irrisórios pela insignificância dos rendimentos; por isso, a lei de 3 de Agosto de 1770 permite que os inferiores a 200.000 réis de renda na Extremadura e Alentejo e l00.000 réis nas outras províncias sejam abolidos e seus bens livres e alodiais. Foi no tempo de D. Afonso III, diz Pinho Leal, que em Portugal se introduziu a palavra fidalgo no sentido de distinguir os cavaleiros e escudeiros de linhagem dos que o eram por graça especial do rei. D. Afonso V mandou que todos os fidalgos entrassem no serviço da Casa Real sendo inscritos como moradores no Paço e receMEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA

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bendo anualmente certas pagas, segundo a hierarquia ou serviços de cada um, às quais se deu o nome de moradia. Daqui veio a necessidade de classificar os fidalgos em diversas categorias, das quais se formaram duas ordens e três graus de cada uma destas. A primeira era composta dos seguintes graus: 1º, fidalgo-cavaleiro; 2º, fidalgo-escudeiro; 3º, moço-fidalgo. A segunda ordem tinha os seguintes três graus: 1º, cavaleiro-fidalgo; 2º, moço da câmara; 3º, escudeiro-fidalgo. Todos recebiam moradia, segundo os seus graus e categorias, e o escudeiro-fidalgo de segunda ordem podia ir gradualmente percorrendo todos os graus até chegar a fidalgo-cavaleiro de primeira. Os que serviam o rei no Paço denominavam-se fidalgos com exercício, mas depois deu-se esta denominação a todos os fidalgos, servissem ou não o rei. Ainda hoje assim se pratica. Para obter o primeiro grau de nobreza basta simplesmente provar que se é filho legítimo de pai fidalgo. Ter foro de fidalgo, é ser feito fidalgo sendo filho de pai que o não era. Não só os reis, mas também os príncipes e infantes e os duques de Bragança podiam dar foro de fidalgo, mas deviam ser confirmados pelo rei. De todos estes títulos de nobreza apenas hoje se conservam dois: – moços-fidalgos e fidalgos-cavaleiros (3).

Não cause estranheza a divergência que se nota em alguns nomes referentes ao mesmo indivíduo adiante mencionados, porque, em geral, os fidalgos tinham vários apelidos e nem sempre os usavam todos, sendo que o primogénito tinha o direito de adoptar os mais distintos, donde a divergência.

(3) LEAL, Pinho – Portugal Antigo e Moderno, artigo «Lisboa», pág. 295, onde também se encontra a significação, importância e distinção de graduações dos diversos títulos de nobreza.

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Muito a nosso pesar não seguimos os ramos das famílias nobres fora do distrito de Bragança, onde floresceram assinaladamente muitos deles, por ser apenas deste que tratamos e não avolumar demasiado a obra.
Baçal, na varanda ao sol, coado através da folhagem do martírio que em festões avança de coluna a coluna tendo sobre um joelho a Muxeninha, bisneta da Tartaruga, já falecida, que, de quando em vez, estende a pática brincalhona sobre os papéis, e aos pés deitado o Prinze, que, embora digno, não consegue apagar-me as gratas recordações do Lafrau, enquanto uma abelha no canteiro aos sucalcos do curral zumbe em volta da floração vermelha de um goivo enamorado das rosas em botão da camélia e meia duzia de pardais, sumidos por entre as galinhas, os porcos e a burra, procuram apanhar os grãos que meus sobrinhicos Luzia Alves e Bernabé Alves lhe deitam, 14 de Dezembro de 1927.

Padre Francisco Manuel Alves.

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ABAMBRES | ABREIRO 1 TOMO VI ABAMBRES 1º ANTÓNIO ÁLVARES COELHO DE FREITAS BARROS FARIA E FIGUEIREDO. fidalgo cavaleiro da Casa Real. Cosmado. Barão de Barcel. fol. cavaleiro da Ordem de Cristo. capitão-mor de Valadares. açafata da rainha D. dama do Paço. e um dos convencionados de Évora-Monte. Maria Antónia de Mendonça Cardoso. e de D. fidalgo cavaleiro da Casa Real. 2º JOSÉ PINHEIRO. 150. na Beira-Alta. concelho de Mirandela. a 21 de Março de 1850. fidalgo da Casa Real. e de D. fidalgo cavaleiro da Casa Real. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . cavaleiro da (4) Livro 5º do Registo das Mercês do Real Arquivo. José Maria de Mendonça Machado de Araújo entrou nas lutas constitucionais a favor de D. proprietário em Trás-os-Montes. presbítero. Bisneto de: 4º BENTO MANUEL MACHADO DE ARAÚJO. filha de João Firmino Teixeira. Joana Angélica de Almada Meneses Guerra. 1840. que adiante citaremos. e seus pais Simão Esteves e Maria Pinheiro. erigiram em 1724 uma capela em Abambres dedicada às Almas. maço Capelas. Miguel. capitão-mor de Valadares. fidalgo cavaleiro da Casa Real. Terceiro neto de: 5º MANUEL MACHADO DE ARAÚJO. todos fidalgos cavaleiros da Casa Real. filho de Francisco Álvares Coelho de Freitas. natural de Abambres. com vínculo de bens em morgadio (5). Fidalgo cavaleiro por alvará de 19 de Setembro de 1835 (4). proprietário em Trás-os-Montes. Maria Augusta Teixeira de Almada Meneses Guerra. e de D. da casa de S. (5) Museu Regional de Bragança. cavaleiro da Ordem de Cristo. senhor da casa da Amiosa. de quem foi partidário acérrimo até à morte. Neto de: 3º JOSÉ JOAQUIM DE MENDONÇA MACHADO DE ARAÚJO. Maria Teresa da Rocha Cabral e Quadros. capitão de cavalaria. concelho de Mirandela. ABREIRO 1º ÁLVARO DE MENDONÇA MACHADO DE ARAÚJO. Era filho de: 2º JOSÉ MARIA DE MENDONÇA MACHADO DE ARAÚJO. nasceu em Abreiro. Carlota Joaquina. coronel do regimento de milícias dos Arcos. senhora de grande nobreza. in Dicionário Aristocrático. bem provada pela dilatada série de ascendentes. senhor da casa da Amiosa. ajudante de campo do general Póvoas e de D.

mas que vimos ainda em pé numa excursão que fizemos àqueles sítios em 1897. no género um dos melhores monumentos da província em beleza arquitectónica. quer profanas. e de D. governador de Castro Laboreiro. Quarto neto de: 6º JOÃO DE BARBEITAS PADRÃO MACHADO DE ARAÚJO. no termo da povoação). Referir-nos-emos adiante a uma reconstrução feita nessa ponte. Sexto neto de: 8º GASPAR MACHADO DO AMARAL. e de D. Juiz dos Órfãos em Valadares. por sua mulher. senhor de Vale de Poldras e Campelo. filha e herdeira única de Manuel Machado de Araújo. moço fidalgo. sobre os pegões medievais. Francisco. guarda-roupa do infante D. governador de Castro Laboreiro. Foi Manuel Machado de Araújo quem mandou construir em Abreiro. por ser levada pela grande cheia do inverno de 1909. Sétimo neto de: (6) Nesta parte não podemos concordar com o manuscrito que vamos seguindo. foi tudo construído pelo Diabo. Quinto neto de: 7º ANDRÉ MACHADO DE ALMEIDA. Luiza Homem de El-Rei. cavaleiro da Ordem de Cristo. sua prima. das quais restam ainda bem visíveis os agulheiros que seguravam as cambotas dos arcos. moço fidalgo da Casa Real. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . senhor de Vale de Poldras e Campelo. podia muito bem ser que Manuel Machado de Araújo fizesse reconstruir o arco. e de D. Maria Manuela Machado de Araújo. arruinado por outra cheia ou qualquer outro motivo. o Velho. de Vale de Poldras e Campelo. e de D. Maria de Barbeitas Padrão e Araújo. herdeira e filha única de D. Margarida do Amaral e Almeida. familiar de número do Santo Ofício. Maria de Araújo e Azevedo. instituidor do Morgado da Amiosa. moço fidalgo da Casa Real. porque a ponte de Abreiro. restando-lhe apenas os pilares. quer sagradas. tinha todas as características das pontes medievais. moço fidalgo da Casa Real. de difícil construção. que morreu religioso bento em Cela Nova. o cruzeiro de Abreiro e a Arcã (restos de uma anta. Pedro de Barbeitas Padrão. se construiu a célebre ponte de Abreiro em 1734. esta ponte. Juiz de fora na ilha da Madeira. É sabido que a lenda atribui ao demónio as obras. hoje em ruínas. Todavia. comissário de cavaleiros. e o arco da ponte de Abreiro assombrava pela sua enorme altura. senhor. devido à consideração que gozava na corte. Segundo a lenda popular. Manuel Machado de Araújo foi casado com D.2 TOMO VI ABREIRO Ordem de Cristo. senhor de Vale de Poldras e Campelo. o cruzeiro onde se venera a imagem do Senhor dos Aflitos e a da Senhora da Piedade. em frente da sua casa. Também a instâncias suas. abertura e escabrosidade do sítio (6).

donde lhe veio o apelido de Machado) [5]. Entretanto sempre diremos que na casa dos nonos avós menciona um Fernão Álvares da Maia. para salientar a distinção com outras raças que nos vieram da África e da Ásia. um grupo dirigente do partido em oposição aos regeneradores. o curso liceal em Bragança e o universitário em Coimbra. por constarem da carta de brasão de armas passada em 1734 a Manuel Machado de Araújo. Este grupo aderiu em 1876 ao Pacto da Granja e em 1879 obteve pela primeira vez autoridade. Etnicamente não deixam de ter razão. Oitavo neto de: 10º FERNÃO MACHADO DE ARAÚJO e de D. e de D. em Amalarico. objecto único dos nossos estudos. Em Dezembro de 1880 foi nomeado primeiro oficial do Governo Civil de Bragança. arrombou as portas de Santarém e de Lisboa. Constança Dias Vilas-Boas. com distinção. Em 1875. este até à linha dos décimos sextos avós merece crédito. a quem nos referiremos ao tratar de Parada de Infanções. de quem o manuscrito que temos seguido menciona até aos décimos sextos avós. junto de quem foi morto na batalha de Alfarrobeira em 20 de Maio de 1449. chefiados por Francisco Pavão. em Fevereiro do ano seguinte caiu o partido progressista e MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . E ficaremos aqui na linha ascendente do Doutor Álvaro Mendonça Machado de Araújo. moço fidalgo. pelos anos de 505. Maria do Amaral. pág. um Diogo Pires Machado.ABREIRO 3 TOMO VI 9º GASPAR PIRES MACHADO. Teodósio. formou. Porém. em 1147. Sancho I. e ainda em outras entronca os ascendentes em Mem Moniz (que. 105. na dos décimos. com João Vaz de Madureira. em D. porque se trata de personagens que viveram longe do distrito de Bragança. que serviu o duque de Bragança D. ser matrona de tão louváveis costumes. rei godo da Espanha. Silvério de Moura Barreto. e que no dia do seu óbito se tocaram expontaneamente os sinos da freguesia para festejar o coroamento no Céu das suas virtudes. para os nossos entrarem na fortaleza. sendo Álvaro de Mendonça nomeado administrador de Mirandela. Pedro. em poder dos mouros. Álvaro de Mendonça Machado de Araújo (1º. chefe do partido progressista no sul do distrito de Bragança. por morte de Carolino Pessanha. igualmente partidário do infante e morto na mesma batalha. É pecha dos nobiliários: não param enquanto não levam a ascendência aos reis godos. onde concluiu a formatura em direito a 9 de Julho de 1873 e no ano seguinte exerceu a advocacia em Valpaços. que lhe crescia o pão nas arcas para dar aos pobres. partidário do infante D. da qual adiante damos um extracto. rei de Portugal. de quem diz a Nobiliarquia Portugueza. Joaquim Basílio da Costa e doutor Francisco Augusto da Silva Leal. atrás citado) fez. como se só deles viesse o nobre sangue. filha de Cristóvão do Amaral Castelo Branco.

Foi sub-delegado em Alfândega da Fé. Viscondessa de Barcel (ver Barcel). sendo transferido para igual cargo em Bragança. Em 1892 foi eleito deputado por Mirandela e no ano seguinte presidente da Câmara Municipal de Bragança. II. A 14 de Outubro de 1912 começou a reger a cadeira de Sociologia na Escola Nacional de Agricultura de Coimbra. com sua prima D. natural de Bragança. Isabel Maria de Almada Meneses Pimentel. nasceu a 10 de Novembro de 1879. Sancha Augusta de Almada Pimentel. se bem que defendeu com brilhante êxito algumas causas em Bragança. o despacho e ficou em Bragança. que logo o transferiu para a Horta. onde prestou relevantes serviços. Professor interino do liceu de Bragança em 1905-1906 e. proprietária em Abreiro e Barcel. Mirandela. Morreu em Braga a 11 de Dezembro de 1916 e veio a enterrar a Abreiro. a 7 de Março de 1876. III. onde fundou o jornal Progresso do Algarve. nascido a 29 de Agosto de 1914. de que foi nomeado professor efectivo em 1919. concelho de Mirandela. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . de cujo lugar não chegou a tomar posse. combatente da Grande Guerra. e como escritor a ele nos referiremos em volume especial. a 29 de Abril de 1875. concelho de Carrazeda de Ansiães. ano em que foi promovido à segunda classe e transferido para Braga. Abel de Mendonça Machado de Araújo. Fez o curso liceal com distinção em Bragança e o universitário em Coimbra. onde abriu escritório de advogado. Descendência: I. Descendência: Álvaro de Mendonça Machado de Araújo Gomes de Moura. Em 1894 foi eleito deputado por acumulação e em 1898 nomeado governador civil de Braga e de Bragança em 1904. Não exerceu profissionalmente a advocacia. destinado a defender a sua política. secretário-geral do Governo Civil de Bragança. Casou em Barcel. tenente-coronel médico de artilharia. passando em 1923 para o grupo Português-Latim. Em Março de 1910 foi nomeado auditor administrativo do distrito de Bragança. mas não seguiu a magistratura. não acatou porém. Vila Flor e Lisboa. pelo mesmo tempo. nasceu no Mogo de Malta. Em 1884 faz concurso para secretário-geral e foi colocado no Governo Civil da Horta. e casou a 8 de Abril de 1911 com o doutor Alberto Gomes de Moura. A 11 de Janeiro de 1890 subiu ao poder o partido regenerador. nasceu em Abreiro a 7 de Março de 1878. Túlia de Mendonça Machado de Araújo. solteira. D. D. filha de João Evaristo Teixeira de Almada Meneses Guerra e de D. onde se conservou até 1913. onde concluiu a formatura em Direito em Junho de 1901. Olema de Mendonça Machado de Araújo.4 TOMO VI ABREIRO em 1883 transferiram-no para Faro. Álvaro de Mendonça era considerado como uma sumidade em direito administrativo.

a Manuel Machado de Araújo (5º. que nasceu em Barcel a 24 de Março de 1903. a Manuel Machado de Araújo (5º. de Mirandela. e ultimamente no de Sargento-Mor de Infantaria com exercicio do de Governador do mesmo Castello por patente de vinte e seis de Mayo de mil settecentos e sessenta e outo. mas legitimado. que lhe forão recomendadas pelos Generaes daquella Provincia. que Deus haja. além de outros documentos nobiliárquicos. A esta inteligente e muito ilustrada senhora agradecemos as informações que gentilmente nos forneceu para esta monografia. Tem um filho natural. em 26 de Fevereiro de 1734. as dos Araújos.. que se encontra em Abreiro em poder da família Mendonça Machado de Araújo. E no decurso do refferido tempo da guerra e paz se houve com grande actividade e prestimo nas muytas e particulares diligencias da mayor consideração do meu Real serviço. solteira. João V. Maria Olímpia de Mendonça Machado de Araújo. Nordeste. a 13 de Dezembro de 1779. as armas dos Machados. Timbre: dois machados de prata com cabos de ouro postos em aspa. no segundo. sua descendente lídima. Em poder da mesma família há. IV. uma brica de ouro com seu trifólio preto. natural da vila de Calheta. cavaleiro professo da Ordem de Cristo. mencionam-se seus avós até ao duodécimo e por ela lhe concede escudo partido em pala: no primeiro. atados com um troçal vermelho e por diferença. sendo pela sua capacidade e intelligencia. em que sucedeo a hum tio do mesmo nome por patente de quatorze de março de mil settecentos e quarenta e seis. Francisco. Em alguns escudos usados pela família no frontispício das casas. no de governador daquelle castello.ABREIRO 5 TOMO VI Tem colaborado no Jornal de Mirandela. dizignios e opperações dos Inimigos: o que executou vadeando todo aquelle Reyno por espaço de hum mez. Maria I. proprietária em Abreiro e Vieiro. D. nasceu em Abreiro a 20 de Janeiro de 1890. meu muyto prezado tio. Pátria Nova. ilha da Madeira. Diário Ilustrado e Agricultura Transmontana. Na carta iluminada de brasão de armas concedida por el-rei D. morador em Valadares. em atenção aos serviços que prestou «nesta Corte e Provincia do Minho no foro do Moço do Guarda Roupa do Infante D. trazendo hüa exata e fiel rellação de tudo. e no posto de capitão-mor de Castro Laboreiro. sem que por este trabalho aceitasse a Ajuda de MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . tudo por espaço de trinta e seis annos. . atrás citado). por elles escolhido para entrar no Reyno da Galiza a observar e indagar as forças. Joaquim de Mendonça Machado de Araújo.. atrás citado). os seguintes: – Carta de fidalgo-cavaleiro dada pela rainha D. no mausuléu e no cruzeiro em Abreiro vêem-se os machados do timbre encimados por um coronel. ambos de Bragança.

provendo Bento Manuel Machado de Araújo (4º. vago por desistência de seu pai Manuel Machado de Araújo. e zelo do meu serviço». um manuscrito autógrafo do genealogista Padre Marcelino Pereira sobre a nobreza dos Machados de Araújo e a Árvore Genealógica dos Pintos Cardosos. – Carta régia de 29 de Julho de 1822 que concede o foro de fidalgo-cavaleiro a José Maria de Mendonça Machado de Araújo (2º. havendo-se no refferido. a quem pagava da sua fazenda. pelas quais tinha noticia de todas as desposições dos inimigos que logo por correyos comunicava aos seus respetivos generaes. enviando-lhes as Gazettas de Espanha. e mais partes do mesmo Reyno. No arquivo da família conservam-se muitos outros documentos referentes a mercês régias e a promoções concedidas a vários membros colaterais da mesma.. Por outra carta de 5 de Agosto de 1778 teve o posto de capitão das Ordenanças da vila de Valadares e seu termo. conservando tambem pela sua vigilancia em Castella correspondencias ocultas por confidentes. deffendendo ao mesmo tempo aquella Fronteyra das invazões dos Inimigos. provendo José Joaquim de Mendonça Machado de Araújo (3º.6 TOMO VI ABREIRO custo. desinteresse.. cinco mezes e vinte e um dias. Tiago de Mirandela. – Alvará de 25 de Outubro de 1803. – Carta-patente de 19 de Novembro de 1806. vago por desistência de seu pai. atrás citado). a quem foi lançado o hábito da Ordem na Sé de Braga. em que entrou por tempo de onze anos. Teve o foro de fidalgo cavaleiro por carta de 21 de Abril de 1780. Da Árvore Genealógica ocupar-me-ei quando tratar de Mirandela. que concede o hábito de Cristo em atenção aos seus feitos na guerra com Castela. como se mostra do respectivo documento. atrás citado) no posto de capitão-mor da vila de Valadares. conseguindo por ellas a certeza de tudo o que nelle se passava. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Teve o foro de fidalgo-cavaleiro por carta régia de 4 de Junho de 1783. de Bragança. atrás citado) no posto de capitão-mor da vila de Castro Laboreiro. – Carta-patente de 7 de Junho de 1769. tendo sempre hum mesmo cuydado de mandar à sua custa Pessoas intelligentes the o Ferrol e Crunha. que manda armar cavaleiro a José Joaquim de Mendonça Machado de Araújo (3º. senhores do morgado de S. e de Morais e Pimenteis Machucas. o manuscrito autógrafo não merece citação especial. José manda armar cavaleiro a Bento Manuel Machado de Araújo. – Alvará de 1 de Fevereiro de 1716. e ao modo como se portou sendo governador do Castelo de Castro Laboreiro. com muyta honra. que se lhe offereceo. no qual El-rei D. atrás citado). – Alvará de 15 de Novembro de 1769.

maço Capelas. em 1656. de Ala. em frente das suas casas de moradia. concelho de Vinhais. a que vinculou bens. a que doaram bens com vínculo de morgadio (11). (10) Ibidem. erigiu em 1743 uma capela. de Águas Frias. junto às suas casas de moradia. ALA ANTÓNIO PEREIRA. erigiram em 1719 uma capela a Nossa Senhora de Anunciação na quinta dos Chanros. dedicada a S. freguesia das Aguieiras. abade de Penhas Juntas. na povoação. concelho de Mirandela. (11) Ibidem. presbíteros. dedicada a Nossa Senhora da Conceicão. «mulher nobre». a qual fôra destruída por um incêndio (7). viúva de Simão Dias Pereira. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . erigiram em 1733. AGUIEIRAS 1º PASCOAL GONÇALVES e FRANCISCO DIAS. fez. 2º JOÃO PINHEIRO DE CASTRO e sua mulher Maria de Queiroga. presbítero. uma capela dedicada ao nome de Jesus. na povoacão de Prado Afreixo. que adiante se descrevem (8). concelho de Macedo de Cavaleiros. a que doaram bens competentes (10). a que vinculou bens que adiante se descrevem (9). natural de Agrochão. 2º MANUEL TEIXEIRA. presbítero.AGROCHÃO | ÁGUAS FRIAS | AGUIEIRA | ALA 7 TOMO VI AGROCHÃO DOMINGOS DE SÁ MORAIS. de Águas Frias. concelho de Chaves. Vínculo de algum antigo morgadio? ÁGUAS FRIAS 1º D. doação de bens que adiante se descrevem e vinculou em (7) Museu Regional de Bragança. requereu em 1858 licença para benzer uma capela que tem junto às suas casas de moradia. (9) Ibidem. João Baptista. moradores em Sobreiró. irmãos. freguesia das Aguieiras. FRANCISCA AVILEZ. erigiu em 1663 uma capela na povoação. (8) Ibidem.

da vila de Bemposta. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . filho quarto e morgado da casa. atrás citado). ALFÂNDEGA DA FÉ Sás Machados (Ver: Vimioso – Morais Faria Antas). Diogo Machado de Sá. com gente paga à sua custa. dando-lhes em prémio vários títulos e honras. fidalgo da Casa Real. que faleceu solteira. Descendência: I. Esta família traz sua origem do tempo do conde D. 1º DOUTOR PASCOAL DE SIQUEIRA DE MESQUITA é o primeiro de que temos notícia. atrás citado).. à capela que ia erigir na mesma povoacão. quatro do apelido de Sás. 4º POLICARPO PINTO (a). em presença dos quais deram mostras de tanto valor que. dedicada a Santo António (12). e diz-se ser descendente de um dos cavaleiros acima nomeados. maço Capelas. Casou com D. abade da Gestosa. Filipa. (12) Museu Regional de Bragança. Descendência: I. que morreu esposada. acima citado) que casou com D. IV. Ana de Sá. porque. quando este iniciou a expulsão dos mouros da província de Trás-os-Montes. Gonçalo de Sá Machado. D. em ajuda do dito conde e de seu filho D. um de Siqueiras e dois de Mesquita [6]. Bento de Bragança. Filipa da Costa Machado. Filipa. Luís de Sá. b) Maria Rosa. Pinto. defendendo a vila com grande valor. Henrique. filha de Diogo Machado da Costa. Maria de Sá. II. Descendência: a) Policarpo Pinto.8 TOMO VI ALA | ALFÂNDEGA DA FÉ morgadio. III. 3º GONÇALO DE SÁ MACHADO (IV. os quais. Luísa Freire de Andrade (a quem nos referiremos ao citar a família Farias e Machados do Vimioso) Descendência: D. 2º SIMÃO DE SÁ DE SIQUEIRA. da vila de Castro Vicente. D. que casou em Lodões da Vilariça com. que casou com D. deram à vila de Alfândega o sobrenome de Fé. praticaram grandes proezas. capitão-mor da dita vila. D. filho de Pascoal de Siqueira de Mesquita (1º. freira em S. saíram da vila de Alfândega sete cavaleiros. filha de Vicente de Sá. acudindo. Maria. que casou com D.. o qual ainda hoje conserva em memória do que estes cavaleiros fizeram em sua defesa. Afonso Henriques. V. Ana de Sá de Mesquita.

de Moncorvo. Doroteia. V. Filho de Bernardo Pinto Bacelar de Sampaio e de sua mulher D. (15) Ibidem. de Vila Real. fol. que morreu de parto e não deixou descendência. que casou com D.. (13) Brasão de armas de Manuel de Morais Faria Antas da Silva (Vimioso). Descendência: I. segundo uma certidão passada por Simão da Silva Lamberto. de Algoso. Casou segunda vez com.. irmã de Afonso Botelho. Sobre a fidalguia de Algoso ver Vimioso. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Ana da Fonseca Pacheco. juiz dos órfãos das ditas vilas. II. D. Catarina. Ana Maria do Salvador. ALGOSO 1º ALEXANDRE JOSÉ DE MORAIS ANTAS E SILVA. Angélica Maria das Neves. Cartório Administrativo. acima citado). (13). Frechas e Sampaio. 5º LUÍS DE SÁ. freira em S. reitor da Adeganha. João Machado. suas irmãs: D. frade de São Francisco. Bernardina Maria de Jesus morreu em Algoso a 2 de Maio de 1821 (15). natural e morador na vila de Algoso. livro 128. Manuel Machado Pereira do Lago. Maria de Sampaio Borges de Melo. Frei Luís. D. que casou em Lodões com D. 2º JOSÉ MARIA DE SAMPAIO BACELAR PINTO DE MELO. distrito de Bragança. André Machado de Macedo e Lago. filho de Francisco Geraldes de Sampaio e de sua mulher Maria de Barrientos. 56 v. Bento de Bragança. Neto paterno de Afonso Geraldes de Sampaio e de sua mulher Engrácia Gonçalves.ALFÂNDEGA DA FÉ | ALGOSO 9 TOMO VI II. Vilas Boas. tirada dos livros do respectivo cartório. Ao tratar de Vimioso faremos a descrição deste códice. onde se celebrasse missa (14). D. filho de Lucas de Gouveia. herdeiro e morgado da casa. obtiveram em 1797 licença para oratório particular nas suas casas de moradia. 5º ANDRÉ MACHADO DE MACEDO E LAGO (I. Catarina Pinto. Francisca. D. presbítero. Bernardina Maria de Jesus e D. filho quinto de Simão de Sá de Siqueira e juiz dos órfãos das vilas de Vila Flor. que casou com Cristóvão José de Gouveia. Neto paterno de Manuel Pinto Bacelar e de sua mulher D. Maria Geraldes de Sampaio e Melo. filha de Afonso Martins Preto e de sua mulher D. filha de Diogo Geraldes de Sampaio. IV. III. escrivão da Nobreza em Portugal. (14) Museu Regional de Bragança. maço Capelas.

3º MANUEL BERNARDO MONTEIRO DE SAMPAIO E MELO. Gomes e Vasconcelos. capitão-mor de Algoso. irmão de José Caetano de Faria. natural de Paradinha. da Galiza. filha de Vasco Martins de Melo e de sua mulher D. Maria (17). por via legítima. folha 41. Casou com D. terceiro senhor da dita vila e mais terras e de sua mulher D. natural da vila de Algoso. pela varonia.. e de D. 5º JOSÉ SARMENTO DE VASCONCELOS. cavaleiro da Ordem de Cristo. filha de Aleixo da Nóboa de Gois. concelho do Vimioso. . (17) Museu Regional de Bragança. irmão de Fernão Pinto Bacelar. filhos desta: António. onde vem transcrito o seu testamento. Filho de José Maria de Sampaio Bacelar Pinto de Melo e de D. onde morreu em 1825. Inácia de Campo da Gama. Neto materno de Manuel de Morais de Vasconcelos. passado a 7 de Novembro de 1752 (18). Bisneto. Maria das Neves Pinheiro. deixou por testamenteira D. Bisneto de Julião de Morais Sarmento. netos de Fernão Pinto e de sua mulher D. Maria de Novais. fidalgo da Casa Real. e de Gonçalo Rodrigues. filha de Paulo Machado. de Francisco Pinto Bacelar. cuja casa usa as armas dos Pintos e Bacelares. Terceiro neto de Valentim de Sá Sarmento e de D. Teve escudo com as armas dos Morais Sarmentos. de Vilar de Ossos. viúva deste. Mécia de Melo. cavaleiro da Ordem de Cristo. Francisco. alcaide-mor da Torre de Moncorvo e de Castelo de Vide. quarto senhor de Vila Flor. 4º JOSÉ DE SAMPAIO BACELAR PINTO DE MORAIS SARMENTO. Foi-lhe passado este brasão a 9 de Novembro de 1752 (16).. e de D. Vilar de Ossos e outras terras. Teresa Mora. e dos senhores de Machedo. 1873. Chacim e outras terras. que procedia da casa de Nóboa. Isabel de Azevedo. capitão-mor de Algoso. D. Ana e D. visconde de – Arquivo Heráldico Genealógico. Maria Josefa de Carvalho e Castro. p.10 TOMO VI ALGOSO Bisneto de Jerónimo Fernandes de Sampaio. de Algoso. filha e herdeira de João de (16) SANCHES DE BAENA. natural da vila de Algoso. o Calvo. Jerónima de Campo. Catarina Bacelar. parte I. filhos ambos de Vasco Fernandes de Sampaio. (18) SANCHES DE BAENA – Arquivo heráldico. 425. senhor de Tuizelo. Quarto neto de Francisco Sarmento de Morais. procedia de Jácome Luís Sarmento. 421. Maria de Sousa Pimentel. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . e por herdeiros seus sobrinhos. p. irmão de Fernão Vaz de Sampaio. presbítero. ambos filhos de Francisco Pinto Bacelar e de D. alcaide-mor de Bragança. de quem descendem muitas famílias ilustres desta província. Cartório Administrativo. que. livro 137. fidalgo da Casa Real.

morador em Vinhais e Juiz da Alfândega da mesma vila. adiante citado) e de D. cavaleiro da Ordem de Cristo. Descendência: D. Catarina da Costa de Figueiredo (10º. fidalgo da Casa Real. Segundo neto paterno de Francisco Sarmento de Morais. natural de Quintela de Vinhais. terceiro senhor do Morgadio de Tuizelo e de D. cavaleiro da Ordem de Cristo e sargento-mor de Moimenta da Beira. natural de Quintela de Vinhais. e de D. sua sobrinha.ALGOSO 11 TOMO VI Andrade de Carvalho. Maria Sarmento. Maria de Novais. natural da Torre de Moncorvo. natural de Tuizelo. adiante citado) e materna de Gonçalo de Morais. aquele. irmão de Bento de Morais Sarmento. natural de Vilar de Ossos. Ana de Novais. Ana Gomes Sarmento. natural de Vila Franca. natural de Pinhel. e natural de Vinhais. adiante citado. fidalgo da Casa Real. António Pinheiro. Violante de Sá. filho de Francisco Rodrigues de Morais. filha de Aleixo da Nóvoa de Góis Sarmento. José Sarmento de Vasconcelos era filho de Julião de Morais Sarmento. na Índia. capitão-mor da vila de Algoso. senhor do Morgado do Espírito Santo e casa de Almeidinha. natural de Vila Franca (9º. filha de Pedro MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Alcaide-mor de Bragança. natural da vila de Algoso. Bispo de Miranda. Maria da Gama de Vasconcelos. Isabel de Sá Pinheiro. filha de Duarte Ferreira de Morais. morador na Torre de Moncorvo. segundo administrador do Morgadio de Tuizelo filho de Duarte Rodrigues de Morais (6º. primeira mulher. Maria de Morais. irmão de D. e de D. primeiro instituidor do Morgadio de Tuizelo no ano de 1530. e de D. oriundo da casa de Machedo. e de sua mulher D. e de D. natural de Algoso. a quem adiante nos referiremos. irmã do Almirante Jácome de Morais Sarmento e neta paterna de Diogo de Novais. e de D. filha de Jácome Luís Sarmento (7º. que deixou descendência. irmã de Lopo Sarmento. natural de Tuizelo. e da muito formosa Catarina Gonçalves. e de D. adiante citado) e de D. Mariana de Sousa Pimentel. Ana Isabel Sarmento de Vasconcelos. Terceiro neto paterno de Rodrigo de Morais. morador em Quintela de Vinhais. que era filha de Gaspar de Novais. natural de Paradinha. que tomou parte no cerco de Diu. natural de Lisboa. adiante citada. Leonor de Aragão. e de D. e de D. irmã de Lucas de Gouveia de Vasconcelos. adiante citado). Maria de Aragão. filha de Jácome Luís Sarmento. natural de Vinhais e de D. Joana Gomes de Macedo (8º. familiar do Santo Ofício. familiar do Santo Ofício e coronel de infantaria. e de D. adiante citada). Neto paterno de Valentim de Sá Sarmento. Quarto neto paterno de Duarte Rodrigues de Morais. da Galiza. filha de Álvaro Fernandes Pinheiro. que casou com Manuel Osório do Amaral. Maria Luísa da Silva e Castro. Neto paterno de Cristóvão de Gouveia de Vasconcelos.

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TOMO VI

ALGOSO

da Gama de Morais, capitão-mor da vila de Algoso, e de D. Maria de Morais Pimentel, irmã do Inquisidor Manuel Pimentel de Sousa e de João Machado Pimentel, tesoureiro-mor de Miranda, sobrinha materna de António Pimentel de Sousa, cónego em Coimbra, e neta materna de Gaspar Pimentel, natural da cidade de Miranda. Pedro da Gama de Morais era filho de Gonçalo Anes da Gama e de D. Leonor de Morais, esta, filha de Jorge Machado de Madureira, alcaide-mor da vila de Algoso, e de D. Isabel de Morais (13º, adiante citado), e aquele, filho de Gonçalo Anes da Gama, natural de Valverde, termo do Mogadouro, capitão de Infantaria, e de D. Catarina Gil da Gama. Segundo neto materno de Lucas Gouveia de Vasconcelos e de D. Maria de Gouveia, sua parente, neta de António da Costa Pimentel, natural da Torre de Moncorvo. Terceiro neto materno de Cristóvão de Gouveia de Vasconcelos e de D. Ana Botelho, filho de João Botelho de Matos, o Velho, (11º, adiante citado), natural da Torre de Moncorvo, e de D. Inês Fernandes de Meireles Varejão (12º, adiante citado). Quarto neto materno de Jerónimo Gomes de Vasconcelos, natural da Torre de Moncorvo, e de D. Isabel de Gouveia, segunda mulher. 6º DUARTE RODRIGUES DE MORAIS, que na Árvore está notado com o nº 1, foi filho de João Calvo de Morais, apesar de dizerem que se chamava Gonçalo Rodrigues de Morais e que foi chamado o Calvo, por o ser em excesso. (É esta a opinião de certo genealogista, com a qual não concordamos e que está em oposição com o que trata o título de Morais, a respeito de João Calvo de Morais). Era senhor dos lugares de Vilar de Ossos, Lugarelhos, Quintela, Rio de Fornos e Tuizelo na província de Trás-os-Montes e senhor de um castelo junto a Baiona, no reino da Galiza, de onde veio para Portugal. Era muito abastada a sua casa, pois de treze lugares lhe pagavam Foros e Pitanças. Casou com sua parente D. Leonor de Morais, filha de João de Morais e de sua mulher D. Leonor de Meireles. 7º JÁCOME LUÍS SARMENTO, que na Árvore está notado com o nº 2, era filho de Jerónimo Luís Sarmento e de D. Inês da Costa. Neto de D. Luís Sarmento Mendonça e de D. Catarina de Pesquera, natural de Burgos (19). Segundo neto de D. António Sarmento, alcaide-mor de Burgos, e de D. Maria de Mendonça, a cuja ascendência nos referiremos adiante. (O códice, de onde extraímos os elementos para esta monografia, resenha larga fila de avoengos destes Sarmentos, alcaides-mores de Burgos, em

(19) Vide o Nobiliário de Haro, 1ª parte, fol. 45.

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que figuram senhores de Salvaterra e muitas outras terras, condes de Valência, de Carrion, de Monteagudo, de Miranda, por forma a deduzirem estes Sarmentos a sua varonia dos Reis de Portugal, Castela, Aragão, Hungria, Cicília, França e dos imperadores de Constantinopla e dos Romanos!! Não nos sentimos porém com forças para o acompanhar). 8º D. JOANA GOMES DE MACEDO, que na Árvore está notada com o nº 3, era irmã de D. Isabel Gomes de Macedo, mulher de Aleixo de Morais Pimentel, padroeiro do capítulo de S. Francisco de Bragança, escrivão da fazenda de El-Rei D. João III, vedor da fazenda da Infanta D. Maria, Comendador da Ordem de Cristo, ambas filhas de Rui Gomes Mascarenhas, comendador de S. Miguel de Abambres, cuja igreja edificou, e de sua mulher D. Ana de Macedo, que também o foi de Lopo de Mariz, filha de João de Macedo, alcaide-mor da vila de Outeiro e da Bemposta e capitão general nas guerras que se moveram, no ano de 1476, entre El-Rei D. Afonso V de Portugal e D. Fernando, o Católico, e de sua mulher D. Branca de Sousa, filha de João de Sousa, alcaide-mor de Bragança. Sob o nº 4, a Árvore desenvolve a ascendência de D. Violante de Sá, filha de Francisco Ferreira de Sá, fidalgo da Casa Real, comendador de Lamas, que entronca com os senhores do Couto e Castelo de Fabaris, senhores de Matosinhos, de Sever de Paiva, do coral de Cavaleiros, de Vila Flor (por Vasco Pires de Sampaio, senhor de Vila Flor, seu segundo avô), do Sardoal, de Farelães, da terra de Alva, Ferreira de Aves, de Maciela, alcaides-mores do Porto, Francoso e Abrantes, incluindo mesmo os ascendentes do condestável D. Nuno Álvares Pereira. 9º DIOGO DE NOVAIS, que na Árvore está notado com o nº 5, natural de Vila Franca era filho do Desembargador Duarte de Almeida de Novais e de D. Úrsula de Morais, esta, filha de Inácio de Morais, lente de humanidades em Coimbra, mestre dos Infantes, filhos de El-Rei D. Manuel, e neta de Pedro Álvares de Morais Pimentel (a cujos ascendentes nos referiremos adiante – ver 12º), e aquele, filho de João Martins Ferreira e de sua mulher D. Maria de Almeida, filha de Francisco de Novais, dos Novais do Porto. 10º D. CATARINA DA COSTA DE FIGUEIREDO, que na Árvore está notada com o nº 6, era filha de Francisco da Costa Homem, alcaide-mor de Bragança, e de sua mulher D. Catarina de Figueiredo, filha de Diogo de Figueiredo, fidalgo da casa do Duque de Bragança e seu secretário. 11º JOÃO BOTELHO DE MATOS, o Velho, que na Árvore está notado com o nº 7, natural de Moncorvo, teve o foro de escudeiro fidalgo (que era, assim como o de cavaleiro fidalgo, que se concedia por acrescentamento, o melhor título de nobreza naquele tempo, como trata difusamente a Nobiliarquia Portuguesa, cap. 17, pág. 163), e era filho de Afonso Lourenço de Matos, natural de Olivença, que serviu a casa de Bragança, e, passando em
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serviço desta à província de Trás-os-Montes, fixou residência em Moncorvo, onde teve dilatada e nobre descendência. Da nobre ascendência de João Botelho de Matos trata largamente o códice, chegando até ao seu décimo quinto avô: nada menos que D. Ramiro II, rei de Leão. 12º D. INÊS FERNANDES DE MEIRELES E VAREJÃO, filha de Francisco Pires Carneiro Varejão e de sua mulher D. Isabel Nunes de Meireles, filha única e herdeira de João Álvares Pereira, natural de Bragança, e de sua mulher D. Brites Nunes de Meireles, natural de Moncorvo, onde fundaram e dotaram a Misericórdia e nela estão sepultados. 13º D. ISABEL DE MORAIS, filha de Francisco Galego, espanhol e fidalgo, e de sua mulher D. Ana de Morais Alvarez Pereira, natural de Bragança, filha de Manuel Pinto Pereira e de D. Antónia de Barbuda. Neta de Pedro Álvares de Morais Pimentel, Padroeiro do Capítulo de S. Francisco de Bragança, e de D. Maria Pereira, filha de Gonçalo Vaz Guedes (progenitor dos senhores de Felgueiras, Vieira e Fermedo, por varonia), dos Guedes, senhores de Murça. Segunda neta de Álvaro Gil de Morais Pimentel, Padroeiro do Capítulo de S. Francisco de Bragança, e de D. Isabel de Valcácer, filha de João Rodrigues de Valcacer, 3º neto de Garcia Rodrigues de Valcácer, adiantado da Galiza e senhor de muitas terras. Terceira neta de Gil Afonso Pimentel e de D. Leonor de Morais, filha única e herdeira de Gonçalo Rodrigues de Morais, Padroeiro do Capítulo de S. Francisco de Bragança, e de D. Maria de Sousa; neta de Rui Martins de Morais; segunda neta de Gonçalo Rodrigues de Morais; terceira neta de Martim Gonçalves de Morais, que teve o senhorio de muitas terras, e de D. Lourença de Távora, filha do primeiro Lourenço Pires de Távora, senhor desta casa, e de D. Guiomar Rodrigues, que também foram pais de Lourenço Pires de Távora, que casou com D. Alda Gonçalves de Morais, irmã do sobredito Martim Gonçalves de Morais. Deles procedem, por varonia, os marqueses de Távora, condes de Alvôr e de S. Vicente; quarta neta de Gonçalo Rodrigues de Morais, senhor de Morais, Vinhais e Lagoa; quinta neta de Rui Gonçalves de Morais, senhor dos referidos lugares, alcaide-mor de Bragança; sexta neta de Martim Gonçalves de Morais, senhor das mesmas terras, e sétima neta de D. Gonçalo de Morais, que veio da cidade de Sória para Bragança e povoou os lugares de Morais e Lagoa. Quarta neta de João Afonso Pimentel, que passou para Castela com seu tio João Afonso Pimentel, primeiro conde de Benavente, e de D. Teresa Pacheco, filha de João Pacheco, senhor de Serralvo, e de D. Mariana Rodrigues de..., progenitores dos marqueses de Serralvo (20).
(20) Vide Nobiliário de Haro, livro 3º, cap. 4, fol. 135.

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ALVITES

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Quinta neta de Martim Afonso Pimentel, irmão de João Afonso Pimentel, primeiro conde de Benavente, em Castela, e progenitor dos senhores desta casa, dos marqueses de Távora, condes de Viana e outros, e de D. Inês Vasques de Melo, filha de Vasco Martins de Melo, guarda-mor de El-Rei D. Fernando, senhor da Castanheira, Povos, Chileiros, alcaide-mor de Évora e de D. Maria Afonso de Brito, dos quais descendem os duques do Cadaval e outros senhores. Sexta neta de Rodrigo Afonso Pimentel, comendador-mor da Ordem de Santiago, e de D. Lourença da Fonseca, filha de Lourenço Vasques da Fonseca, senhor de Nogales, e de D. Sancha Vasques de Moura, décima neta de El-Rei D. Fernando, o Magno, e undécima neta de El-Rei D. Ordonho I, de Leão [7]. Sétima neta de João Afonso Pimentel, primeiro do nome, e de D. Constância Rodrigues de Morais, filha de Rui Martins de Morais, alcaide-mor de Bragança, e de D. Alda Gonçalves de Moreira. Oitava neta de D. Afonso Vasques Pimentel, terceiro do nome, irmão de D. Urraca Vasques Pimentel, mulher do conde D. Gonçalo Pereira, dos quais descendem todos os príncipes cristãos, e de sua mulher D. Sancha Fernandes. E assim continua a sua ascendência, verificando-se ser D. Isabel de Morais (13º, atrás citada) décima nona neta de El-Rei D. Fruela II e da rainha D. Ximena (21). 14º INÁCIO PIMENTEL PERESTRELO e sua mulher D. Maria Josefa de Vasconcelos erigiram em 1725 uma capela dedicada a Santo Inácio de Loiola, junto às suas casas de moradia em Algoso, a que vincularam bens (22).

ALVITES
1º CRISTÓVÃO JOSÉ DE FRIAS SARMENTO, natural de Alvites, concelho de Mirandela, filho de José de Frias de Morais Sarmento, fidalgo da Casa Real, neto de Cristóvão José Ferreira Sarmento. Nomeado fidalgo-cavaleiro por alvará de 11 de Abril de 1787 (23). 2º ESTÊVÃO MANUEL DE FRIAS SARMENTO. 3º ANTÓNIO XAVIER DE FRIAS SARMENTO, ambos irmãos do primeiro nomeado, foram em igual data agraciados com o mesmo título de fidalgos cavaleiros (24).
(21) PINTO, Bento – Caderno de Árvores de Costado. (22) Museu Regional de Bragança, maço Capelas. (23) Livro 21 das Mercês da rainha D. Maria I, fol. 287, in Dicionário Aristocrático, 1840. (24) Ibidem.

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ALVITES

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AMENDOEIRA

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ARCAS

4º D. MARIA JOAQUINA CÂNDIDA, nasceu em Alvites a 18 de Fevereiro de 1781, e noviciou no convento de Santa Clara de Vinhais em 1796. Era irmã dos precedentes, filha, igualmente, de José de Frias de Morais Sarmento, de Miranda do Douro, e de D. Rosa Maria de Bandos, de Alvites, onde residiam; neta paterna de Cristóvão de Frias Sarmento Ferreira, de Vinhais, e de D. Doroteia Faustina Micaela Botelho de Matos, natural de Alocentre, sobrinha do cónego de Miranda do Douro, depois bispo da Baía, José Botelho de Matos, que residiram em Miranda do Douro, e neta materna de Amador de Bandos Pegado, de Alvites, e de D. Bárbara de Bandos, de Alfândega da Fé, onde residiam. 5º D. MARIA BÁRBARA BENIGNA, irmã da precedente, nasceu em Alvites a 23 de Dezembro de 1773 e noviciou, também em 1796, no convento de Santa Clara de Vinhais (25). 6º ANTÓNIO MAURÍCIO PEREIRA CABRAL, natural de Alvites, termo de Mirandela, filho do desembargador Manuel Inácio Pereira Cabral, fidalgo da Casa Real. Fidalgo-cavaleiro por alvará de 6 de Abril de 1827 (26).

AMENDOEIRA
D. MARIA GUIOMAR DA ASSUNÇÃO PINTO, solteira, filha do Doutor Jerónimo de Sá Pereira e de D. Bernarda Maria Pinto, natural da Amendoeira, concelho de Macedo de Cavaleiros, morreu a 31 de Agosto de 1825. Tinha quatro irmãos: Padre Manuel, João Henrique, António e Francisco (27).

ARCAS
1º ANTÓNIO DE SÁ MORAIS, natural das Arcas, concelho de Macedo de Cavaleiros. Faleceu a 16 de Setembro de 1734. Instituiu um morgadio na capela de S. Caetano, que erigiu na mesma povoação, vinculando-lhe seus bens, aos quais Manuel de Lobão e Paulo e Matias, seus irmãos, tios do

(25) Existem os respectivos processos no Museu Regional de Bragança: Freiras de Santa Clara de Vinhais, maços 1 e 2. (26) Livro 22 das Mercês de El Rei D. João VI, fol. 192 v., in Dicionário Aristocrático. (27) Museu Regional de Bragança, Cartório Administrativo, livro 137, fol. 470, onde se encontra registado o seu testamento. Ver Sepúlvedas (Bragança)

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ARCAS

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primeiro possuidor desse morgadio, Leandro de Sá Morais, tronco dos Pessanhas no distrito de Bragança, doaram seus bens (28). 2º FRANCISCO DE ASSIS PEREIRA DO LAGO, nasceu nas Arcas, concelho de Macedo de Cavaleiros, a 8 de Janeiro de 1842; filho legítimo de João Silvério de Sá Pereira do Lago, fidalgo da Casa Real, administrador do vínculo de S. Francisco de Assis da quinta de Mosteiro, freguesia de Sanfins da Castanheira, concelho de Chaves, e de D. Matilde de Gouveia de Morais Sarmento. Casou em 1867 com D. Carolina Candida de Almeida Pessanha, filha do par do reino Manuel de Almeida Pessanha e de D. Carolina Teresa Rodrigues. Antigo deputado da nação, foi, por decreto de 25 de Fevereiro de 1886, nomeado governador civil de Bragança, cargo que desempenhou até 16 de Janeiro de 1890, voltando a ser nomeado para o mesmo cargo por decreto de 11 de Fevereiro de 1897. Foi-lhe dado o título de visconde das Arcas em 1879 (29). Ver adiante São Fins da Castanheira e, sobre a fidalguia das Arcas, Vimioso. 3º D OMINGOS TEIXEIRA DE ANDRADE, natural das Arcas, concelho de Macedo de Cavaleiros, filho de Francisco de Morais Colmieiro. Fidalgo-cavaleiro por alvará de 17 de Março de 1713. Era brigadeiro, coronel do regimento de Bragança, e em 1741 erigiu na mesma povoação uma capela dedicada a S. Domingos com vínculo de morgadio (30). 4º ANTÓNIO JOSÉ DE ALMEIDA MORAIS, natural das Arcas, filho de Francisco José de Sá Morais, fidalgo da Casa Real, e de D. Ana Martins, das Arcas; neto paterno de Francisco Pessanha e de D. Joana, das Arcas, e materno de Afonso Martins e de D. Maria Alves, naturais de Nuzelos. Fidalgo-cavaleiro por alvará de 5 de Julho de 1745 (31). 5º D. JOSEFA FRANCISCA, irmã do precedente, nasceu a 3 de Setembro de 1734 e noviciou em 1757 no convento de Santa Clara de Bragança (32). 6º ANTÓNIO MANUEL DE ALMEIDA MORAIS, filho de António José de Almeida Morais (4º, atrás citado), teve o foro de fidalgo-cavaleiro por alvará de 23 de Julho de 1788 (33).

(28) PESSANHA, José Benedito de Almeida – Notícia histórica dos Almirantes Pessanhas, p. 28. (29) Portugal: dicionário histórico biográfico, etc., artigo Arcas. (30) Livro 5 das Mercês de El-Rei D. João V, fol. 274 (tem a íntegra), in Dic. Aristocrático, 1840. Museu Regional de Bragança, maço Capelas. (31) Livro 35 das Mercês de El-Rei D. João V, fol. 483. Museu Regional de Bragança, maço Capelas (32) Museu Regional de Bragança, Freiras de Santa Clara, maços 1 e 2. (33) Livro 24 das Mercês da rainha D. Maria I, fol. 168, in Dicionário Aristocrático, 1840.

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ARGOZELO

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ARUFE

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BABE

ARGOZELO
1º JOÃO ALVES, pároco das Veigas, concelho de Bragança, obteve em 1630 licença para erigir uma capela dedicada a Santo Amaro na povoacão de Argozelo, donde era natural, à qual vinculou bens que adiante se descrevem (34). 2º FRANCISCO VAZ DE QUINA, presbítero, de Argozelo, erigiu em 1719 junto às suas casas de moradia uma capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição, à qual vinculou bens que adiante se descrevem (35). 3º Doutor FRANCISCO VAZ DE QUINA, sobrinho do precedente, reitor de Ifanes, vigário geral de D. Miguel António Barreto de Meneses, bispo de Miranda (1773-1780), foi provido no priorado da Colegiada de Santa Maria de que tomou posse em 1782 (36). 4º D. MARIANA FILÍCIA RITA DE QUINA, natural de Lisboa, viúva do bacharel Raimundo André Vaz de Quina, moradora em Argozelo, morreu em 1849. Descendência: I. D. Maria Josefa, casada com Joaquim Álvares Falcão. II. D. Raimunda. III. Albano. É hoje representante desta família o meu antigo condiscípulo Eduardo Augusto Vaz de Quina,abastado proprietário na freguesia de Argozelo, onde vive viúvo e com filhos.

ARUFE
Ver Bragança – Sepúlvedas.

BABE
1º LUÍS SANCHES DE CASTRO, sua mulher D. Catarina Branca e seus filhos: D. Joana de Castro, recolhida no convento de Santa Clara de Bragança, e Francisco Sanches de Castro, morador em Babe, concelho de Bragança, erigiram em 1705 uma capela, nesta povoação, dedicada a Nossa

(34) Museu Regional de Bragança, maço Capelas. (35) Ibidem. (36) Documentos do Museu Regional de Bragança.

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BABE

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Senhora da Anunciada, com vínculo de morgadio, cujos bens estavam situados em Babe, Palácios, Gimonde e Torre de D. Chama, os quais herdara D. Catarina Branca do doutor Tomás de Castro que provavelmente pertencia à família de seu marido – tio? irmão? (37). Nem da capela, nem da casa desta família restam indícios, apenas existe a pedra de armas, gravada em granito, que andou por ali aos tombos, abandonada, e agora foi colocada pelo povo na parede que guarnece um tanque no meio da povoação. 2º JOÃO AFONSO FREIRE, natural de Babe, concelho de Bragança, desembargador da mesa do despacho Episcopal, provisor e vigário geral nas vacantes no bispado de Miranda. Filho legítimo de Francisco Afonso, natural de Santulhão, e de D. Ana Afonso Freire, natural de Babe. Neto paterno de Bartolomeu Afonso e de sua mulher D. Marta Cordeiro, naturais de Santulhão. Bisneto de Francisco Afonso e de D. Catarina Martins, naturais de Santulhão. Neto materno de Francisco Afonso, natural de S. Pedro de Sarracinos (sic), e de D. Maria Fernandes, natural de Babe, filha de João Afonso, natural da vila de Rebordãos, e de D. Catarina, natural de Babe, bisneta de Francisco Afonso e de D. Isabel Geraldes, naturais do sobredito lugar de Sarracinos. Teve por armas escudo ovado e esquartelado: no primeiro, as armas dos Afonsos, no segundo, as armas dos Freires, no terceiro as dos Cordeiros, no quarto as dos Martins e por diferença uma brica vermelha com um farpão de prata. Por timbre o da dignidade do suplicante, que é um chapéu preto com três borlas por banda. Foi passado este escudo a 24 de Maio de 1756. A certidão autêntica deste brasão de armas de nobreza e fidalguia com o escudo iluminado, existe, escrita em pergaminho, em Santulhão, na casa da família Adrião. Tivera em meu poder devido à obsequiosidade da muito ilustrada Ex.ma Snr.a D. Maria Ermelinda Ferreira, natural de Palácios e distinta professora oficial de Babe, parente do agraciado. Por esta e várias outras informações que gentilmente me forneceu aqui lhe fica consignado o meu reconhecimento. O Arquivo Heráldico Genealógico também menciona este João Afonso Freire, mas não é tão explícito.

(37) Museu Regional de Bragança, maço Capelas.

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BARCEL

BARCEL
1º JOÃO FIRMINO TEIXEIRA, Barão de Barcel (38), concelho de Mirandela, por decreto de 4 de Setembro de 1879 antigo tenente do regimento de milícias e abastado proprietário em Abreiro, Barcel e Navalho, tudo no referido concelho, nasceu em Barcel a 16 de Setembro de 1801 e morreu em Abreiro a 18 de Julho de 1884. Combateu nas lutas constitucionais (1830-1834) a favor de D. Miguel e, após a Convenção de Évora-Monte, recolheu a sua casa, onde ficou fiel ao credo miguelista, entregando-se à administração da sua importante fazenda que muito valorizou, sendo considerado como o homem mais abastado do concelho. A sua coragem e valentia ainda hoje é memorada na lenda popular. Era filho de José Manuel Pires, alferes de ordenanças e 2º sobrinho do célebre Padre Matias Pires, vigário do Cobro (que deixou muitas elucidações a respeito dos factos acontecidos a famílias residentes no antigo concelho de Lamas, hoje de Mirandela), e de D. Ana Maria Teixeira, rica proprietária em Abreiro e Barcel. João Firmino Teixeira casou em Navalho, concelho de Mirandela, a 30 de Julho de 1823 com D. Joana Angélica de Almada Meneses Guerra, filha de António Gomes Guerra, juiz dos órfãos nas antigas vilas de Abreiro e Freixiel, monteiro-mor das mesmas e grande proprietário, e de D. Ana Brites Angélica de Almada e Meneses, da casa do Arco, de Mirandela, de quem foi herdeira única, filha do doutor José Narciso de Almeida Pimentel, filho único e representante dos Pimentéis da casa da Praça, de Vila Flor, que foi juiz de fora em Alenquer e corregedor em Santarém. Descendência: I. D. Maria Augusta Teixeira de Almada Meneses Guerra, que casou com José Maria de Mendonça Machado de Araujo (2º, citado em Abreiro). II. João Evaristo Teixeira de Almada Meneses Guerra (2º, adiante citado). 2º JOÃO EVARISTO TEIXEIRA DE ALMADA MENESES GUERRA, que casou com D. Sancha Augusta de Almeida Pimentel, Viscondessa de Barcel, título este que lhe foi conferido por decreto de 7 de Dezembro de 1904. Sucedeu-lhe seu filho: 3º JOÃO INÁCIO TEIXEIRA MENESES PIMENTEL, que nasceu em Mogo, concelho de Carrazeda de Anciães, a 10 de Fevereiro de 1859 e morreu em Abreiro, concelho de Mirandela, a 30 de Dezembro de 1915. Foi enge-

(38) Em Portugal: dicionário histórico, artigo Barcel, vem uma pequena notícia acerca do Barão de Barcel.

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BARREIROS

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nheiro-agrónomo, director da Estação Trasmontana de Fomento Agrícola, com sede em Mirandela, sócio do Instituto de Coimbra, cavaleiro da Ordem de S. Tiago, fecundo escritor a quem nos referiremos particularmente no volume consagrado aos do distrito de Bragança. Casou a 19 de Abril de 1890 com D. Antónia Duarte de Almeida, filha do doutor Custódio Duarte de Almeida, chefe de saúde e secretário geral do governo de Angola (onde prestou relevantes serviços durante as epidemias da varíola, febre amarela e cólera, sendo nessa ocasião condecorado), e sobrinha do poeta Manuel Duarte de Almeida. Descendência: I. Rui de Meneses Pimentel (4º, adiante citado). II. Gastão de Meneses Pimentel (5º, adiante citado). III. D. Antónia de Meneses Pimentel (6º, adiante citada). 4º RUI DE MENESES PIMENTEL, que nasceu em Mirandela a 4 de Maio de 1894, e aí tive eu a honra de o consorciar a 31 de Janeiro de 1927 com D. Maria Júlia de Araújo Leite, natural de Mirandela. Tem exercido os cargos de administrador dos concelhos de Carrazeda de Ansiães e de Mirandela. 5º GASTÃO DE MENESES PIMENTEL, que nasceu em Abreiro a 16 de Novembro de 1895 e casou em Mirandela a 7 de Setembro de 1922 com D. Maria Fausta Cid Baptista. Não tem descendência. Tem sido presidente do senado mirandelense. 6º D. ANTÓNIA DE MENESES PIMENTEL, que nasceu em Mirandela a 7 de Fevereiro de 1896 e casou em Abreiro a 28 de Abril de 1921 com o Dr. José Gomes Rios, natural de Taboaço, tenente de artilharia reformado, em virtude de ferimentos recebidos na Grande Guerra, professor do Liceu de Lamego. Tem um filho, João Inácio de Meneses Pimentel, nascido em 1921. 7º Doutor CONSTÂNCIO DE ALMADA MENESES GUERRA, formado em medicina, é actualmente (1927) o representante dos Almadas Meneses Guerra. É casado com uma senhora da família do conde de Almendra, de quem tem a seguinte descendência: I. Carlos de Almada Meneses Guerra, também formado em medicina. II. D. Oliva de Almada Meneses Guerra, autora dos Espirituais e Encantamentos, poesias. Desta última obra esgotaram-se em dois meses três edições. Tem também colaborado em várias revistas e jornais.

BARREIROS
VICENTE LUÍS DA SILVA, licenciado, abade de Macedo do Mato, João Gonçalves da Silva, presbítero, morador em Barreiros, e D. Domingas da Silva, moradora em Macedo do Mato, irmã dos dois, erigiram em 1732
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BARREIROS

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BEMPOSTA

uma capela dedicada a Nossa Senhora do Rosário, em Barreiros, concelho de Vale Paços, com vínculo de morgadio (39).

BEMPOSTA
1º JERÓNIMO PRETO DE LEMOS, cónego magistral na Sé de Miranda do Douro, erigiu em 1730 uma capela dedicada a S. Jerónimo na povoação de Bemposta, à qual vinculou bens que adiante se descrevem (40). 2º D. MANUEL MARTINS MANSO, bispo da Guarda, natural de Bemposta, erigiu em 1859, nesta povoação, junto às suas casas de moradia, uma capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição (41). Já então estavam abolidos os vínculos de morgadio; todavia, mencionamos a capela por curiosidade histórica local. Sobre a fidalguia de Bemposta, ver o que dizemos adiante, ao tratarmos de Vimioso. 3º PEDRO DE MORAIS PIMENTEL, fidalgo de solar, natural da vila de Bemposta, concelho do Mogadouro, filho de Diogo de Morais Pimentel, capitão-mor e juiz da alfândega da dita vila, e de sua mulher Luciana de Morais, irmã de D. Catarina de Aguirre, senhora do lugar de Bricones, em Castela. Neto paterno de Pedro de Morais Pegas, filho legítimo de Afonso Supico Pegas, da geração dos Pegas, e casado com D. Bernarda Pimentel de Lousada. Bisneto paterno de Diogo Pimentel, fidalgo de geração, cota de armas e solar, a quem El-Rei D. Manuel mandou passar brasão de armas dos Pimentas. Terceiro neto paterno de Álvaro Pimentel, fidalgo e, pelos Pimentéis, parente do conde de Benavente (prestou relevantes serviços em terras de África, na tomada de Arzila e Alcácer e nas guerras contra Castela), e de D. Branca Lopes. Quarto neto paterno de João de Lousada, fidalgo do tronco dos Lousadas, do reino de Galiza, e de D. Teresa Pimentel. Quinto neto paterno de João Afonso Pimentel, irmão de outro João Afonso Pimentel, primeiro conde de Benavente, os quais descendem do tronco e linhagem verdadeira dos Pimentéis. Neto materno de Baltasar de Morais.

(39) Museu Regional de Bragança, maço Capelas. (40) Ibidem. (41) Ibidem.

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BEMPOSTA

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BORNES

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Bisneto materno de Diogo de Morais, natural e morador na vila de Bemposta, a quem, por ser fidalgo de geração e cota de armas, foi concedido, em 1584, o brasão de geração dos Morais. Terceiro neto materno de D. Beatriz de Morais. Quarto neto materno de Gonçalo de Morais, o Velho. Quinto neto materno de Pedro de Riba de Sil de Morais. Pedro de Morais Pimentel teve por armas um escudo posto ao balon esquartelado: no primeiro, as armas dos Pegas; no segundo, as dos Morais; no terceiro, as dos Pimentéis e no quarto as dos Lousadas. Elmo de prata, aberto, guarnecido de ouro, paquife de metais e cores das armas; por timbre, o dos Pegas: uma das Pegas. Brasão passado a 15 de Abril de 1682 (42). 4º DIOGO DE MORAIS, morador na vila de Bemposta, filho legítimo de Beatriz de Morais; neto de Gonçalo de Morais, o Velho, e bisneto de Pedro de Riba de Sil de Morais. O brasão de Morais tem, por diferença, uma brica de prata e nela um crescente de lua azul. Brasão passado a 20 de Setembro de 1584 (43).

BORNES
§ 1º 1º LOURENÇO MARTINS, de Bornes, e D. Constança Rodrigues instituíram o morgadio de Santa Marta de Bornes, na capela-mor da igreja matriz do mesmo lugar, na qual estão sepultados. Lourenço Martins de Bornes foi uma das testemunhas que assistiram ao casamento de El-Rei D. Pedro I com D. Inês de Castro, celebrado em Bragança, e assina no instrumento com o título de «Escudeiro» (44). Como no tempo antigo, principalmente nesta província, havia pouco o costume de fazer memórias das famílias; apesar de possuir algumas notícias desta, não posso descrever a linha direita da sua descendência com a verdade de nomes. O primeiro descendente de que pude obter informação segura é:

(42) SANCHES DE BAENA – Arquivo Heráldico Genealógico, p. 682, livro 3º, fol. 390 v., MACHADO, José de Sousa – Brasões Inéditos. Braga, 1906, p. 141. (43) Livro 1º, fol. 118 v., in MACHADO, José de Sousa – Brasões Inéditos, p. 126. (44) BRANDÃO, António Frei – Monarquia Lusitana, parte V, livro XVI, fol. 77, verso.

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2º FRANCISCO DA COSTA HOMEM DE OLIVEIRA, alcaide-mor de Bragança, casado com D. Catarina de Figueiredo. Sucederam-lhe neste morgadio seus sobrinhos: 3º LEONIS DE OLIVEIRA, fidalgo da Casa Real, filho de Gaspar de Oliveira, e de D. Isabel Borges, neto de outro Leonis de Oliveira, que foi juiz ordinário em Bragança em 1497; casou com D. Catarina da Costa. Descendência: I. Lopo Álvares de Oliveira, fidalgo da Casa Real, que está sepultado na igreja de Santa Escolástica de Bragança. Na pedra tumular vêem-se as armas dos Oliveiras e Costas e a esta sepultura chama-se: «Enterro dos parentes dos fundadores». II. D. Helena da Costa, que casou com Gonçalo Teixeira, filho de Jácome Teixeira de Macedo. Depois de viúva, fundou, com sua filha D. Maria Teixeira, o mosteiro de Santa Escolástica desta cidade. III. D. Maria Álvares de Oliveira (45). (Ver Parada.) 4º GASPAR DE OLIVEIRA, fidalgo da Casa Real, que sucedeu neste morgadio, casou com D. Francisca Sarmento, filha de Lopo Sarmento, alcaide-mor de Bragança. 5º GASPAR DE OLIVEIRA SARMENTO, que casou com D. Maria Sarmento, filha do almirante Jácome de Morais Sarmento e de D. Ana de Almeida Castelo Branco. Não teve descendência. 6º D. JOANA DE OLIVEIRA SARMENTO, irmã do precedente e que lhe sucedeu neste morgadio, casou com André de Morais Sarmento, cavaleiro do hábito de Cristo, desembargador da Suplicacão, e depois aposentado com a propriedade de juiz da alfândega de Bragança, cargo este que tinha sido desempenhado por seu sogro Gaspar de Oliveira Borges. Descendência: I. André de Morais Sarmento (7º, adiante citado). II. D. Maria de Oliveira Sarmento, que casou com Duarte Ferreira e viveu em Bragança. Descendência: a) João Ferreira Baptista, cavaleiro do hábito de Cristo, capitão de infantaria, sem descendência. b) D. Maria de Oliveira, que casou na vila de Vinhais com Manuel de Morais. Descendência: Francisco Xavier Sarmento de Morais, capitão de cavalaria, e outros. 7º ANDRÉ DE MORAIS SARMENTO, cavaleiro do hábito de Cristo, juiz da alfândega de Bragança, que casou com D. Cezília de Abreu. Descendência:

(45) Nasceu em Santa Maria de Bragança a 11 de Maio de 1567. Foi seu padrinho o bispo de Miranda D. António Pinheiro. (Nota do autor.)

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I. André de Morais Sarmento (8º, adiante citado). II. D. Cezília de Morais Sarmento de Oliveira (9º, adiante citada). III. D. Maria Custódia, freira no mosteiro de Santa Escolástica. IV. Jácome de Morais Sarmento, general dos Rios de Sena, que casou na Índia. 8º ANDRÉ DE MORAIS SARMENTO, cavaleiro do hábito de Cristo, juiz da alfândega de Bragança, casou com D. Maria Josefa de Butrão Sarmento, filha do alcaide-mor Lázaro de Figueiredo Sarmento. Tiveram por descendência uma filha única, D. Mariana, que morreu nova. 9º D. CEZÍLIA DE MORAIS SARMENTO DE OLIVEIRA, que sucedeu neste morgadio a sua sobrinha, casou com João Teixeira de Morais Sarmento (que possuía outro morgadio, de que trata o § 2º), irmão de Frei Sebastião Sarmento, da Ordem de Cristo, filhos de Jácome de Morais e Sousa, do hábito de Cristo, mestre de campo de infantaria auxiliar, e de D. Violante de Butrão Sarmento, filha de Sebastião de Figueiredo Sarmento; netas de João Teixeira de Morais e Sousa e de D. Catarina Borges de Oliveira Sarmento; segundos netos de João Teixeira de Morais de Macedo e de D. Isabel de Sousa e terceiros netos de outro João Teixeira de Macedo, irmão de Gonçalo Teixeira, pai de D. Maria Teixeira, uma das fundadoras do mosteiro de Santa Escolástica. Teve por descendência um filho único: 10º JÁCOME JOSÉ DE MORAIS SARMENTO, que casou com D. Isabel de Morais Pimentel, filha de José de Morais Madureira, fidalgo da Casa Real, e de D. Maria de Morais Pimentel. Descendência: I. João Vicente Manuel Teixeira de Morais Sarmento. II. D. Mariana Antónia de Morais Margarida de Butrão Sarmento. III. D. Cezília Maria de Oliveira Sarmento, que foram freiras em Santa Clara de Bragança. IV. D. Maria Joaquina de Figueiredo Sarmento, que casou com André Sebastião da Veiga Cabral, não deixando descendência. V. D. Violante Maria de Morais e Sousa, freira em Santa Clara de Bragança.

§ 2º 1º ANTÓNIO DE OLIVEIRA DE MORAIS, cavaleiro do hábito de Cristo, governador que foi de Mombaça, e depois da cidade de Santa Cruz de Cochim, onde faleceu e está sepultado no colégio da Companhia de Jesus, era filho de Álvaro de Morais e de D. Catarina Borges, de Bragança, instituiu um morgadio e por não ter filhos, como consta do seu testamento de 2 de Janeiro de 1640, legou-o a seu sobrinho:
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2º ÁLVARO DE MORAIS, filho de Rodrigo de Morais, irmão do precedente, e de D. Ana Carneiro. Por não ter deixado descendência sucedeu-lhe neste morgadio: 3º FRANCISCO DE MORAIS SARMENTO, abade de Cervos, irmão de António de Oliveira Morais (1º, atrás citado). Sucedeu-lhe: 4º D. CATARINA BORGES DE OLIVEIRA SARMENTO (irmã dos 1º e 3º, atrás citados), que casou com João Teixeira de Morais e Sousa. Descendência: I. Doutor Francisco de Morais Sarmento, que foi provedor de Coimbra. Não deixou descendência. II. Jácome de Morais de Sousa, do hábito de Cristo, mestre de campo de infantaria auxiliar, que casou com D. Violante de Butrão Sarmento, de quem era filho João Teixeira de Morais Sarmento, que casou com D. Cezília de Morais Sarmento de Oliveira (9º do § 1º, atrás citado). III. Lopo de Morais Carneiro, desembargador, cavaleiro do hábito de Cristo. IV. D. Joana de Oliveira, que casou com Francisco Ferreira de Morais, fidalgo da Casa Real, do hábito de Cristo, morgado de Tuizelo. Não deixou descendência. 5º Doutor FRANCISCO DE MORAIS SARMENTO, que não casou. Possuía também um vínculo instituído, em 1662, por Sebastião Velasques Pereira, no lugar de Rabal, e que por este lhe foi legado. Ao Doutor Francisco de Morais Sarmento sucedeu neste morgadio seu sobrinho João Teixeira de Morais Sarmento (acima citado), a quem também legou o vínculo referido (46). Segundo um documento do Museu Regional de Bragança, Lourenço Martins (1º do § 1º, atrás citado) e sua mulher Constança Rodrigues «muito poderosos àquele tempo», moradores em Bornes, concelho de Macedo de Cavaleiros, tiveram um filho, Lourenço Gomes, que, não tendo deixado descendência, vinculou todos os seus bens com encargos pios, entre os quais quatro alqueires de pão cozido, dois carneiros assados e cozidos, bem como dois almudes de vinho, tudo distribuído anualmente em dias determinados aos necessitados às portas da igreja de Bornes. O primeiro administrador do morgadio foi João Afonso, abade de Vale-Benfeito, e por sua morte os abades que lhe sucederam na freguesia. Em 1421 Fernão Gomes, abade de Bornes, alegando que devia ter parte na capela, por o corpo do fundador estar sepultado na sua igreja paro-

(46) BORGES, José Cardoso – Descrição Topográfica da Cidade de Bragança, notícia XI, Dos Morgados, § 7º, fol. 289.

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quial, moveu demanda ao seu colega João Afonso e obteve provimento. Entrou também no litígio o reitor de Izeda e conseguiu despacho favorável (47).

§ 3º 1º FRANCISCO INÁCIO SARMENTO, filho de D. Quitéria, casado, morreu em Bornes a 19 de Janeiro de 1832 deixando um filho (48). 2º D. JOANA DE SÁ PEREIRA, que casou com Manuel António Borges, morreu em Bornes em 1817, deixando três filhos: Francisco, Manuel e Maria (49). 3º GASPAR FREIRE DE ANDRADE, confirmado de Bornes, obteve em 1717 licença para erigir uma capela na povoação dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres, como cabeça do morgadio fundado por seu tio, também chamado Gaspar Freire de Andrade, que igualmente fora confirmado de Bornes (50).

BOUÇA
SEBASTIÃO MANUEL DE SAMPAIO E CASTRO, primeiro Visconde da Bouça, em duas vidas (decreto de 20 de Agosto de 1877 e carta régia de 21 de Fevereiro de 1878), cavaleiro da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, senhor da casa e morgadio da Bouça, na freguesia deste nome, concelho de Mirandela, abastado proprietário no distrito de Bragança, nasceu a 5 de Dezembro de 1807 e era filho de Manuel António Vaz de Sampaio, senhor da casa da Bouça, na povoação deste nome, concelho de Mirandela, que nasceu a 10 de Março de 1780 e faleceu a 11 de Outubro de 1822 capitão do regimento de milícias de Bragança, e de D. Francisca Teresa de Assunção Marques de Castro, senhora do vínculo denominado «Santo Cristo de Sonim», instituído em 1583 pelo licenciado António Marques de Paiva abade da freguesia de Sonim, concelho de

(47) Museu Regional de Bragança, maço Capelas. Nestes documentos fala-se num pintor que viveu em Vale-Benfeito, em 1656, mas não lhe apontam o nome. (48) Museu Regional de Bragança, Cartório Administrativo, livro 27, folio 14, onde se encontra registado o seu testamento. (49) Ibidem, livro 33, fol. 228, onde vem o seu testamento. (50) Museu Regional de Bragança, maço Capelas.

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no concelho de Vinhais. em Bragança. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . e de sua mulher D. Miguel de Lobrigos. no termo da cidade de Coimbra. filho de João Luís Álvares Teixeira de Andrade. filha de Miguel Vaz Pereira Pinto Guedes da Fonseca. que nasceu a 29 de Julho de 1816. cavaleiro da Ordem de Cristo. ao citarmos Rabal. que lhe foi passado a 21 de Fevereiro 1878). Morais Pimenteis. filha de António José Pinheiro de Figueiredo Sarmento.. onde também serviu de Juiz de Fora. Albano da Silveira – Resenha das Famílias.28 TOMO VI BOUÇA Vale Paços. casada com o Doutor Bernardo de Serpa Pimentel. familiar do Santo Ofício. Francisco de Bragança. filho primeiro de Manuel Pinto Vaz Guedes Bacelar Sarmento Pereira de Morais Pimentel. oitavo senhor do morgadio de Nossa Senhora da Assunção de Vilar de Ossos. senhora e herdeira da casa de Vila Garcia e Rio de Moinhos. Luísa Marques de Castro. Zília de Melo Machado Côrte Real. Miguel do Seixo. senhor da casa de Vila Garcia e do morgadio da Torre de S. e verificaremos que faleceu a 3 de Outubro de 1823). senhora do referido morgadio de Sonim. referir-nos-emos mais detalhadamente a este juiz. por sucessão a (51) PINTO. que faleceu a 12 de Outubro de 1824. Ver adiante. bacharel formado em direito. senhor da casa de Senães e Cerveira. filho segundo dos segundos viscondes de Monte Alegre e herdeiro da sua casa por falecimento do filho primogénito destes. Sebastião Manuel de Sampaio e Castro casou em 1836 com D. em S. conforme o alvará de Lembrança. que nasceu a 17 de Maio de 1837 e casou a 12 de Janeiro de 1868 com Manuel Pinto Guedes Bacelar Sarmento (no qual oportunamente se há-de verificar a segunda vida do título de visconde da Bouça. vigésimo segundo senhor do morgadio de Machucos e padroado do capítulo de S. senhor do morgadio de S. (Adiante. Titulares e Grandes de Portugal. provedor da fazenda dos defuntos e ausentes da capitania de Benguela. Ana Carolina Augusta Vaz Guedes Pereira Pinto Teles de Meneses e Melo. 1º vol. que nasceu a 10 de Abril de 1790. Maria Cândida. lente de prima da Faculdade de Direito na Universidade de Coimbra. Maria de Sousa. p. moço fidalgo com exercício e depois fidalgo escudeiro (alvará de 13 de Outubro de 1828 (51)). que nasceu a 4 de Setembro de 1842. e de D. que casou a 15 de Outubro de 1835 com D. Descendência: D. nosso ascendente colateral. que instituiu o morgadio de Santo António da Sioga do Monte. major graduado de cavalaria do exército. Verísimo. que nasceu a 31 de Março de 1819. 303. moço fidalgo com exercício na Casa Real (alvará de 12 de Junho de 1803). da casa do Arco e Vilar de Ossos. Emília Eugénia Pinheiro de Figueiredo Sarmento. do qual foi depois administrad o r a D.

Deixou descendência. junto às suas casas de habitação. Anna Maria de Figueiredo Sarmento netta esta de Miguel de Figueiredo Sarmento irmão inteiro do Alcaide Mor desta mesma cidade Pedro de Figueiredo Sarmento e bisnetta de D. Magestade e Mestre de Campo de hum terço pago de Infanteria Auxiliar no tempo da guerra da feliz acclamação em que tambem governou esta cidade e as praças de Castello bom e Castello Mendo na provincia da Beira e de sua mulher D. em poder do erudito genealogista Francisco de Moura Coutinho. em Rio de Moinhos. Cavalleiro professo na Ordem de Christo. Em 1856 obteve Sebastião Manuel de Sampaio e Castro licença para erigir na Bouça. escrito em três folios de papel grosso. pois o oratório antiquíssimo que havia em sua casa não comportava a sua família (52). Moço fidalgo da Caza de S. não pautado. Magestade e coronel do Regimento de Cavallaria de Almeida. Francisca Luiz Sarmento legitima mulher de Antonio de Figueiredo Cavalleiro professo na Ordem de Christo Fidalgo da Caza Real irmãm inteira de Lopo Sarmento Alcaide Mor tão bem desta Cidade e (52) Museu Regional de Bragança. maço Capelas. BRAGANÇA Abreu Sarmento Cópia de um documento original. Josefa Teles de Magalhães Teixeira de Meneses e Melo. Atesto que Antonio Manuel de Abreu Sarmento tenente do Regimento de cavalaria de Bragança e seus irmãos Manuel Caetano de Abreu Sarmento e Jose Vicente de Abreu Sarmento Alferes do mesmo Regimento cidadoens e naturaes desta mesma cidade são filhos legitimos de Antonio de Abreu de Barros Sarmento. pelo seu casamento. uma capela dedicada ao Coração de Maria. Rosa Maria de Faria Figueiredo e Lemos e he esta netta pela parte Paterna de Manuel de Faria Figueiredo Borges da Rocha Cavalleiro professo na Ordem de Christo com a merce de huma Comenda Fidalgo da Caza de S. e. Sargento Mor e Cidadão da mesma Cidade e de sua mulher D. do qual era senhora sua mulher D. senhor do morgadio de Nossa Senhora da Vida. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA .BOUÇA | BRAGANÇA 29 TOMO VI sua mãe. director da agência do Banco de Portugal em Bragança: «Pedro Ferreira de Sá Sarmento de Lozada.

Cezilia de Abreu. e das Nobelissimas e MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Manuel e proprietario dos officios de Juiz dos Orfaos. Filhos ambos estes de Balthasar de Abreu Doutel de Almeida e de sua legitima mulher D. cujos serviços de hum e outro tãobem não forão athe ao presente remunerados. bisnettos de Antonio Doutel de Almeida Instituidor do morgado dos Douteis nesta Cidade. quartos nettos de João Doutel Fidalgo da Caza Real Moço da Camara do Senhor Rey D. nettos de João Doutel de Almeida e de sua mulher D.30 TOMO VI BRAGANÇA ambos filhos de Jacome Luiz Sarmento. e de Escrivão da Alfandega desta mesma Cidade. são descendentes como asima se ve do sobreditto Monteiro Mor sempre por linha de Barão. ter obrado. Joanna de Barros das mais principaes familias desta Cidade. e procedido o ditto Mestre de Campo com tanta honra e valor. o qual Estevão de Abreu he irmão inteiro de Pascoal de Abreu de Barros General que foi da Armada da India e Governador de Bombaça e de outras praças daqueles Estados. prometendo-lhe e offerecendo-lhe nellas o premio de seus serviços e trabalhos quando tratasse de seus acrescentamentos. Niculáo de Basto. que Eu li. huma do Senhor Rey D. e quintos nettos de Gil Martins Doutel Monteyro Mor deste Reyno e Senhor de juro e erdade das terras de Alva Balsemão Abitureira Azoya Parada Penafiel Bastuço Palmeira e Faro: – e não só por estes seus ascendentes mas por todos seus quatro Avós são os ditos Antonio Manoel de Abreu e seus Irmãos das Pessoas mais destintas Nobres e honrradas desta Provincia. em cuja sobreditta guerra sei Eu por papeis e atestaçoens autenticas e fidedignas que Eu vi. e tem em seu poder os ditos seus nettos. e arriscado tantas vezes a sua vida naquella guerra em defensa deste Reyno com tanto zelo e desembaraço que mereceo receber duas Cartas de distintissima honra e glória sua. e despachos de cujos relevantes serviços não lograrão merce ou despacho algum seus descendentes athe ao presente. Luiza. João o quarto e outra da Senhora Raynha D. netta esta de Gaspar Mendes Fidalgo da Caza Real Cavalleiro professo na Ordem de Christo e Comendador da Comenda de S. terceiros nettos de Francisco Doutel noblissimo Cidadão della. e por sua Mai e Avós Paternos della são descendentes dos Alcaides Mores desta Cidade. como consta de atestaçoens honrradissimas que Eu vi. e o sobredito Antonio de Abreu he filho legitimo de Estevao de Abreu de Barros Cidadão desta Cidade e Alferes de Cavallaria da Tropa de Couraças no tempo da sobreditta guerra em que servio dando provas do mais destinto valor e honra achando-se com a sua Companhia no sitio e tomada da praça de Valença de Alcantara e da mesma sorte no anno de 1665 na batalha de Montes Claros na qual recebeo duas feridas por ser o seu esquadrão hum dos que mais se assignalou e bateo com os Inimigos e no sitio do forte e praças da Guarda que foi rendida às nossas armas. porque por seu Pai e Avó Paterno.

Constança Soares natural desta Cidade aonde elle veio cazar no anno de 1210 os quaes derão por sua devoção ao Serafico Patriarca S. Affonso quarto cujo onorifico titulo daquele tempo tiverão tãobem seus Avós Filho este de Vasco Esteves de Figueiredo Senhor do mesmo Julgado descendente de Guesto Ansur aquelle Illustrissimo e Valoroso Cavalleiro.BRAGANÇA 31 TOMO VI muito antiguas familias dos seguintes apelidos: Dos FARIAS por seu sobredito bis Avó Manuel de Faria que deles legitimamente procede por linha de Barão. Duarte quando foi cazar com Frederico terceiro Emperador de Alemanha. Leonor filha de El Rey D. Dos SARMENTOS por seu quinto Avo Jacome Luiz Sarmento Nobelissimo descendente por linha Masculina de D. Dos FIGUEIREDOS por seu quinto Avô Materno Antonio de Figueiredo Cavalleiro da Ordem de Christo Fidalgo da Caza Real e natural de Val de Besteiros na provincia da Beira legitimo descendente de Rui Vasques de Figueiredo Senhor do Julgado de Figueiredo com o titulo de Vassallo de El Rey D. Constança Gil Colmenero mulher do dito João de Sousa Netta de Alvaro Annes de Lozada Colmenero Alcaide Mor do Castello de Monforte de Rio Livre Irmão do senhor das Frieiras de quem procedem os Da Mesquitta e outras Cazas Nobilissimas nos Reinos de Galiza e Hespanha e Ascendentes tãobem dos dittos Senhores de Murça. Garcia Fernandes Sarmento Rico homem de Hespanha Tronco e Progenitor das legitimas familias deste appelido que são as Cazas dos Condes de Salina Santa Martha Riba de Avia e de Outros titulos. de que fala a Nobiliarchia Portugueza pag. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Gonçallo de Moraes Illustre Cavalleiro Hespanhol natural da Cidade de Coria. Dos MORAES por seu quarto Avó Gonçallo de Moraes o Velho Cavalleiro professo na Ordem de Christo e Capitam Mor da Villa de Vinhaes. 279. Alda Gonçalves de Moreira de quem tãobem procedem o Conde de Benavente em Castella e os Moraes Pimenteis desta Cidade e este Rui Martins he bis Netto de D. Dos COLMENEROS E LOZADAS por sua setima Avó D. do qual Pedro de Sousa descendem tãobem os Senhores de Murça por sua Filha D. o qual foi oitavo netto por Baronia de Rui Martim de Moraes Alcaide Mor desta Cidade no anno de 1321 e de sua mulher D. Francisco a sua capella de Santa Catharina no anno de 1214 para fundação do seu Convento desta mesma Cidade em que o mesmo santo pos a primeira pedra. Izabel de Souza Irmãm inteira do ditto João de Sousa. e de sua mulher D. e Adiantados mayores de Galiza e de Castella de quem o sobreditto seu quinto Avo Jacome Luiz Sarmento procede. Dos SOUSAS E ALVINS por seu setimo Avo João de Souza de Alvim Alcaide Mor desta Cidade filho de Pedro de Sousa de Alvim tãobem Alcaide Mor della que acompanhou a Senhora D.

Gonçallo Pereira. Brites Filha de Felipe Emperador de Alemanha e da Imperatriz Irene Filha do Imperador Isaçio Angelo de Constantinopla. João Alcaide Mor da Feira e senhor de Mavira e Irmãm de João Rodrigues Pereira senhor de Aveiro e outras terras.32 TOMO VI BRAGANÇA Dos MANNÉIS por sua nona Avó D. como se ve na Nobliarquia Portugueza pag 296. 316. Gonsallo Garcia de Figueiredo Ayo do Infante D. Mendo. Urraca Vasques Pimentel bis Avos do Grande D. Vasco Pereira Irmão do Arcebispo D. (53) SAMPAIO. António de Vilas Boas e – Nobiliarquia Portuguesa. Maria de Berredo filha de Gonçallo Annes de Berredo senhor do solar deste nome e de sua mulher D Sancha de Guzmão filha esta de Pedro Nunes de Gusmão e de sua mulher D. Payo Ciutèrre da Silva Adiantade Mor de Portugal e de D. e tio direito Irmão do Pai de D. Nuno Alveres Pereira glorioso ascendente dos nossos Reys. Fruella ambos Reys de Leam. Thereza Bermuy Filha de D. Sancho Manuel e de sua mulher D. e o ditto Rui Vasques Pereira he filho de D. Urraca Irmãm de El Rey D. Genebra da Cunha Giron elle dos Condes de Carrião terceiro Netto do Infante D. Vasco Lourenso da Cunha segundo senhor da Tabua. Uzenda bis Netta esta de Ramiro segundo. Constança Rodrigues Pereyra mulher de D. Forjaz Netto do Conde D. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . e legitimo descendente aquelle do Conde D. e a mulher do ditto D. bis Netta de João Fernandes o Bom de Lima e terceira Netta de Fernam de Ayrias Baticella e de D. Bermudo Peres de Trava e da Infanta D. João primeiro filhos estes de Vasco Martins da Cunha sexto senhor da Tabua e de outras terras que era terceiro Netto de D. Manoel senhor de Escallona Filho de El Rey D. e ella Filha de Martim Vasques da Cunha que com seu Irmão Lopo Vazques como se ve Nobliarquia Portugueza pág. Gonçallo Pereira e de sua mulher D. Fernando terceiro de Castella e da Rainha D. 271 se passarão a Castella em tempo de El Rey D. e de seu Irmão D. Ramon e Netta de D. p. Progenitor este dos Pereiras deste Reyno e Irmão de Deziderio ultimo Rey dos Longobardos de Ittalia e marido o ditto Conde D. Fruella primeiro Rey de Leam (53). Ignez da Cunha filha de Lourenso Martins da Cunha que hera terceiro Netto de D. e aquelle quarto Netto de D. Forjaz de D. Bernardo Sarmiento Conde do Riba d’Avia a qual he filha de D. Ignez Fernandes de Lima e Netta de Fernão de Annes de Lima. filhos estes do Conde D. Vasco Pereira hera D. Diogo Gomes Sarmiento primeiro Conde de Santa Martha. Affonso Henrriques. ambos filhos de Rui Vasques Pereira senhor de Cabeceiras de Basto e de sua molher D. E dos PEREIRAS por sua undecima Avó D. Joanna de Romaes filha do Conde D. Garci Fernandes Sarmiento senhor de Salvaterra. Maria Manuel segunda mulher de D.

filha de Sebastião de Figueiredo Sarmento. D. viúva do tenente-general João de Barros Pereira do Lago Soares de Figuei- (54) Esse escudo é esquartelado: no 1º. Ana Micaela da Fonseca Barros. Perpétua da Rocha. Perpétua da Rocha. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . no qual lhe sucedeu seu filho: 2º ALEIXO SOARES. que casou com D. Pedro Soares de Figueiredo Sarmento (3º. as armas dos Ferreiras. estas últimas como as descreve o Arquivo Heráldico Genealógico. e por me ser pedida a presente a mandei escrever que assignei e sellei com o selo de minhas Armas em Bragança a 20 de Julho de 1779. Maria Mercedes de Sá instituíram em 1656 um morgadio na capela de Santa Apolónia. [Logar de um selo branco com o escudo do brasão de armas (54). José Cardoso – Descrição Topográfica da Cidade de Bragança. e Reyno e as de Hespanha. Sem descendência. Sarmentos e Lousadas. 3º e 4º tem. da vila de Vinhais (55). A propósito da quinta de Santa Apolónia ver Bragançãos. (Ver Figueiredos. Aires Soares – SANTA APOLÓNIA 1º PEDRO AIRES SOARES. No segundo parece ver-se as armas dos Morais. II. notícia XI. respectivamente. e os documentos mais autenticos e veridicos que se achão em poder dos mesmos Antonio Manuel e seus Irmãos. o que he bem notorio e sabido. filho de Aleixo Soares e de D. abade de Alfaião e outros. coronel de infantaria. e indubitavel asim pelo que referem 35 historias Genealogicas desta Provincia. Elena de Goes. (55) BORGES. fol.BRAGANÇA 33 TOMO VI O que tudo he certo.] a) Pedro Ferreira de Sá Sarmento de Lozada».) Descendência: I. filho de Francisco da Silva Barreto e de D. notorio. Maria de Butrão Soto-Maior. em Bragança. adiante citado). Dos Morgados. 3º P EDRO S OARES DE F IGUEIREDO SA RMENTO. cavaleiro do hábito de Cristo. e ser verdade o referido o afirmo pelo habito de Christo que professo. § 31. Tendo falecido. e sua mulher D. 323 (mihi). Sebastião de Figueiredo Sarmento. isto é: uma lagem de cor de piçarra saindo dela os lagartos. como tãobem por varios outros manuscritos antigos que tenho lido e examinado com bastante aplicação por ser hum dos mais inteligentes em ler as letras antiguas. no Rio de Janeiro. que casou com D.

fol. (56) Museu Regional de Bragança. 11 e seg. Os nomes citados são extraídos do Tombo da citada igreja. Pedro II. filho de Sebastião Machado de Figueiredo. 265. livro 71. Os bens estavam situados em Carrapatas. «Tem a íntegra» – quer dizer: que o alvará não se registou por extracto. Adélia Amália Leopoldina de Sá Miranda. nomeado seu curador e administrador do morgadio de Carrapatas. que a vendeu a António Augusto. prior de Santa Maria de Bragança. que residiu na Índia. natural de Carrapatas. Nota. ao pai de D. que o curador deu em enfiteuse no ano de 1837 a Inocêncio António de Miranda. 45 v. fol. capitão-mor. por sua morte. Alonsos 1º JOSÉ ALONSO instituiu um morgadio. onde foi sepultado em 1602 e em cuja pedra tumular se lê o seu nome (57). Amaral Sarmento ANTÓNIO DO AMARAL SARMENTO. fol. que. mas sim na íntegra. compreendendo-se nestes últimos a quinta de Santa Apolónia. Tem a íntegra in Dic. Amendoeira. (57) BORGES. notícia XI. e outros menores. esposa do oficial do exército José Freire de Matos Mergulhão. Cortiços. Não descrevemos a sua descendência porque nos faltam notícias certas para o podermos fazer. Cartório Notarial. capitão e demente. passou para o seu descendente: 2º JOÃO SALGADO DE CASTRO.34 TOMO VI BRAGANÇA redo Sarmento. deixando seus filhos: José Maria de Barros Pereira do Lago. João Baptista. Esta importante quinta de Santa Apolónia passou. província do Minho. 1840. morador no Rio de Janeiro. José Cardoso – Descrição Topográfica da Cidade de Bragança. por tres vidas (56). fundado em 1742 por Bernardo de Barros e seus irmãos. foi António Gomes de Brito. seu actual possuidor. concelho de Macedo de Cavaleiros. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . em 1896. (58) Livro 6 das Mercês de El-Rei D. como muitas vezes sucedia. Izeda e Bragança.. e a seu irmão Manuel Inácio Romarim de Miranda. que casou com D. natural de Bragança. com capela dedicada ao nome de Jesus. cavaleiro da Ordem de Cristo. por compra. a folhas 18 e 97. Margarida Trancoso de Lira e Henriques. e livro 242. negociante. de Bragança. na igreja paroquial de S. que residiam em Ponte do Lima. João de Barros Pereira do Lago. § 17. Dos Morgados. Fidalgo-cavaleiro por alvará de 10 de Outubro de 1706 (58). Aristocrático.

Soeiro Mendes Mãos-d’aguia e da condeça D. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . e poselhe os cães. e fege nêlla geraçom como de susu he escrito: D. Vasco Fernão Pires Pelegrim irmão dos Lumiares. Nuno Vasques foi casado. porque se riram del ante elrey. Ouriana Mendes: e êste (59) casou com filha d’elrey D. João Garcia de Sousa o Pinto d’Alegrete. mas foi de outra madre. Elvira da Faya. e fez em ella D. e fege nella Orraca Fernandes e Sancha Fernandes Meminha sandia: e esta D. Nuno Pires e D. e porque passou o juramento que fizera em Santa Maria de Moreirola cegou entrante á lide e morreo em ella. Mem Fernandes foi casado com D. os quais desempenharam um importante papel durante a primeira dinastia: «D. Egas Gosendes de Riba Douro. e foi casada com Fernão Rodrigues Cabeça-de-vaca. Mem Fernandes. Affonso de Castella o que ganhou Toledo. Pedro Fernandes. Orraca Vasques. Fernão Mendes o yelho e D. Mendo Alão de Bargança filhou por força huma filha d’elrey d’Armenia que hia em romaria a Santiago. e este D. Fernão Mendes. Pedro Fernandes foi casado com huma dona. e este D. Orraca Fernandes foi casada com D. com huma azagua: e este foi o que levou por frema d’elrey D. Gontinha Soares Carnesmás. E D. Garcia Pires Veirom foi casado com D. e lidimo. Garcia Pires e D. Sancha Viegas filha de D. Orraca Vasques casou com D. e esta D. filha de D. e fez geraçom como dito he: e este Nuno Vasques ouve hum filho e huma filha que ouve nome Orraca Nunes. Vasco Peres Veirom foi casado. Sancho Nunes de Barbosa em terra de D. Este D. porque lhe jurara em Santa Maria de Moreirola que nom fosse contra elle. e fege nella D. Fernão Mendes o bravo e Ruy Mendes. e fege nella geraçom como he dito. que cegou entrante à lide que ouve com seu irmão D. Fernão Mendes o bravo foi o que matou sa madre na pelle da ussa. e fege nella D. Vasco Pires Veirom e D. e fez Nuno Vasques e D. por huma pouca de nata que lhe corria pela barba sendo hi comendo: e este foi o que se exerdou a sa morte pela infanta que assi houve: e este foi casado com huma dona e fege nella D. Tereja Pires. porque criou o usso. Gonçalo de Sousa o bom.BRAGANÇA 35 TOMO VI Família Bragançãos Extractos dos Livros de Linhagens a propósito dos fidalgos deste apelido. e este Fernão Rodrigues Cabeça-de-vaca fez filho (59) Parece faltar Fernão Mendes. e este D. e fege nella D. porque lhe baralhara com a barregan: e este foy o que cortou o dedo. Affonso o primeiro rey de Portugal a irmã que tinha casada com D.

e esta Elvira Garcia foi casada com D. Guiomar Gil e Marqueza Gil foram casados e fizeram geração como de suos he dito. 26 e seg. diz que o Livro Velho das Linhagens foi escrito no ano de 1343[8]. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . e esta D. Garcia Peres Ladrom foi casado com huma dona. e filhou a filha d’elrey de Armenia quando foi em oração a Santiago e foi sa hospeda em São Salvador de (60) Martins C. E o sobredito D. e fege nella Elvira Garcia. Guiomar Gil e D. e diz o autor que este é mais antigo do que o atribuído ao conde D. e esta Froilhe Nunes foi casada com Martini Pires de Chacim. Tereja Pires foi barregan de Lourenço Martins de Berredo. casamento desaguisado. e fege nella João Affonso e a mulher de Pero Dias de Castanheda. e ouve ende hum filho. E o sobredito Nuno Pires filho de D. Tereja Pires de Bargança. E esta D. Pedro Garcia filho de D. título I. foram publicados estes livros com o título de Livro Velho das Linhagens de Portugal. E a sobredita D. Tereja Pires foi casada com D. Martim Pires da Maya. edição da Academia. Berenguela e D. e fege nella D. Pedro. Leonor: esta D. e fege nella D. (61) Portugaliae Monumenta Histórica. 175. Tereja Pires (60) freira de Cistel. e fege nella Ruy Nunes e Froilhe Nunes. p. e fege nella geraçom como de susu he dito. Os Livros de Linhagens. p. e fege nella D. Portugaliae Monumenta Historica. Leonor foi casada com D. livro X. e outros que nom: e D. 145. e fege nella Alda Lourenço. e fege nella D. p. E D. Aldonça foi casada com D. e fege nella D. 165.36 TOMO VI BRAGANÇA Pero Fernandes e Fernão Fernandes e João Fernandes Cabeça-de-vaca. e delles diziam que a recebera. Vasco Veirom foi casado com Gontinha Soares e fege nella Fernão Garçia. James d’Aragão. Pero Garcia o que. ouve por barregan a Maria Fogaça. Alam que foi clerigo filho-dalgo. No tomo I das Provas da História Genealógica da Casa Real Portuguesa. vem uma espécie de ilustração à linhagem dos Bargançãos e diz: «D. Garcia Peres Ladrom irmão de D. Vasco Gil. Berenguela ouvea elrey D.. João Martins Avana filho que foi de D. e fege nella Nuno Martins e Alvaro Martins» (61). Marqueza Gil: e este D.. tomo II. Gil Vasques de Soverosa filho que foi de D. e este Fernão Garçia fez cavalleiro Nuno Martins de Chacim. e ouve nome Martim Tabaya. Tereja Pires filha de D. pág. Nos mesmos Livros de Linhagens II. Affonso Garcia de Celada. Brandão. e esta D. Aldonça. e esta Alda Lourenço foi casada com Martim de Barbosa irmão de Fernão Pires.. na Monarquia Lusitana. Maria Garcia. Pedro Fernandes de Bargança ouvea por barregan o infante de Molina. e emprenhou sa irma D. Gil Vasques foi o que mataram na lide de Gouvea: e esta D. Pero Fernandes de Bargança. Ordonho Alvares das Asturias. e despois foi esta D.

seus irmãos. falho de sentimentos. edição da Academia. e enviou as campanhas suas para sa terra. Monarquia Lusitana. e que é o seguinte: estando este com mais convivas de El-Rei D. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . e deu por beemçom a todos os de seu linhagem que matassem a bespa omde quer que a achassem: e fez este dom Diego Gomçalvez em esta dona. e filhouha com seu linhagem. Este autor tem como improvável o facto atrás relatado. atendendo aos costumes da época.. como aponta Brandão. tomo II. Orraca Meemdez é a mesma irmã de Fernão Mendes. Depois. o bravo Rui Mendes e Nuno Mendes. Ouriana Mendes. Os Bragançãos tomaram parte muito activa nas guerras do tempo de D. porque escarneceram dele.BRAGANÇA 37 TOMO VI Castro de Avelaãs. e fez em ella dom Soer Diaz. e fege nella dous filhos donde vieram os linhagens dos Bragançãos». para o sossegar.. E.. Demais. que é o IV dessa colecção. 343. quando vemos um Afonso III passar a segundas núpcias durante a constância do (62) BRANDÃO. se babou lapuzmente. um bravo Braganção desses tempos devia ser talhado por aquele feitio – lambão e despolido nas maneiras. no Livro das Linhagens do conde D. pág. 26 e seg. 19. Pedro. atrás mencionada.. Pois eu. sua própria irmã. Fernão Mendes de Bragança. como aponta a Memoria de Santa Cruz de Coimbra (62). livro X. e dom Joham Diaz de Freitas. sucedido com Fernão Mendes. diz-se que: «D. ciumento e lavado de escrúpulos de consciência. escorrendo-lhe as gorduras pelos cantos da boca com a pressa da deglutição. irmaã de dom Fernam Meendez o Bragançaão. pelejaram na batalha do Campo de Ourique.Orraca Meemdez sa molher suso dita outro filho que ouve nome Ruy Diaz d’Urrão». tomou-se de tal sanha que. o Bravo. p. Diego Gomçallvez foi casado com Dona Orraca Meemdez. e ficou elle com ella. com o nome de D. em Coimbra. 498. Não matou ele a própria mãe? Não deu a sua geração avultada cópia de barregãs? Não chegou um deles a conhecer a própria irmã? Não é em vão que desde tempos imemoráveis tinham nossos maiores por ídolo e por símbolo o porco. em que repugnaria isto aos costumes da época. não acho inverosímil nada disto. Disto parece concluir-se que esta D. Afonso Henriques. 2. e dona Eixamea Diaz que mordeo a bespa no cono e deu huum peido. teve El-Rei de lhe dar em casamento a mulher de Sancho Nunes Barbosa. título 44. p. Afonso Henriques.

como consta de escrituras da Sé de Braga e assi a terra de Brigança.. Monarquia Lusitana. Sancha. Teve Pero Fernandes de Laedra muita parte dos estados de seu pae. João Peculiar contra Pedro Fernandes porque nas terras de seu senhorio. p. Pedro. edição da Academia. talvez por permanecer por mais tempo na casa que ali possuíam (64) [9]. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . que era de seu senhorio. irmã del-rei D. parafraseando. intendemos ser casado com a infanta D. dizia: «Não que um reino vale bem uma mulher». filha de dom Soeyro Meemdez Facha ao que disserom Manos d’Aguia e fez em ella dom Fernam Garcia. e dom Pero Garcia que jouve com sa irmaã dona Moor Garcia e fez com ella semell. E porque aos escrupolosos não fique nesta materia duvida alguma. livro X. Isto diz o conde D. tomo II. ocupava algumas tocantes á Sé de Braga.. como Duarte Nunes de Leão. não arpoou a mulher ao próprio irmão? Dir-me-hão que isto era mancebia e como tal repugnaria às pessoas de qualidade e sentimentos cristãos. devia ser alguma cousa tocante a suas armas. digo que em o Livro do Cabido da Sé de Braga a fol. o Bravo. um Pedro II. Pedro e delles procedem os do apelido de Chacim. Mas do Livro antigo das Linhagens consta que Fernão Mendes. o Bom. (64) Ibidem. da qual não teve filhos mas deixou-lhe o estado de Bragança. o qual por esta razão se uniu depois á corôa. mas tal estado tinha garantias sociais consignadas nas leis e em contínua mancebia andavam os reis. 26 e seg. e delles nasceu Pero Fernandes de Laedra pae de Vasco Pires e de Garcia Pires em que fala o conde D.. que todas cahem nos termos de Bragança e Miranda que foram do estado de Fernão Mendes» (63). que o conde diz ficara á infanta e por ella á corôa. 118 está uma carta de excommunhão do arcebispo D. e vae fazendo menção particular das terras. filha de Soeiro Mendes. outro que tal Bragança. Depois Brandão acrescenta: «. Continuam os Livros de Linhagens: «Este Dom Garcia Pires de Bragamça que se chamou por sobrenome Ladrom foy casado com dona Gontinha Soarez.e quanto a Fernão Mendes.38 TOMO VI BRAGANÇA primeiro matrimónio e no dia seguinte iria a terceiras se lhe dessem outro reino. foi casado com D. e dona Elvira Garcia que foy casada com dom Ordonho Alvarez (63) BRANDÃO. e que fez cavalleyro dom Nuno Martiimz de Chacim. O apelido de Chacim teria sido tomado da vila deste nome.. Affonso Henriques. Tereja Soares.

.. e dona........ e dona Sancha Martins........ depoys que fez em ella dona Orraca Nuniz. e fez em ella dona Alda Louremço que foy casada com Martim de Barvosa e depois foi freyra de Cistell. ouvea o iffante de Molina por barregaã e fez em ella dona Berimgueira e dona Leanor.. e fez em ela D.... e fez em ella Diego Gomez.. e estas todas quatro foram freyras e nom ouverom semel. e dona Marqueza......... e fez em ella Companha Avizimaa..... e roussou dona Maria Fogaça e tevea por barregãa depois da morte de Fernão Guedaz seu marido....... e depois foy casada com dom Gill Vasques o que matarom na lide de Gouvea e vemcerom os seus a lide. e foy casado com dona Sancha Correa filha de Pero Paaez Correa e de dona Dardia Pirez filha de dom Pero Meemdez d’Aguiar.. Este Nuno Pirez de Bragamça seemdo casado com dona Elvira Meemdez filha de dom Meem Moniz de riba de Doyro...... e delles deziam que a rrecebera e delles que nom. E donna Froilhe Nuniz sua irmaã foy casada com Martim Pirez de Chacim....... e fez em ella Ruy Nuniz e dona Froilhi.......... E dona Tereyia Pires irmaã do sobredito dom Garcia Pirez Ladraão e filha dos ditos Pero Fernandez o Braganção e de dona....... MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA ................... e fez em ella dona Guiomar Gill de dona Marquesa Gill que forom casados.............. . E dona Leanor sua irmaã foy casada com dom Affonso Garcia de Cellada.. Este Ruy Nuniz Coldre foy casado com dona........ leixoua e nom curou mais della.... Este dom Pero Garcia suso dito foi casado com dona......................... ............. e fez em ella dom Joham Affomsso e dona Enês Affomsso. Esta dona Enês Affomsso foy casada com Pero Diaz de Castanheda... Este Nuno Martins de Chacim filho dos sobreditos Martim Pirez e dona Froylhe foy homem muito homrrado e privado delrrey dom Dinis de Portugall e seu adeantado antre Doyro e Minho e na Beyra............ Nuniz............. E o dito Diego Gomez filho de Pero Diaz de Castanheda e de dona Enês Affomsso foi casado com dona Johana Fernandéz filha de Fernam Pirez de Gozmam e ouverom semel........ E esta dona Berimgueira ouvea eirrey dom James d’Aragom..............BRAGANÇA 39 TOMO VI das Esturas e ouverom semel........ e fez em ella dona Tereyia Pirez de Bragança e esta dona Tereyia Pirez foi casada com dom Joham Martins Avana........ E esta dona Tereyia Pirez sobredita ouvea Lourenço Martins de Breda.. e fez em ella dona Aldomça Anes que foy borregaa delrrey dom Affomsso.......... e fez em essa dona.... Nuno Martins de Chacim.. De Nuno Pirez de Bragamça filho de dom Pero Fernandez o Bragamçaão.... e dona Berimgueira Pirez filha de Pera Diaz de Castanheda que foy casada com Lopo Rodriguez de Villalobos e fez em ella Ruy Pires e dona Tareyia.. e dom Gomez Nuniz que foy creligo muy boo e muito homrrado............. e Affomsso Garcia que morreo sem semel. e dona Mayor.......... e dona Maria Martins.............

Esta dona Samcha Gill foi casada com dom Pero Pomce das Esturas de terra de Leom filho de dom Fernam Pirez Ponço e de dona Orraca Goterrez.... e ouverom semel. E dona Samcha Nuniz e dona Tareyia outrossy morreram sem semel. filha de Nuno Meemdez Queixada irmaão d’Estevam Meemdez Petite.. e de dona Aldomça Anes... e dona Orraca Nuniz.... casou despois com dona Tareyia Nuniz. filha de Martim Pirez Zote e de dona Maria Vicente filha de Vicente Pirez Dulquezes e de dona Moor Pirez do Pereyra. E Eitor Nuniz filho de Nuno Martins de Chacim suso dito e de dona Tareyia Nunez foy casado com dona Marquesa Gill filha de dom Gill Vaasquez de Soverosa.........E dona Guiomar Gill sua irmãa foi casada com Lopo Affonso de Merloo.. filha de Martim Tavaya e de dona Aldomça Paaez irmaã de dom Pero Paaez Marinho.. E Sancho Nuniz irmaão do dito Eytor Nuniz e filho dos sobreditos foy casado com dona Tareyia Vaasquez....... o Avizimaao. Este Nuno Martins de Chacim dêsque lhe morreo dona Samcha Corrêa a primeira molher com que foy casado...... e Alvaz Nuniz o samdeu que morreo sem semel... e ouverom semel. E dom Gill Nuniz filho dos sobreditos Nuno Martins de Chacim e de dona Tareyia Nunez foy casado com dona Maria Martins..... e fez em ella huuma filha que foy freyra em Santa Clara de Coymbra...... Orraca Samchez que se pagou dos homeens e nom ouve semel como quer que muito fezesse polla aver....... – E a sobredita dona Samcha Paaez d’Alvarenga desque lhe morreo dom Nuno Méemdez Queixada seu primeiro marido casou depois com dom Fernam Gomez Barreto............. Este Nuno Rodriguez Bocarro filho de Ruy Nuniz suso dito mataromno em riba Doyro sobre Miramda apar de huuns moynhos hu amdava em companha MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA ...... e fez em ella Joham Macia da Revreda que foy casado............. . e fez em ella dona Sancha Fernandez e dona Maria Fernandez que foram casadas e ouverom semel... ..... Este Ruy Nunez foy casado com Aldomça Martins....... filha de Vaasco Gomez Zagomba e de dona Maria Pirez filha de dom Pero Homem de Pereyra............. Nuniz irmãa da sobredita dona Maria Nuniz e filha dos ditos Nuno Martins de Chacim e de dona Samcha foy casada com Gonçalle Anes de Revreda... e fez em ella dona Samcha Gill e dona Guiomar Gill........................ o que morreo na lide de Gouvea....... e Samcho Nuniz... e fez em ella Nuno Rodriguez Bocarro e dona Maria Rodriguez................ e fez em ella Gill Nuniz......... De como Nuno Martins de Chacim foi casado a segunda vez.. e fez em ella huuma filha que ouve nome D..................... e nom ouverom semel......... De Ruy Nuniz filho de dom Nuno Martins de Chacim e de dona Maria Gomez de Briteiros filha de dom Gomez Meendez de Briteiros. Esta dona.. e Eytor Nuniz.....40 TOMO VI BRAGANÇA E dona Maria Nuniz foi casada com Fernamdesteves Pintalho............

a grande influência de que dispunham e quanto os seus costumes deixavam muito a desejar..... e Sarracins (66). situadas no dis- (65) Livros de Linhagens.. o que significa muito.... Se atendermos a que as gerações nobres de Portugal nos princípios da monarquia precedem de cinco troncos que se cruzam por recíprocos casamentos – e que entre esses nobres se encontram os apelidos Bragançãos e Chacins.... (69) Apelido de um dos Bragançãos... somos naturalmente levados a supor que os solares destes fidalgos seriam nas terras de onde lhe vieram os apelidos... (66) Livro de Linhagens... pág. como já vimos.. p. (68) Ibidem. que foi numerosa e entroncou nas primeiras casas de Portugal.. e enviou as companhas suas para sa terra. 170.. Os mesmos Livros de Linhagens.. p..... Um deles é de «D. Ladrão (69) e Urróo (70) [10]... (67) Ibidem.. e fege nella dous filhos donde vieram os linhagens dos Bragançãos». Romeu (67) Laedra (68)... Pelos apelidos destes fidalgos – Chacim. Ladrom..... 183..... p.... 175. onde pode ver-se a geração completa dos Bragançãos... e ouverom semel» (65)....... e ficou elle com ella... sem dúvida tomados de povoações destes nomes ainda hoje existentes em terras de Bragança e Miranda. Alam que foi clerigo filho-dalgo.... podemos concluir que nelas tiveram os seus solares ou notáveis propriedades. já citados. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA ... etc..... 153. 344.. e nom ouverom semel. p.... e filhouha com seu linhagem.... pois estão cheios de iniquidades expostas em claro estilo realista.....BRAGANÇA 41 TOMO VI de dom Alvaro Nuniz de Lara e hia em partimento de huuma pelleja... sendo uns dos mais depravados aqueles a que se referem os livros de linhagens mencionados.... no título II....... e filhou a filha d’elrey de Armenia quando foi em oração a Santiago e foi sa hospeda em São Salvador de Crasto de Avelaãs. Urroo. 295... p. p. E este Nuno Rodriguez Bocarro foy casado em Lixboa com dona Maria Migueez filha de Miguell Fernandez colaço delrrey dom Affomso. Do que fica transcrito podemos concluir quanto a linhagem dos Bragançãos se desenvolveu durante a primeira dinastia da monarquia portuguesa. 326. . mencionamos os tenens que a família dos Bragançãos deu por governadores a Bragança. (70) Livro de Linhagens. E dona Maria Rodriguez irmãa do sobredito Nuno Rodriguez e filha dos ditos Ruy Nunez e Aldoniça Martins ouvea elrrey dom Diniz de Portugal por barregãa e depois cazou com Martim Fernandez Barreto... No volume I destas Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança. dizem que os filhos-dalgo do reino de Portugal provêm de cinco troncos.

. José Cardoso – Descrição Topográfica da Cidade de Bragança. Relativamente aos Chacins. de Bragança. em campo de arminhos. limite de Bragança. comissário do Santo Ofício. Luísa Joana de Frias. juiz dos órfãos de Bragança. notícia XI.. em três faxas» (71). 324 (mihi). fidalgo da Casa Real. 2ª parte.42 TOMO VI BRAGANÇA trito de Bragança. timbre um javali de sua cor. fol. cavaleiro do hábito de Cristo. José Cardoso – Descrição Topográfica da Cidade de Bragança. e chamaromlhe por sobrenome quando era moça Tareyginha porque bailava bem». três bandas de vermelho que vem a ser o campo semeado de arminhos de negro. e nelle fez solar para seus descendentes que delle se appellidaram de Chacim. O Bravo. §§ 33. INÊS DE MARIZ SARMENTO. filha do primeiro rei deste reino. e na falta dos filhos dela aos filhos do doutor Pedro de Mariz Sarmento. Mendo Alão. fol. Em Bragança há um local chamado Tereijinha. diz Baena: «A familia dos Chacins foi illustradissima como descendente por varonia de D. Tomou o appellido do logar de Chacim de que foi primeiro senhor Ruy Mendes de Bragança. serve pelo menos para nos explicar a sua proveniência etimológica. ouve humma filha de gaamça em humma molher filha d’algo e avia nome dona Tareyia Rodriguez. São suas armas.) Família Camelos de Morais Leites 1º Padre MANUEL CAMELO DE MORAIS. que deixou descendência (73). se este nome lhe não provêm da bailadeira acima citada. abade de São João Baptista. bandado de arminhos. com capela de Nossa Senhora do Pilar. notícia X. «Solar dos Chacins». (72) BORGES. casado em Lisboa com D. (73) BORGES. artigo «Chacim». (Já atrás aludimos ao morgadio de Santa Apolónia e adiante nos referiremos ao túmulo de Castro de Avelãs. que foi casado com D. 344 do mesmo livro: «Este Ruy Dias d’Urróo. «Dos Morgados». Thereza Affonso. casada com Francisco de Morais Perestrelo. instituiu este vínculo e legou-o aos filhos que tivesse sua sobrinha: 2º D. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . (71) SANCHES DE BAENA. Arquivo Heráldico Genealógico. senhor de Bragança [11]. e na igreja de Castro de Avelãs ha um tumulo desta familia» (72). 213 (mihi). É curioso o que se lê na pág. «Ha tradição fora dos Chacins a torre de Santa Apolonia.

D. o Nosso Reverendo Deão manda fazer nos claustros da Nossa Sé. que se colocará em qualquer dos outros altares».BRAGANÇA 43 TOMO VI Capelas. este vínculo foi extinto por insignificante e os bens declarados livres. obteve. eram nobres as famílias que obtinham licença para eles. que excomunga Bartolomeu de Abreu. 3º TOMÁS LUÍS ANTÓNIO LEITÃO. vínculo de morgadio que foi administrado por Luís Salgado de Vasconcelos. e oratórios Conquanto os oratórios não correspondam a vínculos de morgadio como as capelas. Tomás António. Manuel António. de Bragança. Quando se trate de oratório particular. licença para oratório particular. obtiveram. porque. D. 4º Em 1791 mandou o bispo de Bragança. Em harmonia com a lei. nas suas casas de moradia. com a mudança do bispado de Miranda para Bragança. por carecer de fundamento tal pretensão e recusar a entrega das chaves da capela. cavaleiro professo da Ordem de Cristo.. de Bragança. abade de (74) Museu Regional de Bragança. Para evitar repetidas citações fica entendido que todas as notícias deste capítulo são tiradas deste maço. de Ponte do Lima. sua mulher D. 1º CAPELA DE NOSSA SENHORA DO LORETO. em 1788. Maria Umbelina. ANGÉLICA DE MORAIS MADUREIRA. sita na Igreja da extincta freguesia de S. Bernardo Pinto Ribeiro Seixas. Nesta igreja de S. Uma sentença de 1607. todos nobres. para ser mantido na posse em que estava de apresentar ermitão na capela de Nossa Senhora do Loreto (74).. em que se acha incorporada a dita freguezia. Ana Maria Joaquina. João Baptista (que. João. da mesma cidade. Carlos Valeriano e D. 2º D. mencionamos aqueles de que temos conhecimento. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . com vínculo de morgadio. «por se achar arruinada e indecente a capela de Nossa Senhora da Consolação. licença para oratório particular. transferindo-se esta para a Sé Catedral) havia a capela do Senhor Jesus. em 1727. de Bragança. Vicência Engrácia. e o mesmo se praticará com a Imagem de São João Baptista. seus filhos D. Requerimento em 1665 do abade de S. que a imagem se colocasse «em um dos altares que por Ordem Nossa. João Baptista». que pretendia ter direito ao padroado da capela de Nossa Senhora do Loreto. A capela foi comprada por Domingos Lopes Nogueira. nas suas casas de moradia. Margarida Josefa. de Bragança. António Joaquim. entenda-se sempre a faculdade de nele se celebrar missa. deixou de ser cabeça de freguesia. quasi sempre. D. Gertrudes Margarida. maço Capelas.

em 1793. o qual em 1786 a dotou de bens necessários à sua fábrica e obteve o direito de padroado da mesma. que a vendeu a Bernardo Baptista da Afonseca e Sousa. em 1801. Ana Clara Felizarda da Silveira. brigadeiro de cavalaria e governador de Bragança. nobres. examinador sinodal. Guiomar Luísa Pimentel de Figueiredo. de Bragança. sua mulher D. Ana Clara Correia de Sá e João António Gomes de Sepúlveda –. D. 11º SIMÃO DOS SANTOS GRACÊS COELHO. D. cónego magistral da Sé de Bragança e vigário geral do bispado. todos nobres. donde era natural. Joana Correia de Sá. D. MARIA DE MORAIS ORDONHES. licença para oratório particular nas suas casas de moradia. Joana Francisca Josefa. 5º FRANCISCO JOSÉ SARMENTO LOUSADA. licença para oratório particular nas suas casas de moradia. e desde 1925 serve de habitação particular. 12º JOÃO FERREIRA SARMENTO DE LOUSADA. 9º D. Maria Antónia. A casa desta família deve ser o palacete da rua da Amargura. João. obtiveram. e ultimamente já havia só a capela de que se trata no Largo denominado de S.44 TOMO VI BRAGANÇA Mafreita. licença para oratório particular nas suas casas de moradia. em 1726. Esta igreja de S. administrada pela família de Bernardo Baptista da Afonseca e Sousa. em 1737. barão de Santa Bárbara. Maria Inácia. nobres. obtiveram. Francisca Rosa. obtiveram. em 1783. licença para oratório particular nas suas casas de moradia. por fim. 6º DIOGO WHITTE e sua mulher D. 8º MANUEL JORGE GOMES DE SEPÚLVEDA. surperintendente das caudelarias de Bragança. obtiveram. abade reservatário de Montonto. fidalgo da Casa Real. D. nobre. professo na Ordem de Cristo. em 1784. RITA MARIA JOSEFA. Antónia Maria Benta e D. presbítero. João Ferreira Sarmento. licença para oratório particular nas suas casas de moradia. salas. Foi depois vendido. obteve. Joana Luísa. de Bragança. decorado com três brazões. que ali funcionou durante poucos anos. 10º CAETANO JOSÉ SARAIVA. Sobre as suas ruínas construiu-se o edifício da agência do Banco de Portugal em Bragança. sua mulher D. Maria Isabel Ferreira Pimentel. de Bragança. de Bragança. Ana Maria Rita. licença para oratório particular nas suas casas de moradia. cónego doutoral da Sé de Bragança. obteve. todos de Bragança. seus filhos D. Rita Ferreira. D. seus filhos D. D. licença para oratório particular nas suas casas de moradia. licença para oratório particular nas suas casas de moradia. dois em cada esquina e outro no tecto de uma das. 7º D. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . João caiu em ruínas com o tempo. de Bragança. desembargador da mesa episcopal. que. a vendeu já profanada. todas irmãs. Francisco Ferreira Pimentel e José Ferreira. em 1785. obteve. em 1799. obteve. D. nobres.

em 1812. Sarmentos. 110 e livro 70. 17º D. licença para oratório particular nas suas casas de moradia «em que quotidianamente se possa celebrar o Santo Sacrifício da missa para sua espiritual consolação». MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . e a seu irmão Inocêncio António de Miranda. prior de Santa Maria de Bragança. fol. Lealdade e Mérito e da de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e coronel graduado. Ver: Bragança. a seu marido Dr. 50 e seg. pág. sua mulher D. Lousadas e Morais. em 1834. fol. Manuel Miranda. ilustrados professores liceais em Bragança. seus filhos Manuel Leite Pereira de Lemos. 16º JOÃO DA COSTA GABRIEL PISSARRO e José Gabriel da Costa Pissarro. fidalgo de cota de armas. pela extinção dos morgadios. de Bragança. dos quais vendeu alguns de pouca importância. Cartório Notarial. tenente-coronel de infantaria da guarnição de Bragança. livro 228. 133 v.. GUIOMAR MARIA DE SÁ. pois.000 réis. 23 v. No volume I. Gaudência Miranda. obteve. comendador da Ordem de Cristo. licença para oratório particular nas suas casas de moradia. livro 248. António Augusto Pires Quintela e a seu irmão Dr. em 1721. Antónia Liberata Rita Pereira e D. destas Memorias Arqueológico-Históricas citamos esta casa que. em 1841. oficial cavaleiro da Antiga e Muito Nobre Ordem da Torre e Espada do Valor. eram semitas. Parece irónico. seu filho coronel Manuel de Sam- (75) Museu Regional de Bragança.BRAGANÇA 45 TOMO VI com as armas dos Ferreiras. fidalgo da Casa Real. Joana Teresa de Barros. a Diogo Albino de Sá Vargas (75). tios dos actuais proprietários («depois de anos mil volta o carro ao seu carril») que a 28 de Setembro do mesmo ano foi aumentada com outra casa. morador em Morais e depois em Bragança. fol. nº 48-3. 13º JOÃO GOMES DE FIGUEIREDO. 14º MANUEL LEITE PEREIRA. comprada por 160. em 1798. 93. de Bragança. se não me engano. Ferreiras. Luísa Caetano Rita de Lemos. obteve os melhores prédios rústicos e urbanos vinculados em Bragança. D. cavaleiro professo da Ordem de Cristo. TEREZA PAULA DE MENDONÇA. conservando os mais importantes ainda hoje na posse de seus descendentes. obtiveram. fol. obtiveram. licença para oratório particular nas suas casas de moradia.. em 1741. 15º D. Os seus herdeiros venderam-no em 1927 a D. obteve. como se vê pelos documentos desse tempo. Esta família Vargas. por sinal muito mal tratadas nuns retoques que lhes deram quando o prédio pertencia ao falecido Luís Lopes dos Santos. pertencia a Manuel Inácio Romarim de Miranda. licença para oratório particular nas suas casas de moradia. livro 235.

em 1714. licença para oratório particular nas suas casas de moradia. obteve. subúrbios de Bragança. 20º Doutor ANTÓNIO JOSÉ DE MORAIS SARMENTO E SÁ. em 1836. Rosa Maria de Sá Ferreira. obtiveram. DO PE. sua mulher e filhos obtiveram. em Bragança. em 1863. Tudo leva a crer que a capela-S[epultur]A DO P[adr]E D[oming]os P[ir]IZ – por ele fundada. 23º TOMÁS CARLOS LEOPOLDINO DE SÁ. fosse no local onde se encontra a sepultura. o dr. beneficiado da Sé de Miranda. e sua mulher D. erigiu. Essa quinta é actualmente conhecida pelo nome de Santa Rita.46 TOMO VI BRAGANÇA paio Melo e Castro e D. porém. como na sua quinta de Fontarcada. filha natural deste. erigiram. Luísa Augusta Mendes Pereira. 21º JOSÉ CARLOS LEDESMA PEREIRA DE CASTRO e sua mulher D. PIZ. licença para oratório particular. FVNDADOR DESTA CAPELA 1676 Esta inscrição encontra-se numa sepultura que existe no terreiro de uma casa sita na Caleija do Norte. tanto na sua casa de moradia. em Bragança. moradora em Bragança. talvez com vínculo de morgadio. donde os fundadores eram naturais e moradores. licença para oratório particular nas suas casas de moradia. obtiveram. 24º MISERICORDIA O DOMINE MEMENTO MEI ET VOS HO AMI CI MEI ORATE PRO ME AD DOMI NUM QVI TVMVLVM VIDETIS ME SA. provavelmente derivado da invocação da capela. 22º BENTO DA PONTE. não conhecemos outra notícia além da constante da inscrição. 19º DOMINGOS TEIXEIRA DE ANDRADE. na sua quinta de Fontarcada. António Rapasote. subúrbios de Bragança. 18º D. em Bragança. Maria Amália da Piedade e Sampaio. morador em Bragança. uma capela dedicada a Santo António. obteve. DOS. Dela. em 1734. em 1795. uma capela dedicada a Santa Rita. licença para oratório particular nas suas casas de moradia. que pertenceu ao farmacêutico Avelino Ferreira e agora está na posse de seu genro. em 1786. na sua quinta da Ribeira de Cabeça Boa. licença para oratório particular nas suas casas de moradia. BRITES MARIA DE SÁ MORAIS. Família Castro de Morais MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . em 1676. em 1748. juiz de fora em Bragança.

aos quais nos referiremos ao citar os Pintos Cardosos de Mirandela. Sebastiana Guiomar Doutel de Almeida e Sousa. Miguel de Bugalhal na Ordem de Cristo. Sebastiana Veloso de Morais. fidalgo da Casa Real. Francisca da Rocha Pita. mestre de campo de infantaria. Descendência: I. onde casou com a condessa da Rosa. Antónia de Lucano e Abarca. Martinho Correia e Abarca. Guiomar Maria de Sá e Brito. e de D. e de D. filha de Francisco da Rocha Pita. Maria Josefa Abarca de Castro Morais. D. fol. filha de Belchior Pinto Cardoso. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Francisco António de Castro Morais Correia Pimentel era filho de Martinho Correia de Sá de Castro Morais. (76) Livro 23 das Mercês de El-Rei D. Família Castro Morais – Conde da Rosa (77) 1º FRANCISCO ANTÓNIO DE CASTRO MORAIS CORREIA PIMENTEL. (77) Ver Bragança – Douteis. e de D. onde faleceu no ano de 1710. João IV. e de D. D. no Rio de Janeiro. Neto paterno de Francisco Xavier de Castro Morais. filho segundo de D. Catarina do Salvador. por alvará de 13 de Abril de 1769 (76). fidalgo da Casa Real. tenente de infantaria do regimento de Bragança. sargento-mor de batalhas e governador das armas de Trás-os-Montes. cidade do reino de Navarra. 1840. D. José. durante a invasão dos franceses. comendador de S. fidalgo da Casa Real. de Chaves. II. IV. Segundo neto paterno de Gregório de Castro Morais. primeiro instituidor do morgadio do Nome de Jesus.BRAGANÇA 47 TOMO VI ANTÓNIO CAETANO DE CASTRO DE MORAIS. in Dicionário Aristocrático. III. fidalgo da Casa Real. natural do Rio de Janeiro. sendo tomada esta praça. a quem adiante nos referimos sob o nº 2. terceiro senhor da casa e morgadio de Santiago de Mirandela e de sua segunda mulher e parente D. na aclamação de el-rei D. fidalgo da Casa Real e fidalgo-cavaleiro. e. fez parte da guarnição da praça de Miranda em 1762. capitão de infantaria do regimento de Bragança. senhores do morgadio de Santiago. filha dos condes da Rosa. fidalgo da Casa Real. mestre de campo de infantaria. natural de Bragança. António de Castro e Abarca. D. 460. Terceiro neto paterno de Gregório de Castro Morais. sua prima. Joana Veloso de Morais. filho de Martim Correia e neto de Francisco Xavier de Castro. sua segunda mulher. natural de Mirandela. D. Francisco de Paula Castro e Abarca. foi feito prisioneiro e mandado para Pamplona.

GUIOMAR MARIA DE SÁ E BRITO. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . natural de Tuizelo. no Rio de Janeiro. Francisca da Silveira. e de sua segunda mulher D. Neta paterna de Manuel Correia Vasques (que passou a servir no Rio de Janeiro com seu irmão Salvador Correia de Sá. cavaleiro da Ordem de Cristo (cego de um olho). cavaleiro da Ordem de Cristo. juiz de fora de Barcelos. Isabel de Sá. cavaleiro da Ordem de Cristo. tenente-general mestre de campo de Trás-os-Montes. e de D. filha de Martim Teixeira Homem. Francisca de Sá. Segundo neto materno de António Doutel de Almeida. mulher de Francisco Xavier de Castro Morais. filha de António de Macedo Pimentel. e de sua mulher D. segundo padroeiro da igreja de Nossa Senhora do Pópulo e do morgadio de Santa Catarina. Brites de Morais Borges. e de D. Terceiro neto materno de António Doutel de Almeida e de D. Antónia de Castro) e de D. Isabel de Morais Sarmento. neta materna de Miguel de Figueiredo e de D. 2º D. Isabel de Sá. sargento-mor da comarca de Bragança. Catarina Veloso Teixeira. e de D. Cecília de Abreu. natural de Vinhais. governador da capitania. senhor do morgadio de Santo Estêvão de Lisboa e de Nossa Senhora de Jesus. e de D.48 TOMO VI BRAGANÇA filha de José Francisco. que viveu na sua quinta de Peraboa. Francisca de Almeida Sarmento de Figueiredo. filhos de Gonçalo Correia. Guiomar de Almeida. segundo marido de D. MARIA DA FONSECA NOGUEIRA. e de D. era filha de Teodósio da Fonseca Nogueira. comendador de Sortelha e alcaide-mor de Alenquer) e de D. era filha de Martim Correia de Sá. filha de Francisco de Almeida e de D. mestre de campo de infantaria. e de D. Catarina Sarmento. instituidor do dito morgadio (?). natural de Lisboa. mulher de António Doutel de Almeida. e de D. filha de Rodrigo de Morais. filha de Jácome Luís de Figueiredo. Neta materna de Luís de Brito Freire. 3º D. o Indiano. filha de Gaspar da Silva. atrás citados. que foi instituído em 1262 [12] (filho de Jaime de Morais Pimentel. natural de Lisboa (filho de Gaspar de Brito Freire. neta paterna de Teodósio da Fonseca. filha de Tomé de Alvarenga. Maria Rodrigues). junto a Vila-Nova de Famalicão. comendador da Ordem de Cristo. Neto materno de António Doutel de Almeida. Quarto neto materno de João de Almeida Doutel e de D. filha de Álvaro da Silveira. e de D. Quarto neto paterno de Gregório de Castro Morais. Maria de Alvarenga. a quem nos referimos sob o nº 3. Maria de Morais. Maria da Fonseca Nogueira. Guiomar de Brito Freire.

Pedro II. p. Josefa Maria de Castro. filha de Jorge Pinto (78). bispo de Coimbra). natural da vila de Freixiel. irmã de D. filha bastarda de Francisco de Almeida Doutel. (79). Neta materna de Belchior de Almeida e Seixas. Família Castro Pereira DANIEL JOSÉ DIAS DE CASTRO PEREIRA. Maria Pinto de Morais. e de D. Tiago Pereira do Lago. no segundo as dos Castros e no terceiro as dos Pereiras. filho de Pedro Esteves Pinto. Isabel Pinto de Morais. e de D. natural de Bragança.. e de D. in Dicionário Aristocrático. acima citada. fol. 217 v. Ana de Almeida. Teve por armas um escudo esquartelado: nos primeiro e quarto quartéis as armas dos Dias. ouvidor de Bragança. filho de Gabriel Dias Mendes e de sua mulher D. (79) Arquivo Heráldico. Fidalgo-cavaleiro por alvará de 25 de Agosto de 1689 (80). MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Ana Soares. 208 v. e de D. que são várias (como pode ver-se em Vilas Boas ou Sanches de Baena). 135. acima citado (filho de Rodrigo Nogueira da Fonseca. livro VIII. Brites de Almeida. Neto paterno de António Dias Pereira e de sua mulher D. natural de Vilarinho da Castanheira (filho de Baltazar de Seixas Pinto. Frei João Soares. pasta I.BRAGANÇA 49 TOMO VI Neta paterna de Teodósio da Fonseca Nogueira. Francisca de Almeida de Figueiredo Sarmento. Neto materno de António de S. Bento – Caderno de Árvores de Costado. fidalgo da Casa Real. (80) Livro V das Mercês de El-Rei D. na Índia Oriental. Terceiro neto de João de Castro. natural da cidade de Bragança. e de D. O brasão foi-lhe passado a 16 de Fevereiro de 1828 e registado no Cartório da Nobreza. juiz de fora de Barcelos. Bisneto de Manuel de São. filha de Jácome Luís de Figueiredo Sarmento e de D. filha de Gaspar Borges Pinto. fidalgo da Casa Real e neto de Francisco Colmieiro de Morais. No artigo «Mirandela» (Pintos Cardosos) vai a descrição deste códice. Ana Luísa. Família Colmieiro de Morais 1º ANTÓNIO COLMIEIRO DE MORAIS. fol. (78) PINTO. filha de Belchior de Almeida). arcediago da Sé de Goa. filho de António Colmieiro de Morais.

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2º BALTASAR DE SOUSA COLMIEIRO, natural de Bragança, irmão do precedente, fidalgo-cavaleiro por alvará da mesma data (81).

Família Colmieiro Teles de Távora BALTASAR DE SOUSA COLMIEIRO TELES DE TÁVORA, natural de Bragança, filho de António Colmieiro de Morais, fidalgo da Casa Real e neto de Francisco Colmieiro de Morais. Fidalgo-cavaleiro por alvará de 30 de Outubro de 1723 (82).

Família Costas 1º Padre ANTÓNIO DA COSTA, seu irmão, Padre Pedro da Costa e seu sobrinho, Padre João da Rocha Pimentel, todos de Bragança, instituíram, em 11 de Junho de 1709, um morgadio de que foi primeiro administrador: 2º GONÇALO DA ROCHA PIMENTEL, que era sobrinho dos dois primeiros e irmão do último acima citados, cidadão de Bragança, casado com D. Mariana de Morais Sarmento, filha de António Fernandes Couto e de D. Ana de Morais Sarmento, que também entraram com as suas terças. Gonçalo da Rocha Pimentel era filho de Manuel da Rocha Pimentel e de D. Maria da Costa, irmã dos instituidores. Neto de João da Rocha e de sua segunda mulher D. Faustina da Rosa, filha de António da Rosa, alcaide-mor do castelo de Outeiro (83). Ver Parada de Infanções 2º e Bragança – Capelas 17º. Gonçalo da Rocha Pimentel obteve em 1735 licença para construir uma capela dedicada a Santo António na sua quinta das Carvas, limite de Bragança, em harmonia com as disposições testamentárias de Pedro Soares da Costa, pároco de Lagoa, Padre António da Costa, morador em Mós, e João da Rocha Pimentel, confirmado de Coelhoso, seus tios, que lhe fizeram doação de seus bens em vínculo de morgadio, com essa obrigação (84). Ainda actualmente (1927) existe esta capela que, juntamente com a quinta, há poucos anos venderam os Sarmentos de Santo Estêvão, con-

(81) Ibidem. (82) Livro XV das Mercês de El-Rei D. João V; fol. 213 v., in Dicionário Aristocrático. (83) BORGES, José Cardoso – Descrição Topográfica da Cidade de Bragança, notícia XI, «Dos Morgados», § 29, fol. 322 (mihi). (84) Museu Regional de Bragança, maço Capelas.

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celho de Chaves, a José Manuel Rodrigues (o Gaiteiro), de Gimonde. Na padieira da porta da capela há um escudo, a que noutro lugar nos referimos, com as armas dos Machados e dos Teixeiras ou Pereiras. 3º Padre PEDRO SOARES DA COSTA instituiu, em 1720, um morgadio ao qual o padre Manuel da Rosa anexou parte da sua fazenda. Foi seu primeiro administrador: 4º ANTÓNIO DA ROSA SARMENTO PIMENTEL, filho de Faustino da Rosa Pimentel, irmão de Gonçalo da Rocha Pimentel, e de sua mulher D. Ana de Morais Sarmento, que primeiro foi casada com António Fernandes Couto (85) (Ver 2º acima citado).

Família Cruz e Sousa ANTÓNIO DA CRUZ E SOUSA, cónego da Sé de Bragança, «cónego Ervões», como era conhecido da povoação onde nasceu, no concelho de Chaves. Foi, por diploma de 9 de Julho de 1868, nomeado cavaleiro da Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição, de Vila Viçosa, em atenção às suas circunstâncias e aos serviços por ele prestados à igreja e ao Estado (86).

Família Doutéis As notícias referentes ao morgadio dos Doutéis, de Bragança, que a seguir inserimos, foram transcritas de um livro in-fólio de papel almasso liso, manuscrito, com capa de pergaminho, que está em Bragança em poder de Abílio de Jesus Ramos Zoio. Este códice consta de 209 fólios paginados de frente e com a rúbrica – Doutel – todos escritos até ao fólio 42º. No 2º fólio há um escudo iluminado que consta de seis besantes de prata em campo vermelho, postos em duas palas, divididos por uma flor de liz. O licenceado Sebastião Cardoso, juiz de fora em Miranda do Douro, que foi incumbido de fazer o tombo dos bens do morgadio Doutel, em 1634, como fica apontado, pondo o livro ao invés, começou pelo fim, fazendo-lhe novo termo de abertura e encerramento, paginando igualmente e rubricando os fólios, lançando assim no códice, virado com o

(85) Ibidem. (86) Diário do Governo de 20 de Novembro de 1868.

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debaixo para cima, os termos e processos da demarcação a seu cargo, que alcançam até ao fólio 63º, vindo portanto a ficar em branco os que vão desse até ao 42º. Damos entre parentesis [ ], segundo costumamos, as partes que não são copiadas textualmente do códice, por carecerem de importância histórica: «Anno do nascimento de nosso senhor Jesu Xpõ de mil e seis centos he vinte e nove annos nesta cidade de braguamça. Aos vinte e sinquo dias do mes de setembro do dito anno eu Antonio Doutel dalmeida filho legitimo de Joam dalmeida e de çezilia dabreu comsideramdo quam breves sam as jdades he quam estemdida a malicia delas por aver nacido Aos oito de maio da era de mil e quinhentos e noventa e hum detreminej de deixar esta memoria dos primeiros progenitores da familia dos douteis pelo que alcamcej dos papeis que adiante vam tresladados com o tombo das peças havemculadas Ao morguado deles situadas nesta cidade de braguamça e seu termo com hobriguaçam que cada hum dos pesuidores seja obriguado ha acresentar ao dito morguado dez mil res com obriguação de seis misas cada anno ditas pelos Jconimos de santa maria no covento [sic] de sam francisquo desta cidade na forma da instituição». [Sem mais preâmbulos segue este requerimento:] «Diz Antonio Doutel dalmeida cidadão desta cidade de Brag.ça que elle tem alguns papeis de sua descendencia e nobreza e de seo morguado e outras de foros e de compras e outras sentenças e mais papeis de importancia que lhe são forçosos apresentar em juizo para que se não perqam nem seo direito delles lhe he necessario neste livro tresladar a sustancia e teor delles P. a V M. mande a qualquer t.am que vistos os originaes os faça tresladar em forma ou a substançia delles e tudo tresladado neste livro numerado e asinado do sobrenome delle supplicante ho reduza em publica concertado com outro t.am em modo que faça fé para conservação e lembrança de seo direjto e R. M.es. Asim como pede brag.ça em 8 de q.bro de 24 [?] a) Soares». [Faltam no manuscrito os fólios n.os 4, 5 e 6 – Segue no fólio nº 7 o texto interpolado:] «1 ........................................................................................................................ ... poder que elle por suas cartas possa por momteiros em aqueles loguares que em que soem de estar postos em tempo dos outros Reis que ante
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nos forão e lhos nos mandamos poer e que outro si possa tirar aqueles que entemder que não sam jdonios e pertemcentes pera ello salvo aqueles que aguora o forão postos por nosas cartas e por outros em seu loguar como entemder por nosso serviço e mamdamos que elle aja todolos prões que sohião dover do dito officio os outros monteiros mores que forão em estes Reinos e que nos delle aviamos de over de dereito e que outrossi aja de nos daqui em diante em cada hum anno de temnça com o dito officio dozentas dobras porem mamdamos a todolos meirinhos corregedores comcelhos juizes e justiças almoxarifes e escrivaes dos ditos Reinos e a outras quoaisquer pessoas a que esta carta for mostrada que ajam o dito gil miz por nosso monteiro mor como dito he e que outrossi ajam por nossos monteiros os que elle fizer por suas cartas em aqueles loguares homde sohião de ser postos e lhe por nos for mamdado como dito he. E outros nenhuns não aí não fação en testemunho desto lhe mandamos dar esta nosa carta dante na nosa leal cidade do porto dous dias de maio el Rei o mamdou Gonçalo Lourenço a fez era de mil e coatro centos e vinte e tres annos e eu pedro pessoa t.am a sobescrevi e asinei asinando o soplicante de como resebeo o propio em desoito de novembro de seis sentos e vinte e quatro – pedro pessoa. Recebi o proprio Aio doutel dalmeida».

[Doação de Parada a Gil Martins Doutel, monteiro-mor] [1 de Maio de 1385] «Dom Joam pela graça de deus Rej de portugal e do alguarve. A quamtos esta carta virem fazemos saber que nos comsideramdo o muito serviço que El Rej dom fernamdo nosso irmão a que deus perdoe he nos nestes Reinos Recebemos e emtemdemos de Receber de gil miz doutel nosso vassalo e queremdolho nos gualardoar com merçes como cada hum Rej e theudo a fazer a fazer ha quem o serve de nosso propio moimento e oitanemcia e poder absoluto queremdo fazer graça e merçe ao dito gil miz fazemolhe pura doaçam antre uiuos ualdoria pera sempre pera ssi e pera todos seus filhos llidemos e herdeiros que dele deçemderem per llinha dereita da nosa terra da parada contodas suas Remdas dereitos e proes e pertemças e foros e trebutos porqualquer guissa que a nos avemos e de dereito devemos de aver e melhor se a elle melhor poder aver e aviam os Reis que ante nos forão porem mamdamos que o dito gil miz e os ditos seus sucesores e herdeiros que assi despois delle vierem por llinha dereita ajam a dita terra de parada com todas suas remdas dereitos trebutos foros e prões e pertenças della de juro derdade pera todo sempre e fação della e em ella o que lhe aprouver e por bem teverem assi como de
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cousas suas propias nom embarguamdo quoaisquer lleis dereitos costumes façanhas que em contrairo desto sejam postos os quoais nos mamdamos qua não ajão lloguar em esta doaçom nem lhe posão empecer e outro ssi mamdamos que o dito gil miz por ssi e por seus procuradores por poder desta carta tome e possa tomar a posse da dita terra e das Rendas e dereitos foros e trebutos e prões della e que nenhuã pesoa que seja lhe não ponha nem posa por sobre ello nenhum embarguo e se lho poserem mamdamos a todolos almoxarifes e escrivais juizes e justiças a que esta carta for mostrada que lho não consintão e o metão logo della em posse como dito he e en testemunho desto lhe mamdamos dar esta nosa carta na cidade do porto ao primeiro dia de maio Ell Rej o mamdou gomçalo lourenço a fez era de mil e coatro çentos e vinte e tres annos eu pedro pessoa t.am a sobescrevi e asinei e asina o soplicante de como recebeo o propio em desoito de novembro de seis sentos e trinta e quoatro anos pedro pessoa Recebi o proprio A.io doutel dalmeida». [Doação a Gil Martins Doutel das aldeias de Agoeia e das Aveçoreiras em termo de Monte-Mor-o-Velho] [29 de Setembro de 1384] «Dom Joam pela graça de deus filho do mui nobre Rej dom pedro mestre da cavalaria da hordem daviz defemssor e Regedor dos rreinos de portugual e do alguarve. A quoantos esta carta virem fazemos saber que nos queremdo fazer graça e merce a gil miz doutel por muito serviço que nos delle Recebemos e hentemdemos a rreceber e queremdolho nos conhecer e gualardoar com merçes como cada hum snõr he theudo temos por bem e damoslhe e fazemos pura doaçam daqui em diante pera todo sempre pera elle e pera todos seus herdeiros e sucesores que despois delle vierem de juro de erdade das nosas aldeas da agoeia e das aveçoreiras que som em termo de monte maior Ouelho con todolos dereitos e Remdas e foros e trebutos que nos ahi avemos e de dereito devemos de aver e melhor se os elle melhor poder aver e as aviam os Reis que antes forão destes Reinos porem mamdamos que o dito gil miz e os ditos seus herdeiros e suçesores que depos elle vierem ajão e levem e pesuam as ditas aldeias e Remdas e dereitos e foros he trebutos dellas e que fação dellas e em ellas o que lhe aprouver e por bem teverem assi como de sua cousa não embarguamdo quoaisquer lleis e costumes facanhas e outras quoaisquer cousas que em contrairo desto sejam postas as coais nos mamdamos que não ajão lloguar nesta doaçam nem lhe posão empecer e outro ssi mamdamos que o dito gil miz por ssi e por seus procuradores por poder desta nosa carta tomem
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e posam tomar a posse das ditas aldeas e rremdas e dereitos e foros e trebutos dellas e que nenhua pessoa lhes não ponhão nem posam em ellas poer embarguo nenhum e se lho poserem mamdamos a todolos almoxarifes escrivães e justiças e juizes a que esta carta for mostrada que lho não comsintão e o metão llogo dellas em posse como dito he. E a nosa merçe he de lhe dellas fazer doaçam de juro derdade pera sempre como por a guisa suso ditta salvo seja som dadas ha outra pessoa por nosa carta. E em testemunho desto lhe mamdamos dar esta nosa carta na cidade de Lixboa a vinte e nove dias de setembro o mestre o mamdou por Joam gil e martim de maia seus vasallos alcaides de sua fazemda afomso piz a fez era de mil e coatro centos e vinte e dous annos e eu pedro pessoa t.am o sobescrevi e asinei e asinou o suplicante como recebeo a propia en dezoito de novembro de seis centos e trinta e coatro anos – pedro pessoa. Recebi o proprio A.io Doutel dalmeida».

[Doação a Gil Martins Doutel de Ova e Balsarnão] [1 de Maio de 1385] «Dom Joam pela graça de deus Rej de portugal e do alguarve a quoantos esta carta virem fazemos saber que gil miz doutel nosso vassallo nos mostrou hua carta em que era conteudo que semdo nos mestre da cavalaria da ordem daviz e defemssor e Regedor dos ditos Reinos lhe demos de juro de erdade pera elle e pera todos seus sucesores e herdeiros que depos delle vierem as nosas terras da Ova e de balsamao com todas suas Remdas dereitos e pertemças e foros e trebutos segumdo na dita carta melhor e mais compridamente he conteudo e pedimdonos por merçe que pois a deus aprouve em nos poerem este estado de Rej que lhe comfirmassemos a dita carta que lhe fizemos das ditas terras e nos vemdo o que nos pedia e queremdolhe fazer graça e merçe pello muito serviço que dele Recebemos e emtemdemos de Receber e porque nossa vontade e merçe he que outro nenhum não aja as ditas terras salvo elle temos por bem o comfirmamoslhe a dita doação pela guissa que na dita carta he conteudo porem mamdamos que lhe seja comprida e guoardada ha dita carta que lhe das ditas terras demos em semdo nos defensor e Regedor dos ditos Reinos como dito he segundo se em ella contem e mamdamos e defemdemos que nenhua pessoa que seja lhe nao va contra ella em nenhua guisa que seja e ali não fação e en testemunho desto lhe mamdamos dar esta nossa carta dante na cidade do porto primeiro dia de maio El Rej o mamdou Gonçallo louremço a fez era de mil e coatro centos e vinte e tres annos – e
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eu pedro pessoa t.am a subscrevi e asinei e asinou o suplicante de como recebeo a propia em dezoito de novembro de seis centos trinta e coatro annos – pedro pessoa Recebi o proprio A.io Doutel dalmeida». Treslado do testamento de Antonio Doutel e de sua mulher anna Rodrigues que foi autorisado em publiqua forma de direito: «Em nome de Deus. Aos vinte e seis dias do mes de Janeiro do anno do nascimento de nosso sñr Jesu Xpõ de mil e quinhentos digo na cidade de bragança Antonio doutel e anna Roiz sua molher moradores na mesma cidade ordenarão seu testamento na maneira seguinte... Que sejão enterrados no mosteiro de são francisquo na capella da conceição no jaziguo de francisquo doutel pai delle antonio doutel. .............. ........................................................................................................................ Pedem desde aguora cada um deles o abitto do bemaventurado sam francisco pera acabarem nelle e gozarem das indulgencias e beneficios conçedidos aos que no abitto falecem ........................................................ ........................................................................................................................ ... e dentro em dez dias [a contar do dia do falecimento] lhe farão suas honrras e lhe dirão trinta missas com seu officio de nove licois e o dia antes besporas e lhe darão de oferta trinta alqueires de triguo e quinze almudes de vinho e seis carneiros com sua cera necesaria e não lhe perão sobre sua sepultura mais que coatro tochas e desta esmola acima levarão ametade sam francisco e da outra ametade avera as duas partes nosa senhora donde he freigueza e sam Joam hum terço Deixa a misricordia sinquoenta alqueires de pão .................................. ........................................................................................................................ Lhe dirão por ella na dita cassa de sam francisquo os Religiosos della hum trintairo de santo amador e por seu pai e defuntos e darão de esmolla tres mil reis». [Por igual forma dispõe o marido e nomeiam para herdeiro seu filho, João d’Almeida, com encargo de mandar celebrar anualmente, por sua alma, seis missas. Porém, no caso que à data do falecimento dos testadores fosse ainda viva sua sogra e mãe D. Joana Gomes esta herdaria metade da fazenda de Antonio Doutel. Que a sua fazenda ficava vinculada em morgadio, com o ónus das ditas missas, sempre sob a administração do seu filho primogénito e só passaria às suas filhas na falta destes, sem a poderem vender ou alhear, tendo além disso cada administrador obrigação de lhe unir uma peça rendosa de dez mil reis. Foi registado este testamento pelo tabelião Francisco Nunes de Valcacer, em Bragança, aos 26 de Janeiro de 1574, na residencia de António
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Doutel, sendo testemunhas Belchior Pires Ferro; Paulo Sobrinho, serralheiro e Francisco Fernandes, sombreireiro, todos de Bragança]. Treslado do Imventario De Antonio Doutel que se faleceu no mez de maio de mil e quinhentos e noventa e tres annos: « ................................................................................................................ Hum chão pera casas que está por cima da orta que comprou a gaspara borges parte com os seleiros. Hua cortinha que está por cima da ponte das ferrarias caminho do loreto [o nome ponte das Ferrarias está bem legível e não oferece dúvidas]. Hua terra que está a fonte da tereiginha. .. que parte com o caminho do porto de Baçal... avaliada em 26.000 réis, leva de semeadura 50 alqueires de pão. Hua terra que está em Riquafee... parte com o caminho do moinho dos padres... Hua terra que está aos vales de sam francisquo... parte com caminho de sam lazaro... e com caminho da fonte do alcaide... (87) Hua terra que está por baixo de sam sebastiam... Hua vinha que está em cabeça de touro que he do patrimonio do licenceado francisco dalmeida que está na India...». [Pela avaliação constante do inventário, vê-se que o valor total do casal constituído em morgadio era de – 789.000 réis, assim decomposto: bens móveis – 103.000 réis; imóveis – terras que levavam de semeadura 193 alqueires de pão, no valor de – 689.000 réis, incluindo um lameiro, no valor de 35.000 réis, e duas vinhas que levavam, entre ambas, 48 homens de cava, no valor de 72.000 réis.] Treslado da sentemça de louvamento e composição entre Antonio Doutel dalmeida e seu irmão Baltasar dabreu e sua mae sezilia dabreu e seu cunhado Antonio Gomes mena [feito em 10 de Janeiro de 1628]: [Mostra que António Doutel de Almeida era filho de João de Almeida, cidadão de Bragança, já ao tempo falecido, e de D. Cecília de Abreu; que António Gomes Mena era casado com D. Ana Rodrigues Doutel, filha de João de Almeida, acima citado, e neta de António Doutel, o Velho, instituidor do morgadio, casado com D. Ana Rodrigues.]
(87) Esta terra deve ser a quinta de S. Lázaro, pertencente à família Sá Vargas (Dr. Diogo Albino de Sá Vargas, deputado e professor em Lisboa). A meio dela há um elegante chafariz onde se vê o escudo, a que noutro lugar nos referimos, com as armas dos Figueiredos e dos Abreus.

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Treslado do Alvara de merçe que me fez sua magestade para poder nomear a pessoa que quizer no officio de escrivao da alfandega desta cidade: «Eu el Rej faço saber aos que este alvará virem que avemdo Respeito ha Antonio doutel dalmejda escrivão dalfandegua e feitos della da cidade de braguamça aver vinte annos que serve o dito officio com verdade e inteireza sem ser compremdido em devassa algua e averem no servido da mesma maneira João dalmeida seu pai e avó hei por bem de lhe fazer merce comceder licemça pera que possa por sua morte nomear o dito officio em hum seu filho ou filha pera a pessoa que com ella cazar pelo que mamdo aos vedores de minha fazemda que nomeamdo o dito antonio doutel dalmeida este officio em filho lhe façao passar carta delle em seu nome presentamdo primeiro sua nomeação e a que tiver do dito officio e nomeamduo em filha a façao passar a pessoa que com ella cazar pela maneira acima declarada semdo o dito seu filho ou a pessoa que cazar com a dita sua filha aptos pera o servir... ... lixboa a vinte e coatro de janeiro de seicentos e trinta annos». [Por provisão régia de 31 de Março de 1634 foi mandado ao juiz de fora da cidade de Miranda do Douro que viesse fazer o tombo e demarcação dos bens do requerente António Doutel de Almeida, que constituíam o seu morgadio. Esses bens são, com pequenas alterações, os já descritos e que, por qualquer circunstância, tenham interesse histórico ou topográfico menciona este documento:] «Huas casas nesta cidade na rua que chamão Bragança. Outra caza que partem com a rua do Curral do Concelho. Hua horta que parte da parte de cima com o caminho que vae para a ponte das ferrarias e da parte de baixo com o rio Fervença. Hua terra que esta em Rica fé termo desta cidade que está indo pera os moinhos dos Padres da Companhia de Jesu». [Ao morgadio pertenciam várias propriedades e foros, também descritos neste tombo, situadas em Santa Comba de Roças e Nogueira. No fólio nº 57 v., encontra-se o traslado do testamento que fez António Doutel de Almeida, em Bragança, a 8 de Dezembro de 1638. Declara que, autorizado por real provisão, nomeia no ofício de escrivão da alfândega a seu filho mais velho, João Doutel de Almeida, que será também o sucessor no vínculo do morgadio]. No fólio nº 61 v., há um capítulo assim intitulado:
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Titulo da fazenda que Antonio Doutel de Almeida em virtude do testamento comque faleceo unio ao vinculo que seu avo Antonio Doutel de Almeida tinha instituido, com as mesmas condiçoens da tal instituição. Entre essa fazenda há a seguinte: «Hua quinta chamada a de bertanga no sitio da Trazinha [sic] limite desta cidade que leva de semeadura maes de duzentos alqueires de pão parte de hua parte com o caminho que vaj para a ponte das carvas da otra com o caminho que vaj para o porto de Bassal da otra com o rio Sabor e da otra com terras de Francisco de Almeida desta cidade». [Esta quinta deve ser a chamada hoje «da Tereiginha» pertencente à família Sá Vargas (Dr. Francisco Morgado, médico militar, marido de D. Fortunata Sá Vargas).] Genealogia dos Doutéis – Conde da Rosa 1º ANTÓNIO DOUTEL DE ALMEIDA, instituiu o morgadio em 26 de Janeiro de 1576. Era filho de Francisco Doutel e neto de João Doutel, fidalgo da Casa Real, por alvará de 11 de Maio de 1497, descendente de Gil Martins Doutel, que foi monteiro-mor do reino, por mercê del-rei D. João I, de 2 de Maio de..., na qual também lhe é feita doação das terras de Parada, Alva e Balsamão. D. João I, quando ainda regente, havia-lhe feito doação das aldeias da Agonia e Aveçoreiras, no termo de Montemor. Tudo isto consta do tombo deste morgadio e nele estão copiadas autenticamente estas mercês. O primeiro administrador do morgadio foi seu filho: 2º JOÃO DE ALMEIDA, que casou com D. Cecília de Abreu. Sucedeu-lhe seu filho: 3º ANTÓNIO DOUTEL DE ALMEIDA, que casou com D. Catarina Sarmento, filha de Gaspar da Silva, capitão-mor de Vinhais, e de D. Isabel de Morais. Descendência: I. António Doutel de Almeida (4º, adiante citado). II. Francisco de Morais Doutel abade de Penas Juntas. III. D. Isabel de S. João. IV. D. Cecília de S. Bento, que foram abadessas no mosteiro de Santa Escolástica. 4º ANTÓNIO DOUTEL DE ALMEIDA, que nasceu a 15 de Novembro de 1659 e casou com D. Isabel de Sá, filha de Francisco de Almeida de Figueiredo Taborda e de D. Francisca de Sá. Descendência: I. António Doutel de Almeida (5º, adiante citado). II. Francisco de Morais Doutel abade de Vilarinho.
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III. Francisco Xavier Morais Doutel que casou em Macau. IV. Manuel Doutel. V. Teodósio da Fonseca Nogueira (este e o precedente, morreram na guerra de 1711, ocupando os postos de alferes). VI. D. Catarina Sarmento. VII. D. Madalena. VIII. D. Inácia. IX. D. Isabel que nasceu em Bragança (Santa Maria), a 19 de Julho de 1684, sendo baptizada por Francisco de Morais Doutel, abade de Penas Juntas, e professou no convento de S. Bento de Bragança em 1702, onde tomou o nome de Isabel de S. João. X. D. Joana, freira, assim como as outras suas irmãs, no mosteiro de Santa Escolástica. XI. ANTÓNIO DOUTEL DE ALMEIDA, cavaleiro do hábito de Cristo, capitão-mor de Vilarinho da Castanheira, casou com D. Maria de Morais da Fonseca, filha de Teodósio da Fonseca Nogueira. Descendência: I. António Henrique Doutel de Almeida. II. Manuel de Figueiredo Sarmento. III. Lourenço de Morais Doutel. IV. D. Joana Doutel de Figueiredo Sarmento, casada com João Machado de Vasconcelos. Deixou descendência. V. D. Maria de Santo António, freira. VI. D. Francisca (88), que foi freira no convento de S. Bento de Bragança, onde professou em 1726, tomando o nome de D. Francisca Josefa de Santo António. Nasceu em Bragança a 2 de Novembro de 1704 e foi baptizada por Francisco de Morais Doutel, abade de Vilarinho, sendo sua madrinha D. Maria, viúva de António da Ponte Galego (89). 6º ANTÓNIO WENCESLAU DOUTEL DE ALMEIDA, sua mulher D. Maria Joaquina de Morais Sarmento e seus filhos, António Doutel, João Doutel, José Doutel, Manuel Doutel, Joaquim Doutel, Francisco Doutel e D. Maria Miquelina Doutel, todos nobres, de Bragança, obtiveram em 1787 licença para oratório particular nas suas casas de moradia (90). 7º D. INÁCIA CLARA DOUTEL E VASCONCELOS, viúva de António Henriques Doutel, e sua filha D. Ana Luísa, naturais de Bragança, obtiveram, em 1753, licença para se recolher, como seculares, no convento de S. Bento de Bragança (91).
(88) BORGES, José Cardoso – Descrição Topográfica da Cidade de Bragança, notícia XI, «Dos Morgados», § 11, fólio 293 (mihi). (89) Museu Regional de Bragança, maço Freiras de S. Bento. (90) Ibidem, maço Capelas. (91) Ibidem, maço Freiras de S. Bento.

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8º D. ANA MARIA ENGRÁCIA DOUTEL, filha de Martinho Correia e de D. Sebastiana Guiomar Doutel, de Bragança, professou em 1798 no convento de S. Bento da mesma cidade. A doação de bens para professar foi-lhe feita por D. Francisco de Paula Correia de Sá Castro Pimentel e Abarca, fidalgo da Casa Real, conde da Rosa e barão de Garcipolheira, e sua mulher D. Maria Inácia Vila Nova e Abarca, constando de umas casas, sitas ao cimo da rua da Alfândega, com quintal e capela, com todas as suas pertenças. O conde chama à freira sua tia e a Manuel Jorge Gomes de Sepúlveda, general, seu tio (a quem passou procuração para tratar dos seus bens durante a sua ausência em Espanha). Esta procuração foi passada pelo conde e sua mulher em Bragança na sua casa de habitação. No processo figura também o reverendo Manuel Doutel de Figueiredo Sarmento, primo da freira (92). 9º D. MARIA JOSÉ DE FIGUEIREDO SARMENTO, filha de António Doutel de Almeida, noviciou em 1763 no convento de S. Bento de Bragança, onde foi admitida «sem dar dote, ficando com as obrigações de música» (93).

Outro morgadio dos Doutéis 1º Padre FRANCISCO DE ALMEIDA, que instituiu este morgadio em 28 de Setembro de 1592, com a obrigação de se fazer uma capela no convento de S. Francisco de Bragança, foi arcediago da Sé de Goa e era filho de António Doutel, instituidor do morgadio dos Doutéis, a que nos referimos noutro lugar. O primeiro administrador deste morgadio foi: 2º JÁCOME LUÍS DE FIGUEIREDO, que casou com D. Ana de Almeida, e que era irmão do alcaide-mor Pedro de Figueiredo Sarmento. Sucedeu-lhe sua filha única: 3º D. FRANCISCA DE FIGUEIREDO SARMENTO, que casou com Teodósio da Fonseca Nogueira, filho de Rodrigo Nogueira da Fonseca Taborda, cavaleiro do hábito de Cristo, desembargador da junta de Bragança. Descendência: I. Francisco de Almeida de Figueiredo Taborda (4º, adiante citado). II. Rodrigo Nogueira da Fonseca, cavaleiro do hábito de Cristo, mestre de campo de infantaria auxiliar. Não deixou descendência. III. Teodósio da Fonseca Nogueira, cavaleiro do hábito de Cristo,

(92) Museu Regional de Bragança, maço Freiras de S. Bento. (93) Ibidem.

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tenente-general mestre de campo, que casou com D. Brites de Morais. Descendência: a) Rodrigo Nogueira da Fonseca Borges, cavaleiro do hábito de Cristo, capitão de infantaria, que casou com D. Ana de Morais Sarmento, filha de Cristóvão da Silva Sarmento, da vila de Vinhais. Deixou descendência. b) D. Maria de Morais da Fonseca, que casou com António Doutel de Almeida. (Ver Doutéis, de Bragança – 5º) 4º FRANCISCO DE ALMEIDA DE FIGUEIREDO TABORDA, que casou com D. Francisca de Sá, filha de Miguel de Figueiredo, também irmão do alcaide-mor Pedro de Figueiredo Sarmento. Descendência: I. Francisco de Almeida de Figueiredo (5º, adiante citado). II. Francisco de Figueiredo Sarmento (6º, adiante citado). III. Manuel de Figueiredo Sarmento (7º, adiante citado). IV. Jácome Luís de Figueiredo Sarmento, que estando provido no deado de Miranda faleceu antes de tomar posse. V. D. Isabel de Sá, que casou com António Doutel de Almeida. (Ver Doutéis, de Bragança – 4º.) VI. D. Maria Nogueira, que casou com António da Ponte Galego, comendador de Santa Maria de Bragança, na Ordem de Cristo. Descendência: a) D. Catarina, freira no mosteiro de Santa Escolástica. b) D. Maria de Figueiroa, que casou em terceiras núpcias com Sebastião da Veiga Cabral, mestre de campo general, governador das armas da província de Trás-os-Montes. Descencência: Francisco Xavier da Veiga Cabral, fidalgo da Casa Real, governador da cidadela de Bragança. António da Ponte Galego. Sebastião da Veiga Cabral. Também teve filhas que professaram. 5º FRANCISCO DE ALMEIDA DE FIGUEIREDO, cavaleiro do hábito de Cristo. Não casou. Sucedeu-lhe seu irmão: 6º FRANCISCO DE FIGUEIREDO SARMENTO, cavaleiro do hábito da Cristo, capitão de cavalaria, que casou com D. Maria Lopes de Morais. Não deixou descendência. Sucedeu-lhe seu irmão: 7º MANUEL DE FIGUEIREDO SARMENTO, sargento-mor de infantaria, que casou com D. Joana de Castro. Possuía também outro vínculo pertencente a sua mulher e do qual esta fora uma das instituidoras (94).
(94) BORGES, José Cardoso – Descrição Topográfica da Cidade de Bragança, notícia XI, «Dos Morgados», § 12, fol. 296 (mihi).

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8º D. CRISTINA CAROLINA DOUTEL, filha do tenente-coronel José Maria Doutel de Almeida e de D. Ana Leonídia Belmina de Sá, de Bragança, noviciou em 1802 no convento de S. Bento da mesma cidade (95).

Família Ferreira 1º MANUEL LUÍS FERREIRA, natural de Bragança, filho de Pedro Manuel Ferreira e de D. Mariana Teresa Cordeiro de Carvalho. Neto paterno de Pedro Manuel Ferreira e de D. Bárbara Nunes Leite. Bisneto paterno de Manuel Pires Salgado Ferreira, professo da Ordem de Cristo e sargento-mor das ordenanças de Vila Nova de Foz Côa, a quem foi conferido brasão de armas a 10 de Setembro de 1697. Neto materno de António Cordeiro de Carvalho e de D. Jerónima Vieira de Carvalho. Teve por armas um escudo partido em pala: na primeira as armas dos Ferreiras e na segunda as dos Carvalhos. Foi-lhe passado este brasão a 27 de Outubro de 1805 e está registado no Cartório da Nobreza, livro 7º, fol. 99 v (96).

Família Ferreiras 1º LOPO FERREIRA, fidalgo da Casa Real, filho de Rui Ferreira, foi o primeiro membro desta família que residiu em Bragança, na praça do Colégio. Em 1733 ainda ali residia João Ferreira Sarmento Pimentel, fidalgo da Casa Real, seu descendente por quatro linhas e sexto neto por cada uma delas. Lopo Ferreira casou em primeiras núpcias com D. Violante de Sá, filha de João Rodrigues de Sá, o Velho, senhor de Matosinhos. Descendência: I. Francisco Ferreira de Sá (2º, adiante citado). II. Doutor Pedro Ferreira, desembargador do Paço. III. D. Genebra Ferreira de Sá (3º, adiante citada). Lopo Ferreira casou em segundas núpcias com D. Marinha Gonçalves, não tendo deixado descendência deste matrimónio. 2º FRANCISCO FERREIRA DE SÁ, fidalgo da Casa Real, comendador de Lamas e Corujas, na Ordem de Cristo. Residiu em Bragança na casa que era de seu pai. Casou com D. Paulina, de Guimarães. Descendência:
(95) Museu Regional de Bragança, maço Freiras de S. Bento. (96) SANCHES DE BAENA – Arquivo Heráldico Genealógico, p. 494.

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I. Martim Ferreira, fidalgo da Casa Real. Faleceu na Índia, não deixando descendência. II. D. Isabel Ferreira de Sá, que casou com seu primo coirmão Aires Ferreira de Sá (4º, adiante citado). III. D. Violante de Sá, que casou com Francisco Rodrigues de Morais, primeiro administrador do morgadio de Tuizelo, cuja descendência se vê no fólio 18 v. (97). 3º D. GENEBRA FERREIRA DE SÁ, filha de Lopo Ferreira (1º, atrás citado), residiu em Bragança e casou com Cristóvão de Morais, da vila de Vinhais. Descendência: I. Aires Ferreira de Sá (4º, adiante citado). II. Lopo Ferreira, fidalgo da Casa Real. III. João Ferreira, fidalgo da Casa Real. IV. Cristóvão Ferreira. V. Estêvão Ferreira. VI. António Ferreira. VII. Gaspar Ferreira. Estes seis últimos morreram solteiros, na Índia, no Real serviço. VIII. D. Maria de Sá (13º, adiante citada). 4º AIRES FERREIRA DE SÁ, fidalgo da Casa Real, filho de D. Genebra Ferreira de Sá (3º, atrás citada). Residiu em Bragança e casou com D. Isabel Ferreira de Sá, sua prima coirmã, filha de Francisco Ferreira de Sá, comendador de Lamas e Corujas (2º, atrás citado). Descendência: I. Pedro Ferreira de Sá, fidalgo da Casa Real (5º, adiante citado). II. Francisco de Sá, fidalgo-capelão da Casa Real, prior de Santa Maria de Sobrado. III. D. Isabel de Sá (12º, adiante citada). IV. D. Ângela de Sá, que casou com Baltasar Machado. Não deixou descendência. V. D. Luísa. Não deixou descendência. 5º PEDRO FERREIRA DE SÁ, fidalgo da Casa Real, filho de Aires Ferreira de Sá (4º, atrás citado), residiu em Bragança e casou com D. Maria de Morais Doutel, filha de João de Morais Araújo e de D. Maria de Leão, naturais de Bragança, e neta materna de Francisco Doutel. (Estas notas constam do inventário feito por Gonçalo de Seixas Sarmento, escrivão dos Orfãos, por ocasião do falecimento da mulher de Pedro Ferreira, inventário este que passou depois para a posse de João Ferreira Sarmento

(97) Este fólio do códice, de onde extraímos estas notícias, está cortado; por isso damos no fim desta descrição a sua linhagem, conforme indicação de outro genealogista.

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Pimentel, junto a uma causa entre Baltasar Machado e Pedro Álvares Pereira.) Descendência: I. João Ferreira de Sá, fidalgo da Casa Real (6º, adiante citado). II. Francisco Ferreira de Sá, que serviu na Índia, onde morreu, não deixando descendência. III. Aires Ferreira de Sá, fidalgo da Casa Real. IV. Padre António Ferreira de Sá, da Companhia de Jesus. V. D. Isabel Ferreira, que casou, em Bragança, com António Soares de Macedo, cavaleiro da Ordem de Cristo. Não deixou descendência. VI. D. Maria de Sá, que casou, em Vinhais, com António da Silva Barreto. Teve uma filha, D. Isabel Ferreira, que casou, em Bragança, com João de Figueiredo, pai de D. Francisca de Figueiredo, segunda mulher de António Ferreira Sarmento (10º, adiante citado). 6º JOÃO FERREIRA DE SÁ, filho de Pero Ferreira (5º, atrás citado), viveu em Vinhais e casou com D. Clara Sarmento de Lousada, sua prima, filha de Cristóvão Ferreira de Sá (14º, adiante citado), e de sua mulher D. Maria Sarmento de Lousada. Descendência: I. Aires Ferreira de Sá (7º, adiante citado). II. Pedro Ferreira de Sá, que, vindo de Roma para exercer o cargo de cónego de Miranda, morreu no mar. III. António Ferreira Sarmento (10º, adiante citado). IV. D. Isabel de Sá Ferreira Sarmento, que casou com Dioniz Pinto da Silva, de Quintela de Vinhais. Deixou descendência. V. D. Maria Baptista, freira em Santa Clara de Vinhais. 7º AIRES FERREIRA SÁ, primeiro filho de João Ferreira de Sá (6º, atrás citado), capitão-mor da vila de Vimioso, cavaleiro da Ordem de Cristo, morreu na tomada da praça de Alcanices, nas guerras da Feliz Aclamação. Casou com D. Bibiana de Albuquerque, filha de Francisco de Macedo e de D. Ana do Campo, de Vimioso. Sucedeu-lhe seu filho: 8º PEDRO FERREIRA DE SÁ SARMENTO, que viveu em Bragança [onde faleceu a 11 de Abril de 1731], cavaleiro da Ordem de Cristo, moço fidalgo da Casa Real, coronel de cavalaria de um regimento de dragões na província de Trás-os-Montes, governador do castelo de Outeiro. Casou com D. Jerónima Pimentel, sua prima-irmã, filha de Paulo de Macedo, cavaleiro da Ordem de Cristo, mestre de campo de infantaria auxiliar, e de D. Maria Mendes Pimentel, da cidade de Miranda. Descendência: I. Francisco José Sarmento de Lozada (9º, adiante citado). II. D. Ana Maria Pimentel, que casou com seu tio, Aires Ferreira Sarmento, da vila de Vinhais, filho de António Ferreira Sarmento, o Chilro. , FRANCISCO JOSÉ SARMENTO DE LOZADA, cavaleiro do hábito de Cristo, moço fidalgo da Casa Real, sargento maior do regimento de dragões de
MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA

Maria de Sá. Maria Sarmento. Casou com D. casou com sua sobrinha D. Maria Sarmento. Francisca Josefa. governador de Vinhais. com sua sobrinha D. VI. filha de Duarte Ferreira de Morais. Maria Ferreira Sarmento. Antónia Maria. D. filho de Estêvão de Mariz Sarmento. onde residiu em 1721-1724. Ana Maria Pimentel. com D. V. irmã de seu cunhado Cristóvão Ferreira de Sá e de D. sua prima. Maria Rosa Sebastiana. filha de André do Amaral e de D. Descendência: I. atrás citado). D. em segundas núpcias. filha de João de Figueiredo e de D. Manuel Ferreira. II. IX. chamado o Chilro. Pedro Ferreira de Sá. Joana Francisca. VII. D.66 TOMO VI BRAGANÇA Chaves. adiante citado). II. sargento-mor da comarca de Miranda. Jerónima. natural de Bragança. VIII. cavaleiro do hábito de Cristo. religiosa do mosteiro de Santa Clara de Bragança. que não deixou descendência. por alvará que lhe foi conferido em 1723. de Vinhais. cavaleiro do hábito de Cristo e governador de Vinhais. a 11 de Abril de 1709. João Ferreira. D. Descendência: I. filha de Pedro Ferreira de Sá (5º. que casou com Francisco Xavier de Mariz. Francisco Ferreira. X. As duas últimas foram freiras no mosteiro de Vinhais. D. Joana do Espírito Santo. filha do seu primo coirmão Pedro Ferreira MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . fidalgo da Casa Real. Teresa de Morais. D. moço fidalgo da Casa Real. Era filho de João Ferreira de Sá (6º. II. Isabel Ferreira. Rosa Teresa. Clara. casou em Santa Maria de Bragança. III. Estas três últimas foram religiosas de Santa Clara de Bragança. cavaleiro do hábito de Cristo. filha de António da Silva Barreto e de D. Aires Ferreira Sarmento (11º. capitão-mor da vila de Vinhais. filha de Cristóvão Ferreira de Sá e de D. IV. António Ferreira Sarmento casou. D. Descendência: I. Maior Sarmento de Lozada. D. Teresa Jerónima. que morreu solteira. Francisca de Figueiredo. atrás citado) e de D. cavaleiro do hábito de Cristo. 11º AIRES FERREIRA SARMENTO. Joana Francisca Ferreira. Clara Sarmento de Lozada. e de D. que morreu solteira. filha de Cristóvam Ferreira Sarmento. 10º ANTÓNIO FERREIRA SARMENTO. que residiu em Vinhais. que morreu solteira. cavaleiro da Ordem de S. Joana Ferreira Sarmento. filho de João de Lozada Sarmento e de D. III. Maria de Sá. João de Malta. D. D.

adiante citado). Joana de Sá. D. 13º D. senhor do couto de Mormontelos. Juliana de Sá. D. adiante citado). MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . II. adiante citado). V. filha de Bernardo de Lozada. que casou com Baltazar Ferreira Sarmento. que casou com João de Lozada Sarmento. adiante citado). filha de Aires Ferreira de Sá (4º. Francisca Sarmento Pimentel. Não deixou descendência. II. atrás citado). atrás citado). Francisco de Sá Ferreira (40º. Clara Sarmento de Lozada. 14º CRISTÓVÃO FERREIRA DE SÁ. III. V. atrás citado. Baltasar Sarmento Ferreira (15º adiante citado). D. que instituiu para este seu filho o morgadio da quinta de Vale de Flores. e de D. não deixando descendência deste matrimónio. II. ISABEL DE SÁ. Maior Sarmento de Lozada. nas casas que pertenciam a Lopo Ferreira (1º. III. Descendência: I. Francisca Sarmento de Louzada. Francisco de Morais Sarmento.BRAGANÇA 67 TOMO VI de Sá Sarmento (8º. atrás citado). meio irmão de D. Descendência: I. Maria de Sá. atrás citado). da vila Vinhais. Cristóvão Ferreira de Sá (14º. João de Lozada. que residiu em Bragança. da mesma cidade. IV. Juliana de Sá. que casou com D. que casou com Francisco de Morais Sarmento. Frieiras e Vale de Cervos. bisneto de Baltasar Ferreira Sarmento e de Gaspar Ferreira Sarmento. D. filha de Cristóvão de Morais. Gaspar Ferreira Sarmento (26º. fidalgo da Casa Real. Jerónimo Ferreira Sarmento (30º. MARIA DE SÁ. casou com Francisco de Morais. conde de Lemos. adiante citado). que casou com seu primo João Ferreira de Sá (6º. Francisca Sarmento de Lozada. VI. na Galiza. ambos irmãos do instituidor. filha de Francisco de Morais. D. e de D. residiu em Bragança e casou com João de Morais Araújo. que residiu em Bragança e casou com D. III. da vila de Vinhais. IV. adiante citado). Maior Sarmento de Arelhano. D. Julião de Sá Sarmento. senhor de Mesquita. filho de Cristóvão Ferreira de Sá (14º. Isabel de Sá casou. adiante citado). e de D. fidalgo da Casa Real. em segundas núpcias. da vila de Vinhais. Lopo Ferreira de Sá (38º. reitor de Grijó de Valbemfeito. que em 1721-1724 estava na posse de João Ferreira Sarmento Pimentel. Rodrigo Henriques de Castro Osório. filha de D. de Bragança. 12º D. e de D. com Pero Álvares Pereira. que casou com Jerónimo Ferreira Sarmento (30º. filho de Francisco de Morais. Brás Ferreira. Descendência: I. Maria de Sá.

Juliana. D. de Vila Flor. adiante citado). que casou com D. Não deixou descendência. D. cavaleiro do hábito de Cristo. que casou com Pedro Pereira Mimoso. morgado de Fonte Aldea. Deixou descendência. filha de João de Morais Araújo. D. Filipa Pereira de Sá. natural do Tojal e que residiu em Vinhais (3º. Isabel de Sá (12º. tenente-general e mestre de campo de infantaria. 15º BALTASAR SARMENTO FERREIRA. viúva de João de Queiroz de Sá. Descendência: I. de Bragança. II. cavaleiro do hábito de Cristo. Joana de Soto Maior. Descendência: a) António Sarmento Pimentel. IX. Não deixou descendência. que casou com Francisco Ferreira de Sá. Maria Sarmento Ferreira que casou. em segundas núpcias. residiu em Bragança e casou com D. Não deixou descendência. João Ferreira Sarmento Pimentel (2º. b) Francisco Sarmento Pimentel. primeira mulher de seu primo António de Morais Madureira. Maria de Lemos. cavaleiro do hábito de Cristo. atrás citado). e de D. natural da cidade do Porto. D. VI. filha de Francisco Gomes Sarmento. Joana de Sá. João de Bragança. morgado de Parada. atrás citado). que morreu clérigo. Maria Sarmento. Maria de Morais Sarmento. filho de Duarte Ferreira de Morais. na cidade de Miranda. Não deixou descendência. c) José Ferreira Sarmento. comendador de Santa Maria de Bragança e S. adiante citado). residiu em Vinhais e casou com D. António Sarmento Pimentel de Morais (16º. 16º ANTÓNIO SARMENTO PIMENTEL DE MORAIS. D. De ambos os matrimónios não deixou descendência. D. III. Mariana de Soto Maior. na Ordem de Cristo. moço fidalgo da Casa Real. D. Descendência: I. que casou com Domingos da Ponte Galego. morgado de Tuizelo. adiante citado). natural da mesma cidade. Não deixou descendência.68 TOMO VI BRAGANÇA VII. atrás citado). Romão de Baçal. Francisco Ferreira Sarmento Pimentel. casou. que casou com D. em segundas núpcias. filho segundo de Cristóvão Ferreira de Sá (14º. e. IV. sargento-mor da comarca da mesma cidade. Paula de Barros. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . capitão de infantaria. Maria de Soto Maior. que morreu solteira. Joana Sarmento. capitão de infantaria. D. de Bragança. Maria de Sá. Jerónima Ferreira de Morais. que casou com André do Amaral. com D. primeira mulher de António da Ponte Galego. abade de S. Domingos da Ponte Galego. com uma filha do juiz dos órfãos de Vila Real. com Francisco de Ordaz Anhaia. VIII. e de D. e irmão de D. V. Isabel Sarmento. II. filho segundo de Baltasar Sarmento Ferreira (15º.

natural do lugar de Sanfins da Castanheira. termo da vila de Monforte de Rio Livre. Gaspar António. adiante citado). III. Descendência: I. que residiu em Vinhais. II. de Sobreiró. capitão de cavalaria do regimento ligeiro (17º. 20º JOÃO FERREIRA SARMENTO PIMENTEL. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Teresa Ferreira. atrás citado). filho quarto de António Sarmento Pimentel de Morais (16º. governador do forte de S. 17º BALTASAR FERREiRA SARMENTO. fidalgo da Casa Real. que morreu solteiro. de Vila Real. f) D. Ana Ferreira. coronel de um regimento de infantaria da praça de Bragança. que casou com Lias Teixeira de Magalhães. adiante citado). Descendência: Francisco Xavier Teixeira de Morais Sarmento. II. Joana Ferreira. D. Não deixou descendência. 18º D. adiante citado). D. de Vila Flor. III. h) D. com André de Sá Morais. filha de António Sarmento (16º. cavaleiro professo da Ordem de Cristo. Não deixou descendência. provedor das comarcas de Miranda e Castelo Branco e natural de Vale de Telhas. na mesma vila. João de Deus de Bragança e da praça de Miranda do Douro. Ana. atrás citado). adiante citada). Maria Teixeira. termo de Mirandela. Braz Ferreira Sarmento Pimentel. adiante citada). 19º D. Baltasar Ferreira Sarmento Pimentel (21º. capitão de cavalaria da ordenança e mais tarde comissário geral das tropas da ordenança da província de Trás-os-Montes por patente de Sua Magestade (a primeira que passou nesta província). Casou em segundas núpcias. o Brasileiro. filha do Doutor Alexandre Teixeira de Sampaio. Doroteia Teixeira de Sampaio. de Vale de Telhas. Joana.BRAGANÇA 69 TOMO VI d) Baltasar Ferreira Sarmento. Deste matrimónio teve um filho que morreu solteiro. casou em primeiras núpcias com D. da vila de Chacim. que casou com Paulo Montes. Cristóvão Ferreira Sarmento Pimentel (23º. Casou em segundas núpcias com D. tenente de cavalaria do mesmo regimento. Era filho terceiro de Baltasar Sarmento Ferreira (15º. Deste matrimónio deixou a seguinte descendência: I. MARIA FERREIRA DE MORAIS. Maria Ferreira de Morais (19º. filha de António Sarmento (16º. que casou com seu tio Jorge de Lemos do lugar de Mascarenhas. Bernarda Ferreira (18º. filha de Gaspar Ferreira Sarmento (26º. atrás citado). g) D. adiante citado). sua prima coirmã. capitão de volantes. atrás citado) e casou com D. i) D. BERNARDA FERREIRA. e) Amaro Ferreira Sarmento. casou em primeiras núpcias com Duarte Tavares. Não deixou descendência.

IV. Inácia Maria de Vasconcelos. que morreu muito novo. provedor do exército que se organizou na província de Trás-os-Montes em 1710 para a restauração da praça de Miranda e superintendente. 22º JOÃO FERREIRA SARMENTO PIMENTEL. cavaleiro do hábito de Cristo. Vide Vasconcelos. fidalgo da Casa Real. contra Castela. adiante citado). em 1722. D. protonotário apostólico. filho de João Ferreira Sarmento Pimentel (20º. Maria Mendes Pimentel. residiu em Bragança e casou com sua prima D.70 TOMO VI BRAGANÇA IV. da criação dos cavalos da comarca de Bragança. atrás citado) e casou com D. João Ferreira Sarmento Pimentel (22º. VI. Era filho de Baltasar Ferreira Sarmento Pimentel (21º. atrás citado). V. cavaleiro do hábito de Cristo. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Capitão de infantaria. Josefa Jerónima de Lozada. João Ferreira Sarmento Pimentel residia. D. Descendência: D. 23º CRISTÓVÃO FERREIRA SARMENTO PIMENTEL. 21º BALTASAR FERREIRA SARMENTO PIMENTEL. Bento de Bragança. que pertenceram ao seu ascendente Lopo Ferreira (1º. filha de Paulo de Macedo. João Ferreira Sarmento de Lozada. Deixou descendência. fidalgo da Casa Real. freira no mosteiro de S. e de sua mulher D. Baltasar Ferreira Sarmento Pimentel. Francisca Xavier Sarmento [casou com José Pinto de Queirós]. Ana de Macedo Pimentel. que morreu solteiro. adiante citado). mestre de campo de infantaria auxiliar. Morreu em virtude de ferimentos que recebeu na batalha de Almansa. fidalgo da Casa Real (48º. III. filha de Pedro [Rodrigo?] de Sá Soares. familiar do Santo Ofício. Ana de Sá Pereira. Descendência: I. que casou com Manuel de Morais de Faria. por Sua Magestade. fidalgo da Casa Real. D. de Monforte. Residiu em Miranda e casou com D. Manuel. fidalgo da Casa Real. II. do terceiro regimento novo da praça de Bragança. Vide Sás Soares. Pedro Ferreira Sarmento Pimentel (24º. atrás citado). natural de Moncorvo. abade de Quintela de Lampaças. filha de Cristóvão de Gouveia de Vasconcelos. V. Descendência: I. familiar do Santo Ofício. Maria Josefa Pimentel [casou com Duarte Teixeira]. Comissário do Santo Ofício. morgado de Carrazedo. II. João Ferreira Sarmento. nas casas da praça do Colégio da Companhia. fidalgo-capelão da Casa Real. Cavaleiro do hábito de Cristo. de Moncorvo. todos da cidade de Miranda. adiante citado). cavaleiro do hábito de Cristo. filho segundo de João Ferreira Sarmento Pimentel (20º. natural do lugar de Santa Cruz da Castanheira. cavaleiro do hábito de Cristo. Antónia Bernarda de Lacerda. atrás citado). Baltasar Ferreira Sarmento Pimentel.

atrás citado). termo de Bragança. ajudante de cavalaria da corte. 28º A NTÓNIO DE FRIAS DE MORAIS SARMENTO. que casou com seu primo coirmão João Ferreira Sarmento Pimentel (20º. D. natural de Chaves. Bárbara [de Sousa. por sua mulher. Joana de Sousa Pereira. III. filha de Vasco Anes Teixeira e de D. IV. adiante citado). Maria de Bandos. D. Cristóvão Ferreira Sarmento. atrás citado). D. filha única. adiante Citado). António de Frias de Morais Sarmento (28º. filha de Gaspar Ferreira Sarmento (26º. que. João Ferreira Sarmento. foi morgado de Carrazedo. casou com D. Fins da Castanheira e casou com D. morgado de Carrazedo. e de sua segunda mulher D. II. Isabel Ferreira. filho de João Ferreira Sarmento Pimentel (20º. natural de Bragança. Bárbara Pegado. [D. filha de António Machado Pereira Pinto. que casou Com Domingos Pires Pavão. atrás citado). comissário do Santo Ofício. adiante citado). Joana Maria. Descendência: I. filha de Manuel de Bandos Machado. atrás citado).] Descendência: I. Maria da Assunção. morgado de Carrazedo. Maria de Frias Sarmento.] 26º GASPAR FERREIRA SARMENTO. fidalgo da Casa Real. natural de Alfândega da Fé. Residiu em Bragança e casou [em Santa Maria a 14 de Junho de 1679] com D. (Vide 39º). Descendência: João Ferreira de Sousa Pimentel (25º. 27º D. Descendência: D. João de Frias de Morais Sarmento (29º. filho de Cristóvão Ferreira de Sá (14º. 29º JOÃO DE FRIAS DE MORAIS SARMENTO. [Nasceu em Santa Maria de Bragança a 2 de Dezembro de 1681. Catarina de Lobão. natural de Mogadouro. Não deixou descendência. II. freira no mosteiro de Santa Clara de Bragança. D. Descendência: I. II. Deixou descendência. que morreu na tomada da praça de Alcanices. natural de Suçães. protonotário apostólico. Joana de Sousa. Ana Vaz Teixeira. casou com D. que casou com António de Morais Sarmento. D. cavaleiro do hábito de Cristo. freira em Santa Clara de Bragança. da vila de Azinhoso. morgado de Parada]. e de D. nas guerras da Feliz Aclamação. Ana Ferreira. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . III.BRAGANÇA 71 TOMO VI 24º PEDRO FERREIRA SARMENTO PIMENTEL. morgado de Carrazedo. ISABEL FERREIRA. residiu em S.] 25º JOÃO FERREIRA DE SOUSA PIMENTEL. Ana Vaz Teixeira faleceu em Bragança (Santa Maria) a 30 de Março de 1659. que casou com Pascoal de Frias de Morais. residiu no lugar de Carrazedo. e casou com Pascoal de Frias de Morais. Isabel Pinheiro. do mesmo lugar. natural de Vila Flor e residente em Suçães. sargento-mor do regimento de dragões da província de Trás-os-Montes. abade de Quintela.

Isabel de Sá (12º. ou Sarmento (31º. Mécia Sarmento. Isabel Cecília de Morais Sarmento. atrás citado. atrás Citada). Francisco do Amaral Sarmento. que casou com Aleixo da Nóvoa. e de D. Casou em segundas núpcias. cónego de Miranda. Julião de Sá Sarmento. Maria de Sá. residiu em Vinhais e casou com sua prima D. 32. casou com seu primo Cristóvão Ferreira de Lozada Sarmento. Descendência: I. que casou com Pedro de Mariz Sarmento. Maria Ferreira. Não deixou descendência. VI. Maria da Rosa. II. Catarina Sarmento (35º. Luísa de Frias de Morais Sarmento. Ana Serrão. MARIA DE SÁ. adiante citada). VI. 31º D. D. freira em Santa Clara de Vinhais. III. que casou em primeiras núpcias. D. MARIA DE SÁ. Teodora Sarmento (37º. Descendência: I. D. pai de Bernardo Sarmento. Deixou descendência. casou com André do Amaral. Descendência: I. D. que casou em Bragança com D. natural do Tojal. Teve um filho. Não deixou descendência. cavaleiro professo do hábito de Cristo. de Vinhais. Não deixou descendência. cavaleiro do hábito de Cristo. reitor de Grijó de Vale Benfeito. de Logarelhos. desembargador da Casa de Suplicação e conselheiro da Junta do Conselho da Rainha. VII. desembargador do senado da comarca de Lisboa. III. Braz Ferreira Sarmento. D. e filho de D. de Vinhais. D. D. adiante citado). João Ferreira. Não deixou descendência. D. em Lisboa. que casou em Bragança com Inácio Machado. Deixou descendência. ou SARMENTO. Isabel Ferreira (27º. IV.72 TOMO VI BRAGANÇA neto de Gaspar Ferreira Sarmento. D. Manuel Ferreira Sarmento Pimentel. abade de Alfaião. adiante citada). Casou em Lisboa com sua prima D. atrás citada). IV. D. atrás citado). filha de João de Morais Araújo e de D. que casou com Gil de Morais. filha de André do Amaral. Maria de Sá (32º. que residiu em Logarelhos. filha de Cristóvão Ferreira de Sá (14º. II. D. II. na mesma cidade. V. que casou com Francisco da Silveira de Vasconcelos. V. 30º JERÓNIMO FERREIRA SARMENTO. com António de Sousa de Macedo. João Sarmento. Maria de Sá. Antónia. com o doutor João de Torres da Silva. adiante citada). atrás citado). filho de Cristóvão Ferreira de Sá (14º. António do Amaral Sarmento (33º. sargento-mor da comarca de Bragança. Isabel Ferreira. Serafina Ferreira. Descendência: I. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . atrás citado). morador em Vinhais.

Casou com D. III. sua sobrinha e filha de Simão da Costa Pessoa. Marinha. Catarina de Valcarcel. atrás citado). Descendência: MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . D. Frei Luís de S. Josefa. primeira mulher de António Ferreira Sarmento (10º. atrás citado). alcaide-mor de Évora-Monte. filha de João de Queiroz Deça. Maria de Morais. abade de Alfaião. D. abade de Edroso. 34º MANUEL DO AMARAL SARMENTO. Francisco do Amaral Sarmento. filha de André do Amaral (31º. VI. Joana de Castro. reitor de Parada. Marinha Xavier. Deixou descendência. mestre de campo de infantaria do terceiro regimento velho de Chaves. Descendência: I. que residiu em Bragança. Francisco José Sarmento. sargento-mor da comarca de Miranda. que casou com Sebastião Machado de Figueiredo. IX. filha de Gonçalo Vaz de Castro alcaide-mor de Melgaço.BRAGANÇA 73 TOMO VI II. sargento-mor da comarca de Bragança. filho de António do Amaral Sarmento (33º. já citado. II. filha de Francisco Gomes Sarmento e segunda mulher de António Sarmento de Morais Pimentel (16º. Joana. D. e de D. de Vinhais. atrás citado). filha de Fagundo de Morais. cavaleiro do hábito de Santiago. filho de Manuel da Costa Pessoa. D. cavaleiro do hábito de Cristo. Manuel do Amaral Sarmento. VI. adiante citado). ou Inês. casou com D. Sebastião de Queiroz. alferes de cavalaria. que casou com Manuel da Costa Pessoa. e de D. fidalgo da Casa Real. Joana Ferreira Sarmento. IV. e de sua mulher D. da Companhia de Jesus. casou em Vinhais com Cristóvão da Silva. filho de André do Amaral (31º. 33º ANTÓNIO DO AMARAL SARMENTO. Catarina de Morais. e de D. Padre João de Queiroz. padre franciscano e pregador. que foi para a Índia. António do Amaral Sarmento. D. Manuel do Amaral Sarmento (34º. Deixou descendência: IV. Maria de Morais Sarmento. filha de Francisco Colmieiro de Morais. VII. V. de Bragança. II. Maria Luísa Teixeira. CATARINA SARMENTO. cavaleiro do hábito de Cristo. sargento-mor da comarca de Miranda. Filipa Maria. atrás citado). As três útimas foram freiras em Santa Clara de Vinhais. governador de Cabo Verde. D. III. Maria de Morais. As duas últimas foram freiras em Santa Clara de Bragança. Francisca. D. Descendência: I. Maria do Amaral Sarmento. 35º D. atrás citado). Boaventura. VIII. V. governador de Cabo Verde e irmão de Manuel da Costa Pessoa. D.

que casou com Paulo de Mesquita. Deixou descendência. Maria de Morais. clérigo. atrás citado). depois abade de Espinhoso e comissário do Santo Ofício. abade de Talhinhas. cavaleiro do hábito de Cristo. VI. do hábito de Cristo e tenente-general mestre de campo. D. que casou em Bragança com Antónia de Macedo. IV. sargento-mor de infantaria auxiliar. da vila de Vinhais. III. 36º CRISTÓVÃO DA SILVA SARMENTO. Deixou descendência. clérigo. que casou no Mogadouro. de Bragança. Cristóvão da Silva Sarmento (36º. monge de S. cavaleiro do hábito de Cristo. II. termo do Mogadouro. VI. Não deixou descendência. Isabel de Morais.74 TOMO VI BRAGANÇA I. casou com Francisco Vaz de Morais. capitão-mor de Penas Roias. Maria. prior de S. João Baptista. b) André do Amaral Sarmento. VIII. TEODORA SARMENTO. D. filha de António de Morais e de D. Descendência: a) Manuel do Amaral Sarmento. Deixou um filho. IX – D. Perpétua Sarmento. André do Amaral Sarmento. sargento-mor de Miranda e depois [1721-1724] cónego da Sé de Évora. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . de Bragança. Descendência: I. e em segundas núpcias com António de Morais Leite. As duas últimas foram freiras em Santa Clara de Vinhais. 37º D. Maria de Castro Morais ou Magalhães. D. cónego de Miranda. III. José de Morais Sarmento. filho de Teodósio da Fonseca Nogueira. II. ou Rodrigo da Fonseca Nogueira. com D. que casou com D. que casou. Lourenço da Silva. António de Morais da Silva. casou com D. filho de Cristóvão da Silva (35º atrás citado). V. André de Morais. Catarina de Morais Sarmento. Frei João de Morais. Aires de Sousa. Lourenço da Silva Sarmento. II. filha de André do Amaral (31º. Deixou descendência. do lugar de Candedo. IV. em Sobreiro. Descendência: I. VII. que casou em Miranda. Maria de Valcarcel. Ana. abade de Castelo Branco. Francisco de Morais da Silva. Ana de Morais Sarmento. governador do castelo de Outeiro. Cristóvão da Silva Sarmento. capitão de infantaria. D. Bernardo. que casou em Miranda com José Sarmento. V. Julião de Santarém. Deixou descendência. adiante citado). que casou com Pedro. António de Morais Sarmento.

primeiro administrador do morgadio instituído por seu tio Belchior Pinto Cardoso. de Mirandela.BRAGANÇA 75 TOMO VI 38º LOPO FERREIRA DE SÁ. neto de Lopo Ferreira de Sá (38º. Belchior Pinto Cardoso. Úrsula Pinto. Isabel de Faria. Gaspar Pinto Cardoso. Catarina de Vargas Teixeira. filha única de Cristóvão Ferreira Sarmento Pimentel (23º. II. confirmado de Agrochão. morgada de Carrazedo. atrás citado). reitor de Mirandela. filho de Francisco de Sá Ferreira (40º. Catarina Cardoso. e de D. de Bragança. c) Manuel de Faria Sarmento. e de D. atrás citada). cavaleiro do hábito de Cristo. atrás citada). Descendência: D. III. Ana de Vargas. Isabel. (Vide 28º) Deixou descendência. (Vide 43º) E outros. atrás citado). atrás citado) e de D. Maria de Sá. Descendência: a) Gaspar. Maria de Frias Sarmento. que morreu estudante em Coimbra. que casou com Francisco de Morais do Campo. que casou com D. Antónia Pinto. D. filha de Lopo Dourado de Mariz. D. que casou com Jerónimo de Morais Sarmento. filha de Cristóvão de Morais (13º. de Espinhoso. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . André Cardoso de Queiroga. filho de Aires de Morais Sarmento. filho de Francisco de Morais. o Guelha. e de D. filha de João Pinto da Fonseca e de D. de Tuizelo. III. Casou com D. atrás citado). residiu em Mirandela e casou com D. Isabel de Mariz. de Vinhais. Casou em Chaves com D. abade de Serpicos. Descendência: Manuel de Morais Faria. morgada de Carrazedo (28º. de Quintela de Vinhais. Maria de Sá (13 °. 39º ANTÓNIO DE MORAIS SARMENTO (a). Descendência: a) António de Morais Sarmento. b) Luís. Descendência: I. 41º GASPAR PINTO CARDOSO. Brites Pinto Cardoso. filha de Gaspar de Queiroga Teixeira e de D. que casou com Francisco Borges de Morais. acima citado). de Bragança. Genebra Ferreira de Sá. II. que casou com D. Brites de Faria e Sá. Não deixou descendência. filho quarto de Francisco de Morais. b) Jerónimo de Morais Sarmento. d) Aires de Morais Sarmento. Deixou descendência. Maria de Frias Sarmento. casou com D. Luís Cardoso de Queiroga. que casou com D. Josefa Jerónima Ferreira. Descendência: I. c) André. 40º FRANCISCO DE SÁ FERREiRA.

abadessa de Santa Clara de Vinhais. deixando descendência. II. comissário do Santo Ofício. D. Ana de Sá. Mariana Veloso (50º. de Sonim. em segundas núpcias. D. que casou em Logarelhos com João de Morais Colmieiro. em primeiras núpcias. filha de Francisco de Castro e de D. de Logarelhos. adiante citada). Brites de Sá. João Pinto. D. atrás citado). Catarina de Morais (45º. D. e de sua mulher D. IV D. que casou. que casou com D. D. II. Jerónima Veloso. adiante citada). filha de Francisco de Sá Ferreira (40º. adiante citada. Paula de Frias. clérigo. 45º CATARINA DE MORAIS. Salvador de Morais (44º. casou em Espinhoso com Francisco Borges de Morais. 44º SALVADOR DE MORAIS que casou em Logarelhos com D. Manuel Ferreira. Ana de Sousa de quem teve uma filha única. Belchior Luís Pinto Cardoso (5º adiante citado). que casou em Vila Real com André Correia de Mesquita. que casou em Bragança com Francisco de Morais Madureira. Rosa Maria de Mesquita. Catarina (Caetana?) filha de António de Morais. D. da vila do Mogadouro. Belchior Pinto Cardoso casou. Teve um filho. Emerciana Teixeira. que casou em Santa Valha com D. morgado do Tuizelo. da vila de Vinhais. adiante citado). clérigo. Descendência: I. sogro de João Botelho de Morais. D. adiante citada). II. IV. Mariana de Frias. e de D. de quem foi filho José de Castro. reitor de Vila Verde. 43º D. 42º BELCHIOR PINTO CARDOSO. fidalgo da Casa Real. dos quais era filha D. ÚRSULA PINTO. adiante citado).76 TOMO VI BRAGANÇA IV. filha de Duarte Ferreira de Morais. de Carrazedo. que casou em Bragança com Donato Ferreira. que casou com Francisco Rodrigues. com D. III. cavaleiro do hábito de Cristo. Descendência: I. filha de Francisco Borges de Morais (vide 43º). Francisco Sarmento de Frias (46º. Catarina Pinto. abade do Felgar. D. com D. Maria de Sá Vilares. Teve uma filha. III. D. que casou com Gaspar Pinto. Deixou descendência. Francisco. Sebastiana de Sá (49º. que casou com Tomás de Castro de Morais. Descendência: I. que casou com Teodósio de Frias. Francisca Ferreira. Mariana de Mesquita. Deste matrimónio deixou a seguinte descendência: I. Susana de S. D. IV. Joana Veloso. Padre Bento de Frias. Maria Borges. filho de Amaro Duarte e de D. Catarina Sarmento. V. João Correia de Mesquita. da vila de MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . de Bragança. Estêvão de Morais. II. III. Maria Borges.

Inácia Maria de Vasconcelos. Joana Romana Coelho. Vicência Angélica de Gouveia e Vasconcelos. na Índia. Maria Martins da Costa. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . concelho de Moura Morta. E outros. fidalgo da Casa Real. a quem atrás nos referimos. e de D. Maria Leonor de Vasconcelos. sargento-mor de ordenança (47º. que residia na sua quinta de Ariz. filha de António Pinto de Morais Botelho. da vila de Moncorvo. filha de Francisco Rodrigues. que casou com Manuel Joaquim Teixeira Coelho de Meireles. e faleceu durante a invasão francesa àquela cidade [anterior a 1721]. fidalgo da Casa Real. Descendência: Teodósio de Frias Sarmento. comarca de Lamego. filho de Teodósio de Frias (vide 45º). 49º D. 48º JOÃO FERREIRA SARMENTO DE LOSADA. IV. que nasceu em Bragança (Sé) a 6 de Janeiro de 1798. que nasceu em Sanfins da Castanheira. a) Francisco. de Logarelhos. que residiu em Bragança. adiante citado) 47º TEODÓSIO DE FRIAS SARMENTO. Descendência: I. Joana Luísa de Figueiredo Antas. Maria Isabel Ferreira Sarmento Pimentel. II. Catarina Sarmento. Ver Bragança – Capelas – 12º. que casou com D. João Ferreira Sarmento de Lozada. e casou com D. filho de João Ferreira Sarmento Pimentel (22º. II. em Bragança. que casou. natural de Sanhoane. Casou com D. que nasceu em Bragança (Sé) a 10 de Janeiro de 1797. professo na Ordem de Cristo. SEBASTIANA VELOSO (vide 42º). de Freixo. de Moncorvo. Francisco José Sarmento. e de D. e de D. de Freixo de Espada à Cinta. de Val de Lamas. Descendência. termo de Monforte. filha de Cristóvão José de Gouveia e Vasconcelos. em 1757. com Gregório de Castro Morais. atrás citado). mestre de campo de infantaria. III. residentes na mesma quinta de Ariz. b) José. filho de Miguel Luís Teixeira de Meireles. de Cedães. Deixou descendência. 46º FRANCISCO SARMENTO DE FRIAS. fidalgo da Casa Real. filha de Cristóvão de Gouveia de Vasconcelos. que casou com Jerónima Sarmento. de quem foi filho João de Frias Sarmento. Francisco Ferreira Pimentel. filha de Amaro Duarte e de D. Descendência: I. comarca de Penaguião. António Ferreira Sarmento Pimentel. cavaleiro do hábito de Cristo. e casou com D.BRAGANÇA 77 TOMO VI Vinhais. D. filhos e filhas. e de D. Maria da Costa. Teodósio de Frias Sarmento. Guiomar Luísa de Figueiredo Antas. no Rio de Janeiro. que foi capitão de infantaria.

Belchior Pinto Cardoso. filho de José de Morais Madureira e de D. D. Ana de Lorena. governador de Montalegre. a quem nos referimos noutro lugar. que casou. fidalgo da Casa Real. em Bragança. Descendência: I. desembargador da Relação do Porto. guarnecidos de belas grades de ferro e assentes sobre modilhões ou carrancas três sob cada um. Rosa Maria de Mesquita. Brites de Sá. 51º BELCHIOR LUÍS PINTO CARDOSO (vide 42º) que residiu em Mirandela. abaixo da residência do morgado da Praça. D. Sebastiana Maria. cavaleiro do hábito de Cristo. 192 TOMO VII FONSECA | FONTOURA 206 TOMO VII GIL | GOMES 422 TOMO VII PIRES | PISSARRO | POÇAS FALCÃO | PONA MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . A fachada é decorada com nove balcões de granito. VI. que casou. com o doutor Lopo de Mariz Carneiro. Rosa Faria de Mesquita Pinto. V. em Bragança. filha de João Correia de Mesquita e de D. Luís Lázaro Pinto Cardoso. casou com D. em Bragança. com Domingos de Morais Madureira Pimentel fidalgo da Casa Real. cavaleiro do hábito de Cristo. D. II. MARIANA VELOSO (vide 42º). A família Ferreira residia na elegante casa brasonada que fica em frente da praça da Sé. III. Luísa Caetana de Mesquita. coronel de infantaria. D. Deixou descendência. freira em Santa Clara de Bragança. IV.78 TOMO VI BRAGANÇA 50º D. Mariana de Mesquita. comendador de Babe.

Fernando Álvares de Ferreira.BRAGANÇA 79 TOMO VI Varonia dos Ferreiras 1 D. da vila de Ferreira. Estêvão Anes Borges. rico-homem de Portugal. Catarina Esteves Borges. senhor Maria Vaz. Joana Nunes. 5 Pedro Ferreira. 2 D. senhor do casal de Cavaleiros. João Rodrigues Borges. Álvaro Rodrigues Ferreira. Domingos de Santarém com o título de muito virtuosa. 4 Estêvão Pires Ferreira. D. Airó. D. senhor de Terroso. H. Maior Martins. Cebros e Porto Carreiro. que jaz em S. N. Catarina Lopes. Martinho Anes Fariseu. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . D. 7 Martim Ferreira. senhor da terra de Álvaro. meirinho-mor e senhor de Maziela. 6 Estêvão Ferreira. segunda mulher. rico-homem. 3 Pedro Ferreira.

Urraca. filho de D. Roman. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . que era neto de D.o Maz Moela. D. filha de Estêvão Anes de Freitas. Afonso. Diogo Gonçalves. neto do conde D. João Fernandes de Sandim.80 TOMO VI BRAGANÇA Fernando Anes de Sandim. Fernando Pais. Maria Rodrigues. filho de D. Mafalda. Brites Anes de Sandim D. Rodrigo de Alvelo. de Bragança. filha de A. Rodrigo Veloso. e de D. o Souzão. Martim Monis. irmão de D. Mendo. filha de Domingos Anes Mouro e de D. Leonor Rodrigues de Alvelo. Moninha Forjaz. bisneto de D. que morreu na tomada do castelo de Lisboa. 8 Gomes Martins Ferreira. 7 Martim Ferreira. terceira neta do conde D. de Riba de Vizela. filho de D. Estefânia. Maria Anes de Freitas. filha de D. rico-homem. o Casto. e de D. Joana Romanes. D. Ramiro III. Mendo e de D. D. senhor do casal de Cavaleiros. Fernando Mendes. Veloso. e de D. filha do conde D. filha do conde D.

capitão-mor de marinha. D. Violante da Cunha. que residiu em Grijó. N. senhor de Farelães. 9 Martim Ferreira. A. Leonor Anes da Cunha. senhor do casal de Cavaleiros. alcaide-mor de Abrantes. Correia. vassalo da casa do infante D. filha de Rui Pereira.BRAGANÇA 81 TOMO VI 8 Gomes Martins Ferreira. Berengeira Anes. João da Cunha. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Fernando A.o Correia. D. Catarina. senhor de Farelães. D. 10 Gomes Ferreira. senhor do casal de Cavaleiros. João. Viatodos e Vila Meã.

Nuno Álvares Pereira. Francisca Pais. 2º marechal de Portugal. senhor de Feolhal e outras terras. filha de Vasco Martins Pimentel e de D. bispo de Coimbra. irmão (?) do Prior do Crato. senhor da Feira. morador em Provezende. Maria Pereira. D. irmão de Pereira. Vasco Pires de Sampaio. D. filha de João Martins. D. Luís. Luísa de Menezes. Isabel Cavaleiros. rei de França. Fernando de Lacerda e de D. D. senhor do Sardoal. ascendente dos condes deste título. senhor do casal de Cavaleiros. pelo direito que tinha à Coroa como filho de D. senhor do casal de D. filha de S. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . D. 10 Gomes Ferreira. de Fornelos. D. senhora do lugar de Sampaio e outras terras em Trás-os-Montes. irmã do condestável D. Álvaro Ferreira. Urraca Vasques Pimentel. D. 12 Álvaro Ferreira. Afonso. Violante Álvares Pereira.82 TOMO VI BRAGANÇA Martim Fernandes de Lacerda. senhor de Vila Flor. Álvaro Gonçalves Pereira. Genebra Pereira. Afonso. D. Marinha Rodrigues. o Sábio. que se intitulou rei de Castela. neto de D. Álvaro Pereira. Pedro do Souto. Gonçalo Pereira e de D. 11 Aires Ferreira. Afonso Fernandes de Lacerda. neto do conde D. e neto del-rei D. Branca. alcaide-mor de Trancoso. 6. D. Maria. D.

Maria Pereira. Mécia Vasques Pimentel. porteiro-mor. Afonso Furtado de Mendança. Pedro Vaz Guedes. 13 Aires Ferreira de Sampaio. Maria de Mendonça. Álvaro Pereira. irmão de Gomes Ferreira. 14 Rui Ferreira de Mendonça. D. Martim Fernandes. senhor do casal de Cavaleiros. Mécia Vaz de Sampaio. filha de Pedro de Sousa de Alvim. senhor de Murça. anadel-mor dos besteiros. Gonçalo Vasques Guedes. D. 12 Álvaro Ferreira. D. D. Beatriz Pereira Nuno Fernandes de Freitas. filha de D. D. D. primeiro marechal. senhor de Vila Flor. Isabel de Mendonça. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . senhor de Murça. Isabel de Alvim. capitão-mor do mar e senhor da honra de Pedroso. filha de Vasco Martins Pimentel. senhor da Feira.BRAGANÇA 83 TOMO VI D. Vasco Pires de Sampaio. alcaide-mor de Bragança. senhor de Lordelo e do concelho de Bem Viver.

15 Lopo Ferreira. camareiro-mor del-rei D. valoroso capitão em Tânger e na Índia. D. senhor de Azevedo e da vila do Souto. alcaide-mor do Porto e senhor de Sever. D. D. Paiva e Matosinhos. João I.84 TOMO VI BRAGANÇA 14 Rui Ferreira de Mendonça. Filipa de Ataíde. João Rodrigues de Sá. Pedro de Ataíde. senhora da vila da Ponte da Barca e terra da Nóbrega. Martim Lopes de Azevedo. de Riba do Homem. décimo primeiro senhor da casa de Azevedo e da vila do Souto. Isabel de Ataíde. Isabel de Sousa de Magalhães. chamado Inferno. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Diogo de Azevedo. D.

alcaide-mor do Porto e senhor de Sever. Joana. Isabel. D. comissário geral das tropas da ordenança na província de Trás-os-Montes. E outros que morreram na Índia. irmã de D. filha de Diogo Lopes Pacheco. Aires Ferreira de Sá. Paulina de Guimarães (*). comendador de Lamas. que casou com Jerónimo Ferreira Sarmento. Jerónimo Ferreira Sarmento. filha de João Rodrigues de Sá. Ana Vaz Teixeira. que era filho de Lopo Fernandes Pacheco. que casou com D. Maria de Sá. Joana. filha de João de Morais Araújo e de D. que casou. Paulina de Guimarães era filha de A. Isabel Pacheco. João I. morgado de Tuizelo. comendatário de várias igrejas. Leonor Fernndes de Sousa. Isabel Ferreira de Sá. João Ferreira de Sá. Genebra. da vila de Vinhais. residiu em Bragança e casou com D. que casou com D. D. último varão desta linha. D. João Ferreira de Sá. não deixando descendência. João III. João Ferreira Sarmento Pimentel. senhor do Couto e Castelo de Savariz. prior de Santa Maria de Sobrado. senhor de Ferreira. D. filha de Cristóvão Ferreira de Sá e de D. Faleceu em 1695. que casou com Francisco Rodrigues de Morais. reitor de Grijó de Valbemfeito. filha de João de Morais Araújo e de D. D. Cristóvão Ferreira de Sá. Gaspar Ferreira Sarmento. D. Isabel Ferreira de Sá. que casou com D. Maria de Sá. Ana Ferreira. que morreu solteira. que casou com D. fidalgo da Casa Real. que casou com D. camareiro-mor de El-Rei D. Juliana de Sá. Isabel. senhor de Ferreira. Cosme de Garfe. notário maior de Castela. e de D. Paulina. que casou com D. filha de Francisco Ferreira de Sá e de D. desembargador do Paço.). filha de Gaspar Ferreira Sarmento e de D. Jerónima. D. pai do coronel Domingos Ferreira de Sá Sarmento. que casou com Francisco de Morais Sarmento. rico-homem. Maria de Sá. João de Deus e da praça de Miranda. no tempo de D. que casou com Francisco de Morais. Ângela de Sá. D. Francisco Ferreira de Sá. com mais de oitenta anos de idade. Paiva e Matosinhos. (*) Brás Ferreira. Maria de Sá. D. que casou com Cristóvão de Morais. Violante de Sá.o de Guimarães. Lopo Ferreira de Sá. fidalgo-capelão da Casa Real. Maior Sarmento. fidalgo da Casa Real. que casou com João Ferreira de Sá. Francisco de Morais Sarmento. Julião de Sá Sarmento. Clara Sarmento. Clara Sarmento. que casou com João de Morais Araújo. e neta de Martinho de Guimarães. Aires Ferreira de Sá. comendador de S. Violanle de Sá. que casou com André do Amaral. Maria de Morais Doutel. Juliana de Sá. Genebra Ferreira de Sá. e de D. D. que casou com D. etc. Francisco Ferreira de Sá. Ana Vaz Teixeira. . fidalgo da Casa Real. fidalgo da Casa Real. D. que casou com Bartolomeu Ferreira Sarmento. Francisco de Sá Ferreira. Lopo Ferreira. D. não deixou descendência. arcediago de Labruja (filho de João Rodrigues de Sá.Martim Ferreira de Sá. 15 Lopo Ferreira. filho de Pero Álvares de Morais Pimentel. D. filha de Fernão Lourenço da Mina. Juliana. não deixando descendência. meirinho-mor de Portugal e rico-homem. governador do forte de S. filho de Pedro Ferreira de Sá. Maior Sarmento de Losada. Baltasar Sarmento Ferreira. Pedro Ferreira de Sá. Doutor Pedro Ferreira. Luísa de Sá. Isabel de Sá. que casou com sua prima D. que casou com D. Joana de Sá. D. que casou com sua prima D. filho de Cristóvão de Morais e de D. que casou com seu primo Aires Ferreira de Sá. D. D. filha de Vasco Anes Teixeira. Maria.

comissário geral das tropas de ordenança da província de Trás-os-Montes. Violante de Sá. Isabel Ferreira de Sá. continua. filha de Cristóvão Ferreira de Sá. e que se corrobora por duas escrituras mais antigas. Genebra. Sucedeu-lhe no prazo sua filha D. Genebra. sendo assim. de que foi escrivão João Machado e inquiridor Vasco Martins (?) Pegado. O comendador Francisco Ferreira de Sá possuía a quinta da Granja por prazo que dela lhe fizeram os monges de S. Quando esta casou com seu primo Aires Ferreira de Sá. que residiu em Bragança. esta. feitos em 10 de Abril de 1724 por João Ferreira Sarmento Pimentel. Maria de Sá. fidalgo da Casa Real. sem reflectirem que. Bernardo. que casou com D. 3ª Francisco de Morais. do mosteiro de S. Violante de Sá. Genebra Ferreira de Sá.casou com D. Isabel de Sá. a saber: D. estando já extinta. A série de casamentos dos seus descendentes motiva a aparente persuasão de que a varonia de Lopo Ferreira. filhos de D. filha de Francisco Ferreira de Sá. e assim o entendeu João Ferreira Sarmento Pimentel. 2ª Francisco Rodrigues de Morais. que . Violante de Sá. feito em Bragança em 12 de Setembro de 1595 por Aires Ferreira e Francisco Ferreira consta serem estes filhos legítimos de Pedro Ferreira e netos de Aires Ferreira e de D. A varonia desta família no referido esquema genealógico deve dividir-se em quatro linhas diferentes. Porém a descendência foi continuada. Isabel Ferreira de Sá e D. Martim Ferreira. Erradamente temos visto mencionado Aires Ferreira de Sá como filho do comendador Francisco Ferreira de Sá. Este instrumento de inquirição encontra-se apenso aos autos de justificação. Por um instrumento de inquirição. Genebra Ferreira. que casou com D. em duplicadas linhas. que são: 1ª Cristóvão de Morais. Genebra Ferreira de Sá. filhas do comendador Francisco Ferreira de Sá. de que foi escrivão Filipe de Carvalho. no memorial que fez da sua ascendência e se encontra na folha 12º e seguintes do códice já citado. Aires Ferreira de Sá e D. pelo comendador Francisco Ferreira de Sá e por D. o casavam com sua própria irmã D. e aquele. filho de sua irmã D. como adiante mostraremos. filha de Cristóvão de Morais e de D. foi renovado o prazo por MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Isabel Ferreira de Sá. Martinho da Castanheda (vulgo do Lago). por escritura de 3 de Junho de 1529. que está irrefutavelmente provado ser filha do comendador Francisco Ferreira de Sá.BRAGANÇA 85 TOMO VI Por este esquema genealógico se mostra a ascendência de Lopo Ferreira. primos coirmãos. que casou com D. 4ª André do Amaral. cuja varonia findou em seu neto. Maria de Sá. Maria de Sá. filhos de Lopo Ferreira e de D.

fol. encontra-se também a de sua mulher e prima D. que mais tarde comprou a referida quinta. mulher de Francisco de Morais. Maria de Sá. afirmando-se também que não tivera geração. errada a filiação de D. sendo depois elevado a fidalgo escudeiro e mais tarde a fidalgo cavaleiro. O comendador Francisco Ferreira de Sá deixou três filhos: Martim Ferreira. Martim Ferreira teve o fôro de moço fidalgo. em um memorial. Estas escrituras passaram para a posse de José Cardoso Borges. feita por João Ferreira Sarmento Pimentel em 10 de Abril de 1724. de 7 de Fevereiro de 1568. 147. Isabel. Tudo isto consta dos documentos juntos à justificação referida. o que se comprova e confirma nas averiguações que tenho feito. obtiveram os mesmos Aires Ferreira de Sá e sua mulher o fôro de fidalgos. que estavam em poder de João Ferreira Sarmento Pimentel. sem geração. Encontrei também. Violante. Francisco de Morais Sarmento e seus irmãos Baltasar e Jerónimo. Aires Ferreira de Sá. pois recaiu em seu cunhado e irmã Aires Ferreira de Sá e sua mulher D. com esta nota . junta a uns autos entre Baltasar Machado e Pero Álvares Pereira. netos de D. que consta do padrão de 40 reis (?) de tença. feita no mesmo mosteiro de S. sendo sem dúvida filha de Cristóvão de Morais e de D. irmão de D. que morreram na Índia solteiros. Verificada a filiação de Aires Ferreira. Maria de Sá com três netas de Aires Ferreira de Sá. Ângela. o que se verifica pelas dispensas com que casaram. em 8 de Março de 1559. Martinho e em presença de Aires Ferreira e nela se declara que o direito do prazo lhe provinha por sua mulher D.86 TOMO VI BRAGANÇA escritura de 4 de Agosto de 1550. Isabel e D. D. Em alguns memoriais desta família é-lhe dado o nome de Francisco. como se vê do seu alvará registado no III livro da matrícula. fazendo-a filha de Aires Ferreira de Sá e de sua mulher e prima D. de que Sua Magestade lhes fez doação em 1 de Setembro de 1588. Pelos serviços prestados por António Ferreira. a mercê dos seus serviços. em virtude do que ficou quebrada a varonia nesta linha. Genebra Ferreira de Sá. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . e de outra certidão da mesma matrícula. Isabel Ferreira de Sá. Isabel Ferreira de Sá. Maria de Sá. Isabel Ferreira como filha de Francisco Ferreira que o possuíra. Do inventário de Aires Ferreira de Sá consta ter tido só os filhos mencionados na árvore e se mostra da sentença de partilhas o que coube a D. Cristóvão Ferreira.

provedor do exército que em 1710 se organizou na província de Trás-os-Montes para a restauração da praça de Miranda e superintendente da cavalaria.BRAGANÇA 87 TOMO VI Varonia dos Pimenteis O esquema genealógico que a seguir inserimos foi feito por João Ferreira Sarmento Pimentel. e bisneto de Afonso Fernandes de Novais. cavaleiro do habito de Cristo. que passou a Portugal com o conde D. neto de Fernando Afonso. filho de Vasco Fernandes. 1a4 Fernão Vasques. Foi seu filho: 5 Martim Fernandes de Novais. fidalgo da Casa Real. que se achou na tomada de Lisboa. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Henrique [13].

D.Estêvão Soares da Silva. filho de D. D. Vasco Martins Pimentel. alferes do conde D. filho de D. D. rico-homem. filho de D. rei de Leão e de D. Gonçalo. Fafes Luz. Henrique). Senhorinha de Basto. Fernão Pires de Guimarães. Maior Mendes de Sousa. Mem Viegas de Sousa. quarto neto de D. irmão do grande Egas Monis. terceira neta de D. Moninho Fernandes de Touro. Fafes Sarracim de Lanhoso e de D. Paio Guterres da Silva. filha de D. Fruela II. Estefânia da Silva. Oroana Mendes. rico-homem. que se achou na conquista de Sevilha. 5 Martim Fernandes de Novais. Egas Fafes. arcebispo de Braga. Gozoy. Martim Fernandes de Riba de Vizela. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . senhor da Torre da Silva. filho de Pedro Pais da Silva. e de D. o Magno. Oroana Mendes de Sousa (acima citada. mestre de Avis. filha de D. ano de 1248. senhor de Bragança e de D.88 TOMO VI BRAGANÇA D. Mem Aronis. rico-homem. D. terceiro neto do conde D. Sancha. rico-homem. adiantado maior de Portugal. D. bisneto do conde D. D. irmão de D. filho de D. Gonçalo Rodrigues de Nomais. Gontinha Mendes. irmã de D. rico-homem que se achou na conquista de Sevilha. quinto neto de Ramiro II. Frolhe Venegas. rei de Leão. Soeiro Pires da Silva. Vasco Gudiz. Godinho Fafes (filho de D. Mendo Alão. Fernando. irmã de D. 6 D. Pedro Framaris. irmã de D. filhas de D. rei de Castela. Oroana Mendes de Sousa. filhos de D. viúva de D.

filho de D.. Afonso III e seu válido.. Urraca Fafes de Lanhoso. filho de D.. Egas Fafes (atrás citado)... Gonçalo Mendes da Maia. Mécia Rodrigues. Mendo.... filha de D... Maria Anes. Vasco Martins Pimentel do conselho de El-Rei D.. Gotinha Mendes. Mem Viegas de Sousa... Fafes Gudiz. e de D. Gontina Gonçalves. primeira mulher. Mem Viegas de Sousa era avô do conde D.BRAGANÇA 89 TOMO VI João Martins de Fornelos.. D.. que era neto de D... filha de D... Martim Pais de Lodares .. o Sousão (nº 14 da Família dos Pintos). D. Godinho Fafes. e D. D.. filha de D... Rodrigo Vermois. que era irmão de D. os célebres juízes de Castela.. o Lidador.. Teresa Nunes. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Gonçalo Trestamires da Maia e de D. 7 D.... neto de Lam Celuo (?) [14] e de D. 6 D.... filha de Nuno Razura. Oroana Mendes de Sousa. Egas Gomes de Sousa e de D. Afonso Vasques Pimentel... filha de Mem Moniz e de D.......

Martim Pires de Chacim e de D. D. neto de D. filha de D. quinto neto de D. Maria Nunes. Sancho Nunes de Barbosa. rico-homem. 7 D. D. Sancha. Sancha. Teresa. o Pintalho. irmã de D. João Viegas de Portocarreiro. e de D. e de D. irmão de D. Afonso Henriques D. filho de D. décimo sexto mestre da Ordem de Santiago. Paio Soares Correia. mestre da Ordem de Santiago em Portugal. Fernando Afonso de Toledo. Nuno de Celanova. Afonso Vasques Pimentel. irmã do grande D. filho de Pero Pais Correia. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Gomes Pais da Silva. Froilhe.90 TOMO VI BRAGANÇA Estêvão Anes de Maceira. filho de D. Egas Henriques de Portocarreiro. filha de D. Froilhe Nunes. adiantado maior das províncias da Beira e Minho. Nuno Martins de Chacim. filhos de D. Pero Fernandes Barganção e de D. Paio Correia. filha natural de D. filho de D. 8 João Afonso Pimentel. Urraca Viegas de Portocarreiro. Fruela II. filha do conde D. bispo de Dume. filho do conde D. Rosendo. Nuno Pires de Bragança. rico-homem. o Velho. Maria Gomes da Silva. D. rei de Leão. D. arcebispo de Braga. Fernão Esteves de Maceira. Lourenço Vasques Pimentel. irmão de S. filho de João Lourenço de Maceira.

da família dos Morais. senhor de Aza. Fernando I. 8 João Afonso Pimentel. chefe desta família. Domingos. Joana Garcês. povoou o lugar de Morais. mestre de Calatrava. quarto neto de D. primeira mulher. Sancha Viegas de Baião. filha de D. Garcia de Naxara e da infanta D. Rodrigo Garcês. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Fernão Gonçalves. padroeiro da Capela de Santa Catarina. filha de Soeiro Dias. Gonçalo Rodrigues de Morais era filho de D. O conde D. Urraca Mendes. e casou com D. rico-homem. senhor de Aza. Do mestre de Calatrava foi irmã D. filho do conde D. infanção de Beja. senhor de Sória. D. Garcia Garcês era filho do conde D. D. 9 Rodrigo Afonso Pimentel. Garcia Garcês de Aza e de D. glorioso fundador da Ordem dos Pregadores. Fernando Gonçalves de Aza. filho de Gonçalo Rodrigues de Morais. Constança Soares. 9 D. ano de 1214. no mesmo distrito. filha de D. neto do conde D. Martim Martins. Garcia. Alda Gonçalves de Moreira. Fernando Rodrigues de Gusmão. a que deu o nome. bisneto do conde D. Gonçalo Fernandes. senhora da cidade de Touro. Maior Martins. Constança Rodrigues de Morais. filha de D. Leonor Fortunes. rei de Castela e Leão. Sancha. Gonçalo Rodrigues de Moreira.BRAGANÇA 91 TOMO VI Rui Martins de Morais. alcaide-mor de Leiria. pai de S. Elvira Pires. Elvira. mulher de D. filho de Diogo Gonçalves e de D. infanta de Navarra. Garcia de Cabra. Francisco a capela de Santa Catarina e terreno para fundar o convento de Bragança. filho de D. terceiro neto de D. Martim Gonçalves de Morais. na sala do Capítulo do convento de S. filho de Martim Fernandes d’Ulguezes. D. Alda Gonçalves de Morais Pimentel. Francisco de Bragança. filha de Fortum Lopes. Fernão Mendes de Bragança e de D. e de D. D. alcaide-mor de Bragança. daquela cidade. chefe dos Morais. conde de Castela. que deu ao patriarca S.

e de D. Gonçalo Mendes da Maia. CABANELAS Vasco Martins Serrão. neta de D. comendador-mor de Santiago. o Bom. filho de Mem Gonçalves da Fonseca e de D. Lourenço Vasques da Fonseca. que era neto de D. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA 10 10 João Afonso Pimentel. mordomo-mor de D. irmão de D. Elvira Forjaz. Mendo e de D. o Cid. filho do infante Alboazar Ramires e de D. Martim Roiz. . 9 | Rodrigo Afonso Pimentel. Fernão Gonçalves. Fruela II. 10 Martim Afonso Pimentel. filho de D. Alda Gonçalves de Morais Pimentel. neta de Gonçalo Dias de Góis. Ordonho. Rui Nunes. Pero Rodrigues de Gusmão. de quem procede toda a casa de Távora. Forjaz Vermuis. Rodrigo Forjaz.92 TOMO VI Vasco Mendes de Fonseca. Domingos). João Fernandes ou Rodrigues de Morais. Lourença da Fonseca. e de D. Afonso VIII. BRAGANÇA 9 D. e aquele bisneto de D. D. Pero Martins. filha de Martim Sanches de Medães. filha de D. primeiro conde de Benavente. Leonor Viegas. primeiro senhor de Moura irmão de D. Fernão Rodrigues de Gusmão (pai de S. CABAGES | D. Teresa Pires de Góis. filha de Pero Salvadores. e de D. quarto neto de D. senhor de Nogales. mestre da Ordem de Santiago. rei de Leão. irmã de D. Mendonça. senhor de Gusmão. conde de Castela. Trastamiro Alboazar. filha de D. filhos de D. Moninha Gonçalves. que casou com Lourenço Pires de Távora. rico-homem. Sancha Vasques de Moura. filha do grande Egas Moniz. rei de Leão. terceiro neto do conde D. filho de D. Maria Pires de Tavares D. Joana Romanes. mestre de Calatrava. D. o Lidador. Maria Martins.

irmão do conde D. senhor de Castanheira. progenitor desta ilustre casa. Inês Vasques de Melo. 11 Rui de Morais Pimentel. BRAGANÇA MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA 11 João Afonso Pimentel. Francisco de Bragança. Maria Afonso de Brito. alcaide-mor de Évora. Vicente de Bragança.10 10 10 Vasco Martins de Melo. neto de D. primeiro conde de Benavente. Povos e Cheleiros. filho de Martim Afonso de Melo e de D. o Velho. João Fernandes ou Rodrigues de Morais. D. primeiro conde de Benavente. Pedro Homem de Pereira. irmão de João Afonso Pimentel. D. João Afonso Pimentel. filha de Estêvão Soares. Gonçalo Pereira. senhor de Albergaria de Bai Delgado. Tinha sido senhor de Bragança e de Vinhais. Isabel Forjaz Pereira. Marinha Vasques. 93 TOMO VI . filha de Afonso Martins Forjaz. Jaz em S. filha de Martim Afonso de Brito e de D. Martim Afonso Pimentel. Jaz em S. irmão de João Afonso Pimentel.

Maria de Sousa. filha de Martim Afonso Valente. que casou com D. rico-homem. senhor de Cabeceiras de Basto. D. Teresa Pacheco. Gonçalo Pereira e de D. alcaide-mor de Lisboa. A mulher de João Pacheco. adiantado-mor de Leão. esta D. filha de D. Vasco Martins Pimentel (6º. filha de D. neto de Lopo Fernandes Pacheco. Urraca Vasques. e de D. João Pacheco. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Álvaro Rodrigues de Castro. Isabel Valente. 12 Gonçalo de Morais Pimentel. irmã de Estêvão Pacheco. Vasco Pereira.94 TOMO VI BRAGANÇA 11 Rui de Morais Pimentel. filho de Estêvão Pacheco. que casou e viveu em Castela. 11 João Afonso Pimentel. Joana Vasques. senhor do morgadio da Póvoa. filha de D. Isabel é mulher de Lopo Pacheco. senhor de Cerralvo. foi D. filho de Diogo Lopes Pacheco. segundo senhor de Cerralvo. D. senhor de Ferreira. filho do conde D. 3. segundo senhor de Cerralvo. Maria de Castro. atrás citado). 12 Gil Afonso Pimentel.

BRAGANÇA 95 TOMO VI 12 Gonçalo de Morais Pimentel. perseguição de D. terceiro parente em conde de quinto e Benavente. padroeiro da capela de Santa Catarina do capítulo de S. atrás citada). que casou com D. D. Genebra Gonçalves de Macedo. única. Estefânia Soares. 12 Gil Afonso Pimentel. Lourença Pires de Távora. Urraca Gonçalves. Alda Gonçalves (9º. de Leiria. Leonor. neto de Rui Martins de Morais (8º atrás citado) e de D. irmã de Gonçalo Roiz de Morais. Inês Rodrigues de Morais. filha Pimentel. 13 Álvaro Gil de Morais Pimentel. neto de Gonçalo Roiz de Morais e de D. segunda mulher. que passou a Portugal com D. filho de Gonçalo Rodrigues de Morais e de D. na sexto grau. Maria de Sousa. que casou com D. prima coirmã de Martim Gonçalves de Morais. e casou em Bragança. filho de Rui de Morais e de D. Leonor de Morais. filho de Rui de Morais e de D. Francisco de Bragança e natural da mesma cidade (do arquivo da família consta que teve o título de vassalo). chefe dos Morais. filha do primeiro Lourenço Pires de Távora e de D. Guiomar Rodrigues da Fonseca. Gonçalo Rodrigues de Morais. filha de Rui Pais de Agares e irmã do segundo Lourenço Pires de Távora. bisneto de Martim Gonçalves de Morais e de D. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . 13 Rui de Morais. Álvaro de Luna. Leonor de Afonso Morais.

que casou com D. casada com D. segundo senhor de Cabrera. quarto conde de Lemos e D. Fernando.96 TOMO VI BRAGANÇA 13 Rui de Morais. Guiomar Gomes. terceira condessa de Lemos. era parente em quarto grau (como filho de Pero Alz. D. da cidade de Bragança. da qual D. Afonso Osório). Osório. Diniz de Portugal. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Constança de Valcarcel. Constança. que foi pai de D. primeiro senhor de Cabrera. irmão do duque de Bragança D. Isabel de Castro. Afonso Osório de Castro. Maior de Valcarcel. segundo conde de Lemos. linhagem antiga e ilustre do reino da Galiza. padroeiro do capítulo de S. ou D. e de D. o Bom. e tiveram a D. Jaime. Francisco de Bragança. quinta duquesa de Bragança. D. Rodrigo Henriques de Castro Osório. Teodósio. neto de Rodrigo Alz. 14 Pedro Álvares de Morais Pimentel. Beatriz de Castro. João Rodrigues de Valcarcel. adiantado-mor da Galiza e irmão de D. que outros chamam D. 13 Álvaro Gil de Morais Pimentel. filha do adiantado Garcia Rodrigues de Valcarcel. 14 João de Morais. Maior de Valcarcel. Osório. primeiro conde de Lemos. terceiro neto de Garcia Rodrigues de Valcarcel. adiante citado). Osório. Constança. Isabel de Valcarcel. bisneto de Pero Alz. teve filho natural a D. mulher do duque D. Álvaro de Lozada. terceiro avô de D. que casou em Vinhais com D. senhor do Rio Negro (16º.

terceiro neto de Garcia Guterres Pinto. reitor da Universidade de Coimbra. Telo. Francisco. Teresa. Elvira Anes Pinto. Urraca Vasques de Sousa. Afonso Henriques). e de D. e de D. padroeiro da capela do capítulo de S. filho de D. que casou com D. Mendo de Sousa. Nuno Álvares Pereira. da vila de Vinhais. Fagundo. Urraca Afonso. quinto neto de D. e de D. neto de Aires Pinto e de D. Ramiro II. senhor de Ferreiros e Tendais. Ciriz. Garcia Mendes de Sousa e de D. Francisca do Rêgo. Rodrigo Veloso. Maria Pereira Pinto. de D. João Garcia de Sousa. filha de D. bisneto de Vasco Garcês Pinto e de D. quarto neto de Guterres Soares de Menezes. e de D. o Velho. filha natural do rei D. 97 TOMO VI . o Sousão (filho da infanta D. filho de D. Francisco de Morais. Pero Viegas (descendente do grande Egas Moniz) e da infanta D. da vila de Vinhais. rico-homem (filho de D. Fruela II. Elvira). rico-homem. Catarina de Melo. filha de António Súpico. Nuno Álvares Pereira era filho de Rui Vaz Pinto. Fernão Pires Pelegrim. Urraca. irmã de Frei D. Isabel Pereira de Sampaio. da ilustre linhagem Guedes de Murça. Pero Bernardes de S.o de Murça. senhor de Anciães. Constança Pereira. filhos de Nuno Álvares Pereira e de D. filha de D. primo de António Súpico. filha de D. Teve Pereira. Pedro Álvares de Morais Pimentel. Elvira. Soeiro Teles. primeiro senhor de Menezes. 14 João de Morais. Maria Pinto Bragança. muitos filhos e o primogénito foi Aleixo de Morais Pimentel. Maria Rodrigues Velasco. rei de Leão. De todos descende muita nobreza. D. João Garcia de Sousa. senhor de S. que casou com D. rei de Leão. Antónia Súpico. filha natural de D. o Pinto. o Pinto (de quem procede a família dos Pintos. por parte de sua filha D. rico-homem. Maria Gomes Abreu. neto (?) de D. que casou com D. filho de D.Gonçalo Vasques Guedes. Afonso Henriques. filho de D. 14 D. BRAGANÇA MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA 15 15 15 Francisco de Morais. neto do conde D. de Bragança. filha de Rui Lopes de Sampaio.

16 16 16 MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA Pedro Álvares Pereira. alcaide-mor de Bragança. assistiu em Madrid. da vila de Vinhais. Ana de Macedo. de Bragança. Maria Pereira.98 TOMO VI Cristóvão de Morais. e de D. Isabel de Morais. e do Doutor Pero Ferreira. filha de João de Macedo. que casou com D. fidalgo da Casa Real. casado com D. donde era natural. . Genebra Ferreira de Sá. Cristóvão Ferreira de Sá. Maria de Sá 15 Francisco de Morais. Francisca Sarmento. desembargador do Paço. filha de João de Sousa. casou em Bragança. fidalgo da Casa Real. governador das armas desta província. Francisco Pereira. da vila de Vinhais. secretário de Estado do conselho de Portugal. filhos de Lopo Ferreira. alcaide-mor de Bragança. comendador de Lamas e Corujas na Ordem de Cristo. 16 D. Branca de Sousa. irmã de Francisco Ferreira de Sá. D. D. Violante de Sá (ver nº 15 na árvore dos Ferreiras). filha de Lopo de Mariz e de D. BRAGANÇA 15 15 Francisco de Morais. Nuno Álvares Pereira. com D. D.

Miguel.BRAGANÇA 99 TOMO VI 16 Pedro Álvares Pereira. Francisco Pereira. Mécia de Faro. Fernando de Faro. pai do grande Nuno Álvares Botelho. que casou com D. Maria Pereira. senhor de Barbacena. senhor de Serra Leoa. D. governador da Índia. Não deixou descendência. primeiro conde de S. do conselho de Estado. que casou com Diogo Botelho. governador do Brasil. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . 16 16 D. bispo de Miranda e de Lamego. 16 Cristóvão Ferreira de Sá. do conselho de El-Rei. 16 Cristóvão Ferreira de Sá. filha de D. pai de Francisco Botelho. conde de Muja.

filhos de D. Diogo Sarmento. Francisca Sarmento D. que era irmão de Garci Fernandes Sarmento. irmão de D. rei de Navarra. Álvaro de Lozada. filho de D. Frieiras e Val de Cervos (filho de Garcia Dias de Quadornega. Elvira. cavaleiro do hábito de Santiago. Maior Sarmento de Arelhano (descendente. de João Ramires de Arelhano. os Lozadas descendem de Mem Rodrigues. Rodrigo. senhor de Vivar e de Valença. senhor de Rio Negro (de quem procedem os marqueses de Vrauce. Elvira Manrique de Lara. Francisca Sarmento. Antónia Súpico. filha de D. adiantado-mor da Galiza. progenitor dos condes de Salvaterra. D. o Velho. Maior Álvares de Lozada) e de D. D. por antonomásia o Cid). mãe do conde D. Pero Sarmento. que casou com D. primeiro conde de Ribadávia. (Ver nº 13. de D. Sancho Manuel e de D. João de Lozada. conde de Ribadávia. quarto neto de D. pais de D. de quem procedem os condes de Aguilar. ambos filhos de Garci Fernandes Sarmento. Maior de Valcarcel. Garcia Ramires (o Restaurador). senhor da Queiba Val de Conso e Val de Lubião. alferes-mor de El-rei D. irmão de D. Maior Sarmento de Lozada. senhor de Seabra) e de D. António Sarmento. alcaide-mor de Burgos. e filhos de D. da vila de Vinhais. adiantado-mor da Galiza. (Ver nº 14). casado com D. conde de Lemos). Sancho Ramires.100 TOMO VI João de Morais. Genebra da Cunha Girão. BRAGANÇA Francisco de Morais. Sabroso e Gondomar que teve de sua segunda mulher. filha de D. primeiro senhor de los Cameros. senhor das vilas de Mesquita. filha de D. Maria Manuel. (Ver nº 15) 16 Bernardo de Lozada. filho de D. filha de Rui Dias. na Galiza (irmão. Diogo Pires Sarmento. D.) MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA Cristóvão Ferreira de Sá. Ramiro e de D. natural de Vinhais. pela linhagem de Arelhano. Maria de Mendonça. filho de D. Catarina de Pesquera y . a D. Bernardino Sarmento. D. pelo lado materno. e de D. ambos descendentes do adiantado da Galiza. Luiz Sarmento. António Sarmento. senhor do couto de Marmontelos. como tinham sido seu pai e avós. que casou com D. Rodrigo II. João II. Garci Rodrigues de Valcarcel. rico-homem.

Francisco Sarmento. de quem descendem. de quem eram filhos D. cavaleiro do hábito de Calatrava. entre outros. os seus cinco irmãos. 101 TOMO VI . nesta província. Este último deixou. alcaide-mor da mesma cidade. que casaram. um filho de nome Jerónimo Luís Sarmento. alcaide-mor de Bragança.del Castilho. os Sarmentos. Inês da Costa. Jaen e D. António Sarmento de Mendonça. que casou com D. Francisca Sarmento. irmã de Francisco da Costa Homem. O pai de Lopo Sarmento foi Jácome Luís Sarmento. e D. bispo de Astorga. de quem eram netos Lopo Sarmento. BRAGANÇA MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA 16 Baltasar Sarmento Ferreira.

. e de D..... Isabel de Sá..... ......... Isabel Anes.. filha de A.. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA .... Joana de Sá... Paulina de Guimarães.. fidalgo da Casa Real....... Isabel Ferreira de Sá.......... comendatário de muitas igrejas........ filho de Cristóvão de Morais e de D........o de Guimarães..... comendador de Lamas e Corujas.. 18 João Ferreira Sarmento Pimentel.. filha de Francisco Ferreira de Sá. D..... 17 Baltasar Sarmento Ferreira.. fidalgo da Casa Real.. Genebra Ferreira de Sá (Ver nº 15. na árvore dos Ferreiras).... D.. ............... Aires Ferreira de Sá... e de D. D.........102 TOMO VI BRAGANÇA João de Morais.

19 Baltasar Ferreira Sarmento Pimentel.BRAGANÇA 103 TOMO VI 18 João Ferreira Sarmento Pimentel. fidalgo da Casa Real. Gaspar Ferreira Sarmento. Maior Teixeira) e de D. D. Perpétua de Sá. comissário geral das tropas da D. João de Deus e de Miranda. D. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Isabel Pinheiro. província de Trás-os-Montes. Cristóvão Ferreira de Sá (ver nº 16). D. ordenança da sua prima. Antónia da Rosa. Ana Vaz Teixeira. filho de Gaspar Vaz Teixeira e de D. Maior Sarmento de Lozada. Ana Ferreira. governador do forte de S. filha de Aleixo Gonçalves Soares (filho de Gonçalo Aires de Sá e de D. Vasco Anes Teixeira.

Antónia da Rosa (atrás citada).104 TOMO VI BRAGANÇA 19 Baltasar Ferreira Sarmento Pimentel. Ana de Sá cavaleiro do Pereira. Rodrigo de Sá Soares. Ana Lopes de Chaves. filha de Gaspar Vaz Teixeira e de D. 20 João Ferreira Sarmento Pimentel. Gonçalo Pereira do Lago. D. D. D. filho de Simão Dias e de D. D. Rodrigo de Sá Soares. Perpétua de Sá (atrás citada). Francisca Álvares Pereira. Ana Gomes Teixeira. hábito de Cristo. filho de Aleixo Gonçalves Soares e de D. Maria Pereira do Lago. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA .

MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . 21 João Ferreira Sarmento de Lozada. fol. D. Luísa Ferreira de Sá. Cristóvão de Gouveia de Vasconcelos. Cristo.BRAGANÇA 105 TOMO VI 20 João Ferreira Sarmento Pimentel. D. Juliana de Sá. filho de Cristóvão de Gouveia de Vasconcelos. fidalgo da Casa Real. etc. filha de Manuel de Gouveia e de D. Lucas de Gouveia de Vasconcelos.) D.) D. 14 v. (Ver a Árvore de Costado. provedor da ordenança que se formou na província de Trás-os-Montes em 1710. 16 v. Maria de Madureira. fol. filha de Luís Ferreira Leitão e de D. Isabel Venegas. (Ver a Árvore de Costado. Maria de Gouveia. do hábito de Cristo. (Ver notícia adiante) Luiz Botelho de Sequeira. filho de Jorge Botelho de Sequeira. Inácia cavaleiro do Maria hábito de de Vasconcelos.

Maria de Proença de Fonseca. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . primeiro conde de Vilar Maior. Isabel Botelho. meirinho do Paço. 6º Manuel Teles da Silva. 3º D. juiz dos órfãos de Moncorvo. terceiro marquês de Alegrete. Ana Rodrigues de Magalhães. fidalgo da Casa Real. 2º D. Luiz Botelho de Sequeira (o Velho). que casou com Simão da Cunha. Maria Leonor Sarmento de de Vasconcelos.os] (?) D. fidalgo da Casa Real (ver nº 21). João Ferreira Sarmento de Lozada. fidalgo. D. fidalgo da Casa Real que casou com D. cavaleiro do hábito de Cristo. Maria de Madureira. que casou com Fernão Teles de Menezes. que casou com Cristóvão de Gouveia de Vasconcelos. que casou com D. que casou com João Ferreira Sarmento Pimentel. D. José Luís de [V. Jorge Botelho de Sequeira. D. como segue: Afonso Botelho. segundo conde de Vilar Maior e primeiro marquês de Alegrete. conde de Tarouca. trinchante da Casa Real. Mariana de Mendonça. 5º Fernando Teles da Silva. que casou com D. que casou com Cristóvão de Gouveia de Vasconcelos.106 TOMO VI BRAGANÇA 21 João Ferreira D. que casou com D. e João Gomes da Silva. Luiz Botelho de Sequeira. de Manuel Teles da Silva. em quarto grau. Guiomar de Sequeira. Luísa Ferreira de Sá. fidalgo da Casa Real. quarto conde de Vilar Maior. ver nº 20). era parente. Lozada. Luísa de Almeida. terceiro conde de Vilar Maior e segundo marquês de Alegrete. Isabel. 4º Manuel Teles da Silva. Maria de Madureira (atrás citada. que casou com Simão Ferreira. 1º D. segundo conde de Vilar Maior e primeiro marquês de Alegrete. Inácia Maria de Vasconcelos.

pois no fólio 39º diz que «D. continuando seguidamente muitas folhas em branco. filho de Manuel de Morais Borges deste Rio de Fornos de Vinhaes». outro o levara até ao fim e ainda outros lhe vieram. de Bragança. pois no fólio (58º v. pondo os números entre parêntesis. no entanto. deste até 42º de outro. Fernando de Abreu. A paginação. A tinta cortou já o papel em vários pontos. (e 57º). Outro dos escritores vivia indubitavelmente em Rio de Fornos. fazendo acréscimos. Hierónima de Sá casou com António de Morais Borges. em secções mais ou menos de harmonia com as províncias administrativas. Outro dos escritores devia ter vivido em Bragança. José Cardoso BorMEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . O bispado de Bragança tocou ao académico Fr. Não usaria a fórmula – «aonde veio casar». é muito timidamente que aventamos esta hipótese. pois consta dos fólios 41º v.) diz «D. in-fólio pequeno. Parece-me que um dos escritores era de Moncorvo. se o autor não vivesse em Moncorvo. Para facilidade das citações e referências. Em 1720 fundou-se a Academia Real de História Portuguesa. pois no fólio 32º. que teve encadernação e hoje lhe faltam as capas. haverem sido escritos. são copiadas de um manuscrito.BRAGANÇA 107 TOMO VI Notas biobibliográficas As notícias que acabámos de relatar sobre os Ferreiras. Isabel de Madureira. feita de frente. respectivamente. bem como os primeiros vinte fólios que foram cortados. notas e esclarecimentos.. foi este manuscrito obra de um escritor. Hierónima. Pertence este manuscrito ao coronel Francisco Ferreira Sarmento. continuei a paginação até ao fólio 69º. até ao fólio 56º. Pela inspecção da caligrafia pareceu-me que até ao fólio 34º v. Foi escrito em épocas diversas. cujos membros tomaram a seu cargo a história eclesiástica e profana do reino. religiosa no mosteiro de Santa Clara desta cidade» [Bragança]. no original. último que está manuscrito. tratando de D. nos anos de 1705 e 1733. e os que lhe forneceram notícias foram: sobre Bragança. morador na rua do Pinheiro número 31 – Porto. vai. dividindo-o.. seguindo depois sem paginação até ao 69º. posteriormente. Os académicos – dois para cada secção: um para assuntos eclesiásticos e outro para os seculares – puseram-se em relação com os indivíduos que nessas províncias melhor podiam informá-los. para isso. diz que viveu na vila de Moncorvo «aonde veio casar da do Vimioso».

. Entre essas notícias avultam as genealógicas e por isso. motivo este. segundo o mesmo Borges (Descrição Topográfica de Bragança. a meu entender. vê-se que. Descendência de D. com acréscimos. Diz ele: «Descendência de D. notas e esclarecimentos posteriores. que casou com D. em tempos diversos. A meu ver foi João Ferreira Sarmento Pimentel. Pelo que se diz nos fólios 51º (e 57º). as Câmaras Municipais de Vila Flor. para depois escreverem tudo mais exatamente no fólio (57º) e seguintes. sobre Ansiães. onde muito largamente tratou das genealogias. filha de Francisco Ferreira de Sá. damos a seguir essa linhagem conforme outro genealogista a descreve. que determinou o corte das folhas até à 20ª inclusive. Violante de Sá. abade de Duas Igrejas. Moncorvo e Freixo de Espada à Cinta também coordenaram as notícias que lhes diziam respeito e que se acham arquivadas (manuscritas) na Biblioteca Nacional de Lisboa. que escreveu. que casou com D. mostra tratar-se particularmente da árvore de uma família – a dos Ferreiras – escrita por pessoas diferentes. poderia supor-se que este manuscrito tivesse relação com tal assunto. Paulina de Guimarães: 1º FRANCISCO RODRIGUES DE MORAIS. porém. Inácia Maria de Vasconcelos e que viveu entre os anos de 1705 e 1733. morgado de Tuizelo. e este fólio é um dos que faltam no manuscrito. A sua leitura. a quem largamente nos temos referido. influísse no ânimo de João Ferreira Sarmento Pimentel para regularizar as respeitantes à sua família. o doutor Manuel de Matos Botelho. Violante de Sá Como no nº 2 dos Ferreiras de Bragança se diz que a descendência de D. fidalgo da Casa Real. nos fólios que foram cortados no princípio. em idioma castelhano.108 TOMO VI BRAGANÇA ges. Foi pois um Ferreira. É de crer que a labuta a que se impôs José Cardoso Borges para mandar à Academia as notícias de Bragança. conservava no Tombo do Morgadio uma lembrança da origem da família e um sumário manuscrito da mesma. de Bragança. Descendência: MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Violante de Sá se vê no fólio 18º v. à primeira vista. ou fez escrever. notícia 14ª. comendador de Lamas e Corujas na Ordem de Cristo que casou com D. a última parte deste códice. havia a genealogia dos morgados de Tuizelo e a dos Ferreiras. que. o padre João Pinto de Morais e António de Sousa Pinto. Ferreiras de Bragança). sobre Miranda do Douro. Violante de Sá. e mais se mostra (fólio 51º) que a destes últimos andava errada.

que casou na vila do Mogadouro com D. António Pinheiro. III. filha de André de Morais Sarmento.BRAGANÇA 109 TOMO VI 2º DUARTE FERREIRA DE MORAIS. vigário geral. bispo de Miranda. III. Descendência: I. Francisco Ferreira de Sá. II. Teresa de Morais. governador do mesmo bispado e depois abade de Espinhosela. Valentim de Sá. de Bragança. Descendência: I. que também teve morgadio em Tuizelo. moço fidalgo. 3º JERÓNIMO FERREIRA DE MORAIS. moço fidalgo. III. governador de Vinhais. António de Sá. Francisco Ferreira de Morais. E outros. que casou com D. Joana Veloso. cónego de Miranda. da mesma vila. Francisca Botelho. António Álvares Veloso. Ana. II. Jerónimo Ferreira de Morais. filha de Inácio Perestrelo. Francisca Maria Caetano de Morais Pimentel. Descendência: I. Descendência: I. provisor. D. que casou com D. que casou com D. Francisco Álvares Veloso. Duarte Ferreira de Morais. Estes dois últimos eram capitães de infantaria e morreram na Índia. moço fidalgo. João Botelho de Morais. Jerónimo Ferreira de Morais. II. IV. 6º DUARTE FERREIRA DE MORAIS. moço fidalgo. II. Miguel Ferreira de Morais. filha do doutor Francisco Botelho de Abreu. IV. que casou em Mirandela com Belchior Pinto Cardoso. que casou em Chaves com D. Não deixou descendência. 4º DUARTE FERREIRA DE MORAIS. moço fidalgo. de Bragança. desembargador da Relação do Porto. Afonso Ferreira de Sá. II. Doutor António Ferreira da Silva. irmã de D. D. cavaleiro do hábito de Cristo. Jerónima Veloso. Leonor Pinheiro. moço fidalgo. que casou com D. sua prima. Maria Pinto. e de sua mulher D. deão de Angola. 5º JERÓNIMO FERREIRA DE MORAIS. que casou com D. de Tuizelo. Deixou descendência. mestre de campo de infantaria auxiliar. Descendência: I. moço fidalgo. que casou com D. Joana de Oliveira. Duarte Ferreira de Morais. Isabel de Morais Ferreira. IV. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . que casou com Francisco Sarmento de Morais. Catarina Veloso. cavaleiro do hábito de Cristo.

Albertina Augusta Carneiro – Guedelhas –)... arcebispo de Lacedemónia. pede o nosso António de Bragança». deixando por testamenteiro seu primo. que parece tinha também três irmãs: D. (98) BORGES. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . freira no mosteiro da Conceição de Bragança. 461 (mihi). fol. D. e na sua falta José Manuel Ferreira de Sousa e Francisco Xavier Ferreira de Sousa. que vivia em Pinela. (99) Museu Regional de Bragança. monologava o monarca: «pois é preciso fazê-lo. os olhos duma criada que assassinara.. morgado da Praça (por viver numas casas em frente da Praça da Sé. Cartório Administrativo. Este tinha duas irmãs – D. Caetana Joaquina Clara e D. Família Ferreiras de Castro Figueiredo (Morgado da Praça) ANTÓNIO FERREIRA DE CASTRO FIGUEIREDO. era tal o valimento que este morgado tinha para com El-Rei D. que hoje pertencem. Rita Maria Ferreira de Sousa. Maria Joaquina Ferreira de Sousa e D. o doutor António José de Sousa Ferreira. José Cardoso – Descrição Topográfica da Cidade de Bragança. só por ouvir dizer ao marido que eles eram muito lindos!. Deixou um filho natural. 53 v. arcebispo de Lacedemónia. por compra. irmãos do arcebispo. que casou com a célebre criminosa chamada Miquelina. Caetana Ferreira de Sousa.110 TOMO VI BRAGANÇA II. em Bragança. ao jantar. fol. memorado no Dicionário Bibliográfico de Inocêncio Francisco da Silva. moço fidalgo. natural de Tinhela. Francisca Jerónima. solteiro. que casou com Francisco José Sarmento de Lousada. D. João VI que. lhe apresentou um dia na mesa. E outras» (98). concelho de Bragança. quando lhe fazia algum pedido. nasceu em Tinhela a 15 de Janeiro de 1771 e recebeu ordens de missa em 1802. livro 194. notável filólogo e escritor. a D. III. onde era conhecido por morgado de Pinela. todas primas carnais do morgado da Praça. Segundo diz a tradição. D. O doutor António José de Sousa Ferreira. a qual. concelho de Valpaços. Ana Maria Peregrina – que foram freiras em Santa Clara de Bragança (99). numa das suas trágicas proezas. Ferreiras de Bragança. Joana Francisca Ferreira. onde vem transcrito o seu testamento. faleceu a 1 de Setembro de 1830.

MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Casou em 1857 com D.. proprietário e antigo capitão de ordenanças. tendo sido já delegado na comarca de Vila Nova de Foz Côa (101). artigo «Ferreira de Lima». além de seus pais. primeiro visconde de Ferreira de Lima. filha natural. comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e da de lsabel. e de D.. Ana Maria Moimenta. de Tinhela. O doutor A. Brites Inácia. proprietário. e padre Francisco de Sá Miranda. de Oucidros. Amélia Augusta de Campos. negociante da praça de Bragança. Rita Maria Pinto de Faria. por José António Alves Teixeira. e de D. da Ferradosa (100). nasceu em Bragança a 12 de Janeiro de 1804 e faleceu em. e de D. Tinhela. bacharel formado em direito pela Universidade de Coimbra. (101) Portugal: Dicionário histórico. de Lisboa. maço Ordinandos. e materno de António Ferreira de Castro e de D. Família Ferreira Lima JOSÉ ANTÓNIO FERREIRA DE LIMA. Deixou um filho. Lourenço Pinheiro e sua mulher D. Rita Ferreira de Castro. de Sousa Ferreira era filho de José de Sousa e Freitas. de Tinhela. Por alvará de 19 de Fevereiro de 1866 foi nomeado fidalgo-cavaleiro da Casa Real. de Tinhela. Luís. O visconde de Ferreira de Lima era do conselho de El-rei D. (100) Museu Regional de Bragança. e Juiz do Supremo Tribunal de Justiça. de Espanha. Arcângela de Morais.. Francisco de Campos Ferreira de Lima.. que nasceu a 26 de Setembro de 1860 (segundo visconde deste título). . capitalista e negociante da praça do Comércio. de Manuel de Campos Pereira.. do Vimioso. a CatóIica. confirmado de Nuzelos. legitimada. Exerceu os cargos de Juiz da Relação de Lisboa e Juiz conservador da nação francesa. que segue a magistratura. neto paterno de José de Sousa.BRAGANÇA 111 TOMO VI O património para se ordenar foi-lhe dado. sendo-lhe conferido o título de visconde por carta de 14 de Janeiro de 1880. de Bobadela. Era filho de Francisco José Ferreira de Lima.

fol. Fidalgo-cavaleiro por alvará de 9 de Junho de 1706 (105). fidalgo da Casa Real e neto de Baltazar Ferreira Sarmento. 207. 85 v. Fidalgo-cavaleiro por alvará de 29 de Julho de 1689 (103). filho de João Ferreira Sarmento. natural de Bragança. fol. idem. idem. natural de Bragança. Documento II). 2º BALTAZAR FERREIRA SARMENTO. (102) Livro 8 das Mercês de El-Rei D. filho de João Ferreira Sarmento Pimentel. Joana Francisca Caetana de Morais. filho de João Ferreira Sarmento de Louzada. in Dicionário Aristocrático. (105) Livro 17 das Mercês de El-Rei D. Maço I. (103) Ibidem. 5º CRISTÓVÃO FERREIRA SARMENTO PIMENTEL. natural de Bragança. filho de Baltazar Sarmento Ferreira. fidalgo da Casa Real. idem. e neto de Duarte Ferreira de Morais.. natural de Bragança. livro 4. fol. filho de Francisco José Sarmento Louzada e de D. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . 36. e neto de Baltazar Ferreira Sarmento. (104) Livro 31 das Mercês de El-Rei D. filho de Baltazar Ferreira Sarmento e neto de João Ferreira Sarmento Pimentel. Pedro II.112 TOMO VI BRAGANÇA Família Ferreira de Sá ANTÓNIO FERREIRA DE SÁ. 3º ANTÓNIO FERREIRA SARMENTO PIMENTEL. Família Ferreira de Sá Sarmento 1º JOÃO ANTÓNIO JOSÉ FERREIRA DE SÁ SARMENTO. idem. moço fidalgo. natural de Bragança. fidalgo da Casa Real e neto de João Ferreira Sarmento. fidalgo da Casa Real. (106) Ibidem. Fidalgo-cavaleiro por alvará de 29 de Julho de 1688 (106). habilitou-se em 1723 para cavaleiro da Ordem de Malta (Letra I. fol. fol. 214 v. Pedro II. livro 5. 4º BALTAZAR FERREIRA SARMENTO PIMENTEL.. Fidalgo-cavaleiro por alvará de 24 de Outubro de 1739 (104). 436. filho de Jerónimo Ferreira de Morais. Fidalgo-capelão por alvará de 1 de Julho de 1694 (102). natural de Bragança. João V.

O resto foi inserido posteriormente. que consta de cinco fólios. talvez pelo visconde de Ervedosa. Deste manuscrito. apenas copiei completamente o que nele se encontra até ao fólio 3º. Na capa tem os seguintes títulos. de papel de linho. como se declara na certidão final. como evidentemente se conclui da diversidade da letra. ou alguém da sua família. Dos outros dois fólios só extraí o que interessa ao distrito de Bragança. ano em que o vimos e estudamos. inclusive.BRAGANÇA 113 TOMO VI Família Figueiredos As notícias que em seguida transcrevemos são extraídas de um manuscrito in-fólio grande. estava na posse do tabelião-notário José Júlio Chaves de Lemos e actualmente está em poder dos seus herdeiros. escritos com letra diversa e mais moderna do que a do texto: Arvore Genealogica da familia dos Figueiredos da quinta de Arufe por Joseph Cardoso Borges escrivão da Camara 1740 Mais acertado seria o título de Árvore Genealógica da Família dos Figueiredos de Bragança. existente em Bragança. que em 1908. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . nas costaneiras e folhas em branco do manuscrito. encadernado. pois é desta família que exclusivamente trata a Árvore.

Gonçalo de Figueiredo. pelejando a pé e armado todo o dia. Thiago. Pedrogão. neto de João de Figueiredo e bisneto de João Lourenço de Figueiredo e de sua mulher Senhorinha Gomes de Figueiredo. que se achou na tomada de Ceuta. Leonor Pereira. «3º E neto AYRES GONÇALVES DE FIGUEIREDO de Martim Lourenço de Figueiredo senhor da villa de Castello Bom na Beira 2º neto de Gonçalo Garcia de Figueiredo. senhor da Quinta e julgado de Figueiredo. arcediago que foi da insigne collegiada da capella Real e certidão de brasão de armas a Diogo de Figueiredo passada pelo rei d’armas cavalleiro da Ordem de S. fidalgo da casa do Sereníssimo Duque D. E Aires Gonçalves de Figueiredo. que venceu Ramiro 1º. Filho de Vasco Esteves de Figueiredo. Thiago que nella appareceu a primeira vez triumphante guerreiro de que justamente resultaram os votos MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . era irmão do bispo de Vizeu D. Gonçalo de Figueiredo que primeiro foi casado».116 TOMO VI BRAGANÇA 1ª CASA «1º HEITOR DE FIGUEIREDO. 4º neto de Ruy Vasques de Figueiredo. Romão». na era de Cezar 882 que é o anno de Christo 844 ou para melhor dizer venceu o appostulo S. filha de Gomes Gonçalves da Costa. Prado e Thavira e de sua mulher D. senhor de Santa Eufémia de Matança e de sua mulher D. alcaide-mor da Feira. senhor da Feira e alcaide-mor do seu castello. illustre cavalleiro que libertou seis donzellas das cem que annualmente tirava o rei mouro de Cordova nefando tributo a que o tirano Mauregato sujeitara o reino para se conservar com favor dos mouros. e decidio a celebre batalha de Clavijo. na intruzão delle. Teresa de Figueiredo. com noventa annos de idade. senhor do julgado de Figueiredo. descendente de Goesto Ansur. «Certidão passada do Archivo da serenissima Casa de Bragança das mercês na forma referida deste livro de Figueiredo Sarmento a Heitor de Figueiredo passada por Provisão de S. 10 de Outubro de 1587. aio do infante D. Magestade pelo Padre Manuel Nunes guarda do mesmo Archivo. como tiverão seus avós e naquelle tempo de grande estimação. senhor das terras de Maia e do castello de Gaia e das villas de Figueiró. «2º E o dito JOÃO LOURENÇO DE FIGUEIREDO. Lisboa. João. filho segundo de Aires Gonçales de Figueiredo. filha do bispo de Viseu D. Jaime. Affonso 4º. senhor de Tavira e de sua mulher Constança Rodrigues Pereira». Escrivão Diogo de S. senhor do mesmo julgado que teve o titullo de vassallo por mercê de el-rei D. 3º neto de Fernão Rodrigues de Figueiredo. foi filho de Diogo de Figueiredo. filhos de Gonçalo Garcia de Figueiredo.

.. Branca de Sousa vendeMEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Branca de Sousa........ Leonor Sarmento no serviço da princeza D... Maria Manuel segunda mulher e aquelle progenitor dos condes de Salvaterra.. casado com Thereza de Quinhones..... cavalleiro da Ordem de Calatrava e de sua mulher D. Ignez da Costa. cavalleiro da Ordem de Santiago. Francisco de Mello Manuel.. alcaide-mor de Outeiro e sua mulher D. e a ordem militar da Espada que de seu glorioso nome se instituiu: pois aos fios da .. e este foi de D. Maria Martins e netos de Estevam Anes de Bragança cavalleiro. «Por escritura do Archivo da Camara de Bragança consta que João de Macedo. capitão-general da fronteira e de sua mulher D. Antonio Sarmento era filho de Garcia Fernandes Sarmento senhor de Salvaterra e de D.... irmão de Fernando Esteves de Macedo que foi pai de Gonçalo de Macedo morgado de Parada em quem adiante se hade fallar. JOANNA GOMES DE MACEDO mulher de Jacome Luiz Sarmento quintos avós de Sebastião de Figueiredo Sarmento foi filha de Lopo de Mariz e de sua mulher D.. Maria de Mendonça filha de D...» «Desta illustre familia descendem por varonia Pero de Figueiredo de Alarcão e D.... pai do dito Gonçalo Esteves». Joanna mae del-rei D. 2ª CASA «JACOME LUIZ SARMENTO 5º avó de Sebastião de Figueiredo Sarmento foi filho de Jeronymo Luiz Sarmento que passou a Portugal onde se achava sua irmã D.... 1º conde de Monteagudo»... S. e o dito Fernando Esteves de Macedo e Leonis Macenedo filhos de Gonçalo Esteves e de sua mulher D.... filha de João de Sousa alcaide-mor de Bragança que foi filho de Leonis Macenedo. irmã de Francisco da Costa Homem alcaide-mor de Bragança e era filho de D. Lourenço e Castello Melhor». Sabrozo e Gondomar e filho segundo de Garcia Fernandes Sarmento adiantado-maior do reino de Galliza e de sua mulher D. sargento-mor de batalha. Izabel Barba. alcaide-mor de Lamego.. filha de João de Macedo alcaide-mor do castello de Outeiro.. filho de D.. António Sarmento. Elvira Manrique de quem procedem os condes de Santa Martha e Ribadavia». e por femia os condes de Vimieiro. Catharina de Pesqueira e del Castillo. Antonio Sarmento de Mendonça... 3ª CASA «D.. Pero Gonçalves de Mendonça........ Sebastião e casou com D... Luiz Sarmento de Mendonça e de D.... «D.........BRAGANÇA 117 TOMO VI que se lhe pagam..... alcaide-mor de Burgos e de sua mulher D....... Anna de Macedo.

«Moraes Pimenteis. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . e de sua mulher D. casou com D.118 TOMO VI BRAGANÇA rão ao senado da Camara a quinta de Campo Redondo assim como a houve João Cotrim e sua mulher Izabel Soares e Leonis Macenedo e Thereza de Quinhones pae e mai do dito João de Macedo e assignaram a escritura este e sua mulher. Braz onde antigamente estava o altar do Santo Christo casou com D. de Bragança MARTIM AFFONSO PIMENTEL está sepultado na egreja de S. padroeiro da capella de Santa Catharina que é a do capitulo de S. Alvaro de Luna para a villa de Mogadouro e ahi tratou com os senhores da illustrissima e Ex. Leonor de Moraes filha unica de Gonçalo Rodrigues de Moraes e de sua mulher D. 1º conde de Benevente: Martim Affonso Pimentel que fez a linha dos Moraes Pimenteis de Bragança e João Rodrigues ou Rodrigues de Moraes de que tambem ha nobre descendencia». pág.ma Casa de Tavora a que tambem toca o sangue de Moraes casamento do dito Gil Affonso Pimentel com D. Izabel Affonso. como seus avós. alcaide-mor de Bragança. Affonso V). Maria de Sousa da cidade de Bragança e descendente de Ruy Martins de Moraes acima alcaide-mor de Bragança de quem descendiam ambas as casas. Ines Vasques de Mello filha de Vasco Martins de Mello senhor da Castanheira e outras terras alcaide-mor de Santarem e de sua mulher D. Thiago. Francisco de Bragança e se conservou em seus ascendentes pela terem dado e sitio para a fundação do convento ao mesmo seraphico patriarcha anno de 1214. que casou com João [Afonso] Pimentel e foi seu filho Rodrigo Affonso Pimentel. Vicente de Bragança em um arco á mão direita da porta principal junto ao altar de S. João Affonso Pimentel. filha de Lourenço Vasques da Fonseca. Lourença. Ver o tomo I destas Memórias Arqueológico-Históricas do distrito de Bragança. Alda Gonçalves de Moreira e teve D. 321. e tinha Gonçalo Rodrigues de Moraes o titulo de vassallo (carta de el-rei D. Gil Affonso Pimentel neto do precedente que passou a este reino com seu primo João Affonso Pimentel terceiro conde de Benavente refugiando-se da perseguição de D. casado com D. e João de Sousa alcaide-mor de Bragança sogro do dito João de Macedo e outros». commendador maior da Ordem de S. [Esta venda foi realizada em 1497.] «Ruy Martins de Moraes. Sancha Vasques de Moura e forão seus filhos D. Violante Affonso de Brito filha de Martim Affonso de Brito e de sua mulher D. Constança Rodrigues de Moraes. senhor de Nogales.

do habito de Christo. quartos avós de Sebastião de Figueiredo Sarmento». . Izabel Borges em o qual succedeu seu filho o Dr. Francisco de Bragança. filho de Fernando Esteves de Macedo e este de Gonçalo Esteves que o foi de Esteve Annes de Bragança». 5ª CASA «LUIZ DE MADUREIRA senhor do morgado e casa de Parada foi filho de Alvaro Annes de Madureira e de sua mulher D. casada com Luiz Alvares de Macedo e Madureira. que o foi de Álvaro Annes. instituidor do morgado de Santo António. desembargador do Paço. senhor de Sezulfe e este de Gonçalo de Macedo. alcaide-mor do Vimioso. filho de Jorge de Moraes.. com o mesmo foro e alcaidaria mor e de sua mulher Genebra de Madureira». Christovão Borges. com sua mulher D. 6ª CASA «Doutor F RANCISCO JORGE.] «E Cecilia Mendes mulher de Luiz de Moraes Machado era filha de Francisco Mendes Antas. senhora do morgado e honra de Carapessos teve duas filhas: D. casada com António de Madureira de Macedo. 8ª CASA «MATHEUS DE SÁ SOTTO MAIOR. fidalgo da Casa de Sua Magestade. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . a primeira succedeu no morgado de Carapessos. morgado de Parada.BRAGANÇA 119 TOMO VI Pedro Alvares de Moraes Pimentel. filho de Luiz de Madureira. casado com Izabel Soares. [Memórias e documentos autênticos da Câmara e cartórios da vila do Vimioso. padroeiro da capella do capitulo de S. de Sá Sotto Maior. Maria de Sá Sotto Maior e D.. Antonia Carneiro. Anna Buiça. succedeu no morgado sua irmã D. como o foi seu filho primogenito Aleixo de Moraes sexto avô de Sebastião de Figueiredo Sarmento». desembargador da Supplicação e chanceller-mor que por não ter successão. neto de Gonçalo de Macedo que foi filho de Fernando Esteves de Macedo e este de Gonçalo Esteves que o foi de Esteve Annes de Bragança». 9ª CASA «LUIZ DE MORAES MACHADO. senhor da quinta de Picadeiros e de sua mulher Guiomar d’Aguilar».

termo de Bragança e delle procedem as casas da principal nobreza de Tra-los-Montes e se tem dirivado as casas da primeira grandeza de Portugal e Castella e ainda exaltado aos regios solios por D. «Armas de que usão os Moraes Pimenteis – de Bragança – Escudo em pala no 1º de Moraes – aberto em pala. «Solar da familia Moraes É solar desta familia o logar de Moraes. Luiz Pimentel que o foi de D. filha de Luiz Suppico fidalgo da Casa de Sua Magestade senhor de S. timbre e torre dos Moraes». chamado Palmeirim. No segundo – moreira de sua côr com amoras de ouro em campo vermelho. 13ª CASA «E D. ISABEL DE MORAES filha de Francisco de Moraes Cabral. 14ª CASA «E D. 3ª marqueza de Villa Franca. Pedro e do morgado de S. ISABEL DE MADUREIRA filha unica e herdeira de Alvaro Annes de Madureira e de sua mulher D.] 11ª CASA «MANUEL PIMENTEL DE SOUSA cavalleiro da Ordem de Christo filho de João Fernandes de Sousa e de D. Maria Osorio Pimentel. filha de D. de que tenho cópia jurídica. Maria Suppico. telhado de ouro com bandeira de prata e assentada a torre junto a uma corrente de agua. Leonor filha de D. torre de prata lavrada de preto. [Instrumento que se acha na vila do Vimioso. cinco conchas de prata em campo verde.120 TOMO VI BRAGANÇA 10ª CASA «ESTEVÃO MENDES ANTAS filho de Estevão Mendes Antas senhor do Vimioso. cujo senhorio perdeu seu filho primogenito Mendo Affonso por não ter successão». campo vermelho. Pedro de Toledo vise-rei de Napoles casado com D. Fagundo de Urros». Branca de Sousa. na segunda parte do escudo de Pimenteis. cavalleiro na Ordem de Christo». Rodrigo Affonso Pimentel 4º MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . senhores do morgado e casa de Parada». Seriz e da Quinta da Granja de S.

os duques de Lorena. CERTIDÃO «Joseph Cardoso Borges cidadão da cidade de Bragansa. que mandei escrever. De que tudo se mostra he o dito Sebastião de Figueiredo Sarmento da mesma linhagem de Pereiras de que era o illustrissimo arcebispo D. Vasco Pereira e de sua mulher D. E casou D. casado com D. filho primogenito de Lazaro Jorge de Figueiredo Sarmento cavalleiro do habito de Christo com o mesmo foro. alcaide-mor de Bragança. cavalleiro do habito de Christo fidalgo da Casa Real tenente commandante de hua companhia de cavallos. Baviera. Gonçalo Pereira e seus irmãos D. Ignez da Cunha foram filhos Ruy Vasques Pereira e D. Alda Gonçalves de Moreira. Saboya. e vai conforme aos autores genealogicos alegados que conferi com outros documentos juridicos a que dou inteiro credito e tenho em meu poder desta familia e sua ascendencia. Marianna de Buytrão Sotto Maior senhora do morgado de Carapessos (que até aqui são do meu conhecimento proprio) como foram os ascendentes da dita D. e destes os reis de França. Joanna Vasques e D. Vasco Pereira filhos do conde D. Marianna de Buytrão Sotto Maior. capitão de cavallos e de sua mulher D. Aldonça Vasques senhora do morgado e honra de Carapessos do qual D. Gonçalo Pereira – o Liberal – e da condessa D. Inglaterra. e vai sem cousa que duvida faça. cavalleiro do habito de Christo com o mesmo foro capitão de infanteria que morreu na brecha de Valensa de Alcantara anno de 1705. etc. sargento-mor e escrivão da Camara da mesma por S. Leonor com Cosme primeiro gran duque de Tuscana de que procederão os mais. Vasco Pereira e de seus descendentes. he filho unico e legitimo de Manuel Jorge de Figueiredo Sarmento. ascendentes e collateraes descende MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Hespanha e hoje a serenissima senhora princeza do Brazil. alcaide-mor de Bragança chefe dos Moraes. Urraca Vasques Pimentel e que do dito D. Constansa Rodrigues de Moraes filha de Ruy Martins de Moraes. Certifico que Sebastião de Figueiredo Sarmento natural da dita cidade. marechal de campo governador do seu castello senhor do morgado de Carapessos e de Santo Antonio e da capella dos Figueiredos sita na Collegiada de Santa Maria o qual foi filho de Sebastião de Figueiredo Sarmento cavalleiro do habito de Aviz. Parma e Mantua». cavalleiro do habito de Christo legitimo descendente por linha reta primogenita dos morgados de Carapessos e de todos os mencionados na arvore atraz e dos mais que contem os additamentos á mesma escritos em cinco meias folhas de papel imperial com esta tudo da mesma letra.BRAGANÇA 121 TOMO VI conde de Benavente 4º neto de João Affonso Pimentel e de D. e como tal he o dito Sebastião de Figueiredo Sarmento. Mag.

sogro de Manuel Jorge Gomes de Sepúlveda. alcaide-mor do Rio de Janeiro. tiveram 3 filhos. impressa em Lisboa. Tem mais dois fólios em branco e colados neles a «Árvore genealógica dos costados. foi muito rico e morreu sem geração e chamaram os instituidores em terceiro logar a este filho. no fólio seguinte. tem colada uma genealogia de Salvador Correia de Sá. todo escrito com uma só caligrafia. juntos a este livro. Balthazar Jorge. ano de 1829» (é a genealogia do visconde de Ervedosa). Joseph Cardoso Borges o sobscrevi e assignei». que também morreu sem geração e 2º chamado. pelo dr. Francisco da mesma cidade em 1550. O desembargador Christóvão Jorge. Gaspar Jorge casado com Filippa Mendes. passada em Lisboa a 14 de Fevereiro de 1749.122 TOMO VI BRAGANÇA Sebastião de Figueiredo Sarmento por quinze linhas alem das que duplicam que são muitas assim e da maneira que vae espressada. Bragança e abril doze de mil sete centos e quarenta. que contém o seguinte: «O desembargador Francisco Jorge e sua mulher Izabel Borges da cidade de Bragança instituiram o morgado de Santo Antonio com capella no convento de S. três fólios pequenos de papel grosso. que traz o artigo do abade de Rebordãos sobre a família dos Morais. escritos com caligrafia e letra antiga. Segue outra certidão. no verso desta está colada a folha do Pharol Transmontano. Assim termina o manuscrito. 1º chamado pelos instituidores para poder seguir os estudos. e filhas 7 a saber: com noticia das successões. E em fé de verdade o juro aos Santos Evangelhos e mandei fazer a presente por mim sobscripta e assignada. e que não chamaram o filho mais velho por não ter disso necessidade e estar melhor encaminhado. Há ainda. e. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . na qual atesta que a árvore genealógica constante do manuscrito de que vimos tratando está conforme com todos os livros genealógicos. Antonio Rousado. O Dr.

O Reverendo Roque de Sousa Pimentel. João Sarmento. que tambem casou. Marianna de Buytrão Sotto Maior casou com Sebastião de Figueiredo Sarmento cavalleiro do habito de Aviz capitão de cavallos nas guerras da Acclamação. Sebastião Jorge de Figueiredo Sarmento que está na posse do dito morgado». Violante Sarmento teve filha unica D. casou com Antonio de Madureira de Macedo cavalleiro do habito de Christo. Antonia Carneiro e chamadas na falta de legitima descendencia dos varões foi a que succedeu neste morgado a seu irmão Christovão. Marianna. abbade de Vinhas que existe. succedeu neste morgado a sua mãe e casou com D. 123 TOMO VI . Antonia de Buytrão Sotto Maior. que succedeu neste morgado a seu pae Francisco de Madureira de Macedo. BRAGANÇA MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA José que morreu solteiro em vida de seu pae e outros. que morreu na brecha de Valença em vida de seu pae. Violante. Marianna de Moraes Pimentel e teve os filhos seguintes: D. Francisco de Madureira de Macedo. Antonia que não casou e foi freira em Santa Clara de Bragança e o pae declarou pertencer o morgado a seu sobrinho Lazaro. Marianna de Buytrão Sotto Maior. do habito de Christo. Maria que casaram e D. Luiz Alvares de Macedo. D. filho de sua irmã D. capitão de infanteria que morreu na batalha de Almança em vida de seu pae. D. Casou e seu filho unico. casou com D. Manuel Jose de Figueiredo Sarmento. Lazaro de Figueiredo Sarmento alcaide-mor de Bragança administrador deste morgado casou com D. capitão de infanteria.Das filhas D.

2º FRANCISCO DE FIGUEIREDO SARMENTO.. (109) Museu Regional de Bragança. fol. 8º MANOEL ANTÓNIO DE FIGUEIREDO SARMENTO. natural de Arufe. Reconheceu-os depois como filhos. 4º SEBASTIÃO JORGE DE FIGUEIREDO SARMENTO. atrás descrita. em 1508 onde lhe quebraram um olho. libre de gastos. Notícias avulsas sobre os Figueiredos 1º JOÃO DE FIGUEIREDO. de D. os seguintes filhos: 5º JOSÉ BERNARDO DE FIGUEIREDO SARMENTO. teve. Findam aqui as notícias tiradas da Árvore Genealógica da Família dos Figueiredos. visino de Bragança» (108). (108) Livro do Registo da Câmara de Bragança. maço Ordinandos. 6º ANTÓNIO JOAQUIM DE FIGUEIREDO SARMENTO. 127 v. tendo nela arvorado quatro bandeiras. filhos de Francisco José de Figueiredo Sarmento e de D. colado num destes fólios. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . João III acrescentou-lhe nas suas armas a mesma torre com bandeiras. Eram as armas: cinco folhas de figueira em campo de ouro. XXIII. natural do Vimioso. 3º JOÃO JOSÉ DE FIGUEIREDO de Bragança. Defendeu a Torre do Albacar. Maria Peixoto de Morais Pimentel. em Arufe. Maria Josefa. Luísa Peregrina de Lira e Vasconcelos. a Francisco de Figueiredo Sarmento. (107) ESPERANÇA. em memória deste feito el-rei D. livro 2º. 9º D. Foram todos baptizados. viscondessa de Ervedosa. a que Arufe está anexada (110). a 7 de Dezembro de 1859. receberam ordens menores em 1810 (109). Isabel II. como filhos de pai incógnito. um papel com a notícia do falecimento. com quem depois casou (num requerimento que fez em 1808 dizia-se solteiro). os dois primeiros em Rebordainhos. de D. rainha de Espanha. col. e seu irmão António de Figueiredo Sarmento. JOSEFA DE FIGUEIREDO SARMENTO. os terceiro e quarto em Salsas e a última em Sortes. Por decreto de 21 de Fevereiro de 1854. onde residia. onde se encontra registado o respectivo documento. Frei Manoel da – História Seráfica. pedindo que os seus registos baptismais fossem transcritos nos livros do registo paroquial de Rebordainhos. 7º FRANCISCO JOSÉ DE FIGUEIREDO SARMENTO. concelho de Bragança. nomeou comendador «de la Real Orden Americana de Izabel la Catolica. Achou-se no cerco de Arzila. «que com a nova insígnia ficaram muito lustrosas» (107). da quinta de Arufe.124 TOMO VI BRAGANÇA Há ainda. (110) Ibidem.

aberto. (111) Museu Regional de Bragança. MARIA ANA PINTO COELHO DE ATAÍDE FIGUEIREDO SARMENTO que nasceu em Bragança a 9 de Março de 1903. capitão. Frequenta a Universidade de Coimbra. por timbre dois braços de leão vermelho. fidalgos antigos. na segunda as dos Sarmentos. atrás citado) e por herdeira sua sobrinha D. Família Figueiredos da Rica Fé 1º JOSÉ ANTÓNIO DE FIGUEIREDO SARMENTO. que nasceu a 10 de Março de 1869 e faleceu em Bragança. 17º D. com duas folhas de figueira das armas nas mãos. a 29 de Novembro de 1926. MARIA LEONOR DE FIGUEIREDO SARMENTO faleceu em Rebordainhos a 6 de Março de 1830. 11º FREI DIOGO DE SANTA ANA escreveu um Memorial da Família Morais Pimentel. irmão dos prececedentes. 15º CARLOS AUGUSTO DE FIGUEIREDO SARMENTO. coronel de infantaria. no ano de 1882. junto a Bragança. guarnecido de ouro. Cartório Administrativo. que nasceu em Bragança a 8 de Maio de 1904. filha de seu irmão Manuel António (111). sem deixar filhos. livro 183. natural de Bragança. 64. em 27 de Julho de 1713. Concede-lhe escudo partido em pala: na primeira as armas dos Figueiredos. a favor de José António de Figueiredo Sarmento. deixando por testamenteiro seu sobrinho José Bernardo (5º. não casou. e por diferença um trifólio de ouro no canto do escudo. filho de António de Figueiredo Sarmento. Elmo de prata. mas deixou filhos legitimados: 14º Padre FRANCISCO DE FIGUEIREDO. consta ser este descendente dos Figueiredos e Sarmentos. alcaide-mor de Bragança. concedida por El-Rei D.BRAGANÇA 125 TOMO VI 10º D. já falecido. de Bragança. Suas irmãs também não deixaram descendência. e existente no arquivo da Quinta da Rica Fé. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . em aspa. trisneto de Pedro de Figueiredo. paquife de metal e cor das armas. João V. Foi assassinado em Bragança. tendo casado com D. Antónia Marcelina. 12º ANTÓNIO DE FIGUEIREDO SEPÚLVEDA. governador da cidade de Bragança. Descendência: 16º CARLOS AUGUSTO DE ATAÍDE FIGUEIREDO SARMENTO. tenente-coronel. 13º BERNARDO DE FIGUEIREDO SARMENTO. fol. a quem nos referiremos em Moimenta. Arminda Pinto Coelho de Ataíde. De uma carta iluminada com o brasão de armas e título de nobreza.

e de D. vol. e de D. pois ambos fizeram a campanha contra os franceses. encontra-se o nome do capitão Domingos António Gil de Figueiredo Sarmento e o do tenente Domingos António Gil. Seja-me lícito mencionar aqui também um meu ascendente. filha legítima de João Esteves Alves. O Portugal Antigo e Moderno. também da Moimenta. 61. como consta do seu registo de óbito. a Domingos António Gil de Figueiredo Sarmento. Domingos António Gil de Figueiredo Sarmento era tenente-coronel de infantaria nº 6. que nasceu na Mofreita. entre outros. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . na batalha de Toulouse. dá uma relação dos oficiais realistas que se passaram para os liberais e menciona. 8º. ver o que dizemos ao tratar de Bernardo Correia de Castro Sepúlveda. Rita Vicência de Figueiredo Sarmento. Na lista. acima mencionado. 1196. A História de Portugal. à qual aderiu prontamente (114). dos oficiais mortos e feridos na Guerra Peninsular. em 10 de Abril de 1814. natural de Baçal. popular e ilustrada. que nasceu em Bragança. senhor da Quinta da Rica Fé. 3ª parte. soldado de infantaria nº 24. da guarnição de Bragança. destas Memórias Arqueológico-Históricas do distrito de Bragança. facto que convém não esquecer para a destrinça biográfica de um e outro. quando rebentou a Revolução de 24 de Agosto de 1820. natural da Moimenta. artigo Porto. subúrbios de Bragança. (112) Ver tomo I. Cláudio de – Excertos Históricos. quando da sua explosão em 26 de Agosto de 1810 (112). de Pinheiro Chagas. como ferido. ambos da Moimenta. (113) CHABY. p. É ele Ildefonso Alves. pág. Casou a 20 de Março de 1814 com D. que estavam na praça de Almeida. Bernardo Baptista da Fonseca e Joaquim António de Miranda e o tenente João Correia de Castro Sepúlveda. a 2 de Março de 1772. e ainda os nossos conterrâneos: capitães. nas campanhas contra os franceses. o major Domingos António Gil.126 TOMO VI BRAGANÇA 2º DOMINGOS ANTÓNIO GIL DE FIGUEIREDO SARMENTO. concelho de Bragança. concelho de Vinhais. que morreu. 165. ao menos digno pela devoção com que verteu o sangue pela pátria. p. Catarina Gil. publica a reprodução da sua fotografia. e da tradição da minha família. que se encontra no livro respectivo de Baçal. Na lista dos oficiais de infantaria nº 24. vol. V. Barnabé Alves. 347. fólio 53. p. Filho legítimo do doutor Domingos António Gil. irmão de meu avô paterno. figura. que Chaby (113) aponta. (114) Acerca do que fez nesta Revolução. senão distinto pela posição social. Mariana Vitória Gil.

acima. Diogo Machado Pimentel.. do hábito de Cristo.. alcaide-mor do Vimioso. sua prima. D. Maria de Morais Pimentel. Catarina Sarmento. moço fidalgo da casa dos Sereníssimos Duques com acrescentamento a fidalgo escudeiro.. senhor do morgado de Carapeços. Manuel de Morais Pimentel. Joana Pimentel. do hábito de Cristo. natural do Mogadouro e tiveram filhos e filhas (1) Lázaro Jorge de Figueiredo Sarmento. governador do seu castelo. Maria de Morais Ozores. (1) 15ª casa (Como em cima. instituidor da capela dos Figueiredos. Mariana de Gouveia Pegado Vasconcelos. e de D. D. do hábito de Cristo. Aldonça de Albuquerque. acima. Lopo Sarmento... irmão de António de Morais Pimentel. alcaide-mor de Bragança. Maria Supico. cavaleiro da Ordem de Cristo.. Álvaro de Morais Madureira. D.. Gonçalo de Buytrão Idiaquis Moxica. Estêvão Mendes Antas. Francisca Ozores. Marianna de Buytrão Sotto Maior.. do hábito de Cristo. 7ª casa D. D.. Luís de Morais Machado. do hábito de Cristo. irmão de Manuel Pimentel de Sousa. sua prima... acima. 11ª casa Gaspar Pimentel de Sousa. juiz dos órfãos de Miranda. Cecília Mendes [outros genealogistas dão o apelido de Macedo a esta família]..» 1ª casa D. senhora do morgado e honra de Carapeços na Quinta da Madureira.. D.. natural de Chaves. capitão de cavalos na guerra de Aclamação. Filipa de Sá Sotto Maior. M. Dr. 16ª casa D. fidalgo da Casa Real. D.. Catarina duquesa de Bragança.(No original há aqui um escudo em pala.. D. fidalgo da Casa Real.. desembargador do Paço. D. Heitor de Figueiredo. alcaidemor da mesma cidade. «Sebastião de Figueiredo Sarmento. D. . Mariana Malho.. feito à pena. natural da vila do Vimioso.. familiar do Santo Ofício. Joana Gomes de Macedo. fidalgo da Casa Real juiz dos orfãos de Miranda. fidalgo da Casa Real. Manuel Jorge de Figueiredo Sarmento. capitão-mor de Viana. marechal de campo. António de Albuquerque... 9ª casa 10ª casa Isabel Mendes Antas. fidalgo da Casa Real. Diogo Machado de Morais. fidalgo da casa dos Sereníssimos Duques.) D. Francisco e da capela dos Figueiredos na Colegiada de Santa Maria. do hábito Cristo. 2ª casa 3ª casa D. fidalgo da Casa Real. Manuel Pimentel de Sousa. António de Figueiredo. D. Jácome Luís Sarmento. inquisidor do Santo Ofício. herdeira da casa de Parada. D. da cidade Miranda.. capitão de infantaria do 3º velho (sic?) da praça de Bragança. solteiro. instituidor do morgado de Santo António no convento de S. Francisco de Madureira de Macedo. do hábito de Cristo. fidalgo da casa real.. Isabel de Morais Madureira. Antónia Carneiro.. que também foi casado com D. primeira mulher. o original tem neste sítio um escudo em pala. Isabel de Madureira. D. Catarina de Quinhones.. António de Morais Pimentel... António de Buitrão Idiaquis Moxica. natural da vila do Vimioso. D.. feito à pena... 4ª casa 5ª casa D. fidalgo escudeiro. capitão-mor de Viana. juiz da alfândega da mesma cidade. senhor da quinta de Deucriste. M.. Isabel de Sousa Pimentel... tiveram Sebastião de Figueiredo Sarmento. Isabel de Morais Manuel Pegas de Escobar. capitão-mor de Miranda. tenente comandante de uma companhia de cavalos. Joana do Campo.. Francisco Machado de Morais. fidalgo da Casa Real. Pedro de Figueiredo Sarmento. do morgado e honra de Carapeços. Violante Rodrigues de. senhor do morgado e casa de Parada.) Sebastião de Figueiredo Sarmento. natural e morador da cidade de Bragança.. da casa dos Sereníssimos senhores Duques de Bragança. que casou com D. João Pegas de Escobar. 6ª casa D. 8ª casa D. todos da primeira nobreza de Miranda.. filha de Baltasar de Morais Sarmento. de que há nobre descendência. Gomes Buissa.. António de Madureira de Macedo.. Ana Carneiro.. 14ª casa D.. Joanna Gomes de Macedo... Francisco Jorge. Violante Sarmento.. D.. juiz dos Órfãos da cidade de Miranda... M. alcaide-mor de Bragança. filho de Leonardo de Sá. tendo na primeira cinco folhas de figueira em sautor e na segunda treze besantes. Antónia de Buytrão Sotto Maior. Mariana de Morais Pimentel. D. casado com D. senhor de Nuselos. familiar do Santo Ofício.. Isabel Borges. Maria de Albuquerque.. do habito de Avis.. morto na defesa de Alcântara... 12ª casa 13ª casa António de Morais Madureira. Mateus de Sá Sotto Maior. Francisco. governador da Praça de Vinhais. Jácome Luís Sarmento. D. senhor do morgado e casa de Parada. D.. senhor do morgado de Santo António no convento de S. D. ano de 1706. António Carneiro. filho primogénito. Violante de Sotto Maior. . Ana de Morais Pimentel. fidalgo da Casa Real. D. Isabel Soares. Luís de Madureira. Isabel de Macedo. alcaidemor de Borba.. senhor do morgado de Carapeços. As palavras grifadas estão no manuscrito com letra diferente e mais moderna. Faustina Malho de Buissa.. contendo na primeira as armas dos Pereiras e na segunda cinco vieiras. camareiramor da S. senhor do morgado e casa de Parada. fidalgo da Casa Real do hábito de Cristo.

que nasceu. p. pág. com o doutor Domingos António Gil. e casou com D. concelho de Chaves.BRAGANÇA 127 TOMO VI Árvore genealógica de Domingos António Gil de Figueiredo Sarmento 1º ANTÓNIO DE FIGUEIREDO SARMENTO. fundador da capela de Santo António do Toural. governador de Bragança. com D. (117) Ibidem. destas Memórias Arqueológico-Históricas do distrito de Bragança. Teve carta de brasão de armas. filha de João Esteves Alvarez. Descendência: 3º ANTÓNIO DE FIGUEIREDO SARMENTO. tomo I. p. Antónia Marcelina de Machado e Azevedo Carmona. da Mofreita. que casou com o capitão de cavalaria José António de Lima Carmona. 210. «O Bravo Gil». corregedor da comarca de Bragança. 301. RITA VICÊNCIA DE FIGUEIREDO. a 11 de Abril de 1726. Catarina Gil. desfrutadora de um «opulento morgadio». da família Gil Lamadeita Rodrigues Salgado Lousada. de quem vamos tratando e a quem se refere esta genealogia. destas Memórias ArqueológicoHistóricas do distrito de Bragança. Rosa Maria do Vale. em Moimenta. filha de Manuel Pereira de Lemos. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . em Bragança. em Bragança. neta paterna de Sebastião Alves e de D. de Moimenta. Descendência: 4º D. ANA RAQUEL CAROLINA GIL DE FIGUEIREDO SARMENTO. que faleceu em Bragança a 3 de Maio de 1807. (116) A propósito de João Esteves Alvarez. Faustina de Sousa. cavaleiro do hábito de Cristo. que muito se distinguiu nas lutas constitucionais (117). a 15 de Maio de 1724. e tomo II. natural de Vila Real. que nasceu em Mofreita e casou. da Guerra Peninsular contra os franceses e das lutas liberais. Mariana Vitória Gil. em Bragança. que nasceu. Isabel de Lousada. em Bragança. p. natural de Vilar de Nantes. 332. Descendência: 5º DOMINGOS ANTÓNIO GIL DE FIGUEIREDO SARMENTO. Casou. Filho de Manuel António da Costa Lima. que ainda se conserva no arquivo da Quinta da Rica Fé. casou com D. 30l. de que fala o Arquivo Heráldico Genealógico. e de D. p. 6º D. em 1712 com vínculo de morgadio (115). ver o tomo II. natural da Moimenta. Descendência: (115) Ver tomo I. da Rica Fé. concelho de Bragança. Descendência: 2º JOSÉ ANTÓNIO DE FIGUEIREDO SARMENTO. cavaleiro da Ordem de Cristo. concelho de Vinhais. natural de Vilar de Nantes. e de D. a 23 de Fevereiro de 1697. passada a 27 de Julho de 1713. natural de Ponte de Lima. 293 (116).

A poesia que a seguir publicamos foi-nos obsequiosamente cedida pelo Ex. Maria da Conceição Barata. etc. D. de 10 de Maio de 1903. com D. Descendência: I. que nasceu em Rica Fé... e também O Correio de Cintra. em São Pedro do Sul. a 30 de Janeiro de 1853 e aí faleceu a 22 de Abril de 1913. irmã do doutor Francisco Manuel de Morais. sendo depois transferido para o central de Lisboa. É diplomado com o curso de infantaria e com o de engenharia civil. natural de Soutelo da Gamoeda. Maria Eugénia de Morais. Era casado com D.. bacharel formado em direito pela Universidade em Coimbra. D. . Virgínia Júlia da Conceição Reis. que nasceu em Soutelo da Gamoeda a 20 de Abril de 1877 e casou. Descendência de António Paulo Gil de Figueiredo Carmona: 8º JOSÉ HIPÓLITO DE MORAIS CARMONA. doutor José Hipólito de Morais Carmona. António Paulo Gil de Figueiredo Carmona teve um irmão: Teodoro Gil de Figueiredo Carmona. professor para o liceu de Faro. em Lisboa (Lapa) com D. Maria José. que nasceu. Maria Eugénia. mediante concurso de provas públicas. Em 1891 foi despachado. filha de um comerciante de Lisboa (118).128 TOMO VI BRAGANÇA 7º ANTÓNTO PAULO GIL DE FIGUEIREDO CARMONA. natural de Celorico da Beira. actual juiz auditor em Bragança. que terminou em 1898. artigo «Figueiredo Carmona». capitão em 1900. Estava impressa em 8º e parecia ter feito parte de um livro. irmã de Madalena Afonso.mo Sr. a 5 de Outubro de 1910. a 23 de Janeiro de 1893. Alferes em 1885. II. subúrbios de Bragança. Casou. a 7 de Janeiro de 1857. concelho de Bragança. terceira avó paterna do autor destas linhas. ambos terceiros netos de Isabel Afonso. no Marco de Canaveses. pois tinha a paginação 3-4-5-6: (118) Ver Portugal: Dicionário. onde se conserva. que nasceu em Rica Fé. onde se encontra reproduzida a sua fotografia. a 5 de Janeiro de 1917. que nasceu. a 14 de Setembro de 1911. filho único. que faleceu em Bragança a 13 de Junho de 1898. tenente em 1894. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA .

. mordei-vos. no vasto salão da Eternidade. valoroso brando. dia sem par nos Lusos fados!. Da lisonja vingai meu grato canto. estridentes se abrem.. acceso em brio! Fulgente ferro. – Em balde intentareis roubar-lhe a gloria. Eis magestosa idéa á mente assoma. Com sorrisos lhe afaga o caro nome: – Zoilos! estremecei. E. O Nome do seu Gil profere a Patria. – Zoilos! estremecei. espalha na alma. mordei-vos – Em balde intentareis roubar-lhe a gloria: Em marmoreo padrão d’Heroes na Estancia A Patria já gravou seu nome e gloria. e lá no peito a Patria. da tyrannia! Dia.mo Snr. ergueu-lhe ha muito: Ó Nobres Cidadãos! Abri-me o peito. No templo augusto da memoria eterna As bronzias portas. ao grito salvador. Primeiro arremettendo ao monstro ousado: Na mão a espada. De guerreira Phalange ensaia os golpes... E. Portuenses corações. Entre meigos transportes de alegria. Domingos Antonio Gil de Figueiredo Sarmento Coronel de infantaria nº 6 e regenerador da Patria ELOGIO Augusta imagem do presente augusto Que o eco benigno nos mandou n’outr’ora! Imagem do trovão. rugi. que espanca. Heroes pullulão. rugi. Dizei que vezes mil seu doce Nome Lembrança grata vos revolve n’alma? MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Eis grita á salvação da afflicta Patria. Hum Gil se avista ao longe..BRAGANÇA 129 TOMO VI «Ao Ill. que na alma nutre. Amor. espalha O cerrado negrume.. Eterna gratidão milhoens de altares. o torvo asylo Do despotismo atroz.

Nos ternos corações dos Portuenses Aras lhe amostra. Dias dourados. Dias dourados. O Nome Portuguez. insulta os Evos. do esquecimento. já nada podeis. insulta o ódio. (119) Alude à oferta de uma espada que lhe fez O Comércio do Porto. o Nome Augusto Do mais benigno rei as furias doma. quaes vio Grecia e Roma. Despreza então a inveja. já nada podeis. He tua a Eternidade. O inferno espavorio encheo de susto! O sec’lo Saturnino eis já s’assoma. No templo augusto dos Heroes famosos. do esforço a custo. monstros do inferno! Da tyrannia atroz collosso eterno. E a Patria restaurou. Ministros d’um furor sanguisedento! A patria triunfou oh! que portento! Já. Aos guerreiros ousados que elle educa? (120) Não foi da gratidão o doce influxo. (120) Alude a vários presentes que O Comércio do Porto fez ao regimento de infantaria nº 6. quais vio Grecia e Roma SONETO Já. Quem sempre vos dictou tão nobres teitos? Ó Gil! Ó Grande Gil! Ó Nome augusto! Disfruta a gloria que te dá teu nome. monstros do Averno. Ovante resurgio. amostra. a qual eu ainda vi na casa da Rica Fé. Ovante o Nome teu lhe aponta. benignos. é sempiterno: A par da liberdade. que erigirão gratos. Se inutil Zoilo de trahir teus feitos. Que a par dos Bronzes durará brilhante. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . D’um só golpe cahio n’um momento.130 TOMO VI BRAGANÇA Dizei porque razão Ihe armaes a deixtra? (119) E gratos mimos tributaes.

António de Figueiredo. Bisneto de Diogo de Figueiredo. Na Grecia grande. herdou o foro de seu pai.. Mas seu alto valor reprime e doma Prudente Scipião victorioso. generoso Leonides sem par eis lá se assoma. é mui ligeira A par d’um Gil. livro I. Armas dos Figueiredos: por diferença uma moleta de prata. Seu nome e dos heroes. nº 435. do hábito de Cristo. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . heroes. Neto de Sebastião de Figueiredo. filho de António de Figueiredo. José de Sousa – Brasões Inéditos. por nosso fado. (121) MACHADO. fol. em grato idioma. Brazão passado a 10 de Dezembro de 1587 (121).BRAGANÇA 131 TOMO VI O heroe libertador da Patria inteira SONETO Carthago deu Annibal valoroso. que foi moço fidalgo e fidalgo escudeiro da Casa Real. do hábito de Cristo.» Família Figueiredos PEDRO DE FIGUEIREDO. que foi. alcaide-mor de Bragança. Que os muros abalou da altiva Roma. morador em Bragança. 132 v. Tremula de Alexandre a audaz bandeira No mundo de seus feitos assombrado Mas vossa gloria. O heroe libertador da Patria inteira. Família Figueiredos – I 1º PEDRO DE FIGUEIREDO SARMENTO. Em Termopylas brilha portentoso: A Grecia subjugou Filippe ousado. altivo.

filha de Aleixo de Morais Pimentel (122). Filhas que foram freiras e outros filhos. Violante Sarmento. Solar dos Morais. em Vinhais. Maria de Morais Pimentel. Violante Sarmento. que morreu na batalha de Almança. que casou. II. c) D. cavaleiro do hábito de Cristo. Francisca Xavier de Mariz Sarmento. Instituiu um morgadio. com capela na igreja de Santa Maria de Bragança. Catarina de Vasconcelos e deixou uma filha. filha do alcaide-mor Lopo Sarmento e de D. Sebastião de Figueiredo Sarmento (2º. do hábito de Cristo. notícia X. deixou um filho legitimado e que foi seu herdeiro. Francisco Xavier de Figueiredo Sarmento. com António Vaz Coimbra. atrás citado). Não deixou descendência. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . cavaleiro do hábito de Cristo. atrás citado). governador das armas da província de Trás-os-Montes. e nomeou por primeiro administrador sua mulher D. que casou com Pedro de Mariz Sarmento.. abade de Carrazedo. da vila de Chaves. III. alcaide-mor de Bragança. sua prima. com António de Morais Ferreira. em 1585. D.132 TOMO VI BRAGANÇA Casou com D. freira no mosteiro de Santa Escolástica de Bragança. Lopo de Figueiredo Sarmento. que morreu ajudante de campo. Lopo de Figueiredo Sarmento (II. do hábito de Cristo. Violante Sarmento. Descendência: João de Morais Ferreira Sarmento. José Cardoso – Descrição Topográfica. que casou com Sebastião da Veiga Cabral. na corte. José de Morais. b) D. António de Figueiredo Sarmento. abade de Carrazedo (III. capitão de cavalaria. nº 21. Outros filhos que não deixaram descendência e filhas que foram freiras. mestre de campo general. Mariana de Mariz Sarmento. e de D. etc. António de Figueiredo Sarmento. Descendência: a) D. que casou. Descendência: I. Ana Carneiro. governador de Bragança (ver Figueiredos – III). do hábito de Cristo. adiante citado). que foi sargento-mor de infantaria. cavaleiro do hábito de Cristo. Joana do Céu. António Caetano de Morais. que morreu capitão de infantaria. que deixou a seguinte descendência: José António de Figueiredo Sarmento. casou com D. António de Figueiredo Sarmento. (122) BORGES. capitão de infantaria. filha de António Carneiro. D. Maria Arcângela. do hábito de Cristo.

com o desembargador Inácio de Morais Sarmento). II. Descendência: I. Luís Carlos de Menezes. seu primo. 3º LÁZARO DE FIGUEIREDO SARMENTO. que faleceu sendo governador da praça de Bragança. que casou. Caetano José de Mariz Sarmento. Ana de Figueiredo. D. com D. cavaleiro do hábito de Cristo. capitão de Bragança. e general desta expedição D. João Baptista Pimentel de Sousa. morgado de Parada (ver 9º em Parada). D. Violante de Butrão Sarmento (ver 9º em Bornes). que casou com Diogo Machado Pimentel. que foi capitão de mar e guerra na Índia e morreu gloriosamente no assalto da cidade de Porguis. 2º SEBASTIÃO DE FIGUEIREDO SARMENTO. Angélica de Mariz Sarmento (que depois casou. do hábito de Cristo. Violante Sarmento. Maria de Figueiredo. que depois da paz passou a servir nas armas de El-Rei católico e em 1721 era capitão de infantaria. secretário da infanta D. Casou com D. do hábito de Cristo. que morreu no real serviço em viagem para a Índia. D. sendo vice-rei o conde de Ericeira. D. adiante citado). Lopo de Almeida. Manuel Jorge de Figueiredo Sarmento. que casou com Francisco Xavier Neves. Bárbara Caetana. filha de António de Morais Madureira. alcaide-mor de Bragança. Descendência: a) António Pimentel de Sousa. D. José Caetano de Mariz Sarmento. cavaleiro do hábito de Avis. capitão MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . IV. Maria Antónia de Castelo Branco e Melo. filha de Diogo Machado Pimentel e de sua primeira mulher D. Maria de Butrão Soto Maior (ver 2º em Santa Apolónia – Bragança). Isabel Luísa Josefa. capitão de cavalaria nas guerras da Feliz Aclamação. III. D. Descendência: Manoel de Mariz Sarmento. Clária Maria de Figueiredo Sarmento (ver Figueiredos – III). cargo que desempenhou depois do falecimento do governador António de Figueiredo Sarmento. em segundas núpcias. Descendência: I. na corte. D. do hábito de Cristo. Isabel de Morais. mestre de campo de infantaria. irmão de Manuel Pimentel de Sousa. Inácia de Figueiredo Sarmento. Mariana de Butrão Soto Maior (ver 6º em Figueiredos – II) e sucedeu neste morgadio por nomeação de sua mãe D. Francisco Manuel de Figueiredo Sarmento. casou com D. que foi freira no mosteiro de Santa Escolástica de Bragança.BRAGANÇA 133 TOMO VI Henrique de Figueiredo Sarmento. do hábito de Cristo. na corte. que se ausentou para Macau. Mariana de Morais Pimentel. do conselho geral do Santo Ofício. Lázaro de Figueiredo Sarmento (3º. que casou com D. que casou com D.

notícia XI. filho do morgado de Parada. capitão de infantaria. Em 1721-1724 era administrador deste morgadio Sebastião de Figueiredo Sarmento [por nomeação que nele fez seu avô Lázaro de Figueiredo Sarmento (123)]. filho de Manuel Jorge de Figueiredo Sarmento (I. Francisca Antónia. protonotário apostólico. fidalgo da Casa Real. filha de Álvaro Pires Borges e de D. fólio 260 (mihi). que morreu montando a brecha de Valença de Alcântara em 1706. João Sarmento Pimentel. que morreu na batalha de Almança. que casou com André de Morais Sarmento. irmã de Pedro Álvares de Morais Pimentel. Maria Josefa de Butrão Sarmento. II. com capela dedicada a Santo António. D. Alvar’Eanes de Madureira (ver 4º em Parada). José Cardoso – Descrição Topográfica da Cidade de Bragança. III. que casou com António de Madureira. do hábito de Cristo. D. FRANCISCO JORGE. D. Francisco de Bragança. fidalgo da Casa Real. Maria de Morais Sarmento. VIII. Família Figueiredos – II 1º Dr. na igreja de S. Francisca Ozores. Caetana Luísa de Sousa Pimentel (ver 6º em Vimioso). VI. por alvará de 17 de Novembro de 1594. Roque de Sousa Pimentel. Por sua nomeação sucedeu-lhe neste morgadio seu filho: 2º Doutor CRISTÓVÃO BORGES. Não casou. filha de Baltasar de Morais Sarmento. e de D.134 TOMO VI BRAGANÇA de infantaria. comissário do Santo Ofício e abade de Vinhais. Sucedeu-lhe seu filho: (123) BORGES. Violante de Morais Pimentel. ANTÓNIA CARNEIRO. D. «Dos Morgados». na qual teve sepultura num arco metido na parede. e sua mulher D. freira no mosteiro de Santa Escolástica de Bragança. neto de Garcia Álvares de Madureira. instituíram em 3 de Outubro de 1550 um morgadio. Sucedeu-lhe sua irmã: 3º D. IV. VII. Lázaro Jorge de Figueiredo Sarmento (ver 8º em Figueiredos – II). MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Isabel Borges. governador de Vinhais. V. do conselho de El-Rei e desembargador do Paço. atrás citado) e de D. Não deixou descendência (ver 8º em Bornes). Rosa Maria Teresa de Sousa Pimentel. desembargador da Suplicação e depois chanceler.

Mariana de Morais Pimentel. com D. que depois (a 20 de Dezembro de 1712) legiti- (124) Ibidem. juiz da Alfândega da mesma cidade. cavaleiro do hábito de Cristo. alcaide-mor de Bragança. e casou na província do Minho com D. que também possuía um vínculo chamado de Santa Maria. filha de Lopo de Figueiredo Sarmento. Filipe I. Teve de D. que o legou a seu sobrinho Luís Álvares de Macedo Madureira (5º. alcaide-mor de Bragança. irmã de Luís Álvares de Macedo Madureira (5º. da quinta de Deo Christi. D. atrás citado). cavaleiro do hábito de Cristo. § 2. cavaleiro do hábito de Cristo e governador de Bragança. instituiu em 1712 um morgadio na capela dedicada a Santo António do Toural. Antónia. sendo mestre de campo de infantaria. MARIANA DE BUTRÃO SOTO MAIOR. Sucedeu-lhe seu filho: 5º LUÍS ÁLVARES DE MACEDO MADUREIRA. que passou a este reino. Sucedeu-lhe neste morgadio: 6º D. cavaleiro biscainho. Sucedeu-lhe seu filho: 7º LÁZARO DE FIGUEIREDO SARMENTO (ver 3º em Figueiredos – I). Violante Sarmento casou. que casou com D. Antónia de Butrão Soto Maior. instituído por Faustino de Madureira em 12 de Abril de 1646. com Pedro de Mariz Sarmento. D. fidalgo da Casa Real. D. Era neto de Pedro de Figueiredo Sarmento e de D. Família Figueiredos – III 1º ANTÓNIO DE FIGUEIREDO SARMENTO. solteira. que casou com Sebastião de Figueiredo Sarmento. que foi freira em Santa Clara de Bragança. do hábito de Avis. Gonçalo de Butrão Idiaquis e Monchique. 260 (mihi). atrás citado) (124). que casou com D. filho do alcaide-mor Pedro de Figueiredo Sarmento (ver 3º em Figueiredos – I). alcaide-mor de Bragança. da mesma cidade. Clara de Figueiredo Sarmento. Tiveram uma filha única. Violante Sarmento (ver 1º em Figueiredos – I). fol. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Violante Sarmento. em segundas núpcias. uma filha ilegítima. junto a Viana. Filipa de Sá de Menezes. que casou com D.BRAGANÇA 135 TOMO VI 4º FRANCISCO DE MADUREIRA. Francisca Borges. filha de D. Sucedeu-lhe seu quarto filho: 8º LÁZARO JORGE DE FIGUEIREDO SARMENTO.

Descendência: I. sargento-mor da comarca de Vila Real. Foi seu padrinho de baptismo o beneficiado Caetano Mendes da Fonseca a por procuração que (125) A carta régia da perfilhação. descendentes de Francisco Borges. natural de Vale de Prados. e de D. cidadão de Miranda. concelho de Macedo de Cavaleiros. José Cardoso Borges era filho de Francisco Borges Barreiros. e sua mulher D. Ana Maria Feliz Pinto da Fonseca e Avelar. e de D. III. D. filha do governador da mesma cidade António de Figueiredo Sarmento (ver 1º em Figueiredos – III). Neto de outro Francisco Borges Barreiros e de D. filha de Bento José de Figueiredo Sarmento (1º. e de D. Maria Pinto da Fonseca. educanda no mesmo mosteiro (127). Juliana Vaz Borges. que em 1721-1724 frequentou a Universidade. (127) Ibidem.136 TOMO VI BRAGANÇA mou (125) quando esta já estava casada com José Cardoso Borges. atrás citado). José Sarmento de Figueiredo. (126) BORGES. cavaleiro do hábito de Cristo e sargento-mor de infantaria (126). de Bragança. sargento-mor de Bragança. natural de Miranda do Douro. em pergaminho. Maria Teresa Pinto de Figueiredo Sarmento. 325 (mihi). de Bragança. Em 1758 noviciou no convento de Santa Clara. há poucos anos falecido. «Dos Morgados». 268 (mihi). Neta paterna de José Cardoso Borges. da mesma cidade. fol. notícia XI. e de D. IV. O primeiro administrador deste morgadio foi seu filho: 2º JOSÉ ANTÓNIO DE FIGUEIREDO SARMENTO. Neta materna de Francisco Álvares de Avelar. Clara Maria de Figueiredo Sarmento. José Cardoso – Descrição Topográfica da Cidade de Bragança. VI. residente em Vale de Prados. António Manuel Sarmento. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . natural de Bragança. § 35. Bento José de Figueiredo Sarmento. Escolástica Maria de São Bento. que serviu num regimento de infantaria. freira no mosteiro da Conceição. D. Francisco Bernardo Borges de Figueiredo. JOSÉ CARDOSO BORGES. conserva-se na posse da família do padre Francisco Figueiredo. sargento da cidade de Bragança e seu distrito. D. de Espadanedo. V. cavaleiro professo na Ordem de Cristo. Maria Josefa Gertudes. Ana Rodrigues. a quem adiante nos referimos. Clara Maria de Figueiredo Sarmento instituíram em 5 de Novembro de 1706 um morgadio. fol. cavaleiro professo da Ordem de Cristo. II. A noviciante nascera a 23 de Maio de 1743.

filho de D. em 5 de Dezembro de 1673. Casou com Francisco de Figueiredo Sarmento. e filho do dito José Cardoso Borges. instituiu. e no processo declara-se que o pai era tenente-coronel (129). e os outros para suas sobrinhas – Ana Maria Feliz Pinto da Fonseca e Catarina Pinto da Fonseca (quatorze mil réis para cada uma) (131). Manuel de Figueiredo Sarmento. Família Figueiredos – IV 1º D. professo na Ordem de Cristo. Não teve descendência e legou este morgadio a seu marido (ver 6º em Doutéis. que o legou a: 3º FRANCISCO XAVIER DA VEIGA CABRAL. um morgadio com capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . que «os gozaria a título do hábito da Ordem de Cristo». MANUEL DE CARVALHO. governador da vila de Bragança (ou cidadela). MARIA LOPES DE MORAlS. Maria de Figueiroa. sargento. irmão das precedentes. fidalgo da Casa Real. a quem El-Rei fez mercê de quarenta mil réis de tença em atenção aos serviços prestados na infantaria nas províncias do Alentejo e Trás-os-Montes e na cidade de Bragança. D. (130) Ibidem. maço Ordinandos. nos postos de soldado. (129) Ibidem. no referido ano. de Cidade Rodrigo (onde foi ferido numa perna por uma bala). em pergaminho. administrador deste morgadio. natural de Bragança. recebeu ordens menores em 1778 (130). alferes. e aos feitos praticados no ataque da praça de Alcântara. de Bragança). de Bragança. onde se portou sempre valorosamente. (128) Museu Regional de Bragança. maço Freiras de Santa Clara. Mariana Escolástica de Figueiredo Sarmento. os quais ambos tocaram a dita baptizada» (128). Doze destes quarenta mil réis reverteriam para seu sobrinho Diogo de Moura Coutinho. noviciou no mesmo convento.BRAGANÇA 137 TOMO VI fez ao sobredito sargento-maior José Cardoso Borges e a António Manuel de Figueiredo Sarmento. em poder da família do falecido padre Francisco Figueiredo. irmã da precedente. filho de António Carvalho. por mais de doze anos. contados de 26 de Março de 1706 até 20 de Dezembro de 1719. (131) Carta régia. tenente e capitão de campanha. Castelo de Vide e em todas as campanhas desse tempo. 2º FRANCISCO DE FIGUEIREDO SARMENTO.

natural de Faria. cavaleiro da Ordem de Cristo. Família Figueiredos Sarmentos PEDRO JOSÉ SOARES DE FIGUEIREDO SARMENTO. fidalgo da Casa Real (filho de Domingos Nunes de Morais. filha de António da Ponte Galego e de D. capitão de cavalaria. e de D. «Dos Morgados». bacharel. (133) PINTO. filha de Francisco da Silva Barreto. da Quinta de Arufe. filho do doutor Agostinho José da Fonseca. Perpétua de Figueiredo. e de D. Maria da Silva. notícia XI. Mariana Albina (132) BORGES.138 TOMO VI BRAGANÇA sobrinha de Francisco de Figueiredo Sarmento. deixando uma filha única. e de D. coronel de infantaria. Segundo neto paterno de Aleixo Soares e de D. Maria Nogueira. Perpétua da Rocha Figueiredo. neta de Domingos da Ponte Galego. filha de Sebastião de Figueiredo Sarmento. e de D. alcaide-mor de Bragança. capitão-mor de Vinhais. governador da nova Colónia. Rosa Maria Teresa de Sousa Pimentel. fol. mestre de campo general. em 1763. tenente-coronel de infantaria de Bragança. 298 (mihi). e casada com Sebastião da Veiga Cabral. § 13. capitão-mor de Paçó. general de artilharia da província de Trás-os-Montes. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Bento – Caderno de Árvores de Costado. professo na Ordem de Cristo. irmã de Lázaro José de Figueiredo Sarmento. e de D. Mariana de Buitrão Soto Maior (133). governador da mesma província (132). que era neta de Gaspar da Silva. cavaleiro da Ordem de Cristo. Neto paterno de Pedro Soares de Figueiredo Sarmento. natural de Tuizelo. Isabel de Morais. Maria de Buitrão Soto Maior. Era filho de Aleixo José Soares de Figueiredo Sarmento e de D. José Cardoso – Descrição Topográfica da Cidade de Bragança. filha de Francisco da Silva Barreto. termo de Barcelos. e de D. onde esteve até 1775. casou no Rio de Janeiro e faleceu em Lisboa em Junho de 1776. capitão-mor de Paçó). Família Fonseca Pinto AGOSTINHO JOSÉ DA FONSECA PINTO. professor de filosofia em Bragança. com patente de brigadeiro. filha de Rodrigo de Morais (o Indiano). aos quais nos referiremos na Árvore Genealógica dos Figueiredos. D.

Outeiro.BRAGANÇA 139 TOMO VI de Lima Pinto. nasceu em Bragança a 26 de Março de 1825. Filho de Domingos Pires Aires. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . onde foi capitão de fronteira. (134) Museu Regional de Bragança. mestre de campo de infantaria de marinha. Casou. comandante de várias esquadras navais e um dos heróis da aclamação de D. Bisneto paterno de Mateus Pires de Fontes. e de D. Maria de Santiago Vidal. Neto paterno de Domingos Pires das Neves que governou a vila e castelo de Outeiro. familiar do Santo Ofício. em 1850 com D. Bisneto materno de António da Fonseca. Maria de Sousa. Teresa de Morais. director do trem do ouro e das obras militares da cidade do Porto. major de artilharia. concelho de Vinhais. Quarto neto paterno de Joaquim Pires Machado. natural de Bragança. Quinto neto paterno de Inácio Pires Machado de Araújo. e de D. Joana de Abreu. Adelaide Felisbina de Mesquita Antas. onde foi sargento-mor de infantaria e governador do Castelo. cavaleiro professo da Ordem de Cristo. João IV. de Bragança. do Porto. natural de Travanca. e de D. e de D. natural de Alfândega da Fé. natural de Outeiro (134). barão de Santa Bárbara 1º BERNARDO BAPTISTA DA FONSECA E SOUSA. governador do castelo desta praça. graduado em direito pela Universidade de Coimbra. Família Fonseca e Sousa. e de D. e de D. neta de Domingos Vidal de Morais. Era neto materno de Miguel José Pinto Castelinho. que nas guerras da Aclamação foi capitão de um terço volante de infantaria. sargento-mor das ordenanças da vila de Outeiro. natural de Quintanilha. capitão de fronteira em Trás-os-Montes. Terceiro neto paterno de Francisco Pires Machado. Francisca de Sousa. juiz dos órfãos na mesma cidade e seu termo. alferes de infantaria. e de D. Maria Aires. natural de Outeiro. capitão de fronteira do distrito de Penas Juntas. natural de Paçó do Outeiro. em 1640. Francisca de Morais. natural de Bragança. maço Casamentos. Neto materno de Bernardo da Fonseca. capitão-mor da vila de Outeiro. Serafina de Sousa. nas guerras da Aclamação. e de D.

por haver casado com D. (136) Livro 4 do Registo da Câmara Municipal de Bragança. No livro do Registo da Câmara de Bragança. Igual título. natural de Amarante. António Manuel Gualberto de Morais Castro Pereira de Sá e Sarmento. II.140 TOMO VI BRAGANÇA Terceiro neto materno de outro António da Fonseca. e de D. José. Sousas e Morais. Por alvará de 20 de Novembro de 1760 foi-lhe concedido o título de moço-fidalgo com mil e seiscentos réis de moradia e um alqueire de cevada. nasceu em Bragança a 12 de Março de 1730 e noviciou. Teve por escudo as armas dos Machados. Mariana Rita do Sacramento). 300. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . no convento de S. p. fidalgo da Casa Real. 13. a quem serviu neste cargo durante nove ou dez anos. João Baptista da Fonseca Sousa de Sá Pereira. fidalgo da Casa Real e mestre de campo de terço de infantaria da cidade do Porto. fol. Manuel Bernardo Inácio da Fonseca de Sousa Pereira de Sá Sarmento. Eugénia Maria de Brito. O brasão foi-lhe passado a 19 de Junho de 1756 (135). e um alqueire de cevada. Bernardo Baptista da Fonseca e Sousa Morais Sá Pereira do Lago (2º. natural de Bragança (segundo o documento de onde extraímos esta notícia). Joana de Sousa e Mesquita. foi concedido a seu filho Manuel Bernardo Inácio da Fonseca Sousa Pereira e Sá. diz-se que esse título foi concedido ao filho primogénito por alvará de 29 de Abril de 1783. com idêntica quantidade de cevada e moradia. por mês. Quarto neto materno de Joaquim António da Fonseca Lemos. com mil e seiscentos réis de moradia. e de D. IV. Luísa de Sá. III. encontra-se registada a carta régia de 25 de Agosto de 1788 que concede a estes quatro filhos de Bernardo Baptista da Fonseca e Sousa o título de fidalgos-cavaleiros da Casa Real. 1840. em 1753. v. 207. onde foi capitão-mor. fol. adiante citado). açafata da infanta D. Luísa Leonor Soto Maior. fol. (135) SANCHES DE BAENA – Arquivo Heráldico Genealógico. Mas. in Dicionário Aristocrático. por dia. Mariana Antónia (na clausura. Maria Francisca Benedita. filha de El-Rei D. Fonsecas. Descendência: I. cavaleiro professo na Ordem de Cristo. Maria I. natural de Fermentãos (136). Bento de Bragança. e de D. D. 111. V. desembargador dos agravos e juiz da Coroa na Relação do Porto. no livro 14 das Mercês da Rainha D. Quinto neto materno de Belchior da Fonseca e Araújo.

desembargador da Suplicação. fol. era major graduado e cavaleiro de Avis quando faleceu a 20 de Novembro de 1869. filha do tenente-general Manuel Jorge Gomes de Sepúlveda. atendendo aos longos e importantes serviços prestados pelo barão de Santa Bárbara. Antónia Augusta da Fonseca.BRAGANÇA 141 TOMO VI VI. D. em sua vida. D. brigadeiro de cavalaria reformado. o mesmo título. VIII. seiscentos e trinta e três mil réis (139). comendador da Ordem de Avis e condecorado com a medalha de quatro campanhas da Guerra Peninsular. nasceu a 8 de Setembro de 1806. António Manuel da Forıseca Sousa e Sá Morais Pereira do Lago (3º. Francisca Violante. Por carta régia de 20 de Dezembro de 1843. Professaram todas no mesmo convento (137). Faleceu a 4 de Junho de 1858. Maria II concedeu-lhe o título de barão de Santa Bárbara. D. Bento. maço Freiras de S. 165 v. 2º BERNARDO BAPTISTA DA FONSECA E SOUSA MORAIS SÁ PERElRA DO LAGO. Criação do título. Teresa Bernarda da Fonseca e Sousa. Bernardo Baptista da Fonseca e Sousa Morais de Sá Pereira do Lago. BARÃO – Decreto de 20 de Outubro de 1840. Descendência: I. major graduado do regimento de cavalaria nº 7. 165. (138) Livro do Registo da Câmara Municipal de Bragança. IX D. não condiz com a data atrás apontada. D. Maria Matilde. Por carta régia de 9 de Abril de 1855. primeiro barão de Santa Bárbara. Luísa Maria Inácia. Ana Correia de Sá Castro e Sepúlveda. Por cada um destes títulos pagaram os agraciados. que nasceu a 19 de Janeiro de 1817 e casou. D. foi concedido a seu filho primogénito António Manuel da Fonseca e Sousa. atendendo aos importantes serviços que prestou tanto na guerra da independência peninsular como na restauração do legítimo trono (138). (139) Ibidem. 3º ANTÓNIO MANUEL DA FONSECA SOUSA E SÁ MORAIS PERElRA DO LAGO. adiante citado). MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . com Cândido Ferreira de Sousa e Castro. II. que é a que se encontra no documento de onde extraímos esta notícia. VII. Como se vê. fol. Nasceu a 4 de Julho de 1784 e casou a 20 de Outubro de 1800 com D. segundo barão de Santa Bárbara. fidalgo da Casa Real. a 12 de Abril de 1860. de direitos de mercê. (137) Museu Regional de Bragança.

vol. O brasão de armas. 2. Francisca Gomes. cavaleiro da Ordem de Cristo. 243 v. fol. Decreto de 9 de Abril de 1855 (140). 175. (142) SOARES. Eduardo de Campos de Castro de Azevedo – Nobiliário da Ilha Terceira. 107. 514. onde residiram. Fidalgo-cavaleiro por alvará de 9 de Agosto de 1698 (144). 263. (143) Livro 9 das Mercês de El-Rei D. familiar do Santo Ofício e sargento-mor de Lamego. livro 12. pag. Família Leal Gomes GASPAR LEAL GOMES. p. natural de Bragança. Ana Fernandes.142 TOMO VI BRAGANÇA Renovação. termo de Bragança. p. fol. Francisca Gomes. tomo 1º. capitão das ordenanças. tem. 36. Pedro II. idem. SANCHES DE BAEENA – Resenha das Famíltas Titulares e Grandes de Portugal. servindo. José de Sousa – Brazões Inéditos. O doutor Manuel Ferreira Deusdado (141) e Soares (142) referem-se honrosamente a Bernardo Baptista da Fonseca e Sousa Morais Sá Pereira do Lago. da mesma cidade. (140) PINTO. de capitão comandante e ocupando os postos de sargento-mor e de capitão-mor nas faltas dos proprietários. filho de João Gomes de Figueiredo. fol.. Neto paterno de Francisco Leal e de D. Filho de Manuel Leal e de D. p. in Dicionário Aristocrático. por vezes. Fidalgo-cavaleiro por alvará de 21 de Março de 1695 (143). (144) Ibidem. 95 (145). exerceu os cargos de juiz de fora e de juiz dos órfãos de Lamego. durante dezasseis anos. (145) MACHADO. natural de Bragança. igualmente naturais de Bragança. do lugar de Donai. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Foi. filho de Sebastião Machado de Figueiredo. neto de António Gomes Mena. Neto materno de Pedro Álvares e de D. Família Gomes Mena 1º ANTÓNIO GOMES MENA. passado a 12 de Fevereiro de 1729. Como vereador mais velho. (141) Quadros Açóricos. fidalgo da Casa Real. por diferença. uma brica de vermelho com um trifólio de oiro e está registado no livro 8º. 2º ANTÓNIO GOMES MENA. natural de Bragança.

. 583. José Marques de Castelo Branco. Maria Lopes Marques de Morais Garrido. do mesmo distrito. no distrito de Bragança. (146) SANCHES DE BAENA – Arquivo Heráldico Genealógico. Margarida Antónia de Campos. Joaquina Eugénia Mariana de Campos. no reino da Galiza. Bisneto materno de D. natural de Bragança. Teve por armas um escudo partido em pala: na primeira as armas dos Leitões e na segunda as dos Bandeiras. e de D. natural de Lisboa. capitão de cavalaria na guerra da Aclamação. senhor de Picosacro. capitão de infantaria das ordenanças e fronteira de Trás-os-Montes. juiz proprietário dos órfãos da mesma cidade. Família Lopes de Morais Garrido FRANCISCO XAVIER LOPES DE MORAIS GARRIDO. Maria Fernandes da Silva. Filho primogénito de António Lopes Alves de Morais. cavaleiro da Ordem de Cristo. de quem era consanguíneo o general de batalha Domingos Teixeira de Andrade. Neto materno de Bartolomeu Pires de Vasconcelos. capitão de infantaria do partido de Trás-os-Montes. Neto paterno de Inácio Gomes Leitão Bandeira e de D. opositor aos lugares de letras. capitão de fronteira. onde residiu. cavaleiro da Ordem de Cristo. graduado em leis pela Universidade de Coimbra. Foi-lhe passado este brasão a 16 de Novembro de 1770 (146). Filho de António Gomes Leitão Bandeira. e de D. p. fidalgo galego. que governou a província de Trás-os-Montes. e de D. Neto paterno de Francisco Lopes de Morais. e de D. Guiomar Teresa de Andrade. e de D. cavaleiro da Ordem de Santiago. cavaleiro da Ordem de Cristo. fidalgo escudeiro da Casa Real. Neto materno de João Nunes da Fonseca e de D. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . natural da cidade de Bragança. e de D. filho segundo de Diogo Marques Osório. monteiro-mor das vilas de Carocedo. Bisneto paterno de Simão de Sá Sarmento. Joana Rosa do Carmo e Mendonça. cavaleiro professo na Ordem de Cristo.BRAGANÇA 143 TOMO VI Família Leitão Bandeira TOMÁS LUÍS ANTÓNIO LEITÃO BANDEIRA. Leonarda Maria de Vasconcelos. Failde e seus distritos. etc. onde residiu. Isabel dos Santos de Vasconcelos Garrido.

natural de Bragança. 222. Gonçalveanes. Gomes Lourenço. Alvaro Rodrigues. e em todas ha tradição se continuava de Fernão Mendes de Bragança. Fidalgo-cavaleiro por alvará de 18 de Abril de 1694 (148). Maria. Lourenço Martins. Aristocrático. por ordem del-rei D. Em o ano de 1344 foi juiz desta cidade [Bragança] Martim Mendes que tinha título de vassalo del-rei. Afonso 4º. Foi-lhe passado este brasão a 2 de Junho de 1760 e está registado no Cartório da Nobreza. e Estevão Pires. por cima da ponte de Quintela. Pedro II. fidalgo da Casa Real e cavaleiro da Ordem de Cristo. fol. vassalo del-rei. e deste solar pretendem ter a sua origem. 127 (147). MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . p. Dos Mendes desta cidade passou um ramo para a vila do Vimioso. vereador. Lopes. porque o concelho lhe impedia tapar uma herdade junto do rio Fervença. e consta de uma sentença do Arquivo da Camara. Família Malheiro da Cunha ANTÓNIO MALHEIRO DA CUNHA. Pedro Rodrigues. Família Mendes «Mui frequente foi o apelido Mendes em muitas familias nobres assim em esta cidade como em outras terras de provincia que se derivou. Pedro em nome da infanta D. e consta de um instrumento do Arquivo da Camara da era de 1382. Pedro Martins de Alcaniças. e vereadores. fol. in Dic. Garridos e Morais. livro particular. João Iº de queixa que lhe fes Joane Mendes. 357. seu avô. sua filha. Garcia Lopes e outros homens bons elegerão procurador a João Rodrigues. escudeiros. Mem Domingues. todos estes cavaleiros. e Nuno Martins juizes. procurador. estes tinhão título de vassalos. Antonio Martins. Afonso Anes. Neto de Rodrigo de Morais Sarmento. vassalo del-rei para irem ás Cortes de Santarem dar homenagem que tomou o infante D. de Bragança. (hoje se chama das Ferrarias) e diz se juntara uma carta del-rei D. Domingos Anes. porque o (147) Ibidem. (148) Livro 8 das Mercês de El-Rei D. filho de Baltasar de Morais Sarmento. Afonso primeiro Duque em 1454 a favor de Rodrigo Aires e João Afonso.144 TOMO VI BRAGANÇA Teve por escudo as armas dos Sás. que tem nº 3 no qual Martim Mendes. que tem nº 16 e deo o Senhor D.

cidadão de Bragança. «Dos Morgados». um morgadio. 324 (mihi). e sua mulher Isabel Mendes. filho de Francisco de Morais Leite. tenente de infantaria. e a venderão ao dito Rodrigo Aires e João Afonso. depois do seu falecimento. Fidalgo-cavaleiro por alvará de 25 de Agosto de 1788 (152). 2º ANTÓNIO MANUEL GUALBERTO DE MORAIS E CASTRO PEREIRA DE SÁ SARMENTO. Família Morais e Castro 1º BENTO DE MORAIS E CASTRO. in Dic. (150) BORGES. por não ter filhos. Pedro. § 33. (153) BORGES. fes dela doação ao Colegio da Companhia desta cidade. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Filipa Mendes. Rui Vasques. notícia X. fidalgo da Casa Real. Neto de Domingos Pires Aires. fol. Aristocrático. José Cardoso – Descrição Topográfica da Cidade de Bragança.BRAGANÇA 145 TOMO VI concelho intentava tirar-lhe a posse da mesma herdade. senhora da famosa quinta do Vilar (149). o que instituiu o morgado que hoje possue o alcaide-mor Lazaro de Figueiredo Sarmento. in Dic. (152) Livro 24 das Mercês da Rainha D. de que fala o Conde D. concelho de Macedo de Cavaleiros. título 38. fol. 167. que é o Estevão Anes de Bragança. fol. desembargador do Paço. filho de Bernardo Baptista da Fonseca e Sousa. instituiu. (151) Livro 9 das Mercês de El-Rei D. Em esta cidade se conservou uma casa nobilissima com o apelido de Mendes até D. natural de Bragança. que tem quarenta visinhos. quando se fundou. filho do Doutor Francisco Jorge. fidalgo da Casa Real. Aristocrático. Pedro II. e seo irmão Estevão Mendes e mulher Catalina Mendes. natural de Bragança. (149) Deve ser Vilar do Monte. Fidalgo-cavaleiro por alvará de 12 de Junho de 1690 (151). Casou com D. que dizia fora já de seo avô Estevão Anes. notícia XI. que. fol. Maria de Morais. administrou o morgadio como tutora de seus filhos (153). José Cardoso – Descricão Topográfica da Cidade de Bragança. e porque ficando viuva de Gaspar Jorge Carneiro. dos quais descende a nobreza daquela vila. Família Morais Leite ANTÓNIO DE MORAIS LEITE. Neto de Gregório de Castro Morais. Maria I.. em 1721. (mihi). 210 v. 57 v. Deste apelido se não uza já nesta cidade » (150). que moravão no Vimioso. filho de Gregório de Castro de Morais.

pág. com a diversidade de caligrafias que apontamos. natural de Bragança. Aristocrático. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . de Vilar de Ossos Tombo do morgadio de S. de Bragança É um códice de papel almaço não pautado. fidalgo da Casa Real. Francisco pertencente a Domingos de Morais Madureira e Pimentel. Porto. filho de José de Morais Madureira Pimentel. de Monte Alegre – Bacelares. livro 13. nem selado. fidalgo da Casa Real. ainda nosso parente. natural de Bragança.mo Senhor Doutor António Luís de Castro Moreira. Família Morais Madureira Pimentel. No fólio 162º e seguintes vem copiado um longo artigo publicado na Ilustração Transmontana. sobre Manuel Pinto Bacelar. Contém 122 fólios manuscritos e mais 62 em branco: ao todo 184 fólios. Fidalgo-cavaleiro por alvará de 28 de Julho de 1721 (154). in Dic.146 TOMO VI BRAGANÇA Família Morais Madureira DOMINGOS DE MORAIS MADUREIRA. idem. Família Morais Madureira Pimentel DOMINGOS DE MORAIS MADUREIRA PIMENTEL. João V. agradecemos a fineza de nos haver pro- (154) Livro 13 das Mercês de El-Rei D. 20. filho de Domingos de Morais Madureira Pimentel. 1910. Francisco (Bacelares). (155) Ibidem. primeiro visconde de Monte Alegre. fol. procurador em Bragança dos descendentes do morgado de S. Do fólio 141º por diante contém as notícias que a seguir transcrevemos. 66. todos numerados de frente. cavaleiro da Ordem de Cristo. Fidalgo-cavaleiro por alvará de 24 de Junho de 1721 (155). Neto de José de Morais Madureira Pimentel. fol. Machucas da Casa do Arco – Visconde de Mirandela. Ao bom Amigo Ex. 20. Neto de Francisco de Morais de Madureira Pimentel.

mo Senhor Doutor António Luís de Castro Moreira proporcionou-nos ainda a leitura de outro códice sobre o morgadio de S. Francisco. de Ordem.BRAGANÇA 147 TOMO VI porcionado o estudo deste códice que pertence a José António Vaz Guedes Pinto Bacelar. O Ex. terceiro neto do primeiro visconde de Monte Alegre. concelho de Lousada. ao qual nos referiremos mais adiante. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA .

nasceu a 16 de Março de 1650. instituidor do Morgado dos Moraes em 1703. cavaleiro da Ordem de Cristo. de 17. Francisco José de Moraes Pimentel. Pedro de Babe na Ordem de Cristo. D. sua sobrinha. sua prima v. Ver a Árvore 5ª. familiar do Santo Ofício. familiar do Santo Ofício. n.. sua sobrinha. de l6.. Maria de Moraes Pimentel.. fidalgo da Casa Real. Ver a Árvore 2ª. Luiza Caetana da Mesquita Pinto. familiar do Santo Ofício. Ver a Árvore 4ª.. D. fidalgo da Casa Real.. Avós José de Moraes Madureira Pimentel. fidalgo da Casa Real. coronel de Infantaria e governador de Monte Alegre... morreu 2 de Dezembro de 1724. Rosa Maria da Mesquita Pinto.. Fidalgo da Casa Real. Ver a Árvore 3ª.. nasceu a 14 de Novembro de 1713. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Belchior Luiz Pinto Cardoso. Casou.148 TOMO VI BRAGANÇA «Árvore 1ª dos quatro avós de Francisco José de Moraes Pimentel Pais Domingos de Moraes Madureira Pimentel. comendador de S. D.

Ver letra C nº 21. Ver letra A nº 21. D. Gaspar de Queiroga Teixeira. Catarina de Vargas Teixeira. D.os avós António de Moraes Pimentel. Ana de Vargas e Campilho. Ver letra B nº 21. [Ver também 41º em Ferreiras. Brites de Sá e Vargas 2ª mulher D. de Mirandela Manuel de Moraes Pimentel. D. Izabel de Madureira. Francisco de Sá Ferreira. Ver letra E. Isabel de Moraes. Brites Pinto Cardoso. D. D. senhor do Morgado de Parada. Alvaro de Moraes Madureira. D. de Bragança]. Ver letra D nº 21. Ana de Moraes Pimentel. Ver letra C. Ver letra F. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Francisco de Moraes Madureira Pimentel.BRAGANÇA 149 TOMO VI Árvore 2ª Pais Avós 2. José de Moraes Madureira Pimentel que fica na Árvore 1ª avô paterno de Francisco José de Moraes Pimentel Gaspar Pinto Cardoso. Ver letra H. sua prima.

D. Ver letra N. Catarina. Ver letra M.os avós Pedro Borges Rabello. Faustina Malha. [Primitivamente estava D. Gonçalo Borges de Rebelo. João Pegas. Francisco Granado. Maria]. Ver letra I. Filipe Borges Rabelo. Ana de Moraes Pimentel. senhor do Morgado do Corpo Santo em Lisboa. D. Aldonça de Albuquerque. Antonia Pereira da Rocha. senhor do Morgado de Corpo Santo em Lisboa e do de Quintela. Alvaro de Moraes Madureira. Ver letra P. Antonio de Moraes Madureira. Maria Pinto Pereira. D. modernamente é que foi emendado para D. D. Maria de Moraes Pimentel que fica na Árvore 1ª avó paterna de Francisco José de Moraes Pimentel D. Antonia da Rocha. 1ª mulher. Ver letra R. D. Ver letra Q. senhor do Morgado de Parada. herdeira do Morgado de Quintela. D. Ver letra M.150 TOMO VI BRAGANÇA Árvore 3ª Pais Avós 2. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . D. Ver letra O. Mariana de Moraes de Albuquerque.

os avós Francisco de Sá Ferreira. D. Ver letra H. Maria de Medeiros. Joana Veloso de Moraes. Ver letra B. Gaspar de Queiroga Teixeira.BRAGANÇA 151 TOMO VI Árvore 4ª Pais Avós Gaspar Pinto Cardoso 1º administrador do morgado de Santiago de Mirandela. Ver letra D. Ver letra C. Catarina de Vargas Teixeira. sua prima. senhor do Morgado de Tuizelo. Jeronimo Ferreira de Moraes. Jeronima Veloso. me de campo de infantaria auxiliar. Duarte Ferreira de Moraes. Catarina Veloso. fidalgo da Casa Real. D. D. Brites Pinto Cardoso. Ver letra M. 2. D. Ver letra G. Ver letra M. Ver letra E. Tiago. Ana de Vargas de Campilho. Jeronimo Alvarez Veloso. Belchior Pinto Cardoso 2º administrador do Morgado de S. D. Belchior Luiz Pinto Cardoso que fica na Árvore 1ª avô materno de Francisco José de Moraes Pimentel. Ver letra N. 2ª mulher. D. Ver letra F. D. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA .

Gonçalo da Mesquita Pinto. fidalgo da Casa Real. Luiza Pinto. Ver letra R. D. D. Roza Maria de Mesquita Pinto que fica na Árvore 1ª avó materna de Francisco José de Moraes Pimentel. Cezilia Pinto de Queiroz. D.os avós Gonçalo da Mesquita Pinto. Ver letra M. sua prima. fidalgo da Casa Real. Ver letra H. D.152 TOMO VI BRAGANÇA Árvore 5ª Pais Avós 2. Ver letra P. Cnª de Vargas Teixeira. D. Gaspar Pinto Cardoso.N. Antonio da Mesquita Pinto. André Correa da Mesquita. Ver letra O. Mariana da Mesquita Pinto. Ver letra N. Ver letra L. Paula da Fonseca. fidalgo da Casa Real. D. João de Queiroz de Mesquita. D. João Correa da Mesquita.» MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Ver letra Q. Merenciana de Vargas Teixeira. D. Paula da Fonseca.

. segundo o códice que vamos seguindo] que foy hum dos principaes cavalheros do seo tempo em Portugal... Rodrigo Perez de Gusman.. Não remontando porém a tanta antiguidade e....... Ordonho II. Affonso 8º de Castella e 6º neto por varonia de El Rey D. irmaa de D.. Martim Rodrigues de Gusman Mestre da Ordem de Calatrava........ Ordonho primeiro de Leão com a gloria de ser progenitor dos Duques de Medina Sidonia.. cujo sangue entrou na Caza Real deste Reino... que sucedeu no trono a seu irmão D.. de onde extraímos as notas para este esquema genealógico. filha de Ruy Miz de Moraes. Francisco...... e de sua mulher D.. Brites mulher do Senhor Rey D. Sancha Vasques de Moura..... Constança Rodrigues de Moraes. Pº Rodrigues senhor de Gusman mordomo de El Rey D. Alda Gonçalves de Moreyra. Affonso 3º. parente muito chegado da Senhora Rainha D...... Comendador mor que foy da ordem de Santiago e foy sua mulher D. tem a seguir uma notícia mais desenvolvida sobre estas árvores genealógicas.... que forão dos primeiros conquistadores deste Reino e de sua mulher D.... cujos ascendentes da dita D.. e Rio Grande. cingindo-nos a tempos mais recentes e um pouco mais seguros.... temos o seguinte que copiamos na íntegra [15]: «Titolo de Pimenteis ... no ano de 924... e hum dos mayores privados que teve.. Foi seo filho: MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA ........ que era filha de Vasco Miz Serrão de Moura....... 3ª neta de D... cazou com D... Maria Gonçalves de Moreyra mulher de Affonso Furtado de quem descendem os Condes de Valde Reis....... Fruela. do Conselho de El Rey D......... Diniz..BRAGANÇA 153 TOMO VI No códice. Lourença da Fonceca filha de Lourenço Vasques da Fonceca senhor do lugar e Honra de Fonceca e Padroeyro do Mosteiro de Mancellos... Teve: 14 RODRIGO AFFONSO PIMENTEL.......... bisneta de D... Constança Rodrigues de Moraes se referem adiante nº 17. 13 JOÃO AFFONSO PIMENTEL [descendente de El-Rei D... Fruela... com a illustre ascendencia de Ricos homens.. rei de Leão e Galiza............ filhos ambos de Gonçalo Rodrigues de Moreira... Começa com o Título de Pimentéis deduzindo-lhe a origem de D. Alcayde mor da cidade de Bragança terceyro Padroeyro da Igreja de S... neta de D...

o qual retirando-se de Portugal foy Notario mayor de Castella. cazou com D. Foy seo filho: 16 JOÃO AFFONSO PIMENTEL. Ignes Vasques de Mello. e de sua mulher D Joanna Rodrigues de las Varilhas. e de sua mulher D. Navarra. e outras terras. Rico homem valido do Senhor Rey D. João 1º. Affonso Henriques. e de quasi todos os Principes da Europa. e por esta via 8ª neta do Senhor Rey D. filha de Vasco Miz de Mello senhor das villas de Castanheyra. e dos Marquezes de Cerralvo. de Bellas. o qual com seo Tio Paterno João Affonso Pimentel que foy o Primeyro Conde de Benevente passou a Castella. e de sua mulher D. e de sua mulher D. bisneta de Lopo FezPacheco. primeiro conde de Benevente. 3ª neta de Diogo Lopes Pacheco. e neta do Conde D. Affonso 5º oitavo Padroeyro do Capitulo de S. e está enterrado na Igreja de S. que fica entrando pela porta principal á mão direyta: era irmão de João Affonso Pimentel.154 TOMO VI BRAGANÇA 15 MARTIM AFFONSO PIMENTEL que teve titulo de Vaçallo de El Rey D. Leonor de Moraes filha unica e heredeyra de Gonçallo Rodrigues de Moraes. goarda mor do Senhor Rey D. e por muitas linhas descendentes dos Reys de Leão. do qual procedem os Duques de Cadaval. filha de João Pacheco primeyro Senhor de Cerralvo. Izabel Affonso Valente. Chelleyros. Aragão. progenitor dos Duques de Escalona. e outros muitos senhores do Reyno. Francisco de Bragança e de sua mulher D. Vassallo de El Rey D. Joanna Vasques Pimentel filha de D. Vasco Pereyra. Vicente desta cidade em hum arco. Povos. Neta de Rodrigo de Moraes 7º Padroeyro do dito CapiMEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Urraca Vasques Pirnentel que tambem forão progenitores dos serenissimos Reys de Portugal. Cazou com D. Alcayde mor de Evora e Santarem. João 2º e Henrique 4º de Castella. Affonso 4º senhor de Ferreyra d’Aves. como 5ª neta do Conde D. Maria de Souza. e Condes de Santo Estevão de Gormáz. irma de Martim Affonso de Mello. João primeyro. Mendo o Souzão. e Castella. que voltou para este Reino e cazou nesta cidade de Bragança com D. Foy seo filho: 17 Titolo de Moraes GIL AFFONSO PIMENTEL. Gonçalo Pereira. Monteyro mor que foy dos Reys D. Thereza Pacheco Irmaa de Estevão Pacheco.

que se achou com El Rey D. e de sua mulher D. Garcia chamado de Naxara. progenitor desta casa. e da Infanta D. Elvira Pirez. Estefania Soares. Lourença Pires de Tavora. Gontinha Paez da Silva filha de D. Reposteiro mor do Senhor Rey D. 3ª Neta de Martim Gonçalves de Moraes 5º Padroeyro etc. Elvira senhora da cidade de Touro. neta pela parte Paterna de Diogo Gonçalves. progenitor da Illustrissima caza de Tavora. Nona Neta do Conde D. Affonso 3º senhor de Moraes e outros lugares. e de D. etc. senhor de Moraes e outras terras e de sua segunda mulher D. Genebra de Macedo. e de sua mulher D. Alda Gonçalves. filha legitima de El Rey D. e a area em que fundou seo Convento nesta cidade que he o primeyro de Portugal de sua Ordem. Pedro Fernandes de Trava.BRAGANÇA 155 TOMO VI tulo. Vrraca Mendes Irma de Fernão Mendes o Bravo senhor de Bragança. dos quaes foy tambem filha D. Irma de Lourenço Pires de Tavora. Alcayde mor do Vimiozo. Sancho. Leonor Fortunes. Sancha Pires. e de sua mulher D. Oitava Neta de D. João 1º e Luíz de Madureira era filho de Gonçalo Vaz do Rego. mulher do segundo Lourenço Pires de Tavora. Irmaa de Martim Gonçalves de Macedo. Joao 1º na de Aljubarrota. e filhos do primeyro Lourenço Pires de Tavora. Francisco que viveo em tempo dos Reys D. que foy o primeyro que de Castella passou para esta cidade onde vivia em o anno de 1210. e de sua mulher D. filha de Fortum Lopes. e pela parte materna neta de Pedro Soares de Belmir. Izabel Mendes que descendia dos Senhores daquella Villa. Francisco e de sua segunda mulher D. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Setima Neta de Gonçallo Rodrigues de Moraes. 4ª Netta de Gonçallo Rodrigues de Moraes 4º Padroeyro do dito Capitulo de S. e de sua mulher D. Vrraca Gonçalves de Leyria. Adiantado de Portugal. Constança Soares filha de Soeyro Dias. Mestre de Calatrava. e 1217. e descendente por varonia de Ramiro 2º Rey de Leão. e de sua mulher D. Cnª de Moraes de Tavora. Segunda Neta de Gonçallo Rodrigues de Moraes 6º Padroeyro. e de D. filha do Conde D. Decima Neta do conde D. 5ª Netta de Ruy Miz de Moraes 3º Padroeyro etc. Garcia de Cabra. Vrraca Gonçalves de Leyria digo com D. Sancho Capello e D. senhor de Soria. e de sua mulher D. Fernando o 1º de Castella e Leão. Garcia Garces de Aza e de D. Ayo do Infante D. Francisco em 1214 a Ermida de Santa Catarina. e de D. que morreu na batalha de Ourique. Leonor de Moraes de Tavora filha de Luiz de Madureira e de D. Payo Guterres da Silva. 6ª Netta de Martim Gonçalves de Moraes 2º Padroeyro da Igreja de S. Undecima Neta do Conde D. que outros chamão D. Eva Pires de Trava. Lucrecia Lourenço de Tavora. e foy o que deo ao Patriarca S. que era neta de Pº Lourenço de Tavora. Alcayde mor de Bragança. Rodrigo Garcez.

Pedro Annes de Portel. decimo Padroeyro do Capitulo de S. que era filha de Pedro Lopes de Sampayo. Fernando Gonçales soberano de Castella. cazou com D.os 13. erdeira da grande e antigua caza dos Souzas. mas antigas]. Fernando Gonçalves. May de D. senhor de Aza. Afonso 3º Rey de Portugal e dos Algarves) e de sua molher D. Izabel Preira. por engano. Afonso Denis (filho de D. ver letras II O e de F. Rodrigo Ozorio de Castro. senhor de Aza em o Bispado de Osma. que povoou por mandado do Conde seu Pay. e Castellos e Cazas fortes. Decima quarta Neta do Conde D. Decima terceira Neta de D. página e meia em que. Francisco de Bragança. Decima quinta Neta do Conde D. filha de D. Sancho Abarca. Sancha. e de sua molher D. undecimo Padroeiro do Capitulo de S. à margem. Maria Preira 5ª neta por varonia de D. ver letra I e de Francisco Vaz Pinto. Maria Pereira] de Gonçalo Vas Guedes (neto de outro do mesmo nome que foy 3º Senhor de Murça) e de sua mulher D. 14 e 15 e que por isso omitimos.156 TOMO VI BRAGANÇA Duodecima Neta do Conde D. Izabel de Valcacer filha de D. 18 «ALVARO GIL DE MORAES PIMENTEL. João Rodrigues de Valcacer que era Irmão de D. se repete o que já fica transcrito referente aos n. filho de Gil Afonso Pimentel nº 17. Francisco de Bragança. Mayor de Valcacer.r Diogo de Murça que foi Reytor da Universidade de Coimbra). Gonçalo Fernandes. Rey de Navarra» (156). cazou com D. Filha [D. e de sua segunda mulher a Infanta D. Garcia chamado Marañon. Foy seu filho entre outros: (156) Segue-se agora. Foi seu filho: 19 PEDRO ALVES DE MORAES PIMENTEL. Maria Peres da Ribeira filha do Rico Home D. Maria Preira (Irmaa de Joao Pinto Preira. [A parte incluída entre parêntesis está em nota. Garcia Rodrigues de Valcacer adiantado do Reyno da Galiza adonde era Senhor de muitas terras. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . no original. conde de Lemos e 4ª Neta de D. escrita em duas caligrafias diferentes.

cuja descendencia se acabou em sua 2ª Neta D. S. Miguel de Bugalhal na Ordem de Christo. Maria Preira. Vrsela de Castro. (157) No original encontra-se três vezes repetido o nº 21 e da mesma forma o reproduzimos. cazou na villa de Chaves com D. filha de João de Macedo. Alcayde mor de Bragança. Prudente. comendador de S. Francisco de Bragança (Irmão Primogenito de Nuno Alves Preira de Moraes secretario de Estado e dipois Conselheiro de Estado. e Avo do 1º Conde de S. dos quaes foi Neto Gregorio de Castro Moraes. filha de Gregorio de Castro 12º Senhor do Morgado e Albergaria de Santa Catharina. Alcayde mor de Outeiro e de sua molher D. Francisco. sargento mor de Batalha. comendador na Ordem de Cristo Vedor da Fazenda da Senhora Infanta D. S. Antonia de Castro 4ª Senhora do Padroado de N. comendador de S. filha de Rui Gomes Mascarenhas. do Populo. Maria (Irmã do Senhor Rey D. conselheiro de Estado Senhor da Serra Leoa e do Pahul de Muge casado com D. Pay de Pedro Alves Preira. Forão seus filhos entre outros: 21 GASPAR DE MORAES PIMENTEL que sucedeo no Padroado do Capitulo de S. Anna Maria de Moraes sucedeo taobem no Morgado de Santa Cathrina e Padroado do Capitulo de S. e de D. que cazou na villa de Chaves com D. João o 3º) 12 padroeiro do Capitulo de S. Anna Maria de Moraes. Anna de Macedo. Governador da Provincia de Tras dos Montes. May do grande jeneral Nuno Alves Botelho. 7º Padroeiro da Igreja de N. Miguel) cazou com D. Izabel Gomes de Macedo. Miguel de Bambres. do Populo e filha de Gregorio de Castro assima referido. Branca de Souza que foi filha de João de Souza. 4º Senhor do seo Morgado (que instituhio e deixou seu Avo Jaime de Moraes) nos quaes sucedeo a seu Irmão Luiz Alves de Moraes Pimentel e por morte de sua sobrinha D. e de sua molher D. no Reinado do Senhor Rey D.BRAGANÇA 157 TOMO VI 20 ALEIXO DE MORAES PIMENTEL. Felipe. Maria de Faro da illustrissima Caza dos Condes de Vimieiro. Francisco de Bragança. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . 21 (157) JAIME DE MORAES PIMENTEL.

Barbora Madejra. cavaleiro da Ordem de Christo. de Grijó e Coelhoso as quaes se annexaram ao seu Morgado por Bula do Papa Urbano 6º no anno de 1417». Viduedo e Arufe [continua a mesma nota. passou á India. Neta de Luiz Annes de Madureyra (159). mas com caligrafia do presente século ou fins do anterior] e das jogadas de Parada. e de sua molher D. Religioso dos Heremitas de Santo Agostinho de vida muito exemplar. S. Ferreira. a que se fazem referências na Árvore 2ª e por isso as damos entre parêntesis nos lugares que supomos deviam ocupar. filho 4º de Aleixo de Moraes Pimentel. Izabel de Moraes. Bento. Affonso o 5º em remuneração dos muitos e grandes serviços que lhe fez assim nas partes da Africa como nestes Reynos desta mercê se fará menção á margem deste livro (foy seu lrmão D.158 TOMO VI BRAGANÇA 21 – A. com a jurisdição civel e crime mero e misto imperio por mercê do Senhor Rey D. e de sua molher D. [B] (158) Madureyras ANTONIO DE MORAES PIMENTEL. Izabel Soares de Macedo. nº 20 cazou com D. Vila Franca. C. e tiverão entre outros filhos: 1º Aleixo de Moraes Pimentel.] MANUEL DE MORAES PIMENTEL. (159) À margem tem uma nota escrita com caligrafia da época que diz: «foy senhor dos lugares de Valdeprados. e foi consultado em dous bispados. abbade de Santa Eulalia de Cavanelas neste Arcebispado de Braga sogeito de grande talento e letras. senhor de varias terras nesta Provincia. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Anna de Buiça. Paredes. governou os Bispados de Miranda e Vizeu e aquele Arcebispado. e Deputado do Santo Officio e das Ordens Militares. Izabel de Madureira. filho 3º de Aleixo de Moraes Pimentel nº 20 cazou com D. deixou-o o Arcebispo D. seis Bispos e sento e treze sacerdotes. Branca de Souza. D. e reduzio a obediencia da Santa igreja Romana o Patriarcha David. e Morgado. chamado o Palmeirim. Pedro. 2º Frei Diogo de Santa Anna. Frej Aleixo de Menezes quando veyo para Arcebispo de Braga por administrador do Convento de Santa Monica de Goa que o (158) Faltam no original as letras B. fiiha de Francisco de Moraes Cabral. D. 21 [C. filha unica e herdeira de Alvaro Annes de Madureira Feijó Senhor do Morgado e Caza de Parada e de sua molher D. 2ª Neta de Alvaro Annes de Madureira. senhor da mesma Caza. Instituidor dos Morgados assima referidos. Frej Luiz Annes de Madureira da Ordem de S. Abade do Mosteiro de Crasto de Avelans que dizem foj Arcebispo de Braga Primas das Hespanhas) e de sua molher D.

Thiago [?] da villa de Mirandella. Anna de Moraes Pimentel. que segue. cazou com seo Primo Alvaro de Moraes Madurejra. sua prima. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . natural da cidade de Miranda. Izabel de Moraes Pimentel Avó Materna do Alcajde mor Lazaro Jorge de Figueiredo Sarmento. Forão seus filhos: 24 JOSEPH DE MORAES MADUREJRA.BRAGANÇA 159 TOMO VI tinha fundado. 22 – O. Indostonis de Mon. ALVARO DE MORAES MADUREJRA filho de Antonio de Moraes Pimentel. senhor do Morgado de Parada que vive neste anno de 1728 e não tem filhos. cazou duas vezes a primeira com D. Magestade. Izabel Teixeira e tem descendencia. Beneficiado. cazou com D. nº 22. 4º D. 3º Manoel de Moraes Pimentel. Forão seus filhos: 1º Antonio de Moraes Madureira que sucedeo na Caza de seu Pay e Morgado de Parada. o que elle adiantou de novo com o seu zello e vertude com tanta grandeza que he o edificio mais nobre e magnifico que ha naqueles Estados. nº 21 sucedeo na Caza e Morgado de Parada de seu Pay. Fidalgo da Caza de S. Goa. filha de Gaspar Pinto Cardoso 2º senhor do Morgado de S. Brites de Sáa e Vargas. cazou com D. Pais de Antonio de Moraes Madurejra. Cazou segunda vez com D. 3º Bento de Moraes Pimentel que sucedeo na caza de seu Pay e instituhio o Morgado de Rio Torto. Aldonça de Albuquerque. Antonia Pinto Preira e teve a Alvaro Annes de Moraes Madureira Feijó Senhor do Morgado e Caza de Parada que cazou com D. 23 FRANCISCO DE MORAES MADUREJRA. filha de Manoel de Moraes Pimentel nº 21. natural de Vinhaes e de sua molher D. filho 2º de Alvaro de Moraes Madurejra cazou com D. filha de João Pegas e Faustina de Albuquerque forão Paes de D. Thiodora Pinto. Marianna de Moraes Albuquerque que cazou com Felipe Borges Rebelo sexto Senhor do Morgado do Corpo Santo em Lisboa e de Quintella de Lampassas com geração e de D. Catherina de Vargas Teixeira. Vide Hist. Anna de Moraes. R.

na Comenda de S. Instituidor com seus Irmãos do Morgado de S. 2º Domingos de Moraes Madurejra Pimentel que segue. Cavalleiro da Ordem de Christo. filho de Francisco de Moraes Madurejra. Maria de Moraes Pimentel que cazou com seu Sobrinho Ignacio Borges Rebello 7º Senhor do Morgado de Corpo Santo em Lisboa e de Quintella de Lampassas. Mestre de Campo de Infantaria. Izabel do Espirito Santo. Domingos todas religiosas no Convento de Santa Clara. 7º D. D. Instituidor do referido Morgado. Segue adiante nº 28. Mariana de Moraes Albuquerque. 24 JOSEPH DE MORAES MADUREIRA PIMENTEL.] 5º João. 6º D. D. Comissario do Santo Officio. Terceiros avós do Visconde de Monte Alegre Francisco Pinto Vaz Guedes Bacellar Pereira de Moraes Pimentel. Forão seus filhos: 25 1º Francisco de Moraes Madurejra que morreo Capitão de Infantaria sem geração. D. Affonso e D.160 TOMO VI BRAGANÇA 2º Domingos de Moraes Madurejra. Brites do Nascimento. 5º D. Fidalgo Capelão da Caza de S. 4º D. Catherina da Anunciada. Moço do Guarda Roupa dos Senhores Reis D. Sebastiana Maria. Josepha Maria de Moraes Pimentel que cazou com Fernando Pinto Bacellar. D. Abbadeça no Convento de Santa Clara desta cidade. 4º Manuel de Moraes Pimentel. Mariana EvangeMEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Pedro de Babe. Magestade. Abbade de Carrazedo. [Também foi abade de Bouçoais e de Rebordelo. Uniu bens ao Morgado que seus Irmãos instituirão de S. 3º Caetano Pinto de Moraes. com geraçao. com geração. Francisco de Bragança. Instituidor com seus Irmaos do Morgado de S. Comissario do Santo Officio. Senhor da povoação de Villar dossos e hoje deste Morgado de S. Francisco de Bragança. Magestade. Mariana de S. 3º Francisco de Moraes Madurejra. Francisco. Maria Borges de Moraes. Comendador da Ordem de Christo. Mestre de Campo de Infantaria. Fidalgo da Casa de S. Abbade de Santa Maria da villa de Rebordãos. morador em Villar dossos. D. Morreo Menino. cazou com D. Pedro. Francisco. Abbade de Meixedo. filha de Felipe Borges Rebello e de D. Comissario do Santo Officio. Anna de Jesus.

Cavaleiro da Ordem de Christo. 4º Domingos de Moraes Madurejra Pimentel. 26 (160) D. Tiago de Mirandella e de D. Religioso Professo na Ordem de Christo. 5º Antonio Luiz de Moraes Pimentel. natural (160) Esta parte. Nasceo aos 30 de Julho de 1716. 25 DOMINGOS DE MORAES MADUREJRA PIMENTEL. Maria de Moraes e Mesquita. Fidalgo da Caza de S. Nasceo aos 17 de Novembro de 1713. Comendador de S. 3º Joseph Manoel de Moraes Pimentel. 7º D. cazou com sua prima 2ª D. Luiza Caetana de Mesquita. Magestade. Fidalgo da Caza de S. Morreo menina. Nasceo aos 8 de Fevereiro de 1718. todas religiosas no Convento de Santa Clara. Sezilia de Moraes Sarmento com geração. D. Fidalgo da Caza de S. Magestade. está escrita com caligrafia diversa e foi inserida posteriormente nas páginas que o primeiro autor deixou em branco. Magestade. Magestade. filho 2º de Joseph de Moraes Madurejra Pimentel. Cavaleiro de S. ROZA JOANA GABRIELA DE MORAES PIMENTEL. Nasceo aos 13 de Junho de 1723. Roza Maria de Mesquita Pinto. Catharina. 6º D. Senhor do Morgado de S. 8º D. Francisca Thereza da Concejção. Senhor dos Morgados de Santa Marta de Bornes e outros. Magestade. natural da villa de Mirandella. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Luiza Caetana de Mesquita. filha de Belchior Luiz Pinto Cardoso. filha de Domingos de Moraes Pimentel e de sua molher D. Forão seus filhos: 1º Francísco Joseph de Moraes Madurejra Pimentel.BRAGANÇA 161 TOMO VI lista. Nasceo aos 14 de Agosto de 1720. Fidalgo da Caza de S. Caetana Luiza. 2º Caetano Ignacio de Moraes Pimentel. e de D. Cavalleiro da Ordem de Christo. D. D. Izabel de Moraes Pimentel que cazou nesta cidade com Jacome Joseph de Moraes Sarmento. desde o nº 26 até ao nº 31 inclusive. Nasceo aos 9 de Março de 1719. Maria Magdalena da Anunciada. Morreo menino. filho de João Teixeira de Moraes Sarmento. 6º D. João de Malta. 9º D. Rosa Joanna. Segue abaixo. Fidalgo da Caza de S. Pedro de Babe na Ordem de Christo. Mestre de Campo de Infantaria e governador de Montealegre. Brites Clara Eugenia de Saá. Senhor do Morgado de S. Nasceo aos 3 de Novembro de 1724. Francisco.

Marechal General. D. e forão seus filhos: 1º Francisco Antonio da Veiga Cabral da Camara. Cazou em Tiozelo com D. Vice rej dos Estados da India. D. Francisca Maria Xavier. Maria Engracia morreo sem estado. Coronel de Cavalaria. 3º José Tristão da Veiga Cabral. [Segue esta nota em caligrafia mais moderna]: Nasceu em Viana do Castelo a 10 de Novembro de 1758. ficou senhora da Caza. e Comendadora de Santa Maria de Bragança. molher de Antonio Doutel de Almeida. sitas na rua de Trás. sargento mor de Cavalaria. e foi creada sigunda viscondeça de Mirandella. e morte de seus irmaons mais velhos. Ana Maria Rita que nasceu a 21 de Setembro de 1751 e professou em 1790. Diogo Albino de Sá Vargas). 2º Sebastião Xavier da Veiga Cabral. e D. sua terceira molher. Sem geração. Comendadora de Santa Maria de Bragança e seu ramo de Baçal. D. D. Luiza Maria Clara. D. e D. freiras em S. foi herdeira do Morgado e caza de seu paj por falecimento de seus lrmaons. Maria Joaquina. Bento. D. Maria Rita. filho de Sebastião Xavier da Veiga. freiras em Santa Clara. Capitão de Cavalos. Maria de Figueiroa. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Antonia Maria Benta. sem successão. Governador das Armas desta Provincia (161). dipois da morte de seu irmão mais velho Francisco Antonio da Veiga Cabral. Catherina Maria Ignez. [Ver a sua biografia no II volume destas Memórias Archeológico-Históricas do Distrito de Bragança]. Tenente General dos Reaes Exercitos. e de (161) Morava nas casas que hoje pertencem à família Sá Vargas (Dr. 4º João da Veiga Cabral. Maria Antonia de Sá Sarmento. nasceu em Bragança (Vila) e professou em 1790. JOANA DA VEIGA CABRAL DE MORAES PIMENTEL. Antonio Luiz da Veiga Cabral da Camara. 8º D. Mestre de Campo General. Tenente General. 27 D. Francisca Maria Xavier. Tenente General dos Reaes Exercitos. de Bassal. Roza Maria Victoria. Comendador na Ordem de Christo. 5º Manuel da Veiga Cabral. e falta de succeção. 6º Francisco Xavier da Veiga Cabral. Bispo de Bragança chamado o Bispo Santo. Izabel Maria Felizarda. 7º D. D. com comunicação para a rua Nova. de Rabal e Deilão.162 TOMO VI BRAGANÇA de Mirandella nº 25 dipois de ter cazado com Francisco Xavier da Veiga Cabral. primeiro Visconde de Mirandella. natural de Lisboa e de sua molher D. D.

cazou com D. 7º Gonçalo de Moraes Pinto Bacelar. instituidores do Morgado de S. Governador de Miranda e Senhor do Morgado de Nossa Senhora da Assumpção. 2º Antonio Xavier de Moraes Bacelar. 5º Frei Manoel de Moraes Bacelar. D. Maria do Amaral Sarmento e Mena. Anna de Moraes Pimentel. morreu a 14 de Outubro de 1819. 6º Domingos de Moraes Bacelar. filha unica de Manoel da Costa Pessoa.] 9º D. Maria Borges de Moraes Rebello nº 24-4. Caetana de Moraes Pimentel Freiras em Santa Clara de Vinhaes. Francisco de Bragança. Religiozo em o Convento de Tibaens. Cipriano de Vilardossos. diz que era «cavaleiro da Ordem de Cristo e Familiar do Santo Oficio». Mestre de Campo. fidalgo da Caza Real (162). alcaide mor de Monforte de Rio Livre. e Moimenta. sem succeção». MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . e Caza de Vilardossos. e de sua molher D. Capitão de Cavalos. filha do Manoel do Amaral Sarmento. cazou com Antonio de Moraes Rebello. cazou com Fernando Pinto Bacelar. forão seus filhos: 1º Lazaro Pinto de Moraes Bacelar que segue. 3º José Pinto de Moraes Bacelar. Forão seus filhos:» (162) No fólio 175 deste mesmo manuscrito.BRAGANÇA 163 TOMO VI Santa Maria de Pena d’Aguia Bispado de Lamego. fidalgo cavaleiro da Casa Real. 28 «D. filha mais velha de José de Morais Madureira Pimentel. com geração. mestre de Campo de Miranda. que nasceu a 18 de Março de 1676. 10º Lazaro Pinto de Moraes Bacelar. fidalgo da Casa Real. doutor em canones. JOSEPHA MARIA DE MORAES PIMENTEL. Abbade de S. 4º Fernando Pinto de Moraes Bacelar. alcaide mor de Evora Monte e de sua primeira mulher D. Abbade de Cicouro. e Abbade de Rebordaons. Ignez Bernarda Pessoa da Costa do Amaral. Ajudante da Intendencia geral da Policia de Lisboa e fez grandes serviços no lugar de Intendente geral do ouro e diamantes em a America. Brites Maria de Sá Moraes Bacelar. Doutor em Canones. Desembargador Agravista na Caza da Suplicação. [Ver no fim deste artigo a Nota A. senhor dos morgados do Corpo Santo e Quintella. 8º D. tenente coronel de infantaria. Esta nota está transcrita com caligrafia diversa. Doutor em Canones.

filho de outro Manuel da Costa Pessoa. filha de Jacome Luiz Sarmento. e de sua molher D. filha de seu Irmão Simão da Costa Pessoa. Guiomar Gomes. foi depois coronel. 3º D. e Instituidor do Morgado de Nossa Senhora da Assumpção de Villar d’Ossos. Sargento Mór de Infantaria. e Governador do Forte de S. descendente de Gonsalo Rodrigues de Moraes. capitão de Cavallos na Guerra de Aclamação do Senhor Rei D. e Governador das Armas da Provincia da Beira. e chefe dos Moraes. Ignez Pessoa. sua prima. o Velho de Villar d’Ossos. e terceiro neto de João Gonsales de Moraes. chamado o Velho de Villar d’Ossos. Irmão inteiro de João Affonso Pimentel. e de sua molher D. moradores em Bragança. Era neto pela parte paterna de Fernando Pinto Bacelar nº 25-4. O visavô do Visconde de Monte Alegre. Era segundo Neto de Fernando Pinto Bacelar. Conselheiro do Ultramar. Mariana de Moraes. era filho de Francisco Pinto Bacelar. Mestre de Campo General. Tenente General dos Reaes Exercitos. Nasceu aos 4 de Setembro de 1740. filho de Pedro de Moraes Sarmento. Tenente General de Cavallaria. natural de (163) A ele nos referiremos no volume consagrado aos escritores. primeiro Conde de Benavente. e Governador das Armas da Provincia de Traz-os-Montes. Anna Gomes Sarmento de Macedo. Maria Magdalena de Moraes Sarmento. Joanna Gomes de Macedo. que segue. D. D. morrerão meninas. Grão Cruz e Commendador da Ordem da Torre e Espada. Alcaide Mór de Bragança. chamado o Triscas. filha herdeira de Gonçalo de Moraes Sarmento. e neto de Gonsalo de Moraes e de sua molher D. Pedro de Louroza. e Alcaide Mór de Evora Monte e de sua molher e sobrinha D. morreu sem estado. e de sua molher D. segundo neto de Ruy Gonsales de Moyaes e de sua molher D. Governador de Miranda e materno de Manuel da Costa Pessoa. que era neto de João Fernandes de Moraes. Capitão de Mar e Guerra. primeiro Visconde de Monte Alegre. Maria de Souza. e Commandante das Naos da India. Commendador de S.164 TOMO VI BRAGANÇA 29 «MANOEL PINTO BACELAR primeiro Visconde de Monte Alegre (163). Maria Josefa Moraes Bacelar. acima dito. Fernando Pinto Bacelar. Francisco de Chaves. filho de Ruy de Moraes. Religiozo em Vinhaes. Manoel Pinto Bacelar. Brites de Moraes Bacelar. Capitão de Cavallos na Acclamação. Este Gonsalo de Moraes. Ignez Maria de Moraes. 2º Frei Francisco Pinto Bacelar. João 4º. foi cazado com D. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . onde fez grandes serviços. Fidalgo da Caza Real. cujo era filho de Gonsalo de Moraes Sarmento. Ignez Rodrigues. D.

Maria Josefa Teixeira de Andrade Pinto. Corregedor da Corte. Maço. D. sargento-mor de batalha. Anna Luiza da Sª Teixeira de Andrade molher do Embaixador que foi de Hespanha.BRAGANÇA 165 TOMO VI Riosfrios. Maria das Neves. Anna Maria Pinto Bacelar. 3º D. e a Caza de Miguel Carlos Bacelar na Provincia do Minho. filha de Fernão Annes. Alcaide Mor de Lapella. de Regalados e Melgaço. Bispado de Coimbra e de sua mulher D. filha de Vasco Annes de Abreu. Senhor da Torre de Abreu. descendentes de Ruy Vaz Bacelar. herdeira da Caza de Fornos do Pinhal. Governador do Forte de S. e de sua molher D. Mór Annes. este Visavo do Visconde de Monte Alegre. Antonia Coutinho de Mesquita natural do Sardual. 1º Visconde de Monte Alegre cazou [à margem em caligrafia diferente lê-se: «em 16 de Julho de 1776 e morreu a 2 de Maio de 1816 (164). senhor de Bacelar. 2º D. e de D. Francisco Innocencio de Souza Coutinho. Era neto de Fernando Pinto Bacelar. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . onde depois professou em 1803. fólio 175 v. 4º D. filha de Francisco Soares de Abreu Castello branco. diz que morreu a 1 de Maio de 1815. Helena Gomes de Abreu. 30 MANOEL PINTO BACELAR. Neutel de Chaves e de sua molher D. Paes do 1º Conde de Linhares. e de sua molher D. morreo menina. filha de Pedro Francisco Vanzeler. da villa de Mertolla. Marianna Dorothea Pinto Bacelar. junto a Valença do Minho. Irman inteira de D. Foi segunda viscondessa de Monte Alegre. (165) Obteve em 1796 licença para se conservar como secular no convento de Santa Clara de Vinhais onde estava havia já oito anos. Maria Agueda Pinto Bacelar. Teve filhos deste matrimonio: 1º D. natural de Bera. de quem procedem por varonia. Joanna Delphina Vanzeler da Sª Teixeira de Andrade. Coronel de Dragoens em Chaves. Ignez Candida Pinto Bacelar a quem segue por ficar herdeira da Caza e dos dois Morgados de S. governador das armas da provincia de Trás-os-Montes. e de sua molher e Prima D. Freira Professa em Santa Clara de Vinhaes (165). e Nª Sª da Assumpção de Villar d’Ossos. (164) No mesmo manuscrito mas em caligrafia diferente. D. Rodrigo de Souza Coutinho. Jaz na Cathedral da Sé de Vizeu»] com D. Museu Regional de Bragança. Pedro Primeiro. Francisco de Bragança. Catharina Bacelar. Freiras de Santa Clara de Vinhais. Erão estes dos maiores Senhores no tempo de El-Rei D. filhas ambas de Domingos Teixeira de Andrade Pinto. natural do Espinhal.

Fidalgo da Caza de S. Esta notícia foi depois continuada com os descendentes dos Bacelares até ao presente. 3º visconde de Monte Alegre. Joanna do Carmo Pinto Bacelar. 3º visconde de Monte Alegre que segue.. de outra que existia em Valença do Minho. cazou com Luiz Vaz Pereira Pinto Guedes. o Senhor da Caza e Morgado do Arco em Villa Real. que o primeiro visconde de Monte Alegre mandou copiar. morreo menina. 6º D. nas notas do tabelião Pedro Martins. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . devidamente autenticada. 7º D. filha de José Caetano Teixeira de Magalhaens. onde vem uma notícia sobre os Bacelares. Tiverão: 1º Manoel Pinto Vaz Guedes Bacelar de Moraes Pimentel. Moço Fidalgo com Carreira na Caza Real. Segue adiante. Tenente-Coronel de Cavallaria. e de sua molher D. (Ver Vilar d’Ossos). Carolina Amalia Vaz Guedes Pereira Pinto Bacelar. morreo menino. (167) Desde aqui até ao fim a caligrafia é diferente da anterior. é copiada do fólio 175 v. Francisca Eleucadia Pereira Pinto Teixeira de Magalhaens. [Segue. [Segue. até ao número 35. IGNEZ CANDIDA PINTO BACELAR. 5º Manoel Pinto Vaz Guedes Bacelar. Antonia Umbelina Pinto Bacelar». do mesmo manuscrito. nasceu em Lamego a 19 de Agosto de 1812. 4º Francisco Pinto Vaz Guedes Bacelar de Morais Pimentel. Magestade. Segue. 6º D. morreo menino. 3º Luiz Vaz Pereira Pinto Guedes Bacelar. 32 (166) FRANCISCO PINTO VAZ GUEDES BACELLAR SARMENTO PEREIRA DE MORAES MADUREIRA PIMENTEL. Moço Fidalgo. filho de Miguel Antonio Vaz Guedes Pereira Pinto. em caligrafia diferente: «nasceu a 13 de Fevereiro de 1814»]. em caligrafia diferente: «em 24 de Julho de 1813 havendo nascido a 3 de Novembro de 1809»]. morreo menino. 8º D. Emilia do Patrocinio Vaz Guedes Bacelar. Capitão Mór de Villa Real. em caligrafia diferente: «nasceu a 31 de Julho de 1818»].166 TOMO VI BRAGANÇA 5º D. 2º Miguel Pinto Vaz Guedes Bacelar. 31 «D. [Segue. Eugenia Augusta Vaz Guedes Pereira Pinto Bacelar. em que foi copiada a notícia. em caligrafia diferente: [nasceu em Vilar d’Ossos a 29 de Julho de 1816»]. Moço Fidalgo com Exercicio no Paço e (167) acrescentamento a Fidalgo Escudeiro na mesma (166) Esta parte. e mostra ser dos fins do século XIX ou princípios do XX.

Beatriz Vaz Guedes d’Ataide Malafala. filha de Antonio Vaz Guedes d’Ataide Malafala. que herdou de seu pae. o morgado de S. senhor igualmente do Morgado de Nossa Senhora da Vida. e foi senhora. Par do reino. e antiga e nobre caza de Vila Garcia. por sua mulher. 5º Manuel Pinto Bacelar. de Ribalonga. 7º D. Maria Candida Sampaio. nasceu a 14 de fevereiro de 1814 em Lamego. Miguel do Seixo. Ana Carolina Augusta Vaz Guedes Pereira Pinto Teles de Menezes e Mello. em Riodemoinhos. Inez Candida Vaz Guedes Pinto Bacelar. que casou com seu primo o general de cavalaria. por sua morte. Ajudante de Campo de S. em Mirandela. 4º Miguel Vaz Guedes Bacelar. em Amarante (168). Magestade o Rei D. 10º morgado da Torre de S. filha herdeira de Miguel Vaz Pereira Pinto Guedes da Fonseca e D. perto da Torre de D. Chama». que casou duas vezes: a primeira com 166D. Carlos 1º e comandante geral de policia de Lisboa. Miguel do Seixo. em Mirandela. Maria Ana Vaz Guedes Pinto Bacelar. que casou com Manuel de Mello Vaz de Sampaio. e a segunda com sua prima D. (168) Outro manuscrito que vimos. neta paterna dos primeiros viscondes de Vila Garcia e materna de José Teles. acrescenta que era «representante dos viscondes de Mirandela. bacharel em Matematica e Filosofia. nº 31 – 5º casou com sua prima D. general de Infanteria. condecorado com a Torre e Espada e com serviços distintos no exercito. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . 2º Luiz Vaz Guedes Pereira Pinto Bacelar Teles de Meneses Sarmento de Moraes Pimentel que segue [nasceu a 8 de Novembro de 1837]. Veríssimo em S. José Antonio de Moraes Sarmento. Foi senhor do Morgado de S. 8º senhor do de Nossa Senhora da Assumpção de Villar d’Ossos e 22º Senhor do dos Machucas e Padroado do Capitulo de S. Maria Augusta Vaz Guedes Pinto Bacelar.Teve: 1º D. de quem não houve sucessão. Montalegre e Vila Garcia. Maria Augusta Vaz Guedes Pinto Bacelar. por quem foi 2º visconde da Bouça. do Morgado de Nossa Senhora d’Assunção de Vilar d’Ossos. Comendador na Ordem de Christo e Tenente do 1º regimento de Cavalaria de Lisboa. Sem sucessão de ambas. Francisco Xavier de Bragança e.BRAGANÇA 167 TOMO VI Real Caza. Miguel de Lobrigos e que está sepultado na capela de S. 6º D. 33 MANUEL PINTO VAZ GUEDES BACELAR SARMENTO DE MORAES PIMENTEL. Josefa Julia Teles de Magalhães Teixeira de Menezes e Mello. 3º D. Louzada. sem sucessão. Miguel do Seixo.

2º José Vaz de Souza Pereira Pinto Guedes Bacelar. sem sucessão. Arcos de Valde-Vez. Ana da Conceição. cazou com D. Alcina Ismenia de Meireles MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . 12º D. sem sucessão. Izabel Botelho. nº 33-2º segundo visconde de Vila Garcia e 5º de Monte Alegre. Francisco Xavier de Bragança). 10º D. 13º Francisco Vaz Guedes Pinto Bacelar. 6º Fernando Vaz Guedes de Souza Homem Bacelar. de Alvites. DE 35 FRANCISCO VAZ GUEDES PEREIRA PINTO TELES DE MENEZES SARMENTO DE MORAES PIMENTEL. que cazou com D. [A este e a seus irmãos referir-nos-hemos em Vilar de Ossos]. de que foi primeiro visconde Francisco Antonio da Veiga Cabral da Camara. que casou com D. Antonia Vaz Guedes Bacelar. que casou na Aguiã. nº 26-1º. 31-4º e 32. cazou com D. (Todas estas senhoras. bacharel em direito pela Universidade de Coimbra. e tem filhos. sem sucessão. 4º Miguel Vaz Pereira Pinto Guedes de Souza Bacelar. e teve: 1º Manuel Vaz de Souza Bacelar Teles. 7º Gonçalo Vaz Guedes de Souza Homem Bacelar. Joanna Vaz Guedes Pinto Bacelar. Ambas freiras 11º José Vaz Guedes Pinto Bacelar. foram herdeiras do Morgado de S. com Simão da Rocha de quem teve filhos. 3º D. Mirandela. por sua vez representante do viscondado de Mirandela.168 TOMO VI BRAGANÇA 8º D. bacharel em direito pela Universidade de Coimbra. Ana Maria Vaz Guedes Bacelar. Maria da Conceição de Souza Homem Teles de Magalhães Menezes da Caza de Valmelhorado. 8º D. Maria Eugenia Vaz Guedes Pinto Bacelar. n. sem sucessão. 5º Luiz Vaz Pereira Pinto Guedes de Souza Bacelar. 34 LUIZ VAZ GUEDES PEREIRA PINTO BACELAR TELES DE MENEZES SARMENTO MORAES PIMENTEL. capitão de infantaria. no concelho de Felgueiras. Maria da Conceição Vaz Guedes Bacelar. 9º D. Anna Vaz Guedes Pinto Bacelar.

que cazou com José Maria Pinto de Souza Vasconcelos. que cazou com Arnaldo Peixoto de Souza Vilas Boas descendente da ilustre casa da Ribeira em Louzada e teve filhos. 7º Miguel Antonio Vaz Guedes Bacelar. e não com os representantes do seu filho mais velho. e morreu sem sucessão. que cazou com D. 5º D. Maria Augusta Vaz Guedes de Souza Meireles Bacelar. inclusive a de Riodemoinhos. freguezia de Ordem. 6º D. 9º José Antonio Vaz Guedes Pinto Bacelar. Ana Carolina Vaz Guedes Bacelar. aparentada com as principaes cazas da mesma comarca. Izaura Celeste de Figueiredo Homem da Rocha Serpa Pinto e teve por filhos: 1º Francisco José. que morreu sem sucessão. que casou com Abel Candido Pinto Coelho Soares de Moura. por varonia. da casa da Lama. em Louzada. seu marido. donde é oriundo este Francisco Vaz Guedes.BRAGANÇA 169 TOMO VI Machado Brandão de Souza Lobo da muito antiga caza de Argonça. 2º Olivia Alcina. dos filhos de Francisco Vaz. 8º Francisco Vaz Guedes Pinto Bacelar. (Seguimos com este filho de Manuel Pinto Bacelar. 3º Manuel Maria Vaz Guedes Pereira Pinto Bacelar. Maria Ismenia Vaz Guedes de Souza Meireles Bacelar. 2º D. Teve por filhos: 1º D. do Ribeirinho. 4º D. que morreu sem sucessão. em Pombeiro. no mesmo concelho de Louzada. por não ser esse o fim que nos propuzemos. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Maria Angelica Vaz Guedes Bacelar. Felgueiras. como se prova de uma Justificação de nobreza existente na mesma caza de Argonça. e teve filhos. qual é o de continuar a geração. Maria Luiza Vaz Guedes Bacelar. cabeça deste número 35).

R. 1º Visconde de Monte Alegre.C. Luiz Vaz Guedes Pereira Pinto Bacellar. (Monte Alegre). senhora do solar de Villar d’Ossos. herdeira. 1º Visconde de Villa Garcia. Miguel Vaz Guedes Pereira Pinto. Joanna Delfina Wanzeller Teixeira de Andrade Pinto. capitão de cavalaria. José Telles de Menezes e Mello.170 TOMO VI BRAGANÇA Esquema genealógico Miguel Antonio Vaz Guedes Pereira Pinto. D. D. sua prima. D. . morto na acção de Santa Barbara em 13-3-1823. (Villa Garcia). Anna Carolina Augusta Vaz Guedes Pereira Pinto Telles de Menezes e Mello. Anna Joaquina Leonor Teixeira de Magalhães e Lacerda. desembargador da Casa da Supplicação. José Vaz Guedes Pereira Pinto. Anna Benedicta Fonseca Pinto. Visconde de Vila Garcia (nº 34 atrás citado). 2º Visconde de Monte Alegre. F. D. Josefa Julia Telles de Magalhães Teixeira de Menezes e Mello. Manoel Pinto Vaz Guedes Bacellar Sarmento Pereira de Moraes Pimentel. Ignez Candida Pinto Bacellar. Francisca Pereira Pinto de Magalhães. D. Manoel Pinto Bacellar de Moraes Pimentel. Luiz Vaz Guedes Pereira Pinto. D. D.

Miguel Pereira Pinto do Lago (vide acima). Manoel Telles de Menezes. D. F. Anna Maria Pereira Coutinho. Francisco Pereira Pinto Guedes de Oliveira. Anna Pinheiro. D. Pedro Wanzeller. ministro da Prussia em Lisboa. Manoel da Costa Pessoa. D. Anna Maria Pereira Coutinho (vide acima). Maria Victoria Souza Homem de Brito. Luiz Teixeira de Magalhães e Lacerda (vide acima). D.C. Thereza Bernarda Vieira Pereira Coutinho.R. D. José Caetano Teixeira de Magalhaes e Lacerda. coronel de dragões em Chaves. da casa de Lima em Simões. F. Izabel de Brito Homem. senhor de Villa Garcia. Leonor Pimentel de Queiroz e Mesquita (vide acima). Manoel da Fonseca Pinto Ribeiro de Vasconcellos. . D. senhor da Casa de Calçada. alcaide-mor de Villa Real. senhor da Casa do Arco. Neutel. Calharina da Fonseca Pinto. D. D. José Caetano Teixeira de Magalhães e Lacerda. senhor do solar de Villa Garcia e 5º senhor de Lobrigos. senhora da Casa de Simões (Guimarães). herdeira. D. D. D. Manoel de Brito Homem. Lazaro Pinto de Moraes Bacellar. herdeira. senhor do morgado de Figueiredo e Montebello. Thereza Bernarda Antonia Pereira Coutinho. Francisca Pereira Pinto de Magalhães. D. alcaide-mor de Evora Monte. senhor da Casa de Rio FaIcão. Thereza Bernarda Antonia Pereira Coutinho. D. D. herdeira. Anna da Fonseca Coutinho. Francisca Piper de Moraes. Miguel Pereira Pinto do Lago. Maria Anna Telles de Menezes e Mello. D. Maria Barbosa da Silva. F. José Caetano Teixeira de Magalhães e Lacerda. Domingos de Meirelles Freire. Fernão Pinto de Moraes Bacellar. Maria Magdalena do Amaral Sarmento. primeira mulher.C. sargento-mor de batalha e governador de armas de Trás-os-Montes. Miguel Antonio Vaz Guedes Pereira Pinto. Anna Maria Bernarda Pinheiro da Silva. João da Fonseca Pinheiro. herdeira da Casa de Fornos do Pinhal. sua prima. D. Theodora Jacintha Cerqueira de Vasconcellos. senhor da Casa do Arco.R. Miguel Pereira Pinto do Lago (acima). senhor de Rio de Moinhos. Maria de Meirelles Coutinho.do Visconde de Monte Alegre BRAGANÇA 171 TOMO VI Francisco Pereira Pinto Guedes de Oliveira. senhor da Casa de Calçada. Josefa Maria de Moraes Pimentel. D. senhor da Casa de Calçada. Luiz Teixeira de Magalhães e Lacerda. João Wanzeller. governador do forte de S. Maria Victoria Luiza Homem de Brito. D. D. Manoel Coelho. D. Ignez Bernarda da Costa Pessoa Teixeira do Amaral. sua prima. Domingos Teixeira de Andrade Pinto. D.C. Gonçalo Pinto da Fonseca. Maria Josefa Teixeira de Andrade.R. D.C.R. senhor da Casa do Arco. D. segunda mulher. Leonor Pimentel de Queiroz e Mesquita. F. D.

G. Alcayde mor de Trancoso. e aquella filha de Alvaro Preira 2º Mariscal de Portugal. e 2º Neto de Diogo de queiroga. Maria de Saá. e de D. Catherina Cardozo natural de Fronteira em Alemtejo. Filha de Vasco Martins Pimentel. Izabel de Saá que foj filha de Francisco Ferrejra Comendador de Lamas e Corujos. GASPAR DE QUEIROGA TEIXEIRA que fica na Arvore 2º letra G foj filho de Diogo de Queiroga e de sua molher Merencia Teixeira. a mesma com que começou a ser escrito este manuscrito. Payo. filha de Aires ferrejra de Saá e de sua molher e Prima D. Maria Preira. João o 1º. por merce de El Rey D. e de sua molher D. M. BRITES PINTO CARDOSO que fica na Arvore 2ª letra F. – C. foj filha de João Pinto da Foncequa natural de Mirandella. senhor de Matozinhos e outras terras Camarejro mor de EI Rey D. Maria Alves natural de Mirandella. Paulina de guimaraens. Neto de Alvaro de Queiroga. e pela parte Materna Neto de Jacome Teixeira e de sua molher (169) Esta parte. interrompido no final do número 25. Senhor de Sampayo e outras terras em Tras dos Montes. (169) FRANCISCO DE SAÁ FERREIRA que fica na Arvore 2ª letra E foy filho de Francisco de Moraes chamado meya lingoa que dizem ser filho de Pedro Alves de Moraes Pimentel e de sua molher D. Senhor da Caza de Betomssos em Galiza. Izabel Pacheco. D. João o 1º. e da Feira. é escrita com caligrafia antiga. Ginebra Preyra que foj filha de vasco Pires de S. e de D. e de sua molher e Prima D. e de sua molher D. elle filho de Pedro Alves de Souto mayor. Senhor das villas de Santa Maria. Pedro nº 13 [16]. – B. Neta de Lopo Ferreira. F. até ao fim. Thereza Gil. Mexia vasques Pimentel. rico home Senhor de ferrejra de A[v]es) 2ª Neta de Ayres ferrejra 6º Senhor do Cazal de Caualejros. Ver Conde D.172 TOMO VI BRAGANÇA E. e de sua molher D. Fidalgo galego. e de Francisca Paes. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . e de sua molher D. Violante de Saá (filha de João Rodrigues de Saá. Neta paterna de João Pinto da Foncequa filho 2º da Caza de Balsemão e de sua molher D. filha de Lopo fernandes Pacheco. o Patinho e de sua molher D.

Senhora galega. que veyo do reyno de Castela no tempo da Senhora D. Neta de Estevão Rodrigues Chaves vassalo de El Rey que vivia na sua quinta de villa Real do termo de Chaves na Era de 1410 que hé anno de Christo de 1372.-C. Antonio Ramiro e de D. Lionor Calderon. e Filomena em Castella a velha. 3º Neto de outro Alvaro Annes Colmieiro de Louzada. 2ª Neta de Rodrigo Esteves de Chaves. D. Era Roque Teixeira filho de Martim Teixeira o velho da villa de Chaves e de sua molher D. 253 na qual se declara ser Duque da cidade de Pamfila. Lope de Figuiroa. Violante de Barros 2º Neto de Alvaro Annes Colmiejro. Deniz) e de sua molher Betasa Affonso Leite. Merenciana de vargas. Alcaide mor da villa de Monforte do Ryo livre. 2ª Neta de Henrique de Pamfila Senhor das referidas terras. Estefana de Vargas Neta paterna de Martim de Figuiroa. Merenciana de Vargas. e de sua molher Branca Teixeira filha de João Teixeira de Macedo. H. João 1º que se acha rezistada na Torre de Simancas no livro das merces do dito Rey a fol. Fidalgo da Caza do El Rey e de D. Neta Materna de Roque Teixeira e de D. e era filha de D. ANNA DE VARGAS E CAMPILHO que fica na Arvore 2ª letra H foj filha de Diogo de Campilho e Sampayo e de D. Izabel de Sampayo. que vivia na dita quinta no anno de 1301. e de sua mulher Izabel Pires Leite de Chaves. e de D. que passou para este Reyno e de sua molher D. Francisca Rodrigues de Moraes – Letras G. senhor da Teixeira e de sua molher D. em Castella foj Senhor das referidas villas por Merce de El Rey D. e de Felipa Gomes. Anna de vellasco Duqueza de Bragança.BRAGANÇA 173 TOMO VI Francisca Rodrigues 2º Neto de Martim Teixeira o velho natural da villa de Chaves e de sua molher Francisca Rodrigues de Moraes Irmã de Gonçalo Rodrigues de Moraes da cidade de Bragança. 3ª Neta de Estevão Pires de Chaves 2º Senhor do Morgado e Alvergaria de Santa CatheMEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . e de sua molher D. 3ª Neta de Henrique de Pamfila que da Grecia se retirou para Hespanha fugindo á hira de Mahomet Imperador de Constantinopla que a conquistou pelos annos de 1478. Neto Paterno de vasco Annes Colmieiro de Louzada. – D. Aldonça de vargas. João o 1º pela qual lhe manda sigurar a posse e nella se declara em como fora confirmada a Instituição do dito morgado por El Rey D. Hieronima Calderon e pela Materna de D. que foj filha de Pedro Esteves da Roda Chaves vassalo de El Rey 8º senhor do Morgado e Alvergaria de Santa Catherina de que tomou posse em 25 de fevereiro do anno de Christo de 1409 (e em doze de dezembro de 1412 alcansou Provizão de El Rey D. neta Paterna de Francisco de Campilho Senhor das villas de Couillos.

Izabel de Mariz. Alcajde mor de Outejro e de sua molher D. PEDRO BORGES REBELLO 5º Senhor do Morgado do Corpo Santo em Lisboa (que fica na Arvore 3ª letra I) foj filho de Pedro Borges Rebello 4º Senhor do Morgado referido (170) e de sua molher D. Anna de Macedo. filha de João Pinto Pereira. Fronteiro mor da cidade de Bragança. Branca de Souza. filha de Diogo Gonçales Borges. Lionor de Moraes. em cuja memoria uzarão do Apelido de Chaves. Maria Botelho (Irmã de Ruy de Abreu Rebello 2º Senhor do dito Morgado que Instituhio nelle sua Thia D. que era Irmã do dito João Pinto Preira. há uma nota que diz: «aliás Lopo Alvares Borges e de sua molher D. D.174 TOMO VI BRAGANÇA rina. Maria Pinto Preira. que vivia no anno de 1561 e de D. Izabel de Moraes sua sobrinha filha de Pedro Alves de Moraes Pimentel. CATHERINA PREIRA. filha de João de Souza Alcajde mor de Bragança. nº 19 e de sua molher D. do qual não houve geração e seu irmão Gonçalo Borges Rebelo lhe sucedeu no morgado de Corpo Santo. a que uniu a quinta de Santa Cruz e Irmão de Lourenço Pires de Chaves 1º Instituidor do dito Morgado e Alvergaria em 13 de Junho do anno de Christo de 1249 [17]. 2. 2º Neto de Alvaro Pires Borjes e de D. Leonarda de Oliveira da Costa. Maria de Rebello em 12 de Abril de 1516. senhor da Torre de Moncorvo. Pedro Alves Borges Rebelo hé que foi cazado com D. Neto de Lopo Alves Borges. Violante Vas de Moraes filha de Gil Affonso Pimentel e de D. Affonso Henriques. 3º Neto de Lopo Alves de Meireles. L. filha de Lopo de Mariz e de D. familia mui antiga de Bragança e este D. filha de João Pinto Preira Alcajde mor de Ervededo e de sua molher D. (lrmão de Aleixo de Moraes Pimentel. Catherina como na Arvore 3ª se fazia menção a qual foi molher do filho e não do pai. Maria Pinto Pereira. com caligrafia diferente e mais moderna.os Netos por varonia de Ruj Lopes conquistador da villa de Chaves no anno de 1160 Reynando em Portugal o Senhor Rey D. que fica na Arvore 3ª letra M foi filha de Nuno Alves Preira secretario de Estado no de Portugal na Corte de Madrid. nº 20 e de sua molher D. que o foj de João de Macedo.» MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . 4º Neto de Alvaro Nunes de Meireles e de sua molher D. Maria Borges. (170) À margem. Maria Preira. I. Alcaide mor de Ervededo e não com D.

Lionor de Moraes e que forão Senhores de Thiozello. e de D. fidalgo da Caza Real por Alvará de 29 de.BRAGANÇA 175 TOMO VI M. e Comendador da Ordem de Christo. D. Moço fidalgo da Caza de S. CATHERINA VELLOSO que fica na Arvore 4ª letra F. Magestade que fica na Arvore 5ª letra I. era Irmão de Francisco Vas Pinto e de Frei Diogo de Murça. 1543 com tença de cem mil reis nelle declarados. I. E. Netos do Senhor de Murça. Antonio Pinheiro. 2º Neto de Duarte Rodrigues de Moraes e de sua molher a muito honrada Catherina Gonçales Instituidores do referido morgado. I. Irmã de D. HIERONIMO FERREIRA DE MORAES que fica na Arvore 4ª letra E 4º Senhor do Morgado de Tiozello. senhor do Morgado de Abassas foj filho de MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Magestade que depois de viuvo foj abbade do Eiró de Covas e Bipa ou Bissa (?) no termo de Montealegre. M. 2º Senhor do referido morgado. foi filho de Duarte Ferrejra de Moraes 3º Senhor do referido morgado. foj filha de Francisco Alves Vellozo. F.. natural da villa de Chaves. de Araujo... GONÇALO DE MESQUITA PINTO. Ryo de Fornos e outros lugares. Fidalgo da Caza Real.. que parecem ser verdadejras se chamou Gonçalo Rodrigues o Calvo nas quaes se diz cazou com D. MARIA PINTO PEREIRA que fica na Arvore 3ª letra M foi filha de João Pinto Pereira. e segundo outras memorias que se acharão em Lisboa em Titulo de Moraes. todos filhos de Gonçalo Vaz Guedes. Neta de Antonio Alves Velloso e de Maria da Silva elle Fidalgo da Caza de S. filha de Francisco Ferrejra comendador de Lamas e de sua molher D. Lagarelhos. Quintella. Alcaide mor de Castelo de Ervededo. e de sua molher. e de sua molher D. 3º Neto de João Calvo de Moraes que dizem veyo de Galiza aonde foj senhor de hum Castelo junto a Bayona. Moço Fidalgo da Caza de S. Neta de Francisco Rodrigues de Moraes. Magestade. Bispo que foj de Miranda. Violante de Saá. Villardossos. O. D. I. Paulina de Guimaraens cujos ascendentes se tem referido – Letra E. Lionor Pinheiro.

P. filha de Payo Rodrigues Preira. e Neto do Conde D. foj filha de Gaspar Pinto da Fonseca e de D. D. Catherina de Mello filha de Martim de Mello. de que se fes menção na letra I). filha de Francisco de Valença. 2ª Neta de Ayres Pinto e de sua molher D. 3ª Neta de Vasco Garcês Pinto e de sua molher D. Maria Valença. Maria Gomes de Abreu filha de Ruy Gomes de Abreu. Elvira Gonçales. (lrmão de João Pinto Preira. João Garcia Pinto que foj o 1º que uzou deste Apelido e foj filho do Conde D. Fernando Fernandes Pelegrim. L. e de sua molher D. Catherina da Fonseca». e de sua molher D. Neta paterna de Ruy Vaz Pinto. 2º Neto pela mesma via de Gonçalo Vas Guedes. Urraca Vasques de Souza. Mendo o Souzão. Izabel de Sampayo. Maria Pinto Preira que foj filha de Nuno Alves Preira e de sua molher D. senhor de Mello. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Anna Pinto. 4ª Neta de Garcia Soares Pinto e de D. João Garcia Pinto cazou com D. PAULA DA FONSECA que fica na Arvore 5ª letra L. natural de Samora. Constança Rodrigues Preira. Maria de Burgos. Alcajde mor de Ervededo. Neto paterno de João Correya de Mesquita e de D. Ignes Teixeira. senhor de Ferreiros e Tendões e de sua molher D. Elvira Annes Pinto filha de D.176 TOMO VI BRAGANÇA Andre Correya de Mesquita e de sua molher D. Urraca Fernandes filha de D. filha de Antão Fernandes Leite. (que era Neto de outro Gonçalo Vas Guedes. este D. Comendador na ordem de Christo e materno de Francisco Vas Pinto. senhor de Murça) e de D. Fidalgo castelhano. Garcia de Souza e da Condesa D. 5ª Neta de Guterres Soares e de D.

dirigido a El-Rei. abade de Bouçoaes. todos manuscritos. fazendo lavrar os respectivos termos por tabelião público. datado de 21 de Novembro de 1710. O manuscrito começa no fólio 3 v. feito em 1710 por Domingos de Morais Madureira e Pimentel. Contém 125 fólios numerados de frente e 2 sem numeração. abade de Carrazedo. Em 1605. Tem portanto 140 fólios. sepultura privada na capela-mor da igreja de Santa Clara. com autoridade judicial. 3 de índice. instituído por seu pai José de Morais Madureira e por seus tios abades Francisco de Morais Madureira e Manuel de Morais Pimentel. No fólio 6 v. e pede para que este seja demarcado judicialmente. o direito de ter. feita em 12 de Fevereiro de 1803 por José de Morais Madureira. Francisco. Manuel de Morais Pimentel. Francisco cada anno em o seo Convento MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Para a fundação do morgadio concorreram com doação de bens: Francisco de Morais Madureira. O abade de Carrazedo foi o que concorreu com maior soma de bens. adquiriu. manuscritos e 2 em branco. vem um requerimento. ajudante de infantaria do terço da praça de Bragança. vem a escritura da fundação do morgadio. de Bragança É um códice de papel almaço não pautado. Francisco pertencente a Domingos de Morais Madureira e Pimentel.. selado com selo de cinco réis e encadernado. a medir e demarcar os bens do morgadio de S. Os dois padres fundadores punham mais por condição que «se lhe diga huma missa em dia de S. 8 fólios em branco. onde faleceu. em que diz pertencer-lhe o morgadio de S. Francisco. Maria de Morais Pimentel (o nome de Pimentel vem confirmado no fólio 94 verso) e seu filho Francisco de Morais Madureira. por escritura. sua mulher D. que foi depois abade de Meixedo. de Bragança. superintendente dos tabacos na província de Trás-os-Montes. comissário do Santo Ofício. Na escritura está a seguinte cláusula. desembargador do Paço e juiz deste Tombo. com bens vinculados. Por uma referência que se lê no nº 22. que nesse tempo era geralmente imposta em todos os morgadios: «Todos os successores que houverem de succeder no dito Morgado sejão Catholicos e Liaes á Coroa real sem raça de Mouro Judeu ou outra qualquer imfeta nação». ele e família. bisavô do instituidor José de Morais Madureira.BRAGANÇA 177 TOMO VI Outro tombo do morgadio de S. por um alvará. No fólio 5 v. em que El-Rei autoriza o licenciado António de Paiva e Pona. e Manuel de Morais Pimentel. presume-se que estes termos foram lavrados em 1728.

abade de Gondezende. Francisco de Morais Madureira. Fontes e Maçãs. por ser este o nome do pai dos instituidores. porque a 12 de Dezembro de 1711 já o abade de Carrazedo. Queriam. ou nunca se fez ou arruinou-se e não há memória dela. Alfaião. Savariz. Os bens de Fontes. que confrontavam com Francisco de Castro. Outras casas nas Eiras do Bispo. Bens do morgadio em Bragança e seu termo «Casas nobres do dito morgado sitas na rua da Carreira que tem dez jinelas com um arco de aboboda sobre a travessa que vae para a rua Direita tem as armas dos Moraes e Pimenteis. com a Rua Nova e com Miguel Novais da Costa. Os bens vinculados valiam 22. apelidos que por antiga nobreza pertencem á dita caza.178 TOMO VI BRAGANÇA em quanto se não fizer a Capella com a invocação do mesmo Santo na quinta de Savariz». Maria de Morais Pimentel. composta de terras. por cima do arco uma janela com reixa». Francisco de Morais Madureira. Outras casas. doava vários bens para o morgadio a seu sobrinho «o doutor Domingos MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Portela. O primeiro doador. um dos doadores. lameiros e casas de moradia. José de Morais Madureira e sua mulher D. tinham cinco filhas recolhidas em Santa Clara e um filho de nome Caetano Pinto de Morais. também Francisco de Morais Madureira. Outras na Rua dos Oleiros. todas descritas neste Tombo. governador do Rio de Janeiro. Maçãs e Parámio haviam sido comprados pelo abade de Carrazedo. Francisco. que confrontavam com Maria Rodrigues Coreona. Quinta de Campelo. Além destes bens o morgadio tinha muitas e boas propriedades em Cabeça Boa. a Martim Carneiro de Morais. Fermil. na mesma Rua dos Oleiros. que a capela de Savariz fosse da invocação de S. Os fundadores. também. desta cidade. Lagomar. que confrontavam com Gabriel Alves Lotas. Parâmio. Esta capela em Savariz. devia ter falecido pouco depois da instituição do morgadio. que confrontavam com o pelame de Duarte da Paz e o caminho das Moreirinhas e com o que vem da ponte das Tinarias. Outras casas na Rua da Costa Pequena. Uns moinhos ao Botoco.000 cruzados. Outras casas na travessa «que vai da rua Direita para o Corpo da Guarda principal».

feito a 5 de Maio de 1789. e que eram a maior parte do morgadio. vem um requerimento de José de Morais Madureira Pimentel. vem outra escritura de doação ao morgadio. Magestade. abade de Carrazedo. possuidor dos bens do morgadio. moradora em Bragança. respeitante ao morgadio. que herdou por falecimento de seu pai. O requerimento é datada de 12 de Fevereiro de 1731. era já falecido em 9 de Fevereiro de 1731. No fólio 107 vem um requerimento de Francisco José de Morais Madureira Pimentel.. São muitas as propriedades doadas. que herdou por falecimento de seu pai. vivia ainda nesta data. viúva do general das armas da província de Trás-os-Montes. Seu irmão Francisco de Morais Madureira. fidalgo da Casa Real. Domingos de Morais Madureira Pimentel. É datado de 30 de Julho de 1732. familiar do Santo Ofício e mestre de campo de um terço de infantaria auxiliar do presídio da praça de Bragança. tinha a comenda de S. em que pede para se lançarem no livro do Tombo os bens que seu tio Domingos de Morais Madureira doou ao morgadio. possuidor do morgadio.. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . entravam «hums moinhos no Rio Fervença da dita cidade de Bragança aonde chamão ao Batoco que forão do mestre de campo General Sebastião da Veiga Cabral que Santa Gloria haja». em que pede para lhe transcreverem no livro do Tombo várias escrituras de bens do mesmo morgadio. o doutor José Manuel de Morais Pimentel. Pedro de Babe. Domingos de Morais Madureira Pimentel. No fólio 122 vem o requerimento de D. fidalgo da Casa Real. Pedro de Babe. filho de seu irmão José de Moraes Madureira».BRAGANÇA 179 TOMO VI de Moraes Madureira Pimentel. filho de seu irmão José de Morais Madureira. fidalgo da casa de S. commendador de S. feita pelo já citado abade de Carrazedo a 5 de Agosto de 1722 «a seu subrinho Domingos de Moraes Madureira Pimentel. de huas casas que elle tem e comprou». Entre esses bens doados pelo abade. juntamente com seu irmão Domingos de Morais Madureira. em que fez novas doações de bens ao morgadio. em que pede que neste Tombo se transcreva o testamento de seu irmão. No fólio 117 v. O doador Manuel de Morais Pimentel. abade de Bouçoais e depois de Meixedo. Domingos de Morais Madureira era cavaleiro professo da Ordem de Cristo. A doação foi feita em 27 de Junho de 1732. Rosa Joana Gabriela de Morais Pimentel. No fólio 107 v.

abade de Carrazedo. Maria de Morais Pimentel. comissário do Santo Ofício. Francisco José de Morais Madureira Pimentel. Francisco de Morais Madureira. familiar do Santo Ofício e mestre de campo de um terço de infantaria do presídio da praça de Bragança. Rosa Joana Gabriela de Morais Pimentel. comendador de S. abade de Bouçoais e depois de Meixedo.180 TOMO VI BRAGANÇA Francisco (assim se chamava o pai dos fundadores deste morgadio. D. Domingos de Morais e Madureira Pimentel (que em 1710 já era possuidor do morgadio). fundador do morgadio em 1703. que devia ter falecido pouco depois da fundação do morgadio. D. (Irmãos do fundador. conforme se vê pela declaração feita pelos mesmos e atrás citada). Pedro de Babe. José de Morais Madureira. Manuel de Morais Pimentel. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . fidalgo da Casa Real.) Francisco de Morais Madureira.

nove anos antes. (Na clausura. Maria. D. filha de Fernão Pinto Bacelar. Bernardo em Alcobaça e que tinha muitos irmãos. tendo casado com Francisco Xavier da Veiga Cabral da Câmara. que foi madrinha de suas irmãs D. Teresa e D. (Na clausura. nasceu em Bragança a 6 de Fevereiro de 1718 e faleceu a 4 de Junho de 1793. licença para entrar. filhas de Lázaro Pinto de Morais Bacelar e de D. professou. António Luís da Veiga Cabral da Câmara. onde nasceu a 12 de Março de 1701. como recolhidas. a 10 de Outubro de 1702. que residiu em Vilar de Ossos e anteriormente na quinta do Seixo. Notas D. Ana. devia ter falecido sem deixar descendência. porque no Monumento ao bispo D. Maria. para casar com Baltasar de Morais. D. de Vilar de Ossos. de Mirandela?). MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . D. D. Na mesma quinta do Seixo nasceram suas irmãs: D.) D.BRAGANÇA 181 TOMO VI Francisco José de Morais Madureira Pimentel. Tiveram numerosa descendência. obtiveram. Teresa da Anunciada. Maria José. Rosa Joana Gabriela de Morais Pimentel. de entre a qual se destaca o célebre bispo de Bragança D. no convento de Santa Clara de Vinhais. perto da Torre de D. Chama. fidalgo da Casa Real. Inês Bernarda. em 1755. Maria Josefa. Maria José só professou em 1732 e do respectivo processo consta: que uma sua irmã estivera. tenente-general e governador das armas da província de Trás-os-Montes. António não se fala nele e a árvore genealógica aponta como sucessora no morgadio sua irmã. D. Josefa Maria de Morais Madureira. Teresa. Inês Bernarda Pessoa Teixeira. irmãs.) D. de Mirandela (seria uma D. Maria Madalena da Anunciada. D. capitão-mor de Vinhais. que um seu irmão tomara o hábito de S. sendo padrinho Baltasar de Morais. de Vilar de Ossos. Caetana. a 10 de Março de 1705. e de D. no convento de Santa Clara de Vinhais. Todas noviciaram no mesmo convento e na mesma data. a 1 de Novembro de 1707. em 1723.

que casou com D. Entre outros. Legou-o a seu irmão: 2º BALTASAR SARMENTO FERREIRA. filha de Gaspar Ferreira Sarmento. cavaleiro do hábito de Cristo. atrás citado) e sua mulher D. 7º ANDRÉ DE MORAIS SARMENTO. Sucedeu-lhe neste morgadio: 4º BALTASAR FERREIRA SARMENTO PIMENTEL. Família Morais Sarmento 1º FRANCISCO DE MORAIS PIMENTEL. fidalgo da Casa Real. a fim de ajudar uma irmã de seu pai. instituído por Gaspar Ferreira Sarmento (ver 3º. Luísa de Sá Morais. Maria Antónia de Morais Bacelar. maço Freiras de Santa Clara de Vinhais. natural de Bragança. cavaleiro da Ordem de Cristo. «Dos Morgados». Maior Sarmento (ver Bragança – Ferreiras). Casou com D. E outros. como secular. Bento da mesma cidade em 1765 (171). a 28 de Setembro de 1646 (172). freira no mesmo convento. Sucedeu-lhe: 5º JOÃO FERREIRA SARMENTO PIMENTEL. obteve. fidalgo da Casa Real. seu ascendente. instituiu um morgadio em 8 de Agosto de 1646. cavaleiro do hábito de Cristo. fol. que casou com D. filho de Baltasar de Morais Sarmento. 309 (mihi). Inácia Maria de Vasconcelos. José Cardoso – Descrição Topográfica da Cidade de Bragança notícia XI. que casou com D. que nasceu em Bragança (Santa Maria). Descendência: 6º BALTASAR FERREIRA SARMENTO PIMENTEL. fidalgo da Casa Real. sua prima. comissário geral das tropas de ordenança da província de Trás-os-Montes. a 2 de Julho de 1743.182 TOMO VI BRAGANÇA D. D. licença para entrar. que residiu nas casas que foram de Lopo Ferreira. § 21. Juliana de Sá. em 1780. Na escritura da instituição diz-se viúvo de D. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . de Vilar de Ossos. no convento de Santa Clara de Vinhais. (172) BORGES. filha de António de Morais Madureira e de D. professou no convento de S. que possuía outro morgadio. Joana de Sá. (171) Todas estas notícias referentes às freiras são extraídas dos respectivos processos arquivados no Museu Regional de Bragança. fidalgo da Casa Real. Ana Ferreira. Antónia Rosa. filho de Cristovão Ferreira de Sá e de D. Ana Vaz Teixeira. e veio da casa de Cavaleiros para Bragança. foi seu filho: 3º JOÃO FERREIRA SARMENTO PIMENTEL. Ana de Sá Pereira.

Fazemos saber aos que esta carta de nobreza e brasão d’armas virem que o Doutor José Antonio de Sá opositor ás cadeiras da Universidade de Coimbra. Nos livros do Registo da Câmara Municipal de Bragança encontra-se registada a carta de fidalgo deste bragançano ilustre (a quem nos referiremos no volume consagrado aos escritores). Fidalgo-cavaleiro por alvará de 28 de Julho de 1721 (175). Aristocrático. filho de Domingos de Morais Madureira Pimentel. fidalgo da Casa Real. in Dicionário Aristocrático. juiz de fora da villa de Moncorvo. filho de Sebastião da Veiga Cabral. na qual se lê o seguinte: «D. 2º CAETANO PINTO DE MORAIS. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . (175) Livro 13 das Mercês de El-Rei D. natural de Bragança. 20. fol. natural de Bragança. Pedro II. socio correspondente da Real Academia de Sciencias. in Dic. fol.BRAGANÇA 183 TOMO VI neto de Rodrigo de Morais Sarmento. fidalgo da Casa Real. cavaleiro da Ordem de Cristo.. João V. No exemplar deste dicionário que possuo. João V. Fidalgo-cavaleiro por alvará de 9 de Julho de 1720 (174). neto de Rodrigo Caldeirão. 355. Maria rainha de Portugal etc. neto de Francisco de Morais Madureira Pimentel (Ver Bragança – Morais Madureira Pimentel. neto de José de Morais Madureira Pimentel. natural da (173) Livro 8 das Mercês de El-Rei D. Família Pinto Cabral ANTÓNIO PINTO CABRAL. in Dicionário Aristocrático. Família Pinto de Morais 1º CAETANO PINTO DE MORAIS.) Fidalgo-cavaleiro por alvará de 24 de Julho de 1721 (176). natural de Bragança. fidalgo da Casa Real. fol. filho de José de Morais Madureira Pimentel. 21. 457 v. adiante do nome Rodrigo Caldeirão há uma nota manuscrita que diz: «que foi lente em Coimbra». (176) Ibidem. (174) Livro 11 das Mercês de El-Rei D. Fidalgo-cavaleiro por alvará de 18 de Abril de 1694 (173). fol. Família Sá JOSÉ ANTÓNIO DE SÁ.

Timbre dos Sás que é um bufalo nascente xadrezado de negro e prata armado e com uma argola nas ventas.. onde está sepultado o doutor Joaquim Guilherme Cardoso de Sá. como se vê do respectivo processo arquivado no Museu Regional de Bragança. fol. Catarina Rosa de Castro. Ana da Paz. Ver a sua bibliografia no volume que consagramos aos escritores. Isabel de Castro. naturais de Bragança.. fólio 190. Neto materno de Manuel de Passos Furtado e de D. Leonor Nunes Josefa.184 TOMO VI BRAGANÇA cidade de Bragança nos fez petição de Carta de Brazão d’Armas. Chegou a receber ordens menores em 1777.. Isabel Maria da Costa. Foro e moradia que por seu pai lhe pertenciam.. neto do agraciado.. cavallos.. 153. na segunda as dos Castros. Família Sá Carneiro Vargas JOSÉ DE SÁ CARNEIRO VARGAS. registada no ano de 1859. fidalgo da Casa Real. Paquife dos metaes e cores das armas. segundo comandante do primeiro batalhão da primeira brigada de ordenanças da província de Trás-os-Montes. se encontra a portaria de 9 de Junho de 1826. (177) Livro do Registo da Câmara Municipal de Bragança. tudo do mesmo metal e por differença uma brica vermelha com um farpão de prata. fol. Encontra-se este escudo no cemitério de Bragança. O doutor José António de Sá era filho de Luís Francisco de Sá e de D. Escudo partido em palla. Lisboa 18 de Agosto de 1784» (177). que concede a Tomás Carlos Leopoldino Cardoso de Sá. no jazigo da «Familia Novaes e Sá». Neto paterno de José de Sá Vargas e de D. creados e todo o mais tratamento proprio da nobreza e por isso lhe mandei passar Carta de Brazao d’Armas. Neto materno de Jerónimo Alves da Costa Henriques e de D. aberto em mármore. Luísa Angélica da Costa. Também no mesmo livro do Registo da Câmara de Bragança. na primeira as armas dos Sás. que seus antepassados sempre como fidalgos se trataram vivendo á lei da nobreza com armas. livro 3. Elmo de prata aberto guarnecido de ouro.. Neto paterno de Francisco de Sá e de D. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . O seu título de fidalguia está registado no Cartório da Nobreza.. 189 v. filho legítimo do conselheiro José António de Sá.. 1$600 réis de moradia por mês e um alqueire de cevada por dia. era filho de Álvaro Carneiro Henriques de Sá Vargas e de D. Faleceu em Lisboa a 14 de Fevereiro de 1815.

no segundo as dos Vargas. e aludirão a isto as ondas do escudo? Família Sepúlvedas (Visconde de Ervedosa) ANTÓNIO CORREIA DE CASTRO SEPÚLVEDA. com licença do respectivo pároco. Antónia Luísa de Campos. gran-cruz da Ordem Militar de S. filha de Henrique José da Silva e de D. etc. Sucedeu na casa a seu pai em 28 de Abril de 1814 (180). 77. comendador de São Martinho de Soeira na Ordem de Cristo. alcaide-mor de Trancoso (179).. em sua vida. Teve por armas um escudo esquartelado: no primeiro as armas dos Sás. do conselho de Sua Magestade. comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa. primeiro visconde de Ervedosa (título hoje extinto) com grandeza. a 4 de Março de 1875. parte I. por alvará de 25 de Fevereiro de 1849.BRAGANÇA 185 TOMO VI Casou em Bragança (Santa Maria) a 7 de Janeiro de 1801 com D. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Maria Joaquina Rosa de Campos. alferes de cavalaria de Miranda. comendador de número extraordinário da Ordem de Carlos III de Espanha. Maria Josefa Teixeira de Barros Morais. que. na comarca de Bragança. fidalgo da Casa Real. Faleceu. sendo seu padrinho Francisco Xavier da Veiga Cabral e Câmara. segundo Viterbo. p. Maria Josefa Taveira de Figueiredo Teixeira de Barros (D. condecorado com as medalhas militares de ouro por bons serviços e de prata por comportamento exemplar. diz que foi a 23 de Abril. Nasceu em Bragança (Santa Maria) a 30 de Março de 1790 e foi baptizado por Francisco Xavier Gomes de Sepúlveda. O apelido Vargas será derivado de varga. p. era certa armadilha feita de ramos de árvores para apanhar peixes. fol. (179) Na Árvore Genealógica da Família dos Figueiredos da quinta de Arufe que atrás descrevemos. (180) SANCHES DE BAENA – A Resenha das Famílias Titulares do Reino de Portugal. proprietário do ofício de Juiz da Alfândega de Bragança. Bento de Avis. livro 7. diz-se que foi alcaide-mor da vila de Avis. fidalgo-cavaleiro da Casa Real por alvará de 8 de Março de 1807 (o Dicionário Aristocrático diz que é de 1800). no terceiro as dos Henriques e no quarto as dos Costas. natural de Murça. marechal de campo reformado do exército (em 31 de Março de 1858). abade de Rebordãos. 420. Este escudo foi-lhe passado a 9 de Setembro de 1814 e está registado no Cartório da Nobreza. diz a (178) SANCHES DE BAENA – Arquivo Heráldico Genealógica. Casou a 23 de Maio de 1804 com D. também em Bragança. 296 (178). Amendoeira e outros. administrador dos morgadios de Mirandela.

filha e herdeira do doutor Bernardo José de Figueiredo Teixeira de Barros. que casou com o primeiro barão de Paúlos. neta materna de Sebastião de Figueiredo Sarmento. natural de Bragança (de Arufe. da qual teve filhos que morreram sem descendência. assistindo a seu pai. que muito o perseguiu. que casou com Bernardo Sarmento. parece-nos menos exacta. Jorge. Maria Josefa Taveira de Figueiredo Teixeira de Barros. não podia ir exercer o cargo de vereador. que residiam no Rio de Janeiro (182). que tiramos da citada Árvore Genealógica. pois supomos que nem este nem o filho foram alcaides-mores de Bragança. julgado em Conselho de Guerra e condenado à morte. filho de Manuel Jorge de Figueiredo Sarmento. que evitou fugindo. Mariana. tenente-coronel de infantaria. do Livro do Registo da Câmara Municipal de Bragança vem transcrita a provisão de 25 de Abril de 1812. em 1820 tomou o comando do regimento de infantaria nº 24. na qual o Príncipe Regente participa à Câmara que António Correia de Sepúlveda. em Favaios. e de Tralhariz. também alcaide-mor de Bragança (181). D. sargento-mor de Bragança. concelho de Carrazeda de Ansiães. António Colmieiro da Veiga Osório Caldeirão. (182) Árvore Genealógica da Família dos Figueiredos da quinta de Arufe. para que fora eleito naquele ano. e dos morgadios de Arufe. Caetana. de onde era natural. alcaide-mor de Bragança. D. seu primo. mas foi-lhe saqueada a casa. sendo preso. senhor da quinta de Santa Apolónia e morgado de Carrapatas. (181) Esta notícia. onde foi promovido a tenente-coronel e a coronel em Março de 1823. Por decreto de 5 de Setembro de 1837 reformou-se em brigadeiro e em 31 de Março de 1858 foi-lhe melhorada a reforma no posto de marechal de campo (184). diz a referida Árvore Genealógica). fidalgo da Casa Real. Tanto esta como D. fidalgo da Casa Real. décima senhora do morgadio de S. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . viscondessa de Ervedosa. D. Caetana Josefa de Figueiredo Sarmento. concelho de Bragança. D. senhor dos referidos morgadios. foi despachado major em Abril de 1805 (183). e de D. por se encontrar em Lisboa. foi-lhe anulada esta promoção pelo Governo absolutista. devido à mudança da situação política. Francisca. do Vimioso.186 TOMO VI BRAGANÇA Árvore Genealógica). artigo «Ervedosa». tinha os seguintes irmãos: Sebastião Jorge de Figueiredo Morais Sarmento. Caetana morreram sem descendência e os morgadios passaram para os Barros. há mais de dois anos. morador na quinta de Arufe. Em Dezembro desse ano. Francisca. (184) Portugal: dicionário histórico. que casou com D. (183) No fólio 17 v. O Visconde de Ervedosa assentou praça em cadete aos seis anos de idade.

que muito sofrera pela causa liberal e que perdera dois filhos. como se vê no seguinte decreto de 11 de Agosto de 1852: «Constando-me que o porteiro e guarda da Alfândega de Bragança efectuaram em terreno espanhol. a que adiante aludiremos. assassinados atrozmente. cujo insólito procedimento assim contribuiu para estabelecer uma desinteligência entre os habitantes do meu reino e os do reino vizinho. O conde de Lavradio alegou que do general Sepúlveda. que sòmente agora acaba de chegar ao conhecimento do govêrno. podia dizer-se que fora quem criara a capitania do Rio Grande do Sul e a defendera dos ataques dos espanhóis (185). Na sessão da Câmara dos Pares de 29 de Maio de 1848 o visconde de Sá da Bandeira interpelou o Ministro da Fazenda por ter demitido do lugar de director da Alfândega de Bragança o visconde de Ervedosa (186). sendo o primeiro a levantar o grito da revolta. como se via da carta régia de El-Rei D. 203 das quais foram logo arrematadas. naquele ponto da fronteira: Hei por bem demitir o visconde de Ervedosa do emprêgo de sub-director da Alfândega de Bragança. Parece que foi reintegrado e. que era um cavalheiro digno. João VI em recompensa dos serviços de seu pai. (185) Diário do Governo de 19 de Junho de 1848. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . para que havia sido nomeado por decreto de 11 de Novembro de 1851». e que este irregular procedimento dos referidos empregados. pela gloriosa parte que tomara na guerra contra os franceses. (187) Ibidem. mais tarde. pai do visconde. José e despacho do marquês de Pombal.BRAGANÇA 187 TOMO VI Quando da sua demissão de director da Alfândega de Bragança. foi autorizado pelo chefe da respectiva Alfândega. outra vez demitido. sem que se saiba o destino que tiveram as oito restantes. o visconde de Sá da Bandeira afirmou: que tal emprego lhe fora dado por D. por serviços à mesma causa. no dia 15 de Maio deste ano. Igual demissão tiveram o porteiro e os guardas que contribuíram para a apreensão (187). o general Sepúlveda. uma tomadia de 211 cabeças de gado. e querendo dar uma severa demonstração de quanto reprovo a conduta leviana e repreensivel daqueles empregados fiscais. tendo havido pronta arrematação do gado apreendido sem o devido conhecimento de causa. (186) Ibidem.

Também não casou. Maria Filomena. e. Do segundo matrimónio deixou a seguinte descendência: D. freguesia de Rebordainhos. Não casou. D. Jorge de Favaios a 27 de Julho de 1807. II. que o seu acanhado espírito faccioso de tarimbeiro lhe sugeria como remédio anti-constitucional e rasgo de herói! Em todos os tempos as convulsões sociais encontraram ao seu serviço feras desta capacidade. em primeiras núpcias. Era também alferes de infantaria. Faleceu em Lisboa. foi nomeado governador da cadeia de Estremoz por vinte e quatro horas. com D. Manuel Jorge. Foi feito prisioneiro nas lutas constitucionais e foi assassinado em Estremoz. segundo a tradição. Amélia Augusta Pinto Bandeira. que nasceu a 19 de Julho de 1820 e casou com D. que nasceu em S. a 28 de Agosto de 1912. e casou. D. onde residem.188 TOMO VI BRAGANÇA O Visconde de Ervedosa teve os seguintes filhos: I. V. Descendência: a) Bernardo Correia de Castro Sepúlveda. Prisioneiro como seu irmão. Maria Augusta. no regresso do Ultramar. Francisco Correia. que nasceu a 23 de Setembro de 1818. com D. Carlota Amélia Pimentel. Foi durante dez anos secretário geral do Governo Civil da província de S. descendentes do brutamontes que. D. Descendência: MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Francisca Júlia. Ainda hoje vivem em Meixedo. foi igualmente assassinado com outros companheiros na cadeia de Estremoz no mesmo dia 27 de Julho. a 27 de Julho de 1833. supondo erguer-se pela ferocidade tigrina. no posto de alferes de infantaria. Manuel Jorge. em segundas núpcias. D. Amália. que nasceu a 29 de Junho de 1810. que. que nasceu em Arufe. Maria do Carmo Ferreira. filha do general Pinto Bandeira. que nasceu a 13 de Agosto de 1808. Maria da Conceição. concelho de Bragança. tempo suficiente para fazer executar a machado a bárbara carnificina. natural de Vilar do Monte. Teresa Augusta. apenas conseguem a execração da posteridade e o regresso ao lamacento subsolo social de onde saíram. Maria da Conceição D. de Bragança. Tomé. Bernardo Correia de Castro Sepúlveda. de quem não teve filhos. concelho de Macedo de Cavaleiros. com quarenta e quatro anos de idade. b) António Augusto de Castro Sepúlveda. que casou com D. mal passa a demência da luta! III. IV.

d) D.BRAGANÇA 189 TOMO VI Humberto César. que nasceu a 25 de Agosto de 1871. f) D. igualmente filha do general Pinto Bandeira. natural de Canelas. a 3 de Setembro de 1892. Jorge. Tem uma filha única. a 24 de Março de 1895 e casou com D. que casou. Jorge. D. ambos de condição e ascendência humilde. Ascendência do visconde de Ervedosa 1º ANTÓNIO GOMES DE ABREU. que nasceu em S. concelho de Bragança. freguesia de Poiares. médico do ultramar e grande colonial. freguesia de Rebordainhos. Jorge. em 1743. e) Francisco Herculano de Castro Sepúlveda. Amélia Carlota. Maria Josefa de Castro Sepúlveda. promovido a coronel em 12 de MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . e de D. freguesia de Vilar de Maçada. Armindo. Maria Teresa. Faleceu a 28 de Novembro de 1918. que faleceu solteiro a 30 de Outubro de 1918. na freguesia de Favaios. c) Manuel Jorge Correia de Castro Sepúlveda. provedor da Misericórdia da mesma vila em 1719 e 1740. com Raul dos Santos Ribeiro de Sampaio. com D. Alda (atrás citada). sargento-mor de cavalaria de Almeida. Alda Augusta de Sepúlveda Sampaio. cavaleiro professo da Ordem de Cristo. concelho de Alijó. Luísa dos Santos de Sepúlveda Sampaio. a 9 de Agosto de 1873 e casou com o doutor Armando dos Santos Pinto Pereira. um morgadio em Mirandela. Mateus Augusto de Sepúlveda Sampaio. em Sanradela. e casou com o doutor Armando dos Santos Pinto Pereira. Foi seu filho: 2º ANTÓNIO GOMES DE SEPÚLVEDA. casando depois seu marido com sua irmã D. D. como seus irmãos. que nasceu em S. Descendência: D. em Arufe. a 12 de Julho de 1896. Maria Olímpia Saavedra. e casou. filho do doutor Mateus Augusto de Sampaio. solteira. concelho de Alijó. que casou com D. freguesia de Favaios. Maria José Pinto Bandeira. Luísa dos Santos Pereira. a 13 de Setembro de 1872. Francisca Júlia Correia de Castro Sepúlveda. em Bragança. da casa de Provesende. D. de onde era natural. irmã da esposa de seu irmão Bernardo Correia de Castro Sepúlveda. que instituiu. que nasceu. Serafina de Sepúlveda. médico na cidade do Porto. que nasceu em S.

Descendência: (188) No volume consagrado aos escritores referir-nos-emos largamente à família Sepúlveda. V. VI. Bento de Bragança e faleceu a 19 de Abril de 1800. Casou com D. sua prima (da casa de Asseca). Bento. a 13 de Março de 1755. (189) O Panorama. governador das armas da província de Trás-os-Montes e tenente-general do exército (188). Maria Antónia. então português. na Amendoeira. Doutor José António Gomes de Sepúlveda. e de D. Descendência I. Maria I e de El-Rei D. bispado de Bragança. presbítero. que nasceu a 3 de Abril de 1734. dentro da sua jurisdição. Isabel Correia de Sá. alcaide-mor do Rio de Janeiro. administrador dos morgadios de Mirandela e Amendoeira. Foi capitão de cavalaria e professo na Ordem de Cristo. 3º MANUEL JORGE GOMES DE SEPÚLVEDA. 205. João Gomes. Nasceu em Bragança a 12 de Abril de 1735 (e não a 16. João VI. em 1808. Sucedeu nos vínculos e casa de seu pai. 1844. Manuel Inácio. com D. que nasceu a 28 de Janeiro de 1729. comendador de São Martinho de Soeira. do Conselho da rainha D. grã-cruz da antiga Ordem da Torre e Espada. a 24 de Setembro de 1781. Maria Luísa Pereira. onde defendeu valorosamente as fronteiras daquele território.190 TOMO VI BRAGANÇA Janeiro de 1704 e colocado no regimento de cavalaria ligeira da província da Beira. Faleceu na Amendoeira a 17 de Março de 1801. IV. Foi freira em S. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Joana Correia de Sá Velasques e Benevides. sete freguesias. fidalgo-cavaleiro da Casa Real. comandados por Loison. filha de Mateus Rodrigues do Eiró e de D. II. nos termos da lei de 14 de Julho de 1798). Maria Alves Pereira. e criou. tenente-general do exército (3º adiante citado). governador da província do Rio Grande do Sul. a 29 de Outubro de 1781. alcaide-mor de Trancoso. que nasceu em Bragança a 4 de Março de 1725 e faleceu. como referem alguns genealogistas) e faleceu a 28 de Abril de 1814 (189). p. erigindo recolhimentos e seminários de educação. por alvará de 6 de Setembro de 1789 (em virtude do seu posto de marechal de campo. Foi o primeiro general da sua classe que pegou em armas contra os invasores franceses. filha de Martim Correia de Sá. Manuel Jorge. 2ª série (1844). Casou no Rio de Janeiro. natural daquela cidade. na Ordem de Cristo. fidalgo da Casa Real. no Brasil. que nasceu a 2 de Março de 1727. III.

por alvará de 20 de Dezembro de 1802.» A autoridade mandou que se justificasse. coronel das milícias de Trancoso. fidalgo da Casa Real. Conde da Rosa. Ana Felícia de Avelar. declarou ser verdade a não consumação do matrimónio. coronel de infantaria.BRAGANÇA 191 TOMO VI I. cavaleiro professo da Ordem de Cristo. Guiomar Corrêa de Sá e Sepulveda. sendo padrinhos o general Pedro de Saldanha e Albuquerque e Nossa Senhora do Loreto. José Joaquim Justiniano Mascarenhas Castelo Branco. concelho de Macedo de Cavaleiros. declarou: que tinha vinte e um anos. de Bragança. fidalgo da Casa Real. D. e porque este he o seu desejo. a Condessa de Vila Verde. primeiro Barão de Santa Bárbara. pois que tem vocação de ser Religiosa no Convento de Santa Clara desta cidade para o que – Pe. Casou a 13 de Fevereiro de 1797. S. Casou com José Luís Carneiro Botelho de Vasconcelos. Bernardo Pinto Ribeiro Seixas.or – Diz D. e foi baptizada na capela real da Ajuda. que nasceu. de Bragança. a 31 de Julho de 1782 e foi baptizada na capela do Paço Episcopal pelo bispo D.mo S. II. sendo padrinhos o Marquês do Lavradio e sua filha. que faleceu a 8 de Junho de 1858. V. interrogado. D. fidalgo da Casa Real. III. não obstante até o presente não tem consumado o seu Matrimonio. Maria Inácia Correia de Sá e Sepúlveda. tendo casado a 20 de Outubro de 1800 com Bernardo Baptista da Fonseca e Sousa de Sá Morais Pereira do Lago. e de D. Ana Clara Correia de Sá e Sepúlveda.or Tenente General desta cidade. senhor de vínculo em Moncorvo. Uma das testemunhas disse constar-lhe que o matrimónio não se conmo MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . e ela. natural de Vale de Prados.mo e R. no Rio de Janeiro. Guiomar Correia de Sá e Sepúlveda. A. com Francisco de Figueiredo Sarmento. É interessante o seguinte requerimento que lhe diz respeito: «Ill.a se digne mandar proceder ás deligencias do Estilo – E. que nasceu em Lisboa a 25 de Julho de 1783. M. e se acha dentro do Bimestre que o Direito lhe permite entrar em Religião. brigadeiro reformado. que casara a 23 de Junho e que não consumara ainda o matrimónio. O nubente. D. interrogada. natural de Bragança. filho de Bento José de Figueiredo Sarmento. que nasceu a 1 de Julho de 1784 e foi baptizada na capela do Paço Episcopal de Bragança pelo bispo D. R. Deixou descendência. que tendo cazado com José Luiz Carneiro de Vasconcelos. filha do Ex. sendo padrinho Francisco António Correia de Castro. Faleceu a 25 de Dezembro de 1857. cavaleiro da Ordem de Cristo. S.

«Livro de memória feito em Bragança Ano de 1791. V. com 160 fólios. e adiante (191) veremos outra que quer fugir da clausura para o tálamo! Se as celas e sepulturas monásticas falassem. tenente-coronel de cavalaria. Foi-lhe reconhecido o direito de entrar em religião. que de mistérios não revelariam!. em 1821. visconde de Ervedosa. Que razões íntimas levariam D. Foi agraciado com a medalha de comando durante a Guerra Peninsular e serviu de ajudante-general do exército Lusitano. filho do general Manuel Jorge Gomes de Sepúlveda.. Foi deputado às cortes de 1821. porque a esposa não consentia. VI. Foi baptizado em Santa Maria de Bragança pelo prior da mesma freguesia Bento Tomé de Sousa. António Correia. descendente de António Correia de Castro Sepúlveda. (190) Museu Regional de Bragança. e foi baptizado na Sé de Bragança pelo bispo D. papel branco não pautado. sendo padrinho Rodrigo Xavier de Sousa da Silva Alcoforado Alencastro.192 TOMO VI BRAGANÇA sumara. mas os cônjuges não alegaram tal razão. sendo padrinhos Francisco José Ferreira de Sá Sarmento. maço Freiras de Santa Clara. existente hoje (1926) em S. IV. comendador da antiga Ordem da Torre e Espada. Bento de Avis. cavaleiro da Ordem de Cristo e Nossa Senhora do Sardão. Não deixou descendência. 1º Visconde de Ervedosa (atrás citado). e. Guiomar. filha de uma família então no auge da grandeza. António da Veiga Cabral da Câmara. Bernardo Correia de Castro e Sepúlveda.. na posse da família Sepúlveda. encadernado. entrou para o convento de Santa Clara de Bragança (190). MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . João António. (191) Ver Castro Vicente. a tal proceder?! Foge do tálamo para a clausura. Jorge de Favaios. brigadeiro do exército. que nasceu a 20 de Agosto de 1791 e faleceu em Paris a 9 de Abril de 1833. que nasceu a 17 de Fevereiro de 1796. Foi deão da Sé de Bragança e comendador da Ordem Militar de Carlos III de Espanha. com efeito. governador das armas da corte e província da Estremadura. cavaleiro da Ordem Militar de S. paginados de frente.» É este o título de um manuscrito em 4º. fidalgo da Casa Real.

40. provável que ainda uma terceira pessoa colaborasse nele. Segundo tradição da família a caligrafia predominante é a do general Sepúlveda. puzeram MEMOR [IA. Francisco Xavier Gomes de Sepúlveda. a do fólio 57 e de parte do «Indes» deve ser do abade de Rebordãos. pois tanto de um como de outro. sendo. os feitos culminantes da vida do general Manuel Jorge Gomes de Sepúlveda. Isabel Correia de Sá e Sepúlveda. Dois deles estão em branco e três manuscritos. porém. A meu entender. A «Recopilação» é disposta da seguinte forma: Naci Graduações Soldado Capitão Coronel Brigadeiro Marechal de campo Tenente general Governador das armas Conselheiro de guerra em 16 Dias 10 1 30 14 9 29 11 2 de Abril Mez Maio Setembro Julho Junho Maio Abril Novembro Outubro de 1735 Ano 1754 1762 1765 1774 1789 1793 1793 1808 Este Livro de Memória aponta notícias inéditas e por isso vamos dele extrair as seguintes: D. um quadro onde se mencionam. nasceu em MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . isto é. 27.BRAGANÇA 193 TOMO VI Ao encadernar o códice. e ainda mesmo do Visconde de Ervedosa. por ordem cronológica. Como diz principalmente respeito ao general Sepúlveda será pelo título de Memória de Sepúlveda que o citaremos. todavia tenho sobre isso as minhas dúvidas. 66 a 69 e 72 a 160. na lombada. do general Sepúlveda (não mencionada nos nobiliários). existem vários documentos manuscritos. por ordem cronológica.]. quarta filha. tem ainda em branco os fólios 12 a 19. Pela caligrafia vê-se claramente que foi escrito por duas pessoas diferentes. 25. dois dos quais contêm o «Indes» e o outro a «Recopilação». mas não o posso afirmar. Além de várias laudas de papel por escrever. Em todo o caso é fácil averiguar-se este facto. Antes do fólio I tem cinco fólios sem numeração.

e madrinha sua mulher D. José António de Morais Sarmento. que nasceu a 19 de Outubro de 1788 e foi baptizada em Santa Maria de Bragança pelo vigário geral Caetano José Saraiva. fidalgo da Casa Real. Maria Teresa de Jesus Sepúlveda. deixando herdeiros. sendo padrinho Sebastião Correia de Melo e Alvim. por usufruto. António da Veiga Cabral da Câmara. sendo padrinho Manuel Leite Pereira. que nasceu a 23 de Dezembro de 1793 e foi baptizado na Sé de Bragança pelo bispo D. Maria José de Sepúlveda. coronel de cavalaria. Bento quatro dias antes para tomar ares». governador do forte de S. na Amendoeira. cavaleiro professo na Ordem de S. D. tinha saído do convento de S. João de Deus de Bragança. comendador de Santa Maria de Águas Santas. que nasceu 8 de Abril de 1794 e foi baptizado na Sé de Bragança pelo bispo D. António Luís da Veiga Cabral da Câmara. Bento da mesma cidade. À margem uma nota na mesma caligrafia da antecedente diz: «Faleceu aos 4 de Março de 1789 e foi sepultad[a] na capela do capítulo da Igreja dos frades de S. Valentina «e o irmão desta o MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . sendo padrinho Frei (sic) Domingos de Morais Pimentel. Teresa Correia de Sá e Sepúlveda. D. em caligrafia diferente. Joana Maria Gomes. Francisco de Bragança». e madrinha Nossa Senhora de Rossavales. residente na Amendoeira. tenente-coronel de cavalaria de Miranda. que parece ser do abade de Rebordãos.194 TOMO VI BRAGANÇA Bragança (?) a 19 de Agosto de 1785 e foi baptizada em Santa Maria de Bragança pelo prior da mesma freguesia. natural de Gradíssimo. solteira. Catarina Correia de Sá e Sepúlveda. sua irmã D. que diz: «faleceu em Rebordãos a 10 de Janeiro de 1803. capitão do segundo regimento de infantaria de Bragança. José Correia de Castro e Sepúlveda. foi sepultado no Capitulo de S. tenente-coronel de cavalaria. nas casas «da quinta do Excelentíssimo Senhor Tenente General Governador desta província Manuel Jorge Sepúlveda». Manuel Correia de Castro e Sepúlveda. sendo padrinhos António Manuel de Figueiredo. Francisco». À margem tem uma nota. Joana Delfina e Vanzeler. e por morte desta sua prima D. À margem uma nota em caligrafia igual à das notas antecedentes diz: «faleceu a 23 de Junho de 1801 de uma febre escarlatina em três dias. faleceu a 5 de Agosto de 1804. religiosa em S. e madrinha Nossa Senhora da Conceição. que nasceu em Bragança (?) a 25 de Novembro de 1786 e foi baptizada na mesma igreja de Santa Maria de Bragança pelo prior acima citado. D. João de Malta. sendo padrinho Manuel Pinto de Morais Bacelar. tudo no concelho de Macedo de Cavaleiros. e D. Francisco Xavier Gomes de Sepúlveda.

e governador das armas da província de Trás-os-Montes. Eram todos filhos de Francisco Xavier da Veiga Cabral. 4º MANUEL CABRAL DA VEIGA. onde faleceu em 1767 e jaz sepultado na Igreja de Santa Maria de Bragança. que se ausentou para o Rio de Janeiro. p. governador das armas das províncias de Trás-os-Montes e Minho. S. onde viveu solteiro. onde vem transcrito o seu testamento. sua terceira mulher. mestre de campo de infantaria do terço de Bragança que teve a patente de brigadeiro de infantaria com exercício. neta paterna de Domingos da Ponte Galego. fol. que sucedeu na casa de seus pais. Bartolomeu de Rabal. (192) Museu Regional de Bragança. comendador de Nossa Senhora da Conceição da cidade de Bragança. fidalgo da Casa Real. fidalgo da Casa Real. onde se encontrava no ano de 1777.. Cartório Administrativo. sargento-mor de batalhas. comendador de Nossa Senhora da Conceição. 2º SEBASTIÃO XAVIER DA VEIGA CABRAL. coronel de infantaria do regimento de Bragança. de Santa Maria de Deilão. general mestre de campo do exército de El-Rei D. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Albano da Silveira. Ver Vilar do Monte. livro 59. fidalgo da Casa Real. 5º JOSÉ TRISTÃO VAZ DA VEIGA CABRAL. Maria de Figueiroa. vol. que não casou. 530. filha de António da Ponte Galego. e de D. Bartolomeu de Rabal e Almas de Baçal. e de D. tenente-general da artilharia de Trás-os-Montes e. governador de Chaves. e de D. Rosa Joana Gabriela de Morais Pimentel. no estado de solteiro. tenente do segundo regimento de cavalaria ligeira de Trás-os-Montes. comendador da Ordem de Cristo. abbade de Rebordãos» (192). fidalgo da Casa Real e coronel de infantaria do primeiro regimento da cidade da Baía. 3º JOÃO DA VEIGA CABRAL. todas da Ordem de Cristo. da cidade de Bragança. (193) PINTO. Criação do título. fidalgo da Casa Real. também tenente do mesmo regimento. 27 v. Família Veigas Cabrais Caldeirões 1º FRANCISCO ANTÓNIO DA VEIGA CABRAL. todas da Ordem de Cristo. de Santa Maria de Deilão e S. SANCHES DE BAENA – Resenha das Famílias Titulares e Grandes de Portugal. cavaleiro da Ordem de Cristo. I. por último. VISCONDE – Decreto de 13 e carta de 19 de Maio de 1815. Maria Nogueira. alferes do mesmo regimento. Pedro II. – GRANDEZA – Decreto de 25 de Fevereiro de 1839 (193). Netos paternos de Sebastião da Veiga Cabral.BRAGANÇA 195 TOMO VI Reverendo Francisco Xavier Gomes de Sepulveda.

Maria de Figueiroa. A mulher de Francisco de Almeida de Figueiredo Taborda chamava-se D. desembargador dos Agravos. e de D. senhores do morgadio de S. cavaleiro da Ordem de Cristo. comendador da Ordem de Cristo e governador de Malaca. filho de Teodósio da Fonseca Nogueira e de D. filha de Jácome Luís de Figueiredo. neta paterna de Tristão Vaz da Veiga. aos quais adiante aludiremos em Mirandela – Pintos Cardosos. Maria Casco. filha de António Machado Correia e de D. cavaleiro da Ordem de Cristo. filha de Bento Rodrigues Caldeirão. naturais do reino de Galiza) e de D. Tiago de Mirandela. e de D. sua prima. neta materna de Francisco de Almeida de Figueiredo Taborda. filha de Domingos Soares e de D. comendador de S. Bento – Caderno de Árvores de Costado. Joana Mendes. doutor em leis pela Universidade de Coimbra e lente de leis na mesma Universidade. de Bragança (194). Netos maternos de Domingos de Morais Madureira Pimentel Machuca. fidalgo da Casa Real. e de D.196 TOMO VI BRAGANÇA fidalgo da Casa Real. sua sobrinha. Leonor Maria Caldeira. terceiro senhor do morgadio de Mexede. filha de Bento Rodrigues Caldeirão. tesoureiro-mor do reino. natural de Vila Real. cavaleiro da Ordem de Cristo. Francisca de Figueiredo Sarmento. filha de Jerónimo da Veiga Cabral. filha de Fernão Rodrigues Caldeira e de N. Rosa Margarida de Mesquita Pinto Pereira. Isabel da Fonseca. Ver em Mirandela – Pintos Cardosos – a descrição deste códice. a quem adiante nos referimos. Quartos netos paternos de Manuel Caldeirão. Segundos netos paternos de Pedro Caldeirão. D. sargento-mor de batalhas na guerra da Aclamação e governador das armas na província de Trás-os-Montes. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . e materna de Manuel Caldeirão. fidalgo da Casa Real. Tiago. Leonor Caldeirão. Maria da Ponte. filha de Belchior Pinto Cardoso. e de D. Guiomar Caldeira. sua prima. Terceiros netos paternos de Francisco Caldeirão. fidalgo da Casa Real. sua segunda prima. em Morais Madureiras Pimenteis e Machucas. e de D. comendador da Ordem de Cristo. e de D. Pedro de Babe na Ordem de Cristo e familiar do Santo Ofício. e de D. natural de Mirandela. (194) PINTO. filho de João da Ponte (filho de André da Ponte e de D. quarto senhor da casa e morgadio de S. Guiomar Caldeira. Joana da Veiga Cabral. Luísa Caetana de Mesquita Pinto Cardoso. Joana Mendes de Sá. e de D. filha de Diogo Casco de Vasconcelos. Já atrás citamos os ascendentes de seu marido Domingos de Morais Madureira Pimentel Machuca. fidalgo da Casa Real. tesoureiro-mor do reino. Francisca de Sá e era filha de Miguel de Figueiredo Sarmento e de D.

87 e seg. contendo 218 fólios. Estes bens pertenciam. em 1798-99. como se vê das Notícias VIII e IX. manuscrito. Emílio – Notícias Arqueológicas de Portugal.BRAGANÇA 197 TOMO VI Como por várias vezes nos referimos à Descrição topográfica e histórica da cidade de Bragança. Eduardo da Rocha Dias na sua obra: Notícias arqueológicas extraídas do Portugal Antigo e Moderno de Pinho Leal. § 4º. julgamos necessária uma referência detalhada sobre esta obra. artigo «Pobramento». à família dos Figueiredos. de terra de Sanabria (Espanha). de Bragança. paginados de frente. nº 17 (o códice é dividido em Notícias). governador de Bragança (Notícia XI. É um códice original. pág. de Bragança (196). § 2º e Ferreiras. Na lombada escreveram: «Notícias de Bragança por Borges». como declara na Notícia II. É sem dúvida a este códice que Hübner se refere quando diz: «em parte nenhuma pude descobrir as Memórias de Bragança por José Cardoso Borges» (195). mas «de tenra idade» criado em Bragança (Notícia IX. Cardoso Borges (Manuscripto da Biblioteca Nacional de Lisboa. 15. com algumas notas e indicações bibliográficas. existente na Biblioteca Nacional de Lisboa. resenhando as obras que tratam de Bragança. Que o autor era natural de Miranda do Douro. (195) HUBNER. § 1º e § 35º). B 2. sob o número 248 da Colecção Pombalina. 70. pág. Catálogo dos Priores. Que era escrivão da Câmara Municipal de Bragança se vê pela certidão que inserimos na Árvore Genealógica da família dos Figueiredos da quinta de Arufe. nem data em que foi escrito. Que era sargento-mor de Bragança. Sob esta marcação não há tal códice. descreve uma pela seguinte forma: Memórias de Bragança por J. Adenda I. por José Cardoso Borges. Examinando o códice deduzimos: Que foi escrito pelos anos de 1721 a 1724. sendo portanto possível que se enganasse e quisesse indicar o nº 248 acima referido. Martinho da Castanheira. p. Que o seu autor comprou os bens que em Portugal possuía o mosteiro de S. (196) VITERBO. 39 e Adenda II. Miranda). Sousa – Elucidário. 1908. fundador de um morgadio na mesma cidade e casado com D. 1861. filha de António de Figueiredo Sarmento. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Clara Maria de Figueiredo Sarmento. sem nome de autor. pág. 73)». tomo I.

198 TOMO VI BRAGANÇA | CABAGES | CABANELAS Que escreveu este livro a pedido de Frei Fernando de Abreu (Notícia IX. a 25 de Fevereiro de 1894 e casou em Abambres. Seus filhos. não concordaram com a doação de bens que lhe anexou. Descendência: 2º JOÃO SILVÉRIO DOUTEL DE ANDRADE. maço Capelas. natural de Aguieiras. CABANELAS Família Doutel de Andrade 1º FRANCISCO ANTÓNIO DE ANDRADE. porém. que nasceu a 25 de Fevereiro de 1918. sobrinha de Alberto de Sousa Ataíde Rebelo Pavão (a quem nos referiremos em Parada (197) Museu Regional de Bragança. onde casou e fundou um morgadio. pertença da mesma freguesia. que nasceu nos Possacos a 23 de Agosto de 1889. CABAGES FRANCISCO ALVES. concelho de Mirandela. no rico casal que herdou de seus pais. deixando uma filha única: D. mandou construir em 1674 uma capela. mas criado em Bragança. com vínculo de bens. concelho de Vinhais. que reside em Mirandela e casou a 2 de Julho de 1924 com D. bacharel em direito. de Vale de Janeiro. De tudo isto se constata ser o códice obra de José Cardoso Borges. na quinta das Cavages. no mesmo concelho. faleceu em Cabanelas pelos anos de 1909. Maria Alexandrina Pavão de Morais Pinto. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . natural de Miranda. em razão de ter «cinco filhos e estar capaz para muitos mais» (197). concelho de Macedo de Cavaleiros. concelho de Mirandela. 3º EDUARDO AUGUSTO DOUTEL DE ANDRADE. que nasceu em Aguieiras pelos anos de 1861 e actualmente reside em Cabanelas. encarregado pela Real Academia das Ciências de Lisboa de escrever a história da diocese de Miranda. de Ala. Maria Isabel Doutel Colmieiro. sargento-mor e escrivão da Câmara da mesma cidade. Casou com D. Miranda). Antónia Prazeres Colmieiro Falcão. em 1917. Constância Augusta Doutel. com D. que faleceu em 1919. nasceu em Cabanelas.

todos de Valbom dos Figos. é pintado no estilo dos frescos de Pompeia e ao centro tem o escudo dos Douteis. Maria Alexandrina Pavão de Morais Pinto tem. dríades e outras figuras mitológicas ostentam atitudes desbragadas. [Do segundo matrimónio. para casar com António Xavier Doutel de Almeida. concelho de Mirandela. André Borges e seus filhos capitão Félix Borges. Maria Bernarda Borges. concelho de Macedo de Cavaleiros. distante da de Vilarinho de Agrochão menos de dois quilómetros. um vínculo de morgadio. (198) Documentos existentes no arquivo da casa Doutel em Cabanelas. há também pintados cinquenta e cinco quadros idênticos. D. há cinquenta e quatro quadros pintados. em apainelados guarnecidos de molduras. freguesia das Aguieiras. capitão. e seus irmãos padre e doutor João Gomes da Costa e Ana Gomes da Costa. No tecto da igreja paroquial de Lamalonga. solteira. de Cabanelas. de Sobreira. concelho de Mirandela. em abóbada de berço. marido de D. que doaram a sua neta. freguesia de Mascarenhas. No tecto da mesma igreja. em que sátiros. António Gomes da Costa. com episódios cómicos da vida campestre e marítima. Braz. A capela ainda existe na casa brasonada dos Douteis. em 1748. instituíram. em Cabanelas (198). que nasceu em Coimbra a 2 de Janeiro de 1911. que adiante descrevemos. com capela dedicada a S. que nasceu a 11 de Maio de 1926. do primeiro matrimónio. a seguinte descendência: I. sem excluir o próprio Vaticano. (199) Ibidem. D. sendo notáveis pelo naturalismo as de uma sala. Maria de Lourdes Doutel de Andrade. mulher e cunhada D. próprias da renascença que as inspirou. João Baptista e às Almas do Purgatório (199). D. Joana Doutel de Figueiredo Sarmento. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . um morgadio com capela dedicada a S.CABANELAS 199 TOMO VI de Infanções – Pavões) e viúva de Carlos de Mascarenhas. filha e sobrinha D. instituíram. padre Sebastião Borges e André Borges. sua nora. Maria Josefa. com quem casara em 1910. de Vale da Porca. Maria Luísa de Morais Pinto Mascarenhas. Na casa da residência paroquial há um escudo e pinturas idênticas. O tecto da sacristia da igreja paroquial de Vilarinho de Agrochão. teve a:] II. em 1732. atitudes a que chamaríamos imorais se não tivessem a justificá-las tantas obras de arte idênticas que figuram no mobiliário das igrejas e dos paços episcopais.

e sua irmã D. com indicação dos nomes. há também pinturas em apainelados. todavia criação genial de um grande espírito: é Calisto Elói e Benevides de Barbuda. concelho de Carrazeda de Ansiães. nascido em Caçarelhos em 1815. obtiveram em 1785 licença para oratório particular nas suas casas de moradia (201). mas inferiores àquelas. a título de curiosidade lembramos que aos lados do altar-mor das igrejas paroquiais de Sacoias. vigário-geral do bispado de Miranda do Douro. Parece que a capela era dentro da igreja matriz de Caçarelhos. morgado de Agra de Freima. abade de Caçarelhos. além de outros encargos. segundo diz Camilo Castelo Branco no seu livro A queda de um anjo.200 TOMO VI CABANELAS | CAÇARELHOS Perto fica a igreja paroquial de Avantos. pertencentes ao distrito de Bragança. destas Memórias Arqueológico-Históricas do distrito de Bragança. (201) Ibidem. Não são despidos de valor estes trabalhos pictóricos. 2º JOSÉ FRANCISCO DA SILVA PADRÃO. sobretudo os da primeira. e episódios da sua vida ou da de Cristo. que ostenta igualmente no tecto oitenta e quatro quadros do mesmo género dos antecedentes e quarenta e um no tecto da capela-mor. e. Pinturas idênticas se vêm na abóbada da igreja paroquial de Marzagão. concelho do Vimioso. (200) Museu Regional de Bragança. ambas. tinha o de manter um hospital na povoação (200). a quem nos referiremos em Parada de Infanções – Pavões. Todos estes quadros representam santos. 673. maço Capelas. onde as guarnições em meandro são tipicamente clássicas. embora fantástico. É possível que não fosse estranho a estas obras decorativas o pintor João António Rodrigues Bustamaut. foi administrador do morgadio de Caçarelhos. Já que de morgados se trata. Quitéria Maria do Sacramento. e merecia a pena que alguém da especialidade os estudasse e se olhasse pela sua conservação. Nos tectos das capelas-mores das igrejas paraquiais de Gimonde e Meixedo. Se alguem ouvir o nosso apelo. Varge e Aveleda há quadros de incontestável valor. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . p. Ver o volume IV. vem a propósito citar um. como as acima citadas. sobre a capela do qual proferiu sentença em 1621 o licenciado Francisco Ferreira. CAÇARELHOS 1º MANUEL PIRES.

só vendo o bem-estar social nas usanças. concelho de Alfândega da Fé. faz viajatas ao estrangeiro. debulha de cereais. que residiu em Vale de Janeiro. português de lei e requinta no luxo indumentário. concelho de Vinhais. de objectos artísticos. na custosa mobília. Deixa a leitura dos bons clássicos portugueses. sempre muito virtuoso. Chama (202). de anjo que fora. que o homem cai babadinho de todo. mas sempre. enlaçado à marafona. sem lhe perpassar pela mente o adultério. Quando deputado pelo seu círculo. e que as críticas literárias dos seus discursos alvejavam o ministro Aires de Gouveia. aponta-o como homem de fino espírito e de eloquência arrebatadora. deixa o seu viver simples. bispo de Betezaida. faleceu a 14 de Abril de 1821. 11. mesmo no vestir e falar. no palacete profusamente adornado de mil pequenos nadas. Padre Domingos. D. Cartório Administrativo. sementeiras e melhor oportunidade na venda das colheitas – cede às instâncias de um primo e lá vai tudo. Por fim. natural de Candedo. e tanto se saracoteia. erudito em estudos arcaicos. aprende francês e lê só obras desta língua. de colgaduras. sua mulher. bacharel em direito.CAÇARELHOS | CANDEDO 201 TOMO VI Camilo descreve este morgado como um trasmontano robusto. LUÍSA DE MORAIS SILVA. porcos. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . aparece-lhe em casa uma cortesã. solteira. como um quinhentista. Diz-se que esta genial criação de Camilo Castelo Branco é decalcada sobre o tipo moral de Francisco António Pereira de Lemos. livro 115. pautando o seu viver. Maria José. de quadros. da Torre de D. morgado de Vilarelhos. tantos requebros ostenta. deputado às cortes em 1838. E primos nos Vilares. goza a vida numa ânsia de voluptuosidade estonteante. esmagando os adversários com argumentação irresistível. e. Tinha os seguintes irmãos: Padre Francisco Xavier. leis e costumes antigos. finas ironias e acertados apartes. a quem nos referimos adiante. onde se encontra o seu testamento. precipita-se nos braços desta sereia que o transforma. pensar e discorrer pelas leituras clássicas dos quinhentistas. a pretexto de consultas genealógicas. António Xavier. (202) Museu Regional de Bragança. enérgico. CANDEDO 1º D. que até ali vivera somente pensando na boa administração do grangeio doméstico – galinhas. Por seu lado. não pensando em mais mulheres do que na sua. fol.

e adiante Gustei. onde vem o seu testamento. deixando por herdeiros suas irmãs D. abade de Vilar de Peregrinos. deixando por testamenteiro seu irmão António Caetano (203). que nasceu em Carragosa a 24 de Fevereiro de 1874. que noviciou. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . ver na lista dos cónegos os apelidos Alvaredo e Cameirão. Foi seu padrinho D. fol. irmã de António José Gonçalves Alvaredo. de Talhas e Izeda. do Vimioso. natural de Izeda. Descendência: 2º D. enlaçada com a família Cameirão. por morte destas duas últimas. de Carregosa. mas oriunda de Gustei. onde também se encontra o seu testamento. João Franco de Oliveira. 4º ANTÓNIO GONÇALVES ALVAREDO. de Carragosa. A esta família. bispo de Miranda. Adiante. fol. advogado em Bragança e abade de Linhares. 49. de Carragosa. Teresa. abade de Carregosa. Ambos filhos de: 7º JOÃO BERNARDO RODRIGUES e de D. que nasceu em Carragosa a 3 de Fevereiro de 1850 e faleceu. nos últimos dias de Março de 1913. da família Morais Antas.202 TOMO VI CANDEDO | CARRAGOSA 2º D. JOANA JOAQUINA DE AMARAL SARMENTO. Sobre esta família Alvaredo. D. 17. de Carragosa. onde nas- (203) Ibidem. 3º D. no convento de Santa Clara de Bragança. CARRAGOSA 1º DOMINGOS RODRIGUES DE MORAIS. Caetana e. casou com D. Maria Ordonhes. filho de João Rodrigues e de D. doutor em direito. Regina Gonçalves Alvaredo. faleceu a 8 de Fevereiro de 1828. a ela nos referiremos detalhadamente. Maria e D. Luzia Lopes. concelho de Vinhais. (204) Ibidem. concelho de Bragança. em 1828. os filhos da primeira (204). natural de Carragosa. MARIA BÁRBARA PIMENTEL E ANTAS. em Vimioso – Mendes e Antas. filha de Domingos António Cameirão. que nasceu no Vimioso em 1709. faleceu a 17 de Outubro de 1817. livro 77. pertencem. sendo pároco da Fradizela. da qual ainda somos parente. que nasceu em Carragosa a 9 de Abril de 1833. Professou no mesmo convento em 1725. Francisca Gonçalves. concelho de Bragança. ANASTÁCIA MARIA DA CONCEIÇÃO. e de D. ivro 155. concelho de Vale Paços. 6º ALFREDO JOSÉ RODRIGUES. além de outros: 5º ANTÓNIO JOSÉ RODRIGUES. natural de Candedo.

Alfândega. natural de Tuizelo. Quarto neto paterno de Jerónimo de Morais Sarmento. mestre de campo e cavaleiro na Ordem de Cristo. filha de Cristóvão Ferreira Sarmento. fidalgo da Casa Real. natural de Miranda. Doroteia Faustina Micaela Botelho de Matos. quarta senhora da casa de Carrazedo. Neto materno de Amador de Bandos Pegado e de D. CARRAZEDO Família Frias Sarmentos JOSÉ MARIA DE FRIAS SARMENTO PIMENTEL. capitão de infantaria. Neto paterno de Cristóvão José Ferreira de Frias Sarmento. Terceiro neto paterno de António de Morais Sarmento. cavaleiro da Ordem de Cristo. Catarina de Lobão. Ana de Macedo. Jerónima Ferreira de Sá Faria. e de D. Mirandela e Lamalonga. que era sobrinho do padre Francisco Gonçalves Alvaredo. fidalgo da Casa Real. e de D. CARRAPATAS Ver Bragança – Aires Soares. quinto senhor da casa de Carrazedo. cavaleiro da Ordem de Cristo. terceiro senhor do morgadio de Carrazedo. falecido em Carragosa a 29 de Agosto de 1849. sua prima carnal. Segundo neto paterno de Manuel de Morais de Frias Sarmento. a quem abaixo nos referimos. e de D. Maria de Frias Sarmento. natural da vila de Alfândega. e de D. e de D. Josefa Ferreira Sarmento de Lozada. fidalgo da Casa Real. Filho de José de Frias Sarmento de Morais. sua segunda prima. neta materna de Paulo de Macedo. sua parente. oitavo senhor da casa de Carrazedo. e de D. e de D. natural do Azinhoso. concelho de Bragança. Maria Mendes Pimentel. mestre de campo e sétimo senhor da casa de Carrazedo. filha de António de Frias Sarmento. Rosa Maria de Bandos Pegado. fidalgo da Casa Real. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . neta paterna de João Ferreira Sarmento. Bárbara Luísa de Bandos Pegado. senhora e proprietária do ofício de escrivão da Alfândega de Vinhais. senhor e proprietário do ofício de escrivão da Alfândega de Vinhais. Ana de Sá Ferreira. e de D. mestre de campo de Miranda. sexto senhor da casa de Carrazedo. senhora da casa e morgadios de Alvites.CARRAGOSA | CARRAPATAS | CARRAZEDO 203 TOMO VI ceu a 21 de Junho de 1807. e de D.

filha de Gaspar Ferreira Sarmento e de D. Tem esta instituição uma cláusula que determina que. que casou com António de Morais Sarmento. que casou em Lisboa com a sua parenta D. a capela de Nossa Senhora da Conceição no convento de S. primeiro administrador do morgadio. Ana Vaz Teixeira. Sucedeu-lhe seu filho: 4º ANTÓNIO DE FRIAS. Bisneto de Duarte Rodrigo de Morais. que casou com D. além dos que foram levados para o colégio de S. Bento – Caderno de Árvores de Costado. não satisfazendo os administradores com as obrigações anuais. Paula de Frias. que casou com D. Ana de Frias. D. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Neto de Rodrigo de Morais. será distribuído o restante do rendimento deste morgadio em esmolas e obras da casa.204 TOMO VI CARRAZEDO Segundo neto materno de Vicente de Bandos Pegado. Terceiro neto materno de Amador Pinto de Sampaio (205). Família Frias e Farias 1º O doutor PASCOAL DE FRIAS. era filho de Aires de Morais Sarmento e de D. morgado de Tuizelo. que consta de mais de setecentos volumes. Teve uma filha única: 5º D. I parte) e deu a este convento a livraria. Francisco de Bragança (da qual faz especial menção o padre Esperança. nomeará o provedor e mais irmãos da casa da Santa Misericórdia de Bragança e. Historia Seraphica. Era irmão de João [de] Frias. MARIA DE FRIAS. que são: dar ao convento duzentos alqueires de trigo. com vínculo de morgadio. Ana de Araújo. fundou a 8 de Dezembro de 1620. Brites de Faria de Sá. não a havendo. quatro almudes de azeite. Isabel Ferreira de Sá. o padre guardião e síndico nomeará outra pessoa da família para que prontamente as satisfaça e. capitão-mor de Mirandela. Sucedeu-lhe seu filho: 3º PASCOAL DE FRIAS. Maria Felícia Pinto de Sampaio. três mil réis para cera e quatro para fabrico. e de D. filho de Jerónimo de Morais Sarmento e de D. (Ver Bragança – Ferreiras). filha (205) PINTO. Boaventura. irmã do instituidor. satisfeitos os encargos da capela. abade de Carrazedo. 2º GONÇALO DE MORAIS SARMENTO. Catarina de Lobão. e de D.

nasceu em Miranda do Douro a 15 (206) BORGES. religiosa em S. Freiras de Vinhais. e de D. Professou. Plácido Botelho de Matos. Noviciou em 1749 no mesmo convento. Ver Alvites. que nasceu em Carrazedo a 19 de Junho de 1711 e professou. filha do mestre de campo Cristóvão José Ferreira Sarmento. e de D. Doroteia Luísa de S. D. Natércia dos Reis. tambem aparece com o apelido de Frias e a mulher com o de Ferreira Sarmento. em 1750. que casou com D. Sucedeu-lhe seu filho: 6º MANUEL DE MORAIS FARIA. Doroteia Luísa de Morais Sarmento. no mesmo convento. irmão do doutor José Botelho de Matos. no convento de Santa Clara de Vinhais. natural de Miranda do Douro. «Dos Morgados». Ana de Araújo. em 1735. III. Manuel de Morais Faria. IV. mais tarde bispo da Baía.CARRAZEDO 205 TOMO VI de Lopo Ferreira de Sá (ver Bragança – Ferreiras) e neta paterna de Aires de Morais Sarmento e de D. de Alcoentre. e de D. José Botelho de Matos. sendo padrinhos seu tio. o cónego Matos. Ana Maria Sebastiana. natural de Miranda do Douro. de Miranda do Douro. José. II. sua tia. Nasceu em Miranda do Douro a 22 de Março de 1731 e foi baptizada por seu tio. onde esta família se fixou. Inácia Jacinta. § 16. irmã da precedente. abandonando Carrazedo. que noviciou. Josefa Jerónima de Lozada. no Convento de Santa Clara de Vinhais. Josefa Ferreira Sarmento. Bento de Bragança. filha de Cristóvão Ferreira Sarmento Pimentel. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Doroteia Faustina Botelho. e de D. Feliciana Maria Maurícia. D. Josefa Maria de Morais Sarmento. do hábito de Cristo. notícia XI. Feliciana Maria Maurícia. fidalgo da Casa Real. D. mais tarde bispo da Baía. D. Neta materna de Custódio Botelho. D. Ana de Macedo (206). abade de Duas Igrejas. (207) Museu Regional de Bragança. natural de Alcoentre. onde tomou o nome de D. José Cardoso – Descrição Topográfica da Cidade de Bragança. no mesmo convento onde tomou o nome de D. Descendência: I. Inácia Jacinta do Evangelista (207). em 1749. de Lisboa. e D. Angélica. em 1752. que nasceu a 12 de Outubro de 1725 e foi baptizada pelo doutor provisor. cónego da Sé de Miranda do Douro. maços nºs 1 e 2. D. acima citado. morgado de Carrazedo de onde era natural. que professou. Neta paterna de Manuel de Morais Faria.

TODAS AS 2AS FEIRAS DOS FIES DE ~ ~ DE S E TODOS OS MAIS DIAS DE N. Professou. (208) Museu Regional de Bragança. FOI DE CARZD CÕ OBRIGAÇÃO DE HVA MISSA CADA DIA PERA SEMPRE Q. 339. casou com uma sobrinha do deão de Miranda (João Botelho de Matos (210). DE MORAIS SARMº E SVA MOLHER DONA PAVLA E POR SVAS MORTES SEVS DESCENDENTES (209). também em 1752. Freiras de Santa Clara de Vinhais. governador da praça de Miranda do Douro. pároco encomendado de Carrazedo. ~ Q. SE DIZ NA CAPEL. que depois foi elevado à dignidade de arcebispo da Baía). ALAMPADA T .206 TOMO VI CARRAZEDO de Outubro de 1737. Deixou descendência. DA CÕCEIÇAO CÕ HVA CÕMEMORAÇÃO A S. JOSEPH E OVTRA Pº VIVIS ET DEFVNCTIS ~ DASSE DE ESMOLAS 200 ALQ. Angélica de Mariz. Na capela de Nossa Senhora da Conceição. Doroteia Faustina Micaela Botelho de Matos. há em quatro pedras de granito metidas na parede. sita ao lado do altar-mor da igreja de S. e sua mulher D. sexto senhor da casa e morgadio de Carrazedo e mestre de campo do terço de auxiliares da comarca de Miranda. (210) José. doutor António Xavier de Morais Sarmento. DE FABRICA 4 MIL RE S CADA ANNO ~ SÃO OS PRIMEIROS AM INISTRADORES E POSSVIDORES DOS FRV CTOS DELA COM VINCVLOS DE MORGADO G. Família Morais Sarmento 1º CRISTÓVÃO FERREIRA SARMENTO DE FRIAS PIMENTEL. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . a que atrás nos referimos. (209) Volume IV destas Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança. S. D. sendo padrinhos Diogo de Morais Pimentel. p. esta inscrição a letras de tinta inclusas e conjuntas: ESTA CAPELA FVNDOV O DOVTOR PASCOAL DE FRIAS ABBD. no Convento de Santa Clara de Vinhais (208). S. Francisco de Bragança. que depois foi arcebispo da Baía e suponho que não chegou a ser deão da Sé de Miranda do Douro. e não João. onde foi baptizada por seu tio. à altura de dois metros. maços 1 e 2. era o nome do cónego. DE Tº 3 MIL RE S PERA 3 ALMVDES ~ ~ DE AZEITE P.

natural de Lisboa. Isabel de Faria. neta de José Súpico da Cunha. natural de Miranda. filha de João Telo. e de D. senhor e proprietário do ofício de escrivão da Alfândega de Vinhais. e de D. capitão de infantaria. D. Josefa Ferreira Sarmento de Lozada. o Velho. sucessora da casa e morgadio de Carrazedo. filha de António da Silva Barreto. Ana de Araújo Veloso. e de D. comendador da Ordem de Cristo. também de Tuizelo e de D. e de D. e de D. a quem adiante nos referiremos. natural de Braganca).CARRAZEDO 207 TOMO VI Era filho de Manuel de Morais de Frias Sarmento. filha de Teodósio de Frias). e de D. e de D. filha de Miguel Fernandes Monteiro. natural de Castanheira. e de D. Ana de Macedo. e de D. e de D. senhora e proprietária do ofício de escrivão da Alfândega de Vinhais. natural do Azinhoso (filho de Martim Vaz Monteiro e de D. natural de Tuizelo (filho de Aires de Morais Sarmento. Catarina de Lobão. e de D. sua prima carnal (211). MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . segundo senhor do morgadio de Carrazedo (filho de Gonçalo de Morais Sarmento e de D. Maria Mendes Pimentel. quinto senhor da casa e morgadio de Carrazedo e proprietário do ofício de escrivão da Alfândega de Vinhais. capitão-mor de Miranda. Guiomar Monteiro. morgado da vila da Mada. filha de Diogo Monteiro. Segundo neto materno de João Ferreira Sarmento. Segundo neto paterno de Jerónimo de Morais Sarmento. filha de Gaspar Ferreira Sarmento (filho de Cristóvam Ferreira de Sá) e de D. natural de Chaves. Maria de Sá Ferreira. chamado o Meia lingua. fidalgo da Casa Real. Maria Soeiro. filha de Marcos de Faria Machado. fidalgo da Casa Real. Maria de Frias Sarmento. sua segunda mulher. filha de Paulo de Macedo. aos quais nos referiremos em Tuizelo – Morais e Sarmentos). Bento – Caderno de Árvores de Costado. filha de António de Frias Sarmento. sua parente. natural de Bragança. Isabel da Costa). Ana de Vargas Teixeira. Ana de Sá Ferreira. cavaleiro da Ordem de Cristo. e de D. natural de Barcelos e de D. porque não expressava bem as palavras. filha de Aires Ferreira de Sá. Jerónima Ferreira de Sá e Faria. Isabel da Silva. filha de Vasco Anes Teixeira e neta materna de António Monteiro. filha de Lopo Ferreira de Sá. mestre de campo de auxiliares e cavaleiro da Ordem de Cristo. senhor e proprietário do ofício de escrivão da Alfândega de Vinhais (filho de Francisco de Morais Pimentel. Paula de Frias. Neto paterno de António de Morais Sarmento. primeira administradora do morgadio de Carrazedo. e de D. neta paterna de Pascoal de Frias Sarmento. terceiro senhor do morgadio de Carrazedo. Neto materno de Cristóvão Ferreira Sarmento Pimentel. natural do Azinhoso. Izabel de Sá Ferreira. (211) PINTO. Isabel de Madureira.

governador interino da praça de Miranda do Douro. e de D. ambos da Póvoa. Neto materno de António Mendes de Madureira e de D. que teve brasão de armas. Não nos foi possível obter a confirmação. Manuel António de Madureira e Sousa nasceu em 1755 e tomou posse da abadia de Carrazedo em 1778. que nasceu em Miranda do Douro a 23 de Dezembro de 1826. MANUEL ANTÓNIO DE MADUREIRA E SOUSA. O casamento de José Luís Rebelo Raposo com D. abade de Carrazedo. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . natural de Miranda do Douro. Neto paterno de Domingos Pires de Sousa e de D. onde concluíra a formatura em 1895. e de D. Comba Gonçalves Sarmento. Helena Antão. Francisca Doroteia de Madureira. e de D.208 TOMO VI CARRAZEDO Família Rebelo de Faria 1º EDUARDO ERNESTO DE FARIA. Foi governador desta praça desde 1807 a 1815 Manuel Alves de Faria. que nasceu a 17 de Fevereiro de 1794 e era filha de José Afonso de Faria e de D. sendo padrinho Pedro Guerra Rebelo. ambos da Póvoa. concelho de Bragança. Mariana de Faria (que também aparece com o nome de Maria de Faria). Neto paterno de José Luís Rebelo Raposo. Isabel Vaz. Joana Maria de Matos. neta paterna de Manuel Afonso. porém. passado a 23 de Março de 1699. Antónia Falcão. ramificados depois para Carrazeda de Ansiães e respectivo morgadio e para Alvites. tenente-coronel de infantaria. onde casaram em 19 de Outubro de 1785. Bisneto materno de Pedro Mendes de Madureira. cidadão de Bragança. É filho do doutor Francisco Inácio Rebelo de Faria. natural da Póvoa. Quitéria Margarida Pinto. concelho de Mirandela. natural de Miranda do Douro (filho de José António Rebelo e de D. de Algoso). e de D. nasceu em Miranda do Douro a 16 de Abril de 1871. Não confundir. professor liceal em Bragança e prestigioso advogado. Inácia Maria Falcão de Faria realizou-se em Miranda do Douro a 8 de Janeiro de 1818. neta materna de Manuel Falcão e de D. doutor em direito pela Universidade de Coimbra. correio-mor. Inácia Maria Falcão de Faria. filho do capitão António Peres de Sousa. A ele nos referiremos em especial no volume consagrado aos escritores. mas temos fortes razões para afirmar que o doutor Eduardo Ernesto de Faria é descendente dos Farias de Miranda do Douro. estes governadores com o que vendeu a praça aos castelhanos.

Mariana. de Murça. maço Capelas. José Jorge de Madureira. Francisco António de Sousa Alexandre. com vínculo de morgadio. Mariana de Sousa. Duarte de Macedo e de D. junto das suas casas de moradia em Carvalhais (ou Mirandela? Supomos que foi em Carvalhais). maço Freiras de Vinhais. O brasão de armas foi-lhe passado a 29 de Maio de 1782 e está registado no Cartório da Nobreza. CARVALHAIS 1º MATEUS VASQUES DA GUERRA. Era filha de D. naturais de Vila Real. 1916. 463. Neta paterna de D. recolhida em S. Bento de Bragança. p. Caetana de Castro e Sousa. a 10 de Agosto de 1715 e professou em 1744. Antónia Vicência Fortunata. p. Adiante. Sobre a família dos Soto Maiores que por Carvalhais teve passagem. (214) Museu Regional de Bragança. dedicada a S. no mesmo convento (214). Alfredo – Carvalhais. que residiram em Carvalhais. 54 (212). (212) SANCHES DE BAENA – Arquivo Heráldico Genealógico. A este abade de Carrazedo nos referiremos no volume consagrado aos escritores. ver MENERES. D. Maria Josefa Alexandra. Alexandre de Macedo Soto Maior e Castro e de D. nasceu em Murça. VALÉRIA JOANA DE S. Neta materna de Valério de Castro Delgado e de D. livro 3º. onde os pais também residiram. 3º D. 241 e seguintes. concelho de Mirandela. voltaremos a referir-nos a esta família. de Mirandela. que professou em Santa Clara de Bragança em 1789. abade de Vale Bemfeito. Mateus (213). MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Eram seus irmãos: D. fol. irmã da precedente. erigiu em 1701 uma capela. a 16 de Dezembro de 1720 e professou no convento de Santa Clara de Vinhais em 1745.CARRAZEDO | CARVALHAIS 209 TOMO VI Teve por armas um escudo partido em pala: na primeira as armas dos Sousas e na segunda as dos Madureiras. LOURENÇA MARIA DE MACEDO (na clausura D. 2º D. FRANCISCO. em Pessanhas. que residiu em Carvalhais. que nasceu em Carvalhais. (213) Museu Regional de Bragança. Lourença Maria de Santo António). Traços Históricos.

por sucessão a seu pai. conselheiro de Estado efectivo. e de D. 2º SEBASTIÃO JOSÉ DE CARVALHO. Josefa Maria de Carvalho. Descendência. primeiro Barão de Chanceleiros. natural de Carvalhais. bacharel formado em direito. em sua vida. par do reino. Manuel António. par do reino por carta régia de 22 de Outubro de 1847. Sebastião José. natural do lugar de Vilarinho de Azenha. natural de Carvalhais. proprietário na vila de Murça. Nasceu na quinta do Rocio. por decreto de 13 de Setembro de 1865. D. cargo de que tomou posse e prestou juramento na sessão da Câmara dos Pares de 9 de Agosto de 1861. Albertina Ema da Cruz Guerreiro. governador civil do distrito de Lisboa. Vitória Nunes. primeiro Visconde de Chanceleiros. da Ventosa. ambos naturais da freguesia de Carvalhais. filha única dos primeiros Viscondes de Vale de Lamas. Josefa Maria de Carvalho era filha de Manuel Rodrigues de Carvalho. onde residiram. por parte de Portugal. concelho de Aldeia Galega. plenipotenciário. freguesia de Nossa Senhora das Virtudes. de onde era natural. Ascendência do Visconde de Chanceleiros 1º PEDRO DE CARVALHO. primeiro Barão de Chanceleiros (3º. bacharel formado em direito pela Universidade de Coimbra. foi ministro de Estado dos negócios da fazenda em 1820. 3º MANUEL ANTÓNIO DE CARVALHO. Grã-Cruz das Ordens de Leopoldo da Bélgica e da Imperial Ordem da Rosa do Brasil. Faleceu em Junho de 1905. ministro e secretário de Estado honorário. Faleceu a 27 de Fevereiro de 1827. de que prestou juramento e tomou posse na Sessão de 7 de Janeiro de 1848. proprietário e lavrador abastado que casou com D. em sua vida. ministro das obras públicas em 1 de Março de 1871. Leonor do Espinheiro. a 11 de Janeiro de 1833 e casou em 1868 com D.210 TOMO VI CARVALHAIS Visconde de Chanceleiros SEBASTIÃO JOSÉ DE CARVALHO. termo da comarca de Moncorvo. por decreto de 12 de Agosto de 1845. termo de Mirandela. deputado as cortes de 1821 e serviu de deputado-comissário geral do comissariado do exército. casou com D. adiante citado). cargo que exerceu por várias MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . ministro e secretário de Estado honorário. para negociar um tratado com a Bélgica. II. Descendência: I.

desembargador extravagante da Casa e Relação do Porto. director geral das contribuições directas no ministério dos negócios da fazenda e bacharel formado em direito pela Universidade de Coimbra. comendador da antiga Ordem da Torre e Espada. Casou a 31 de Maio de 1877 com D. 1860-64 e 1865-68. a 31 de Maio de 1785 e faleceu em Lisboa a 18 de Dezembro de 1858. Maria José de Carvalhosa Henriques. Maria II. III. concelho de Mirandela. Sebastião José. filha dos primeiros Condes de Casal Ribeiro. Nasceu em Carvalhais. provedor do Algarve. Luís I. engenheiro civil e Grã-Cruz da Ordem de Carlos III de Espanha. que nasceu em 1832 e casou com Carlos Zeferino Pinto Coelho. que muito se notabilizou em grandes debates nos tribunais de Lisboa. que nasceu em Lisboa a 8 de Julho de 1841.CARVALHAIS 211 TOMO VI vezes e em ocasiões melindrosas e difíceis no Ministério dos Negócios da Fazenda. Foi do conselho de El-Rei D. Maria do Rosário. deputado da nação às cortes de 1820. 1872-74 e 1875-77. bacharel formado em direito pela Universidade de Coimbra e habilitado pelo Tribunal do Desembargo do Paço para exercer os lugares da magistratura em 1813. comendador da Ordem de Leopoldo da Bélgica. BRASÃO. deputado da nação nas legislaturas de 1865-69. – Um escudo com as armas dos Carvalhos. D. ao congresso constituinte de 1836 e nas legislaturas de 1839-40 e 1840-46. II. Rosalina de Sá Viana. IV. por diversas cartas régias foi nomeado para presidir à Câmara dos Pares. primeiro Visconde de Chanceleiros (atrás citado). Descendência: I. bacharel formado em matemática pela Universidade de Coimbra. Pedro Augusto de Carvalho. que nasceu em Lisboa a 27 de Fevereiro de 1837. condecorado com a medalha de quatro campanhas da Guerra Peninsular. bacharel formado em leis pela Universidade de Coimbra e proprietário no lugar da Cortegana. Por timbre um cisne de prata com a estrela das armas no peito. do conselho da rainha D. Mariana Carolina do Casal Ribeiro. A ele nos referiremos no volume consagrado aos escritores. termo de Aldeia Galega e da Merciana. Casou a 22 de Outubro de 1826 com D. Foi ministro e secretário de Estado honorário. nas faltas eventuais do presidente e vice-presidente efectivos. viúvo de D. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Lourenço António. deputado da Junta dos Reais Empréstimos. e deputado da nação nas legislaturas de 1857. bacharel formado em direito e distintíssimo advogado. filha de João Anastásio de Carvalhosa Henriques.

Mariana Josefa de Sousa e Meneses. 461. em segundas núpcias. e fixou depois residência em Carvalhais. de Murça. traços históricos. Maria de Soto Maior. D. 451. Filipa de Sousa e Castro e passou a residir em Vila Real. PEDRO DE SOTO MAIOR. Henrique de Macedo Soto Maior. além de outros. Descendência: D. os seguintes descendentes: I. fidalgo da Casa Real. a quem prestou grandes serviços. e por isso lhe deu o título de Conde de Caminha. senhor do morgadio de Mirandela. casou com D. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . que se estabeleceu em Portugal no tempo de El-Rei D. artigo «Sebastião José de Carvalho». Albano da Silveira. provêm de um fidalgo galego. Caetana de Sousa Cabral. onde faleceu em 1664. tomo 19. 299. FILIPA DE MACEDO. Além de outros. p. Afonso V. Ana de Sousa Meneses. que casou com seu primo D. Deste segundo matrimónio deixou. concelho de Mirandela. p. Alfredo – Carvalhais. Alexandre de Macedo Soto Maior. filha do doutor Valério de Castro Delgado e de D. D. que casou em Alfândega da Fé a 19 de Outubro de 1755 com D. Ver SANCHES DE BAENA. SANCHES DE BAENA – Resenha das Famílias Titulares e Grandes de Portugal. filha do doutor Domingos Luís de Almeida Noga e de D. pai de D. que casou com Francisco Sebastião Pessanha (ver 8º em Pessanhas). Arquivo Heráldico Genealógico. descendente do citado fidalgo galego. Os Soto Maiores.212 TOMO VI CARVALHAIS O brasão de primeiro Barão de Chanceleiros foi passado a 30 de Junho de 1826 e o de visconde do mesmo título a 23 de Maio de 1840 (215). que nasceu em Várzea do Douro a 4 de Janeiro de 1683. I. onde largamente se trata desta família. Maria de Sousa Cabral. que casou em Mirandela com Mateus Vasques de Guevara. deixou os seguintes descendentes: a) D. Nasceu em Carvalhais em 1721 e aí faleceu em 1770. de Carvalhais. 1º D. Descendência: 2º D. com D. Dicionário Bibliográfico. (215) PINTO. Alexandre de Macedo Soto Maior casou. MENERES. Margarida. capitão-mor de Murça. p. vol. senhor do morgadio de Mirandela e prazos de Carvalhais. Alexandre. administrando os bens que aí possuía e o morgadio de Mirandela.

Maria Leopoldina de Morais Leite Soto Maior de Castro.CARVALHAIS | CASTANHEIRA | CASTELÃOS 213 TOMO VI II. com Justiniano de Morais Madureira Lobo. Maria da Costa instituíram. Arnaldo. Descendência: Agripino. que casou com D. que casou em Vila Flor com Tomás Manuel de Morais e Castro. um morgadio em Castelãos. Sucedeu-lhe seu filho: a) Francisco António de Macedo Soto Maior. em 1628. D. CASTELÃOS 1º ANTÓNIO BORGES DE OLIVEIRA e sua mulher D. CASTANHEIRA Ver Santa Cruz da Castanheira. Luísa Leite Pereira de Almeida Machado e Lemos. que estava ao serviço dos Duques de Bragança em Vila Viçosa. que casou com sua prima D. e do da Praça. monteiro-mor. concelho de Vila Flor. Beatriz. senhor de um morgadio na mesma povoação. concelho de Carrazeda de Ansiães. concelho de Macedo de Cavaleiros. Mariana de Macedo Soto Maior. que casou com D. concelho de Vila Flor. Descêndencia: Guilhermino. Descendência: MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . D. Beatriz. que casou em Freixiel. Felicidade. Descendência: Francisco de Morais Leite Soto Maior e Castro. Isabel. Joana Borges. Sucedeu-lhe seu filho: 2º PEDRO BORGES DA COSTA. Guilhermina Leite Pereira de Seabra. Adília. senhor de um morgadio em Linhares.

doou. (217) Museu Regional de Bragança. Manuel Inácio de Morais e de D. concelho do Mogadouro. dedicada a Jesus Maria José (216). em 1759. da Vila de Vinhais. Teve carta de brasão de armas que se conserva em poder de seus descendentes. fol. erigiu. [com a data de 23 de Junho de 1795]. Sucedeu-lhe seu filho: 4º JOÃO DA COSTA DE OLIVEIRA SARMENTO. José de Oliveira da Costa. filho de Valentim de Sá. que residiu em Castelãos. adiante citado). licenciado. notícia XI. a que vinculou bens em morgadio (218).214 TOMO VI CASTELÃOS | CASTELO BRANCO I. José Cardoso – Descrição Topográfica da Cidade de Bragança. Era filho do capitão-mor e monteiro-mor do Mogadouro. 318 (mihi). Maria José Antónia Pimentel. em Castelãos. A este morgadio andava unido um vínculo que foi instituído por seu tio o reitor José de Oliveira da Costa. reitor de Macedo de Cavaleiros. em Macedo de Cavaleiros. coronel de infantaria. Miguel da Costa Borges (3º. junto às suas casas de moradia. § 27. (216) BORGES. que residiu no lugar de Macedo de Cavaleiros. concelho de Macedo de Cavaleiros. II. do hábito de Cristo. CASTELO BRANCO 1º ANTÓNIO JOSÉ DE MORAIS PIMENTEL. maço Capelas (218) Ibidem. Rosa Maria de Morais. Neto paterno de Luís Inácio de Figueiredo e de D. e de D. Maria de Novais. irmã de Bento de Morais Sarmento. onde residia (217). bens que vinculou à capela por ele mandada construir. 3º MIGUEL DA COSTA BORGES. desembargador. BERNARDO DOS SANTOS PEREIRA. Maria Ferreira. «Dos Morgados». concelho de Macedo de Cavaleiros. que casou com D. professor na Ordem de Cristo. natural de Castelo Branco. cavaleiro do hábito de Cristo. MANUEL DA FONSECA. dedicada a S. Maria de Sá Sarmento. familiar de número do Santo Ofício. Neto materno de António Rodrigues Pimentel e de D. Tomás e a Santa Teresa de Jesus. uma capela com retábulo «novo à moderna». em 1672. com capela na igreja matriz. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA .

que casou em 1890 com Acácio Augusto da Fonseca. Descendência: (219) Livro 17 das Mercês de El-Rei D. Descendência: a) D. de Trancoso. que nasceu em Castelo Branco e aí faleceu a 5 de Fevereiro de 1913. 3º ANTÓNIO AUGUSTO DE MORAIS PIMENTEL. Elisa Augusta de Morais Pimentel. D. por alvará de 19 de Novembro de 1822 (219). Era fidalgo-cavaleiro. 16 e seguintes. no seu concelho (220). Trindade – A minha candidatura por Mogadouro. d) Virgílio José Pimentel de Carvalho. natural de Alfândega da Fé. bacharel em direito pela Universidade de Coimbra. Teve grande prestígio político tendo sido chefe do partido regenerador. solteira. Maria da Purificação Sanches Ferreira. João VI. Maria Emília de Morais Pimentel. onde foi recebedor das contribuições e rico proprietário. cavaleiro professo na Ordem de Cristo e bacharel em cânones. Felisberta Gil. III. D. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . 33. falecido em 1922. Ana Josefa de Morais. Descendência: 2º ANTÓNIO JOSÉ DE MORAIS PIMENTEL SARMENTO SAMPAIO PINTO DE SOUSA BACELAR. recebedor no Mogadouro. Júlia Delmira de Morais Pimentel. Maria Beatriz Pimentel de Carvalho. II. Antónia Emília Pimentel de Carvalho. Foi recebedor em Vinhais.CASTELO BRANCO 215 TOMO VI Casou com D. fol. Faleceu em Castelo Branco em 1918. com D. filho de António Manuel da Fonseca e de D. em primeiras núpcias. (220) COELHO. que reside em Castelo Branco. que casou em 1915 com D. p. que faleceu em 1874. filha do abastado proprietário de Castelo Branco João Manuel Sanches Ferreira. b) Celestino António Pimentel de Carvalho. Descendência: I. que casou em 1887 com Norberto Augusto de Carvalho. c) D. que nasceu a 30 de Outubro de 1801 e faleceu a 24 de Dezembro de 1863 em Castelo Branco. D. Ana Josefa de Sampaio Sarmento Pinto de Sousa Bacelar. que seguiu a magistratura e é juiz de direito. de onde em 1922 foi transferido para o Mogadouro. Casou.

Altino Norberto de Morais Pimentel. que casou. adiante citado). V. Também foi administrador do concelho do Mogadouro. tendo sido. b) Arnaldo Augusto de Morais Pimentel da Fonseca (4º. que reside em Alfândega da Fé. natural da Ferradosa. no ano seguinte. que nasceu na Gouveia. onde concluiu o curso em 1911. II. Maria Clara Sanches Ferreira. D. Em 1920 foi despachado professor primário para a Escola Primária Superior de Matosinhos. D. em segundas núpcias. sua prima carnal. filho de António Manuel Rodrigues e de D. que faleceu de um desastre na caça. Residem na Gouveia. filha única do rico proprietário dos Estevais doutor Francisco Manuel Ferreira Sanches e de D. É dono de uma importante casa agrícola nos Estevais. Ermezinda Augusta de Morais Pimentel. c) Manuel Luís de Morais Pimentel da Fonseca. Bernardina da Assunção Sanches Ferreira. Maria Clara Ferreira. casou. Ana Rodrigues. IV. que nasceu nos Estevais. Olímpia Beatriz de Morais Pimentel. doutor em direito pela Universidade de Coimbra. povoação do mesmo concelho. Descendência: Otília Bernardina de Morais Pimentel Rodrigues. concelho de Alfândega da Fé. Residem em Castelo Branco.216 TOMO VI CASTELO BRANCO a) António Manuel de Morais Pimentel da Fonseca. com D. III. despachado oficial do registo civil para a comarca do Mogadouro. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . que casou em 1915 com seu primo carnal Francisco Joaquim Sanches. IV. D. Ana Josefa de Morais Pimentel. D. com D. onde residem. António José de Morais Pimentel. de cuja Câmara tem sido presidente. que casou em 1915 com Manuel António Rodrigues. que casou em 1922 com António Augusto Afonso. irmã de sua primeira mulher. solteira. António Augusto de Morais Pimentel. em 1909. também natural de Castelo Branco. filho natural de Augusto Sanches Ferreira. b) António Augusto Sanches de Morais Pimentel. concelho do Mogadouro. Descendência: Guilherme de Morais Pimentel Sanches. Descendência: I. Descendência: a) Armando Sanches de Morais Pimentel. Maria da Luz de Morais Pimentel. e é um dos mais ricos proprietários do concelho.

CASTELO BRANCO | CASTRO DE AVELÃS 217 TOMO VI Reside no Azinhoso e casou em 1917 com D. Maria Angélica Oliveira de Morais Pimentel. em Braga. por escritura de doação feita nas notas de António Pires de Sousa. concelho de Bragança. de onde passou. para o Colégio Moderno. Em 1920 foi secretário particular do ministro da Justiça. em Castelo Branco. e Afonso de Carvalho. abade de Terroso. em Março de 1744 instituíram um vínculo de morgadio. abade de Vilar Seco. Descendência: Artur Oliveira de Morais Pimentel. (221) Ao ilustrado doutor Arnaldo Augusto de Morais Pimentel da Fonseca agradecemos com muito reconhecimento os elementos fornecidos para esta descrição dos Pimentéis. de Castelo Branco. Maria Angélica de Oliveira. em Julho de 1922. é um dos mais elegantes edifícios no género. filha do doutor Augusto César de Oliveira e de D. (222) Ver o volume IV destas Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança. em Castro de Avelãs. em 1923. Em Junho de 1919 foi nomeado segundo oficial da Direcção Geral de Administração Civil do ministério das Colónias. Recebeu a sua primeira educação no Colégio do Espírito Santo. em Castro de Avelãs. Concluiu o curso liceal em Braga em 1916 e o de direito na Universidade de Lisboa. do distrito de Bragança. 4º ARNALDO AUGUSTO DE MORAIS PIMENTEL DA FONSECA. No fim deste volume publicaremos a reprodução do escudo dos Carvalhos. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . que nasceu no Azinhoso. p. no ano seguinte do das Finanças e. O palacete dos Pimentéis. exerceu o cargo de administrador do concelho de Alfândega da Fé (221). natural do Azinhoso. existente na fachada da sua casa brazonada. de Bragança. após a expulsão das ordens religiosas. em Coimbra. que nasceu no Azinhoso. D. em 1911. 335. Otília Júlia de Oliveira. CASTRO DE AVELÃS SEBASTIÃO DE CARVALHO TORRES. que mais tarde parece ter sido administrado pelo doutor João de Castro e em 1779 por João António de Meireles (222).

Freiras de S. Neta materna de Estêvão Machado e de D. Isabel Soares de Macedo. 222. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . filho de Bernardo de Aragão Cabral. ambos de Castro Vicente. ANA MARIA DE SÃO JOSÉ. Tem a íntegra. que nasceu em Castro Vicente. isto é. fidalgo da Casa Real. (223) Livro 14 das Mercês de El-Rei D. É interessante o processo desta freira para ajuizarmos dos repugnantes votos celibatários: escreve às autoridades eclesiásticas que a protejam contra as violências da sua família que a quer freira à força – arranjos da fortuna caseira – quando ela só quer casar com Manuel Carlos de Morais Homem. 3º D. em 1741. filha de Manuel Pinto Barbosa Pimentel e de D. resolução esta que afinal tomou porque as autoridades eclesiásticas não davam ouvido aos seus pedidos. Bento de Bragança. em 1723. no convento de Santa Clara de Bragança (225). 2º ANTÓNIO DE OLIVEIRA CABRAL. juiz dos órfãos em Monforte de Rio Livre. Bento. a 11 de Fevereiro de 1706. de Castro Vicente. Pedro II. no original está o documento por completo e não em extracto. de Freixo de Espada à Cinta. (225) Está o respectivo processo no Museu Regional de Bragança. Durante seis longos anos. e neto de Manuel de Aragão Cabral. Pedro II. 4º D. Freiras de Santa Clara de Bragança. curte saudades no convento à espera de um dia que nunca chegou. maços 1 e 2. Neta paterna de Lourenço Álvares Barbosa e de D. Fidalgo-cavaleiro por alvará de 29 de Julho de 1701 (223). in Dicionário Aristocrático. Maria de Morais. professou. (226) Ibidem. 211. de Castro Vicente. no convento de S. INÁCIA JACINTA. filha de Alexandre de Aragão Cabral e de D. Joana Ferreira. Fidalgo-cavaleiro por alvará de 24 de Novembro de 1701 (224). natural de Castro Vicente. natural de Tronco. maços 1 e 2. fol. fol. com suas longas noites. Maria de Macedo Soares. in Dicionário Aristocrático.218 TOMO VI CASTRO VICENTE CASTRO VICENTE 1º BERNARDO DE ARAGÃO CABRAL. resistindo às ameaças de morte que um irmão lhe fazia se não professasse. (224) Livro 14 das Mercês de El-Rei D. Professou. filho de Manuel de Aragão Cabral. no intuito de evitar escândalos (226).

Livro 14. Pelo documento consta que. CHACIM ANTÓNIO JOSÉ DE ESCOVAR. Bisneto materno de António Mendes de Andrade e de D. a que vinculou bens. de Cedães. padroeiros da capela de S. a 2 de Junho de 1759. concelho de Mirandela. CÉRCIO Ver o volume IV. capitão-mor da vila de Chacim. 347. no segundo as dos Escovares. 27. concelho de Macedo de Cavaleiros. natural e residente na mesma vila. havia mais duas capelas em Cedães – S. dedicada ao Espírito Santo. Maria de Andrade (irmã de João Mendes de Andrade. Por timbre o dos Pintos e por diferença uma brica azul com um farpão de ouro. em 1791. maço Capelas. cavaleiro professo na Ordem de Cristo. uma capela no fundo do lugar de Cedães. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . no terceiro as dos Martins e no quarto as dos Pachecos. ao tempo. Ascendência de António José de Escovar 1º JORGE ÁLVARES PACHECO. Jerónimo do morgadio da Cruz. carta de nobreza e brasão de armas. destas Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança. capitão de cavalaria do regimento de Bragança). O escudo era esquartelado: no primeiro as armas dos Pintos. 2º ANTÓNIO MARTINS FRANCO. erigiu. que residiam em Vilar de Ouro. que casou com D. Maria do Rego. pág.CEDÃES | CÉRCIO | CHACIM 219 TOMO VI CEDÃES Doutor ANTÓNIO JOSÉ DA COSTA. aberto. esta no campo (227). fol. presbítero. obteve. Elmo de prata. (227) Museu Regional de Bragança. Este brasão foi registado no Cartório da Nobreza. Brás e Santa Cruz. irmão de António Álvares Pacheco. tenente-coronel do regimento de Bragança. na Sé de Miranda do Douro.

natural de Vilar de Ouro e residiram em Lisboa. 4º MANUEL PINTO DE ESCOVAR. em 1731. licença para oratório particular nas suas casas de moradia (229). A primeira letra capital e muitas outras são iluminadas. de Vilar. Ver na lista dos cónegos o apelido Escovar. pois quase não fazem diferença umas das outras. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . entre filetes a duas cores. encontra-se um escudo. professor de grego em Bragança. ilustrado pároco de Castelãos. em 1775. O escudo das armas é ricamente iluminado e ocupa uma página. freira em Santa Clara. (229) Ibidem. sendo portanto de concluir que pertenceu a António José de Escovar. Doutor ANTÓNIO PAULO DE VILHENA E SILVA. O texto da carta abrange seis fólios de pergaminho.220 TOMO VI CHACIM 3º JOAQUIM PINTO DE ESCOVAR. maço Freiras de Santa Clara. (228) Museu Regional de Bragança. ANTÓNIO JOSÉ DE ESCOVAR. assim como a tarja da primeira página. licença para oratório particular (230). da mesma cidade. Bernarda Norberta de Vilhena e Silva e D. Na fachada da casa dos Pimenteis. Quanto ao formulário desta carta e das mais deste género. D. concelho de Macedo de Cavaleiros. de Chacim. a quem aqui consignamos o nosso reconhecimento por esta e várias outras finezas que lhe devemos. que casou com D. natural de Alfândega da Fé. Isabel Maria Felizarda. em 1793. Maria Angélica de Vilhena e Silva. natural de Lisboa. e nesse ano ficou por fiador dos alimentos com que D. maço «Capelas». onde publicamos uma na íntegra. obteve. professo na Ordem de Cristo. (230) Ibidem. naturais de Chacim. sustentaria a criada que pretendia ter (228). Estas notícias são extraídas da carta original de brasão de armas que amavelmente nos mostrou o reverendo Domingos Pires. que casou com D. MANUEL ANTÓNIO DE ESCOVAR E MOURA. de emblemas idênticos aos acima apontados. natural de Miranda do Douro. em Chacim. Bárbara Mendes. Antónia Maria dos Anjos. mestre de campo do terço auxiliar. gravado em granito. natural de Miranda do Douro e residiram em Chacim. era. abade de Chacim e seus irmãos Isidoro José da Silva de Vilhena. ver Mascarenhas – Barrosos. obtiveram. José Joaquim da Silva de Vilhena.

maços 1 e 2. GASPAR CAETANO DE SÁ FERREIRA. obtiveram. natural de Vila Boa. Maria Joaquina. maço Capelas. filha do capitão Domingos da Silva e de D. 10. em 1783. presbítero. (232) Ibidem. RITA ANTÓNIA VILAS BOAS. Neta materna de Francisco Rodrigues. (235) Museu Regional de Bragança. em 1767. livro 175. que residiu em Tinhela (235). de Lanção. caso o primeiro nomeado morresse sem descendentes (233). com vínculo de morgadio. licença para oratório particular nas suas casas de moradia em Chacim (232). chantre na Sé de Bragança obteve. onde faleceu a 18 de Agosto de 1829. em 1751. MARIANA ANTÓNIA MARGARIDA. fol. licença para oratório particular nas suas casas de moradia em Chacim (231). cujos bens se descrevem. de Pinelo. Joana Maria da Cruz erigiram. Maria do Carmo e Castro e sua sobrinha D. concelho de Bragança. de Parada. MANUEL PINTO DA COSTA. noviciou. (233) Ibidem. e de D. no mesmo ano. de Coelhoso. 3º D. bacharel. Caetano. Ana Maria Rodrigues. Cartório Administrativo – Testamentos. damos a seguinte notícia das pessoas mais gradas que encontramos desta povoação: 1º D. Luísa Maria Brízida. no convento de Santa Clara de Bragança. deixando por herdeira sua irmã D. ANA MARIA ISABEL. irmã da precedente. Neta paterna de João Afonso.CHACIM | COELHOSO 221 TOMO VI FRANCISCO JOSÉ PINTO. 2º D. Ana Martins. (234) Estão os dois processos no Museu Regional de Bragança. Beatriz da Silva. (231) Museu Regional de Bragança. COELHOSO Como não pudemos apurar a quem pertenceu a pedra de armas que há em Coelhoso. do qual seriam administradores seus filhos José Joaquim. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . no referido convento (234). em 1776. Catarina de Sena Vilas Boas. e sua mulher D. de Coelhoso. Freiras de Santa Clara. Noviciou. e de D. Luísa Maria sucessivamente. uma capela em Chacim dedicada a S. seus irmãos: Manuel António Pinto de Escovar e D.

terra de Penas Roias. (238) Museu Regional de Bragança. Neto paterno de João Rodrigues. Ana Machado.. capitão-mor de Algoso. mas mais provável Morais). assim como aludiremos também a outras pessoas de certa representação de Coelhoso. 4º D. que nasceu em Coelhoso e era filha de Bento Manuel Pavão Neves. que residiam em Bragança. da Matela. filha de Gonçalo da Rocha Pimentel e de D. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . (236) Museu Regional de Bragança. JOSEFA. que já foi ministro da Guerra. terra de Algoso.222 TOMO VI COELHOSO Noutro lugar nos referiremos aos Ferreiras. Azevedo Machado Lemos. Maria Teixeira. A pedra de armas de Coelhoso. e de D. 6º JOSÉ MARIA NEVES PAVÃO. natural e actualmente pároco da mesma povoação. filha de. cavaleiro professo na Ordem de Cristo. e pertence (por herança? por compra?) à família do Padre Francisco Manuel da Rocha. de Coelhoso. de Frieira. maços 1 e 2. deslocado do edifício em que primitivamente foi colocada. (237) Livros do registo paroquial de Coelhoso. a quem nos referiremos no volume consagrado aos escritores. em 1734. e de D. 5º D. Também é representante desta família Rocha. Freiras de Santa Clara. maço Ordinandos (Junqueira). A NTÓNIA TERESA. que nasceu a 5 de Agosto e recebeu ordens menores em 1773. Susana de Morais (ou Mariz. Era filho de João Neves Pavão. As testemunhas inquiridas no processo de habilitação de genere do ordinando José Maria Neves dizem não estarem certas se nasceu ou não em Coelhoso. a que atrás nos referimos. de Tinhela.. Maria de Morais. Mariana de Morais Sarmento. natural de Logarelhos (237). no convento de Santa Clara de Bragança (236). de Variz. está gravada num bloco de granito solto. que residiram em Coelhoso. o general Vieira da Rocha. Nasceu em 1715 em Coelhoso (acidentalmente?) Professou. concelho do Vimioso. de Coelhoso. mas afirmam que ali se criou desde criança (238). e de D. e de D. Ver 3º em Junqueira. que residiram na Junqueira. Neto materno de Manuel Martins. de Coelhoso. natural da quinta da Cabreira.

e de D. concelho de Macedo de Cavaleiros. Mariana Alcoforado. Francisco de Lemos Costa. Ver em Parada de Infanções – 13º e 15º em Morais Madureiras Feijós. a célebre freira das cartas amorosas. Bernarda Maria Osório. O escrivão da vila dos Cortiços que lavrou a escritura era irmão de Baltasar Vaz Alcoforado (240). ANGÉLICA MARIA DE JESUS. no convento de S. 2º D.CORTIÇOS 223 TOMO VI CORTIÇOS ANTÓNIO DE LEMOS COSTA. todos dos Cortiços. Mariana de Lemos Costa e seu sobrinho João Marcelino de Sá Machado. filha de Francisco de Lemos Costa Alcoforado. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . (242) Ibidem. ao tempo. Ana da Cunha emprazaram-se. da qual era reitor. Bento de Bragança (241). fol. Mafalda de Sousa Alcoforado (242). e as seguintes filhas: D. seus irmãos Domingos de Lemos Costa. Bento. Carlota Maria de Sousa Alcoforado e D. aponto alguns nomes desse apelido: 1º BALTASAR VAZ ALCOFORADO. Cartório Notarial. 3º JOSÉ ANTÓNIO DE SOUSA ALCOFORADO. D. 125. (239) Museu Regional de Bragança. dos Cortiços e sua mulher D. dos Cortiços. D. (240) Ibidem. todavia. nasceu a 1 de Dezembro de 1726. maço Bens. obtiveram. Ignoro o fundamento da tradição. em 1744. em 1592. maço Capelas. Foi seu padrinho de baptismo o doutor Baltasar Vaz Alcoforado e madrinha D. Noviciou. Família Alcoforado Segundo uma tradição corrente nos Cortiços. Angélica da Rosa Alcoforado. era natural ou oriunda dos Cortiços. em 1825. livro 131. (241) Ibidem. de Vinhas. concelho de Macedo de Cavaleiros. Do seu testamento vê-se que tinha os seguintes irmãos: Leonardo de Sousa Alcoforado. Francisco Joaquim de Sousa Alcoforado. abade de Quintela de Lampaças. licença para oratório particular nas suas casas de moradia (239). Maria Eugénia de Lemos Costa. o licenciado Manuel da Cunha (certamente irmão ou parente da mulher do emprazado). maço Freiras de S. por sessenta alqueires de pão meados num casal pertencente à igreja da mesma povoação. que faleceu a 19 de Dezembro de 1818.

224 TOMO VI CORTIÇOS | CORUJAS | DUAS IGREJAS | EDRAL 4º D. natural de Ferreira. viúva de António José de Gouveia Vasconcelos. se bem que João de Morais Leite. seu bisavô. propôs-se em 1849 casar com Francisco de Assis Carneiro. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Era filha de João Sarmento de Morais. EDRAL Família Morais Sarmentos Leite Chaves. de Moncorvo. dizendo que a quinta era foreira ao mosteiro de Santa Clara de Bragança. arcediago de Miranda. que casou com Inácio Teodósio Rodrigues Santa Marta. maço Casamentos – Selas. mas que os possuidores desistiram do direito em favor de João de Morais Leite. após o seu casamento. Gimaras (com todos estes nomes aparece no documento). provedor de Miranda. Guimbras. DUAS IGREJAS Ver em Bragança – Morais e o volume IV. Arruinou-se com o tempo e em 1754 foi reedificada pelo povo de Corujas. 346. filho de Luís Marcelino de Morais Carneiro e de D. na Torre de D. que então parece seria habitada por vários moradores (244). concelho de Vinhais D. CORUJAS Capela de Santo Amaro na quinta das Quimeras. ficando o arcediago com o direito de conservar em seu poder uma chave da capela. maço Capelas. sua parenta. sendo o foro remido por Manuel de Morais Soares. Ver Ferreira. residente. (244) Ibidem. de Edral. Chama. Maria Antónia de Távora Teixeira e Chaves. Vicência Teresa de Figueiredo (243). (243) Museu Regional de Bragança. a quem adiante nos referiremos. pág. MARIA BERNARDA DE MORAIS SARMENTO. fidalgo da Casa Real. punha embargos. e de D. Há ainda um outro documento de 1637 referente à capela da quinta. destas Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança. Por fim o povo fez a reconstrução. CAROLINA JOAQUINA DE SOUSA ALCOFORADO natural de Cortiços. para nela celebrar missa quando estivesse na quinta.

MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Neta materna de António Pequeno Chaves. 340. fidalgo da Casa Real. Bernarda de Morais Sarmento. MANUEL DE MORAIS SOUTELO. Helena de Morais Sarmento (245). Francisca Pereira de Távora). p. e de D. natural de Edral. natural de Vilar de Ossos. instituiu. uma capela dedicada ao Nome de Jesus. Maria Sarmento. sargento-mor do concelho de Vinhais (filho de João Vaz de Morais e neto de Vasco Anes de Morais). a que vinculou bens que se descrevem (248). e de D. maço Capelas. destas Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança. cavaleiro da Ordem de Cristo. 340. (248) Ibidem. cavaleiro da Ordem de Cristo. (246) Ver o volume IV. fidalgo da Casa Real. e de D. que era bisneta de Gaspar da Silva de Morais. Quarta neta paterna de Francisco Vaz de Morais. natural de Edral. junto às suas casas de moradia em Edral. fez em 1657 escritura pública de doação de bens vinculados em morgadio à capela de Santo António. natural de Miranda. de que foi administrador seu filho Manuel Pequeno (246). filha de Pedro de Morais. sua segunda mulher. Bento – Caderno de Árvores de Costado. sargento-mor do termo de Miranda. natural de Espinhoso. p. cavaleiro da Ordem de Cristo. Catarina de Morais Sarmento. Joana Sarmento. em 1772. que residiu em Miranda. e de D. JOÃO DOMINGOS. reitor de Edral. natural de Vinhais. filha de João de Barros Pereira do Lago (filho de João de Barros Pereira do Lago e de D. que mandou construir na mesma povoação (247). Ana Soares de Morais) e de D. (245) PINTO. e de D. filha de Pedro de Melo. fidalgo da Casa Real. Brites de Melo. destas Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança. filha de Gonçalo de Morais. filho de Gomes de Beça. (247) Museu Regional de Bragança.EDRAL 225 TOMO VI Neta paterna de José Sarmento. erigiu. filha de Domingos Nunes do Amaral. um vínculo de morgadio em Edral. Volume IV. natural de Candedo. e de Brites da Silva. sargento-mor da comarca de Moncorvo (filho de João Leite Chaves. filha de Gaspar de Beça Pimentel. presbítero. cavaleiro da Ordem de Cristo. JOÃO LEITE CHAVES. natural de Vinhais. e de D. Faustina Malho Beça. Segunda neta paterna de João Gomes Sarmento. natural do Tojal da Beira. em 1688. capitão-mor de Vinhais. concelho de Vinhais. e de D. Terceira neta paterna de Francisco de Morais da Silva.

in Dicionário Aristocrático. fidalgo da Casa Real. ERVEDOSA Ver Bragança – Sepúlvedas. FERREIRA JOÃO DE MORAIS LEITE e sua mulher D. Ver Corujas. (249) Museu Regional de Bragança. José I. erigiram. em 1797. (251) Livro 11 das Mercês da Rainha D. EIXOS 1ª ANTÓNIO LUÍS DE MORAIS E CASTRO. uma capela na mesma povoação. maço Capelas. Neto de Jaime de Morais e Castro. in Dicionário Aristocrático. seu filho Manuel Morais Soares (252). constantes de olivais. natural dos Eixos. fol. em frente das suas casas de moradia. 279. erigiu. natural de Edroso. presbítero. 274. uma capela junto às suas casas de moradia. freguesia de Quirás. a que doaram bens com vínculo de morgadio. que residiram em Ferreira. Maria I. filho de Jaime de Morais e Castro. Fidalgo-cavaleiro por alvará de 2 de Marco de 1757 (250). termo de Bragança. teve o mesmo foro. concelho de Mirandela.226 TOMO VI EDROSO | EIXOS | ERVEDOSA | FERREIRA EDROSO FRANCISCO DE VARJE. fol. após a morte dos instituidores. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Já tinha a imagem da Senhora «que mandara vir do Porto» (249). por alvará de 10 de Outubro de 1781 (251). (250) Livro 11 das Mercês de El-Rei D. 2º ANTÓNIO BERNARDO DE MORAIS E CASTRO. concelho de Vinhais. filho do precedente. dos Eixos. em 1668. dedicada a S. maço Capelas. Ângela Soares. Foi seu primeiro administrador. João Baptista. (252) Museu Regional de Bragança.

(255) Ibidem. e suas filhas D. licença para oratório particular nas suas casas de moradia. uma capela dedicada a Santo António. de Cedães. Ana Luísa Joaquina. (254) Ibidem. em 1783. concelho de Mirandela. de Cedães. onde se pudesse celebrar missa (255). Descendência: 2º ADRIANO JOÃO DE ARAÚJO BORGES PINTO. maço Capelas. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . 3º D. Vitória dos Santos Pinto. de Fornos de Pinhal. limite do referido lugar. presbítero. Miquelina Augusta Reimão de Meneses Machado Falcão. filha de Manuel José da Gama. de Vilar do Monte. FORNOS DE PINHAL 1º ANTÓNIO FERNANDES. com D. de Frechas. erigiu. MARIA JOSEFA TEIXEIRA DE ANDRADE. na povoação de Fornos de Pinhal (254). que casou com D. e seus irmãos Pedro Fernandes e Maria Gonçalves. Descendência: (253) Museu Regional de Bragança. uma capela dedicada a Nossa Senhora do Rosário. e de D. que casou em Roios. em 1784. concelho de Vila Flor. com doação de bens (253). Emília Pimentel. pág 346. de Frechas. casou com D. Maria e D. Albertina Pegado. FRECHAS Família Araújo 1ª MANUEL JOSÉ DE ARAÚJO BORGES PINTO. confirmado das Aguieiras. 4º ANTÓNIO DE ARAÚJO BORGES PINTO. destas Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança. obtiveram. que casou com D.FONTE DE ALDEIA | FORNOS DE PINHAL | FRECHAS 227 TOMO VI FONTE DE ALDEIA Ver volume IV. Emília Pimentel da Gama. 2º ANTÓNIO DE ANDRADE TEIXEIRA. Descendência: 3º FRANCISCO DE ARAÚJO BORGES PINTO. presbítero. no sítio do Milhadouro. em 1697. erigiram.

e de D. Paula Teixeira de Sampaio. natural de Bretiande. e de D. a 18 de Janeiro de 1897 e casou.228 TOMO VI FRECHAS | FREIXIEL 5º D. Laurinda Augusta de Abreu Faria. capitão-mor de Freixiel (256). com D.) 2º JOÃO DE MORAIS MIRANDA. distinto advogado e professor do liceu de Bragança (a quem nos referimos em Carrazedo). ADRIANA GAMA ARAÚJO BORGES PINTO. 211. a 18 de Maio de 1805. com António Eduardo Faria. Isabel de Morais Pinto. cavaleiro do hábito de Cristo. Ana de Morais. Descendência: 7º ANTÓNIO EDUARDO ARAÚJO FARIA. a 10 de Outubro de 1925. do Mogadouro. capitão-mor de Freixiel. apresentou. que nasceu em Frechas a 25 de Junho de 1926. Padre Frei – Livro Genealógico. 6º D. que nasceu em Frechas. onde nasceu a 30 de Setembro de 1897. autor do Livro Genealógico. como pároco na igreja de Freixiel a Frei Manuel Bernardo de Magalhães e Sousa. FREIXIEL 1º FREI MIGUEL PAIS DE MENESES. sua segunda prima. (Ver adiante a descrição deste livro. tenente do exército. fol. filho do doutor Eduardo Ernesto Faria. ao tempo vigário de Candoso. EMÍLIA GAMA ARAÚJO BORGES PINTO. (256) SOUSA. que casou com D. fidalgo da Casa Real. da vila de Freixiel. concelho de Vila Flor. Casou em Freixiel. Manuel Bernardo de Magalhães e. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . comendador de Santa Maria Madalena. concelho de Vila Flor. Descendência: 4º TOMÉ DE MORAIS CARDOSO. capitão-mor de Freixiel. tomo I. filho do doutor Frutuoso Tomaz de Miranda. solteira. Descendência: 3º JOÃO DE MORAIS CARDOSO. natural de Miranda do Douro. de Moncorvo.

os números que distinguem os diversos membros dos ramos genealógicos. também numerados de frente. a maior parte dos dísticos dos capítulos. que diz: «Toda esta ascendencia paterna que fica declarada sam das pessoas mais calificadas que ouve nesta Villa e termo e desta comarca de Sellores e mui conhecidos neste Reyno pellos Sampayos Pereyras Sylvas Mesquitas Magalhães Moraes Souzas Pintos Carvalhos Seixas. e em hum livro de Arvores de costado. transcritas no primeiro tomo deste códice. consta de dois tomos de papel fólio. como se vê da nota final. representante do antigo fidalgo Justiniano de Morais Madureira Lobo. Domingos de Lisboa. e lhes pertencem seos appellidos e os mais que ficam declarados segundo vi no dito Diogo Gomes de Figueiredo na livraria dos Ill.. onde vem o título do códice. e por hum livro genealogico em caza de Leopoldo Henrique Botelho de Magalhães da Torre de Moncorvo composto por Matheus de Saa da mesma Villa e por livros da Camera desta Villa de Anciaens. que se encontra em Freixiel em poder da família Aragão. autor das Notabilidades antigas e modernas da vila de Anciães. e do Conde de Tarouca. e outros authenticos Documentos dignos de toda a MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . vigário de Candoso Este códice. e de notas. muitos nomes próprios dos títulos. com tinta vermelha. até ao 272. etc. que vem no fólio 178 v. encadernados num só volume.mos Marquez de Alegrete. com capa de carneira. onde se lê: «Livro Genealógico Primeiro e Segundo Tomos Ano 1804» O primeiro tomo consta de 273 fólios numerados de frente. mas com tinta preta. As letras de alguns nomes próprios têm ornamentos feitos com tinta amarela e pontuados a vermelho.FREIXIEL 229 TOMO VI Descrição bibliográfica do «Livro Genealógico» do Padre Frei Manuel Bernardo de Magalhães e Sousa. O restante está escrito com tinta preta. Os fólios 177 e 178 são autógrafos de Manuel de Morais Magalhães Borges. desde o fólio 251. O fólio 176 do primeiro tomo está escrito com caligrafia diferente. e o segundo contém 270 fólios. na livraria de S. de que não conheço o autor. não pautado. O frontispício. estão escritos com tinta vermelha.

FÓLIOS QUE FALTAM NO CÓDICE – Além de outros que porventura nos escapassem. vigário de Candoso. já muito deteriorado.. concelho de Ansiães. vigário de Barcel. no fim do segundo tomo encontra-se-lhe anexado um documento. vigário de Candoso. 182. Manoel de Moraes Magalhães Borges». inclusive. 145 e 180. Mariana de Almendra. fólio 67 v. antigo encomendado do Mogo de Malta e de Candoso. 169. Os fólios 176. Assim. e 272. a 8 de Abril de 1755. E por isso assim o decia. inclusive. que já vivia. Note-se. O padre Frei Manuel Bernardo de Magalhães e Sousa. e Mayo de 1756. Serviu-se Frei Manuel Bernardo de Magalhães e Sousa de várias memórias manuscritas de famílias e de genealogistas para organizar o seu Livro Genealógico. natural de Carvalho de Egas (Livro Genealógico. vigário de Carvalho de Egas. fólios 24 v. Além disso. natural de Carvalho de Egas. AUTOR DO LIVRO GENEALÓGICO – Pelos fólios 28. o qual Instrumento foi feito e reconhecido pelo Rey (sic) deste Reyno no anno de 1610 aos 5 de Fevereiro do dito anno. tomo primeiro. 170. Em 1788 residiam todos nas vigarias atrás indicadas.. Eram filhos legítimos de Manuel Caetano de Magalhães e Sousa. datada de Vale de MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . porém. ajudante das Ordenanças no antigo concelho de Vilarinho da Castanheira. nasceu em Carvalho de Egas. em caligrafia diferente. e 25 v. ou era vigário de Candoso. que tem por título: «Verdadeira desendência dos Pereiras e Sampayos de Anciaens tirada de hum Instrumento antigo que estava no cartorio que servio Bartolomeu de Souza. e Francisco José de Magalhães e Sousa. transcreve uma notícia genealógica de João António Vaz Teixeira Boto. 120. tomo segundo. Ramo de Suçaens». do primeiro tomo e fólios 24 v.230 TOMO VI FREIXIEL fee e credo. do segundo. 58. 183. e 244 a 247. que este Instrumento vem copiado no fólio 167 e seguintes do primeiro tomo. No segundo tomo os fólios – 57. e em suma constava o seguinte». Anciaens. na «Advertência do que veio á minha mão por acaso. e 25 v.. 169 v. demos pela falta dos seguintes fólios: No primeiro tomo os fólios – 18 a 25 inclusive. em 1788 e que foi em Candoso que escreveu o Livro. no tomo primeiro. Tinha dois irmãos: Padre Frei Martinho José de Magalhães e Sousa. fólio 28.. concelho de Ansiães. 172. 229 a 233. 30 a 34. 177 e 178 foram apensos ao códice e encardenados juntamente com ele. e de D. vê-se: que o autor do Livro Genealógico é o padre Frei Manuel Bernardo de Magalhães e Sousa. hoje pertencente ao de Carrazeda de Ansiães.

. escrita pelo próprio que vivia em Marzagão em 1791 e que devia ter casado no princípio do ano de 1801. Borges. por meu Irmão Doutor Antonio de Souza Pinto. e Moraes de Freixiel. pela pouca clareza com que se descrevem neste Libro de Lembrança. dos Pereiros. e ainda porque mostra como já então a bastardia. Quem seria este genealogista. pois ainda neste ano lhe nasceu um filho. Silvas. coisa rara em genealogistas. de Carvalho de Egas. O título de Frei que o padre Manuel Bernardo de Magalhães e Sousa usava. não indica que ele fosse frade. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . de Assares. e declaração as Advertencia. segundo o significado que hoje damos a esta palavra. É interessante o Livro Genealógico porque. de Assares. O mesmo se vê ainda dos fólios 218 e 227. 148 v. Almendra.FREIXIEL 231 TOMO VI Figueira a 20 de Fevereiro de 1789. tanto plebeias como fidalgas. ÉPOCA EM QUE FOI ESCRITO – Apesar de no frontispício mencionar o ano de 1804. e 173 v. em geral. do segundo. Trigo e Trigo de Magalhães. de Linhares.. dos Pereiros. como se vê no fólio 81 do primeiro tomo. que vivia em Vale de Figueira em Fevereiro de 1789? No fólio 192 e seguintes. Sampaios. o adultério e os filhos sacrílegos de padres abundavam e como os pastores e criados se «intendiam» com as amas. Botelho. vê-se que o Livro se continuava escrevendo nos anos de 1802. trata de famílias plebeias. de Santa Comba da Vilariça e de Samões. apesar das penas severas cominadas nas Ordenações do Reino. 1803 e 1809. de Tralhariz. transcreve a ascendência de Gonçalo Manuel de Magalhães Teixeira Dá Mesquita. que por isso costumavam tomar o título de Frei. Magalhães e Sousa. Reitor de Marzagão». de Candoso. mas sim que era pároco numa igreja pertencente a comenda de ordens militares. FAMÍLIAS DE QUE TRATA O CÓDICE: Tavares Vilas Boas. de Marzagão. e descendencia (sic) das familias de Pintos. e 272 do primeiro tomo. Morais Pinto. teve acréscimos posteriores. ainda em 1818. dos fólios 78. No fólio 203 v. Além disso. transcreve a «Addição.

fol. Morais. Elmo de prata. filho de Francisco de Sá Soto Maior. da mesma vila. Catarina de Morais. de Vale Benfeito. de Freixiel. Almendra. da vila de Freixo de Espada à Cinta. Brasão passado a 27 de Julho de 1644. e de D. Henrique. de Vila Flor. 83. de Carvalho de Egas. Costa. Queijo. Machado. de Candoso. comendador da Ordem de Cristo e familiar do Santo Ofício. de Samões. paquife de prata. ouro e vermelho. Morais Pinto e Sampaio. Braga 1906. concedeu-lhe o brasão de seus antecessores: escudo de campo esquartelado: no primeiro as armas dos Sás. filho de Gaspar de Albuquerque. guarnecido de ouro. Sá. de Linhares. e de D. (258). 2º ANTÓNIO DE SÁ SOTO MAIOR. (258) SANCHES DE BAENA – Arquivo Heráldico Genealógico. Neto paterno de Álvaro de Albuquerque. p. de Samões. da Eucísia. livro XI. livro 2º. fidalgo da Casa Real. 211 v. FREIXO DE ESPADA À CINTA 1º ANTÓNIO DE ALBUQUERQUE. Morais Pinto (João de).232 TOMO VI FREIXIEL | FREIXO DE ESPADA À CINTA Magalhães e Castro. enxaquetado de prata. Concede-lhe também todas as honras de fidalgo por descender das gerações dos Sotos-Maiores e Sás. José de Sousa – Brazões inéditos. fidalgo e tronco desta geração. de Mourão e Vale Torno. Por diferença uma merleta de ouro. natural de Freixo de Espada à Cinta. fidalgo da Casa Real. morgado de Roios. Madureira Machuca e Morais Madureira Machura. de Tralhariz e Selores. Jacinta de Campos. nº 16. fol. Tem por diferença uma brica de prata e nela uma almofada verde (257). Henrique. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Almeida Crespo e Sobral Vassalo. no segundo as dos Soto Maiores e assim os contrários. (257) MACHADO. com uma manilha de prata nas ventas. por carta régia. de Vila Flor. aberto. O rei D. Rosa Alvarez. Sil. 93. Neto materno do capitão Tomás de Campos e de D. Dada em Lisboa a 10 de Abril de 1579 e registada na chancelaria de D. azul. e por timbre um búfalo de sua cor. Lobão Telo e Silva.

204. fol. era filho de Tomás da Rocha e de D. Violante de Melo.. 4º FRANCISCO DE ANDRADE FREIRE. Catarina Alvarez. Maria de Brito. Maria Álvares Pereira. Marquês de Vila Real). Era filho de João Pimentel e de D. Como nestas páginas se fala de tantas pessoas de destaque. Neto paterno de Afonso Martins e de D. natural da vila de Freixo de Espada à Cinta. moço da Câmara real.FREIXO DE ESPADA À CINTA 233 TOMO VI 3º BARTOLOMEU PIMENTEL. de Maio de 1644 (260). Joana de Melo. cavaleiro do hábito de S. escrivão da Câmara de Freixiel e Abreiro. Sua avó. natural do lugar de Urros. mesmo no distrito de Bragança em povoações como Argozelo e outras) pelo que o governo o exautorou expulsando-o do cargo e precavendo-se para quando requeresse algum lugar de saúde (262). Inês de Brito e de Álvaro Pires. (259) Brasões inéditos. médico do partido municipal da vila de Freixo de Espada à Cinta. Neto materno do licenciado Francisco de Campos e de sua segunda mulher D. passado a. que residia na vila de Freixo de Espada à Cinta. foi grande cavaleiro. termo da vila da Torre de Moncorvo. almoxarife do mestrado da Ordem de Cristo na vila de Tomar. era irmã de Cristóvão de Andrade. Isabel Lopes. 5º GONÇALO DE MORAIS. fol. Manuel Bernardo de Magalhães e. (262) Diário do Governo de 11 de Janeiro de 1866. e D. livro 1º. Esteve muitos anos em África. Inês de Brito. tem por diferença um trifólio de prata picado de azul. onde residiu. não será despropósito cravar aqui esta. capitão de pé de castelo e governador de Freixo de Espada à Cinta (261).. 7º GASPAR DA ROCHA. Neto de D. Tiago. livro 2º. por José de Sousa Machado. Fugiu da vila logo que ali apareceram os primeiros casos de cólera (epidemia que flagelou o reino fazendo muitas vítimas. As armas dos Pimentéis têm por diferença um trifólio verde. que possuía o brasão dos Freires de Andrade e Britos. que o não é menos. que residiam em Freixo de Espada à Cinta. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Brasão passado a 29 de Fevereiro de 1627 (259). onde residia. que residia na vila de Freixo de Espada à Cinta. (261) SOUSA. na sua especialidade. nº 171. juiz dos órfãos. Bisneto de Rui de Andrade. 6º AUGUSTO SEBASTIÃO GUERRA.. era filho de Francisco de Andrade e de D. comendador de Santa Margarida de Mazedo (data e prestimónio do Duque de Caminha. fol. 348 v. nº 82. 70 v. donde era natural. Livro Genealógico. tomo I. (260) Ibidem.. Neto paterno de Lourenço Pimentel.

em 1849. Maria Josefa de Morais. 90. Ana Inês Pereira. obtiveram. seus irmãos Manuel Rodrigues. A 7 de Agosto de 1827. maço Capelas. presbítero. fol. de Gimonde. Inocêncio António de Miranda. concelho de Mirandela. José. (265) Ibidem.234 TOMO VI FREIXO DE ESPADA À CINTA | GIMONDE | GRALHÓS | GRIJÓ DE VALE BENFEITO Brasão passado a 28 de Julho de 1644. GRALHÓS ANTÓNIO RODRIGUES MENDES. Tem por diferença uma brica de prata e nela uma almofada verde (263). concelho de Bragança. o casal da Freixeda a sua sobrinha D. licença para oratório particular nas suas casas de moradia (264). Isabel Rodrigues e seus sobrinhos Manuel Carneiro de Morais e mulher D. abade de Medrões. para concluir as pinturas do altar-mor e mais obras pertencentes à abadia. que lhe pertenciam. em 1789. junto às suas casas de moradia (266). MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . GRIJÓ DE VALE BENFEITO JOSÉ MANUEL DE MIRANDA e sua mulher D. D. Ana. nº 230. erigiram. os bens de Vale Benfeito a seus sobrinhos José Manuel de Miranda e sua mulher D. Josefa. uma capela nesta povoação. uma capela dedicada a Nossa Senhora e a S. erigiram. Caetano (265). e suas irmãs D. (266) Ibidem. Maria Gonçalves. dedicada a S. (263) MACHADO. na referida povoação. presbítero. de esmola à igreja. Quanto aos bens de Paço de Outeiro dizia já os haver doado a uma sobrinha que lá residia. confirmado de Vale de Telhas. natural de Paço do Outeiro. José de Sousa – Brasões Inéditos. Frederico Guilherme e Carlos António Tomás de Aquino. Joana e D. em 1696. GIMONDE ANTÓNIO GONÇALVES. concelho de Macedo de Cavaleiros. livro 2º. ao tempo residindo em Grijó de Vale Benfeito. (264) Museu Regional de Bragança. de Grijó de Vale Benfeito. fez testamento deixando: os rendimentos da freguesia de Medrões. naturais de Gralhós.

Rosa Maria Pereira de Sousa Pimentel. médico dos partidos de Bragança. de Bragança. Freiras de S. fol. (270) Ibidem. Era filha de Bernardo de Barros Pereira do Lago. reitor de Bornes. Registo de testamentos. natural de Gostei. D. 92 v. de Bragança. Foi baptizada por Félix Manuel Pereira do Lago. a que vinculou bens (269). que nasceu em Grijó de Vale Benfeito a 14 de Setembro de 1745. licença para oratório particular na sua casa de moradia (270). concelho de Mirandela. natural de Guide. (267) Museu Regional de Bragança. de Carrapatas. obteve. em 1629. Bento de Bragança em 1765. de Guribanes. e de D. Bento. Cartório Administrativo. sendo padrinhos António Gomes Mena e sua mulher D. (269) Ibidem. GUSTEI Doutor J OÃO G ONÇALVES A LVAREDO. licenciado e presbítero. Paula da Costa Carneiro. licença para abrir na parede da igreja matriz da povoação um arco de cantaria. GUIDE PEDRO FERNANDES. (268) Museu Regional de Bragança. livro 211. professo na Ordem de Cristo. Neta materna de Aleixo Soares e de D. Mariana Gertrudes Soares de Figueiredo. Caetana de Sousa Pimentel. em 1785. naturais de Morais (268). Ver em Arcas – Pereira do Lago. Neta paterna de João de Barros Pereira do Lago. obteve. de Guribanes. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Maria Peregrina Henriqueta). professou no convento de S. GURIBANES D. MARIA ANTÓNIA (na clausura. maço Capelas. a fim de erigir uma capela dedicada a Nossa Senhora da Assunção. e de D. maços 1 e 2.GRIJÓ DE VALE BENFEITO | GURIBANES | GUIDE | GOSTEI 235 TOMO VI No volume consagrado aos escritores referir-nos-emos a este célebre abade de Medrões (267). maço Capelas. concelho de Bragança.

escudeiro fidalgo da Casa Real no tempo de D. juiz de fora na vila de Monforte de Rio Livre. Maria Rodrigues. dedicada a Santo António. obtiveram. junto às suas casas de moradia (274). Dinis. da casa solar e palácio de Ochôa. de Izeda. 3º ANTÓNIO JORGE MARQUES MALTA e sua mulher erigiram. (271) SANCHES DE BAENA – Arquivo Heráldico Genealógico. 1º PEDRO AFONSO. fol. (275) Ibidem. 4º ANTÓNIO ÁLVARES. 2º FRANCISCO ANDRÉ e sua mulher D. Sebastiana Rosa. Maria André Rodrigues. Era filho de Gonçalo Ochôa e de D. Catarina Leonarda. Quarto neto de Francisco Ochôa.236 TOMO VI IZEDA IZEDA FRANCISCO ANDRÉ OCHÔA. maço Capelas. (274) Ibidem. Neto paterno de Francisco Ochôa e de D. João III. livro I. Teve brasão com as armas dos Ochôas. reitor de Izeda. que está registado no Cartório da Nobreza. quartos netos de Martim Henriques Ochôa. e bisneto de Afonso Vaz Ochôa. erigiu. neto de Lopo Afonso Ochôa. (272) Museu Regional de Bragança. filho de Pedro Ochôa. em 1860. com doação de bens que se descrevem (275). em 1612. uma capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição. Bisneto de Gonçalo Ochôa e de D. (273) Ibidem. abade de Rebordelo. donde veio à conquista de Portugal na companhia do conde D. de Izeda. p. o qual era quarto neto de Pedro Afonso Ochôa. onde colocaria um altar dedicado a Santo António. junto às suas casas de moradia. Maria Leonarda. familiar do Santo Ofício. parte I. ficando com aspecto de capela (272). MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . licença para abrir um arco na igreja matriz da mesma povoação. irmão de Simão Ochôa. uma capela na povoação. rico-homem no tempo de D. filha de Francisco André Rodrigues e de D. presbítero. 177. Catarina Leonarda. Afonso V. Henrique. em 1844. passado a 20 de Fevereiro de 1773. Terceiro neto de outro Gonçalo Ochôa e de D. em 1802. concelho de Bragança. que teve o mesmo foro. daquele reino. 194 (271). natural de Izeda. fidalgo da Casa Real no tempo de D. obteve. licença para oratório particular nas suas casas de moradia (273). cavaleiro de Navarra. em Izeda.

viúva do segundo Visconde de Nossa Senhora da Ribeira. natural de Quintanilha. onde reside. 2º D. MARIA DE BARROS PEREIRA DO LAGO.. encadernado. oriundas de Quintanilha por parte de seu pai. diplomada com o curso de farmácia. 5º D. 1743 MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . ELISA CLARA PINTO DE MAGALHÃES. filha do morgado da Junqueira.. casou em Freixo de Espada à Cinta. onde foi funcionário do Governo Civil. concelho de Bragança. diplomada com o curso de agronomia. doutora em Direito pela Universidade de Coimbra. onde reside. nasceram acidentalmente em Bragança. Casou em 1884 com Francisco António Fernandes Quintanilha. concelho do Vimioso. Bárbara Martins É um códice manuscrito. sua mulher D. solteira. paginados de frente. a quem aludiremos em Vila Flor. concelho de Moncorvo.JUNQUEIRA DA VILARIÇA | JUNQUEIRA DE ALGOSO 237 TOMO VI JUNQUEIRA DA VILARIÇA 1º D. concelho de Moncorvo. diz: Tombo de Algoso. Exerce a advocacia em Lisboa. 3º D. existente na Junqueira em poder dos descendentes do morgadio. Nasceu no Porto. onde ele era funcionário do Governo Civil. JUNQUEIRA DE ALGOSO Tombo dos bens do morgadio da Junqueira. irmã da antecedente. casada com o doutor Vicente Ribeiro de Sousa Leite e Vasconcelos. a letras douradas. MARIA ADELAIDE PINTO DE MAGALHÃES. feito por autoridade judicial em 1734. Estas três senhoras. Descendem. mas seus pais são oriundos da Junqueira. JÚLIA GENTIL PINTO DE MAGALHÃES. que faleceu na Figueira da Foz pelos anos de 1918. pelos anos de 1863. com um membro da família do grande poeta Guerra Junqueiro. do primeiro circum-navegador Fernão de Magalhães. 6º D. casou com Manuel Maria Pinto de Magalhães e residiu na Adeganha. contendo 89 fólios. Catarina de Morais e sua irmã D. Na capa. irmã da precedente. freguesia de Massarelos. REGINA DA GLÓRIA PINTO DE MAGALHÃES. Descendência: 4º D. doutor. pelo lado materno. instituído por Bento Martins. JOSEFA ERNESTINA PINTO DE MAGALHÃES. e singularizam-se por serem as primeiras que em Portugal obtiveram formaturas em direito e agronomia..

que pertencia à mesma. porque a outra parte foi vendida a D. casada com Manuel Rodrigues. Bárbara Martins (a tal da família?) e já fora tombada judicialmente em 1700 pelo doutor António de Paiva e Pona. 3.238 TOMO VI JUNQUEIRA DE ALGOSO A demarcação dos bens foi feita pelo doutor João Gonçalves Pereira. São Pedro da Silva e Algoso. foi nomeado. pertenciam-lhe outras propriedades fora dela. Maria. naturais da Junqueira. viúva de Francisco Pessanha. Em 1700. de 6 de Dezembro de 1811.000 réis (só três partes da quinta. A quinta de Santo Adrião. que residia nas Arcas. ficando o Bento com os bens de Algoso e de S. marechal de campo Francisco da Silveira Pinto da Fonseca em 23 de Janeiro de 1810. ou sejam 4. Maria com os outros. a quinta pertencia a D. Os administradores teriam obrigação de mandar dizer um certo número de missas e de alumiar uma lâmpada na igreja de Algoso. tudo o mais era da quinta. Os bens constavam também de olivais. Pedro da Silva e D. Nesta quinta. Avinhó. solteiro.816 varas. Catarina Martins. fora comprada pelos intituidores em 1715 a Matias Morais Machado. a não ser o lameiro. passava o morgadio para D. Pedro da Silva. e ainda para sua sobrinha D. ficava a capela de Santo Adrião pertencente aos habitantes de S. na freguesia de S. por não terem filhos. Caso os nomeados para suceder no morgadio falecessem sem deixar descendência. das Arcas. Os instituidores. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . 2º MANUEL CAETANO MARTINS. e outro com os da Junqueira. que por carta régia de D. As propriedades estavam situadas nos lugares da Junqueira. Além da área da quinta. em atenção aos seus serviços e merecimentos. quando o doutor Paiva e Pona fez o Tombo. Matela e Avinhó. toda em volta. situada no termo na povoação de S. Matela. A quinta de Santo Adrião tinha de medição.197 metros e 6 decímetros. pegado à capela. nomeado segundo ajudante das ordenanças de Penas Roias. que residiam na vila de Penas Roias. fundaram dois morgadios por escritura de 27 de Maio de 1732: um com os bens de Algoso e quinta de Santo Adrião. capitão-mor das ordenanças da vila de Algoso. Pedro da Silva. Para primeiros administradores do morgadio chamaram seu sobrinho Manuel Martins e os filhos deste: Bento e D. Pedro da Silva. de Morais. demarcada pelo Tombo. termo de Bragança. pelo governador das armas da província de Trás-os-Montes. juiz de fora da vila de Algoso. 1º JOÃO MANUEL DE SÁ MACHADO. por 433. cargo vago pela impossibilidade de Bento Manuel de Morais Pavão. Catarina de Morais. João VI. Mariana Martins. juiz de fora de Algoso).

na mesma data. capitão-mor de Algoso. concentrou em si as iras populares e. Augusta Que me vou p’ra Junqueira. fizeram-lhe. o Morgadinho da Junqueira. de vinte e seis anos. de quarenta e nove anos. Cartório Administrativo. solteiro. fol. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . como vulgarmente era chamado. Dos seus muito estimado. Bernardina Maria de Jesus. Ver o volume IV. 99. Buscar os fatos novos P’ra manhã ir à feira. E três ou quatro cobardes Lembraram-se de o matar. Pela respectiva escritura se vê que o pai da nubente era administrador de bens de morgadio (276).. Sua tia visitar. como sucede muitas vezes. que residiu em Algoso e era natural de Vilar da Vilariça. fol. doação de bens para o casamento. atrás citado). tios da nubente. Maria Antónia Benedita de Morais Pavão. Adeus. 16. de Vilarelhos. foi assassinado às oito horas da noite do dia 9 de Janeiro de 1870 no sítio chamado das Favas. Alexandre José de Morais Antas e Silva. a musa popular aludindo ao caso cantava: «Na povoação da Junqueira Ha um brioso morgado. Um dia foi a Algoso. celebrou em 1806 escritura de casamento com D.. livro 167. ó minha tia D. (276) Museu Regional de Bragança. concelho de Alfândega da Fé. da Junqueira. p. em razão de ter feito ir à praça e comprado um baldio da povoação da Junqueira e de matar a tiro as galinhas e porcos que entravam nele e nos mais que possuía. e livro 169. natural de Vale de Pena. sobrinha de António Manuel Pereira Pinto de Azevedo Lemos. 4º BENTO MANUEL DE SÁ MACHADO. e suas irmãs D. limite da mesma povoação. De família muito nobre.JUNQUEIRA DE ALGOSO 239 TOMO VI 3º JOÃO MANUEL DE SÁ MACHADO (1º. presbítero. concelho de Alfândega da Fé. pelo Faz-Tudo (alcunha). administrador do morgadio da Junqueira. concelho do Vimioso. Angélica Maria das Neves e D. 348. O Faz-Tudo. filha de Bento Manuel de Morais Pavão. onde se encontram as respectivas escrituras. solteira. de vinte e dois anos. destas Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança.

o Faz Tudo. de alcunha. Ele levou-o em seus braços Bem junto do coração Dá-me uma pinga d’agua P’ra passar esta aflição. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . ó ladrão (277). Na vila do Vimioso. Que mataram o morgado. Na ribeira das Favas Já ha giestas floridas. Foi dar a noticia. Ó Carlos não me deixes Não me acabem de matar. Ó Faz Tudo! Ó Faz Tudo. Todos sabem que és morgado Foi o cavalo p’ra casa Todo insanguentado. (277) Manuel José Gonçalves. Ó Faz Tudo.240 TOMO VI JUNQUEIRA DE ALGOSO Onde vais. era natural de Vale de Pena. concelho de Vimioso e ainda hoje lá vivem sobrinhos dele. Mataste o morgadinho Foi a tua perdição. O meu amo não o deixo Bem pode estar descansado Nem que passe aqui a noite Hei-de sempre acompanhalo. Que andas tão amiaçado. Leva-me p’ró pé da ponte P’ra eu ir descansar. ó meu sobrinho. Mataram o morgadinho Capitão das raparigas O morgado da Junqueira Queria ser um figurão Comprou as eiras do povo Foi a sua perdição.

Onde estão os assassinos Que lhe quero tirar a vida. Adeus querida mãi e manas Em geral peço perdão A’manhã. Dali por um bocado Só se ouviam muitos gritos Era a mãi e as irmãs Que choravam em altos gritos.» MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . P’ra ver se caço nele Aquele ladrão do Faz Tudo. Comeu-me a minha galinha E matou-me o meu leitão. Seu irmão vinha diante C’oa cabeça perdida. Do morgado da Junqueira Saiu uma pomba branca. Hei-de rodear a Junqueira Com um fio de ouro miúdo. Pedindo que lhe fizessem Uma capelinha branca. Mataram o morgadinho Com balas no coração.JUNQUEIRA DE ALGOSO 241 TOMO VI Dia 9 de Janeiro Dia de grande aflição. Eu se matei o morgadinho É porque tinha razão. Vais preso p’ra Relação A sentença já ‘stá dada. por estas horas O meu corpo estará no caixão. Ó Faz Tudo! Ó Faz Tudo. Agora já não fazes nada.

em 1633. notícia XI. sitos em Lagoa. (279) Museu Regional de Bragança. instituiu um vínculo de morgadio. instituiu em 1662.242 TOMO VI JUNQUEIRA DE ALGOSO | LAGOA Bento Manuel de Sá Machado. Junto ao processo da escritura de doação vem o testamento do instituidor com nomeação de vários membros da sua família (279). § 20. LOURENÇO GONÇALVES. Vê-se do documento que no referido sítio havia um nicho e o padre é que mandou abrir nele um altar com retábulo e alfaias necessárias para o culto. Aos sobrinhos do instituidor sucedeu: 2º MATIAS MACHADO DE MORAIS. «Dos Morgados». (280) BORGES. viúva de Manuel de Bandos. 348. presbítero. sob pena de perderem a herança. e que residia em Algoso. reitor de Lagoa. e de D. de Algoso. casas. que casou com D. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . morreu num hospital do Porto a 11 de Dezembro de 1906. de Chacim. uma «capela. também sobrinho do instituidor. para onde fora curar-se do ferimento de um tiro de arma de fogo que se lhe disparara. Era casado e deixou filhos. 5º BENTO MANUEL DE SÁ MACHADO. um dos vários filhos ilegítimos do Morgadinho assassinado e único que se habilitou como herdeiro. que residiam na Junqueira (278). etc. irmão de D. Maria Emília. que casou com D. entre eles várias oliveiras. em favor de sua sobrinha D. fol. ver o volume IV. que residiam no Mogadouro. Fez larga doação de bens: oliveiras. José Cardoso – Descrição Topográfica da Cidade de Bragança. destas Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança. que em 1721-1724 residiam em Lagoa (280). doando bens para a fábrica. com capelas de missas. o assassinado.. Catarina de Morais da Gama. p. ou altar das Almas que he nicho na parede da Igreja de Sam Martinho do dito lugar de Lagoa que he matriz pera a banda do meio dia». 308 (mihi). Anastácia de Morais. licenciado. (278) Sobre este morgadio da Junqueira. Sucedeu-lhe seu filho: 3º JOSÉ MACHADO DE MORAIS. era filho de Rodrigo Manuel de Sá. Inês de Morais. casada com Salvador da Gama de Morais. LAGOA 1º BRÁS CAMELO DA GAMA. morador em Lagoa. na igreja matriz de Lagoa. maço Capelas. Maria Madalena de Morais da Gama. onde os morgados seriam obrigados a residir.

do México.. Maria Pires. com D. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . p.LAGOA | LAGOAÇA 243 TOMO VI Seriam primeiros administradores do vínculo José Lourenço e sua mulher D. da Itália. que nasceu no Porto a 15 de Março de 1864. Nasceu na Lagoaça. Maurício e S. Teve por armas um escudo partido em pala: na primeira as armas dos Antunes e na segunda as dos Navarros (282). SANCHES DE BAENA – Arquivo Heráldico Genealógico. por alvará de mercê nova de 30 de Janeiro de 1862. em verificação da segunda vida concedida a seu tio António José Antunes Navarro. maço Capelas. O título de conde foi-lhe concedido por decreto de 31 de Outubro e carta régia de 6 de Novembro de 1866 e o de visconde. LAGOAÇA 1º ANTÓNIO JOSÉ ANTUNES NAVARRO. par do reino e presidente da Câmara Municipal do Porto. concelho de Freixo de Espada à Cinta. Albano da Silveira – Resenha das Famílias Titulares e Grandes de Portugal. proprietário e negociante. atrás citado. Lázaro. 2º JÚLIO DE CASTRO PEREIRA. 55. primos do instituidor (281). O brasão de armas foi-lhe concedido por alvará de Agosto de 1862. Helena Teresa Antunes. havendo casado. Portugal: Dicionário histórico. comendador das Ordens de Nossa Senhora da Conceição e de S. deputado em várias legislaturas. António José Antunes Navarro. comendador da Ordem de Cristo e da Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa. Luísa Benedita Monteiro Antunes Navarro. naturais da Lagoaça. (281) Museu Regional de Bragança. e de D. primeiro Conde e primeiro Visconde de Lagoaça. artigo «Lagoaça». Bacharel formado em direito. que nasceu a 17 de Julho de 1837. em duas vidas. a 11 de Julho de 1803 e faleceu no Porto a 17 de Julho de 1867. Grã-Cruz da Ordem de Nossa Senhora de Guadalupe. O Conde de Lagoaça era filho de Manuel José Antunes. por decreto de 2 de Novembro e carta régia de 2 de Dezembro de 1859. segundo Visconde de Lagoaça. Tiveram um filho. proprietário e negociante na praça do Porto. parte lª. sete dias antes. p. 2º vol. por diploma de 27 de Março de 1873. 71. (282) PINTO. fidalgo-cavaleiro da Casa Real.

por ocasião da visita de El-Rei ao Porto. diz que o decreto é de 1 de Julho. filha dos primeiros Viscondes da Trindade. diz que foi por decreto de 1 de Julho e que o seu casamento se realizou em 1870. e. O Diário do Governo de 29 de Julho de 1868 traz a relação dos titulares que formavam a Corte. antigo secretário geral do Governo de S. p. Visconde de Lagoaça. entre eles. menciona o Visconde de Lagoaça. O decreto que o nomeou par do reino é de 30 de Setembro de 1865. idêntica licença lhe foi concedida para aceitar a Grã-Cruz da Ordem Imperial de Guadalupe. 3º ANTÓNIO JOSÉ ANTUNES NAVARRO. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Descendência: I. O que o nomeou Conde de Lagoaça é de 31 de Outubro de 1866. II. artigo «Logoaça». que nasceu a 5 de Março de 1849. par do reino por direito hereditário. segundo Conde de Lagoaça. delegado do procurador régio. SANCHES DE BAENA – Resenha das Famílias Titulares…. conde de Lagoaça. nosso encarregado de negócios do Brasil». do México. (283) PINTO. para aceitar a comenda da Ordem Italiana de S. foi concedida licença a António José Antunes Navarro. publicado no Diário do Governo de 1 de Dezembro seguinte. Alice de Castro Pereira. Também o Diário do Governo de 23 de Dezembro de 1867. A renovação do título foi por decreto de 6 de Julho de 1867 (283). bacharel formado em direito pela Universidade de Coimbra (1888). 72. Maurício e S. Porto. que casou a 15 de Janeiro de 1903. Lázaro. sendo ele governador civil do distrito. Adelaide Henriqueta de Sousa Basto. Por diploma de 18 de Agosto de 1863. Pedro IV. Júlio de Castro Pereira. publicado no Diário do Governo de 3 de Outubro seguinte. D. Mas o Portugal: Dicionário Histórico. onde fora inaugurar o monumento erigido por esta cidade a D. Nasceu a 15 de Março de 1864 e era filho dos primeiros Viscondes e primeiros Condes de Lagoaça. E outros. na igreja do Bonfim. bacharel formado em direito pela Universidade de Coimbra. Por diploma de 23 de Outubro de 1865.244 TOMO VI LAGOAÇA Nasceu a 27 de Março de 1836 e casou a 20 de Junho de 1876 com D. atrás citados. A correspondência telegráfica de A Palavra de 8 de Outubro de 1906 diz: «Foi agraciado com a comenda de Leopoldo da Bélgica o snr. com Jaime Guilherme Pimentel de Faro. Tomé e Príncipe e depois secretário de legação.

O extinto contava 53 anos. José (284) Portugal: dicionário histórico. sendo organizado um turno até ao carro fúnebre. terceiro Marquês de Belas e nono Conde de Pombeiro. segundo Conde de Lagoaça. Transcrevemos do Diário de Notícias de 9 e 10 de Março de 1917 os seguintes locais. e foi na terça-feira passada acometido de doença nos seus aposentos no Hotel Aliança. «Funerais do Conde de Lagoaça – Ficaram ontem depositados no Cemitério Ocidental os restos mortais do Snr. segundo Visconde de Vila Maior. secretário geral do Governo de S. neta materna de Júlio Máximo de Oliveira Pimentel.LAGOAÇA 245 TOMO VI Casou. sobretudo em 1893. Artur Montenegro. neta paterna de D. António José Antunes Navarro. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . donde o transportaram para a Casa de Saúde. com D. O féretro estava depositado na igreja de Santa Isabel. Foi secretário da extinta Câmara dos Pares e serviu como secretário em várias legações no estrangeiro. Emília de Roure Auffdiener (284). segundo Conde de Lagoaça. pelos Snrs. fazendo com Marçal Pacheco e Conde de Tomar oposição a um gabinete regenerador. sobre o falecimento e funeral do segundo Conde de Lagoaça: «Conde de Lagoaça – Finou-se ontem na Casa de Saúde das Amoreiras o Snr. Bacharel formado em direito pela Universidade de Coimbra. filha do marechal de campo João Ferreira de Campos e de D. José Castelo Branco. e da viscondessa D. capitalista e presidente da Câmara Municipal do Porto. artigo «Lagoaça». Sofia de Roure Auffdiener. Era filho do primeiro Conde de Lagoaça que foi deputado e par do reino. Tomé e Príncipe. Júlia de Oliveira Pimentel. António de Castelo Branco. foi par do reino por direito hereditário. António José Antunes Navarro. e da marquesa D. que nasceu a 25 de Julho de 1869 e era filha de D. e da condessa D. oitavo Conde de Pombeiro. O funeral realiza-se hoje da igreja de Santa Isabel para o Cemitério Ocidental e dele se incumbiu a agência Júlio de Almeida. Tomou parte assídua nos debates parlamentares. da rua Alves Correia». Maria Francisca de Castelo Branco. em 1887. Maria Francisca Luísa de Sousa.

Manuel Bernardo de Magalhães e – Arquivo Heráldico. natural da vila de Lamas de Orelhão. Medeiros.(286).246 TOMO VI LAGOAÇA | LAMAS DE ORELHÃO Moreira de Almeida. Tereza Dias Pereira. Úrsula de Medeiros Teixeira. (285). sargento-mor da referida vila. 199 v. Neto paterno de Leonardo Pereira de Medeiros e de D. que está registada no Cartório da Nobreza. Neto materno de Baltasar Teixeira Coelho e de D. parte lª. Ana Maria de Morais Teixeira Coelho. 194 v. p. fol. fol. Dirigiram o funeral os Snrs. Foi-lhe passada carta de brasão com as armas dos Vaz e dos Pereiras. Maria Vaz. sargento-mor das ordenanças de Lamas de Orelhão. livro 7. Ângela Teixeira de Morais. O cadáver ficou depositado no jazigo do Snr. que está registada no Cartório da Nobreza. Comba Álvares Dias Pereira. e 198 v. livro 4. tomo II. LAMAS DE ORELHÃO 1º FELIX PEREIRA DE MEDEIROS. p. 2º PEDRO JOSÉ VAZ PEREIRA. (286) Ibidem. Teixeiras e Morais. Neto materno de Pedro Álvares e de D. (285) SOUSA. fol. a 21 de Março de 1815. Neto paterno de Pedro Vaz e de D. D. 163. Fernando Castelo Branco (Pombeiro). 547. António Velez Caldeira e Manuel Basílio Castelo Branco. visconde de Coruche e Vicente Trigoso. filho do capitão de ordenanças João Vaz de São Roque e de D. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . O Snr. Conde de Farrobo». Livro Genealógico. No cemitério também foram organizados turnos. e de D. 309 v. capitão-mor da mesma. passada a 9 de Dezembro de 1790. João Bregaro. filho de Pedro Pereira de Medeiros Teixeira Padrão. Ministro dos Negócios Estrangeiros fez-se representar por um dos seus secretários. Teve carta de brasão com as armas dos Pereiras. A local que se refere ao funeral é acompanhada da reprodução da sua fotografia.

LISBOA Nossa Senhora da Luz 1º Desembargador RODRIGO BOTELHO DE MORAIS. (288) Ibidem. natural de Bragança. LIMÃOS GASPAR DE MORAIS ANTAS. Catarina Pereira de Sampaio (287). filhado a 9 de Julho de 1638. Ver Sampaios – Verdadeira descendência dos Pereiras e Sampaios. Manuel Bernardo de Magalhães e – Livro Genealógico. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . fol. 176. natural da Lavandeira. maço Capelas. em 1697. 176.LAVANDEIRA | LIMÃOS | LINHARES | LISBOA 247 TOMO VI LAVANDEIRA 1º J OÃO DA S ILVA. Era fidalgo da Casa Real. que residiu em Limãos. natural da Lavandeira. Maria de Magalhães (290). instituiu um morgadio. com vínculo de bens em morgadio (289). casou com D. etc. fidalgo da Casa Real. 2º JULIÃO DA SILVA. com capela dedicada a Nossa Senhora da Assunção. tomo I. junto às suas casas de moradia. (290) SOUSA. nasceu a 10 de Maio de 1554 e casou com D. natural de Linhares. Ver Rio de Fornos. concelho de Carrazeda de Ansiães. escudeiro da Casa Real. e sua mulher D. Isabel de Morais. concelho de Carrazeda de Ansiães. cavaleiro do hábito de Cristo e foi como embaixador à Suécia e Alemanha. moço da Câmara da Casa Real. tomo I. Ver Sampaios – Verdadeira descendência. de Bragança. na povoação de Limãos. Sabina Ribeiro (288). casou com D. uma capela dedicada a Nossa Senhora do Rosário. LINHARES JOÃO DA SILVA DE SAMPAIO. Manuel Bernardo de Magalhães e – Livro Genealógico. fol. (O decreto que o nomeou está no Livro (287) SOUSA. pessoas nobres. no termo de Lisboa. na igreja de Nossa Senhora da Luz. (289) Museu Regional de Bragança. erigiram.

e confiança que faço da sua pessoa.248 TOMO VI LISBOA | MAÇAIRA [MACEIRA] do Registo do Desembargo do Paço. Em 1721-1724 estavam de posse deste vínculo os herdeiros do desembargador Lopo de Mariz Carneiro (291). para exercitar quando lhe der o cargo de Conselheiro. e que durante a sua ausencia vença as propinas». Com efeito. do qual foi universal herdeiro João Teixeira de Morais Sarmento. José Cardoso – Descrição Topográfica da Cidade de Bragança. que começou em 1633. fólio 57. Dos Morgados. notícia XI. Maria José Machado obtiveram em 1794 licença para oratório particular nas suas casas de moradia na povoação da Maçaira.) O instituidor está sepultado na capela do morgadio. 2º DOMINGOS GONÇALVES. maço Capelas. por não haver outra para dizer missa. confirmado de Vale de Janeiro. (292) Museu Regional de Bragança. MAÇAIRA [MACEIRA] 1º HENRIQUE PIRES MACHADO. abade de Cervos. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . de um lugar de Desembargador do Paço supranumerario. e que por este Decreto tome posse. natural da Maçaira. e de Juis das Justificações. tomou posse em 12 de Maio de 1643. pela experiencia que tem de minha fazenda. e é do teor seguinte: «Ao Desembargador Rodrigo Botelho que hora envio por meu embaixador a Suecia tenho feito. concelho de Vinhais (292). (291) BORGES. Maria José e seus filhos Luís Pires Machado e D. § 9. erigiu em 1741 uma capela nesta povoação dedicada a Nossa Senhora do Rosário. com retenção do cargo de conselheiro da Fazenda. capitão. Legou o morgadio a seu sobrinho: 2º FRANCISCO DE MORAIS SARMENTO. que o legou também a seu sobrinho: 3º Doutor FRANCISCO DE MORAIS SARMENTO (ver 3º em Bornes). 287 (mihi). fol. sua mulher D. pois se tinha arruinado a do povo (293). (293) Ibidem.

que é o ano de 1353 instituiu Rui Fernandes de Macedo. Não usam hoje estes Morgados do apelido de Macedo de que muito se deviam lembrar. na Rua Direita. De João de Macedo desta cidade. de que tivesse princípio o solar dos Macedos. pois possuem o mesmo solar com vínculo acreditado com brasão tão nobre que aqueles ilustres cavaleiros grangearam e deles ficou este nome ao lugar de Macedo e a este morgado uma regalia. uma do alcaide-mor Lázaro de Figueiredo Sarmento. consta por uma escritura do Arquivo da Câmara de 1519 da compra que fez de umas casas e venderam João Correia escudeiro e sua mulher Genebra de Macedo. e se chamou em tempos antigos Mazanedo que se corrompeu em Macedo. porque vindo a ser o lugar de Macedo foreiro da Casa de Bragança unicamente as herdades deste morgado não pagam reguengo e tem por tradiMEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . e dentro dos muros houve uma casa com torre desta família e se chamava a torre dos Maçanedos.MACEDO DE CAVALEIROS 249 TOMO VI MACEDO DE CAVALEIROS Solar dos Macedos «É solar dos Macedos o lugar de Macedo no distrito desta cidade. e outra de Álvaro de Morais Soares capitão de cavalos. João primeiro do lance em que se viu com o Sandoval na batalha de Aljubarrota em que se achavam estes Macedos e deu motivo aquela acção para o timbre das suas armas e deste Martim Gonçalves de Macedo era filho Gonçalo de Macedo. Neste lugar de Macedo se conserva o Morgado que em 8 de Fevereiro da era de 1391. Todas as casas nobres desta cidade são Macedos e outras muitas das províncias. o que livrou a el-rei D. ainda se conservam em seus descendentes duas casas nobres antigas com torres. na Rua do Espírito Santo. e suposto se vai perdendo nesta cidade o apelido dos Macedos. bem pode ser viesse para esta algum de seus descendentes e fosse sua esta torre. Miguel e outra muita nobreza. e nesta cidade acho a Gonçalo de Macedo. que foi pai de Martim Gonçalves de Macedo. escrita em pergaminho e tem nº 19. filho de Fernão Esteves de Macedo e teve mais filhos a Aires Fernandes de Macedo e Gonçalo Fernandes de Macedo. que foi alcaide-mor de Outeiro descendem os Condes de S. Gomes de Maçanedo. que diz partem com casas de Álvaro de Chaves e com a casa torre que foi dos Maçanedos e dizem que os Macedos trazem origem do Conde D. que era filho de Martim Gonçalves de Macedo em um acordão da Câmara de 1448 sendo juízes Rodrigo Afonso Galego e Pedro Machado. que foram dos Macedos.

Família Morais Sarmento de Vasconcelos Por uns apontamentos genealógicos desta família que nos enviou o capitão do exército Luciano José de Morais Sarmento e Vasconcelos. (294) BORGES. Dos Morgados. cem moedas de ouro. na íntegra. Ana de Castro e neta de Álvaro de Madureira e de D. Martim Gonçalves de Macedo. notícia X. (298) Ibidem. Cartório Administrativo. (295) SANCHES DE BAENA – Arquivo Heráldico Genealógico. livro 35. (296) BORGES – Descrição. obtiveram em 1792 licença para oratório particular nas suas casas de moradia (297). 31. Ver o volume IV. que lhe tomara a massa. casado com D. socorreu El-Rei D. de Macedo de Cavaleiros. descendente dos primitivos instituidores. destas Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança. §14. Doroteia Agostinha de Morais Sarmento e Vasconcelos. João I. 299 (mihi). fol. parte 2ª. e D. 220 (mihi).250 TOMO VI MACEDO DE CAVALEIROS ção que os duques as conservaram nesta liberdade pela ocasião de Aljubarrota com D. filha de André do Sil Carneiro. o testamento. fidalgo da Casa Real. filha de Manuel de Madureira Sarmento e de D. dos direitos reais de Bragança e de muitos outros (295). seu ascendente» (294). 1º D. Violante Sarmento (296). MARIA JOSÉ DE ESCOVAR. viúva. cavaleiro professo na Ordem de Cristo. natural e residente em Macedo de Cavaleiros. fol. deixando por sua alma duas mil missas!. de 4$800 réis cada uma. Por recompensa fez-lhe El-Rei mercê da alcaidaria do castelo de Outeiro. maço Capelas. pág. faleceu a 9 de Dezembro de 1806. matando Álvaro Gonçalves de Sandoval. na falta dele (298). João I na batalha de Aljubarrota. herdeira deste morgadio. 344. fol. para comprar um pálio rico para a igreja matriz da freguesia e por herdeiro seu sobrinho «ahinda que o não seja» Lucas Agostinho de Gouveia Sá Vasconcelos. e seus filhos Francisco Manuel de Morais Sarmento e Vasconcelos. onde se encontra. José Cardoso – Descrição Topográfica da Cidade de Bragança. Topográfica da Cidade de Bragança. cavaleiro castelhano. artigo «Macedo». Maria de Madureira Sarmento. filho de Mateus de Morais e de D. Micaela do Sil Carneiro. (297) Museu Regional de Bragança. 2º Doutor JOÃO BERNARDO DE OLIVEIRA SARMENTO. Era possuidor deste morgadio em 1721-24 Jorge de Morais Sarmento. notícia XI. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . de Moncorvo. e seu irmão João de Gouveia Sarmento Vasconcelos. atrás citado.

capitão do exército. Maria Sarmento. 6º FRANCISCO MANUEL DE MORAIS SARMENTO E VASCONCELOS. que não casou. por compra. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Maria de Gouveia e Vasconcelos. sem o qual não há a compreensão do presente nem a formação do espírito da finalidade rácica que marca o triunfo característico de um povo no futuro?!. último administrador do morgadio de Trovões. 7º MANUEL ANTÓNIO DE MORAIS SARMENTO E VASCONCELOS. 4º JULIÃO DE MORAIS SARMENTO capitão-mor de Algoso. António Caetano de Oliveira fez o mesmo em Moncorvo às do palacete que comprou e que pertencera aos Morais Sarmentos e o mesmo tem sucedido em várias partes! Que falta de gosto (muitos brasões têm valor artístico) e de veneração pelos monumentos históricos! Quando ingressaremos no culto do passado. mas deixou filhos bastardos que ainda existem. O belo palacete desta família (um dos edifícios mais importantes de Macedo de Cavaleiros). filha de Jácome Luís Sarmento. alcaide-mor de Bragança. deduz-se a origem do primeiro Morais. natural de Paradinha. dos quais o mais velho é o nosso informador: 10º LUCIANO JOSÉ DE MORAIS SARMENTO E VASCONCELOS. Casou com D. com grande e rica propriedade contígua e capela do morgadio dedicada a Santo António. 2º Doutor FRANCISCO SARMENTO DE MORAIS. cuja descendência mencionamos em Bragança – Morais. situado em frente dos Paços do Concelho.MACEDO DE CAVALEIROS 251 TOMO VI membro da mesma família. deixando três filhos... Era fidalgo da Casa Real por alvará de 18 de Agosto de 1738 e cavaleiro do hábito de Cristo por alvará de 20 de Fevereiro de 1752. onde também tinha casa brasonada. à família Pimentel Martins que. que casou em Alfândega da Fé. natural de Algoso. 9º LUCIANO AUGUSTO DE MORAIS SARMENTO E VASCONCELOS. instituído por seu tio Bento de Morais Sarmento. 5º JOSÉ SARMENTO DE VASCONCELOS. que casou com D. pertence. Seguem depois: 1º RODRIGO RODRIGUES DE MORAIS. 3º VALENTIM DE SÁ SARMENTO. formado em direito. mandou picar as armas do escudo por não serem suas. cavaleiro da Ordem de Cristo por alvará de 8 de Fevereiro de 1700 e fidalgo-cavaleiro da Casa Real por alvará de 6 de Dezembro de 1705. segundo me informam. filha de Cristóvão de Gouveia e Vasconcelos. Descendência: 8º MANUEL ANTÓNIO DE MORAIS SARMENTO E VASCONCELOS.

A. variando apenas os nomes das pessoas agraciadas e respectivos ascendentes. de Santo Antonio do lugar de Mascarenhas. e crença. Como todas as Cartas de Brasão de Armas de Nobreza e Fidalguia estão redigidas sob idêntico formulário. concelho de Macedo de Cavaleiros. que neste Juizo de Nobreza me fez petição por escripto Francisco Xavier Barroso de Souza morador no lugar de Val de Madeiro. igualmente nos abstemos de repetir essa descrição que já se encontra em Chacim. Joaquina Teixeira de Mendonça. letras capitais e brasão. que se encontra em poder da família Barroso.252 TOMO VI MASCARENHAS MASCARENHAS Família Barrosos Transcrevemos em seguida a carta de brasão de armas concedida a Francisco Xavier Barroso de Sousa. virem. capitão de Auxiliares. e fidalguia de linhagem digna de fé. e de sua mulher D. terceiro administrador: terceiro neto de Joaquim de Sousa Sarmento. cavaleiro da Ordem de Christo. Nestes Reynos e Senhorios de Portugal pelo muito Alto muito Poderoso e Fidelissimo Dom José Nosso Senhor por Graça de Deus Rey de Portugal. navegação comercio da Etheopia. termo da villa de Mirandella. Quanto à sua descrição bibliográfica. Das outras daremos somente a genealogia das pessoas nelas mencionadas. em Africa senhor da Guiné da cõquista. de Travanca. governador que foy do castello de Outeiro. dizendo nella que elle suplicante he filho legitimo de Manoel Mendes Alvares Moreno e Sousa. visto também todas elas serem idênticas no papel (pergaminho). Izabel Barroso de Sousa: Neto pela parte Paterna de João Alvares Moreno de Sousa. E pela Materna. que he filha de Alvaro Annes de Sousa. e da India etc. L. quarto administrador do referido morgado: Bisneto de Francisco Alvares de Sousa Sarmento. que he neto de Sebastião Barroso. Maria Teixeira. capitão de Infantaria de Ordenanças de Mirandella e de sua mulher D. transcrevemos esta na íntegra para se poder ajuizar das suas fórmulas tabeliónicas. seisto administrador da casa e Morgado.ª. divergindo apenas no número de fólios. tenente de cavallos na guerra da Acclamação. 5º. descendente do agraciado. «Portugal – Rey de Armas P. quinto administrador do dito morgado. Arabia. Faço saber a todos os que esta minha carta de Brazão de Armas de nobreza. iluminuras de tarjas. filha de Francisco Pinto MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . e dos Algarves d’aquem e dalem mar. capitão de Infantaria de Bragança e de sua mulher D. Persia.

Elmo de prata aberto guarnecido de ouro Paquife dos metaes. e cores das Armas. e Teixeiras. cavalleiro da Ordem de Christo e o dito Alvaro Annes de Sousa era filho de Antonio Barroso de Sousa. a saber.. cores.. escrita por João Gonçalves da Costa. para poder usar dellas em todas as partes. que neste Reyno de Portugal são fidalgos de Linhagem.. no terceiro as dos Barrosos. Barrosos e Teixeiras na forma que lhas dou illuminadas. e tudo o mais necessario ás suas pessoas. e no quarto as dos Teixeiras.. que ante mim serve. e nelles achei os que pertenceram ás nobres e antigas linhagens dos Sousas. de Caboverde. e lhe pertenciam directamente as proprias das suas famílias. Barrosos. Xixorros. e da memoria de seus antepassados busquei os livros dos Registos das Armas da Nobreza. e Fidalguia destes Reynos que em meu poder estão.. ou Mouro. abstemo-nos de fazer aqui essa descrição.. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA .. e metaes. Sarmentos. Escrivão do dito Juizo. e fidalguia de seus progenitores e requer este Brazão para conservação da sua nobreza. Governador.. timbre o dos (299) Como damos noutra parte a descrição das armas por apelidos. como á qualidade de sua fidalguia convinha. Cotta de Armas. a qual fica conservada no cartorio da Nobreza em poder do Escrivão delle. E vista por mim a dita sua petição e sentença de justificação a ella junta proferida pelo Dezembargador José Ferreira de Moura. e por quem esta vay sobrescita e porque o suplicante tem mostrado sua nobreza.MASCARENHAS 253 TOMO VI Teixeira. segundo as regras do nobre oficio da Armaria. nem fama ou rumor em contrario. na forma do estillo. onde viveram e descendiam do verdadeiro tronco das nobres e antigas linhagens dos Sousas Xixorros. ou de outro sangue infecto que pudesse por nodoa na sua fidalguia. nesta Carta com as mesmas figuras. por ella me constou haver o suplicante justificado com testemunhas tudo o sobredito. e por taes conhecidos na Provincia de Tras os montes.. Os quaes todos foram muito nobres. pelo que me pedia lhe desse carta de Brazão cõ as Armas que lhe pertencião pela referida família de seus Avós. que todos forão servidos honrradamente e á ley da nobreza.. Corregedor do Civel da Corte e Casa da Supplicação em dez de Mayo deste presente anno de mil setecentos cincoenta e outo. Hum escudo escuartellado no primeiro quartel as Armas dos Sousas Xixorros. com Armas. (299): no segundo quartel as Armas dos Sarmentos. que foy. cavallos e creados. sem que em algum delles houvesse labeo de Judeu. Sarmentos. e onde o costuma fazer a Nobreza e gozar das liberdades concedidas ás linhagens a que pertencem. e de Solar conhecido. e terceiros Avós do suplicante.

no Arquivo Heráldico Genealógico. Sinetes. Fica Registado este Brazam no Cartorio da Nobreza no Livro 2 a folhas 2. Frey Manoel de Santo Antonio da Ordem de S. MARIA ANGÉLICA DE SOUSA BARROSO. oitavo administrador da casa e morgadio de Santo António de Mas- (300) Sanches de Baena. escrivão da Nobreza nestes Reynos e Senhorios de Portugal e todas as suas conquistas por sua Magestade que Deus Guarde Portugal Rey de Armas.254 TOMO VI MASCARENHAS Sousas. que mandei passar. Ouvidores. Juizes e a todas as mais justiças de sua Magestade. onde residiu. Descendência: 3º ANTÓNIO LUÍS DE SOUSA PINTO BARROSO. e sempre Leal Cidade de Lisboa aos seis dias do mes de outubro do anno do Nacimento de Nosso Senhor Jeusus Christo de mil setecentos e cincoenta e outo. livro particular. quarto morgado de Quintas. fol. Provedores. deixem trazer huzar ao suplicante as ditas Armnas e hozarem dellas em todos os actos acima referidos e cumprão. e fação dar o devido e inteiro cumprimento a esta minha carta. p. E requeiro a todos os Dezembargadores. O qual escudo eu Pedro de Sousa Rey de Armas Portugal. sexto administrador do morgadio de Santo António de Mascarenhas. Eu Rodrigo Ribeiro da Costa. e para firmeza feé e testemunho della vay por mim assignado com o nome do meu Real officio. 222. que agora são e ao diante forem. Paulo a fez. 118. portadas de quintas. Dada nesta Corte. e certidão de Brazão de Armas. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Corregedores. tinha casa brasonada no concelho de Mirandela. por especial Provisão de sua Magestade que Deus Guarde. capellas e mais edificios da sua fundação e deixallas sobre sua sepultura como costumão os Fidalgos deste Reino. e Principal com o poder de meu muito nobre e Real officio lhe dou para delle uzar nos seus Reposteiros. casas. Descendência: 2º D. Armas Arautos. capitão-mor de Mirandela. dá o extracto desta carta. a quem foi concedida a carta de brasão de armas. e Paçavantes. que he hum leão das Armas e por differença uma brica vermelha com hum trifolio de prata. 1º FRANCISCO XAVIER BARROSO DE SOUSA. que casou com António Aires de Sá Pinto.» (300). da parte do mesmo Senhor e da minha em virtude do officio que tenho e em especial mando aos officiaes da Nobreza Reys de Armas. terceiro morgado de Quintas. mas diz que está registada no Cartório da Nobreza.

que residia em Paris. da casa morgadia de Mascarenhas pedra de armas dos seus ascendentes e colocou-a na fachada do palacete de Travanca. onde nasceu a 23 de Junho de 1851. concelho de Vale Passos. da família do vice-rei da Índia. irmã de Constantino José de Magalhães Pegado. Alexandre Carlos de Sousa Barroso. MARIA AMÁLIA GOMES DE MAGALHÃES PEGADO (ver 4º. IV. foi governador substituto do distrito de Bragança em 1907. de quem trataremos no volume consagrado aos escritores. Fez transportar. natural MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . com uma senhora dos Morais Pimentéis. Maria Emília de Sampaio e Melo. a quem nos referiremos adiante. 6 ° D. Maria Angélica de Sousa Barroso. D. natural de Roios. Lopo de Sampaio. atrás citado. representado pelo seu procurador José António Pegado de Oliveira. concelho de Vila Flor. natural de Ansiães. que casou com D. D. Teresa Pegado de Meneses Barroso. III. sendo seu padrinho de baptismo Constantino José Marques. Descendência: 4º ANTÓNIO ALEXANDRE PINTO BARROSO. de Freixiel. que casou com o conselheiro Francisco Xavier de Moura Carvalhais. em 1904. Ana Augusta da Silva Reimão de Meneses Falcão.MASCARENHAS 255 TOMO VI carenhas. agrónomo. António Alexandre Pegado Mendes Barroso. concelho de Macedo de Cavaleiros. D. falecido em Travanca. que tinha pedra de armas em Vale de Lagoa. V. o célebre Rei dos Floristas. adiante citado). onde reside. a 16 de Maio de 1924. concelho de Mirandela. rico proprietário que reside solteiro em Roios. Maria Beatriz Pegado de Meneses Barroso. rico proprietário em Travanca. Maria Fábia Pegado Mendes Barroso. 5º ÁLVARO PEGADO DE SOUSA BARROSO. Maria Beatriz Aragão Lobo. Casou em Calvelhe. bacharel formado em direito. III. Descendência: I. que casou em Rio Torto. Descendência: I. em 1883 com D. Amador Álvaro Pegado de Sousa Barroso. que casou com D. morgados daquela povoação. concelho de Bragança. D. II. agrónomo. que nasceu em Roios. bacharel formado em direito. natural da Mogadouro. avós maternos do falecido agrónomo José António de Moura Pegado. atrás citado). concelho de Macedo de Cavaleiros. II. Álvaro Pegado de Sousa Barroso (5º. que casou com sua prima D. viúva de seu primo José António de Moura Pegado. era filha de Manuel Gomes da Silva Pinto de Magalhães. Sem geração. concelho de Vila Flor. Maria Amália Gomes de Magalhães Pegado.

membro desta família. de Moncorvo. p. concelho de Mirandela e da de Roios. 132. Neta paterna de Pedro Gomes da Silva e Matos. e de D. cavaleiro da Ordem de Cristo. fidalgo da Casa Real. Maria Cândida Pegado de Oliveira. em Travanca. Maria Amália Gomes de Magalhães Pegado e seus ascendentes constam da certidão de idade de seu irmão Constantino José. naturais da Junqueira da Vilariça. cavaleiro e comendador da Ordem de Cristo. já publicada por MENERES. Visconde de Seabra. Bisneta materna de Martinho Caetano Pegado de Oliveira. das quais damos um extracto. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . (302) Todas estas notícias referentes a D. Moura. que se encontra no respectivo livro de baptizados de Roios referente ao ano de 1851. Estas famílias Pegado de Oliveira e Pinto de Magalhães tinham pedra de armas em Lodões. dizem outros apontamentos genealógicos que tenho. e outras para Travanca. Entre vários documentos existentes no arquivo da família Barroso. concelho de Vale Passos. irmão do ministro. mestre de campo de milícias de Miranda do Douro. (301) Irmã do grande jurisconsulto. conservam-se algumas cartas dirigidas a Jacinto Venâncio de Meneses Sarmento. segundo dizem outros genealogistas]. cavaleiro da Ordem de Cristo e de D.. fidalgo da Casa Real. umas para Rio Torto. natural do Mogadouro. e de D. comendador da Ordem da Conceição. Doroteia Bernardina de Sousa Lobo Barreto (302). fol... fidalgo da Casa Real. concelho de Macedo de Cavaleiros. corregedor da comarca de Moncorvo.. por respeitarem à história do distrito de Bragança. governador civil do Porto.256 TOMO VI MASCARENHAS de Roios. Alfredo – Carvalhais – Traços históricos. Junqueira da Vilariça e Mogadouro. fidalgo da Casa Real. e de D. Neta materna de José António Pegado de Oliveira. natural do Mogadouro. e de D. Josefa Emília Seabra Sousa Lobo (301). senhor da casa de Carvalhais. casou com. cavaleiro e comendador da Ordem de Cristo. cavaleiro da Ordem de Cristo. e de D. durante as guerras da Patuleia ou Maria da Fonte. filha de Manuel António de Magalhães. cavaleiro da Ordem de Cristo. irmã de José António Pegado de Oliveira (acima citado). 94. de Braga. Caetana da Conceição Morais Pinto. filha de António de Seabra da Mota e Silva. alma jurídica do Código Civil português. natural de Vila Nova de Foz Côa e que foi mãe da primeira baroneza do Mogadouro. e de D. e também que D. concelho de Vila Flor. alcaide-mor de Braga. Maria Angélica de Magalhães Pinto [filha de Manuel António de Magalhães Pinto. Bisneta paterna de Manuel Gomes da Silva e Matos. Francisca Teresa da Silva e Matos. Ana Pegado. Maria Caetana da Conceição Marcos Pinto.

. e podendo ser tambem recursos pecuniarios. O Snr. não se percebe bem. pois as duas iniciais. pelo quartel-mestre general Vitorino José da Silva Tavares. S. é-lhe dirigida de Guimarães. e transmetirnos Polvora. é-lhe dirigida de Anelhe (Chaves) por J. com o Brigadeiro Magalhaens». que julgar conveniente. e Francisco José Garcia proprietario. De Lisboa tive avizo dos Agentes de que lá está tudo em boa harmonia. Já estou em correspondencia com o José Cardoso. A terceira. S. com data de 6 de Dezembro de 1846. estão enlaçadas e pouco distintas) e diz: «Hé porem certo. bem como algumas Armas. Ex. que nos for mister para tudo. e tambem há aqui bastantes cavallos de particulares. como V Ex. que os Liberais Chamorros estão em grande desavença huns com outros. Cabendo no possivel. e tambem há 30 de cavallaria 7.MASCARENHAS 257 TOMO VI A primeira com a data de 20 de Setembro de 1845. e balla. S. General. e Guarda.ª o Sr. verdadeiras ou supostas. que está pronto.ª sabe. pois julgamos que podemos contar com bastantes homens. pois que o Visconde da Azenha nos falhou. o vir a hum povo. Este mesmo official vae encarregado de ir saber de umas poucas de Armas. e que possa dispor de alguma. afim de combinarmos sobre a maneira porque possamos com toda a segurança trabalhar para a nossa Causa. Antonio da Praga – capitão de cavallaria – Francisco Pires.ª tenha a bondade de ir pessoalmente ter huma intrevista com S. é-lhe dirigida de Bragança pelo brigadeiro António Lobo da Silva e diz: «Tendo eu convocado os officiaes que julguei muito capazes – que são Damião José de Mattos Pimentel – tenente coronel de cavallaria. bem como pelo proprietário Francisco José Garcia.ª de ter fallado com o Snr.ª de viva voz pode ilucidallo em tudo quanto julgar ser util e necessario. que talvêz se possa formar hum Esquadrão. (ou Q. para podermos formar alguns Batalhões. Esta carta é assinada por todos os oficias nela mencionados. Quem tal diria? comque ainda não perco as esperanças de que este anno possa ter logar o que desejamos. tenente Francisco Pires. A segunda. depois do regresso de V. e já teremos dinheiro. e he capaz. estou em correspondencia com Lamego. e diz: MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . hé o pertador desta declaração por ser capaz e V. General Makedonell. para fazermos aqui a Acclamação. e Braçal. L. julgamos que V. com data de 24 de Dezembro de 1846. tenente de infantaria – Antonio Manoel Catallão tambem tenente.. afim de que este (se hé veridico o ter força Armada). que ha tempos nos offerecerão. para vir a esta cidade a coadjuvarnos. eu irei tambem para combinarmos».

tendo por muito certo. o Senhor D. nomeio o coronel Jacintho Venancio de Meneses Sarmento. para formar Esquadroens de Cavallaria. que tambem se apelidou de Laedra. O General em chefe e Director militar Reinaldo Macdonell». El Rey. ou aonde o portador desta disser». Brigadeiro dos Reaes Exercitos. que depois usarão alguns seus descendentes. e propriedade individual. Ex. destas Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança. que lhe fôra usurpado por huma facção liberticida. para a organização dos mesmos Esquadroens. Miguel 1º (que Deos Guarde) Seu General em Cheffe. que alli se deve achar. na protecção da pessoa. e patriotismo. em razão de que ficando esta cidade à infanta sua madrasta deixou o primeiro apelido. que por sua intrepidez. por ordem de Reinaldo Macdonell general em chefe do exercito realista portuguez que com toda a gente armada que V. Diz ele: «Achando-me nomeádo por Sua Magestade Fidelissima. qualquer que tenha sido a conducta passada. Solar dos Mascarenhas «Pedro Fernandes de Bragança. e tomou o (303) Ver a propósito das guerras da Patuleia no distrito de Bragança o volume I. e seu corajoso empenho na defeza dos Sagrados Direitos da legitimidade. sobre a da usurpação e impiedade. 207 e seguintes. esperando do seu conhecido zello. e do Throno. ficando authorizado não só. para a Restauração.258 TOMO VI MASCARENHAS «Mando-lhe. Há também o diploma seguinte que é interessante para julgarmos de como a conspirata marchava e da nobreza de proceder de seus membros. que hajão de ser por mim confirmados. e Director Militar Independente neste Reyno de Portugal. na Provincia de Traz-os-Montes. hindo de combinação com o Brigadeiro Luiz de Figueiredo Araujo e Castro. se empenhe com todas as forças. de Seu Throno. que tomando na mais seria consideração o triumpho da Causa do Altar. p. e pericia militar. mas tambem para nomear todos os seus officiaes. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA .ª poder reunir de todas as armas se approxime a Villa Real para coadjuvar a Reclamação dos Direitos de El Rei. acompanhado de um comportamento generoso. será o melhor incentivo para o desenvolvimento dos Povos. Quartel General em Guimarães 28 de Novembro de 1846. A parte grifada é toda escrita por Macdonell (303).

mas sempre Estevão Rodrigues é mais antigo e muito melhor se povou (sic) Mascarenhas porque Pedro Martins. a quem el-rei D. 17 p. Miguel. Pedro Fernandes e sua mulher Sancha Pires. Nº 18. o qual era neto de Estevão Rodrigues. e da família dos Braganções uns ficaram em esta cidade. Gueda que vivia no lugar de Mascarenhas.MASCARENHAS 259 TOMO VI segundo das terras em que ficou patrimoniado. de que se prova serem todos da mesma família. A vila de Mirandela. pois concorriam com igual ação no contrato. e parece se lhe impos o nome diminutivo de Miranda. como eram Afonso Rodrigues com procuração de sua mulher Maria Pires e de sua mai Urraca Garcia. Dinis melhorou de sitio. Diniz. cavaleiro de Mascarenhas e sua mulher Urraca Anes. Afonso Mendes com procuração de sua mulher Tereza Pires. fol. como tambem Martim Vaz Mascarenhas e concorreram juntamente outros fidalgos que viviam nesta cidade. e outros em terra de Leedra dos quais tras tambem origem o ilustre solar dos Mascarenhas em uma aldeia assim chamada no termo de Mirandela. e a escritura está na Torre do Tombo no primeiro livro del-rei D. e que este tão nobre solar se deduzisse dos Braganções se mostra da escritura de composição feita por ordem del-rei D. Foi a vila de Mirandela de terra de Laedra. antigamente chamada Cabeços de S. a saber Afonso Lourenço. quando muito póde ser do tempo del-rei MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . e no seu termo ha uma aldeia que se chama Vilar de Ledra de que parece se denominou a terra de Leedra que ficou a Pedro Fernandes. vem os desta familia. O Marquez de Montebelo em as Notas ao Conde D. plana 262 diz que é opinião que de um descendente de D. 2. Afonso Hermiges e sua mulher Maria Pires que todos eram dos Braganções. que pelo mesmo tempo se lhe levantava o castelo e muros. Diniz com os fidalgos de Mascarenhas. 173 verso. Uma destas foi terra de Laedra e pertencia ao destrito desta cidade. Pedro. Pedro Martins. a fol. Chama. mas acho se incluia nas vilas de Sezualfe. 174 e a traz Brandão na 5ª parte fol. Pedro.. Mirandela e Torre de D. e el-rei D. seu descendente casou nesta cidade diz o Conde D. . que ainda teve uma aldeia chamada Fornos de Laedra. Titulo 30. e nenhuma na bondade das aguas. ou Mendes da mesma linhagem dos Braganções. mulher de Estevão Rodrigues. 122. e este filho de Rodrigo Fernandes. não ha hoje memoria desta denominação. que alega Brandão supra L. Sancho 2º fez senhor de Mascarenhas. e na semelhança de que a esta se avesinha o Douro e a Mirandela o famoso rio Tua. cuja igreja dizem fundara Estevão Anes de Bragança que parece ser irmão de Urraca Anes. e forão do senhorio de seu pai Fernão Mendes. fol. mas com vantagens de paiz mais fertil. 323 e que Afonso Lourenço fosse tambem neto de Estevão Rodrigues consta do livro primeiro de honras e doações de leitura nova..

José Cardoso – Descrição Topográfica da Cidade de Bragança. Brás de Golfeiras (Mirandela). Pedro e do mais que diz a Nobiliarquia Portugueza. e de D. filho de Bartolomeu de Macedo Malheiro de Morais. Neto paterno de António de Macedo Melo de Carpinteros e de D. senhora do morgadio de Nossa Senhora do Desterro de Mascarenhas e S. Gueda. capitão-mor de Vilar de Ossos). e de D. e de D. Francisca Rosa de Morais. Segundo neto paterno de Domingos de Carvalho e Macedo de Carpinteros e de D. Jerónima M. fol. ainda que bem fundadas. morgado de Santa Comba. sua sobrinha. coronel de infantaria. que todos tem o patronimico de Pires e se verefica a opinião pois tudo concorre no mesmo tempo. Bem sei que o esplendor dos Mascarenhas é tão grande que não necessita destas congeturas. Ana Pinto Cardoso.260 TOMO VI MASCARENHAS D. filha de Francisco de Morais do Campo de Aguiar. Maria de Morais Pinto. Teresa Morais Sarmento. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . cavaleiro da Ordem de Cristo. e de D. senhor do morgadio de Mebres. filha de Francisco de Sá Ferreira e de D. senhor do morgadio de Nossa Senhora do Desterro de Mascarenhas. 214 (mihi). Neto materno de Miguel da Rosa Pimentel. e de D. desembargador da Relação do Porto. notícia X. e de D. fidalgo da Casa Real. Afonso Rodrigues era procurador del-rei em terra de Bragança e de Miranda e tinha o titulo de vassalo. 118» (304). Brás de Golfeiras (Mirandela). Isabel Sarmento. primeira administradora do morgadio de Santiago de Mirandela. como se vê da Cronica del-Rei D. cavaleiro da Ordem de Cristo. governador de Vinhais. Fran(304) BORGES. senhor do morgadio de Santa Comba (filho de Francisco de Morais do Campo. Afonso 3º e as mulheres dos fidalgos sobreditos seriam filhas deste. mas ficará esta cidade com a certeza de que a sua antiga nobreza se ilustra com o nobre sangue dos Mascarenhas e de D. senhor do morgadio de S. filha de Gonçalo de Morais. de Mirandela. Brites Pinto Cardoso. de Mirandela. [18] Família Carpinteros Macedos Pimentéis JOAQUIM DE MACEDO SARMENTO PIMENTEL. fol. filha de Estêvão de Mariz Sarmento. desembargador e corregedor do crime no Porto. filha de Jorge de Lemos Teixeira. que naqueles tempos senão dava senão a fidalgos de grande qualidade e da primeira nobreza do reino. Antónia de Morais Sarmento Pimentel.

Padre FRANCISCO RODRIGUES VERGUEIRO. Vimioso. Vila Franca e Edral (307). filha de Francisco Dourado de Mariz e de D. Maria de Mariz. almas do Purgatório para o Céu. proporcionada. Maria de Valcacer. (306) Museu Regional de Bragança. Ana de Araújo (305). Francisca de Morais Colmieiro. capitão-mor de Vinhais. Bento – Caderno de Árvores de Costado. Rita e sobrinhos José. José. como igualmente o não tem a talha dourada do altar. sob uma sepultura brasonada. com pinturas de personagens e cenas religiosas sem valor artístico. à laia de guindaste. António. Doroteia e Catarina. Margarida de Brito Mascarenhas) e de D. filha de António de Morais da Silva e de D. A capela é elegante. assim chamada por ser hoje sede da Confraria das Almas.MASCARENHAS | MEIXEDO 261 TOMO VI cisca de Morais. Está-se a ver. de tecto abobadado e apainelado em granito. obtiveram em 1811. airosa. maço Capelas. p. entre nós. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . há a seguinte legenda de letras inclusas e conjuntas em que o lapidário meteu por sua conta alguns rabiscos a mais: (305) PINTO. a exemplificação da ideia do famoso Juízo Final de Miguel Ângelo. Rodrigo de Morais Sarmento era filho de Aires de Morais Sarmento e de D. arcediago de Miranda pelos anos de 1715. lado do Evangelho. onde se vê. (307) Volume IV. licença para oratório particular. destas Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança. a um canto. naturais de Mascarenhas. 340 e 347. nas suas casas de moradia. onde se celebrasse missa (306). António. sitos em Mascarenhas. No pavimento da Capela. MEIXEDO Na parede do corpo da igreja matriz de Meixedo. e de D. Isabel de Morais e materna de António de Valcacer (filho de Rodrigo de Morais Sarmento e de D. um baixo relevo que representa um frade dominicano içando por intermédio do seu rosário. concelho de Bragança. seus irmãos Luís. neta paterna de Gaspar da Silva. foi aberto um elegante arco de granito para construir a Capela das Almas. MANUEL DE MORAIS SILVA. toda também lajeada de granito. como que escondido. fundou um morgadio a que vinculou bens.

Vicente. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Em 1674 representou o bispo da Guarda. Martim Afonso de Melo. com o produto da prata e móveis que deixou. D. a ornamentar a sala principal da casa. vê-se que o abade Manuel da Nóbrega de Azevedo. pág. ao fazer-se o Tombo dos bens desse benefício. que se encontra no Museu Regional de Bragança. aberto em madeira. terras. prados e foros. em 1676. que então possuía também o benefício de S. licenciado. feitos a 30 de Maio de 1742. pároco de Meixedo durante quarenta e cinco anos. Ver o volume IV. em Bragança. Mais dispôs em testamento que seu sobrinho José da Nóbrega de Azevedo.262 TOMO VI MEIXEDO «S[epultura] de Manoel da Nobreca de Azevedo abade de Meixedo» Dos Estatutos da Confraria das Almas de Meixedo. André Furtado de Mendonça. O abade Manuel da Nóbrega de Azevedo foi visitador na diocese pelo bispo D. destas Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança. lhe estabelecesse missa quotidiana. do qual seriam administradores os párocos seus sucessores. vinculando-lhe um grande casal constante de casas. 336. que se conservam no arquivo paroquial desta freguesia. Deste importante casal possuem apenas hoje os párocos de Meixedo as casas da residência. onde ainda vimos o escudo do abade fundador. idêntico ao que existe na sua sepultura na capela indicada. vinhas. fundou a capela em 1695 com encargo de três missas semanais. agora depositado no Museu Regional de Bragança. abade que lhe sucedeu.

natural da cidade de Miranda. in Dicionário Aristocrático. fol. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . maço Capelas. que residiu em Miranda. dos Miões. natural da cidade de Miranda. de Meles. Teve por armas um escudo esquartelado: no primeiro e quarto as armas dos Moreiras. e de D. Este brasão foi-lhe passado a 2 de Dezembro de 1774 e está registado no Cartório da Nobreza. casou com D. livro I. filho de Matias Moreira. Maria Rodrigues. boticário. Fidalgo-cavaleiro por alvará de 3 de Fevereiro de 1724 (310). sua mulher D. uma capela dedicada a Santa Ana a que vinculou bens (308). Maria José. (310) Livro 15 das Mercês de El-Rei D. João V. (309) Ibidem. 77. (311) BAENA. obtiveram em 1795 licença para oratório particular nas suas casas de moradia onde se celebrasse missa (309). (308) Museu Regional de Bragança. filho de José Sarmento. erigiu em 1717 nesta povoação. Terceiro neto de João Lopes Freire. Maria Gonçalves. todos naturais e cidadãos de Miranda do Douro. MIÕES ANTÓNIO BORGES. 3º MANUEL CARDOSO DE MATOS. Isabel Pêgas. 322. Neto paterno de Nicolau Moreira e de D. presbítero. fol. Antónia Teresa e seus filhos João António e D. freguesia de Vilar de Ledra. Isabel Pires. 213 v. no segundo as dos Pêgas e no terceiro as dos Freires. MIRANDA 1º ANTÓNIO DE MORAIS SARMENTO. Bisneto de Bento Moreira e de D. Sanches de – Arquivo Heráldico Genealógico. concelho de Mirandela. 2º Doutor ANTÓNIO MOREIRA PÊGAS FREIRE. (311). fidalgo da Casa Real. e neto de José Gomes da Silva.MELES | MIÕES | MIRANDA 263 TOMO VI MELES PASCOAL PEREIRA DE MORAIS. p. fidalgo da Casa Real.

a Nossa Senhora do Bom Sucesso no sítio da Terronha. governador da praça de Miranda obteve em 1737 licença para oratório particular nas suas casas de moradia. Veríssimo de Alencastre. erigiram uma capela dedicada a S. natural de Miranda do Douro. 7º CARLOS MACARTE. Ana Joaquina de Ordaz Flores Sarmento. 2º Doutor L UÍS Á LVARES DO R EGO. Úrsula Maria Godinho de Madureira. atrás citado) que cederam em 1636 aos cónegos para obras que projectavam fazer. licença para oratório particular nas suas casas de moradia. obtiveram. natural da Irlanda. 6º DIOGO DE MORAIS PIMENTEL. onde residia. em pergaminho. de 11 de Maio de 1678. José da mesma catedral. em harmonia com a vontade de seu irmão. 5º J OÃO CABRAL DE ARAGÃO. (312) Todas as notícias deste capítulo constam do Museu Regional de Bragança. maço Capelas. presbítero. limite de Miranda. para nele erigir uma capela. da altura da mesma porta. Este título. e sua mulher D. recebendo em troca a de S. 4º BERNARDA DE CHAVES. Pedro. pediu licença em 1665 para mandar celebrar missa na capela que erigira. administradores da capela de S.264 TOMO VI MIRANDA Foi nomeado familiar do Santo Ofício por título do inquisidor geral D. e sua mulher D. à qual vinculou bens. Patornilha da Rua. limite da mesma cidade. na Sé de Miranda do Douro. arcebispo de Braga. Capelas 1º DIOGO GONÇALVES. em Bragança. para a qual mudaram as sepulturas de seus antepassados. encontra-se no arquivo da família Figueiredo. irmã do falecido cónego da mesma Sé. ambos da «principal nobreza desta província». MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . escrivão da alfândega de Miranda do Douro. abade de Sendim. cavaleiro da Casa Real. doou em 1681 por escritura pública. que serviria para sua sepultura. bens à capela que mandou fazer na sua propriedade no sítio da Vilarinha. que residiram em Miranda do Douro. em 1776. em 1565 (312). solteira. comandante de infantaria da praça de Miranda. Era casado com D. obteve em 1616 licença para abrir um arco na Sé de Miranda por cima da porta travessa. 3º FRANCISCO SOARES DE ARAÚJO e sua mulher D. que residiu em Miranda do Douro. Angélica de Mariz Sarmento. Pedro (ver 1º.

cónego-prior na Sé de Miranda. fol. e o bispo instituidor declarava que a sua capela seria para nela se celebrar missa quotidiana por todo o sempre!. Era filho de António Wenceslau Doutel. grande do Império. obtiveram. provedor de Miranda. FREI ALEIXO DE MIRANDA HENRIQUES. Jerónimo. por haver casado. Foi brigadeiro reformado. 9º I NÁCIO T EODÓSIO R ODRIGUES S ANTA M ARTA S OARES. abade de Meixedo. Foi segundo Visconde de Mirandela. na Sé Catedral.. a capela de Nossa Senhora do Rosário. 11º ANTÓNIO DE MORAIS MADUREIRA GODINHO. obteve em 1790. administrado ao tempo por João de Ordaz Flores. MIRANDELA Família Doutel de Almeida ANTÓNIO DOUTEL DE ALMElDA MACHADO E VASCONCELOS... licença para oratório particular nas suas casas de moradia. comendador da Ordem de Cristo e. em 1773. Joana de Madureira Godinho. nasceu a 23 de Abril de 1775. José Machado de Ataíde Alves do Rego. em primeiras núpcias. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . abade de Sendim. bispo de Miranda. D. do conselho de Sua Majestade. Maria Bernarda de Morais Sarmento. em 1804. Coisas do mundo!. de que era administrador ao tempo. Joana Francisca Maria Josefa da Veiga Cabral da Câmara. Cartório Administrativo. e a um vínculo de morgadio em Duas Igrejas.. Manuel Bispo deste Bispado».. e sua mulher D. Maria Joaquina Madureira. Úrsula de Madureira Godinho (ver 3º atrás citado). filha de sua irmã D.MIRANDA | MIRANDELA 265 TOMO VI 8º FRANCISCO VAZ DE QUINA. 121 v. licença para oratório particular nas suas casas de moradia. Neste mesmo documento se alude à capela de S. livro 102. O abade Madureira administrador do morgadio que esta sua irmã tinha em Miranda do Douro (durante a sua menoridade? por incapacidade?) (313). em 31 de Maio de (313) Museu Regional de Bragança. herdeira de seu irmão no sobredito título e mais casa. com D. no Brasil. Na cota deste processo há uma nota que diz: «Já não existe esta capela pela desfazer o Snr. em testamento feito em 1809. fundou em 1760. fundada na mesma Sé por Luís Alves do Rego. senhor de vários morgadios em Bragança e Eixes. deixa herdeira sua sobrinha D. 10º D.. e de D.

fidalgo da Casa Real. que faleceu na Índia. major de cavalaria. governador das armas do Rio de Janeiro e primeiro Visconde de Mirandela. Não deixou descendência. pelo que foi sua herdeira e representante sua irmã. (315) Ver a seu respeito SORIANO. que casou com D. fidalgo da Casa Real e tenente-coronel do regimento de cavalaria de Chaves. destas Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança. Ascendência da segunda viscondessa de Mirandela FRANCISCO XAVIER DA VEIGA CABRAL DA CÂMARA. Era senhora do morgadio de Machucas e padroado do Capítulo de S. III. Pinheiro – Historia de Portugal Popular Ilustrada. coronel de cavalaria. Faleceu no Rio de Janeiro a 31 de Maio de 1810 sem sucessão. fidalgo da Casa Real. governador do Rio Grande do Sul (Brasil). comendador da Ordem de Cristo) e de D. a segunda Viscondessa de Mirandela. Sebastião Xavier. que casou com D. Rosa Joana Gabriela de Morais Pimentel. tenente-general. V. foi herdeiro de sua mãe no morgadio de Machucas e Padroado do Capítulo de S. II. senhor do morgadio de Tuizelo. vice-rei da Índia. do Conselho da Rainha D. (314) Sobre serem estes Morais senhores do padroado do Capítulo de S. 468 e 621.266 TOMO VI MIRANDELA 1810. tom. 7º. 1ª época. filha e herdeira de Domingos de Morais Madureira Pimentel (senhor do morgadio de Machucas e padroado do capítulo de S. Maria I. Francisco de Bragança. comendador da Ordem de Cristo. 247 e seg. Francisco Xavier. p. Luísa Caetana da Mesquita (314). Manuel. vol. João. Descendência: I.. do Conselho de Sua Magestade. filha natural e herdeira de Francisco José de Sá Ferreira Sarmento. governador das armas das províncias do Minho e Trás-os-Montes e tenente-general. Faleceu sem geração. Francisco António da Veiga Cabral da Câmara. IV. Simão José da Luz – História da Guerra Civil em Portugal. Não deixou descendência. Francisco. conselheiro do Supremo Conselho Militar e de Justiça. 444 e CHAGAS. marechal do exército. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Francisco de Bragança. 467. p. Não deixou descendência. que nasceu em 1760 e faleceu a 14 de Outubro de 1819. Maria Antónia de Sá Ferreira. Francisco de Bragança. 2º. p. marechal de campo. que nasceu em 1734. atrás citada (315). Grã-Cruz de Aviz. ver volume II.

terceiro administrador da casa e morgadio de Santa Comba de Mirandela. Terceiro neto paterno de Francisco de Morais do Campo. e de D. A criação do título de visconde foi por decreto de 13 de Maio de 1810 e a renovação da segunda vida. 162 deste volume. e de D. Veja-se a relação dos outros filhos na pág. natural de Mirandela. D. que viveu pelos anos de 1570 na sua casa da praça da vila de Mirandela (era quarto filho de Rui (316) Resenha das Famílias Titulares do Reino de Portugal. Neto paterno de Francisco de Morais do Campo. filha de Francisco de Sá Ferreira e de D. Afonso Luís. e que ainda existia. irmã de Gaspar de Sá Queiroga. Brites Pinto Cardoso. senhores do morgadio de Santa Comba em Mirandela 1º ANTÓNIO BERNARDO DE MORAIS SARMENTO E VASCONCELOS. e de D. Antónia Pinto Cardoso. Quinto neto paterno de Baltasar de Morais. em 1477. sua segunda mulher. II vol. que foi governador no Brasil. Serafina de Sá. filha de Jácome Luís Sarmento. para não estarmos a repeti-la.MIRANDELA 267 TOMO VI VI. e de D. e de D. quarto administrador da casa e morgadio de Santa Comba. primeiros administradores do morgadio de Santiago de Mirandela. por decreto de 13 de Maio de 1815 (316). Lisboa. 1838. Família Morais Sarmentos e Sás. da vila de Mirandela e familiar do Santo Ofício. filha de Gonçalo de Morais. e mestre de campo do terço de auxiliares da Câmara de Vila Real. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . da vila de Mirandela. p. primeiro instituidor do morgadio de Santa Comba de Mirandela. Quarto neto paterno de Francisco de Morais do Campo. segundo administrador da casa e morgadio de Santa Comba de Mirandela. 135. natural de Mirandela. comarca de Lamego. comissário de cavalaria. Era filho de Baltasar de Morais Sarmento e Sá. e SANCHES DE BAENA – Resenha das Famílias Titulares e Grandes de Portugal. província da Beira. pai de Luís de Sá e Queiroga. sua parenta. passados trezentos anos.. capitão-mor de Vilar de Ossos. faleceu em Março de 1769. Ana Gomes Sarmento. 129. Isabel Sarmento. natural do concelho de S. Josefa Quitéria de Azevedo e Vasconcelos. Martinho de Mouros. p. quinto administrador da casa e morgadio de Santa Comba. bispo de Bragança.

Leonor Maria Quitéria de Vasconcelos. Mariana. II. e de D. 2º ALEIXO DE MORAIS SARMENTO. na freguesia de Santa Valha. que casou com António de Morais Castro. sua segunda mulher. D. sargento-mor do terço de auxiliares da Câmara de Mirandela. D. filha e herdeira de Álvaro do Campo.268 TOMO VI MIRANDELA de Morais e de D. Bento – Caderno de Árvores de Costado. Maria Antónia. além dos atrás mencionados: Francisco Pinto. que casou na vila do Vimioso com José Manuel de Morais Faria. Inês Rodrigues. cónego em Bragança. e de D. cónego em Coimbra. António Bernardo de Morais Sarmento e Vasconcelos casou na cidade de Braga com sua segunda prima D. IV. Descendência: I. D. Descendência: Uma filha que faleceu nova. Deixou descendência. Guiomar de Macedo e neto de Gonçalo Rodrigues de Morais e de D. Não deixou descendência. que casou em Vila Flor com João de Seixas (317). Em 1777 era já viúva. como se vê em Morais). sucessor da casa (2º. quinto administrador do morgadio de Santiago de Mirandela. sucessor da casa e morgadio de Santa Comba de Mirandela. que casou com Luís Ribeiro. Luísa Caetana Pinto de Mesquita. Esta parte referente a Aleixo de Morais Sarmento é de caligrafia diferente da de D. Belchior Pinto. filha de Luís Lázaro Pinto Cardoso. adiante citado). termo da vila de Monforte de Rio Livre. Bento Pinto. Rita Gertrudes de Mesquita Pinto Cardoso. senhor do morgadio dos Arcíprestes. III. Antónia Maria de Vasconcelos e Sá. Caetano de Sá de Morais Sarmento. que faleceu solteiro. Rosa. casou com sua tia D. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . D. natural de Braga. Aleixo de Morais Sarmento. D. Aleixo de Morais Sarmento tinha os seguintes irmãos. Mariana Teresa da Silva Teixeira e Sousa. Ana do Campo. nobre natural da vila do Vimioso. (317) PINTO.

diz que era cavaleiro da Ordem de Cristo. 4 – Balthazar de Moraes.. segue-se. 3 – RUY DE MORAES. onde se estabeleceu. em que vivem os seus successores. e isto provão com Escrituras. que fica nas visinhanças da villa de Vinhaes. que he o chefe dos Moraes. 2 – N. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Catharina de Moraes. moço fidalgo da Casa Real e natural da província de Trás-os-Montes. e de Constança Gil. segue-se. cazou com Briolanja de Sousa. onde dizem que está o solar da Familia dos Moraes deste Reyno. na villa de Mirandella. cazou com Ignez Rodrigues. cazou com Guiomar Macedo. que he erro contra o parecer de Pedro Ferreira de Sá Sarmento (319) genea(318) Copiado de PINTO.. e alcançar. com geração.MIRANDELA 269 TOMO VI Varonia de Aleixo de Morais Sarmento (318) «1 – JOÃO MARTINS DE MORAES. 3 – João de Moraes. com geração. voltando a falar deste genealogista. Catharina de Moraes.. cazou na villa do Vimioso. 2 – Ruy de Moraes. Bento – Caderno de Árvores de Costado.. e teve estes filhos pela ordem seguinte. 2 – N. segundo dizem muitos Genealógicos de melhor nota. 3 – D. no folio 51 v. filho segundo de Gonsalo Rodrigues de Moraes. e teve: 1 – Gonsalo Rodrigues de Moraes. 4 – BALTHAZAR DE MORAES.. o Grande. e documentos os mais antigos. 2 – Henrique de Moraes.. e distintas de Traz os Montes: 1 – Ruy de Moraes. filha de João de Sousa Macedo. irman de Anna Gomes Macedo. mulher de seu Primo Henrique de Moraes com geração. Facundo de Vinhaes. Alcayde mor de Outeiro. ou na mesma villa de Mirandella. e teve: 1 – Gonsalo Rodrigues de Moraes. 2 – GONSALO RODRIGUES DE MORAES.. (319) D. jáz sepultado na Igreja de S. com geração abaixo. vivia pelos annos de 1584. e fez casa. de que descendem muitas familias nobres.. 3 – GONSALO RODRIGUES DE MORAES. a qual ainda hoje existe na Praça da dita villa. o que consta da Dispensa que veio de Roma. e teve: 1 – N. que o solar desta Familia he o mesmo lugar de Moraes. e não como dizem outros em terras de Bragança da mesma Provincia. segue-se. assim antigos como modernos. que poderão indagar. com geração. que cazou com sua Prima D. Bento Pinto. Provincia de Traz os Montes.. cazou com N. ainda que outros Genealogicos dizem.

segue-se. segue-se. como se acha na Nota daquelle tempo e Neta de Gaspar de Aguiar Pacheco. o que consta de documentos. o que consta da Escritura de Dote. como seu Pay onde instituiu a capella. com geração.270 TOMO VI MIRANDELA logico muito curioso daquella Provincia. cazou em Villar d’Ossos com Izabel Sarmento. sem geração. e das fazendas. Antonia Pinto Cardoso. escripto pelo Escrivão daquella villa João de Escobar. como consta do Testamento feito pelo dito Francisco de Moraes. que morreu sem successso. 5 – FRANCISCO DE MORAES DO CAMPO. segundo Administrador do Morgado de Santa Comba. ou Morgado de Santa Comba. 2 – Nicolau de Moraes. homem nobre. e da escritura do seu testamento. a 2 de Junho de 1636. escrita pelo sobredito Escrivão João de Escobar [Uma nota de caligrafia diferente diz: «he falço ser senhor do Morgado que pretence a seu Primo abaixo Jorge de Lemos. 2 – Francisco de Moraes do Campo. filha de Jacome Luis Sarmento. vivia pelos annos de 1590. cazou com D. e de D. primeiros senhores da caza. e teve: 1 – Francisco de Moraes do Campo. senhor do Morgado de N. que este Balthazar de Moraes cazara no lugar de Paraduja. que casou com D. comarca de Lamego. que morreu sem tomar estado. e Morgado de Santhiago de Mirandella. capitam mor de Villar d’Ossos e de D. Provincia da Beira. das Terças de seus Irmãos. como se ve pelos Papeis genealogicos. e da certidam do Baptismo. 3 – Balthazar do Campo. 3 – D. com D. Izabel de Moraes. vivia tambem em Mirandella. que foi Alcayde mor de Bragança. termo da villa de Mirandella. filha de Francisco de Sá Ferreira. filha herdeira de Alvaro do Campo. que indagou estas noticias com hum trabalho incansavel. e teve: 1 – Francisco de Moraes do Campo. do Desterro em o lugar de Mascarenhas. cazada com Donato de Lemos. e senhor de propriedade dos Officios de Inquizidor. que elle nos tem communicado. seu marido. que tinha. Anna Gomes Sarmento. segue-se. com geração. mas sim cazou na dita villa do Vimioso com Anna do Campo. e Distribuidor da villa de Mirandella. ainda que outro Genealogico moderno nos diz. Joanna de Aguiar Pinto. Brites Pinto Cardoso. tiverão: 1 – Balthazar de Moraes. filha de Gonsalo de Moraes. 2 – D. que deu o dito Francisco de Moraes do Campo a sua irman. feita a 23 de Maio de 1634. e distinto daquella villa. Izabel Sarmento. e boa caza. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . S. que foi clerigo e mais tres irmãs. contador. 3 – FRANCISCO DE MORAES DO CAMPO. Guiomar de Andrade.

8 – BALTHAZAR DE MORAES SARMENTO E SÁ. concelho de S. aos 31 do mez de Agosto de 1646. senhor da caza de Villar d’Ossos. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . naturaes da Provincia da Beira. Miguel de Fiaens. 3 – Caetano de Sá de Moraes e Vasconcellos. senhor do Morgado dos Arcyprestes. tiverão 1 – Baltazar de Moraes Sarmento e Sá. filha de Gaspar Leite de Miranda e de D. e de D. filha de Fernam Pinto Bacellar. que foi Abbade de Marialva depois. comarca de Miranda. Maria Sarmento. Sargento-mor do Terço de Auxiliares de Miranda. Cazou segunda vez. Abbade de S. Contador.MIRANDELA 271 TOMO VI 4 – D. com José Manoel de Moraes Faria. 2 – D. S. cazada na villa de Vimioso. Anna de Vargas.»] 4 – D. cazou com D. falleceu na volta para este Reyno. sendo esta a annexa onde viveu. ignora-se se tiverão descendencia. Francisca da Fonseca. cazou duas vezes. senhor do Morgado de Villar d’Ossos e de D. ou Escritura de Dote feita por seu cunhado Francisco de Moraes do Campo. Distrbuidor. Leonor Maria Guiteria de Vasconcellos. que governou na capitania de S. Magdalena Sarmento e teve: 1 – Balthazar de Moraes Sarmento. sem geração. não tem tido filhos até este presente anno de 1776. segue-se. comarca de Lamego. filha de Antonio de Sá da Gama. a primeira com D. da qual teve: 1 – Antonio Fernardo de Moraes Sarmento. vive ainda neste presente anno de 1776. quarto Administrador do Morgado de Santa Comba. Maria de Moraes. de hüa idade muito avultada. 7 – FRANCISCO DE MORAES DO CAMPO. 2 – António de Sá de Moraes. que não tomou estado. Antonio no Brazil. Freyra em Santa Clara de Vinhais. 2 – D. sua Prima segunda. cazada com Antonio de Moraes Castro. Maria Caetana de Santo Antonio. cazada com Jorge de Lemos Teixeira senhor do Morgado asima de N. e forão estes tambem progenitores de Gaspar de Sá e Queiroga. afim de cazar com sua Prima. terceiro Administrador do Morgado de Santa Comba. com geração. Bernarda de Azevedo e Vasconcellos. do Desterro de Mascarenhas. na qual lhe doou os officios de Inquizidor. sendo Mestre de campo de Auxiliares da Comarca de Chaves com D. que foi commissario da cavallaria e este Pay de Luis de Sá. Martinho de Moura. que indo a Roma para se dispensar. que consta de hüa Procuração. Antonia Maria de Vasconcelos. do lugar de Santa Valha. segue-se. Serafina de Sá. Josefa Guiteria de Azevedo e Vasconcellos. termo da villa de Monforte. cazada com Gonsalo de Moraes Fidalgo Cavalleiro da Casa Real. 4 – D. chamado vulgarmente Abbade de Sonim.

e esta é a verdadeira descendencia. e que he parente dos Madureiras da villa de Chaves. e quinto senhor da caza e Morgado de Santhiago da villa de Mirandella. quaes forão os Pays de Antonio Luis de Madureira Parada Lobo. cavalleiro professo na Ordem de Christo. Luiza Caetana Pinto de Mesquita. Mariana casada com Luiz Ribeiro de Santa Eulalia na Beira e tem 4 filhos». MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Mariana Thereza da Silva Teixeira e Sousa. veio para a cidade de Lisboa por ter feito hum crime de morte na (320) Copiado de PINTO. 5 – Belchior Pinto de Moraes Sarmento e Vasconcellos. na Provincia do Alemtejo. com o exercicio do Governo das Armas da mesma Provincia do Alemtejo que governou por carta. Resposta. e distintos da Provincia de Traz os Montes. Maria Antonia Pinto de Moraes e Vasconcellos. e Sargento mor de Batalhas. Tiverão mais outros que morrerão de tenra idade. 4 – D. e de outras familias nobres.272 TOMO VI MIRANDELA 9 – ANTONIO BERNARDO DE MORAES SARMENTO. Bento – Caderno de Árvores de Costado. e teve: 1 – Aleixo de Moraes Sarmento. morreu hüa e vive D. a qual se pode provar com documentos os mais irrefragaveis: ainda não é cazado neste presente anno de 1776». coronel Brigadeiro de Cavallaria. segue-se. Cavalleiro da Ordem de Christo. e dizem que cazara na villa de Setuval. [Uma nota em caligrafia diferente diz: «cazou com sua Thia D. Rosa Maria de Moraes Pinto e Vasconcellos. succedeu na caza de seus Pays e he sexto Administrador do Morgado de Santa Comba. Rita de quem teve duas fiihas. filha de Luiz Lazaro Pinto Cardoso. 2 – D. 3 – Francisco de Sá de Moraes Pinto. Governador da Praça de Estremoz. Familiar do Santo Officio.] «Pergunta que se fez a certo Genealogico moderno (320) Deseja-se saber. cazou na cidade de Braga com sua Prima segunda D. Ver em Parada de Infanções – Família Madureira Feijó. e de D. que se deu a pergunta supra O Pay deste Antonio Luis de Madureira Parada Lobo era homem ordinario. Fidalgo da Casa Real. 10º – ALEIXO DE MORAES SARMENTO. quinto Administrador do Morgado de Santa Comba. Fidalgo da Casa Real.

2 – N. Bento de Evora. e de D. livro 9. Pedro 2º. fol. 134. o qual cazou na cidade de Braga com hüa senhora herdeira que ficou de João Duarte de Faria Machado. Pedro II. cavalleiro muito distinto. e por esta alliança contrahio parentesco com muitas cazas distintas. que succedeu na caza de seus Pays. neto de Belchior Pinto Cardoso. capitam de cavallos no Regimento de Dragoens de Chaves. filho de Belchior Pinto Cardoso e sobrinho de Miguel Ferreira de Morais. não tem descendencia. não ha duvida.. Fidalgo-cavaleiro por alvará de 13 de Novembro de 1691 (321). hoje todas fallecidas. Tiago 1º BELCHIOR LUÍS PINTO CARDOSO. cavalleiro da Ordem de Christo. Família Pessoa Ver – Vinhais – conde de Vinhais. na casa dos Madureiras da villa de Chaves.. Eis aqui quanto narra a resposta. teve irmaons Abbades. natural de Mirandela. filho de Belchior Luís Pinto Cardoso. Margarida Gerardo de Castello Branco e Liz. da qual teve: 1 – Francisco José de Madureira Parada Lobo. e principaes da Provincia de Tras os Montes. e de hüas forças muito desmarcadas. e he Fidalgo da Caza Real. e conegos na Sé de Miranda. 114 v. (321) Livro 7 das Mercês de El-Rei D. fol. (322) Ibidem. fe-lo subir. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . a qual he hoje das mais bem abstecidas: cazou. de quem até este presente anno de 1776. in Dicionário Aristocrático.MIRANDELA 273 TOMO VI cidade de Bragança. que se ignora o estado que tomou. natural de Mirandela. senhores do morgadio de S.. cavaleiro da Ordem de Cristo. que tive do sobredito Genealogico moderno». que o ajudarão a fazer casa. foi criado estimado do senhor Rey D. filha de Francisco Feyo de Castello Branco. que forão Freyras em S. fidalgo da Casa Real. e como era homem muito valente. 2º BELCHIOR PINTO CARDOSO. fidalgo da Casa Real. Pintos Cardosos. Fidalgo-cavaleiro por alvará de 23 de Outubro de 1694 (322). Joanna Izabel de Araujo de Liz Netto. cavalleiro da Ordem de Christo. Teve mais 3 filhas. Cazou o dito Antonio Luis de Madureira Parada Lobo na villa de Setubal com D. natural de Lisboa.

com caligrafia relativamente mais moderna. bem como esta nota: «D. Familiar do Santo Officio. sua 3ª Prima. com patente de coronel e de D. 6º senhor do Morgado de Santhiago de Mirandella. por decreto de 29 de Outubro de 1776. (323) Adiante faremos a descrição deste códice. lª mulher sem geração». 5º senhor da caza e Morgado de Santhiago da villa de Mirandella. «que vai na idade de 40 anos». 6º senhor do Morgado de Santhiago de Mirandella – foi escrito por outra pessoa. Maria Rosa Pinto Cardoso 7ª senhora do Morgado de Santhiago». É de notar que o nome – Ignacio Pinto Cardoso. «Neto paterno de Belchior Luiz Pinto Cardoso. falleceu no anno de 1758 no primeiro dia de Novembro. natural de Villa Real. cavalleiro da Ordem de Christo. fidalgo da Casa Real. Governador de Montalegre. filho de Luiz Lazaro Pinto Cardoso. extraímos o seguinte. pouco mais ou menos. à altura de dois metros. filha de João Correa de Mesquita e de D. Fidalgo da Casa Real. voltando a tratar dos Pintos Cardosos. Mariana Teresa da Silva Teixeira e Sousa. cavaleiro professo na Ordem de Cristo. natural de Braga. Este fólio é do autor primitivo do códice que vamos extractando (323). Fidalgo da Caza Real. referente à Família Pintos Cardosos: «Ignacio Pinto Cardoso. Mariana de Mesquita Pinto. metida na parede. Caderno de Árvores de Costado. Senhores do Morgado de Santiago de Mirandela – a fim de incluir os ascendentes de D. lado esquerdo. sua subrinha. marechal de campo do terço de auxiliares da comarca de Miranda. quinto senhor da casa e morgadio de Santiago de Mirandela – diz que o sexto senhor desse morgadio foi Belchior Pinto Cardoso. Antonia Maria de Mesquita e Silveira. cavalleiro da Ordem de Christo. há a seguinte inscrição gravada em lápide de granito: SENDO REITOR JOÃO PINTO CAR DOZO SE FES ESTA IGRÃ NO ANO DE l698 De Bento Pinto. e de D. segunda mulher de Luís Lázaro Pinto Cardoso. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA .274 TOMO VI MIRANDELA No alpendre da igreja matriz de Mirandela. 4º senhor da caza e Morgado de Santhiago de Mirandella. Rosa Margarida Pinto Pereira de Mesquita. No fólio 26.

natural de Tuizello sua parenta. Catharina Alvarez Velozo. Izabel Balcacer. Mestre de Campo de Auxiliares pagos na feliz Guerra da Acclamação. Fidalgo da Caza Real. natural de Vinhaes. natural de Chaves e de D. Moço Fidalgo da Casa Real e de D. natural de Chaves. Irmão de D. filho 2º e de D. Maria de Medeiros. Neto de Pedro Alvarez de Moraes Pimentel. de Antonio Luiz Vas Pinto Coelho Pereira da Silva. e de sua 2ª mulher D. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Anna de Vargas Campilho. e reitor que fora da mesma villa. o dito Ignacio Pinto Cardozo. natural de Chaves. Fidalgo da Casa Real. senhor de Teixeira. e da quinta de Simaens e de D. Moço Fidalgo da Casa Real (pela sua vez filho de Jeronymo Ferreira de Moraes. viveu em Mirandella onde cazou (era filho 3º de Francisco de Moraes Pimentel. filha de Jeronymo Alvarez Velozo. Anna Maria de Mesquita Pinto. sua prima. Catharina de Vargas Teixeira. e 2ª mulher (filha de Martim Teixeira Coelho de Mello. filha de Duarte Ferreira de Moraes. Catharina Alvarez Velozo. senhor do Morgado de Abbaças. vedor geral em Chaves. conego de Evora. Francisco de Bragança. Joana Velozo de Moraes. filha de Francisco Alvarez Velozo. 10º senhor do Padroado de S. sua Prima e materna de Gonsalo Pinto de Mesquita.MIRANDELA 275 TOMO VI Segundo neto paterno de Belchior Pinto Cardoso. o Meia lingua. Maria de Sá Ferreira. Quarto neto paterno de Francisco de Sá Ferreira. Terceiro neto paterno de Gaspar Pinto Cardoso. quarto senhor da caza e Morgado de Tuizello. filha de Pedro Pires de Medeiros. Jeronyma Velozo de Araujo. commendador da Ordem de Cristo e de D. Maria de Noronha. 3º senhor da caza e Morgado de Santhiago de Mirandella. natural de Chaves. Catharina Cardozo. e 2º neto de Alvaro Gil de Moraes Pimentel 9º Padroeiro do dito capitulo e de sua mulher D. sua Prima. senhor da villa de Teixeira e da caza de Sergude e de D. que tinha sido instituido por seu Irmão Belchior Pinto Cardozo. filhos ambos de João Pinto da Fonseca. 5º senhor da caza e Morgado de Tuizello. abaixo indicada e de D. 5º senhor do Morgado de Retiães e de toda a casa de Felgueiras. e da caza de Sergude e de D. sua parenta. capitam-mor de Mirandella e de sua mulher D. 2ª mulher. Brites Pinto Cardozo 1ª administradora do Morgado de Santhiago de Mirandella. em titulo de Moraes) e de D. 2º senhor da caza e Morgado de Santhiago de Mirandella. Fidalgo da Casa Real) e de D. filha de Gaspar de Queiroga Teixeira. e capitam mor da mesma pelo tempo dos Reis Filipes de Castella e de D. Neto materno. Marianna da Silveira sua Prima». sua Prima: neta paterna de Gonsalo Coelho Teixeira. filha de Diogo Campilho e Sampayo. Vieira e Fermedo. Marianna Magdalena Luiza da Silveira e Mesquita. Fidalgo da Casa Real.

to e uisto o que por sua petiçam me representou Hey p.s se lhe fassão sesenta efetivos em parte donde haja bom pagam. como g.do desembargador João Correa de Carualho juiz do tombo dos bens dos cõfiscados e auz.or etc.276 TOMO VI MIRANDELA «Dom Áfonso etc. tam mor da uilla de mirandella e de mestre de campo de hu terço de auxiliares preseverar numa e noutra ocupação por tempo de sinco annos seis meses e uinte sete dias achandose na fação de alcaniças e fazendo o conde de S.to aos seru.ce p. João entrada em galiza o deixar gouernando a prouincia em cujo tempo empedio alguas emtradas que o inimigo intentou e da mesmoa man. faço saber aos q.r bem de que se lhe asentem uinte mil r. e oimbra e passando a bragança com sete companhias a seistir na peleja do ualle de monterrey na toma do luguar de tamaguello no inçendio de Rosal (324) oimbra fazendo retirar de bertellos hum capp.tam nosso sem perigo que peleijara com ho enemigo e se achaua com infirior poder aforra outras faucaes de importançia em que obrou como ualente soldado athe o anno de seiscentos sincoenta e dois e sendo no de seiscentos sincoenta e tres encarregado da supretendencia da criaçam de cauallos da comarca da torre de moncoruo proceder naquelle ministerio com zello e diligencia e não menos aumento da criação o anno de seiscentos sincoenta e sinco e sendo prouido no posto de capp.s dos sesenta asima referidos no rendim.ços de belchior pinto cardoso filho de gaspar pinto cardoso e natural da uilla de mirandela feitos a sua custa desde o principio daclamaçam athe o anno de seiscentos cincoenta e dois de sargento mor da mesma uilla hindo no anno de seiscentos quarenta e hum de secorro as uillas de oiteiro e uimioso com hum terço de gente bem desiplinada e depois por cabo de alguas companhias a Monforte de Rio secco fazer emtradas em galiza achandose nas fauçois de fezes. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA .ra e seus filhos e marcela de pena e seus flhos e nos de Antº Lopes e nos de diogo gomes buticario todos auzentes em castella por elle apontados sem prejuizo de tresº e das prim.s a cujo titolo tomara o abito de Xpo que lhe tenho m.da de lote de cem mil r. mandém.ra se hauer noutras ocazioes de igual reputação em que deu mostras de ualor Houue p.do lançar dos quaes cem mil r.a seu filho belchior luis pinto cardoso de promessa de com.to ao mesmo belchior luis pinto Cardoso (324) Rosal – Lugar da paróquia de Santa Maria de Oimbra. ras nomeasois como pedio pelo dº m.r bem fazerlhe m. esta minha carta de padrão uirem que tendo resp.tes no Reino de Castella ou ao ministro a quem pertencer que com efeito faça fazer pagem.to dos bens de Antº da pas coronel e Ines de oliu.

que foi por vezes juiz ordinário em Mirandela. Joana Veloso. II.os da faz.da della m. instituído pelo reitor desta vila. «Este Caderno de Arvores de Costado. BELCHIOR PINTO CARDOSO. natural de Chaves. e que faleceu depois de 1737 sendo abade de Felgar.te de seiscentos sasenta e sete e por firmeza disto lhe mandei dar esta carta por mim asinada e selada com ho sello pendente da dita ordem que sera Reg.s declarados cada anno nos bens apontados p. Tiago de Mirandela. Conego Regular. III. Dada nesta cidade de Ix.o per.ª os ter cõ o abito Xpo cujo vensim. era irmão de D. Brites. que casou com Jerónimo Ferreira de Morais (de Bragança?). Ao erudito amigo Ernesto Augusto Pereira Sales agradecemos a fineza de nos ter fornecido este documento.a aos uinte tres dias do mes de Julho xpouão peixoto a fes Anno do nascimento de nosso s. Tendo enviuvado casou em segundas núpcias com D. Belchior Pinto Cardoso. para que foi nomeado em 13 de Maio de 1539.ro delles Antº do Couto Franco como se vio por conhesim. offerece ao Senhor Belchior Pinto Cardoso. era filho de Gaspar Pinto Cardoso e de D. El Rey» (325). Morgado de Santhiago de Mirandella seu Irmão D. Belchior Pinto Cardoso. Catarina Vargas Teixeira. Padre João Pinto Cardoso. Deste matrimónio deixou. Belchior Luís Pinto Cardoso.to delles lhe comesara a correr de desaseis de julho do anno prez. livro 50. neste anno de 1777».da nos l.MIRANDELA 277 TOMO VI dos vinte mil r.a de betancor o fis escreuer.to em forma feito pelo escriuão de seu cargo e por ambos asinado carregados em o 1º de sua Reseita a folhas sincoenta e oito que foi Roto ao asinar deste e não pagou o nouo dir. falecido em 1627). que sucedera a seu pai Gaspar Pinto Cardoso no morgadio da sua casa (morgadio de S. 153. Gaspar Pinto Cardoso. reitor de Mirandela. a seguinte descendência: I. (325) Chancelaria da Ordem de Cristo. Bento Pinto. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA .ce a dita ordem que os resebeo o th. com D. pelo que herdou o lugar de juiz dos órfãos de Mirandela. Casou. que contem muita parte das Arvores de Costado de alguas Familias nobres. em primeiras núpcias. e que herdou o morgadio. entre outros filhos.tos desta m.to pello não deuer como constou por sertidão delle. fl. que deuia dos tres q. Leonor de Sousa. a que se refere o padrão. cuja igreja paroquial reedificou.ces que faço e pagou quinze mil rs. conventual no Real Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra.or Jesu Xpo de mil e seis sentos sasenta e sete annos franc. e distintas da Provincia de Tras os Montes.

de Bragança. posteriormente foram-lhe adicionados novos esclarecimentos genealógicos e até árvores inteiras. } } } MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Fólio 21 – Ferreiras Moraes. da vila de Chaves. a que atrás nos referimos. senhores da casa e morgadio de Balsemão. encadernado. de Mirandela.278 TOMO VI MIRANDELA Assim começa o códice in-fólio. Fólio 9 – Peixotos e Silvas. senhores da casa de Felgueiras. fica convencionado que citaremos: Caderno de Árvores de Costado dos Pintos Cardosos de Mirandela. Fólio 17 – Teixeiras Magalhães e Lacerdas. Fólio 13 – Moraes Madureiras Lobos. Fólio 7 – Bahias Teixeiras. Fólio 8 – Veigas Cabraes Caldeirões. Fólio 10 – Teixeiras Chaves Pequenos. Fólio 67 Fólio 20 – Senhores da casa de Sergude e Bom Jardim. senhores da casa e morgadio de Vilar de Perdizes. de que uzão a Caza dos Machucas de Bragança». Fólio 16 Fólio 6 – Pintos Sousas Coutinhos. senhores do morgadio de Cepões. Fólio 22 – Carpinteiros Macedos. da vila de Chaves. (Quando nos tivermos de referir a este códice. no Porto. Conquanto a parte principal deste códice fosse escrita pelo cónego mencionado. Fólio 11 Fólio 12 – Pintos Coelhos Cardosos e Menezes. Fólio 18 – Castros Morais. Fólio 14 – Sousas Pereiras. junto a Lamego.) No fólio 4 há um escudo iluminado com as «Armas de Pintos e Cardosos. manuscrito. de Vila Real. ramo da casa de Tuizelo que passou para a vila do Mogadouro. de Vila Pouca de Aguiar. de Melres. da casa da rua Escura da vila de Guimarães. Fólio 19 Fólio 24 – Pintos Cardosos. senhores do morgadio de SantiFólio 26 ago. Fólio 15 – Sousas Pereiras. da vila de Chaves. Vieira e Fermedo. No fólio 42 há outro com as «Armas de Moraes e Pimenteis. de Bragança. de Bragança. dou em seguida o índice dos títulos de que trata: Fólio 5 – Casa dos Simões. existente em Mirandela em poder dos morgados a que respeita. Como apenas copiei deste códice as árvores genealógicas das famílias pertencentes ao distrito de Bragança e a alguém podem interessar algumas das que encerra. constando de 79 fólios sem numeração. de que uzão os Morgados de Santhiago da villa de Mirandella». Fólio 23 – Ferreiras Sás. junto a Lamego.

comarca de Miranda. no Porto. Fólio 71 – Montes Seixas e Lemos de Vila Flor. senhores das quintas da Corujeira e Prelada. da casa de Esgueira. em Monforte de Rio Livre. Fólio 32 – Morais Sarmentos e Sás. Aveiro. Fólio 36 Fólio 30 – Morais Sarmentos. da vila de Vinhais. Fólio 56 – Magalhães e Menezes.MIRANDELA 279 TOMO VI Fólio 25 – Noronhas. naturais da cidade de Braga. senhores da casa de Carrazedo. Fólio 37 Fólio 33 – Ferreiras Sás e Sarmentos. Fólio 55 – Correias e Lacerdas. de Vinhais. do lugar de Tuizelo. Fólio 31 – Magalhães Fontouras Costas e Homens. senhores da casa de Farelães. Fólio 57 – Falcões Costas. de Santa Cruz da Castanheira. termo de Viseu. Fólio 39 – Sás Soares e Morais. Fólio 62 – Pereiras Pintos e Lagos. de Bragança. senhores da Anadia de Coimbra. de Edral. Fólio 72 – Morgados de Vila de Ala. Fólio 68 – Morgado de Rio Torto de Cima de Morais Teixeira. Fólio 74 } } } } } MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Fólio 29 – Morais Sarmentos. de Vinhais. Fólio 54 – Osorios Amarais. em Paradinha de Moimenta da Beira. senhores do morgadio do Espírito Santo e casa de Almeidinha. Fólio 69 Fólio 70 – Pintos Cardosos. Fólio 64 – Carpinteros Macedos Pimenteis. Fólio 59 – Sás e Melos. Fólio 63 – Bravos de Baião Sousas. Fólio 66 – Frias Sarmentos. de Chaves. Fólio 28 – Soares Figueiredos e Sarmentos. Fólio 58 – Pereiras Coutinhos Vilhenas e Andrades. de Mirandela. senhores do morgadio de Santa Comba. Fólio 43 – Morais Sarmentos. concelho de Lomba. termo do Mogadouro. senhores do morgadio de Rio Torto de Baixo. senhores da casa de Condeixa. Fólio 35 – Mesquitas Morais e Castros. de Penedono. senhores do morgadio de S. senhores dos morgadios de Nossa Senhora do Pópulo e de Santa Catarina. senhores da casa dos Ruivos e do Arco de Vila Real. Francisco de Valpaços. Fólio 38 – Colmieiros Morais. da Torre de Moncorvo. Fólio 73 – Mouras Coutinhos. Fólio 60 Fólio 61 – Sás Pereiras. de Bragança. Fólio 27 – Castros Morais. Fólio 40 – Morais e Sarmentos. senhores do morgadio de Nossa Senhora do Desterro de Mascarenhas e S. Brás de Mirandela. Fólio 34 – Morais Madureiras Pimenteis e Machucas. de Braga.

senhores do morgadio de Santa Catarina em Chaves. perto de Vinhais. senhores da casa e morgadio de Parada. que são: Fólio 38 Fólio 44 Fólio 82 Fólio 90 Fólio 83 Fólio 84 Fólio 92 Fólio 85 Fólio 86 Fólio 94 Fólio 89 } } } } – Botelhos Magalhães. Francisco de Bragança. de Vinhais.) – Morais. de Bragança e Carneiros. de Moncorvo. de Moncorvo. de Miranda do Douro. – Almeidas Douteis.280 TOMO VI MIRANDELA MANUEL DE QUEIROGA CORREIA CARNEIRO DE FONTOURA. de Bragança. Fólio 125 – Morais Sarmentos. } MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . de Bragança e Murça de Panóias. pertencentes ao distrito de Bragança. escreveu. de Vinhais. de Bragança. Fólio 128 – Amarais Morais Sarmentos e Barretos. contendo 272 folhas. concelho de Mirandela. como interessa ao nosso intuito. de Moncorvo. conserva-se na Biblioteca Municipal do Porto. assim antigos como modernos procurados para este fim – 1816: Esta obra manuscrita. Fólio 131 – Morais Ferreiras e Sarmentos. de Carrazedo. Fólio 129 – Morais Sarmentos Madureiras. de Bragança – Veigas Cabrais Caldeirões. – Morgado de Santavalha. – Teixeiras Morais. Fólio 95 – Carneiros Vasconcelos. Fólio 91 – Ferreiras. de Bragança e Vinhais. de Vinhais. Fólio 124 – Ferreiras Sás Sarmentos. a Fólio 102 Fólio 103 – Ferreiras Sás e Carneiros. ou Apparato para o tratado das genealogias da provincia de Tras-os-Montes. – Colmieiros. – Castros e Morais. de Vimioso. a seguinte: Memoria Genealogica. de Bragança. Fólio 96 – Dourados Marizes e Sarmentos. Fólio 94v. e. Fólio 93 – Madureiras Morais. de Vila Real e Bragança – Mirandas. damos a notícia das famílias de que trata. onde faleceu em 1856. morgados de Santa Comba de Mirandela. (Aponta-os como padroeiros do convento de S. do termo de Bragança. de Bragança. reitor de Lamas de Orelhão. Fólio 120 – Morais Sarmentos e Silvas. além de outras obras de que falaremos no volume consagrado aos escritores. – Machucas Morais. tirado dos melhores genealogicos e dos cartorios e documentos authenticos.

por ordem do Cabido em 1699. Mogadouro. O nome do general está escrito em abreviatura ilegível. cavaleiro na Ordem de Cristo. termo de Mirandela. Tiago de Mirandela. – Macedos Carpinteiros. – Mesquitas Morais. (326) O nome da freira está riscado.. de Ansiães. de Chaves. ainda solteiro. no termo de Mirandela. hoje concelho de Chaves. – Morais Mirandas Cardosos.. – Lousadas Barrosos. – Sás Soares e Morais. perto de Vinhais. e em Fevereiro de 1774 vivia em Lisboa. Pedro Ferreira Sarmento de Sá. Maria Antonia que cazou com Francisco Xavier da Veiga. de Moncorvo e Freixiel.MIRANDELA 281 TOMO VI Falando do nono senhor do morgadio de Tuizelo. – Sampaios. de Moncorvo. fólio 92. ao proceder irregular de uma freira do convento de Vinhais. fidalgo da Casa Real filho do general A. – Marcos Magalhães Pegados. de Vilarinho da Castanheira e Lobazim. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . de Moncorvo e Selores. Maria Antonia h ~ ua filha chamada D. Fólio 137 Fólio 140 Fólio 137 Fólio 147 Fólio 151 Fólio 154 Fólio 155 Fólio 156 Fólio 157 Fólio 159 Fólio 160 Fólio 165 a 170 Fólio 265 Fólio 174 Fólio 177 Fólio 205 } – Morgado de S. de Monforte de Rio Livre. – Morais Colmieiros Figueiredos Sarmentos. } – Castros e Mesquitas. filho de Francisco José Sarmento de Lousada. de Santa Cruz da Castanheira. – Ferreiras Aragões Carneiros. de Meles e Mascarenhas. e Frias Sarmentos. e não teve successão e acabou esta casa» (326). moço-fidalgo da Casa Real. tenente-coronel de cavalaria. Lodões e Roios. mas não se especifica o caso nem se aponta o nome da freira. de Moncorvo. – Carvalhos. de Moncorvo. – Bandeiras. No livro dos Acórdãos do Cabido de Miranda de 1686 a 1735. vem a devassa feita. de Monforte de Rio Livre. mas percebe-se bem. – Botelhos Magalhães. de Suçães. de Castro Vicente. que depois se reformou. em caligrafia diferente há esta nota: «Este entrou em hum baú no convento de Santa Clara de Vinhais e teve de h ~ ua freira chamada D. senhores de Vila Flor e Chacim.

no Suplemento – Bornes. Fidalgo-cavaleiro por alvará de 3 de Setembro de 1824 (327). de Lamas. natural de Mirandela. e de D. João VI. p. de Lamas de Orelhão. (327) Livro 19 das Mercês de El Rei D. (328) Livro IV da Matrícula. filho de Martinho Teixeira Homem. na Africa. que residiam em Tanger. Era parente. Antónia Teresa Teixeira Galvão. 181. fol. Teve brasão com as armas dos Ribeiros. Fólio 260 – Carneiros Morais. Ver adiante. } 1º ANTÓNIO XAVIER DE MORAIS TEIXEIRA HOMEM. residiu em Lisboa e era filho de António Pimentel e de D. conselheiro honorário da fazenda real. 2º DUARTE DE VASCONCELOS COUTINHO.282 TOMO VI MIRANDELA Fólio 206 – Pereiras Medeiros e Morais. de Lamas de Orelhão. e de D. conselheiro aposentado da Mesa da Consciência e Ordens. 4º GONÇALO PIMENTEL. Teixeiras e Galvões. Neto paterno de Luís Ribeiro de Sampaio e de D. (330) SANCHES DE BAENA – Arquivo Heráldico Genealógico. Francisca Gomes. Fólio 208 Fólio 207 – Sousas Guedes. Maria Pires Ferreira. desembargador. Fólio 209 – Machados Moutinhos. capitão do regimento de milícias de Chaves. fol. (329) A ele nos referiremos no volume consagrado aos escritores. Beatriz Gomes. em segundo grau. filho de Francisco Xavier Ribeiro de Sampaio (329). natural de Mirandela. Fidalgo-cavaleiro por alvará de 25 de Setembro de 1654 (328). Fólio 214 – Queirogas Pereiras Medeiros Sás e Carneiros. filho de Pedro de Escovar. 154. cavaleiro professo na ordem de Cristo. 3º FRANCISCO ANTÓNIO DE SAMPAIO. de pessoas muito nobres do serviso de El-Rei e cavaleiros da Ordem de Cristo. cavaleiro professo na ordem de Cristo. parte I. quinta do Cascalhal. que residiu em Mirandela. desembargador graduado da Relação do Porto. Leonor da Costa. 146. passado a 22 de Dezembro de 1825 (330). natural de Mirandela. Neto materno de João Teixeira Galvão. de Vila Franca de Lampaças. como eram: Diogo Vaz Machado. e parte 2ª. Neto de Gonçalo Pimentel e de D. artigos respectivos. Sampaios. de Lamas de Orelhão. Gaspar Soares Pimentel. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . aparentado com as pessoas mais distintas da sua província. Luís Machado Pimentel e António Martins Lordelo. por linha transversal.

nº 238. de Outubro de 1645 (331).. pela menoridade de D.co Borges que tãobem foi moço da cam.a m..MIRANDELA 283 TOMO VI BRAZÃO DOS PIMENTEIS.a donde se tinha embarcado em satisfação de tudo e do Aluara refferido Hei por bem de lhe fazer mr.a fes aribando da uiagem da India da costa da mina na nao ajuda que na mesma costa fez naufragio e depois de uoltar ao Reino que se tornou a embarcar para a ilha de são thomé seruir de capitão da fortaleza della e de ouuidor na ilha do principe e lhe pertenser juntam. livro 2º.çã a aução dos seruiços de outro seu irmão por nome fran.tos de como os tem pagos se os deuer na forma de minhas ordens e uallera posto que seu effeito haja de (331) MACHADO. José de Sousa – Brasões Inéditos.». Afonso VI..te como nelle se conthem constando prim.ra o qual morreo seruindo em malaca p. se passou a Luís Álvares de Távora. João.ro por certidão dos offiçiaes dos nouos dr.. é decerto um dos muitos transmontanos abrangidos sob a designação de criados seus. lê-se o seguinte: «Eu El Rey faço saber aos q este alvará virem que tendo respeito ao que me representou o conde de S. à direita. passado a . MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . a quem se refere este documento. João Luis Alvares de Tavora sobre lhe pertencerem duas vidas mais nos bens da corôa e ordens de sua casa pelas jornadas que os condes seu pay e Avô fizerão na Armada da restauração da Bahia em que se embarcaram com muitos criados seus. na regência da viúva de D. João IV. uma flor de liz em prata assente dentro duma brica azul.s de Renda p. que. 142. Este Domingos de Sequeira. terceiro Conde de S. fol.te pella mesma sn. Por diferença no primeiro canto. Família Veiga Sequeira Vaia «Eu El Rey faço saber aos que este Aluará uirem que tendo Respeito a Dominguos de sequeira caualeiro fidalgo de sua casa filho de Belchior de sequeira e natural de Mirandella ser despachado por seus seruiços e auções por aluará de uinte de outubro de seis centos e uinte e tres com promessa de hum officio de justiça ou fazenda que coubesse em sua qualidade de que athe gora não foi prouido e assi ao seruiço que depois de despachado com o Aluara referido fes na jornada da recuperação da cidade do saluador (332) o anno de seis centos e uinte e quatro e no decurso da uiagem proçeder como bom soldado particularmente na peleja que o seu galião uindo para o Reino teue com seis naos de piratas por descursso de tres dias e lhe pertencerem por sentença do juizo das justificações os seruiços que seu irmão Balthezar de siqueira que foi moço da camr.ce (alem de outra que pellos respeitos lhe fis) de hüa cappella de uinte e sinco mil r.a hüa sua sobrinha e para sua guarda e minha lembrança lhe mandei dar este Aluara que lhe mandarei cumprir e guardar intr. (332) Na carta de confirmação de doação de 17 de Outubro de 1659.

Ainda a respeito deste Domingos de Sequeira. natural de Mirandella. ambos moços da Camara. 159 v. S. fol. (333) Chancelaria de D. morto em Malaca.284 TOMO VI MIRANDELA durar mais de hum anno sem embargo da ordenação do liuro segundo titollo quarenta em contrario.. lê-se no Livro II das portarias do reino. Margarida da Veiga Vaia Sarmento Pavão. pelos serviços prestados na armada. José e a Santo António com vínculo de morgadio (334). Pº de gouvea de mello o fes escrever. Balthezar gomes o fes em lisboa a uinte e seis de outubro de seissentos e quarenta e oito. Thomé e ouvidor da ilha do Principe. maço Capelas. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . governador de S. – De 16 de outubro de 1648». e de Francisco Borges. 1º do Inventário dos livros das portarias do reino. moço da câmara de El-Rei. João IV. e de um logar de freira ou de uma capella de 20$000 reis de renda para uma sobrinha. S. e instituidor do morgadio que deixara seu tio Domingos de Sequeira. cavalleiro-fidalgo. de uma correição ou provedoria para seu sobrinho o licenciado Antonio da Veiga de Sequeira. na Costa da Mina e no naufragio da nau Ajuda. José. fls. Thomé e Principe. Este António da Veiga de Sequeira (que de juiz de fora da cidade de Viseu passou. em Mirandela. Salvador. moço fidalgo da Casa Real. ou no vol. em 26 de Novembro de 1649.» (333). que casou com Francisco de Sousa Rebelo Pavão. e por lhe pertencer tambem por sentença do juizo das justificações os serviços de seus irmãos Balthazar de Sequeira. Capelas 1º LUÍS DE SEQUEIRA. livro 21. 129 v. doou em 1659 bens que se descrevem à capela por ele mandada fazer em Mirandela dedicada a S. fundador da capela de S. a quem nos referiremos em Parada de Infanções – Pavões. Rej. e filho de Belchior de Sequeira. para provedor na cidade de Miranda) foi tio e sogro de Luís de Sequeira. O último representante desta família Veigas de Sequeira foi D. 287: «Mercê a Domingos de Sequeira. (334) Todas as notícias deste capítulo são extraídas do Museu Regional de Bragança. a pág.

MOFREITA 1º ESTÊVÃO DE MORAIS CARVALHO. professo na Ordem de Cristo. de Mirandela. comissário das Três Ordens Militares. Ana Maria Pinto e sua mãe D. Domingas Fernandes. com seus cunhais de cantaria e no simo do portico as armas dele instetuhidor».MIRANDELA | MOFREITA 285 TOMO VI 2º LUÍS ÁLVARES DE TÁVORA. conde de S. seu filho Aleixo Manuel de Lira Varela e Aragão e sua mulher D. sacerdote do hábito de S. concelho de Bragança. cujo nome lhe advém de outra capela que ali houve dedicada ao mesmo Santo e que se arruinou. Jacinto. Maria José da Silva Macedo obtiveram em 1758 licença para oratório particular nas suas casas de moradia em Mirandela. obtiveram em 1801 licença para oratório particular nas suas casas de moradia. QUITÉRIA INÁCIA RITA DE LIRA VARELA E ARAGÃO. erigiram em 1705 uma capela dedicada a Santo António junto das suas casas de moradia. 3º Doutor MARTIM TEIXEIRA HOMEM. Miguel e a Nossa Senhora da Conceição. 8º FRANCISCO XAVIER RIBEIRO DE SAMPAIO. de Mirandela. natural da Mofreita. que residiu em Mirandela. Margarida Máxima Pimenta Teles. sua muiher D. erigiram em 1664 uma capela dedicada a S. que residia em Mirandela.. 5º Doutor F RANCISCO DE L IRA DA S ILVA V ARELO. 4º PAULO DE SÁ MORAIS. provedor de Moncorvo. dedicada a S. viúva de Antonio Gomes Pinto. Sebastião. Pedro. Ângela de Escobar Roubão. e sua mulher D. Antónia Teresa Teixeira de Crasto.. 7º JACINTO BORGES MENA. cavaleiro professo na Ordem de Cristo. em frente das suas casas de moradia. dedicada a S. tinha um pórtico «Romano. A nova capela ficava mesmo contígua às casas de moradia dos instituidores. Inácia Maria de Meneses. no sítio denominado S. Miguel. de Mirandela. 6º D. e sua mulher D. e sua mulher D. a que vincularam bens – «uma cortinha com olival e uma canameira que levava de semeadura quarenta alqueires de linhaça». João. erigiu em 1737 uma capela MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . contígua ao seu palácio em Mirandela. erigiu em 1766 uma capela junto às suas casas de moradia. obtiveram em 1784 licença para oratório particular nas suas casas de moradia. com vínculo de morgadio. Francisco e a S. familiar do Santo Ofício. e sua mulher D. erigiram em 1757 uma capela com vínculo de morgadio. provedor da comarca de Miranda do Douro.

de Bragança. Preliminares do Recolhimento da Mofreita fundado pelo bispo D. Ver o volume IV. presbítero. (336) SANCHES DE BAENA – Arquivo Heráldico Genealógico. obtiveram em 1793 licença para oratório particular nas suas casas de moradia. filho do capitão-mor e monteiro-mor da vila do Mogadouro Manuel Inácio de Morais e de D. e sua prima D. Rosa Maria de Morais. (337) PINTO. bacharel. junto às suas casas de moradia. fol. presbítero. Neto paterno de Luís Inácio de Figueiredo e de D. 348. abade da Mofreita. a qual está registada no Cartório da Nobreza. 3º A R EGENTE DO CONSERVATÓRIO (sic) da Mofreita. hoje [1777] falecida. 2º D. juiz de fora de Moncorvo. coudel-mor das coudelarias da comarca de Miranda. obtiveram em 1779 licença para oratório particular nas suas casas de moradia. destas Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança. Família Ferreiras Morais. moço fidalgo. Bento – Caderno de Árvores de Costado. FRANCISCA ANTÓNIA FERREIRA DE MORAIS PINTO. MOGADOURO ANTÓNIO JOSÉ DE MORAIS PIMENTEL. Ana Leocádia Nogueira. e sua irmã D. António da Veiga. p. ramo da Casa de Tuizelo que passou à vila do Mogadouro (337) 1º FRANCISCO FERREIRA DE MORAIS PINTO. obteve em 1794 licença para oratório particular no mesmo estabelecimento. p. religiosa em Santa Clara de Bragança. 4º Doutor DOMINGOS LOPES NOGUEIRA. Maria Ferreira. Domingas Vaz. de Dine.286 TOMO VI MOFREITA | MOGADOURO dedicada a Santo António. 2º ANTÓNIO DA VEIGA. Teve carta de brasão com as armas dos Morais e Pimentéis. parte I. quando abade da mesma povoação. Maria José Antónia Pimentel. José Vaz. 62 (336). a que vinculou bens (335). vivia solteiro em 1777. na Mofreita. na mesma povoação. 64. livro V. Neto materno de António Rodrigues Pimentel e de D. de Fontes Trás Baceiro. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . passada a 22 de Junho de 1795. (335) Todas as notícias deste capítulo são extraídas do Museu Regional de Bragança. maço Capelas.

filha de Francisco Botelho de Abreu. terceiro Barão do Mogadouro. moço-fidalgo da Casa Real. menciona o barão e a baronesa do Mogadouro. hoje [1777] falecida. CATARINA MARIA ROSA DE MORAIS PINTO. A criação do título foi por decreto de 28 de Dezembro de 1839. sua prima. e de D. p. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Maria Pinto Pereira. Descendência: 2º JOÃO ANTÓNIO FERREIRA DE MOURA. 4º MARTINHO MONTEIRO. Francisca Botelho de Abreu.MOGADOURO 287 TOMO VI 3º D. Família Ferreira. 2º D. cavaleiro da Ordem de Cristo. e de D. António Pinheiro 1º FRANCISCO FERREIRA DE MORAIS PINTO. de Tuizelo. JERÓNIMA DE MORAIS PINTO. Nasceu a 9 de Setembro de 1822 e casou a 5 de Outubro de 1844 com a segunda Baronesa do Mogadouro. (338) PINTO. Eram filhos de João Botelho de Abreu e Morais. e. entre eles. moço-fidalgo da Casa Real. O Diário do Governo de 29 de Julho de 1868 traz a relação dos titulares que formavam a Corte. SANCHES DE BAENA – Resenha das Famílias Titulares e Grandes de Portugal. Barão do Mogadouro 1º ANTÓNIO SARAIVA DE ALBUQUERQUE VILHENA. desembargador do Porto e natural da cidade de Bragança. também religiosa em Santa Clara de Bragança. natural de Bragança. 2º vol. e de D. Ana Isabel Maria de Moura Pegado de Oliveira. que nasceu a 10 de Outubro de 1824. por sua mulher. 136. D. fundou uma capela com vínculo de morgadio de que foram administradores: Lucas de Castro Monteiro e José Jorge Machado. irmã do precedente. ramificada para o Mogadouro – Bispo D. Netos paternos de Jerónimo Ferreira de Morais. que faleceu solteira na sua casa da vila do Mogadouro. juiz dos órfãos da vila do Mogadouro. A renovação para o terceiro barão foi por decreto de 24 de Agosto de 1852 (338). segundo Barão do Mogadouro. Maria Teixeira. sexto senhor da casa e morgadio de Tuizelo. e tenente-coronel honorário do batalhão nacional de caçadores da cidade da Guarda.

fidalgo da Casa Real. Catarina Pinto Cardoso. Maria de Valença) e de D. Violante de Sá. Ana de Lobão. filho de António Álvares Veloso. de Mirandela. e de D. juiz dos órfãos do Mogadouro. Leonor de Aragão. à qual nos referimos já em Pintos Cardosos. natural do Mogadouro. Catarina Veloso de Araújo. Quartos netos paternos de Duarte Ferreira de Morais. Comba Pinheiro. filha de Gaspar de Sousa. filha de Francisco Ferreira de Sá. Terceiros netos paternos de Jerónimo Ferreira de Morais. Em Mirandela – Pintos Cardosos. quinto senhor da casa e morgadio de Tuizelo. António Pinheiro. que residiu em Vila Flor. fazemos a descrição deste códice. natural de Chaves. Quartos netos maternos de Diogo Pinto Pereira (filho terceiro de Francisco Vaz Pinto e de D. filha de Belchior Pinto Cardoso. e de D. concelho de Vinhais. juiz dos órfãos de Mirandela. terceiro senhor do morgadio de Santiago de Mirandela. Catarina de Lobão. terceiro senhor da casa e morgadio de Tuizelo. filha de Henrique Pimentel. Isabel de Lobão Pimentel.288 TOMO VI MOGADOURO | MOIMENTA Segundos netos paternos de Duarte Ferreira de Morais. moço-fidalgo. Netos maternos de Gaspar Pinto Ferreira. da Moimenta. juiz dos órfãos da vila do Mogadouro. obteve em 1790 licença para oratório particular nas suas casas de moradia onde (339) PINTO. e de D. Maria de Madureira. quarto senhor da casa e morgadio de Tuizelo. MOIMENTA ANTÓNIO JOSÉ GONÇALVES. moço-fidalgo da Casa Real (filho de Francisco de Morais. Leonor de Sousa. alcaide-mor de Miranda (339). segundo senhor da dita casa e morgadio. filha de Álvaro de Sousa e Ataíde e de D. filha de João de Azevedo. vedor-geral em Chaves. e de sua primeira mulher D. e de D. Bento – Caderno de Árvores de Costado. Segundos netos maternos de Bartolomeu Pinto Pereira. quarto bispo de Miranda. Maria de Ataíde. que residiu em Carvalhais e que por ser natural de Tânger lhe chamavam o Tangerino. natural de Chaves. filha de Álvaro Fernandes Pinheiro. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . e de D. senhores do morgadio de Santiago. Jerónima Veloso de Araújo. irmão de D. e de D. natural de Mirandela. filha de Francisco Álvares Veloso. e de D. comendador da Ordem de Cristo). moço-fidalgo da Casa Real. Terceiros netos maternos de Gaspar Pinto Pereira e de D. ao qual já nos referimos em Mirandela. natural de Mirandela. e de D.

filho de Bartolomeu Lamadeita. reitor de Tinhela e natural da Moimenta (340). promovida pelo devotado regionalista e grande crítico de arte Dr. no terceiro as dos Salgados e no quarto as dos Castros. Teresa Gil. maço Capelas. no segundo as dos Lousadas. e de D. natural de Vila Nova da Serra. filho de Estêvão Lamadeita. Bento de Bragança em 1787 (342). donde passou para Portugal. Raul Manuel Teixeira. filho de outro do mesmo nome. RITA JOANA CLÁUDIA. Bisneto materno de outro Francisco Rodrigues de Lousada. jurisdição de Puebla de Sanabria. Foi-lhe passado este brasão a 5 de Fevereiro de 1771 e registado no Cartório da Nobreza. Bento. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . fol. Encontra-se em Bragança. onde faleceu em 1739. 2º D. na posse da família Figueiredo (Padre Francisco de) um códice iluminado contendo o brasão de armas de João Gil Lamadeita Rodrigues e a respectiva carta. pertencia a esta família e a ele nos referiremos no volume consagrado aos escritores.MOIMENTA 289 TOMO VI se pudesse celebrar missa. juiz de direito na Carrazeda em Ansiães. e de D. (342) Museu Regional de Bragança. 3º FRANCISCO GIL LAMADEITA. da Moimenta. Esta concessão era extensiva também a seu tio João Gonçalves. (341) SANCHES DE BAENA – Arquivo Heráldico Genealógico. Neto materno de D. reino de Castela. (340) Museu Regional de Bragança. Francisco Rodrigues de Lousada e de D. natural da Moimenta e administrador de um opulento morgadio. livro I. Neto paterno de Domingos Gil Lamadeita. Este códice esteve na exposição de arte que se fez em Bragança em 29 de Agosto de 1924. filha de Francisco Gil e de D. Maria Josefa Salgado Lousada. escritor e abade de Meixedo. Família Gil Lamadeita 1º JOÃO GIL LAMADEITA RODRIGUES SALGADO LOUSADA. Maria Josefa Salgado. maço Freiras de S. natural de Requeixo. noviciou no convento de S. p. Catarina Lousada. Teve por brasão de armas um escudo esquartelado: no primeiro as armas dos Lamadeitas. Era fiiho de Francisco Gil Lamadeita. administrador do mesmo morgadio. Bisneto paterno de Estêvão Lamadeita. natural do mesmo lugar. jurisdição de Puebla de Sanabria. 144 (341). 293.

ERMELINDA VIRGÍNIA PINTO COELHO DE ATAÍDE. abade de Sobreiro. a 10 de Janeiro de 1875. MONCORVO Família Botelhos 1º Doutor AFONSO BOTELHO SOTO MAIOR. que como tal superintendia no inventário. em 1881. em Novembro de 1819 e corregedor em Bragança. São filhas de Francisco Pinto Coelho de Ataíde (343). que nasceu em 1777 e em 1823 era tenente-coronel. natural da Moimenta. na raia da Galiza. Tendo ficado órfã a herdeira única do opulento morgadio da Moimenta durante a corregedoria de Pinto de Ataíde em Bragança. este casou com ela. onde foi merinho-mor do Paço e casou com D. Bisnetas de Francisco Gil de Lamadeita e Castro. no concelho de Vinhais. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . (343) Ver o volume I. Pertence a esta família o célebre advogado e escritor Domingos Pinto Coelho. atrás citado). filho de Manuel Botelho. (344) Documentos existentes em poder da família Ataíde da Moimenta. por despacho de 3 de Setembro de 1827. Netas de Joaquim de Castro Pinto de Ataíde. onde seu pai era delegado. p. que enfrenta com Vilar Seco de Lomba. natural de Moncorvo. Solteira. Teresa Maria de Jesus para casar com João Gil Lamadeita (344). concelho de Vinhais. concelho de Vinhais. por carta régia de 2 de Março de 1788. viúva de Carlos Augusto de Figueiredo Sarmento. a 12 de Junho de 1871.290 TOMO VI MOIMENTA | MONCORVO A família Gil Lamadeita está hoje representada pelas duas irmãs: 4º D. com quarenta e nove anos de idade. fez doação de bens a sua irmã D. diocese de Braga. a quem nos referimos em Bragança – Figueiredos. capitão das ordenanças. freguesia de Verrande. Em 29 de Maio de 1767 José Álvares Teixeira. juiz dos órfãos de Monforte do Alentejo. nasceu em Murça. destas Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança. ARMINDA PINTO COELHO DE ATAÍDE. Isabel Botelho. do conselho da Fazenda Real. nasceu em Murça. Ermelinda Virgínia de Sousa Figueiredo. Terceiras netas de João Lamadeita Salgado (1º. que faleceu sendo delegado do procurador régio em Chaves. Perpétua Pinto Coelho de Ataíde. 223. natural de Rio de Fornos. que tanto se tem notabilizado nos tribunais de Lisboa e na imprensa. Era natural de Basto. 5º D. e de D. residiu em Lisboa. filho de José Bernardo de Castro e de D. O apelido Lamadeita vem de uma povoação assim chamada.

Ana Rodrigues de Magalhães. Jorge de Magalhães da Cunha. X. adiante citado). Jorge Botelho de Sequeira (3º. VII. Maria de Magalhães. 3º JORGE BOTELHO. IX. em caligrafia diferente e mais moderna: «cuja filha D. onde foi juiz dos órfãos e casou com D. 2º LUÍS BOTELHO DE SEQUEIRA. ambos frades bernardos. abade de Alfândega. II. D. V. fol. Ignacia Maria de Vasconcellos casou com João Ferreira Sarmento Pimentel em Bragança. Isabel Botelho de Sequeira. Com geração». adiante citado). II. D. III. Pedro II. Descendência: I. D. Luísa de Almeida. Descendência: I. 4º LUÍS BOTELHO. Guiomar de Sequeira. Isabel. segunda mulher de Cristóvão de Gouveia de Vasconcelos. Frei Germano de Magalhães. Luísa de Sá. filha de Manuel Fernandes da Cunha. filha de Luís Ferreira Leitão. II.MONCORVO 291 TOMO VI Fidalgo cavaleiro. que sendo alferes de infantaria faleceu no sítio de Elvas. de onde extraímos estas notícias. capitão-mor de Leiria (?). adiante citado). Luís Botelho de Magalhães (5º. O códice. Frei Mauro Botelho. Francisca. D. II. Luís Botelho de Sequeira (2º. residiu em Moncorvo. que foi alferes do mestre de campo. D. ambas freiras em Trancoso. Filipa de Magalhães. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . IV. adiante citado). IV. Belchior Botelho da Fonseca. residiu em Mondim e casou com D. filha de Manuel de Proença Descendência: I. Maria de Madureira. D. D. III. residiu em Mondim e casou com D. Luísa de Magalhães. Lopo de Sá Ferreira. Luís Botelho de Sequeira (4º. Ver em Moncorvo – Ferreiras. (345) Livro 13 das Mercês de El-Rei D. Maria de Proença. Jorge Botelho de Magalhães. que casou com o doutor Manuel Godim. D. VIII. diz a seguir. III. ambas freiras em Viseu. 368. D. VI. Descendência: I. por alvará de 29 de Agosto de 1705 (345).

Em Bragança – Ferreiras publicamos a descrição bibliográfica deste códice. BRASÃO – escudo em campo esquartelado: no primeiro as armas dos Caregeiros. que faleceu ainda criança. (346) Notícias sobre os Ferreiras de Bragança. Francisca de Magalhães. Sexto neto de Afonso Anes Caregeiro. Deixou descendência. de Lamego. Afonso VI do seu conselho e ouvidor da Casa da Suplicação. que teve novo brasão de armas. D. por estar gasto o primeiro que lhe fora concedido a 2 de Novembro de 1513. II. era fidalgo da Casa Real. Família Caregeiros (Sanceriz) VICENTE MACHADO DE BRITO. VI. que faleceu solteira. Bisneto do doutor João Machado. D. guarnecido de ouro. Juliana de Sá. foi familiar do Santo Ofício e casou com D. Neto de Pedro Machado. instituidor dos morgadios dos Caregeiros. Ciriz. que casou com Domingos Carneiro Borges. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . no terceiro as dos Esteves e no quarto as dos Coelhos. D. filha de António Barreto de Aragão. Elmo de prata aberto. Mariana de Mesquita. de Moncorvo. p. desembargador da Casa da Suplicação. Maria Raquel. senhor da torre de Moncorvo. senhor da vila de S. ao qual fora passado em 1513 o primeiro brasão. Francisco Xavier Ferreira. (347) SANCHES DE BAENA – Arquivo Heráldico Genealógico. Terceiro neto do doutor Pedro Machado. João [IV]. alferes-mor de El-Rei D. Descendência: I. desembargador de El-Rei D.292 TOMO VI MONCORVO V. paquife de ouro verde e por timbre a águia do primeiro que é dos Caregeiros. 5º LUÍS BOTELHO DE MAGALHÃES. Quinto neto de Vasco Afonso Caregeiro. D. no segundo as dos Machados. residiu em Moncorvo. freira em Lamego (346). passado em 1599 (347). Rosa Manuela. III. Quarto neto de João Esteves de Vila Nova Caregeiro. Filho primogénito de João Machado de Brito. que casou com o doutor Diogo Monteiro Coelho. 650.

Guiomar de Gamboa. de Moncorvo. D. Era filho de António Domingues de Madureira (ver Morais e Domingues de Madureira). 244. D. Maria de Gamboa e Madureira. D. 191 v. Neto de Luís Camelo de Castro. 2º ANTÓNIO JOSÉ DE CARVALHO CAMELO E CASTRO. fidalgo da Casa Real. residiu em Moncorvo e sucedeu no morgadio da Tarrincha. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . filho de Pero Simão Ferreira. irmão do precedente. V. 2º LUÍS FERREIRA LEITÃO. por alvará de 27 de Janeiro de 1757 (350). II. natural de Moncorvo. que casou com o doutor Baltazar de Azevedo. Luís Ferreira Leitão (2º. filha de Ambrósio de Sousa Pinto. Maria I. filho de Luís Camelo e Castro. fol. Juliana de Sá Pereira.. por alvará de 20 de Março de 1786 (348). 3º ANTÓNIO FRANCISCO DE CARVALHO CAMELO E CASTRO. nos campos da Vilariça. Luísa de Meneses. era natural de Moncorvo. lente de Prima. e casou com D. Casou com D. III. (350) Livro II das Mercês de El-Rei D. in Dicionário Aristocrático. foi agraciado com igual título na mesma data (349). José. ambas freiras na Ribeira. (349) Ibidem. foi corregedor em Coimbra e é o primeiro desta família que aparece a residir em Moncorvo. Neto de António Carvalho de Gamboa. Ana dos Santos. fidalgo da Casa Real. adiante citado). Família Ferreiras 1º MIGUEL FERREIRA LEITÃO. Descendência: (348) Livro 20 das Mercês da Rainha D. IV. de Moncorvo. Não deixou descendência. Não deixou descendência. in Dicionário Aristocrático. D. Descendência: I. Foi nomeado fidalgo cavaleiro. filho de António Francisco de Carvalho Camelo e Castro. fol. Instituiu o morgadio da Tarrincha.MONCORVO 293 TOMO VI Família Carvalho Camelo e Castro 1º ANTÓNIO LUÍS DE CARVALHO CAMELO E CASTRO (a quem alguns genealogistas chamam António Manuel de Carvalho Camelo e Castro). Foi nomeado fidalgo cavaleiro. Isabel Ferreira.

o qual aponta a genealogia dos Ferreiras. que sucedeu no morgadio da Tarrincha e casou com Luís Botelho de Sequeira. que casou com Cristóvão Correia Pires. Maria Madalena de Sousa e Abreu. (353) SANCHES DE BAENA – Arquivo Heráldico Genealógico. natural de Moncorvo. Luísa Ferreira de Sá. natural de Mondim (ver Ferreiras). concelho de Faria (351). Teve no escudo as armas dos Sousas do Prado. Antónia Gonçalves Ferreira. Família Fonseca Moniz. II. natural da Faia. Descendência de D. desde o tempo de D. Andrades e Abreus. João Cardoso Coelho de Morais. nasceu a 22 de Setembro de 1817 e casou a 14 de Setembro de 1850. Neto materno de João de Sousa de Magalhães e de D. com José Cardoso Coelho de Morais Pessoa. cavaleiro do hábito de Cristo. capitão da companhia dos privilegiados da cidade da Baía. GERTRUDES ERMELINDA MONIZ. filho do capitão Manuel Ferreira de Andrade e de D. p. (352) Esta parte que segue foi acrescentada no códice em caligrafia diversa e mais moderna. filho do capitão-mor de Lafões. que casou com Cristóvão de Gouveia de Vasconcelos. nas letras e na virtude. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . segunda Baronesa de Palme. cavaleiro professo na Ordem de Cristo. livro particular. com larga série de avoengos ilustres nas armas. D. fol. Ana de Sá. série que todavia não transcrevemos por se tratar de pessoas que não viveram no distrito de Bragança. que também foi barão de Palme. barão de Palme D. de Moncorvo. 483. Inácia Maria de Vasconcelos. Descendência: D. Foi-lhe passado este brasão a 8 de Fevereiro de 1765 e está registado no Cartório da Nobreza. Luísa Ferreira de Sá (I. M ANUEL I NÁCIO F ERRElRA DE S OUSA E A BREU. 135 (353). Outros genealogistas dão-lhe o nome de Cristóvão Ferreira Freire. Neto paterno de Domingos Ferreira de Andrade e de D. que casou em Bragança com João Ferreira Sarmento Pimentel. Maria de Madureira.294 TOMO VI MONCORVO I. D. Ferreiras. (351) Ver Bragança – Ferreiras onde vem a descrição do códice donde extraímos estas notícias. Afonso Henriques. Maria de Abreu de Mesquita. fidalgo da Casa Real. atrás citada) (352): D. familiar do Santo Ofício.

que durou oito meses: de 15 de Dezembro a 24 de Julho. que casou com D. Faleceu a 10 de Novembro de 1880. do conselho de El-Rei. Luísa Ferreira de Castro. Renovação – Decreto de 18 de Fevereiro de 1852. Francisco José Nunes da Fonseca Moniz. Carlos Felizardo da Fonseca Moniz. deputado à oitava legislatura de 1851 a 1852 e à segunda de 1836. natural de Moncorvo. de oito raios. brigadeiro do exército. II. que nasceu a 4 de Julho de 1752. primeiro Barão de Palme. que nasceu em Moncorvo a 20 de Dezembro de 1794. natural da vila de Mós. Faleceu a 20 de Dezembro de 1862. A Revista Contemporânea. da Torre e Espada e da Conceição. Criação do título. natural da vila da Torre de Moncorvo. onde faleceu a 4 de Dezembro de 1859. filha de João de Torres de Porto Carrero. Ana Maria Madureira Torres.MONCORVO 295 TOMO VI Era filha de José Maria da Fonseca Moniz. Bisneta do doutor José Nunes da Fonseca. Ana Bernardina Leite de Oliveira. em Outubro de 1825. depois transferido para a diocese do Porto. págs. no terceiro as armas dos Cardosos e no quarto as dos Coelhos. do conselho de El-Rei. comendador das Ordens de Avis. bacharel formado em direito pela Universidade de Coimbra. Rosália Maria Rita. comandante da terceira e quarta divisões militares. cavaleiro da Ordem Cristo. em sa[u]tor. condecorado com a medalha nº 2 da Guerra Peninsular. natural do lugar de Urros. trata da vida e feitos deste prelado. Brasão de armas – Escudo esquartelado: no primeiro as armas dos Fonsecas. José Maria da Fonseca Moniz. deputado à sexta legislatura e à segunda depois da restauração da carta em 1846. filha segunda de José António de Oliveira Pinto e de D. III. bispo do Algarve. António Bernardo da Fonseca Moniz. e de D. deixou a seguinte descendência: I. primeiro Barão de Palme. 13 e 14. deputado à oitava legislatura de 1851 a 1852. que é um toiro vermelho armado de oiro e uma estrela do mesmo metal. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . atrás citado. na espádua. em campo azul cinco estrelas de oiro. Por timbre o dos Fonsecas. D. abade de Beiriz. Neta de Francisco José Nunes da Fonseca Moniz que nasceu a 25 de Abril de 1750 e casou a 10 de Maio de 1870 com D. natural da vila da Torre de Moncorvo. tendo casado a 29 de Novembro de 1816 com D. BARÃO – Decreto de 2 de Junho de 1851. Maria Clementina Leite de Oliveira que nasceu a 30 de Agosto de 1790 e faleceu a 21 de Abril de 1848. e à oitava de 1851 a 1852. no segundo.

entrou nas campanhas da Guerra Peninsular contra os franceses sendo despachado alferes. O primeiro Barão de Palme. Maria Gonçalves da Cruz. em Dezembro de 1813.296 TOMO VI MONCORVO Residência – Quinta de Palme. (355) SANCHES DE BAENA –Arquivo Heráldico Genealógico. Neto paterno de Pedro Martins Malheiro. Mesquitas e Araújos. onde tomou parte na acção da Vila da Praia e na restauração da ilha de S. por distinção. no combate de Cacilhas e batalha de Almoster. Maria Josefa Joaquina. valeu-lhe o oficialato da ordem da Torre e Espada. José Maria da Fonseca Moniz. (355). capitão reformado do mesmo terço. Em virtude dos seus sentimentos constitucionais emigrou em 1828 com a divisão liberal para a Galiza e dali para Inglaterra. almoxarife da citada comarca. p. 222 e Arquivo Heráldico Genealógico. natural da freguesia de Santa Eugénia da mesma comarca. Guedes. primeiro barão de). Família Malheiro ALEXANDRE JOSÉ MALHEIRO. pelo mesmo. Teve brasão. Tomou parte na luta civil denominada «Maria da Fonte». Foi deputado em 1846 e depois na legislatura de 1851 a 1852. p. livro IV. fez parte da divisão auxiliar que foi a Espanha. 9. e de D. Em 1835. em São Pedro do Sul (354). (354) SANCHES DE BAENA – Resenha das Famílias Titulares. part. almoxarife da citada comarca. Miguel. tomo 2º. 56 v. Portugal Dicionário Histórico. filho de Luís Álvares Malheiro. Foi um dos sete mil e quinhentos bravos que desembarcaram em 8 de Julho de 1832 nas praias do Mindelo. A bravura com que se houve nos diversos recontros que se feriram no Cerco do Porto. e de D. 1ª. passado a 5 de Maio de 1788. o qual se encontra registado no Cartório da Nobreza. com as armas dos Malheiros. da Casa da Ponte. Igual bravura mostrou depois na expedição ao sul do reino. logo a Portugal em virtude de doença. artigo Palme (José Maria da Fonseca Moniz. capitão de infantaria auxiliar do terço da comarca de Moncorvo. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . fol. regressando. sua prima. embarcando depois para os Açores. principalmente na batalha de Ponte Ferreira e sortida de Lordelo. porém.

Disseram que mandavam enterrar seos corpos na Igreja de Santa Maria da dita villa dentro na dita Igreja. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . extraída do documento original: «Em nome de Deos Amen. e fez de nem huma cousa e a Santa Maria sua Madre que ella queira ser Rogada por helles ao seu Bento Filho que os queira levar a sua gloria. e disserão que helles temendo Deos Nosso Senhor e a sua hora da morte que helles nam podião escuzar e não sabiam quando poderia ser que helles ambos presentes de suas proprias e livres vontades helles faziam a sua manda e Testamento por esta guiza que se adiante segue. agradecemos a cópia deste testamento que nos enviou. Item que elles deixam um ao outro por seu testamenteiro e herdeiro na maneira que se ao diante segue. escudeiro de El-Rei. – S – de capas e saias e o que asim ficar vivo a morte do primeiro por sua morte não possa tomar mais de outro tanto. e se por ventura em sua vida fizer alguãs esmollas de bens moveis porque com a raiz não possa bullir nem aramar que preste tudo o que asi gastar e despender por ambos e por suas Almas de ambos. Anno de 1757. Primeiramente disseram que helles emcomendavão as suas Almas a Deos Padre que os criou. e que mandavão que lhe pagassem por suas cobas ou coba em que ambos fossem enterrados segundo costume. Ao distinto engenheiro António de Carvalho e Sá.MONCORVO 297 TOMO VI Morgado do Marmeleiro Transcrevemos em seguida o testamento de Afonso Domingues. e de sua muíher D. Saibam quantos este instrumento de manda e Testamento virem que no Anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil quatro centos noventa e um annos aos vinte dias do mez de Novembro na villa da Torre de Moncorvo em presença de miu Taballiam e testemunhas ao diante escriptas parecerão Affonso Domingues Escudeiro de El Rey Nosso Senhor. actual representante dos fundadores deste morgadio. Torre de Moncorvo». e sua mulher Phelippa Vaz moradores na dita villa. M. Filipa Vaz. em cujo frontispício se lê: «Tombo do morgado de Santo Antonio que instituiu Affonso Domingues de Madureyra e Felippa Vaz primeiros instituidores d’este morgado de que hoje é administrador Luís Camello de Castro Fidalgo da Casa de S. extraído do Tombo do morgadio de Santo António. – S – qualquer que delles primeiro fallesser da vida presente haija o que ficar vivo toda a sua fazenda dambos em dias de sua vida somente seja obrigado de mandar cantar hum anal de miças e vestir tres pobres de pardo.

que asertando de cazar o que asim deradejro ficar vivo. e para estas quatro camas sejam feitos quatro leitos de madeira que se possam mudar duma parte para a outra e os lançois e cabertas sejam de sete varas e os juizes que forem na dita Villa em cada um anno tomaram conta ao dito admenistrador se tem tudo isto pela giza que dito he e haveram por seu trabalho de tomar conta trinta reis em cada hum anno ou o seu justo vallor e isto com condiçam que no dia que entrarem por juizes lhe tomem a dita.298 TOMO VI MONCORVO Disserão ambos que se por ventura sua sobrinha della Phellippa filha de sua Irmãa asertar de chegar a idade de cazar que por seus bens moveis ou em dinheiro ou em Roupa ou couza que valha trez mil reis e todo o al que ficar de sua fazenda asi dos bens moveis como de Raiz por morte do deradejro fique para hum Esprital novo que elles ambos apraz de fazerem em as suas cazas em que hora vivem o qual será regido. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . (358) Idem. S. sinco cabecais para cada cama e quatro lansois. e não o querendo elle fazer daly athe tres mezes primeiros seguintes se enformaram em outro algum da linha direita que o melhor faça e o mandaram chamar e lhe daram a dita administraçam do dito Esprital e bens fazendo lhe todo emtregar. sal e fogo o que quiserem a qual informaçam elles haveram por tres vesinhos os mais chegados a casa do dito Esprital que sejam de boa fama e sam conciencia que seus testemunhos devam ser cridos e se acharem que elles o nam faz como deve na primejra escapam (358) que se fizer na dita Villa o mandem chamar e o amoestem perante todos que se correia e emmende da lesa em que achado for. e uma Alvadeira (356) que hüa cuberta de burel e um par de mantas que sam asim oito mantas e quatro cubertas e quatro almadraques (357) e vinte cabecais e dezaseis lançois. artigo «Almadraque II» «Almadrequexa». e haverá por seu trabalho o que o outro havia de haver (356) Noutra cópia esta – Aradaia. Sousa – Elucidário. se tem as ditas camas perfeitas e se separam os bens que lhe para isso sam deixados em Tombo e manejra que sempre sejam melhorados e nam peiorado e isto mesmo se recebe os pobres com bom gazalho ou se lhes dá agoa. artigo Escapar. e não havendo filho ou filha que seja admenistrador qual parente delles o mais chegado sendo para hisso apto e pertencente que mais que se achar puder asi em direjta linha ao qual será ordenado o que por seu travalho havera pella dita manistraçam e se por ventura lhe não for ordenado em vida de ambos que o que ficar vivo deradejro lhe ordene o que haja de haver porem no Esprital havera quatro camas de boa roupa. S. S. (357) VITERBO. e havendo algum filho ou filha que tal como este seja admenistrador. e admenistrado por esta giza que se adiante segue.

Do segundo matrimónio teve a seguinte descendência: (359) Na Ilustração Trasmontana. p. ambos de Ansiães. e Luís da Costa. e ainda se puder logo a tomar por abença no começo do anno que tenha cuidado de lhas dizer. escudeiros. publicamos este documento segundo cópia que obtivemos por outra via. creado do Contador e o gualguo Cordoeiro espozado. e o Clerigo ponha o qual clerigo será aquelle que o dito menistrador vir que é mais apto. e se lhe nam der candeias que lhe pague doze reis pella dita misa. com D. Beatriz Dias. e se por ventura El Rey nosso Senhor porque tem entendido nesta cauza quizer unir e ajuntar ao Esprital da dita Villa com este que antam se terá a maneira que Sua Alteza em elle mandar em testemunho disto entregaram e mandaram ambos ser feito este Testamento e por este revogam e dam por revogados. Casou. e Affonço Annes. instituidor do morgadio de Santo António de Moncorvo em 1491. e asertandoce de morrer algum perigrino no dito Esprital que o dito menistrador lhe dea lançol em que o emvolvam e lhe fará dizer tres miças por sua alma pagas a quinze Reis a miça porque he couza de mizericordia. com D. e nam tiver por onde pagar que o metam na cadeia. e outro nenhum nam porque estas sam as suas vontades proprias. Ana Mendes. e dos bens que do dito ano ficar seram posto em Tombo o qual será posto com este Testamento na arca do Conselho e o administrador terá de todo o tresllado para se regrar por elle e saber o que hade fazer. e que este querem que valha. na dita Villa da Torre que este por Rogo e requerimentos dos sobre ditos escrevy e aqui meu signal fiz que tal he» (359). e por nem huns outros quais quer sedullas e Testamentos que athe aqui tenham feito ambos ou cada um delles. 42. Dizendo mais os sobreditos que o dito menistrador terá carrego de mandar dizer hüa miça no dito Esprital no altar delle pellas almas delles em cada sesta feira de cada hüa semana e pagará ao clerigo que a disser por ella dez reis. e esta mesma manejra se fará sempre com todos os Espritaleiros e se o bem nam fizerem desde que amoestados forem como dito hé. em primeiras núpcias.MONCORVO 299 TOMO VI e se tal pessoa for que tudo tenha gastado. testemunhas que foram prezentes chamadas e rogadas Vasco Annes. todos moradores na dita Villa e Joam de Cansigens e outros e eu Joam Affonso Tabelliam del Rey. Filipa Vaz e. era filho de Gonçalo Domingues de Madureira e de D. e servisso de Deos. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . e se cumpra como dito he. em segundas núpcias. 1º AFONSO DOMINGUES. nosso Senhor. 1910.

Ana Borges Camelo e Castro. que casou com D. Maria Borges. António Carvalho de Gamboa. que foram freiras no convento de S. Catarina Soares. Ana de Castro Borges. Feliciana Teixeira de Sequeira. de Moncorvo onde nasceu a 2 de Abril de 1574. Descendência: 8º ANTÓNIO CARVALHO DE GAMBOA. Descendência: 5º ANTÓNIO DOMINGUES DE CARVALHO GAMBOA. tenente coronel de cavalaria do regimento de Almeida que faleceu. Antónia Garcia de Gamboa. nos arrabaldes de Moncorvo. que casou a 3 de Janeiro de 1601. Ana de Castro Borges. sucedendo-lhe na administração do vínculo seu irmão: 9º LUÍS CAMELO DE CASTRO. era neta paterna de Francisco de Castro Borges e de D. de Mirandela. Isabel de Almeida. Leonor Camelo Cabral. filha de António de Castro Borges e de D. Descendência: 4º A NTÓNIO D OMINGUES C ARVALHO DE G AMBOA. com D. a 6 de Outubro de 1638. filha do corregedor de Viana. Descendência: 3º ANTÓNIO DOMINGUES. foi capitão de infantaria de Bragança e casou. de Almofala. falecido em 1659. Era bacharel formado em Cânones pela Universidade de Coimbra. o Velho. teve mais duas irmãs que foram freiras. falecida em 1683. de Lamas. Maria de Castro. baptizado em 19 de Março de 1682 e falecido a 14 de Novembro de 1763. o Moço. que casou com D. instituidor do morgadio do Marmeleiro. filha de António de Morais Teixeira e de D. Maria Soares. fidalgo da Casa Real. e de D. Josefa Luísa de Miranda. em 1751.300 TOMO VI MONCORVO 2º ANTÓNIO DOMINGUES. de S. concelho de Mirandela. Isabel Madureira e Morais. que nasceu a 6 de Agosto de 1604. casados em 25 de Janeiro de 1571 e pais também de Tomé de Castro Borges. Bento de MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . filha de José Maria António de Sequeira e de D. ambos de Moncorvo. com D. que faleceu em 1713. Além de seis filhas. com D. ambos da Castanheira de Monforte de Rio Livre. do Vimioso. sem descendência. Martinho de Ceia. a 22 de Setembro de 1672. Descendência: 6º ANTÓNIO DE CARVALHO GAMBOA. D. que nasceu a 2 de Fevereiro de 1640 e casou. por alvará de 20 de Março de 1756 e casara a 6 de Agosto de 1736 com D. filha de Luís Camelo. que casou com D. António de Castro. Descendência: 7º ANTÓNIO CARVALHO DE GAMBOA.

e de D. que nasceu a 23 de Abril de 1743 e foi fidalgo da Casa Real. a 14 de Abril de 1790. por alvará de 14 de Abril de 1790. Foi capitão-mor de Moncorvo. de Santa Eufémia. por despacho do Conselho de Guerra de 30 de Janeiro de 1777. Descendência: 11º ANTÓNIO MANUEL DE CARVALHO E CASTRO. Foi fidalgo cavaleiro da Casa Real. por despacho do Conselho de Guerra de 12 de Janeiro de 1797. Catarina Leonor. António José de Carvalho e Castro. concelho de Almeida. que nasceu a 6 de Agosto de 1768 e faleceu a 20 de Agosto de 1799. por alvará de 20 de Março de 1786. António Manuel de Carvalho e Castro tinha os seguintes irmãos: António Luís de Carvalho e Castro. Isabel de Vasconcelos e materna de José Sarmento de Vasconcelos. por alvará de 11 de Abril de 1799. Foi condecorado com a Cruz de Ouro da Guerra Peninsular por ordem do dia de 28 de Março de 1820. por alvará de 20 de Março de 1786 e alferes do segundo regimento de infantaria de Bragança. de Paradinha. da Freineda. coronel do mesmo a 4 de Maio de 1809 e coronel do regimento de milícias de Moncorvo a 8 de Setembro de 1809. capitão-mor de Castelo Branco. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . foi seu filho: 10º ANTÓNIO FRANCISCO DE CARVALHO E CASTRO. e de D. filha de Baltazar Freire de Andrade da Fonseca Osório Corte Real. fidalgo da Casa Real. Moimenta da Beira. tenente do mesmo a 13 de Junho de 1796. e era condecorado com o hábito de Cristo. que nasceu em Moncorvo a 26 de Agosto de 1765 e faleceu a 30 de Setembro de 1845. Ana Vicência e D. Era fidalgo da Casa Real. nascida em Moncorvo a 13 de Setembro de 1741 e falecida a 22 de Agosto de 1817. por alvará de 27 de Setembro de 1830 e capitão-mor de Moncorvo. tenente coronel do regimento de milícias de Miranda a 17 de Dezembro de 1799. Maria da Conceição. que nasceu a 28 de Abril de 1762. D. Joana Bernarda Ferreira de Aragão. a 14 de Abril de 1790. Maria Amélia Freire Cortês de Andrade. por alvará de 27 de Janeiro de 1757. Maria Josefa de Carvalho e Castro. Casou com D. Maria Madalena. neta paterna de Lourenço Carneiro de Vasconcelos e de D. Bernarda. D. D. Francisca Antónia Sarmento e Vasconcelos. e casou com D. de Algoso. filha de José Luís Carneiro de Vasconcelos. alferes do segundo regimento de infantaria de Bragança. fidalgo da Casa Real. Angélica Bernarda Sarmento de Vasconcelos. Casou a 25 de Maio de 1817 com D. Antónia. D. Josefa Cortês de Carvalho e Vasconcelos.MONCORVO 301 TOMO VI Bragança e se chamavam: – D. e de D. cavaleiro da Ordem de Cristo. Faleceu a 12 de Novembro de 1813 sem descendência. comendador da Ordem de Cristo.

último administrador do morgadio do Marmeleiro. actual director do caminho de ferro de Murmugão. no Brasil. onde nos referimos à capela de Santo António. por embaraços que surgiram. não chegou a partir e em 1774 foi recompensado com o despacho de governador e capitão general para a capitania de S. Porém uma grave enfermidade. p. Paulo. e depois do conde de Bobadela. da qual faleceu em Lisboa em Fevereiro de 1775. 26 e 64. Ana de Gamboa (5º. por alvará de 29 de Fevereiro de 1865. atrás citado) que passou a ser administrado pelo ramo direito dos morgados de Santo António. Família Mesquitas Morais e Castros 1º FRANCISCO ANTÓNIO OSÓRIO DE MESQUITA E CASTRO. no terceiro as dos Morais e no quarto as dos Castros. que lhe sucedeu no Governo das armas da mesma província. impediu-o de ir tomar posse dos cargos para que tinha sido nomeado. visconde de Marmeleiro (360).302 TOMO VI MONCORVO António Manuel de Carvalho e Castro deixou descendente: 12º ANTÓNIO DE CARVALHO E CASTRO FREIRE COSTÊS. Nasceu a 13 de Dezembro de 1823 e faleceu a 9 de Novembro de 1902. mas. Por timbre o dos Carvalhos – um cisne de prata com uma estrela de oiro no peito. fidalgo da Casa Real. sendo-lhe rectificada a posse por sentença cível confirmada por acórdão da Relação de Lisboa de 3 de Abril de 1827. Fidalgo da Casa Real. As armas usadas pelos morgados de Santo António eram: brasão esquartelado: no primeiro as armas dos Carvalhos. no tempo de seu pai António Manuel de Carvalho e Castro. e do general inglês Machibiani. presidente. por vezes. sexto senhor da Salgosa e morgado do Souto. Descendência: 13º Doutor ANTÓNIO EUGÉNIO DE CARVALHO E SÁ. a quem agradecemos a gentileza dos elementos que nos forneceu para estas notícias. No ano de 1772 foi despachado para enviado da corte à Rússia. sede deste morgadio. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Não deixou descendência. general da província da Beira. da Câmara Municipal de Moncorvo. na Índia. instituído por testamento de 23 de Abril de 1620 por Tomé de Castro Borges e sua mulher D. juiz de direito substituto da mesma comarca. engenheiro. no segundo as dos Gamboas. ajudante de sala do tenente general em chefe George Cary. que comandava o exército no ano de 1762. (360) Ver a nossa monografia Moncorvo – Subsídios para a sua história.

Jerónimo Osório) e de D. Luís. terceiro senhor do morgadio da Salgosa (neto de João Ribeiro da Fonseca e de D. Netos paternos de Francisco de Morais de Mesquita e Castro. e de D. por sua mulher. Francisco António Osório de Mesquita e Castro e sua irmã D. que sucedeu na casa. senhor da quinta de Lobazim. por sua mulher. fidalgo da Casa Real. neta de Jorge de Castro. em Vilarinho da Castanheira e da quinta de Lobazim. filho primogénito de João Bernardo Pereira Coutinho de Vilhena. sua prima. Joana Teresa de Meneses. quarto senhor da Salgosa e do morgadio do Souto. terceiro senhor do morgadio de Selores (filho de Fernando de Mesquita e de D. e de D. Paulo. senhor da citada casa. e de D. sua segunda prima e primeira mulher. sua prima. senhor da casa destes. filha de D. sua prima. Joana Manuel. no termo da mesma vila. natural de Bragança. filho segundo. fidalgo da Casa Real. cavaleiro da Ordem de Cristo. natural de Mirandela. Maria Caetana de Mesquita de Morais Pimentel. capitão-mor da Torre de Moncorvo e procurador em Cortes pela dita vila. filha de Jorge de Castro. Luísa. Terceiros netos paternos de António de Morais de Mesquita. senhor da casa de Argemil. Ana Maria de Castro Osório. capitão do regimento de cavalaria de Miranda. LUÍSA CAETANA CLARO OSÓRIO DE MESQUITA PIMENTEL E CASTRO. quarto senhor do morgadio de Selores. senhora da quinta da Salgosa. Isabel de Mesquita Pimentel. natural de Arranhaldos. e de D. aos quais nos referimos em Bragança – Morais Madureiras Pimentéis e Machucas. irmã do bispo D. filha de Domingos de Morais Madureira Pimentel Machuca e de D. Francisco Furtado de Mendonça. colegial do Real Colégio de S. e de D. atrás citado. condutário com privilégios de lente. eram filhos de Tomás Aires de Mesquita e Castro. filha de João Ribeiro da Fonseca. natural da vila de Ansiães. natural de Vilarinho da Castanheira. Isabel da Fonseca Osório. cavaleiro da Ordem de Cristo. Isabel de Castro Osório. senhor da casa de Penedono. Quartos netos paternos de Gaspar de Mesquita de Morais. Filipa de Castro. e capitão-mor da mesma. por morte de seu irmão e casou em 1775 com Belchior Pereira Coutinho de Vilhena. em Coimbra. Maria de Castro Osório.MONCORVO 303 TOMO VI 2º D. senhor do morgadio da Salgosa. natural da vila do Souto. Luísa Caetana de Mesquita Pinto Cardoso. e de D. filha de Tristão Bordalo de Moura Osório (filho de André Bordalo de Moura e de D. em Ponte do Lima. Mariana Luísa de Valadares Carneiro do Amaral. por mercê do infante D. BriMEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . quinto senhor da Salgosa e do morgadio do Souto. sua prima. e de D. em 1542). Segundos netos paternos de Francisco de Morais de Mesquita. fidalgo da Casa Real.

de quem teve tres filhos a saber =. João Monteiro Pimentel em 13 de Novembro de 1662 ficou por tutor dos ditos seus filhos seu Irmão Thio delles o Snr. mas não ha mais noticia dos dittos filhos. de quem não teve filhos. irmã de D. Antonio Monteiro Pimentel Irmão do ditto Snr.ª D. manuscrito que existia em Bragança. segunda senhora do morgadio de Selores. referentes a esta família. bispo do Porto. D. Antonio Monteiro Pimentel juntamente com a segunda mulher a Snr. Antonio Monteiro Pimentel. nem se na casa de seu Pay havia vinculo. Gonçalo de Morais.ª Izabel de Mesquita. o qual entregou as legitimas a estes sobrinhos já emancipados em 23 de Agosto de 1664. E falescendo o ditto Snr. Ana Monteiro de Sá que cazou com o Snr. André de Morais Sarmento. D. sua sobrinha. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Barbora de Sá Taveira de quem teve duas filhas a saber =. Luísa de Meireles. bispo do mesmo bispado). foram copiadas de um documento antigo. «O Snr. Joanna Monteiro de Sá que morreu donzella. composto por D. ou morgado em que succedessem. Família Monteiro Pimentel As notícias que a seguir publicamos. filha de Gonçalo Pinto Ferreira. e de D. Francisco Monteiro Pimentel. João Monteiro cazou primeiramente com a Snr. Maria de Mesquita que era freira noviça em Santa Clara de Bragança a 6 de Fevereiro de 1665.304 TOMO VI MONCORVO tes de Morais. como consta do Catálogo dos Bispos do Porto. O mesmo Snr. e então he que foi a ditta Maria de Mesquita para freira. Barbora de Sá Taveira fizerão seu testamento commum na Torre de Moncorvo em 15 de Julho de 1680 que foi aberto por falecimento do marido em 28 de Novembro de 1681: nelle vincularão suas ter- (361) PINTO. João Monteiro Pimentel da Torre de Moncorvo nasceo em 16 de Agosto de 1614 e cazou com a Snrª Maria de Ledesma. Rodrigo da Cunha. Bento – Caderno de Árvores de Costado. senhor da quinta do Prado (361). primeiro instituidor do referido morgadio. O dito Snr. e depois cazou com a Snr.ª D. Antonio Monteiro Pimentel. na casa dos Figueiredos e que me foi facultado por intermédio do meu grande amigo Francisco de Moura Coutinho.

5º D. Maria Eanes Fornelos. RODRIGO AFONSO PIMENTEL. Sancha Fernandes.ª D. os da ditta filha D.000 reis da primeira instituição do referido testamento commum. adiante citado). Anna Monteiro de Sá.000 reis: e que este testamento se tresladasse nos livros da Camara da Torre de Moncorvo. Constança Rodrigues de Morais. JOÃO AFONSO PIMENTEL (e outros). Descendência: I. senhor da casa de Távora. D. A ditta Snrª D. VASCO PIMENTEL. Rodrigo Afonso Pimentel (5º. Família Morais O Nobiliário Grande. que foi comendador de Santiago.ª D. Barbora de Sá. em MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Descendência: 3º D. Alda Gonçalves. os do seu enteado Gregorio de Mesquita Pimentel. AFONSO VASQUES PIMENTEL (e outros). II. Barbora de Sá Taveira sobrevivendo a seu marido juntamente com seu Entiado filho natural do seu mesmo marido o abbade de Gondarem Gregorio de Mesquita Pimentel e com sua filha legittima a Snr. e por este casamento entrou a família dos Morais na casa dos senhores de Távora e na posse e padroado da abadia de Vinhas. que casou com D. onde consta que foi registado em hum livro desde folio 224 em 18 de Novembro de 1682. Anna Monteiro de Sá. e nos das Capellas do Ecclesiastico. fólio 124. seria Anna a successora. segundo do nome.MONCORVO 305 TOMO VI ças ordenando que o ultimo que falecesse nomearia por successora dellas huma das suas duas filhas ou Anna mais velha. Maria (?) Gonçalves. que casou com D. e que os successores unirião cada hum bens do valor de 30. e as legittimas da outra filha falescida D. filha de Rodrigo de Morais e de D. roborando o vinculo instituido no ditto testamento commum por escriptura publica nas notas de Antonio Vaz de Carvalho da Torre de Moncorvo em 4 de Julho de 1693 accrescentarão ao vinculo os bens da ditta Snr. D. filha de Gonçalo Rodrigues de Moreira. Descendência: 4º D. ou Joanna. Joanna Monteiro com obrigação de que cada administrador lhe ajuntaria o valor de 10 marcos de prata em lugar de 30. Sancha Martins. que casou com Lourenço Pires de Távora. e que não nomeando. Descendência: 2º Conde D. Isto he o que consta legittimamente». diz o seguinte: 1º MARTIM FERNANDES DE NOVAIS casou com D. que casou com D. título 25. Veja-se o Nobiliário da casa de Távora.

Outro filho que foi pai de D. adiante citado). filho segundo. bispo do Porto. Violante Vaz de Morais Pimentel. cap. João Afonso de Morais. D. Descendência: I. Tareja Rico. padroeiro do capítulo de S. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . e casou com D. Sem descendência. que morreu na batalha de Ravena. Pero Afonso Pimentel (11º. (segue em caligrafia diferente o seguinte: «com D. II. Descendência: I.. Gonçalo de Morais. que foi em Portugal senhor de Outeiro e de Bragança e passando a Castela foi feito conde de Benavente de quem procedem os mais. irmão de Gonçallo Vasques Pinto senhor de Ferreiros e Tendaes. Descendência: 7º JOÃO AFONSO PIMENTEL (e outros). 10º ÁLVARO GIL PIMENTEL. que casou na vila do Mogadouro com D. filha de Gonçalo Rodrigues de Morais e de D. senhor de Seralbo. Maria Pereira filha de Gonçallo Vasques Guedes dos senhores de Murça. II. lib. Inês Vasques de Melo. com descendência em Castela. Maria de Sousa e está sepultado em S. que casou na Galiza com D. padroado antigo dos Morais que eles deram ao Santo quando cá veio. casou em Castela com D. onde residiu. III. Francisca de Morais mãe de D. adiante citado). 4. João Fernandes de Morais. Maria Pereira. João Afonso Pimentel. Descendência: I. irmã de Estevam Pacheco.»). (À margem. por terem ambos o mesmo nome. adiante citado). Álvaro Gil de Morais Pimentel (10º. II.306 TOMO VI MONCORVO Castela. Martim Afonso Pimentel (6º. casou com D. Nobiliário Genealo. filha de Nuno Alvares Pereira. Lourença da Fonseca. porque seu pay se chamava Rodrigo Affonso. Leonor de Morais. Aleixo de Morais Pimentel. e de sua mulher D. D.») [19]. 11º PERO AFONSO DE MORAIS PIMENTEL. 6º MARTIM AFONSO PIMENTEL. 8º JOÃO AFONSO PIMENTEL filho do anterior. e nao tomaria o filho tal nome de Affonso para diferença do irmão. em caligrafia diferente e de época posterior. casou. Francisco de Bragança. Francisco de Bragança. Haro. Descendência: 9º GIL AFONSO PIMENTEL.. 3. há a seguinte nota: «Hade ser o patronimico Rodrigues e não Gonçalves nem Fernandes. Descendência: I. III. Isabel de Valcarcel.

etc. Izabel de Moraes prima com-irmã de Affonso Sopico de que teve os filhos e descendentes que se referem no nobiliario grande fol. Catarina de Morais de Távora. 426. etc. casou com...) E por muitas sertidões tem declarado os Senhores da casa de Tabora e Mogadouro serem desta família dos Moraes e terem parentesco com muitas pessoas de Tras os Montes. Descendência: 13º D. ISABEL MENDES DE TÁVORA. Alda Gonçalves que casou com Lourenço Pires de Tabora segundo do nome senhor da casa de Tabora e por este casamento entrou a família dos Moraes na casa dos senhores de Tabora e Mogadouro e o padroado da abbadia de Crasto que vulgarmente se diz de Vinhas. e outros. que residiu na vila do Vimioso e casou com Gonçalo Vaz do Rego. 53 v. Inácio de Morais. Aleixo de Moraes Pimentel filho primeiro deste atraz e de sua primeira mulher casou com sua prima com-irmã D. Descendência: 15º D. em segundas núpcias. E no acresentado ahi D. Dos senhores da dita casa de Tabora e Mogadouro se deriva e procede a família de Moraes da Torre de Moncorvo pela maneira seguinte Estevão Mendes de Tabora foi senhor da villa do Vimioso e seu termo com sua vassalagem e com toda a jurisdição civel e crime e por elle se chamavão os juizes e mais officiaes de justiça como consta de muitos instrumentos Era este Estevão Mendes de Tabora irmão de Pero Lourenço de Tabora. alcaide-mor do Vimioso. Em caligrafia diferente segue: «dos quaes o primogenito he Aleixo de Moraes acima e entre os mais que teve de D. Descendência: 14º LUÍS DE MADUREIRA. primeiro do nome. que residiu na Torre de Moncorvo para onde veio da vila do Vimioso. Veja-se o Nobiliário da casa de Tabora folio 124. primeiro do nome e senhor da caza do Mogadouro reposteiromór del rei D. João 1º como consta por certidão: do 2º marques de Tabora». Maria Pereira Pinto de quem teve os filhos que se referem no Nobiliário Grande. casar com António Domingues.MONCORVO 307 TOMO VI II. 428. com D. 12º ESTÊVÃO MENDES DE TÁVORA. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . ISABEL DE MADUREIRA E MORAIS. que descendia dos senhores do Mogadouro. fol. que residiu no Vimioso e casou com D. Maria Pinto foi Francisco de Moraes. (À margem há uma nota que diz: – Veja-se fol. e era neta de Pero Lourenço de Távora. senhor da casa do Mogadouro. atrás citado. Pero Afonso de Morais Pimentel casou.

Foi sua filha D. natural e residente na vila da Torre de Moncorvo. LUÍSA DE MORAIS. Descendência: 20º RUI GONÇALVES DE MORAIS (à margem em caligrafia diferente tem a seguinte nota: «ha equivoco no patronimico porque hade ser Rodrigues»). no tempo de D. porque este só se diriva por varonia e se não dá nesta linha.308 TOMO VI MONCORVO a quem chamaram o Velho. Filipe II de Castela. Helena de Morais. com o doutor Miguel Ferreira Leitão (ver Ferreiras). primeiro instituidor do morgadio de Santo António. Affonso 5 fez mercê a D. que residiu em Vinhais. (à margem em caligrafia diferente tem a seguinte nota: «Senhor de Bragança foi seu irmão João Affonso Pimentel que seguindo a corte de Castella lhe fez mercê Henrique 3º do titulo de conde de Benevente em 17 de Mayo de 1398 e logo que passou para Castella foi Bragança incorporada na corôa atheque o senhor D. que foi senhor de Bragança. originário de nobres cavaleiros de Castela. porque a tem de Pimentel») Casou com D. Ignez Rodrigues] de Gonçalo Rodrigues de Morais que por linha recta de varão descendia de Ruy Martins de Morais chefe dos Morais»).. Fagundo. Inês Rodrigues (à margem em caligrafia diferente tem a seguinte nota: «irmã [D. Descendência: 17º FERNÃO DE MORAIS. filha de D. Descendência: 23º JOÃO DE MORAIS. chamado o Moço. casou com . 19º JOÃO FERNANDES DE MORAIS. que foi secretário de estado do conselho de Portugal em Madrid. na capela-mor da igreja de S. que viveu em Bragança e casou com D. A sua sepultura está à direita. 18º D. em segundas núpcias. que casou com Afonso Botelho. natural do lugar de Almofala. que casou com o licenciado Gaspar Carneiro de Varejão (ver Carneiros). o Velho. Descendência: 16º ANTÓNIO DOMINGUES DE MADUREIRA. Affonso filho del rei D. João Iº de Bragança com o titulo de Duque»). Maria de Sousa.. e. que residiu em Bragança e casou com D. Jácome Anes de Gamboa. que residiu na vila de Moncorvo e casou com D. Descendência: 21º GONÇALO DE MORAIS. cavaleiro da Ordem de Santiago. Antónia Garcia de Gamboa. filho de Afonso Domingues. que residiu em Vinhais e teve demanda MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Descendência: 22º RUI DE MORAIS. Guiomar Gomes. com a seguinte inscrição: «Rui de Moraes chefe dos Moraes» à margem em caligrafia diferente tem a seguinte nota: «Foy erro abrogar o titulo de chefe.

D. II. D. II. Descendência: I. Maria de Moraes acima era mulher de Duarte Rodrigues de Moraes pae de Cristovão de Moraes que fica atras»). Isabel de Madureira e Morais. Rodrigo Henriques. II. Joana Ferreira Sarmento. Filipe II. 26º CRISTÓVÃO SARMENTO. Maria de Sá. da cidade de Bragança. III. esta D. filha de Duarte Rodrigues de Morais. Maria Sarmento. 24º FRANCISCO DE MORAIS. residindo na corte de Madrid onde adquiriu reputação e grande nome. Maior de Valcarcel. e de D. Descendência: I. (Ver Ferreiras). que casou com João Ferreira de Sá. Marquês de Briano (?). Maior Sarmento. 25º JOÃO DE LOUZADA. Francisca do Rego Morais.MONCORVO 309 TOMO VI com os senhores do Mogadouro sobre o padroado e apresentação da abadia de Vinhas. Cristóvão Ferreira Sarmento (26º. Com descendência. João Sarmento de Morais. que residiu em Vinhais e casou com D. adiante citado). Manuel Ferreira Sarmento. Maria de Morais. II. que residiu em Vinhais e casou na Galiza com D. João de Louzada Sarmento (25º. Com descendência. de Vinhais. irmã de seu cunhado Cristóvão Ferreira de Sá. D.. que casou com Cristóvão Ferreira de Sá. que residiu em Vinhais e casou com D. conde de Lemos. adiantado-mor do reino de Galiza. senhor de Rio Negro. (Ver Ferreiras). filha de André do Amaral e de D. o Velho era D. Sem descendência. Era filho de D. Antonia Supico. Casou com D. D. filha de Bernardo de Louzada e de D. (À margem em caligrafia diferente tem a seguinte nota: «A mulher de João de Moraes. talento e capacidade. notável por sua nobreza. filha de Garcia Rodrigues de Valcarcel. Descendência: I. da vila de Vinhais. Com descendência. que casou com seu primo António Ferreira Sarmento (Ver Ferreiras). foi secretário de estado de El-Rei D. adiante citado). Clara Sarmento. Maria Sarmento. no conselho de Portugal. adiante citado). Descendência: I. natural da vila do VimiMEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Bernardo de Louzada era filho ligítimo de Álvaro de Louzada. Francisca Sarmento de Louzada. que casou com Cristóvão da Silva Morais. que residiu em Logarelhos e casou com. senhores do Couto de Marmontelos e vizinhos da Granja da Vistida. Bernardo de Louzada também era irmão de D. natural da vila de Moncorvo. FERNÃO DE MORAIS. Francisco de Morais (24º.. Maior Sarmento de Arilhano.

o Velho. Deste foi filho Afonso Vasques Pimentel (Conde D. senhores do Mogadouro. João. Ariga ou Zahara de quem derivou esta ilustre família de Távora. até D. que se acha no Nobiliário do Conde D. título 35. Afonso III de Portugal e seu meirinho-mor. Catarina de Morais de Távora. que descendia dos senhores do Mogadouro que depois foram marqueses de Távora. Luís de Madureira era filho de D. Isabel de Madureira e Morais era filha de Luís de Madureira. e de sua segunda mulher D.. D. primeiro do nome. Afonso Pimentel [á margem: «D. O primeiro que usou o apelido de Pimentel foi Vasco Mendes Pimentel grandemente aceite a El-Rei D. D. Conforme a computação dos tempos se entende que Pero Lourenço de Távora foi pai ou irmão do citado Estêvão Mendes de Távora. A antiga família de Távora de que foi chefe o marquês de Távora. livro 25 e parte 3 f Arm de Sous f 238». senhor da vila do Vimioso. Isabel.nto 226. senhor da vila do Vimioso e seu termo. Sancho e na conquista de Córdova até morrer das feridas que ali recebeu. Deste Lourenço Pires de Távora foi filho Pero Lourenço de Távora. de Leão. com sua vassalagem e toda a jurisdição cível e crime. Isabel Maria de Távora e de Gonçalo Vaz do Rego. filho de Afonso Domingues e de D. Isabel Mendes de Távora era filha de Estêvão Mendes de Távora. que serviu com muito valor os reis de Portugal D. Dinis e MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . conde de S. de onde veio para a vila da Torre de Moncorvo para casar com António Domingues. senhor da mesma casa. Pedro. o qual desgostado do mesmo rei se passou a Castela com 250 homens de cavalaria. Afonso. Enquanto à família de Mendes afirma-se proceder da antiga família dos Pimentéis. pois mal se percebe em razão das abreviaturas e de parte das letras estavam comidas na margem pelo roçar das mãos dos leitores). com os quais se conforma Frei Francisco Brandão.310 TOMO VI MONCORVO oso. conforme dizem os nobiliários.. Monarchia Lusitana. que foi pai de Lourenço Pires de Távora. Ramiro II. plana 363. João I. natural e residente na vila do Vimioso. contra o infante D. «Blaso. Pedro. Lourenço Pires de Távora. segundo dizem. bons fidalgos e lá se evidenciou como insigne capitão ao serviço de El-Rei D. alcaide-mor da vila do Vimioso. (À margem há uma nota da mesma caligrafia que me parece dizer. e de D. instituidores do morgadio de Santo António. mero e mixto império e por ele se chamavam os juízes e mais oficiais de justiça como consta de instrumentos autênticos. João Affonso Pimentel»]. teve. senhor do Mogadouro e reposteiro-mor de El-Rei D. D. o princípio no infante Alboazar Ramires que foi filho de El-Rei D.. 4ª parte. o Sábio. senhor da casa do Mogadouro. plana 180) cujo filho.

(362) Ver «Bragança-Ferreiras». era desta mesma família dos senhores da casa de Távora e Mogadouro e era neta de Pero Lourenço de Távora primeiro do nome. Alda Gonçalves. comendador-mor de Santiago. Constança Rodrigues de Morais tiveram a seguinte descendência: Rodrigo Afonso Pimentel. que também em Portugal se conservaram com grandeza. mulher de Luís de Madureira. de quem procedem os mais.MONCORVO 311 TOMO VI D. E uns e outros senhores das casas de Távora e Benavente reconhecem esta ascendência e tem passado muitas certidões de parentesco a outros ramos da mesma família de Morais que vivem espalhados na província de Trás-os-Montes donde é originário este apelido da cidade de Bragança e seu solar o lugar de Morais termo da mesma cidade. Catarina de Morais de Távora. tendo vindo de Castela para Portugal e neste reino casou com D. João. Alda Gonçalves. e dos marqueses de Távora. Deste cavaleiro João Afonso Pimentel e de sua mulher D. ANTÓNIO OSÓRIO DE MORAIS. João. com grandeza. que casou com Lourenço Pires de Távora de quem procedem os marqueses de Távora. senhor de Bragança. filho de Francisco de Morais de Mesquita e Castro. Outeiro e Vinhais e passando a Castela foi lá primeiro conde de Benavente. condes de S. João Affonso Pimentel dous irmãos João Fernandes ou Rodrigues de Moraes e Martim Affonso Pimentel»]. [Em nota de caligrafia diferente lê-se: «Teve o primeiro conde de Benavente D. Alda Gonçalves donde se vê o parentesco que tinha D. que foi pai de João Afonso Pimentel. porquanto João Afonso Pimentel e D. D. filha de Rui Mendes de Morais e de D. senhor da casa do Mogadouro. que tem o sangue da família dos Morais pela via referida e por essa causa lhes pertence a abadia de Crasto que vulgarmente chamam de Vinhas. Catarina de Morais de Távora com os senhores das casas de Távora e Benavente (362). fidalgo da Casa Real. uma delas. Constança Rodrigues de Morais. Afonso IV. condes de S. natural de Moncorvo. D. Teve mais dois filhos e duas filhas. onde damos a descrição bibliográfica deste códice. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Neto de Francisco de Morais de Mesquita. filha de Gonçalo Rodrigues de Moreira. cavaleiro da Ordem de Cristo. que era filho de Lourenço Pires de Távora e de D. Constança Rodrigues de Morais se derivou o sangue da família de Morais para a casa dos condes de Benavente. que se conservaram em Castela. atrás citada.

que nasceu a 21 de Setembro de 1821 e faleceu a 13 de Novembro de 1835. serviu em 1808 como voluntário (364). D. IV. Pedro II. no Porto.312 TOMO VI MONCORVO Fidalgo-cavaleiro por alvará de 5 de Novembro de 1701 (363). Luísa Adelaide de Magalhães Coutinho e Mota que nasceu em 1780. Família Morais Sarmento ALEXANDRE TOMÁS DE MORAIS SARMENTO. D. que nasceu a 10 de Abril de 1835. VI. (Documentos para a História das Cortes Gerais da Nação Portuguesa. (364) Por decreto de 10 de Junho de 1828 foi pelo Governo de D. III. sendo por isso julgado «reu de lesa-magestade». D.) MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . fol. do conselho de El-Rei. par do reino em 1834. Perpétua Beatriz. Grã-Cruz da de Isabel. D. 653. Ascendência do primeiro Visconde do Banho TOMÁS INÁCIO DE MORAIS SARMENTO. D. ministro plenipotenciário em Madrid em 1834 encarregado de negociar o reconhecimento do Governo de El-Rei. membro da Junta Provisória do Governo do Reino. filha e herdeira de Serafim Girão de Sousa e Melo. que nasceu a 30 de Maio de 1826. deputado do Conselho da Fazenda e Estado da Rainha. e de D. desembargador dos agravos da Casa da Suplicação. que nasceu a 15 de Novembro de 1824. Nasceu na cidade da Baía a 11 de Abril de 1786 e casou a 10 de Maio de 1816 com D. Serafina. 231. por tomar parte em juntas revolucionárias. Maria dos Prazeres Girão Sousa e Melo. que nasceu a 3 de Abril de 1803. a Católica. comendador da Ordem da Conceição. primeiro Visconde do Banho. Maria dos Prazeres. Descendência: I. procurador da real fazenda no Ultramar. procurador da fazenda das (363) Livro 14 das Mercês de El-Rei D. Tomás Inácio. Miguel demitido do lugar de desembargador da Relação do Porto. em 1828 e depois nomeado para ir na deputação ao Rio de Janeiro como conselheiro de legação. que nasceu a 19 de Maio de 1819. deputado à Câmara de 1826 e às cortes de 1822 e 1820. devendo depois a acção judicial intentada contra ele determinar o castigo que merecia. Foi membro do Supremo Tribunal de Justiça. tomo 4. II. p. que nasceu em 1764 e faleceu a 10 de Abril de 1806. Maria Madalena. de Espanha. V. que nasceu a 8 de Setembro de 1822. Luísa Adelaide.

superintendente das alfândegas do tabaco em Trás-os-Montes. Maria II. nasceu na Baía de Todos os Santos a 13 de Maio de 1788. grande oficial da Legião de Honra. 1838. Do primeiro matrimónio deixou a seguinte descendência: I. da de Isabel. Pedro João de Morais Sarmento. de Espanha. grã-cruz da Ordem de Ernesto Pio de Saxe. par do reino. bacharel formado pela Universidade de Coimbra. de França.MONCORVO 313 TOMO VI casas e estado de Bragança e do infantado e deputado das juntas das mesmas sereníssimas casas. II. segundo Barão da Torre de Mon- (365) Resenha das Famílias Titulares do Reino de Portugal. primeiro Visconde e primeiro Barão da Torre de Moncorvo. grã-cruz da Ordem de S. atrás citado. Alexandre Tomás. Lisboa. condecorado com a cruz de prata nº 2 da campanha da Guerra Peninsular. p. 37. comendador da de Danebrog. Ministro dos Negócios Estrangeiros desde 12 de Março a 21 de Abril de 1841. da Turquia. entre a Inglaterra. Espanha e Portugal. Deixou os seguintes filhos legitimados: I. da Dinamarca. enviado extraordinário e ministro plenipotenciário em Londres em 1833. Residência – Rio de Moinhos. em 22 de Abril de 1834. a Católica. CRISTÓVÃO PEDRO DE MORAIS SARMENTO. França. não chegando porém a exercer o cargo. Foi o diplomata português que negociou e firmou o tratado da Quádrupla Aliança. Tiago da Espada. barão da Torre de Moncorvo (adiante citado). VISCONDE – 21 de Julho de 1835. comendador da Conceição. Faleceu em Londres. cavaleiro de Malta. encarregado de negócios em Londres e Copenhaga. Casou duas vezes: uma em Copenhague e outra em Londres. do conselho de El-Rei D. Serviu como voluntário durante a Guerra Peninsular e na magistratura e diplomacia desde 17 de Janeiro de 1814 até 15 de Dezembro de 1836. Criação do título. a 11 de Janeiro de 1851. Pedro IV e D. Cristóvão Pedro. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . no exercício das funções de ministro plenipotenciário. João VI. D. fidalgo-cavaleiro da Casa Real. primeiro Visconde do Banho. cavaleiro da Ordem de Cristo. nasceu em Moncorvo a 13 de Dezembro de 1750 e faleceu em Lisboa a 22 de Abril de 1820. da do Nichan Jftikar. comarca de Vizeu (365).

314 TOMO VI MONCORVO corvo e. a Católica. Angelina do Amaral que nas- (366) Aníbal Fernandes Tomás. 32. que nasceu em Londres e casou em primeiras núpcias com o quarto Conde de Anadia. primeiro Visconde de Morais Sarmento. cavaleiro da Coroa de Ferro da Áustria. ALEXANDRE TOMÁS DE MORAIS SARMENTO. cavaleiro da Ordem de Cristo. Casou a 14 de Dezembro de 1871 com D. comendador de número da Ordem de Isabel. Ana Maria Juliana. deixando geração legítima. Porto 1905. traz uma bela foto-gravura representando o ex-libris usado por este nosso ilustre conterrâneo. auditor do Conselho de Estado. e da Coroa de Itália. que nasceu em Londres. D. IV. deixou uma filha do segundo matrimónio: D. adido à legação da corte de Itália. Maria Carlota. por decreto de 12 de Outubro de 1871. pelo seu casamento. comendador da Ordem de Cristo. segundo Visconde da Torre de Moncorvo. que nasceu em Copenhague em Abril de 1834 e casou com Alberto Glas Sandeman. D. Estanislau. comendador de número extraordinário da de Carlos III de Espanha. n’Os Ex-Libris Ornamentais Portugueses. a Católica. VI. Nasceu em Londres a 13 de Janeiro de 1837. de Espanha. bacharel formado em direito pela Universidade de Coimbra. Cristóvão Pedro de Morais Sarmento. comendador das Ordens de S. por diploma de 30 de Julho de 1874. comissário-geral da polícia civil de Lisboa. V. III. em Sax Weimar. presidente da Câmara Municipal de Mangualde e procurador à Junta Geral do Distrito de Viseu. Tomás Inácio de Morais Sarmento. nono Conde da Torre e oitavo Marquês da Fronteira e de Alorna (366). da Rússia. Carlota Amália. Diário do Governo de 13 de Junho do mesmo ano. Foi-lhe dado o título de conde da Torre por decreto de 28 de Maio de 1856. nasceu em Londres a 15 de Novembro de 1835. onde faleceu em 10 de Janeiro de 1875. negociante e director do Banco de Inglaterra. segundo Visconde da Torre de Moncorvo (adiante citado). Casou em segundas núpcias com o marquês de Oldoini. doutor em direito pela Universidade de Yena. de Espanha. Cristóvão Pedro de Morais Sarmento. Alexandre Tomás de Morais Sarmento. enviado extraordinário e ministro plenipotenciário do rei de Itália em Lisboa. amanuense da secretaria de Estado dos Negócios da Marinha e Ultramar. p. da Coroa de Itália e de Isabel. de que foi exonerado a seu pedido. II. Era moço fidalgo com exercício. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA .

21 – O Diário de Notícias. Leonor Maria de Morais Sarmento. snr. lugar que exerceu por algumas vezes com aplauso de todo o concelho. publicando o retrato do snr. e onde lhe foram celebrados ofícios de corpo presente. D. como cavalheiro imaculado. D. No préstito. que nasceu a 19 de Dezembro de 1875. que nasceu a 15 de Dezembro de 1876. ricamente forrado de veludo preto circundado de sanefas orladas de galão de prata. João Cabral de Albergaria e Lemos. onde nada faltou para o tornar digno do ilustre finado. Junto do jazigo onde repousa. 23 – Pelo falecimento do nobre Visconde da Torre de Moncorvo. na idade de setenta e seis anos. os seguintes locais do seu correspondente em Mangualde. sobre o falecimento do segundo Visconde da Torre de Moncorvo: «Alexandre de Morais Sarmento (Visconde da Torre de Moncorvo) – Mangualde. um eloquente discurso. e da marqueza de Oldoini. condessa de Anadia e ultimamente de Vilar Seco. estão de luto a esposa snr. Maria Angelina Morais Sarmento Cabral. no dia 19 do corrente. Veio acompanhá-lo seu genro snr. onde lhe foram prestadas as honras fúnebres mais grandiosas de que há memória nesta vila. Descendência: I. Era irmão dos falecidos marquez da Fronteira. Transcrevemos do Diário de Notícias de 24 de Fevereiro de 1911. como presidente da Câmara deste concelho. que da estação até à Misericórdia de que o falecido era irmão. Mário Barroso Henriques da Silva. O funeral. II. João MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . D. Alexandre Morais Sarmento. presta homenagem merecida ao ilustre finado. D.ª Viscondessa da Torre de Moncorvo. Leonor Margarida Carvalho Amaral. dr. «Mangualde. falecido na Foz do Douro. Do combóio onde o féretro vinha em câmara ardente. Maria Angelina de Morais Sarmento. enaltecendo as qualidades do extinto. procurador dos condes de Anadia e Vilar Seco». foi dirigido pelo snr. Visconde da Torre de Moncorvo. cinco dos quais conduziam coroas riquíssimas. proferiu o snr. cujo cadáver chegou hoje a Mangualde.MONCORVO 315 TOMO VI ceu a 16 de Maio de 1853. seu genro snr. que também pendiam do tecto. Manuel Apolinário Ferreira da Silva. até ao cemitério encorporaram-se centenares de cidadãos.

Criação do título. como realmente era. o barão de Moncorvo. O barão reclamava o auxílio da Grã-Bretanha para debelar a revolução portuguesa.ª marqueza de Oldoini. LEAL. denominada «Maria da Fonte» em virtude do tratado da Quádrupla Aliança pois os revoltosos se tinham unido aos miguelistas comandados pelo general escocês Machdonell.. Resenha das Famílias Titulares do Reino de Portugal. para que o auxiliassem a sustentar-se no poder. para onde foi como (367) Resenha das Famílias Titulares. Renovação – Por decreto de 30 de Julho de 1874.. chefe do gabinete inglês e o ministro plenipotenciário de Portugal em Londres. o valido da rainha. Residência – Mangualde (367). Brasão de armas – Escudo partido em pala: na primeira as armas dos Morais e na segunda as dos Sarmentos. foi escorraçado do poder e do reino. e querendo perpetuar na sua pessoa a memória dos valiosos serviços prestados ao paiz por o Visconde da Torre de Moncorvo: Hei por bem fazer Mercê ao mencionado Alexandre Thomaz de Morais Sarmento do titulo de Visconde da Torre de Moncorvo em sua vida». a irmã da snr. p. Pinho – Portugal Antigo e Moderno. etc. um pretexto do governo dos Cabrais.316 TOMO VI MONCORVO Cabral Sebastião Abrantes Morais. desde 29 de Janeiro a 3 de Fevereiro de 1847. VISCONDE – Por decreto de 13 de Julho de 1847. 683. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Notícia dos Ministros e Secretários de Estado. No decreto da renovação do título de Visconde lê-se o seguinte: «Tomando em consideração os merecimentos e qualidades que concorrem em Alexandre Thomaz de Morais Sarmento. Por então não vingaram as pretensões do nosso barão e Cabral. traz na integra. BARÃO – Por decreto de 23 de Maio de 1835. uma série de cartas trocadas entre o Visconde de Palmerston. 2. seus cunhados conde de Vilar Seco e marquesa da Fronteira. O gabinete inglês não tomando como coisa de valor o movimento miguelista via simplesmente nele. que acompanhamos na sua mágua». Lisboa 1837. valendo-se da sua influência na corte de Madrid. Criação do título. artigo Torre de Moncorvo.. . A Intervenção Estrangeira. mas mais tarde. contra a vontade da nação e por isso julgava que os compromissos estipulados no tratado da Quádrupla Aliança não o autorizavam a intervir nas nossas questões internas. vol.

Lázaro. por decreto de 20 de Março de 1857 (369). par do reino. Angélica Teresa de Sousa Pimentel Machado. fidalgo-cavaleiro da Casa Real. em 15 de Maio de 1802. 1848.. (368) Intervenção Estrangeira ou Documentos Históricos sobre a Intervenção Armada da França. da Bélgica e de S. Família Oliveira Pimentel 1º JOÃO CARLOS DE OLIVEIRA PIMENTEL. segundo Visconde de Vila Maior. deputado da nação em várias legislaturas.MONCORVO 317 TOMO VI nosso embaixador. 113 e seguintes. com 12. administrador geral dos tabacos e sabões da comarca da Torre de Moncorvo. comendador da Ordem de Cristo e da de Nossa Senhora da Conceição. cavaleiro da Ordem de Cristo. Porto. p. esta e o seu favorito. Espanha e Inglaterra nos negócios internos de Portugal no ano de 1847. primeiro Visconde de Vila Maior (quinta assim chamada na freguesia de Cabeça Boa. chamaram contra súbditos portugueses as armas estrangeiras (368). MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Descendência: 3º JÚLIO MÁXIMO OLIVEIRA PIMENTEL. de Vila Viçosa. que casou com D. grã-cruz da Ordem de Carlos III. a formar uma companhia por acções para tornar navegável o rio Douro. lente jubilado da Escola Politécnica de Lisboa. reitor da Universidade de Coimbra. Maurício e S. tenente-coronel reformado. de Itália. capitão-mor da vila de Moncorvo. e da alta protecção que a rainha lhe dispensava. grande dignitário da Ordem da Rosa do Brasil. (369) Diário do Governo de 21 de Abril de 1857.000 réis de tença. fidalgo-cavaleiro da Casa Real. desde o cachão da Valeira até à Barca de Alva. nasceu em Moncorvo a 4 de Outubro de 1809 e faleceu em Coimbra a 20 de Outubro de 1884. 1º vol. obra que já estava concluída em 1811. sargento-mor da vila de Moncorvo. Esta tença foi-lhe concedida em razão dos serviços por ele prestados à causa nacional e constante do documento que adiante se transcreve. Descendência: 2º LUÍS CLÁUDIO DE OLIVEIRA PIMENTEL. por alvará de 1 de Setembro de 1807. apesar dos obstáculos resultantes da Guerra Peninsular. calcando aos pés todo o sentimento de patriotismo. cavaleiro das de Aviz. Foi autorizado. de Espanha. comendador das Ordens de Leopoldo. em duas vidas. Era bacharel formado em matemática pela Universidade de Coimbra. concelho de Moncorvo). da Torre e Espada e da Legião de Honra de França.

he o mesmo a quem eu extorqui na Beira vinte e dous mil cruzados que vinhão para o Erario. Publicou várias obras. lha entreguei com ordem para que em logar de ir tratar dos negocios que o traziam a Lisboa partisse para o Minho ou Traz-os-Montes. presidente da Câmara Municipal de Lisboa no biénio de 1858 a 1860. por ser par do reino. da Sociedade das Artes de Londres e de outras corporações sábias. agricultura e manufacturas. e a sua pessoa para tudo o que fosse do servico do Princepe. VISCONDE.mo Ex. referir-nos-emos largamente no volume consagrado aos escritores. da qual teve filhos que viviam em Lisboa. como fiz constar a V. Este escudo foi-lhe concedido por alvará de 22 de Junho de 1795. Ex. autora de várias publicações. vogal do grande conselho de saúde durante a epidemia de 1857. mandei-o chamar a Torre de Moncorvo. Sofia de Roure Auffdiener. TorMEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Criação do título. acceitei tudo e fazendo relação do que precizava para aprovizionar a praça de Almeida então ameaçada. portador d’esta carta e das contas da compra de grão mais em detalhe. o célebre general Claudino. membro do Júri Internacional na Exposição Universal de 1855 em Paris.cia n’esse tempo. e apezar de ser em tempo em que as suas dependencias precizavam da sua assistencia não excitou. A ele e a seu tio paterno. porém o Diário do Governo de 27 de Agosto de 1861 diz que este decreto é do dia 16.318 TOMO VI MONCORVO sócio efectivo de primeira classe da Academia Real das Ciências de Lisboa. Renovação – Decreto de 15 de Julho de 1861. Por timbre o dos Morais sobre coronel de conde. Brasão de armas – Escudo partido em pala: na primeira as armas dos Morais e na segunda as dos Pimentéis. vogal do conselho geral do comércio. Casou a 18 de Julho de 1839 com D. Documento «Ill. Director geral do Instituto Agrícola e da Escola Regional de Lisboa. Fez-me esta entrega porque o obriguei com o direito da força: mas feita essa execução veio muito voluntariamente offerecer-me todo o seu dinheiro. – João Carlos d’Oliveira Pimentel. em duas vidas – Decreto de de Junho de 1858.mo Sr. e que os comprasse com o dinheiro que me offerecia. veio logo. Depois disso sendo-me preciso um homem para as compras de grão. Assim o fez com notavel promptidão. senhora muito ilustrada. ou qualquer outra parte onde podesse achar generos.

439 a 455 e 559 a 570.mo Sr. p.cia attenda um homem que sendo simples particular se prestou na occasião com tanto ardor V. como apontaremos no volume consagrado aos escritores. – mo Ill. e que deo provas incontestaveis de que a tem. natural de Moncorvo. etc. Neto de Lourenço Carneiro de Vasconcelos. p. Lisboa 22 de março de 1802. 27. II. (371) Livro 19 das Mercês de El-Rei D.MONCORVO 319 TOMO VI nou a empregar dinheiros seus. Família Vasconcelos e Carneiro de Vasconcelos 1º ANTÓNIO JOSÉ CARNEIRO DE VASCONCELOS.. era em 1909 o representante desta família uma das mais importantes de Moncorvo. Não preciso fazer apologia para que V. Anuário da Universidade. ver: Revista Contemporânea de Portugal e Brasil. 741. natural de Moncorvo. Ex. Deus guarde a V. não pode deixar de tomar fogo a favor d’aquelles que possuem esta virtude.cia sendo tão amante da sua pátria. D. fidalgo da Casa Real. Inocêncio Francisco da – Dicionário Bibliográfico. que produziu homens notáveis nas letras.cia muitos annos. Ex. Maria I. filho de José Luís de Vasconcelos. Fidalgo-cavaleiro. Ex. tomo 3º. 2º ANTÓNIO JOSÉ CARNEIRO DE VASCONCELOS. vol. p. por alvará de 20 de Agosto de 1765 (371). como é. fol. Para a biografia do segundo Visconde de Vila Maior. etc. V. algum pequeno signal de distincção. Elle esta acredor á Fazenda Real. alem do seu ajuste de contas. José. fidalgo da Casa Real. Ex. Dom Rodrigo de Sousa Coutinho. 484. Ver a nossa monografia Moncorvo – Subsídios para a sua história. SILVA.cia não pode deixar de ver que este homem merece. (a) Marquez d’Alorna. Neto de José Luís de Vasconcelos. relativo a 1884-1885. e precisa fazer os seus arranjamentos depresssa para poder tornar a cuidar nos seus interesses. 3º EMÍLIO AUGUSTO CARNEIRO GUSMÃO DE VASCONCELOS. 342. tomo 2º. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Fidalgo-cavaleiro por alvará de 29 de Outubro de 1796 (372). Pedro» (370). filho de Lourenço Carneiro de Vasconcelos. (372) Livro das Mercês da Rainha D. p. Do Tombo da família Vasconcelos e Carneiro de Vasconcelos extraí- (370) SANCHES DE BAENA – Resenha das Famílias Titulares e Grandes de Portugal. 11 a 17. fol. Ex.

senhor de Figueiró dos Vinhos e Pº Gam [Pedrógão] do qual procedeu João Rodrigues de Vasconcellos de Sousa . Sebastião da Natividade. conde de Castelho Melhor.. a qual D. II. Do mesmo tronco e família descendem os condes de Castelho Melhor pela linha de Ruy Mendes de Vasconcellos insigne cavalleiro. E o dito Lucas de Gouvea de Vasconcellos casou com Maria de Gouvea filha de Manuel de Gouvea de Moncorvo. IV. commissario do Santo Officio. III. E o dito Cristovão de Gouvea de Vasconcellos era filho de Hieronimo Gomes de Vasconcellos e neto de Cristovão Mendes de Vasconcellos e bisneto de Fernam Gomes e de Leonor Mendes de Vasconcellos. Do mesmo tronco e família de Vasconcellos procedem os morgados de Esporão por Mem Rodrigues de Vasconcellos mestre da Ordem de Santhiago de Portugal de quem descende D. João. 2º CRISTOVÃO DE GOUVEA DE VASCONCELLOS filho primeiro deste Lucas de Gouvea acima viveu em a villa de Moncorvo foi cavalleiro da Ordem de Christo casou com D.. D. D. Fr. Maria da Gama de Vasconcellos mulher de Julião de Moraes Sarmento natural de Vinhaes capitão-mor de Algozo. Joanna Mendes de Vasconcellos casou com D. frade capucho.320 TOMO VI MONCORVO mos as seguintes notícias: «1º LUCAS DE GOUVEA DE VASCONCELLOS filho de Cristovão de Gouvea de Vasconcellos viveu algum tempo em Mirandella e depois na villa de Moncorvo aonde morreu. Cristovão de Gouvea de Vasconcellos. arcebispo de Braga e seus irmãos. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . D. visitador do bispado de Miranda. III. de Cascais filho do Infante D. O licenseado Manuel de Gouvea de Vasconcellos abbade de Chacim. Teve: I. Maria Gouvea freira em Jerumenha. Verissimo de Alemcastre. D. Izabel que morreu sem estado. governador das armas de Entre Douro e Minho e deste tronco de Vasconcellos procedem muitas mais familias de muitos cavalleiros. II. Marianna de Souza Pimentel da villa de Algozo. O Pe. A. Lucas de Gouvea de Vasconcellos. Teve: I. IV. que era filha de Pero Mendes de Vasconcellos e do dito Pero Mendes de Vasconcellos tem sua descendencia e origem os condes de Panella filhos de Joanna Mendes de Vasconcellos senhores dos morgados de Freyriz (?) . Marianna de Vasconcellos mulher de Lourenço Carreiro de Vasconcellos de Moncorvo.

mas de época posterior à da do restante manuscrito. Maria de Madureira filha de Luís Botelho de Sequeira. de Linhares. encontra-se o requerimento feito em 1820 por Bernardo Tomaz de Gouveia Sá e Vasconcelos. IV. VI. D. No Museu Regional de Bragança. Ignacia Maria de Vasconcellos mulher de João Ferreira Sarmento Pimentel da cidade de Bragança (373). Teve: I. para casar com D. Teve: I. Maria. Manuel. (373) Esta parte grifada está no códice de onde copiamos estas notícias escrita em caligrafia também antiga. Isabel de Gouvea depois de viuva do Hieronimo Gomes. VIII. VII. IX. V. II. Mariana Felizarda Alpoim e Meneses. filha de José Bernardo da Costa Mimoso Pereira e Vasconcelos e de D. 3º LUCAS DE GOUVEA DE VASCONCELLOS filho deste Cristovão de Gouvea atras. Maria Josefa de Macedo Sarmento. bispado de Vizeu. vive em Moncorvo casou com D. todos de Moncorvo. III. Maria Joana da Costa Alpoim e Meneses. filho de Manuel António de Gouveia Sá e Vasconcelos e de D. Nº 1 – D. Hieronimo. Cristovão. Josephe. Jacinta que morreu noviça em Moncorvo (?). II. Antonio.MONCORVO 321 TOMO VI Casou segunda vez com D. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . maço Casamentos – Moncorvo. Joanna Francisca Xavier de Vasconcellos filha de Hieronimo Botelho de Vasconcellos de Moncorvo. Thomazia. Manuel Botelho de Vasconcellos. Francisco.

fidalgo da Caza Real. natural de Moncorvo D. natural de Mirandella . natural de Moncorvo D. Anna Botelho da mesma villa D. cujas arvores ficam atras. natural de Mirandella D. Maria de Gouvea. Izabel Dias Machado D. natural de Moncorvo MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA D. Izabel de Gouvea. natural de Moncorvo João Botelho. morador em Moncorvo Francisco Pires Carneiro de Varejão. Ignez Fernandes de Meirelles de Varejão. Maria Botelho da mesma villa D. do habito de Christo. Izavel de Mesquita Abrº da mesma villa Amador da Costa Pinto (nº 5) D. e em esta se mostra a arvore paterna da dita sua mulher. Ignacia Maria de Vasconcellos natural de Moncorvo primeira mulher de João Ferreira Sarmento Pimentel. o Velho. Izabel Nunes de Meirelles (nº 4) Antonio da Costa Pinto. natural de Moncorvo MONCORVO Lucas de Gouvea de Vasconcellos. do habito de Santiago (nº 3) D. filha de Manuel de Gouvea. de Moncorvo D.322 TOMO VI Arvore paterna Hieronimo Gomes de Vasconcellos. natural de Moncorvo D. da mesma villa Cristovão Mendes de Vasconcellos (nº 2) Cristovão de Gouvea de Vasconcellos. do habito de Christo. Izabel Venegas. natural de Evora Cidade Cristovão de Gouvea de Vasconcellos. Izabel de Gouvea 2ª mulher (nº 1) Affonso Lourenço de Mattos.

casado com MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . é o de que se falla em cima no nº 1. Branca de Verejão. lsabel Nunes de Meirelles. Nº 4 – D. Leonor Mendes de Vasconcellos. da villa de Moncorvo. quo fica atraz nº 5. natural de Moncorvo. era filho de Fernão Gomes. fidalgo da casa real. da mesma villa. de Moncorvo. Brites Nunes do Meirelles. Nº 3 – Francisco Pires Carneiro de Varejão. filha de João Álvares Pereira. filha de Pedro Mendes de Vasconcellos. da villa de Mesão frio. da mesma villa. do habito de Santiago. alcaide-mor do Porto. e neto de João Carneiro. natural da villa de Freixo de Numão e de D. Nº 2 – Cristovão Mendes de Vasconcellos. natural de Bragança o fundador da misericórdia de Moncorvo o de sua mulher D. filho de Gonçallo Carneiro e de D.MONCORVO 323 TOMO VI casou com Amador da Costa Pinto. Nº 1 – Affonso Botelho de Sequeira. Nº 5 – Amador da Costa Pinto.

o Moço. natural de Mondim e juiz dos Orfãos em Moncorvo D. Ignacia Maria de Vasconcellos. Antonia de Sá. Fillippa Reimão de Magalhães (nºs 4. juiz dos orfãos. proprietario de Moncorvo (nº 15) D. Anna Rodrigues de Magalhães Manoel de Proença O Dr. Atras fica a sua arvore paterna. natural de Moncorvo (nº 11) Antonia Garcia de Gamboa (nº 12) MONCORVO Luís Botelho de Sequeira.es. meirinho do Paço fidalgo da casa real (nº 1) D. em esta se mostra a materna. natural de Mondim D. natural de Moncorvo D. Maria de Madureira. Juliana de Sá da mesma vila D. natural de Moncorvo Luiz Botelho de Sequeira. João (nº 3) Affonso Botelho. natural de Moncorvo Francisco Aroza. natural de Mondim. de Moncorvo (nº 13) D. natural de Moncorvo D. 6. Maria de Proença da Fonseca D. filha de Cristovão de Gouvea de Vasconcellos do habito de Christo e de sua mulher segunda Ambrosio de Aroza Pinto. Izabel Botelho (nº 2) Ma. 1ª mulher de João Ferreira Sarmento Pimentel.io Domingues de Madureira. da Cunha (nº 3) D. Genebra Lopes Leitão (nº 10) Ant. 5. o Cavaleiro. Catharina Pinto da mesma villa (nº 14) Vasco de Castro. o Velho. Miguel Ferreira Leitão. natural de Moncorvo D. da mesma villa D.el Ferr. Juliana de Sá. Luiza de M. moço fidalgo da casa del-rei D. corregedor de Coimbra Luiz Ferreira Leitão. do Mogadouro MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Luiza Ferreira de Sá.324 TOMO VI Arvore materna Jorge Botelho de Sequeira. 7 e 8) Pedro Simão Ferreira Amado (nº 9) D.

Izabel Botelho. Jacome Annes de Gamboa oriundo de nobres cavalheiros de Castella. o Velho. cap. Moninha Guterres. Corographia Portugueza. Thereza. Nº 11 – Antonio Dominges de Madureira. como escreve Brito. senhor de Penella. 26. Nº 4 – D. Nº 9 – Pedro Simão Ferreira Amado. Henrique que por ser bem visto daquelle principe se lhe derivou o nome de Amado tendo até aquelle tempo o de Paio Dias e com este assigna em uma doação como Rico homem em 1076. pae de D. natural de Ferreirim. Margarida Annes de Passos. Mecia de Almeida: neta de Diogo Lopes Relmão e de D. cazado com D. Affonso 5º contra Castella. filho de Simão Pires Ferreira Amado e de D. Marianna de Mendoça que cazou con Fernão Telles de Menezes. de Paredes. Ouzenda Hermiges Alboazar: 10º neto de Paio Amado. natural de Almofala. Aldonsa da Fonseca: 7º neto de Ludovico Amado que povuou os lugares de. Fillippa Reimoa. alcaide-mor de Penedono e de D. natural de Moncorvo. mulher de Simão da Cunha. Izabel de Madureira e Moraes. [Esta nota é de caligrafia diferente]. e de sua mulher D. filho de Affonso Domingues. dama da rainha D. filha de Alvaro Annes Ferreira. da villa de Fonte Arcada. Maria Annes de Fornellos: 6º neto de Mem Gonçalves Amado. bispado de Lamego. primeiro conde de Villa Maior. E depois de viuvo seguio a ordem Eremitica. pag. natural de Mondim. Nº 3 – Manuel Fernandes da Cunha foi capitão mor de Arzilla filho de Nuno Fernandes da Cunha. a qual era filha de Luiz de Madureira da villa do Vimioso e neta de Gonçallo Vaz do Rego. 2º. viveu na villa de Fonte Arcada. trinchante da casa real. fidalgo da corte do conde de D. era filho de Antonio Domingues. tom. Antonia Garcia de Gamboa. 5º neto de Gonçallo Mendes Amado.. Genebra Lopes Leitão. Nº 10 – D. Ouzenda Ramires da familia dos Tavoras: 9º neto de Sueiro Paes Amado e de Justa Peres filha de Paio Guterres e de D. o Velho: 4º neto de Lourenço Annes Amado e de Senhorinha Annes Ferreira. filha de D. Maior Esteves: 8º neto de Amado Viegas e de D. filha de João Annes de Passos. Maria Gonçalves Leitão. cazada com Simão Ferreira.. e Penella e de D. teve mais filha a D.MONCORVO 325 TOMO VI D. Izabel Annes. senhor de Penella e de D. Beatriz Aires de Marialva. Maria Annes de Almeida: 2º neto de Gonçallo Peres Amado e de D. Luiza de Almeida. primeiro instituidor do morgado de Santo Antonio e de D. Guiomar de Sequeira. filha de João Lopes e de D. filha de Jorge Vas de Magalhaes e de D. filha de Aires de Sequeira: 3º neto de João Lourenço Amado que foi valoroso cavaleiro e se assignalou nas guerras de D. filha de João Affonso Annes: neto de Pedro Gonçalves Amado e de D. e de D. 319. Francisca da Silva de Magalhaes. o Moço. alcaide mor do Vimioso MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . do quaes foi filha D.

Morgadio de Mendel (374) Ver a nossa monografia Moncorvo – Subsídios para a sua história. Julianna de Sá. natural de Évora. 20. donde. primeiro do nome. [À margem uma nota em caligrafia diferente diz: «A mae de Affonso Domingues era Beatriz Dias que assim consta da instituição do dito morgado de Santo Antonio»]. Izabel Mendes.A QUE HE DA DATA DE SVA MGD. em Moncorvo. e fundou em 1665 o Recolhimento de Santo António do Sacramento. destinado a receber donzelas e pessoas nobres da vila. é filha de Luiz de Sá. e o sobredito Luiz de Madureira foi cazado com D. Nº 16 – D. Nº 15 – Vasco de Castro. natural da cidade do Porto e de sua mulher D. é filho de Pedro Vas de Castro e de D. senhor do Mogadouro. Desta capela resta apenas a seguinte inscrição gravada no granito da parede: CAPELA DA SOREIRA COM OBRIGAÇAO DE 30 MISSAS NESTA IGR.R DE QVE HE ADMINISTRADOR FRCº ROZ DE MEIRELLES DESTA VILLA E SE REFORMOV O TOMBO DELA POR MAN DADO DO DITO SENHOR A 30 DE MAIO 1622 Família Borges Menezes – Ribeiro de Barros D. da villa do Mogadouro. FRANCISCA BORGES DE MENESES.326 TOMO VI MONCORVO e de D. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Violante Pereira de São Paio». situada à entrada da porta principal da igreja matriz de Moncorvo. Catharina de Moraes de Tavora. era senhora de um morgadio em Moncorvo. neta de Pedro Lourenço de Tavora sobredito. filha de Estevão Mendes de Tavora. Família Meireles FRANCISCO RODRIGUES DE MEIRELES era em l622 administrador de uma capela vinculada. fidalgo da Casa Real. senhor do Vimioso. que casou em 1645 com António Ribeiro de Barros. p. ambos da villa de Moncorvo. que durou até à extinção das ordens religiosas e ainda em 1796 era habitado por quinze recolhidas (374). Branca Borges de Castro. que era irmão de Pedro Lourenço de Tavora. ao que parece. era natural. juiz dos orfãos proprietario da villa de Moncorvo.

só restando as muralhas. 60. E O QUE SOBEIA SE MANDA DIZER DE MISSAS DE 50 REIS CONSTA DO L. mas hoje está completamente desabitada. Monforte de Rio Livre foi vila e sede de concelho.A A LAMPEDA E 2 CARROS DE LENHA. hoje chamada Hospital Velho. p. que deixa ver um vínculo de morgadio: CAPELLA DO ESPIRITO SANTO COM HOSPITAL PARA PASSAGEIROS POBRES. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . embutida na parede. 6 TEM 4 LIVROS COM O DO TOMBO E DO INVENTR. DOS SEUS RENDIMENTOS RESERVOU S. HUM JANTAR AOS POBR ES. à esquerda de quem entra. há a seguinte inscrição com algumas letras conjuntas.MONCORVO | MONFORTE DE RIO LIVRE 327 TOMO VI Na Capela do Espírito Santo. obteve em 1714 licença para oratório particular na sua casa de moradia (376). o castelo e casas em ruínas e sem moradores.TE P. que residiu em Monforte de Rio Livre.8 ROIZ.º O MORGADO DE MENDEL DOS BORGES DARA CADA ANNO HUMA CVBERTA DE BVREL NO VO DE 6 VARAS.A DIZER 4 MISSAS CADA SOMANA.º DOS REGISTOS FL.E A 4ª P. 15 E PROVISAM. MGD. A área do seu território e algumas povoações do seu concelho pertencem hoje ao de Chaves.E DO. ESTA NO L. maço Capelas. HOSPITA LEIRO COM 2000 HUM ALMUDE DE AZEITE P. 21. (376) Museu Regional de Bragança. em Moncorvo. TERA TRES CAMAS LIMPAS DE COLCHOIS E TRES DE ENXERGOINS E DOSE MANTAS. FL. TOMA O PROVEDOR CONTAS TODOS OS ANNOS SENDO PDO.º DAS AVALIACOINS DOS NOVOS DIREITOS FL. SERAIVA. 1726 (375). TEM HUM CAPELAM COM 14000 P. MONFORTE DE RIO LIVRE JOÃO DE PRADA. MORAIS (375) Ver a nossa monografia Moncorvo – Subsídios para a sua história.A DAR AO ADMI NISTRADOR.

de que lhe resultou o cognome da Torre. de quem teve ao Conde D. que Estevão Peres del Moral. Elvira. filha del-rei D. do qual foi filho o Conde D.. notícia X. E segundo Alvaro Ferreira de Vera em as Notas ao Conde D. Casou Gonçalo Rodrigues de Morais nesta cidade [de Bragança] com Constança Soares. Rodrigo Garces. que chamam Corredoura. filha de D. Pedro. porque dentro da sua fortaleza havia uma moreira e estava junto da antiga Soria e combatida do rei mouro de Toledo a defendeu de um rigoroso sitio de quatro mezes. Fernando de Castela e Leão. que o foi de MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Garcia de Naxan que cazou com a infanta D. copiámos o que segue: «É solar desta familia o lugar de Morais do destrito desta cidade e em sitio deste se conserva o nome de Torre e se tem achado vestigios e alicerces que insinuam foi edificio grande e a comum e recebida tradicão. Sancho (e não filho como vi em um papel da origem desta familia) com o qual morreu na batalha de Vales. pai do Conde D. filha de Fortum Lopes. foi o primeiro deste apelido. e foi seu filho o Conde D. ou Maria Fortunes. Os moradores de Morais dizem que em esta torre viviam os senhores dele e mostram um campo plano. Gonçalo Rodrigues de Morais é o primeiro que acho em esta cidade e povoou o lugar de Morais. Leonor. a que deu o nome e o de Lagoa e dizem ser filho de D. Sancha. Em algumas memorias que tenho visto desta familia se diz. que cazou com D. e mandando el-rei D. onde estes fidalgos exercitavam os cavalos. ano de 1100. senhor de Aza no bispado de Osma em cujo senhorio sucedeu seu filho D. Sancha Pires. Afonso. Descrição Topográfica da Cidade de Bragança. senhor de Aza.328 TOMO VI MORAIS Solar dos Morais De José Cardoso Borges. que pelos anos de 1107. sem cousa em contrario. Senhor de Soria da familia dos Morais. e pretendem trazer sua ascendencia do Conde Gonçalves Fernandes. Plana 107. afirma ser este o seu solar.. Garcia. cujo neto fazem a Gonçalo Rodrigues de Morais. Solar dos Morais. Fernando Gonçalves de Aza. filho do conde de Castela Fernão Gonçalves e de sua segunda mulher D. Sancho Abarca. Garcia Garces. Garcia de Aza. é descendente do Conde Gonçalo Fernandes. e a principal foi a dos Morais. primeiro de Aragão povoar a Soria pelos anos de 1119 por doze linhagens de fidalgos um destes. sendo alcaide ou governador de uma torre chamada del Moral. rei de Navarra. fólio 223 (mihi). filha de Soeiro Dias e de D. aio do infante D.

Fernandus Roderici Presbiter. Garcia Petris.MORAIS 329 TOMO VI Pedro Soares de Belmir e de D. tenente Senabria. Facta carta in Era M. Sancha Pires da acção que pretendia ter por cabeça de sua mulher em parte da quinta de Vila Meã e estava doada por outros fidalgos ao mosteiro de S. Caçarelhos e Genizo que hoje são aldeias do termo da cidade de Miranda e assinam em esta escritura Gonçalo Rodrigues e outros fidalgos desta cidade e de terra de Seabra que se achavam no mosteiro onde ela se fez na era de 1255 que é o sobredito ano de 1217. irmã de Fernão Mendes. quas ipsas haereditates emerunt Fratres ibi morantes regnante Rege Alfonso in Legione. que praesentes fuerunt et audierunt de Senabria Velasco Roderici. in Zamorense Martinus.a XLVIII in mense Maii regnante Rege Sancio in Portugali. que são da parte de sua mulher. que diz ser filha de Soeiro Dias e de D. et Miranda. filho de Fernando Feio e sua mulher Velasquite de ametade de São Joanico. De Bragancia Nunius Petris. Alfonsus Vermuis. Petrus episcupus in Astorica.a CC. Archiepiscupus Bracharensis Estefanus. Johani Petris. Gonçalvus Monis conf. que foi senhor de Bragança]. Este Gonçalo Rodrigues intendo foi o que deu o sitio e antiga capela de Santa Catarina. regnante Rege Alfonso filius rex Sancius in Portugali. Gontinha Pais da Silva. Sancio Fernandi frater ejus Alferiz.. Gonçalus Roderici Garcia Vermudes. Urraca Mendes. Martinho Paio Fernandes. Michel. Nunius Petrus conf. Goncalvus Roderici de Moralis conf. pois se acha em tempos tão proximos em 1210 e ainda vivia no de 1217 e consta de outra escritura da venda que fez ao mosteiro de S. Domino Laurencio Presbitero Rodrico Pelais Presbiter. Martinho da Castanheda. Constança Suarii uxor ejus conf. tenente Bragancia Fernandus Fernandi. Abbas Sancti Salvatoris de Castro Avellanarum D. Michaelis. o Bravo. De Gonçalo Rodrigues de Morais darei uma breve noticia da sua MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA .CCLV tercio Nonas Januarii in Monasterio Sancti Martini de Castinera. Velasco Menende conf. Petro Menendis. Roderiens Fernandi conf. Martinus Menendi conf. e a data desta é do ano de 1210 [20]. e Soeiro Dias filho de Diogo Gonçalves Ouveques e de D. Domno Gonzo. Abbas Saulti Salvatoris de Castro.. a qual tenho em meu poder e diz a data: istas supraditas haereditates compravit ea Pater meus Fernandus Fei cum Matre mea D. ao patriarca S. D. et Montenegro Fernandus Fernandi. tenente Bragancia. Teregia et post obitum eorum ipsas haereditates remanserunt in me filius suus Pelagius Fernandi: Facta carta in era M. Fernandus Garcia. Paio Guterre da Silva. Consta de uma escritura que tenho em meu poder da desistência que fez Gonçalo Rodrigues e sua mulher Constança Soares. Francisco quando fundou nesta cidade em 1214. adiantado de Portugal. filha de D.

g. Elvira Pires [Iria Pires de Tavares. 2º – MARTIM GONÇALVES DE MORAIS que viveu em tempo dos reis D.. D. e teve Rodrigo Afonso Pimentel. filho de Afonso Vasques Pimentel e de D. Lourenço. Alda Gonçalves. chefe desta familia.) MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA .330 TOMO VI MORAIS direita descendencia. cavaleiro. filha de Fernão Esteves de Maceira.. que é o ano de 1329 era já falecido neste tempo. senhor dos lugares de Morais e Lagoa. porquanto constava por carta del-rei seu pai os mandara dar e recebera Rui Martins de Morais. Ignez Rodrigues de Morais. dos mil maravidis velhos do São Martinho da renda das sacadas (são os direitos que paga o termo desta cidade) da era de 59. que tem Nº 34 se faz menção de Rui Martins de Morais. o Pintalho e de D. alcaide mor desta cidade e adiantado ou governador das armas das provincias da Beira e Entre Douro e Minho. Afonso 3º casou com D. Afonso 4º que diz aliviava a Afonso Vicente desta cidade. filha de Gonçalo Rodrigues de Morais e de D. Titulo 48 § 1º morava em esta cidade e foi juiz em o ano de1293. que honravam as suas herdades: e em outro instrumento. Casou com D. Maria Nunes qua o foi de D. Maior Martins e teve: D. Sancha Fernandes. Constança Rodrigues de Morais. 1º – GONÇALO RODRIGUES DE MORAIS (377). foi escrita em Lisboa por Estevão Pires na era de 1367. que (377) Parece ser filho de Rui Mendes de Bragança. filho de Vicente Domingues seu contador. a qual tem Nº 33 e é de procuração bastante que o concelho fez a Estevão Anes. 4º – D. Pedro. Nº 4 casou com João Afonso Pimentel. Guiomar Rodrigues de Morais que casou com João Vasques da Granja com geração. Casou segunda vez com Urraca Gonçalves de Leiria e teve: 5º – Gonçalo Rodrigues de Morais – Francisco de Morais – Sebastião de Morais. Agostinho. pelo que consta de escrituras e papeis que tenho visto desta familia. Nuno Martins de Chacim. e consta de um instrumento do archivo da Camara da era de 1331. D. S. Teve: 3º – RUI MARTIM DE MORAIS de quem fala o Conde D. CONSTANÇA RODRIGUES DE MORAIS. irmão de Fernão Mendes de Bragança (Nota do autor. que casou com Rodrigo Afonso Pimentel. e diz a mesma carta fora procurador de seus herdeiros um F. no qual está copiada uma carta del-rei D. comendador maior de Santiago. conego regular de S. teve de sua mulher Constança Soares. pelas duvidas que se ofereciam com algumas pessoas poderosas. dizem outros genealogistas]. Sancho Capelo e D.

que era filho de D. que cazou com Pedro de Morais Pegas. o qual cazou com Luciana de Morais. cazou com Henrique 4. 1 – De João Afonso Pimentel. e teve Rui Gonçalves de Morais. cuja neta madame Maria de Medicis. filha do marquêz de Vila Franca. D. Rui Gonçalves de Morais.. §. que passando ao serviço da corôa de Castela foi o primeiro conde de Benevente. e neta de Diogo de Morais da mesma vila e teve ao desembargador Pedro de Morais Pimentel e Diogo de Morais Pimentel. que teve Diogo de Morais Pimentel. e foi seu neto Diogo Pimentel escudeiro fidalgo a quem el-rei D. §.MORAIS 331 TOMO VI cazou com D. Leonor da Fonseca e foram seus filhos. Manuel mandou passar carta de nobreza e fidalguia em 22 de Abril de 1514. e de Diogo Pimentel acima foi filha Bernarda Pimentel de Louzada. e reis de França e Espanha reinantes pela senhora D. porque devia de dizer de João Fernandes de Morais. que diz ser filha de João Afonso Pimentel. que se acha na Torre do Tombo e desta consta ser filho de Alvaro Pimentel que se achou na tomada de Arzila e Alcacer e nas guerras contra Castela. e que era neto de João de Louzada e de sua mulher a dita Tereza Pimentel. §. João Afonso Pimentel. conde de Benavente: no que parece haver equivocação. Grão Duque da Toscana. alcaide mor de Evora e teve: Vasco Martins Pimentel. Tereza Pacheco. e aos duques da Grão Toscana. Leonor de Morais. 3. conde de Benevente. Tereza Pimentel da qual descendem os Pimentéis da vila da Bemposta. Leonor de Toledo. Rodrigo Afonso Pimentel 4. filha de Vasco Martins de Melo. se tem participado o sangue de Morais ás casas mais ilustres de Espanha. a qual cazou com Cosme de Medicis. §. 2 – Martim Afonso Pimentel. – João Fernandes de Morais. desta cidade cazou com Maria de Sousa e teve: MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . irmã do senhor de Cerralvo Estevão Pacheco e teve: Gil Afonso Pimentel e outros. 3 – João Fernandes de Morais. o qual passando para este reino cazou nesta cidade com D. João Afonso Pimentel cazou em Castela com D. capitão-mor da vila da Bemposta. 2 – Martim Afonso Pimentel. irmão de João Afonso Pimentel. Vicente desta cidade cazou com D. de França. que viveu nesta cidade e esta enterrado na igreja de S. Luiz Pimentel. o qual cazou com Branca Lopes. Francisco cazou com. senhor da Castanheira.. filha de Baltezar de Morais. 1 – João Afonso Pimentel. que está enterrado na igreja de S. §. cavaleiro do habito de Cristo e de presente [1721-1724] sargento-mor de infantaria desta cidade. §. Nº 11. Inez Vasques de Melo.

filha de Diogo Vasques de Nobrega. desta cidade. á qual el-rei D. o que se achou na batalha de Aljobarrota e teve: 9 – Rodrigo de Morais. cazou com Genebra de Macedo. 6º – MARTIM GONÇALVES DE MORAIS. e teve: Catarina Vasques de Morais. que era MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Lucrecia Lourença de Tavora. que outros chamam D. escudeiro vassalo del-rei. Ramiro de Leão pelo infante Albazar Ramires. cazou na mesma com Inez Rodrigues. Leonor de Morais de Tavora. Gregorio de Morais. condes de São João. que cazou com Constança Dias de Nobrega. desta cidade. e dizem. Catarina de Morais.332 TOMO VI MORAIS Gonçalo de Morais. Catarina de Morais de Tavora. Fernando fes mercê de Samodães e da colheita de Lamego e por este cazamento entraram os Morais na ilustrissima casa de Tavora. no distrito desta cidade. Nº 5. cazou na vila de Vinhais com Guiomar Gomes e dele descende toda a nobreza daquela vila. Estefania Soares e teve: 6 – Martim Gonçalves de Morais. cazou com D. 9º – RODRIGO DE MORAIS cazou com D. de que são senhores os marquezes de Tavora. no qual se continuou a direita varonia dos Morais. filha de Luiz de Madureira e de D. Gonçalo de Morais. Alda Gonçalves de Morais tem os morgados da casa de Tavora o padroado da abadia de Crasto Roupal vulgarmente chamada de Vinhas. que cazou com Francisco Borges. João de Morais. filho de Rui Martins de Morais. 8º – GONÇALO RODRIGUES DE MORAIS. que teve a Vasco Fernandes de Morais. 8 – Gonçalo Rodrigues de Morais. Alda Gonçalves de Morais. chefe dos Morais cazou com D. Leonor de Morais de Tavora nº 9 e teve: Rui de Morais. irmã de Lourenço Pires de Tavora e de D. Rui de Morais. Genebra Vasques de Morais. que trazem sua ascendencia del-rei D. Fernão de Morais. irmã de Martim Gonçalves de Morais. 7 – D. Guiomar Rodrigues de Gares. nº 8. que cazou com João Alvares e teve Juliana Alvares de Macedo. Teve: Rui Martins de Morais. filha de Rodrigo de Morais e de D. 5º – GONÇALO RODRIGUES DE MORAIS. vassalo del-rei. que por D. Lourença Pires de Tavora. que cazou com Lourenço Pires de Tavora. morador nesta cidade e foi juiz ordinario em 1468. Vasco de Morais.

João Iº e Luiz de Madureira. [abstemo-nos de transcrever as largas razões que apresenta tendentes a demonstrar a chefia dos Morais pelos Távoras. filha unica e herdeira. 16. que tem Nº 10. Nº 4 § 3. 58. Foi tambem Gonçalo Rodrigues de Morais procurador desta cidade nas cortes que se fizeram na de Lisboa em 1439 e consta dos capitulos dados em elas de 10 de Janeiro de 1440. Alda Gonçalves. lib. irmã de Martim Gonçalves de Morais. nem em ela vejo este apelido senão do tempo do alcaide mor Pedro de Sousa em diante. Rodrigo Afonso de Pousadas. reposteiro mor del-rei D.MORAIS 333 TOMO VI neta de Pedro Lourenço de Tavora. Teve: 10 – Gonçalo Rodrigues de Morais. como se vê em Gonçalo Neves [21] desta cidade. que cazou com Gonçalo de Morais. 10º – GONÇALO RODRIGUES DE MORAIS cazou com D. Inez Rodrigues. Alda Gonçalves de Morais. fol. Izabel Mendes e esta filha de Estevão Mendes de Tavora. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . cap. que foi senhor do Vimioso e irmão do dito Pedro Lourenço de Tavora. se achavam já descenderem dos Morais daquela ilustrissima casa por duas linhas. que parece ser filho de Pedro de Sousa. Gonçalo Garcia de Sousa (378) e teve Gonçalo Rodrigues de Morais e D. Deste Gonçalo Rodrigues de Morais. se faz menção em varios papeis do Arquivo da Camara e direi só de dous. 134 v. que estam no Arquivo da Camara e tem (378) BRANDÃO – Monarquia Lusitana. os quaes eram nossos vassalos dos bons e honrados da dita vila. Maria de Sousa. chefe dos Morais. mas porque faltando a varonia destes. foi servido ordenar se cumprisse o dito privilegio e que o corregedor tornasse as serventes e dis: E mandará tomar duas moças que tinham dous vassalos da dita vila a saber: Vasco Fernandes de Morais e Gonçalo Rodrigues de Morais. filho de Gonçalo Vas do Rego.. suposto havia Sousas mais antigos. Até Gonçalo Rodrigues de Morais se vê continuada por linha direita masculina a linhagem dos Morais de que era chefe. que parece ser filha de Pedro de Sousa. alcaide-mor do Vimioso e de D. nº 7.. parte V. Uma carta del-rei D. Hoje o são os Marquezes de Tavora. que tinha titulo de vassalo. Maria de Sousa. que tambem foi pertensor a herança do Conde D. alcaide mor desta cidade. filhos de Lourenço Pires de Tavora e de D. do corregedor da provincia de Tras os Montes mandar despedir duas serventes de soldada das que se davam dos orfãos ás pessoas de primeira nobreza por privilegio del-rei D. não só por direitos descendentes de D. No fólio 504 volta a tratar do mesmo assunto]. Afonso V de 1442. porque agravando o procurador do concelho. Duarte. 11 — Leonor de Morais. que esta cidade tem.

cap. no qual se copiou uma carta del-rei D. Gonçalo de Morais (é o que vai em nº 4 § 3). 136 e sim que passando Gil Afonso Pimentel com seu primo D. de quem descendem os condes de Lemos por sua filha D. escritos por Afonso Gil e assinados pelo infante regente D. 4. Maria de Valcarcel. fugindo á furia e perseguição de D. vereador. João Rodrigues de Valcarcel. fidalgo galego que veio morar a esta cidade. e tem Nº 14. e teve: Alvaro Gil de Morais Pimentel e D. conde de Benavente.) MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Gil Afonso Pimentel era filho de João Afonso Pimentel e neto de Martim Afonso Pimentel e este de D. cazou com D. e o acho em um instrumento do Arquivo da Camara de 1468. que tal não diz. Gomes Pires. Pedro Gonçalves. Izabel de Valcarcel. como erradamente se diz em um manuscrito moderno. (379) Em muitos manuscritos se cita a «Grande Leonor de Morais». faleceu Gil Afonso em março de 1468. (Nota do autor. Pedro. nº 4 § 2 e se uniram os Pimentéis por este casamento com os Morais de Bragança. e está enterrado no Capitulo de S. escudeiro vassalo del-rei. Afonso Pimentel. Maria de Sousa. fol. Teve: 12º – ALVARO GIL DE MORAIS PIMENTEL desta cidade.334 TOMO VI MORAIS Nº 6. Constança Rodrigues de Morais. que cazou com Alvaro Rodrigues Ozorio. em que ordenava que os coutos sejam obrigados vir velar a esta cidade. meirinho e adiantado maior do reino de Galiza. Gil Afonso. natural desta cidade e não da vila do Mogadouro. Francisco desta cidade. Nº 11 (379). Alvaro de Luna. a qual era filha unica de Gonçalo Rodrigues de Morais e de D. tomo I. a saber: Diogo Vasques de Nobrega. juiz ordinario. e já fica mostrado serem desta cidade. João Alvares. Izabel de Valcarce. 11º – D. linhagem muito ilustre e antiga com quem já outras vezes tinham aparentado os senhores da casa de Benavente. João Iº. Leonor de Morais. progenitores daquele condes. cazara Gil Afonso em esta provincia com D. procurador do concelho. escrivão da Camara e declara que todos são escudeiros. alegando o Nobiliario de Haro. cujo instrumento foi escrito por Afonso Fernandes de Lugo e nele faz menção das pessoas do senado. filha de João Rodrigues de Valcarcel. Afonso Anes. as montanhas de Mogadouro. LEONOR DE MORAIS. e o mesmo consta de outros capitulos das mesmas cortes que tem nº 5. Era João Rodrigues de Valcarcel descendente de Garcia Rodrigues de Valcarcel.

termo da vila de Penedono. D. D. que cazou com Alvaro Pires Borges. 63] e teve: Antonio de Morais que sucedeu no morgado. sua prima. bispo do Porto. filha de Aires Pinto Pereira. D. que cazou na quinta do Prado com D. filha de Francisco Ferreira de Sa. de Vale de Torno. filha de Simão Cabral de Mesquita com g. filha de Ambrosio de Azevedo Coutinho e de D. o qual instituiu o bispo do Porto D. s. comarca da Torre de Moncorvo e cazou com Fernão de Mesquita.. Francisca de Morais. Maria de Castro. capitão-mor de Favaios. comendador de Lamas. filha de João Ribeiro da Fonseca e de D. que sucedeu no morgado.MORAIS 335 TOMO VI João Alvares de Morais Pimentel que morreu na batalha de Rabena. Luiza de Meireles Pinto. de sua prima D. Francisca de Morais. Frei Gonçalo de Morais. Violante de Meireles. Francisco de Morais de Mesquita. Frei Gonçalo de Morais. Teodora Ferreira.. Francisca de Morais teve: D. Antonio de Morais Pimentel. que cazou com Romão de Almada de Vasconcelos. e teve: Antonio de Morais. e entre outros filhos teve: Antonio Borges de Morais Pimentel. e está contratado cazar com uma filha de Gonçalo Teixeira. Feliciana Pinto Pereira e teve: Antonio de Morais. Antonio de Morais cazou com sua prima D. Ambrosio Pereira Pinto de Menezes e outros. e teve: D. que cazou nesta cidade com Lopo Fernandes Machado. Francisca de Morais. da Ordem de Cristo e de D. Francisca de Morais acima. que cazou com D. Maria de Menezes. Antonio de Morais cazou com D. Brites de Morais que sucedeu no morgado de Selores a seu irmão Antonio de Morais Pimentel. filho de Rui Fernandes de Almada com geração. morgado de Macedo dos Cavaleiros. [Ver em Bragança – Ferreiras. João de Mesquita que cazou em Lisboa com. D. filho de outro e de D. comendador de S. pag. dos quaes descendem os morgados de Selores na vila de Ansiães pela maneira seguinte: Antonio Borges de Morais Pimentel. senhor que foi de vila Cahens. com capela na vila de Ansiães. e de D. filho de Gaspar de Mesquita de Morais Pimentel acima cazou na quinta da Salgosa. Inez Pimentel de Morais. Paulina de Guimarães. que sucedeu no morgado. g. 13 – Pedro Alvares de Morais Pimentel. Francisco de Morais de Mesquita de que tornarei a fazer lembrança. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . da Torre de Moncorvo. filha de Giraldo do Prado da Silveira. Violante de Morais Pimentel. Salvador de Selores. e teve: Gaspar de Mesquita de Morais Pimentel. com D.

nº 13. desta cidade. Maria de Castro. Ana Izabel de Mesquita e neto de Gonçalo Vasques Guedes. cavaleiro do habito de Cristo.336 TOMO VI MORAIS Izabel de Mesquita. lente de prima de leis. irmão de Gonçalo Vaz Pinto. Paulo e hoje opositor ás cadeiras. Cazou em S. monge de S. 13º – PEDRO ALVARES DE MORAIS PIMENTEL. foi comissario do Estado dos povos ao estado da nobreza. Teve: Tomaz Aires Pereira de Castro. senhor das vilas de Ferreiros e Tendaes. D. sucedeu por sua mãi no morgado do Souto que instituiu o bispo do Algarve D. filha de Gonçalo Vaz Guedes e de D. dividido entre os infantes filhos del-rei D. condessa de Marialva. Joana Manuel. como tambem no morgado de Salgosa. senhor de Murça e de D. filha de Nuno Alvares Pereira Pinto. Fernando e sua mulher D. e outros. Bernardo. com os foros reaes de Garajal e vila de Cernancelhe e por estes não caberem nas partilhas ao dito infante. Luiz seu herdeiro lhe fez doação da quinta e prazo in solidum de juro e herdade. fidalgo da Casa Real. que nas ultimas cortes em que juraram a S. para ele e seus successoros em satisfação dos ditos foros reaes que não houveram. Ana Maria de Castro Ozorio. padroeiro do capitulo de São Francisco (380). ainda sem estado. irmão de sua terceira avó D. Teve: 14 – Aleixo de Morais Pimentel. João Ribeiro da Fonseca. João da Pesqueira com D. g. Jeronimo Ozorio. morador na Torre de Moncorvo. Francisco de Morais de Mesquita e Castro. com o foro de seu pai. Isabel de Mesquita Ozorio. na Universidade de Coimbra. Frei Gonçalo de Morais. morreu conselheiro da fazenda. com g. que cazou na vila do Mogadouro com Gabriel Camelo de Morais. Arcangela. pelo infante D. cazou com D. mestre de campo de infantaria auxiliar. filha de João Rebelo de Sousa. Izabel da Fonseca. Francisco Alvares de Tavora. filho de Alvaro Vasques Guedes e de D. patrimonio Real. alcaide mor desta cidade. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Maria Pereira. que é maior pela estimação que pelo rendimento em razão que sendo a quinta da Salgosa. Maria Pereira. seu irmão o infante D. filha de Pedro de Sousa. Teve: Francisco de Morais de Mesquita e Castro. Guiomar Coutinho. (380) Ver Capítulo de S. Francisco – Pinheiros. Magestade por successor do reino. Izabel de Alvim. do habito de Aviz e de D. e Gonçalo Vaz Guedes. Manuel e ser doado o prazo da dita quinta a João Ribeiro Esmeraldo em casamento com sua mulher D. colegial de S. S. D.

Maria de Morais. destrito desta cidade s. arcediago da Regoa. Ana de Morais de Castro. comendador na Ordem de Cristo. g. deão de Miranda e D. aos herdeiros de sua cunhada D. 16 – Manuel Pinto Pereira. Teve: 17 – Gaspar de Morais Pintentel. Francisca Sarmento desta cidade. Francisco e foi casado com D. c. Diniz. Antonia de Castro. Marcos Pinto. comendador de S. Izabel Pereira de Morais. Francisco desta cidade e deixou na mesma capela um legado com obrigação de missas e por não ficar descendencia sua passou a administracão do morgado de Santa Catarina. com geração. Antonia de Castro. e teve: D. D. bispado do Porto. herdeira do antigo morgado de Santa Catarina que instituiu Pedro Esteves em tempo del-rei D. Nº 24 – Maria Pinto que cazou nesta cidade com Matias Sebastião de Novais de quem era filho Diogo Vaz Pinto. Maria de Morais Pimentel. Gaspar de Morais Pimentel ficando viuvo seguiu o estado eclesiastico. g. Maria de Morais. Nº 18. alcaide mor desta cidade e teve filha unica D. que cazou com Miguel de Quadros Cabral. senhor do morgado de Vilar de Perdizes. Ursula da Costa. 17º – GASPAR DE MORAIS PIMENTEL. Ana de Macedo. g. filha de Gregorio de Castro e de D. na Ordem de Cristo e de D. Francisca de Figueiredo. Ana de Morais de Castro cazou com Antonio de Macedo. 19 – Manuel de Morais Pimentel. D.MORAIS 337 TOMO VI 15 – Nuno Alvares Pereira. D. Antonia de Castro Morais. Miguel de Abambres. nº 14. Ursula de Castro. mulher de Antonio de Souza Pereira. Catarina da Costa Chaves. Izabel Gomes de Macedo. fidalgo da Caza Real do habito de Cristo e teve a Francisco de Macedo. nº 17. cazou com D. que está na vila de Chaves. o Doutor Manuel Mendes Pimentel. s. 14º – ALEIXO DE MORAIS PIMENTEL. cazou na vila de Chaves com MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . filha de Rui Gomes de Mascarenhas. 21 – D. Francisco de Morais. 18º – JAIME DE MORAIS PIMENTEL. cavaleiro do habito de Cristo e está enterrado no Capitulo de S. filha de Pedro de Figueiredo. que cazou com sua prima D. De D. D. que foi abadessa do mosteiro da Conceição desta cidade e a João de Macedo de Morais. foi abade de Serapicos e se mandou sepultar no capitulo de S. Inacio de Morais. que cazou em Viana de Alvite com Manuel Mendes Pimentel nasceram Sebastião Mendes Pimentel. 20 – António de Morais Pimentel. comendador de Salsas. 18 – Jaime de Morais Pimentel. cazou na vila de Chaves com D.

que foi mestre de campo de infantaria no Rio de Janeiro e morreu gloriosamente na primeira ocasião que os francezes foram áquele estado em que foram desbaratados nesta guerra passada. 109]. Gregorio de Castro Morais. Francisco de Castro Morais. Gregorio de Castro Morais. do habito de Cristo. comendador de S. parente dos condes de Lemos. fidalgo da Casa real. Joana Veloso. Maria de Tavora Leite. fidalgo da casa real. teve: João de Morais Castro Pimentel. Joana de Castro Morais. Luiz Alvares de Morais. cavaleiro galego. que cazou em Chaves com Francisco Leite Velho. mestre de MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . filha de Duarte Ferreira de Morais. e teve: D. Miguel do Bugalhal. Teve: Gregorio de Castro Morais. filhos de Martim Teixeira Homem e teve: Gregorio de Castro Morais. que cazou com Amaro Alvares Leite e D. Genebra de Campilho. D. pág. do habito de Cristo. com g. Gregorio de Castro Morais. Catarina do Salvador. que era filho de João de Castro. da provincia da Piedade. herdeira do morgado de Santa Catarina. D. filhas de Gregorio de Castro acima. Sebastiana Veloso. Ursula de Castro. Izabel da Costa Chaves.338 TOMO VI MORAIS D. irmã de D. que cazou em Chaves com Leonardo Teixeira Homem. Cazou com D. Gregorio de Castro Morais cazou com D. comendador de S. Miguel do Bugalhal. irmã do dito Leonardo Teixeira Homem. s. Frei Francisco de Chaves. filha de Francisco da Rocha e de D. fidalgo da Casa real. successor do morgado de Santa Catarina. cazou na vila de Chaves com D. morgado de Tuizelo [ver em Bragança – Ferreiras. filha de Francisco de Fontes de Sampaio. cazou com D. Maria Veloso de Vargas. Francisca da Rocha. Luiz Alvares de Morais. fidalgo da casa real. foi sargento-mor de batalha com o governo desta cidade e por vezes esteve encarregado do da provincia. governador do Rio de Janeiro. e outros a saber: D. Catarina Velozo Teixeira. g. morgado de Vila Verde. que cazou com Duarte Teixeira. Maria de Castro. Jaime de Morais Castro. cavaleiro do habito de Cristo. e teve: Francisco de Castro Morais. Francisca de Morais com Jeronimo de Morais. comendador na Ordem de Cristo. abade de Monforte de Rio Livre. Casou Gregorio de Castro Morais segunda vez nesta cidade com D. filha de Belchior Pinto Cardoso. Antonia de Castro. Teve: Francisco Xavier de Castro Morais. que cazou naquela vila com D. da vila de Mirandela e de D. mulher de seu irmão Gaspar de Morais Pimentel. Filipa de Campilho.

freiras no mosteiro da Conceição e outros e frei Eusebio de Castro. 21º – D. foi governador do arcebispado de Braga. do habito de Cristo. 20º – ANTONIO DE MORAIS PIMENTEL (irmão mais velho que Manuel de Morais). de Bragança]. descende a principal nobreza dela. Francisca Rosa e D. Ana. Violante Sarmento. e D. faleceu na sua igreja de Santa Eulalia de Cabanelas. que instituiu morgado. como fica dito. Izabel de Morais. que tambem cazou naquela vila. Barbora e D. assim como a de Francisco de Morais Madureira. Ana de Morais. Izabel de Madureira. Maria de Andrade de Soto Maior e de D. Gregorio de Castro Morais. onde se continua a sua descendência. cazou com D. e vai nos que pertencem a esta cidade. alcaide-mor desta cidade. D. Sebastiana Veloso. religioso e definidor. 19º – MANUEL DE MORAIS PIMENTEL. Frei Francisco Pereira. Ana Carneiro. filha de Francisco de Morais Palmeirim. alcaide-mor da mesma. Ana de Araujo. E de Antonio Carneiro e de D. fidalgo da Casa dos Serenissimos Duques. teve: Aleixo de Morais Pimentel doutor em canones. está sepultado na capela-mor do mosteiro da Conceição desta cidade. que cazou com Alvaro de Morais Madureira. e tem filhos: Martinho Correia de Sá.] D. morgado de Parada. e teve tres filhas. freiras no mosteiro da Conceição desta cidade. Frei Diogo de S. Maria. duas que foram freiras no mosteiro da Conceição desta cidade e dotaram os Serenissimos Duques. Guiomar Maria de Sá. de Lamego e deste de Miranda em ausencia de seu tio. cazou na vila de Chaves com Antonio Carneiro. com filhos: Gregorio de Castro Morais. fidalgo da Casa dos Serenissimos Duques. Jeronimo. que cazou com seu primo Pedro de Figueiredo Sarmento. religioso. D. [Ver Rio Torto. MARIA DE MORAIS PIMENTEL. e desta e de seu irmão Jaime de Morais. Guimar de Brito. filha de Martinho Correia Vasques e de D. seu primo. Matias de Castro Morais cazou no Rio de Janeiro com D. [Ver MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . que cazou nesta cidade com Lopo Sarmento. Frei Francisco de S. cavaleiro do habito de Cristo. Nº 21. José de Morais Castro e Andrade. D. Bento de Morais Pimentel. Brites Sebastiana.MORAIS 339 TOMO VI campo de infantaria e cazou no Rio de Janeiro com D. [Ver Parada. cazou com D. o bispo D. que instituiu o morgado e continua a sua descendencia. um dos varões insignes da religião de Santo Agostinho. herdeira do morgado de Parada. da cidade de Lisboa. Izabel. D. Nº 19. Maria de Morais Pimentel foi filha D.

por ser irmão de D. D. do concelho de estado em Madrid no de Portugal. Prior de Aviz. seu neto. que o foi de João de Macedo. 22º – PEDRO ALVARES PEREIRA.] 15º – NUNO ALVARES PEREIRA. cazou com João Pinto Pereira. senhor de Sarzedas e de sua mulher D. dos quais foi filho Bento Pereira de Melo. D.340 TOMO VI MORAIS em Bragança – Figueiredos. filha de Pedro Alvares de Morais Pimentel e de D. filha de João de Sousa. da mais escolhida nobreza dela e principal da provincia e teve: 22 – Pedro Alvares Pereira. filha de Lopo de Mariz e de D. Maria Pereira. deão de Coimbra. Luiz Alvares Pereira. alcaide-mor desta cidade e todos naturais da mesma. filho de Pedro Alvares de Morais Pimentel. IZABEL PERElRA DE MORAIS. Catarina Pereira. que morreu em Tanger em um encontro com os mouros. Gonçalo Vaz Pinto. cazou com D. Haro só faz menção de Francisco Pereira Pinto. Frei Francisco Pereira. foi decretado para conde de Muja e cazou com D. 23º – D. 23 – D. pelo serenissimo infante cardeal D. Cezilia de Tavora. filha de Rui Gomes Mascarenhas Vilhena de Barbuda. bispo de Miranda. inquisidor do Santo Oficio no Tribunal da mesma cidade. cazou com D. do Paul de Muge e das jugadas de Torres Vedras. comendador de Santa Maria de Marmeleiro na ordem de Cristo. primeiro conde de S. teve: Francisco Pinto Pereira. Antonia de Barbuda. 24º – D. filha MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Agora direi os filhos que teve. filha de D. que cazou primeiro com D. Izabel de Mariz. que cazou com D. do conselho Real das ordens e da Santa e Geral Inquisição. Maria. D. governador de Alcobaça. Fernando. do concelho de Portugal em Madrid. governador do Brazil e teve ao famoso heroe Nuno Alvares Botelho. [Ver Quintela de Lampaças]. Brites de Lima. de que não ficou sucessão. 131. em cuja ilustrissima casa se continua com tanto esplendor o nobre sangue dos Morais de Bragança. Nº 16. Ana de Macedo. que era seu tio. Miguel. Mecia de Faro e teve Nuno Alvares Pereira e D. alcaide-mor de Outeiro e de Branca de Souza. que segunda vez cazou com D. um dos maiores talentos daquele tempo. Maria Botelho. Maria Pereira. Maria Pereira. que cazou com D. 16º – MANUEL PINTO PEREIRA. Damazia de Castro. pág. MARIA PEREIRA cazou com Diogo Botelho. Nº 13. governador da India. senhor de Serra Leoa. Nuno Alvares Pereira e outros. Luiz Lobo da Silveira. Nº 15. alcaide-mor de Ervededo. Joana de Lima e teve: Francisco Botelho.

D. que Gonçalo Rodrigues juntasse estas armas por parte de sua mulher. aberto em pala: na primeira uma torre de prata lavrada de preto. da ordem de S. de Vinhais. que a cercam. D.. Bento. abade do mosteiro de S. Frei João Pinto. Maria Pinto Pereira. com g. com telhado de ouro. Maria de Morais. com g. Izabel Pereira. que cazou com Pedro Borges Rebelo. natural de Macedo dos Cavaleiros e segunda ver em Vila Real com D. que cazou em Lamego com Diogo Gonçalves Leite. lhe competiam» (381). Catarina de (381) Ver o volume IV. freira em Santa Clara de Amarante. Ana Pinto Pereira. [Ver Quintela de Lampaças. quando esteve sitiada pelos leoneses em 1193 e o pé de agoa pelos rios Sabor e Fervensa. Com esta breve relação se vê que a maior parte da nobreza desta provincia descende deste solar [dos Morais] . morgado do Corpo Santo. Mas bem pode ser. Izabel Botelho de Mesquita. LUÍSA CAETANA DE AMARAL SARMENTO. E a torre que ajuntaram os deste solar [Morais. pedia particular tratado». 1º D. Por timbre uma amoreira.] D. que cazou na Torre de Moncorvo com Gaspar Mendes de Vasconcelos. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Descreve em seguida as armas dos Morais: escudo em campo vermelho.. pois para se dar [relação] com individuação de todos os que são Morais. que por ser da familia dos Bragançãos. de Bragança] que são as antigas armas de um dos principais que se acharam na sua defensa [de Bragança]. D. que defendeu o castelo assim chamado e de que tomou o nome. del Moral.MORAIS 341 TOMO VI de Pedro Borges de Rebelo. D. destas Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança. filha de João Correia de Mesquita. Ana Cortês de Figueiredo. Neta paterna de Manuel de Amaral Sarmento e de D. filha de António de Amaral Sarmento e de D. Diz depois: «E dizem ter esta significação: a moreira que faz alusão a Estevão Peres. junto de um pé de água e uma bandeira de prata e na segunda uma amoreira com raízes em verde. morgado de Macedo dos Cavaleiros. p. que foram senhores desta cidade. 344. Miguel de Refoios de Basto.

82. João Gomes Mena. faleceu em Morais a 7 de Abril de 1817. tinha em 1700 um oratório particular nas suas casas de moradia. fol. também chamado João Gomes de Figueiredo. onde se celebrava missa. natural de Izeda. Ana Cândida de Azevedo Ferrão e seu sobrinho. ANA JOAQUINA DE ORDAZ SARMENTO BOTELHO. Francisca Antónia. que residiam em Miranda do Douro. 18. 4º Em 1804 foi concedida licença para se benzer a capela de S. Nasceu a 5 de Agosto de 1729 e vivia em Morais. freira em Bragança. do morgadio de Duas Igrejas. D. Teresa Angélica. nem de outro matrimónio teve filhos (383). natural de Morais. instituído em 1623 pelo licenciado João Ferraz (no manuscrito está pouco perceptível. Cartório Administrativo de Bragança. fez testamento em 1844 deixando por herdeiros: sua mulher D. cidadão brasileiro (384).342 TOMO VI MORAIS Queirós. Neta materna de João Gomes Mena. Casou. livro dos Testamentos de Izeda. 3º ANTÓNIO MANUEL DE AMARAL SARMENTO DE MORAIS. com o coronel de infantaria Carlos Mascate de Ordaz. Noviciou em 1752 no convento da Santa Clara de Bragança (382). uma cunhada. D. mas parece Ferraz) e por sua mulher D. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . mas não estava em condições e por isso requereu para o legalizar canonicamente. 2º D. que faleceu em Bragança. que parece ser o acima citado. natural de Miranda do Douro. por sobreviver à filha deste. e era administradora. Nem de um. neto de seu tio paterno José Maria de Figueiredo Sarmento. Tinha uma irmã. em primeiras núpcias. (384) Ibidem. mas casado em segundas núpcias. deixando por testamenteiro seu marido António Manuel de Amaral Sarmento e Mena. Freiras de Santa Clara. de Vinhais. morador em Morais. coronel do exército. (383) Museu Regional de Bragança. Merenciana. filho primogénito de seu tio Francisco Xavier do Amaral Sarmento e Mena. maços 1 e 2. que herdou por morte de seu avô materno João de Ordaz Flores Morais. D. na companhia de seu tio António Gomes Mena. desde Setembro de 1703. D. fol. Leonor Neto. Maria Josefa. Pan- (382) Documentos do Museu Regional de Bragança. livro 54. Mariana de Ordaz Flores Morais. e de D. e uma tia.

Francisca de Lobão. capitão-mor de Vila Flor. e de D. (387) Museu Regional de Bragança. maço Capelas. Professou em 1766 no convento de Santa Clara de Vinhais (388). na referida povoação. Vínculo de morgadio ou obra do povo? Seria construída neste ano ou apenas se trata de reparações que tornavam necessária a benção? Do documento nada mais se pode concluir. (386) Ver o volume IV. Antónia Maria de Sá Borges. maço Capelas. de Vila Real. concelho de Monforte de Rio Livre. Neta materna de Aleixo Borges de Sá.MORAIS | MOSTEIRO | NABO 343 TOMO VI talião. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . sita fora da povoação de Morais. MOSTEIRO FRANCISCO DE SÁ PEREIRA e sua mulher D. Neta paterna de João Borges de Morais. maço Freiras de Santa Clara. Teresa Josefa Botelho. que residiram em Nabo. concelho de Vila Flor. destas Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança. natural de Nabo. 344. hoje de Chaves. Maria Afonso Júnior instituíram um vínculo de morgadio em Morais de que foi administrador Francisco Xavier de Sousa Júnior (386). cavaleiro professo na Ordem de São Tiago. (388) Ibidem. e de D. p. além da benção (385). que residiram em Mosteiro. NOGUEIRA (385) Museu Regional de Bragança. Francisco. com vínculo de morgadio. 5º Padre ANTÓNIO AFONSO JUNIOR e D. Em 1753 era José de Morais Pereira do Lago administrador desta capela (387). Maria Correia da Conceição. NABO D. dedicada a S. erigiram em 1702 uma capela. filha de Luís António de Morais e Castro e de D. TERESA MARIA DE MORAIS. concelho de Macedo de Cavaleiros.

D. e sobrinhas: D. a quem em 8 de Maio de 1866 foi conferido o título de visconde de Outeiro.344 TOMO VI NOGUEIRA | OUSILHÃO | OUTEIRO PEDRO PIRES. de Nogueira. concelho de Bragança (391). § 30. 2º D. Tinha sobrinhos: D. Joana e D. Miguel Machado. artigo – Outeiro. liv. Francisca. Este morgadio era de livre nomeação. Legou-o ao: 2º Doutor ANTÓNIO DE PAIVA PONA. 46 v. José Cardoso – Descrição Topográfica da Cidade de Bragança. cidadão de Bragança. Tinha um irmão. faleceu a 3 de Março de 1832. sem preferência de rigorosa agnação ou cognação. casado com D. maço Capelas. Maria José (esta residia em Quintanilha) (392). notícia XI. J OANA M ACHADO DE F IGUEIREDO A NTAS. deixando por testamenteiro Francisco António Machado de Morais Antas. 3º LUÍS ANTÓNIO RODRIGUES DE CARVALHO. distrito de Bragança. provedor da comarca de Miranda. erigiu em 1716 uma capela a Nossa Senhora das Mercês. presbítero. casada com o capitão Manuel Fernandes. Cartório Administrativo. (391) LEAL. D. limite da mesma povoação (389). termo de Bragança. 100. Pinho – Portugal Antigo e Moderno. Cândida. Joaquina. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . D. sargento-mor das vvccc (389) Museu Regional de Bragança. (390) BORGES. D. do lugar de Ousilhão. (392) Museu Regional de Bragança. Joana de Barros (390). «Dos Morgados». de Outeiro. Felisbina e Francisco António Machado de Morais Antas. fol. deixando por testamenteiro o Padre Francisco Xavier Machado Antas. de Outeiro. OUSILHÃO 1º Doutor MATEUS FERREIRA DOS REIS instituiu em 29 de Dezembro de 1705 um morgadio na sua capela de Santo António. Maria Matilde. no sítio chamado Cruz. faleceu a 21 de Novembro de 1818. fólio 323 (mihi). OUTEIRO 1º JERÓNIMO TRIGUEIROS DE ARAGÃO.

fol. Ver em Vinhais – Buiças. com algumas letras inclusas e conjuntas: SEPVL TVRA DE GASPAR DE MOR AIS BVI SSA. com algumas letras inclusas: AQVI IAS M ANO E L RO D RIGVE S DEAN DRAD ARCDI AGO DE MRDA 1715 Noutra sepultura idêntica à anterior. no pavimento da mesma igreja.OUTEIRO 345 TOMO VI ordenanças de Outeiro. de granito. encontra-se a seguinte inscrição. E SEVS S VCESSO RES FALEC EV EM 8 DE MAIO DE 1715 (393) Museu Regional de Bragança. encontra-se a seguinte inscrição. PA RA SI. livro 204. no pavimento da igreja do Santo Cristo de Outeiro. casado com D. Numa sepultura raza. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . 44 v. Maria da Conceição (393).

Também junto ao assombroso templo da Batalha se conserva a humilde capelinha.L DA CIV.A E GOVRO. XPº A 26 DE A BRIL DE 1698 AS E SE REDEFICOU ANNO 1755. no pavimento da mesma igreja. tão pobre quanto aquele é sublime de arte. lado norte. conservando contudo a capelinha como relíquia veneranda. Na padieira da porta de uma capelinha contígua à igreja do Santo Cristo do Outeiro encontra-se a inscrição que damos abaixo. onde D. caso vencesse em Aljubarrota. A 8 DE 7BRº DE 1742 A S. João I fez o voto de erigir um magestoso templo a Nossa Senhora da Vitória. brasonada.346 TOMO VI OUTEIRO Ainda noutra sepultura idêntica à anterior.M AGº NAT. em duas lápides as seguintes inscrições: A 26 DE ABRIL DA ERA ABAIX O POSTA SUOU O SANTO XPÕ. encontra-se a seguinte inscrição com algumas letras inclusas e conjuntas: AQVI IAZ IOZEPH S ARMTº FIDLº DA C. E NO ANNO DE 1698 TEUE P RINCIPIO E STA CAPELLA. da igreja do Santo Cristo de Outeiro. NESTA CAPELLA SU OU O S. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA .R q.D DE MI RD. É provável que esta capelinha fosse a primitiva dedicada ao Santo Cristo e que em 1698 tivessem construído o artístico templo. FOY D O CATº DESTA V.A DE O VTº FOI SEPVLTAD. Na coluna que sustenta o arco do alpendre da porta lateral. encontram-se.A DE S.

PALAÇOULO PEDRO NUNES BARRETO. e cinco alqueires de pão cosido na Pascoa de coresma repartidos por cem pobres. filho do capitão-mor (da mesma vila? é provável. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . concelho de Miranda do Douro. Recebeu ordens menores em 1817. cidadão de Bra- (394) Museu Regional de Bragança. da vila de Paçó. morgado de Palaçoulo. (397) Museu Regional de Bragança. de Palas. por não haver ali igreja e muitas pessoas falecerem sem Sacramentos (397). Maria Afonso Roxo.PAÇÓ DE VINHAIS | PALAÇOULO | PALAS | PARADA DE INFANÇÕES 347 TOMO VI PAÇÓ DE VINHAIS JOÃO ALVES DE MORAIS. presbítero. José. fidalgo do solar da casa de Parada. ordens de subdiácono e menores em 1820 e 1808 (394). respectivamente. 347. familiar do Santo Ofício. (395) Ver o volume IV. de Armoniz. e de D. (396) Ibidem. vivia pelos anos de 1779 e tinha encargo de mandar celebrar certo número de missas (395). PALAS FRANCISCO BERNARDES. destas Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança. maço Ordinandos. irmãos do precedente. maço Capelas. «O Mordomo do Senhor pelo Foro duas Missas. PARADA DE INFANÇÕES Família Morais Madureira Feijó ANDRÉ SOARES DE MADUREIRA. concelho de Vinhais. a arratel de pão cada hum» (396). da província de Trás-os-Montes. Esta disposição inculca vínculo de morgadio. concelho de Vinhais. mas o documento nada esclarece) Luís Alves de Morais. p. receberam. erigiu em 1725 nesta povoação uma capela dedicada a S. José Alves de Morais e António Bernardo de Morais.

era filho legítimo e único de Pedro Soares do Rego e Sousa. cavaleiro da Ordem de Cristo. capitão de um terço de infantaria volante. Neto materno de António de Morais Madureira Feijó. e de António de Sá Pereira do Lago. todos descendentes dos moradores da Casa Real. neta paterna de Luís Anes de Madureira. verdadeiro descendente de D. quarta neta de Rui de Mascarenhas. filha e herdeira de Álvaro Anes de Madureira. progenitor também do coronel de infantaria Pedro Soares. e de D. Miguel Pereira. como senhorios de terras. capitão de um terço de infantaria volante. Bisneto materno de outro António de Morais Madureira.348 TOMO VI PARADA DE INFANÇÕES gança e natural da vila de Riborda. e de D. comendador da Ordem de Cristo e tesoureiro do tesouro particular que naquele tempo tinham os monarcas portugueses. Ana de Morais. senhor MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . que foi avô de Gregório de Castro Morais. governador de Monforte de Rio Livre. governador das armas de Trás-os-Montes e comendador de São Miguel de Bogalhal) e de D. quinta neta de Álvaro Pires de Meireles. Ana de Macedo. e de D. sua prima. governador de Monforte. fidalgo da Casa Real. Pedro. o Palmeirim. fidalgo de solar. coronel de cavalaria. fidalgo de solar. que serviu em África. senhor da Torre de Moncorvo. e de D. senhor da casa de Parada e das jugadas e mais senhorios já citados. nas três ordens militares. fidalgo de solar. Benedita de Morais Madureira Feijó. Ana de Morais e Sousa. Terceiro neto paterno de Pedro Aires Soares. Branca de Sousa. fidalgo de solar. e de D. de Chacim. S. de quem tambem descende D. e de D. capitão fronteiro da província de Trás-os-Montes. comendador de São Miguel de Abambres. Isabel de Morais. capitão de um terço de infantaria volante. Maria de Sá de Morais e Sousa. Anastácia Pereira. filha de Gonçalo Borges Rebelo. Neto paterno de André Soares Aires. Isabel de Madureira. general de batalha. Quarto neto materno de António de Morais Pimentel (irmão de Jaime de Morais Pimentel. filha de Francisco de Morais. mestre de campo de um terço de infantaria volante. Terceiro neto materno de Álvaro Anes de Morais Madureira. alcaidarias-mores e comendas. Bisneto paterno de Pedro Aires Soares. e de D. senhor da casa e solar de Parada e mais senhorios pertencentes à mesma. e de D. Grijó e Coelhoso. Paredes. nono senhor dos morgadios do Corpo-Santo e Quintela de Lampaças. filha de Diogo Goncalves Borges. e de D. e das jugadas de Parada. cavaleiro da Ordem de Cristo. filha de Afonso Gomes de Mascarenhas. senhor da casa e solar de Parada. fidalgo de solar. Ana de Lobão Mascarenhas. filha de Manuel de Morais Pimentel e de D. Maria Borges. Nuno de Aguilar.

Quinto neto materno de Aleixo de Morais Pimentel. ambas filhas de D. e os instrumentos jurídicos e autênticos que conservam os interessados nesta ascendência de que existem os originais na Torre do Tombo. Biduedo. fidalgo da casa de El-Rei D. e de D. Maria. Francisco de Bragança. e de D. governador da Índia.PARADA DE INFANÇÕES 349 TOMO VI da casa de Parada e mais jugadas dos citados lugares e senhorios. irmão de Rui Vaz Pinto. e de D. conde de Lemos. e de D. senhor de Carvajales. Miguel de Abambres. Sexto neto materno de Pedro Álvares de Morais Pimentel. neta de Afonso Gomes Mascarenhas. Mexia de Faro e foi pai de D. filha de Nuno Álvares Pereira. terceiro senhor de Murça. Isabel Gomes de Macedo. Afonso Pimentel. S. bisneta de Álvaro Anes de Madureira. filha de Rui Gomes Mascarenhas. senhor das vilas de Ferreiros e Tendais. na casa dos senhores da Serra Leoa. e de D. Isabel de Barros. irmã de D. a cuja mesa arquiepiscopal pertenciam as citadas rendas. padroeiro do referido capítulo. Afonso V (a quem serviu nas guerras do seu tempo e acompanhou na batalha do Toro e nas conquistas de África. senhor de Serra Leoa. João III. D. que. fidalgo da casa de El-Rei D. padroeiro do capítulo do convento de S. pai de Pedro Álvares Pereira. que depois foram marqueses de los Vales. bispo de Miranda e Lamego. e de D. Francisco Pereira. Maria Pereira. Rodrigo Osório. filha de D. Maria. Pedro. comendador de S. e de D. casou com D. Pedro I. Val de Prados. senhor de Vila Franca de Sesulfe. Maria Pereira. atrás citado. Francisco de Bragança (irmão do secretário de Estado Nuno Álvares Pereira de Morais. mãe do grande Nuno Álvaro Botelho. sendo um deles o que lhes concede o direito de levantar torres nos paços de sua residência). Paredes. cuja igreja edificou. de quem descendem os condes de S. seu primo coirmão. Arufe. Ana de Macedo. aldeia de Corda-real (?) e outras mais em Trás-os-Montes. que teve a mercê do título de conde de Muje. comendador da Ordem de Cristo e padroeiro do capítulo do convento de S. Grijó e Coelhoso. João I e D. mãe de D. Frieira. veador da infanta D. D. João Rodrigues de Valcáceres. conde de BenaMEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Ana Fajardo. Lourenço da Cunha. como testemunham as magníficas doações que lhe fizeram D. Dinis. de cuja ascendência trata o Nobiliário de Afonso Lopes de Haro. e de D. voltando de Castela para Portugal com seu primo D. Esta casa de Parada foi sempre muito distinguida pelos monarcas. Miguel). Isabel de Valcáceres. por bula do Papa Urbano VI. Oitavo neto materno de Gil Afonso Pimentel. Afonso V. em Castela. expedida no ano de 1417. filha de Gonçalo Vaz Guedes. Sétimo neto materno de Álvaro Pires de Morais Pimentel. João Fajardo. Maior de Valcáceres. Foi este fidalgo o primeiro senhor das vódas ou jugadas de Parada. com consentimento do arcebispo primaz D.

senhor da grande casa de Távora. senhor da casa de Távora. que viveu no tempo de D. Lourença da Fonseca. filha e herdeira de Gonçalo Rodrigues de Morais. senhor de Morais e outras terras.350 TOMO VI PARADA DE INFANÇÕES vente. e de D. Maria de Sousa. filha de Lourenço Pires de Távora. Urraca Gonçalves de Leiria. Vinhais e Outeiro). sexto padroeiro do mesmo capítulo. e de sua segunda mulher D. e de D. Lourença Pires de Távora. no convento de Bragança. quinta neta de Rui Martins de Morais. quarto padroeiro do mesmo capítulo. Décimo neto materno de Martim Afonso Pimentel (irmão de Afonso Pimentel. Afonso V. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . que foi o primeiro desta ordem que houve em Portugal. que passou para Castela e foi lá o primeiro conde de Benavente. que casou com o segundo Lourenço Pires de Távora. e de D. oitavo padroeiro do referido capítulo. e de D. neta paterna de Rodrigo de Morais. senhor da Castanheira. Décimo segundo neto materno de João Afonso Pimentel e de D. Décimo primeiro neto materno de João Afonso Pimentel. sexta neta de Martim Gonçalves de Morais. quinto padroeiro do referido capítulo. donde era oriundo. e de D. Inês de Melo. Genebra de Macedo. primeiro conde de Benavente. filha de Rui Martins de Morais. terceira neta de Martim Gonçalo de Morais. quarta neta de Gonçalo Rodrigues de Morais. alcaide-mor de Bragança. e lá casou com D. pelos anos de 1210 a 1217. e de D. Álvaro de Luna. vassalo de El-Rei D. Francisco. alcaide-mor de Bragança e senhor do solar de Morais. Elvira Pires. e o padre-mestre Esperança na História da Província de Portugal. Sancho. e de D. Francisco. filha de Vasco Martins de Melo. Alda Gonçalves de Morais. e D. alcaide-mor de Évora. filha de Serralvo. Estefânia Soares. que fugia às perseguições de D. Leonor de Morais. Nono neto materno de João Afonso Pimentel. senhor de Morais e outros lugares. e foi quem doou ao patriarca S. sétima neta de Gonçalo Rodrigues de Morais. segundo padroeiro da igreja de S. casou na cidade de Bragança. senhor de Bragança. o Capelo. que depois foram marqueses e grandes. Povos e Cheleiros. que residiu em Bragança. como atesta o cardeal Gonzaga na História Seráfica. pais também de D. Afonso III. com sua prima D. bisneta de Gonçalo Rodrigues de Morais. e de D. Constança Rodrigues de Melo. Teresa Pacheco. Francisco a sua ermida de Santa Catarina e a cerca em que o mesmo santo fundou o seu convento. terceiro padroeiro do dito capítulo. primeira parte. comendador-mor de Santiago. terceiro padroeiro da igreja de S. a quem prestou grandes serviços. que passou para Castela com seu tio João Afonso Pimentel. sétimo padroeiro do referido capítulo. e chefe da família dos Morais. Leonor de Távora.

87 v. 1ª. e de D. de Fornelos. A 9 de Julho de 1755 foi passado brasão de armas a André Soares de Madureira. (401). senhor da quinta e honra da Torre. 21. no segundo vêm-se duas (398) SANCHES DE BAENA – Arquivo Heráldico Genealógico. não condiz bem com as armas que lhe dão os livros de heráldica. etc. p. como atrás se descreve (400). part. p. artigos «Madureira» e «Morais».. rico-homem. p. Teve por brasão de armas um escudo com as armas dos Morais e dos Madureiras. Sucedeu-lhe Bernardo Correia de Morais e Castro. (399) Resenha das Famílias Titulares do Reino de Portugal. Décimo quinto neto materno de Martim Fernandes Pimentel. MARTINHO DE MORAIS CORREIA DE CASTRO. (400) Resenha das Famílias. etc. formado nas jugadas de Parada. Portugal: Dicionário Histórico. Maria Ana. bem como grande parte das propriedades de que era constituído o morgadio. 32. e por cima. e part. um ramo a todo o comprimento. 1ª. primeiro Visconde de Azenha.. Por timbre o leão das armas dos Madureiras (398). que residiu em Guimarães e era filho do primeiro Visconde de Azenha (399). MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . p. É um escudo esquartelado: no primeiro quartel vêm-se duas flores de liz e dois quadrúpedes. que mais parecem porcos ou cachorros do que leões. fol. horizontalmente. primeiro citado nesta longa série de fidalgos de Parada. Biográfico . 2ª. marechal de campo. Paredes. O título de visconde de Azenha foi criado a 3 de Julho de 1823 e o morgadio de Parada a 13 de Maio de 1417. passando este morgadio para seu neto Inácio de Morais Correia de Castro Leite de Almada. por compra. Sancha Fernandes de Maceira. Décimo quarto neto materno de Vasco Martins Pimentel. Afonso Vasques Pimentel.. 19. Gonçalo Pereira. e de D. livro particular. sucedeu em 27 de Junho de 1827 a seu primo António de Morais Madureira Lobo Feijó no morgadio de Parada de Infanções e faleceu a 23 de Junho de 1833. segundo Conde de Azenha. O brasão que a adorna. que foi avô materno do arcebispo primaz D. (401) SANCHES DE BAENA – Arquivo Heráldico Genealógico. part. artigo Azenha. ao doutor António Rapazote e a seus irmãos.. 32.PARADA DE INFANÇÕES 351 TOMO VI Décimo terceiro neto materno de D. A casa solarenga destes fidalgos de Parada pertence hoje. o que não condiz perfeitamente com as armas dos Madureiras. que está registado no Cartório da Nobreza..

artigo Madureira. part. Luísa Ferreira de Castro. parte 1ª. (403) SANCHES DE BAENA – Resenha das Famílias Titulares e Grandes de Portugal. era filho do bacharel Francisco José Nunes da Fonseca Moniz e de D. que nasceu a 9 de Novembro de 1799 e faleceu a 26 de Outubro de 1867. I. livro 8. armas dos Dragam. arcediago de Neiva. armas dos Morais. E (402) SANCHES DE BAENA – Arquivo Heráldico Genealógico. p. p. primo-irmão do arcebispo primaz de Braga. 31. em que viveu Álvaro Anes de Madureira. Será uma águia. leão ou o quer que seja. Está registado no Cartório da Nobreza. presbítero secular. abade de Santa Eulália de Beiriz. de que fala Vilas Boas? Por timbre tem um quadrúpede. no segundo as dos Moniz. Rosália Maria Rita de Assunção Torres. ANTÓNIO BERNARDO DA FONSECA MONIZ. primeiro Conde de Arrochela. no vértice superior do ângulo formado por elas uma cara de mulher. vol. cavaleiro professo na Ordem de Cristo. que lhe fez muitas e importantes mercês. um ramo que será de feijoeiro e ainda outro emblema que não percebi o que seja. desembargador da relação metropolitana de Braga e secretário do reverendo arcebispo da mesma diocese. Francisco de Bragança. bacharel em direito pela Universidade de Coimbra. (404) SANCHES DE BAENA – Arquivo Heráldico Genealógico. confirmadas pelo papa Urbano VI. no quarto vê-se um animal alado. foi vigésimo sexto padroeiro. 200 (404).352 TOMO VI PARADA DE INFANÇÕES espadas cruzadas com as pontas para baixo. do Capítulo do extinto convento de S. Maria de Madureira Ferreira de Castro. 2ª. NICOLAU DE ARROCHELA VIEIRA DE ALMEIDA SODRÉ LABORÃO DE MORAIS CASTRO PIMENTEL. Afonso V. Neto materno de João Torres Portocarrero e de D. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . A família dos Madureiras foi de grande distinção no tempo de El-Rei D. jazigo da ilustre família dos Pimentéis (403). D. D. Teve por armas um escudo ovado e esquartelado: no primeiro quartel as armas dos Fonsecas. o que não condiz com as armas dos Feijós. fol. Afonso V também lhe fez várias mercês (402). Neto paterno do bacharel José Nunes da Fonseca Moniz e de D. por direito de sucessão. Lourenço da Cunha. 142. no terceiro as dos Ferreiras e no quarto as dos Castros. natural da vila de Moncorvo. Foi-lhe passado este brasão a 19 de Abril de 1826. no terceiro vê-se a torre e a amoreira.

Diz ele: «O morgado de Parada. onde publicamos uma geneologia de Sepúlveda.PARADA DE INFANÇÕES 353 TOMO VI Como por várias vezes nos referimos ao título de «padroeiro da capela do capítulo de S. são de apreciar. trata da questão da venera de Nossa Senhora da Conceição que. referente a este assunto. Outra genealogia da Família Morais Madureira Feijó Damos a seguir outra genealogia dos Morais Madureiras Feijós. pois não aparecem em Parada documentos que tal justifiquem. dous lobos. que. uma cabeça e sobre ela um ramo e por baixo das espadas uma serpente. Si é frequente este nome nos morgados desta casa. Senhora da Conceição e se tem por imemorial trazerem estes morgados uma venera da Conceição por habito e estão unidos a este morgado os votos de Parada. mas o autor duvida que lhes fosse concedida esta regalia. duas espadas cruzadas em aspa. Parece que alguma cousa mostram serem dos Fajardos e Feijós. e. no seu entender. começaram a usar esta imagem por «devoção. que mostra serem mais antigas nesta casa que o casamento de Antonio de Morais Pimentel e tem mais duas flores de Liz. embora concorde em geral com a antecedente. segundo a tradição do morgadio. 247. convem ver o que sobre ele dizemos no volume III pág. Gonçalo Garcia de Sousa por seu neto Alvareanes [22]. no fólio 508 (mihi). destas Memórias Arqueológico Históricas do Distrito de Bragança. razão porque ainda hoje se chama Parada dos Infanções e que são chefes dos Madureiras e Feijós deste reino e alguns a querem deduzir do conde D. é uma regalia especial sua. (405) Adiante. porque a capela deste morgado é da invocação da Conceição». abade de Rebordãos. de Parada de Infanções. Em uma das torres tem um escudo com as armas dos Morais. Francisco de Bragança» que diversas famílias pretendem para si. Paredes e Grijó (405). casa bem conhecida por uma das principais desta provincia e tem suas casas no lugar deste nome com duas torres antigas e se diz que seus antepassadas tiveram título de Infanção com o senhorio desta aldeia. pois só há dois ou três em Portugal com este privilégio. tem notícias inéditas apreciáveis e por serem dadas por um conterrâneo e contemporâneo de muitos factos que relata. guiado de mais a mais por documentos que teve à mão. Coelhoso. e sobre o escudo tem uma imagem de N. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA .

foros. dom abade do mosteiro de Castro de Avelãs e se faz dele menção em uma sentença que está no Arquivo da Camara que se deu contra o mosteiro sobre os maninhos em 1457. a quem fez muitos e assinalados serviços nas guerras com Castela e em Africa. Já não existem na casa estas mercês e declaram os alvarás. Izabel Coutinho (406). do qual se faz menção em um auto de posse que a camara tomou de suas casas em o ano de 1520. Casou com D. alcaide-mor de Outeiro e de Branca de Sousa.354 TOMO VI PARADA DE INFANÇÕES 1º – O primeiro de que alcanço notícia é PEDRO FEIJÓ DE MADUREIRA. E deste foi neto: Antonio de Madureira. João Iº em Aljubarrota. 5 – Luiz de Madureira Garcia Alvares de Madureira. Frieira. que naquele tempo era o acrescentamento que havia. que acrescentou o morgado. sendo juiz João Lopes e vereador o dito Garcia Alvares de Madureira que o nomeiam com titulo de escudeiro fidalgo. Ana de Macedo. e teve: 4º – ALVAREANES DE MADUREIRA. Ana Fajardo. parenta do arcebispo primaz D. Lourenço. Viduedo e Arufe para ele e seus herdeiros dada em Evora a 23 de Novembro de 1478. Foi irmão deste Alvareanes de Madureira Frei Luiz Anes. Nº 3. a qual mercê lhe fez em a cidade de Touro a 25 de Janeiro de 1476 e pura doação para sempre dos reguengos. filha de João de Macedo. civel e crime. mero e misto imperio e pôr da sua mão as justiças. Afonso 5. Antonia Carneiro. D. Teve filhos: Alvareanes de Madureira. que cazou com D. que casou com D. tributos e direitos das aldeias de Vale de Prados. 163. fol. Vila Franca. como foi o da vila de Sezulfe com os direitos reais jurisdição. como se vê da Nobiliarquia Portugueza. teve: 3º – LUIZ ANES DE MADUREIRA FEIJÓ. que os lugares acima foram do mosteiro de Castro de Avelãs e estavam já metidos na corôa e por eles recebera o mosteiro cousa de mais utilidade e rendimento. foi fidalgo da casa del-rei D. pois é muito frequente nas genealogias fidalgas. §. casado com D. e teve: 2º – ALVAREANES DE MADUREIRA FEIJÓ. e este se achou com dous filhos e 25 de cavalo á sua custa em serviço delrei D. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . que cazou com D. (406) A divergência que se nota nos apelidos nada obsta. Izabel Soares de Macedo. Izabel Soares de Macedo. lhe fez mercê do senhorio de algumas terras. 2.

casou com D. Casou segunda vez com D. Manuel de Morais Pimentel. IZABEL DE MADUREIRA. de Bragança. que casou com D. que de presente [1721-1724] é capitão de infantaria. Solar dos Macedos. casou em Miranda com D.os 14 e 20. Ana de Buiça e teve: 6º – ALVARO ANES DE MADUREIRA. Aldonça de Albuquerque e teve duas filhas: D. Anastacia de Morais casou com o doutor Francisco Gil Torres. 9º – ANTONIO DE MORAIS MADUREIRA. Maria de Morais. da cidade de Miranda e teve: Tristão de Castro de Morais. alcaide-mor de Bragança. que morreu na India no real serviço. Izabel de Morais. D. Teve: 8º – ALVARO DE MORAIS MADUREIRA. Teve: MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Nº 19 e teve: 9º – Antonio de Morais Madureira. casado em Chaves com geração. Teodora Pinto Pereira do Lago. cavaleiro do habito de Cristo. D. irmão do inquisidor Manuel Pimentel de Sousa. mulher de Diogo Machado Pimentel. freira no mosteiro da Conceição e aquela no de Santa Escolastica. D. com geração. capitão de infantaria. g. conego tesoureiro-mor da Sé de Miranda. 10º – ALVARO ANES DE MADUREIRA FEIJÓ. Anastacia Pereira irmã de seu genro Filipe Borges Rebelo e teve: 10 – Alvaro Al[vares] de Madureira Feijó. Noticia X. D. Manuel de Morais Madureira. filha de Manuel de Morais Pimentel e de D. freiras no mosteiro de Santa Escolastica de Bragança. que casou com Antonio de Morais Pimentel. beneficiado. Maria Bernarda de Santo Antonio. D. supra. 1. filho de Aleixo de Morais Pimentel e de D. que sucedeu no morgado. Ana de Morais Pimentel. c. casou com D. §. D. Francisco de Morais Madureira. que casou com Lazaro de Figueiredo Sarmento. §. Mariana de Morais Pimentel. D. 5.PARADA DE INFANÇÕES 355 TOMO VI 5º – LUIZ DE MADUREIRA. Mariana de Morais de Albuquerque mulher de Filipe Borges Rebelo §. que casou em Miranda com João Godinho Borges. Noticia X. Branca de Sousa e teve filha unica: 7º – D. Francisco de Castro de Morais. Izabel de Morais. Teresa de Jesus. 22. Margarida das Chagas. casou na vila de Chaves com João Borges de Castro. Izabel Gomes de Macedo. D. Ana Maria da Conceição. da vila do Vimioso. N. que sucedeu no morgado. filho de Tristão de Castro Borges. D. Joana de Morais. casou com D. sua prima. Nº 3.

filho de João de Prada. D. Manuel de Morais de Madureira. onde Antero Falcão publicou um interessante estudo genealógico intitulado: Breves apontamentos para a história genealógica de algumas famílias da província. Alvaro de Morais Madureira. Sebastiana de Morais Madureira casada com o doutor Jorge Lopes de Carvalho acima. Esta é a familia dos Paradas. Izabel de Morais Ferreira. (407) BORGES. C. João de Morais de Madureira. Ana Maria de Morais. Padre José de Morais de Madureira [que nasceu em Parada a 2 de Maio de 1689]. cavaleiro do habito de Cristo. pode consultar-se a Enciclopédia das Famílias. José Cardoso – Descrição Topográfica. Francisco daquela vila onde casou e era primo com irmão de João de Prada acima. desta provincia de que fala Carvalho na Corografia.» (407). Ana de Morais.356 TOMO VI PARADA DE INFANÇÕES 11 – Antonio de Morais de Madureira Feijó. parte 5 e abreviaram o apelido de Parada em Prada. como se vê em varios lugares da Monarquia Lusitana. Tambem ha Pradas na vila de Chaves e foram de Bragança por Antonio de Prada. [É este o célebre autor da Arte Explicada. Izabel de Morais da Costa. cavaleiro-fidalgo da Casa Real. a gramática latina mais curiosa depois da do jesuita Padre Álvares e anterior á do Padre Pereira de Figueiredo. que de presente [1721-1724] é senhor deste morgado. C. capitão de mar e guerra [que nasceu em Parada a 15 de Janeiro de 1681] e casou em Macao. fol. Sobre esta família e várias outras do distrito de Bragança. o seu autor. Angelica de Morais. governador do forte de S. da vila de Vinhais e segunda com D. cavaleiro do habito de Cristo. 203 e tem seu solar na Torre de Parada. 11º – ANTONIO DE MORAIS DE MADUREIRA FEIJÓ. cidadão da mesma. tomo I. g. irmã de Antonio de Morais Ferreira. de que foi senhor Martim Garcia de Parada e seu filho Durão Martins de Parada vice-mordomo del-rei D. sargento-mor da vila de Outeiro. A segunda edição da Arte Explicada é de 1739 e ao tempo. A ele nos referiremos no volume consagrado aos escritores]. etc. casou a primeira vez com D. era bacharel em teologia e prior de Ançã. D. casada em Bragança com o doutor Salvador de Prada. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . g. de presente [1721-1724] capitão de infantaria do regimento de Bragança. que anda na Universidade e está para se formar. D. que casou em Tarouca com Francisco Lopes de Carvalho. D. 1904. Dinis. sem sucessão. ainda sem estado.

de Vinhais. natural de Miranda do Douro. foi filho legitimo de Alvaro Anes de Madureira Feijó e de sua mulher D. formato oitavo pequeno. Bento de Bragança. recolhida em S. Os Madureira Feijó procedem d’el-rei D. fol. abade da mesma vila. Na escritura figuram: Manuel de (408) Livro 50. capitão-mor da vila dos Cortiços. Pedro Fajardo senhor de Carvajales d’onde procedem os Condes d’Alva de liste Marquezes dos Vales [?] titulares grandes em Castella que foi filha de D. Izabel da Cunha irmaã de D. razam porque se chama Parada dos infantes de Lara Reino d’Aragam d’onde procede esta familia como se verá em Alonso Lopes de Aro nas Cronicas de Espanha». morreu a 25 de Março de 1817. parentes em quarto gráu. Maria Imilia de Madureira de Morais Sarmento.PARADA DE INFANÇÕES 357 TOMO VI De uma folha manuscrita avulsa em papel almaço liso. ANTONIO DE MADUREIRA FEIJÓ DE MORAIS SARMENTO. Cartório Administrativo. que pela caligrafia parecia ser do século XVIII. Lourenço da Cunha Arcebispo de Braga cujo corpo se acha intacto á quaze 300 anos. 133. extraímos o seguinte: «D. deixando por herdeiro seu sobrinho Antonio de Lemos. A falecida tinha uma filha no mesmo convento chamada Maria Gertrudes de S. natural de Parada de lnfanções e D. LUIZ ANES DE MADUREIRA FEIJÓ. sam Galegos de nascimento e na perdição das Espanhas se acolheram ás montanhas de Bragança e fizeram caza em Parada. Pedro Fajardo de Madureira e sua mulher D. e nos foi cedida pelo Padre José Firmino da Silva. e dos Condes de Monte-Rei. Ana de Boiça Fajardo instituidores do dito morgado do solar dos Madureira Feijó deste reino de Portugal de que o dito Antonio de Morais é hoje senhor. José (408). Ana de Buiça Fajardo sua recta ascendente é filha de D. A sobredita D. copiamos o seguinte: «D. celebraram em 1824 escritura para casar um com outro. pertencente ao Padre Abílio Augusto da Silva Buíça. Do Museu Regional de Bragança. CAETANA LUIZA DE MORAIS FEIJÓ. Pelajo das Asturias d’Oviedo. viuva. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA .

fol. deixando por herdeiros seus irmãos André Soares e D. sua mulher D. (412) Livro 177. 34. morreu a 2 de Novembro de 1827 deixando por testamenteiro seu compadre Francisco Antonio Dantas Machado e por herdeira D. SEBASTIÃO DE MORAIS FEIJÓ. Maria. que está em branco: «FRANCISCO JOSÉ DE PRADA MADUREIRA LOBO. sua mulher e mandando que o interassem na sua capela na igreja matriz de Parada de Infanções (412). capitão-mor da vila dos Cortiços [atrás citado] (410). de Parada de Infanções. À gentileza do Ex. Professo na Ordem de Christo. pede (em 9 de Janeiro de 1790) para que lhe seja passada publica forma dos documentos seguintes: (409) Livro 171. pais da nubente e Francisco Manuel de Morais Sarmento. BENEDITO SOARES DE MADUREIRA FEIJÓ. casado. de Samaiões. 53. fol. devemos as notícias que damos a seguir. morreu a 10 de Fevereiro de 1808 deixando um filho de nome Sebastião e uma neta chamada Marcelina (411). Maria Imilia Madureira. de Madureira pede lhe seja passada pública forma de vários documentos respeitantes à família Morais Madureira Feijó. André Soares. D. 92 v. de Miranda do Douro. solteiro. Maria Rosa e uma sobrinha chamada Leonarda.358 TOMO VI PARADA DE INFANÇÕES Madureira Lobo. fol. tio da mesma (409). [atrás citado]. fol. Tinha irmãos: Benedito Soares [atrás citado]. fol. morreu a 18 de Julho de 1817. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . morador em Bragança. morgado de Parada de Infanções. 64. onde o coronel Francisco J. D. Rita Josefa de Santa Marta de Morais Sarmento. reitor de Parada. de Rebordãos. (411) Livro 10. além da primeira. 29. copiadas de um códice contendo quarenta e quatro páginas. solteira. casada com Domingos Pires» (413). da vila de Rebordãos e por morte destes a seu sobrinho Antonio de Lemos e Costa Alcoforado. MARIANA MARGARIDA FEIJÓ. (410) Livro de 1833. e a última. Tenente Coronel do Regimento de Cavalaria de Chaves. morreu em Rebordãos a 31 de Janeiro de 1834. Fidalgo da Casa de sua Magestade. donde era natural. ANTONIO MADUREIRA FEIJÓ MORAIS SARMENTO.mo Senhor Doutor Francisco de Barros Ferreira Cabral. (413) Livro 92.

se ficou chamando Parada dos Infantes. por lhe ser feita petição em como eram descendentes dos Infantes de Lara do Reino de Aragão. Alvaro Annes de Madureira Feijó. tendo parado na aldêa que se chama hoje Parada dos Infantes. aparentando-se grandemente a este Reino. Cavaleiro do Habito de N. assim na Paz como na guerra. Senhor das tres Camaras de Nossa Senhora do Caroço. e o suplicante (Alvaro Annes de Madureira Feijó) o servira – na batalha que venci no Campo de S. e Reborinhos da Mourisca. João Iº confirma que D.PARADA DE INFANÇÕES 359 TOMO VI Antonio Morais Madureira Feijó. e Duque de Antuerpia. Jorge de Aljubarrota – e mais encontros que teve com os Reis de Castella e Leão. Dinis e D. D. no logar de Parada dos Infantes. O Morgadio teria como Padroeira N. de Portugal. das Asturias. dos senhores de Carvajalles de Castella. tendo-se passado os seus ascendentes a este Reino de Portugal e Montanhas de Bragança por varios casos e acontecimentos. Henrique. de Oviedo e Galiza. pede um traslado de Instituição do seu Morgado em 28 de dezembro de 1713. Na mesma carta vem a descripção do Brazão de Armas: Duas flores de liz em campo amarello. João Iº faz doação de juro e herdade ao seu Fidalgo de Solar dos Madureiras Feijós. de Faya. que por varios casos e acontecimentos se acolheram a este reino de Portugal e pararam na aldeia que. da aldea de Parada dos Infantes. nos Paços de sua morada. Fidalgo de Juro e Herdade. e só a elles pertencentes. termo de Bragança. João Iº: D. vinte e cinco creados de sua casa Lanceiros cavalgados em fortes cavallos por sua conta. Segue-se um estracto de doação de D. por isso. aonde fizeram assento de morada. Pedro lhe fizeram muitas mercês e doações. D. das Asturias. vulgarmente se dizia que lança por lança não havia outra mais firme que a de Alvaro Annes de Bragança. Morgado da Casa de Parada dos Infantes. e sua mulher Donna Anna Boiça Fajardo. em memoria de seus antigos solares. Reino de Aragão. servindo sempre com interesse e verdade. termo de Bragança. com sua pessoa. perante tabalião disseram terem ambos assentado fazer um Morgado de nomeação nos terços dos seus bens livres. dois filhos. Mais adiante o mesmo rei diz que – bem me seria lembrado que em meus exercitos. a S. – e depois chama-lhe – meu confidente vassalo e amado fidalgo de solar –. Duques de Antuerpia. e Oviedo e Galiza.a S. A instituição de Morgado de Solar dos Madureiras Feijós d’este Reino de Portugal.a da Conceição com capella fabricada dentro da Igreja matriz. da Casa de Sua Magestade. os quaes descendiam dos Infantes de Lára. e dois lobos servaes em campo MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Segue-se um estracto desse documento: Aos 13 de maio de 1417 Alvaro Annes de Madureira Feijó e sua mulher Donna Anna da Boiça Fajarda. limite da cidade de Bragança.a da Conceição.

Teve: 4 – Sebastião Machado de Figueiredo Antonio Gomes Mena de Figueiredo [ver 5º em Vimioso] e sete filhas MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA .. Alvaro Annes de Madureira Feijó era filho de D. Anna de Boiça era D. desembargador do Paço e de D. pág. Pedro Feijó de Madureira e de D. Izabel Borges. e no pimpolho a Imagem d’esta Immaculada S. e dois estoques dourados crusados em campo roxo com sua cabeça no meio dos Madureiras Feijós. filho de Domingos da Rocha e de Maria Alvares de Oliveira. com uma capela dos Reis no lugar de Parada em 1588 e por não terem filhos o nomearam em seu sobrinho: 2º JOÃO DA ROCHA. Seguem-se as condições do Morgado. a qual devisa d’armas poderão pôr os instituintes e seus successores sómente n’este Morgado em seus Passos. Foi insigne cavaleiro e chegou á idade quasi de cento e vinte anos. Bento.360 TOMO VI PARADA DE INFANÇÕES pardo. filha do doutor Francisco Jorge. Lourenço Coutinho. irmã de Ilena da Costa. copiamos o seguinte: «1º Morgado que instituiu SEBASTIÃO MACHADO. notícia XII Dos Morgados. e de sua mulher D.». Família Machado De José Cardoso Borges. que casou com D. § 25. e assim parente do arcebispo primaz D. um que vae seguindo a flôr e outro que vae fugindo d’ella. Bibiana de São Paio. Filipa Jorge. Anna de Macedo de Macenedo (filha de João de Macedo e Macenedo. Joana da Costa de Figueiredo. Izabel Coutinho do lustre e linhagem dos Coutinhos d’este reino. Maria Salgado [a qual faleceu a 27 de Agosto de 1653]. fólio 314 (mihi). e debaixo dos estoques uma serpente com o cólo baixo. fidalgo da Casa Real e sua mulher D. Ver 3º em Bornes. O primogenito de Alvaro Annes e D.a Virgem da Conceição. etc. etc. descrição dos prazos. alcaide-mor de Outeiro e Senhor de Bemposta. da Casa de Villa Flôr). a que fundou o mosteiro de Santa Escolastica em Bragança [vulgarmente conhecido por convento de S. irmã do alcaide-mor Pedro de Figueiredo Sarmento e sucedeu seu filho: 3º – SEBASTIÃO MACHADO DE FIGUEIREDO. e em cima da cabeça uma palma cujos ramos cobrirão ambos os escudos. Padroeira d’este Reino e seu Morgado com suas cifras. Luiz Annes de Madureira Feijó que casou com D. 24] Casou João da Rocha duas vezes. Descrição Topográfica da Cidade de Bragança. primeira com D.

Teresa Maria de Santo Antonio e outras freiras no mosteiro de N. [Ver em Bragança – Ferreiras. 6º – ANTONIO DO AMARAL SARMENTO. João Salgado. Antonia Luiza de Azevedo Ihamas e Brito». Dos Morgados. Soror Catarina Clara de Jesus. Francisco Colmieiro de Morais. no lugar de Parada em 14 de outubro de 1687 e é primeiro administrador seu sobrinho 2º – DOMINGOS PIRES PAVÃO casado com D. página 142. Descrição Topografica da Cidade de Bragança.] 6 – Antonio do Amaral Sarmento. copiamos o seguinte: «1º – Morgado que instituiu o doutor DOMINGOS PIRES PAVÃO. 71. Maria de Morais. capitão de mar e guerra nos estados da India. teve: 5 – Sebastião Machado de Figueiredo. cavaleiro do habito de Cristo.PARADA DE INFANÇÕES 361 TOMO VI freiras no mosteiro de N.] MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . reitor de Mascarenhas e depois tezoureiro mor da mesma Sé. a 1 de Maio de 1782]. casou com D. José Machado de Figueiredo. casou na côrte com D. Família Pavão De José Cardoso Borges. Senhora da Conceição. fidalgo da casa real. com capela de Santo Amaro junto das suas cazas. mestre escola da Sé de Miranda e seu irmão Amaro Pires Pavão. Maria de Bandos». general que foi de Salsete. [Nasceu em Parada a 6 de Março de 1660. [Ver Ousilhão e em Bragança – Família Gomes Mena. Barbora de Sousa. sargento mor de cavalaria e de D. Senhora da Conceição de Bragança e entre estas são de particular memoria. filha de João Ferreira de Sousa Sarmento. Maria de Morais. Não tiveram filhos e sucedeu neste morgado seu irmão. filha de Antonio do Amaral Sarmento e de D. abade de São Martinho do Peso. fidalgo da Casa Real. Mariana Freire de Andrade [que faleceu em Parada a 10 de Setembro de 1718 e na mesma povoação faleceu tambem seu marido. notícia XI. cavaleiro do habito de Cristo. 25º.] 4º SEBASTIÃO MACHADO DE FIGUEIREDO. cavaleiro do habito de Cristo. pag. de Vinhais. casou com D. Joana do Deserto. sargento-mor da comarca de Miranda. § 23. 5º – SEBASTIÃO MACHADO DE FIGUEIREDO. Ana Maria da Purificação. D.

e por sua morte o filho mais velho deste «seguindo a linha direita (414) Por um requerimento incorporado no mesmo documento ao bispo de Miranda. Ana e D. Maria. concelho de Mirandela: Escritura de dote. Santa Catarina. tinha pago 500. na residência do escrivão Francisco Gonçalves. com obrigação do encargo que lhe fora dado com o património. com a obrigação de missas cantadas nos dias de Santo Amaro. vê-se que esta se fez nas casas onde nasceu o cónego mestre-escola e seu irmão reitor de Mascarenhas. suplicando-lhe licença para benzer a capela. Tomé. e por morte do último a seu sobrinho Miguel Domingos. D. compareceram o doutor Domingos Pires Pavão. Catarina Pires Pavão. a quinta da Aveleira. que era de cinco missas no dia de S. para nela se celebrar o culto. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Miguel Geraldes disse que tinha filhos e que para eles reservava a fazenda que herdara de seus pais. no lugar de Paradinha. em Suçães.362 TOMO VI PARADA DE INFANÇÕES Extracto de escrituras em pública forma que existem em poder da família Pavão. comarca de Miranda. concedida em 6 de Janeiro de 1688 (414). em Sanceriz.000 réis em dinheiro a cada uma das suas filhas do primeiro matrimónio. mostrando tudo fazer com obrigação vinculada ao morgadio «todos os bens de Raiz que se acham debaixo do sino de São Genizio ora do dito logar de Parada. Doou também as quintas de Pinelo e Vale de Miro. em Miranda. A viúva Catarina Pires Pavão doou toda a fazenda que lhe pertencia. foros em terra de Bragança e a terça da fazenda do lugar de Parada. que residia no lugar de Parada «que todos juntos determinarão fazer huma Capella na invocação do Glorioso Santo Amaro. obrigação e última vontade A 14 de Outubro de 1691. Domingos. filho de Miguel Geraldes. o doutor Domingos Pires Pavão. reitor de Mascarenhas. mestre-escola da Sé de Miranda do Douro. O doutor Domingos Pires Pavão entrou com os bens que lhe pertenciam em Parada. seu irmão Amaro Pires Pavão. terra de Outeiro. porquanto seu filho. etc.. Miguel Geraldes e sua sogra D. Amaro Pires Pavão doou o seu património e mais bens que tinha em Parada e as oliveiras e foros que tinha no lugar de Mascarenhas. S. com as cazas contiguas á dita Capella de huma e outra parte da rua». etc. Nomearam-se padroeiros da sua capela enquanto vivessem. nas casas que tem no dito logar de Parada» o que fizeram com licença do bispo.

fidalgo-cavaleiro da Casa MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . provedor da comarca de Miranda. Uma das testemunhas desta escritura de troca e sub-rogação é João António Rodrigues Bustamant. 200). referir-nos-emos a Bustamant e a outros artistas do distrito de Bragança. Adiante se indica quais são estas casas. no lugar de Vinhas. Escritura de troca e sub-rogação de bens do vínculo de Parada Escritura feita a 29 de Outubro de 1795 na residência do reverendo Domingos Manuel Pavão de Sousa. pág. do lugar de Val da Porca. Domingos Manuel Pavão de Sousa. pintor. Mais se vê que os bens de Miranda (Quinta de Vale de Miro) foram avaliados para a venda em 6. administrador do vínculo ao tempo da provisão régia (1794).000 réis. Cópia de um manuscrito intitulado Memória Biográfica.PARADA DE INFANÇÕES 363 TOMO VI sempre em o filho mais velho havendo-o e não o havendo macho então podia entrar a filha mais velha e possuilo cazandose e por sua morte succederá o seu filho mais velho». em que concedia licença. Nota. de 7 de Julho de 1794. em harmonia com a escritura da instituição do vínculo de Santo Amaro do lugar de Parada. filho primogénito de Domingos Pinto Pavão de Sousa Coutinho.360. era cavaleiro professo na Ordem de Cristo. onde estava de aposentadoria o doutor João de Seixas Caldeira da Fonseca Lima. sargento-mor de cavalaria do regimento de Chaves e irmão do abade de Vinhas. que apresentou uma provisão da Rainha. Deste documento vê-se que Amaro Vicente Pavão de Sousa. Em virtude dessa autorização vendera seu marido Domingos Pinto Pavão de Sousa a quinta de Vale de Miro e outras fazendas e em vez delas sub-rogou ao vínculo as compras e benfeitorias feitas no casal de Parada e as casas da cidade de Bragança. Ergo estava então em Vinhas. No volume consagrado aos escritores. abade de Vinhas. em Suçães. para vender os bens do vínculo sitos em Miranda. viúva do capitão de cavalaria Domingos Pinto Pavão de Sousa. que também possuem os documentos autênticos a que nesta Memória se faz referência: «AMARO VICENTE PAVÃO DE SOUSA PINTO COUTINHO. talvez executando trabalhos da sua especialidade (ver Cabanelas. de que era administrador seu filho Amaro Vicente Pavão de Sousa. residente em Vinhas. existente em poder da família Pavão. e onde compareceu D. Catarina Maria de Bandos Pegado.

vigor que pela exaltação dos animos naquelle tempo. eté que em Abril de 1810 foi mandado pelo general Silveira em auxilio dos hespanhoes commandando uma brigada de cavallaria e milicias comportando-se nesta expedição tão dignamente como attesta o senhor general Silveira (Documento nº 4). o povo de Bragança alucinado se amotinou nos dias 19. Bento MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . foi agraciado com a comenda da Ordem de S. professo da Ordem de Christo. senhor do morgado e couto d’Avelleira. na Guerra Peninsular. Na idade de 8 annos o dito Amaro Vicente assentou praça de cadete em 6 de Março de 1756 e em 1768 foi agraciado com o habito de Christo em consideração aos serviços prestados nos primeiros 12 annos nos postos de alferes. para ir á Restauração da capital. Em attenção a tantos serviços prestados na Restauração do Reino. ainda principiou no mesmo dia a organizar o regimento nº 12 do seu comando estando já prompto no fim do mez um esquadrão que foi o primeiro e mais completo que por ordem da Suprema Junta se apresentou na Beira ás ordens do general Bacellar. tenente de cavallaria em que se portou sempre com muita honra e zello do Real serviço. Naquella mesma epocha tambem Amaro Pavão commandou o cordão da raia de Miranda até Vinhaes.364 TOMO VI PARADA DE INFANÇÕES Real. Minho. Parada d’Infanções. Continuando no Real serviço seguio gradualmente os postos até o de coronel que exercitou nove annos e na memoravel epocha da Restauração de Portugal sendo Amaro Vicente Pavão coronel de cavallaria nº 12 teve a gloria de ser o primeiro chefe que se unio e coadjuvou o general Sepulveda quando tiveram a primazia de acclamar o governo portuguez em Bragança. Na mesma epocha sustentou á sua custa com extraordinaria despeza uma correspondencia activa com Hespanha para alcançar noticias exatas dos movimentos do inimigo e transmitil-as ao Bispo Presidente da Suprema Junta como se vê por uma das muitas cartas que conserva d’aquelle Prelado (Documento 2) e pela contestação do general Sepulveda (Documento nº 3). capitão de cavallaria no regimento dos Dragões de Chaves. 21 de Julho por não sahir aquella força. (Documento nº 1). e principalmente pela distincção com que se houve na expedição da Guerra daquella epocha. correndo Amaro Pavão grande risco e custando-lhe muito a socegar o motim com as energicas medidas que tomou como chefe da força armada e como primeiro vogal e vicepresidente da Junta estabelecida naquella cidade. e sua mulher D. natural de Alvites. donde era natural. 20. no que andou com tanta actividade. familiar do Santo Officio. e de Mascarenhas Sucçaes. assim nos recontros que teve o exercito de observação de Tras os Montes. Catharina de Bandos Sampaio e Mello.

João VI. com vínculo de morgadio. passada em nome da mesma Regencia em 14 de Maio de 1821 (Documento nº 6). abundante e rica em parâmentos e alfaias do culto. (415) Livro 16 das Mercês de El-Rei D. a capela dedicada a Santo Amaro. in Dicionário Aristocrático. em Suçães. e exatidão inconcussa que a mesma Regencia lhe testemunhou uma portaria de louvor. mas também parece 1810] (Documento nº 5). Sendo escolhido e nomeado por uma portaria da Junta Provisorial do Governo Supremo para governar as armas da provincia de Tras os Montes desempenhando os deveres de general da provincia naquella epocha de exaltação até 28 de Novembro de 1821. Fundou em 1818. D. inteligencia e verdadeiro espirito patriotico. Por alvará de 23 de Dezembro de 1821 foi agraciado com o título de fidalgo-cavaleiro (415). MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . nas suas casas de moradia. Tambem pela portaria de 28 de Novembro de 1821 em nome del-rei o Snr. foli.PARADA DE INFANÇÕES 365 TOMO VI d’Aviz em 3 de Janeiro de 1812 [parece que é 1812. 56 v.. como foi em 1820 na organização politica do Reino. João foi o mesmo Amaro Pavão promovido a marechal de campo em consideração os bons serviços que ultimamente tinha feito no governo das armas da provincia de Tras os Montes (Documento nº )». N’outra epocha tambem memoravel prestou Amaro Pavão relevantes serviços a sua Patria. com tanta dignidade.

por decreto de 8 de Abril de 1837. Vicente de Bandos Pegado. natural de Alvites. onde ambos residiam. completada por outras Miguel Afonso Giraldes Pinto Pavão de Sousa. Faleceu em Dezembro de 1822. Maria Felícia de Sampaio e Melo. morgado de Santo Amaro. 349. onde nasceu a 25 de Janeiro de 1788. tenente-coronel de cavalaria. Catarina Maria Sampaio de Bandos Pegado. sua sobrinha. capitão-mor de Monforte. de Mosteiro. Domingos Pires Pavão de Sousa. Chama. António de Sá Pereira do Lago. D. professo na Ordem de Cristo. José de Morais de Sá Pereira do Lago. Catarina Pavão Giraldes. morgado de S. fidalgo da Casa Real. Bento de Avis. cavaleiro da Ordem de Cristo. capitão-mor de D. segundo um na casa da família Pavão. condecorado com a cruz de ouro da Guerra Peninsular. de Veiga de Liles. D. natural de Parada de Infanções. comendador de S. bem como seu irmão José Vicente Pavão de Sousa. Foi seu padrinho de baptismo o doutor Manuel de Miranda. donde era natural. p. Belchior da Rosa Pinto de Andrade e Lemos. Tomé e Santo Amaro de Parada. concelho de Monforte de Rio Livre. destas Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança. nascido em Parada a 9 de Junho de 1790. natural de Paradinha do Outeiro. governador das armas da província de Trás-os-Montes. capitão-mor de Mirandela (417). Nasceu em Alvites a 22 de Agosto de 1748. Tomé e Santo Amaro de Parada. Recebeu ordens menores em 1808. sua descendente. natural da Ferradosa. (416) Ver o Volume IV. do Mogadouro. D.366 TOMO VI Genealogia de Amaro Vicente Pavão. Francisca de Morais Castro. freguesia da Castanheira. D. morgado de S. D. senhor dos citados morgadios. capitão de cavalaria. mas o seu registo de baptismo foi transcrito para os livros de Parada de Infanções. . por decreto de 23 de Dezembro de 1821. marechal de campo. Amaro Vicente Pavão de Sousa. Teodora Maria de Sampaio e Teles. Francisco da Castanheira. por decreto de 21 de Fevereiro de 1822. por decreto de 17 de Julho de 1769. como se vê do respectivo processo arquivado no Museu Regional de Bragança. senhor dos morgadios de S. D. comendador da Ordem de Cristo. Caetana Maria Joaquina de Sá Morais Pereira do Lago. António Caetano de Sousa Pavão e Pinto. por decreto de 3 de Julho de 1812. concelho de Monforte de Rio Livre. Caetana Teresa Pinto Sampaio de Lemos. de Alvites. sendo armado cavaleiro desta Ordem na igreja matriz de Mirandela. natural de Paradinha de Outeiro. fidalgo com moradia no Paço. hoje de Chaves. professo na Ordem de Cristo. D.

....... comendador da Ordem de Cristo...... professo na Ordem de Cristo.. ........ (417) SOUSA................. ..................... Cecília da Costa Homem.... fol................... ..............................................manuscrito existente em Suçães............... Francisco Pegado Toscano.. ..... .................. Catarina Pinto Pavão..... Maria de Sá Vilares............. Manuel Vilares Pinheiro.................... ......... D. tomo I... D................. ... concelho de Mirandela.... Miguel Afonso de Sousa.. D......................... ........ filha de Domingos Pinto Pavão e de D............ 225........................... ........................... 367 TOMO VI D.. Francisca de Castro Morais.. D...... Catarina Pavão de Sousa.............. Manuel Bernardo de Magalhães e – Livro Genealógico................. .................... Amador Pinto Sampaio e Melo................... D.......................................... ..................... Francisca Ferreira.. Miguel Giraldes.. Domingos Pinto Pavão................. Francisca Ferreira........... notícias que se encontram no Museu Regional de Bragança (416) Miguel Afonso de Sousa................ Catarina Dinis de Morais..................... .......................... Catarina Vilares..... D....................................................... Maria de Bandos e Sousa.......... filha de Gregório de Castro Morais e de D................ marechal de ordenanças............ Francisco Afonso de Sousa.......... Jerónimo de Morais...... .............. ....................................................... Bárbara de Sá Pegado....... António de Morais Castro..................................... Manuel de Bandos Machado................. Catarina Pinto Pavão... Isabel de Madureira Morais............ Vicente de Morais Machado......... filha de Francisco Ferreira Sarmento Pimentel..... D......... Miguel Giraldes... filho de Francisco Afonso de Sousa e de D................. Maria Pinheiro................. senhor da casa da Castanheira.......... ...... D..................... Maria Pereira do Lago.. Rodrigo de Sá................... D.... ..................... ................ .... .................. Francisca de Sá................................. ..................... ....................... ....... Catarina Dinis de Morais......................... fidalgo da Casa Real........ D........ de Linhares D................... filho de Gonçalo de Morais e de D......................... D.

sargento-mor de batalha. Jorge e do Bom Regalo. Beatriz. Alberto de Sousa Ataíde Rebelo Pavão (3º. e de D. assistente na corte. deputado pelo círculo de Mirandela em várias legislaturas. Foi também deputado em várias legislaturas e salvou a importantíssima casa que seu irmão arruinou completamente no jogo e nas lutas políticas. que casou com uma filha de Martinho Correia de Castro. de Mirandela. fol. D. neta paterna de António Manuel da Veiga de Sequeira Vaía de Morais Sarmento. no extinto concelho de Lamas de Orelhão.368 TOMO VI PARADA DE INFANÇÕES 1º ANTÓNIO CAETANO DE SOUSA PAVÃO E PINTO. tendo casado com D. filho de José António de Sequeira. em 28 de Maio de 1906. D. que são as casas brasonadas que existem perto do Paço Episcopal (418). Corpo Santo de Lisboa e Quintela de Lampaças. (418) Museu Regional de Bragança. ascendente desta família. e a 1 de Dezembro de 1840 passaram procuração. Suçães. director da alfândega de Bragança por decreto de 27 de Novembro de 1849. sobrinha de Francisco Xavier da Veiga Cabral. contíguas a outras que já possuíam nessa mesma rua. 91 v. que casou com António Xavier de Morais Pinto. Francisco de Sousa Rebelo Pavão (2º. onde residiam. que nasceu em Suçães em 1835 e faleceu solteiro. datada de Suçães. Maria Filomena. António de Sousa Pavão. III. com descendência. Descendência: I. Cartório notarial. (419) Domingos de Sequeira. senhor dos morgadios de S. Mascarenhas. de Quintela de Lampaças. 2º FRANCISCO DE SOUSA REBELO PAVÃO. professo na Ordem de Cristo. juiz de direito. Margarida da Veiga Vaía Sequeira de Morais Sarmento. Ana Mena Barreto. livro 70. segunda neta de Gregório de Castro. fidalgo da Casa Real. o primeiro citado na Genealogia de Amaro Vicente Pavão. em Quintela de Lampaças. governador de Bragança (419). vivia em 1632 e requereu nesse ano a entrega de certos bens. Faleceu a 16 de Novembro de 1903. capitão-mor de Mirandela por decreto de 25 de Setembro de 1785. na Rua de Trás. capitão-mor de Mirandela. senhor dos morgadios de Santo Amaro de Parada. II. para comprar umas casas em Bragança. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Ver 1º. sem descendência. Antónia Borges Rebelo de Ataíde e Vasconcelos. adiante citado). neta do coronel Francisco Xavier de Castro. da importante casa de Vale de Salgueiro concelho de Mirandela. filha de Francisco Manuel da Veiga de Sequeira. casou com D. governador das armas da província de Trás-os-Montes. natural de Mirandela. que casou com o doutor Francisco Augusto da Silva Leal. adiante citado). II. fidalgo da Casa Real. Descendência: I.

da casa de Rande. Margarida. que casou com Leopoldo Ferreira Sarmento de Lacerda. que reside em Suçães. com alguns dados biográficos. protótipo completo do cavalheirismo e do homem de bem. mas assim está). É interessante este manuscrito como documentação genealógica. II. concelho de Mirandela. Magestade / de 25 de Setembro de 1785. onde nasceu a 21 de Outubro de 1871. que nasceu em Sanfins do Douro a 13 de Junho de 1870. representante dos morgadios atrás citados. 3º ALBERTO DE SOUSA ATAÍDE REBELO PAVÃO. que nasceu em Mirandela a 12 de Março de 1901. Ignoro a relação que terá este documento. António de Sousa Ataíde Borges Rebelo Pavão. residente em Esturão. A família Pavão. se realmente alguma tem. Maria Margarida de Sousa Ataíde Pavão. que concede a Francisco de Magalhães. escudo esquartelado: no primeiro quartel campo de prata e vermelho de três escaques de largo. no segundo cinco vieiras de ouro. Por timbre um abutre com uma flor de liz por diferença. D. com a família Pavão. III. que nasceu em Suçães a 8 de Março de 1908. Felgueiras (Ver Vale de Salgueiros. termo de Ponte do Lima. Pertence ainda à mesma família o seguinte códice encadernado que consta de seiscentos e onze fólios. iluminado por Portugal Rei de Armas. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Antónia da Costa Pessoa Pinto Cardoso (a quem nos referiremos em Vinhais Costa Pessoa).PARADA DE INFANÇÕES 369 TOMO VI IV. Descendência: I. O escudo está desenhado de lado. D. e no arquivo da sua casa vi um pergaminho com um brasão de armas.) E outros que faleceram sem deixar descendência. tendo no primeiro uma portada desenhada à pena com as armas reais: Livro / Mestre das or / denanças do des / trito das vilas / de Mirandela e Agoa Revez de que he / capitão mor / Antonio da Veiga de Sequeira e por demissão delle he / Francisco Manoel da Veiga de Sequeira por / decreto de S. casou em 1894 com D. que nasceu em Mirandela a 12 de Fevereiro de 1906. por conter os nomes dos soldados e oficiais que formavam as companhias das ordenanças das referidas vilas. reside em Suçães. rico proprietário. de quem vimos tratando. Francisco de Sousa Veiga Vaía Sequeira de Ataíde Rebelo Pavão. (A descrição é deficiente. datado de Lisboa a 20 de Agosto de 1543.

Maria Pires. natural de Paradinha de Outeiro. que mandou construir em Paradela. 3º D. por ele fundada em Paradela com vínculo de morgadio (420). concelho de Bragança. morador em Paradela. Isabel Gonçalves. (420) Museu Regional de Bragança. do mesmo concelho. e como agora edificara nesse oratório uma capela. era filho de Domingos Miranda e de D. maço Capelas. anexa de Mascarenhas. Catarina Luísa Geraldes.370 TOMO VI PARADELA | PARADINHA NOVA | PARADINHA DE OUTEIRO PARADELA 1º JOÃO LOPES. 2º V ENÂNCIO R ODRIGUES P ORTUGAL. (423) Ibidem. de Paradinha. presbítero. ANA JOAQUINA DA NÓBREGA. Casou com sua prima D. 2º Padre PEDRO GONÇALVES NOGUEIRA. sita na mesma povoação e pediu para nela haver Sacramento (421). PARADINHA NOVA 1º JOÃO ESTEVES e Salvador Esteves. (421) Ibidem. onde se celebrava missa. ambos naturais de Rio Frio de Outeiro. concelho de Bragança. em 1829 era padroeira da capela de Santa Catarina. obtiveram em 1771 licença para oratório particular nas suas casas de moradia (422). de Paradinha Nova. de Paradinha Nova. termo de Mirandela. doou em 1662 bens em vínculo à capela dedicada a Santa Catarina. confirmado nas Pousadas. PARADINHA DE OUTEIRO 1º MANUEL GONÇALVES DE MIRANDA. requereu em 1855 dizendo que havia mais de oitenta anos tinha nas suas casas de moradia oratório particular. bacharel em direito e cânones pela Universidade de Coimbra. em 1672 fez doação de bens à capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição. Neto paterno de Miguel Miranda e de D. de Paradela de Mascarenhas. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . pedia licença para ser benzida (423). (422) Ibidem.

que serão consomidos com fogo até ficarem reduzidos a Sinzas. criado expressamente para este julgamento. A Manuel Gonçalves de Miranda sucedeu no desempenho deste cargo o célebre Intendente Pina Manique. um dos quais era Miranda (425). ahi vivo lhe sejão cortadas ambas as mãos. Manuel Ferreira – Revista de Educação e Ensino (Agosto de 1894). Este lugar de Intendente foi criado pelo Marquês de Pombal. da Casa da Suplicação em 1766. Intendente Geral da Polícia. Pinheiro – História de Portugal Ilustrada. No entanto. Do Museu Regional de Bragança. e a sua fama deixou lenda em Trás-os-Montes» (424). e. que o incumbiu de importantes comissões. nesse mesmo ano. composto de sete membros. vol. Genoves de Nação que seja conduzido em hum carro. Pelle foi condenado a 1 de Outubro de 1775 pelo Tribunal da Inconfidência. O seu nome anda ligado à execução de numerosos actos de desmedida violência e firme energia do ministro Marquês de Pombal. «É longa e notável a folha de serviços do Intendente Gonçalves de Miranda. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . desembargador da Relação do Porto em 1758. acusado de conspirar contra o omnipotente valido de El-Rei D. José. maço Para a História. p. (425) CHAGAS. 335. Foi amigo e valido do Marquês de Pombal. copiamos textualmente o seguinte «Pregam»: «Justiça que El Rey Nosso Senhor manda fazer neste Reo chamado João Batista Pelle. Pinho – Portugal Antigo e Moderno. sendo-lhe permitido por alvará especial acumular os dois lugares e vencimentos. com insignias de fogo ao largo e Praça da Cordoaria da Junqueira. p. Prestou altos serviços ao Estado. é a bárbara e horrorosa execução do genovês João Baptista Pelle. e que depois seja tirado e desmembrado por quatro cavallos. que foi o terceiro a desempenhar essas funções. VII. facto que não se provou. Um dos actos de maior ferocidade praticado pelo Marquês de Pombal e a que anda ligado o nome de Manuel Gonçalves de Miranda. mais tarde corregedor da comarca de Coimbra e auditor da província de Trás-os-Montes. 102. e feito o seu corpo em pedaços. as quais se lançarão ao (424) DEUSDADO. tendo sido desempenhado primeiro por Inácio Ferreira de Sousa. artigo «Vimioso». LEAL.PARADINHA DE OUTEIRO 371 TOMO VI Em 27 de Junho de 1747 foi nomeado intendente dos linhos cânhamos da comarca de Moncorvo.

para lhe infligir tormentos inimaginaveis. tipicamente lombardesa do intendente Miranda: No pinhal da Azambuja estabelecera sede de operações uma quadrilha tristemente célebre pelos crimes audaciosos que praticou sem que a polícia MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . sendo necessário que um outro franciscano. corresse a substituil-os. mostra bem a audácia valente. para que partissem a galope.. mas não tinham instrumento com que lhe dessem o golpe de misericordia. na História de Portugal. bastavam para lhe deslocar os ossos. VII. Eis como Pinheiro Chagas. resultando d’aqui o martirizarem a desgraçada victima. Eram porém os cavallos muito ordinarios. O genovez. 102. esquartejando o infeliz. queriam elles fazer-lhe a vontade. vol. pois tal selvajaria teve lugar no dia antecedente e a sentença condenatória é de 1 de Outubro desse ano. amarrado a um cepo] e. mas sim o pregão da sua execução que. e não tinham força para o que d’elles se exigia. que esteve padecendo tratos infernaes durante mais d’um quarto de hora. que era mero espectador. José Antonio de Oliveira Machado».mo e Ex. Era todo sangue o desgraçado. Manuel de Ribas. pág. pedia. ainda hoje corrente em terras bragançanas. para lhe romper as veias. não é a sentença condenatória de Pelle. Como se vê. e elles assim o fizeram. a ponto que os frades desfalleceram. A seguinte anedota. se espalhou por todo o reino depois de consumada. até que o ultimo alento vital se exhalou de todo n’essa pungentissima agonia.372 TOMO VI PARADINHA DE OUTEIRO vento: E isto por conspirar com outros socios contra a vida do Ill.mo Marques de Pombal Primeiro Menistro de Estado immediato a Real pessoa e seo Lugar Tenente sendo lhe achados para o execrando asecinato instrumentos de fogo para com elles o executar no fauticimo dia dos anos do dito Senhor inauguração da sua Real Estatua equestre. a julgar por este exemplar.. sem conseguirem esquartejar o reu. sanguinolento. e espicaçaram os animaes. mettendo-lhe o lenço na bocca e apertando-lhe as guellas. em conformidade da sentença. narra o feroz acontecimento: «O padecente apeiou-se do carro [em que fora conduzido ao suplício. exorava os seus algozes que o matassem. os seus gritos lastimosos condoiam a todos. dispostos em forma d’aspa. parece-nos impossivel que os ordenassem homens que teem comnosco tão intimas affinidades». Os esforços dos cavallos. cortaram-se-lhe as mãos. Causa verdadeiramente horror a leitura d’estes supplicios usados em tempos ainda tão proximos de nós. dilacerado. Lisboa 12 de outubro de 1775. depois amarraram-no aos quatro cavallos. Fr. o juiz da execução disse-lhes que o afogassem com um lenço. finalmente.

ao menos. além de outros. fol. Antónia Paradinha. E parece que ao seu soberbo estadulho todos rendiam vassalagem. maço Freiras de S. únicas que ali há de certa linha arquitectónica. e também: Pica bois. sendo baptizada pelo Padre Pedro Serra. Os fidalgos e até os príncipes tinham então grupos de caceteiros que se degladiavam em aventuras nocturnas pelas ruas da cidade e o nome de guerra de Miranda no grupo era: Calça Larga. pregunta o capitão dos ladrões? – À ordem do Calça Larga. de taberna em taberna. Do seu testamento (427) vê-se que tinha. Ana Maria Baptista. Pica bois. professou. ó Galhardo. com licença do respectivo pároco. uma desculpa. Miranda. de manta ao ombro. que deixou a sua filha D. adiante citado). – À ordem de quem. mais conhecida em Bragança por D. 3º MARTINHO CARLOS DE MIRANDA. Estas casas são as do cimo da Rua dos Oleiros. e. no mesmo convento em 1727. prima desta. tomando parte nos jogos e nas libações. casou com D. 2º CATARINA DE SÃO BERNARDO. ó Galhardo. foice a tiracolo. reúne um pequeno grupo de homens decididos. natural de Paradinha de Outeiro.PARADINHA DE OUTEIRO 373 TOMO VI conseguisse lançar-lhe a mão. tomados. No momento adequado. Antónia Agostinha. aos quais se associam logo. vão de casal em casal. lança-lhe as mãos e intima: – Está você preso. nasceu em Paradinha de Outeiro a 27 de Fevereiro de 1703 e professou em 1731 no convento de São Bento de Bragança (426). Perpétua Maria Giraldes. sub-prefeito (governador civil) de Bragança. onde residia. de Soutelo da Gamoeda. bens em Mascarenhas e Vimioso e «casas novamente feitas em Bragança». sem atinar a balbuciar. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . por não ter filhos. Bento. da Paradinha. quando Miranda percebeu quem era o chefe do bando. Testamentos de Outeiro. Catarina Rodrigues. onde nasceu a 4 de Junho de 1699. até que encontram os bandoleiros entretidos a jogar e a beber. deixa-se conduzir ao Limoeiro. O bandido ficou transido e. Cartório Administrativo. sem despertar suspeitas. como foram. disfarçam-se em ceifeiros e. 137. pelo modo como os subalternos o tratavam. 1838. por jornaleiros à cata de serviço. era fidalgo-cavaleiro da Ordem de Cristo. ultimamente adquiridas pelo doutor António (426) Museu Regional de Bragança. onde o caso deu brado. da Paradinha. desesperado. natural de Paradinha de Outeiro. nomeou administrador deste morgadio seu sobrinho Martinho Carlos de Miranda (3º. (427) Idem. Manuel Gonçalves de Miranda fundou em 1779 um vínculo de morgadio em Paradinha de Outeiro e Rio Frio. irmã do precedente. da Paradinha. filha de Inocêncio Giraldes e de D.

que fortificavam a parte extra-muros da vila. Têm cinco janelas. Os nomes das ruas. assim chamado segundo a quantidade a pagar? Com os nomes das ruas dos povoados sucede a mesma coisa. Todavia. muitas vezes único. inevitável.. derivando de avelã. São casas isoladas e ficam mesmo no ponto em que a Rua do Tombeirinho corta em forma de T a Rua dos Oleiros. arqueologia. Nada mais absurdo do que a mudança dos nomes das ruas sempre que essa mudança não sai espontânea da voz do povo a definir uma das suas características. em Bragança o nome da Rua dos Oleiros fala-nos de uma indústria que ali houve e como que nos está censurando por a não sabermos manter. cornija e coruchéus de granito lavrado. correspondentes a outras tantas portas ao rés-do-chão. é ainda uma lição de táctica militar a dizer-nos que só por esse lado o distrito de Bragança é atacável. arco. por o terreno o não permitir. marco do terreno da Ordem de S. foi substituída por estacaria. etc. portinha. Babe = portinha. lugar de advertência e coisa bem edificada. Paradinha e Paradela não nos dizem de um tributo ou pensão medieval. da sua história. linguística. etnografia. que tantos serviços prestou? Aveleda. eclesiola. agronomia. temos os nomes das povoações Alfaião. Encerram história. cebolal. etc. avelaneda. como os das povoações. botânica. egrejola.. Esta rua é agora denominada Cinco de Outubro. Grijó. arte. não estão preleccionando ao vivo filologia? Não falam pelo mesmo teor os nomes das outras povoações. não há um único texto de autor competente que tal diga. onde a fortificação. o que não sucede com as outras. Nas mesmas condições está a da Estacada. avelaeda. Muaz. grijó. são uma verdadeira enciclopédia ao alcance de todos. A Ponte das Tinárias. Soeira. etc. a Rua das Moreirinhas e outras todas têm uma razão histórica. Bagueixe. coisa fatal.374 TOMO VI PARADINHA DE OUTEIRO Rapazote.. Das narrativas dos historiadores conclui-se logicamente que os mouros se assenhorearam do distrito de Bragança. Mogadouro. cada um na sua especialidade? Parada. Couços. Assim. são o documento vivo. a de Tumbeirinho aviva-nos reminiscências arqueológicas. Baçal. buraquinho. João do Hospital ou de Malta e a falar no prestígio desta ordem militar. de eclesia. Babe. tudo palavras árabes que significam respectivamente: terra de sombras. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . de onde veio o nome à porta de entrada a sudoeste. Em compensação. a de Fora de Portas fala-nos das Guerras da Aclamação e da energias dos nossos. Mogo de Malta e Mogo de Ansiães não estão a dizer: marco do terreno concelhio de Ansiães. bem como os revestimentos das esquinas. aveleda.

ambos residentes em Soutelo da Gamoeda (428). Bragança. ambos de Rio Frio de Outeiro. onde devem buscar a compreensão do presente e as energias. aponta algumas das extravagâncias deste oficial. residindo depois em Paradinha de Outeiro. ANTÓNIA AGOSTINHA MIRANDA. uma Ana Maria e um João Alves. Herculano. Pombal. concelho de Bragança. o fito orientador. maço Ordinandos. que residia em Paradinha de Outeiro e era filha de Diogo José Serrão Vasconcelos e de D.que casou com José de Almeida Melo e Castro.) (428) Museu Regional de Bragança. Era filho bastardo do conde das Galveias. Descendência: 4º D. que reside em Mascarenhas. que judicialmente se separou da mulher. onde pontifica o nosso Manuel Rodrigues Benito e onde leram de cátedra um Hermógenes. por alcunha o Cazuza. Casou com D. O folheto Resposta à Defeza do Senhor Tenente José de Almeida Melo e Castro. que é o mesmo que desnacionalizá-las? Para que privar os seus habitantes da história viva do seu passado. sem o qual não passamos de arquitectos falidos sem plano construtivo? Camões. 1868.PARADINHA DE OUTEIRO 375 TOMO VI Até a do Canto do Inferno. couraçar-se no espírito rácico. 8º de oito pág. à míngua de terreno adequado. Perpétua Maria Giraldes. que em Bragança deixou fama como picador: entrou pelas muralhas de Miranda a cavalo e no extremo. que casou e teve D. Antónia de Almeida Miranda Melo e Castro. em carreira vertiginosa. Não vamos arrancar a árvore própria do terreno onde frutifica admiravelmente substituindo-lhe a exótica. Martinho Carlos de Miranda era natural de Rio Frio de Outeiro e foi baptizado em Paredes. fez rodar o cavalo sobre as patas traseiras por cima dum precipício assombroso. sem campo para se voltar. Ernestina Angélica Miranda. Era filho do «reverendo cónego doutor Manuel de Miranda» e de D. para triunfar no futuro. Soutelo da Gamoeda. onde devem ir retemperar-se. foram santos da Pátria a quem temos obrigação de prestar culto patriótico mas é por outra forma. de Soutelo da Gamoeda. que casou com Carlos de Almeida Morais Pessanha. Catarina Martins. Descendência: D. está mostrando o fino tacto do ridendo castigat mores. fatalmente condenada ao raquitismo. (Ver Pessanhas. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Ver Soutelo da Gamoeda. o freio regido apenas por delgada fita de seda debruçava-se sob a espádua do cavalo e apanhava do chão uma carta. Para que descaracterizar as terras.. Maria José Jorges.

Ficou prisioneiro em Moscow. na Rússia. Foi deputado em várias legislaturas. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . única herdeira de seu pai António Caetano Pereira de Sousa. quando todos estavam a fugir e a encolher-se. formado em matemática pela Universidade de Coimbra (a quem nos referiremos no volume consagrado aos escritores). obtendo várias condecorações e promoções por distinção. que ou a Rainha jurava a Constituição ou saía pela barra fora. A rude franqueza com que Miranda.376 TOMO VI PARADINHA DE OUTEIRO 5º JOSÉ ANTÓNIO DE MIRANDA. 231. como mostrou na ponte de Austerlitz. Era coronel de couraceiros e oficial valente. e exerceu a sub-prefeitura de Setúbal em 1834. Conselheiro de Estado efectivo. é verdadeiramente típica de um transmontano e lombardês. (430) Livro 30 das Mercês da Rainha D. presidente da Relação de Lisboa. Ainda chegou a receber ordens menores (429). Fez com notável bravura as campanhas da Guerra Peninsular. Descendência: (429) Museu Regional de Bragança. cargo que exercia quando faleceu e em que lhe sucedeu o célebre ministro António Bernardo da Costa Cabral. fol. bacharel formado em direito. que faleceu no Vimioso. Em 1832 comandou o Batalhão Sagrado. maço Ordinandos-Paradinha do Outeiro. por duas vezes e das Finanças. Era formado em matemática pela Universidade de Coimbra e fidalgo-cavaleiro por alvará de 7 de Agosto de 1799 (430). 6º ANTÓNIO JOSÉ JOAQUIM DE MIRANDA. tendo nascido a 30 de Outubro de 1783. concelho de Macedo de Cavaleiros. fidalgo da Casa Real. 7º MANUEL GONÇALVES DE MIRANDA. cavaleiro da Ordem de Cristo. par do reino. Fez parte da Legião Portuguesa ao serviço de Napoleão e com ela marchou em 1808 para a França. onde era proprietário. a 30 de Novembro de 1780 e faleceu em Lisboa a 5 de Abril de 1841. sócio honorário da Academia Real das Ciências de Lisboa. Ministro da Marinha. Manuel Gonçalves de Miranda nasceu em Paradinha de Outeiro. grão-mestre da Maçonaria. onde faleceu pelos anos de 1854. Foi também governador civil dos Açores e coronel de milícias de Miranda. Fez a campanha da Alemanha em 1809 e a da Rússia em 1812. só voltando à pátria aquando da paz geral de 1814. que foi o primeiro a atravessar. mas nasceu em Paradinha de Outeiro. Maria 1. sendo ministro em 1821. que lhe deixou uma importante casa em Castelãos. propôs. na Ilha Terceira. casou com D. Joana Pereira de Sousa. concelho de Bragança.

adiante citado). artigo Paradinha de Outeiro (António José de Miranda. que nasceu a 6 de Abril de 1816 e casou com José Caetano Saraiva Caldeira. e. tomando assento na respectiva Câmara em 28 de Junho de 1843. José António de Miranda. Fábia Emília. do qual foi também governador civil. II. 8º ANTÓNIO JOSÉ DE MIRANDA. de Vila Flor. Antónia Amélia. 1º visconde de). Residência – Paradinha de Outeiro (431). PENAS ROIAS ANTÓNIO GONÇALVES FONTOURA. que residiu em Mascarenhas. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . cavaleiro da Ordem da Torre e Espada e proprietário no distrito de Bragança. 227. (Ver Saldanha. V. VI. erigiu em 1694 uma capela dedicada ao nome de Jesus. por sucessão. dentro da igreja paroquial (431) SANCHES DE BAENA – Resenha das Famílias Titulares e Grandes de Portugal. Libânia Augusta. vol. Com descendência. II. VISCONDE – Por decreto de 3 de Maio de 1848. primeiro Visconde de Paradinha de Outeiro. O Diário do Governo de 29 de Julho de 1868 traz a relação dos titulares que formavam a Corte. Portugal: dicionário histórico. que seguiu a magistratura e se aposentou sendo juiz de direito em Vila Real. Nasceu a 11 de Novembro de 1820 e casou com D. par do reino. D. que casou em Lisboa a 28 de Fevereiro de 1877 com João Pedro de Alcântara Ferreira e Costa. D. António José de Miranda. D. oficial do exército. concelho de Bragança.PARADINHA DE OUTEIRO | PENAS ROIAS 377 TOMO VI I. primeiro Visconde de Paradinha de Outeiro. Criação do título. Nasceu naquela povoação a 21 de Março de 1812. Faleceu solteiro.) III. concelho de Bragança (8º. Era bacharel formado em matemática pela Universidade de Coimbra. Martinho Carlos de Miranda. pároco de Penas Roias. residente em Almendra. IV. Eugénia Adelaide da Conceição Sá Miranda. Descendência: D. menciona o par do reino visconde de Paradinha de Outeiro. Maria Eugénia de Novais Sá Cardoso. que nasceu a 30 de Janeiro de 1816 e casou com Diogo Augusto de Lemos. p. entre eles.

Leandro de Sá Morais. Francisca de Lobão. que nasceu em 1624 e faleceu nas Arcas a 26 de Agosto de 1700.378 TOMO VI PENAS ROIAS | PEREIROS | PESSANHAS da povoação. sargento-mor do terço da cidade de (432) Museu Regional de Bragança. Dinis chamou a Portugal para desempenhar o cargo de almirante-mor da armada. 2ª edição. que veio residir para Nuzelos. Faleceu a 16 de Setembro de 1734. Isabel de Almeida. clerigo in minoribus. e Francisco de Sena. Joana de Sá Morais. das Arcas. II. e era proprietário do ofício de escrivão da Câmara de Monforte de Rio Livre em 1674. primeiro administrador do morgadio da capela de São Caetano. e de D. de Vilares da Torre. PEREIROS O Bispo de Miranda D. genovês. com vínculo de morgadio. Toríbio Lopes concedeu em 1547 licença para se dizer missa na capela de Santo Amaro. Era capela pública ou vínculo de morgadio? PESSANHAS Família Pessanha Para a descrição que a seguir damos da família Pessanha guiamo-nos pela completa monografia Os Almirantes Pessanhas e sua Descendência. Ana Martins (432). concelho de Mirandela. O primeiro que aparece em Trás-os-Montes é: 1º FRANCISCO PESSANHA VILHEGAS. que administrariam sucessivamente seus sobrinhos Adrião da Fontoura. maço Capelas. Descendência: I. Porto. que casou com D. termo de Bragança (433). (433) Ibidem. concelho de Macedo de Cavaleiros. das Arcas. nas Arcas. fundado por seus avós maternos. dos Pereiros. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . e casou com D. que El-Rei D. livro «Emprazamentos – principia em 1547 athe 1555». Francisco de Lobão Morais Pessanha. filhos de Domingos Gonçalves e de D. filha de António de Sá Morais. por José Benedito de Almeida Pessanha. 1923: Os Pessanhas descendem de Manuel Pessanha.

casou com D. Maria José Lopes. Casou com D. Maria Antónia de Morais Maltês. rendeiros ou administradores dos bens que a Ordem de Malta ali tinha? (435) (434) Ver o vol. Badajoz e Salamanca. adiante citado). III. (435) Ibidem vol. Faleceu nas Arcas a 10 de Outubro de 1772. de Nuzelos. Ana Martins Alves. onde também faleceu sua mulher a 13 de Novembro de 1781. Descendência: Francisco José de Sá Morais de Almeida Morais Pessanha (2º. p. Descendência: I. 2º FRANCISCO JOSÉ DE SÁ MORAIS DE ALMEIDA MORAIS PESSANHA. de Valverde. familiar do Santo Ofício por carta régia de 1754. que serviu nos postos de tenente do mestre de campo general na corte e provincia da Extremadura e mestre de campo de infantaria na província da Beira. falecido em Marmelos a 16 de Dezembro de 1800. p. Fidalgo-cavaleiro por mercê de 27 de Novembro de 1723 «em atenção aos relevantes serviços de seu tio. que nasceu em 1662 e foi capitão de infantaria. administrador do morgadio de São Caetano. concelho de Mirandela. Morreu na restauração de Monsanto a 13 de Junho de 1704. e de D. cavaleiro da Ordem de Cristo por alvará de 6 de Setembro de 1725. Antonio de Sá de Almeida. com o titulo de sargento-mor de batalha». I.PESSANHAS 379 TOMO VI Bragança. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . III. IV. Matias Machado Vilhegas. Paulo Machado de Morais Pessanha. António José de Almeida Morais Pessanha. de Frechas. e o vol. 336 e 337. sendo reformado em brigadeiro a 14 de Agosto de 1808. governador das praças de Almeida e Bragança. Esteve na guarnição do castelo de Outeiro. onde faleceu em 1751. 333. IV. capitão de cavalaria da praça de Chaves. p. e entrou nos combates de Monsanto. filha de João de Morais Maltês. 21 e 22 e partes correlativas. O apelido Maltês viria de serem cobradores. e de outro instituído por seu tio António de Sá de Almeida. destas Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança. nas Arcas. concelho de Bragança. de Marmelos. pais também do Padre Gonçalo Lopes de Morais e do doutor em cânones Manuel de Morais Maltês. onde era mestre de campo seu cunhado António de Sá de Almeida (434). que nasceu em 1729 e foi moço fidalgo por mercê de 5 de Julho de 1745.

fidalgo da Casa Real por alvará de 12 de Outubro de 1768. adiante citado). 1822. de Lisboa. adiante citado). de Donelo (Douro). A ele nos referiremos no volume consagrado aos escritores. II. Luísa Rosa Pereira da Silva e Sousa. IV. adiante citado). onde também havia falecido sua mulher D. 86. bacharel em direito. III. onde faleceu a 25 de Julho de 1785. António Benedito de Almeida Morais Pessanha (11º. comendador da Ordem de Cristo e conselheiro por decreto de 3 de Dezembro de 1834. e) José Joaquim (7º. filha de João Pedro da Maia e Melo. Padre José Machado de Morais Pessanha. Descendência: a) Francisco António de Almeida Morais Pessanha (3º. José Benedito de Almeida Morais Pessanha (10º. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . c) Manuel José de Almeida Morais Pessanha (5º. III. de Lisboa. d) João Manuel (6º. prefeito (governador civil) da província de Trás-os-Montes em 1834-35. b) António Manuel de Almeida Morais Pessanha (4º. tomando sempre parte activa nelas). coronel de cavalaria. desterrado para o Algarve por constitucional em 1828. 4º ANTÓNIO MANUEL DE ALMEIDA MORAIS PESSANHA. juiz de fora de Vila Real. corregedor da comarca de Luanda. juiz de fora em Tavira. cavaleiro da Ordem de Cristo. Faleceu em Marmelos a 22 de Maio de 1839. e de D. que nasceu nas Arcas a 7 de Dezembro de 1776 e casou com D. Descendência: I. Manuela Libânia. p. 3º FRANCISCO ANTÓNIO DE ALMEIDA MORAIS PESSANHA. João Pedro de Almeida Morais Pessanha (9º. adiante citado). adiante citado). provedor da comarca de Lamego. adiante citado. Francisco Xavier de Lobão Machado Pessanha. Francisco Sebastião de Almeida Morais Pessanha (8º. II.380 TOMO VI PESSANHAS Faleceu nas Arcas a 20 de Agosto de 1809. deputado pela província de Trás-os-Montes às Constituintes em 1820 (436) (foi mais quatro vezes eleito deputado às cortes. que nasceu em Marmelos a 12 de Abril de 1775 e casou em 1801 com D. da Figueira da Foz. Era moço fidalgo da Casa Real em 1806. adiante citado). por João Damásio Roussado Gorjão. Maria Antónia a 6 de Agosto de 1795. (436) Da sua acção como deputado dá notícia a Galeria dos deputados das Cortes Gerais extraordinárias e constituintes da nação portuguesa instauradas em 26 de Janeiro de 1821. sócio da Academia Real das Ciências em 1819. adiante citado). adiante citado). Ana Gertrudes da Maia e Melo Brandão.

D. que nasceu nas Arcas a 20 de Setembro de 1784 e casou com D. filha de Amaro Vicente Pavão.PESSANHAS 381 TOMO VI 5º MANUEL JOSÉ DE ALMEIDA MORAIS PESSANHA. Fez parte da Legião Portuguesa ao serviço de Napoleão. vol. Maria Augusta. pelo que lhe foram confiscados os bens em 1814 e restituídos em 1822 por relevamento justificativo de inculpabilidade. José Manuel de Almeida Morais Pessanha (filho natural) (13º. É. 6º JOÃO MANUEL. governador civil de Vila Real. p. de Carvalhais. Catarina Josefa de Sousa Pavão. 116. Foi eleito deputado a 12 de Fevereiro de 1863 e fez parte do Batalhão dos Voluntários Académicos. concelho de Mirandela. a quem nos referimos em Parada de Infanções – Família Pavão. II. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Era tenente-coronel de milícias de Miranda. em face das lutas durante a revolução denominada «Maria da Fonte». moço-fidalgo a 27 de Agosto de 1808. marechal de campo. vol. 7º JOSÉ JOAQUIM. contribuiu para o triunfo. concelho de Mirandela. sétimo capitão do exército e fidalgo-cavaleiro. que nasceu nas Arcas a 24 de Março de 1778 e ali faleceu a 3 de Dezembro de 1823. dando ao movimento chefe categorizado. governador civil de Vila Real em 1844 (437). governador de Cantagalo (Brasil) em 1817. 363. Foi conselheiro da Prefeitura de Trás-os-Montes em 1834. 8º FRANCISCO SEBASTIÃO DE ALMEIDA MORAIS PESSANHA. que nasceu na Figueira da Foz em 1804 e faleceu em Lisboa. Descendência: Domingos António de Almeida Morais Pessanha (12º. Faleceu em Bragança em 1846 exercendo o cargo de governador civil. Descendência: I. incontestável que o seu proceder. 9º JOÃO PEDRO DE ALMEIDA MORAIS PESSANHA. que nasceu nas Arcas a 20 de Fevereiro de 1787 e ali faleceu em 1822. porém. continuação da de Pinheiro Chagas. pág. director da colónia Nova-Friburgo. p. COLEN. Barbosa – História de Portugal. incipiente povoação que deu uma florescente cidade brasileira. que nasceu em Marmelos a 10 de Setembro de 1802 e casou com D. Alexandre de Macedo Soto Maior e Castro. adiante citado). que casou com seu tio José Benedito (ver 10º. Estas duas obras fizeram opinião descrevendo um tanto depreciativamente a acção do conde de Vinhais e de João Pedro de Almeida Morais Pessanha. Oliveira – Portugal Contemporâneo. de Suçães. adiante citado). 190. em 1846. Manuel de Almeida Morais Pessanha (14º. de quem teve uma filha. II. filha de D. (437) MARTINS. adiante citado). adiante citado). Margarida Soto Maior. XI. delegado da comarca de Moncorvo. Concluiu a formatura em direito em 1834.

Catarina. Francisco António. Maria Augusta. Coroa da Prússia e Legião de Honra e comissário régio junto da Companhia do Niassa. II. que casou com o conselheiro Eduardo José Coelho. oficial da Ordem de S. que algumas vezes dirigiu. onde faleceu a 14 de Setembro de 1907. não é só a mentalidade e o valor pessoal que os faz: cooperaram indispensavelmente as correntes sociais que eles canalizam para os fins que pretendem. D. D. cavaleiro de Avis. (Ver 4º em Paradinha de Outeiro. Carolino. De resto. que nasceu em Marmelos a 14 de Janeiro de 1808 e casou com sua sobrinha D. IV. governador civil de Bragança. e quando se ultrapassam chama-se pertinácia acérrima e a seus autores doidos e estúpidos. Descendência: I. ministro das obras públicas por duas vezes. tendo casado com D. Carolina. dos Mirandas da Paradinha de Outeiro. ainda os mais lídimos heróis. par do reino. que casou com o médico doutor José Luís Teixeira e faleceu em Bragança a 28 de Agosto de 1890. Maria Augusta. A heroicidade tem certos limites. um ponto vulnerável – o tal calcanhar de Aquiles ou o orifício alguns decímetros mais acima. concelho de Chaves. III. deputado da nação em diversas legislaturas. nascido em Redeal. Tiago. Raimundo de Almeida Morais Pessanha. Maria Augusta de Almeida Morais Pessanha (15º.382 TOMO VI PESSANHAS moço-fidalgo por mercê de 3 de Abril de 1845. têm.) 10º JOSÉ BENEDITO DE ALMEIDA MORAIS PESSANHA. Faleceu em S. capitão de cavalaria. Faleceu na Foz do Douro em 1900. Faleceu em Marmelos a 16 de Julho de 1857. III. deputado da nação em quatro legislaturas.) II. funcionário superior da Alfândega do Porto. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . grã-cruz de Isabel a Católica e governador da Guiné. juiz aposentado do Supremo Tribunal Justiça. adiante citado). grã-cruz da Ordem de Carlos III de Espanha. todos eles. Carlos. Os grandes chefes memorados na História precisam também de prudência. que reside em Mascarenhas. ministro do reino. Antónia de Almeida Miranda de Melo e Castro. (Ver 15º. adiante citado. D. Pedro de Vale de Conde a 23 de Agosto de 1916. presidente da Câmara dos Deputados. tanto física como moralmente. Descendência: I. em 1836 e falecido em Lisboa a 5 de Abril de 1913. comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição em 1848 e deputado às cortes em onze legislaturas seguidas a começar em 1840 até à data do seu falecimento. que casou com sua prima D.

governador civil de Bragança em 1857 e par do reino em 1862. de Bragança. Jorge de Melo. doutor em direito. capelão militar. bacharel em direito. com Luís Pinto Vilas Boas. segundo tenente de artilharia em 1833.PESSANHAS 383 TOMO VI 11º ANTÓNIO BENEDITO DE ALMEIDA MORAIS PESSANHA. a 6 de Abril de 1877. Margarida. deputado da nação em 1879-81. Descendência: D. deputado por Bragança na legislatura de 1853-56 e pelo Mogadouro na que findou em 1865. deputado da nação. Felicidade de Morais Castro e faleceu em Miranda do Douro em 1849. dos Cortiços. viúva de D. deixando uma filha. nasceu nas Arcas a 20 de Agosto 1825 e. Maria Amélia Leite Macedo Sarmento. D. tendo casado com D. Faleceu em Cabeça Boa. II. oficial do exército. segundo oficial da secretaria do Governo Civil de Bragança. 12º DOMINGOS ANTÓNIO DE ALMEIDA MORAIS PESSANHA. Carolina Cândida de Almeida Morais Pessanha casou com Francisco de Assis Pereira do Lago. Com descendência. concelho de Macedo de Cavaleiros. visconde das Arcas em 1879. Sua filha D. concelho de Bragança em 1905. concelho de Mirandela. que casou com João José Pereira Charula. onde era sub-director da Alfândega. ali faleceu a 11 de Janeiro de 1871. Laura Charula Pessanha. b) D. João Manuel de Almeida Morais Pessanha. que casou na Burga. D. governador civil do distrito de Bragança em 1886-90 e segunda vez em 1897-900 MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Maria Augusta. concelho de Macedo de Cavaleiros. Foi deputado por Bragança na legislatura de 1851-52. Descendência: I. Cândida de Almeida Morais Pessanha. Casou com D. Foi subdirector da Alfândega de Miranda do Douro e administrador do concelho de Miranda. Descendência: a) António Alberto Charula Pessanha. professor do liceu de Bragança. capitalista. que nasceu a 31 de Dezembro de 1813 e faleceu em Lamas de Orelhão. 14º MANUEL DE ALMEIDA MORAIS PESSANHA. que casou com o médico doutor Albino Vaz das Neves. nasceu em Cantagalo (Brasil) a 10 de Janeiro de 1820 e faleceu nos Cortiços a 29 de Maio de 1878. 13º JOSÉ MANUEL DE ALMEIDA MORAIS PESSANHA. governador civil de Bragança em 1890 e deputado nas legislaturas de 1894-95 e 1896-97. rico proprietário nos Cortiços. cavaleiro de Avis e escritor. Solteiro. a quem nos referiremos no volume consagrado aos escritores.

Domingos a que vinculou bens (440). Miguel. concelho de Mirandela. (440) Ibidem. 17 e o mesmo no Suplemento. Parece deduzir-se do documento que a capela já estava feita.) 15º D. de Podence. doaram em 1648 bens à capela de S. poeta e administrador-geral dos correios e telégrafos. que faleceu em Ancião a 14 de Fevereiro de 1923. PODENCE 1º FRANCISCO AFONSO MOREDO e sua mulher D. (438) O Diário do Governo de 29 de Julho de 1868 traz a relação dos titulares que formavam a Corte. concelho de Macedo de Cavaleiros. 17º JOÃO PEDRO DE ALMEIDA MORAIS PESSANHA. MARIA AUGUSTA DE ALMEIDA MORAIS PESSANHA. que faleceu em Mirandela a 19 de Março de 1874. (Ver em Arcas pág. Faleceu em Matosinhos em meados de Julho de 1927 sem deixar descendência. (439) Museu Regional de Bragança. 2º DOMINGOS FERNANDES. e. Descendência: 16º J OSÉ B ENEDITO DE A LMEIDA P ESSANHA. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . não sendo portanto eles os fundadores. Casou com seu primo Carolino de Almeida Morais Pessanha. deputado e escritor. entre eles. concelho de Mirandela. de Podence. licenciado. menciona os pares do reino João de Almeida Morais Pessanha e Manuel de Almeida Pessanha. Isabel Rodrigues. a 16 de Fevereiro de 1862 e casou a 5 de Abril de 1888 com D. governador civil de Bragança e prestigioso político. Amélia da Costa e Sá. filha do Doutor Francisco José da Costa e Sá. deputado em várias legislaturas. maço Capelas. que residiram em Podence. que nasceu em Marmelos. nasceu em Carvalhais a 9 de Setembro de 1843 e faleceu em Marmelos a 4 de Maio de 1902. mas simples doadores por devoção (439). erigiu em 1713 uma capela na mesma povoação dedicada a Nossa Senhora do Rosário e a S. de Vale de Telhas.384 TOMO VI PESSANHAS | PODENCE e deputado em duas legislaturas. Faleceu a 24 de Agosto de 1881 (438). A ele nos referiremos no volume consagrado aos escritores.

. Nos processos de habilitação de genere dos cónegos para poderem tomar posse das conesias. indianos. ou mulata. por eles fundada em Prada. escrevemos: «Ha ainda no distrito de Bragança e geralmente por todo o país. certamente ainda em maior quantidade.PRADA | PRETOS 385 TOMO VI PRADA JOÃO DE MORAIS COLMIEIRO. mestiços. No Museu Regional de Bragança ha muitos docu- (441) Museu Regional de Bragança. Moreno. mourisco. mouro. escrava. Ana de Sª doaram em 1680 à capela de Santo Amaro. isto é. Os repetidos títulos de Africano. cavaleiro professo na Ordem de Cristo. desde meados do século XVII por diante (ignoramos se já o costume é anterior).. Indiano que os documentos apensam a varios indivíduos.. No V volume desta obra. deixam ver quanto se infiltraram pelo distrito de Bragança elementos populativos estranhos à raça portuguesa. pág. cristão novo. mouros. que inserimos a título de curiosidade. Asiático. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . e a autoridade eclesiástica. berbéres. encontram-se dezenas e dezenas de requerimentos de freiras a pedir licença para ter criada que as sirva das portas do convento adentro. mulatos.. algo deixam antever do caso. e sua mulher D. os apelidos de Mouro. bens com vínculo de morgadio (441). Daqui se pode concluir a abundância que dessa gente havia então no reino. e vem a ser os africanos. maço Capelas. CXIII. Estes requerimentos são do século XVII por diante. asiáticos. capitão-mor da vila de Paço. um dos quesitos a indagar era: se o agraciado estava limpo de sangue de judeu.. onde há centenas de processos deste teor. concelho de Vinhais. cabras (filho de mulato e branco que em geral é tipo formoso). que por cá deixaram semente constantemente renovada por sucessivas vindas de outros da mesma proveniência com as nossas conquistas e descobertas. maços Freiras. concede que a criada também possa ser. PRETOS As notícias seguintes. serva Aetiops seu hybrida vulgo mulata sit.. etc. Preto. pretos. negro ou mulato (442). etc. negra. um outro elemento étnico estranho. cafres. maço Cónegos. deferindo. (442) Ibidem. No Museu Regional de Bragança. que ainda hoje perduram.

estrangeiras.. Fortunato de – Escravos em Portugal nos séculos XVII e XVIII. Ver ALMEIDA. Manuel Severim de Faria. Mário – A Invasão dos judeus. oitenta anos após a viagem triunfal da India [1498]. tese apresentada ao Congresso para o avançamento das ciências. em meio do seculo XVII. já pelo modo de andar em balancé. serão mais Elles que nós.386 TOMO VI PRETOS mentos referentes a tais indivíduos que por cá viveram e constituiram família e por eles se vê quanto é avultada a colónia de pretos que no seculo XVIII vivia em Bragança. p. João 3º. Era tal já em meados do século XVI a abundância de escravos em Portugal que Garcia de Resende. já pelos labios. a meu ver!» «Seculo e meio depois de Ceuta [esta praça foi tomada em 1415]. transparece em numerosissimas pessoas. a tendencia para a mimica. 1925. (445) AZEVEDO. malaios. p. já pela voz semi-ventriloqua. continua o mesmo (444). consignando o facto. 155. (443) SAA. 1922. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . J. Lúcio de – Nação Portuguesa. 1925. celebrado em Coimbra em Junho de 1925. já pela côr e pelo cabelo engrenhado. já pelos olhos abronzeados e grandes. cafres e indios os serviçais em Lisboa» (445). Na capital um terço da população de duzentas mil almas eram escravos. mostram-nos o reino vazio da sua gente: negros de Africa. A influencia do sangue negro em Portugal. no tempo de D. a predilecção pelo batuque. mercadoria tão apreciada. japões e chins substituiam os trabalhadores nele nascidos. informa-nos que os trabalhadores dos campos eram pretos. voz que parece não passar pela laringe. Irem-se os naturaes. já pelos narizes oferecendo maior superficie de frente que de lado. e dezasseis correctores.. 132. os negros.. Os mouros e os mestiços. que a dava em pagamento a corôa a certos funcionarios. Que. 146. indios. Mário – Camões no Maranhão. diz: «Vemos no reyno metter Tantos captivos crescer. (444) SAA. havia em Lisboa de sessenta e setenta negociantes de escravos. já pelas unhas. mas principalmente pelos caracteres animicos.. testemunhas oculares.. dominam em Portugal por elemento de população mais que em outra qualquer nação da Europa com incremento de boçalidade e redução do indice encefalico». se assim fôr. já pelas manchas negras que teem no corpo (genipapo). p. diz Saa (443)..

ambos de cor preta. moradora em Bragança. nascidos em Angola. Assim. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . o apelido Preto apareceu-me em: Algoso Argozelo Azinhoso Atenor Bemposta Bragança (446) Brunhosinho Cércio Constantim Duas Igrejas Fonte de Aldeia Freixiosa Granja de Gregos Guadramil Labiados Lamoso Meixedo (447) Miranda do Douro Mora Paradinha Peredo da Bemposta Prado Gatão Rio de Onor Sanhoane São Martinho de Angueira Sendim de Miranda Tó Travanca de Algoso Travanca do Mogadouro Urros Uva (446) Manuel da Silva e Ana Joaquina. (447) Joaquim Gomes. de cor preta. também preta. casaram nesta cidade em 1783. residentes em Bragança. pediu licença em 1799 para casar com Teresa Luísa.PRETOS 387 TOMO VI Sem procurar especialmente pelos apelidos de pessoas que fazem lembrar raças estranhas à portuguesa. Eram ambos naturais de Benguela. tomei nota ao acaso das povoações seguintes. Está o processo no Museu Regional de Bragança. onde eles se encontram em documentos do Museu Regional de Bragança. morador em Meixedo.

Igualmente ao acaso tomei nota das seguintes povoações onde se encontra o apelido Mouro: Bornes Castro Roupal Labiados Malhadas Palancar Podence São Julião Santulhão Soeira Travanca de Macedo Vale de Lamas Vale da Porca Vila Chã de Braciosa Vilariça (povoação). Haverá vinte anos vi um «Rol dos Confessados» de uma das duas freguesias de Bragança.388 TOMO VI PRETOS | QUINTANILHA Vale de Algoso Vale Benfeito Vale de Frades Vila Chã de Braciosa Vilar Seco de Miranda Vimioso. de Quintanilha. Toríbio Lopes. nem o tal «Rol dos Confessados». embora vaga. numa totalidade de quase quinhentos fogos e duas mil e tal almas. Era pública ou vínculo de morgadio? (Ver Senhora da Ribeira. que evidentemente deve estar no arquivo de alguma das duas freguesias. Não encontro os apontamentos que então tomei. concelho de Bragança (448). licença para se celebrar missa na capela de S. QUINTANILHA Em 1548 concedeu D. esta notícia. bispo de Miranda. Sebastião. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA .) (448) Museu Regional de Bragança. no entanto. onde estavam escritos os nomes de todos os fregueses da mesma. livro «Emprazamentos – principia no anno de l547 athe 1559». referente a um ano do século XVIII. duzentas das quais pretos ou escravos. confirma o que vimos dizendo.

de Parada. mãe de Francisco de Sousa Rebello Pavão. Sucçães e Mascarenhas. ANTONIA BORGES REBELLO D’ATAHIDE VASCONCELLOS. Filha de 2º – JÓSÉ CARLOS BORGES REBELLO. maço Capelas. termo de Mirandela. onde residiam. geral da Ordem. e sua mulher D. hoje representante dos Borges Rebelos. família Barroso. Anastácia Martins erigiram em 1699. filha de Lourenço da Silva Sarmento e de D. concelho de Mirandela. 13º morgado do Corpo Santo de Lisboa e de Quintella (cazado com D. fidalgo da Casa Real e commendador da Ordem de Christo. no «lugar de Quintas». lançado no convento de Thomar. Era sargento mor de Bragança em 1759. a 29 de Janeiro de 1747. Tinha tambem o apelido de Morais. (450) Num manuscrito pertencente aos Figueiredos de Bragança encontrei a seguinte notícia a propósito da família Pavão. senhor dos ditos morgados. e dos do Corpo Santo de Lisboa e Quintella». Anna Joaquina de Moraes Castro Sarmento.) QUINTELA DE LAMPAÇAS Família Borges Rebelos De um manuscrito existente em Suçães. por assim mandar a carta regia de 27 de Março de 1743». em casa da família Pavão. senhor dos morgados de Santo Amaro. Filho de 3º – FRANCISCO IGNACIO BORGES REBELLO. de Quintela de Lampaças. (449) Museu Regional de Bragança. Era capitão em 1809 bem como seu irmão Manuel de Jesus Borges Rebelo em 1825. de que trata: «Francisco lgnacio de Morais Rebelo [evidentemente o acima indicado] teve o habito de cavalleiro da Ordem de Christo. de Vinhaes. Marianna Josefa d’Atahide Vasconcellos e Colmieiro) (450).QUINTAS | QUINTELA DE LAMPAÇAS 389 TOMO VI QUINTAS ANTÓNIO GONÇALVES PINTO. de Quintella de Lampaças. Francisca de Moraes Castro Sarmento). capitão. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . senhora dos morgados do Corpo Santo de Lisboa e de Quintella (viuva de Antonio Caetano de Sousa Pavão. copiamos o seguinte: «1º – D. uma capela dedicada às Chagas de Cristo. dentro da igreja matriz da povoação (449) (Ver em Mascarenhas e Travanca. (cazado com D.

390 TOMO VI QUINTELA DE LAMPAÇAS Filho de 4º ANTONIO DE MORAES REBELLO. Francisco. e outros fidalgos em Galiza. filhos ambos de José de Moraes Madureira Pimentel. E o dito Gaspar Pinto Cardoso era filho de Francisco de Sá Ferreira. Anna Gomes era irmã de Lopo Sarmento. Brites de Sá. Miguel Vicente de Moraes Sarmento. filha e herdeira de Gonçalo de Moraes Sarmento. neto de Francisco de Moraes. o meia lingua. Josefa de Moraes. casado com sua tia D. fidalgo da casa real.. fidalgo da casa real. os filhos do tenente coronel João de Moraes Castro Pimentel. senhor do morgado de S. fidalgo da caza real. fidalgo da casa real. e descendem da mesma os filhos de Thomaz Aires Pereira de Castro. cavalleiro da Ordem de Christo e mestre de campo de auxiliares. irmão do morgado de Parada (de quem logo se tratará) e de D. irmã do commendador Domingos de Moraes Pimentel. fidalgo da Casa Real. valoroso capitão de cavallaria nas Guerras de Acclamação. Brites Maria de Sá Moraes. e de D. fidalgo da casa real. moço fidalgo da casa real. e o seu irmão o mestre de campo Domingos de Moraes Pimentel. do Mogadouro. no qual falla o Conde da Ericeira. neta de Pedro de Moraes Sarmento. e o coronel Francisco Xavier de Castro Moraes. e de D. fidalgo da casa real. fidalgo da casa real. do qual descendem o desembargador Pedro de Moraes Sarmento. e o dito Fernando Pinto Bacellar era filho d’outro Fernando Pinto Bacellar. e os filhos de Antonio de Mesquita Pinto. Antonio Gomes Mena. o Velho. dos quaes descendem tambem os senhores da villa do Bollo. Balthezar de Moraes Sarmento. bisneta de Gonçalo de Moraes. alcaide mor de Bragança. fidalgo da casa real. Antonio d’Amaral Sarmento. Brites Pinto Cardoso. fidalgo da casa real. fidalgo da casa real. capitão de uma náu da armada da India. moço fidalgo da casa real. fidalgo da casa real. Francisco da Silva Barreto. instituidor do morgado de S. fidalgo da casa real. general de. Thomé Ferreira de Moraes Sarmento. Anna Gomes Sarmento. Thiago. irmã de José de Moraes (acima). filha de Fernando Pinto Bacellar. Maria de Moraes. Monsieur Lacher nas historias d’aquella guerra. fidalgo da casa real). Francisco Ferreira de Moraes.. 11º senhor do morgado do Corpo Santo e 5º do de Quintella. e de D. filhos ambos de Francisco de Moraes Madureira Pimentel. e é senhor dessa caza Francisco José de Moraes Pimentel. e sua mulher D. e a dita D. filha de Gaspar Pinto Cardoso. commendador de Babe na Ordem de Christo. Filho de 5º – IGNACIO BORGES REBELLO. Maria Magdalena de Moraes Sarmento. e de MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . fidalgo da casa real. filhos ambos de Jacome Luiz Sarmento. 12º Senhor do morgado do Corpo Santo e 6º do de Quintella (cazado com sua sobrinha D. e os do governador de Chaves Francisco Xavier da Veiga Cabral. do qual descendem = Luiz Lazaro Pinto Cardoso.

QUINTELA DE LAMPAÇAS 391 TOMO VI D. o tenente coronel Francisco José Sarmento. fidalgo da Casa Real. fidalgo da casa real. do qual. 12º padroeiro do capitulo de S. p. instituidores do morgado da casa de Parada. 8º – PEDRO BORGES REBELLO. e de D. Maria. fidalgo da casa del-rei D. 6º – FELIPE BORGES REBELLO. fidalgo da casa real. Aldonça d’Albuquerque. fidalgo do solar de Parada. arcebispo de Braga. Antonia Pereira Coutinho filha herdeira de Francisco Granado. além de muitos já referidos. Izabel de Moraes Madureira. Grijó e Valbemfeito. 7º – G ONÇALO BORGES REBELLO. Pedro. neta de Antonio de Moraes Pimentel e de sua mulher D. governador da (451) SANCHES DE BAENA – O Arquivo Heráldico Genealógico. senhor da casa do solar de Parada e das ditas jugadas e de sua mulher e prima co-irmã D. filha herdeira de Alvaro Annes de Madureira Feijó. e senhor do mesmo solar. senhor da casa de Parada. abbade de Quintella no anno de 1568 com capella e invocação de Santa Cruz. fidalgo da Casa Real. Anna de Moraes. Maria de Sá. filha de João Pinto Pereira. do qual foi bisneto (alem d’outros muitos) o grande Nuno Martins Botelho. Maria Pinto Pereira. diz que foi em 1417. senhor da referida casa. tambem descende o capitão Duarte Teixeira Chaves. Lazaro Jorge de Figueiredo Sarmento. alcaide-mor de Erveredo e sua mulher D. commendador na Ordem de Christo. filha de Antonio de Moraes Madureira. que pertenciam á mitra de Braga e o dito Antonio de Moraes Pimentel era filho de Aleixo de Moraes Pimentel. Izabel de Morais. o qual teve principio no anno de 1427 (451) por graça que impetrou do Papa Urbano 6º D. cazado com D. e de sua mulher D. Paredes e Coelhoso. cazado com D. fidalgo da casa real. 19. e de sua mulher D. Antonio de Moraes Sarmento. e 3º do de Quintella. cazado com D. fidalgo da casa real. segundo morgado de Quintella instituido pelo doutor Gaspar Gonçalves Granado. 9º senhor do morgado do Corpo Santo. de Miranda. Lourenço da Cunha. Grijó. Branca de Sousa. para secularisar e annexar as ditas jugadas ou bódos. neta de Luiz Annes de Madureira. João 3º. irmã de Aleixo de Morais (acima) e filhos ambos de Pedro Martins de Moraes Pimentel. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . bisneta de Alvaro Annes de Madureira. creado da senhora infanta D. e o dito Antonio de Moraes era filho de Alvaro de Moraes Madureira. S. e das jugadas de Parada. 10º senhor do morgado do Corpo Santo e 4º do de Quintella. dos quaes tambem descendem João Ferreira Sarmento Pimentel. primo-co-irmão dos instituidores. o sargento-mor José de Moraes Sarmento. dos quaes foi bisneto o alcaide-mor de Bragança. Marianna de Moraes Albuquerque. Anna de Buiça Fajardo. senhor de Villa Franca. 8º senhor do morgado do Corpo Santo. parte 1ª. Francisco de Bragança.

9º – PEDRO BORGES REBELLO. a folhas 193 do livro da Estremadura. fidalgo da Casa Real. Rodrigo Ozorio de Castro. grande de Hespanha. Maria Botelho. os senhores de Bairão João da Costa. fidalgo da Casa Real e cavalleiro da Ordem de Christo. escrivão da fazenda del-rei D. fidalgo da Casa Real. conde de Lemos. nono padroeiro do Capitulo de S. Maria de Rebello no anno de 1516. e foi a dita doação del-rei D. Leonor de Moraes filha herdeira de Gonçalo Rodrigues de Moraes. Antonio Guedes Pereira. . o qual serviu na Africa e na India a El-rei D. vassalo del-rei D.. sua mulher D. E do dito João Pinto Pereira descendem em Villa Real Francisco Pereira Pinto. fidalgo da Casa Real. condessa de Lemos. filha de João Rodrigues de Valcarcel. senhor de Ribalonga. Mayor de Valcarcel. Affonso 5º. e o dito Alvaro Gil de Moraes era filho de Gil Affonso Pimentel e de sua mulher D. Manuel confirmada por el-rei D. irmã de Rui d’Abreu Botelho. Manuel. o Ex. os senhores da Teixeira e Sergudo. pae de Gaspar Rebello. e chefe dos Moraes que descendia dos Machucas. e era o dito João Pinto Pereira irmão de Francisco Vaz Pinto do qual descendem os senhores dos concelhos de Felgueiras. irmã de D. Vieira e Fermedo. o qual foi instituido por sua tia D. Sebastião dispensandu-a para sempre na lei mental. 11º – ALVARO PIMENTEL BORGES. Era esta senhora então viuva de Diogo Fernandes Correia. legitimo senhor do morgado do Corpo Santo. fez mercê ao dito Diogo Fernandes de um pedaço de praia. F. pae do 1º conde de S. José Vaz de Mello e Sampaio. Sua mulher D. fidalgo da Casa Real. bispo do Porto). Violante Vaz de Moraes irmã de Pedro Martins de Moraes (acima) filhos ambos de Alvaro Gil de Moraes Pimentel 11º padroeiro de S. Maria de Rebello irmã de Pedro Rebello. Cosme Damião. João 3º do qual e d’outros muitos que desta familia ficarão em Lisboa se ignorão cá os descendentes. que existe na Torre do Tombo. onde se edificarão duas ruas de casas á porta de Cáta que Farás. . alcaide-mor de Cochim.. Francisco de Bragança e de sua mulher D. . que são a substancia deste morgado do Corpo Santo com capella da invocação de Santa Anna na Collegiada da Conceição. casado com D. o qual por doação de 1501. . pae de D Gonçalo de Moraes. Francisco de Bragança. os filhos de Bernardo Antonio da Silveira Pinto. mae de D. os filhos de José Caetano Teixeira de Magalhaes e Lacerda. Izabel de Valcarcel.392 TOMO VI QUINTELA DE LAMPAÇAS India.mo Snr. Francisco uma sua capella de Santa Catharina e era para fundar o seu convento que foi o MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . era tambem a dita D. Miguel. filho de Gonçalo Rodrigues de Moraes que no anno de 1211 deu ao patriarcha S. segundo senhor do morgado do Corpo Santo. fidalgo da Casa Real e os filhos d’André de Moraes Sarmento fidalgo da Casa Real. 10º – LOPO MARTINS BORGES (irmão de Antonio Borges de Moraes. secretario d’estado.

e por esse motivo ficarão os Moraes sendo padroeiros do tal capítulo. Brites de Sá. fólio 310 (mihi). fidalgo da Casa Real. e de D. É hoje [1721-1724] administrador Antonio de Morais Rebelo. 369. que está despachado com o habito de Cristo. F. nasceu em Macedo de Cavaleiros a 5 de Agosto de 1597.QUINTELA DE LAMPAÇAS | QUINTELA DE LAMPAÇAS – LISBOA 393 TOMO VI unico que o mesmo santo fundou neste reino. Thereza Pacheco da caza dos Marques de Carvalho. Josefa de Morais. filha de Fernão Pinto Bacelar. Descrição Topográfica da Cidade de Bragança. Catarina Leite. com capela de Santa Ana no Colegio da Conceição. Não pudemos identificar a genealogia destes dois filhos de Álvaro Borges. irmão do precedente. mestre de campo de infantaria auxiliar e de D.mo Senhor Alberto de Sousa Ataíde Rebelo Pavão. do habito de Cristo. O actual representante dos Borges Rebelos é o Ex. na forma que se continuou em seus descendentes. viuva de Diogo F. neto de Martim Affonso Pimentel. filha de José de Morais Madureira. (irmão de João Affonso Pimentel. Salvador. QUINTELA DE LAMPAÇAS – LISBOA Morgadio do Corpo Santo De José Cardoso Borges. dos Mellos alcaides mores de Evora). filho de Álvaro Borges e de D. Dos Morgados. Brites de Sá. que encontramos mencionados em documentos da família de que vimos tratando e da qual supomos seriam membros. copiamos o seguinte: «Morgado que se intitula do Corpo Santo em Lisboa. 12º – LOPO MARTINS DE MEIRELLES fronteiro mor de Bragança e sua mulher D. filha de Diogo Gonçalves Borges. § 22. senhor da Torre de Moncorvo». Álvaro. 13º – ALVARO PIMENTEL DE MEIRELLES. nasceu em Macedo de Cavaleiros a 10 de Dezembro de 1598. pág. casou com D. Filho de Inacio Borges Rebelo e de D. filha de Francisco de Morais Madureira e de D. e o dito Gil Affonso Pimentel era filho de João Affonso Pimentel. Maria de Morais. fidalgo da Casa Real em 12 de Abril de 1516. primeiro Conde de Benavente e das casas mais florentes de Hespanha e de D. Maria Borges. Ignez Vasques de MelIo. Correia. notícia XI. a quem nos referimos em Parada de Infanções – Família Pavão. e sua mulher D. que instituiu Maria de Rebelo. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA .

mo Senhor Alberto de Sousa Ataíde Rebelo Pavão. todos de Quintela de Lampaças. onde vem a respectiva escritura. e seus filhos Manuel de Jesus Borges Rebelo. abade do mesmo lugar de Quintela de Lampaças. pág. fidalgo da casa do mestre de Santiago. por escritura celebrada em 1820. 2º D. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . que sucedeu no morgado de Quintela. que em 1595 instituiu o licenciado Gaspar Gonçalves Granado. 42 v. Terceiro neto de Pedro Borges Rebelo e de D. 369. que sucedeu neste morgado por falecimento de seu irmão Rui de Abreu de Rebelo. provavelmente filho da primeira outorgante (453). Segundo neto de Gonçalo Borges Rebelo e de D. Solar dos Morais. natural de Quintela de Lampaças. que o foi de Pedro Alvares de Morais Pimentel. livro 173. Antonia Pereira da Rocha. 3º JOSÉ CARLOS BORGES REBELO. Antonia da Rocha. morgado de Parada e de D. filha de Antonio de Morais Madureira. solteira. destrito de Bragança. a quem nos referimos em Parada de Infanções – Família Pavão. certos bens e receberam em troca outros do padre. (452) Museu Regional de Bragança. Mariana. Maria Botelho. Maria Pinto Pereira filha de João Pinto Pereira. (454) Ibidem. ANA JOAQUINA MORAIS CASTRO SARMENTO. 1º D. maço Freiras de Santa Clara. Mariana de Morais de Albuquerque. Ana. naturais de Quintela de Lampaças.394 TOMO VI QUINTELA DE LAMPAÇAS – LISBOA Neto de Filipe Borges Rebelo e de D. alcaide-mor de Ervededo e de D. fidalgo da Casa Real. viúva. Antónia Borges Rebelo. Quinto neto de Lopo Álvares Borges e de D. filha de Francisco Granado e de D. filha «que ficou» de Francisco Inácio Borges Rebelo e de D. MARIA ANTÓNIA DA CONCEIÇÃO. (453) Ibidem. fol. Aldonça de Albuquerque. O actual representante dos morgados do Corpo Santo em Lisboa é o Ex. tenente de cavalaria e sua mulher D. deram ao padre Lopo José Correia Borges Rebelo. seu tio. maço Capelas. tenente de cavalaria nº 12 e D. Izabel Pereira de Morais.. professou em 1790 no convento de Santa Clara de Bragança (452). que foi o primeiro administrador». obtiveram em 1803 licença para oratório particular nas suas casas de moradia (454). a título de aumento de património. Cartório Administrativo.

Júlia Sofia Brandão e Sousa da Fonseca Magalhães. maço Capelas. viúva de Luís do Rego da Fonseca Magalhães. (455) Museu Regional de Bragança. Era filha do alcaide-mor de Bragança. obteve em 1795 licença para oratório particular nas suas casas de moradia (455). disparada pelo próprio. (456) Ibidem. que a bala que lhe deu a morte. primeira Condessa de Geraz do Lima. Maria Margarida. 212 v. Aludindo a este casamento de António Barreira dizia o povo: «Não ha terra tão extraordinária como Vinhaes: cazam-se os padres.QUINTELA DE LAMPAÇAS – LISBOA | QUIRÁS 395 TOMO VI 4º D. concelho de Vinhais. de cujo matrimónio. só do primeiro os teve. mal poderia penetrar na região occipital. solteira. sargento-mor de milícias do terço de Miranda. Faleceu a 2 de Novembro de 1811 deixando por herdeiros seus sobrinhos: André Jacinto. Corre. Lázaro Jorge de Figueiredo Sarmento. pela sua astúcia. livro 31. concelho de Vinhais (e não nesta vila como referem alguns genealogistas) (457) a 27 de Maio de 1831 e faleceu em Lisboa a 9 de Abril de 1878. foi atribuída ao suicídio. conseguiu desligar-se do estado eclesiástico e casou a 27 de Maio de 1870 com D. alegando pressão de seus pais e não sei mais o quê. filha do primeiro (456). No entanto. fol. porém. A sua morte. Cartório Administrativo. bem como do segundo. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . chegando mesmo a receber o subdiaconado. vem como natural do Pinheiro. não houve filhos. vulgarmente chamado o Raposa. par do reino. MARTA MARGARIDA DE MELO MONTEROIO. concelho de Bragança. filho do célebre ministro de Estado Rodrigo da Fonseca Magalhães. mais que misteriosa. (457) Na carta de moço fidalgo da Casa Real. e filho de Francisco José Barreira. Manuel Diogo de Melo e D. Cursou os estudos teológicos no Seminário de Bragança. A 10 de Novembro de 1880 ainda a condessa passou a terceiras núpcias com António de Sousa e Sá. QUIRÁS Família Barreira 1º ANTÓNIO JOAQUIM DA VEIGA BARREIRA nasceu em Quirás. na trajectória que seguiu. residente em Quintela de Lampaças.

de que já dissemos algo no volume I. Maria Bernarda da Costa. de Penso. a sua indomável força de vontade tê-lo-ia levado aos primeiros lugares. contam as atrocidades cometidas em Vinhais. não podendo acompanhar na sua ascendência estes super-homens. António Barreira era moço fidalgo com exercício na Casa Real por alvará de 27 de Maio de 1871. pág. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . A passagem de António Joaquim da Veiga Barreira pela terra ficou notavelmente assinalada. comendador da Ordem de Cristo. e seu irmão António Aníbal de Morais Campilho. copulam-se as mulheres antes de o ser e cazam as ladinas. Albano da Silveira – Resenha das Famílias Titulares e Grandes de Portugal. bacharel formado em direito pela Universidade de Coimbra e deputado da nação em várias legislaturas (460). fazendo-se por elas admirar e amar. tomo 2º. a sua morte trágica e o grande motim de Santalha. (459) Em 12 de Fevereiro de 1927. Os jornais desse tempo. nomeadamente O Raio. Quando nos referirmos à freguesia de Santalha pormenorizaremos o que foi este motim. era pelos anos de 1868 um reduto inexpugnável da política progressista. ambos do concelho de Vinhais. primeiro oficial da alfândega de Chaves. (A eles nos referiremos em Vinhais). principalmente no meio bragançano. e nesse estado se conservou largos anos devido à preponderância dos Campilhos. 21. com inveja dos medíocres que. Maria José. 223. casou habilmente com Francisco Barreira. Se a morte o não surpreende tão prematuramente. concelho de Vinhais. (458) Em 1853 foi por sentença eclesiástica declarado nulo o casamento de António José Pimentel com D.396 TOMO VI QUIRÁS descazam-se os casados (458). de Moimenta. o espancamento e o assassinato assinalaram tristemente essa época na região vinhaense (461). o seu casamento em condições tão insuetas. desta obra. João num dos bairros da vila. sem este saber nada do caso! (460) Pinto. p. (462) Em Guide referiremos as proesas dos Pessanhas. foi um assassino que nesse tempo aterrou Vinhais sendo por último linchado na noite de S. onde imperava Pedro Vicente de Morais Campilho. pretendem lançar entraves de mesquinha lama ao carro do seu triunfo. onde a sua memória ainda hoje perdura incorporada na lenda popular. António Barreira era uma destas fortes individualidades que empolgam e sugestionam as massas populares. A sua viveza de inteligência e penetração notabilizaram-no no foro. sem os maridos saber» (459). de Rebordelo. (461) O Pombélica. As prepotências. por várias vezes administrador desse concelho. e agora vamos dar a largos traços o seu escôrço: O círculo eleitoral de Vinhais. que só tem igual no círculo de Mirandela onde ao tempo imperava a família Pessanha (462). não deixam perecer a sua memória. motivado pela sua candidatura a deputado.

O seu prestígio incidiu de tal modo sobre o povo que os dois partidos rotativos passaram a denominar-se. 16. – «Nesse caso». por dezenas de anos no meio braganção. bancos. «proponho-me pela oposição».QUIRÁS 397 TOMO VI Aproximavam-se as eleições de 1868 e o Barreira pede uma candidatura ao Campilho: – «Não pode ser». 22 e 23 de Maio de 1868. tornou o Barreira. castiçais. A 22 de Março de 1868 procede-se ao acto eleitoral e pelo círculo de Vinhais aparece como candidato governamental Francisco Pinto Coelho de Ataíde. (463) Diário do Governo de 7. cujas alfaias sagradas. de Barreiras e Campilhos. 290) e pela oposição o Barreira. O número dos feridos foi de cento e tantos e o Barreira a muito custo pôde salvar a vida (463). MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . quando os dois eram ainda crianças. uma urna de duplo fundo engendrada pelo célebre Facadas. estantes. natural de Moimenta. abade de Gondezende. pág. E realmente era preciso a audácia e força de vontade dum Barreira para lutar então contra os Campilhos. ainda na sua aldeia natal conserva a alcunha de Barreira em oposição a outro. mostra bem o seu merecimento. (464) Ibidem. concelho de Bragança. até mesmo os rapazes das aldeias armavam brigas à pedrada divididos em duas facções. O actual pároco de Castrelos José António da Tiza. um virtuoso e digno sacerdote. a quem chamavam Campilho. a fouce roçadoura. às quais punham os mesmos nomes. A luta que o Campilho. – «Pois proponha». de 26 de Abril de 1869. que dispunha de grande prestígio (já fora deputado e por mais de dezenove anos administrador do concelho de Vinhais). disse-lhe aquele. «mas fique certo de que nem o voto de seu pai leva á urna». teve de sustentar para derrubar um homem que ele supunha incapaz de conquistar um voto. natural de Varge. galhetas e até os próprios santos foram empunhados e vibrados como armas de arremesso. o resultado do sufrágio e o bacamarte. concelho do mesmo círculo (a quem nos referimos em Moimenta. candelabros. A eleição foi anulada e na seguinte foi eleito António Joaquim da Veiga Barreira (464). respondeu-lhe escarninhamente este. o pau ferrado e o facalhão lançam tal desordem na assembleia de Santallha que o sangue correu abundantemente dentro da igreja matriz. falsifica na assembleia de Donai. O cacete manobrado por ordem da autoridade afasta os eleitores contrários. que então fazia parte do círculo de Vinhais.

nascido em Varge. 230. e de D. Por timbre um leão de sua cor. III. filho de Martinho José Rodrigues. IV. tendo o quartel superior da direita carregado com uma cruz chã de prata. Elmo de prata lisa e decorado de ouro lavrado e forro azul. de Varge. de Gimonde.398 TOMO VI QUIRÁS No tomo I desta obra. livro 9º do Registo Geral dos Brazões. pág. e o inferior da esquerda carregado por cinco pinheiros de sua cor e colocados em aspa sobre campo de prata. vulgarizadas pelos menestreis ao som da popular guitarra e viola ou nos descantes populares com música de pandeiro e gaita de fole. concelho de Bragança. p. 140 v. que nasceu a 16 de Junho de 1917. entre dois castelos de ouro. que nasceu a 30 de Maio de 1915. gotado de prata e armado de azul (465). II. a quem nos referiremos no volume consagrado aos escritores. 2º D. Maria Vitória Borges da Veiga Barreira Rodrigues. rompante. sobre campo verde. José Manuel Rodrigues. Não a damos na íntegra porque. nasceu a 10 de Abril de 1874 e casou com Daniel José Rodrigues. Virol de ouro e púrpura.mo Senhor doutor Francisco de Barros Ferreira Cabral Teixeira (465) Registado no Cartório da Nobreza. João Francisco Rodrigues. decorada por quatro flores de liz de ouro. o superior da esquerda interceptado por quatro braceletes de ouro sobre campo de púrpura. Família Lozada Todas as informações referentes a esta família foram-nos fornecidas pelo Ex. são todas do mesmo teor. Francisco Daniel Rodrigues. A carta de brasão de armas iluminada existe em Quiraz em poder de seus descendentes. Ermelinda Carlota. onde casaram. 252. que nasceu a 26 de Julho de 1911. JÚLIA SOFIA BORGES DA VEIGA BARREIRA. acantonadas sobre campo de púrpura. concelho de Bragança a 1 de Maio de 1877. D. como temos dito a respeito de outras. fol. Ver a que vem transcrita na íntegra em Mascarenhas – Família Barroso. o interior da direita interceptado com uma barra de prata ondeada de azul. publicamos as canções que no tempo ganharam celebridade. Por alvará de 2 de Julho de 1872 foi-lhe passada carta de brasão de armas: escudo esquartelado. distinto publicista e professor liceal de inglês e alemão. sobrinha de António Joaquim da Veiga Barreira. Residem nos Salgueiros. Descendência: I. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . concelho de Vinhais. que nasceu a 26 de Março de 1913.

neta paterna de Mateus Gomes Barreira e de D. de Quirás. ambos filhos de Nicolau Ferraz Mourão. e de D. natural de Águas Frias. e de D. Inês da Nova. que faleceu a 11 de Janeiro de 1724 irmã de Nicolau Ferraz Mourão. brigadeiro de infantaria. filha de João Pires da Veiga. que foi sepultado na igreja de Santa Maria Maior. filha de Baltasar Vaz de Morais e de D. concelho de Vinhais. casou com D. fidalgo da Casa Real. Casou em segundas núpcias com D. de Chaves (466). em campa brasonada ao lado do túmulo do primeiro Duque de Bragança. Jerónima de Morais. neta paterna de Baltasar de Barros. e tenente-coronel de cavalaria. comendador de S. Descendência: 4º JOÃO DE BARROS PEREIRA DO LAGO. Teresa Barreira de Morais. de Chaves. o Velho. filha de Vasco Anes de Morais. oitavo administrador do morgadio de Nossa Senhora da Conceição. de Quirás. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . e de D. onde residiam. Bernardina Vilares de Sá. seu actual representante. e de D. natural de Quirás. Ana Pires da Veiga. Isabel Vaz de Morais. Maria de Morais. tendo casado a 26 de Julho de 1717 com D.QUIRÁS 399 TOMO VI Homem. a quem confessamos o nosso reconhecimento: 1º PEDRO RODRIGUES LOZADA. Descendência: 3º PEDRO RODRIGUES DE MORAIS. capitão-mor de Vilar Seco da Lomba. neto paterno de Martim Teixeira. e de D. por alvará de 8 de Outubro de 1716. do extinto concelho de Monforte de Rio Livre. de Pinheiro Novo. que nasceu em Quirás e foi capitão-mor de Vilar Seco da Lomba. de Curalha. concelho de Vinhais. fidalgo espanhol. vila. filha de João de Barros Pereira do Lago. Maurícia de Barros. Descendência: 2º FRANCISCO RODRIGUES DE MORAIS LOZADA. Ana Soares de Morais. Catarina Borges Pereira. cabeça de concelho. Teresa Anes. Nasceu em Quirás a 15 de Setembro de 1678 e faleceu em Chaves a 27 de Fevereiro de 1751. e sétimo do dos Araújos. hoje incorporado no de Chaves. filha de Belchior Borges Pereira do Lago. hoje extinto e incorporado no de Vinhais. de Braga. cavaleiro professo na Ordem de Cristo (466) Este morgadio foi instituído em 1629 por António de Araújo Chaves. Nicolau de Carrazedo e em 1618 procurador em cortes pela vila de Chaves. O morgadio de Curalha foi instituído em 7 de Fevereiro de 1598 por Martim Teixeira Homem. no mesmo concelho. cavaleiro professo na Ordem de Cristo. de Vilar Seco da Lomba. que casou com D.

brigadeiro do exército.400 TOMO VI QUIRÁS por alvará de 13 de Dezembro de 1667 e procurador em cortes pela vila de Chaves. Maria Bárbara Damasceno de Sousa. fidalgo da Casa Real. LUÍSA ADELAIDE DE SOUSA E BARROS. comendador de S. Bento de Avis. alcaide-mor do castelo da Piconha por carta régia de 20 de Setembro de 1779. oriunda de nobilíssima fidalguia espanhola. que depois de viúvo se fez clérigo e foi prior de Chaves. neta materna de Francisco de Castro Morais. a 10 de Outubro de 1719 e faleceu em Chaves a 7 de Outubro de 1804. concelho de Chaves. filha de Alexandre de Sousa Pereira Coutinho. fidalgo-cavaleiro da Casa Real por alvará de 26 de Novembro de 1839. Descendência: 5º FRANCISCO DE BARROS DE MORAIS ARAÚJO TEIXEIRA HOMEM. governador de Pernambuco e do Rio de Janeiro e senhor dos morgadios do Pópulo e de Santa Catarina. Casou a 4 de Dezembro de 1799 com D. instituídos em 1262. administrador de cinco morgadios e de mais um pertencente a sua mulher. adiante citado). Maria de Távora Leite. fidalgo da Casa Real e cavaleiro professo na Ordem de Cristo. descendente de distintas famílias MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . cavaleiro da Ordem de S. Nasceu em Samaiões. fidalgo da Casa Real. capitão-mor de Vilar Seco da Lomba. tendo casado em 27 de Outubro de 1745 com D. tenente-coronel de cavalaria e oitavo administrador do morgadio de Vilar de Perdizes. que nasceu em Chaves a 22 de Setembro de 1758 e faleceu a 25 de Agosto de 1825. senhor da casa de Quirás. senhor da casa de Quirás. Além de outros foi seu descendente: 6º JOAQUIM TEIXEIRA DE BARROS DE ARAÚJO LOUSADA. tendo casado em 1822 com Joaquim Ferreira Cabral Pais do Amaral. Miguel do Bogalhal. Beatriz Agostinha Oce Pimentel Cardoniga Cabeça de Vaca e Ribadenera. concelho de Montalegre. marechal de campo por decreto de 11 de Fevereiro de 1791. e de D. e de D. nasceu em Chaves a 3 de Setembro de 1800 e faleceu a 19 de Junho de 1875. condecorado com a medalha das campanhas da Guerra Peninsular. Descendência: 7º FRANCISCO DE BARROS TEIXEIRA HOMEM. 8º D. administrador dos morgadios acima indicados. fidalgo-cavaleiro da Casa Real e coronel de milícias de Chaves. Foi coronel do regimento de milícias de Chaves. administrador dos dois morgadios atrás referidos e fidalgo-cavaleiro da Casa Real por alvará de 2 de Maio de 1778. governador da ilha de Santa Catarina. netos paternos do doutor João Rodrigues Homem. Luísa Joaquina da Arrochela de Castro de Almada e Távora. instituindo por universal herdeiro seu sobrinho Manuel de Barros Ferreira Cabral Homem (9º. no Brasil. que nasceu em 1802 e faleceu a 27 de Fevereiro de 1878.

Maria da Assunção de Abreu Castelo Branco. de Quirás. DOMINGOS SARMENTO. III. concelho de Chaves. onde nasceu a 17 de Agosto de 1892. que nasceu a 1 de Novembro de 1923. todos nascidos na casa de Samaiões: I. por alvará de 29 de Novembro de 1689. dedicada a S. Manuel de Barros de Morais Lozada Teixeira Homem. 9º MANUEL DE BARROS FERREIRA CABRAL. de Fornos de Algodres. tendo casado em 1886 com D. em Coimbra. Caetano e S. uma capela com vínculo de morgadio. junto às suas casas de moradia. Têm os seguintes filhos. a 24 de Janeiro de 1921 com D. Mamede do Mogadouro na Ordem de Cristo. faleceu em Samaiões. Maria Sarmento. (467) Museu Regional de Bragança. maço Capelas. que nasceu a 27 de Agosto de 1926. bacharel em direito. a 4 de Janeiro de 1916. bacharel formado em direito pela Universidade de Coimbra onde concluiu o curso em 1912 e senhor da grande casa e quinta de Samaiões. que nasceu a 6 de Março de 1922. quarto neto por varonia de António Pais de Sande e comendador de S. Maria Leonor Vaz de Sande e Castro. deputado da nação. filha de António Pais de Sande e Castro. II. descobridor do Brasil. Francisca Xavier de Morais e sua irmã D. Além de outros foi seu descendente: 10º Doutor FRANCISCO DE BARROS FERREIRA CABRAL TEIXEIRA HOMEM. Maria da Assunção Luísa Adelaide de Sousa Barros de Abreu Castelo Branco. terceiro Conde de Fornos de Algodres. bispado de Miranda. Casou na Sé Nova. juiz nos tribunais mixtos do Egipto. erigiram em 1719 na povoação. concelho de Vinhais. Francisco (467). que nasceu em Samaiões a 27 de Julho de 1889. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Maria Bárbara Ana Benedita de Sousa Barros de Abreu Castelo Branco. que faleceu a 2 de Janeiro de 1915. filha de Nicolau de Abreu Castelo Branco Cardoso e Melo. bacharel formado em direito. sua mulher D.QUIRÁS 401 TOMO VI fidalgas que contam na sua ascendência Pedro Álvares Cabral.

Os mesmos instituiram um vinculo para que andasse nos seus parentes até o sexto gráu inclusivé. degraus de escada na sua casa de habitação. Ver Bornes. notícia XI. mas pelos parentes mais chegados dos instituidores até sexto gráu inclusivé tão somente e que findo o sexto gráu passem logo as fazendas deste vinculo á Confraria do Santo Cristo de S. 26.. p. Descrição Topográfica da Cidade de Bragança.. limite da povoação (468) em 27 de Maio de 1696 e o nomearam em seu sobrinho. com capela de Nossa Senhora da Penha de França no lugar de Rabal junto á fonte do Vale. parente mais chegado dentro dos instituidores. que não tendo o primeiro chamada sucessão. sem geração. cidadão de Bragança.. Vicente de Bragança». copiamos o seguinte: «1 – Morgado que instituiu o padre BENTO PIRES VARGE e seus irmãos o padre João de Varge e Maria dos Santos. A capela deste morgadio está profanada e pertence por compra aos herdeiros de Martinho Garcia. fólio 313 (mihi). não por sucessão. FLESE EO. que fez das campas sepulcrais dos fundadores. nela existentes. que deixaram a clausula.402 TOMO VI RABAL RABAL Família Varge De José Cardoso Borges. havendo parente dentro do sexto gráu sucederá e não o havendo. de Rabal. 2 – Bento de Varge.. que cazou com Francisca de Morais Leite. nomeia a Confraria do Santissimo Sacramento do lugar de Rabal. P. § 24. 3 – É hoje [1721-24] administrador Antonio Conçalves Varge.A D VARGE N ATVRAL DA CIDDE BRAGANC Q. maço Capelas. IM. alferes de infantaria. no bairro do Pinheiro! Na que serve de patamar ainda se vê a seguinte inscrição: S D. entrasse o parente mais chegado dentro do sexto gráu e faltando em algum tempo a direita sucessão do administrador. (468) Museu Regional de Bragança. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Dos Morgados. capitão de uma tropa da ordenança.

DA FO. part. Isabel Rodrigues. p. Nas partes pontuadas..A DE IO. concelho de Bragança... Luzia Esteves. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . MOES RE CTOR DE RABAL 1651. OVRA C. Isabel Rodrigues. (469) SANCHES DE BAEENA – Arquivo Heráldico Genealógico. naturais de Gimonde. Neto paterno de Francisco Pires Pinheiro e de D.. por informação nossa. Neto materno de António Esteves Pinheiro e de D.. como declara o respectivo registo de óbito.. natural de Rabal. mas não se percebem. professo na Ordem de Cristo. bacharel. vem mencionado o ano de 1551 em vez de 1651: S. consta que era filho do capitão Miguel Pires Pinheiro e de D. Luísa Esteves de Figueiredo. e a sua inserção aqui serve para corrigir a lição que Mario Saa. aponta no Camões no Maranhão. 62. Domingas de Figueiredo Sarmento. com vestígios de letras. as letras estão gastas pelo roçar do calçado. onde. de granito. mas é fácil a sua reconstituição: S(epultur)a de Io(ão) da Fo(nt)ovra C(a)moes rector de Rabal (falecido em) 1651. Neto paterno de Francisco Pires e de D. No pavimento da capela-mor da igreja matriz de Rabal existe a seguinte inscrição numa sepultura rasa. Assim diz Sanches de Baena (469).. concelho de Bragança era filho do capitão Miguel Pires Pinheiro e de D. ANTÓNIO JOSÉ PINHEIRO DE FIGUEIREDO SARMENTO. 1ª. O padre Bento Pires Varge faleceu em Rabal a 2 de Março de 1707 e foi sepultado na sua capela. a qual faz recordar o nome do grande épico. por erro tipográfico.RABAL 403 TOMO VI Há ainda outra pedra sepulcral a servir de degrau... mas do próprio processo para «Habilitação da Ordem de Christo» e do seu registo de baptismo nos livros do registo paroquial de Rabal.

pois no registo de óbito do filho. 118 v. desembargador da mesa do despacho Episcopal. (471) Torre do Tombo. pág. Cartório Administrativo. sexto avô materno do autor destas linhas. natural de Rabal. parte 1ª. letra A. 28. livro 54. ignorando portanto donde vieram os aristocráticos de Figueiredo Sarmento. como dizemos em Bouça. fol. a 3 de Outubro de 1823 (470). registada no Cartório da Nobreza. livro 13. maço 33. de Bragança. fol. examinador sinodal. (472) SANCHES DE BAENA – Arquivo Heráldico Genealógico. em abono da verdade. 136. guiados pela Resenha das Famílias Titulares e Grandes de Portugal). se diz que tinha na sua companhia sua madrasta Ana Joaquina. por alvará de 21 do mesmo mês e ano (471). 198 e livro 80. provedor dos defuntos e ausentes da mesma capitania por despacho de 26 do mesmo mês e ano e provedor da fazenda real da mesma. nº 13.404 TOMO VI RABAL Neto materno de Francisco Esteves. 208. 310 e 311. neto de Pedro Esteves. foi provido (470) Museu Regional de Bragança. com quem a minha família de Rabal sempre se deu muito e ainda hoje se dá. O capitão Miguel Pires Pinheiro devia ter casado segunda vez. fol. Seus pais casaram em Rabal a 9 de Fevereiro de 1749 e na mesma povoação faleceu sua mãe a 5 de Setembro de 1770. um dos quais de nome Ezequiel e outro na Ferradosa (casado?) e que tinha propriedades em Cabanelas e um casal em Mirandela. fol. p. e de D. livro V. Seria algum Figueiredo Sarmento. na diocese de Bragança. de Rabal. livro 123. Figueiredos e Sarmentos (472). que lhe concede escudo esquartelado com as armas dos Pinheiros. livro 12. cavaleiro professo da Ordem de Milícia Dourada do Sacro Palácio Pontifício. 191 v. Teve carta de brasão a 4 de Março de 1796. natural de Rabal. Maria I. por despacho de 7 de Maio de 1779. O doutor António José Pinheiro de Figueiredo Sarmento foi juiz de fora da capitania de Benguela. Era seu tio o bacharel em direito canónico pela Universidade de Coimbra António Esteves Pinheiro de Figueiredo. abade de Podence. padrinho dos doutorandos e tomaria os apendículos do padrinho? No arquivo da igreja paroquial de Podence há um livro que contém os autos de posse dos abades da mesma desde 1631 e diz na parte respectiva: «António Esteves Pinheiro de Figueiredo. que. concelho de Macedo de Cavaleiros. e não a 12 de Outubro de 1824. declara que seus maiores tinham burguesmente os apelidos de Esteves. que tinha cinco filhos. natural de Paramo. doutor António José Pinheiro de Figueiredo Sarmento (que faleceu em Podence.. fol.. Chancelaria de D. 62. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . fol. Domingas Rodrigues.

a que vinculou bens (474). do Loreto e a sua mãe Santa Ana. agradecemos as valiosas notícias que nos forneceu referentes a este seu antecessor. destinada a véu de cálix. 662. Em 1759 fundou na igreja paroquial de Podence a Confraria de Nossa Senhora das Dores. Tomou posse da igreja a 10 de Janeiro de 1759». (474) Museu Regional de Bragança. Nos caixões das vestes sagradas da sacristia da igreja paroquial de Baçal depositamos uma tese de direito canónico impressa em 1742 de frente em três planas. licenciado. de que ainda no arquivo paroquial se conserva a bula. mandado fazer por este abade.RABAL | REBORDELO 405 TOMO VI em concurso. em seda vermelha. Ao actual abade de Podence. fundou em 1641 uma capela dedicada a Nossa Senhora de Nazaré. no ano de 1759. destas Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança. Bispo. por intermedio da divina senhora em menos de meia hora se viu libre do dito perigo socedeu amanhecendo ao dia 6 de dezembro. no meio da povoação. p. (473) Ver o volume IV. do Salvador. Antonio Esteves Pinheiro de Figueiredo. concelho de Vinhais. em Coimbra. 1775.mo Snr. no altar da Senhora das Dores há um painel. lado do Evangelho. João o mandou fazer o Rdº Abbº Dr. REBORDELO ESTÊVÃO DE MARIZ. há um lindo altar em talha dourada. fes nossa senhora das dores no Rdº Antonio Esteves Pinheiro e Figueiredo abbº de Podence o qual stando por instantes sofocandose d’uma apostema que de repente lhe sobrebeu na garganta. Na mesma igreja. bem como os estatutos organizados pelo abade (473). onde se lê: milagre evidentissimo q. D. maço Capelas.mo e Rev. onde se vê pintada (mal) uma figura que o artista quis fazer do abade no leito da agonia. padre Vicente Carneiro. onde hoje (1927) se venera a imagem do Coração de Jesus. concedida pelo geral dos dominicanos em Roma. como declara a seguinte inscrição que nele se lê: Este altar de S. No anno de 1781. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . abade de Rebordelo. Frei Aleixo de Miranda Henriques. defendida por este abade no quinto ano do seu curso. dedicada a Maria Santíssima sob os títulos de Senhora da Assunção. pelo Ex. Na igreja paroquial de Podence. lado da Epístola. falecendo a 27 de Abril de 1782.

e que se encontra em poder do actual representante desta família. de Regodeiro. de Vinhais. de Rebordãos). maço Capelas. Perpétua da Rocha. II. Rio de Fornos e Castro. (476) Ibidem. dedicada a Santa Rosa de Viterbo (475). Antónia Luísa de Figueiredo Sarmento (filha de Pedro Soares. aluno da Universidade de Coimbra. bispo de Miranda. onde nasceu em 1862. de quem ficou tutor Sebastião Ferreira. onde era cura. Maria de Sá. III. Limãos. de Vinhais: I. Vinhais. adiante citado). que casou em Chacim (ver 6º. erigiu em 1806 uma capela. de Vilar do Monte. natural de Limãos. e sua mulher D. livro «Emprazamentos – principia em 1547 athe 1559». que nasceu a 11 de Outubro de 1902.406 TOMO VI REFOIOS | REGODEIRO | RIO DE FORNOS REFOIOS INÁCIO JOSÉ VAZ. de Refoios. que residiram em Rio de Fornos. Chama (476). (475) Museu Regional de Bragança. termo da Torre de D. Manuel Carlos de Morais Figueiredo Sarmento. de Ousilhão. Por um inventário judicial a que se procedeu em 1753. no meio da povoação. e de D. licença para se dizer missa na capela de Santo Amaro. de Vinhais). natural de Vilar do Monte. concelho de Vinhais. terceiro avô de António Henrique de Figueiredo Sarmento. Toríbio Lopes. Perpétua. Era vínculo de morgadio ou pública? RIO DE FORNOS 1º HENRIQUE VICENTE FERREIRA SARMENTO (filho de Manuel de Morais Sarmento. e casou com D. filho de Manuel Carlos de Figueiredo Sarmento. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . vê-se que deixaram os seguintes filhos menores. onde residem. eram administradores de um morgadio constante de bens sitos em Chacim. e de D. presbítero. Mina do Nascimento. D. D. REGODEIRO Em 1547 concedeu D. Antónia. após o seu falecimento.

Casou em 1803 com D. de Rio de Fornos. Neta paterna de Manuel de Morais Sarmento e de D. que reside em Rio de Fornos. Francisca da Veiga Cabral. e de D. bem como algumas jóias para adorno de suas irmãs. ANTÓNIA JOSEFA. (Ver Sesulfe. nasceu em 1745 e professou no mesmo convento em 1760. requereu em 1753. Maria Doroteia. Rita Maria. atrás citado) e sua mulher D. e de D. tendo sido seus padrinhos de baptismo Henrique Vicente de Morais Sarmento (1º. filho primogénito. de Vinhais. que estava na América quando se procedeu ao inventário. de Bragança. era filha de Tomé de Morais Sarmento. de Rio de Fornos. pedindo para que lhe fossem entregues todas as pratas pertencentes ao seu morgadio. Joana Luísa de Figueiredo Sarmento. 3º D. Antónia Luísa Soares de Figueiredo.RIO DE FORNOS 407 TOMO VI IV. naturais de Rio de Fornos. José Joaquim de Figueiredo de Morais Pimentel. Paulo. de Rio de Fornos. que casou a 9 de Janeiro de 1781 com Aleixo da Novoa da Rocha Pimentel. TERESA CAETANA (no século Teresa Maria). Isabel Gonçalves (ambos solteiros). D. VII. nasceu a 1 de Março de 1732. Catarina Borges. V. de Vale Paço. filho de Gonçalo da Rocha e de D. natural de MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Maria de Morais Sarmento.) 2º D. que se encontravam depositadas na mão de Sebastião Ferreira e lhe eram precisas para se tratar como nobre que era. onde nasceu a 24 de Agosto de 1735. é o actual representante directo dos morgados desta povoação. Professou em 1753 no convento de S. 6º D. nasceu a 11 de Setembro de 1764 e foi baptizado em Prada. Professou no mesmo convento aquando sua irmã. que nasceu a 27 de Janeiro de 1733. concelho de Vinhais. irmã das precedentes. Neta materna de Domingos Rodrigues. MARIA JOSÉ. como filho de pais incógnitos. (Ver Rio Torto. Francisca Borges. e de D. irmã da precedente. 4º D. de Vale de Janeiro. naturais de Lisboa. que então residiam em Vinhais e nos documentos aparecem com variados apelidos. Foi seu filho único António Henrique da Rocha Sarmento Pimentel.) 5º FRANCISCO ANTÓNIO DE MORAIS SARMENTO. Manuel Carlos. ANTÓNIA LUÍSA BERNARDINA DE FIGUElREDO SARMENTO. Caetano. VI. filho ilegítimo de António Xavier de Morais Sarmento. João José Soares de Figueiredo Sarmento (na certidão de baptismo está João Crisóstomo). de Vale de Janeiro. filha de José Simões e de D. Bento de Bragança.

Neta materna do bacharel Manuel Pinto da Costa. deste vínculo «Manuel Carlos de Morais Sarmento [também chamado Manuel Carlos de Figueiredo Sarmento. feitos em 1834. Cartório Administrativo. de Rio de Fornos. e de D. 90 v. natural da vila de Vale de Prados. (478) Ibidem. e de D. No Museu Regional de Bragança. destas Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança. de Rio de Fornos. vem os testamentos de D. fols. concelho de Macedo. que segundo creio eram da família do morgado de Rio de Fornos. falecido em 1717. de quem foi testamenteiro seu cunhado. as notícias que damos constam dos maços de Freiras e outros documentos do Museu Regional de Bragança. concelho de Vinhais. 342. Neta paterna de Henrique Vicente de Morais Ferreira Sarmento. Noviciou em 1807 no convento de Santa Clara de Vinhais. natural de Ousilhão. pelo menos em parte. o bacharel João de Figueiredo Sarmento.. Ver o volume IV. e de D. onde nasceu a 4 de Setembro de 1784 era filha de Manuel Carlos de Figueiredo Sarmento (atrás citado). sinco pelo vinculo pertencente a Manuel das Flores. Joana Maria da Cruz. por testamento feito a 17 de Fevereiro de 1714 vinculou todos os seus bens em morgadio com encargo dos seus possuidores vestirem anualmente «dez pobres de pano de pardo com cazaca calçoens meyas e çapatos. Luísa Maria Joaquina Pinto da Costa. e o de José Ferreira de Castro. natural de Chacim. 7º PEDRO FERREIRA SARMENTO (também chamado Pedro Ferreira de Morais Sarmento). e tinha obrigação]. Maria Angélica (irmã daquela?). natural de Chacim.. natural de Vinhais. p. e 94. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . por diante. (Ver Sesulfe. de vestir dez pobres. (477) Desde o nº 2.408 TOMO VI RIO DE FORNOS Chacim. 342 e 343. casado com D. e sinco pelo que pertencia a Antonio de Morais Sarmento de Rio de Fornos» (478).) (477). de Limãos. p. Pelos anos de 1779 era administrador. Antónia Luísa de Figueiredo Sarmento. livro 212. inclusive. carapuça ou chapeu». natural de Rio de Fornos. Francisca Angélica de Morais Sarmento e Costa.

Joaquina Rosa Teixeira de Melo. 339). 307 (mihi). (479) BORGES. segundo filho de Manuel Caetano de Morais Teixeira Pimentel. e de D. § 19. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Casou com D. José Cardoso – Descrição Topográfica da Cidade de Bragança. porque os seus instituidores passaram a residir nesta aldeia. MARIA DE MORAIS. agradecemos estas notícias. onde tem obrigação de satisfazer um legado anual de Missas imposto no morgadio e também está nas notas do tabalião Tomaz de Castro em Bragança» (479). Era filho de Manuel Pimentel de Morais e de D. cavaleiro do hábito de Cristo. de que é actual representante seu filho José Joaquim de Figueiredo de Morais Pimentel (480). António Henrique de Figueiredo Sarmento. Emília Leopoldina de Figueiredo Sarmento. (480) Ao aluno da Universidade de Coimbra. Maria de Vargas. concelho de Vale Passos. Sucedeu-lhe seu filho: 5º ANDRÉ CARDOSO. pág. fol. Isabel Teixeira. Sucedeu-lhe seu filho: 3º FRANCISCO DE MORAIS. Dos Morgados. filha dos morgados de Rio de Fornos (Vinhais). administrador do morgadio de Rio Torto. Sucedeu-lhe sua filha única: 4º D.RIO TORTO 409 TOMO VI RIO TORTO 1º BENTO DE MORAIS PIMENTEL instituiu um morgadio em 14 de Setembro de 1659. da vila de Vinhais. Este morgadio chamava-se de Rio Torto. que casou com Lopo Dourado. que casou com D. da vila de Montalegre. MARIA DE MORAIS. que em 1721-24 administrava o morgadio como tutora de seus filhos. fidalgo da Casa Real. casou com D. notícia XI. que casou com D. natural de Vilar do Monte. da vila de Chaves. Sucedeu-lhe sua filha única: 2º D. A escritura da sua instituição «está no Arquivo do Convento de São Francisco de Bragança. que casou com Gaspar Pinto Cardoso. filho de André Cardoso de Queiroga. Isabel de Morais (ver 19º em Solar dos Morais. Brites de Miranda. da vila de Mirandela. Francisco Bernardo de Morais Teixeira Pimentel.

r Decreto passado em Santarem em 1591 p. Narciza de Mello neto de Joze Luiz Marcos Monteiro mor de Moncorvo p. de Ferreiros e Tendaes Alcaide mor de Chaves e adiantado de Entre Douro e Minho e este por varonia descendente de D. onde faremos a descrição deste códice.es que p.a Frz.e de Touro em 1476.to senhor de Ferreios e Tendaes filho de Antº Guedez P.to e este de Rui Vaz e este de Gonçº Vaz P. Os parentes mais proximos que hoje (isto he neste anno de 1850) tem o sobredicto Constantino. Izabel Rodriguez. de Antonio Gomez e de M. f. e de D. de Mesquita. «CONSTANTINO JOSÉ MARCOS.or Antonio Luiz de Seabra.o 5º passado em a Cid.es e estes dizem seus descend. Lamas de Orelhão.r Decreto de 18 de Maio de 1778 e de D. João 2º que confirmou o concedido p. copiamos o seguinte (481). João Pinto o primeiro deste appellido. não só a elle mas aos seus criados p.es instituidora do morgado de Marzagão.a de serviços prestados na campanha aonde o veio servir com armas e cavallos a sua custa nas guerras que o mesmo tinha com D. Memoria Genealógica. Aff.a Margarida Lopez: terceiro neto de Bartholomeu Lopez e de D.as por varonia de D. é filho de Joze Joaquim Marcos e de D.r varonia descendião de Antonio Guedez P.to snr. Maria de Magalhães do logar de Belver e esta irmã de D. Leonor P.a de Alvaro de Mesquita do qual seus descendentes fazem descenden.es irmão do primeiro Capitão mor de Villa Flor Francisco de Cid de Mor. Jozefa Emilia de Seabra (irmã do Dz. Este descendeo de Gonçalo Vaz P. he Joze Antonio Pegado de Oliveira cazado que foi com D.r El Rei D. página 160. hoje encumbido da redacção (481) Ver no Apêndice.410 TOMO VI ROIOS ROIOS Família Marcos Magalhães Pegados De Manuel de Queiroga Correia Carneiro de Fontoura.to Mor.r D.r El Rei D.tas de Guimaraens e de Villa Real.o 5º merce do privilegio de esempção de fintas embargos etc. Aff. A este Pedro Vaz Guedez fez El Rei D.es filha de Alvaro de Cid de Mor. Engracia de Mag. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA .to o moço snr. Fernando e D. dos padroados das egrejas de Lobrigos Medroes e Odiellos. Izabel sobre a sucessão d’aquelles reinos a cujo privilegio se costumava dar o nome de ajuda de campanha. do logar de Roios: 4º neto de Gonçalo Pinto de Macedo e de D.to e este de Pedro Vaz Guedez P. confirmado p. M. Alda Nunes senhora que foi de Chacim donde descendem os Mesq. Fillippe 4º e este dado em conseq. Ignacia Maria do logar de Lodões: bisneto de Antonio Fernandes Moutinho Pinto e de D.

segundo matrimonio. de onde era natural. Maria Angelica Pinto de Mag.lo de Villa Flor e Joze Luiz Gomez da Silva filhos de Pedro Gomez da Silva e Mattos fidalgo da C. Antonia Mag. para encontrar o sítio onde existia a capela. e «queria e quer que a dita capella fique pera sempre ad perpetuam rei memoriam em quanto o mundo for mundo» (482). Nada resta hoje (1926) da capela..es no prº consorcio.es Cavalleiro na de Christo p. Sic transit gloria mundi! (482) Museu Regional de Bragança. O fundador pertencia à família dos Meixedos. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . hoje Moreiras. comd. além da vaga tradição de estar situada onde é a adega de João Baptista Pinelo. E queria ele que durasse enquanto o mundo fosse mundo!.to de 1761 e D. R. Os bens doados eram muitos e bons. e há poucos anos. e.r Alvará de 21 de Ag. e de D. dotada de faro especial em investigações de antiguidades.ROIOS | SACOIAS 411 TOMO VI do codigo civil deste reino) filho de Martinho Caetano Pegado d’Oliveira fidalgo da C. erigiu em 1673 uma capela na povoação «defronte das suas casas de morada» dedicada às almas do fogo do Purgatório. Primos segundos existem Manoel Gomez da Silva Pinto Mag. O fundador tinha um irmão chamado Cristóvão Pires. M. R. Ao cabo de duzentos e cinquenta e três anos foi preciso pôr à prova a minha paciência evangélica.es f.a Caetana d’Assumpção Marcos. que vendeu a casa onde existia a capela. maço Capelas. têm na povoação. com vínculo de morgadio.a de Manoel Antonio de Mag.. a que doou bens. de Braga a quem pelos seus dinheiros com que concorreo na guerra contra os francezes foi dado o dicto foro de Fidalgo e a commenda honoraria) e de sua m.dor de Christo e Alcaide mor de Braga (filho de Manoel Gomez da Silva. agora convertida em templo de Baccho!! E nem tão mal: a um culto triste sucedeu um culto patusco. SACOIAS DOMINGOS PIRES. luxo que só três casas. e Cavalleiro da Ordem de Christo Mestre de Campo das extinctas milicias de Miranda e de D.a da Conceição». concelho de Bragança. como vestígio.er D. cura de Sacoias. uma esquina de parede com restos de cal. M.es assistente no logar de Roios conc.

do mesmo concelho. MARIA EMÍLIA VERGUEIRO. que casou com o doutor Carlos Alberto Sá de Miranda. concelho de Alfândega da Fé. para onde fora quatro dias antes reunir-se a seu marido. que ali se homiziara após a tentativa de restauração monárquica de Outubro de 1911. onde concluiu o curso em Junho de 1904. casou com D. que nasceu a 1 de Outubro de 1909. filho do juiz de direito doutor José António de Miranda (ver Paradinha do Outeiro. descendente da importante e notável família Sá (José António de).412 TOMO VI SALDONHA SALDONHA 1º JOSÉ MANUEL VERGUEIRO. que nasceu a 11 de Julho de 1907. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . de Bragança (ver pág. D. Maria Emília faleceu em Alcanices (Espanha) a 11 de Janeiro de 1912. D. Maria da Conceição Reimão de Meneses. natural de Saldonha. O doutor António de Meneses Cordeiro ainda vive e reside em Saldonha. com António Francisco de Meneses Cordeiro. pág. abade de Sambade). doutor em direito pela Universidade de Coimbra. pai do coronel Alberto José Vergueiro. Antónia da Conceição. natural de Vale Pereiro. Leopoldina Vitória de Sequeira. Descendência: I. MARIA EMÍLIA VERGUEIRO SÁ DE MIRANDA. a 28 de Setembro de 1904. Maria Leopoldina Fortunata. 183). 367) e de D. onde nasceu a 20 de Fevereiro de 1876. que se notabilizou pelas modificações que introduziu na espingarda «Mauser» e que por isso se chama «Mauser-Vergueiro». de Gebelim (irmão de António José Manuel Vergueiro. II. que nasceu em Gebelim. capitão-mor de milícias da vila de Chacim. filho de Manoel Francisco Cordeiro e de D. D. a 24 de Janeiro de 1880 e casou em Saldonha. III. Maria Eugénia de Novais Sá Cardoso. a ele nos referiremos no volume consagrado aos escritores. Descendência: 3º D. concelho de Alfândega da Fé. Descendência: 2º D. que nasceu a 12 de Novembro de 1905. Maria José Beatriz. D.

estante nas partes da Índia. destas Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança. tinha obrigação de dar três alqueires de trigo aos padres de S. deixando por herdeiras suas sobrinhas D. fornecidos pelo doutor António de Almendra.. in Dicionário Aristocrático. ANA MARIA DA ASSUNÇÃO VALENTE. sobrinho do biografado: (483) Livro 3 da matrícula. que vivia com a testadora (484).. viúva de André Manuel Freire de Andrade. Alguém diz que este decreto é de 2 de Dezembro de 1880. O autor que vamos seguindo diz que se dirigiu ao barão pedindo informações. 180 v. (484) Museu Regional de Bragança. onde vem o seu testamento. a 28 de Janeiro de 1829. faleceu em Samil. de Izeda. a quem aqui consigno fundo reconhecimento. MARIA AFONSO MARTINHA. .. comendador da Ordem de Cristo e proprietário em Samões. SANCHES DE BAENA – Resenha das Famílias Titulares e Grandes. fol.SAMBADE | SAMIL | SAMÕES 413 TOMO VI SAMBADE BELCHIOR DE SÁ CAMELO. Isto pelos anos de 1779 (485). actual pároco de Samões. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Eis os dados que colhi por intermédio do meu bom amigo. quatro pela mesma capela. 2º. concelho de Vila Flor. vol. (485) Volume IV. cavaleiro-fidalgo da Casa Real. a que ele não respondeu. concelho de Bragança. Carolina Benedita. p. de Samil. p. O decreto da nomeação de barão é de 20 de Setembro de 1887 (486). natural de Sambade. Francisco «pela capella de Brites de Santo Antonio» e Francisco Gonçalves do Rego. concelho de Bragança. filho de Gaspar de Sá. (tem a íntegra). livro 165. 80 v. fol. Cartório Administrativo. Fidalgo-cavaleiro por alvará de 12 de Março de 1677 (483). SAMIL 1º D. juiz da primeira vara cível de Lisboa. cónego Abel José Pires. SAMÕES 1º JOÃO PEDRO GOMES DE ALMENDRA. 336. e D. 2º D. (486) PINTO. comarca da Torre de Moncorvo. Regina Vitória Ochôa. 488.. primeiro Barão de Samões.

Concluiu o curso farmacêutico na Escola Cirúrgica do Porto em 13 de Fevereiro de 1840 e foi estabelecer-se em Samões na farmácia do seu parente António Manuel Vaz de Almeida. nasceu em Vinhais a 2 de Junho de 1853. João Anselmo Gomes de Almendra. Era filho de Francisco Bernardo Gomes de Almendra e de D. Beira Alta. Joana. ilha da Madeira. aposentado. e de D. Exerceu os cargos de Juiz Ordinário e por diversas vezes o de presidente da Câmara Municipal de Vila Flor. IV. Residem em Lisboa. Teresa Maria Delgado. distrito de Bragança. D. que nasceu em Samões a 1 de Maio de 1900. Era filho de Manuel Carlos Gomes de Almendra. II. D. que nasceu em Vila Flor a 8 de Setembro de 1895 e casou em Lisboa a 24 de Novembro de 1922 com António Vieira de Magalhães de Pina Calado. além dos por ele prestados no desempenho de diferentes cargos electivos no município de Vila Flor». III. primeiro Barão de Samões. juiz de direito da sexta vara cível de Lisboa. filho dos barões de Teixoso. que nasceu no Mogadouro a 25 de Julho de 1893. nascida a 28 de Maio de 1873. Por despacho de 8 de Junho de 1869 foi nomeado comendador da Ordem de Cristo em atenção «aos serviços por ele feitos a bem da humanidade. médico-cirurgião dos hospitais de Lisboa. contribuindo poderosamente para a criação da comarca desta vila e ainda para harmonizar as rivalidades que existiam entre ela e a de Carrazeda de Ansiães. Júlia Amélia Pereira. Casou com D. adido extraordinário à Legação Portuguesa desta cidade. sobrinho do antecedente. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Casou a 5 de Maio de 1892 com D. Maria da Natividade Gomes de Almendra. Laurentina Gomes de Almendra. Residem em Teixoso. António Augusto Gomes de Almendra. onde se realizou o casamento.414 TOMO VI SAMÕES João Pedro Gomes de Almendra. a 25 de Abril de 1894. que nasceu no Mogadouro. nasceu em Vinhais em 1812 e faleceu na mesma povoação a 10 de Abril de 1900. filha do capitão-mor de Castedo. Pelo nome de «Remédio de Samões» ficou conhecido um específico de sua invenção e de grande eficácia contra as sezões e febres palustres que muito grassavam na região. irmão do primeiro Barão de Samões. Antónia Felicíssima da Silva. natural do Funchal. 2º Doutor ANTÓNIO AUGUSTO GOMES DE ALMENDRA. Descendência: I. engenheiro químico pela Universidade de Berne (Suíça).

D. VASCO PIRES DE SAMPAIO. pelos anos de 1645. fol. Luzia Pinto e residiram em Samorinha. que nasceu em Samões a 3 de Outubro de 1904. tomo I. dos privilegios de Lagoa por doaçoes de D. Alvaro Pereira.mo Senhor doutor Manuel de Melo de Sampaio. visconde de Alcobaça. 1899-900. senhores de Ansiães Ao Ex. SAMPAIO [23] Sampaio. agradecemos as notícias genealógicas dos seus ascendentes que a seguir inserimos e que teve a gentileza de nos fornecer: Seu tio Miguel de Melo Vaz de Sampaio. 273 fólios. Ângela Ferreira. SAMORINHA AIRES DA SILVA. Júlia Amélia Gomes de Almendra. (Nota do autor. p. segundo Marechal de Portugal e de sua mulher D. Maria Vasques Pimentel e tiveram Mecia dizem outros (vide nota nº 1). Cc. Chacim e Val da Sancha e Quintella de Lampaças Anciaens e Villarinho da Castanheyra. D. Maria Pereira.) MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . dos direitos da Torre de Moncorvo. concelho de Carrazeda de Ansiães. (488) A genealogia dos Sampaios. Fernando. Manuel Bernardo de Magalhães e – Livro Genealógico. senhor de Villa Flor (488). «I. Carvalho da – Corografia Portuguesa.SAMÕES | SAMORINHA | SAMPAIO 415 TOMO VI V. casou com D. sobrinho de ambos os instituidores (487). e de D. 204 v. das Casas de Ribalonga e Espinhosa e seus parentes. escreveu a obra Tentativas Genealógicas ou Esboço dum Nobiliário da Família Mello e Sampaio. (487) SOUSA. filho de Fernão Pereira de Sampaio. códice de IXII. uma capela com vínculo de morgadio de que nomearam primeiro administrador a Jorge Pinto. pode ver-se em COSTA. a quem nos referiremos no volume consagrado aos escritores. senhores de Vila Flor. fidalgo da Casa Real. 469 da primeira edição. onde fundaram. manuscrito. tomo I. filha de D.

RUY LOPES DE SAMPAYO. 3º senhor de Anciães e Vilarinho da Castanheyra. irmão de D. Lopo Vaz de Sampayo. Ayres Ferreira. senão dos direitos reaes a que chamavam “paradas”. Pedro de Magalhães. senhor do casal de Cavalleiros. segue (vide nota nº 5). que cc. D. instituidora do vinculo de Nossa Senhora da Graça no castello de Anciães em 1584 (vide nota nº 5). pagem do infante D. RUY DIAS DE SAMPAYO. etc. Martins de Freitas e de quem descendem os Sampayos Villas Boas e outras casas. cc. de quem descendem os Marquezes e actuaes Condes de São Payo. 4. Cc. os Condes de Cavalleiros. de quem descendem os Ferreiras Sampayos. D. Lopo Vaz de Sampayo. Constança Pereira. 4º senhor de Anciães e Villarinho da Castanheyra. João Iº de 31 de Agosto de 1398. religiosa. Pedro Lopes de Sampayo com larga descendencia na India. filha de João de Mello. sobrinha do condestavel D. Manoel a 16 de Março de 1500..416 TOMO VI SAMPAIO Fernão Vaz de Sampayo. João. D. viveu em Setubal. Isabel da Sylveira e tiveram: Ruy Dias de Sampayo. segue (vide nota nº 4). D. Affonso de Sampayo. Manoel a 1 de Outubro de 1500. Duarte a 4 de Dezembro de 1433 e 5 de Julho de 1436. fidalgo da Casa Real e Contador da comarca de Traz os Montes. 2. D. Cc. Nuno Alvares Pereira. D. senhor de Barqueiros e dos direitos de Lamas de Orelhão por doações de D. Isabel Pereira. Ignez Dias. DIOGO DE SAMPAYO. Manoel de Sampayo. Ruy da Cunha Pereira. LOPO VAZ DE SAMPAYO. Cc. D. Duarte. Genebra Pereira cc. D. Briolanja de Mello. Mecia Vaz de Sampayo. onde já não teve senhorio nem em Villarinho. 8º vice-rey da India (vide idem). dama da MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Felipa Pinheiro. segue (vide nota nº 2). alcaide-mor de Serpa e de D. Ruy de Sampayo de quem descendem os Sampayos Cogominhos. os Mellos de Pombeiro. 5. segue (vide nota nº 3). senhor de Ranhados e de outras terras por doação de D. 2º senhor de Anciães e Villarinho da Castanheyra por consentimento e confirmação de D. filha de Ruy Vaz Pereira e tiveram: Ruy Lopes de Sampayo. 2º senhor de Villa Flor. Senhor dos direitos reaes de Ribalonga por confirmação de D. filha de seu irmão Antonio de Mello Pereira e tiveram: Diogo de Sampayo. de quem descendem os Pereiras Sampayos da Geria. Cc. Isabel de Sousa cc. 3. Mecia de Mello. alcayde-mor de Anciães. etc. Barões de Pombeiro de Riba de Vizella e outras casas. D.

sobrinha de D. De D. (alv. M. g. 9. 4 Fevº 1641). de 24 Nov. senhor da Espinhosa. (alv... de Abril 1610). Tiveram: Manoel. M. R. na India. M. Manoel. conego da Sé de Vizeu. Cc. Pertenceram os serviços prestados a El-Rey D. Vasco Pires de Sampayo. D. M. C. instituidor do vinculo do Espirito Santo em Ribalonga. Mecia de Mello e sua herdeira s. Juiz dos orfãos nesta villa e na de Valença do Douro. R. F. D. de 13 Setº 1666). F. filha de Alvaro Pinheiro. 4º senhor de Ribalonga. F. Isabel Ferreira. Joanna d’Affonseca e tiveram: (vide nota nº 7). F. M. (alv. R. José. (alv. herdº do irmão Chrisº. foi clerigo. Garcia. s. R. Marianna de Sousa e Sampayo cc. R. 8. g. fidalgo escudeiro C. Francisca Pereira de Moraes Sarmento. F. Belchior de Carvalho e Mello. segue (vide nota nº 9). C. GASPAR DE MELLO DE SAMPAYO. D. 3º senhor de Ribalonga. Brites de Sousa. em 1621. C. Isabel Moreno. Capitão-mor das Villas do Castanheiro. C. (alv. R. R. «o ruivo» e de D. depois Barões de Anciães.SAMPAIO 417 TOMO VI Duqueza de Bragança. F. C. Francisca de Carvalho. Cc. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . M. Valença. Gaspar de Mello de Sampayo.. Capitão-mor do Castanheiro. Maria Pereira do Lago e tiveram: Antonio. de 12 Agº 1655). filha de Belchior de Carvalho e de D. F. C. teve: 7. Em serviço de S. s. Maria. Capitão-mor da Villa do Castanheyro. F. segue (vide nota nº 8). idém (alv. Joanna de Lacerda e tiveram: Ruy Lopes de Sampayo cc. segue (vide nota nº 6). C.. g. Christovão. filha de Francisco Pereira Pinto Guedes. filha de Gonçalo Montesino e de Catharina de Moraes.. herdª de seu pae e senhora da Casa da Espinhosa. senhor dos direitos Reaes de Ribalonga que se separou da casa de seu pae. segue (vide nota nº 10). mor de Barcellos e de D. GARCIA DE MELLO DE SAMPAYO. M. Joanna. M. MANOEL DE MELLO DE SAMPAYO. filha de Garcia Coelho Moreno e de D. Garcia Affonso de Beja. João 4º por seu irmão Christovão em virtude da renuncia que lhe fez o irmão Lourenço que herdº de Christovão de Mello. fidalgo capelão C. C. do conselho de S. Lopo Vaz de Sampayo. D. M. de 5 Fevº 1641). M. nas guerras da Restauração.. 1644) – Ao serviço de S. idem. 6. de 22 Dezº 1713). capitão da cidade de Gôa. alc. R. MANOEL DE MELLO DE SAMPAYO. R. de quem houve D. etc. Cc. R. (alv. Manoel. D. Valença e Paradella. D. 2º senhor de Ribalonga. Lourenço. M. Brites Montesino.

g. 2 Junho 1722). religioso. senhor da Espinhosa. JOSEPH VAZ DE SÃO PAYO E MELLO. Maria da Piedade. M. D. R. A NTONIO MANOEL DE MELLO E SÃO PAYO PEREIRA PINTO DO LAGO. Francisco Pinto Velho por escriptura feita em Ribalonga a 26 de Mº de 1713. José cc. g. Joaquim. frade. c. Quiteria Luiza. Cc. José Cyrne de Souza Madureira. filha de Thomaz Teixeira de Azevº Sº Mayor e de sua mr. segue (vide nota nº 12). D. Capitão-mor das Villas do Castanheyro. Valença e Paradella. 6º senhor e morgado de Ribalonga. D. Tiveram: Antonio Manuel. D. Anna de Castro. Capitão-mor das Villas de Castanheyro e Valença do Douro.418 TOMO VI SAMPAIO João. M. 12.. Marianna Eufrazia Pereira Pinto. D. 1ª administradora do vinculo instituido pelo seu tio o Pe. M. F. cc. M. D.ta Maria de Jugueirós). (alv. D. g. D. F. 1720). Lopo. F. Thereza cc.. c. D. D. g. [F. Caetana Bernarda Pinto Pereira de Azevedo Sotto Mayor. Leonor Rulinda Leite da Gama (S. Tiveram: Manoel. s. D. senhor da casa de Mondim. Cc. Manoel cc. Cc. vinculou bens a favor do sobrinho Antonio Manuel na Espinhosa. C. freira no mosteiro do Lorvão. 10. D. Capitão-mor da Villa do Castanheyro e anexas. R. filha herdª do Dr. Bernardo Salazar Sarmento Eça e Alarcão. Tiveram: Antonio. Thereza Bernarda Victoria Pereira Pinto. senhor da Espinhosa. MANOEL DE MELLO DE SAMPAYO PEREIRA PINTO DO LAGO. Jorge Botelho de Magalhães. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Anna Maria de Mello cc. C.. Luiza Clara de Moraes Sarmento. Maria Vitoria. senhor da Espinhosa. filha de José Pedro Navarro de Queiroz e de sua mulher D. idem da mesma data. Francisco. Francisco José. José Bernardo. (idem de 4 Abr. segue (vide nota nº 11).] C. g. segue (vide nota nº 13). 5º senhor de Ribalonga. Emilia Henriqueta. Josefa Benedicta. R. D. Lopo. D. idem. 7º senhor e [morgado] de Ribalonga. c. Domingos Pinto Velho e de D. Maria Izabel Azevedo Lobo de Castro. C. morgº do Espinhal. c. Bernarda Joaquina. idem. 11. R. Margarida de Vilhena de Queiroz Pereira Pinto de Souza e Meneses. Luiz Bernardo.

c. Maria dos Prazeres. D. 8º senhor e morgado de Ribalonga. c. a sua proxima parente D. g. M. ANTONIO DE MELLO VAZ DE SAMPAYO. Maria do Carmo da Silva da Fonseca de Meneses Cyrne. pela “Royal School of Mines”. Anna Carolina Augusta Vaz Guedes Pª Pinto Telles de Meneses e Mello (Viscondessa de Villa Garcia). Maria Henriqueta da Silva da Fonseca de Meneses Cyrne. Maria Anna. 15. engenheiro de minas “A. g. Miguel cc. MANOEL DE MELLO VAZ DE SAMPAYO PEREIRA PINTO. 9º e ultimo morgado de Ribalonga. 2º visconde de Alcobaça por consentimento de S. g. g. Londres. Francisco. 14. bacharel formado em direito. segue (vide nota nº 14). Maria Ignez cc. 13. – O 1º Barão e Visconde de Alcobaça foi Henrique da Silva da Fonseca da CerMEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . s. Manoel cc. Tiveram: Marianna José cc. S. proprietario da casa de Ribalonga. El-Rey o senhor D. Manoel II conforme a comunicação que lhe fez o mordomo-mor Conde de Sabugosa a 14 de Junho de 1922. do 1º. nasceu no 1º de Março de 1898. Maria Izabel cc. g. Miguel de Castro de Souza Guedes. filha dos 1. D. Visconde de Alcobaça. Anna Coelho de Vilhena. Marianna Augusta da Silva Freitas de Meneses Cyrne de Souza. João da Pesqueira. o Conde de Alpendurada (João Baptista Pereira de Magalhães). Ayres. segue (vide nota nº 15). MANOEL PEDRO DA SILVA DA FONSECA DE MELLO DE SAMPAIO. Camilla de Meneses. D. Cc. Tiveram: D. R. s. filha primogenita de Pedro da Silva da Fonseca da Cerveira Leite. (herdeiro de seu tio o 1º Barão e Visconde de Alcobaça e seu representante) e de sua mr. Cc. B. Sebastianna Emilia de Souza Vahia de Moraes de Madureira Lobo. Anna Emilia. D. Tiveram: Manoel. da Espinhosa. Cc. ANTONIO DE MELLO VAZ DE SAMPAYO PEREIRA PINTO. D. Antonio. Iº D. Luiz Pinto de Souza Cardoso de Meneses. c. Luiz cc. Pedro José. M. segue. 2º D. c. filha de Manoel Vaz Guedes Pereira Pinto Bacellar (Visconde de Monte Alegre) e de D. engenheiro civil pela Universidade de Londres.SAMPAIO 419 TOMO VI D. g. senhor da Espinhosa.os Viscondes de S. D. N. c. Ignez Candida Vaz Guedes Pª Pinto Bacellar. Manoel Pedro. g. g. Francisco.”. D. s. 16.

João Iº a 23 de Setº de 1426. condecorado com a Cruz d’Ouro das campanhas da Guerra Peninsular. Seria nesta data feita a confirmação por D. João Iº. 177. existente na casa de Ribalonga e que é a copia da que foi escripta pelo geneologista Diogo Gomes de Figueiredo.. Pedrosa diz que elle era filho de D. dada por D. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Henrique 3º e de D. Vasco Pires de Sampayo foi um fidalgo honrado em tempos de D. senhor de Villa Lobos. etc. sendo: a) certidão da carta de confirmação dos foros de Villa Nova de Foscoa que Ruy Fernandes teve de Vasco Pires de Sampayo. Existe na casa de Villar d’Ossos um grosso volume manuscripto. As certidões estão na casa de Ribalonga. os quaes lhe fizeram as seguintes merces. Aldonça Ramires de Gusmão. neta de Martim Vaz de São Payo. dada por D.. constantes de certidões tiradas dos documentos originaes existentes na Torre do Tombo. fl. Pedro foi filho de D. etc. com Honras de Grandeza. d) idem de Chacim. João Iº aos 22 de Fevº de 1423. c) idem ao mesmo que João Lombado de Villa Flor e Gonçalo Esteves de Marialva perderam por andarem em Castella. Val de Sancha e Quintella de Lampaças que João Nunes de Aguilar e Pero Nunes tinham e perderam pelo mesmo motivo. de quem descenderam os Marqueses de Astorga. 6 de Abril de 1421. cujo autor. dizem ser filho de Pedro do Souto e de D. Sobre a sua origem ha varias versões. Esta certidão diz que esta doação foi feita por D. Francisca de São Payo. João Alvares Osorio. b) idem de doação de bens a Vasco Pires de Sampayo que Fernão Gonçalves de Roboredo perdeu por andar em serviço do rei de Castella. tendo feito dois vinculos separados para dois filhos que teve. Antonio de Lima. Par do Reyno.. Pedro Alvares Osorio. Fernando apezar da data ser de 9 de Abril de 1420. e) idem de privilegios de Lagoa termo de Alfandega. dizem que tomou o apelido do logar de Sampaio. de que foi senhor bem como de muitas outras terras de Traz-os -Montes. Outros como D. Alguns geneologistas. Nota nº 1 Vasco Pires de Sampayo. João Iº. que por certo desafio se passou da Galliza a Portugal.420 TOMO VI SAMPAIO veira Leite. Fernando e de D. Official da Torre e Espada. como Affonso de Torres. 18 de Julho de 1421. N’uma nota existente na casa de Ribalonga le-se que das Historias Castelhanas consta que este D. foi Vasco Pires de Sampayo natural da villa de Alfandega da Fé.. tomo 4º. guarda-mor do rei D. Segundo uma arvore da origem dos Sampayos de Anciães.

lhe perdoamos a morte de quarenta escudeiros que enforcou na sua Villa de Moz com huns poucos de homens de pé. A pg. e amigos. 12 das Memorias etymologicas e historicas do concelho de Anciães por José Maria de Moraes da Mesquita consta que a Vasco Pires de Sampayo fez D. e não nomeio mais da minha linhagem. de Porto Carrero e bem assim de juro e herdade do senhorio e direitos da Villa de Anciães e da de Villarinho da Castanheira. na falla acima mencionada de Lopo Vaz vem o seguinte: “Meu avo era Ruy Lopes de Sampayo. e minha avó Constança Pereira era sobrinha do Conde D. porque bem sabida está quão antiga he neste Reyno. João de boa memoria tomarão dez Villas aos Castelhanos por força darmas com seus parentes. filha de seu irmão. João em relação”. em 7 de Maio de 1384. e (489) A Lopo Vaz de Sampaio. jurisdição e direitos que até aquelle tempo tinha e pertenciam a João Rodrigues. Meus avós em tempo del Rey D. 209. e obedecerão co ellas ao dito senhor. que he digna de contar. onde morrião quarenta escudeiros. A seu respeito consta da “Arvore da origem dos Sampayos de Anciães pela que escreveo o genealogico Diogo Gomes de Figueiredo” a fl. e necessidade devia de ter El Rey delle. No cartorio de Fernão de Sampayo. João a 28 de Julho de 1433. do tomo IVº que Lopo Vaz de Sampayo veio a ser morto pelos Tavoras em pendencia que tiveram. pois tal perdão dava”. vide nota atraz a respeito do vinculo feito em seu favor pelo pae. vice-rei da Índia. A. tomo Iº que contem as decadas IVª e Vª e do capº VII “que contem a falla que Lopo Vaz de Sampayo (489) fez a El-Rey D. de Vasco Pires de Sapayo. Certo merecimento devia de tal ter Vassallo. que entregarão. Nota nº 3 Ruy Lopes de Sampayo. Nota nº 2 Lopo Vaz de Sampayo. vem o seguinte: “De minha geneologia ouça V. João Iº mercê e doação de todas as terras e senhorios. Das Decadas da Asia de Diogo do Couto.SAMPAIO 421 TOMO VI f ) idem confirmação de doação que o mesmo fez a Fernão Vasques seu filho dos direitos da Torre de Moncorvo por D. Nuno Alvares Pereira. nos referiremos largamente no volume consagrado aos escritores. se achou um perdão que dizia assim: Pelos serviços que tenho recebido de Vasco Pires de Sampayo. meu avô. e esperamos de receber. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . uma cousa que me esqueceo.

filhos e successores de seu irmão Lopo Vaz de Sampayo que fora donatario de Anciães. e Armadas. Na batalha de Toro foi derribado e ferido de feridas mortaes: e jouve aquella noite no campo onde pela manhaã o acharão meyo morto. filha de Fernão da Sylveira. em que os Mellos nao fossem dos principaes Capitães e CavaMEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . e de Dona Breatriz da Sylveira. de Moraes da Mesquita diz-se que procedendo-se á eleição do abbade da igreja de S. Briolanja de Mello. originando uma contenda que se levou a Roma. Duarte a 4 de Dezº de 1433 e a confirmação de D. Ruy Lopes de Sampayo tres: a huma se perdeo não por trayção (que nunca em minha linhagem houve) mas por outras differenças”. Existem na casa de Ribalonga duas certidões extrahidas dos documentos originaes na Torre do Tombo. Duarte a 4 de Julho de 1436 e confirmação de D. Affonso V a 18 de Novembro de 1449. senhor de Anciães. como tutor e defensor de seus sobrinhos. Na falla de Lopo Vaz (vide atraz) vem o seguinte: “Meu pay foi Diogo de Sampayo. filha de João de Mello de Serpa. De seus honrados filhos não fallo. A carta é de D. Minha mãy foi D. filho de Lopo Vaz de Sampayo. M. Diz o autor das memorias que isto consta de uma sentença estrahida para um pergaminho que se achou no cartorio da Camara de Anciães. porque notorio esta nunca Pricepe no Reyno ajuntar gente pera guerras. João. 13 das memorias já citadas de J. A pg. e disto será sabedor Fernão Vaz de Sampayo. b) idem a Ruy Lopes de S. Nota nº 4 Diogo de Sampayo. Affonso o V. Paayo da renda e de todos os direitos de Lamas de Orelhão por D. á sua custa. com quatorze escudeiros. e quarenta homens de pé. da terra dc Barqueiros a par de Mezão Frio. Affonso V a 18 de Novº de 1449. Alcaydemor daquella Villa.422 TOMO VI SAMPAIO temnas hoje os seus descendentes. aonde foi decidida a favor dos moradores e Camara da dita Villa e contra o donatario que então era Diogo de Sampayo. sendo: a) carta de doação ou confirmação de doação a Ruy Lopes de Sampayo. Este João de Mello meu avo foy filho de Garcia de Mello de Serpa. Regedor e Coudelmor. pagem do infante D. e não alego mais testemunhas porque as não ha daquelle tempo. já neto de Lopo Vaz de Sampayo. onde foy Feito Cavaleyro por mão delRey D. Fernão Vaz de Sampayo seis. João extra muros da Villa de Anciães se veio metter de posse forçosa da igreja Fernão Vaz de Sampayo senhor de Villa Flor. Villarinhos. Foy na tomada de Arzila com cento e oitenta homens em duas caravelas. da Castanheyra e Linhares e de dous mil vassallos: servio nas guerras de Castella. ff.

Foi sua irmã D. 9 vê-se que os moradores da Villa e Castello de Anciães obtiveram sentença a seu favor e contra Ruy Dias de Sampayo. que a houve de Christovão de Tavora e datada de 24 de Setº de 1501 no reinado de D. com o fundamento de que este titulo e emprego se comprehendia nas mercês feitas aos seus ascendentes. Comarca de Pinhel e Provincia da Beyra”. mas tambem do senhorio da Villa. Por um “titulo por onde se mostra pertenceram os direitos reaes de Anciaens e de Villarinho da Castanheyra da Comarca da Torre de Moncorvo a José Vaz de São Payo e Mello senhor da sua quinta da Espinhosa. de que todos vimos”. Nota nº 5 Ruy Dias de Sampayo. 206 em D. Existe na casa de Ribalonga um indice que sob o nome de Ruy Dias de S. ficando excluido assim não só da alcaydaria-mor. Uma verba do seu testamento está exarada no Tombo da casa de Ribalonga. como segue: “Digo que faço herdeiras de toda a minha fazenda assim movel como raiz por onde quer que for havida e achada a minhas sobrinhas convem saber D. Manoel. filhas de Ruy Dias de Sampayo meu irmão. Por seu falecimento da derradeira faço e hordeno della uma MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Maria. Existe na casa de Ribalonga uma certidão extrahida do original na Torre do Tombo: carta de doação a Diogo de SamPayo do lugar e terra de Ranhados a qual lhe trespassou Joam Te[ll]es. existente na casa de Ribalonga ve-se que Diogo de Sampayo era senhor de Anciães. Villarinho da Castanheira e das terras pertencentes á confirmação que lhe fez D. o 5º e ultimo donatario da Villa. 160 e Lº 5º e dos misticos fl.SAMPAIO 423 TOMO VI leiros. instituidora do vinculo de Nossa Senhora da Graça no Castello de Anciães em 1584. E no tempo delRey D. Mecia de Mello. Affonso V. Payo indica uma carta de Alcayde-mor de Anciães e uma carta de mercê de todo o direito do Castello e Alcaydaria de Anciães (Lº 15 fl. conforme o referido indice). A este respeito nas memorias de Anciães já citadas. a pg. João o I nomeado foy o grão Martim Affonso de Mello. Affonso V em Santarem a 13 de Maio de 1472. por este se querer intruzar como alcayde-mor. assim nesta maneira convem saber vivendo ellas do modo e maneira que até agora comigo viveram e se algumas delias tomar outra vida ou cazar ou for freira não quero que haja nada mas tudo fique á outra assim fazenda que tenho em neste Setuval termo de Palmella como toda a fazenda que tenho traz dos montes ou em outro qualquer logar que por meu falecimento se achar assim movel como de raiz digo que a fazenda que tenho traz dos montes que minhas sobrinhas alogrem e tenham em sua vida dellas ambas. Joanna e D.

. onde foi Capitão em Goa... R... Segundo um documento existente na casa de Ribalonga foi Gaspar de Mello Fidalgo Escudeiro da C. Existe na casa de Ribalonga um alvará que ao comparar-se a assignatura com os fac-similes dos reis de Portugal no 6º volume das Obras de Luiz de Camões do Visconde de Juromenha.. Est...... foy esforçado cavalleiro. para a India.”.. M. e querençoso de sempre trabalhar em guerra. dos feitos que os Portugueses fizeram na conquista e descobrimentos das terras e mares do Oriente. O alvará parece referir-se a Dona Joanna de Mello e sua irmã Dona Maria.. 38. LIX dos Lusíadas...424 TOMO VI SAMPAIO capella em a egreja de Nossa Senhora da Graça que está na villa de Anciaens.. fora de vaidades nem senhorias. 306. “Foi seu irmão. e consta da arvore de Diogo Gomes de Figueiredo que foi em serviço de S. assy na paz como na guerra... junto do Salvador donde jaz meu Pae e Mãe e meus Avós porque esta e outra que tenho nesta villa de Setubal termo de Palmela para que fique a minhas sobrinhas livremente da qual capella que assim faço quero que seja administrador meu parente mais chegado que seja macho e se não houver que seja femea contanto que não seja dos descendentes dos de Ruy Lopes de Sampayo nem macho nem femea nem ascendentes d’elle..... Tambem nas Lendas da India de Gaspar Correa no tomo 3º a pg.. Isto tambem consta da Decada VII da Asia de Diogo do Couto a pg... vimos o seu elogio nos seguintes termos: “Lopo Vaz de Sampayo. e muyto constante na justiça..... companheiro com todos.. diz: Mas comtudo não nego que Sampayo Será no esforço illustre e assinalado Mostrando-se no mar hum fero rayo. mas como está escripto com caracteres antigos é difficil de se poder lêr. e a todos guardando boa cortezia”. 8º Vice-rey da India.. 1. Lopo Vaz de Sampayo.. em quanto governaram a Índia Lopo Vaz de Sampayo e parte de Nuno da Cunha”. a saber: ‘Por morte do governaMEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . col. etc. Luiz de Camões no seu Canto X... homem feito á boa fé.. etc. castigando os malfeitores. .. Decada 4ª. Nota nº 6 Gaspar de Mello de Sampayo. publicadas pela Real Academia de Sciencias de Lisboa.. a quem Diogo do Couto se refere nas suas Decadas da Asia. Que de inimigos mil verá coalhado. prova ser a assignatura do Cardeal D. Henrique...... Homem amigo de Deus...

. Pedro de Mascarenhas no anno de 1554) começou logo a correr com a Armada.” etc. na forma costuma daquelles Estados. C. Deu o vizo-rey por regimento que se sahisse de sobre a barra de Surrate. R. que Dona Mecia de Mello tya delle supplicante fez. como se vê no Tombo da casa: “Saibam coantos este instromento de obrigação e hipoteca virem que pera fabrica de capella deste dia pera todo sempre virem que no anno de N. etc. Do documento acima referido na cassa da Camara de Goa deu uma bofetada no vereador D.. Duarte Deça. e achou-se nella Francisco Barreto. pelo que foi remettido ao reino depois de ser prezo governador Francisco Barreto? Sendo posto em liberdade em Lisboa foi morto uma noite ás cutiladas. até os turcos lhe entregarem todas as galés”. Foi o instituidor do vinculo do Espirito Santo em Ribalonga. Da mesma decada consta a pg. em que instituyo a elle MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . J. col.SAMPAIO 425 TOMO VI dor mandou o Chanceller trazer o cofre das successões. Mais tarde foram destruidas. e abrindo-se tirou a primeira. etc.. S. Nota nº 7 Manuel de Mello de Sampayo. 14. de mil seiscentos e oitenta digo e vinte e hum annos aos vinte dias do mez de Mayo do dito anno em o lugar de Ribalonga.. etc. E a deu ao Capitão da Cidade. etc. Feito isto a abrio o Secretario. e a entregou ao Secretario. e na capella mor deu a menagem do Estado da India nas mãos do Capitão da Cidade Gaspar de Mello. Tambem existe um requerimento nos termos seguintes: “Senor-Diz Manoel de Mello de Sampayo que em poder de Domingos Alvares tabalião estás hu testamento. D.. Francisco Mascarenhas. pera que com o Ouvidor geral a examinassem bem se estava inteira e sem se nella tocar. vê-se que era fidalgo da C. termo da Villa de Anciaens e no paço do senhor Manuel de Mello e Sampaio do Concelho de Sua Magestade e morador no dito luguar estando elle presente e a senhora Dona Isabel sua mulher logo por elles ambos foi dito em presença de mim tabalião e das testemunhas adiante que elles tinham mandado fazer e estava feita e acabada huma capella cita em o dito luguar da invocação do espirito santo.. No titulo atraz citado (nota nº 4) certifica que servio com grande valor na India (titulo por onde se mostra pertencerem os direitos reaes do Concelho de Anciães. Francisco. Do alvará existente em Ribalonga de Moço Fidalgo dado em Abril de 1610 ao filho deste. a que deu tanta pressa que quando forão dez de Outº sahio pela barra fora com todos os navios. que naquelle auto presidia...... que estavão em S. 2 que “Nomeado o Capitão-mor do mar da India (Fernão Martins de Freire sobrº do vice-rey D. de que eram Capitaens D. a José Vaz de São Payo e Mello). (16 de Janº de 1555). Diogo Lobo. Gaspar de Mello.

e foi dado ao supplicante M. Existe em Ribalonga o alvará de Moço Fidalgo ou carta de mercê a Garcia de Mello de Sampayo com data de 5 de Fevº de 1641. Certifico em como o abbade Christovão de Mello de Sampayo e seu irmão Grassia de Mello de Sampayo acudiram a esta villa a hum rebate que tive do emnemiguo aos seis dias do mes de mayo de mil seiscentos e quarenta e hum com animo de leais vassalos de sua Mag. (Ver tambem nota nº 8). bastante difficil de lêr.de lhe quizer fazer e juro passar tudo na verdade pello juramento MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Foi nomeado Capitão mor da Villa do Castanheiro por carta de 19 de Julho de 1650 e no cargo de Juiz dos Orfãos da mesma e na de Valença do Douro por carta de 29 de Julho de 1652. Consta do traslado das certidões passadas a favor de Christovão de Mello de Sampayo.426 TOMO VI SAMPAIO dito seu sobrinho por universal herdeiro de todos seus bens e fazenda e porque o ditto testamento he aberto e publicado muytos annos ha e elle supplicante para bens de seus negocios e demandas tem necessidade do traslado do ditto testam. Nota nº 8 Garcia de Mello de Sampayo. irmão de Garcia de Mello e existente na casa de Ribalonga. E recebera justiça e merce”. de M.de anbos a cavallo com suas lanças e pistollas com mais vinte homens criados e caseiros seus armados as suas custas com despeza de suas rendas e foram dos primeiros que se acharam n’esta dita villa e nela assistiram na guarda e vigia da muralha asim de noite como de dia e dali se não foram athé que eu por conselho dos Capitais e m. de 3º em Val Torno a 6 de Novembro de 1584. lhe mande dar o ditto traslado na melhor maneira e forma que possa ser.do do fronteiro mor Francisco de Sampayo mandei recolher a gente toda e asim mais o dito Grasia de Mello de Sampayo morador na quinta Ribalongua termo desta villa irmão do ditto abade acudio com muito calor e presteza aos acomitimentos que o ennemiguo fes a prassa de freixo de espada a cinta aos doze de agosto é aos lugares de machados e duas igrejas junto a miranda do douro aos vinte esinquo de setenbro deste corrente anno de mil e seiscentos e quarenta e hum em socorro do nosso exercito na entrada que fez no lugar de Orandilhanes Reyno de Castella com mais desasete homes armados criados e caseiros seus tudo a conta e custa das rendas do ditto abbade seu irmão sendo dos primeiros que acudiram e se me tem oferesido a fazer o mesmo a tudo o que suseder em defença deste Reyno e serviço de Sua Magestade pello que sam meresedores de todas as honras e acresentamentos que Sua Mag.to p. M. No verso deste requerimento vem o treslado pedido. portanto elle supplicante a V. M. o seguinte: “Antonio de Moraes de Mesquita Capitão mor nesta Villa de Anciães e seu termo por S.

Nota nº 9 Manoel de Mello de Sampayo. losquels s’en retournants em france”. Segue a assignatura e reconhecimento. (a) Dom Sancho Manuel”.tas armas de foguo e sem elle que lhe tomamos em que assistio a tudo elle abbade na conpanhia e resguardo do ditto general e na dita campanha e terras de Castella exercitou assim o exercicio das armas commo o seu offissio de seserdote comfesando muitos castelhanos findos e algus portuguezes nossos no que fez muito servisso a Deus e a sua Mag. A Gracia de Mello de Sampayo pertenceram os serviços de seu irmao Christovão como se vê por uma carta de sentença de justificação dada a seu favor em Lisboa aos 8 de Julho de 1652. Seguem reconhecimentos. Chevalier de ses ordres et son Ambassadeur extraordinaire à Rome – a favor de Christovão e Garcia de Mello de Sampayo – gentilzhões portugays freres.de damno trazendo cinquo capitais e hum gor. Comte de Selles Gouner.de. Francisca de Carvalho vincularam bens que reuniram ao vinculo de Nossa Senhora de Assumpção da Espinhosa por testamento de 11 de Dezembro de 1679. Existe em Ribalonga a carta de merce de Moço Fidalgo com data de 7 de Junho de 1652.SAMPAIO 427 TOMO VI dos santos evangelhos por mim feita e asinada e selada com o sinete de minhas armas nesta certidam nesta dita villa oje aos des de desenbro de seis e quarenta e hum”. etc. Certifico em como o abbade Christovão de Mello de Sampayo morador no lugar da moreira de castello mendo se achou presente com mais seus dois arcabuseiros a sua custa na emtrada que o general Fernam Telles de Meneses fes no Castello de guoardam e em sete lugares mais de Castella os quais todos ganhamos e estavamos desde desosete de mes de dezembro athé aos vinte e hum do sobredito em os quais quatro dias asim de noute como de dia que andamos sempre em campanha nas terras do emnemiguo fisemos g. Garcia de Mello de Sampayo e sua mulher D.da oje quatorze de janº de mil seiscentos e quarenta e trez. Valença do Douro e Paradella desde 17 de Dezembro de 1678 MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA .de pello que he meresedor de toda a honra e acresentamento que Sua Mag. du Roy en ses consils.de lhe quizer fazer afirmo passar tudo asim na verdade a que juro pello juramento dos santos evangelhos por mim assinada esta certidão e sellada com o sello de minhas armas de nesta cidade da g. e quinhentos e quarenta soldados castilhanos mais prisioneiros alem de bandeiras e tambores e m. Existe ainda na casa de Ribalonga um passaporte dado em Roma a 7 de Setembro de 1629 por “Philippes de Bethune. A outra certidão é como segue: “Dom Sancho Manuel Mestre de Campo de toda a infanteria desta provincia Da Beyra por S. Mag. Foi Capitão-mor da Villa do Castanheyro.

Sargento-mor da Comarca de Pinhel a 20 de Maio de 1719.os de S. Foi nomeado Capitão-mor da Villa do Castanheyro por patente de D. Pedro II a 4 de Novº de 1706.ra” em que diz: “experimentey sempre na actividade. M. a qual existe em Ribalonga.es mores na boa ordem e disciplina militar com q exercita as ordenanças do seu desttricto a sua custa e cuydado de sua fazenda dezempenhando nas suas acções as obrigações do seu nascimento pelo q se faz merecedor de toda a am. O certificado foi dado em Almeyda a 5 de Março de 1732. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . data em que faleceu commo tudo consta de uma certidão passada por Thomas L. o qual cargo desempenhou desde Dezembro de 1706 até 27 de Dezembro de 1708. Mecia de Mello assistente e moradora que foi na villa de Setubal e natural da de Anciaens comarca da Torre de Moncorvo no anno de 1584 e tombado neste presente de 1684 por especial provisão de S. Foi feito em sua vida o Tombo de todas as propriedades assim de prazo de vidas como fateozins e dos seus sensos perpetuos e remivens pertencentes a capella de Nossa Senhora da Graça cita na Villa de Anciaens de que he administrador e morgado de presente Manoel de Mello de Sampayo o qual foi instituido por D. Tambem existe um certificado selado com as armas de “João Dantas da Cunha. Mg.r da praça de Almeyda a cujo cargo está o Governo das Armas desta Provincia da B.de e honra q S. Foi seu irmão primogenito Antonio de Mello e Sampayo que veio a falecer solteiro e foi nomeado Capitão-mor das mesmas villas que seu irmão por morte de seu pae Manoel de Mello de Sampayo. zelo e desinterece de Joseph Vaz de São Payo e Mello a mais pontual observancia nas ordes o que lhe forão comettidas distinguindo-se entre os mais Capp. data em que estava servindo como tudo consta de uma certidão passada por Thomaz Leytão de Carvalho. João V a 23 de Dezº de 1711. Sargento-mor de Batalha dos Exer. pello Doutor Francisco Pessoa de Sampaio corregedor da comarca jus nomeada para o tal tombo».º-mor da comarca de Pinhel.de Gov. «Nota nº 10 Joseph Vaz de Sao Payo e Mello. Mg. Ha a carta de merce de Moço Fidalgo com data de 23 de Dezº de 1713. Sarg. o qual cargo serviu juntamente com os de Valença do Douro e Paradella desde 15 de Abril de 1712 até 2º de Maio de 1719. por patente de D. Este tombo é um grosso volume de 307 paginas tendo no frontispicio desenhadas a cores as armas da Casa e conserva-se em Ribalonga. de Carvº.428 TOMO VI SAMPAIO até 20 de Junho de 1705 data em que faleceu como tudo consta de uma certidão passada por Thomas Leytão de Carvalho Sargento-mor da Comarca de Pinhel a 2 de Janeiro de 1706.de fro servido fazerlhe”.

te omissos em pedir a confirmação das ditas doaçoens.. Payo o 5º Avô do supplicante sem mais cauza. lê-se que o Padre Francisco Pinto Velho. q a desse dia dos seguintes administradores succezivam. cabra. Payo. mouro. tio da noiva. José Cyrne de Sousa Madureira. serviços. Foi Capitão-mor das ordenanças do Concelho da Villa do Castanheiro e suas annexas e nomeado por patente de D. Na escriptura ve-se uma procuração de MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . de S. Na escriptura de dote para casamento de José Vaz com D. Existe o alvara de Moço Fidalgo com data de 12 de Abril de 1715. por esta haviam por excluido da administração do morgado”. Maria I a 16 de Junho de 1783 por demissão de seu pae. alem de outras merces regias e bens da Coroa. Affonso V desde 7 de Mayo de 1422: teve com efeito observancia a successão deste senhorio té Ruy Dias de S. feita em Ribalonga a 26 de Maio de 1713 e cuja copia existe nesta casa de Ribalonga. Existe em Ribalonga a escriptura de dote de seu casamento. o senhorio das Villas de Anciaens e Villarinho da Castanheira.º de 1716 em que se vê que os serviços do avô Gracia pertenceram a J. João I e D.” Por isso o supplicante como primogenito pedia a confirmação das regalias concedidas aos antepassados em virtude dos s. mulato. Ruy Lopes de S. Nota nº 12 Manoel de Mello de Sampayo Pereira Pinto do Lago. Sua irmã D.. feita a 17 de Abril de 1782 na quinta do Freixo.. V. Maria Victoria cc.. por doaçoens antigas e feytas a Vasco Pires de S.. freguezia de Guilhabreu em casa de José Cyrne de Sousa Madureira. e suas anexas como se vê por patente concedida ao filho Manoel e como consta d’um requiremento por elle feito e que alega: “que pertencendo a sua casa de juro e herdade. Marianna Eufrazia Pereira Pinto. etc. 7º e 6º Avós pellos senhores Reys D.SAMPAIO 429 TOMO VI Existe uma sentença de justificação com data de 13 de Out. Payo e Diogo de S. e Mello. Nota nº 11 Antonio Manuel de Mello e São Payo Pereira Pinto do Lago. Exerceu o cargo de Capitão-mor das ordenanças de Villa do Castanheiro. Existe em Ribalonga o alvara de moço Fidalgo com data de 27 de Janeiro de 1752.. nem mourisco nem outra infecta nasçam reprovada pela Santa Madre Igreja. Payo seus 9º. vinculou em seu favor varios bens situados na Horta da Villariça e Vilarinho da Castanheira com a clausula seguinte: “em tempo algum pessoa que tenha raça de judeu.

Vinhaes (hoje MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . Existe um breve de dispensa de parentesco por consaguinidade em 4º grao para o seu casamento com sua parente D. etc. Ve-se tambem uma provisão de Dona Maria I de 12 de Janeiro de 1782 em que diz: “em attenção a ser o supplicante e a dita sua noiva das pessoas da mais destinta nobreza daquelas Provincias.. Maria Umbelina Correa de Lacerda a qual tambem deixou outros encargos de uma só vez e outros vitalicios que tambem tenho cumprido e recomendo se cumprão tanto quanto ella determinou em seu testamento me encarrega que se não tivessem successão propria nomearia por minha morte os prazos e bens de raiz por ella deixados sem parente da linha de sua Mãe e minha Avó. Suas irmãs D. feito a 11 de Março de 1829 ha a seguinte disposição: “Igualmente fui herdeira de minha tia D. Ignez Candida Vaz Guedes Pereira Pinto Bacellar.” e mais adiante: “e atendendo a notoria e bem destinta qualidade dos supplicantes e a conservação do esplendor das familias. Em virtude da lei da desvinculação foi o ultimo morgado de Ribalonga e Espinhosa.mo Manoel de Mello e Sampayo da Quinta da Espinhosa no qual assim os nomeio juntamente com a Apolice ou Acção da Companhia na forma do seu testamento e da minha obrigação n’elle contrahida na forma de direito e dever de consciencias”.. D. D. Nota nº 13 Antonio de Mello Vaz de Sampayo Pereira Pinto. que só se consegue com casamentos illustres e ser este hum dos casos em que se concederão sempre a subsidiaria hipoteca nos rendimentos dos bens vinculados hei por bem que o suplicante possa obrigar o rendimento dos morgados. mas não existe a respectiva carta de merce? Nota nº 14 Manuel de Mello Vaz de Sampayo Pereira Pinto. No testamento da Condessa de Cavalleiros. Josefa Benedita.430 TOMO VI SAMPAIO D. todas freiras no mosteiro do Lorvão renunciaram no seu irmão as suas legetimas por consentimento do pae como consta de uma escriptura existente em Ribalonga. Existe esta certidão de baptismo do mesmo que nasceu a 8 de Setº de 1796. Quiteria Luiza. Bernarda Joaquina. Pertencia-lhe de juro e herdade a merce de Moço Fidalgo (vide acima)... Maria Victoria a seu primo Francisco Manoel Correa de Lacerda. como logo apontou o Ill. Pertencia-lhe de juro e herdade a merce de Moço Fidalgo como se ve dos alvaras passados a seu pae e avós. a quem pertenceu a casa de Villar d’Ossos.”.

Carlos com a comenda da “Antiga e Muito-Nobre Ordem da Torre e Espada do Valor. João as deu MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . logar que exerceo até 4 de Maio de 1911. Condessa de Alpendurada) por herança de seus paes os Viscondes de Monte Alegre. Promovido a Juiz de Direito sendo colocado como Auditor Administrativo do destricto de Coimbra por decreto de 21 de Janº de 1903. moço fidalgo da Casa Real. Existe tambem um passaporte com data de Bruxellas de 25 de Janeiro de 1862. nasceu a 14 de Novº de 1867. senhor das rendas. Vila Flor. M. Maria Ignez. João I de 1 de Maio de 1422. por doação de El-Rei D. Sua irmã D. Anteriormente foi senhor destas terras João Rodrigues Porto Carreiro. foros e portagens das vilas de Ansiães. data em que se ausentou para o estrangeiro. existente nesta casa de Ribalonga. Lealdade e Merito”. Bacharel formado em direito pela Universidade de Coimbra (Cartas de bacharel e formatura que concluiu em 1 de Junho de 1888). que seguiu o partido de Castela e por isso D. Tendo requerido ou solicitado da competente autoridade ecclesiastica a reducção dos encargos pios dos vinculos que herdou por seus maiores foi-lhe deferido este pedido pela Nunciatura Apostolica a 15 de Fevº de 1870. Foi abatido no quadro da Armada pelo governo da Republica». tendo serviço de campanhas em Africa pelo que foi condecorado por S. conservando-se nesta situação. Seu irmão Miguel de Mello Vaz de Sampayo foi Official da Armada Real Portugueza. Tendo sido exonerado pelo governo da Republica foi mais tarde adido ao quadro da magistratura judicial pelo Presidente Sidonio Pais por decreto de 20 de Abril de 1918.SAMPAIO 431 TOMO VI pertence a sua filha mais nova D. extraídas de documentos em pergaminho existentes no arquivo da Câmara Municipal de Moncorvo: 1º VASCO PIRES DE SAMPAIO. Moncorvo. por decretto de 29 de Dezº de 1900. El-Rey D. Mós e Vilas Boas. Em aditamento às notícias anteriores damos mais as seguintes. Foi nomeado delegado do Procurador Regio na Comarca de Paredes por decreto de 20 de Setº de 1890. Vilarinho da Castanheira. Nota nº 15 Antonio de Mello Vaz de Sampayo. Maria Anna de Jesus de Mello Vaz de Sampayo foi condecorada com a medalha de ouro pontificia “Pro Ecclesia et Pontifice” por SS. Pio XI em reconhecimento dos serviços por ella prestados á causa da Egreja Catholica. logar que exerceu até á sua transferencia a seu pedido feita para Carrazeda de Anciães.

(498) Ibidem. sem dar dellas partilhas a seus irmãos» (494). Duarte confirmou por carta de 4 de Dezembro de 1433 (495). Idêntica confirmação lhe fez em 1 de Março de 1441 das vilas de Vila Flor. com faculdade de colocar juízes. p. o que El-Rei D. concelho de Bragança (491). atrás citado). que também havia feito a seu pai. p. Já a 3 de Setembro da era de 1419 (ano de Cristo 1381) El-Rei D. irmão de El-Rei D. herdades e todollos outros direitos que êle tinha em Moncorvo» (492). moço fidalgo da Casa Real. 231. Fernando lhe dera «emprestamo todollos foros. moço fidalgo da Casa Real. (495) Ibidem. destas Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança. (491) Ibidem. meirinhos e tabeliães (498). Na era de 1444 (ano de Cristo 1406) fez composição com os moradores de Ansiães sobre a cobrança dos direitos reais e alcaidaria do castelo. 231. Era pagem do infante D. 32. pescarias. p. viúva de Nuno Viegas. rendas. casou com D. filho de Lopo Vasques de Sampaio (3º. direitos. casas. p. (493) Ver o volume IV. que fizera a seu pai Vasco Pires de Sampaio. dos foros. 232. tabelionadas. da vila de Mós (493). p. fazendo-lhe seu pai doação em dote das Vilas de Ansiães e Vilarinho da Castanheira. seu correligionário (490). (492) Ver a nossa monografia Moncorvo Subsídios para a sua história. 3º LOPO VASQUES (ou Vaz) DE SAMPAIO. fez-lhe o mesmo rei doação de metade da aldeia de Quintela de Lampaças. (496) Ibidem. 231. portagens. 233. (497 Ibidem. Igual confirmação lhe fez em 10 de Maio de 1435 da doação. 232. Duarte (497). Contra ele obtiveram. onde se apontam as datas de varias confirmações régias das terras e jurisdições que possuía.432 TOMO VI SAMPAIO ao Sampaio. destas Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . p. atrás citado). 4º RUI LOPES DE SAMPAIO. p. A 28 de Julho de 1433 confirmou-lhe El-Rei a doação. filho de Vasco Pires de Sampaio (1º. IV. p. pertenças e portagens da vila de Moncorvo e seu termo. Inês Dias. Vila Boa e metade de Quintela de Lampaças «por ser filho maior do dito Vasco Pires. 235 e 297. 2º FERNÃO VASQUES (ou Vaz de Sampaio). teve a 4 de Dezembro de 1433 confirmação régia das vilas de Ansiães e Vilarinho da Castanheira que seu pai lhe doara com seus termos. 238. (494) Ibidem. sentença régia os mesmos moradores que os isentava de lhe pagar dizima das condenações e sentenças judiciais (496). João. 208 e 231. (490) Ver o vol. A 18 de Março de 1460 fez-lhe El-Rei mercê da jurisdição de Ansiães e seu termo cível e crime. p. a 4 de Julho de 1422. Era senhor de metade do pescado que se apanhava na pesqueira do Baão [?]. A 22 de Fevereiro do ano seguinte.

6º RUI DIAS DE SAMPAIO. p. roupas.. No pavimento da capela-mor da igreja Paroquial do Castanheiro. 233. Em 26 de Abril de 1498 fez-lhe o mesmo rei confirmação da jurisdição criminal e cível nas referidas terras. filho de Rui Lopes de Sampaio. Vilarinho da Castanheira e Mondego. para que nem no concelho de Ansiães. D. 238. p. A 20 de Agosto de 1516 fez-lhe El-Rei mercê do castelo e alcaidaria da vila de Ansiães somente em sua vida (502). MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA .SAMPAIO 433 TOMO VI 5º DIOGO DE SAMPAIO. confirmando-lhe a posse em que estava de a alcaidaria do seu castelo andar na mão dos moradores da vila só com obrigação de lhe fazerem dele preito e homenagem (503). destas Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança. p. moço fidalgo da Casa Real. concelho de Carrazeda de Ansiães. nem fora dele se lhe pagassem portagem. Contra esta doação protestou o concelho de Ansiães e obteve sentença régia favorável a 8 de Abril de 1517. 229 e 237. há. João III confirmou-lhe estas doações e jurisdições a 6 de Agosto de 1527 (501). (503) Ibidem. e «mais todos os outros bens e rendas que elle avia em os ditos logares e seus termos e dando-lhe outro logar na terra de Panoias que se chama Mondego» (500). passagem. em campa rasa de granito.. e outros misteres sem dinheiro» (504). (504) Ibidem. A 7 de Outubro de 1496 fez-lhe El-Rei D. A 30 de Agosto de 1502 foi dada sentença régia contra ele. p. (502) Ibidem. A 21 de Janeiro de 1463 fez-lhe El-Rei mercê da jurisdiçao de Ansiães «em retribuição de seus serviços e de seus antecessores» (499). IV. nem «tome aos moradores da terra suas palhas. lenhas. costumagem. moço fidalgo da Casa Real. Manuel confirmação das terras de Ansiães. a seguinte inscrição respeitante a um membro ilustre dos Sampaios: (499) Ver o vol. 235. (501) Ibidem. (500) Ibidem.

copiamos o seguinte: «Verdadeira Descendencia dos Pereiras e Sampayos. e que a dita Donna Guiomar da Silva Pereyra May dos assima nomiados era filha legitima de outro Fernam Pereira de Sampaio. NA VNIVER DE COIM BRA LENTE D HI DRAVLICA NA CIDADE DE LX. foi feito. os quaes Fernam Pereira de Sampaio. tirada de um Instrumento antigo. Negros. e Fernam Pereira de Sampaio erão irmãos. e em suma constava o seguinte: Primeiramente Lopo Machado Pereira. o qual Instrumento. e mais creados de Libré. Ano de 1804. fólios 167 e seguintes. e filhos legitimos de Manoel Machado. no anno de 1610 aos 5 de Fevereiro do dito anno. tomo I. e que o dito Fernam Pereira. que estava no cartorio que servio Bartholomeu de Sousa. e Negras. que forão rezidir a Villa Flor. e os mais de que se trata. e filho este legitimo de João da Silva. e como taes se tratavão com Escodeiros. pelo padre Frei Manuel Bernardo de Magalhães e Sousa. e tinhão grosas cazas semque em sua geração houvesse raça de Judeus. e reconhecido pelos (sic) Rey deste Reino. erão pessoas muito nobres da geração dos Fidalgos. e cavalos de Estado. e João da Silva seu Pay. e sua mulher Donna Catharina Pereira de Sampaio. de Anciaens. e João da Silva seu Pay descendião dos Sampaios. antes sempre forão conhecidos por puros christãos velhos. Negros nem de Mouros e outra infecta Nação. MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA . e Paschoal Machado da Silva. Primeiro e Segundo Tomos. e de sua mulher Donna Guiomar da Silva Pereira. moradores que forão na quinta da Lavandeira arabalde da Villa de Anciaens. Do Livro Genealógico.434 TOMO VI SAMPAIO AQUI JAZ LUIZ AN TONIO DE SAM PAY NATURAL DA FONTE LONGA D.A CAPITAO DE CA VALARIA DE BR GANCA ALFIN GOVERNADOR DE FREIXO DES PADA A CINTA FALECIDO AOS 49 ANOS.OR DEMONSTRA DOR DA HISTORIA NAT.

e neta de Pedro Lopes de Sampaio Fidalgo Illustre. Catharina Pereira era sobrinha de Lopo Vaz de Sampaio Vizo Rey que foi nas Indias deste Reyno de Portugal. e o Morgado Antonio José. e Christovão José de Sampaio do mesmo lugar. aonde estabelecerão huma grande caza.SAMPAIO 435 TOMO VI e Silvas deste Reyno. e seu filho o Doutor Luiz Antonio de Sampaio. e do mesmo descende D. e do dito Privilegio se mostrava bem pelas mercês recebidas a qualidade das suas pessoas. Leonor das Selores. Catharina Pereira de São Payo May de Fernam Pereira Avô dos primeiros acima declarados sam Descendentes por linha direita dos Sampaios senhores que foram desta Villa de Anciaens. e do dito Ayres Pinto commendador das commendas de Anciaens do Divino Salvador. e como tal se tratava com todo o descente estado. e hoje governador de Freixo e suas anteadas D. Villa Flor. e hoje seus filhos o Tenente (hoje cappitam) Luiz Manoel de Moraes de Mesquita Pimentel. e May de Fernam Pereira Avôs dos primeiros de que atraz se faz menção destes procedeo João Pereira do Prado de Selores. e o dito Ayres Pinto era Fidalgo muito nobre. e Linhares. e que a dita D. e Villarinho da Castanheira. Thereza de Sampaio. e Parambos. e ainda no anno de 1610 cobrarão