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Historia Brasil Expansao Maritima Resumo Questoes Gabarito Prof. Marco Aurelio Gondim [www.marcoaurelio.tk]

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Historia do Brasil - Expansão Marítima - Resumo e questões de vestibulares. Prof. Marco Aurélio Gondim [www.marcoaurelio.tk]
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EXPANSÃO MARÍTIMA RESUMO E QUESTÕES DE VESTIBULARES 1. Introdução: As grandes navegações marcam um período da História européia onde os horizontes se alargam enormemente. É achado o fim do continente africano, entra-se em contato com civilizações do Oriente e do Extremo Oriente e no século XVI, uma expedição espanhola liderada pelo português Fernão de Magalhães comprovaria que o mundo é redondo através da viagem da circunavegação. Não se deve perder de vista, no entanto, o sentido de toda essa expansão marítima. O objetivo central dos europeus era obter riquezas. 2. Transição da Idade Média à Idade Moderna: . A Baixa Idade Média: A Idade Média – séculos V ao XV – é marcada pelo sistema social feudal na Europa. A Idade Média é dividida em duas, a Alta Idade Média – séculos V ao X – e a Baixa Idade Média – séculos X ao XV. Nessa segunda parte as invasões estrangeiras diminuem bastante, levando a população e a produção a aumentarem na Europa. Isso leva a um comércio maior, ao surgimento de feiras e cidades, é o chamado Renascimento comercial e urbano. O feudalismo se expande dentro e fora da Europa, um exemplo conhecido é o das Cruzadas para o Oriente Médio, outra área de expansão é a península ibérica. . Do feudalismo ao Antigo Regime: Com o crescimento vertiginoso das cidades, do comércio e do artesanato, a relação feudal entre senhor e servo – que era de grande exploração a este último – vai perdendo sentido, principalmente quando os servos começam a fugir para as cidades. A servidão e o feudalismo entram em sua crise final no século XIV, chegando logo ao seu fim. A sociedade feudal dá lugar à sociedade de Antigo Regime na Europa Ocidental a partir do século XV. No Antigo Regime, os nobres e o alto clero perdem poder, mas ainda são os grupos dominantes da sociedade. As monarquias passam agora a ser centralizadas, com grande poder na mão dos reis. Existe, ainda, uma classe que surgira na Baixa Idade Média: a burguesia. Esta não tem o poder sobre o Estado, mas terá grande influência junto a este. 3. Portugal, do surgimento à expansão marítima: . O surgimento de Portugal: Na guerra de Reconquista na península ibérica, nobres da Europa lutam contra os mouros – muçulmanos que dominam a península desde o século VIII. Várias são as casas nobres que fazem essa luta, uma delas é a de Borgonha que funda o condado de Portucalense. Em 1139, esse condado é declarado país livre sob o nome de Portugal. Tratava-se neste momento de uma monarquia feudal, onde os senhores feudais eram poderosos, apesar da forte centralização da monarquia portuguesa. . A vocação comercial: Logo, a região ganharia importância comercial, por ser entreposto marítimo entre as duas principais regiões mercantis da Europa, as cidades do Norte da Itália e a região de Flandres – que hoje abarca a Holanda, a Bélgica e parte do Norte da França. Isso, em um momento onde a viagem por terra era perigosa e custosa. Ficará ascendente neste momento a burguesia no país. . Revolução de Avis (1385): O reino de Castela, no entanto, considerava Portugal como um condado vassalo. Em uma disputa de trono, a grande nobreza portuguesa – almejando mais poder – alia-se ao rei de Castela contra um pretendente ao trono português, João de Avis, que é aliado da pequena nobreza, burgueses e artesãos portugueses. Este último vence, dando total independência a Portugal e pondo fim ao feudalismo no país. . Expansão marítima: Como Portugal foi o primeiro país europeu a ter uma monarquia absoluta ainda no século XIV, vai ser o primeiro a se expandir ao mar, havendo para tal um grande incentivo da Coroa. A expansão tem início em 1415 com a tomada de Ceuta – cidade muçulmana no Norte da África – e atendia aos interesses da nobreza e da burguesia. Portugal parte então às ilhas atlânticas e ao continente africano em busca de riquezas, em especial, de metais. . Tratado de Tordesilhas: O segundo país europeu a se expandir para o Atlântico foi a Espanha. Esta – só unificada em 1469 – descobriu a América em 1492, pensando no período que aquelas terras eram o Oriente. Em 1494, Portugal e Espanha dividem o mundo em dois através do Tratado de Tordesilhas. . O comércio indiano: Portugal tem grande sucesso nessa expansão marítima inicial. Acha minas de ouro e prata na África, desenvolvendo ali também um importante comércio. Ainda, em 1498, descobre o caminho para as Índias, região onde haverá os principais entrepostos comerciais portugueses no ultramar. Esse é o período de maior prosperidade na história de Portugal. De 1500 a 1520, chegam em Portugal 200 kg de ouro africano por ano. Até 1530, Portugal terá o monopólio sobre o ouro africano e sobre o comércio indiano. Esse monopólio é mais um fator de lucro para os comerciantes lusos e para o Estado português.

QUESTÕES DE VESTIBULAR (UFGD/MS) Questão 1: Nas épocas Moderna e Contemporânea, o tráfico internacional de escravos sempre contou, na África, com uma oferta abundante de homens e mulheres jovens. A esse respeito, é CORRETO afirmar o seguinte: A - No continente africano, a escravidão e o tráfico de escravos tiveram início somente após a chegada dos europeus, àquele continente nos séculos XV e XVI. B - Embora o tráfico internacional de escravos africanos fosse controlado por portugueses e brasileiros, as tarefas de apresamento e condução dos cativos aos portos exportadores eram monopolizadas pelos traficantes ingleses e holandeses, em associação com os estados africanos da costa do Mediterrâneo. C - Embora a escravidão já fosse praticada na África antes da chegada dos europeus, as crescentes necessidades de escravos, por parte do mercado internacional, produziram grandes alterações nas sociedades africanas, com repercussões sobre as modalidades tradicionalmente assumidas pela escravidão nessas sociedades. D - A captura de escravos no interior da África, bem como sua condução aos portos exportadores, eram atividades realizadas por traficantes europeus e americanos, sem a participação dos africanos.
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E - Nas sociedades africanas, antes da chegada dos europeus, a escravidão tinha um caráter exclusivamente doméstico, e esse caráter não foi alterado em função da crescente demanda por mãode-obra escrava na América. (UFGD/MS) Questão 2: Leia o texto. “Se todos os homens descendem de Noé, e se Noé teve apenas 3 filhos, Cam, Jafet e Sem, de qual desses filhos proviriam os Homens do Novo Mundo? Seriam descendentes daqueles mercadores que ao tempo de rei Salomão singravam o mar para trazerem ouro de Ofir – que poderia ser o Peru – ou das dez tribos perdidas de Israel que, reinando Salmanasar, se afastaram dos assírios para resguardar em sua pureza seus ritos e sua fé? E mais, admitindo tudo isso, restaria descobrir por que meios teriam cruzado os oceanos antes que os descobridores tivessem domesticado os mares. Talvez as terras do Novo e do Antigo Mundo se comunicassem ou tivessem comunicado em tempos passados.” CUNHA, Manuela Carneiro da. História dos índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. p. 10.

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No texto, a autora indica as polêmicas e os dilemas humanísticos suscitados, na Europa, pela chegada de seus navegadores a um novo continente (denominado América em homenagem a Américo Vespúcio, o qual percebeu que as terras encontradas por Colombo não eram as Índias, mas sim um Novo Mundo). A esse respeito, é CORRETO afirmar que A - o texto comprova a existência de um contato comercial entre as antigas civilizações do Peru e o Velho Mundo, que remonta a séculos antes de Cristo. B - os europeus projetavam sobre o Novo Mundo um imaginário tipicamente medieval, o qual tendia a buscar, para todos os fenômenos naturais e humanos, explicações baseadas na bíblia ou referendadas por autoridades eclesiásticas, tais como Santo Agostinho e Tomás de Aquino. C - o imaginário medieval era povoado por seres fantásticos, tais como sereias, amazonas, ciclopes e gigantes. Todavia a chegada de Colombo à América marca a superação desse imaginário, uma vez que o Renascimento cultural e científico, aliado às descobertas ultramarinas, rompeu com a visão de mundo medieval e provou a inexistência desses seres. D - a convicção de que seres humanos não poderiam ter cruzado o Oceano Atlântico antes dos europeus, pois não possuíam tecnologia náutica para tal, levou os espanhóis a supor que os nativos da América não faziam parte do gênero humano. A própria Igreja Católica declarou que os índios eram criaturas sem parentesco com a humanidade do Velho Mundo e, como tal, não possuíam alma, o que justificou a escravidão dos índios durante o período colonial. E - embora o texto de Manuela C. da Cunha aponte uma certa perplexidade em relação à descoberta a América, sabe-se que os navegadores europeus, muito antes de Colombo, tinham pleno conhecimento da existência do continente americano. (EMESCAM/ES) Questão 3: As especiarias serviam não só para a conservação e o tempero de alimentos, mas também para fins medicinais. O comércio das especiarias motivou a expansão marítima e comercial para o Oriente. Considerando essas informações, é CORRETO afirmar: A - A expansão possibilitou a Vasco da Gama a descoberta do Estreito de Magalhães. B - A expansão causou a ascensão das cidades italianas e a decadência do Sacro Império. C - A expansão marítima e comercial portuguesa se iniciou após a conquista de Tânger no Marrocos. D - A navegação no Atlântico foi estimulada pelo infante D. Henrique, objetivando o comércio das especiarias e a expansão da fé cristã. E - O comércio com o Oriente era controlado pelas cidades italianas que perderam esse controle após a tomada de Alexandria pelos turcos seldjúcidas. (UFG/GO) Questão 4: Leia o texto. "Colombo fala dos homens que vê unicamente porque estes, afinal, também fazem parte da paisagem. Suas menções aos habitantes das ilhas aparecem sempre no meio de anotações sobre a Natureza, em algum lugar entre os pássaros e as árvores". TODOROV, Tzvetan. A conquista da América: a questão do outro. São Paulo: Martins Fontes, 1993. p. 33. A passagem acima ressalta que a atitude de Colombo decorre de seu olhar em relação ao outro. Essa posição, expressa nas crônicas da Conquista, pode ser traduzida pela: A - interpretação positiva do outro, associando-a à preservação da Natureza. B - identificação com o outro, possibilitando uma atitude de reconhecimento e inclusão. C - desnaturalização da cultura do outro, valorizando seu código linguístico. D - compreensão do universo de significações do outro, permitindo suas manifestações religiosas. E - universalização dos valores ocidentais, hierarquizando as formas de relação com o outro.
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(UNIMONTES/MG) Questão 5: “Mas, em tanto que cegos e sedentos / Andais de vosso sangue, ó gente insana, / Não faltaram cristãos atrevimentos / Nesta pequena casa lusitana. / De África tem marítimos assentos; / E na Ásia mais que todas soberana; / Na quarta parte nova (América) os campos ara; / E, se mais mundo houvesse, lá chegara.” (Camões, Os Lusíadas, canto VIII, 152. Citado por DOMINGUES, Joelza Éster;FIUSA, Layala Paranhos Leite. História: o Brasil em foco. São Paulo: FTD,1996,P.27) O texto citado A - condena a colonização irracional e predatória no Novo Mundo. B - registra a expansão marítimo-comercial portuguesa. C - registra a expansão do império espanhol no Oriente. D - condena o desprezo pelos valores cristãos por parte dos colonizadores. (PUC-MG) Questão 6: A História e Literatura têm trazido contribuições importantes para compreensão do desenvolvimento das civilizações. Leia o poema Mar Português, de Fernando Pessoa, e assinale a afirmativa correta de acordo com o texto. Ó mar salgado, quanto do teu sal / São lágrimas de Portugal! / Por te cruzarmos quantas mães choraram, / Quantos filhos em vão rezaram! / Quantas noivas ficaram por casar / Para que fosses nosso, ó mar! / Valeu a pena? / Se a alma não é pequena. / Quem quer passar além do Bojador / Tem que passar além da dor. / Deus ao mar o perigo e o abismo deu, / Mas nele é que espelhou o céu. A - refere-se à expansão marítima portuguesa durante os séculos XV e XVI, ampliando a esfera política e geográfica do mundo conhecido. B - explica o mito fundador da colonização do novo mundo a partir da imposição da Coroa Portuguesa e de seus aliados espanhóis. C - trata-se de uma interpretação idealista da expansão marítima portuguesa, criada a partir das ideias mercantilistas inglesas e francesas do século XIX. D - critica o modelo histórico que explica o processo de colonização portuguesa em função da mudança do eixo Atlântico para o Mediterrâneo. (FUVEST/SP) Questão 7: “Os cosmógrafos e navegadores de Portugal e Espanha procuram situar estas costas e ilhas da maneira mais conveniente aos seus propósitos. Os espanhóis situam-nas mais para o Oriente, de forma a parecer que pertencem ao Imperador (Carlos V); os portugueses, por sua vez, situam-nas mais para o Ocidente, pois deste modo entrariam em sua jurisdição.” Carta de Robert Thorne, comerciante inglês ao rei Henrique VIII, em 1527. O texto remete diretamente: A - à competição entre os países europeus retardatários na corrida pelos descobrimentos. B - aos esforços dos cartógrafos para mapear com precisão as novas descobertas. C - ao duplo papel da marinha da Inglaterra, ao mesmo tempo mercantil e corsária. D - às disputas entre países europeus, decorrentes do Tratado de Tordesilhas. E - à aliança das duas Coroas ibéricas na exploração marítima. (UNAMA/PA) Questão 8: A descoberta da América foi longa. Primeiro Cristóvão Colombo, em 1492, aportou na ilha de São Salvador, mas pensou ter alcançado as Índias. Em 1500, Cabral chegava ao Brasil e não imaginava sua dimensão. A viagem ultramarina era real e imaginária. Sobre essas duas facetas da expansão ultramarina, é correto afirmar que os(as): A - Portugueses e espanhóis desejavam enriquecer com as novas terras, mas temiam a existência de seres desconhecidos e mitos imaginários, dado que quase nada sabiam sobre o novo mundo. B - Portugueses eram mais conhecedores da arte da navegação do que os espanhóis, assim, enquanto os lusitanos lutavam por riquezas e terras, os espanhóis narravam mitos e lendas que pensavam ser das Índias e não da América.

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C - Espanhóis chegaram cedo ao Novo Mundo e logo se confundiram, acreditando que estavam em terras mitológicas da Índia oriental, já os portugueses somente se confundiram com o tamanho do território, mas não acreditavam em seres míticos. D - Visões reais eram das riquezas e lucros obtidos com o comércio americano das especiarias e as imaginárias vinham dos seres fantasmagóricos típicos das variadas culturas indígenas presentes na América hispânica e portuguesa. (UFMT) Questão 9: A expansão ultramarina ibérica deu-se em um contexto em que se destacavam a luta contra o invasor muçulmano, a unificação da monarquia espanhola – com a união dos reinos de Castela e Aragão – e o auge da dinastia de Avis em Portugal. Sobre o assunto, assinale a afirmativa correta: A - Diogo de Lepe, navegador português, cruzou o Cabo Borjador em 1534, permitindo a circunavegação da África. B - Os portugueses chegaram à costa da Guiné em 1539, dando início à prática da captura de escravos negros em 1542. C - Vicente Pizón chegou à América em 1490, acreditando ter encontrado, em nome do Reino de Espanha, a rota marítima para as Índias. D - Vasco da Gama, partindo de Portugal em 1497, chegou às Índias em 1498, realizando o maior feito náutico do século XV. E - Em 1487, Fernão Magalhães dobrou o Cabo das Tormentas, hoje conhecido como Cabo da Boa Esperança, na África do Sul. (UFPE) Questão 10: As viagens que provocaram a expansão marítima européia mudaram concepções culturais tradicionais e ampliaram as rotas comerciais da época. A viagem feita por Cristóvão Colombo em 1492: A - fracassou nas suas intenções econômicas, mas realizou o projeto inicial de fazer a circunavegação da Terra, projeto de grande importância para a época; B - trouxe prejuízos para a Espanha, pois o navegador não chegou a terras americanas, perdendo-se nas rotas do Oceano Pacífico, devido aos erros cartográficos; C - foi patrocinada pelos reis de Portugal e por comerciantes italianos interessados na exploração de metais, abrindo espaços para preparar outras expedições, como a de Pedro Álvares Cabral; D - propiciou a descoberta da Ilha de Guanaani, onde Colombo estabeleceu contatos com os nativos da região, sem maiores problemas, o que foi registrado em um diário; E - abriu caminho para o fortalecimento econômico da Espanha, mas não teve repercussão na vida do navegador, que permaneceu sempre anônimo durante toda a vida. (UNIFOR/CE) Questão 11: Em junho de 1494, em Tordesilhas, Portugal e Espanha assinaram um acordo para pôr fim aos conflitos surgidos após a notícia da viagem bem sucedida de Cristóvão Colombo. Um meridiano traçado a 370 léguas a oeste de Cabo Verde dividiria as terras descobertas e a descobrir, entre portugueses e espanhóis. Assim, ficou decidido que: A - as terras descobertas a oeste do meridiano seriam da Espanha e as do leste seriam de Portugal; B - os espanhóis desistiriam das terras porque as viagens de Colombo foram financiadas por Portugal; C - as terras descobertas a leste do meridiano pertenceriam aos espanhóis e as terras ao oeste pertenceriam aos portugueses; D - os espanhóis aceitariam ocupar as terras do leste mediante pagamento de indenização ao rei de Portugal; E - as terras americanas poderiam ser ocupadas indistintamente por portugueses e espanhóis. (UECE) Questão 12: O Tratado de Tordesilhas, assinado em 7 de junho de 1494 e confirmado nos seus termos pelo Papa Júlio II em 1506, representou para o século XVI um marco importante nas dinâmicas européias de expansão marítima. O tratado visava: A - demarcar os direitos de exploração dos países ibéricos, tendo como elemento propulsor o desenvolvimento da expansão comercial marítima;
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B - estimular a consolidação do reino português, por meio da exploração das especiarias africanas e da formação do exército nacional; C - impor a reserva de mercado metropolitano espanhol, por meio da criação de um sistema de monopólio que atingia todas as riquezas coloniais; D - reconhecer a transferência do eixo do comércio mundial do Mediterrâneo para o Atlântico, depois das expedições de Vasco da Gama às Índias; E - reconhecer a hegemonia anglo-francesa sobre a exploração colonial, após a destruição da Invencível Armada de Filipe II, da Espanha. (UFLA/MG) Questão 13: Leia o seguinte texto. “Toda Veneza ficou surpreendida e se alarmou. Os mais sisudos diziam que era a pior notícia que se podia chegar-lhes. De fato, toda a gente sabe que Veneza tinha obtido o seu prestígio e a sua riqueza unicamente graças ao seu comércio marítimo que lhe proporcionava cada ano uma grande quantidade de especiarias, de tal maneira que os comerciantes estrangeiros afluíam para comprá-las. A sua presença e os seus negócios traziam-lhes fartos lucros. Mas agora por esse novo caminho, as especiarias de leste serão transportadas para Lisboa, onde os húngaros, os alemães, os flamengos e os franceses irão procurá-las, pois serão aí menos caras”. PRIULI, Diários, 1499. In: Freitas. G. de 900 textos e documentos de história. Lisboa: Plátano, 1975. V.II. p. 105-6. Apud: MARQUES, A. et all. História Moderna através de textos. 4ª. ed. São Paulo: Contexto, 1994, p.69 - Textos e documentos, 3) As alternativas abaixo dizem respeito ao texto em questão, exceto: A - O texto indica como se deu a consolidação do império colonial português. B - O texto refere-se às descobertas marítimas portuguesas dos séculos XV e XVI. C - Diz respeito a um fato histórico específico do expansionismo marítimo que deu aos portugueses uma hegemonia marítima por muito tempo. D - O “temor” dos venezianos justificava-se, uma vez que esse comércio vinha sendo sua base de sustentação econômica. E - As especiarias portuguesas tornar-se-iam, mais baratas porque não teriam de pagar, no caminho marítimo descoberto, as taxas aduaneiras cobradas no caminho terrestre. (UFPE) Questão 14: Sobre a Expansão Marítima Européia, analise as afirmativas abaixo: 1. Para a realização de grande aventura marítima, foram fundamentais as descobertas técnicas da época, não tendo influência e experiência do navegador. 2. A busca de riqueza foi importante para o envolvimento das pessoas com a navegação e para a valorização de novos produtos comerciais. 3. O descobrimento do Brasil foi resultado de uma estratégia do grande navegador Vasco da Gama com a ajuda de Pedro Álvares Cabral. 4. A Expansão Marítima trouxe grandes renovações para a cultura da época e teve, portanto, claras ligações com as mudanças históricas que levaram à construção dos tempos modernos. 5. A importância das viagens de Colombo se restringe aos parâmetros de uma aventura heróica de um grande e idealista navegador. Estão corretas apenas: A - 1, 2 e 5 B-3e4 C - 1, 3 e 5 D-2e4 E - 1, 2, 4,e 5 (UNIRIO/RJ) Questão 15: O processo de expansão marítima que envolveu diversos países europeus, ao final da idade média, se encontra nas origens do mundo moderno. Ampliou horizontes geográficos e do saber europeu, elevando a Europa a uma posição central do poder, identificada com a própria modernidade. Sobre a

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expansão marítima européia, entre os séculos XIV e XVI, é correto afirmar que: A - favoreceu o monopólio dos holandeses nas rotas de especiarias das Índias orientais, devido ao controle que exerciam sobre os conhecimentos naúticos e cartográficos; B - atraiu os navegadores às rotas do mediterrâneo oriental em virtude do rico comércio com o oriente praticado nesta região pelos mercadores italianos; C - solucionou os problemas gerados pela explosão demográfica ocorrida na Europa ao final da Idade Média, principalmente, na França; D - permitiu à Espanha ampliar a reconquista com a incorporação dos territórios árabes do norte da África; E - possibilitou aos portugueses o controle do Atlântico Sul, a partir da viagem de contorno da África e da descoberta do Brasil. (FRBA/BA) Questão 16: “As armas e os barões assinalados / Que da ocidental praia lusitana / Por mares nunca d’antes navegados / Passaram ainda além da Taprobana, / Em perigos e guerras esforçados / Mais do que prometia a força humana, / E entre gente remota edificaram / Novo reino, que tanto sublimaram.” (Camões. In: Correio da Bahia, p. 3.) Os versos de Camões, em Os Lusíadas, enaltecem as glórias dos portugueses nas conquistas marítimas. Sobre a navegação portuguesa de além-mar, pode-se afirmar: A - O domínio português, na arte da navegação, permitiu aos portugueses controlarem o Mar Mediterrâneo e, em conseqüência, o comércio de especiarias vindas do Oriente. B - O Oceano Atlântico, tão cantado por Camões, é o maior oceano do planeta e banha a zona de maior instabilidade geológica da Terra, chamada de “Círculo do Fogo”. C - Os ingleses, ao ocuparem Salvador, em 1624, interessados no açúcar produzido no Brasil, foram os invasores que mais trabalho deram aos lusos nas suas conquistas d’além-mar. D - O “Novo reino”, citado no poema, refere-se à colonização portuguesa na China, quando esse país passou a abastecer Portugal dos produtos orientais. E - A unidade territorial, a centralização política e o desenvolvimento da tecnologia náutica permitiram aos lusos a conquista de um grande império colonial, através do Atlântico. (UECE) Questão 17: O Tratado de Tordesilhas, assinado em 7 de junho de 1494 e confirmado nos seus termos pelo Papa Júlio II em 1506, representou para o século XVI um marco importante nas dinâmicas européias de expansão marítima. O tratado visava a: A - demarcar os direitos de exploração dos países ibéricos, tendo como elemento propulsor o desenvolvimento da expansão comercial marítima; B - estimular a consolidação do reino português, por meio da exploração das especiarias africanas e da formação do exército nacional; C - impor a reserva de mercado metropolitano espanhol, por meio da criação de um sistema de monopólio que atingia todas as riquezas coloniais; D - reconhecer a transferência do eixo do comércio mundial do Mediterrâneo para o Atlântico, depois das expedições de Vasco da Gama às Índias; E - reconhecer a hegemonia anglo-francesa sobre a exploração colonial, após a destruição da Invencível Armada de Filipe II, da Espanha. (UNIFEI/MG) Questão 18: Os séculos XV e XVI ficaram conhecidos como o tempo das grandes descobertas marítimas. Os europeus, com portugueses e espanhóis à frente, lançaram-se aos oceanos, descobrindo, visitando ou conquistando quatro imensos continentes, conhecendo centenas de povos e colocando-os em contato entre si. Numere a segunda coluna de acordo com a primeira e assinale a alternativa correta: I. Inventada pelos chineses, é uma agulha imantada que aponta para o norte, ajudando a estabelecer o rumo dos navios.
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II. A pimenta, a noz-moscada, o cravo e a canela ajuda-vam a preservar os alimentos, em especial a carne, além de terem aplicação medicinal. III. Verdadeira “jóia matemática”, era usado para medir a altura do sol ao meio-dia. Foi inventada na Espanha, em 1143, por um geógrafo árabe. IV. Era o último limite da Europa ocidental. A lenda assegurava que foi para lá que o infante D. Henrique se transferiu para criar uma “Escola de Navegação”. V. Originárias dos antigos “caravos” (as lagostas) árabes, revelaramse uma das mais brilhantes contribuições do gênio português à inventividade humana. VI. As viagens feitas em pequenas embarcações por “mares nunca dantes navegados” permitiram o conhecimento e a compreensão do mundo, dando início a um novo tempo na história da humanidade. Tempo de surpresas e espantos. ( ) Cabo de Sagres ( ) Caravelas ( ) Astrolábio ( ) Bússola ( ) Especiarias ( ) África, Ásia, América e Oceania A - I, II, IV, III, VI, V. B - IV, V, III, I, II, VI. C - II, III, I, VI, V, IV. D - IV, VI, V, III, II, I. (UFES) Questão 19:

A região pioneira na expansão marítima e comercial européia a que se refere o texto acima é a: A - Península Itálica; B - Península Balcânica; C - Península Ibérica; D - Península Arábica; E - Península do Peloponeso. (UFMS) Questão 20: Os países ibéricos formaram, no século XV, as nações modernas da Europa, o como conseqüência foram pioneiros nas grandes navegações e empreendimentos marítimos. No caso de Portugal, podemos apontar como fator determinante desse pioneirismo: A - as guerras religiosas, a descentralização política do Estado e o fortalecimento dos laços servis; B - a assinatura do Tratado de Tordesilhas por Portugal e pelos demais países da Europa; C - a consolidação precoce da aliança política e econômica entre o rei e a burguesia, ocorrida após a Revolução de Avis; D - a convergência das necessidades de expansão comercial da nobreza portuguesa; E - a posição geográfica de Portugal, bem como a anterior atividade de pesca em alto mar, há muito conhecida pelos portugueses. GABARITO: questão 1: C - questão 2: B - questão 3: D - questão 4: C - questão 5: B - questão 6: A - questão 7: D - questão 8: C questão 9: D - questão 10: D - questão 11: A - questão 12: A questão 13: B - questão 14: D - questão 15: E - questão 16: E questão 17: A - questão 18: B - questão 19: C - questão 20: C

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