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A Marcha dos Pinguins retrata muito bem um ambiente inóspito onde os

animais vivem. Mas, além disso, o documentário atribui valores estritamente


humanos – como amor, ciúmes e medo – aos animais, o que ajuda a levar o
seu ambiente ao do espectador.

Todos os Invernos, nos implacáveis desertos de gelo da Antárctida, bem longe


no local mais inóspito ao cimo da Terra, tem lugar uma viagem
verdadeiramente extraordinária, efectuada da mesma forma há milénios.
Pinguins Imperadores, aos milhares, abandonam a segurança das águas de
azul cristalino onde habitam, e trepam para a superfície gelada, para dar início
à sua longa jornada para uma região chamada Oamock que é tão erma e tão
extrema que não alberga nenhuma outra forma de vida nesta época do ano.
Em fila indiana, os pinguins marcham cegos pelas tempestades de neve,
feridos pela força das rajadas de vento. Arrojados, indomáveis, levados pela
irresistível necessidade de se reproduzir, para assegurar a sobrevivência da
espécie. Guiados pelo instinto, por uma força quase sobrenatural, dirigem-se
sem falhar para o seu tradicional local de reprodução onde – após um ritual de
complexas danças e delicados movimentos, designado pela dança do amor –
juntam-se em casais e acasalam, Passadas 4 semanas a fêmea põe o ovo e
inicia-se novamente a dança do amor para que a fêmea passe o ovo para o
macho e possa iniciar sua viagem de retorno através de 200 quilómetros de
gelo rumo ao oceano cheio de peixes. Os imperadores machos permanecem
para guardar e chocar os ovos. Após 4 meses, nos quais os machos nada
comem, os ovos começam a se partir e os filhotes a nascer. Entretanto eles
apenas conseguem sobreviver por 48 horas sem comida, dependendo do
retorno dos imperadores fêmeas ao local, que precisam trazer comida a comida
para alimentar as suas crias esfomeadas. É então chegada a altura do macho
passar a cria para os cuidados da progenitora e partir ao encontro de
alimentos. Aquando da chegada do macho é altura da independência das crias
que numa marcha livre em direcção ao mar mergulham e enfrentam o destino.

A esta altura é chegada a ultima marcha da época, a separação do casal e a


promessa de um reencontro na próxima época de acasalamento.