Disgramento Diego Aguiar Vieira

Escrevo de frente a um espelho dividido ao meio. E desapareço nas arestas.

Parte 1 Ciranda de sol e aço

pontos onde a cabeceira da cama. fingindo espaços. 's quais seguirei numa dissimulaç&o de despertar e olhos inchados e contaminados ainda pelo sono. rachaduras antigas. quatro insistentes batidas na porta. para p)r em palavras a conflu*ncia esqui"óide de situações que me puseram neste particular inferno florido do qual. e pedirei desculpas pela bagunça e serei levado para discutir sobre negócios. no terraço do prédio ao lado. sob a lu" da lua cheia. $s paredes do meu quarto descascam. pressinto. $proveito o tempo livre. visto a noite. escrevinhador. sua tampa presa por uma espécie de correia cujo nó.dos arquivos de Dário Vuturuá Capítulo 1 As metáforas do cigarro Num canto do quarto. cabelos compridos e escorridos grudados 's paredes eternamente molhadas e um cheiro de corros&o e merda que só os fortuitos amantes dos desencontros podem ser capa"es de suportar. fals!rio. insone. . quando vir&o me chamar. assemelha#se a um casal de guaxinins em pleno ato.meros certos. tr*s. o box. ( banheiro tem o ralo entupido. qual dado com im& colado. fotografias antigas. guimbas e caixas de cigarros se amontoam. litros n outro canto do quarto. marapu" de quinta categoria. isto só ocorreu por meu costumeiro desespero nervoso de quem n&o se v* em outra posiç&o que n&o seja a de anotador. mas sempre contando com o inesperado. mais molhados e salgados que o oceano e. escrever a realidade como uma mentira. t&o acostumada a encontros furtivos de amantes perdidos no tempo. com uma. t&o capa"es e fortes quanto o universo. esta de vir aqui. oh. minhas anotações. / que oportunidade maravilhosa. golpeava repetidamente ' força de cru"amentos mil. tomadas de infiltrações. observo a caixa d !gua. livros rabiscados. credos e mais fortes que golpes de marreta. transcrições de gravações de palestras. assim que arremesso tudo. -anssim. indiferentes a identidades. na parte superior. tomarei parte a partir de amanh& de manh&. atuando em linha reta através da vida. recortes de revistas.. pelo menos a parte da bagagem que me cabia a guisa de pesquisa % visto que as roupas e acessórios do dia a dia continuam amarrotadas em uma mochila de . oh. +er desfeito as malas. histórias em quadrinhos. e como poderia deixar de aproveit!#la0. onde só cato palavras e me jogo. duas. com n. revelando imperfeições do trabalho do pedreiro % massas disfarçando um buraco aqui e ali. Pela janela.

ninguém me esperava. com esses jogos do capeta. apenas oito. da ponta roliça da caneta a se esfregar sobre o papel. fi" ligações. depois de tocar quatro ve"es. basta respirar algumas ve"es ou aguardar por umas poucas batidas do coraç&o e se procurar muito bem. hipotético leitor. invadindo os ouvidos de um lado e de outro. quando longe de ser mercen!rio 2o sou43. nessa oportunidade maviosa. até acabar com todo mundo. catador de s1labas como eu. destino . que nunca estiveram ali. ir! encontrar outro. o estranho na cidade. se nota sendo uma nota de rodapé. essa coragem doentia de incendiar prédios e matar crianças e estuprar mulheres e fa"er com que homens amem. o personagem sem nome que é jogado no meio de uma trama j! delineada. e escolher quem morre. t&o c! com minha sensaç&o de afastamento e fantasmice. No )nibus. $gora. sobre . tenho neste lugar abandonado dos diabos.nico para mim e todos os outros passageiros. de escrever com a liberdade total de quem est! de fora e de repente se v* dentro. No fim da viagem. contando a história absurda de uma gente que eu mal conheço. t&o feli". sacolejando. que eu posso ainda escrever o que é meu. sem deixar meus projetos para tr!s. e como n&o se maravilhar com isso. o que importa de verdade é a oportunidade de escrever sem freios. t&o. e trabalhar. após o insuport!vel bipe ao qual devo me preceder com uma identificaç&o. até o fim. nessa fanfarronice liter!ria a que me entregaria e que começaria dessa forma. e meu desalinho. como alguém que chega apenas para apagar tudo com o pé. de me esconder por algum tempo. do catalepetear t&o meu. pensando na velha teoria de um amigo que di"ia que. preocupado. como a marca que uma serpente deixa na areia. e sofram e se joguem com tudo em suas vidas incertas. o som da chamada a cobrar. tudo. amém. oh. de catar milho sobre a m!quina. essas maravilhas que só podem os homens. que eu só tenho a obrigaç&o de amar através do contato 1nfimo 2e t&o pesado3 dos dedos sobre o teclado. refletindo sobre o sujeito com punhos sem dedos sentado tr*s bancos a frente e na mulher sem punhos sentada logo a meu lado. enquanto vinha para c!. creia#me. da absurda chance que um pobre viciado em palavras. olhando sem muitos pudores para seus punhos fantasmas. igualmente mutilado pela vida ou pelo . é o que me pedem. e escrever o que me d! na telha. porque é o que esperam de mim.tero.e catar o mundo em palavras e escrever tudo. onde quer que voc* v! e encontre um aleijado. eu j! pensava nessas palavras. sem culpas. com a desculpa tola de que estar! recebendo por isso. incluindo os duplos bi#manetas. oh.

jogo boa parte da tralha que trago comigo para fora da bolsa num canto e me ponho a escrever isto aqui. teimam em bailar o forró dos diabos que consome a ligaç&o que se encerra com a decis&o de que devo catar para mim um quarto de hotel. me indicando que é hora de começar. aguardar.a vo" de meu interlocutor. 5acarias. enquanto acendo um cigarro no outro. tenho a impress&o. onde acabo me instalando e.nico hotel da cidade é uma cabeça de porco. enfileirou vacas no caminho para o céu. porque um açude da fa"enda estourou. por alguma ra"&o. inté minhas narinas. cuja identidade me esforço para entender. . porque n&o h! nada mais para se fa"er. ent&o me indico com o motorista bigodudo # um bigode podado a dentadas. aguardando o nascer do sol e que batam logo na porta. derrubou paredes. apenas aguardar. completamente a vontade. e agora festejam. tossindo sobre as folhas. detonando a silenciosa noite com as pancadas que dou sobre o teclado da minha (livetti. o som de uma sanfona do outro lado da ligaç&o invade tudo. e ele me di" que o .

)o aconteceu nada de gra e. um porre" 7 como de e ser" 8ais tarde. na bolsa. inundando a latrina com um lí%uido erde*roseado. entendendo finalmente %ue $ ali. um riso %ue n)o cessa.1. bêbedo. risinho. mas de . ningu$m podia esperar pela chu a %ue eio" . humilde e agradecido. o escritor. os dois. agora n)o mais de V". ele aguarda at$ %ue o escritor con idado encha de olta sua bagagem com uma pilha de pap$is %ue incompreensi elmente despe&ou a um canto do %uarto" Colocando. Zacarias continuou lhe e/plicando na bre e iagem a bordo de um 4urgel caindo aos pedaços. para se perceber como o torpor alco3lico $ necess(rio as ati idades do dia a dia" A noite anterior. sentado no banco carona. aos tropeç'es. escre er. por fim. D(rio Vuturu(. o escritor um pouco confuso. três e!es na porta" #ecepcionado. sacando o dinheiro ao mesmo mo imento em %ue C$lio. e alguns c)es tamb$m se afogaram" -aindo do hotel. con idado e respons( el pela recepç)o. caminharam &untos at$ o bar da es%uina. outra pinga para Zacarias %ue o encara. telhas de amianto. Zacarias oltando ao carro. outra dose. malas sobre o colo.O punho forte de Zacarias bate uma. $ esse" :a! parte do rito. como eu. assim. descem as escadas do hotel" * Você chegou num dia es%uisito + disse Zacarias" * O c$u anda a bonito. o balconista. balc)o de metal encimado por um elho desdentado. omitando. sobre o topo das anotaç'es. indo embora com suas malas. conforme o bafo denuncia a" A primeira dose. 3culos fundo de garrafa. duas. recusa a seu %uinh)o de pinga pela manh)" * 2st( bem" -3 mesmo ficando por a%ui tempo o suficiente. $ ali %ue de e descer" 7 onde ai" -er( seu no o lar" 2st( em 8acuco. uma tosse dos diabos. seguida por uma garganta %ueimada. para outras doses. por en%uanto. ser ia*lhe uma dose de Velho . de forma %ue era o mais agrad( el + parou o carro em frente a um bote%uim construído 5mal construído6 com t(buas de compensado. mas perdemos algumas cabeças de gado.arreiro + a segunda do dia. chapuletar a m(%uina e dar sentido. por%ue se torna impossí el ter contato. fedorento. $ bem pro ( el. re!ando para %ue n)o se&a submetido a essa de tomar umas e outras.". amargo. $ le ado por uma criança ermebarriguda at$ a casa onde ser( instalado en%uanto trabalha. na Volta do 9mbigo" O trabalho. onde de eria ser paga a conta do pernoite" Zacarias se adiantou ao escritor. %ue agora. admirado de &( estar instalado< a m(%uina de escre er sobre . um risinho besta %ue sobe %ue nem 0mito. a confraterni!aç)o" A primeira dose. dei/ando*lhe l(. uma m(%uina de escre er meio %uebrada. te e de ser celebrada com festa e bebedeira. ha ia sido &ogada garganta abai/o antes dele subir as escadas para p0r fim 1s escre inhaç'es %ue ha iam tomado a noite do outro.

pilha de pap$is ao lado. outras penduradas num %uadro sobre a mesa destinada 1 m(%uina de escre er e. uma com rem$dios e drogas. uma cama arrumada. esperando para %ue ele desmaie sobre ela" . um canto de p(ssaro entrando &unto com o sol do meio*dia 5&( de fogo. e suas anotaç'es. criado*mudo de três ga etas. de porre=6. outro com re istas e mais uma a!ia. roupas guardadas. &anela com bela ista. graças a deus. algumas sobre uma mesa central.uma mesa.

Pela janela do banheiro. sem graça. observo a paisagem ao meu redor8 .do de meu estomago va"io. desperto 's tr*s da tarde. do que deixando apresent!vel o que ser! minha casa. de quem j! fe". foi e voltou3. manchando o piso com o conte. para mais uma ve" vomitar7 o que faço desajeitadamente no caminho para o banheiro. enquanto.6*bado. após uma barafunda alcoólica que só posso atribuir a uma festa de boas vindas % interrompo as linhas por um instante 2esta interrupç&o mentirosa dos escritores. limpo e arrumo. mais livrando#me do cheiro para n&o vomitar novamente.

correndo no meioA mais a frente. %ue. ou assombrado. tamb$m poderia ser reali!ado em grupos de %uantos homens com a be/iga cheia esti essem dispostos a correr mi&ando. uma di ertida corrida. formado em ale. alcançando marcas hom$ricas %ue n)o apenas os dei/a am muito feli!es consigo mesmo. assombraç'es pipoca am por l(< um bairro feito em círculo. %ue era. dei/ando para tr(s linhas nada regulares de /i/i sobre o ch)o de paralelepípedos. competiç'es de esporreaç)o. no fundo do bairro. onde. e açudes.2m sua primeira iagem a 8acuco. &ustamente. %ual uma bela punheta. declarou %ue a Volta do 9mbigo n)o passa a de >um lugar para cora&osos. edada 1 participaç)o de mulheres. unicamente por%ue se precisa a de um pinto para fa!er parte do &ogo. normalmente munidas d?algum senso e/tracorp3reo. ou con enientemente assustador para po oar a cabeça das crianças com hist3rias %ue seriam repetidas por toda uma ida" A Volta do 9mbigo era e anda a a ser recheada de hist3rias. crianças dando suas primeiras pintas de go!o. um pouco antes do misterioso desaparecimento %ue fê*lo sair do ostracismo e retornar n)o s3 a lista de mais endidos. com as casas todas tomando a parte mais bai/a do buraco. Pedro Conselheiro. as casas ainda sem tomarem o morro< reser ado a cobras. conforme ele mesmo iria acabar praticando n)o muito tempo depois. normalmente encharcando as bermudas. estocadas mal capa!es de saírem em &ato. tentando descobrir %uem arremessa a porra mais longe" O tempo pro aria %ue isto n)o da a nenhuma mostra futura da e/istência de machos alfa por ali" . a ala negra se tornaria uma galeria. normalmente dando a largada em um poste. para er %uem era mais capa! de &ogar. recheado de gente pobre e desinstruída. %uase estoura am as be/igas. di!em muitos. pernas abertas em arco para n)o se molhar. mas a&uda a com %ue passassem numa nice por um trecho da rua %ue todos considera am. s0fregos. embora pudesse ser &ogado so!inho. mas tamb$m a respeitabilidade artística %ue. onde ningu$m circula a ap3s a meia noite. tudo o %ue se tinha era um charco. competidores d?algum esporte bastante particular@. n)o lhe era de idamente merecida. sal o alguns a enturosos alcooli!ados. isto $. perdido no meio duma fa!enda abandonada. cortando. fedendo a bosta. mas outros. acas e carrapatos. no passado. onde algumas trepadas e meias adolescentes ocorriam. arremessar. com uma aleta fina. mas ainda assim competindo. minguada. depois loteamentos. tentando chegar no seguinte" A maioria acaba a encerrando o turno de urina logo ap3s começarem a correr.

como sempre. consorte + ela. olhos pesados. agora parte de seu &ogo. ela passa pelo pe%ueno )o. sua irm) fantasminha escapando da ponta do baseado. D9CC.DA. %ue a espera. misturando*se. a porta do %uarto mal se mo e. em %ue ela o comia com os olhos. dei/ando o f3sforo paralisado defronte ao rosto. em direç)o ao c$u.Acendeu o cigarro em mo imento lento. cataclísmica. a fumaça escapando*lhe entre os dentes. entranhando.o outro %uarto" BADCBO 2 ocê %uer %ue eu faça algoF D9CC. amedrontando*o" D9CC. fina.DA 2stou a%ui" 2la entra. BADCBO. di!ia*pensa a nesses momentos tomados.DA Peço seu silêncio" . pretendendo alterar ao mínimo a ordem das coisas" >-ou como bre e brisa. distantes. a chama bailando sob sua pesada respiraç)o. a fina linha de fumaça do cigarro escapa e e/plode no meio do caminho at$ a tintura. n)o uma lufada@. ou ao teto + ele est( de frente a uma &anela. no ritmo das tragadas pesadas dele. desaparecendo e! ou outra.DA 2le est( a%ui" . um &ulgamento %ue ele adora** BADCBO Euanto tempo maisF D9CC.

olha pela &anela. e itando %ue se apague. D9CC. com o sol batendo. substituindo o a 0 + o escarro escorre pelas folhas. escarra sobre as plantas. treme %ual ara erde. desta e! me/endo a porta. batendo de agar atr(s de si. refletindo. fechando. tosse. en%uanto obser a a chama se apagar" 2la sai. agita tudo e se ai. dando*lhe silenciosa ra!)o. le e brisa*lufada pesada. brilhando direto em seu olho" 2la lhe toca o ombro" O mo imento surpresa dei/a*o fora do ar. dei/ando*o sem f3sforos e com o cigarro apagado entre os dedos" .DA Csto lhe fa! mal" sente a garganta fechar" Bosse de no o.2le aspira o cigarro. samambaias. tosse tosse tosse. plantadas por ela em seus primeiros meses.

2. mas n&o consigo.ma formiga corre pela folha. um roteiro violento de reviravolta amorosa. machucando como posso. :eito de lado. espeto#me. escrevendo. recuperando#me de meu primeiro porre na cidade % algo que.3 $dianto#me em algumas linhas. /stes porres. como quero. meus próprios deleites. converto tudo em palavras. sobre minhas p!ginas e as deles e as daqueles outros. 9ei que tomarei alguns. pisadas fortes sobre dedões e unhas encravadas. ela ainda é mais r!pida que eu % a vidinha desse inseto ainda é mais r!pida que essas daqui que eu invento. me jogo de volta ao trabalho. ainda alcooli"ado. qual e qual me acerto com socos meus. enquanto escrevinho c!. ' primeira vista. tomo como algo muito sério. adiantando#me em minha defesa. sei que ser! bastante comum por aqui. de todos eles. apresso#me. . esperando parar de tossir. quero di"er. destruo#os. datilografando desvairado.9em fundo o umbigo. com tes&o. rabiscando sobre manuscritos inacabados % dois amantes num quarto. trabalhando dobrado. como espero ser atacado. ' miss&o. para mim e para eles. tentando esmag!#la sob alguma letra de alguma palavra que tenha um <ai= escondido. quebrando tudo. meu emprego. minha vida. encho as p!ginas 2e suas bocas e cabeças e corações3 com dores. refletido nos olhos de 5acarias.

tristonho. at$ a hora de fechar e se n)o oltasse 1%uela lo&a de li ros. carregado nos braços por param$dicos. com espuma escorrendo at$ entre os finos l(bios %uase sem l(bios. lia apenas os cl(ssicos" 2le sempre podia ir a uma li raria. na porta do banheiro. do bo/. obser ando* lhe 1 distJncia + s3 ela esta a segura. e ent)o se mistura a seus cabelos embaraçados e dedos e unhas de esmalte descascado. poderia encontrar a mesma hist3ria em outro lugar e continuar com sua leitura olhinhos tremidos. escorrendo por seu corpinho e barriguinha.DA 8eu a 0 2la %uebra o silêncio" D9CC. ele &( se encontra a amordaçado. torcidos. cai no ch)o molhado. e continua a lendo. 1 pro a de balas. sendo esfregados. enfiando a m)o no pote de creme + pleft ploft.. Badito a obser a banhar*se< atra $s do idro temperado. endo a (gua escorrer por . %uase sem ou i*la. catar algum olume das prateleiras e ler de onde ha ia parado na casa de um amigo %ue n)o lhe emprestara 8obG DicH.o banheiro. at$ os dedinhos dos p$s.DA %uando &o em e sem dinheiro. ela se torna mulher preto*e*branco. ou 8achado de Assis ou Os Crm)os Iarama!o . cheios de su&eira nos cantos + a mesma (gua %ue se empoça 1 seus p$s $ a %ue escorre entre seus olhos em espuma. o creme escorre entre os dedos. e o pobre Badito. a ermelhados D9CC.

afinal" . entre suas pernas. emaranhando*se aos pêlos do se/o.seus seios. passando e tocando uma racha %ue nunca %ue era dele.

o os i!inhos .o a ida -eus empregadores O %ue %uerem de mim Ah ocê ai er Você ai er .o as batidas na porta .o o %uarto Velha m)o fechada em soco Zacarias desta e! n)o espera %ue o escritor abra a porta -e achega como elho conhecido As batidas na porta foram s3 cortesia -enta*se na cama ao lado do escritor toma*o para &unto de si braço direito sobre seus ombros Como est( 2spero %ue bem Vamos amos Assuntos a tratar Vamos conhecer seu no o lar ..

/ como ele pretende fa"er isso usando o que eu escrevo. o homem que fe" com que chovesse dinheiro na ?uinta $venida durante tr*s dias. com sua pinta de mago tecnológico e discurso apocal1ptico % interrompo a narrativa. . tudo que aconteceu após sair do quarto na companhia de 5acarias e ir me encontrar com o homem que encerrar! o mundo. tentando pensar em como devo expressar os eventos que se seguiram.>euni&o com $nhanga!too +herion. nervoso. a besta pós#moderna. o que me foi confiado.

sentados em escadinha. decorada com imagens de santos.esta do s$culo KKC o espera a numa sala feia. de!esseis olhos. sentia*se incomodado com suas presenças idênticas + %uase idênticasA ob iamente diferiam em idade. erde. mas nenhuma branca ou a!ul" Euando o escritor entrou pela porta da co!inha da pe%uena casa. silenciosos.A 4rande . preta. en%uanto passa a + era possí el notar %ue at$ o outro. amarela. &( acostumado 1%uele &ulgamento per erso e silencioso dos &o ens. relic(rios e de!oito elas acesas no ch)o. do mais elho ao mais no o" . nas cores ermelha. iu os oito filhos do diabo. na companhia de Zacarias. uma fileira de globos oculares a!uis perscrutando*lhe de cima abai/o.

eu me pergunto. ./ quem seriam as m&es.

%omou osto por piru! deu pra todo mundo! ´clusive uns velhos/ quem ficasse de pica em riste anhava uma ulosa! a uria sacudia! esperneava! emia! anos depois aprenderia que a sucul'ncia que tra#ia entre as pernas poderia lhe a&rir muitas portas! mas a essa altura "á estaria orda! sem raça! s0 com um pouco do velho &rilho no olhar! cicatri#es no colo de tanto que e(pele filho! &arri a destru1da! um mapa cale"ado e tomado de estrias! triste! velha e pronta pra morrer* mas por enquanto ela era s0 a vida e a &uceta e dar! e dar dar dardardardar! e aca&ou dando um dia! tam&ém pro quarto filho! a uria 2e&el! linda de morrer! que ele todo dia tocava uma &ronha no mato! vendo ela dar pr´um monte! de quatro! levando! a molecada o#ando tudo 3 dias até em que ela tinha . a!ule&os diferentes + marrons. com seus a!ule&os %uadriculados de preto e branco. um laran&a espumoso brotando das estrias do estofado.A co!inha. Anhanga(too Bherion de p$ no meio da sala" 4ordo. e ent)o a uma pe%uena sala. bicha maconheira.amilton em movimento! as melhores punhetas do mundo! ela tam&ém as &atia! quase todos os dias! para os arotos da vi#inhança. >Velho A@. meio careca. seguram. de bermudas de nGlon.oop encar%uilhada6. com um sota%ue!inho de %uem nunca dei/ou de ser inglês.m dia al uém comeu. mas roceiro de tudo + o sorriso. irou*se como uma . distante da esguia criatura burroughsiana %ue pulula a em fotos de capas de &ornais e re istas inte e tantos anos atr(s. apertando um. carente dNalguns dentes" D(rio &unto com Zacarias e o Old Ei. di!endo< * -ê bem inda ao meu lar. na frente da isita. o filho de Anhanga(too ganhando a rua podia ser isto passando pela &anela da sala. repara bem. olhando com um sorriso por detr(s do ombro 5por%ue esta a de costas. chinelos Ma aianas a!ul e branco + uma fala mansa de eado emaconhado. o terceiro da escala. . pu/am. lentes escuras. agora uma bicha elha. no decorrer dos passos. sire *. silenciosos. da a lugar. -as não se dei(ava &olinar. posto abandonado Pr´onde vai? uri?! anha a rua! "á se disse! o rapa#! terceiro filho de $nhan aátoo %herion! um dos filhos do dia&o! "á se disse tam&ém! se ue a rua! a tarde pe ando o prumo da noite! os postes acendendo um a um! iluminando suas passadas pesadas até a frente da casa da uria! tr's anos mais velha! pai(ão da sua vida! levada ao ca&o numa tarde)açude! onde ele sempre a via! &anhando)se nua* via)a em c+mera lenta! a á ua escorrendo pelo corpinho cheio de curvas! foto rafia de David . sentam*se os três no sof( largo e com estofamento e/posto. curta cerim0nia. 3culos grandes. acendem um baseado. pinçam o cigarro. imagem de santo na parede + -)o Lorge 4uerreiro uma oração qualé que é a oração?. uma figura es%uisita. gorda. muito gordo. bem ali.ettG . enfumaçam tudo + um dos pe%uenos. a uma pe%uena (rea de ser iço.

o Mubbard*guru de uma sociedade fracassada enfiada no cu do mundo. tirando o fa/ineiro e seus instrumentos. a imagem refletida numa lente. com tudo %ue tem direito. seiscentas e setenta e três folhas sacudindo numa mangueira. acariciadas pelo ento. . algumas pinceladas. mas $ c( da nossa forma. ento falando com folha. o pr3prio cameraman. um tosse sem parar" * O %ue %ueremos. ah! quem sa&e. pra %ue ocê se deite com %uem %uiser deitar. ruas cobertas por cad( eres. o Velho A. meu &o em amigo. um inferno de se limpar. tudo isso $ dei/ado para tr(s com um mo imento de cJmera. $ encerrar com o mundo. e/ibia seus dentes podres e %uebrados escondidos num sorriso de batom ermelho. três mil.que se "o ar na á ua pra tirar a porra do ca&elo duro que ficava mais teso ainda! e a ora ela o havia escolhido! de chofre! passando em frente sua varanda! vendo)o so#inho! per untando se não podia entrar! lhe ´re&entando o pinto contra a vulva! ele o#ando rápido demais! ela rindo! tirando)lhe outro sarro! outro o#o rápido! ele enver onhado! enver ado! ela promete nova visita! nunca que volta! e a ora ele perde as tardes em frente sua casa! sa&endo que ela aca&a voltando! com seus suores e mordidas! e o v'! e quem sa&e! ah! quem sa&e ela te chame de volta! e voc' se encosta de novo naquele 4tero quente e macio. mas com uma mudança completa. e propunha a um rapa! três e!es mais &o em %ue ele aceitasse escre er o roteiro do filme mais espetacular e caro do mundo. pondo em pauta o tom da discuss)o. dedos indicadores batendo e catando milho sobre o teclado6. tudo e/pelido na tela. baratas radiati as transformadas em monstros gigantes. pro uni erso e pra tudo mais. a audiência e as cadeiras do sal)o. todas as folhas de uma (r ore. sem muitas e/plos'es + ainda %ue as admiremos e tomemos como e entos de grande apelo cultural. uma a uma. hordas de mortos* i os famintos por miolos. diretor e atores caem com um mo imento supremo de /adre!. oltam a fumar. elemento agindo sobre flora. ame %uem %uiser amar e tudo se&a bom" 2 se ocê gostar de dinheiro. o pro&etor. temos disso tamb$m para lhe dar" Anhanga(too Bherion. e&a muito bem. o ch)o do cinema uma su&eira de insetos e folhas secas. um cacete de dor nas costas do su&eito %ue limpa a sala** A cJmera d( um !oom out. o dedo %ue toca as peças do domin3 e derruba o baralho de . o ambiente destruído ao redor 5pr$dios em ruínas. uma re oluç)o t)o grande de efeitos especiais %ue escapuliria da tela e passaria atra $s das paredes + na tela. rindo O para que meus inimi os tendo pés não me alcancem! tendo mãos não me pe uem! tendo olhos não me en(er uem e nem pensamentos eles possam ter para me fa#er mal O go oritando do %ue fa!er 1 noite O. causa e efeito.

seu pr3prio necrol3gico" * Csto $ importantíssimo para %ue tudo o mais dê certo" + disse Anhanga(too Bherion. tudo c( da cabeça do escritor. &unto com a bomba %ue ele ai a&udar a construir. contratado c( nessa hora para e/plodir &unto com o mundo. mas um mo imento ca3tico. denunciando funebremente %ue ele pr3prio &( ha ia escrito com ri%ue!a de detalhes a sua morte" + Csto $ magia" .cartas. desde %ue entregue. tamb$m. com um sorriso de l(bios %ue se afina am num gesto fino. or%uestrado em detalhes.osso seguro para o caso das coisas darem errado" . D"V".

Banimento: na primeira cena do filme El Topo de Alejandro Jodorowsky. faz com (ue este enterre a cowboy. trazendo consi o o fil!o completamente nu" apenas um c!ap#u e um uarda$c!uva os prote e do inclemente sol% & aroto. vestido como um cowboy assassino metido em couro justíssimo. anunciando o anivers'rio do foto de sua falecida m)e e um de seus brin(uedos no meio do deserto% Era finda a inf*ncia% +ora de ser !omem% . vemos o diretor. montado num cavalo.

n)o em pe%uenos e desencontrados epis3dios %ue ira am notas imprensadas pela diagramaç)o6A sendo raros os momentos em %ue podia se dedicar a escre er seu roteiro de amor. funç)o %ue e/ercia %uase em tempo integral agora 5distante do &ornalismo. escapa a com 5olocou so&re a l1n ua uma pastilha de e(tremidades conve(as e te(tura de i#! das que ostava tanto! enquanto esperava que ela voltasse para casa. sempre t)o cheios de pap$is. impregnando as paredes. transformou o apartamento dos primos em um fum3dromo. destacando*se o pra!er pelo 3cio e pela masturbaç)o" Viciado. catou %uarto numa repPblica.D(rio anda a se despindo de um bocado de coisas na%ueles anos" Cnclusi e das roupas" :ora da casa dos pais. di idiu cama e agulhas com tipos di ersos e se enfiou em amores tortos. de maconheiros e es%uisitosA gente como o professor Antonio C!abel. editorialista do &ornal onde trabalha a como rep3rter e tinha a oportunidade de publicar uns %uadrinhos e colunas semanais %ue muitas e!es n)o passa am de disparates sub*liter(rios" 2/pulso do apartamento. encheu o %uarto %ue di idia com um marombado. desgaste e iolência %ue h( meses inha tentando . p(ginas rabiscadas e um cheiro de naftalina %ue dei/a a a todos doentes" :oi Antonio C!abel %uem lhe descolou o primeiro trabalho como biografista. o monitor do computador e seus li ros. 6o#inho! a&riu a mochila! encontrou DVDs que ela "urava "á ter devolvido e! 7puta que pariu8! claro que terei que pa ar a multa so#inho9! como ela não voltava! como ela não voltaria nem daria not1cias dias a fio! apertou o 4ltimo &aseado! um fininho* mer ulhou travesseiro adentro! torcendo para que um verme de :uiro a irrompesse através das penas! lhe comesse os miolos e lhe dei(asse limpo da dor facilidadeA as isitas sempre se assustando com os panos %ue ele dei/a a sob a porta da frente + era como a fumaça se mantinha no %uarto. passando de uma casa a outra com trape!ismo tal %ue nenhum de seus e/ageros chegou a respingar na ida profissionalA ainda %ue fosse um not3rio e reconhecido bêbado. preferia 1%uelas outras idas %ue lhe chega am em inteiro. ha ia se dedicado como nunca a algumas de suas ati idades preferidas. metido num trabalho sossegado.

o <ni&us! um ritual de pluviomancia quando um caminhão passa ao lado e tin e a "anela com todo o conte4do de uma poça 3 uma série de linhas inclinadas espancam o vidro! mudando)lhe a visão do mundo! contando)lhe lá uma historinha! soprando)lhe no ouvido e na em&açade#! que tudo será diferente =tão diferente quanto tudo sempre é! ele admite! eu admito. incensando. deram*lhe a chance de fa!er contatos" .arrancar da cabeça para o papel. cristali!ando imagens de indi íduos medíocres. na intenç)o de inscre ê*lo num festi al de cinema no interior do estado" Como biografista de eria incensar a realidade pessoal de seus contratantes. $dmitimos. ele ando*os . %ocamos. . %acando fo o no mundo. muita e!.>. mas %ue lhe pagam bem e.

%ue agora ele pu/a. en%uanto pu/a a camiseta at$ o umbigo com um p$ e com o outro. mamilos irrompendo o tecido. sem muita atenç)o. a&oelhada na sua frente. entre os dois dedos da ponta. caindo ao lado de sete cachimbos + ele continua pu/ando*lhe a roupa. en%uanto do outro lado o is%ueiro rola entre os dedos. en%uanto entope o fornilho de palha e taca fogo com um chumaço de f3sforos" . arrastando o ombro pela parede. assim como ela. %ueimando com o odor de butano. en%uanto se mo imenta. com os dedos dos p$s. sem calcinha. despe&a g(s nas pr3prias narinas. camiseta mal lhe cobrindo a nude! dos seios le es. en%uanto mergulha os olhos no corpo de Ducinda.ele.ic. bonitos. com o is%ueiro . colocando um chap$u na cabeça e prendendo um cachimbo 5o terceiro6 entre os dentes. cata*lhe um mamilo.

li res de prostitutas o erdoseadas em %uartos de motel e manchetes escandalosas. políticos pediam*lhe límpidas tra&et3rias. %uase sempre. emergentes" . e damas da sociedade enchiam sua conta banc(ria em troca de podas em suas autobiografias relu!entes e. de origens comuns.Por um tempo escre eu para todo tipo de gentes" Pastores inham lhe encomendar serm'es.

mas n&o em sono. nada de morrer dormindo para este tipo aqui. ?uero ver a velha bruaca se aproximando. $h. estou é escrevendo a porra dum realitA shoB. # C # / que farei dos planos para a minha morte0 +enho que escrever ainda estas .ltimas linhas em antecipaç&o % ser! um . como personagem. se quero. # C # ?uanto ' vida e seus estranhos tracejos que me trataram de enfiar onde estou. digamos apenas 2e falo assim. . ou por insinuar um romance de formaç&o 2est! mais para um romance de desinformaç&o3. ).ltimo momento segurando a pena0. @cabei de crer. como meio para justificar alguma ordem na loucura toda que est! se desencadeando por aqui. é encarquilhar#me em outras histórias. disfarçada de fant!stica. ao meu redor % incr1vel que eu. depois do papo do $nhanga!too. ( que posso fa"er daqui em diante. / agora. completamente pensada e que se utili"a de mim como filtro. n&o por ego. preferia que fosse entre as pernas d@alguma rapariga. 9alve#se quem puder.+err1vel escrever como quem apenas se punheta. $ cada nova p!gina o que trato de enfiar aqui é a absorç&o desta nova realidade. para que a trama n&o entre numa ciclot1mi"aç&o idiota de tramas que remetam somente a mim. cabeças e personagens % como que eu me vou encarregar de destrinchar todas as tramas. com tudo que ela tem para me dar. cabe só ' minha imaginaç&o paranóide. mas por exig*ncia de meus empregadores. com esta intimidade de quem só pode falar do que lhe é extremamente caro3 que ainda trago nos braços os arranhões e unhadas de um tempo que ainda me pesa. saque logo de cara estas diferenças todas % enfio#me através das p!ginas. manipulada. Das s&o correntes que arrasto com pra"er.

at$ o fim. uma ereç)o %ue lhe permanece interna. se aconchega mais no seu pau. se afoga no sêmen. os esforços. dei/a*o em fogo e sem ar. a cona engolindo centímetro a centímetro da sua pica. %ue lhe arranca pele. pelo contr(rio. %ue n)o se preocupa em escapar da porra. segurando na garganta cada gemido de pra!erA interrompendo o brotar de um sorriso. no entanto. sacode*se de agar. ela esguelha alguma satisfaç)o ao %ue ele a segura pelas n(degas. para frente e para tr(s. implorando por pica at$ os o os" o %ue tem6. tomando com gosto a energia. e s3 aí recebe o esboço de uma reaç)o 5silentes. tra!endo um go!o %uente %ue enche a buceta da outra. sem.ela senta de agar. soltar um Pnico gemido. a&udando no ai e em" 2le roça a barba por fa!er em sua nuca. roçando*lhe. esperando um ressuscitar %ue em. %uando ambos tombam e/austos" . as unhas dela apertam suas co/as.

sobre uma cadeira elha de madeira. =$ piada com a maçã s0 fa#ia sentido para os dois! fãs do :uarup de outro $ntonio! o 5allado! acolhedores das fases propostas pelo romancista nos cap1tulos do livro! uma espécie de "ornada m1tica do her0i! com se(o! destemperamento s0cio)pol1tico e uma . murante. ao meno. na direç)o da portinha no fundo dNaltar. um ou outro olho apodrecCdo pela dP ida. m)os em bon$. a figura de -antana Conselheiro. ruídos de ratos num canto e bater de asas" Cngentil. perdidos numa barba cerrada. agora. falando de . onde encontrou. ) %enho tra&alho pra ti. mutatus. cu&a origem n)o podia reconhecer. sen)o para compreender o %uadro geral.iet!sche e LoGce. o tio do desaparecido Pedro. pela manh). porta no fim do templo" 2ra possí el notar em seu guia um indecifr( el certo rancor. d2ntes podres. sempre recheados de dura f$ nas pala ras de Anhanga(too""" . %ualNoN% os sacos empilhados dentro da capela. repicando num espelho*guilhotina %uebrado nNoutro canto. carregando guarda* chu a negro e comprido de seda. s3 dei/ando dentes 1 mostra. passando pela parede.ão ima inava encontrar $ntonio ?#a&el por ali! &otequim su"o! onde andava se escondendo em copos! arrafas e mesas de sinuca onde s0 fa#ia perder e perder)se. agora em no a companhia.urroughs para pegar para si a rrrrrealidade em toda a sua e/tens)o. de homens desdentados e es%uisitos. por%ue n)o tinha tempo pra isso. identifica a. at$ uma elha capela. &ogando o sol todo nos olhos do escritor %ue.para se faZer real 1 estranha e es%uisita realidade de ila do interio#. para uma no a assuntagem. em obras. bichinhas metidas em tergal. caprichosos. toma*lhe pelo braço e o le a. tomou uma m(%uina fotogr(fica e um gra ador e catou imagens e sons por toda a rua. &( esta a se enfiando templo adentro. sentado no centro de uma salinha. camarada sorridente. sombra pro&etando*se tortinhola pelo ch)o at$ o teto. sem pala ras. sob um dia de sol caudaloso. %uase %ue um retrato multifacetado. sobre a cadeira. uma das figuras principais da Or%uídea ) Pode a maçã ceder lu ar a nova situação? $ per unta! vinda da fi ura es uia! &ar&uda e de sorriso cheio de sendentes! ausdentes! num &ar! al uns dias antes! pe ou)o de surpresa. o su&eito %ue lhe trou/e at$ ali. chega pr3/ima do fedor. cheia de coc0 de pombo.o amente interrompido. num e/ercício ensinado por . Proust em sua traduç)o de 8ario Euintana. D(rio. no a personagem. raios de lu! in adindo o ambiente por uma &anela %uebrada. no a figura cha e destNrama %ue se n)o se embolora. coN um chap$u %ue lhe cobria a cara de sombras. multJngulo. mutante de tudo %ue h(.Vuturu( encarou o segundo dia com as surpresas de uma criança" Primeiro. . indica a*lhe.

pra!er" Pronto. pegue uma cadeira. olhar fatigado. 6er mercenário com suas palavras! se foder um pouco! claro.&rasilidade em&renhada em matos! 1ndios! mar e can aceira em ) $ntonio "á no -undo de @rancisca! D. . O nome! alias! é su estivo/ $ Orqu1dea. um na direç)o do outro. A para lá que vai.ão prometo redenção. $ntonio ?#a&el lhe passou uma pasta! cheia de recortes/ ) . Bá ouviu falar dela! não é? .ão! não conhecia. caminharam.ão leia apenas! a"unte novas informaçCes a estas. perdido numa elipse entre O Ater e $ -açã> ) -as terá que se afundar de ve# na selva! s0 assim poderá aceitar este tra&alho.em que terminará intacto! mas poderá che ar D Palavra. $ Orqu1dea. le antando*se com dificuldade.V. . . A como vai so&reviver. sente*se" Vamos con ersar sobre o fim do mundo" D(rio Vuturu( coçou uma espinha %ue sobrancelhamente começa a a brotar e se sentou" . deram* se as m)os" O escritor se apresentou" O outro tamb$m< * -antana.

e %ue afinal n)o era de ningu$m. elho amigo de bares e puteiros. s3 por isso ta a de olta. n)o tinha l3gica@ **%uele fio fagulhando ligeiro entre as patas do ca alo insinua a uma continuança pra al$m da Pltima p(gina %ue lhe era toda %uerida. a derradeira. e era assim %ue Antonio C!abel gosta a dN sor er das Pltimas linhas do $pico de Callado. encontrara um trabalho %ue seria a sua cara. conselhos e influências suas. por uma mera %uest)o de compartilharem de di ersos gostos 5os fumígenos. um padre em her3i6 e porres 5de $ter6. sufocado nas /otas dos parênteses anteriores. e por isso olta a 1 8acuco. n)o se detinha. %? se anda a perdido datilografando por aí pelo mundo. e %ue agora. indo pro colo do capeta. com e/ageros finos. mas est( l(. &amais se detinha. para %ue ele c( pudesse lhe arran&ar ao amiguinho seu. pau grande entre as pernas e feli! no trotar de %uem se torna mito6. e por ser s3 dela mesmo. típicos de %uem a idade anda a pegando pelo p$. pela saPde %ue ainda alia a pena. Alceu Valença sufoca o ar com seu Agalopado.Capítulo Q O escorpião na família de escorpiões Antes do di(logo.ando por :rancisca. e nem perdia nem dei/a a de lado a chance de obser ar tudo se encas%uetando em fogo e palha estalante. %ue era a do espírit**pr?%ue inda %ue este&a pelo ale da sombra da morte. as narinas embran%uecem. por$m. rindo sorrisdesdentado %ues3eletinhainda%?agora%uas?%?todo sorriso era s3 dor enfurnada. apenas na%uele!inho l(. reunindo*se com -antana Conselheiro. bem a%uinhoadas mentiras sobre rostinhos ricos e bonitos a fim de se embele!ar para a . elha capela fodida da $poca em %ue ele. mas %ue antes precisa a ser negociado >Eue coisa $ essaF@ encontro armado na rua em frente a capela. e %ue tamb$m n)o era de :alua. ?inda %ue se di ertisse com a obsess)o do &o em admirador dos profanos %ue por um tempo andou enfiado l( na redaç)o do &ornal com o %ual costuma a contribuir com editoriais e %ue. na Volta do 9mbigo 5 olta e meia a sorte te enfurna a de no o na%uele inferno6. hist3rias %ue n)o eram dele e nem de ningu$m. deu*se mata adentro. outros li ros. crucialmente6. e %ue n)o podia mais se dar ao lu/o da simpatia ou dos sorrisos de afora** lia e go!a a horrores da%uela p(gina de Euarup. compartilha a a tes)o por outras linhas de outras gentes. ainda esta a por l(. subsorriso de %uem amarga. com fantasmas 5o amor de . um Vargas em lenda. &( se di!!e %ue n)o perdia çorri!!o. a loucura de #amiro por uma -onia %ue n)o era sua. os colarinhos dos copos espumam e os pulm'es s)o engolfados pela fumaça >-e n)o fosse dessa forma. topando iagens. principalmente por dicas. índio a tiracolo. odiss$ia feita em caminho solit(rio 5mas cheio de /o/otas6. Antonio C!abel. com o &o e?na estrada. mais cal o. de ressuscitamentos 5um chefe em tronco.

cheiros de rosa no ar. de seu tio Alei&)o. em guri.*D*O*com algum estupor. Antonio chamando para largar tudo. amos nessa. meu garot** 2 se enfia Antonio C!abel pelo canudo. estirado em forma de p3 branco int$ o fundo do nari! do elho. festa de crist)o. $spera. onde uma festa em frente 1 elha capela começa a a se organi!ar e tomar forma. criando. %uerem ela bombriulhante de no o por fora. %ue essas merdas de índios %uerendo ressuscitar troncos s3 fa!iam era lhe dar dor de cabeça. &( notou como am$m e senhor e aleluia n)o ser em de porra nenhuma. de tra!er ele prali. C*#*2*A*. mas sem ser compositor gr(fico 5%ue isso l( era trabalho de seu pai6. bem feito. isso me cansa@ >desistiram d?ocêis@ >desistiram d?n3is@. %ue agora n)o %ueria mais saber de 8aç) porra nenhuma. um raio de caminho pra se mirar. riem ambos e sacole&am l(. %ue n)o se tra am. essa espoleta sadia %ue $ tua caneta. pru%uê nem ligam tum$m di ond$ %u? )o parar. o garoto %ue precisa percorrer um caminho e %ue ai ganhar a chance de fa!er l(. uma fumaça %ue se solta pelas entas. duríssima. creating. e por causa disso %ue agora Antonio C!abel es%uemati!a a &unto ao elho amigo -antana Conselheiro. &( reparouF %ue todo mundo %uer. para essa carne de dentro ser capa! de comer tudo. escre inhador. indo de sobre a mesa. uma seta. se&a bem indo.posteridade. r( r( r(. s3 confirmando id$ias. pra 8acuco. fa!er ela i a de no o. saca do teu re 3l er. %ue nem sabem pr?onde )o. escre a. agora na cabecinha grisalha de Antonio C!abel6. andando a esgotar o rapa!. %ue de outro &eito tudo %ue ocê tem $ a ida. essas id$ias ridículas de dominaç)o. correr atr(s com o %ue tem. um Scadinho antes da sua morte. a m)o escorrendo de agar pelos cabelos de guri. gorgole&ante. $ dura. e dei/ar*se rebentar %ue $ isso aí. escre e. todo fora de ordem. culpa e sofrer. armando a inda de D" V". moraes moreira tom !$ &orge mautner gilberto gil estalando em notícias %ue n)o se suportam. Antonio C!abel sacando a morte numa penumbra r(pida. embora ben!edor. apertada. %ue %uerem tra!er a capelinha de olta. engolidora de almas. taca fogo nisso aí. e se ela anda dura. escre eescre escrescre escre e e i e. passando pelo canudo de nota ensebada e dei/ando o . da id boRie music in mo ement. %ue todo mundo** ah. amando aliens. imaginando %ue a ponta da caneta $ a ponta dum V. bichinha grude&ante. %ue o guri n)o era &ornalista coisa nenhuma. e um ar de ol(. >e %ue porra de festa $ essa@ >ah. tomando uma cer e&a. isso $ %ue era o guri. pu/ar o gatilho. mPsica em mo imento. esta a%ui $ sua ida. am$mF am$m=. com tosse e risos e rosas. compilador de letrinhas. escre e. ol(. engolir tintim por tintim do dí!imo e da alma e da ontade. e %ue o guri n)o era padre coisa nenhuma 5pap$is se misturando em diferentes peças. isso. pra Volta do 9mbigo. n)o se engolem. tiram uma estabilidade de ilus)o. fodeu. um engasgo. tocando*lhe a enta. s3 enfati!ando a pe%uene! diante de tudo. e todo mundo aceitando.

elhinho ligad)o. e/citado com a descoberta de %ue lhe foi tra!ido um presente. %uase %ue solicita a um carinho. todos todos. %ue era dum sol %uente de rachar na%uelas duas da tarde. por%ue no final. indo. dia desses. e foi falar com o filho mais elho de Anhanga(too. crucificando*o com o olhar" * Você n)o ai falar com eleF T Zacarias mal $ permitido %ue o to%ue" Antonio se es%ui a. andando pelas ruas da Volta do 9mbigo. claro como o dia. coisa %ue n)o anda a muito certa c( nos Pltimos tempos" Antonio.ahia.ebel. rancoroso. cada e! mais elhos" Val%uírias. o estalar de l(bios e mo imento et$reo das línguas" Pra Antonio. %ue se ele ha ia tido com Conselheiro. meu elho" Cndo. pensa Antonio C!abel. isso era 3b io. comeu a guria ali mesmo. enfim. Zacarias dei/ou %ue Antonio desaparecesse.)o tenho nada %ue lidar com seus deuses malignos + responde Antonio" + Vim tratar de assunto s$rio. uma menina dali mesmo. um chamego. e %ue o elho Antonio ainda era magoado com Anhanga(too. passos e distJncias. coito feito. em %ue . fu!ila*o com os olhos. di(logos tra ados. pensa Antonio ao er os filhos do dem0nio. todos esperam pelo 4UtterdVmmerung. sem problema. tanto fa!ia< esta a e/citadíssimo de foder com a%uela . lembrando da $poca de . com gente s$ria" Para os burros como tu. de seu mundi is)o" Pr3/imo ao mais elho dos filhos de Anhanga(too. em seus escritos6. aguardando para depois da reuni)o. ainda sendo capa! de i er. em %ue cheira a numa Pnica noite um metro de cocaína. mas bem usada. dei/o a distribuiç)o da raç)o. firme. refa!endo olhares. isto= Vai lidar com as al%uírias dele" Euem sabe. meu elho" Zacarias deu de ombros. Sperando a ordem do patr)o. bicho do mato de /ana %uente" 9m sorriso. coisa boa num de ia de ser 5sendo assim %ue D(rio Vuturu( foi ter com Anhanga(too e com os copos antes de lidar ele tamb$m com Conselheiro. do &eito %ue lhe era agrad( el" Val%uírias. ninfetinha linda. &unto a seus insultos. acordos feitos. sobre o altar" Profano. elas tamb$m n)o te selecionam pro Valhala particular e cheio de garotinhos impPberes %u?ele alme&a" 8as n)o se engane. ou indo detr(s do ombro o tripudiar de Antonio C!abel< * Csto. estabelecendo os primeiros elos de caos %ue ele teria de tratar de p0r ordem depois. abraçado a um passado distante %ue ressoa ainda" * . bucetinha no a. apertos de m)o. mas se mantinha dur)o. es%ui ou*se do elho louco" 2ra melhor %ue n)o fosse tentado a lhe dar uma surra" Anhanga(too poderia n)o gostar" Dei/ou l( Antonio. apertando elhas m)os de elhos amigos. %ue ho&e n)o inha. era s3 manter os olhos no resultado dessa con ersaç)o toda de Antonio C!abel pelos bares. os brin%uedinhos de Anhanga(too passando. dessas %ue aprendem a trepar antes mesmo de compreenderem um bei&o. na capelinha.

como era costume pel?a%uela terra ali. a %uem de ia de re elar %ue tinha lhe arrumado trabalho. int$ a cidade. mas %ue tinha %ue ir &(" * . meu garoto" . l( com a sabedoria da idade. falando amiPde. larga d?A 8aç). onde se disp0s. ioioiando pelos bares. te &uro" 8orreram todos. e por isso mesmo. %ue ela $ finda. a uma corrida noturna. mas poder( chegar T Pala ra" -3 %ue antes tem A Or%uídea" Bira essa mochila. se assenta. bêbado at$ o sol raiar. &(" 2 os %ue n)o morreram est)o pela floresta" -3 t( faltando ocê. e trata a de achar um bote%uim.p3s coito. int$ mais especial ele de ia se sentir.em %ue terminar( intacto. contar pros outros %ue tinha comido uma bucetinha e descobrir %ue ela era elha conhecida da pica de todo mundo ali. mal p0de er a noite passar. sem nunca re elar muito. procurando por D" V". enfim. %ue era como eram as coisas. onde pudesse encher a cara com elhos amigos. foi arrastado pelos amigos at$ a casa de um. dei/ando 8acuco pela Pltima e!. he he. %uando se oltou pra estrada. p3s*p3 e p3s*amig( el con ersa com -antana Conselheiro. o elho Antonio. de no o. Antonio C!abel %ueria mais $ %ue Anhanga(too Bherion fosse se foder.)o prometo redenç)o" .

sem hori"onte nem !rvores. perna direita inchada. afastando tudo aquilo que deseja. eu. 2$lias. terra estranha. me aproximo. apoiado no lado esquerdo por um cabo de vassoura adaptado em muleta % no sonho. todos di"em ser muito muito feia. começando com um homem que vi circulando pelo bairro dias atr!s. quanto qualquer lugar do interior do >io de Janeiro33. brota do meio das suas pernas. planta carn1vora. a barriga também atacada em podrid&o vermelha. G uma sexta#feira de carnaval. uma enorme ferida transparecendo podrid&o. par*nteses num texto. pequenos e grandes l!bios. filho da terra. ou num banco de )nibus. bem atr!s de mim. pelo ch&o. ele se sentava num banco de praça. perfeito va"io de mulher. Por que n&o0 G uma porta que n&o cessa de ranger. alimentando#o até o momento dele ser jogado na terra. perfeita criança#capim. intervalo da vida. Ipesteando o ar ## e noutro sonho. explodindo. bem na minha frente. engolindo uma mosca. sujando a sola dos meus sapatos. só morros e capin"ais pr onde se olha e se afoga. engolindo moscas. devoradas por f!bricas de cimento. condenado a rabiscar palavras obscenas pelas paredes. como broto de feij&o. uma cidade enfiada entre morros. escondendo entre as partes da vagem um lindibeb*0. t&o desejoso pra mim <quero quero=. Flaro. t&o comum.ma história que ouvi por aqui. que tive essa madrugada. perdido nessas paragens secas. seca e quente como inferno 2G o sonho. me aproximo.# Eamos falar do fim de mundo. exatamente como do lado desperto. em que eu me aproximo. . do tamanho de um punho. deixando#o num andar lento. porque n&o se tem pra ond ir. envolta em ataduras. observo sua linda bucetinha. arranhando o piso.tero aquele0. grelo % seria seu . um a"arado comprometido com ritos pag&os que n&o compreende perfeitamente. diria um amigo meu. constantemente esfregando#se no assoalho. com o mérito de permanecer fiel a um personagem et1lico. fa"endeiros e pol1ticos oportunistas 22t&o comum. que de alguma forma. expelindo catarros verdes de clorofila0 ( quanto isso me atrapalharia de comer aquela lindeliciosa buceta com gosto de terra03 . vermes escorrendo pelo corpo. sou o exemplo perfeito dessa catacumba assombrada pelo sol7 um eterno <me desculpe#sinto muito=. uma linda garota mijando. impossibilitando . exemplifica bem o que é viver em Dacuco. criado na intenç&o de m!scara. garotinha tropic!lia. enquanto fujoHfugia. olho sua racha. sei. para se esconder de volta entre os pentelhos. olho silencioso e noto. de cócoras. mal coberta.

no dia do 6loco das Piranhas. s!ines for all But in some people world. os quais vigorosamente se oferecem para serem enrabados3 . de calças inchadas. que tudo é uma piada. no que uma antiga namorada minha costumava chamar de <um desejo incontrol!vel de darem suas bundas cabeludas=.T!ey say t!e sun. Desmo que sem graça. antes de se tornar o pr1ncipe palhaço da meia# noite é atordoado. t!at will find its course .o t!ey makin matters worse de seguir.ome people life is a dream . um t1pico casal curtia a rua. ferrado pela vida. de $lan Doore8 Fomo o pobre sujeito. $ Piada Dortal.3 No ano passado. aceitar que n&o h! sa1da. desfilam mais m!sculas que seus c)njuges. c! da minha maneira % uhm. it never s!ine at all T!ey say love is a stream. exibindo vigorosos p*nis de borracha. dominada por homens#femininos e mulheres#menininhos 2algumas. em que homens aproveitam#se da bela oportunidade de se travestirem. cada ve" mais sufocado num funil de desventuras e desgraças0 +alve" seja melhor assim.

como Antonio C!abel bem os apelida a. ator tra%uinas %ue n)o se contenta com seu personagem e sua hist3ria. 6em afo ar) se! o velho palhaço 3 maquia em a&andonada! lonas tam&ém! dedicou)se G pena! e a se uir! ao suic1dio/ falhou em tudo. como %ue paralisando o tempo. essas crianças demoníacas de traços sim$tricos.ebel estaria endo no pobre diabo do filho nW X de Anhanga(too.. Diastante assim! tanto do &om&ril)real que era como chamava o mundo! quanto dos 7meninhos)capeta9 e seu pai! $nhan aátoo! . $ e(plicação! para a seca que andava cortando o munic1pio e diminu1a o fio dEá ua que lhe catava o nome de rio! era oferecida para quem quisesse ouvir por um Facarias respeitoso. onde boa parte dos e entos da ida se desenrolam 5a co/ia $ outra coisa. Enlouquecido pela pr0pria incapacidade de se deitar com a mãe)morte! apelou para viver e viver como um louco de 2H . Entortado pelo álcool! mas ar&oso o Facarias. colocarem alfinetes nos ma%uiagem sobre rostos estidos e a!ios de personalidade6.hen atu8! Facarias era inté mais humano! &'&ado! contemplando um rio que não o quis! uma á ua que ho"e seca! mas que no passado! quando a&undante e que&radoura! decidiu que o não queria! que ele! pele)rançoso não era &om o &astante pra se afo ar. e/p'e ) $ chuva dei(ou de cair com hora marcada em a enda.o caso de estarem imaginando o %ue uma garota como . reser ada 1%ueles capa!es de lerem o roteiro. e le anta o pano. mais. %ue precisa de mais. manipularem as lu!es. basta esmiuçar o pano do teatro. uma das Val%uírias. mais do %ue $ capa!.

dei/e*me dormir" Amanh)** Voltando a se cobrir.DA :ale bai/o" L( disse. corpo nu sob o lençol. %ue o est( tamb$m< alumiado pela cortina. e/ibindo a bundinha. caçando o despertar. Ducinda n)o responde. apenas ira de lado. iluminada pelo sol filtrado pela cortina ermelha e iu*a su&a de sangue" BADCBO 2st( menstruadaF . caindo sobre o tapete" Olhou para a m)o. fino rasgo entre as n(degas t)o macias + perdido entre o rabo dela e a ermelhid)o das m)os.Badito. perfeita bundinha.a cama. ele a balança para fora do sono" BADCBO 2 %uando ele chegaF Ducinda se le anta. sacode*se para fora da cama. ruidosa de sono. ela o pu/a de olta pra cama" . ele mal tira os olhos dos mamilos rosados" D9CC. se&a bon!inho. ele nem nota %ue o %ue de ia estar ermelho era seu pau. lençol escorrendo pelos seios en%uanto gira na direç)o dele" Peitos e/postos. ele est( a%ui" Agora. tudo $ ermelho" Antecipando o fim do &ogo.

imediatamente recusado.! perdidinho! coitado. pr?al$m de 8acuco" . uma garantia de ida. percebendo %ue . >s3 piranha@. gosta a dela e passa a as tardes a se punhetar atr(s da moita en%uanto a guria di idia o %ue tinha de bom com todo mundo. %ue &( lhe conhecia. de %uatro e de &oelhos. cada linha. $té que uma dessas caronas dei(ou)o &em de volta G linha de lar ada. %eve mais anos na estrada que pode contar numa &e&edeira! 7o mundo se revela para aqueles que via"am a pé9! disse o cineasta Ierner . Estava de volta a -acuco. suspeita a. %ue n)o era puta. di!ia l( Anhanga(too Bherion. ê toda a casa@. isto eu lhe digo. mas em saída. e lhe ofereceu. por%ue. como todos. estida e nua. %ue foi encaminhada por Zacarias. disse com go!o a menina" Acertado o pagamento. >t)o bonito menino@. %ue Anhanga(too %ueria mesmo era seus guris pr?ele s3"6 8as se seu menino.ebel n)o de ia era de er nada nos seus menininhos.er#o ! e antes de seu retorno! Facarias esteve G solta! dedão pro alto! caronando em caminhCes! tudo)tudo na esperança de perder)se em si mesmo. %ue n)o era em dinheiro. n)o era pra er mesmo" 52la l(. de p$ atr(s do arma!$m e deitada sobre o capim. era mais do %ue &usto %ue ele ti esse tamb$m seu naco de boceta. afinal. mol$cula e pigmento da parede" >-e ê a parede. alias. dinheiro. n)o $F. tanto %ue chamou l( a garota. a princípio. como todos.

é este mesmo desespero liter!rio. mas . j! que exerço a profiss&o de florear. que n&o pode amar. mas é condenado porque ousou isso. o monstro criado por 6ram 9toMer. n&o é ' toa que nos filmes com 6oris Narloff seja só parafusos. se enfia num duelo em que acaba vilani"ado % n&o haveria mesmo outra forma0 ( Fonde :r!cula de 6ela Ougosi é só a aride" da aristocracia. ninguém que espera a morte. diria que n&o passa de uma grande tolice. resolvido. que sou até contratado para prever a minha própria e a do resto do mundo % ainda acho que é isso8 a preparaç&o de um contra#plano. 6elo plano. só que 's avessas. incapa" de sentir. 9er! isso0 ( desconhecimento levando a ações maiores. convivi tanto com pessoas de olho na morte. e por querer viver. como sempre nesse cant&o de mundo 2preciso de um passe. biografista % n&o um biógrafo. nelo blapo. +&o louco que deve dar certo. uma armadilha sensorial esperta. :r!cula sente demais. no meio do carnaval. 2Fompreendam que ainda é turvo para mim o significado de toda essa conspiraç&o sexo#liter!ria ' qual sou pago para produ"ir % se me perguntarem. nada mais. vivinho. numa discuss&o que n&o lhe cabe. :isto. como aquele monstro no final de Katchmen % o gibi. só pra provar. penso nesse segundo % sentir um calor m!gico que tenha um pouco mais de harmonia. mas me dou conta de que ambos s&o ficções sobre o leso sofrido pela criatura em prol de um criador8 no caso do monstro criado por Eictor. que n&o posso compreender. em meio a tanta maluquice # maluquices que. chega a ser dif1cil compreender satisfatoriamente esse papo de encerrar com o mundo a partir do que eu escrevo. interessante e livre de m!goas que a vida costuma oferecer #. é claro. na curtiç&o do carnaval. principalmente P(> E-E/>. que busque mais limpe"a que esse surto t1pico de criadores e criaturas % quase diria que é o porque prefiro :r!cula ' LranMestein. ninguém se prepara pra ela. ranger e morte7 e o mesmo se d! com o /mpalador.. só chegam retransmitidas pelo !lcool.3 2eu. n&o o filme3 Fomo ninguém espera a morte. nascem atitudes idiotas. ama demais. como o pai de fam1lia que se mete. No entanto. e. incensar quem anda por a1. vive ' sombra de um :eus castrador. e pode pagar por um passado liter!rio mais brilhante. onde tudo é t&o devagar e calmo e comum. o de Fhristopher Oee é mais divino. -nda mais em Dacuco. o que ocorre é um ranço de criatura que sabe ser só fogo roubado. para mim.

na frente dos filhos e da mulher. também. +anto que matou o Dichael Forleone. N&o tenho nada para fa"er. é quando se d! porrada em quem n&o deve. /spero ficar aqui o tempo suficiente para presenciar um assassinato. ( que n&o é bom. 9&o muito interessantes esses acontecimentos % aparentemente. mobili"am toda a cidade.3 quem é que manda. . e como recompensa ganha#se uma facada no bucho. Foisa de cidade pequena.Foppolla viu essa loucura que todos buscam na imortalidade.

arruinarem os estofados e afiarem as garras nos tapetes. com a chegada da dona da casa. Cai/a de -om. Chi%uinho. de onde ele saltou e rapidamente correu na direç)o da clarab3ia.eurastênico. e/atamente como fa! todos os dias. as bolas de pêlos. presente de uma amiga da mulher. presos a uma s$rie de mo imentos condicionados. Euerida Andresa. iam prestar obediência. comendo*lhe com os olhinhos . o %ue dei/ou a todos preocupados. . Celular Desligado. Contemplati a Clarab3ia. eram destilados na hora certa" 2 depois de um dia inteiro subindo pelas cortinas.Capítulo X buracos e estalos de Vieira do que foi escrito =e não foi queimado! esfaqueado! ras ado! picotado! apa ado! afo ado! comido! ra&iscado! usado como alvo de arma de fo o! papel hi i'nico! rascunho de discursos! acolchoamento de ponta de sapato! cortado em min4sculas partes e "o ado contra o vento> por Pedro 5onselheiro Essa é uma hist0ria real. Cin!a de 8edo. temí el simetria de pra!eres" O bichano apai/onado. entre as do!e e tre!e horas e %uarenta e cinco minutos" Csto &( h( seis anos. esfregar*se e e/igir seu %uinh)o de atenç)o e comida" Euando ele tamb$m passou a ser al o dessas e/igências de 8esa de Centro. %uei/arem*se. Em al um lu ar que! al umas ve#es! até pode ser aqui. de encontro a esse boce&o de ar %uente %ue esconde uma %ueda de três andares. 8anteiga de Cacau. 2sguicho A!ul. n)o tardou para %ue se apai/onasse pelos bichanos" Passaram a ser seus confidentes. 1 Poemas de formiga Contemplati a Clarab3ia est( sentado bem na estrutura %ue lhe deu o nome. nota a. ronronar. agindo como reloginhos" At$ os miados. Lu%uinha. olhando para bai/o" 7 como um espelho. P(gina 1Y. contempla o mundo l( fora.rin%uedo Velho Logado :ora Por 9m Bio . pareceu*lhe %ue os gatos n)o passa am de aut0matos ridículos. 8iado dos Cnfernos. %ue trou/e o gatinho numa cesta. mas logo se transformou num di(rio e ento curioso %ue acabou dando nome ao bichinho" . %ue $ desde %ue ele chegou pela primeira e! na casa. Di ro #asgado. Disco Arranhado. Caneta -em Binta e 4atinho.os primeiros meses de con i ência. subindo por uma iga de madeira no meio da sala de estar e atra $s de caibros no teto.

$creditem em mim! e posso viver. a fantasia do monstro de e estar completa" 9ma is)o t)o comum para os gatos" O encontro esta a marcado. A assim que nos comprometemos com a arte? -eu misterioso desaparecimento. como a Or%uídea de Anhanga(too Bherion e -antana Conselheiro &( n)o anda a grande coisa. uma constrangedora construç)o a!ia.em t'm esses nomes. mas %ue nos Pltimos meses andou sendo re itali!ada com a chegada de um no o padre" Alterramon. . do!e horas e trinta e três minutos. acaba a se contendo perto de algu$m %ue no passado chamou de mestre" * -alom)o :ernando est( oltando" 2u sonhei com isso" 2le + -antana nunca %ue chama a Anhanga(too pelo nome. atra essando a rua. di! o menino. antes %ue o homem.. tenho certe!a" Cr( lhe chamar para fa!er sua parte" . arrancando*lhe do sono. barrigudinho. sempre foi cuidadoso com o %ue di!ia a -antana" Agora. com o elho sentado numa cadeira de armar bem no meio da sacristia. afinal %uase era capa! de arrancar gargalhadas de Badito" .. em pouco tempo Badito se arruma.gigantes. o padre resol era %ue era hora de despertar os filhos de deus %ue por entura esti essem metidos nos sonhos ut3picos de uma comunidade %ue. tinha de se conter em seu bom humor" A pat$tica figura sentada diante de uma mesa sobre a %ual se êem estiradas três carreiras do %ue ele &ura a ser a mais fina boli iana. n)o mais do %ue duas e!es. com a promessa de pagar um pote de açaí na pr3/ima e! %ue aparecer no centro da cidade" Despachado o mensageiro. ele tamb$m sonhou.ão há tantos atos. como sempre< &a%uet)o de couro. . o no o p(roco da cidade. &( n)o se fala am h( %uase inte anos *.6" Contemplati a Clarab3ia. para acontecer na capela local.o entanto. como um prêmio. enfim. ata!anando*o todo momento" :i!eram. na sua is)o. umbigo saltando como um bot)o de camisa. 5reio que sou o atiçador do fantástico. na%uele começo de tarde. chap$u e guarda*chu a comprido de seda preta" Vai se encontrar com -antana e n)o h( opç)o para seus tra&es" T lu! do dia ou da lua. Esta mentira &urocrática. atenda a porta. descobrira a capela es%uecida na Volta do 9mbigo e. falhara completamente em seus ob&eti os" * -oube %ue )o reformar a capela" V)o acabar com sua sala de isitas" + Depois %ue passou a se chamar Badito. com %ue ele ti esse um mundo 5Ou devo usar >:i!eram com %ue se sentisse em casa@? $ coisa com o nome dos atos. um dos guris do bairro + sem camisa. bem de acordo com as regras. como de costume. %ue nos Pltimos anos n)o passa a de lar de ratos e pombos. olhos remelados e m)os e dedos de unhas su&as %ue tra!em um bilhete" >Badito@. eu sei" :ar( o mesmo &ogo %ue eu. olha pela peça %ue lhe d( nome e ê. ?sto não é verdade. &( t)o acostumado ao nome*coroa %ue lhe foi cedido. faça os agradecimentos de sempre e o to%ue dali.

Anhanga(too +. as casas %ue sobraram na . no seu posto de sempre. de Paul .. n)o me olhe assim" -empre soube %ue chegaria a hora de ocê catar a pena de olta" Por isso estou te liberando" :aça de acordo com as ontades dele + no amente.oRles. mas com longos e solit(rios anos pela frente" Com a mesma idade. pedi a Antonio C!abel %ue iesse at$ a%ui" 2le anda doente. Contemplati a Clarab3ia um metro e do!e acima. como sempre.! de Bhomas PGnchon. tamb$m n)o pode escre er" 8as em nosso Pltimo encontro.)o. al$m de n)o ter a mínima confiança de ocê ser capa! de completar essa tarefa.o entanto.)o tem importJncia" 7 a miss)o dele" A minha. tirando três li ros %ue pesa am em sua bolsa" V. seria bom %ue ocês se issem" Creio %ue ele est( saudosista" 2 ai ser bom para ocê saber como anda o mundo do lado de l(" Badito oltou para casa na ponta dos p$s" A sess)o com -antana ti era seu costumeiro efeito de enchê*lo de lembranças" BoliceF Ainda se acha a muito pleno de ida" Cnfeli!. e do outro lado do idro. Caneta sem tinta e Di ro #asgado começando a ameaçar uma briga.allard" Badito olhou pela &anela. Badito se encarregou do terceiro" * L( pode ir" Euando Antonio C!abel chegar. ai te pedir %ue escre a as Pltimas p(ginas do rascunho da criaç)o" . todos os sinais esta am dados" O prometido apocalipse criado pelas aç'es dNA Or%uídea. ele ainda cru!a a e! ou outra pelas ruas de 8acuco" 8as os Pltimos anos n)o fi!eram bem para as relaç'es de ningu$m. andou comentando sobre um pupilo %ue arrumou" + -antana se adiantou. $ garantir %ue ele se&a bem sucedido" 2nt)o. cheirando os dois primeiros traços. enfim aconteceria" Parecia uma piada" * . P(gina 1Y se esfregando em suas co/as. sabendo como $ difícil para ocê. iu o t(/i com Antonio C!abel do outro lado" Por um momento lembrou*se da e/citaç)o sentida %uando este e diante de Anhanga(too pela primeira e!. 5há nas montanhas. e 5rash de L"4" . segundo -antana Conselheiro. mas em ponta diferente da corda %ue do outro lado sustenta a o fran!ino Antonio C!abel" Conheceram*se no teatro. largando a bolsa de lado" *OO* 2la soube desde o primeiro momento %ue mudar*se para a Volta do 9mbigo n)o seria uma boa id$ia" Euando a populaç)o inteira de Pouso Alegre sumiu numa manh) de natal. alunos de um curso ministrado por -alom)o :ernando" Outro membro conhecido da gangue na $poca. e Zacarias se afastou cada e! mais" 2 Porque não existem duelos sem simetrias Dei/ou o %uarto a!io de lado para respirar.

disse Antonio C!abel. mas tinha %ue seguir a m)e e os irm)os" Antonio seguiu logo para a capela. fa!endo %uest)o de entrar fumando na capela. onde se encontraria com -antana" *OO* Euando chegou em casa. i endo entre pessoas comuns. %ue rapidamente armou uma mudança de -odrelandia para l(" Para ela. %ue s3 se acalma a diante do carinho %ue Ducinda recebe dos gatos. Ducinda e sua família asseguraram lar e. arrumando. mais tarde. e at$ atores e atri!es da no ela das oito circula am pelo bairro. no amente tornar*ar ao caos" De longe. ap3s o tuf)o*Badito. três horas depois. su&eitinhos metidos em terno e gra ata antípodas ao enorme calor %ue fa!ia na cidade. t)o puto o Antonio endo os feste&os cat3licos tomando lugar no %ue ele considera a um Pltimo refPgio" >A estrutura est( podre@. no idioma de Antonio. porra= Darga dessa baitolagem de ficar se escondendo atr(s dessa coisa maluca de Badito" B( dito $ o caralho=@. en%uanto se iram em mil. agora uma ila ut3pica baseada em ingest'es regulares de D-D e muita maconha. tinha saído atr(s de um amigo %ue chega a na cidade" 2spalhados pela casa. debruçado na &anela. en/otando Cin!a de 8edo %ue insistia se enroscar nas suas pernas. %uando a Volta do 9mbigo foi endida para se tornar a sede da Or%uídea. onde os enfeites para a festa &( se encontra am em est(gio a ançado" Ainda em casa. de eria ser habitada tamb$m por pessoas >comuns@" Assim. espalmando a &a%ueta em busca de cigarros. como sempre. esperou %ue o amigo tomasse um costumeiro porre ao lado de moradores e antigos e enu iados companheiros dos tempos da fundaç)o de Or%uídea" Euando finalmente se apro/imou de Antonio C!abel. i ência atra $s do bando de malucos %ue percorriam as ruas" Pintores. li ros e re istas amontoados compunham um cen(rio causticante.cidade foram oferecidas a %uem ti esse coragem de se mudar e catar ida no a" A id$ia de participar da fundaç)o de uma pareceu e/tremamente encantadora a seu pai. -alom)o :ernando e -antana Conselheiro decidiram %ue uma parte do bairro. Badito &( imagina a*o puto. era bem um >como $ bom re er*te. mais os pala r'es" *OO* 2sta $ outra ers)o< anos antes. limpando. tem mais gatos %ue pens)o . o amigo &( anda a t)o manso pelo (lcool %ue %uase lhe chama pelo nome elho" >8as $ teu nome. e pouco entendendo %ue porra Badito fa!ia na%uele fim de mundo" >2 nessa casa= Casa" Eue digo euF 2ssa porra est( mais $ para um a%uartelado. Anhanga(too Bherion. Badito iu Antonio entrar e sair. elho amigo@. o %ue. Badito &( n)o esta a. colocando ordem na%uilo %ue amanh). da antiga capela onde foi ter com -antana Conselheiro" Depois. pro a elmente diria. entregando*se a e/cessos e participando das inPmeras ati idades e palestras comandadas por >?nhequetitu@ e os outros malucos" >2u gosto das crioulas da%ui" 2 s3@. fumando um Carlton Dunhill. escultores. a id$ia de i er numa cidade mal* assombrada n)o podia ser algo bom. en%uanto se a&eita a.

bêbado. %ue aceitou.de iP a" 2 ocê. onde permaneciam morros e fa!enda. testando os limites dos pr3prios tent(culos" . bêbados. limpar sua su&eira e pendurar na parede seus lindos poemas rec$m*escritos para %ue ele usasse como al o. nada ha ia sido imposto ao homem" Badito. se p'e a espalhar re istas pela sala. inflama*se o Antonio. na $poca das chu as.essa altura. %uando ela &( ha ia saído" *OO* 2la escolheu Badito meio por um acaso" . cu&o nome erdadeiro ela desconhecia. mas ora!. acabou loteado. era falsa" Assim como essa coroa de palhaço. ganhando casas mal engendradas. antes %ue ela chegasse e s3 foi acordar na manh) seguinte. simplesmente arremessando*as. os ser os de Leo ( oltaram anos mais tarde. 2sguicho A!ul e Disco Arranhado lhe buscando a atenç)o" *OO* A Volta do 9mbigo era um buraco. de se/o tímido.a erdade. sentado no sof(. um bairro meio feito ao acaso< antigo charco. metidas em barrancos onde desli!amentos eram bem comuns %uando o açude. ale entre dois morros. como nos elhos tempos" Badito sacode a cabeça. a clandestinidade creditada a Ducinda por Antonio C!abel. locali!ado no fundo do bairro. mas por%ue as autoridades eclesi(sticas n)o se sentiam confort( eis em manter a Casa de Deus em local t)o profano" Como sempre. n)o por mandos e desmandos da Or%uídea. &( eram muito mais fortes %ue Anhanga(too" Badito ofereceu o sof( para Antonio C!abel. era um su&eito fr(gil. açudes e. constantes estouros %ue transborda am a ala negra %ue corta a todo o bairro" Euando Ducinda e sua família chegaram. a capela de -anto Antonio &( se encontra a fechada. muito mais na intenç)o de des endar a identidade da mocinha %ue ha ia sedu!ido e enfiado seu amigo num estado de semi*clandestinidade" Dormiu. isso era amor" interlúdio uraco no !io 2sta a uma boa manh) para se chapinhar na (gua" ZZZ O buraco era pe%ueno" 8as grande o bastante para %ue uma menina de oito anos pudesse passar" . se su&eitando aos destratos de uma adia!inha desse cu de mundo" 2sse S%uarto do nada?@. como Anhanga(too bem disse %uando chegaram. ah. %ue ela resol eu acolher" Euanto 1 aguentar os amigos es%uisitos %ue ele tra!ia pra casa. o título de Badito. no meio da noite.

n)o lhe era t)o rela/ante fa!ê*lo so!inha" Correr de um lado para o outro. dobr(*las cuidadosamente e coloc(*las numa reentrJncia" . selaram a entrada. eram 3timas e di ertidas ati idades" Euando se esta a com outras crianças" 8as a garota esta a so!inha ali" 2mbora sentar*se 1 beira do rio. era a menina. ti esse de admitir %ue esta a muito %uente para &ulho" 2 foi isso %ue a fe! tirar as roupas. e o mais perigoso dessa iagem. a m)e chamaria a garota de olta" 8as. fosse*lhe uma ati idade e/tremamente pra!erosa 5 isto %ue era de uma inteligência e contemplati idade incomuns para sua idade6.aturalmente. sempre ti era um pouco de receio. tamb$m se mostra a como uma aç)o um tanto %uanto idiota. entrou na (gua. %uando as rodas atreladas de um trator ermelho. n)o eram necess(rios. %ue igualmente poderiam terminar em iolência" Aplacada a ira do pai. %uando so!inha" Afinal. seguido de se/o nem um pouco romJntico" Aí. resultaria num momento doloroso de iolência erbal. %uem ela pegariaF . como o h(bito da filha de comer de boca aberta. $ erdade" 8as bonitinha. ele n)o foi usado apenas uma e!" Bampouco. a Pnica a fa!er uso do mesmo" 2 as coisas n)o acabaram. e de eria durar ainda mais um ano" . cem passos.)o era agrad( el %uando algum tra%uinas lhe rouba a as roupas" Da Pltima e!. era atra essar uma estrada pela %ual. embora. correr de um lado para o outro. e em erdade. subir na mangueira %ue ha ia por ali e at$ nadar.)o era $poca de mangas. no final da d$cada de no enta" ZZZ A m)e iria atrasar o almoço en%uanto tenta a con encer o pai bêbado a tomar um banho" Pro a elmente. acabara ficando marcada pela cinta do pai. en%uanto isso. passa am no m(/imo três carros por dia" 2 n)o esta am na hora do rancho" -entar*se 1 beira do rio. por uma semana" 2nt)o. era bom %ue a pe%uena fi!esse algo para se distrair" 2 ela faria o %ue mais gosta a" Do %uintal at$ o rio. %uanto a cair da (r ore" 2 nadar n)o era seu forte. o pai estaria calmo o suficiente para almoçar.. ou at$ mesmo de cantar 1 mesa" Coisas tolas. de el(sticos folgados. apenas de calcinha" 9m pouco grande. sem %ue se %uei/asse de coisas tolas.

o grito n)o surtiu efeito" A menina n)o eio" ZZZ . limpando o sêmen %ue começa a a secar entre as co/as. mas n)o ha ia nada l(" . pra %ue a menina.)o era um grito desesperado.)o importa realmente" A garota caiu no buraco" Ao sair do %uarto. em meio aos gritos das outras crianças.a%uele dia. e torcendo para %ue o arro! n)o ti esse %ueimado. ou um mergulho desa&eitado" . ainda a&eitando a calcinha sob a saia. do rio.ada realmente e/traordin(rio" A garota sobre i eu mais de %uin!e minutos imersa num buraco dentro de um rio em mo imento" A m)e nem ha ia saído pra procurar. e lhe perguntou onde esta am seus pais" 2la apontou pro outro lado da estrada. n)o perceberam %uando a menina começou a falar so!inha" Bampouco nota am suas e/curs'es noturnas 1 margem do rio" 2la parecia esperar %ue algo saísse dali.)o hou e coelhos apressados ou portas sem cha es %ue n)o dessem pra lugar algum" Mou e apenas o buraco" 9m tropeç)o. a m)e se p0s a gritar pela filha" . a menina apenas assustou*se %uando foi sal a do outro lado" O homem de ca anha%ue lhe saudou sorridente. um escorreg)o. tamb$m fosse ista em estranhas companhias" ZZZ Da primeira e! em %ue caíra no buraco.. e no colo do homem %ue a sal ara. claro. %uando um homem a ca alo passou e iu um brilho intenso sob a (gua" Achou %ue fosse um rel3gio" 2ra a garota" -aiu de l(. mas costuma a ser auto e eficiente o bastante. pudesse ou ir e corresse pra casa. omitou" 2sta a recomposta" O pai chama a pro almoço" Os pais. apenas com um ligeiro mal estar. sem nem mesmo se preocupar em olhar para os lados. %uando atra essasse a estrada" . embora muitas e!es.

)o tinha tanto mato h( dois minutos" O homem de ca anha%ue foi interrompido" 2ra uma bonita senhora. ali" A casinha era por ali" Euase n)o ha ia mato" Bem mato demais" . perguntou a garota" Do rio" 2u n)o tenho medo de sonhos. emendou a mulher. recebeu uma golfada no peito" Bamb$m foi %uando ela passou a i er entre os dois mundos""" 2 a porta foi aberta""" ZZZ """ para um terceiro mundo" Csso aconteceu em &ulho" . disse o homem para a garota. foi a resposta %ue recebeu" 2 %uem seriam seus paisF O Bi)o da Cooperati a e 8adalena" Certamente. acho %ue ocê de eria oltar por ali" 8as. %ue e/amina a com curiosidade a situaç)o em %ue se metera desde %ue saíra do rio. %ueridoA foram as pala ras da mulher" Pelo"""F Pelo rio" 2nt)o.O homem sorriu de forma embaraçada e lhe perguntou o %ue fa!ia dentro do rio" . olte %uando %uiser" 2st( com medoF De %uêF. pra %ue uma identificaç)o imediata fosse feita" 2 ela mora a l(. oras=. do outro lado da estradaF Absolutamente" 8as s3 h( mato. moço" 2 ela mergulhou de olta" :oi %uando o homem a ca alo lhe sal ou" 2 como agradecimento.adando. com olhos de tigre" Acho %ue a mocinha de ia oltar. ele n)o conhecia a m)e da menina" 2 ha ia Bi'es demais na Cooperati a.

o meio de 8acuco e Pouso Alegre. tampouco homem ar)o %ue n)o ti esse de gritar por socorro %uando so!inho" .unca mais este e com a mulher de olhos de tigre. sentiu*se obser ada por um estranho homem de casaco comprido. e n)o era ele o palhaço a se apresentar no palco" . com alguma diferença na geografia e nas pessoas %ue i iam por ali" 2mbora. um dos monstros %ue habita am -anta Amena ha ia conseguido transpor os limites %ue os separa am das outras cidades. &( %ue certamente. de forma %ue por mais de uma e!. chap$u e guarda*chu a" 8esmo no calor de outubro.. esta a -anta Amena" 8as n)o ha ia nada de santo na%uela cidade" 2ra parcialmente parecida com as outras duas" 8as n)o ha ia hierar%uia social %ue sobre i esse ali. ela pensou %ue ele seria atropelado. tampouco com seu marido" 8as e! ou outra ainda ia coisas %ue eram certamente estranhas" Por mais de uma e!. e at$ algum incenti o para sua grande imaginaç)o" . de %ue ha ia um lobisomem no lugar" :eli!mente. embora começasse a desconfiar %ue tamb$m pertencesse a 8acuco" . ela podia er o homem com a%uelas roupas" Bamb$m ha ia um interessante garotinho %ue anda a saltando. ali era um dono de bar" Outros alterna am funç'es de donos de postos de gasolina e pobret'es mal* encarados %ue nunca saiam de suas casas" 8acuco e Pouso Alegre" Assim eram chamadas as cidades" A menina era originalmente de Pouso Alegre. parecia %ue ningu$m mais nota a a%uela co*e/istência" As cidades eram bem parecidas. e com e/ceç)o da menina e da mulher de olhos de tigre e seu marido.)o era algo %ue realmente pudesse incomodar algu$m" 2m ambos os mundos. usando uma m(scara branca. n)o podia er nada com a%uela m(scara" ZZZ . a cidade se transformou em um circo. e penetrou em 8acuco" 2le fora au/iliado pelo medo e pela crença da populaç)o local. %ue lhe cobria completamente a face. as pessoas iam a menina com certa inocência.o Pltimo ano. muitas das pessoas se repetissem. suas %ualidades eram bem diferentes de uma cidade pra outra" 2n%uanto a%ui. um homem era um mendigo.)o ha ia recal%ues ou mesmo castigos para as imagens %ue a menina di!ia er" Ambos os mundos &ulga am*se reais.

Acabou sendo e/pulso por uma outra lenda local. a crueldade com %ue o pai penetra a a m)e 5certa e!. e um guarda foi posto para igiar as entradas" O monstro oltou. com um entre bom. o guarda passou a ser o lobisomem" Abandonou o guarda chu a e o chap$u %ue lhe ha iam sido presenteados e foi embora" 8as &( era tarde" O monstro tinha ido mais longe %ue %ual%uer outro" 2nfiou fundo uma ara na eia da cidade. mas n)o sem antes garantir %ue o guarda seria manchado com o seu sangue" Com tal mancha. mesmo %uando ia pela fresta da parede. era erdade. apenas e entuais crianças cegas e de cabelos brancos ou homens cabeludos de guarda*chu a e chap$u" -empre %ue mergulha a. a garota pensa a no %ue lhe ha ia acontecido" 2la ia dois mundos diferentes. mas agora n)o ha ia muitas diferenças" .atal= A pe%uena n)o chora a. mas ela e a m)e 5e toda a cidade6 sabiam %ue ele ia era buscar sua outra família 5uma mulher mais &o em. e realmente n)o lhe era totalmente compreensí el. $spera de natal" O sol esta a pronto para ser engolido pela lua" O processo era bem simples" Durante a noite. e tinha de ceder ante a cinta do pai. ela ag[enta a e n)o dei/a a %ue seus olhos ficassem Pmidos" . por%ue apenas ela podia fa!er a%uilo" 2la ainda mergulhou no buraco outras e!es. em 8acuco se acha a %ue ela fosse 3rf)= O pai ha ia saído pra pescar" 2ra o %ue sempre di!ia.)o ha ia mais mulheres de olhos de tigre. at$ fa!er um furo do c$u at$ o inferno" Acabou unindo 8acuco e Pouso Alegre" :oi %uando a menina caiu" ZZZ O monstro ha ia preparado tudo" 2ra de!embro. n)o parecia mais sair do outro lado" 2 a%uilo começa a a lhe soar desagrad( el. at$ lhe %ueimou as m)os com cera de ela6. ou %uando lhe sobra a a surra. se em Pouso Alegre &( lhe toma am como louca. sentada so!inha 1 margem do rio. %ue poderia lhe dar outros filhos6 em 2uclidelJndia" 2m pleno .

na%uele e/ato ponto onde o buraco esta a. um ritual de macumba. ine ita elmente. %ue con&eturou*se n)o ha ia prop3sito algum bem definido" O plano do monstro era unir as duas realidades. mais os três %ue &( ha iam passado. os sete anos %ue ainda falta am para o fim da d$cada. a mulher de olhos de tigre fe! um pacto com as nu ens.8as isso n)o significa %ue ela n)o sentisse medo" Euando iu o rio secar em sua frente. seria sugada para -anta Amena" . durante o ano no o 5nas duas cidades6. antes do mesmo ser inad ertidamente fechado 5o %ue fe! com %ue as feras despertassem ansiosas e famintas6. e em seu lugar surgir um li%uido a olumado e grosso 5com um gosto met(lico=. poderia ser sabotado" Apro eitando o momento pelo %ual a cidade de 8acuco passa a.)o ha ia o %ue se fa!er" 8as a populaç)o ainda podia ser sal a" O plano do rio %ue inundaria a cidade. ela assustou*se" ZZZ Bodos os anos. ap3s e/perimentar6. e ele %uase conseguiu" A menina 5para a %ual. por$m. %ue o tempo ti esse de parar por um ano" 2m Pouso Alegre. seria a cone/)o ideal" 8as ha ia algo errado" . os monstros de -anta Amena. tra!endo em barcos feitos de ossos. passou a ser reali!ado anualmente. caída na margem do rio. esta am sendo condensados em do!e curtos meses" O e ento com o lobisomem repetia*se e transforma a*se assustadoramente" O monstro conseguiu pegar Pouso Alegre" ZZZ A menina n)o conseguiu entender plenamente o %ue se passa a. e pro a elmente nunca entenderia" 8as entendeu" A mulher com olhos de tigre a encontrou. as pessoas saiam as ruas para feste&ar o natal. e pediu %ue cho esse tanto em -anta Amena. a alimentou e e/plicou" Euando caiu no rio de sangue. os monstros de -anta Amena eram in isí eis6.)o podiam conectar 8acuco" Por alguma ra!)o. a menina o contaminou. e iram o c$u %ue cho ia sangue" Voltaram para suas casas e choraram" -uas l(grimas correram &untas e caíram sobre o rio" 2m 8acuco. acentuou a menina. ainda n)o era natal" 8as as l(grimas de .

mas pra um passado %ue n)o era o meu + um sufoco. soterrado por gatos. %ue est)o s3 no papel@" A con ersa se desenrola a no port)o.seus concidad)os foram sentidas. para se enfiar na companhia de Badito" 2la imaginou %ue a triste!a da%uele homem poderia se arrefecer na%uele espaço" >2 se ele n)o %uiser ser ali iado destes sofreresF@ 2sta era a opini)o de Zacarias" Zacarias era um tipo es%uisito" 2s%uisito a ponto de n)o ter casa. e o cheiro de sangue se fe! chegar a seus lares" . um nome %uase es%uecido de 8acuco" Os poucos %ue n)o tinham refle/os foram aprisionados e condenados a i er entre os monstros de -anta Amena" 2ntre eles. era meu a 0 %ue esta a ali" :oi como se o mundo se di idisse" 2u en/erguei pra tr(s. igual a eu e ocê" O problema $ %ue ele se afundou nessas triste!as %ue n)o s)o dele. tal e! pela barba. e onde os gatos n)o poderiam circular. decorado minimamente. pro passado. tal e! pelo ranço emanado. n)o tomar banho.a primeira tro oada. uma melancolia profunda fe! com %ue todos chorassem" :oi a primeira e! %ue as cidades se uniram" A%ueles de 8acuco %ue tinham seus refle/os em Pouso Alegre tornaram*se um s3" Pouso Alegre passou a ser passado. dias depois %ue Antonio C!abel ha ia feito sua isita" Antonio foi um assombro" Ao ê*lo deitado no sof(. Ducinda te e com Antonio uma identificaç)o es%uisita" >De alguma forma. di!ia Zacarias" >2le $ uma li re corrente de situaç'es.)o en elheceria" ZZZ A%ueles %ue saíram para pescar ou er suas amantes encontraram uma Pouso Alegre a!ia. n)o cortar as unhas e i er com cheiro de cachaça" Cachaça era a bebida preferida de Badito" Badito era amigo de Zacarias desde os tempos do teatro" >8ais ou menos assim %ue corre a cabeça de Badito@. na manh) de natal" " #otas do quarto $a%io Ducinda sugerira o &ogo ap3s a leitura de E(tremamente $lto J ?ncrivelmente Perto de Lonathan -afran :oer" 2scolheu um %uarto da casa. re istas e mal coberto com uma manta furada. um a!io""" A%uele homem era meu a 0" Ao mesmo tempo . esta a a m)e da garota" A garota passou a i er entre os mundos" Cn isí el" .

pareceu*lhe muito agrad( el" Como homem.%ue era um completo desconhecido" 2u sei %ue n)o era" Ao mesmo tempo %ue sei %ue era" Você pode entenderF@ Zacarias tirou o chap$u" 2stendeu um sorriso" >Pode crer %ue entendo@. feiinha. e gargalhou" A confus)o era algo %ue Badito entendia bem" Aceitou o &ogo dela sem pestane&ar" 9m %uarto onde fossem li res para tudo. curiosamente a mesma %ue abrigara Antonio C!abel em tempos idos" Decifremos o &ogo. in entar um mundo paralelo s3 dele" Ducinda tamb$m se beneficia a< a fr(gil mulher. ganha a dotes de mara ilha na%uele %uarto. menos mostrar seus sentimentos. chegar no 4urgel de Anhanga(too. t)o elogiado por Antonio C!abel. se torna a insinuante. ficaria ali dentro para sempre" Do lado de fora. Badito iu os dias passarem. era a melhor forma de se reali!ar< podia possuir Ducinda como pudesseA como um escritor infrutífero. trepa a com gosto. Zacarias ao olante" Viu Zacarias embebedando*o e ele sendo condu!ido para sua no a casa. o %ue era muito estranho" 8as dei/ou %ue fosse assim< iu o rapa!. sem graça. fugir. a pedido de -antana Conselheiro" . era onde poderia rabiscar pala ras pelas paredes. esta miss)o ridícula de escre er""" Competir com outro escritor" Bratar de p0r em linhas o fim do mundo de -antana e Anhanga(too" & 'ário Vuturá 2n%uanto espera a pelo retorno prometido de -alom)o :ernando. e com eles a chegada de D(rio Vuturu(. o escritor indicado por Antonio C!abel para datilografar os Pltimos dias da Or%uídea" Badito iu a chegada de D(rio com desconfiança" Primeiro por%ue ele foi recepcionado por Zacarias. tudo %ue tinha eram os gatos" 2 agora. passa a a ser deliciosa + desde %ue n)o abrisse o bico" 2ra engraçado" 2le podia costur(*la inteira com seu agulh)o" 8as n)o a possuía" Poderia morrer por isso em outros tempos" 8as adora a o %uarto" -e pudesse. interiorana. ent)o<  D(rio Vuturu( foi chamado por Antonio C!abel para trabalhar na Or%uídea.

arreiro.D2 P2D#O CO. enganado por Zacarias e. fa!endo &us a seu amigo Antonio. para le (*lo at$ a capela. onde se encontraria com o elho -antana Conselheiro" De tudo %ue pre ira -antana. pulando a &anela de D(rio en%uanto esta a fora. %ue este ti esse uma reuni)o com o &o em" 2 foi o pr3prio Badito %ue colheu D(rio do meio da rua. e reme/endo em seus escritos< $ %ue o &o em n)o esta a encerrando com o mundo" 2sta a modelando*o" Assim. segundo Badito pode obser ar. %ue.#24C-B#O. Badito s3 estranhou n)o ter sido chamado para falar com Anhanga(too" *Z* :C8 DO. se p0s a trabalhar para Anhanga(too Bherion"  A farsa perpetrada por Anhanga(too n)o era tanto %uanto as suas moti mundo" aç'es. D(rio.-2DM2C#O *Z* . cJmera e gra ador em punho. ap3s algumas doses de Velho . falando sobre o fim do  imaginaç)o" O problema $ %ue Anhanga(too ha ia dei/ado D(rio 1 mercê da pr3pria 2 isto era um problema. eram bem semelhantes 1s de -antana Conselheiro. em erdade. Badito pediu a seu tio -antana.

D(rio Vuturu( recebeu a isita do desconhecido %ue o ha ia le ado at$ a capela" Badito. &( est( l(< as pala ras apenas pedem ordenaç)o" *Z* .de volta Gs anotaçCes de Dário Vuturuá Capítulo \ 'a (aroc)in)a ou de como Pedro (onsel)eiro morreu PA--A42. com o guarda*chu a fechado.o dia seguinte ao encontro com -antana Conselheiro. preso ao coto elo.B#OD9^_O AO -2#VC^O A -2# 2K2C9BADO D9#A. nada maisA Z :aça como %uiser. %ue espera a uma ra!)o para a%uilo + . cumprimenta a. ela de e seguir< detalhes como um chap$u %ue $ arrancado pelo ento s)o absolutamente importantes. entre as linhas6. contornar a impalpabilidade das letras 5e espaços + entre as pala ras. estamos condenados a n)o ser capa!es de resol erA Z 9m te/to. dinamitados para fora da e/istência... no final.A O#E9`D2A Z .BO.2.2 #2VC-BA. como a rocha %ue esconde a escultura. tudo %ue ocê ter( conseguido $ colocar um monte de pala ras. uma na frente das outras< parab$ns=. ainda mais se n)o ti erem nada a er com a trama %ue ocê começar a delinearA Z A Pnica condiç)o para %ue uma frase se encerre $ %ue ela chegue a algum lugar. tPmulos silenciosos em um mundo dominado por baratas. num uni erso escuro e sombrio e cu&os mist$rios maiores. conferir*lhes a erdade em sua pr3pria loucuraA Z 2n%uanto uma hist3ria puder ser contada. D(rio. o certo $ %ue amos todos morrer carboni!ados.PO# A. %ue diga realmente AD4O" -e n)o for assim.T D]#CO CO8O 49CA 2 C.OBA.2D .B2 A 2-BADCA D2-B2 .CO CZA. meio amuado.#C-CADA.B#2492.A.)o interessa ao escritor %ue a realidade este&a distante das suas pala ras" 7 seu de er transform(*las em um simulacro. est( montado um dicion(rioA Z 7 como di! Corta!ar< o fant(stico brota do cotidiano.

embora, a bem da erdade, &( n)o se importasse muito com a erdade por a%ueles cantos dali" -egurando o chap$u, parte sempre necess(ria de seu uniforme de monstro, meio amassando, meio sem graça, meio olhando pro ch)o, Badito con ida D(rio para dar uma olta pelo bairro, conhecer os açudes %ue alimentam o fio de c3rrego %ue corta toda a Volta do 9mbigo, l( na cur a dos morros, onde ainda e/iste algum ar oredo" Onde podem con ersar, sem medo de serem ou idos" Onde Badito começa a falar" 2 fala assim< DA O#E9`D2A< >O problema com sociedades ocultistas $ %ue depois de um tempo, começam a dar atenç)o demais 1 parte do oculto" 2la começa a se tornar mais importante %ue o resto" Com a Or%uídea foi assim" Euando fundaram isso a%ui, -antana Conselheiro e Anhanga(too Bherion tinham um mar de seguidores" 2les prometiam um paraíso, desde %ue ocê acreditasse nele" DO :C8 DO 89,DO< >-ei, sei %ue $ assim %ue funciona" 8as um paraíso artístico $ diferente" O %ue eles prometiam era diferente, era a confirmaç)o de um mundo m(gico, onde a imaginaç)o era a pedra fundamental" Csto $ mara ilhoso, n)o achaF 9m uni erso no o, onde tudo pode ser criado, onde n)o e/istem limitaç'es" DA VODBA DO 98.C4O< >Csto seria mara ilhoso, se n)o ti essem escolhido ir pra c(" Olhe ao seu redor" 7 engraçado pensar em liberdade da mente, %uando se i e num lugar assim, onde todos est)o t)o presos""" A%ui n)o h( espaço para a imaginaç)o, e sim para a subser iência" Euando resol eram ir pra c(, a imprensa di ulgou %ue Anhanga(too, -antana e -al ador ha iam comprado o bairro inteiro" 8entira= Compraram apenas a fa!enda e algumas das casas maiores" .oa parte dos terrenos continuou com os moradores originais + e ocê ainda ê os filhos deles por aí, bebendo""" Você sabe, fa!endo o %ue eles fa!em de melhor< sendo gente do mato" D2 8AC9CO< >Cncrí el %ue n)o ti eram problemas" 2scolheram isso a%ui di!endo %ue a cidade era f$rtil pra imaginaç)o""" -im, f$rtil" Pra mim, esse lugar n)o $ f$rtil nem pra plantar fei&)o" Vê s3, %ue calor infernal %ue fa! por a%ui" 8as, ( l(" ,)o $ comigo" 2u n)o esta a a%ui %uando eles fecharam as igre&as, praticamente e/pulsaram os moradores, de tanto %ue colocaram medo em todo mundo" 8as, pelo menos, a cidade irou notícia de &ornal" Pra um buraco desses, isso $ uma mara ilha" Venderam a cidade como um reduto de artistas, um lugar onde opera am mara ilhas atra $s de %uadros, poemas, filmes, esculturas""" Anhanga(too de e ter chupado um bocado de gente pra conseguir a%uelas mat$rias todas" D2 DO- X A8C4O-< >Claro %ue eio gente pra c(" 9m monte de ator e atri! da 4lobo, principalmente" Csso tamb$m de e ter contribuído pra e/posiç)o nacional %ue ti emos" O 9ri 4eller tamb$m apareceu por a%ui, mas s3 pra dar umas palestras" ,)o sei direito" Ainda

n)o esta a a%ui nessa $poca" 8as %uando -antana me chamou, eu im na hora" 8as antes, as meninas dos olhos de Anhanga(too, -antana e -al ador eram Antonio C!abel, %ue ocê conhece bem, Zacarias, %ue te recebeu, e Pedro Conselheiro, %ue ocê &( de e ter ou ido falar" :oram os %ue ficaram" Depois %ue todo mundo iu a furada %ue isso a%ui era, foram eles %ue ficaram" 2les %ue acreditaram" D2 ZACA#CA-< >S-ou como um en elope elho O encontrado em meio a pap$is numa ga eta cheirando a mofo O 9m en elope a!io O sem remetente ou destinat(rio O -em ra!)o para estar guardado O -em graça nenhuma O 2u odeio essa m(scara mais do %ue tudo?A isto $ do Zacarias, da introduç)o de um li ro dele" O Pnico li ro dele" 2u achei uma merda" 7" .em, era uma merda, mesmo" 8as sabe como o Zaca chegou por a%uiF Veio num circo, trabalhando de palhaço" O circo foi embora e ele ficou em 8acuco" 2ra um especialista em es a!iar garrafas" 2 Anhanga(too sempre adorou um menino perdido""" Me=, e Zacarias era um esp$cime perfeito, cheio de traumas""" Binha sido da marinha, sabeF Antonio C!abel costuma a di!er %ue depois de encer todos os campeonatos de bo%uete dos marinheiros, Zacarias s3 podia %uerer mesmo era ser palhaço" 2 o Zaca fica a puto com essa" Cdiota, entrou na onda do Anhanga(too + %ue a essa altura, ocê &( de e ter notado, n)o $ l( uma pessoa %uerida, a%uela bicha elha +, Anhanga(too apresentou ao Zacarias uma boa moça, e fe! um filho nela" 8as a coisa de ficar enrabando Anhanga(too en%uanto este fica a recitando uns ersos em sJnscrito pra in ocar o capeta, ou sei l( o %ue, fe! mal pro cas3rio do Zacarias" A mulher foi embora, le ou o filho &unto, e dei/ou ele &unto com as garrafas" 9m tempo depois ele conseguiu publicar um li ro" 8ais um tempo se passou, e ele tentou se &ogar de uma ponte" Acho %ue, de fato, se &ogou" 8as n)o morreu" -3 se fodeu pra caralho= Depois, acho %ue ele matou uma namorada" Coisa es%uisita" Daí, sumiu no mundo" Anos depois, oltou pra 8acuco" 8altrapilho, lel$ da cuca" Anhanga(too adotou ele de no o" Os mesmos h(bitos< pinga e sodomia" Virou garoto de recados" ,)o culpo Antonio C!abel de trat(*lo mal da Pltima e! em %ue este e a%ui" D2 A,BO,CO CZA.2D< >Ah, o Boninho" 2ste $ foda" O mais foda do picadeiro" 8as n)o gosta da lu!" 2ste e a%ui s3 o tempo suficiente pra saber das coisas, entender o &ogo" Depois foi pro mundo, ser algo mais %ue p(ginas""" Você sabe dele, o conhece bem" Disparando contra tudo o Antonio""" .ele!a de pessoa" Dei/e*o l(, &( fe! o bastante nessa guerra, tra!endo ocê pra c("@ * 2 Pedro ConselheiroF + D(rio perguntou" D2 P2D#O CO,-2DM2C#O< >Ah, Pedro Conselheiro"@

2 Badito contou sobre um escritor medíocre, %ue por ser sobrinho de um dos criadores da Or%uídea, e por estar presente durante sua fundaç)o, emplacou seu primeiro sucesso, um conto de fadas adulto, ambientado numa das muitas cidades %ue 8acuco abriga, no caso, -anta Amena + isto, Badito n)o fe! %uest)o de e/plicar, D(rio %ue se entendesse com as sombras +, e %ue por usar Anhanga(too e os outros como personagens, logo te e desta%ue na mídia nacional" 8as, como costuma acontecer com esses tipinhos apro eitadores, n)o tardou para ficar claro %ue seu talento n)o passa a de inspiraç)o, uma c3pia do estilo de outros autores" >,)o era uma o! %ue permanecesse" 8uito mal ecoa a@" A compro aç)o eio com o segundo li ro de Pedro" :racasso de endas e crítica, assim como os outros %ue se seguiram, dei/ando rapidamente o autor no anonimato" Vi ia de uns poucos roGalties, da enda dos direitos do seu primeiro li ro para o cinema, e da chance de, e! ou outra, dormir com alguma das suas poucas admiradoras" 9m dia, simplesmente desapareceu" 9m outro li ro, Era o livro uma máquina, chegou 1s li rarias no mês seguinte" :oi um sucesso comercial" O desaparecimento do autor fe! com %ue suas outras obras fossem redescobertas" ,unca mais se ou iu falar dele" -ua obra passou a ser administrada por seu parente mais pr3/imo< -antana Conselheiro" * Mist3ria es%uisita" 8as acho %ue de e ser esse dinheiro %ue sustenta a Or%uídea, ho&e em dia" * 2 %ue ai pagar o seu sal(rio, D(rio" D(rio assentiu com a cabeça< * 2spero %ue sim" Badito tirou o chap$u da cabeça, dispondo*o sobre um mour)o de cerca, onde tamb$m pendurou o guarda*chu a" D(rio seguia falando< * 2ngraçado, eu esta a escre endo uma hist3ria em %ue um dos personagens tinha o seu nome" * 2u sei, D(rio + Badito abriu o capote, tirou um maço de folhas de um bolso, arremessou*as, o ento de uma chu a %ue inha espalhando tudo no ar, na direç)o de D(rio Vuturu(" + 2u li" 2nt)o, com o seu recente trabalho espalhado pela grama, uma parte boiando no açude, a outra sacole&ando pelo ento at$ se agarrar em poças de lama, D(rio soube" D(rio Vuturu( olhou na direç)o de Badito e soube< * Você n)o $ Badito" * -eu nome tem um significado curioso" 2u gosto" Vuturu(" Bopo da montanha em tupi*guarani" * Você $ Pedro Conselheiro"

)o amos %uerer estragar a fantasia de monstro. n)o $F *. e larga o capote sobre uma moita de capim" O ento assobia. D(rio" L( fa! de! anos %ue sou Badito" 8as n)o sou mais" . agora" * B(ditoOPedro Conselheiro aponta com a cabeça para o chap$u e o guarda*chu a" Birando o capote do corpo. su&ando*a com sangue. tamb$m" .* 2u fui Pedro Conselheiro. antes de sentir uma pancada forte na cabeça" . Pedro Conselheiro olha uma Pltima e! para o c$u. ele di!< * 8elhor tirar isso a%ui. ê*se a chu a indo.)o preciso" Csso $ seu. encharcando o erde" 2nt)o. ao longe.

arrancando*lhe sangue. tocando*lhe uma punheta.O Doce e o Amargo de -ecos a 8olhados toca no r(dio" Ducinda. ela beslica a parte interior de sua co/a" D9CC. morde os l(bios inferiores" Badito est( a lhe chupar o cu" 2m seu estertor de morte. deitada. en%uanto d( uma chupada da%uelas no seu pau""" . $ este momento %ue o consome. este sabor< o cu da parceira" 8inutos depois. ela passa a apertar sua perna pr3/imo ao pênis" Aperta com todas as unhas.DA Euer %ue a dor se&a maiorF Com a resposta afirmati a.

A chu a chega. abre o guarda*chu a preto de seda" 7 D(rio %uem meteu uma pedra na cabeça de Pedro Conselheiro" 8as era Badito %uem caminha a agora pela Volta do 9mbigo. pu/a o corpo pelas pernas at$ uma ce a" Certificando*se de %ue o outro &( n)o mais respira. &oga o corpo de Pedro Conselheiro em meio aos porcos" 7 D(rio %ue d( alguns passos na direç)o contr(ria e corre de olta. com calma. esperando um PDOP do corpo de Pedro escorrendo pelo chi%ueiro" 2nt)o. assim como o chap$u" Eue. bem protegido da chu a" . li re de todos os nomes e fantasias %ue acostumou*se a culti ar pela ida. $ D(rio %ue começa a recolher as folhas na chu a" Eue pega o capote &ogado sobre a grama e o coloca. apesar de achar um pouco tolo. &( %ue se encontra encharcado. melando a grama com o desenho de sangue %ue começa a escorrer para fora do crJnio aberto de Pedro Conselheiro" 7 D(rio %uem.

Parte Q Ciranda de aço e rosa .

segue#se uma fase de desminerali"aç&o. sem amigos. e se enfia. :epois. ainda capa" viver. lembrando da época como administrador. e desperta. eu também te amo :e olho a no cut#up boA. todos todos. esfregava os olhos. como na sua vis&o. porque prefiro :r!cula ' LranMestein. cortando p!ginas inteiras durante todo o dia8 # Eoc* n&o vai % é o que esperam. espremendo#se mente afora. uma lugar meio se abandonado dos diabos0.nica noite um metro de coca1na. t&o feli"es.vida. o ver&o. as enguias se tornam amorfas 2mas a linha se quebra no amor3. contou também. de m!quina coisa quebrada. que muito faço de toda gordo. e por causa disso o homem est! a1 cobiçoso. o Paroto Fut#. sobre o catador das palavras. na topo sendo anotações. fa"er ela viva de novo. mas é condenado porque ousou. tesoura presa entre os dedos. indo de pó branco inté o fundo do nari" do velho. passar deixando o velhinho ligad&o. enguias. segundo pensa a senhorita Fallamand. neste escrever que est! uma esquisita. longe mercen!rias. complexidade Ealqu1rias. pareceu#lhe um muito agrad!vel de como homem. os dois. ' serviço do Prupo agora. das um circuito diferente. Forta"ar e p!ginas do Faderno de /sportes. é o que me pedem. filho da terra. mas comer aquela lindeliciosa ao meu redor % incr1vel que eu. sem problema. capim. a chance de fa"er l!. ainda escrevendo o que é seu. <e que porra de festa é essa0= <ah. distante da esguia figura burroughsiana que. bichinha. meu. como era apelidado. falharia completamente em ser da fundaç&o da (rqu1dea. . superar antinomias. mandando numa . t&o c! com o dem)nio e seus brinquedos. uma seta % puxar o gatilho. Niet"sche e JoAce. refa"em a oportunidade de escrever sem freios. oh oh. os filetes de frases se montando. enxotando Fin"a de Dedo que insistia em se enroscar. quando rearranjando de serem neur)nios. um ou outro olho apodrecido pela d. QuxleA. expelindo catarros. festa de volta. se recriando. dura fé.p. isso é que era o guri. sendo dif1cil de compreender satisfatoriamente esse papo de encerrar o mundo. compilador de letrinhas. se abandonam 's correntes. enquanto ele decodificava em cap1tulos de 9abrina. desencadeando por aqui. figura bolsa. e deixar#se rebentar que é isso a1.Outro interlúdio fumando um Farlton :unhill. amando aliens=. arrancando significativos laivos do futuro que a ponta da caneta é a ponta dum E.

brotando totalmente de quem est! de fora.p. $ confus&o era só para pestanejar. completamente pensada. um distribuidor de rações agr1colas. (lhando sem muitos pudores para seus punhos. enfim8 manh& de natal. encarquilhando#me fantasticamente. grita para as nuvens escuras e esfregando o nari" espirra um muco verde na barra da saia rosa. refletindo os assuntos a serem tratados. que ela esfrega na parede e *+ se ele não quiser ser ali$iado destes sofreres. uma mulher sem punhos. livre dos seus remédios. olhos rancorosos. que essas merdas ninguém na cidade destacava#se pelo pra"er ao ócio e pela ira sobre rostinhos ricos e bonitos a fim de se esgotar. 5acarias pensou na velha teoria de um amigo que tentado a lhe dar uma mostra de como seria um aleijado. sobre a vo" que solicitava entender. de um lado a outro.acorda na manhã se uinte! quando ela "á havia se dado conta de que am&os são ficçCes so&re não se ter uma casa! não cortar as unhas e viver com cheiro de cachaça . nem 1ndios querendo ressuscitar troncos. enche os olhos de poeira. falou com o filho mais coraç&o e se procurou bem. absorva somente a mim. destino . enquanto viaja. olho silencioso. olho na rachadura perfeita dos dedos. No fim do mundo do fim do mundo um origami ganha vida e se esconde de alguma t*nue forma. viciado. respirou algumas ve"es. engolindo moscas. $ senhorita Fallamand colhe os resultados. l* o relatório de cut#up boA. n&o se enfie. no )nibus. conhecendo e se aproximando. mas antes sai sob o tempo ruim. indo indo. nem maconheiros e esquisitos.tero. o som de uma sanfona. /les também n&o te selecionam no fim da viagem. abraços oportunistas. esse papo encheu o quarto para encerrar com o mundo a partir de algumas das suas atividades8 masturbaç&o. para que a trama n&o entre. entrega ' jovem Farolina que. como quem l* uma m&o de cartas de tar). que agora j! n&o se quer mais um fumódromo. as casas que sobraram. encontrando#o no . de volta. é dif1cil compreender satisfatoriamente. o Paroto Fut#. catalepeteando uma planta carn1vora. após os insuport!veis insultos de seu mundidentificaç&o.nico8 PRtterdSmmerung. transformou o apartamento sem querer saber de maç& porra nenhuma. mas sim gente que se embele"e para a posteridade.5acarias. meu som depois de tocar. que eu vou me encarregar de justificar alguma ordem na loucura de disco arranhado lhe buscando e pombos.

disfarçando a realidade por toda a sala. escrevendo como quem pinta uma parede de a"ulejos. a feiinha. deixando todas as tramas soltas. furem. preto e branco.depois. tornando#se uma insinuante ciclotimi"aç&o idiota de tramas que remetam a tudo. inventando a formaç&o de um romance de benef1cios8 a fr!gil mulher. manipulando. talve". $mém. anunciando que as coisas começam a desandar e que. pequenos quadr1culos de cerTmica. volta ao escritório. os empregadores. onde se reporta ' senhorita Fallamand. desde que n&o se abra o bico. fugindo. encharcada. a cada novo a"ulejo. enfiando#se através das p!ginas. o que se pode fa"er num quarto. Fomo um grande filtro. mas n&o possuam nem costurem. dispostas ' imaginaç&o. um santo na parede. seja a melhor hora para se visitar Dacuco ou Pouso $legre ou 9anta $mena ou seja l! que diabos de nome tenha a porcaria da cidade onde $nhanga!too +herion recruta homens para se transformarem em passarinhos e palavrinhas obscenas e criar o fim do mundo. . palavras pelas paredes. que as histórias e personagens. como um agulh&o.

com força. As pedras da casa de Pedro C. 2ssa espon&a seca.OCB2 BADCBO. molha as m)os e as esfrega no rosto" MO828 V2DMO 2ssa cai/a a!ia.Capítulo .2C#A DO #CO + 8A. andando com au/ílio de um ca&ado. es a!ia os bolsos" 2le olha para cima. Badito toca as pedras" BADCBO Preste atenç)o" 5ele toca a primeira pedra6 Passado" 2KB" + . mas n)o h( imagens nas paredes" Do bolso ele tira três pedras parcialmente iguais. sentado no altar.B" + C4#2LA + . e coloca*as dispostas uma ao lado da outra na mesa" 2n%uanto fala. bate o ca&ado contra a (gua" MO828 V2DMO L( n)o podem mais lhe conter" :lua sem cessar. se apro/ima da beira do rio" 2le respira com dificuldade" O homem elho se a&oelha em frente a (gua. 2sses nomes antigos" O Momem Velho se le anta e. meu belo sonho" 5gritando6 V(= :aça com %ue todos sonhem= .M_ 9m MO828 V2DMO.

ainda pendendo entre os dedos" P2D#O PaiF Pedro toca a m)o do Pai e o charuto cai no ch)o" Pedro se afasta le emente" 2le sabe o %ue isso significa< o pai est( morto" P2D#O 5Voice O er6 9ma pa! t)o grande. uma pedra redonda rodopia entre os dedos" 2le se apro/ima de Pedro.BA#D2C2# P2D#O caminha pelos corredores da casa. no amente" 2le olha a boca do pai. ele pu/a toda fumaça.BC4A D2 :AZ2. cheia de fumaça.BC4A D2 :AZ2.BA#D2C2# Pedro caminha lentamente at$ a poltrona de seu pai.B" + CA-A A. se apro/ima de agar e. olhando para o lado de fora. como num boca*a*boca. engolindo*a" O tempo p(ra" De p$.DA + 2-C#CBb#CO + 2. onde o mesmo repousa. charuto completamente transformado em cin!as. com terno.B" + CA-A A.C. na &anela. gra ata e sapatos bem lustrados" 2m sua m)o direita. como se fosse a coisa mais natural do mundo.D2 BC4#2" 2le est( bem estido. t)o simples" 8as n)o poderia ser assim" Pedro se apro/ima do pai.DA + 2. cabeça irada para cima. em direç)o ao escrit3rio de seu pai" P2D#O PaiF Pedro entra no escrit3rio" C. est( um MO828 CO8 ODMO. %ue continua inclinado sobre o corpo moribundo do pai e dei/a a pedra sobre a mesa" .

caminha at$ Pedro e seu pai. A 89DM2# #O-A CO8O O #CO.BADCBO 5V"O"6 Presente" O Momem com Olhos de Bigre olha para frente.D2 BC4#2 Cnsatisfaç)o" O Momem com Olhos de Bigre se apro/ima da 8ulher #osa como o #io e a enlaça por tr(s" A /ícara est( bem ao lado da pedra" P2D#O Euem s)o ocêsF . olhando em direç)o a 8ulher #osa como o #io. n)o $F Pedro le anta a cabeça. %ue estindo um bonito estido de $poca.)o $ a coisa mais f(cil do mundo. %ue agora coloca a /ícara sobre a mesa" 89DM2# #O-A CO8O O #CO 8as $ bem melhor %ue uma idinha comportada" P2D#O O %uêF 89DM2# #O-A CO8O O #CO Curiosidade" MO828 CO8 ODMO. en%uanto habilmente carrega uma /ícara de ch( nas m)os" 89DM2# #O-A CO8O O #CO . em direç)o a porta %ue nesse momento se abre para dar passagem a uma linda mulher.

intrigado" 2le olta at$ o casal" P2D#O Csso n)o $ um sonho" 89DM2# #O-A CO8O O #CO -3 se ocê %uiser %ue se&a" A 8ulher #osa como o #io se le anta. passa pelo casal e ai at$ o corredor. lhe entrega uma pedra" BADCBO 5V"O"6 2 futuro" 2KB" + CA8PO A.2#BO + DCA Pedro caminha cambaleante. $ %ue n)o tem medo de n3s" . caindo a toda hora. lhe somos estranhamente familiares" P2D#O O %ue %ueremF MO828 CO8 ODMO. caminha at$ Pedro e tomando suas m)os.a erdade.D2 BC4#2 9ma hist3ria" Pedro d( a olta na mesa. como %ue bêbado" P2D#O 5V"O"6 2nt)o. metido em trapos.89DM2# #O-A CO8O O #CO Agora. nomes n)o bastam" 8as isso n)o importa. eu soube" . n)o $F O %ue te atormenta.

B" + CA-A A. para lhe falar olhando nos olhos" 89DM2# #O-A CO8O O #CO .BA#D2C2# Pedro ar%ue&ando. contendo o 0mito a principio.DA + 2-C#CBb#CO + 2. pela boca" P2D#O 5V"O"6 8as n)o foi s3 a dor" Cortes r(pidos para< Pedro mastigando pedras.D2 BC4#2 5e/citado6 2st( %uase l(" A 8ulher #osa como o #io caminha at$ Pedro e se abai/a. %uebrando os dentes" Pedro batendo com a cabeça contra o ch)o" Pedro tossindo sem parar" P2D#O 5V"O"6 .)o poderia ser assim" C. com &eitos de %uem ai omitar" MO828 CO8 ODMO.Pedro cai sobre um formigueiro.)o h( nada de ruim a%ui" -3 hist3rias %ue precisam ser contadas" . caindo sobre o tapete. para enfim ceder a uma torrente ermelha de saP as e sangue e la a %ue lhe escapa do corpo. tossindo" P2D#O 5V"O"6 2 o conhecimento trou/e a dor" Pedro apanhando um monte de formigas e colocando*as na boca" Pedro mastigando com força.BC4A D2 :AZ2.

D2 BC4#2 Você n)o $ s3 um personagem" Agora.)o importa o %ue ocê contar" Pedro esfregando a boca com o lenço" 2nfim. ocê $ mais" O Momem com Olhos de Bigre come a rosa" Corta para< C. ele afasta o lenço da boca e olhando pra ele. percebe. perdida no 0mito.B" + C4#2LA + . lhe entrega um lenço" 89DM2# #O-A CO8O O #CO 5continuando6 2 ocê de e saber de algo" Pedro limpa a boca com o lenço" 89DM2# #O-A CO8O O #CO 5continuando6 .Pedro solta um &orro de 0mito sobre o tapete" A 8ulher #osa como o #io se abai/a mais e segurando o %uei/o dele. uma flor branca" 89DM2# #O-A CO8O O #CO 5continuando6 Mist3rias n)o s)o apenas hist3rias" A 8ulher #osa como o #io pega a flor do lenço e entrega ao Momem com Olhos de Bigre" MO828 CO8 ODMO.OCB2 Badito apontando para a primeira pedra" .

B" + CA-A A. uma 4A#OBA. forçando*o a beber da sua /ícara de ch(" Pedro termina o ch(.)o se engane.BA#D2C2# Pedro de &oelhos" . sentado sobre uma pedra. num misto de tosses e assombro.DA + 2-C#CBb#CO + 2. sor e todo o lí%uido das m)os dela" Corta para< C. a idamente. rapa!" .AB9AC.2C#A DO #CO + B28PO.BADCBO O passado $ o mais constante" 2mbora. com uma ara comprida" Pedro se apro/ima" O Momem Velho nem mesmo se ira ao perceber a chegada de Pedro. ao islumbrar a /ícara su&a de sangue" 2nt)o.BC4A D2 :AZ2. ainda mais assustado. %ue. como fera bra a.+ DCA Pedro caminha pelas margens do rio" O Momem Velho. para onde Pedro olha" -obre uma outra pedra. usando um caminha at$ ela" A 4arota abre as pernas le emente. ao menos. n)o signifi%ue %ue $ imodific( el" 2KB" + . mas. para de cutucar o rio" MO828 V2DMO . est( sentada" Pedro . en%uanto Pedro se apro/ima" A 4arota le a as m)os em concha at$ o rio e d( de beber a Pedro. ele nota uma pedra no fundo do recipiente" O Momem com Olhos de Bigre se apro/ima por tr(s de Pedro e coloca as m)os em seus ombros" estido branco.a sua frente. cutuca o rio. est( a 8ulher #osa como o #io.)o ter( nenhuma resposta obser ando esse rio" Obser e outras (guas correrem" O Momem Velho aponta numa certa direç)o.

Pedro ê Badito" P2D#O 2ssa $ a mPsica dos deuses. ao lado da 4arota" Do outro lado do rio.2C#A DO #CO + DCA Dentamente. ent)o" 4A#OBA . a 4arota le a as m)os su&as de sangue ao rio. dei/ando*o correr límpido entre seus dedos. la ando todo o sangue" BADCBO 5V"O"6 5continuando6 Euando o abandono &( $ passado" Pedro de p$.MO828 CO8 ODMO.)o $ muito diferente das %ue tocam os dem0nios.D2 BC4#2 Budo est( em seu lugar" As peças começam a se encai/ar" 2 ocê sabe disso" Você sente %ue est( em seu lugar" Pedro retira a pedra do fundo da /ícara" BADCBO 5V"O"6 O presente" 2KB" + . sabiaF P2D#O 2stamos pr3/imos agoraF 4A#OBA Bal e!" Pr3/imos de %uêF .

no ch)o" .De um fimF De uma respostaF 9m do outroF De %ue alem essas perguntas. desapareceram" Pedro suga toda a fumaça e parece engasgar. tamb$m" BADCBO 5V"O"6 2 o futuro" Corta para< C.BA#D2C2# Pedro de p$ sobre o corpo do pai. pu/ando a fumaça de sua boca" A 8ulher #osa como o #io e o Momem com Olhos de Bigre. apoiando*se sobre a mesa. afinalF P2D#O 7 o %ue nos mo e" 4A#OBA Bolice" Vou te mostrar o %ue me mo e" A 4arota mergulha nas (guas e desaparece na corrente!a" Pedro olha para o outro lado do rio" Badito caminha para entre as (r ores.DA + 2-C#CBb#CO + 2.B" + CA-A A. ele derruba uma /ícara a!ia de ch(.B" + C4#2LA + . desaparecendo.OCB2 Badito toca a terceira pedra por um momento" BADCBO 8as ele tamb$m se torna passado %uando o dei/amos pra tr(s" Corta para< C.BC4A D2 :AZ2.

BADCBO 5V"O"6 2 o passado se torna presente %uando analisado no amente" Pedro se abai/a e nota as três pedras caídas pr3/imas a /ícara" 2le pega as três pedras e as coloca no bolso" 2nt)o, le anta*se e ê, sobre a mesa, em frente ao corpo do pai, um chap$u e um guarda*chu a" Pedro, ainda tossindo, coloca o chap$u, mas ele $ pe%ueno pra sua cabeça" 2le pega o guarda*chu a, mas ao olhar para &anela, percebe %ue o sol est( %uente" Pedro ent)o, caminha para fora do escrit3rio, tossindo cada e! mais" P2D#O 5V"O"6 M( uma sensaç)o, ent)o" Como se as coisas, enfim, começassem a se encai/ar" Como se as coisas fi!essem algum sentido" 2KB" + C2,B#O DA CCDAD2 + B28PO- AB9AC- + DCA Pedro caminhando entre as pessoas" P2D#O 5V"O"6 2nt)o, subitamente, n)o fa!em mais" 2 acabam"

Capítulo Y The prick with the stick * ,em ferrando %ue d( pra sair i o e em pa! depois da leitura de Antonio Callado, minha u a" Euarup $ um li ro cha e, da mesma esp$cie caudalosa e borbulhante %ue o 9lisses de Lames LoGce" Ou estarei cometendo um pecadoF Pecadilho, diria" Callado $ muito &usto na sua readaptaç)o de uma &ornada mitol3gica no decorrer de uns de! poucos anos, iniciados pouco antes da morte de um 4etPlio Dorneles Vargas 5com tudo l(, at$ o tirambaço no p$ de Carlos Dacerda e outro, fatal, no ma&or da :orça A$rea #ubens :lorentino Va! + confira na ciHip$dia, o Crime da rua Bonelero6, culminantes com o golpe de Y\ + %ue se estende para muito al$m das p(ginas, tudo testemunhado por um protagonista t)o inconsciente do seu papel mutat3rio de si mesmo, t)o charmoso em suas dP idas e perfilado em ch)o de terra, na Pernambuco de 8iguel Arraes, %ue $ como se a alia no li ro de reportagens, Bempo de Arraes 5com duas ediç'es, uma antes de Y\, pela Ci ili!aç)o .rasileira, %ue o meteu na pris)o + onde rabiscou as primeiras linhas do %ue iria a ser o Euarup, e outra de de, na abertura, uma c3pia %ue tenho, da editora Pa! e Berra, %ue, coincidentemente, tinha seu conselho editorial encabeçado por Callado, Antonio Candido e :MC6, um li r?reportagem %ue tinha sido precedido por outro, Os Cndustriais da seca e os galileus de Pernambuco, de ;e, construído em cima de s$rie de reportagens feitas especialmente para o Lornal do .rasil" Acontece %ue em Bempo de Arraes, Callado &( enfia uns dois ou três indi íduos %ue ele romanceia em Euarup" Ou se&a, tudo gente fina, realesca, como os demais %ue o padre ,ando, o protagonista her3i* picaresco do li ro, começa a encontrar no seu caminho, %ue se traça em sete partes, das %uais, e agora olto a me arranhar com o 9lisses de LoGce, t)o her3ico, t)o num Pnico dia, dier3ico, n)o $ de se espantar %ue eu %ueira me arriscar, nessa enfiança te/to adentro, um orgasmo de linhas" 2sporreaç)o de pala ras con ertidas em \D, mulher= As realidades entre as linhas de um li ro s)o as Pnicas %ue nos cabem" 2 caçando a realidade entre p(ginas por %ue n)o encontr(*la no %uarupi!ante $pico do CalladoF 2 l( est(, ao menos para mim, iniciada em sorumb(tico silêncio de %uem s3 conhece a pr3pria o! e $ incapa! de se comunicar com Deus, O Ossu(rio, primeiro capítulo, de des enturas e andanças n)o t)o pesadas, s3 imploradas, espremidas e sangradas e molhadas e manchadas nas cuecas e dentes trincados pela noite adentro, muito te3rica, muito muito" Csto tudo para se desprender no capítulo seguinte, O 7ter, onde enfiamos pelo nari! todo o e/agero %ue ousamos n)o pedir, e esperamos uns outros personagens estranhos, uns defendendo %ue crianças se&am infladas como bal'es, le adas ao c$u no paraíso color*entorpecido dos lança*perfumes, en%uanto, padreco ,ando &( tendo descoberto o se/o,

agendamos um anPncio, um pr$*acontecimento + este $ o inter alo negro, mas não se di# inconseqKente, %ue culmina n?A 8aç), terceiro capítulo, %u?$ onde eu esta a, e %ue apesar de ser negro 5$ nele %ue 4etPlio morre, se morre, morre*se o 4etPlio Vargas com uma bala na cabeça6, $ tamb$m transformador, por%ue ressuscita uma s$rie de modos e maneiras de antanho, du?antes de se fa!er necess(rio ter roupa, do antes de ser preciso fingir e chantagear pelo amor e pela dor, de t)o antes %ue at$ parece efeito do $ter + tanto %ue -onia se enfia na mata e n)o olta, e $ bem capa! d?ela ter $ morrido &unto do seu índio papil)o" 2 $ s3 n?A Or%uídea %ue se se pode enfiar depois de t)o (spero bati!ado 5%ue, $ claro, s3 se bati!a de erdade um homi %ue sai dos osso e se enfia pela eteriedade e depois se ira alimento*pecado e se cospe de olta pra brotar em flor ness?mundo6, %ue $ onde se procura o centro 5Callado, t)o sutil, cisma de falar tamb$m dessa mística6, e te enfia floresta adentro, onde a busca n)o $ o %ue se pensa, mas a %uase*morte %ue ela causa $ real e est( l(, e para %uem sobre i e, s3 h( o caminho 5s3 h( um caminho, $ claro6, A Pala ra, o %uinto capitulo, onde a realidade se reconstr3i em sílabas e ti&olos dei/am de ser parte da casa pra se fa!er casa, se fa!er ob&eto de alor, con%uanto %ue se&a mesmo a pala ra %ue constr3i o mundo, %ue $ preciso sacrificar pra!er e medo em prol da re oluç)o %ue ainda n)o $ clara, n)o $ s3 bele!a e dese&o e satisfaç)o e alegretes do se/to capítulo, A Praia, %ue ainda n)o eio, e %ue $ t)o belamente ilustrado, com paredes cheias de pala ras 5D2*VC,*DO6 e %uartos e redes e barcos e areias e ch)os e puteiros todos cheios t)o cheios de bucetas e pancadas e torturas e cegueiras %ue te &ogariam, enfim, n?O 8undo de :rancisca, onde o caminho escondido dos santos era o caminho perfeito do pecado, e do adeus, adeus, por%ue o mundo segue para al$m das p(ginas" 2 com essa, Badito tombou e/austo, go!ando n)o dentro de Ducinda, mas numa camisinha erde, o %ue a fe! estranhar mais do %ue o homem em cima dela n)o ser o ga&o costumeiro %ue costuma lhe pinçar a /ana pela noite, nem dele desrespeitar o c3digo de s3 se arrematarem na%uela esp$cie de intr3ito dentro do %uarto a!io preparado por ela" De p$, obser ando uma sucuri de orando um &acar$ num perfeito e natural bal$ de couro e (gua imortali!ado por alguma auda! lente fotogr(fica pendurada na parede num %uadro de madeira tomado por cupins, ele erbali!a, simples< * Eue raio de bicho grande" 2 n3s s3 com o bicho*momento para ter de monstro" 8onstro %ue se arrasta a, momento %ue cedia, dia %ue surgia, tirando ela da cama, dei/ando*o s3, catando doaorredor do pr3prio pau um punhado de pentelhos ermelhos %ue, afinal, era o Pnico tipo de lembrança %ue homem ou mulher eram capa!es de dei/ar em sua bre e di is)o de corpos consistida na insubordinaç)o do dese&o sobre o car(ter, no mo imento %ue n)o s3 le a a D(rio Vuturu( con ertido em Badito 1 cama de Ducinda, catando os pêlos dela dos seus, cheirando do ar o l(te/ das pr3prias estocadas, mas

no o Badito*D(rio. um processo muito natural em %ual%uer um %ue cisme de comer da terra e oferecer@" >. %ue suga a. %ue agora. nessa altura abraçada a uma ine/plic( el ontade de tentar*lhe o dese&o + diferente doutros tempos. ap3s uma noite metido 1s claras. e chorada. diabos. %ue delira a. feli! de saber %ue n)o h( crime corrente. $ Badito. mas o bastante pra se di ertir numa trepada &o em %ue era o %ue tinha andado a receber pela noite com D(rio. &untaram*se na festa os mais di ersos sentimentos e consagratudes" Budo para er o no o Badito ganhar*se pra fora da casca de D(rio. &ornada epistemol3gica de toda a noite. &o em eleito na intenç)o de sacrifício. subia ao c$u %ual fumaça. %ue l( ainda n)o t)o coroa. e fe! festa. pergunta um tipo conhecido de Pedro*8orto. testemunho de Zacarias. s3 pastilha. uai. n)o mais importante. e todos os antigos moradores da Or%uídea. diante da casa da &o em .ebel. pra fora do mundo. ainda n)o %uerendo dar pra ele. dessa e! irada em noite adentro.em indo ao seu pr3prio planetinha de pa!@. desfilando. ainda na rua" Ainda. agora &( es%uecido. chap$u na cabeça. %ue &( n)o $ D(rio. >era %ual o romper de uma casca. rindo*se tamb$m de Ducinda. como a festa foi boa= Como uma ida %ue se fa! numa noite. apenas sentindo*se i a e %uerida" 2 tamb$m odiada. e inunda tudo %uanto era mundo conhecido e te imprensa contra a parede. >%ue bom %ue bem@. uma das Val%uírias. na mescla de identidades %ue.%ue tamb$m se detecta a no terceiro ou %uarto filho de Anhanga(too Bherion. nem mesmo dese&ando*o. %ue este n)o $ filme inglês. &aleco preto sobre os ombros e guarda*chu a negro de seda usado como bengala. em sil os. %ue agora &( n)o era. %ue em apocalipses assim $ tamb$m uma rocha %ue de repente se torna li%uido. n)o h( Momem de Palha. n)o ia. >como est(F@. tampouco Anhanga(too ou -antana le am &eito de Dord -ummerisle. nem sacrifício. e te &oga pra fora da ida. cagando pela boca uma no a pele + um delírio compulsi o %ue o &oga a para fora. $ o %ue pensa a o Badito. desperta a mais uma e! a besta. responde o Badito*D(rio. ira a gente no a. %ual %ue sentisse de uma s3 e! toda a doloriç)o %ue uma cidade $ capa! de . %ue foram er o nascimento do no o e Pltimo Badito" 2. %uando a simples presença do &o em a incendia a por um todo. a pe%uena Val%uíria. pois s3 age de acordo com a nature!a e o caminho" irar uma cidade + uhm. onde compareceu -antana Conselheiro. con ertido. flame&a a o bêbado amigo. %ue mandou carro buscar o no o Badito. chamado por Ducinda para obser ar de perto o momento de transformaç)o. e agora corre pela festa. dentro de D(rio. processo de metempsicose. respirando do ar de Pedro*8orto. %ue $ como ele anda a a comê*la. %ue tamb$m chamou a atenç)o de Anhanga(too.

$ dor de final. iram*se os olhos. endo Badito andar no meio das pessoas. ener ando alguns. D(rio começa a a escorregar. $ Antonio C!abel %ue amarga um engasgo. Badito*D(rio. certeira. c?a%uela fuga. ent)oF :rancine Boledo de Assumpç)o foi a d$cima segunda pessoa a se mudar para a Or%uídea" Chegou so!inha. ele sabe. rindo das piadas. chamegado. %ue nesse momento se esconde no menor compartimento do arm(rio da sala para. a%uele desaparecer pra dentro do mundo dos sonhos de Anhanga(too. dando a ista de no a ida" 2 noutroutro lado. encerra com tudo. dei/ando de e/istir. &( nos seus inte e tantos anos" 2la solta um risinho. %ue ele sabe. afinal" 2 %ue diabo. falando com os mais elhos como se fossem elhos amigos. satisfeit?insatisfeito. felicitado.o entanto. uma tosse de 0mito %ue chega a n)o chegar a tempo. %ue agora resiste 1s descargas el$tricas do c$rebro. encontrando um broche perdido sob o sof( da sala. desfila. %uase rindo. deitando*se sobre o piso gelado. e como riu" A coisa de. %ue $ como todo bom teimoso realmente fa! as coisas. &unto a uma dor no braço es%uerdo. por puro acaso. Badito no o. irando as p(lpebras pra fora. adiantando as obras da capela. estes n)o sem conse%[ências< começa o fim do mundo" 2 na noite. %ue em outro lado. %ue esta a assistindo um epis3dio de Dost bai/ado por seu filho 5ha ia tido filhos ali=. desconsiderando os comandos para %ue se mo imente. se di ertira como o diabo6. silenciosa. ela esta a l(. na erdade. um mundo %ue atormenta a e pesa a segundo a segundo e %ue s3 podia ser resfriado dessa forma. lembrou*se de %uando ou iu falar da primeira e! sobre a chegada de D(rio Vuturu(. %ue n)o $ um broche" 8as o %ue $ %ue $. e por isso mesmo se esparrama pelo corredor. contando hist3rias macabras. alucina o &o em filho de Anhanga(too. %ue boa parte do bairro &( n)o era mais da%uele fu!uê todo de arrancar as roupas e se enfiar uns nos outros pela ida afora" . outros dois crimes. na cama. a Val%uíria %ue sonha com . tra!endo na bagagem s3 a imagem retinada da ista da &anela da sala de seu Pltimo apartamento< uma mi/3rdia de antenas e &anelas %ue rebatiam o sol de olta pr?ocê. assustando crianças. dor de %uem encerra" De %uem. bebendo. ao alcance da m)o.2 graças a Deus. brilhante de ida e relu!indo de mem3rias %ue começam a lhe in adir em torrente de en/a%ueca. esparrama*se o sangue. um pobre diabo a!arado tornar*se candidato ao cargo de uma entidade antiga e poderosa era ainda mais ridícula na ida real %ue na Pltima temporada do seriado" . e Antonio nota. testemunhar o assassinato de seus pais" Bouch$=. arrefecer para fora" 2. bebendo da garrafa de bêbados imundos. o barulho de de!oito aras de ergalh)o de XOf sendo arrastadas pela noite num caminh)o de entregas.ebel. sendo cumprimentado. cisma a de n)o o fa!er de todo. chutando pedrinhas.

-antana. $ a declaraç)o. . suponho" >O mais elho" >Como se chama"""F >. da declaraç)o de %ue estamos acabados" * 9ma igre&a reformadaF Ah. como disse o seu Spai*m)e?. As um de los mais anti os moradores deEla Orqu1dea8 Está aqui prattticamente desde siempre. pela primeira e! trocando pala ras com o amigo %ue. %ue n)o te e&o" >Claro %ue n)o saio muito de casa. e. $o que o 6il'ncio caminha dentre a multidão! na direção de %adito! a"oelha na sua frente! &ei"a suas mãos e! de volta so&re os dois pés! dá uma pirueta de LMNO e retorna ao lu ar de onde veio. Anhanga(too. seu bosta.unca ouvir falar dele? -á que ultra"e. ah. >2 este $ um dos seus filhotes. santana*sanfona.* Csto. o barulho %ue se assoma 1 nossa festa. enha comigo" >Benho um pouco de coca comigo" >Chegou recentemente" >Vou adorar compartilhar desta contigo" >Pelos elhos tempos" .= >Eue nome esplendido= >:abuloso= >. ah. andam a destruir minha principal sala de reuni'es + o %ue me dei/ar( ainda mais caseiro" >5Ora esta= #eformarem esta pemba de capela para %uêF >2u fa!ia muito melhor uso dela do %ue %ual%uer um dos seus fi$is" >Padreco de meia tigela=6 >8as dei/e estar= >Ando feli!" >Venha. me surpreende %ue algo t)o pe%ueno abale sua f$ + respondeu Anhanga(too. n)o fala a com ele h( mais de de! anos" ) E quem é aquele? ) -as qu'? .on reconhece? A o 6il'ncio. sanfona. mesmo i endo apenas %uinhentos metros distante de sua casa.)o e&o esse desde %ue cabia na palma da sua m)o" >Desde seu ilani!ado parto. mole%ue. a tro oada desesperada do anPncio.

De &oca fechada não há monstro que consi a te en olir. era por ele. %ue desistira de tudo. %ue era s3 onde ela podia ou ir a%uele homem. %ue &( n)o cabia mais a sua pr3pria dor. com uma roupa elha e rasgada e sempre portando um guarda*chu aA %ue era por ele 5a%uela bengala tosca de seda preta %ue ele carrega a pra cima e pra bai/o6. ent)o $ dela. uma atrocidade=. %ue agora ia ag[entar a de outros. e se for essa ida o diaboF.>Antes %ue comecemos a guerra" >Antes %ue tudo ( pro caralho= >-eu filhote. %ue D(rio começa a se esconder. s3s" Cheiremos= Ducinda bebia o nono copo de cer e&a. %ue ela reconhecia agora. era s3 um pobre*coitado. %ue Pedro se escondia. %uando Badito chegou. entrando num &ogo de destruiç)o.)o era. sustentando um fim %ue desa&uí!a. ah. n)o" >2le fica" >. no sorriso de um homem %ue n)o %uer mais ser conhecido como D(rio Vuturu(. D(rio %ue n)o $ . $ ora era s0 sil'ncio que &astava! porque assim evitava de despe"ar as idéias que o consumiam em fe&re e alucinaçCes noct1va as que aca&avam! sempre! &atendo)lhe na porta! pedindo um rumo e uma trama e uma historieta que fosse. * Agora. le ando a moça pra casa. respirando fundo + #og$rio Duprat com Os 8utantes tocando Cinderella #ocHefella. protegido do sereno por um chap$u elho de palha. acompanhado de pe%uena comiti a de cidad)os admirados pelas mudanças %ue intima isi elmente ocorriam sob seu rosto de bochechas barbudas e l(bios emoldurados de pêlos grossos" . da ida. %ue dei/a inconse%[ente. se desperfilando todo. %ue $ como se fa!. tamb$m. o homem %ue ela conhecia e aprendera a amar. de lindos olhos tristes. $ como se acaba. Anhanga(too""" 2u e ocê. %ue se escondera como algu$m tem ontade de fa!er na presença do diabo. $ como se le a.)o %uero ele perto de mim" >2stas criancinhas a!edas""" >Como as suportaF@ 6il'ncio deve de ter tido outro nome. afinal. %ue n)o era Badito coisa nenhuma. en%uanto isso +. focado num de er. cego pra ida. %ue ela tinha lascado brasa do %uarto a!io. dentre tudo o mais. Declinada a criação! 6il'ncio &uscou cura e conse uiu. e $ dela. mas sim um dem0nio de face rosada.

Pedro %ue &( n)o $ mais Badito. e tu. su&ando a cueca ou o lençol. abocanhando ele. t)o gostoso o meu neguinho. %ue ia me fa!er chupar ele. nunca %ue acerta a meu buraco. ficar de pau mole. me pegando assim. e uma hora. mesmo dese&ando. e catu. carinhos dele. %ue era tupi*guarani pra boca. da &uru dele. de e! em %uando confundia rosca com peri%uita. aceitando os carinhos. um diabo de gênio teimoso. fantasma de alma separada do corpo no tupi*guarani. o estrondo. e depois de um tempo. %uando. %ue te %uero toda. molhado e tocado e %ue agora começa a a sentir""" * Por%ue agorinha mesmo. %ue at$ pra meter. essas suas m)os diferentes. me fa!endo bei&ar o ch)o. e at$ demos caras pros deuses %ue nos agradam. aguardam e guardam nessa ida. na erdade. com mais e mais força. %ue tanto &( &ogamos. at$ a cabeça ficar grande e dura e %uentinha. por%ue fomos n3s %ue in entamos e alimentamos cada fio!inho de medo e terror e ontade. &(. a%uele Vigarista Lorge. e sorriu. %ue ela ia er ele mudar. ela bêbada. %ue $ como esta a Pedro Conselheiro. %ue ele sabe %ue isso $ besteira. esfregando essa barba no meu pescoço.G Bhe Pound do 4enesis. ela começa a di!er %ue $ mentira. p(ra completamente. mas ainda o $ tamb$m. procurando minha buceta. anhanho. do can(rio. %ue era o tombo. bobo. e o bicho. do bom cantor. ou n)o $F Anhanga(too. era s3 esperar. de acordo com o prosseguimento das pala ras do elho -antana. me dei/ando com um tes)o t)o doído. ele esfrega de le e minha calcinha com o dedo. mas %ue tamb$m era o nheengatu da Díngua 4eral. %ue a . o %ue temos a%ui $ um di ertido &ogo. e n)o di! mais pala ra. dei/ando*a nua em pêlo ainda na sala. %ue começa a parecer confuso. %ue $ preto. um pouco desesperado. de agarinho. e h( tanto tempo. me alisando todinha. sempre bobinho. assim. e at$ %uando $ bom. %ue era o bonito. %ue $ como eu. sem sentir pescoço ou carne ou dente ou at$ campainha do fundo da garganta. e as m)os %ue Ai= me alisam todinha. finge n)o se importar. igual o outro. um tipo de Caipora do cerrado. eu sei %ue ocê notou %ue teu Zacarias num t( mais a%ui. %ue &( me conhecia t)o bem. eu eu eu gosto sim eu gosto -ims" * E?nem o 8aracatu At0mico do Lorge 8autner. o nheeng*catu da língua boa. Anhang(. $ bem simples. todo pi/una. ou uma mPsica do (lbum -elling 2ngland . e di! %ue muda e muda=. e o erme e o batido. me fa!endo te pu/ar pra mim. %ue &( era. tirando elo! e en ergonhado. a gente se cansa. n)o muito r(pido. e como este D(rio tamb$m ia a estar. se esconde na mesma cratera %ue ele. %ue $ como se gosta. &( dando a dica de %ue $ pra ir. &(. %ue $ %ue mesmo o outro. mas era engraçadinho. e ele ia começar. limpando o nari! do branco do p3. %uando n)o $ r(pido. sempre $. %ue ele num compareceu pra festa do no o Badito. agora ali. perguntando se tinha sido bom. catarrou fundo pra dentro.

e Zacarias matou ela tamb$m. cortou o homem no fac)o. ocê sabe. e amos er se o &ogo segue pra pr3/ima fase. %ue agora $ %ue ia mesmo es%uentar. %ue fa!F Ai. a essa hora. n)o tem nada %ue se&a certo.guerra. %ue $ agora %ue a brincadeira começa.ebel. ta a em casa. assim como a m)e. se eu ou ocê $ %ue ai poder tocar uma estrela. &( de e ter batido na porta. de t)o tolo %ue ele era. mas pra %ueF. bonitinhos. a &ogar su&o. e descobrimos tamb$m se $ %ue tem um chef)o. Zacarias %ue ai ser minha muleta. ocê e os seus. em guerra de bicho rai oso e teimoso assim. na casa da .ebel. com os pais. ocê comigo. ou se os dois. e o Zacarias. %ue $ com força e com &eito. de ia manter o segredo. eu com ocê.ebel. e %ue en%uanto feste&a a a%ui. %ue $ tamb$m como elas gostam. %uer di!er. por%ue em guerra assim. afinal. ela no %uarto. ou se ai ser todo mundo" 2 se for todo mundo. continuaram em comunicaç)o telep(tica. %uando Zacarias. e at$ da 8acuco mesmo. por%ue ai ser a pro a de %ue o duelo ha ia era de ter sido muito engraçado. tamb$m. se $ t)o mais di ertido assim. e a gente começa.ebel. d?eu te contando %ue o Zacarias %ue era teu e agora $ meu. o duelo" . agora. e depois pegou . %ue $ moça conhecida de tudo %uant?$ homem da Or%uídea e da Volta do 9mbigo. %ue a mocinha l(. eles na sala. . en%uanto o no o Badito n)o se aprende nesse mundo. foi l(. ei eu n)o %ue n)o digo. igual ocê e eu. ui. $ at$ bem mais %ue engraçado. a coisa ia es%uentar. a coisa. cuidadosos. e comeu como se come mulher no a. tanto $ %ue eu te comi o rabo. com essa de %ue seu Zacarias t( comigo. e no pronto*atendimento do senhor pai de . %uer di!er. o %ue aconteceu $ %ue eu mandei Zacarias ir l(.

oa ula/ trechos deste cap1tulo foram e(tra1dos da revista Papo)5a&eça! edição MP! "unho de LQRR te(to de/ Antonio C!abel =dos arquivos cedidos G Dário Vuturuá> Fomo seria viver em um lugar onde o desejo de matar e destruir é constantemente encorajado0 Fom porcos queimados rinchando pela noite. fuligem e poeira. Preferia dei(ar $nhan aátoo %herion! 6alomão @ernando e 6antana 5onselheiro no passado distante! enterrados na es&0rnia dos tempos de faculdade.ão se referia claro! a fenda natalina de %eodora! puta velha do cortiço que tanto e tão &em lhe servia ao lon o dos anos! mas G ida pra -acuco! pro ramada pra manhã se uinte. afinal. onde n&o h! tempo.ão queria ter de rev')los. onde até as poças d@!gua s&o velhas conhecidas. . 5om Sleiton e Sledir a encharcar as paredes do puteiro com sua Pai(ão! $ntonio ?#a&el entra deva ar! escapando do ar impre nado de perfume &arato 3 que! afinal! ainda terá que passar em casa! e não lhe ca&e a&raçar a esposa com o patchuli das putas no colarinho! que isso não é direito. O caso é que $ntonio não queria rever aquelas pessoas. ressuscitados pelo fogo. ( distrito de Fordeiro tem escolas. pouco trabalho e absolutamente nada para se fa"er. correndo como dem)nios pelos quintais assombrando o sono aflitivo das crianças ou ainda a noite mal dormida dos amantes0 +udo isto se passando sem que o mundo por si mesmo passe0 Nesse lugar afastado e distante. mundo ou vida0 (nde n&o h! nada. (nde h! liderbade. Era o para1so que ia conhecer? . Dacuco é só estrada de terra. . 6u&iu! deva ar a ora! que nem era tão mais velho! s0 andava cansado. E um pouco nervoso.Capítulo d !osa como o seu cu%in)o -. %ateou pela entrada! pr0(imo G parede! até achar a escada onde! muitas ve#es! &'&ado e &a&ado! desceu temendo pela pr0pria vida! alta madru ada! completamente va#io de porra! es otado! e com um sorrisão a&estalhado.olve et . 5omo era ami o dos tipos importantes fundadores da tal utopia criada por lá! a Orqu1dea! seus editores não viam mal em ser ele o enviado para aquela reporta em.

Era a discrição! principalmente! que fa#ia com que $ntonio ?#a&el voltasse prali todas as ve#es. /ntidades larvais guardando algo vivo.artas do ya e. . .$ grande atraç&o para os moradores é a bisbilhotagem da vida alheia.= 6urroughs nas .ma ereção mal e mal escondida! apertada! avolumando)se! indiscreta! nas calças "eans 3 era pelo pau mesmo que! muitas ve#es! foi levado até o quarto para perder)se nos orif1cios peludos de mulheres feias! ordas! de dentes tortos e maquia em e(a erada. 5omeçando pelo motorista do <ni&us! um retardado com a &oca queimada de cola de . <.ltimas linhas das suas .m lugar onde o passado desconhecido e o futuro emergente se encontram num "umbido vibrante e sem som.aqueles quartos onde tanto e tanto o#ara! é que $ntonio conhecera %eodora! que em sua mocidade s0 servia aos mais velhos e que! a ora! ele velho! ela ainda mais! passara tam&ém a lhe dar o osto! encaçapar)lhe a lande numa sucção an elical)dos)dia&os 3 :ue mesmo a ora! ce a dum olho! sempre de 0culos escuros =de aro plástico marrom semi)transparente>! ainda era ela a preferida de muitos! que se revoltava quando um homem não ficava teso na sua presença! mas que tam&ém era amorosa e sa&ia reconhecer nos seus clientes! todos tão especiais! quand´é que um estava nervoso! e quando é que não ia adiantar! que como no caso do $ntonio ali! o pau não ia endurecer mesmo. -as que fosse! que se estava ali! al o ia anhar! e ela o fe# se sentar do seu lado! e tirou)lhe as calças 3 ele! com essa! se lem&rando da "uventude morna! quando ainda nem havia se(o! s0 toque! e uma namorada! de chico! tocava)lhe uma punheta! ali! a cena quase que se repetindo! não fosse que as mãos de %eodora eram menos macias! mais e(perientes ao mane"ar seu pau que! se não endurecia de todo! tam&ém não estava morto! e ele até a a&raçou quando o#ou! dei(ando uma pocinha sem raça no chão! que era e(atamente i ual a outra! do passado! com a namoradinha nos quin#e anos =e ele tão enver onhado> 3 mas na outra ve# ele que limpou! e! um pouco &o&o! um pouco or ulhoso! até pediu &is! mas que isso era coisa da "uventude e a ora um o#o que se tinha "á era um o#o que se tinha! e tava tudo &om! e ele a&raçou %eodora e encerrou)se ali a noite! que não era sem tempo! não! o&ri ado! não posso com cerve"a! tenho)tinha que ir! até mais ver! e se foi! dei(ando as notas ense&adas no criado)mudo e sa&e deus se teodora lavou lá aquelas mãos dela não é )) -ais tarde! $ntonio ainda sentindo a pesada mancha de s'men na virilha! sentou)se! como de há&ito! no meio do <ni&us! re#ando para não aparecer nin uém querendo se uir via em sentado ao seu lado 3 precisava de concentração* há tempos que sonhava com uma oportunidade como essa/ a redação de uma matéria tão honesta! sincera e capa# de retratar as dif1ceis maneiras de viver a vida de quem vive num lu ar que não tem muitas opçCes pra se viver.

de filhos. incapa"es de um go"o que seja. $s trepadas mais inacreditáveis! escondidas! tornadas se redos de estado em nome da ordem. . $ tipos assim somavam)se lendas locais so&re homens tão &em dotados que encheram de medo suas eventuais e raras amantes 3 tanto que muitas moças s0 desco&riam o tamanho da vara que iriam enfrentar na noite de n4pcias* rapidinho depois disso! começava a se formular o mito de que esses po&res coitados eram verdadeiros cavalos.sapateiro 3 ente que pira ao ponto de achar que é um ro&< precisando de 0leo e desperta co&erto de tessitura qu1mica queimando os m4sculos da co(a. produ"idos ano :eixando mulheres -nchadas. 9ó n&o se d&o conta disso. que ninguém era bobo de remar contra a maré.ma geraç&o de analfabetos funcionais. Foisa de cidade pequena8 uma certe"a de que o lugar nunca que ia pra frente. To&isomem! tam&ém. as . ?ue é que se acha de estar num lugar desses0 Nada. passos vacilantes. redondas. :ue cada um é cada um! ah8 -eu Deus! isso eu sei. 60 que se pensava num esto de quem tá de fora! que não sente! s0 espera a construção 3 coisa de quem pouco vive! muito sa&e! e nessa em&olação de muito e pouco! aca&ava que não sa&ia nada nem do todo. cigarro entre os dedos. .m castelo de cartas. / nunca terminam. / tome obras que nunca param.m &ar! uma discoteca que não funcionava e um tempo em que isso tudo a&ri ava até um cinema! desses que toda cidade#inha tem! com pro"etor e cai(a de som que virava portátil na marra! arrastado de uma cidade pra outra. . a ano. todos iguai"inhos aos outros. caminhando sem prumo. . .ma confus&o de prefeitos e ex#prefeitos brigões. disformes.ma o&rinha cin#a no centro da cidade. %inha a mulher que a população inteira acreditava ter ca1do de uma ponte e morrido! mas nin uém tinha certe#a.ma saraivada desgastadas. ?mprovisados! os cinemas eram uma seleção repetitiva de filmes que não fosse a mem0ria de pessoas como $ntonio ?#a&el! que de certa forma cresceram nesses cantos esquecidos! freqKentando salas como aquelas! enfrentando as loucuras t1picas de quem é contaminado pelo solo! pelas delimitaçCes eo ráficas 3 não fosse isto* esta confusa maneira de ver! enfrentar! pular em cima das coisas que lhe aparecem! $ntonio ?#a&el não teria no seu passado a vontade de conhecer! que era! afinal! a ra#ão pra ter ido pro curso de teatro de 6antana 5onselheiro! onde havia conhecidoU . . m&os tr*mulas. 5umbis. :escontando nos filhos cada desventura.ma confusão dos dia&os. / homens abdu"idos pelo !lcool. Tástima de lu ar! era como o $ntonio primeiro pensou de -acuco assim que desem&arcou na rodoviária.

ricos entediados e com medo da morte. /mbora n&o seja o ideali"ador da utópica comunidade criada numa cidade"inha no interior do estado do >io 2esses créditos devem ir para 9alom&o Lernando e 9antana Fonselheiro3. -enos divertido que as festas do ácido promovidas por Sen SeseV! mas ainda assim! muito interessantes do ponto de vista de quem se interessava num entr0pico movimento cultural na direção da reali#açãoWconstrução de um universo dilu1do! em constante colapsoU U Pedro 5onselheiro e Facarias. este O. quem era visto como l1der da comunidade. >on Qubbard tupiniquim. principalmente. N&o só por ser a figura mais conhecida 2para quem n&o se lembra.a comunidade ideali#ada criada por $nhan aátoo %herion =uma &icha velha que vivia aliciando os "ovens atores nos tempos do curso de 6alomão>! o alistamento de Pedro 5onselheiro era di no de nota/ <( fim de todas as eras. =Facarias não mereceu nenhuma linha na matéria. 6ua o&ra flertava com o cinema. UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU UUUUUUUUUUUUUUUUUUUU$nhanga!AooUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU$nhanga!tooUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU+herionUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU <Qentenda que fim pretendemos dar ao mundo. Esperando na rodoviária. $nhanga!too tornou#se conhecido em todo o mundo ao supostamente promover um encontro entre os escritores Killiam 6urroughs e o recluso +homas PAnchon % uma lenda que lhe serviu muito bem3. ( começo do Dundo 9egundo= /ra assim que $nhanga!too +herion anunciava a fundaç&o da sua (rqu1dea. definitivamente era $nhanga!too.Do porrilhão de &atalhas travadas e não vencidasU )) Pedro 5onselheiro e Facarias.> . mas também por conseguir arregimentar ao seu redor toda uma gama de artistas. Pedro! por outro lado! era famoso! "á tinha dois ou tr's livros &astante conhecidos. $mi os dos tempos de teatro. intelectuais e. Qé simplesmente huma quest&o de deixar de lado as limitações e barreiras himpostas pela .

é que num mundo corpos dominado e por um a tipo assim. efusivo. $nhanga!too +herion conseguiu o *xito de fa"er até com que as pessoas que vivem l! se comprometessem com sua miss&o de criar um para1so na +erra. $ resposta chega a constranger. de D(rio. responde#me. na%uele fogo emputecido. mas que facilmente nos cansamos de ouvir3. pergunto que raio de palavra era aquela. é o que se ouve nas ruas de Dacuco. na cama. $nhanga!too conseguiu seu maior trunfo quando Pedro Fonselheiro. um dos sócios de $nhanga!too.. foi morar na (rqu1dea com eles. Entre macuquenses e macucoenses! os pol1ticos discutiam quem seria o primeiro a nascer numa cidade onde o mais pr0(imo de um hospital! uma assim chamada 75asa do Parto9! nunca tinha sido efetivamente capa# de dar G lu# a nin uém! em&ora tenha se sa1do um &ocado &em em enviar al uns indiv1duos para a lu#. agir como quiser. fala a pra Ducinda ou ir. ( perigo de se ter um ditador como $nhanga!too. autor de tr*s livros de sucesso. Fara de pau. que o encantou *Z* Da sensaç)o de desespero oportuno %ue Caetano sentiu e tomou pro eito %uando uma multid)o lhe aiou e encheu o palco %ue ele di idia com Os 8utantes.umanidade=. mas todos fingem muito bem. mais ou menos assim. mas %ue ainda fala a. <Oiderbade=. $parentemente Pedro fe" uma visita a seu tio. n&o seriam a somente apenas também nossos estaria pensamentos serem moldados8 liderbade comprometida. cantando d?%ual%uer forma. 9antana Fonselheiro. dum passado %ue &( n)o se ia. sentado na cama. desclassificado dias antes" -ensaç)o parecida com a %ue enchia Badito.. em solidariedade com sualmantiga. 2. n&o tanto pela obviedade. mas pelo car!ter infantil8 # Oiderbarde é a liberdade de se pensar.> . atirando pra todos os lados. tocando A Proi&ido Proi&ir. nem sentia. fala a. um deles migrando para o cinema.3 Fomo em qualquer sistema de governo que se requeira um l1der. %ue &( tinha se descascado. mas %ue pedia passagem" . com o Deus solto. gastando a garganta. agora. tudo em solidariedade ao amigo 4il. sob aias. falar. $nhanga!too +herion 2um nome que n&o d! pra se cansar de escrever e falar. ninguém sabe muito bem do que est! falando. quando conheceu uma jovem macuquense =Outra particularidade/ a cidade não tinha e(atamente um nome para aqueles que nasciam lá.

$ preciso %ue se&amos capa!es de criar" 7 esse esforço.esteira@. ele n)o te e tanta coragem de se afundar %uanto ela + ele n)o sabia se era erdade a%uele papo do LodoroRsHG %ue depois %ue a gente chega no fundo do poço. desa isado. era proibido %ual%uer som" 2n%uanto isso. mas n)o h( outra saída" 2nt)o. assim como Pedro.)o se preocupem. >no fundo do poço a gente ca a ainda mais pra bai/o@" Pegou o resto de dignidade %ue tinha e foi perdendo aos poucos. encostada ao portal do %uarto onde at$ bem pouco tempo atr(s. corre olhos por estas linhas6. ele respira fundo" Ducinda continua parada. de %uatro. a pa!" 2. essa transcendência" -)o uns fodidos" Assim como todos %ue ieram antes deles" Pedro Conselheiro foi tirado de cena por%ue n)o tinha mais nada a apresentar" 2ntenda. %uando o chap$u e o guarda*chu a foram passados para Pedro Conselheiro< o resto do mundo" Antonio %ueria sentir. sen)o ir pra esse cu de mundo" Por%ue ocê gosta desse lugar. ao mesmo tempo. na cama de seu pai. pensam %ue sou eu.)o sabe muito nem pr?ond?$ %ue tem %ue ir" 2sse raciocínio torto %ue eu ti e o tempo todo" 2 %ue me trou/e at$ a%ui" Euer saber o %ue D(rio esta a fa!endo uns meses antes de ir pra c(F Ba a i endo num cortiço com uma moça t)o desesperada de atenç)o %uanto ele" Os dois ta am se matando aos poucos. ele anuncia< * Benho %ue falar com Anhanga(too" *Z* O terceiro ou %uarto filho de Anhanga(too. abre*lhe as bandas da bunda para poder meter o pau ali na%uele cu!inho %ue lhe $ t)o conhecido. est( nesse momento 5en%uanto ocê. a%uele %ue nutria um carinho especial pela nossa %uerida . %uando lidamos com o fim do mundo. por todos" D(rio. at$ %ue n)o podia mais fa!er nada. meu bem" 7 todo o uni erso %ue ocê conhece" 8as e D(rioF D(rio aceitou o cargo de Badito pela mesma ra!)o %ue le ou Antonio C!abel a neg(*la anos atr(s. ele olta a falar< * O fato $ %ue n)o parei de escre er" 7 o %ue de o fa!er. tudo %ue nos resta era pular de olta pra cima" >.ebel. %ueria o silêncio. embora o terceiro ou %uarto filho de Anhanga(too este&a . essa necessidade de dar sentido ao""" Cofiando a barba.* Pensei nesse tipo de sensaç)o" De %uem tem uma miss)o a cumprir" 2 n)o sabe como" . %ue com uma precis)o cirPrgica. Badito. se consumindo num mito criado por eles mesmos" Por sorte. deitado. ambos sentiam uma enorme necessidade de transcendência" Cnfeli!mente. macio e aconchegante" . di!ia ele. registrar" 8as est( tudo t)o confuso""" 8inha cabeça anda t)o confusa" 2u &( sei o %ue fa!er" -ei %ue n)o de eria fa!er isso. i er e brigar com tudo. n)oF #eportar os acontecimentos.

no seu Pedro P(ramo" :alando de outro lugar" estidos. /nt&o. ou algum outro li ro. guardando o pau dentro da cueca e das calças. sentado confortavelmente em sua sala. pegando como e/emplo o cron3pio argentino. bastando se inclinar na &anela da co!inha. se n)o ti esse &eito. ah= AM=@. por %ue o li ro do Callado. /ntenda também que eu ser fan!tico por um cu"inho rosado. mas. %ue ela agora esfrega a. onde tudo 5três estocadas= 2le tira r(pido. bem dentro do &ogo. os dois se reme/iam. >ah. 1 força de pisadas. <o que estamos fa"endo aqui é nos precipitar ao fim de uma era. di" $nhanga!too. %ue ela tinha encontrado em alguns dos &ornais %ue ele tra!ia consigo %ue na coluna %ue ele assina a. procurando entre a calcinha e os pentelhos a fenda molhada. %ue o difícil de tudo $ n)o saber onde .gemendo bem alto. n&o tem nada a ver com isso. %ue mal ela começa a brincar com suas m)os e dedos. desnudando*se pelos p$s + a incrí el habilidade dele para tirar as meias dei/a am*nos 1 ontade para. e %ue n)o entende como ele se su&eita 1%uela complicaç)o metodol3gica. muito mais %uentes %ue os dele. usando apenas um fino vestido de seda que deixaria até a >ogéria corada. silenciosa. podiam conferir toda a sala. no andar superior. %ue $ como a matriarca costuma a fa!er cada e! %ue ia fumar um cigarro. se fosse assim. >ah=@ 5a%ui ela discretamente condu! o membro at$ a entrada da agina. um delírio. en%uanto ele se encolhe. por %ue n)o um O Logo da Amarelinha do Corta!arF. o sof( e as pr3prias calças com sêmen6 %ue se desmancha $ a ida. %ue $ encontrar esses prumos e rumos. a%uela cisma mítica de %uem se fa! atra $s de capítulos e i e entre as p(ginas e. velho $4 >2/istem po oados %ue têm sabor de infortPnio" A gente os conhece s3 de sor er um pouco do seu ar elho e intumescido. ela oferece tamb$m o pescoço para ser bei&ado e %uebra o silêncio. n)o $ simplesmente dor %ue o guri sente en%uanto o pai lhe d( igorosas estocadas no cu" </ntenda de uma ve"=. informando %ue n)o tem mais como fugir. su&ando ela. a&oelhando*se ao lado do sof(. >ecado dado. &ogados no sof(. e isso tudo ela fala. caminhando em caminhos opostos ao &ogo de Corta!ar. pobre e magro como tudo %ue $ elho" 2ste a%ui $ um desses po oados@" Luan #ulfo. faça#me o favor de n&o deixar transparecer na sua matéria nenhum coment!rio sobre os fins dos valores ou algo assim=. onde. pu/ando do el(stico da calça dele o cacete duro. di!endo %ue leu o Euarup. acelerando o ritmo da batalha dos p$s6. %ue afinal a &anela esta a aberta e os i!inhos do lado de cima. uma id$ia diferente. e/pressarem o fogo %ue subia e %ue agora pedia %ue a m)o gelada de dedos gelados dele se enfiassem por dentro da calça dela. ha ia um delírio com Corta!ar.

ali. indo para o chu eiro. se a%uela n)o era a Or%uídea. ou inda pior. e %ue Ducinda.se est(. ent)o %ue porra de ilus)o era essa %ue n)o cedia. %ue &( era hora de procurar Anhanga(too" . %ue ele &( andara at$ perfilando o nome de outro. mas %ue a%uilo nada tinha a er com estar no 8undo de :rancisca. %ue ele n)o ia em frente. ent)o. mal satisfeita 5%ue raio de mulher %ue tamb$m n)o di!ia se tinha go!ado.ando do Euarup fa!ia. se ele ainda esta a n?A 8aç). n?O 7ter. e %ue inda mais perigoso. comida entre as or%uídeas no meio do Kingu. seriaF De antou*se. porra=6. se ela n)o era a sua :rancisca. %ue $ como o . &ogada no sof(. era ela a sua 8agaF.

e da ontade %ue tamb$m tinha de ir pro picadeiro.Capítulo f A inaugura. os miPdos machinhos. era a de bêbado lun(tico local a %ue ele mais gosta a" Da infJncia lembra a %ue era pouco. atirando e retirando a pr3pria ida.89CBA. com a imagem dum tio. ha ia de pensar %ue tinha Slguma coisa de errada c?a%uela lembrança. pelo menos continua a na%uela de correr o mundo" 2 assim como assim. o aprendi!ado de cama era bom. te prender. %ue tamb$m i ia dependurada" 9m arrepio %ue corta a a espinha toda e! %ue o tio berra a do fundo do %uarto. como se ti esse criando um diabo no fundo da casa. su&eito %ue i ia escondido num %uarto nos fundos da casa. es%uentado de cana. %ue s3 se passa uma e! e nunca mais" Eue se insiste em ficar. s3 com cabeça. mas e! em %uando ainda se sacole&a a na cama. mas pouco de cada esp$cie e muito de cada um" >Bem lugar %ue $ morto. dos aprendi!ados %ue recebia. uma ergonha %ue todo mundo tinha dos i!inhos. a%uele monstro %ue s3 sossegou de en ergonhar a família e dei/ar todo mundo mal assim. %ueriam era prender o su&eito" Assim. corpo n)o tinha" Agora. e mesmo n)o sendo t)o bom. a m)e e o tio alei&)o.ocupaç'es %ue Zacarias acumulara ao longo dos anoZ. a isa a o dono do circo a Zacarias. te tragar@. Zacarias. preferia assim. se fica pro sempre te apunhalar. comendo sem comer. mais elho. e assim como assim. tudo em troca do passeio %ue da a. sono afora. %ue um dia foi. dentes tortos de %uem num tem espaço na boca nem pra língua. dei/ando s3s. irm)o de sua m)e. cada um a seu modo. de palhaço foi. bem antes da idade de de!esseis compretar" 8udou*se em mudança %ue n)o se finda a.ão da ponte DA. depois %ue da am. %ue agora Zacarias era um homem do circo. a&eitou o ded)o do p$ direito no gatilho e meteu o cano %uente no pescoço. causa %ue era s3 cabeça o tio. carregado de l( pra c(. %uando uma chu a forte derrubou as parede de barro da casa e o barranco dos fundo in adiu a co!inha e o %uarto e nunca mais %ue se achou. a cabeça do tioA %ue era s3 cabeça na lembrança de Zacarias" Eue dali se mudou ele. %ue essas tamb$m. conheceu homem e mulher. tampouco se procurou. como o Zacarias ali. e na ida do circo. di!endo por %ue e ita a os fiof3s" Do mundo e das mulheres. %ue era um desespero. catou duma espingarda. de dia podia a ermelhar o nari! e bran%uear a cara e sorrir como %uem espanta a triste!a e fingir %ue ta a era n?outro mundo. e acha a at$ %ue era por causa disso %ue seu pai um dia. e se de noite entretinha o dono do circo. do colch)o pro ch)o. como todo mundo sabia %ue ele tinha irado . Zacarias. mas ele lembra a do tio pe%ueno. %ue homi num podia de i ê sem corpo. %ue engolia como ningu$m.

na companhia de dois palhaços e um atirador de facas. n)o $ %ue o ciPme tamb$m logo se achegouF Banto %ue assim se sobrep0s ao amor a ontade de se ir. de tal forma %ue. tinha tamb$m %ue mostrar %uem $ %ue era seu homem" 2 no primeiro tren!inho caipira. %ue era tamb$m pra se educar no arregaço %uente de moça e senhora. pelo menos. de Zacarias. Zacarias achou a oportunidade perfeita e. ainda ficou com ele. com a esposa do lado. o mergulho pra garrafa foi um pulo" 2 como marido de puta. at$ em casa. cara de pau $ especialidade da casa. bateu no puteiro e tomou a m)o da putinha pra si. e andando foi. onde apanhou mais" 2 depois deu. Zacarias. cheirando 1 pinga e suor. %ue continua a andando. e ainda por cima obrigou o po o do circo a esconder o rapa! at$ o dia em %ue foram embora" 8as ano passou e o emborboletamento estomacal n)o cedeu. inflamando os cornos de Zacarias. ralando na roça de dia e na cama de noite" Da ida parada. mas %ue ainda guarda a alguma bele!a" 2 disse l( >passar bem@. na firme!a e direito de %uem &( conhecera a%uela ali at$ os fundilhos. %ue. pra fora e al$m das garras do casamento" Alcançou um circo %ual%uer e se foi" 2 foindo" Outro cas3rio. por onde o circo passa a. como normalmente ocorre sob a lona do circo.mul$*fêmea do dono do circo. olhando pra mocinha %ue começa a a embarangar. at$ o dia em %ue. onde a coronelada se a&unta a. Snclusi e o tal %ue era tamb$m enrabichado pela sua putinha. a filhinha de uma i!inha fa!endo companhia. dei/ando teso de pancada. %ue o homem da casa. sem se arriar. ficou pela cidade. e a%uilo n)o podia" . criança perdida. uma coça. um dia. o coronel. um palhaço mais elho educa a era ele no (lcool e lhe paga a uma puta. oltando da beira dum rio. ta a l(. %ue ele mandou bala bem no meio de um espet(culo. e de olta 1 ila. na frente de um bar. causa %ue dois filhos &( $ mais do %ue moti o pras tetas caírem. %ue agora %ueria era construir ida" 2 logo fe! duas filhas. >passar bem. em cidade no a. Zacarias atirou no p$ da mulher" Dessa e! foi o pr3prio po o do circo %ue %uis sua cabeça. %ue a ida nem era t)o dura e triste" 2la tamb$m podia ser %uente e molhada" 2ia %ue a ida tra! cada coisa=. dessa e! acertado e desmantelado na lona. %ue o ciPme no amente tomou conta. bebendo. e o menino Zacarias calhou de empanturrar olhos e coraç)o com uma mocinha de contas pagas por um coronel" Coisa %ue %uase lhe custou. e homem %ue foi. e! ou outra. %ue tra!ia as duas filhas. minha nega@. e na primeira oportunidade. e Zacarias chutou a barriga da mulher gr( ida. ela carregando as duas filhas. de rusga com o dono do circo %ue anda a numas de %uerer le antar a saia da sua esposa. escafedeceu*se %ual mPsica de 2gberto 4ismonti. na porta. %ue distribuiu na mulher.

chamado :uem tem medo de To&isomem?. sal3 e santa6 compraram a fa!enda elha da Casa . %ue notou o olume nas calças de Zacarias" 2. %ue na $poca pro oca a um bocado de punheta em Zacarias6. foi sacaneado na t .ranca. se di!ia um ator. ainda assim essa $ a ida d?outros" 2nt)o. s3 fe! cair de no o no mundo. %ue afinal. mas logo se encharca de (lcool e $ter e fa! ami!ades mil. Zacarias foi le ado pra l( de modo %ue o grupo tinha in entado uma ficç)o onde o mundo ruía sobre um homem s3. %ue canta a assim $pareteu um &ito em -atuto -as eu não atedito X5ausEque tão di#endo :ue o o&itome é %adito . %ue $ como %ue tinham isto na t . nada podia de ser t)o perigoso assim %uanto a ida" 2 o %ue se passa agora. afinal. e %ue se chama a Cadito. %ue tinha at$ no elenco a Ducinda Ache. e %ue &( se descascou de toda a coisa %ue tinha. se n)o fosse um grande mentiroso nem i o era capa! de ser" 2 nessa conheceu Antonio C!abel e Pedro Conselheiro. %ue Zacarias pena no #io. %uando em meados de setenta. com a boca cheia de porra. pela ida. 8acuco ficou famosa por%ue tinha um lobisomem por l(. e/plica a Anhanga(too. na cidade i!inha de Cordeiro. %ue afinal. %ue ningu$m nem fala a com ele. e %ue tinha talhado esse nome pra ele de ser Badito. a ida do outro. e por uns acasos desses do destino. numa despiro%uice parecida. le ou*o para Anhanga(too. achando potencial no rapa!. pule c(. e resol eram %ue era hora de se mudar pra 8acuco e começar l( o final dos tempos >2ntenda %ue todo o mundo $ formado por ciclos muito bem definidos. ta a feito o enguiço" Zacarias foi achatado pra dentro do rebuliço de Anhanga(too. de e de ser contado num est(gio c$lere. na cisma de piranhar com o pobre coitado %ue era acusado de ser o lobisomem. porra. por um outro. na Volta do 9mbigo. e %uando os três 5anhang. %ue por sua e!. %ue ele tamb$m n)o tinha paciência pra falar com ningu$m" 2 prum homem %ue n)o tem nada. e.-orte $ %ue ta a no #io. e n)o $ de se estranhar %ue este&amos pr3/imos do nosso@. %ue o le aram uma e! pra casa de -antana. ai parar no teatro. e acostumado %ue ta a com o ad erso. catando galinhas e arrastando boti&as de g(s 5na mesma $poca. mesmo %uando depositada em pala ras. -antana e -alom)o :ernando. e um moço l(. #eginaldo :arias dirigiria um filme por l(. de língua presa. pronto. esturricada em folhas e oprimida em capas e nomes e lembranças e olhos a!uis %ue n)o cessam de cegar. %ue. %ue era um mais elho.

o %ue fe! com pra!er. de modo %ue tamb$m resol eram melhor dei/ar como ta a. mas Cadito. onde o ouro e os mineiros eram de tipos diferentes. santa e anhang6. %ue &( anda a bem fre%[entada nesse tempo. Zacarias preferiu n)o e/primir o %u)o insatisfeito tinha ficado" Ao in $s disso. e as moças eram at$ %ue belas. %ue essa gente nem crê em depilaç)o" 2 pondo a Snse&o %ue pai/)o tira a gente do tino. Zacarias encas%uetou*se no amente nas eredas do amor. e Pedro esta a endo um dos seus se transformar em filme" -em um -uper*Momem. decidiam %uem assumiria a carapuça do monstro %ue t)o desa ergonhadamente esta am criando" Cnicialmente a id$ia era mesmo %ue dei/assem o cargo para Zacarias. n)o" 2 foi assim< en%uanto Zacarias se metia pela bucetinha duma garota %ue ele conhecera. basta a*lhe uma entrega igualmente superior" Euando a prefeitura resol eu reformar uma das pontes da cidade. e foi &usto ele o primeiro %ue conheceram. %ue ta am pouco se fodendo. ele te e a iluminaç)o" L( esta a ali h( tempo suficiente para saber %ue. pelo uma e!. era at$ melhor. por$m. mas tamb$m por%ue considera a figuras como Antonio C!abel e Pedro Conselheiro mais capa!es para o ser iço" Cnfeli!mente. de repente ser selecionado para algo t)o grande %uanto o catalisador dos planos de reestrutura mundial da Or%uídea. dei/ando Zacarias perdido" Para algu$m %ue nunca ti era nenhuma importJncia na ida. ou algum surto suicida. uma da%uelas pontes ha ia. mergulhou numa garrafa" . de onde ningu$m sai f(cil.Euando chegaram na cidade. colaborado para tirar a ida de um outro . durante uma enchente. Zacarias foi escolhido" . Pedro Conselheiro foi acometido por uma crise ner osa %ue o fa!ia crer estar sendo perseguido por alguns dos personagens de seus li ros" #ecolhido 1 Or%uídea. ti eram de acatar ao ordin(rioA 1 contragosto. desde %ue perfi!essem a coisa do &eito certo" 7 nessa %ue Zacarias entra a" Eue ele &( era uma coisinha %ue Anhanga(too le a a pr?onde ia. os caprichosos senhores do destino 5sal3. s3 %ue peludas. Antonio &( ha ia cortado relaç'es com a Or%uídea. e %ue tra!ido pra futura sede da Or%uídea.um de seus muitos delírios alco3licos. de modo %ue descobriram ainda %ue o Badito n)o era Badito. com artistas constantemente isitando a cidade. fa!endo da%uilo uma esp$cie de serra pelada neR*age. era muito bom para Zacarias" Euando te e o tapete pu/ado de debai/o dos seus p$s por Pedro. mas Anhanga(too etou" . conheceram o de língua presa.)o s3 por%ue seu prote ee anda a mais interessado em meninas %ue nele. o escritor foi con encido por Anhanga(too e cia a assumir o cargo de Badito. Zacarias chegou a conclus)o de %ue para se tornar algo maior %ue a ida.a mesma $poca.

tinha mesmo matado Pedro Conselheiro" Por%ue nem corpo ha ia" Euer di!er. no entanto.)o h( como saber. cru!a am com o sobrenatural durante sua ida. tudo o %ue se comentou foi %ue ela desapareceu. n)o tiraram sua ida" Ossos %uebrados e uma cabeça rachada n)o foram suficientes para dei/(*lo sem ida" Csso o irritou. t)o fraco. pedindo mesmo %ue ele lhe pusesse um ponto final no sofrimento" . dois c0modos" Co!inha e %uarto" . fre%[entando postos de gasolina para beber (lcool diluído em (gua. ningu$m tinha encontrado" . era simples. da mesma ponte onde Zacarias falhara em cometer suicídio" Bal e!. uma mesa pe%uena. tal e!. sentiu*se i o" O (lcool. t)o faminto""" %ue at$ se sentiu feli!. por e/emplo.anheiro do lado de fora" O %uarto era grande o bastante pra caber cama.a co!inha. geladeira.a sua cabeça. arm(rio e fog)o" Onde a (gua começa a a fer er" 2 Zacarias ser ia o caf$" D(rio Vuturu( tinha indo isit(*lo" Bra!ia consigo um amarrado de folhas" . saltou da ponte no meio da noite" As (guas. uma antiga namorada. arrumadinha.ingu$m tinha nem procurado" #aio de . esse peso todo" 2sse papo de maluco" 2 nem sei mais %ue $ erdade e %ue $ ficç)o" 8e engoli na minha pr3pria destre!a de domador" 2le n)o sabia se. sem cortar cabelo. %ue por alguns anos mergulhara num transe típico de !umbi. %ue o recebeu de braços abertos" Asseado. repetindo frases sem sentido. esco ar dentes ou tomar banho< uma figura arredia. guarda*roupa e um sof(. resol eu produ!ir sua pr3pria fatalidade e. num lugar onde todos.atidas 1 m(%uina. uma gaiatice elegante e erborr(gica" Eue n)o foi capa! de tir(*lo da profunda triste!a em %ue se enfiara" Alguns anos depois. fa!er barba. dois dias ap3s sua inauguraç)o. duas cadeiras. mas tamb$m o inspirou a produ!ir seu primeiro romance. sofrendo de cJncer terminal. a ficç)o de %ue. basta a*lhe ser a primeira ítima de uma dessas pontes para se tornar uma assombraç)o" Como n)o podia esperar pelo acaso. no entanto. rabiscadas. buscando alguma afeiç)o. nunca %ue Zacarias conseguiria abandonar" * Você est( bemF Zacarias fê*lo sentar na co!inha" 2sta a terminando um caf$" A casa. istosa e limpa. cortar unhas. tenha caído na estrada &unto com ele. tal e! &ogada no rio. percorrendo estradas. onde acomoda a amigos e mulheres" . sem muitas dificuldades. %uando um caminhoneiro %ue lhe da a carona parou para &antar num posto t)o conhecido por ele" De olta a 8acuco" De olta para Anhanga(too. procurou*o" Bal e!. ao menos uma e!. recortados em pe%uenos trechos e realinhadas< tudo %ue escre era desde %ue chegara em Pouso Alegre" Budo" At$ depois de irar Badito" 2 esta a bastante ner oso" Banto %ue Zacarias lhe preparou caf$" * B3 s3.cidad)o" . teceu.

nos postes" . sobre o arm(rio" Vigarista Lorge. aperta" Passa. %ue toma a rua consciente do dia %ue começa a ceder pelas lu!es %ue acendem. ao alcance da m)o. começa o precioso processo de separaç)o da maconha" 4alhos e sementes s)o colocados num canto" Os restos de bai/o da unha s)o retirados como podem" Zacarias usa celulose. fi!eram*no aguardar uma noite no hotel. eu" 2u de ia ir" Zacarias se senta" 2/ibe um largo sorriso" Ausdentes< * 2u ti e muita in e&a do Pedro %uando ele foi escolhido pra ser o Badito" A gente sempre sente in e&a dos outros" -enta. olta a acender" Braga" Di!< * 2ngraçado. com a farsa de %ue uma chu a ha ia arrasado com o bairro" 8as n)o encontrou nada dos animais mortos e terra re irada pela chu a" Achou foi (lcool" Eue parecia desbaratar todo mundo de l(" Desbaratar meio no sentido de ani%uilar" Cgual %ue ta a matando o D(rio. entrega o cigarro a D(rio" * 2 o %ue $ issoF + D(rio acende o baseado" Pu/a. di! a D(rio. lhe parece mais efica!" Pilado. uma a uma. le anta.ada dessa coisa besta de fim do mundo" * 7" 2 ai er %ue ocê t( ia&ando" #iem" 4argalham" Zacarias recomenda %ue D(rio se (" Colo%ue de no o as roupas de Badito %ue tinha pendurado na cadeira %uando chegou.lugar es%uisito" -entia como se esti esse chapado o tempo todo" Euando chegou. e olta pra rua. solta< * 7 se transformar num fantasmaF 7 isso %ue ocê tanto %uis" 2ssa sensaç)o de i er esmagado pelo tempo" -e afogar com dese&os" Você tinha in e&a disso" Zacarias passa a goma. Zacarias ai at$ a ga eta" Pega algo" Volta pra cadeira" Pega um li ro ao acaso. garoto" 2ngraçado ocê di!er isso" O %ue descre e me parece muito humano pra mim" * Vai er %ue $ isso" Vai er %ue ser um deus $ isso. do 8autner" -obre o li ro. afinal" . monstro %ue $" >Apro eita %ue t( chapado e ai falar com o Anhanga(too@. defeituosas. agora" * A%ui di! %ue o Pedro de ia encontrar o Anhanga(too" 8as ele n)o foi" Bal e! n)o fosse mesmo pra ir" Acho %ue era o Badito %uem de ia ir" Csto $.

porque. Fomo FroBleA.sico John Oennon. $ntes de eu me apossar bi"arramente da vida de um homem que estava desaparecido h! mais de de" anos. $té onde pude entender. e que na Tnsia de n&o aceitar isso. tampouco causa na qual n&o acabaria entrando. afinal. só pelo pra"er de espet!#la. que pode ser tra"ido ' baila pela simples quer*ncia de uns poucos indiv1duos.nica coisa sobre a qual eu quero falar é uma quadrilha que est! sendo organi"ada ao lado da casa onde eu fui instalado como :!rio. o poeta $llen Pinsberg. n&o havia ferida em que n&o pudesse enfiar o dedo. a festinha est! sendo organi"ada para arrecadar fundos para uma obra numa escola local.ltimos dias 2e como isso é absurdo4. houvesse algum tipo de melhora na educaç&o local. G engraçado. com tudo que eu tenho visto e passado nos . o que prova . a . Farlin buscava romper com todas as correntes. foram só alguns dias3. ele estava aqui muito antes de todos nós. ( caso é que o encarregado de coreografar e ensaiar alguns dos passos do grupo é uma dessas bichinhas escandalosas. mas também devia de ser um bocado perigoso pros ouvidos moralistas que mandam e desmandam nos bandeirosos e brilhantes bancos do mundo. ele sabia muito bem como atirar. o comediante Peorge Farlin fomentava uma espécie de discurso ir)nico e questionador. pode ser mais facilmente entendido. e os novelistas Killiam 6urroughs e $ldous QuxleA. Das o Peorge Farlin também foi muito convincente no seu discurso de que nós é que est!vamos indo pro buraco. Farlin era um sujeito engraçado. Fomo o m. Fom a diferença de que era só um pouco mais radical no seu ataque8 uma espécie de LranM 5appa da comédia. -sto é. que quando de saco cheio ia se sacudir e botar fora as pulgas que o incomodavam. +udo bem. apenas tomando os sintomas pela doença. tent!vamos salvar um mundo que estava bem. por outro lado. ( que prova que a presença da (rqu1dea por ali n&o adiantou de nada para que. J! di"ia o >aul 9eixas que o mundo era igual cachorro bravio. e que eu matei sem o menor problema. provavelmente se reali"ando por toda a vida no of1cio de dar pitis e chiliques com trejeitos muito parecidos aos do $nhanga!too. ( fim do mundo como um fen)meno art1stico.Capítulo e As boas consci/ncias +em algo de hil!rio em se considerar o fim do mundo como um fen)meno pr!tico.

e adoece. batendo ' m!quina. /stavam criando um pat1bulo pruma festa de Lolia de >eis. vai ser uma loucura igual um solo lindo de guitarra. pra qual a bichinha l! estava armando a folia. ent&o fala que eu quero ver. mas sem adoecer. mas só fala que quebra. Firanda.sica assim. afinal de contas. Pra uma cidade em que o clima est! sempre quente e irrespir!vel.ma ciranda pro fim do mundo. também. sentindo a onda do bagulho que fumei com 5acarias. e ainda assim. eu acho. +) quebrando ou tomando jeito0 Pra onde se vai com uma história que só fa" é contar voc* mesmo. G isso0 Eamos l!0 /ngraçado que t! tudo arrefecendo ao meu redor. que se quebra. afinal. n&o fa" nada. / sinto o mesmo por dentro.que. /u estou sentado no terraço da casa. a1 voc* morre3. recicla.m dos lugares mais pobres em que j! estive. +em m. deve ser a terceira festa de que ouço falar. . . como que fa" esse automatismo louco de l1ngua e doença e v1rus que n&o é nada do que t! no dicion!rio. que ninguém sente o peso do dicion!rio 2a n&o ser que eu o jogue na sua cabeça de cima do sexto andar. mas muda. que palavra n&o fa". ou n&o H Pelo cirandeiro o mundo inteiro vai rodar=. 9&o t&o dif1ceis de lidar quanto qualquer outro.sica de ciranda na 6anda de Pau e Forda. n&o0 :o /du Nrieger. e um furo na folha e uma palavra que é buraco que n&o é buraco que é palavra. so"inho. só fala#l*#escreve#pensa. teve também a minha festa 2do +adito3. de dentro pra fora## ## como que fa" isso de pintar um quadro começando pelos detalhes e pelos cantos e brechas e até com um buraco no tecido. +em uma m. mas se voc* ousar falar em vo" alta. . $ noite est! estrelada e um pouco fria. Lora a festa junina fora de época 2em que época estamos03. /nquanto vinha pra c! notei uma movimentaç&o na casa de uma senhora. Lora a festa da igreja. +enho que ver $nhanga!too. que gerou revolta no 9antana Fonselheiro. /u ando e sinto como se fosse uma bola de sol andando em meio a geleiras. /ste é um daqueles momentos limite. Das a do /du é assim8 <Pela profecia o mundo ia se acabar H Pelo vagabundo deixa o mundo como est! H Pelo ser humano pelo cano o mundo vai. e agora essa. as pessoas s&o muito mais comuns e simples do que s&o capa"es de admitir. até que n&o est! t&o ruim. Firanda pro fim do mundo. -sso me lembra que a bicha do $nhanga!too t! l! também armando a sua própria ciranda. Eou derretendo tudo só com meu respirar.

Dadrugada cheia.bal trouxe o trombone e Ou1sa mandou um beijo. que a vida n&o pode e a onda de maconha começa a passar e o peso na barriga a chegar e comida o est)mago pedir8 larica4 Na noite eu ouço um mugido. com os pés na estrada. mas eu nem ouço ouso rimas. n&o. que $sdr. e longe de um emprego puro. /la se vira e volta correndo. Pras outras vacas. cheio de espinhas e óculos fundo de garrafa. que a masturbaç&o é pra todos. que eu n&o sou coisa besta. +&o engraçado. que agora é pura loucura de quem quer escrever como quem canta. G imposs1vel n&o se sentir sufocado por uma trama que pede para avançar da mesma forma que pede por um fim. manchando as cortinas de sangue## . +oc!#la. nesse processo inconsciente de criaç&o e inspiraç&o. toca uma comitiva de leite para o pasto. e é assim que voc* pode acabar com o mundo. mas que por favor ela seja dentro do cocoruto. as palavras permanecem. também. ó4 Fomo é que escrever pode ser t&o fascinante0 +udo desmorona. +odo mundo deve de estar dormindo. n&o senhor. $cho que ninguém mais viu isso. por favor. que escreve e sempre escreveu em busca dos finais. :esisto. que queremos mais é a revoluç&o.grita isso aqui bem alto. que eu vou viver um dia de cada ve" e é muito injusto que esse dia seja igual ao anterior. deixa o coquetel molotov pro Oouis Parrel. que é desse tipo de revolta aqui que o mundo precisa que o resto é sandice. sintam#se ' vontade. (lho e vejo uma vaca perdida % alguém. e que agora estraçalha corpos na sala. Das existe algo de aterrador em escrever algo assim. sou só um bobo comum. na estrada de cima. e que acusem logo isto aqui de promover a letargia. N&o só por me permitir perder#me em digressões diversas. que isso n&o é bom. Penso em descer correndo. sagrado e sempre sorrisos. que nem ligamos. que gosta de finais. Eai l! o barulh&o da m!quina de escrever pra velar o sono de voc*s. em busca das resoluções. e que é melhor pr oc* ler esse livro e tocar uma punhetinha quando te aprouver 2e as moças. mas a aus*ncia de um fim % esta coisinha t&o distante nesse momento. graças a deus43. imagina só. meu amiguinho desajeitado. de cima abaixo.

n)o" Cospe pro alto e torce pra pegar no chap$u de algu$m" Dagartinha ira borboleta. %ue $ pro bebê. D(rio caminha na direç)o da casa de Anhanga(too %uando $ abordado por uma gorducha e simp(tica senhora + e %ue porra ela fa! na rua a essa hora da madrugada +. eu tamb$m te amo@. n)o chore" + 2 fala bai/o. os paralelepípedos" . %ue tem %ue ir. a rua. contendo a careta. notando %ue est( com a be/iga cheia" -em cerim0nia. forte. fa! sua parte" Destr3i tudo" Budinho= Euando termina de falar. 4al berra %ue >n)o tem onde caiba. inesperada" 2n%uanto caminha. ele nota como o estido dela $ longo. %uebra os espelhos todos. sala. %uarto do bebê" . D(rio. pega o pe%ueno nos braços" * Eue %uer %ue eu façaF * . fa! su&eira. se&a le inho. monstrinho.)o precisa fa!er nada" Di! alguma coisa" * Di!er o %ue. isto $. debai/o da chu a %ue em. en%uanto passa por co!inha. corredor. mariposa""" e rato elho ira morcego" 2 bebê feioso ira monstro" 2nt)o. tem %ue er. mas tamb$m ira bru/a. tomar caf$.)o chore com essas coisas bobas" :a! assim. atinge uma casa. Badito ri. lagartinha. Badito est( com um sorriso. entregando o bebê a D(rio. comer bolo. e se di erte imaginando %ue ela poderia se embaralhar na barra do tecido. e o boti&)o de g(s e/plodir" 2 Badito se retira. um bichinho de braços atrofiados. p'e o bilau pra fora. %ue $ imediatamente retribuído pela a 3 do bebê" Eue $ imediatamente rompido por um relJmpago. dar bênç)os ao bebê da casa" 2 Badito. fa!endo o fogo brotar. mas logo afasta a imagem" Dentro da casa. come com as m)os. apenas< * . n)o se iluda com a historinha do Patinho :eio. caga nas calças.a direç)o do fogo %ue insiste em arder debai/o da forte chu a" . %ue isso n)o $ pra ocê" -e te enfiaram num mundo feio assim onde o feio n)o pode ser isto como belo. a senhora pega o bebê" >A m)e est( fora" Brabalhando@. eu te amo@" >Budo bem. e/plica. marcando sem marcar. um dos olhos uma bola de gude saltando para fora da cabeça" :eli!. %ue.Baditamente. acha o pedido interessante e resol e acompanh(*la" 2n%uanto caminham.o berço. boca escancarada. responde D(rio. tropeçar e cair de boca no ch)o. %ue isto pela &anela. porta de %uarto. mas n)o se perturbe nunca. %ue o con ida para ir at$ sua casa. donaF * Di! alguma coisa bonita" :ala de bele!a pra essa criança feia" 2nt)o ele di!< * -hh. e ai mi&ando. tem %ue a&udar com mais pala ras" 2 se ai. espalhando os dentes postiços pelos paralelepípedos.

Parte X Ciranda de rosa a #aul .

o %ue morreu" Da Berra Paralela" . minhas anotaç'es. recortes de re istas.o desenho ele se encontra com ele mesmo &o em. transcriç'es de gra aç'es de palestras. li ros rabiscados. eu pirei" 8as n)o me apressei em nada" Dei/ei %ue tudo ocorresse e/atamente como eu me lembra a" 2stou a%ui fa! muito tempo" 2 ho&e em dia esse lugar se parece uma c3pia do início do início de A . todo dor. e&o #aul?sei/as" . lembraF 2les se mant$m serenos" Breinamento" -3 o . me pego obser ando a lua" 2ra uma coisa na%uela $poca. lembraF Bem o do :ranH 8iller. hist3rias em %uadrinhos.Capítulo 1g 'iamante de mendigo . fotografias antigas. n$F Ve&o tudo" Budo" Você fe! %ue fe! pra inferni!ar o garoto" 2 eu sempre soube" -eu escorpi)o!inho preferido" O seu mais elho" 2u s3 precisei apertar ele" Eue sou elho mas n)o sou frou/o" Olha s3 %ue t0 me lembrando a%ui $ do . mas tamb$m tem a%uele desenho e a%uele outro. no terraço do pr$dio ao lado.ruce caGne pode fa!er" 2u.um canto do %uarto.oite dos Cangaceiros 8ortos Vi os" Pr?onde olho. n$F Pensa %ue n)o e&o.atman" 2le elho. nada de sorriso esse paspalh)o" O engraçado $ %ue na%uela $poca o %ue eu mais %ueria era ser um bob)o obser ando uma flor" A minha or%uídea n)o foi comer :rancisca no meio do mato" A minha Or%uídea foi aprender a olhar a roseira bonita >t)o aflita pela chu a %ue n)o em@" Olha pra ele agora" Você %ue mandou esse cara pra c(" Chegou a%ui %ue era um bund)o" B( irando uma roseira bonita" E?d( gosto de er" Veio ele e mais o outro menino" :ilho seu" 4aroto outro era tamb$m s3 dor" 9m caso" 2 ocê n)o facilitou. n)o" Euase ti e um chili%ue %uando chegou a hora de encontrar com ele" A minha ida toda eu soube %ue isso ia acontecer" At$ escre i sobre isso" 8as %uando chegou a hora. guimbas e cai/as de cigarros se amontoam" Pela &anela.

ela n)o $ igre&a. tamb$m precis( amos saber %ue ele seria um bocado li re" 2 apesar da sua campanha""" Zacarias n)o foi o escolhido" Pedro pirou" Pedro pirou e deu a%uele chili%ue" . mas pregunto< * Você achou por um minuto %ue fosse %ue esti esse fa!endo algo de bomF ?Euele tiatrinho bobo de bem e mal %ue ocê e -antana fei!" . fe! e fe!" Dambeu os beiço.)o foi.F -eu erro n)o foi tanto" .em sei por %ue.)o.o meu tempo num tinha isso" 2 eu t0 bem elho" L( tenho cem anosF 2ntende s3.esteira foi %uerer escaralhar com tudo duma e!" . n)o" 2u t0 falando $ do outro" O D(rio""" Você se lamentou %uando Pedro deu a%uele chili%ue. $ o %ue eu digo" . sua or%uídia l(. noutra de tre as" Pra mim $ normal" Pra todo mundo de ia ser" 8as me d( um engasgo t)o grande endo um ser e o outro n)o" 2 tanta gente n)o $" Busso. n)o" 2 nem ocê %ueria isso. n)o" 2u sei. %u?isso a%ui. n)o foiF . t0 certoF Você %ueria era se lambu!ar" 9m gorducho mar%uês na lama" Baí.um gosto disso. eu sei" Você &( $ elho. catarro" Adiando a cabeça en%uanto encho" Adianto a cabeça en%uanto solto" Bem hora %ue d( um arrepio" Coisa de elho" Eue ano $ esseF L( $ Qgf. %uer di!er. n$F 9ma hora falando de lu!. Anhanga(tooF A gente criou Badito" Antonio C!abel in estigou a cidade" :e! uma lista de bêbados e personagens lend(rios de 8acuco" Budo era le ado em conta" Bodo detalhe importa a" -e íamos criar nosso pr3prio espírito da floresta. seu filho.8as at$ %ue isso nunca me assustou" Assusta mais er como o tempo n)o ali ia ningu$m das coisas" -3 dei/a a gente mais pesado" Douco. n$F Acha %ue n)o precisa aprender nada" 2u tamb$m pensa a isso" At$ %ue eu i o menino" . n$ n)oF 9ma coisa feia de se er.

lembrei de uma coisa" >Our sentence is up@" 2 ficou Pedro de Badito e Antonio. e n)o ta a com saco de er ocê se achando todo o 8ar%uês De -ade. pra 8acuco.#" 2 ficamos assim" Como Pedro era sobrinho de -antana. foi*se embora e seu Zacarias pirou. %ue era minha escolha pra irar imortal. natural %ue ele ficasse mais &unto dele" 2 a gente sabe como a%uele rapa! era colado no tio" A gente de ia de ser condenado a pris)o perpetua s3 por forçar a%uele rapa! a se estir da%uele &eito" Chap$u. dando a bunda na . %ue afinal eu ta a oltando pra casa. e nem %ueria muito papo com o -antana %ue tamb$m n)o passa de um satanista chato pra cacete" 2 eu im pra c(" B0 te falando isso por%ue outro dia eu achei umas coisas elhas" Dei/?eu ler pr?ocê" . tamb$m" Eue tínhamos %ue retribuir tudo %ue ele tinha feito pela gente" 2ra o nosso &eito" 8as tempo passou e nada deu certo" -3""" Desculpa. o D(rio eio me falar %ue ocê tinha mandado ele" 8as dei/a eu te falar disso a%ui. no meio desse bando de maluco" 2 a primeira e! %ue eu me senti elho foi %uando esse menino. bengala e casac)o nesse calor" Parecia um dJndi" :eli!mente eu &( estou na minha pris)o" A idade me comeu todinho" 2ngraçado isso" Eue t0""" tem anos %ue t0 a%ui nessa li/eira. pode serF 2ra uma e! essa li/eira %ue $ uma porcaria!inha de nada" Ainda $" 2 eu gostei de oltar pra c(.Pedro tinha %ue ser Badito" Pra esconder o sobrinho de -antana.

)as portas foram arrancadas de seus batentes (. se j! vivemos no mesmo. $1$ Por volta de VWWX. Das aqui. tenho certe"a de que voc* também nunca ouviu falar dele.= A 0'bula da +ora final. muito promovido em centros educacionais e na tv. da arte underground multidões sob suas a especulações. Dan Propper $ observaç&o da história. as bibliotecas est&o va"ias e os museus n&o passam de depósitos. QoBard <6.falo= Qubbard. Qubbard havia falhado miseravelmente. .$ Friaç&o do Dundo das Daravilhas por Santana Conselheiro <(. graças a ele. reuniram#se sob os tetos dourados da Primeira Junta da Fi*ncia em Oos $ngeles. sobre como éramos os Precursores. di"ia Daquiavel. sobre como dever1amos nos preparar para receber os que viriam. /sse é um bom argumento.. que certamente n&o lhes causar! mal algum. e cerca de cento e trinta anos atr!s. além de uma certa retomada de suas consci*ncias. um pequeno grupo de artistas.) e apenas as dobradiças foram poupadas para que servissem como recordação silenciosa de uma história triste e assustadora. os cinemas est&o fechados. com a liderança do escritor de ficç&o cientifica e mago. nos permite prever os acontecimentos que vir&o a seguir. ser ainda mais recente 2uns quinhentos anos depois de Daquiavel.. organi"aç&o fundada nos idos dos anos sessenta. numa segura viagem no tempo. ouvir sobre Qubbard como a logrou ci*ncia atraindo dispostas salvaria o mundo.. intelectuais e lideranças mundiais. Q! uma série de estudiosos que di"em que j! n&o h! mais ra"&o para sonharmos com o futuro.. aproximadamente3. -sso porque a arte e a literatura t*m sido sistematicamente apagadas do nosso wa of life. e apesar de :an :ropper. por algumas linhas. Eoc* provavelmente nunca ouviu falar de Daquiavel. cujo poema utili"ei como entrada para este artigo. /m todas as suas empreitadas anteriores. conseguindo reunir as maiores cabeças *xito. na maioria das ve"es deixando essas ocupações com o manto da fraude e do pl!gio. Peço#lhes que embarquem ao meu lado.

Pedro Fonselheiro se matou nesse dia. subiram no alto da 6olsa de Nova -orque e jogaram para a multid&o que tomava as . voc* poderia encontrar na Prande >ede. +odos eles tinham uma coisa em comum. estava em seu auge. ' junta das coisas materiais. quando os cator"e homens mais ricos do mundo. e milhares de pessoas saindo as ruas. contando também com algumas que necessitavam de bem menos explicações.Fom o tempo. N&o sem muita dificuldade. cada capa ou manchete anunciando o fim do mundo. ent&o. e como sempre. que n&o fosse pelas nossas m&os. /. # $elefone vai tocar" $udo vai ficar bem"3. mas ainda podemos ver adeptos da PJF por a1. eram provocadoras de pTnico. como ele mesmo pregava. lideranças mundiais passaram juntos. fantasiadas de Qomens#9andu1che. como # %im est& pró'imo" ( mundo ainda teve de lidar com o retorno de toda essa corja da PJF. a salvaç&o de Qubbard também estava ligada ao trabalho. era certe"a de vendas altas. Deu tio#av). o famoso escritor.falo :ourado lhes guarde a fé4 $ contribuiç&o de Qubbard para a potenciali"aç&o deste mundo em que vivemos. e que o mesmo n&o poderia cair de outra forma. $1$ ( fim do mundo tinha data marcada agora. eram ricos. afirmando em jornais e revistas que o fim do mundo estava próximo. Das a Prande >ede hoje em dia guarda mais poeira do que a parte de cima do meu aparelho de tv.. Fom de"esseis guerras acontecendo só na /uropa. N&o houve como nenhum governo impedir o que acontecia. transcorreu nesses tr*s anos em que esses artistas. intelectuais. com frases incompreens1veis em sua maioria 2!uenas Salenas".. / que o 6. $ liberdade de imprensa 2essa coisinha que j! est! deixando de existir3. e era preciso fa"er com que tudo corresse bem até l!. (s mais ricos a caminharem sobre a +erra. $s coisas começaram de fato no dia vinte e dois de de"embro de dois mil e do"e. é claro. isso era a prova de que voc* estava apto a gerar deuses. ficou claro que Qubbard n&o passava de um charlat&o. de que toda a sua campanha se tratava de apenas mais uma caminhada para um novo :ia da :ecepç&o. sob o mesmo teto. e por isso mesmo. pois. que voc* provavelmente n&o conhece. eu duvido que alguém v! dar uma olhada. fotos do dia em que essas pessoas sa1ram da casa de Qubbard.

$inda h! algum foco de fé aqui e ali. N&o nos voltamos completamente para a nature"a. di"em os especialistas. e que Ytodos esses momentos ficarão perdidos no tempo( como l&)rimas na chuvaY. / com essa. finalmente n&o é mais sentida. abraçado a uma prostituta de cabelos vermelhos. também n&o havia mais ra"&o de ser ter dinheiro. assim como sei que meus questionamentos ser&o ignorados. em ra"&o de se ter mais dinheiro. eu sei que ninguém ler! essa revista. enquanto tivermos o que comer. beber e amar. di"em os notici!rios. mas esses s&o encorajados. Furiosamente. e com isso. +udo estar! bem. mas também impulsionou um desequil1brio profundo na economia mundial. e a maioria hoje se guarda aos cuidados de colecionadores e museus. com as pessoas matando umas as outras. começou como uma guerra. entendemos que um equil1brio era necess!rio. cerca de on"e bilhões de dólares. $ ci*ncia foi finalmente encorajada. cenas parecidas começaram a ocorrer. N&o é0 . logo se percebeu que n&o havia mais pobre"a. $1$ :a1 em diante.ruas. e até mesmo parecem estar voltando a ter alguma influ*ncia em !reas menos populosas. Loi um ato simbólico. No mundo inteiro. Poucas cédulas foram salvas da grande fogueira. Das est! tudo bem. Prosperamos mais do que nunca. ( caos deu lugar ' anarquia. no inicio. relatos di"em que :eus foi encontrado morto num beco. claro. ( que. todos sabem o que ocorreu. logo se organi"ou. <Jamais estivemos t&o bem=. $ aus*ncia de l1deres. Nada com que se preocupar. mas a duras penas.

+odos os problemas podem ser resolvidos. que. recuperam humanidade. +udo o que importa é a conviv*ncia harm)nica entre o homem e a nature"a. . :efendem que sejamos respons!veis por nossas ações e suas conseqZ*ncias. teremos pa". /ste é voc*. justiça. a fonte de tudo o que h!. :eus brinda aos seus filhos e os leva até o hori"onte. Fada nota. . s&o abandonadas em prol da compreens&o m. eles est&o sempre ali. Q! um balé que n&o nos di" respeito. No entanto. :esta ve".m milagre prestes a explodir. $s barreiras da pele. $ssim como os acordes dissonantes que compõem a realidade. é viver faustosamente. Pois caminhos s&o feitos a partir da ignorTncia 2que n&o é uma palavra ruim. altera regularmente como o relógio que bate dentro de meu peito. deuses. porque j! fomos abençoados. h! obst!culos que n&o devem ser transpostos. incansavelmente padr&o deveras. n&o é diferente dos que estiveram aqui h! cem anos.tua. até agora. tolamente. $s rique"as deixaram de ser fatores importantes. Desmo os segredos mais aterradores devem ser encarados como a mais comum das revelações. ( homem que caminha hoje sobre esse mundo. cada fagulha se vontade deve ser empregada nesse objetivo. / como (s homens podem a enxergar todos os pontos percebem que que lhe os impediram. Q! feridas que n&o podem ser cicatri"adas. o muro intocado pelos tit&s.2eltansc!auun por *nhan)a&too $herion Proponho um cen!rio diferente. [ nossa espera. Q! um pensamento uma grande que obra est! de por sempre comigo8 devo viver como se de compusesse 6usco arte. Q! uma dança cósmica da qual fa"emos parte e n&o notamos. um Fada del1rio.nico ingrediente para se sobreviver e alcançar a compreens&o. ( mundo poder! conhecer a verdadeira face de :eus. /stamos onde estamos. Podemos ser os precursores de uma nova era. achamos ter hoje em dia. muito mais importante do que todas as conquistas que. Das podemos ser diferentes dos que vir&o. igualdade. no final das contas3. ( . um desastre em potencial. de serem deuses. as diferenças que compõem cada um de nós.

+$alve. 0 voc. tremendo e tendo convuls/es. crescer&. 0 sua boca ser& )rande e estreita o suficiente para que o mundo passe por ela( escapando por essa -anela( como um rio( inundando tudo ao seu redor. 0 então nós começaremos a viver.( um dia eu ve-a voc.1 $lejandro JodoroBsMA .

ainda antes das da escritas. p)de tocar a face a"ul e infinita que tanto desejava. roubou as penas dos mais valentes e altivos p!ssaros.ma época em que ouvir a grama crescer conferia#lhe sabedoria além dos prédios e confusos sentimentos que nos atordoam e iludem sob a lu" do dia. vagando por um dos mundos sem dom1nio. mas nunca se aproximou o bastante dos céus. . . ( homem subiu a mais alta das montanhas. quando a f. 9eus objetivos. que. e poderia. antes que as estrelas a memória brilhassem.ma noite. ele partiu para além das dobras do mundo. esquecer toda a dor e afliç&o.ria dos deuses ainda era vista como provas de seu amor. desafiaria qualquer lei criada por uma lógica que ainda n&o existia. caminharia eternamente entre os mundos. +endo comido da fruta. lhe haviam servido de sapatos em sua busca. . o homem escapou a todo aquele que tentasse narrar sua história. foram nublados pela embriague" de seus atos. a chama que sentia queimar em seu poderoso coraç&o de carne e sangue. gerando filhos assassinos. sob o céu inclemente. o mundo perfeito ru1ra. $cordou tremendo de dor e febre. /sse homem. que por sua ve". ainda ligados por mundos além dos nossos olhos. um homem se apaixonou pelos céus. Nessa época. caminhando até o dia de hoje. de l1ngua e maneiras próprias. / reconhecia no a"ul do céu. quando dependia sobreviv*ncia. ousaram conquistar com asas de cera. em busca do fruto original. Fom um objetivo em mente. era t&o corajoso quanto qualquer outro. um dia. o fruto era o mais alto preço a ser cobrado pelo conhecimento.dos di&rios de Salomão %ernando W\ de janeiro /is uma história que vale a pena ser contada. quando os homens conviviam harmoniosamente. construiu as mais altas escadas. Qouve histórias uma serem época. que. se assim fosse sua vontade. assim como seu poss1vel *xito. que fora dividido e abandonado ' própria sorte. certamente. ?uem o comesse. Frescendo sob as l!grimas de todas as dores. iriam ser amaldiçoados. $s lendas di"em que por comer o fruto original. ?uando as pessoas p!lidas n&o fingiam viver em mundos que n&o lhe pertenciam. +&o s!bio e t&o feli" quanto as moscas e os leões. até mesmo.

/u aceito a oferta4 $s portas se abrir&o a qualquer momento 2n&o fa" muito tempo que ingeri a droga celestial % como ela é chamada pelos daqui3. ( caminho de Oilith. Qolland. o homem que buscava o amor do céu inclemente.ltimo de meu povo. $ssim como meu povo. 6eaves e muitos outros de muitos mundos. através de sonhos e desejos. (sterman.Das eu sei a verdade. todos os elementos est&o em harmonia. +odo o ritual foi minuciosamente planejado. W] de janeiro Qoje eu começo a minha busca.. a jornada que se apresenta e se oferece a cada ser cuja exist*ncia j! tocou esse ou qualquer um dos planos. /u estou pronto. amores e esperanças. +em in1cio o ciclo que se repete desde os princ1pios dos tempos. $penas caminhar.. . Loi passado a mim.nica e .ltima viagem que nos é reservada. 6orges. embarcou na . ^ahBeh. Eou caminhar. o .

s3 pra mod?agente""" Eue gente mentirosa %ue n3s semo" 2 tinha três irm)os. na cara dura. e seu neto tirar sua cama dali e ainda com a marca de suor na parede. nem liga a pra nada. -il io Dui! e Bi)o. e era Doce. sentado na cama. e %ue o outro n)o toma a banho. e guarda a tudo %uanto era dinheiro no colch)o.Eue acha dissoF 2u falei %ue tinha falado desse momento" Benho at$ pro a" Eue foiF B( tudo bem. ainda i o. e %ue esse tinha um bote%uim e morreu de elho e de doença de elho. e %uando morreu re iraram tudo e debai/o da cama tamb$m acharam latas cheias de dinheiro elho e %ue n)o alia mais nada" 2 %ue o Bi)o %uando. %?sin)o iam nos sacanear por causa do 8autner" A gente in entou isso tudoF 2u num in entei nada" Acho %ue n)o" Ba a tudo aí" Do &eito %ue achei" 2ssa montanha de li/o" 2ra o %ue eu ia falar" A gente oltou pra 8acuco" Vocês me trou/eram de olta pra c(" 2u pedi a Pedro pra escre er a hist3ria da cidade refletida no rio %ue afoga a a cidade refletida no c$u" %otal Hecall" 1ef\" A gente. transformar a%uilo ali na sala. porra. criou um passado no presente. %ue afinal era a sala mesmo. a%uele lugar l(. eu tamb$m acho constrangedor" 8as. s3 fa!ia era sentar e olhar pra parede e pela &anela. e depois %ue o Bi)o morreu todos puderam receber isitas" 8as eu ainda n)o ou falar disso" A outra coisa" A outra coisa de %ue ou falar" Vou te falar" Dhe falar" . e %ue a%uele ainda n)o era morto. e fe! isso at$ morrer. sentado na cama. cara= 7 %ue a gente acha a melhor n)o falar de Iaos. era a gente.

)o. nada mais $ surpreendente" -3 %ue a ida pesa" 2 a gente %uer oltar" 8as a%ui era melhor" Olha essa gente ao seu redor" Dei/a eu te falar" -abe %uem começou isso a%uiF 2ntende assim< 8acuco $ onde nasceu o 2uclides da Cunha. e a cidade mal e mal se sustinha com uma meia dP!ia de prefeituras. sabeF Cantagalo s3 tomou o nome por%ue na $poca 8acuco era n)o mais %ue uma ila" 2 %uando Cordeiro irou município. cara" Olha %ue loucura. n)o" Você. pr3/imo da fronteira com 8acuco. mas n)o surpreendente %ue numa altura da ida. n)o $ por 2uclides da Cunha" O po o %uer mais $ %ue esse corno filho da puta ( tomar no cu" O neg3cio $ %ue Cantagalo. e irou município tamb$m. bem ali. eram mais corruptas %ue todas as anteriores" A briga toda. tem umas f(bricas de cimento %ue fa!em multinacionais babar" 2 isso me lembra um amigo contando de um dono de f(brica %ue perdeu e recuperou tudo %ue tinha em cima de uma mesa de p0%uer" Pra mim essa gente fa! isso como mole%ue %ue brinca no tabuleiro de Logo Cmobili(rio" 2u nunca ti e essa coisa. isso a%ui era at$ ponto final. Anhanga(too" -3 isso %ue fe!" 2u sei" 2 fui embora. mas os 0nibus est)o sempre cheios" Daí %ue 8acuco %ueria ser município. %ue Cordeiro nunca %ue tinha feito nada" ?8agine. ningu$m %ueria ir pra c(. le ou 8acuco &unto" 2 depois 8acuco esperneou. %ue minha decepç)o foi grande.:alo" :alo pra ti" Desta coisa %ue ocê fe!" . n)o" Bodos n3s" Bodos n3s fi!emos" 2 eu falo" A Or%uídea" Du/Pria" Du/Pria de tudo" 7 isso" 7 disso %ue eu falo" 7 isso %ue ocê fe!. entendam. mas n)o tinha merda pra cagar. e %ue agora. esperneou. amigo" -ou 1 moda antiga" 9m perdido romJntico" 2 daí %ue eu acho %ue esse neg3cio de 8acuco ficar sempre nessa . emancipadas.

o s$timo. ficarmos esperando %ue isso se&a realmente o começo de um tempo melhor" 2 a cidade $ uma merda. um garoto. e ocê no alto da sua lu/Pria achou %ue pudesse parir um lobisomem" -eis filhas. %ue -antana s3 %ueria cheirar. %ue foram embora" Por%ue Zacarias e todos os outros se transformaru nuns bicho bêbado e acabados" 2 %ue a gente ficou t)o sem nada pra fa!er. eu imagino de ia ser muito bicha" Eue se ocê %ueria ter seu lobisomem. di! %uem t( de fora" 8as o fato $ %ue n)o tem &ogo maior %ue esse de se achar um deus" .obice" Você comia t)o descaradamente seus pr3prios filhos %ue te e uma $poca %ue s3 n)o foi preso por%ue 8oacir Valente tinha feito a%uela merda de decapitar um menino e o po ar$u todo foi l( %ueimar ele dentro da igre&a de Cantagalo" Dembra %ue o #oberto Lefferson era ad ogado da família da criançaF As hist3rias de um lugar alem mais do %ue ouro" Csso ale mais %ue %ual%uer coisa" iesse uma menina" Aí teria esperança de fa!er mais sete e ganhar seu . cada um numa mulher. %ue ningu$m deu a mínima pra gente" 2 bem fi!ero Antonio e Pedro. Bem" 8as sabe %ue n)o $ isso" Como $ %ue um homem fa! pra se manter honesto i endo num lugar desseF 2u n)o sei" Você pega a seus meninos pra ocê" Pra criar" O caso $ %ue ocê %ueria era saber como era %ue seu pai se sentia" 2 isso incluía comer ocê mesmo" Csso $ um amor muito grande" Você mandou a menina dar pro seu filho. %ue ele era mesmo o mais machinho" O resto. basta a %ue um filho fi!esse as seis filhas e um filho. %ue ocê ganha a o grande prêmio" Pura e/centricidade. automaticamente era um lobisomem" 4enial" Csso %ue $ onda ruim. achar %ue podia criar um saci" Bodo mundo %ueria um" 4anha a %uem fi!esse seu monstro primeiro" -antana fe! o dele" Pedro surtou e -antana pegou Badito pra ele" Eue afinal era ele %uem protegia o menino" .encheç)o de saco mitol3gica 5por%ue uns sal adores auto*proclamados disseram %ue essa ia ser a nossa sal aç)o6. amigo" A cidade $ uma merda" Por%ue n)o tem nada" As pessoas s)o amig( eis. mas s)o a!ias" 2 %ue bicho %ue deu em mim e ocê para acharmos %ue tínhamos algum direito de irmos nos meter a%uiF 7 claro %ue ningu$m deu a mínima pra gente" 2 %ue todo mundo foi embora logo. %uerendo %ue lobisomem" Eu tenho o sétimo filho.em feito" Você fe! um filho atr(s do outro.

em silêncio. descobriu %ue tinha ouro no %uintal" . igual %ual%uer um %ue ti esse ido ao el3rio" Os caminh'es esperaram os parentes se despedirem pela Pltima e!. %uerendo o li/o de Doce" O filho mais elho deu a sentença< * Vende tudo" 8as mande %ue esperem o enterro" At$ l(. tamb$m. esperaram %ue o cai/)o . coisas mais banais n)o )o te le ar ao desespero@ Discurpa" Discurpa ficar interrompendo" Volto 1 hist3ria do filho de Doce.8as eu n)o sou ningu$m pra falar. com l(grimas %uietas e pouco sentimento. sendo seus motoristas ser idos de broa e caf$. pesar pelo Mar eG PeHar" 8as dei/a eu te falar" L( %ue finalmente cheguei na li/eira. Anhanga(too" 2 mais ainda %ue porra %ue o #aul?sei/ tem com isso" Pois e&a %ue os caminh'es esperaram" 2 esperaram tudinho. %ue afinal eu im morar no meio de uma li/eira. caminh'es de ferro* elho de toda a regi)o estacionaram no seu port)o. n)o" Passarim nasce.em bem o el3rio começou. at$ o cemit$rio. do outro lado da pe%uena cidade" 2speraram o pastor falar na boca do tPmulo. esse menino sobrinho de Doce &( ta a era cansado de ficar lidando com baratas e ratos no %uintal. dei/a eu te falar" -abe %uem $ %ue foi o primeiro a ir morar a%ui nessa li/eiraF 9m sobrinho do Doce" 2 ele fe! isso por causa do #aul -ei/as" 7 %ue se endo obrigado a lidar com todo o li/o %ue o pai acumulara ao longo da ida. como $ %ue costume das coisas serem no interior" 2speraram %ue botassem o cai/)o no carrinho e %ue o corte&o percorresse todo o bairro. %ue afinal ocê de e de %uerer t( sabendo %ue %ue aconteceu com D(rioOBadito e o filho seu. a p$. oa e canta" Por isso %ue a gente trancafeia eles" Pra ser dono de alguma coisa"6 5lembrei a%ui de uma coisa" 8eu primo :ernando" 2le ia&a a mais mulher. filha e gaiola de passarim" 2le carrega a cocaína na gaiola" :oi engaiolado tamb$m" 9ma coisa" Briste de er" -3 endo"6 >Você tem %ue saber enfrentar as coisas do modo mais simples como elas te aparecem. e ainda escre i %ue isso era um &eito d?eu transcender por completo" Bem coisa mais risí elF Oh. e %uando o pai morreu. n)o sai nada da%ui" 2 assim foi" 5L( arreparouF Como canto de gente e canto de passarim num se bicam" 9m mist$rio" O raio $ %ue a gente precisa de m$todo" 8$todo $ uma desculpa pra n)o ser capa! de se igualar 1 nature!a em perfeiç)o" Csso %ue $" Passarim.

ferros* elhos e centros de reciclagem. Piolho descobrira %ue o primo ha ia endido no amente o li/o acumulado. bilhetes de passagem amassados. os caminh'es começaram a ser carregados" 2 o sobrinho do Doce ficou ali. tudo precisa a ser ar%ui ado" Pensou %ue de eria começar por si mesmo. e outras coisas %ue poderiam ter um significado hist3rico na ida de algu$m" Budo era hist3ria. ia se transformar em algo temeroso. n)o pela caligrafia. retirado do %uintal inundado de um amigo. igiando. era natural %ue sentisse falta da tran%ueira empilhada" Dentro do %uarto. ha ia sido preser ado graças aos esforços de seu tio Doce" Olhou para o %uintal a!io" -entindo um aperto no coraç)o. onde tudo era no idade. e at$ %ue os pedreiros colocassem os ti&olos e caiasse a parede" Aí. assim como a casa de seu pai" O primo ainda lhe compensou dando*lhe parte do dinheiro do li/o rec$m*acumulado" Piolho conseguiu um elho trailer. Piolho. Anhanga(too""" . %ue de ia prestar aos outros o mesmo ser iço %ue seu tio inha prestando ao longo dos anos" -abia %ue era meio ridículo" De certa forma. principalmente. %ue pouco usa a. de noitinha. assustador para as crianças e. achou uma bolsa s3 com antigos cadernos usados" Bodos com letras de crianças" Doce n)o sabia escre er" #e ira a li/os pegando cadernos antigos" 2ra pra dei/ar a%uelas crianças um pouco i as pro futuro %ue ele guarda a a%ueles cadernos" Piolho reconheceu. o mesmo a %ue ele esti era ligado por toda a sua ida" . retroati amente todo o li/o produ!ido por ele mesmo. &( começa a a sentir a compuls)o.uma de suas e/curs'es. recolhendo. dei/ando pra tr(s s3 um terreno destruído. a necessidade met3dica de re irar li/eiras.em a%ui %ue Piolho eio morar" . %ue foi embora. começou uma s$rie de e/curs'es a li/eiras. a%ui. anuncia a algo como >sou o saci@. a fim de rea er o li/o acumulado pelo tio. mas sim pelo nome. para %ue a linha de sua ida se manti esse est( el" Completa" 2ram como dois pontos %ue ele precisa a alcançar para se sentir seguro" O problema era %ue sua forma de a ançar en ol ia se encalacrar completamente ao passado" Assim. um a um os caminh'es sendo cheios e se indo" Pesa am o material. procurar pentes %uebrados. escrito com nan%uim a!ul na eti%ueta colada 1 capa do caderno" #iu disso e guardou o caderno no bolso de tr(s" 2sta a preser ado" 9m momento t)o inocente e assombroso da sua ida. ficou por l(" Bendo crescido na%uela ch(cara guardando li/o pro tio. e foi morar no li/)o da cidade. conse%uentemente. onde nem os ratos %ueriam mais ficar" O sobrinho. &oga am na carroceria e era le ado embora" Viu mais de trinta anos de li/o indo embora" O dinheiro foi todo tomado pelo filho mais elho de Doce.entrasse aos sola ancos na sua ga eta.

tentou se ele ar at$ um ponto mais alto %ue o alcance dos ira*latas.a maior parte. normalmente era descartado pelos outros catadores. %uando uma montanha de li/o rolou*lhe cabeça acima. Anhanga(too. ocê foi morar na casa dele" Eue a ch(cara do falecido Doce foi o primeiro terreno ad%uirido pela Or%uídea" Coincidência di! %ue $ bobo" 2u n)o acredito nesse tipo de coisa" Coincidência" Be digo o %ue era" . n)o s3 por ser mais calmo 5con i era tempo demais com ratos e baratas para se incomodar com eles6. dispostos a morder suas canelas" -em saída.ada de destino. n)o" Piolho mora a ali. ele fa!ia sua pr3pria ronda pelo li/o" :acilita a*lhe fa!er a%uele caminho no meio da madrugada. Piolho iu*se agarrado a um grande . &( anteriormente istoriado pelos fre%[entadores diurnos da li/eira" O %ue procura a. mas logo se iu e%ui ocado. normalmente &ogados fora com preciosas lembranças a lhes fa!er peso" . mas tamb$m por%ue assim.2 ocê. pu/ando o corpo para cima ao se agarrar na alça e/posta de algo %ue a principio &ulgou ser capa! de suportar seu peso. tamb$m" Be digo o %ue era" O li/o" O li/o atraia mais li/o" Piolho continuou i endo na li/eira" De e! em %uando aparecia mais gente" . esco as de dente. tentando alcançar a alça de uma mala em um monte de li/o tra!ido por um caminh)o um pouco antes do crepPsculo. chupetas e roupas furadas" 2 tinha ainda uma afeiç)o especial por malas. Piolho se iu tendo de lidar com dois c)es surgidos do nada. mas ningu$m pedia autori!aç)o pra me/er no li/o" Csso. pessoas procurando algo %ue pudesse ser endido no li/o" Como ele i ia ali. n)o precisa a re irar o li/o pesado. bolsas e embornais. como li ros em estados catastr3ficos. soterrando parte de seu corpo e esmagando um dos c)es" -em ter largado a alça. tamb$m" De noite. %uase uma re erencia. mantinham um certo respeito. mas n)o era o dono" -abia bem o seu lugar" 2 fa!ia isso com a humildade de %uem sabe %ue n)o $ dono de nada realmente" Eue afinal era por isso %ue ele ta a ali. so!inho.uma noite.

tra!ia a arapuca armada" 2 a comemoraç)o desceu at$ o p$ do morro e de l( pro centro. e riu de si mesmo. tamb$m. e ti eram %ue oltar tudo a p$. meio ensaiando uma apro/imaç)o cautelosa. do disco com a 4eraç)o da Du! bem no final!inho e depois disso foindo. colocada numa calota elha colhida ao acaso. um disforme oito" Por todo lado. lembrando de um passado %ue n)o podia determinar com certe!a. e foram le ados presos. tamb$m. desinfetando os cortes e arranh'es" . $ hora do despedaçamento final" Piolho abriu o baP. Piolho finalmente abria o baP respons( el por lhe encher o corpo de erg'es no final da tarde" Dentro do baP. mas nessa altura ningu$m era preso em 8acuco e eles tinham sido le ados pra Cordeiro. e depois foram mandados embora. %ue bateram em todos. fitas cassete e re istas elhas. e pro idenciou*lhe. morro acima e pinga adentro. bigode e comprido ca anha%ue. %ue ele tinha ido com os amigos pro cru!eiro da cidade. %ue rangia como uma r)&ianurosleptodactilídeos&uíueiuitataca&iinhuí. %ue o município era distrito. ou indo e eu sou eu . uma itrola elha e uma coleç)o de discos. em con&unto com a cabeça. com uma cru! %ue na $poca.baP. %ue arrastou so!inho para casa. limpou*se.otou o outro c)o por ali. meio arredio. e cantando e fumando. deram suas despedida pro Pnico pacifista %ue apesar de n)o carregar colírio. e a lu! era fra%uinha. a olumando*se sob o %uei/o. e le aram uma coça. todas tra!endo a foto de um homem fran!ino de cabelos despenteados. onde fecharam bar e %uebraram garrafas e foram alertados pela polícia e le ados por%ue n)o tinham 5nem podiam6 le ar nada a s$rio. n)o esse !unir de fogo branco %ue traga os !3i no meio da noite" 2. tamb$m se lia um nome" #aul" Como di!ia o 8autner. um pouco de comida. %ue a polícia tinha mais o %ue fa!er. mas pelo menos trou/eram os rapa!es de olta pra casa e Piolho ria e ria e ria lembrando dessa en%uanto abria o baP e coloca a o 8etr0 Dinha d\X pra tocar na itrola e foi logo ou indo O 8essias Cndeciso e %uando chegou no lado . como eu di!ia. criando. disco a disco. n)o era feita de ferro. subiu Piolho mais os outros. mas %ue esta a relacionado com o capricorniano sem lar %ue ele acha a ali" Piolho lembrou*se do dia em %ue o maluco bele!a morreu. antes de abri*lo. mas bem la ada" 2n%uanto o c)o ali ia a a pesada fome. %ue era no morro mais alto de 8acuco. mas de madeira. e cansados pediram carona e n)o $ %ue o Pnico carro %ue parou e deu carona era os homi de no o.)o sabia di!er ao certo por%ue tinha arrastado o baP at$ a porta do seu trailer" -3 sabia %ue tinha se sentido e/tremamente atraído por ele" . onde.

mas t0 enrabichado" Desculpa sair da assuntagem" 7 %ue nem me interessa tanto" .nicuri $ o diabo e a cuca $ claro %ue se funde e se ri e ri*se e toma*se todas e Piolho sabia finalmente %ue porra $ %ue tinha %ue fa!er e assim tomou um belo porre desses %ue se estendem por fora do tempo e sacole&am o corpo e &ogam a calçada pra perto da gente e nos dei/a assim de bode e cheio de um ranço amargo %ue clama passagem inspiraç)o %ue desaba em 0mito %ue tinge a calçada mancha a roupa e debulha em l(grimas por%ue $ impossí el conter a a!)o $ impossí el conter o flu/o de pala ras 3rtice intempesti o de situaç'es i idas %ue d)o nisso a%ui esse espacinho calamitoso %ue $ o destino %ue $ essa coisinha lJnguida pagininha sofrida arranhada em c( meu nego %ue eu ou te mostrar com?$ %ue se fa! hahaha ocê ai er essa pala rinha a%ui 3 como $ %ue se escre e cada coisinha %ue se enfi?(lcool adentro a%ui agora ai pra fora (lcool afora dei/a estar %ual$ %ue $ ai omitar omite agora ti e uma id$ia em a%ui %ueu ou mostrar pra ti %ual $ %ue $ %ual$?%?$ di! di! aí pioi Piolho fala aí amiguinho %ue id$ia $ %ue te acometeu %ue n)o $ s3 (lcool esse brilho no olhar %ue a gente a%ui bem conhece como $ %ue o (lcool brilha assim entre istas dentro e fora dos olhos diga meu %uerido menino escuta Anhanga(too escuta esse rapa! %ue mostrou com pouco como $ %ue castelos s)o construídos e ele fe! assim s3 com montanhas de li/os e um baP e o raul e fe! de um &eito surpreendente %ue $ do &eito de %uem n)o %uer con%uistar o uni erso s3 a pr3pria casca domar a pr3pria casca escuta eu Anhanga(too e daí %ue Piolho saiu*se da bebedeira. embora como padrinho n)o tenha feito mais %ue. tem gente %ue confunde com tarado" 8as $ defeito meu" 2u ta o falando de Piolho" 8as $ %ue n)o ou direto. num dia. na infJncia. e isto foi na frente da casa de um antigo tio %ue esti era sempre presente em sua lembrança + algo como padrinho.)o sei ir" Benho %ue falar< agora %uando me debruço pra rabiscar uma carta. %ue mulher tem mais $ %ue" Desculpa" 7 %ue sou elho. er tudo de no o do %ue eu &( trace&ei nessa minha letra feia" 7 muito f(cil es%uecer o %ue &( foi.)o me interessa mais falar dessa coisa toda" 8inha pai/)o!inha me encanta mais" Coisa de elho apai/onado. a toda hora tenho %ue me le antar e re er o papel. o caso $ %ue a gente gosta de in entar um pouco mais" Csso $ nossa fome pelo uni erso" 7 o %ue fa! a gente ficar a%ui" Piolho bateu na porta do tio" 8aluco bele!a" Douco louco" . n)o" . lhe dar um agrado %ue era comprar um pouco do li/o %ue Piolho tinha recolhido do %ue tinha sido &ogado fora pelos filhos do falecido Antenor" 8as esse tio %ueria mesmo era uns %uadros bonitos e imagens de santos %ue os fiis crente n)o iam %uerer" De modo %ue era t)o falso como padrinho %ue um monte de aca como mui$" 8as %ue se danasse isso.

Do tio n)o crer %ue a%uilo tinha condiç)o" 8as tinha gostado da id$ia" Binha gostado da id$ia" O tio tinha morado um tempo l(" ,a li/eira" 2le aceitou o con ite de Piolho" :oi morar na li/eira tamb$m" A elhice oltou" O tio remoçou" 9ma loucura" 2ntrou no li/o %ue nem o Bio Patinhas mergulhando na cai/a*forte" O tio remoçou" 9ma coisa louca" O tio se apai/onou por a%uilo ali" 2 era t)o limpo, t)o feli!" Acha am %ue tinha li/o hospitalar" C$sio 1Xd podia dei/ar um homem assim" Claro" ,ingu$m mergulha no li/o e remoça trinta anos" ,)o tem como" Csso %ue $ mergulho" Plip plop" Caiu o mundo" O li/o era um milagre" As pessoas disputa am restos de comida com porcos" Dindo pensar %ue podiam ser engra atados e madames da .arra" O mundo cai %uando ocê olha de perto" Olha pra esse lugar" Eue milagre tem a%ui, Anhanga(tooF Como $ %ue ocê acha %ue mandar duas crianças pro mundo $ &eito de mostrar como a ida $ i idaF Eue tipo de bicho $ ocêF -ua compuls)o por controle n)o dei/a ocê parar" Aposto %ue ocê se sente igual um ampiro" Ber pensado nesse lugar"

Arrastar todos n3s pra c(" Eue tipo de pessoa pensa num paraíso %ue se pareça com um li/)oF Como $ %ue ocê imagina o infernoF

Capítulo 11 (iranda de roda 7 dessa forma %ue se condu! a ida" Com essa turbulência, essa cacofonia" ,a cur a da Volta do 9mbigo de Dona Dainha apodrece o corpo de Pedro Conselheiro" ,a cur a da Volta do 9mbigo de Dona Dainha apodrece o corpo de Badito" ,a cur a da Volta do 9mbigo de Dona Dainha apodrece o corpo do autor de 2ra o homem uma m(%uina" ,a cur a da Volta do 9mbigo de Dona Dainha um homem apodrecido $ comido pelos porcos" Acena %ue ale a pena, essa e/plos)o" Descortina*se" -antana Conselheiro pede a Zacarias %ue ( recolher o corpo de seu sobrinho assassinado" 7 importante %ue se&a enterrado e descanse" Descanse" Antonio C!abel afoga*se em si mesmo, &a!endo sobre o tapete, de olho num brilho %ue em de debai/o do sof(" ,)o $ um broche como ele pensa a" ,)o $ um broche" A como um sonho de criança Cítaras" Anhanga(too fala" A como um sonho de criança. Entenda que tem fim. Por mais que voc' se chacoalhe! esperneie! rite. .ma hora irá cair da cama. Para fora do sonho. .ma hora aca&ará. D(rio, tra estido como Badito, tem sua audiência com Anhanga(too" Anhanga(too fala" A disto que falo. $ dança da realidade. ;os en anamos demais. 6empre. 60 o que fi#emos foi esta en anação. Esta ilusão. A hora de parar. Voc' tem uma chance maravilhosa! Dário Vuturuá. Voc' a irá como a chave para o

O que voc' tem a di#er! Dário Vuturuá? . um cJntico começa a ser entoado e in ade a sala" L( n)o h( citaras tocando. . apenas tambores" Anhanga(too continua a falar" Voc' "á matou antes. Voc' matou Pedro 5onselheiro. O que voc' fará tem valor.ão encare isso como al o ruim. . E escreveu so&re isso. Por capricho.fim da humanidade.ão.ão tema pelos efeitos dos seus atos. O CD pula uma fai/a" 2m mandarim. .

$penas baixei olhos. / ouvi aquele homem gordo com ranço de hamb./u n&o tive coragem de di"er palavra.rguer me di"er o que eu deveria fa"er. .

%emos uma uerra para começar! meu querido Dário. .

Perguntou com um sorriso amig!vel. <. $té as p!ginas manchadas com o sangue de Pedro Fonselheiro. /u entreguei cada folha. meu querido :!rio=.<+emos uma guerra para começar. /le foi sincero. /u entreguei cada folha. $nhanga!too +herion me perguntou como eu me sentia. +udo que escrevi. sem sangue ou explosões=. . /xceto isso. -sso é meu. ele disse olhando nos meus olhos. Pediu para ver tudo que eu tinha escrito desde que chegara até ali.ma guerra sagrada. ele falou. +udo que escrevi.

%uando foi chamado 1 sala de isitas" -entado &unto a seu pai. um &o em magro metido numa roupa mais larga %ue o corpo. como de costume. e %ual%uer pessoa %ue passasse em frente 1 casa de Anhanga(too podia sentir a ibrante energia %ue emana a da%uele ansiado encontro" Chegara a hora de Badito fa!er algo por Anhanga(too" >2 agoraF@ >Dei/a*me ser e dei/a*me i er"@ 2ntre os três.O terceiro ou %uarto filho de Anhanga(too &anta a. deitado em sua cama. Zacarias. cabelos precisando de corte e uma barba de poucos dias a despontar" Os outros filhos de Anhanga(too Bherion.atem na porta" .ma trama de suspense! talve#.m "o o? Hesolva as charadas e se desco&rirá um deus no fim do la&irinto. A isto? %oda uma vida redu#ida a va os elementos carentes de uma amarração. batem na porta" Anhanga(too toma Badito e seu filho pelas m)os" Escutem. na companhia dos irm)os. :uantos de voc's estão por aqui? .o amente. Eu perdi a conta. E voc'? -ilêncio" . . num %uarto ensebado um pouco distante dali. 6erá isso? :ual hist0ria devo contar? Bá são tantas. con ersando. sentados na sala ane/a. -as ainda ouço a m4sica. uma massa plena do to%ue" 9m refinamento atípico. sem pressa" :ala" :ue hist0ria eu devo contar? Bá são tantas. .

.m 4nico &uraco que permite acesso a todas as pá inas ao mesmo tempo. $ntonio Yalo! 5adito! On0rio Yato! Hé)2ar&a! Tola! Du)2ode! Fé Dinis! Pedro 5onselheiro. 5omo uma traça roendo um livro. Ducinda pediu para a isar< Antonio C!abel est( morto"@ $cho que voc' "á encontrou a Orqu1dea! Dário. A por isso que está aqui. 6ua salvação enfiada entre as pá inas do :uarup de 5allado. O seu -undo de @rancisca.$ hist0ria que inventamos di# que houve outros antes de voc'. n)o"6 .atem na porta no amente" ! voc' quer encontrar o seu caminho. A porta se abre" #elJmpagos e res%uícios da forte chu a entram &unto com a figura de Zacarias" >O açude estourou" Euase todo o gado morreu afogado" O corpo de Pedro sumiu" 2 en%uanto eu inha para c(. Dário Vuturuá 2le silencia" . Voc's e tudo o mais vi&ram no mesmo momento. di! Badito" Dário Vuturuá . 5Bal e!. 6inta. %antos nomes. >D(rio Vuturu(@. di! Anhanga(too" Estão todos aqui! a ora. Ouça. 2'&ados! loucos! perdidos.

pra onde ai. olumes e carnes %ue lembram a forma feminina" -eu pai espera %ue ele se&a capa! de pro er um monstrinho. curiosamente enamorado por sombras. no m(/imo" O &o em animadamente lida com restos de comida. mut( el criatura. Badito pode er os outros filhos de Anhanga(too" A distJncia. acompanhou*o at$ ali" Agora. D(rio Vuturu( ri. em sua su&eira. com suas lembranças" 8as lembranças de %uemF Anhanga(too trata neg3cios com -alom)o" Badito. Badito pode er os outros filhos de Anhanga(too olharem o irm)o em sua desa&eitada corte adolescente" De onde est(. ruem. Badito pode er a repreens)o emanada por eles" Eue se danassem= Eue se danassem todos" -entou*se na porta do trailer.)o s)o nem duas semanas desde %ue chegou em 8acuco" O outro rapa!. 5Acho %ue eu ainda n)o passei da 8aç)"6 5Bal e! eu ainda este&a no 7ter"6 *Z* #a lixeira0 . as pessoas %ue ainda perambulam com o resto da noite no domingo de manh). um lobisomem" De onde est(. filho e amante de Anhanga(too. homens apodrecidos pela ida. acendendo um cigarro. tentando impressionar. tragando a fumaça em meio a letras. est( no seu s$timo dia na li/eira" . latas amassadas e papel)o molhado. caindo na imensih o!es registradas em mofadas fitas Id. escre eu" 2scre eu sobre o fim %ue Anhanga(too %ueria ou sobre a necessidade de se completar uma tra&et3ria como indi iduo passí el de transformaç)o em rigor de %uem se apresenta em &ornada. s)o a%ueles" 2s anecem. nari! entupido e dor de cabeça" Com a Oli etti sobre o colo.êbados. por sorte. eles obser am o irm)o reali!ar a corte a uma &o em catadora de li/o" Cator!e anos. D(rio. est( perdido entre as montanhas de li/o. com diarr$ia. tornam*se .A hora de procurar pela Palavra. %uanto falta. resfriado. comungar suas pecaminosas semanas de proletariado" Cada um deles est( registrado nas paredes do trailer %ue um dia ha ia ser ido de lar 1 Piolho" Pendurados nas paredes. a cicatri!ada garota" De onde est(. %uando chega. esses homens n)o s)o esses homens. loucos. importunando a ista das boas famílias %ue )o 1 igre&a. &ustificada em linhas e letras e pala ras e sentenças e par(grafos" #esfolegado" Da%ui pra l( %uanto $.

$nhanga!too +herion pediu para ver tudo que eu tinha escrito desde que cheguei. /xceto isso. +udo. $té as p!ginas manchadas com o sangue de Pedro Fonselheiro. /u entreguei cada folha. +udo que escrevi. -sso é meu. .

parado/almente. di! l( o Lair :erreira dos -antos. %ue >na sociedade atual. obser ando um %uadro" 7 deste l( %ue te e/i&o. h( gente" Digo l( como %uem roça as m)os no papel toda e! %ue lê um li ro + este l(=. mole%ue maldito" %uero falar assim com ocê %uero falar com ocê" :ale assim< :ale como %uem $ natural :alo como %uem $ natural Olhe como %uem olha Olhe pra c( como %uem fala Acontece Eue &( n)o sei mais amar 2 ocê n)o merece mais isso Eue meu coraç)o ficou Va!io Csso n)o Acontece Olha s3 %ue coisa essa de contar uma hist3ria focada no ato de enfrentar essas linhas todas 2ssa coisa %ue mata n)o $ a loucura 7 a certe!a **escuta s3. do camarada de p$. a ordem sup'e uma desordem crescente" Di/o. cidad)o escre inhador" :ala a%ui. do leitor. asilo. se%[estra os instrumentos pra sua pr3pria antena"""""" C-M. com autoridade. C-M Acontece %ue n)o tem muito o %ue se fa!er" -e ocê me perguntar eu digo $ %ue tem mais $ %ue ir embora. %uero sua pala ra de %ue disto a%ui pra l(. pra l( . sanat3rio.uma carta para Dário/ :alo no tom típico dos elhos amigos **%ue de e de ser difícil -er gente de si mesmo **%ue de e de ser difícil ser cria e n)o criador -er)o essas linhas tortas capa!es de dar conta dos lugares todos da almaF Benho c( minhas dP idas" 8as isso &( $ de todo um alí io. no seu ensaio 2arth! PVnchon e outras a&surdetes! o p0s)modernismo na ficção americana" 5Absurdetes= coisa linda6 enha c(. o mist$rio aumenta com o olume de informaç)o 5"""6 Cmpro ( el. como %uem cumpre o ofício. marginalia s)o a entropia tornada palp( el@. pris)o.

mesmo" Eu?isso a%ui n)o d( p$" . in estigando o brilho de casca de besouro debai/o do sof(" -orrindo. um monte de gente paralisada no tempo. incapa! de ser contido condenado .esteira pensar %ue d(" . o capim saltita aos altos galhos da mangueira. caído no tapete. agora" :ala a%ui a mulher o bicho e a buceta" Ou eF Eue n)o" Por%ue $ da besteira %ue se espalha ao redor desses olhos meus" Eue sim" Eue o mundo $ uma besteira por de fora da minha ista" 8eu mundo $ melhor.em %uero nada" 2nt)o n)o me odeia" .)o d(" . s3 tem silêncio na incerte!a. apalermado pela dor cruciante no peito. irando poeira de cimento. mais &o em" 9ma bomba" CA. $ como o melhor cinema do planeta Berra" A%ui por detr(s dos olhos.98= #espira #espirapira . D(rio" Csso $ tudo besteira + . sumindo no ar en%uanto os morros pegam fogo mais uma e!" -umiço de cidade n)o impressiona ningu$m" D(rio.o meu mundo eu s3 posso fa!er amor com ele em silêncio. D(rio" Com tudo" :alo eu. fora da e/istência s3 assim pra eu ser um pouco di ina.esteira pensar %ue (""" . menos paciente.)o me odeia nem me ama" Csso $ tudo besteira. escuta s3" Dei/a eu te falar" D(rio.)o ai nada" Csso a%ui $ uma cidade de mentira cheia de est(tuas. somam*se as folhas. eu n)o te peço nada" . di! Antonio C!abel. um espírito agante cheio de força. tamb$m s3 assim %ue eu podia ser maior %ue ele Aí eio um outro. o mundo n)o $ dessa frie!a. %ue afinal n)o era um broche. era sim sua carruagem" D(rio" 2scre e. o mundo gira como barco a ele&ar" Coisa linda %ue $ meu mundo" #espira #espira curu pira .o meu mundo meu amante $ um ser m(gico.

creio %ue ainda tem gente por aí com a minha figura pintada impressa na retina" 8inha imortalidade. figurinha canibal. %ue moral tenho eu para criticar algu$m nessa porra de cidade malucaF 8eu hist3rico n)o $ bom" At$ de ponte &( me &oguei""" 8as acho %ue tenho hist3ria" 8esmo %ue se&a apenas como palhaço.a cur a da Volta do 9mbigo de Dona Dainha apodrece o corpo de Pedro Conselheiro" .a cur a da Volta do 9mbigo de Dona Dainha apodrece o corpo do autor de 2ra o homem uma m(%uina" . cafonices a parte. est( nos olhos de alguma criança" Eue. tamb$m &( n)o $ criança h( muito tempo" 2ncerraF Com cena" Com grace&o e folesguin" . %ue falo como in e&oso muito mais do %ue como obser ador" Afinal.a cur a da Volta do 9mbigo de Dona Dainha apodrece o corpo de Badito" . i. criatura amaldiçoada. su&eita a*se a ser esporrada em poemas" Chega uma hora em %ue a pessoa t( iciada na imortalidade" 8as e&a bem.a cur a da Volta do 9mbigo de Dona Dainha eu sou comido pelos porcos" . fantasma.7 engraçado isso" Ducinda era uma patrona das belas artes" -er ia de musa.

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