BASQUETEBOL

DISCIPLINA

DE

EDUCAÇÃO FÍSICA

Basquetebol

DOCUMENTO

DE APOIO À DISCIPLINA DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA MODALIDADE DE

BASQUETEBOL

Prof. Tiago Carneiro / Prof. Alexandra Carneiro

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HISTÓRIA E EVOLUÇÃO DA MODALIDADE (Adaptado de ANTB, 1975 e Peredo, 1992)

MARCAS

DA ANTIGUIDADE

Na tentativa de perceber a origem dos jogos, através da análise de estudos realizados sobre os costumes dos Índios Norte-Americanos, constatou-se que os Mayas jogavam, no séc. VII a.C., um jogo limitado por paredes, a que chamavam de “Poktapok” (Gutman, 1988). No mesmo jogo, os topos dispunham de uma argola de pedra colocada na posição vertical a determinada altura do solo, em que o objectivo era passar um objecto, em forma de bola, por entre os arcos.

ORIGEM

DO JOGO

O Basquetebol apareceu nos Estados Unidos da América, mais propriamente no Springfield College em Massachussets, no ano de 1891, criado por James A. Naismith (figura 2). A instituição em causa, na qual o “pai do basquetebol” era Docente, formava futuros professores de Educação Física.
Figura 2. James A. Naismith

Massachussets é situada numa zona muito fria, como tal, a prática de desportos de ar livre era restrita a um curto período de Verão. Tendo-se também notado a pouca predisposição dos alunos para os trabalhos de ginásio, Dr. Luther Halsey Gulick, recomendou aos seus colaboradores que tentassem solucionar tais factos, tentando motivar os alunos através de uma nova actividade.

Coube então, a Naismith, estudar o problema, tendo como base a pesquisa sobre vários jogos.

Naismith, chegou então à seguintes conclusões, para a criação de um novo jogo:

I) a bola deveria ser grande e leve, de modo a que não pudesse ser escondida pelos jogadores; II) deveria ser praticado no Inverno entre o futebol americano e o baseball; III) devia ser um jogo que suscitasse o espírito colectivo, com poder emocional, e evitando a violência; IV) jogo de inspiração puramente americana (“espírito da livre iniciativa”).

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Posto isso, Naismith, definiu cinco princípios fundamentais, que estariam na base do primeiro regulamento do jogo, e que de alguma forma, permitiu as condições para a criação e desenvolvimento de uma modalidade:

I) A bola, grossa e leve, só poderia ser jogada com as mãos; II) Os jogadores poderiam apoderar-se da bola em qualquer momento, deslocando-se pelo campo; III) Era interdito correr com a bola nas mãos; IV) Os contactos eram interditos e penalizados; V) O alvo deveria estar na horizontal e de pequenas dimensões, privilegiando assim a precisão em detrimento da força e da potência.

O primeiro jogo aconteceu em Dezembro de 1891, no Springfield College. O professor Naismith, árbitro do encontro, optou por dividir a turma, nove elementos para cada lado. O cesto do encontro, foi um cesto de pêssegos, colocado um de cada lado do campo, a três metros de altura.

Um aluno, Frank Maham, propôs ao professor Naismith, que o jogo se chamasse “Basketball”, pelo facto de ser jogado com cestos e bola, tendo surgido daí o nome (figura 3).

Figura 3. Jogo de basquetebol em springfield college

EVOLUÇÃO

DO JOGO

O jogo evoluiu ao longo dos tempos, salvaguardando sempre, no entanto, os cinco princípios fundamentais estabelecidos pelo “pai do jogo”.

Em seguida (quadro 1) apresentamos a cronologia de alguns momentos que consideramos marcantes para a evolução do Basquetebol.
Quadro 1. Cronologia de alguns momentos significativos no basquetebol (Adaptado de Tavares, 1996)

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ANO
1891 1892 1893 1904 1932 1934 1935 1936 1940 1950 1953 1958 1976

ACONTECIMENTO
Invenção do jogo de Basquetebol, pelo professor James A. Naismith Foram publicadas as treze primeiras regras do jogo. O jogo, sofreu assim grande propagação nos Estados Unidos da América, e a maior parte das Universidades aderiu à sua prática O jogo chega à Europa, quando os soldados americanos, em passagem por Paris, fizeram uma demonstração do jogo Pierre de Coubertin, o renovador dos Jogos Olímpicos, aceitou que em St. Louis, o basquetebol se tornasse modalidade de demonstração É fundada a Federação Internacional de Basquetebol Amador (F.I.B.A) Uniformização internacional das regras Realizou-se em Genebra, o primeiro campeonato da Europa de basquetebol Nos Jogos Olímpicos de Berlim, foi reconhecido como modalidade Olímpica Primeira transmissão televisiva de um jogo de Basquetebol Realização do primeiro Campeonato do Mundo masculino, na Argentina Realização do primeiro Campeonato do Mundo feminino, em Santiago do Chile Inicio das provas europeias de clubes Realização da primeira competição Olímpica feminina, em Montreal no Canadá

A evolução do jogo tem surgido, sempre acompanhada da evolução das regras, progressos técnicos dos jogadores, treinadores e dos materiais, tendo sempre como objectivo, a melhoria do espectáculo desportivo (Araújo, 1992).

Actualmente a Federação Internacional de Basquetebol (FIBA) gere o Basquetebol por todo o Mundo, sendo as grandes competições Internacionais dirigidas não só a amadores, mas também a profissionais.

JOGO

EM

PORTUGAL

O basquetebol foi introduzido em Portugal, em 1913, através dos professores de Educação Física e dos secretários do Colégio Internacional da Associação Cristã da Mocidade (ACM). É de destacar aqui o professor Rodolf Horney, que deu a conhecer aos seus alunos, frequentadores do ginásio da ACM, o jogo, com uma vertente recreativa. Com a divulgação do jogo pelas associações do Porto, Coimbra e Lisboa, foi possível realizar a primeira competição de equipas em 1921.

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Tratando-se de um jogo de competição, foi aceite pelos clubes e escolas, que o incluíram nos seus programas de cultura física.

Em 1927 foi fundada a Federação Portuguesa de Basquetebol (F.P.B.), tendo-se realizado em 1933 o primeiro campeonato de Portugal.

Desde então, o Basquetebol português tem acompanhado a evolução do Basquetebol europeu, e tornou-se na segunda modalidade mais praticada em Portugal, a seguir ao Futebol (Costa, 2002).

CARACTERIZAÇÃO DO JOGO

O Basquetebol é antes de tudo um Jogo desportivo (JD) (Teodorescu, 1984), e como tal influenciável pelos seus vários conceitos.

O mesmo autor classifica o Basquetebol enquanto JD segundo vários critérios. Assim, o Basquetebol é um JD por equipa, onde se verifica a intervenção directa da mão e com luta directa pela bola (Teodorescu, 1984). Konzag (1991) enquadra o Basquetebol, ao nível dos JD, como Desporto de situação.

De acordo com Oliveira (1995) existem diversas formas de agrupar os diferentes elementos comuns ao Basquetebol, no entanto, de seguida apresentamos a que na perspectiva de Teodorescu (1984), Moreno (1989), Araújo (1992), Bayer (1992) e Oliveira (1995) é a mais adequada e completa.

Sendo assim, os estudos e respectivos dados sugerem o agrupamento dos elementos comuns ao Basquetebol em duas categorias: I) Estrutura Formal; II) Estrutura Funcional.

A estrutura formal corresponde ao denominador comum a todos os jogos de Basquetebol (Oliveira, 1995). Para o mesmo autor a estrutura funcional é constituída pelos elementos comuns, relativos às situações de jogo. ESTRUTURA FORMAL

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De acordo com Tavares (1996), para o ensino do Basquetebol na escola, importa transmitir aos alunos as regras fundamentais, e que percebam a estrutura formal do jogo. Os dados existentes sugerem a sistematização dos elementos comuns à Estrutura Formal nas seguintes subcategorias (Teodorescu, 1984; Moreno, 1989; Araújo, 1992; Bayer, 1992; e Oliveira, 1995): I) Campo; II) Bola; III) Pontos; IV) Jogadores; V) Regras.

CAMPO “O campo de jogo é um espaço rectangular, estável e com todas as medidas e sinalizações perfeitamente estabelecidas e determinadas e no qual se desenvolve a confrontação entre duas equipas, sendo como tal uma referência fundamental para os jogadores” (Tavares, 1996).

BOLA A bola é um “objecto esférico em torno da qual se desenrolam as acções fundamentais de jogo e seu desenvolvimento” (Tavares, 1996).

PONTOS Segundo Tavares (1996), faz-se “através da introdução da bola no cesto adversário”, em que cada equipa procura obter o maior número de pontos possíveis.

JOGADORES Para coordenar e integrar os seus esforços no ataque e na defesa os jogadores têm de conhecer as suas posições relativamente ao campo de jogo e aos seus colegas de equipa (Tavares, 1996). Deste modo, os jogadores ocupam posições no campo às quais estão atribuídas tarefas.

REGRAS DO BASQUETEBOL (Adaptado de FPB, 2001 - 2003)

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Objectivo do jogo Um encontro de basquetebol disputa-se entre duas equipas de cinco jogadores cada, num campo preparado para esse fim. O objectivo de cada equipa é introduzir a bola no cesto adversário e impedir a equipa adversária de se apossar da bola e fazer o mesmo. A bola é jogada com as mãos. Pode ser passada, lançada ou driblada em qualquer direcção, de acordo com as regras do jogo. Bater a bola com o pé ou com a perna é considerado ”violação”, quando o gesto é feito voluntariamente.

Campo e material As dimensões do campo (figura 4) são de vinte e oito (28) por quinze (15) metros ou vinte e seis (26) por catorze (14) metros. A linha de lance livre está a quatro metros e sessenta (4,60m) do cesto. O círculo central tem um diâmetro de três metros e sessenta (3,60m). A altura a que o cesto se encontra do chão é de três metros e cinco centímetros (3,05m). O diâmetro interior do cesto é de quarenta e cinco centímetros (45cm).

Figura 4. Campo de basquetebol

Bola

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A bola (figura 5) é de forma esférica. Pode ser revestida de couro, borracha ou material sintético. Deve ter de 75 a 80cm de circunferência. Deve pesar entre 600 a 650 gramas.

O árbitro verifica antes de cada encontro a regularidade das instalações e escolhe a bola para o jogo.
Figura 5. Bola de Jogo

Equipas Cada equipa é composta por doze (12) jogadores, cinco (5) em campo (um deles é o capitão) e sete (7) jogadores substitutos. O número de jogadores substitutos é variável e depende de regulamento aprovado pelo organismo que promove os encontros.

Treinador O treinador dirige a equipa, orienta e aconselha os jogadores durante os jogos sem entrar no campo. É o treinador que pede à mesa dos oficiais os descontos de tempo.

Substituições As substituições são solicitadas pelo jogador substituto e indicadas pelo marcador durante as paragens do jogo (somente quando o árbitro assinala falta, bola presa ou desconto de tempo). É o árbitro que autoriza as substituições.

Oficiais Chamam-se oficiais do jogo aos responsáveis pela direcção do encontro e são: I) 3 Árbitros (em algumas competições são apenas dois); II) 1 Marcador; III) 1 Cronometrista; IV) 1 Operador.

Os três (3) árbitros dirigem o encontro ao mesmo tempo assinalando as violações e as faltas, validando ou anulando os cestos marcados por cada uma das equipas, apontando as penalidades e fazendo prosseguir o jogo depois da marcação dos castigos (asseguram o cumprimento das regras de jogo).

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O marcador preenche no boletim de jogo os nomes e os números dos jogadores de cada equipa; os pontos marcados e as faltas que os árbitros assinalam. O cronometrista controla o tempo de jogo, e desconta a duração dos tempos mortos. O operador trabalha com o aparelho dos vinte e quatro (24) segundos.

Duração A duração da partida é de quarenta (40) minutos divididos em quatro (4) períodos de dez (10) minutos. Sempre que o árbitro apita e após cesto convertido nos últimos dois (2) minutos do quarto (4.º) período há paragem do cronómetro. Uma equipa pode beneficiar de um (1) desconto de tempo, de um (1) minuto, em cada período.

Inicio do jogo Cada período inicia-se com o lançamento da bola ao ar no círculo central.

Bola ao ar entre dois jogadores Os casos de bola ao ar são: início do jogo A bola é atirada ao ar entre dois (2) jogadores: no círculo central, no começo do jogo;

Contagem dos pontos O cesto de campo conta 2 pontos e o cesto convertido, lançado para lá da linha dos seis metros e vinte cinco (6,25m) conta três (3) pontos. O lance livre conta um (1) ponto. Para que o cesto seja válido é preciso que a bola entre no cesto e saia por baixo.

Passos Um jogador não pode correr com a bola nas mãos. Um jogador com a bola nas mãos não pode executar mais do que dois (2) ”apoios” (contacto do pé com o solo) e deve “desembaraçar-se” da bola antes de executar o 3 terceiro apoio. Marchar é uma violação. O árbitro faz recomeçar o jogo por reposição da bola em jogo na linha lateral por um adversário. Dribles Quando um jogador quer progredir no campo com a bola pode driblar, isto é, pode fazer ressaltar a bola no solo sucessivamente mas com uma só mão.

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É proibido ao jogador: driblar com as duas mãos em contacto com a bola; fazer um segundo drible depois de, ao terminar o primeiro, dominar a bola com uma ou duas mãos.

Rotações Um jogador que receber a bola quando está parado ou que pára legalmente pode ”rodar”. “Rodar” é deslocar um pé à volta do outro mantendo este em contacto com o solo. O pé que está em contacto com o solo chamase pé-eixo.

Três segundos Os “3 segundos” é uma violação para a equipa atacante e acontece quando um jogador permanecer mais de três (3) segundos na área restritiva adversária. A área restritiva é uma superfície limitada pela linha final, pela linha de lance livre e pelas linhas do corredor dos lances livres. As linhas fazem parte dessa área.

Cinco segundos Uma equipa dispõe de cinco (5) segundos para fazer as reposições da bola em jogo. O jogador com bola, quando pressionado por um adversário apenas dispõe de cinco (5) segundos para permanecer com a bola não mão.

Oito segundos A transição da equipa que ataca, do meio campo defensivo, para o meio campo ofensivo deve ser feita num período de tempo até oito (8) segundos.

Vinte e quatro segundos A equipa que ataca dispõe de vinte e quatro (24) segundos para lançar ao cesto adversário, fazendo-a tocar no aro do cesto. Quando a bola contacta o aro do cesto recomeça uma nova contagem.

Falta pessoal O árbitro assinalará falta pessoal ao jogador que provoque contacto pessoal com um adversário.

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Um defensor comete falta pessoal quando agarra, empurra, carrega ou impede um adversário de se deslocar com a ajuda dos braços. Um atacante comete falta pessoal se provoca o contacto, com um defensor imóvel ou que defende regularmente. As faltas pessoais são penalizadas através da reposição da bola em jogo, pela linha mais próxima. Em caso da falta ser cometida no acto de lançamento, é penalizada com dois (2) ou três (3) lances livres pelo sofredor da falta, conforme a falta é feita dentro ou fora da linha dos 6,25m, respectivamente. Caso seja cometida no acto de lançamento, e esse lançamento é convertido, o sofredor da falta tem apenas direito a um (1) lance livre.

Falta técnica

Falta técnica é uma falta assinalada pelo árbitro a qualquer jogador, substituto ou treinador, e que não envolve contacto físico.

Falta anti-desportiva Acontece quando um jogador comete a falta de uma forma voluntária, deliberada, ou tem qualquer conduta anti-desportiva.

Faltas por jogador O jogador que tenha cometido 5 faltas (pessoais e técnicas) é eliminado do jogo. No entanto um jogador que cometa duas (2) faltas técnicas e/ou anti-desportivas pode ser eliminado do jogo caso o árbitro assim o entenda. De realçar, no entanto, que o mesmo jogador pode ser substituído.

Faltas da equipa Uma equipa que tenha cometido quatro (4) faltas num mesmo período, todas as faltas seguintes, à excepção das cometidas no ataque, são penalizadas com dois (2) lances livres.

Lance livre

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O lançador coloca-se atrás da linha de lance livre. Deve executar o lançamento em cinco (5) segundos podendo os outros jogadores colocar-se nos espaços reservados ao longo da área restritiva. Nenhum jogador pode entrar na área restritiva antes da bola ter saído da mão do lançador. O lançador só pode passar para a frente da linha de lance livre após a bola ter contactado o aro.

Bola fora A bola é considerada fora, quando toca o solo, uma pessoa ou um objecto que se encontra fora do campo ou sobre as linhas de marcação do campo.

Reposição da bola em jogo Depois da marcação de uma falta, o jogo recomeça através de um passe na linha mais próxima, o mais próximo da infracção, à excepção de quando é lance livre (falta no acto de lançamento e após a quarta falta num período por parte da equipa infractora). Depois de uma violação, o jogo recomeça através de um passe na linha lateral, o mais próximo da infracção. Após cesto convertido, a bola é reposta em jogo pela equipa que sofreu os últimos pontos, na linha final, em qualquer ponto. Em qualquer reposição da bola em jogo, a equipa tem apenas cinco (5) segundos para o fazer.

Bola presa Considera-se bola presa quando pelo menos dois (2) jogadores adversários tiverem pelo menos uma (1) mão sobre a bola, ficando esta presa. A bola é reposta em jogo por bola ao ar, no círculo mais próximo.

Passagem da bola para a zona de defesa Um jogador atacante no meio campo ofensivo, não pode passar a bola para o meio campo defensivo.

Resultado final A equipa que no final do encontro tenha marcado mais pontos ganha. Se as duas equipas têm o mesmo número de pontos diz-se que há empate.

Nesse caso para determinar um vencedor recorre-se a um ou mais prolongamentos de cinco (5) minutos, até que seja encontrado um vencedor.

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SINAIS

DE ARBITRAGEM

Na figura 6 apresentamos alguns sinais de arbitragem.

Figura 6. Sinais de arbitragem

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ESTRUTURA FUNCIONAL

A análise dos estudos sugere a sistematização da categoria Estrutura Funcional nas seguintes subcategorias (Teodorescu, 1984; Moreno, 1989; Araújo, 1992; Bayer, 1992; e Oliveira, 1995): I) Fases; II) Princípios; III) Formas; IV) Factores.

FASES As fases representam as situações fundamentais do jogo (Queiroz, 1986). Uma e outra fase são determinadas pela presença ou ausência da posse de bola. Assim, uma equipa está ao Ataque quando tem a posse de bola, e está à Defesa quando a equipa adversária tem a posse de bola (Araújo, 1992)

PRINCÍPIOS Os princípios operacionais constituem o ponto de partida, a base, pois representam a origem da acção, a regra geral ou norma de acção respeitante ao comportamento e à coordenação das acções ao longo do ataque e da defesa (Teodorescu, 1984; Bayer, 1992).

Teodorescu (1984), Moreno (1989), Araújo (1992), Bayer (1992) e Oliveira (1995) sugerem os seguintes princípios operacionais do ataque: I) Conservação da bola; II) Progressão dos jogadores e da bola até ao cesto adversário; III) Atacar o cesto adversário (marcar pontos).

Teodorescu (1984), Moreno (1989), Araújo (1992), Bayer (1992) e Oliveira (1995) sugerem os seguintes princípios operacionais da defesa: I) Recuperação da bola; II) Impedir a progressão dos jogadores e da bola para o meu cesto; III) Protecção do meu cesto e do meu campo.

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FORMAS As formas caracterizam a estrutura da actividade dos jogadores nas diversas fases respeitando os princípios (Teodorescu, 1984; Queiroz, 1986). Os diferentes princípios operacionais apresentam diferentes formas de organização. Por sua vez, as formas de organização são traduzidas através dos diferentes elementos técnicos e tácticos que caracterizam o jogo de Basquetebol. Importa desde já, perceber alguns conceitos apresentados por Moreno (1989). Para o mesmo autor, “a técnica constitui o factor ou parte essencial do jogo sobre o qual se elabora uma estrutura que permite um funcionamento coordenado denominado táctica”. Moreno (1989) acrescenta que a partir desta dicotomia elaboram-se os sistemas e modelos de jogo que determinam a análise teórica e o desenvolvimento prático do jogo. Nesta perspectiva os elementos que constituem o jogo agrupam-se em torno das seguintes perspectivas (Moreno, 1988): I) Técnica individual ofensiva e defensiva; II) Táctica individual ofensiva e defensiva; III) Táctica colectiva ofensiva e defensiva.

Na perspectiva de Moreno (1989) “temos de considerar o jogo de basquetebol como o resultado de um processo de interacção na qual intervêm diversos factores, cuja acção resulta do produto da cooperação realizada perante uma oposição que muda, e não como a soma de acções individuais”. Quer a cooperação, quer a oposição, verificam-se no ataque e na defesa, dado que os defensores colaboram entre si para organizar a oposição ao ataque e os atacantes colaboram entre si para se oporem à defesa (Moreno, 1989).

FACTORES

Os factores representam as possibilidades de comportamento dos jogadores (Queiroz, 1986); Moreno, 1988) ou principais meios através dos quais se accionam as fases (Teodorescu, 1984).

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De seguida, apresentamos apenas os factores que na perspectiva de Teodorescu (1984), Moreno (1989), Araújo (1992), Bayer (1992) e Oliveira (1995) são fundamentais na iniciação: I) Receber a bola e olhar antes de driblar ou passar; II) Passar (sempre que se tem um companheiro mais próximo do cesto, ou com mais alternativas) ou driblar (para progredir para o cesto e/ou procurar companheiro); III) Fintar antes de passar; IV) Passar e cortar; V) Penetrar e lançar ou fixar e assistir; VI) Equilíbrio posicional (afastar dos colegas, em especial do portador da bola); VII) Criar linhas de passe; VIII) Reagir à perda da posse de bola, marcando o seu; IX) Cada um ao seu; X) Aumentar a pressão com a aproximação do cesto.

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HABILIDADES MOTORAS

ELEMENTOS TÉCNICOS  OFENSIVOS

Posição-base ofensiva Pega da bola Drible de progressão Drible de protecção Mudança de direcção pela frente Mudança de direcção por trás das costas Mudança de direcção com inversão Mudança de direcção por baixo das pernas Passe de peito Passe picado Passe por cima da cabeça Passe de ombro Recepção Paragem a 1 tempo Paragem a 2 tempos Rotações Arranque em drible directo Arranque em drible cruzado Posição de tripla ameaça Lançamento em apoio Lançamento em suspensão Lançamento na passada

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VOS

-

Posição-base defensiva Deslocamentos defensivos

ELEMENTOS TÁCTICOS

OFENSIVOS
Desmarcação Passe e corte Aclaramento

DEFENSIVOS
Marcação ao jogador com bola Marcação ao jogador sem bola

ESTRUTURAS TÁCTICAS  OFENSIVAS

Contra-ataque

DEFENSIVAS Defesa Homem-a-Homem

ELEMENTOS TÉCNICOS OFENSIVOS

Seguidamente abordamos os elementos técnicos ofensivos, considerados fundamentais, para a iniciação ao jogo de basquetebol, ao nível da escola, na perspectiva de Tavares (1996).

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POSIÇÃO-BASE OFENSIVA

(Fig.7. Posição base ofensiva)
Definição Segundo Tavares (1996) é uma “atitude corporal que permite, quer ao atacante com bola, quer ao atacante sem bola, executar os elementos técnicos ofensivos”. A Posição-base permite executar qualquer movimento, em qualquer direcção (Pais e Romão, 2003). Segundo Araújo (1992) a posição referida anteriormente permite uma organização funcional dos diferentes segmentos corporais com vista a qualquer acção ofensiva, independente da “direcção” desejada. Tavares (1996) acrescenta que é fundamental a aprendizagem de tal atitude corporal, pois a mesma serve de base a qualquer tipo de acção desencadeada durante o jogo. De acordo com Adelino (1994) o ensino de tal conteúdo é por vezes esquecido, no entanto, o mesmo autor justifica a sua importância, referindo que se trata de uma “condição indispensável para que o atacante possa realizar os principais movimentos a que se propõe no decorrer do jogo”.

Determinantes técnicas   Pés afastados Peso do corpo sobre a parte anterior dos pés, e distribuído de igual modo sobre os dois apoios    Pernas ligeiramente flectidas Tronco colocado naturalmente Cabeça levantada em posição natural
Figura 8. Posição-base ofensiva

Erros mais comuns / Correcções

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Quadro 3. Erros mais comuns e correcções para a Posição-base ofensiva

ERROS Pés demasiados juntos Pernas pouco flectidas Afastar os pés

CORRECÇÕES

Alargar a base de sustentação Indicar ao aluno para se colocar numa posição mais baixa

POSIÇÃO DE TRIPLA AMEAÇA Definição De acordo com Tavares (1996) a posição de tripla ameaça está relacionada com a Posição-base ofensiva, que assenta numa atitude dinâmica, pronta a intervir.

Considerações gerais Sendo assim, “a posição de tripla ameaça caracteriza-se por um enquadramento com o cesto e consequentemente permitir ao jogador com bola tomar uma das seguintes decisões: I) lançar, II) passar; ou III) driblar” (Araújo, 1992). O mesmo autor acrescenta que a posição referida anteriormente permite uma organização funcional dos diferentes segmentos corporais com vista a qualquer acção ofensiva, independente da acção desejada.

Determinantes técnicas


Inclui todas as componentes da Posição-base ofensiva Pega da bola com ambas as mãos, acima da cintura e mantendo os dedos bem afastados
Figura 9. Posição ameaça de tripla

Cotovelos naturalmente colocados à largura dos ombros

Erros mais comuns / Correcções

Em seguida (quadro 4) podemos constatar os erros mais comuns no que respeita à posição de tripla ameaça.

Quadro 4. Erros mais comuns e correcções para a posição de tripla ameaça

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ERROS Dedos pouco afastados Cotovelos afastados do corpo Bola demasiado baixa Abrir bem os dedos

CORRECÇÕES

Contactar a bola só com os dedos Cotovelos colocados naturalmente Pega da bola acima da cintura, numa posição que permita lançar

PEGA DA BOLA Definição Segundo Araújo (1992) a pega da bola é o elemento chave, sem o qual os outros elementos não poderiam ser desenvolvidos. Sendo assim, para o mesmo autor, segurar a bola significa envolvê-la e dominá-la nas melhores condições.

Considerações gerais A pega da bola é um fundamento importante do jogo, dado que o domínio da bola é fundamental em todas as situações de jogo, manifestando-se no agarrar, no passar, no lançar e no driblar (Tavares, 1996). O mesmo autor refere que o contacto da bola com as mãos deverá ser amplo e sentido, permitindo uma aderência natural e a consequente transmissão dos impulsos de ombros, braços e mãos.

Determinantes técnicas

Mãos em forma de concha, com os dedos bem afastados e polegares próximos

 

Palmas das mãos não contactam a bola Cotovelos juntos ao tronco
Figura 10. Pega da bola

Erros mais comuns / Correcções Seguidamente apresentamos os erros mais comuns verificados pelos iniciantes na pega da bola, bem como algumas orientações que permitam a eliminação de tais erros (quadro 5).

Quadro 5. Erros mais comuns e correcções para a pega da bola

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ERROS Tocar a bola com as palmas da mão Cotovelos afastados

CORRECÇÕES Sentir a bola só com os dedos Cotovelos colocados naturalmente

DRIBLE

(Figura 11. Drible) Definição De acordo com Azevedo e outros (2002) “é a acção que permite ao jogador, através de movimentos sucessivos na bola em direcção ao solo, manter a sua posse, com uma ou outra mão”.

Considerações gerais Adelino (1994) chama a atenção para a necessidade do professor transmitir ao aprendiz que o drible é um movimento activo, intencional e por si comandado, ou seja, que é preciso “empurrar” a bola para o solo com energia, reduzindo deste modo o tempo em que ela está fora do contacto com a mão do jogador. Araújo (1992), e Tavares (1996), identificaram alguns momentos que justificam a utilização do drible, dos quais destacamos: I) saídas em contra-ataque; II) penetrar para o cesto; III) abrir linhas de passe; IV) garantir a posse de bola; V) progredir para o cesto sempre que não exista um companheiro melhor colocado.

Ainda de acordo com Tavares (1996), na aprendizagem do drible devemos ter em atenção os seguintes aspectos: I) exercitar com variações de ritmo; II) exercitar com paragens e arranques; III) alternância do trabalho de mãos com a movimentação dos pés; IV) praticar o drible com as duas mãos.

Determinantes técnicas  Cabeça levantada, olhando o menos possível para a bola

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Movimento coordenado do antebraço, de modo a amortecer o movimento da bola e reenviá-la para o solo

  

Mão aberta por cima da bola (alavanca) e dedos estendidos Os dedos são o principal ponto de contacto com a bola Pulsos em permanente flexão/extensão

Erros mais comuns / Correcções

Quadro 6. Erros mais comuns e correcções para o drible

ERROS Receber a bola e driblar sem objectivo Olhar para a bola Bater na bola com as palmas das mãos Ver antes de driblar

CORRECÇÕES

Não driblar se o passe é possível Ver tudo o que se passa Sentir a bola com os dedos

Tipos De acordo com a finalidade que pretendemos alcançar, consideramos importante adaptar o tipo de drible a utilizar, por forma a ter eficiência na acção técnica pretendida. De realçar aqui ao expresso por Adelino (1994), em que o mesmo não deve ser usado em excesso, ou seja, realizado apenas quando necessário.

De seguida fazemos então referência ao drible de protecção e de progressão.
DRIBLE
DE PROTECÇÃO

Figura 12. Drible de protecção

Figura 13. Drible de protecção

O drible de protecção consiste em adaptar a técnica de execução do drible de forma a dificultar a intervenção do defesa (Adelino, 1994). Segundo Costa (2002), o mesmo é usado quando um adversário está demasiado próximo e tentando roubar a bola.

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Determinantes técnicas  Drible baixo (até ao nível dos joelhos) através da flexão de pernas, e não do tronco  Braço livre e perna contrária à da mão que dribla colocado entre a bola e o defesa  Contactar a bola de modo a que a mesma ressalte no meio dos apoios
Figura 14. Drible de protecção

DRIBLE

DE PROGRESSÃO

Figura 15. Drible de progressão

Figura 16. Drible de progressão

“O drible de progressão é usado quando não existe adversário nem companheiro de equipa na progressão em direcção ao cesto” (Costa, 2002).

Determinantes técnicas Realizado até à altura da cintura Dedos orientados para a frente Bola à frente a ao lado da perna do lado da mão que dribla

Figura 17. Drible de progressão

MUDANÇA DE DIRECÇÃO

Figura 18. Mudança de direcção

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Definição “Elemento técnico utilizado para ganhar uma vantagem face ao defesa, e utiliza-se principalmente para o tentar surpreender e ultrapassá-lo” (Araújo, 1992).

Considerações gerais A mudança de direcção permite, entre outras, ultrapassar o adversário criando penetrações na defesa e o descongestionamento de uma zona de aglomeração (Costa, 2002). Segundo Adelino (1994), a mudança de direcção deve ser usada num momento oportuno em que por uma razão objectiva, é necessário alterar a direcção da sua progressão em drible, e nunca como um mero momento de recreio ou de exibicionismo. O mesmo autor acrescenta que uma mudança de direcção, implica sempre uma mudança de velocidade.

Erros mais comuns / Correcções
Quadro 7. Erros mais comuns e correcções para as mudanças de direcção

ERROS Drible demasiado alto Não há mudança de velocidade Tipos Drible baixo

CORRECÇÕES

Mudança de direcção acompanhada por mudança de velocidade

Tal como referido anteriormente, é importante ter sempre em atenção a racionalidade dos gestos.

MUDANÇA

DE DIRECÇÃO PELA FRENTE

Determinantes técnicas  Pernas ligeiramente flectidas (abaixamento do tronco)   Drible baixo Acção enérgica do pulso

Interposição da perna do lado do defesa após a passagem da bola pela frente
Figura 19. Mudança de direcção pela frente

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Mudança de direcção com inversão Determinantes técnicas  Cravar o pé contrário à mão que dribla entre os apoios do adversário   Movimento de rotação sobre esse pé Driblar com a outra mão (após a rotação)

Figura 20. Mudança de direcção com inversão

Mudança de direcção por baixo das pernas Determinantes técnicas    Ligeiro avanço da perna contrária à mão que dribla Acção enérgica do pulso Driblar com a outra mão (após a passagem da bola por baixo das pernas)
Figura 21. Mudança de direcção por baixo das pernas

Mudança de direcção por trás das costas Determinantes técnicas   Atraso da bola Drible forte por trás das costas, impulsionando a bola com força em direcção ao solo  Driblar com a outra mão (após a passagem da bola por trás das costas)
Figura 22. Mudança de direcção por trás das costas

PASSE
Definição “Elemento técnico, que traduz de forma mais objectiva a comunicação entre dois jogadores da mesma equipa” (Adelino, 1994).

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Considerações gerais “Corresponde à manifestação extrema do colectivismo de um jogo e tem como objectivo a colocação da bola num companheiro que se encontre em melhor posição” (Adelino, 1994). Para o mesmo autor a qualidade essencial que se pretende num passe é a sua eficácia, ou seja, chegar nas melhores condições ao jogador que a recebe. Tavares (1996) evidencia algumas razões que justificam a importância do passe, das quais salientamos: I) técnica ofensiva realizada mais vezes num jogo; II) técnica que estabelece comunicação entre os jogadores; III) permite dar o ritmo adequado às acções ofensivas do ataque posicional; e IV) permite criar ruptura na defesa adversária; V) chegar ao jogador mais próximo do cesto para lançar. Sendo assim os objectivos do passe (Tavares, 1996) são: I) fazer progredir a bola no campo o mais rápido possível; II) obter melhores posições no campo; III) ganhar posições de lançamento. Tavares refere que os princípios gerais da execução do passe são: I) precisão; II) rapidez; III) fintar antes de passar.

Determinantes técnicas      Apreciar as posições relativas e movimentos dos colegas e adversários Controle da bola – protecção e segurança Passar para a mão alvo do colega Utilizar trajectórias tensas Força adequada

Erros mais comuns / Correcções
Quadro 8. Erros mais comuns e correcções para o passe

ERROS Passar com demasiada força

CORRECÇÕES Força do passe proporcional à distância que separa o passador do recebedor e à orientação dos deslocamentos Utilizar trajectórias tensas Passar para a direcção imposta pela mão alvo do colega Cotovelos colocados naturalmente

Trajectórias da bola deficientes Afastar os cotovelos do tronco

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Tipos Existe uma grande variedade de passes, dependendo da forma como cada jogador consegue encontrar respostas novas a situações de jogo que se modificam constantemente (Tavares, 1996). Seguidamente consideraremos apenas os passes mais comuns.

PASSE

DE PEITO

Figura 23. Passe

Figura 24. Passe

Segundo Tavares (1996) é o passe universal e mais utilizado durante o jogo. Determinantes técnicas     Cotovelos junto ao corpo Extensão completa dos braços Rotação dos pulsos para fora Polegares a apontar para dentro e para baixo
Figura 25. Passe de peito

PASSE

PICADO

Figura 26. Passe picado

Figura 27. Passe picado

É um passe que se realiza geralmente quando há um opositor entre o possuidor da bola e um colega de equipa, e utiliza-se geralmente para distâncias mais curtas (Araújo, 1992).

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Determinantes técnicas

    

Cotovelos junto ao corpo Extensão completa dos braços Rotação dos pulsos para fora Polegares a apontar para dentro e para baixo Passe dirigido para baixo e para a frente
Figura 28. Passe picado

POR

CIMA DA CABEÇA

(Figura 29. Passe por cima da cabeça)

Trata-se de uma passe utilizado geralmente perante pressão de um adversário (Tavares, 1996).

Determinantes técnicas     Elevar os 2 braços acima da cabeça Braços ligeiramente flectidos Extensão dos braços impelindo a bola de cima para baixo Movimento de pulsos e de dedos
Figura 30. Passe por cima da cabeça

RECEPÇÃO

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(Figura 31. Recepção)
Definição “Elemento que permite a concretização da comunicação entre dois jogadores, e serve de ponto inicial aos outros elementos técnicos ofensivos” (Adelino, 1994).

Considerações gerais “Todo o jogador sem bola de uma equipa ao ataque, é sempre um potencial receptor de um passe, pelo que se deve comportar como tal, nomeadamente tendo a bola sempre dentro do seu campo de visão” (Adelino, 1994).

Determinantes técnicas      Levantar a mão alvo Ver a bola em todo o momento Ir ao encontro da bola Estender os braços na direcção da bola Dedos abertos e ligeiramente voltados para cima
Figura 32. Recepção

Erros mais comuns / Correcções

Quadro 9. Erros mais comuns e correcções para a recepção

ERROS Não ir ao encontro da bola Controlar a bola com as palmas das mãos

CORRECÇÕES Contactar o mais cedo possível com a bola Usar apenas os dedos

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PARAGENS

(Figura 33. Paragem a um tempo)

(Figura 34. Paragem a dois tempos)

Definição De acordo com Araújo (1992) é o elemento técnico que permite adquirir a posição fundamental para melhorar a intervenção na situação de jogo, ou utilizado para receber a bola”.

Considerações gerais

As mesmas acontecem após recepção ou drible e é fundamental que seja realizada em boas condições, nomeadamente em equilíbrio (Araújo, 1992). Segundo Adelino (1994), independentemente do tipo de paragem, a atitude corporal final do jogador tem de corresponder aquela que definimos como Posição-base ofensiva.

Erros mais comuns / Correcções
Quadro 10. Erros mais comuns e correcções para as paragens

ERROS Corpo em extensão (c.g. numa posição alta)

CORRECÇÕES

Adquirir a posição-base ofensiva no final da acção Apoiar os pés demasiado afastados
(Adaptado de Tavares, 1996)

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Tipos Genericamente podemos falar de dois tipos de paragens, a paragem a um tempo, e a paragem a dois tempos.

PARAGEM

A UM TEMPO

Realiza-se quando se apoiam os dois pés no solo ao mesmo tempo, através de um pequeno salto, e quando a corrida é moderada, e permite que qualquer pé, possa ser utilizado como pé eixo (Araújo, 1992).

Determinantes técnicas     Pés paralelos Pernas semi-flectidas Peso do corpo distribuído por ambas as pernas Não saltar (salto rasante)

Figura 35. Paragem a um tempo

PARAGEM

A DOIS TEMPOS

Realiza-se quando a velocidade é superior, e caracteriza-se por se apoiar primeiro um pé e depois outro.

Determinantes técnicas


  

Centro de gravidade do jogador baixo Tronco ligeiramente inclinado Um pé à frente e outro atrás Peso do corpo distribuído por ambas as pernas
Figura 36. Paragem a dois tempos

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Rotações

(Figura37Rotações)

Definição “É a faculdade do jogador possuidor da bola deslocar o mesmo pé uma ou mais vezes em qualquer direcção, conservando o outro pé, chamado pé eixo, no seu ponto de contacto com o solo” (Tavares, 1996).

Considerações gerais Importa entender que as finalidades de uma rotação podem ser várias (Araújo, 1992), destacando-se: I) enquadramento com o cesto; II) melhorar a linha de passe; III) arranque em drible; todas elas realizadas com o objectivo comum de proteger a bola do adversário para desencadear depois uma acção ofensiva.

Tipos Existem dois tipos de rotação, para a frente e para trás apresentando no entanto as mesmas características semelhantes, pelo que em seguida as determinantes técnicas apresentadas caracterizam tanto uma como a outra. O emprego de cada uma é resultante da situação específica.

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Determinantes técnicas    Manter as características da Posição-base Rodar sobre a parte anterior do pé Manter sempre o equilíbrio
Figura 38. Rotações

Determinantes técnicas    Manter as características da Posição-base Rodar sobre a parte anterior do pé Manter sempre o equilíbrio

Erros mais comuns / Correcções
Quadro 11. Erros mais comuns e correcções para as rotações

ERROS Rodar sobre o calcanhar Não estar numa posição fundamentar

CORRECÇÕES Rodar sobre o terço anterior do pé Adquirir sempre a posição fundamental

ARRANQUE EM DRIBLE Definição Segundo Araújo (1992) é o elemento técnico, que permite, após recepção da bola, entrar em drible.

Considerações gerais Após recepção da bola e paragem, o jogador com bola que decide entrar em drible, deve ter sempre em atenção os aspectos regulamentares, nomeadamente que o drible deve ser executado antes que o pé de apoio perca o contacto com o solo.

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Adelino (1994) realça a importância de entrar em drible para o lado da perna mais avançada do defesa, uma vez que esse lado constitui o lado mais vulnerável do defesa, tendo necessariamente o aluno de dominar dois tipos de arranque em drible (directo e cruzado).

Tipos

ARRANQUE

EM DRIBLE DIRECTO

Determinantes técnicas    Avanço do pé do lado da mão que dribla Impulsionar a bola para trás do pé do defesa Executar o segundo passo já em drible, interpondo a outra perna por detrás do defesa, ganhando-lhe uma posição vantajosa
Figura 39. Arranque em drible directo

Arranque em drible cruzado Determinantes técnicas  Avanço do pé do lado contrário ao da mão que dribla, cruzando pela frente do defesa  Impulsionar a bola para trás do pé do defesa

Figura 40. Arranque em drible cruzado

Erros mais comuns / Correcções
Quadro 12. Erros mais comuns e correcções para o arranque em drible

ERROS Não há drible simultâneo ao avanço do apoio

CORRECÇÕES Impulsionar a bola simultaneamente ao apoio

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LANÇAMENTOS

Figura 41. Lançamento em apoio

Figura 42. Lançamento na passada

Definição Elemento técnico que permite directamente cumprir o objectivo do jogo de basquetebol, marcar pontos (Tavares, 1996).

Considerações gerais O lançamento ao cesto é o elemento mais importante do basquetebol, constituindo a finalidade última de todas as acções, individuais ou colectivas, de uma equipa com a posse da bola (Tavares, 1996). No fundo, o lançamento ao cesto é a verdadeira razão de ser de todos os outros elementos técnicos do basquetebol (Adelino, 1994).

Determinantes técnicas As características seguidamente apresentadas representam os princípios gerais do lançamento apresentados por Tavares (1996):     Tomada de uma posição frontal ao cesto, equilibrada e cómoda Bola em posição favorável Concentração no cesto Movimento desencadeado a partir das pontas dos pés e terminando na extensão dos dedos

impulsionadores

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Tipos Lançamento em apoio Utilizado pelos jogadores, em especial quando se encontram na linha de lance livre, no entanto, na iniciação, representa um pré-requisito ao lançamento em suspensão, visto serem muito semelhantes (Araújo, 1992).

Determinantes técnicas


 

Partir da Posição-base ofensiva Olhar dirigido para o cesto Mão de lançamento posicionada atrás e debaixo da bola e a outra ao lado

   

Cotovelo a apontar na direcção do cesto Impulsão vertical Extensão das pernas Extensão do braço e dos dedos da mão
Figura 43. Lançamento em apoio

impulsionadora da bola

Erros mais comuns / Correcções
Quadro 13. Erros mais comuns e correcções para o lançamento em apoio

ERROS Extensão incompleta dos segmentos Olhar dirigido para a bola M.I. em extensão

CORRECÇÕES Extensão completa e coordenada dos segmentos Olhar dirigido para o cesto Ligeira flexão das pernas na preparação do lançamento

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Lançamento em suspensão Para Araújo (1992) é o lançamento mais frequente num jogo de basquetebol, e pode ser realizado de “todas” as zonas de campo que a força “permita”.

Determinantes técnicas


 

Partir da Posição-base ofensiva Olhar dirigido para o cesto Mão de lançamento posicionada atrás e debaixo da bola e a outra ao lado

   

Cotovelo a apontar na direcção do cesto Impulsão vertical Extensão das pernas Extensão do braço e dos dedos da mão
Figura 44. Lançamento em suspensão

impulsionadora da bola  Lançamento no ponto mais alto da impulsão

Erros mais comuns / Correcções
Quadro 14. Erros mais comuns e correcções para o lançamento em suspensão

ERROS Extensão incompleta dos segmentos Lançamento com as duas mãos Lançamento a partir cintura

CORRECÇÕES Extensão completa e coordenada dos segmentos Mão do lançamento debaixo da bola Outra mão ao lado (apenas dá direcção) Partir da posição de tripla ameaça

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LANÇAMENTO

NA PASSADA

(“BANDEJA”)

É usado sempre que um jogador consegue penetrar para o cesto “indo até ao fim” (Araújo, 1992). Determinantes técnicas   Lançamento antecedido de dois apoios Primeiro apoio mais para frente, e segundo apoio mais para cima   Bola transportada com as duas mãos Elevar o joelho do lado da mão que vai lançar em direcção ao cesto  Extensão do braço e dos dedos da mão
Figura 45. Lançamento na passada

impulsionadora da bola

Erros mais comuns / Correcções
Quadro 15. Erros mais comuns e correcções para o lançamento na passada

ERROS Troca de apoios Não há elevação do joelho

CORRECÇÕES Iniciar os apoios pela perna da mão lançadora Elevar o joelho da mão lançadora

Elementos Técnicos Defensivos

A defesa constitui uma parte integrante do jogo de basquetebol. Tal como o ataque, a mesma apresenta objectivos claramente definidos. Segundo Adelino (1994), os objectivos da defesa são: I) impedir que a equipa sofra cestos; II) Recuperar a posse de bola para que a equipa possa tentar de novo a concretização do lançamento.

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POSIÇÃO-BASE DEFENSIVA

Figura 46. Posição-base defensiva

Definição De acordo com Tavares (1996) é a “atitude corporal que permite, quer ao defesa do atacante com bola, quer ao defesa do atacante sem bola, executar os elementos técnicos defensivos”.

Considerações gerais De acordo com Costa (2002) à perda da posse de bola, o jogador deve assumir imediatamente uma atitude defensiva recuando sempre sem perder de vista a bola e procurando rapidamente o seu adversário directo. Determinantes técnicas       Cabeça levantada Tronco ligeiramente inclinado Braços orientados para a frente Pernas ligeiramente flectidas Pés afastados e à largura dos ombros Peso do corpo distribuído pelos dois apoios (parte anterior)
Figura 47. Posição-base defensiva

Erros mais comuns / Correcções
Quadro 16. Erros mais comuns e correcções para a posição-base defensiva

ERROS M.I. pouco flectidos Pés demasiado juntos

CORRECÇÕES Transmitir a noção de estar sentado Pés à largura dos ombros

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DESLOCAMENTOS DEFENSIVOS

Figura 48. Deslocamentos defensivos

Definição Movimento do defesa ao jogador com bola, que permite acompanhá-lo de forma eficaz (Araújo, 1992).

Considerações gerais O movimento do defesa do jogador em drible, deve ser um movimento deslizante (Adelino, 1994). Para o mesmo autor, tal elemento técnico, tem sempre como base a Posição-base defensiva e deve procurar manterse a posição relativa face ao atacante com bola. Determinantes técnicas    Características da Posição-base defensiva Passos sucessivos e curtos, sem que os pés se cruzem Pé do lado para onde o atacante se dirige é o condutor do movimento (1.º a movimentar-se)  Passos enérgicos
Figura 49. Deslocamentos defensivos

Erros mais comuns / Correcções
Quadro 17. Erros mais comuns e correcções para os deslocamentos

ERROS Cruzar as pernas Saltar

CORRECÇÕES Pés sempre afastados um do outro Manter sempre uma posição baixa (deslizar)

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ELEMENTOS TÁCTICOS

Segundo Adelino (1994) a “comunicação” entre os jogadores, quer no ataque, quer na defesa, é interpretada no sentido do condicionamento das acções dos mesmos, a fim de se poder adequar os movimentos realizados, estando a bola directamente presente nessa relação.

Os jogadores devem fazer uma ocupação racional do espaço, em largura e profundidade, evitando jogar a menos de dois metros dos outros colegas de equipa (em especial do jogador com bola), para poderem criar situações de finalização.

Jogo 3×3

Figura 50. Jogo 3×3

Jogo 5×5 (cinco abertos)

Figura 51. Jogo 5×5

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As posições de cada atleta não devem ser entendidas como fixas, devendo haver permutas, através de cortes e respectivas reposições, no sentido de criarem situações favoráveis de finalização. Esta dinâmica permite garantir uma ocupação equilibrada do espaço.

Figura 52.

Jogo

A atracção

pela bola é o factor que mais

caracteriza a primeira fase da evolução dos jogos desportivos colectivos, principalmente o

Basquetebol. Isto acontece, pelo espaço reduzido em que se desenrola o jogo, pelas características de ter um alvo elevado e por ser um jogo rápido, sem contactos corporais.

No que diz respeito aos comportamentos motores demonstrados pelos atletas numa fase inicial, podemos observar: _ Um jogo anárquico, descaracterizado e confuso; _ Grande dificuldade em compreender as regras básicas do jogo (grande número de contactos corporais, execução incorrecta dos apoios, execução incorrecta dos dribles, etc.). _ Dificuldades no domínio da bola, habituais a quem exibe comportamentos motores primários como, correr, saltar, receber e lançar, havendo por isso um nítido desenquadramento com o cesto; _ Dificuldades em desenvolver o jogo colectivo, pois os atletas jogam com eles próprios; _ Jogo com muitos dribles; _ Os atletas desfazem-se muito rapidamente da bola, antes de encontrarem a melhor linha de passe; _ Aglomeração de jogadores numa área restrita, disputando a posse de bola.

Para evitar esta situação, há que recorrer a determinadas estratégias para clarificação e percepção do espírito do jogo: _ Desenvolver e melhorar a motricidade; _ Desenvolver e melhorar a noção de defesa e ataque;

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_ Desenvolver e melhorar o factor sócio-motor (problema da aglomeração); _ Desenvolver e melhorar a noção de ajuda na progressão territorial com ou sem bola; _ Impor determinadas regras, para resolver o problema da atracção pela bola: _ Não é permitido o drible ( “jogo dos passes”); _ Não se pode jogar a bola para trás; _ Dentro do “garrafão” é obrigatório lançar; _ Deve olhar-se sempre em frente, para "ler" o jogo; _ Todos devem atacar e defender; _ Defesa individual (HxH).

ELEMENTOS TÁCTICOS OFENSIVOS

A “comunicação” dos jogadores de uma equipa no ataque tem de se revelar logo a partir das próprias posições relativas que eles assumem (zonas do campo ocupadas, distância entre si, orientação do corpo face à bola e ao cesto), bem como na conjugação dos objectivos diferentes que cada um procura realizar, embora concorrendo para a mesma finalidade, a marcação do cesto (Adelino, 1994).

Quando a equipa tem a posse de bola, os jogadores sem bola, devem movimentar-se rapidamente para novos espaços, livres de adversários para assim abrirem mais linhas de passe ofensivo e poderem criar situações favoráveis de finalização, em vantagem numérica ou em vantagem de posição (Costa e Costa, 2003). DESMARCAÇÃO

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Figura 53. Desmarcação

Definição Desmarcação é libertar-se da marcação do adversário para manter-se em situação de disponibilidade permanente para a equipa (Tavares, 1996).

Considerações gerais A desmarcação representa um dos principais movimentos que definem o trabalho do atacante sem bola (Adelino, 1994). Para Costa (2002), o atacante sem bola tem de ter a iniciativa tentando criar uma situação de vantagem perante o defesa.

Figura 54. Desmarcação

Tavares (1996) afirma que o jogador para se desmarcar deverá solucionar os seguintes problemas: I) de atitude e colocação (ver para conceber e boa percepção do campo de jogo); II) manobrar os adversários (abrir espaço na direcção de cesto e obter posições de lançamento).

PASSE E CORTE

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Figura 55. Passe e corte

Definição Trata-se de uma movimentação, após passe a um companheiro de equipa, com que se procura em receber a bola em boas condições (Costa e Costa, 2003).

Considerações gerais Para Adelino (1994) representa uma das movimentações tácticas mais simples e que deve acontecer de moda natural e oportuno. Para o mesmo autor é essencial o seu ensino na iniciação ao jogo.

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MARCAÇÃO

AO JOGADOR SEM BOLA

O defesa do jogador atacante sem bola deve dificultar ou impedir a recepção da bola. Deverá sobremarca-lo assumindo uma posição que permita ver simultaneamente, a bola e o atacante (Pais e Romão, 1999). Costa e Costa (2003) sublinham ainda que para tal devem utilizar principalmente a mão e o braço.

ESTRUTURAS TÁCTICAS
ESTRUTURAS TÁCTICAS OFENSIVAS Relativamente às estruturas tácticas ofensivas abordamos de seguida a transposição Defesa-Ataque, mais propriamente o contra-ataque. CONTRA-ATAQUE

Figura 57. Contra ataque

Definição “Primeira das formas que uma equipa tem ao seu dispor, quando se encontra na fase de ataque, para alcançar o objectivo do jogo” (Adelino, 1994).

Considerações gerais Tavares (1996) refere que o contra-ataque pode iniciar-se a partir de várias situações de jogo, mas a mais normal é após ressalto ganho pela equipa que defende.

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Segundo Adelino (1994), após recuperação de bola, os jogadores atacantes devem organizar-se, de forma a tentarem uma situação de lançamento ao cesto, procurando fazê-lo com alguma vantagem em relação à defesa (superioridade numérica), o que significa maior probabilidade de êxito. Costa e Costa (2003) chamam atenção para os seguintes princípios orientadores do contra-ataque: I) após ressalto ou recuperação de bola, rodar para a linha lateral mais próxima; II) realizar o primeiro passe para alinha lateral; III) bola conduzida pelo corredor central; IV) ocupação dos corredores laterais; V) movimentação penetrante de todos os jogadores.

ESTRUTURAS TÁCTICAS DEFENSIVAS Relativamente às estruturas tácticas defensivas abordamos de seguida a defesa Homem a Homem.

DEFESA HOMEM A HOMEM

Figura 58. Defesa homem a homem

Definição “Sistema defensivo básico, em que cada defensor é responsável por marcar um adversário directo” (Araújo, 1992). Considerações gerais No sistema defensivo Homem a Homem, que tem como base os princípios da defesa individual, o defensor deve marcar o adversário em relação à bola, havendo no entanto, um predomínio da sua acção, dirigido ao jogador adversário (Tavares, 1996). Para Tavares (1996) a defesa tem que ter em conta: I) a bola (cada jogador deve saber onde se encontra a bola); II) a posição (posição que cada defensor ocupa relativamente à bola e seu adversário; e III) jogador (se o atacante é ou não portador da bola).

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BASQUETEBOL

De acordo com Adelino (1994) após perda da bola, em recuperação defensiva, os jogadores da equipa que defende devem: I) recuperar defensivamente sem nunca perder de vista a bola; e II) manterem-se sempre atrás da linha da bola e devidamente enquadrados. O mesmo autor refere que após evitada a transposição defesa-ataque e ataque rápido, os defensores devem: I) procurar o seu adversário directo; II) respeitar os princípios de marcação aos jogadores com cola e sem bola.

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