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Novembro Práticas e Modelos de Auto Avaliação

Comentário ao trabalho de Teresa Semedo

Olá Teresa,

Acho que todos os trabalhos, no seu conjunto complementam-se, e fiquei sem saber o que
dizer no global, pelo que optei por comentários parcelares.

Escolhi o seu trabalho para comentar no seguinte aspecto…

Fraquezas comentário
Formação
para a “As Bibliotecas Escolares desenvolvem programas de formação de alunos na
leitura e área da literacia em informação, sem qualquer ligação com conteúdos das
para as áreas curriculares.”
literacias Concordo, é na grande maioria das bes uma evidência, e apetece-me perguntar
por que é que o fazem?
Será que existe nas nossas bibliotecas uma cultura de reflexão sobre as suas
práticas ou sobre os seus serviços?
Penso que se formos capazes de analisar as causas das fraquezas com os prof
bibliotecários seremos capazes de planear e de estabelecer prioridades. A
prioridade pode ser fazer entender ao director que os resultados escolares
serão sempre os mesmos se as metodologias não se alterarem e que se assim
não for a be não fará lá grande coisa, como é que ele justifica o investimento
contínuo?
Partir para a gestão de um Serviço, como é o caso da biblioteca é sair de um
“conforto instalado”Gerir um projecto exige de entre outras coisas capacidade
de lidar com o desconhecido: o próximo projecto.
O Modelo de Auto Avaliação veio possibilitar um enquadramento do que é
esperado que a be faça, mas se isto não for acompanhado de reflexão sobre o
como se vai fazer e o que se pretende atingir, provavelmente não teremos um
sentido na acção. E volto ao princípio porque se faz isto, ou não se faz fazemos
as coisas por modas ou por parecer mal não fazer?
Tenho visto muitas bes com guiões belos de pesquisa, em termos gráficos e de
concepção pedagógica e a sua aplicabilidade é muito pouca. Como se avaliam
os processos e os produtos?
Os teóricos da gestão dizem-nos que o desenvolvimento dos projectos têm
efeitos indesejáveis, são exactamente estes que teremos que conhecer.
Canário em Desenvolvimento de Bibliotecas escolares identifica três efeitos
indesejáveis:
-rejeição da mudança ou marginalização( viverão alguma bes aqui?)
-actividades exteriores às actividades lectivas e mantendo com elas uma
relação remota(currículo - o centro da escola é periférico na be).
- dependência funcional da aula tradicional( lógica do acrescento ao existente)
Em suma, a acção da be deve estar diluída no projecto curricular e no PE, deve
ser claro para os professores, em geral, o que podem fazer na be e como o
podem fazer e o impacto que isso terá nos resultados escolares dos alunos.
Seria interessante pensar se ao fim destes anos de RBE, ainda continuamos a
falar de integração curricular, o que falhou realmente, o que devíamos ter feito e
não fizemos e ou o que fizemos de forma inadequada.

Maria Madalena Gomes dos Santos