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TPM e sintomas

TPM e sintomas

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Compilando textos de várias fontes, e formando uma abrangente visão do assunto TPM.

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Tensão Pré-Menstrual

Transtornos relacionados por semelhança ou classificação

Síndrome Disfórica e Transtorno Disfórico Pré-Menstrual A Organização Mundial de Saúde ainda não reconheceu a tensão pré-menstrual como uma entidade patológica; enquanto isso a classificação norte americana já diferencia Síndrome pré-menstrual (Premenstrual Syndrome) da Desordem Disfórica Pré-Menstrual (Premenstrual Dysphoric Disorder). Esta deficiência, contudo, deverá ser corrigida na 11ª edição do Código Internacional das Doenças. Não restam muitas dúvidas que existe um transtorno relacionado às fases do ciclo ovariano; quanto a serem dois distúrbios não se tem tanta certeza. Está sendo discutido e estudado se a Síndrome P-M e a Desordem Disfórica P-M são a mesma coisa, provavelmente sim. Qual a diferença entre elas? A Síndrome P-M refere-se às variações físicas e do humor nas mulheres. Surge uma a duas semanas antes da menstruação e desaparece no fim do fluxo menstrual. Este transtorno é tratado pelos ginecologistas. A Desordem Disfórica P-M não apresenta necessariamente a sintomatologia física enquanto a alteração do humor é grave o suficiente para interferir nas atividades rotineiras ou trabalhistas. Trataremos aqui como uma só doença pelo nome mais comum em nosso meio: Tensão Pré-Menstrual (TPM).

A TPM é comum? Aproximadamente 80% das mulheres em fase reprodutiva apresentam sintomas na fase pré-menstrual, sendo que apenas 3 a 5% de forma grave a ponto de impedir a rotina ou o trabalho. Seu início ocorre em média aos 26 anos de idade e tende a piorar com o tempo. As mulheres mais sujeitas a este problema são aquelas que sofrem de algum problema depressivo ou possuem algum parente com problemas de humor. As mulheres que tiveram depressão pósparto (uma condição considerada benigna) também estão mais sujeitas.

Principais Sintomas Psicológicos Irritabilidade, nervosismo, descontrole das ações ou emoções, agitação, raiva, insônia, dificuldade de concentração, letargia (lentificação para fazer as coisas), depressão, sensação de cansaço, ansiedade, confusão, esquecimento freqüente, baixa auto-estima, paranóia, hipersensibilidade emocional, ataques de choro. Gastrintestinais Dores abdominais, inchaço, constipação, náusea, vômitos, sensação de peso ou pressão na pelve. Dermatológicos Acne, inflamações na pele com coceira, agravamento de problemas dermatológicos preexistentes. Neurológicos Dores de cabeça, tonteira, desmaios, entorpecimento, irritabilidade, sensação de zumbido, machucar-se facilmente, contrações musculares, palpitações, descoordenação dos movimentos Outros Aumento da retenção de líquido causando sudorese fácil, intumescimento das mamas, e ganho de peso periódico, diminuição do volume da urina (o que contribui para a retenção de líquido). Aumento da predisposição a alergias e gripes, alterações visuais (talvez devido a retenção de líquidos), conjuntivites (não necessariamente infecciosa), palpitações do coração, dores menstruais, diminuição da libido (desejo sexual), mudanças no apetite (para mais ou para menos), ondas de calor.

O que pode ser confundido com a TPM? Causas psiquiátricas Depressão, Distimia, Ansiedade Generalizada, Transtorno do Pânico, Transtorno Bipolar. Causas médicas Anemia, Distúrbios autoimune, hipotireoidismo, diabetes, epilepsia, endometriose, síndrome da fadiga crônica, doenças do colágeno. Quais são as causas da TPM? A causa não é conhecida, mas pelas características está relacionada à elevação do estrogênio na fase pré-menstrual ou a queda da progesterona. Contudo, esses dois fatores não são os únicos envolvidos: esses hormônios podem afetar as neurotransmissões e aí então causar os sintomas psiquiátricos. Pode também afetar os receptores fora do Sistema Nervoso Central provocando os diversos outros sintomas.

Como se identifica a TPM? Durante o intervalo de 12 meses a mulher deverá ter apresentado na maioria dos ciclos pelo menos cinco dos sintomas abaixo: • • • • • • • • Humor deprimido Raiva ou irritabilidade Dificuldade de concentração Falta de interesse pelo que se costuma gostar Aumento do apetite Insônia ou hipersonia Sensação de falta de controle sobre si mesmo Algum sintoma corporal

Como se Trata a TPM? Com modificação na dieta, aumentando-se a quantidade de proteínas e diminuindo o açúcar, o sal, o café e o álcool. Fazendo exercícios regularmente, evitando o estresse, suplementando a dieta com vitamina B6, cálcio e magnésio. As alternativas medicamentosas são com contraceptivos orais e com antidepressivos inibidores da recaptação da serotonina. Recentemente a FDA (Food and Drug Administration) autorizou o uso da fluoxetina para o tratamento da TPM nos EUA. Última Atualização: 3-05-2004 Ref. Bibliograf: Liv 01 Liv 03 Liv 17 Liv 05 Tensão Pré-Menstrual http://www.pslgroup.com/dg/142032.htm http://www.methodisthealth.com/WomensHealth/gynepmdd.htm http://www.womens-health.org/PMDD.html

Os Homens e o Fator TPM
Jamais vou entender as mulheres, eu sei. Mas tem um detalhe que atrapalha ainda mais o discernimento diante do sexo oposto. É o Fator TPM. Não há nada mais complicado num relacionamento quando a namorada/ficante/repolhinho/noiva/esposa mergulha no indecifrável período da tensão pré-menstrual. Enfim, a situação do pobre sujeito enamorado fica mais difícil do que a primeira vez com a própria guria. Ainda mais agoniante do que conhecer o pai da pretendente, mesmo ele sendo coronel do Exército brasileiro. E até mesmo mais terrível do que pegar outra mulher na frente do irmão dela! Em período tão conturbado, mais uma coisa pode piorar a situação: o senhor não terá poderes para aliviar as tensões da amada. Afinal, o célebre “no vermelho” não é muito favorável para essas coisas... Mas, para aqueles que desejam um futuro promissor ao lado da moça, seguem algumas dicas totalmente excelentes em prol da harmonia daquele lar que vive o momento crítico: Situação 1 – Ela mandou você comprar absorventes na farmácia TAL, justamente aquela que fica do outro lado da cidade. O QUE FAZER: Não questione. Apenas vá. Também não ouse errar o tipo e a marca do absorvente. Na volta, não diga nada. Largue o pacote da farmácia TAL no banheiro e vá para a frente da TV. Já, já, ela aparece com uma cervejinha gelada. Situação 2 – Ela comeu TODA a caixa de chocolate que há 20 dias permanecia fechada em cima da geladeira. O QUE FAZER: É, pho-deu, mas existe uma luz no fim do túnel. Se faça de louco. Não comente nada do que viu. Nem mesmo se os papéis das miniaturas dos chocolates mais gostosos do mundo estiverem boiando sobre o sofá da sala. Caro amigo, deixe o esporro para mais tarde. Ela pode matá-lo. Ou pior, arrancar seu garoto fora. Situação 3 – Ela insiste em discutir a relação, o famoso DR. O QUE FAZER: Corra. Corte a conversa imediatamente. Pode ter certeza, isso não vai dar certo. Se você não conseguir escapar da alça de mira da moça, use a tática dos melhores momentos do casal. Relembre aquele jantar maravilhoso em que os teus pais conheceram os dela e o cunhado gozador soltou piadinhas o evento inteiro. Discurse sobre as qualidades dela e o quanto você adora os sogros, o cachorro, aquele sapato de oncinha novinho em folha... Em 5min, ela estará relaxadinha. Situação 4 – Ela exige a tua presença no casamento da amiga-mais-insuportável-do-mundo (e o pior ela acha o mesmo da mala). O QUE FAZER: Diga sim sem gaguejar. Demonstre segurança e convicção. Esboce um sorriso, mas não tão largo, pois ela pode desconfiar da armação. Acrescente até que será uma festa ótima e que se divertirão como nunca. Sete dias passados, ela nem lembrará o nome da noiva. Situação 5 – Ela ainda não se adaptou ao rock n´ roll, mas tu comprou aquele DVD procurado há mais de 15 anos, uma apresentação raríssima do Led Zeppelin na Islândia em 1972. O QUE FAZER: Espere, espere e espere. Aguarde o fim do período de instabilidade da garota para revelar o achado. Se mostrá-lo durante a fase crítica, ela dirá que o Robert Plant “parece uma bicha cantando” e que não suporta “a guitarra irritante” do Jimmy Page. Você nunca mais conseguirá ouvi-lo novamente. Situação 6 – Ela acordou rosnando e te liga como se quisesse arrancar pedaço. O QUE FAZER: Meu amigo, muita calma nessa hora. Prefira dizer que está morrendo de saudade, que ela é linda, enfim, a mulher da tua vida. Se não colar, tente encerrar a ligação o mais rápido possível sem que ela perceba qualquer movimento mais afoito. Deixe que ela desconte a raiva acumulada nos colegas de trabalho, hehehe. Situação 7 – Ela acordou rosnando, te liga como se quisesse arrancar pedaço, mas no fim da tarde está extremamente feliz. O QUE FAZER: Óbvio que ela soltou os cachorros nos pobres colegas de trabalho! Apesar do Fator TPM, vale até propor um vinhozinho e uma tábua de queijo e presunto. Ela vai adorar e dormirá agarradinha contigo. Situação 8 – A rapariga colocou aquele vestidinho rosa chock que só ELA adora. O QUE FAZER: Não ria. Não arregale os olhos. Elogie a garota, mesmo que ela esteja hor-rí-vel. Passeie de mãos dadas no shopping se possível. Mostre-se forte e destemido. Ela nem vai perceber que sofre do Fator TPM. Situação 9 – Ela gastou uma nota em sapatos, vestidos, bijuterias e badulaques ridículos. O QUE FAZER: Essa é foda. Muito. Evite qualquer demonstração de irritação, mas não deixe de revelar descontentamento. Ela sabe que fez merda. E não terá a ousadia de dizer qualquer coisa. No fim do mês, mostre o extrato do cartão de crédito e sugira que ela peça ao pai o tão sonhado aspirador de pó. POSTED BY GUILHERME ZÉ GOTINHA AT 7:22 PM

TPM e suas nuances

TPM é um horror. Essa semana pensei seriamente em me matar. Ainda bem que não o fiz, pois teria me arrependido em seguida, já que no outro dia eu não estava tão atacada. Fico imaginando como as mulheres de gerações passadas lidavam com isso, já que não havia o devido esclarecimento sobre o assunto. Penso que muitas mulheres foram queimadas na fogueira, foram largadas pelos seus maridos e internadas como loucas quando passavam por uma dessas crises TP Êmicas. Eu tenho crises variáveis...As vezes fico agressiva ou depressiva, sensível, nervosa, alegre demais. Lidar com isso deve ser difícil, principalmente para os homens, já que eles não passam pelo mesmo problema...Pelo menos não sob o mesmo ponto de vista! Eu, graças a Deus tenho a sorte de lidar com homens esclarecidos, que me compreendem quando estou assim e que de certa forma até me apóiam. Um ¿ninguém¿ até gostava de andar mais comigo quando estava atacada, dizia que eu ficava mais mulher, sensual, divertida e se acabava de rir das minhas reações diante das coisas ou situações. Mas apesar dele ser especial nesse aspecto, não é em mais nenhum. Fica o dito pelo não dito. Estou numa dessas crises. O mais engraçado nem é isso. Cheguei a pensar que estava em depressão quando um dos meus amigos me alertou que isso poderia esta sendo ocasionado pela bendita TPM. Confesso que fiquei surpresa e até lisonjeada como mulher, notando o interesse e atenção de um homem por um assunto tão intimamente feminino. Seria ótimo se todos os homens fossem sensíveis a esse ponto. Norma Lucia

Sintomas da TPM
1. Depressão, sentimento de desesperança, pensamentos auto-depreciativos; 2. Ansiedade, tensão, nervosismo, excitação; 3. Fraqueza afetiva, tristeza repentina, choro fácil, sentimento de rejeição; 4. Raiva ou irritabilidade persistente, aumento dos conflitos interpessoais; 5. Diminuição do interesse pelas atividades habituais; 6. Sensação de dificuldade de concentração; 7. Cansaço, fadiga fácil, falta de energia; 8. Acentuada alteração do apetite; 9. Distúrbios do sono; 10. Sensação de estar fora do próprio controle; 11. Inchaço e/ou sensibilidade mamária aumentada; 12. Dor de cabeça; 13. Dores musculares; 14. Ganho de peso ou sensação de inchaço; No entanto para ser considerada doença, e portanto sujeita a tratamento, é importante que estes sintomas de fato interfiram nas atividades habituais da mulher e que os mesmos ocorram na fase pré-menstrual e não em todo o ciclo. Tratamento da TPM Por se tratar de uma síndrome, não existem tratamentos específicos já que os sintomas variam muito de intensidade para cada mulher. Resultados não cientificamente comprovados mostram que a vitamina B6 (Piridoxina), a vitamina E, o cálcio e o magnésio podem ser usados com melhora dos sintomas. Outro medicamento é o ácido gama linoleico que é um ácido graxo essencial. Pode ser encontrado no óleo de prímula. Existem advertências sérias do FDA americano a respeito de medicações alternativas naturais e de possíveis efeitos colaterais graves, portanto este, como qualquer outro medicamento, mesmo "natural", só deve ser usado mediante prescrição médica. Na verdade, este é o melhor caminho para o tratamento da TPM. Consultar um médico ginecologista e descrever para ele todos os sintomas que a mulher sente antes e depois da menstruação. O melhor medicamento é o que, sozinho ou associado, reduza os sintomas. Como esta síndrome está ligada à ovulação, muitas mulheres podem se beneficiar do uso da pílula anticoncepcional que suspende a ovulação. Já nos casos graves de desordem disfórica pré-menstrual é necessária uma medicação mais específica sendo que a medicação usada com melhores resultados são os anti-depressivos principalmente o Prozac (Fluoxetina). Estudos recentes mostram que esta medicação usada na menor dose possível e durante a fase de tensão pré-menstrual tem melhorado muito a qualidade de vida das mulheres que experimentam esta disfunção. Nos Estados Unidos chama-se Sarafem® O importante é que se entenda que esta não é uma doença, mas sim uma alteração fisiológica do ciclo menstrual feminino e que pode ser resolvida com medidas simples por parte do seu médico assistente. Site Médico

Sintomas da TPM
1. depressão, sentimento de desesperança, pensamentos auto-depreciativos; 2. ansiedade, tensão, nervosismo, excitação; 3. fraqueza afetiva, tristeza repentina, choro fácil, sentimento de rejeição; 4. raiva ou irritabilidade persistente, aumento dos conflitos interpessoais; 5. diminuição do interesse pelas atividades habituais; 6. sensação de dificuldade de concentração; 7. cansaço, fadiga fácil, falta de energia; 8. acentuada alteração do apetite; 9. distúrbios do sono; 10. sensação de estar fora do próprio controle; 11. inchaço e/ou sensibilidade mamária aumentada; 12. dor de cabeça; 13. dores musculares; 14. ganho de peso ou sensação de inchaço;
No entanto para ser considerada doença, e portanto sujeita a tratamento, é importante que estes sintomas de fato interfiram nas atividades habituais da mulher e que os mesmos ocorram na fase pré menstrual e não em todo o ciclo.

Dra. Mara Solange Carvalho Diegoli é médica do Departamento de Ginecologia do Hospital das Clínicas e coordenadora do Centro de Apoio à Mulher com Tensão Pré-Menstrual do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.

Tensão Pré-Menstrual

Tensão pré-menstrual, ou TPM, é um tema que interessa não só às mulheres, mas aos homens, especialmente. Ela se caracteriza por um conjunto de sintomas e sinais que se manifesta um pouco antes da menstruação e desaparece com ela. Se eles persistirem, não se trata da síndrome de TPM, que está diretamente relacionada com a produção dos hormônios femininos. Do ponto de vista dos hormônios sexuais, os homens são muito mais simples do que as mulheres. Eles fabricam testosterona cuja produção começa a cair inexorável e lentamente a partir dos 20, 30 anos de idade. As transformações que essa queda provoca no humor masculino são, de certa forma, previsíveis e é por isso que as mulheres dizem que os homens são todos iguais. Com elas, é diferente. A concentração dos hormônios sexuais varia no decorrer do ciclo menstrual. Assim que termina a menstruação, tem início a produção de estrógeno, que atinge seu pico ao redor do 14º dia do ciclo, quando começa a cair e a aumentar a produção de progesterona. O nível desses dois hormônios, porém, praticamente chega a zero durante a menstruação. Portanto, em cada dia do mês, a mulher tem uma concentração de hormônios sexuais diferente da do dia anterior e diferente da do dia seguinte. O impacto que isso provoca no humor feminino também oscila de um dia para o outro. Por isso, os homens dizem que as mulheres são difíceis de entender.
TPM e dismenorréia
Drauzio – Como distinguir a TPM da cólica menstrual? Mara Dioegoli – A primeira distinção é que a tensão pré-menstrual ocorre antes da menstruação e a dismenorréia, ou cólica menstrual, inclui uma série de sintomas associados à menstruação propriamente dita. O principal é a dor em cólica, às vezes, tão forte que a mulher vomita e chega a desmaiar. Os mais velhos acreditavam que isso acontecia por rejeição à feminilidade e encaravam a cólica como mera manifestação psicológica. Várias pesquisas demonstraram, porém, que a cólica menstrual nada tem de psicológico, pois é provocada pela prostaglandina, uma substância existente em várias partes do corpo, inclusive dentro do útero. Drauzio – Anatomicamente, como se pode explicar a cólica menstrual primária, isto é, a que não é provocada por alterações patológicas no aparelho reprodutivo? Mara Diegoli – O útero é um órgão de 7cm com o formato de uma pêra ( imagem 1), constituído por três camadas: externa, média e interna. A camada interna é a responsável pelo aparecimento das cólicas menstruais. Todos os meses ela cresce, fica bem grande à espera do embrião. Se ele não vem, a camada interna descama em forma de sangramento, a menstruação e, enquanto descama, libera prostaglandina que faz o útero contrair para eliminar o sangue. Essa compressão comprime os nervos e os vasos que passam pelo músculo uterino. Por isso, a mulher sente dor. Drauzio – Por que a intensidade da dor varia de uma mulher para outra? Mara Diegoli – Se a tensão pré-menstrual ocorre nas mulheres com mais idade, a cólica menstrual acomete mais as adolescentes, porque seu útero ainda é pequeno e o orifício de saída mais fechado. Ora, agindo em grande quantidade e não conseguindo escapar do local, a prostaglandina faz com que o útero se contraia e contraia com mais intensidade e isso provoca dor forte. À medida que a adolescente vai ficando mais velha, seu útero cresce e a prostaglandina liberada tem espaço para espalhar-se. Além disso, especialmente quando a mulher já teve filhos, o colo uterino mais aberto facilita a saída do sangue e da prostaglandina. Por isso, os antigos diziam: quando casar, passa. E passava mesmo, porque a mulher engravidava, o útero aumentava de tamanho, e a prostanglandina saía com mais facilidade pelo buraco por onde nasceu o bebê.

Sintomas da TPM
Drauzio – Quando aparecem e quais são os sintomas da tensão pré-menstrual? Mara Diegoli – A tensão pré-menstrual é caracterizada por sintomas psíquicos (irritabilidade, nervosismo, ansiedade, depressão) e por sintomas físicos (dor na mama, dor de cabeça, inchaço). Esses sintomas podem aparecer desde 15 dias até um dia antes do início da menstruação. O interessante é que a dor de cabeça pode manifestar-se tanto na tensão pré-menstrual quanto na dismenorréia. Nas duas situações, a causa é a mesma. Os vasos que existem no cérebro têm tonicidade mais ou menos constante.

Quando a mulher está para menstruar, a produção de estrogênio cai, os vasos dilatam e o aumento de seu diâmetro provoca dor de cabeça. Drauzio – Quais as características da dor de cabeça associada à menstruação? Mara Diegoli – O mais comum é a dor de cabeça ocorrer 24 horas antes da menstruação, mas também pode surgir durante a menstruação ou durar todo o período menstrual. É uma dor que acomete principalmente a região da nuca, com aparecimento ou não de escotomas (pontinhos luminosos). Em geral, a exposição à luz e a sons aumenta o desconforto e obriga a mulher a recolher-se num quarto escuro. Drauzio – Na verdade, é uma dor que se assemelha muito à enxaqueca. Mara Diegoli – Muito semelhante. Inclusive, pessoas que costumam ter enxaqueca dizem que ela piora no período menstrual. Geralmente, os neurologistas não gostam muito de tratar a dor de cabeça ligada à menstruação, porque dura dois ou três dias e, tratando ou não tratando, desaparece por si. O problema é que, muitas vezes, por causa da dor, a mulher fica de cama. Drauzio – O que acontece com a dor de cabeça quando começa a menstruação? Mara Diegoli – Como a causa da dor de cabeça é a queda na produção do estrogênio cujo nível permanece baixo durante todo período menstrual, algumas mulheres apresentam dor de cabeça 24 horas antes do início da menstruação e outras, durante todo o período menstrual, dor que só passa quando os vasos se estabilizam porque os níveis de estrogênio voltaram a subir. Por isso, uma das estratégias de tratamento é manter a produção de estrogênio constante. Drauzio – A cólica menstrual pode ser minimamente sintomática ou muito forte. Por quê? Mara Diegoli – As pesquisas mostram que 25% das mulheres não sentem cólicas menstruais e que 75% sentem cólicas em diferentes graus de intensidade. Desses 75%, um quarto sente dor muito forte. É o caso da menina que sai de casa bem, vai para a escola e de repente menstrua e acaba no pronto socorro por causa da dor. Na mulher adulta, o problema é diferente, uma vez que as cólicas podem ter outras causas além da atuação da prostaglandina e estão associados a uma alteração anatômica do aparelho reprodutor. Esses quadros são chamados de dismenorréia secundária e a cólica começa 15 dias, uma semana, cinco dias antes da menstruação e piora com ela. Drauzio – Qual a localização das cólicas menstruais? Mara Diegoli – Localizam-se sempre no baixo ventre. É uma dor referida que se irradia para as costas e confunde-se com a das cólicas intestinais, especialmente porque a prostaglandina também age no intestino que fica mais irritável. Drauzio – Quais as principais características da dor da cólica menstrual? Mara Diegoli – É uma dor aguda e intermitente, que dura um, dois, às vezes, quinze segundos ou até um minuto e passa, mas volta em seguida com toda a intensidade. É uma dor seqüencial: dói/passa, dói/passa, volta a doer e a passar. Sem medicamento, ela perdura por algumas horas ou alguns dias. Drauzio – Quanto tempo duram os períodos de acalmia? Mara Diegoli – Os períodos de acalmia são difíceis de identificar. Como a dor é intermitente e o tempo de relaxamento muito curto, sempre sobra a dor basal a qual a mulher se refere como dor em peso. Drauzio – Você disse que a mulher pode sentir cólicas durante toda a menstruação. Quando elas deixam de incomodar? Mara Diegoli – As cólicas das adolescentes têm de passar quando termina a menstruação. Nas mulheres adultas, pode restar uma sensação dolorosa se o fator etiológico continuar estimulando a produção de prostaglandina. De qualquer forma, serão dores menos intensas.

Agravantes e atenuantes
Drauzio – As mulheres conhecem mil receitas que herdaram de suas mães e avós para combater as cólicas menstruais. O que pode melhorar e piorar a cólica menstrual? Mara Diegoli – As mulheres mais velhas diziam que a dor piorava quando tomavam banho frio e lavavam a cabeça. Piorava mesmo, porque água fria promove o estreitamento dos vasos. Como a prostaglandina não tem por onde fugir, sua presença aumenta as contrações uterinas e a dor fica mais forte. Ao contrário, o calor é bem-vindo. Quando a mulher usa bolsa de água quente, os vasos dilatam, a prostaglandina vai embora e a intensidade da dor diminui. Há um inconveniente, porém: o calor aumenta o sangramento e perder sangue é sempre mau. Por mais que a mulher consiga repô-lo a cada menstruação, ele sempre fará falta, porque o sangue que circula pelo útero, circula também pelos demais órgãos. Drauzio – Como a mulher deve proceder, então? Mara Diegoli – A mulher precisa saber distinguir o fisiológico do não fisiológico. Fisiológico é usar mais ou menos quatro absorventes por dia e a menstruação durar cinco dias no máximo. Se forem necessários seis absorventes ou mais e a menstruação durar sete dias, por mais que o organismo tente repor o sangue que está perdendo cronicamente, não vai conseguir e desenvolverá anemia, por exemplo. Tomar banho, lavar a cabeça não trazem inconvenientes, desde que a mulher use um número de absorventes compatível com a perda de sangue que seu organismo pode suportar.

TPM: verdades e mentiras
1. Ficar mais sensível ou irritada e culpar a TPM é mera desculpa. Depende. A TPM existe e tem, até hoje, causa desconhecida. A maior parte das mulheres afetadas pela tensão pré-menstrual sofre do problema em grau leve (quase imperceptível) e moderado (com alguns sintomas incômodos). A minoria apresenta o grau severo. Nesses casos, é preciso ajuda psiquiátrica. Há cerca de 180 sintomas relacionados à TPM. Ela caracteriza-se pela soma de alguns deles, que surgem entre sete e dez dias antes da menstruação e repetem-se por três meses seguidos. Caso isso não aconteça, pode ser desculpa feminina. 2. Só a irritabilidade e o inchaço já configuram a TPM. Verdade. Se esses sintomas aparecerem juntos entre sete e dez dias antes da menstruação, podem caracterizar a TPM. Mas, isoladamente, eles podem não ter relação nenhuma com ela. 3. Só mulheres com mais de 30 anos sofrem com a TPM. Mentira. A TPM pode se manifestar em mulheres de qualquer idade. É mais comum que apareça um ou dois anos após a primeira menstruação. Mas é importante não confundir aquela irritabilidade típica das adolescentes com TPM. É menos comum mulheres com mais de 35 anos apresentarem um quadro de TPM. 4. A TPM é um quadro que só afeta o humor. Mentira. Alterações de humor são uma das características da TPM. Mas também são alterados o apetite, a fisiologia intestinal, podem ocorrer gases, dor de cabeça, alteração do sono, alteração nas mamas, dor e inchaço, entre outras coisas. 5. Há mulheres que ficam com o comportamento tão alterado que tornam-se violentas. Verdade. A mulher que apresenta o quadro severo da tensão pré-menstrual pode ficar mais agressiva. Mas isso não é muito comum. 6. Exercício físico agrava os sintomas da TPM. Mentira. Qualquer exercício físico, como ginástica, esporte ou até relaxamento, melhora os sintomas. Isso porque a prática esportiva libera endorfina, substância que dá sensação de bem-estar. O exercício é indicado. 7. A alimentação não contribui para manifestação dos sintomas. Mentira. Os médicos orientam a mulher com TPM a evitar certos tipos de alimento, como chocolates e comidas gordurosas, bebidas como café, chá preto e chá mate. O sal também deve ser cortado, para não propiciar retenção de líquido e inchaço. 8. TPM e síndrome pré-menstrual são a mesma coisa. Verdade. Na realidade, o termo correto é síndrome pré-menstrual, ou SPM, já que é caracterizada por uma série de sintomas juntos. Mas o termo TPM foi o que se popularizou. 9. Não há tratamento para a TPM. Mentira. Há tratamentos com diuréticos e vitaminas, mas pesquisas mostram que cada caso é um caso. Foi comprovado que os placebos (medicação sem princípio ativo, portanto sem finalidade) melhoram os sintomas em 30% a 40% das mulheres. Apenas 2,5% das mulheres têm, porém, TPM em nível severo, que merece mais cuidado. 10. Mulheres na TPM podem ter desejos de comer frutas exóticas. Verdade. Algumas mulheres podem ter desejos de comer determinados alimentos que não incluem normalmente em sua dieta diária. 11. Medicamentos fitoterápicos e vitaminas não funcionam. Não se sabe. Assim como há mulheres que vêem seus sintomas diminuírem ao tomar anticoncepcional, há também as que têm o quadro alterado com o tratamento à base de fitoterápicos e de vitaminas. Depende do organismo de cada mulher.

12. Pode-se tomar diuréticos sem acompanhamento médico. Mentira. Não se deve tomar nem aspirina sem acompanhamento médico. 13. As causas da TPM podem ser apenas de fundo psicológico. Verdade. Normalmente, essa é a principal causa da TPM. Mas, como ainda não se desvendou o mistério, não se pode ser categórico nessa afirmação. Causas fisiológicas, como as hormonais, também provocam TPM. 14. A mulher na TPM pode engordar até 1 quilo. Verdade. Se a mulher tem propensão a reter líquidos e ingere sal demais no período antes da menstruação, pode aumentar seu peso entre 500 gramas e 1 quilo em função do inchaço. 15. A gravidez faz com que os sintomas de TPM desapareçam. Verdade. Como há a ausência de menstruação, a mulher não tem TPM. 16. Não há relação entre depressão pós-parto e TPM. Verdade. Depressão pós-parto não tem relação direta com a TPM. O que pode acontecer é a mulher ter algum problema psiquiátrico que se manifesta no período de TPM e que pode voltar no período pós-parto. 17. Vida sexual intensa atenua a tensão pré-menstrual. Verdade. Ter vida sexual intensa significa ter atividade física intensa. E o exercício libera endorfina, que dá sensação de bem-estar. 18. Mulheres em período de TPM são mais propensas a usar drogas. Verdade. Mulheres com problemas emocionais podem recorrer a drogas e álcool para diminuir suas carências. 19. Mulheres depressivas são mais suscetíveis à TPM. Verdade. Quem já tem um quadro depressivo pode piorar nessa fase. 20. Algumas mulheres têm alterações na pele no período que antecede a menstruação. Verdade. Não é o sintoma mais comum entre as mulheres, mas é possível que isso ocorra. Consultoria: Mauro Abi Haiddar, chefe do setor de ginecologia endócrina e climatério da Unifesp (Universidade Federal do Estado de São Paulo). Fonte: Revista Criativa

Tensão Pré-Menstrual - TPM
Incluído em 14/02/2005

A observação de que as mulheres experimentavam maior incidência de cefaléia, queixas somáticas e aumento de tensão no período pré-menstrual remonta aos tempos de Hipócrates e da escola da Grécia antiga. O ciclo menstrual da mulher tem sido, assim, relacionado desde os primórdios da medicina ao surgimento ou exacerbação de vários distúrbios psíquicos, desde o simples aumento da ansiedade e irritabilidade, até o surgimento de delírios e ideações suicidas. Modernamente, as primeiras descrições do problema sob a denominação de Tensão Pré-menstrual (TPM) aparecem em 1931 (Frank, 1931), onde se notava que as mulheres na última fase do ciclo menstrual experimentavam tensão emocional e desconforto físico (Soares, 2000). Foram aventadas teorias psicológicas para explicar o fenômeno, incluindo condições neuróticas, de identidade feminina, conflitos, estressores, etc., como a base desse transtorno. Também já se falou em Síndrome Pré-menstrual (SPM), onde os principais sintomas físicos seriam o dolorimento e tumefação das mamas (mastalgia), cefaléia e alterações do humor, os quais acometeriam cerca de 75% das mulheres durante 3 a 10 dias anteriores à menstruação. A partir do DSM-IV este distúrbio passou a se chamar Transtorno Disfórico Pré-menstrual (TDPM). Nesta classificação o TDPM está incluído em Transtornos Depressivo Sem Outra Especificação. Sobre o TDPM o DSM.IV diz: " Transtorno disfórico pré-menstrual: na maioria dos ciclos menstruais durante o ano anterior, sintomas (por ex., humor acentuadamente deprimido, ansiedade acentuada, acentuada instabilidade afetiva, interesse diminuído por atividades) ocorreram regularmente durante a última semana da fase lútea (e apresentaram remissão alguns dias após o início da menstruação). Estes sintomas devem ser suficientemente severos para interferir acentuadamente no trabalho, na escola ou atividades habituais e devem estar inteiramente ausentes por pelo menos 1 semana após a menstruação." Assim sendo, podemos dizer que a Tensão Pré-Menstrual (TPM) é um mal que atinge uma grande parte da população feminina. É um período leigamente muito conhecido como "aqueles dias" . Mas será que isso é normal? Será que todos os meses você precisa "sofrer", passar por isso? Com uma grande variedade de intensidade e de sintomas, a TPM acaba dependendo do estado emocional, físico e da idade da pacientes. Após esses estudos chegou-se à conclusão de que as pacientes portadoras de TPM podem e devem ser tratadas adequadamente. A paciente nota sensível melhora com o tratamento, seus filhos e maridos agradecem assim como seus colegas de trabalho. Muitos estudos vêem pesquisando sobre as eventuais causas da TPM e, até agora, pode-se afirmar simplesmente que sua causa principal se relaciona ao metabolismo próprio de cada paciente, aliado às mudanças hormonais à que elas estão sujeitas. Portanto, a tensão pré-menstrual (TPM) parece e ser um distúrbio relacionado ao desequilíbrio entre os dois principais hormônios femininos envolvidos na segunda fase do ciclo menstrual, isto é, após o período da ovulação e que precede a menstruação. Em alguns casos a TPM pode ser resultante de distúrbios orgânicos que interferem no funcionamento dos ovários, das supra-renais ou de alterações no funcionamento cerebral. Outras vezes parece tratar-se de uma conseqüência de alguma notável alteração emocional afetiva, pois, diversas evidências falam a favor de uma associação entre a TPM e os transtornos depressivos, levando à sugestão de que um tipo específico de alteração pré-menstrual, caracterizada por modificações de humor, poderia representar um subtipo de algum Transtorno Depressivo, o qual se manifestaria ciclicamente (Roy-Byrne et al, 1987). E, de fato, a TPM se apresenta-se de forma bastante semelhante à descrita para a depressão atípica, ou seja, com humor deprimido, reações excessivas à alterações do ambiente, hipersonia (muito sono), aumento do apetite com predileção por carboidratos, fadiga, sensibilidade à rejeição, ansiedade e irritabilidade. Além disso, outra evidência a favor da associação entre TPM e transtornos depressivos é o fato de que um dos tratamentos mais efetivos para controle dos sintomas prémenstruais, é o uso de antidepressivos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (Freeman, 2001). Alguns estudos mostram que, em torno de 80% das mulheres em geral apresentam algum tipo de alteração no período prémenstrual e em 52% delas os sintomas interferem drasticamente no humor, no comportamento e no organismo. As conseqüências emocionais da TPM podem afetar o relacionamento social, ocupacional e conjugal dessas pessoas e o maior índice de violência entre as mulheres está intimamente relacionado ao período Pré-Menstrual? Portanto, a Tensão Pré-Menstrual é um conjunto de alterações físicas e emocionais que certas mulheres apresentam nos dias que antecedem a menstruação. As principais alterações emocionais são o humor irritável, depressivo ou instável, podendo haver mudanças rápidas de atitude afetivas, como por exemplo, passar de chorosa para irritável abruptamente. Há ainda diminuição da tolerância com perda da paciência e crises de explosividade a qualquer momento. Do lado depressivo pode haver sensação de falta de energia, cansaço exagerado e dificuldades de concentração. Do lado físico, as principais alterações podem ser dores de cabeça, dores nas mamas, dores nas juntas, ganho de peso, sensação de estar inchada, insônia ou sonolência e alterações do apetite. Para se fazer o diagnóstico é preciso que a mulher possua os sintomas da TMP na maioria dos ciclos e não apenas em alguns. Sintomas A sintomatologia da TPM pode ser considerada em 4 grupos, os quais podem manifestar-se isoladamente ou em combinação variável de pessoa-a-pessoa: 1. com predomínio de ansiedade e agressividade; 2. com predomínio de alterações afetivas, notadamente com sintomas depressivos. 3. com predomínio de queixas físicas resultantes de acúmulo e retenção de líquidos; 4. com predomínio de alterações alimentares, desde anorexia ou bulimia, ou mesmo alterações do apetite seletivo, como por exemplo, vontade de consumir doces. Esses 4 grupos de sintomas da TPM se relacionam a alterações hormonais, alterações bioquímicas e metabólicas, e a desequilíbrio dos neurotransmissores (substâncias relacionadas à regulação do humor, da disposição e do ânimo). Apesar de 80% da população geral feminina apresentar sintomas pré-menstruais, apenas cerca de 8% costumam satisfazer os estritos critérios de diagnóstico para a Síndrome Pré-Menstrual, conforme a listagem abaixo. Critérios para Síndrome Pré-Menstrual A paciente deve apresentar por 2 ou 3 ciclos menstruais 5 ou mais sintomas da lista abaixo na última semana do ciclo, devendo tais sintomas estar ausentes na pós-menstruação 1. Marcante humor depressivo, sentimentos de desesperança ou autodepreciativos

2. Marcante ansiedade e tensão 3. Marcante labilidade afetiva 4. Irritabilidade e/ou agressividade marcantes ou dificuldades de relacionamento pessoal 5. Diminuição do interesse para atividades usuais 6. Dificuldades de pensamento, memória e concentração 7. Cansaço, fadiga e perda de energia 8. Alterações do apetite e/ou da aceitação de determinados alimentos 9. Alterações do sono (insônia ou hipersonia) 10. Sensação subjetiva de opressão ou perder o controle 11. Outros sintomas físicos tais como turgência nos seios, cefaléia, dor muscular, inchaço, ganho de peso. 12. O distúrbio deve interferir marcantemente com a ocupação, atividades sociais e de relacionamento. Apesar desses critérios, a expressiva maioria das mulheres que experimentam algum tipo de mal estar durante o período pré-menstrual, embora não sejam rigidamente classificadas como portadoras de Síndrome Pré-Menstrual, podem ser abordadas como portadoras de Tensão Pré-Menstrual sob o ponto de vista clínico e terapêutico. Causas Na década de 50 a médica inglesa Katrina Dalton repensou as causas da Tensão Pré-Menstrual (TPM) relacionando-a, principalmente, com a diminuição de progesterona durante o último quarto do ciclo menstrual. Havia algumas observações sobre a diminuição dos sintomas de TPM com o uso de progesterona nesta fase do ciclo. Essa constatação acabou por estabelecer um período de 30 anos onde se indicava a reposição desse hormônio como tratamento para TPM. Contudo, nos últimos 12 anos as teorias acerca da alteração entre progesterona e estrógenos têm sido sistematicamente refutadas. Pesquisas têm demonstrado que os níveis de progesterona e estrogênio são similares nas pacientes com TPM e naquelas sem esse transtorno. Estudos duplo-cego mostraram que a administração de progesterona não foi significantemente mais efetiva do que a administração de placebos (comprimidos sem nenhuma ação terapêutica). As atuais pesquisas sobre as causas da TPM têm cogitado complexos mecanismos envolvendo hormônios ovarianos, opióides endógenos (produzidos pelo sistema nervoso central), neurotransmissores, prostaglandinas, sistema nervoso autônomo, sistema endócrino, entre outros. As alterações no hipotálamo também têm despertado grande interesse como uma das causas desencadeantes mais provável de toda constelação fisiopatológica. Um aumento da sensibilidade da pessoa aos hormônios ovarianos também pode satisfazer algumas teorias das causas de TPM, já que não se constataram anormalidades nos níveis hormonais (FSH, LH, estrógenos, progesterona, prolactina ou testosterona) entre mulheres com e sem TPM. Os níveis de estrogênio aumentam nas três primeiras semanas do ciclo, assim como aumentam também as endorfinas fisiológicas (substâncias analgésicas produzidas pelo sistema nervoso central). Esse aumento é potencializado pelo aumento do hormônio progesterona seguido da ovulação. Além de sua contribuição para a sensação de bem estar, as endorfinas também aumentam as sensações de fadiga queixadas por mulheres com TPM (Halbreich, 1981). Quando os estrógenos e progesterona diminuem na quarta semana do ciclo, também diminui a produção das endorfinas. Nesta fase surgem os sintomas decorrentes da diminuição desse opiáceo (fisiológico), tais como ansiedade, tensão, cólicas abdominais, cefaléia, etc. Os componentes químicos envolvidos no estresse físico e emocional, como o cortisol e adrenalina, por exemplo, também podem estar aumentados na TPM. Talvez devido a esse fato, se constatam relações evidentes entre experiência estressante e maior severidade dos sintomas da TPM nesta fase do ciclo. Nota-se que quando mais uma situação estressante persiste durante a fase final do ciclo, maior será o desconforto na TPM. Atualmente, acredita-se também que as mulheres com TPM sejam exageradamente sensíveis aos estímulos do sistema serotoninérgico (Gold & Severino, 1994). Assim sendo, essas pacientes acabam sendo muito mais vulneráveis aos estressores que as mulheres sem o transtorno. De qualquer forma, ainda é temerário afirmar categoricamente que o stress causa TPM ou, ao contrário, que a TPM sensibiliza mais as mulheres ao estresse. Talvez seja uma situação sinérgica (Atkins, 1997). Também algumas causas ambientais podem estar relacionadas a TPM. Entre elas ressalta-se o papel da dieta alimentar. Alguns alimentos parecem ter importante implicação no desenvolvimento dos sintomas da TPM, como é o caso, por exemplo, do chocolate, cafeína, sucos de frutas e álcool. As deficiências de vitamina B6 e de magnésio também estão sendo consideradas, porém, até o momento, o papel desses nutrientes na causa ou no tratamento não tem sido confirmado (Halbreich, 1982). Sabe-se também que as alterações hormonais podem provocar uma retenção maior de líquidos pelo corpo e em todos os órgãos femininos. Esse edema é capaz de afetar, inclusive, a função cerebral, pelo próprio acúmulo de líquidos no tecido neural. A retenção de líquidos pode provocar até alterações do estado emocional, tornando a paciente irritadiça, malhumorada, inquieta, com certo grau de ansiedade... Alguns autores atribuem a maioria das alterações observadas na TPM à retenção de líquidos. Acreditam que esse edema pode ser responsável pelas dores nas mamas, pelas dores musculares e abdominais, pelo inchaço das mãos e pés, por alterações metabólicas e do apetite, por maior consumo de carboidratos, conseqüentemente pelo eventual aumento do peso e até pelo aumento exagerado na vontade de comer chocolates e guloseimas que só pioram o quadro geral. Estudos mostram que em torno de 80% das mulheres em geral apresentam algum tipo de alteração no período prémenstrual. A grosso modo, 17% das mulheres com síndrome pré-menstrual apresenta ciclos menstruais irregulares com duração menor que 26 dias ou maior que 34 dias. Entre essas mulheres com TPM, 11% já padecem de algum distúrbio do humor, normalmente de depressão ou distimia, 5% apresenta transtornos alimentares, do tipo anorexia ou bulimia. Isso significa que em bom número de casos as portadoras de TPM já apresentam, antecipadamente, algum transtorno afetivo depressivo ou ansioso. O componente hereditário na causa da TPM tem recebido grande destaque de muitos pesquisadores. Um trabalho de Freeman (1998) mostra que 36% de uma amostra de mulheres com TPM relatou que suas mães também eram afetadas pelo distúrbio, e 45% tinha história familiar de transtornos emocionais sem especificação. A história familiar de depressão em 73% das pacientes com TPM confirma esta associação e todos esses dados falam a favor de um componente hereditário na sintomatologia psíquica no período pré-menstrual. Para referir: Ballone GJ - Tensão Pré-Menstrual - TPM - in. PsiqWeb, Internet, disponível em www.psiqweb.med.br , revisto em 2005

qual o seu tipo de tpm?

Uns 15 dias antes da menstruação, lá vem ela atrapalhar a rotina. Inchaço, irritação, gula descontrolada e tristeza sem fim. Faça o nosso teste, descubra qual sintoma da tensão pré-menstrual está fazendo você infeliz e dê a volta por cima já no próximo mês por Erika Sallum i fotos Fábio Mangabeira 1.Você está parada no trânsito e atrasada para um compromisso importante. O que faz?

a. Buzina e xinga os outros motoristas e liga a cada cinco minutos para o local do compromisso avisando que vai se atrasar. b. Se contorce no banco e tenta mexer as pernas, que começam a inchar. c. Fica desesperada por um vendedor ambulante, para comprar logo um pacote de pipoca doce e um chocolate. d. Começa a chorar, pensando que está ferrada, que nada nunca dá certo. e. Liga o som, respira fundo e resolve não estressar.
2.Mesmo meio indisposta, você acha melhor não faltar na academia, mas...

a. Faz os exercícios rapidinho, sem se concentrar, e briga com os aparelhos de musculação. b. Olha no espelho e se acha enorme, coxuda e barriguda. c. Mal consegue levantar os pesos. Parece que sua força foi embora de repente. d. Observa as pessoas fazendo ginástica, sente um vazio no peito e pensa, com tristeza, que o mundo só liga para as aparências. e. Esquece a legging e, sem esquentar com isso, resolve ir ao cinema.
3.Seu namorado prepara uma noite romântica, mas você não entra no clima porque:

a. Fica enlouquecida com a bagunça que ele fez na cozinha. b. Seus seios estão doloridos e você não se sente nada atraente. c. Está com dor de cabeça. d. De repente, começa a ter dúvidas se o ama realmente. e. Simplesmente não está a fim.
4.Você vai ao cinema e o filme parece bom, mas não vê a hora que termine porque:

a. Não dá para se concentrar, pois alguém, dez fileiras na frente, fica se mexendo na poltrona. b. Ficar sentada é horrível. A calça prende as coxas e o sapato aperta os seus pés. c. O filme mal começou e a pipoca extragrande já está no fim. d. Acha o roteiro complicado, apesar de ser uma comédia romântica água-com-açúcar. e. Quer ir para a casa e ler o livro novo que acabou de comprar.
5.O chefe a chama para almoçar no dia seguinte. O que faz?

a. Chega mais cedo e olha no relógio a cada 30 segundos. b. Demora séculos para escolher a roupa, pois todas estão justas. c. Passa mal de tão nervosa. d. Tem insônia, pois pensou a noite toda no almoço de negócios. e. Conclui que, se ele quisesse demiti-la, jamais seria desse modo e relaxa.

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