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Demografia

Demografia

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Descrição sobre a demografia da Universidade Aberta, Brasil
Descrição sobre a demografia da Universidade Aberta, Brasil

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Demografia

Apontamentos de: Próspero Silva Email: pjrdasilva@sapo.pt Data: 2002/03

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A Sala de Convívio da Universidade Aberta é um site de apoio aos estudantes da Universidade Aberta, criado por um aluno e enriquecido por muitos. Este documento é um texto de apoio gentilmente disponibilizado pelo seu autor , para que possa auxiliar ao estudo dos colegas. O autor não pode, de forma alguma, ser responsabilizado por eventuais erros ou lacunas existentes neste documento. Este documento não pretende substituir de forma alguma o estudo dos manuais adoptados para a disciplina em questão. A Universidade Aberta não tem quaisquer responsabilidades no conteúdo, criação e distribuição deste documento, não sendo possivel imputar-lhe quaisquer responsabilidades.

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DEMOGRAFIA

O ideal de Platão (428-348 a.C.) é o de uma população estacionária onde o número de fogos, por razões políticas e sociais, seria de 5040. Platão acredita que é possível intervir no sentido de manter constante o volume da população da sua idade ideal, através da fixação de uma idade mínima para o casamento (30 anos para os homens e 18 para as mulheres) e da limitação da idade da procriação (apenas os 10 ou 14 anos de casamento); o risco de a população diminuir resolver-se-ia através de uma punição para os que não queriam ter filhos, os celibatários e os casais estéreis. Aristóteles (348-322 a.C.) é mais realista ao pensar sobretudo num número estável de habitantes. Esta procura de estabilidade não implica um número fixo de habitantes. Pelo contrário, ao aperceberse que a natalidade e a mortalidade fazem variar o volume populacional, propõe uma "justa dimensão" da população. Santo Agostinho (345-430) e São Gregório (540-604) defendem que o casamento une marido e mulher para gerar filhos. Esta linha de pensamento é dominada pelo casamento cristão, numa perspectiva teológica e moral, enquanto que as duas anteriores formas foram analisadas numa perspectiva política e social. No mercantilismo italiano dois pensadores merecem referência especial: a que defende um populacionismo intransigente (Bobin e Montcherestien) e a que defende um populacionismo mais racional (Vauban). Jean Bodin (1530-1596) afirma que uma população numerosa permite a valorização de um país. Ficou conhecido com a frase "Não existe maior riqueza nem maior força que os homens".

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Montcherestien (1575-1621) também defende o ponto de vista de que a grande riqueza da França é a inesgotável abundância dos seus homens. Vauban (1633-1707) é populacionista ao defender que a falta de população é a maior desgraça que pode acontecer ao reino. Ficou conhecido na história do pensamento demográfico pelas estimativas que faz e por chamar a atenção para a utilidade dos recenseamentos da população. Thomas More (1478-1535) ao estudar as causas da miséria do seu país, pensa que esta se deve a três factores: o luxo da nobreza, a existência de muitos domésticos improdutivos e a extensão da criação de carneiros. Achille Guillard em 1855 que inventou o nome de "Demografia Comparada". Para este autor, Demografia "em sentido amplo, abrange a história natural e social da especie humana; em sentido restrito, abrange o conhecimento matemático das polulações, dos seus movimentos gerais, dos seu estado físico, intelectual e moral". Demografia: é o estudo das populações humanas, claramente delimitadas no tempo e no espaço. Henry: Demografia é a ciência que tem por objecto o estudo científico das populações humanas no que diz respeito à sua dimensão, estrutura, evolução e características gerais analisadas principalmente do ponto de vista quantitativo. W. Peterson: A demografia pode ser definida em sentido restrito e lato. A demografia formal consiste na colheita da análise estatística e na apresentação técnica de dados da população; baseia-se no ponto de vista de que o crescimento da população é um processo autoestruturado, com uma interligação mais ou menos fixa entre fecundidade, mortalidade e estrutura por idades.

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Ross: A Demografia é o estudo quantitativo das populações humanas e das mudanças nelas ocorridas devido à existência de nascimentos, óbitos e migrações. Quando se consideram as determinantes biológicas, sociais, económicas ou legais, esta disciplina toma o nome de estudos da população. Demografia Quantitativa (Laundry): estudo dos movimentos que se produzem numa população, acompanhado dos resultados desses movimentos; Demografia Qualitativa: ocupa-se das qualidades dos seres humanos e que diz respeito aos aspectos qualitativos do fenómeno social das populações e ainda à genética demográfica ou biologia das populações, à biometria (estatística aplicada à investigação biológica). G. Wunsch e M. Termote (1978): Demografia é o estudo da população, dos seu aumento através dos nascimentos e imigrantes, da sua diminuição através dos óbitos e dos emigrantes. Shryock e J. Siegel (1976): Como na maior parte das ciências, a Demografia pode ser definida em sentido restrito e sentido lato; o sentido restrito é a Demografia Formal que se preocupa com questões como a dimensão, a distribuição, a estrutura e a mudança das populações; em sentido amplo, inclui outras características tais como as étnicas, as sociais e as económicas. Sauvy (1976): Existem igualmente duas definições de Demografia: a Demografia pura ou análise demográfica, que é uma contabilidade de homens... e a Demografia alargada, que estuda os homens nas suas atitudes, comportamentos e que se preocupa com as causas e as consequências dos fenómenos. Poulalion (1984): A ciência da população estuda as colectividades humanas enquanto tal; não considera apenas o aspecto estático e
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mensurável (Demografia quantitativa) mas também o aspecto causal e relacional (Demografia qualitativa). Demografia (estudo científico da população): Em primeiro lugar: 1. É a análise de conjuntos de pessoas delimitadas espacialmente e com um certo significado social. Esta análise é feita observando, medindo e descrevendo a dimensão, a estrutura e a distribuição desse conjunto de pessoas; 2. A Dimensão significa o volume da população (x milhões de habitantes); 3. A Estrutura significa a sua repartição por subconjuntos específicos (x solteiros, y casados, z viúvos e divorciados); 4. A Distribuição diz respeito à sua repartição no espaço. Ao conjunto destes três elementos chama-se o estado da população. Em segundo lugar: preocupa-se em descrever o estado da população num determinado momento no tempo (aspecto estático), mas também em saber quais as mudanças ocorridas e qual será a intensidade e a direcção dessas mudanças. Em terceiro lugar: analisa os factores, ou as variáveis demográficas que são responsáveis pelas variações ocorridas no estado da população: natalidade, mortalidade e migrações (imigração, emigração e migrações internas). Em quarto lugar: a Demografia também se ocupa dos efeitos que cada uma das variáveis microdemográficas tem nos aspectos globais e estruturais da população, bem como o inverso. Em quinto lugar: a Demografia também se preocupa com questões relacionadas com as determinantes dos comportamentos demográficos e com as consequências da evolução dos estado da população.
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Demografia formal ou Análise demográfica: estuda os fenómenos demográficos observados em populações concretas. Demografia histórica: estudo retrospectivo das populações numa determinada época pertencente ao passado e, particularmente daquela em que não existem estatísticas do tipo moderno (estatísticas demográficas ou recenseamentos), ou seja, cujos dados disponíveis não foram produzidos com fins demográficos. Utilizamse normalmente registos paroquiais, listas nominativas, genealógicas, etc. => Landry publica em1945, o seu Tratado de Demografia; A. Sauvy, em 1946, lança a revista Population. Mas o que verdadeiramente se passou de novo foi o aparecimento do método científico baseado na reconstituição das famílias, inventado quase simultâneamente por P. Goubert e L. Henry. Demografia social: é o estudo das relações entre o estado das populações ou movimento da população e a vivência das sociedades. Políticas Demográficas: consistem em actuar sobre os modelos (ou sobre os efectivos) tendo em vista determinados objectivos económicos e sociais. Ecologia Humana: parte do princípio que existem dois sistemas em interacção constante: o sistema-homem (que recebe e descodifica a informação) e o sistema ambiente que elabora uma acção de resposta. * Dupâquier esquematiza o arranque demográfico da Europa Ocidental da seguinte forma:

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1a. étapa (1650-1750): as populações submetidas a crises periódicas de mortalidade põem a funcionar em pleno o mecanismo autoregulador; 2a. étapa (segunda metade do século XVIII): os acidentes sendo menos frequentes, diminuem a mortalidade e a população aumenta; os coeficientes de nupcialidade diminuem, a idade média do casamento aumenta, os jovens têm cada vez mais dificuldades em estabelecer-se; a indústria nascente passa a dispor de uma reserva de mão-de-obra abundante a baixo preço; as tensões sociais aumentam e aparecem conflitos de gerações. 3a. étapa (primeira metade do século XIX): a industrialização, ao permitir fazer baixar a idade no casamento, relança o crescimento demográfico. A emigração para o outro lado do Atlântico vai-se tornando cada vez mais importante; 4a. étapa (segunda metade do século XIX): o recuo da mortalidade, associado a um grande progresso da medicina e das condições de higiene e saúde, acaba de vez com o mecanismo auto-regulador. População em 1950: 2,500,000,000 (2,5 mil milhões) População em 1987: 5,000,000,000 (5 mil milhões) => O crescimento dos países menos desenvolvidos ultrapassou durante os anos 60, o ritmo de 2,5% por ano e, ao mesmo tempo os países mais desenvolvidos decaiu abaixo de 1% sendo o crescimento anual da população mundial mantido abaixo dos 2% durante as décadas de 60 e 70. => A China e a Índia agrupam 37% da população mundial e, juntamente c/ os EUA, Indonésia, Brasil e Rússia agrupam 51% do

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total da população mundial. Os vinte países mais populosos reúnem 72% do total da população do planeta. => Em África mais de 45% da população tem menos de 15 anos e somente 52% tem entre 15 e 65 anos. => O índice sintético de fecundidade indica que as mulheres dos países menos desenvolvidos quando completam o seu período reprodutivo (menopausa) têm em média mais 2 filhos e as africanas mais 4 filhos do que as dos países mais desenvolvidos. => Durante o período 1990-95, a fecundidade do conjunto da população mundial, dava uma média de 3,2 filhos por mulher. Nos países desenvolvidos esta média baixa para 1,8, enquanto que nos países em desenvolvimento aumenta para 3,6. * Número médio de filhos por mulher: Ásia Oriental 1,9 África 5,8 Ásia Meridional 3,9 América Latina 3,1 Europa < 2 Yémen, Oman, Etiópia, Somália, Uganda, Mali, Nigéria, Benin, Angola, Malawi > 7 => Quatro grandes componentes conduzem à dinâmica de todo sistema demográfico: mortalidade, migrações, nupcialidade e fecundidade. =>Em África, como em todo o Mundo, a mortalidade baixou sensivelmente durante os últimos 30 anos: a esperança média de vida dos africanos (a sul do Saara) passou de 36 anos em 1950, para 50 nos dias de hoje.

O Malthusianismo:
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Thomas Malthus, padre Inglês que viveu no século XVIII, professor de História Moderna e Economia Política, estabeleceu o paralelo entre a multiplicação do Homem e a sua subsistência. Em 1798, publica o Ensaio Sobre o Princípio da População. O livro fez escândalo devido a uma das suas teses: "a assistência aos pobres é inútil porque não serve senão para os multiplicar sem os consolar". Também faz escândalo devido a um parágrafo: "um homem que nasce num mundo ocupado, se não lhe é possível obter dos seus pais os meios de subsistência... e se a sociedade não tem necessidade do seu trabalho, não tem direito a reclamar a mínima parte da alimentação e está a mais...". A sua teoria baseia-se no facto de uma população ter um aumento constante e esse aumento ser mais rápido do que os meios de subsistência, sendo o equilíbrio entre o tamanho da população e o nível de subsistência mantido através do controle do crescimento da população. O pensamento demográfico de Malthus pode ser sistematizado em torno de três temas fundamentais: População e subsistências, obstáculos e remédios. Quanto ao primeiro tema, o autor distingue duas leis antagónicas: a lei da população que cresce em progressão geométrica (1,2,4,8,16) e a das subsistências, que cresce em progressão aritmética (1,2,3,4,5,6). Para Malthus, quando uma população não é controlada, duplica todos os 25 anos. Quanto ao segundo tema, os obstáculos ao crescimento da população, para Malthus existem dois tipos de obstáculos: os positivos (ou Regressivos), que serão todos os obstáculos que podem de algum modo diminuir a vida humana (Ex: pobreza, epidemias, fomes, etc...) e os preventivos, que serão os acontecimentos que levam à diminuição da fecundidade, isto é, casamentos adiados (criando condições para que os conjuges casem mais tarde), abstinência antes do casamento (limitações morais), casamentos tardios ou pobres ou até apelo ao celibato "A miséria deriva do crescimento excessivamente rápido da população".

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Quanto ao terceiro eixo - os remédios, não hesita em afirmar que o único obstáculo que não prejudica nem a felicidade moral, nem a felicidade material é a obrigação moral. Neomalthusianismo: aposta na limitação dos nascimentos. Antimalthusianismo: relaciona o número de habitantes com os "meios de existência" (produtos alimentares, vestuário, habitação, entre outros). É representado essencialmente por A.Dumont e Durkheim. Dumont constata a existência de uma oposição entre o crescimento demográfico e o desenvolvimento do indivíduo. Para Durkheim, a expansão demográfica é acompanhada de uma mudança qualitativa da sociedade. Sauvy, considerado antimalthusiano e natalista, elabora a teoria do "óptimo da população",ou seja, qual deve ser o número de habitantes de um dado território para que o nível de vida de cada um seja o mais elevado possível? Se, para os neomalthusianos o único problema é o excesso da população, Sauvy considera que, se existem países que têm "gente a mais", outros têm "gente a menos". Mas o nome deste autor está ligado ao dilema - crescer ou envelhecer?

Teoria de Transição Demográfica:
Escrita pela 1a. vez nos anos 40. Notestein (1945), Blacker (1947) e outros autores definem esta teoria do seguinte modo: Existem uma série de estadios durante os quais a população se move de uma situação onde tanto a mortalidade como a natalidade são altas, para uma posição onde tanto a mortalidade como a natalidade são baixas. O crescimento de ambos os indicadores antes e depois da transição demográfica é muito baixo. Durante a transição, o crescimento da população é muito rápido devido essencialmente ao declínio da mortalidade ocorrer antes do declínio da natalidade Segundo esta teoria, todos os países terão que passar por 4 fases de evolução:

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* Fase do "quase-equilíbrio" antigo (ou de pré-transição) entre uma mortalidade elevada e uma fecundidade igualmente elevada o que implica um crescimento natural da população reduzido; * Fase do declínio da mortalidade e da consequente aceleração do crescimento natural da população; * Fase do declínio da fecundidade; a mortalidade continua a declinar, embora a um ritmo mais moderado e o crescimento natural da população diminui de intensidade; * Fase do "quase-equilíbrio" moderno entre uma mortalidade com baixos níveis e uma fecundidade igualmente baixa. O crescimento natural da população tende para zero. Recenseamento: O Recenseamento é um conjunto de operações baseadas em registos individuais que permitem conhecer todo (universalidade) o efectivo populacional de um território numa data precisa (simultaneidade), com detalhes sobre a repartição dessa população por unidades administrativas e segundo um número mais ou menos vasto de características (sexo, idade, residência, profissão). Devem respeitar uma determinada periodicidade (de 10 em 10 anos no caso de Portugal). Censo: é uma recolha de dados sobre a população levada a cabo de uma só vez num dado país e, envolve: formulação de um questionário, palneamento e organização de uma equipa, processamento e análise dos dados e divulgação dos resultados. Principais erros dos censos são: cobertura incompleta da população (os sem abrigo, nómadas, estudantes, crianças) e a qualidade em vez de quantidade. Estatitíscas Demográficas de Estado Cívil: são o conjunto de informações sobre os nascimentos, óbitos, casamentos, divórcios e separações judiciais, saídas ou entradas, ocorridas durante um determinado período (normalmente um ano).

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=> Em conclusão, podemos dizer que exitem três grandes fontes para a recolha de dados em Demografia - informação dos censos tipos, inquéritos por amostragem, técnicas indirectas de perguntas por questões específicas. Relação de masculinidade dos nascimentos: nascimentos masculinos x 100 nascimentos femininos (Por exemplo, se o índice for 105, significa que por cada 100 raparigas, nascem 105 rapazes) Índice de Irregularidade das Idades: (Serve para mostrar se existe ou não concentração em determinadas idades) P.e. seleccionar todas as idades terminadas em 6 e aplicar a fórmula: =>Numerador - todos os indivíduos que declararam ter idades terminadas em 6 e de um dos sexos. =>Denominador para a idade 36 = ir buscar 2 idades antes (34, 35) e 2 idades depois (37, 38), adicionar todas e dividir por 5. Resultados possíveis: Atracção máxima: se todos dizem que têm 36 (Total de 500) Repulsa máxima: se ninguém tem 36 (Dá-nos um total de 0) Se os valores andarem à volta de 100, podemos assumir que a qualidade é boa. Índice Combinado das Nações Unidas (ICNU): Mede a qualidade global de um Recenseamento. Calcula-se da seguinte forma: - Distribuição da população por sexos e grupos de idades quinquenais (não convém ultrapassar os 80 anos de idade); - Calculam-se a relação de masculinidade; fazem-se as diferenças sucessivas entre as diversas relações de masculinidade obtidas,
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somam-se em módulo e cálcula-se a diferença média para se obter o índice de regularidade dos sexos; - Para cada sexo calcula-se um índice de regularidade das idades; este índice constrói-se calculando, em primeiro lugar, as relações de regularidade dividindo cada grupo de idades pela média aritmética dos dois grupos que o enquadram; posteriormente fazem-se as diferenças a 100 e faz-se a média das diferenças absolutas; - O ICNU obtém-se dando um coeficiente 3 ao obter o índice de regularidade dos sexos e um coeficiente 1 aos dois índices de regularidade das idades. De forma a facilitar as Nações Unidas, sugerem uma grelha classificativa: < 20 - Bom 20 - 40 - Mau > 40 - Muito Mau Proporção: (x/x + y) Tipos de População: Tipo Progressivo - que apresenta um número crescente de nascimentos ano a ano. Tipo Regressivo - que apresenta um número decrescente de nascimentos ano a ano. Tipo Estável - que apresenta leis invariáveis de mortalidade e fecundidade, segundo a idade, o que traduz uma taxa de nascimento constante e uma estrutura por idades invariável. Tipo Estacionário - que apresenta uma taxa de crescimento nulo. População Fechada - quando a estrutura é mantida ou alterada apenas pelos nascimentos e óbitos, isto é, não afectada por migrações exteriores. Neste caso, as modificações são de três tipos: aumento através dos nascimentos, diminuição através dos óbitos e, envelhecimento de todos os sobreviventes. População Aberta: Quando está sujeita a fenómenos migratórios.
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Volume Populacional: O número de pessoas que estão presentes num determinado espaço territorial. Crescimento Positivo: a população está a aumentar Crescimento Negativo: a população está a diminuir Crescimento Zero: a população está na mesma A alteração do volume da população é resultado do efeito combinado de dois factores: saldo natural (diferença entre nascimentos e mortes) e o saldo migratório (diferença entre o número de pessoas que entraram e saíram). Supondo que uma população num dado momento 0 é P0, num momento 1 é P1, num momento 2 é P2... num momento n é Pn e que cresce a uma taxa a. Se o Crescimento for Contínuo:
an

Pn=P0 e

(e = 2,718282)

Ln (Pn/P0) = an ou a = (1n (Pn/P0))/n Se o Crescimento for constante ou geométrico:
n

Pn = P0 (1+a) onde a = ritmo de crescimento que é o que quero conhecer:
n

Log (1+a) nLog (1+a)
n
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Pn = P0 (1+a)
n

Pn/P0 = (1+a)
n

Log Pn/P0 = Log (1+a) Log Pn/P0 = nLog (1+a) O resultado a lê-se "Em média por ano cresceu x". Se multiplicarmos a por 100, a*100, lê-se "Por ano, por cada 100 indivíduos,aumentou (ou diminuiu ou manteve-se) x, em média anual entre P0 e P1". Tempo de Duplicação em anos Se a taxa a é uma taxa de crescimento constante, ao fim de quantos anos n duplicará a população? n = log 2/log (1 + a)

Estrutura etária: composição da população segundo a idade Densidade populacional: número de habitantes por Km2 Centro urbano - é designada uma localidade, qualquer que seja a categoria legal (cidade, vila, etc.) que, na sua área urbana demarcada pela Câmara Municipal respectiva conta com 10 000 ou mais habitantes. Pirâmides de idades

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Em acento circunflexo: típica dos países com forte natalidade e mortalidade. Descreve sobretudo populações em vias de desenvolvimento. Em urna: Progressiva quebra da fecundidade. Típica dos países desenvolvidos durante os primeiros anos, seguida de uma baixa pouco significativa da fecundidade. Em Ás de Espadas: envelhecimento no topo da pirâmide.

Pirâmide de Idade Calcula-se a estrutura etária relativa - sexos separados: Divide-se a população (sexos separados) de cada grupo de idades pelo total da população (sexos reunidos) e multiplica-se cada resultado por 100. Observação em estado puro: só o acontecimento aliado do resto. Observação em estado perturbado: Combina as variáveis mortalidade, migrações. Acontecimentos renováveis: podem transformar-se em não renováveis. P.e. casamento - 1/. casamento , nascimentos - 1/. filho Efectivos: Número de indivíduos que fazem parte de um mesmo acontecimento. Coortes: Conjunto de indivíduos submetidos ao mesmo acontecimento de origem durante um mesmo período de tempo. Uma geração é uma coorte de nascimentos, conjunto de pessoas que nasceram num mesmo período. Uma coorte de casamentos é uma promoção.

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Diagrama de Lexis 1. Eixo das idades: em ordenada; 2. Eixo do tempo (anos de observação): em abcissa; 3. Eixo das gerações (linhas de vida):em diagonal; 4. Superfícies (quadrados e triângulos): onde devem ser inscritos os acontecimentos; 5. Linhas: onde devem ser inscritos os efectivos observados num dado momento; 6. Momentos de Observação (instantânea, contínua, retrospectiva) no cruzamento dos três. Taxa Bruta da Mortalidade: Consiste em dividir o total de óbitos num determinado período (um ano) pela população média existente nesse mesmo período (Multiplicando o resultado por 1000) Óbitos Médios (2001) *1000 = TBM (2001) ---------------------------População Média (2001) Mortalidade por idades e por grupos de idades: dividem-se os óbitos observados entre as idades exactas pela população média existente entre essas mesmas idades. Taxa Mortalidade Infantil Clássica:
óbitos médios com menos de 1 ano (1990 + 1991/2) * 1000 = TMIC 90/91 nascimentos médios (1990 + 1991/2)

Taxa Mortalidade Infantil Néo-Natal (com menos de 28 dias) Taxa Mortalidade Infantil Pós Néo-Natal (de 28 a 365 dias) Esperança de Vida à Nascença: é o número médio de anos que um indivíduo nascido num determinado momento do tempo pode viver se as condições de saúde observadas nesse momento não se alterarem ao longo do tempo.
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Taxa Bruta de Natalidade: TBN= ___nascimentos
população total (média)

* 1000

Taxa Fecundidade Geral: Relaciona-se com a parcela de população de mulheres dos 15 aos 49 anos
nascimentos

TFG = ------------------------- * 1000
mulheres 15-49

Índice Sintético de Fecundidade: Taxa de fecundidade geral * 5 anos = ISF Idade Média de fecundidade:
Grupos de idade: 15-19 .... 45-49 15+19/2=17.5 * Taxa .... 45+49/2=47.5 * Taxa S=IMF IMF = S (Pontos médios * ntx)/Sntx

Taxa Bruta de Reprodução: Número médio de filhas
TBR= ISF * 0,488

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Taxa Líquida de Reprodução: TLR= Σ (TFG * npx) * 5 * 0,488

Taxa Bruta de Nupcialidade:
Casamentos TBNup = ------------------Pop. Total Média * 1000

Taxa Nupcialidade Geral: casamentos/população c/ + 15 anos * 1000 Taxa Nupcialidade Geral dos Solteiros: casamentos/população
solteira com + 15 anos * 1000

Taxa Nupcialidade por Grupos de Idades e Sexos: exemplo:
Casamentos H (25/29 anos) / População H (25/29 anos) * 1000

Taxa de Nupcialidade por Ordem: casamento de ordem 1/ solteiros
com + 15 anos * 1000 ou, casamentos solteiros com 20-24 anos/ solteiros com 20-24 anos * 1000

Taxa de Segundos Casamentos: casamentos de ordem 2/ viúvos
divorciados * 1000

Taxa Bruta de Divórcio: Divórcios/população * 1000 Taxa Bruta de Viuvez: Viúvos/população * 1000 Taxa Bruta de Emigração: Emigrantes/População * 1000 Taxa Bruta de Imigração: Imigrantes/população * 1000 Taxa Bruta Migração Total:(Emigrantes+Imigrantes)/população* 1000

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Glossário:
Acontecimento Facto que se refere a um indivíduo e afectando directamente a estrutura das populações e a sua evolução. Os nascimentos, casamentos, divórcios, óbitos e migrações são reconhecidos claramente como acontecimentos demográficos. Acontecimentos não renováveis Acontecimento que não é vivido mais que uma vez pelo mesmo indivíduo da coorte, como por exemplo, a morte, um primeiro casamento, etc. Acontecimentos renováveis Acontecimento susceptível de ser vivido mais que uma vez pelo mesmo indivíduo de uma coorte, como um nascimento para uma mulher, uma migração para um membro de uma determinada geração, etc. Análise Longitudinal Se tivermos uma coorte, acompanha-se durante um longo período, apanhando vários momentos do tempo. Significa observar os acontecimentos ao longo da vida dos indivíduos, o que envolve necessáriamente vários anos de calendário. Análise transversal Análise aplicada a manifestações de um fenómeno durante um dado período, geralmente ano cívil. Caracteriza-se um momento do tempo que contém múltiplas coortes. Permite transformar a informação de acontecimentos em fenómenos. P.e.: taxa "x" = acontecimentos/população média (pop.1+pop.2/2)*100 Anos completos Uma criança que tem 3 anos e 6 meses, tem 3 anos completos, o que significa estar entre 3 e quatro anos exactos. Categorias endógenas e exógenas Podemos classificar as causas que originaram a mortalidade infantil em duas grandes categorias: endógenas e exógenas. De factores exógenos que são meios exteriores e as condições gerais da população (doenças infecciosas,

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alimentação insuficiente, cuidados hospitalares insuficientes, acidentes diversos, etc.) e de factores endógenos, que têm a ver com as características dos próprios indivíduos (deformações congénitas, traumatismo causados pelo parto, etc.). Por vezes é difícil distinguir se foi por um factor ou por outro. Existem métodos indirectos para saber se se deveu mais a factores éxogenos ou endógenos: Mortalidade no 1. mês - factores endógenos; Mortalidade após o 1. mês - os factores éxogenos têm também uma importância decisiva. Coortes Conjunto de indivíduos submetidos ao mesmo acontecimento de origem durante um mesmo período de tempo. Uma geração é uma coorte de nascimentos, conjunto de pessoas que nasceram no mesmo período. Uma coorte de casamentos é uma "promoção". Densidade Populacional A distribuição geográfica pode ser avaliada pelo conhecimento de densidade de população, isto é, o número de habitantes por Km2 (Hab/Km2). Este valor, porém, tomado em relação ao total da área estudada, pode não traduzir a verdadeira distribuição da população, pois esta encontra-se mais aglomerada em certas zonas e mais dispersa noutras. Esta situação é traduzida pelo coeficiente de localização. A Densidade é a População por quilómetros quadrados (Km2). Calcula-se: número de habitantes/Km2. Diagrama de Lexis É um suporte gráfico que permite estabelecer uma correspondência entre datas de observação e as antiguidades das coortes nessas datas. Permite repartir os acontecimentos demográficos por anos de observação e geração e permite visualizar os acontecimentos e os efectivos. Este diagrama constitui-se do seguinte modo: eixo das idades - em ordenada; eixo do tempo (anos de observação) - em abcissa; eixo das gerações (linhas de vida) - em diagonal; superfícies (quadrados e triangulos) - onde devem ser inscritos os acontecimentos; linhas - onde devem ser inscritos os efectivos observados num dado momento; momentos de observação (instantânea, contínua, retrospectiva) - no cruzamento dos três. Dinâmica Populacional Considerando também os movimentos migratórios, temos a dinâmica total (dinâmica natural + dinâmica migratória), e a taxa de crescimento anual médio total/global.

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Efectivos Número de indivíduos que fazem parte de um mesmo acontecimento. Os efectivos de uma população são o número de indivíduos que compõem essa população. Esses efectivos são identificados nos recenseamentos. Emigração Significa a saída de uma pessoa de um território para o seu exterior. Esperança de vida à nascença A esperança de vida à nascença (idade 0) é um indicador importantíssimo de mortalidade. Ex: esperança de vida à nascença de 70 anos, é o número médio de anos que um indivíduo nascido num determinado momento do tempo pode viver se as condições de saúde observadas nesse momento não se alterarem ao longo do tempo. Se as condições se alterarem, a esperança de vida numa determinada idade ou mortalidade média. Diz respeito a um determinado momento do tempo, mas em relação a um futuro. É um indicador de mortalidade global - Índice de síntese. É a partir de uma tábua de mortalidade que se encontra a esperança de vida. Esperança de vida na idade x Segundo a tábua de mortalidade, é o número médio de anos restantes de vida para uma pessoa que atinge a idade x. Estado perturbado Fenómeno que interfere nas manifestações de um outro fenómeno, objecto principal de estudo. Combina as variáveis, mortalidade, migrações. Estado puro Só o acontecimento, aliado do resto. P.e., só a mortalidade, isolada dos outros fenómenos. Estatísticas demográficas de estado cívil São o conjunto de informações sobre os nascimentos, óbitos, casamentos, divórcios e separações judiciais, saídas ou entradas, ocorridas num território durante um determinado período (normalmente um ano), baseadas nos boletins de registo civil desses acontecimentos, com detalhes sobre a sua repartição por unidade administrativa e segundo um número mais ou menos vasto de características (sexo, idade, etc.). O sistema de registos vitais e os controles de migração existem acima de tudo por questões legais: a produção de certificados de nascimento e de óbito, passaportes, cartões de identidade,
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certificados de autorização de trabalho, autorização de residência e de cidadania, etc. Estruturas Os dois factores intervenientes nas taxas brutas são o modelo e as estruturas. A taxa bruta é a soma de produtos das estruturas relativas de cada idade pelas taxas nessas mesmas idades. Como ao conjunto das taxas por idade se chama o modelo do fenómeno, a taxa bruta pode ser redefinida como uma resultante da interacção entre o modelo e a estrutura. Em linguagem de análise demográfica temos: TBM (1990) = SPx (1990) * tx (1990). As diferenças em Portugal no período 1950-90 tanto podem provir dos tx (modelos) como dos Px (estruturas). Variações entre modelos significa a existência de diferentes riscos de mortalidade; diferenças entre estruturas (maior ou menos envelhecimento demográfico) são alheias à análise da mortalidade. Explosão demográfica Preocupação com o "excessivo número de habitantes". Em dois momentos anteriores à época contemporãnea, acreditou-se que o "mundo estava cheio" e que não havia lugar para tanta gente à superfície da terra. Quais as características diferentes que este fenómeno apresenta nos dias de hoje? A primeira grande diferença reside no facto de, globalmente, a humanidade nos aparecer no século XX dividida em dois blocos: o dos países em desenvolvimento onde se concentra 80% da população mundial, com um crescimento anual médio que chega quase aos 2%, uma mortalidade infantil elevada, elevadas percentagens de jovens, baixas percentagens de idosos, e um PNB per capita que raramente ultrapassa os 1000 dólares. No bloco dos países desenvolvidos temos 20% da população mundial, um crescimento natural práticamente igual a zero, uma mortalidade infantil reduzida, baixas percentagens de jovens, elevadas percentagens de idosos e um PNB per capita que é quase vinte vezes superior. Fecundidade Fenómeno relacionado com os nascimentos vivos considerados do ponto de vista da mulher ou do casal. Fecundidade natural Manifestação da fecundidade no casamento na ausência de contracepção e de aborto provocado. Fenómenos
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Aparecimento de acontecimentos de uma dada categoria. Assim, ao acontecimento óbitos, corresponde o fenómeno mortalidade, aos casamentos a nupcialidade, aos nascimentos a natalidade e a fecundidade, às mudanças de residência a migração. Fertilidade Aptidão para procriar. O seu contrário é a esterilidade. Geração Coorte particular constituida pelo conjunto de pessoas nascidas durante um dado período, geralmente um ano civil. Idade exacta Idade determinada calculando a diferença entre a data onde é calculada e a data de nascimento do indivíduo. Um indivíduo nascido no dia 1 de Junho de 1923, terá no dia 1 de Novembro de 1978, 55 anos e 5 meses. Idade média de fecundidade Idade média das mães aquando dos nascimentos vivos, segundo uma tábua de fecundidade geral, o que significa, na ausência de mortalidade. IMF = ∑(Pontos médios * ntx)/∑ntx Índice sintético de fecundidade Soma das taxas de fecundidade geral por idade durante um período. I.S.F. = T.F.G. * 5 1/. Calcula-se a média de nascimentos (t0 + t1/2), em cada um dos grupos etários. 2/. Dividem-se pela população feminina em cada um dos grupos etários. 3/. Multiplica-se o somatório das T.F.G. por grupos de idades por 5 que corresponde à amplitude de cada grupo etário. Se o I.S.F. for 3, significa que, se as mulheres que entrarem no período fértil adoptarem os comportamentos que existiam em t0/t1 terão 3 filhos. Migrações Significa a deslocação de pessoas e de mobilidade de indivíduos. Modelo de Dupâquier. Modelos Construção que pretende representar os fenómenos demográficos. As tábuas tipo de mortalidade e de fecundidade são modelos. P.e., os modelos
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migratórios, procuram explicar a migração de uma zona para uma outra, fazendo intervir nomeadamente, os poderes de repulsão e de atracção exercidos respectivamente pelas zonas de partida e de chegada do migrante e a distância que separa estas duas zonas. Mortalidade Infantil Mortalidade das crianças de menos de um ano. Mortalidade no 1/. mês - factores endógenos Mortalidade que se deve a circunstâncias do parto, defeitos de constituição interna e envelhecimento do organismo. No caso da mortalidade exógena, esta deve-se sobretudo a factores do meio exterior. Mortalidade Fenómeno relacionado com os óbitos (acontecimento). n = log 2/log (1 + a) Nascimento Acontecimento relacionado com a natalidade. Natalidade Fenómeno relacionado com os nascimentos. Nupcialidade Fenómeno relacionado com os casamentos. A nupcialidade não é uma variável microdemográfica autêntica na medida em que o seu aumento ou a sua diminuição não afectam directamente a dinâmica populacional. Esta variável intervém na dinâmica populacional indirectamente através da fecundidade, se bem que, neste princípio de milénio, é cada vez mais forte a tendência para a separação entre os comportamentos da nupcialidade e da fecundidade. O processo mais simples que existe para medirmos o nível de nupcialidade consiste em dividir o total de casamentos observados pela população média. Pirâmide de idades Duplo histograma que dá uma representação da população pelo sexo e as idades. População estacionária População estável com taxa de crescimento nulo.

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Princípio da Translação A construção das tábuas de mortalidade. Este princípio serve para designar os modelos e fórmulas permitindo estabelecer as relações entre medidas longitudinais e medidas transversais dos fenómenos. Projecção demográfica Perspectiva demográfica onde a ideia de previsão está geralmente ausente. Recenseamento Conjunto de operações que permitem conhecer o efectivo da população de um território num determinado momento, com os detalhes sobre a repartição dessa população por unidade administrativa e segundo uma gama mais ou menos extensa de características. Relações de masculinidade Relação, numa população, entre o efectivo masculino e o efectivo feminino. Numa geração, sem trocas migratórias,devido à sobremortalidade masculina, esta relação é sempre decrescente, passando de 1,05 à nascença, para um valor na ordem de 0,30 aos 100 anos. Relação de masculinidade dos nascimentos Relação entre os nascidos vivos masculinos e os nascidos vivos femininos durante um período. Esta relação, o mais frequentemente vizinha de 1,05 apresenta ligeiras variações consoante os grupos raciais. A sua estabilidade no tempo e no espaço, é no entanto, suficiente para que as diferenças importantes face aos valores normais possam ser atribuidas a falhas de registo dos nascimentos e sugerir meios de correcção. Tábua de Mortalidade Tábua que descreve, segundo uma escala de idades, o surgimento dos óbitos numa geração. Taxa Bruta de Mortalidade Relação dos óbitos de um ano com a população média desse ano e, mais frequentemente, a relação entre os óbitos de um período e o número correspondente de pessoas-ano durante o período. Taxa Bruta de Natalidade

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Relação dos nascidos vivos de um ano,com a população média desse ano e mais frequentemente, a relação entre os óbitos de um período e o número correspondente de pessoas-ano durante o período. Taxa Bruta de Reprodução Descendência final, reduzida às raparigas, numa geração feminina denotada R. É a relação entre os efectivos à nascença do sexo feminino saídas de uma geração feminina. Taxa Bruta de Reprodução: é o número médio de filhas. T.B.R. = I.S.F. * 0,488 Taxa de Crescimento Anual Média Taxa de Crescimento Anual Médio Natural (saldo natural) + Taxa de Crescimento Anual Médio Migratória (saldo migratório). O saldo migratório é a diferença entre as saídas (emigração) e as entradas (imigração). Se a diferença for de 0, pode significar que saiu muita gente, mas também entrou muita gente. Taxa de Fecundidade Geral Relação entre os nascidos vivos durante um período e o efectivo conveniente de mulheres ou de casamentos. Relaciona-se com a parcela da população de mulheres dos 15 aos 49 anos, ou seja: T.F.G. = nascimentos/mulheres 15-49 * 1000. Podemos decompor a Taxa de Fecundidade Geral nos seus elementos constitutivos. Podemos redifini-la como sendo uma soma dos produtos das estruturas relativas, em cada idade (ou grupos de idades), do período fértil das mulheres, pelas taxas nessas mesmas idades (ou grupos de idades). A T.F.G. pode ser assim redefinida como resultante da interacção entre estrutura e modelo. Taxa de fecundidade por idade ou grupos de idades Relação entre nascidos vivos de mulheres de uma certa idade durante um ano e o efectivo médio da população feminina com essa idade ou grupo de idade. Taxa de Migração Total Relação entre a migração total de um ano e a população média desse ano e mais frequentemente, a relação entre a migração total de um período e o número correspondente de pessoas-ano durante esse período. Taxa de Mortalidade Infantil Néo-Natal (com menos de 28 dias) Relação entre os óbitos néo-natais (durante o primeiro mês ou as primeiras quatro semanas) durante um ano civil e os nascidos vivos durante esse ano.
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Taxa de Mortalidade Infantil Pós Néo-Natal (de 28 a 365 dias) Relação entre os óbitos pós néo-natais (durante o primeiro ano de vida, excepto o primeiro mês ou as primeiras quatro semanas) durante um ano civil e os nascidos vivos durante esse ano. Taxa de Mortalidade Infantil Relação entre os óbitos de crianças de menos de um ano durante um ano civil e os nascidos vivos desse mesmo ano civil. Taxa de Mortalidade por idade ou grupos de idade Relação entre óbitos de uma certa idade ou grupo de idades durante um ano e o efectivo médio da população com essa idade ou grupo de idades. Taxa de Mortalidade Quando não existem factores perturbadores, é sinónimo de taxa bruta de mortalidade. Taxa de natalidade Sinónimo de taxa bruta de natalidade Taxa Líquida de Reprodução Entra em conta com a mortalidade, ou seja, se multiplicarmos as taxas de fecundidade geral, pelas probabilidades de sobrevivência e procedermos da mesma forma que procedemos para calcular a T.B.R., obtemos a Taxa Líquida de Reprodução: T.L.R. = S (T.F.G. * npx) * 5 * 0,488 Taxa Relação dos acontecimentos que surgem numa população durante um período, com a população média durante esse período. Taxas de Crescimento Relação entre o crescimento de uma população durante um ano, e a população média desse ano e mais frequentemente, a relação entre o crescimento durante um período e o número correspondente de pessoas-ano durante esse período. Tempo de Duplicação em Anos

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Com base na lógica do cálculo da taxa de crescimento geométrica, podemos calcular o tempo de duplicação em anos. Se a taxa a é uma taxa de crescimento constante, ao fim de quantos anos n duplicará a população? Assim temos: n = log 2/log (1 + a) Teoria da Transição Demográfica Diz-se da situação de uma população em que a natalidade e a mortalidade, ou pelo menos um desses dois fenómenos, abandonaram nos seus níveis tradicionais para se encaminharem para baixos níveis associados a uma fecundidade mais controlada e à utilização de meios modernos de luta contra a mortalidade. Teorias Demográficas São correntes de opinião que tentam explicar ou prever a evolução dos fenómenos demográficos, as interacções entre estes e os fenómenos económicos, sociais, psicológicos, do ambiente e outros, tentando prevêr as consequências que possam levar à elaboração de uma política demográfica.

Fim

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