Você está na página 1de 1

2ª Parte do trabalho da 1ª sessão

Comentário ao trabalho da colega Clementina Santos

Como base da minha exposição escolhi o trabalho da colega Clementina


Santos por duas razões: a primeira porque a matriz apresentada refere-se a
uma escola secundária, o que me atrai, na medida em que pela primeira vez
temos a funcionar três turmas de 10 º ano; a segunda prende-se com o facto
de eu ter o privilégio de já conhecer a BE em causa.
Começo por referir que me agradou a forma com estão elencadas as
competências do PB no que respeita à documentação aconselhada. As
mesmas são apresentadas de uma forma bastante pormenorizada, rica e
completa. Estou consciente de que o PB deve ter essas competências, sendo
as mesmas multifacetadas, partindo de uma liderança forte e transformadora
passando por uma gestão optimizada de recursos, pela construção de
parcerias, colocando a BE no centro da aprendizagem e tornando-a o espaço
de conhecimento por excelência.
Saliento e subscrevo os pontos fortes que alicerçam o bom
funcionamento da sua BE, que são comuns à minha e outras bibliotecas: a PB
é professora, tem formação específica na área das BEs, tem experiência, tem
assento no Conselho Pedagógico; o espaço está humanizado e bem
organizado, a equipa é multidisciplinar, o catálogo está disponível via net,
existe recolha de evidências, a BE funciona com um espaço de conhecimento,
promove o trabalho colaborativo e articulado com os departamentos, os
docentes de actividades e projectos, há uma dinâmica permanente de
formação para a leitura e para as literacias…
Contrariamente ao que acontece na BE do meu agrupamento, o horário
é ininterrupto e contínuo e tem três assistentes operacionais.
No que concerne a pontos fracos e ameaças, destaco alguns aspectos
que tive oportunidade de analisar. A saber: inexistência do documento “Politica
de Aquisição e Gestão de colecções”; dificuldades de integração da BE no
desenvolvimento curricular; a gestão da BE não é condicionada pelas
evidências recolhidas, uma vez que os factores mencionados constituem um
papel fundamental para tornar a BE um espaço que privilegie a construção do
conhecimento. Consciente dos pontos fracos mencionados pela PB, considero
pertinente a selecção das acções a implementar, assumindo-os como um dos
seus desafios.
Penso que apesar dos obstáculos a Clementina está num caminho de
alteração e de mudança. Julgo que estando consciente e extremamente bem
informada em termos teóricos poderá pôr em prática muitas das suas
inovações.

Gracinda da Silva Moreira