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Relato sobre Jorge Krichbaum e família

Narrado por Mariana Rössger, segundo depoimento de Sylvio Beck


Colhido em ...

George Krichbaum nasceu em l856 na cidade de Darmstadt/Alemanha.


Veio para o Brasil com a sua esposa Carolina, nascida Schütz, em 1880. (Pelo
que a Lydinha me disse, foi através de um convite que recebeu do governo
brasileiro). Eles foram morar em Porto Alegre/RS. Tiveram cinco filhas:
Paula, Käthe, Felicitas, Erika (minha avó) e Lucie.
A esposa sentia saudades da Alemanha e fez viagens para lá. Em 1903
quis rever novamente sua pátria, porém pouco antes do destino final, o navio
sofreu uma avaria (não sei bem o que aconteceu), mas em todo caso ela
precisou pular no barco salva-vidas e infelizmente caiu de mau jeito, ferindo-
se no peito com gravidade, e vindo a falecer.
Opa Krichbaum nunca mais se casou. Gostava muito do Brasil e naturalizou-
se brasileiro. Veio para S. Paulo e comprou dois terrenos em Perdizes. Um
deles era um quarteirão na Rua Monte Alegre. Ele também gostava muito
de rosas e muitas floriam em sua chácara.
A sua filha Käthe casou-se com Hermann Friese e morava com ele em
Perdizes.
Paula casou-se com um médico brasileiro chamado Dr. Pelágio de Barros.
A nossa avó Erika casou-se em 4.2.1905 com Alexis Beck, da cidade de Jo-
hanngeorgenstadt/Alemanha. O casório realizou-se no Cartório de Perdizes.
Eles foram morar na Rua Paraguaçu, nº 20, dois quarteirões distante da casa
do Opa Krichbaum.
Felicitas nunca se casou. Depois de uma queda na infância, ficou um
pouco corcunda. (Eu ainda me lembro bem dela, ela viveu no Asilo da
OASE em Freguesia do Ó, nós íamos lá visitá-la e no Natal a minha mãe a
buscava para a nossa casa.)
Lucie foi esposa de Franz Friese.