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A Maçã Verde...

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A MAÇÂ VERDE & A FALTA DE EVA

Porque não o pêssego e sim a maçã ser um símbolo de algo proibido, não me perguntem, mas acho que questionar isto é o mesmo que se perguntar por que você se chama Xis e não Ypsilon. Mas talvez haja alguma explicação que eu desconheça. De tudo que tenho lido nunca encontrei um sentido real do porquê a maçã simbolizar o fruto proibido. Mas fato é que seja qual simbologia se use, a queda é algo que está enraizada em muitas lendas e religiões, apenas variam as interpretações, as alegorias e o sentido da queda. Não creio que a questão central seja quem está com razão, mas sim, as várias nuances do tema queda e c o m o estas repercutem hoje em nossa vida, mesmo que a gente não se ocupe com a questão de forma consciente. Quero dizer que subliminarmente é um tema que ocupa algum espaço em todos os subconscientes desde a criação da raça humana, porque, depois de se constatar que todos os povos relatam algo como uma queda, fica claro que em nossas células a queda tem sua parcela de espaço.

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E a melhor forma de eliminar algo é confrontar. Quanto mais buscamos fugir de algo ou ignorar algo como forma de querer esquecer, pior será. A bola de neve só crescerá, mesmo que no subconsciente. Pessoalmente o tema queda sempre me interessou, justo por perceber que ele parece definir algo em relação a nossa vida, como os resultados de nossos anseios e de nossas buscas espirituais, independente da religião ou do grupo ao qual pertencemos. Mas o personagem “queda” também sempre entra em cena, quase que automaticamente, quando a alma começa a questionar o sentido da dor e da maldade, se existe apenas um Criador e que Ele é o Amor, a Paz, a Luz! Alguns postulam que “nossa” viagem rumo à matéria foi um ato voluntário e isto alguns definem como uma queda de mundos melhores ou até perfeitos. Ou seja, que Deus só pode “se perceber” via criação e criatura. Somos “seu espelho” pelo qual Ele pode se “assistir”, se sentir, se expressar, enfim SER. Neste caso referimo-nos às Mônadas ou aos Espíritos que habitam corpos mais ou menos densos, depende da esfera de vida. Quando estas Centelhas ou Fagulhas Divinas, se “alojaram” nos seres humanos primitivos na Terra e Eva comeu do fruto proibido, o resultado foi uma materialização mais profunda que fez as “Mônadas” ficarem inconscientes de sua Divindade (na Bíblia se fala que Adão e Eva caíram em sono profundo!). E daí começou a via dolorosa sobre o Planeta. Algo similar a um filho de rei ser largado numa família pobre e sem meios que com o tempo se acostuma e se esquece de sua linhagem. E acaba achando aquela vida normal! Ele se habituará fatalmente com o tempo! Alguns mais, outros menos. O hábito pode ser nosso melhor amigo ou nosso pior inimigo, depende de nosso direcionamento! Outros postulam que decaímos porque não vivíamos de acordo com as regras de determinados ambientes, planetas ou esferas. Neste caso, trata-se da visão dos Anjos que se envolveram com a Rebelião de Lúcifer e de muitas ondas de vidas humanas espalhadas sobre outros planetas. E aqui vejo alguns questionando: mas existe mesmo vida em outros Planetas? Oras...então pergunto: Deus afinal é TODO PODEROSO ou não? Ele criaria trilhões de galáxias e habitaria apenas um planeta nestes trilhões? Isto faz sentido para a inteligência humana? Claro que não. Então imagine para Deus! Há os que colocam toda a culpa na Eva, na serpente e claro, na tentadora maçã! Fruto da árvore do Bem e do Mal. Da dualidade. Pois até então vivíamos na Unidade com a Divindade.

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Creio que todos têm razão, a questão é a seqüência ou apenas que cada visão é parte do “Puzzle Cósmico da Queda”, assim, cada povo recebeu um pedaço da verdade. Das várias leituras, concluo que com o passar do tempo houve os que chegaram voluntariamente na Terra, seja como habitantes de mundos melhores, espíritos evoluídos, almas angélicas, e assim por diante, seja para experienciar a matéria, seja para ajudar ou para ambos. Muitos não imaginavam o quanto a densidade da matéria é de fato magnética e “caíram” em esquecimento quanto ao seu propósito original. Outros de fato foram convidados gentilmente a se retirarem de seus ambientes, porque não estavam conseguindo se manter dentro das regras, para garantir a Harmonia em seus ambientes. Estes ambientes tanto podem ter sido planetas mais evoluídos, esferas e outros casos e pode ser que alguns dentre estes casos estejam relacionados a Rebelião de Lúcifer, pois tudo indica que existiu algo como uma rebelião cósmica, que instigou seres e anjos a quererem usar o livre arbítrio de forma arbitrária, infringindo a Harmonia Universal. O que por sua vez causou rebeliões localizadas em vários planetas, e um dos planetas que sofreu gravemente com a rebelião foi o nosso, primeiro porque ele pertence a uma ordem de planetas onde são permitidos experimentos especiais de criação, gerando elementos únicos, e segundo, ele estava recém sendo organizado! Ou seja, onde algo ainda não está consolidado, é mais fácil adquirir influência. Diz O Livro de Urântia, que planetas decimais permitem um uso mais amplo da lei do livre arbítrio e são alvos mais fáceis de rebeliões ou de expansão do mal, gerado pelo abuso do livre arbítrio. Visto sob este prisma, nosso planeta foi uma vítima especial. E ainda segundo Urântia, nosso príncipe planetário e sua corte de 100 assessores foi quase que totalmente envolvida com a rebelião, salvo algumas exceções. E quando então chegaram Adão e Eva para infusionar o sangue adâmico (de natureza espiritual) nas raças primitivas que estavam quase maduras para tal ato, a rebelião acabou influindo neste processo, provocando algo aparentemente sem grande importância para nossa consciência de hoje: - Houve uma antecipação! Eva de fato deixou se influenciar não pela rebelião em si, mas pela compaixão em ver os seres primitivos tão carentes de um elemento superior em seu sangue puramente animal. E partiu para a execução do plano antes do tempo devido e de forma indevida! Portanto, pelo Livro de Urântia parece que o xis da questão é...

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... Eva ter comido a Maçã que não estava madura! Esta questão que parece tão trivial diante do trágico fato da queda, esconde em seu seio um segredo relacionado ao Livro Arbítrio e Fazer a Vontade de Deus ou praticar o Om Namah Shivay (é a versão em hindi, sendo que em sânscrito é: Om Namaha Shivaya segundo o livreto em alemão sobre Babaji de Haidakhan “Mensagem do Himalaia” da editora G. Reichel Verlag e tendo como autora Maria-Gabriele Wosien), (Pausa de várias semanas!). Hoje é dia 07.11.2009 e relendo o livro “Autobiografia de um Yogue” (que lamento ter no momento apenas em alemão), sinto-me tentada a traduzir livremente (sem a pretensão de ganhar um concurso), justamente a interpretação do Mestre dele em relação a queda & Eva. Esta explicação considero a melhor lida até hoje, pelo menos a nível simbólico, ou seja, o que tal queda foi num contexto metafísico mais profundo e não ela no seu contexto físico somente, que O Livro de Urântia enfatizou. Afinal, como já tenho constatado: cada época e revelação traz uma nova luz a um tema, e em algum lugar li que todos os escritos sagrados podem ser interpretados em 7 níveis! E apenas o 7º. corresponde à verdade transcendente, não possível de ser entendida por uma razão humana, ou seja, pelo intelecto comum, mas somente pelo seu aspecto correspondente, ou seja, transcendente! Portanto, vamos à tradução da edição em alemão, em formato “livro de bolso” de 2002, página 221:
“A história de Adão e Eva me é incompreensível”, observei certo dia com certa irritação, depois de ter tentado, em vão entender esta alegoria. “Porque Deus puniu não apenas o par culposo e sim também os inocentes e ainda não nascidos descendentes”? Minha impetuosidade mais que minha ignorância foi alvo de divertimento para meu Mestre. “O 1º Livro de Moisés é profundamente simbólico e não deve ser interpretado literalmente”, explicou ele. “Nele, a mencionada ‘Árvore da Vida’, é o corpo humano. A espinha dorsal se parece com uma árvore invertida: os cabelos são suas raízes e os nervos motores e sensoriais são seus galhos. A árvore do sistema nervoso contém muitos frutos comestíveis (ou saborosos), como os sentidos da percepção (visão, audição, cheiro, olfato e tato). Estes o ser humano pode desfrutar de forma legítima; porém o prazer sexual, a ‘fruta’ do meio do corpo (‘no meio do jardim’), lhe fora proibido.

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A ‘serpente’ é a energia espiralada no final da espinha dorsal, a qual ativa os nervos sexuais (eu diria: sensores sexuais - aqui se trata de um conhecimento oriental antigo e hoje confirmado por vários videntes, sobre a famosa e mal interpretada energia da kundalini minha nota). ‘Adão’ é a razão e ‘Eva” o sentimento. Quando o sentimento (a consciência-Eva) é regido pelos impulsos sexuais, também a razão capitula (Adão). Quando Deus criou a raça humana, Ele materializou com base em sua força de vontade corpos masculinos e femininos e concedeu aos novos seres viventes a capacidade de se reproduzirem da mesma maneira “pura” ou de modo divino. Como todas as almas individualizadas até este momento viviam em corpos animais presos ao instinto, onde não podiam desenvolver sua razão de forma plena, Deus criou os primeiros seres humanos, que foram denominados simbolicamente de Adão e Eva”.

Mais adiante o Mestre de Yogananda explica que o corpo humano não derivou somente da evolução animal, porém foi criado sob um ato criativo especial de Deus. As formas animais se mostraram primitivas demais para permitir a completa expressão da Divindade. E a proibição em relação ao ato sexual, foi para evitar que estes seres superiores, recaíssem na primitiva forma de perpetuação animal: via ato sexual e nascimento corpóreo inclusive mesclado à dor. Aqui creio que entra então a outra frase lapidar da Bíblia: “Comerás o pão com o suor de teu rosto”. A voz da serpente, portanto, que garantiu a Eva o saber a respeito da dualidade (do Bem e do Mal), de fato se cumpriu. Ao retomarem o uso de um “modelo animal” e mortal para a perpetuação, eles automaticamente “decaíram” para um mundo mais denso, onde rege a dualidade, a dialética, “maya” ou apenas onde a ilusão dos sentidos impede que vejamos de forma clara os contornos etéreos dos mundos e dos propósitos divinos! A forma poética facilita ilustrar um tema sem torná-lo muito denso, e é este o mérito da versão bíblica e também o seu demérito, visto que no afã de tentar entender o drama humano da queda, muitos especulam com a mente racional algo que somente a mente espiritual ou superior entenderia. O mero estudo teológico, com toda sua racionalidade não consegue abarcar a “teologia” de fato divina, ou de Deus, como o nome sugere. E independente disto, constatei por mim que o tema da queda ou das quedas conforme já expus no início com a “teoria do puzzle”. Mas seja por meio de alegoria, poesia, simbologia ou outro “ia”, fato é que cada aspecto pode ainda ser interpretado em vários níveis. Portanto, temos aqui algo como uma “aritmética da queda” que torna o enunciado final um tanto complexo. é

altamente complexo!! Pois cada revelação abarca um aspecto da famosa queda,

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E claro que junto com a queda, entra em cena o Mal e como é possível surgir o Mal se Deus é o Todo Poderoso e Único e Absoluto Criador de Tudo e de Todos? Quem já não pensou mesmo que sorrateiramente sobre a aparente incoerência desta afirmação tão óbvia para nós ocidentais? Mas hoje eu saberia dar uma resposta quase que banal a esta pergunta: - O Mal é o f r u t o do mau uso do Livre Arbítrio! E ponto final. Quem quiser ler mais a respeito, basta soltar o bolso, comprar o Livro de Urântia, respirar fundo e começar a ler esta parte para começar, pois ler o Livro do começo ao fim, exige mais do que vontade. Depois de alguns anos lendo-o on line parte por parte (na medida dos temas que me chamavam a atenção), acabei lendo-o do começo ao final depois dele ter saído na versão impressa. Ufa! Isto sim é uma Bíblia no mínimo curiosa. Porém o que achei muito curioso, é O Livro ser muito “materialista” no sentido dele não se envolver em interpretações simbólicas. Por isto o considero a “versão literal” tanto da Bíblia, como dos temas espirituais em geral e mesmo do universo. Fica claro que não se trata de um Livro comum e portanto, jamais poderia ter surgido de modo comum ou conhecido. Com duas a três ressalvas (algumas graves do meu ponto de vista), considerei o Livro muito revelador e muito inspirador em muitos sentidos. E agora creio que muitos não vão dormir tranquilamente se eu não mencionar quais as minhas ressalvas ao Livro; vamos lá: Origem do sofrimento individual Ele não explica em nenhum momento que ocorre algo como a reencarnação de uma Alma; portanto, ele não explica como um ser pode nascer com mil defeitos, ser pobre, nascer sem mãos e braços, crianças serem vendidas e usadas e outras crianças nascerem em lares abastados materialmente ou então com um conforto mínimo ou então amados e cuidados pelos pais, enquanto outros são abandonados em latas de lixo e por aí afora. Como se explicam tais casos valendo-se do fato que um ser humano encarna somente uma vez? Sim, o ser humano, aquela personalidade sim, mas meu Deus, a Alma, esta é a protagonista real atrás dos bastidores e que precisa (re)encontrar algum dia “noivo”, o Espírito, e se “casar alquimicamente” com ele e assim “Adão e Eva” voltarem a se unir no sentido espiritual pleno conforme previsto no início da jornada humana-divina! O valor da astrologia

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Ele declara a Astrologia como superstição e sem valor algum. Como conheço algo sobre o tema, eu sei que existe a parte negativa dela (como em t u d o neste mundo dual) que é se submeter à força dos astros ao invés da Divina, ou como definiu com muita sabedoria o Mestre de Yogananda: o negativo é se submeter a força da Criação ao invés do Criador. Mas existe o lado bom, mesmo que relativo dela: de conhecer através dela alguns traços mínimos de caráter que esta alma trouxe consigo nesta vida! E não usá-la para meras previsões, embora que algumas vezes ela também é válida, porém, sempre usando o discernimento. Das poucas vezes que fiz uso deste expediente, o fiz solicitando a benção de Deus para o astrólogo para interpretar da forma mais coerente possível as “inclinações dos astros” (lembrando que eles inclinam, mas não determinam... SE o candidato tiver mais fé no Criador que na Criação!! Eis a chave desta questão). Fora este aspecto, ainda existe o lado divino, o aspecto superior da astrologia, mas que somente um ser iluminado poderia de fato interpretar adequadamente. Nenhum astrólogo que já não fosse guiado por sua Alma iluminada pelo Espírito tem condições de entender este nível, seja da astrologia ou de qualquer outra fonte de sabedoria, que ela em essência é! Sim, em sua essência mais pura, a astrologia é a grande mensagem cifrada do Criador; o que usamos normalmente é apenas o estado material dela ou atualmente o aspecto psicológico, muito válido também. Cada planeta, constelação, galáxia e universo, são, na verdade, os grandes alfabetos cósmicos, vistos sob seu manto espiritual, tal como o Ser Humano, que é formado por corpo, alma e espírito. A verdadeira astrologia refere-se a sua essência espiritual divina e para entender e cifrar esta essência seria preciso que o astrólogo fosse um iluminado ou um iluminado usasse a astrologia para cifrar alguns mistérios (o que o Mestre de Yogananda fez parcialmente). A Ressurreição de Jesus A vida de Jesus, embora contada de forma singela e cativante, não deixou de ser novamente apenas no sentido “literal”; não houve qualquer tentativa sequer de penetrar nos mistérios da ressurreição em relação a Jesus ter sido um “modelo” a ser seguido por cada um e não um “caso único por todos”. Por isto novamente sugiro ler “A Autobiografia de um Yogue”, inclusive para entender este mistério de uma maneira muito “direta”; já li muito a respeito, mas jamais alguém a revelou de forma tão clara e simples. Sem falar que igualmente a transfiguração, outra fase essencial e chave da Alma em sua peregrinação em um corpo e personalidade sobre a Terra, não foi dada nenhuma “explicação” em relação a necessidade de cada ser humano valer-se do exemplo de Jesus e de sua Força, para realizar sua transfiguração, pois Ele disse claramente, claro para todas as mentes:

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“Vós fareis isto e mais ainda” (não sei as palavras exatas)! Pois, sabia ele, que cada nova geração é superior em entendimento que a anterior, logo, no futuro, muitos fariam mais do que ele, visto que os corpos raciais estariam mais maduros, o corpo mental estaria já em fase de formação (cujo grande “start” se deu na Grécia, mesmo que o fruto final tenha tido um sabor racional demais... mas, aqui na dualidade, tudo sempre e automaticamente tem dois lados: o bom e o mau! A perfeição só existe na Unidade, e por isto, mesmo um Mestre que é sinônimo desta Re-União entre Alma e Espírito Imortal, ou seja, se tornou UM, ainda assim, suas palavras, seus gestos, suas intenções são interpretadas de acordo com as mentes presas na dualidade e, portanto, sujeitas a inúmeras e por vezes altamente escravizantes interpretações). Aproveitando o tema, desejo expor em palavras simples algo que para a mente humana, presa a tantos conceitos, alguns tão distorcidos face a interpretações descabidas, é por isto difícil de compreender. A transfiguração elementar é também chamada em certos movimentos, de 3ª. Iniciação, quando a Alma já bastante direcionada para o Espírito Imortal, começa a se integrar com a Personalidade, a qual vem liberando a alma do papel de ser a mera servidora (servir a dor!!) do eu humano! Muitos de nós estamos vivendo neste período singular da Humanidade, esta transfiguração elementar, porque também a nível coletivo a humanidade vive suas “Iniciações”, sendo estas sempre fruto de um número mínimo de almas individuais que realizaram seus processos espirituais. Por isto se diz em muitos livros sagrados e muitos mestres citam isto de modos diferentes: - Que o melhor serviço que se pode prestar a humanidade é realizando um genuíno processo espiritual, que independente da raça, religião, mestre, formato e aparato espiritual, tem apenas UM propósito: - Reunir Deus e Homem, Homem e Deus! Unificar ambos em UM só, plena e eternamente! O Livro de Urântia dá a este processo o nome de Fusão ou Fusionamento, alguns falam de Transfiguração, outros de Salvação Eterna da Alma, visto que o Espírito é Imortal e O Livro de Urântia esclarece com muita maestria algo que muitos complicam demais: - Que a Alma é filha da Mente e do Espírito, portanto do Céu e da Terra, e por isto ela precisa buscar o Espírito Divino para garantir sua Imortalidade, pois enquanto ela apenas olhar para a Terra, para a Mente, para o Mundo, ela se tornará mortal. Ele apenas não

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fornece um método, deixando Jesus como o grande protagonista, mas como já falei, sem especificar de que forma de fato cada alma pode alcançar sua imortalidade. Creio que aqui se perdeu uma grande oportunidade, pois a intenção do Livro foi com certeza esclarecer, tirar dúvidas. A Bíblia fala isto na linguagem judaico-cristã: “A alma que peca deve morrer”, pois na concepção judaico-cristã, pecar sempre se refere a preferir o mundo, a matéria, a Deus e ao Céu. Na tradição hindu dá-se o nome de Iluminação para esta reunião; em outros movimentos de Autorrealização, enfim, os termos variam, mas a Idéia é a mesma, e mesmo que uns mestres ou movimentos esclareçam detalhes acerca deste processo e outros evitem os detalhes, fato é que o processo em si é algo “simples”: - Amar Deus ou o Divino seja de forma direta, seja de forma indireta via um Mestre ou outro representante, mais do que a si mesmo enquanto “eu humano falho”, pois somente o Superior pode transmutar e transfigurar o Inferior e transformar o chumbo de nosso pesado eu humano, em ouro divino! E não importa se alguns acham que é preciso muitos rituais, outros acham os mesmos desnecessários, alguns acham a dieta essencial, outras evitam concentrar-se neste ponto, pois, como já foi visto, tudo é relativo aqui e o ser humano consegue fanatizar sempre! Ou seja: se um movimento enfatiza o valor da dieta e dos rituais, muitos se perdem na forma externa; se outro movimento ou mestre não enfatiza os mesmos, eles se perdem na não-forma, e, além disto, uma alma precisa de algo mais simples, outras de algo mais complexo, uns podem se entregar apenas crendo, outros precisam ver, sentir, fazer, enfim, por isto, CADA UM DEVE SENTIR QUE CAMINHO SUA ALMA PRECISA E SEGUIR! E embora hajam movimentos e grupos preparadores, como um primário espiritual, fato é que mesmo nestes movimentos podem ocorrer profundas transformações, pois seu ponte forte reside no seu ponto fraco: - Estas são almas simples, anelantes, crentes e que por vezes podem se entregar a Deus em toda sua pureza e ingenuidade de tal forma plena, que uma pessoa lida, estudada “meditada” e praticada, não consegue mais! Ela se revestiu de tantos aparatos que eles acabaram sufocando a alma ao invés de ajudar na liberação dela! Portanto, cuidado com os excessos de todos os tipos! Por isto Cristo tanto enfatizou que é preciso voltar a ser como criança. Falando em excesso: na época o único excesso que se praticava era a busca por riquezas materiais ou prazeres, mas hoje, os excessos são variados: excesso de métodos, de aparatos, excesso de intelectualismo, excesso de lazer, excesso de trabalho, excesso de filmes, de músicas, de ruídos, enfim, hoje somos

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literalmente excessivamente ocupados com algo, para termos tempo para Deus! E aqui reside o grande vilão da Era Moderna! O grande Mal do Século: excessivamente ocupados para termos tempo para Deus! E somos marionete fáceis, fáceis! Qualquer pizza, qualquer filme, qualquer cantor ou novela já são suficientes! Não falo de não termos direto ao lazer e prazer, mas quando de forma “invertida, fazemos disto a razão de nosso viver”, conforme escrevi no poema “Divina Saudade”, daí eles se tornam negativos. Aliás, o tema lazer e prazer é muito bem abordado no Livro de Urântia. Vale a pena dar uma lida. Escrevi num dia inspirador, num inverno Suíço, a seguinte frase: - Quem não tem tempo para Deus na Terra, para este Ele não terá tempo nos Céus! E quero aproveitar o embalo do tema para dizer algo que combina com a simplicidade do tema: - Existe um segredo tão simples em relação à vida espiritual, que de tão simples, parece piada, mas vou citar, porque dificilmente isto é passado como uma grande chave em tudo que tenho lido até hoje: - O hábito faz o monge! (E aqui falo em sentido duplo: a roupa e ritual e o hábito!). Em 1988 escrevi um artigo para o jornal da empresa Degussa onde trabalhava na época como Secretária Bilíngüe, onde enfatizo a importância de “treinar bons hábitos”, pois eu tinha constatado via reflexões que nós somos nossos hábitos. E isto inclui a cultura, os genes adquiridos via pais, enfim, “somos algo já conhecido”. Portanto, se não nascemos com uma tendência espiritual inata, ou gentilmente insuflada por nossa religião de nascença ou por outra de nossa opção, precisamos tomar consciência desta chave de ouro: - Se você beber todo dia água, vai se viciar em água! - Se você beber todo dia café, vai se viciar em café! - Se você ouvir todos os dias música de má qualidade, vai se viciar! - Se você ouvir todos os dias música de boa qualidade, vai se viciar! - Se você assistir todos os dias novela, vai se viciar em assistir! - Se você não assistir, vai se viciar em não assistir! - Se você todos os dias levantar mais cedo para sentir Deus, seja orando, meditando, contemplando, refletindo, lendo em livros de valor espiritual... você vai se viciar em Deus e sentir Sua falta com tamanha intensidade que vai entender literalmente, porque alguém que comunga ao seu modo todos os dias com o Divino, não sente solidão, nem medos comuns, e tem força para suportar os revezes da vida que outros não tem!

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Seja, portanto um desbravador dos seus hábitos, um grande rebelde por uma causa nobre: - Pois depois que você sentiu uma vez a doçura do Amor Divino, você vai entender o que todos os místicos de todas as raças disseram cada um a seu modo: - Que o Amor Divino é Tudo para Mim! Jesus me é Tudo! Krishna me é Tudo! Falo isto por experiência própria e acrescento que um hábito pouco enraizado se perde com a mesma facilidade e não há dor maior do que sentir-se distante de Deus, mesmo sabendo que Ele está em Nós, acima e abaixo de Nós e a nossa volta. Mas saber não equivale a sentir e para sentir é preciso sentir!! E para sentir é preciso fazer algo, mesmo que extremamente sutil, a mais sutil ou simples técnica permite isto, falo por mim, no momento pratico apenas o método de atma-vichara vivificado pelo grande mestre indiano, Ramana Maharshi. Mas cada um precisa encontrar seu método, seu grupo, movimento, seu aparato, seja ele simples ou complexo, o importante é ele te inspirar a Entrega do teu eu humano tão falho e impotente, a Algo Superior no sentido de efetivamente Divino! Não tenho a menor pretensão de influir na vida espiritual de ninguém, digo apenas que ela precisa inspirar a Entrega e o Amor a Deus. Na verdade, a entrega acontece de forma crescente na medida que um método, uma religião, um mestre, te inspirar a amar o Divino seja com que nome for, mais do que “tua vida, teu eu”. E apesar dos sérios problemas que tenho em relação à linguagem da Bíblia carregada de drama, dor, aflição, aversão, pecado e outros adjetivos similares (fruto da antiga cultura patriarcal), mesmo assim, aqui cabem as palavras do grande Mestre Jesus, que de fato ele foi: “Quem perder sua vida por meu amor, ganhá-la-á”! Ou seja: há um pequeno mistério na Entrega Total: a Individualidade não se perderá! E o grande valor de se realizar esta entrega nesta vida, é que sua atual personalidade será depurada com o fogo divino, se transfigurará, mas não morrerá totalmente, somente as partes chumbadas, pesadas, distorcidas, inviáveis para Vida Eterna! E falando no mestre Jesus: - Foi O Livro de Urântia que esclareceu finalmente de modo único, porque Cristo é considerado o Mestre dos Mestres. Não apenas por ter sido o último grande Avatar a pisar

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na Terra, mas, por ele ser o Regente do nosso Universo! Todos os Universos possuem um Cristo-Michael como Regente e também ele precisa se “outorgar” sete vezes, para se tornar o Soberano de seu Universo! Ele explica também do porque ele escolheu a nossa distante e primitiva Terra e como isto repercutiu no Universo de Nebadon! Enfim, muito melhor que qualquer filme de ficção, O Livro de Urântia é digno de ser lido e relido sem sombra de hesitação! E já que estou falando tanto nele, quero aproveitar para esclarecer alguns conceitos ou nomes diferenciados usados pelo mesmo, que podem confundir alguém que nunca leu algo dentro da linha mística: Quando ele fala em Moroncia ou Moroncial, isto é sinônimo de Alma para ele, seja a nível humano, cósmico ou macrocósmico, pois como em cima, embaixo, disse o Três Vezes Grande Sábio, Hermes Trismegistro. Portanto, nós temos uma Alma que precisa transfigurar para perder os elementos terrenos adquiridos via sua herança terrena e que foi altamente reforçada via as inúmeras personalidades que habitaram a mesma no decorrer dos séculos. Também nosso Universo tem uma Alma e os Superuniversos também tem uma Alma, que o Livro de Urântia dá o nome de Ser Supremo, pois ele fala diversas vezes que também o Ser Supremo depende de nossa “divinização” para se divinizar ou imortalizar algum dia, em uma remota idade cósmica! Portanto, um dia, todo o macrocosmo, ou o Mundo Criado, ou o Mundo de Brahma (não de Brahman), será Re-Unido ao Criador: - Não apenas Criador e Criatura, mas CRIAÇÃO E CRIADOR! Esta chave poucos entenderão lendo O Livro, porque ela depende de fato de vários “links da alma” ;-)) . Portanto, o Ser Supremo, o Logos Planetário, todos dependem das Células Humanas e de sua decisão de Voltar a Casa do Pai, para que um dia todo o Kosmo se transfigure e ressuscite nos Mundos Divinos. - Kosmo com K subentende os 3 níveis da existência: corpo, alma, espírito em sua versão macrocósmica! No Livro de Urântia, A Casa do Pai dos Cristãos ou o Céu Eterno, corresponde a Havona, na Índia, a Brahman (com ‘n’ no final); em outras tradições religiosas ou movimentos, chama-se o Mundo da Perfeição, Tao, o Absoluto.

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A MAÇÂ VERDE & A FALTA DE EVA

Portanto, o Deus dos Mundos Criados, chama-se Ser Supremo e muitas religiões, mesmo não sabendo, tem confundido este Deus com o Deus Único, Pai Absoluto, Senhor de toda a Criação e Criaturas! O Deus de cada Universo se chama Cristo! Por isto “nosso Cristo Jesus, de fato é Nosso Pastor” dito em uma linguagem simples e ingênua, necessária para a época e para a região onde Jesus, esta Personalidade altamente preparada, foi capaz de receber o Nosso Mestre Universal, para ele realizar simultaneamente vários processos em si, no planeta e para nossa libertação, pois de fato, tal como muitas tradições sugeriram, estávamos com os “canais bloqueados” quanto a uma libertação individual, pois devido a Rebelião de Lúcifer, nosso Planeta tinha sido colocado em “quarentena cósmica”, para se evitar a proliferação da semente da discórdia... ... mas vejam o poder do Amor, da Sabedoria e da Misericórdia de Deus, Pai, Criador: - Esta rebelião, no final, representou uma nova e grande oportunidade de aumentar o número de Almas a busca do Divino e mesmo sendo um teste mais duro ainda, no final, estas almas, terão feito algo semelhante a um Doutorado Cósmico na Arte da Libertação ou de Reencontrar Deus! Mesmo a “Falha de Adão e Eva” teve seu mérito para a complexa e misteriosa Escada Cósmica rumo ao Pai Celeste! Por isto eu disse no meu livro “Um GPS para sua Vida” que Eva foi corajosa em comer a maçã e ainda por cima verde! E falando em comer, está quase na hora do almoço e eu vou finalizar este artigo desejando que cada um (re) encontre Deus a sua maneira, mas que O encontre! Seja de manhã, ao meio-dia, a tardezinha ou à noite, o importante é sempre buscá-Lo, até se tornar um hábito, até o hábito se converter... em um Novo Ser! E mesmo que fracasse: volte, retome, se precisar mude de hábito, mude de formato, de religião, de grupo, mas não esqueça da essência: - Siga somente algo se este algo te fizer nascer, crescer e multiplicar o Amor de Deus em teu Coração! Pois então a Entrega será amena, doce e gentil, sem precisar forçar o ego, retorcer a Alma e criar um Drama Shakesperiano perante Deus. Ele vai sorrir e dizer: - Mas Filho, Filha, para que tanto contorcer? Parece que faz parte do currículo da alma, ter que sofrer uma etapa do caminho para poder “merecer Deus”! Portanto, no final, o que vale é que encontramos o ponto final que é Deus, na frase de nossa Vida, seja de forma amorosa, fervorosa, sofrida, racional ou via algum ritual. Helena Schaffner - Jarinu, SP, Brasil - 02.08 + 07.11 + 13.11.09

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