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Caso Clínico: Mixoma Atrial Esquerdo Relato de caso do Hospital Rubens de

Souza Bento -RR

Autores: Drª Renovato, P.; Dr. Shosuka, M.; Dr. Coelho M.; Drª. Gomes, Drª. Matos,
M.; Academicos: Daliana, Marlon

Introduçao: Mixoma Atrial são tumores primários do coração mais comuns


com maior freqüência no sexo feminino. Pouco diagnosticado em sua fase precoce.
Patologia comum entre a 3ª e 5ª década. Em 90% são solitários e pediculares, 75 – 85%
ocorrem em cavidade atrial. Em sua grande maioria são benignos e os sintomas deve-se
a interferência mecânica na função cardíaca ou imobilizarão que ocorrem em cerca de
40% dos casos, podendo ocorrer (12%) dos casos isquemia cerebral. Apresentando
como fatores de risco HAS (72%); dislipidemia (39%); tabagismo (22%); história
familiar de DAC (11%); e DM (5,6%). Descriçao: EBS, 26 anos, parda, sexo feminino,
casada , dois filhos, auxiliar de serviços gerais. Iniciou apresentou síncope súbita, (sem
relação com esforço físico), associada à dispnéia, dor abdominal constante, em
hipocôndrio direito, com prostração, sem relatos de febre. Ao exame encontrava-se
taquipnéica, hipocorada, afebril, com crepitações e roncos difusos em ambos os campos
pulmonares. Ausculta cardíaca sem alteraçoes. Evoluiu com quadro de edema agudo de
pulmão e choque hipovolêmico sendo transferida para UTI. No segundo dia de
internação evoluiu com quadro de hemiplegia D e afasia global. Raio-X de Tórax:
infiltrado pulmonar difuso e aumento de área cardíaca. ECG: taquicardia sinusal. ECO
(massa em cavidade atrial esquerda com aproximadamente 3 cm compatível com
mixoma atrial obstruindo a via de entrada do ventrículo esquerdo, aumento da câmara
cardíaca direita e pressão sistólica pulmonar de 75mmHg). RNM dia 24/01/08
apresentando imagem sugestiva de AVC Isquêmico na área frontal esquerda e cápsula
interna. Após correção dos distúrbios hemodinâmicos, paciente evoluiu com melhora
clinica. Sendo realizado cirurgia para ecxerese do mixoma, com cerca de 4x5cm de
consistência gelatinosa amarelada. Evoluindo com boa recuperação no pós-operatório e
alta hospitalar. Conclusão: A paciente em questão apresentou descompensação cardíaca
por efeito mecânico do mixoma. Este sendo pedicular, único, sesil e de grande volume,
característica típica do tumor em questão. Porem por ser jovem, sem co-morbidades
associadas e/ou história familiar para DAC, e ainda evoluindo com AVC, cerca de
(12%) dos casos apenas.