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METABÓLITOS SECUNDÁRIOS

METABÓLITOS SECUNDÁRIOS

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METABÓLITOS PRIMÁRIOS E SECUNDÁRIOS A biossíntese de metabólitos secundários é realizada por rotas metabólitas específicas do organismo, ocorrendo uma estreita relação entre essas rotas e aquelas responsáveis pela síntese de metabólitos primários. Essas rotas metabólitas são interconectadas, e as rotas que sintetizam metabólitos primários fornecem moléculas que são utilizadas como precursoras nas principais rotas de síntese de metabólitos secundários. Nesse sentido, embora se faça a divisão em metabólitos primário e secundário, o metabolismo deve ser considerado como um todo, com a produção de metabólitos primários e secundários. A divisão entre metabólitos primários e secundários deve ser vista como uma forma de agrupar compostos com determinadas características em comum. O acúmulo de informações, resultado de um processo quantitativo como aperfeiçoamento dos métodos de estudo, pode conduzir a mudanças qualitativas, com a inclusão de determinados metabólitos secundários como primários. Todos os organismos vivos possuem caminhos metabólicos pelos quais sintetizam e utilizam espécies químicas essenciais: açúcares, aminoácidos, ácidos graxos, nucleotídeos e polímeros derivados deles (polissacarídeos, proteínas, lipídeos, RNA e DNA, etc.). Esses compostos são metabólitos primários, essenciais para a sobrevivência dos organismos.

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O processo sintético primário é a fotossíntese, por meio da qual as plantas verdes utilizam a energia solar para a produção de compostos orgânicos. Um grupo reduzido de metabólitos primários serve como precursores para a síntese de outros compostos em reações catalisadas enzimaticamente. Estes compostos são chamados de metabólitos secundários. Há três principais precursores de metabólitos secundários: Ácido chiquímico – precursor de vários compostos aromáticos; Acetato – precursor de ácidos graxos, polifenóis, isopreno,

prostaglandinas, etc; Aminoácidos – precursor de alcalóides.

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ESQUEMA SIMPLIFICADO DAS ROTAS BIOSSINTÉTICAS PARA PRODUÇÃO DE COMPOSTOS FENÓLICOS, ISOPRENÓIDES E ALCALÓIDES

FOTOSSÍNTESE

CARBOIDRATOS

ROTA DA PENTOSE FOSFATO

GLICÓLISE ERITROSE-4-FOSFATO

ÁCIDO FOSFOENOL PIRÚVICO

CICLO DE KREBS

ACETIL COENZIMA A

AMINOÁCIDOS ALIFÁTICOS

ROTA DO ÁCIDO CHIQUÍMICO

ALCALÓIDES

AMINOÁCIDOS AROMÁTICOS MEVALONATO COMPOSTOS FENÓLICOS

ISOPRENOS

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CO2 + H2O (fotossíntese) hν GLICOSE (+ outros açúcares com 4,5,6 7 carbono) Polissacarídeos Glicosídeos Ácidos Nucléicos Ciclo da Pentose Fosfato GLICÓLISE H C O Eritrose H C OH 4-fosfato H C OH CH2OP CH2 Ácido Fosfoenol C OP Pirúvico C O OH

O

OH Derivados de Ácido Cinânico

HO

OH OH Ácido Chiquímico

Outros Compostos Aromáticos: LIGNANAS

Ácido Pirúvico O

CH3 C O C OH Aminoácidos aromáticos Aminoácidos alifáticos O CH3 C SCoA O Acetil-Coenzima A PEPTIDEOS: PROTEÍNAS: ALCALÓIDES: PENICILINAS: PEPTÍDEOS CÍCLICOS

CICLO DO ÁCIDO CÍTRICO

-

O2C.CH2C SCoA

CO2

CH3COSCoA O O CH3-C-CH2-C-SCoA

CH3COSCoA
-

O CH3 O

OH

CH3COSCoA OH

Mevalonato

ISOPRENÓIDES: (TERPENOS, ESTERÓIDES, CAROTENÓIDES POLIFENÓIS POLIACETILENOS: PROSTAGLANDINAS: ANTIBIÓTICOS: MACROCÍCLICOS

POLICETÍDEOS E ÁCIDOS GRAXOS

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A maquinaria celular consta de uma unidade informativa, os genes, que controlam a formação dos catalisadores (enzimas) para a síntese de metabólitos primários e secundários. Portanto, as rotas metabólicas estão sob o controle da constituição genética do organismo, sendo as rotas que originam metabólitos secundários estimuladas durante estágios particulares do desenvolvimento, ou durante períodos de estresse, entre outros fatores ambientais que interferem na produção desses compostos. A produção de metabólitos secundários não deve ser entendida como produção de material de refugo desprovido de significado, conceito que imperou até meados do século XX. Apenas em passado recente compreendeu-se que os metabólitos secundários são resultados da especialização celular e que suas manifestações durante certas fases do desenvolvimento do organismo produtor se devem à expressão diferencial dos genes.

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As funções que os metabólitos secundários desempenham no organismo não são todas conhecidas. No entanto, os avanços científicos na área têm esclarecido muitas funções desses compostos. O esqualeno (um triterpeno), por exemplo, considerado originalmente como metabólito secundário, é hoje conhecido como um dos produtos universalmente distribuídos e participante fundamental do metabolismo dos organismos vivos.

H3C H3C CH3 CH3 H3C CH3 Esqualeno

CH3 CH3 CH3

CH3 CH3

CH3 CH3

HO colesterol

O esqualeno pode ser metabolizado e conduzir à formação de álcoois esteróides que originam o colesterol; esse composto tem função vital na manutenção da integridade estrutural de membranas celulares em vários organismos, participando da regulação da sua permeabilidade.

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Também deve ser considerada a possibilidade de que metabólitos secundários sirvam para manter o metabolismo básico nas circunstâncias em que seus substratos normais, por depauperamento de nutrientes, não possam ser explorados para crescimento e replicação celulares normais. Outro aspecto está relacionado com a produção dos metabólitos secundários como via alternativa ou de escape, na situação em que rotas de síntese de metabólitos primários sejam inibidas pelo seu produto excedente (inibição por retroalimentação). A característica mais importante da maioria dos metabólitos secundários é a sua distribuição restrita na natureza, que se limita a uma espécie ou a espécies relacionadas, permitindo a ela se adequar às condições impostas pelo ambiente. É possível que alguns desses compostos não sejam essenciais para o organismo que os produzem, mas em geral devem ter algum significado biológico, presumindo-se que possuam alguma função, provavelmente específica. Outra característica é a inserção desses metabólitos em caminhos oxidativos, que protegem o metabolismo vegetal contra a ação do agente destruidor que as próprias células produzem: o oxigênio. O estresse por oxigênio é uma causa de toxidez que as plantas são incapazes de evitar, devido à sua atividade fotossintética. O oxigênio molecular liberado passa freqüentemente por transformações, produzindo radicais livres de alta reatividade, capazes de deteriorar componentes celulares (rompimento de cromossomos, rupturas de proteínas, polissacarídeos e ácidos graxos). Como conseqüência, a captação eficiente de radicais é condição fundamental para a sobrevivência e manutenção da estabilidade da célula. Evidência experimental desse fato refere-se às substâncias produzidas pelas

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angiospermas após ferimento das folhas. Por exposição do tecido ao oxigênio atmosférico, a planta reage produzindo dois tipos de antioxidantes: as fitoalexinas e os álcoois cinamílicos (cujo acoplamento oxidativo formará ligninas). Os polifenóis, de forma geral, devem ser destacados como substâncias antioxidantes. ECOLOGIA QUÍMICA A interação do ambiente com os mecanismos fisiológicos das plantas resulta no estímulo da síntese de metabólitos especiais (secundários). Esses metabólitos são característicos de determinadas espécies e podem ser resultado da adaptação às condições ambientais na sobrevivência e perpetuação dos indivíduos. O estudo de interações planta-planta, planta-inseto, entre outras, é englobado na área de pesquisa denominada ecologia química, em que é abordado o papel dos metabólitos secundários nas interações bioquímicas entre plantas e o meio ambiente. Os metabólitos secundários participam de importantes funções vitais, como mediadores de interações ecológicas. Eles têm a função de garantir a sobrevivência de organismos particulares em ambientes hostis, onde muitos organismos competem um com os outros; dessa forma, eles aumentariam a competitividade desses organismos.

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Os cardenolídeos, compostos químicos que possuem atividade cardiotônica, podem ter função ecológica. A digitalina, princípio ativo extraído da dedaleira (Digitalis purpúrea), planta indicada no tratamento de insuficiência cardíaca, está relacionada com a tolerância ao ataque por herbívoros. Portanto, a síntese de cardenolídeos pode conferir uma vantagem para as plantas que os produzem, quando estas são evitadas pelos herbívoros.
O H CH3 CH3 H H H
HO O HO OH OH O OCH3 OH

O

O
CH3

O

H OH

H
CH3 O O

CH3 H

H OH

Terpeno: Cardenolídeo

Digitalina

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As substâncias alelopáticas, de modo geral, atuam na prevenção da decomposição das sementes, na dormência de sementes e gemas e influenciam as relações das plantas com outras plantas, microrganismos, insetos e animais superiores. Os taninos hidrolisáveis são conhecidos por suas propriedades alelopáticas, atuando como inibidor da germinação de sementes, do crescimento das plantas, das bactérias fixadoras de nitrogênio e das nitrificantes. Os taninos são efetivos como repelentes de predadores, por tornarem os tecidos menos palatáveis, devido à precipitação das proteínas salivares ou à imobilização de enzimas, impedindo a invasão dos tecidos do hospedeiro pelo parasita.

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ENZIMAS E COENZIMAS Várias rotas metabólitas existem nas células em conseqüência de complexos multienzimáticos, os quais permitem eficiente conversão dos substratos em produtos, aumentando a velocidade na seqüência das reações. Dessa forma, sabendo da importância dos precursores nas rotas biossintéticas de produtos secundários, também as enzimas têm participação essencial na biossíntese. As enzimas são proteínas que têm por função catalisar reações químicas específicas. A ligação do substrato à enzima é essencial para o início da reação química. As velocidades de reação química alcançadas pelas enzimas são mais altas do que as de qualquer catalisador sintético. As coenzimas são pequenas moléculas que se ligam à superfície das enzimas e são essenciais para a sua atividade. Elas podem participar de diferentes reações biossintéticas como doadoras de grupos químicos.

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Principais Enzimas e Coenzimas: ATP – Adenosina trifosfato – transfere um grupo fosfato.

NH2 N OH OH OH N N N

HO P O P O P OCH2 O O O O H H H H OH OH

(CoASH) - Coenzima A - transfere um grupo acetil – CH3CO

NH2 N N O O P OH O CH2 H H N O H H N

O OH O P OH OH O P OCH2 OH CH3 C CHOHCONHCH2CH2CONHCH2CH2SH CH3

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NAD(P)+ / NAD(P)H – Nicotinamida Adenina Dinucleotídeo (fosfato) – transfere um radical hidreto (H-)

H OH H

O HO H

H O O O H O P O N CH2 O P O P O CH2 O OH H H OH

NH2 N N N

N

H O O
-

CONH2

NAD(P)+
H OH H O HO H H CH2 O O O P O P O CH2 O OH H H CONH2 H OH N H O P O NH2 N O N N

N

H O O
-

H

NAD(P)H S-Adenosilmetionina – transfere um grupo metil (Me) (CH3)

NH2 N O
-

N N N

O

C-CHCH2CH2 NH2

CH3 S CH2 O H H H H OH OH

BIOTINA – transfere um grupo carboxil – (CO2-)

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S H

H H N

O NH

H O CH2CH2CH2CH2C OH Biotina

O H S H C N

O

-

O NH

H O CH2CH2CH2CH2C ENZIMA Forma mais ativa para a reação de carboxilação.

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NATUREZA DOS METABÓLITOS SECUNDÁRIOS: MÉTODOS DE ISOLAMENTO, IDENTIFICAÇÃO E PROPOSTAS DE BIOSSÍNTESE. Os metabólitos isolados de fontes naturais não são

necessariamente aqueles que estão presentes nos tecidos vivos. Os processos de extração e purificação causam mudanças químicas devido a exposição ao oxigênio, solventes, mudanças no pH, calor. Também processos de infecção microbiana podem conduzir à produção de diferentes metabólitos (metabolizados pelos microorganismos). O isolamento dos metabólitos secundários é feito principalmente por técnicas de extrações por solvente (relacionadas com as propriedades de solubilidade) e a separação por técnicas cromatográficas. A identificação das estruturas química dos compostos após o isolamento e purificação é realizado pela análise de um conjunto de informações obtidas de dados espectroscópicos. Os químicos orgânicos sintéticos contribuem para a elucidação estrutural, realizando as respectivas sínteses em laboratório. As principais técnicas espectroscópicas de identificação estrutural são: Espectroscopia Ultravioleta, Espectroscopia no Infravermelho, Espectroscopia de Massa, Espectroscopia de Ressonância Nuclear Magnética de Hidrogênio, Espectroscopia de Ressonância Nuclear Magnética de Carbono 13. O estudo das rotas biossintéticas é possível por meio do fornecimento de precursor marcado (uso de isótopo radioativo). Após o fornecimento do precursor marcado, o metabólito de interesse é isolado e analisado quanto à incorporação do isótopo.

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METABÓLITOS DERIVADOS DO ACETATO Metabólitos derivados do acetato são originários do processo de condensação da unidade iniciadora (UI), acetil-SCoA, com a unidade propagadora (UP), malonil-SCoA.
O CH3 SCoA + Biotina-CO2
-

O ATP, Mg, Água CO2
-

SCoA (malonil-SCoA)

(acetil-SCoA)

Malonil-SCoA tem a função de fornecer duas unidades de carbonos (C2) para a síntese de ácidos graxos, prostaglandinas, polifenóis, policetídeos. METABÓLITOS DERIVADOS DO MEVALONATO: ISOPRENÓIDES

H3C H3C H3C H HO colesterol

CH3 CH3 H3C CH3 CH3 CH3 OH CH3 vitamina A

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CH3 H3C H3C CH3 CH3 O

OH vitamina D2 mentol HO CH2 cânfora

Os metabólitos derivados do mevalonato são chamados isopreno ou terpenos. Os isoprenos ocupam lugar especial na química orgânica. Características como acessibilidade, abundância, facilidade com que eles podem ser isolados e sua composição relativamente simples motivaram o seu estudo. Ocorrência: Os terpenos são encontrados principalmente em plantas superiores, porém também em plantas inferiores, fungos e animais. Muitos compostos terpenóides ocorrem livres em tecidos vegetais, mas podem ser encontrados como glicosídeos, éster de ácidos orgânicos. A volatilidade de alguns terpenos faz com que esses compostos sejam perceptíveis nos aromas das plantas e prontamente obtido por destilação de órgãos vegetais. Óleo Essencial: É constituído de substâncias voláteis contidos em vários órgãos das plantas.

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Possuem aroma que caracteriza certas plantas. Estão associados a várias funções necessárias à sobrevivência do vegetal em seu ecossistema, exercendo papel fundamental na defesa contra microorganismos e predadores, e também na atração de insetos e outros agentes fecundadores. Quimicamente, são constituídos por uma mistura complexa de substâncias terpênicas, moléculas menores, como álcoois, ésteres, aldeídos e cetonas de cadeia curta. De acordo com a família a que pertencem, as espécies de plantas acumulam esses elementos voláteis em órgãos anatômicos específicos (folhas, flores, frutos, raiz). Os óleos essenciais normalmente são constituídos por moléculas de dez e ou quinze carbonos (monoterpenos e sesquiterpenos) de mesma origem biossintética. Atividades Biológicas: Várias atividades biológicas têm sido atribuídas aos isoprenóides, incluindo funções hormonais, inibidores do crescimento, pigmentos, constituintes da cadeia de transporte de elétrons. Os terpenóides produzidos por fungos estão relacionados com a destruição dos tecidos e provocam lesões nas plantas superiores. Muitas das atividades biológicas dos terpenóides estão relacionadas com os óleos essenciais. Dessa forma, os óleos essenciais têm sido empregados como bactericidas, fungicidas, inseticidas. Podem apresentar propriedades antimicrobianas, antiinflamatórias, analgésicas e anti-sépticas. Aplicação fármacos. industrial: alimentos (aromas), perfumes (fragrâncias),

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Aplicação em Síntese Orgânica: Materiais de partida para as sínteses de moléculas mais complexas com atividades biológicas. BIOSSÍNTESE: Os isoprenóides são formados pela condensação de unidades de isoprenos, que é obtido da pirólise de compostos C10, fato esse que sugeriu que o isopreno era o precursor da biossíntese dos isoprenóides.
CH3 H2C isopreno C CH CH2

OH

O

O

geraniol

cânfora thujona

O CH3 OH HO ácido Mevalônico OH

B

H

O

CH2 C S CoA

-H

+

O CH2 C S CoA H 2C C

O

-

S CoA

20
-

O CH3C S CoA +

O CH2 C S CoA

O

O

CH3C CH2C S CoA SCoA

CoA SH

O (C4)

O

CH3C CH2C S CoA Acetoacetil-CoA

H O

+

O

O

CoA SH

O HOCCH 2 C CH 3 OH

O CH 2CS CoA (C6)

CoA S C-CH 2 + CH 3CCH2C S CoA (C2) Acetil-CoA (C4) Acetoacetil-CoA

β-Hydroxi-β-metilglutaril-CoA

realizado pela enzima HMG-CoA sintetase

etapa irreversível e provavelmente limitante da velocidade da reação.

2 NADPH + 2 H O HOCCH2 C CH3 OH β-Hydroxi-β-metilglutaril-CoA O CH2CS CoA

+

O HOCCH2 C 2 NADP + CoA-SH
+

CH2CH2OH OH (C6)

CH3

Ácido Mevalônico

realizado pela enzima HMG-CoA redutase

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O HOCCH2 C CH 3 OH (C6) 3 ADP CH 3 CH2CH 2OH 3 ATP

O HOCCH2 C OPO3H
-

O CH 2CH 2O O
-

O
-

P O P O O
-

(C6)

Ácido Mevalônico

Ácido 3-fosfo-5-pirofosfomevalônico

O H O C CH2 CH3 C OPO3H

O O
-

O
-

CH2CH2O P O P O
-

- CO2 - H2PO3
-

CH2 CH3

O O
-

O
-

O

-

C CH2CH2O P O P O O
-

Ácido 3-fosfo-5pirofosfomevalônico

Pirofosfato de 3-metil3-butenila

CH2 CH3

O O isomerase
-

O
-

C CH2CH2O P O P O O
-

OPP pirofosfato de 3-metil-3-butenila (isopentenil pirofosfato) (IPP)
-

CH3 CH3

O O
-

O O
-

C CH-CH2-O P O P O

OPP pirofosfato de 3-metil-2-butenila (dimetilalil pirofosfato) (DMAPP)

A condensação de sucessivas unidades de isopreno é realizada por meio da reação cabeça-cauda (terpenos regulares) ou cabeça-cabeça (terpenos irregulares) do isopentenil pirofosfato (IPP) e do dimetil alil pirofosfato (DMAPP). O IPP e o DMAPP são unidades C 5 ativadas, equivalentes biológicas do isopreno.

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cabeça cauda OPP (IPP)

cauda

cabeça OPP

(DMAPP)

OPP

- OPP

-

OPP

OPP

OPP H Enz

- H-Enz

-

OPP pirofosfato de geranila (GPP)

23

(IPP)

C5 + C5
PPO

OPP H

OPP Geranil PP (GPP)

(DMAPP) isomerase Monoterpenos

OPP

Neril PP (NPP)

OPP

C10 + C5
H OPP (GPP) OPP

Farnesil PP (FPP)

Sesquiterpenos (C15)

24

PPO

C15 + C5

H OPP (IPP) (FPP) Geranil Geranil PP (GGPP) OPP

Sesterterpenos (C25)

+ C5

Diterpenos (C20)

C15 + C15

Triterpenos e Esteróides (C30)

C20 + C20

Tetraterpenos (carotenóides) (C40)

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HEMITERPENOS Unidades de isopreno presente em muitos metabólitos secundários o qual deriva a maior parte de seu esqueleto de uma via metabólita diferente do metabolismo do ácido mevalônico.

O H N H HN LSD - alucinógeno (dietilamida ligérsico) OPP Echinulina - metabólito de fungo esqueleto derivado de amino ácidos O O N O NH N H HN O

CH3

O HO

OH

Humulona maior constituinto do lúpulo e responsável pelo gosto amago da cerveja

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MONOTERPENOS REGULARES Compostos acíclicos, monocíclicos e bicíclicos são encontrados em muitas plantas e em certos insetos, mas muito raramente em animais. Estudos enzimáticos mostraram que compostos acíclicos e cíclicos podem ser derivados de geranil PP e neril PP.

OPP

Linalil PP (LPP) OPP (GPP) OPP (NPP)

OH CHO

OH linalol citronelol β-mirceno

citral

27

OPP

α-terpineol OH (LPP)

O terpinen-4-ol OH thujona

b H

H a a β-pineno

b

α-pineno

28

MONOTERPENOS IRREGULARES Aparentemente são exceções a regra do isopreno, porém são todos derivados do ácido mevalônico via intermediários de unidades de C5, IPP e DMAPP, mas subseqüentes rearranjos fornecem estruturas que não apresentam características de isoprenóides. Os três mais comuns esqueletos desse tipo são: crisantemil, artemisil e santolinil.

crisantemil

artemisil

santolinil

Compostos desses três tipos de esqueletos são quase exclusivos da família Compositae. Estudos do metabolismo in vitro mostraram que um precursor biossintético comum está envolvido e que esses três esqueletos podem ser interconvertidas.
crisantemil álcool OH OH

HO artemesia álcool Yomogi álcool

CH2

CH2 OH santolina álcool

29

OPP

OPP

Artemisil S

R

S Enz. H OPP S

OPP

OPP Crisantemil

PIRETRINAS
naturais R H H O O O R= H R= CH=CH2 RO O R= CH2 Cl Cl sintéticas

O

R=

CH2 O CH2

30

SESQUITERPENOS São conhecidos aproximadamente 50 tipos diferentes de

esqueletos básicos de sesquiterpenos. Cada um desses tipos de esqueletos é derivado do farnesil pirofosfato (FPP) ou do nerolidil pirofosfato (NPP) e as espécies intermediárias catiônicas tem sido utilizadas para explicar como as várias estruturas se formam.

OPP (FPP)

OPP (FPP)

OPP (NPP)

O OPP (FPP) germacrona

31

OPP (FPP) humuleno

OPP (NPP)

OH carotol

32

OPP γ-bisaboleno (NPP) O O H OH HO O Paniculida B

H OPP (NPP) H H

H H cariofileno

33

OPP (NPP) H H H

H

H copaeno

OPP

H

+

34

cupareno

OH Widdrol

Thujopsene

35

Exemplos de grupos de lactonas sesquiterpênicas, as quais são de grande interesse, pois possuem potente propriedades anti-tumor:

CH3 O O CH3 O α-santonin H CH3 O O H

OH

O

O

vernolepin

H O

O

OH H plenolin

O

DITERPENOS A matéria prima para os poliisoprenóides C20 é na maioria dos casos geranil geranil pirofosfato (GGPP) ou em alguns casos geranil linalil pirofosfato (GLPP).

OPP OPP

(GGPP)

(GLPP)

36

1 2 9

H
5

OPP

H

+

OPP

3

A
4

B
6

8 7

Diterpenos

H (GGPP)

Diferentes tipos de estruturas de diterpenos são derivadas da espécie catiônica hipotética.

H OPP (GGPP) H Cembreno

O O O

O

O H H O O Taxinine O O

cembreno – constituinte principal da resina do pinus (pinheiro) taxinine – principal constituinte tóxico da árvore teixo.

37

OPP OPP H
+

H H (GGPP)
+

H (GLPP)

OPP OPP H H H
+

H

H

H H H

H H

H H CO2 H
Ácido Abiético

ácido abiético – constituinte comum de resinas de árvores.

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