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COTIA

AKU'TI

Existe oficialmente desde a criação da Sesmaria de 1580 (em 12 de Outubro) e sob a denominação Koty (do guarani Koty= casa/ponto d'encontro). Esta Sesmaria, terra doada, criava a dos Índios de Pinheiros e Barueri, e nela cabiam Carapicuiba, Koty, Embu, Itapevi, Barueri.

Era uma Aldeia Carijó - nação nativa que em sua diáspora amazônica criou várias aldeias ao longo do litoral, sempre a nomeando como Acutia/Koty. O primeiro registro d'Acutia foi feito pelo marujo alemão Hans Staden, no Séc. 16, na impressão do seu livro sobre o Brasil. A primitiva aldeia situava-se na campina do Caiapiá (lugar onde abundavam ervas medicinais do mesmo nome), no sertão carapicuibano, e no Séc. XVIII (em 1703) mudou para lá do rio, para o sertão itapecericano, onde se encontra até hoje na atual praça da Matriz. Em traço barroco foi erguida na Caiapiá uma Capela indicando a rota do Peabiru (sul do atual Paraná) aos corajosos que, como Raposo Tavares, Fernão Dias Paes, Manoel Esteves e Antonio Pietro, entre outros possuidores de sesmarias na região, ajudaram a fazer o Brasil.

ACUTIA

de sesmarias na região, ajudaram a fazer o Brasil. ACUTIA A cidade surgiu quando começaram as

A cidade surgiu quando começaram as viagens entre São Paulo e a vila de Sorocaba, como uma pequena povoação de estrada, chamada Acutia. Segundo se apurou, o local da primitiva Acutia seria o do atual Sítio do Mandú (Antonio Manuel Vieira), tendo sido seus fundadores os bandeirantes Fernão Dias Paes (sobrinho de um juíz de mesmo nome) - o governador das esmeraldas - e Gaspar de Godoi Moreira. Sendo beneditino, Fernão Dias Paes colocou Nossa Senhora do Monte Serrate como padroeira, continuando esse rito mesmo depois da mudança da povoação. Em 1713, sua localização se consolidou junto à Capela que recebeu o nome da padroeira, Nossa Senhora de Monte Serrate, precisamente quando os Camargos, que haviam abandonado São Paulo após a luta com os Pires, se instalaram na região. O fundador da Capela foi o coronel Estevão Lopes de Camargo e seu primeiro capelão foi o padre Mateu de Lara de Leão.

FREGUEZIA DE CUTIA

Em 1723, data assinalada no atual brasão de Cotia, a capela do Monte Serrate foi elevada à categoria de freguesia (hoje distrito) e desde então a história de São Paulo registra inúmeras referências à Frequezia de Cutia. Ali moravam os Camargos, ainda temidos em São Paulo, e a freguesia fazia parte do 10º distrito de paz da capital da província. Em 1784 recebeu o menino Diogo Feijó, mais tarde Regente do Império.

VILLA DE CUTIA

Assim a Independência encontrou Cotia e somente em 2 de abril de 1856, época em que foram criados inúmeros municípios paulistas, é que o vice-presidente da província, Antonio Roberto de Almeida, Cotia foi elevada à categoria de vila, sendo a Câmara instalada solenemente pelo Dr. João Dabney de Avelar Brotero, presidente da Câmara Municipal da Imperial Cidade de São Paulo. Tomaram posse então os vereadores eleitos: capitão José de Araújo Novaes, capitão José Joaquim Pedroso, Manoel Joaquim da Luz, José Oliveira Leite José Francisco de Andrade.

Em 1872 nasceu o poeta, romancista e contista Baptista Cepellos. Ele foi Capitão da Guarda e Promotor Público e chefiou o quartel que existia na Vila. Baptista Cepellos é o autor do famoso livro Os Bandeirantes

Documentos:

Nota do Armazém de seccos e molhados de 28/10/1903. Frente e verso.

VILA DE COTIA

Desde então tornou-se comum a grafia Cotia e já em 1842, as crônicas da Revolução Liberal assinalam a participação da vila no levante chefiado pelo Padre Feijó e pelo brigadeiro Tobias. Em Cotia, acamparam as forças liberais que acamparam no Pirajussara, posteriormente derrotadas nos Pinheiros pelo então Barão de Caxias. Em 1865, foram estabelecidas as divisas com o município de Una, hoje Ibiuna. Em 1885, as fazendas Monte Alegre e Bom Retiro, foram anexadas ao município da Capital e em 1889, o sítio de Antonio Manuel da Costa passou para a frequezia do Embú.

Cotia viveu os últimos anos do Império entregue à luta entre liberais e conservadores. Na República, "jagunços", ex-conservadores, e "maragatos" (ex-liberais) , eram as facções políticas. No plano econômico, o município continuava com sua pequena lavoura de subsistência.

Em 20 de novembro de 1920, pela lei 1.741, a antiga Estação de Cotia torna-se o distrito de Itapevi. Em 24 de dezembro de 1948, foi criado o distrito de Jandira, pela lei 233, com terras desmembradas de Itapevi. Posteriormente alguns distritos se emanciparam a município:

Itapevi, Jandira e Vargem Grande Paulista.

COTIA HOJE

Hoje Cotia faz parte da Região Metropolitana de São Paulo, importante área remanescente do cinturão verde paulistano e local protegido pela Lei dos Mananciais, concentrados principalmente no seu distrito de Caucaia do Alto, lugarejo cercado de montanhas, nas

cumieiras da Serra de Paranapiacaba. Cotia vive hoje realidades díspares, representadas por um lado pela urbanidade de seus luxuosos condomínios da Granja Vianna, por outro possui um pólo industrial em contínua expansão, numeroso comércio de pequeno e médio porte, e ainda uma enorme área agrícola, tocada em parte pela comunidade japonesa, principalmente com verduras e legumes, além de várias estufas de flores e plantas ornamentais.

Cotia é uma das mais antigas localidades ocupadas no planalto paulista, apesar da comemoração de seu aniversário contar apenas a partir da emancipação políticoadministrativa em 02 de abril de 1856. A origem de Cotia está ligada ao apresamento de índios. Cotia foi um dos pólos de produção de trigo com grande mão de obra indígena (para fornecimento de RJ e SP). Abastecia tropas entre portugueses e holandeses.

Com a fundação da Vila de Piratininga concentrada num pequeno núcleo próximo ao Pátio do Colégio, o cotidiano das famílias bandeirantes pioneiras acontecia mesmo nas fazendas no entorno da vila, onde cultivavase produtos para subsistência e abastecimento das bandeiras; as fazendas também eram pontos de partida rumo ao sertão.

Antigas referências nas atas da Câmara de SP, apontam litígios entre colonos e moradores de Cotia, em disputas pela posse de terras e indígenas (final do século XVI e começo do século XVII). A presença indígena notada na região no século XVII é sobretudo proveniente do sul do País, em função do apresamento das bandeiras.

Em 1620/1630 existem referências mais insistentes à moradores de Cotia. Grande parte dos proprietários da região participou com Raposo Tavares da ida ao Guairá, famosa bandeira paulista. Em 1679, Cotia era um lugar que incluía Carapicuíba e Embu, excluindo as duas propriedades que pertenciam aos jesuítas (Aldeia de Carapicuíba e Aldeia de São João). Quem fundava as capelas e propriedades rurais eram os grandes captores de índios.

Por Cotia atravessavam antigas trilhas indígenas aproveitadas pelos bandeirantes, como o Caminho do Peabiru, e a trilha que ligava as Aldeias de M’Boy à Baroeri. Nomes como Fernão Dias Paes, Antônio Bicudo, Godói Moreira, Gonçalo Lopes, Paschoal Moreira Cabral, Belchior Borba Gato, entre outros, possuíam terras na região.

Fernão Dias Paes foi o responsável pela fundação da capela em louvor à Nossa Senhora do Monte Serrat, padroeira beneditina, na região conhecida como Caiapiá, em meados do século XVII (era tio do famoso sertanista de mesmo nome que partiu anos depois para Minas Gerais).

Já no século seguinte, em 1703, outra personalidade histórica, Estevão Lopes de Camargo, cede terras de propriedade de sua família para a transferência da capela de Nossa Senhora de Monte Serrat, no local onde encontrase até hoje a Igreja Matriz.

Diferentes versões convergem para o nome da cidade; considerações em torno do tupi Akuti, Kuti, com significado de morada, a casa; Kutia significaria ainda ponto de encontro (por sua localização estratégica no encontro de trilhas indígenas); ainda foi apontada a versão em tupi indicando barco, canoa, pois Cotia sempre foi uma região pontuada por rios, riachos e ribeirões. No entanto, a versão mais lembrada para a origem do nome advém dos mamíferos roedores de mesmo nome, as kutis, considerados animais de estimação pelos indígenas. Quando os padres vieram catequizar os índios, espantavamse ao ver as kutis acompanhando os índios para as roças, seguindoos como se domesticadas fossem. Os caminhos que as kutis percorriam formavam sinuosas trilhas na mata, e nossa cidade teria ficado conhecida como região onde viviam as kutis (que até hoje podem ser encontradas em fragmentos florestais da cidade, como a Reserva Florestal do Morro Grande).

Cotia é um município do estado de São Paulo, na Região Metropolitana da capital paulista, Microrregião de Itapecerica da Serra. A população estimada em 2010 era de 201.023 habitantes 4 e sua área é de 323,89 km², o que resulta numa densidade demográfica de 620,6 hab/km². Localiza-se às margens do rio Cotia, afluente do Rio Tietê. É considerada uma área de expansão dos bairros residenciais da Região Metropolitana de São Paulo, na direção oeste. Também é conhecida como "Cidade das Rosas" em virtude de Roselândia, um bairro a 7 km do centro urbano, ser uma extensa área de cultivo de rosas e plantas ornamentais. Atualmente, Cotia é um dos municípios mais ricos e desenvolvidos da região a qual pertence.

Índice

História

Conta também com muitos condomínios, entre eles alguns luxuosos, principalmente no distrito de Granja Viana, um subúrbio nobre da região. Muitos residentes de Cotia trabalham em São Paulo, o que gera um intenso tráfego de veículos e congestionamentos constantes na Rodovia Raposo Tavares.

Economia

A economia da cidade é bem variada, tendo como destaque os setores industrial e agrícola.

No setor industrial localizado ao longo da Rodovia Raposo Tavares e seus arredores, os produtos mais importantes são de materiais elétricos, químicos, cerâmicos, brinquedos, têxteis, explosivos, alimentos, vinho, aguardente e máquinas agrícolas.

Na agricultura merecem destaque a batata, tomate, milho, feijão, alho e frutas diversas, sendo

a maioria proveniente de Caucaia do Alto. A avicultura também é desenvolvida no município. Outro fato econômico importante do município é o turismo.

Geografia

Clima

O clima do município, como em toda a Região Metropolitana de SP, é o subtropical. A média de temperatura anual gira em torno dos 18Cº, sendo o mês mais frio julho (Média de 14°C) e

o mais quente fevereiro (Média de 22°C). O índice pluviométrico anual fica em torno de 1.400 mm.

Hidrografia

Rio Cotia que corta o Município

Rio Sorocamirim que divide o Município com Ibiúna

Rio das Graças

Ribeirão da Ressaca que divide o Município com Itapecerica da Serra.

Ribeirão da Vargem Grande

Córrego Moinho Velho que nasce no Município de Embu e atravessa o bairro do mesmo nome e deságua no Rio Cotia.

Córrego Vermelho

Córrego Pununduva

Represa Pedro Beicht localizada na Reserva do Morro Grande e é responsável pelo abastecimento de água de Cotia e municípios vizinhos.

Represa da Graça localizada na Reserva do Morro Grande e também abastece a região de Cotia.

Cachoeira Furquim

Cachoeira Rincão

Ribeirão das Pedras - Contribuinte do rio Cotia, o ribeirão das Pedras tem origem nas nascentes da Granja Carolina, recebe contribuição de córregos advindos de nascentes do Morro dos Macacos, e corre paralelo à Rodovia Raposo Tavares, entre os quilômetros 29 a 31,5 da SP-270, sentido São Paulo-interior. Manancial histórico do município de Cotia, ali foi feita uma das primeiras captações de água do município com bomba movida a vapor, que abasteciam um chafariz central.

Demografia

Dados do Censo - 2000

Urbana: 148.987

Rural: 50.000

o Homens: 73.646

o Mulheres: 75.341

Densidade demográfica (hab./km²): 554,8

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 15,00

Expectativa de vida (anos): 71,69

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,13

IDH-M Renda: 0,786

IDH-M Longevidade: 0,778

IDH-M Educação: 0,913

Censo da População

1750 = 3.770 habitantes

1856 = 4.125 habitantes

1930 = 20.485 habitantes

1980 = 62 000 habitantes

1991 = 106 306 habitantes

2000 = 148.987 habitantes (Censo Demográfico do IBGE 2000)

2010 = 201.023 habitantes (Censo Demográfico do IBGE 2010)

Transportes

Rodovias

Transporte Público

Terminal Rodoviário:

Terminal Metropolitano de Cotia (EMTU):

Possui linhas que ligam à cidade de São Paulo, região Metropolitana de São Paulo e aos bairros da cidade de Cotia.

Empresas responsáveis

A Viação Danúbio Azul é a empresa operadora do transporte Municipal.

A Intervias Raposo Tavares LTDA, é responsável pelas principais linhas intermunicipais do município. Todas as linhas que servem Cotia a São Paulo são operadas por essa empresa. A Intervias Raposo Tavares pertence ao mesmo grupo dono da Viação Danúbio Azul, o Grupo Vida, isso faz com que esse grupo tenha o domínio quase que total das principais linhas de ônibus de Cotia.

A Anhanguera Viação Osasco é responsável pelas linhas que vão de Cotia até Osasco, Barueri, Carapicuíba, Jandira e Itapevi.

A Benfica BBTT de Barueri opera a linha 468, do Terminal Cotia até o Residencial Burle Marx em Santana de Parnaíba, passando por Itapevi e pelo bairro de Alphaville, em Barueri e a linha 489, que parte de Itapevi para Embu, passando pelo Terminal Cotia. 7 .

A Anhanguera Empresa de Transportes e Turismo Carapicuíba opera a linha 260 que liga Cotia a partir do km 30 da Rodovia Raposo Tavares até o bairro de Alphaville, em Barueri, passando por Carapicuíba, sendo a principal ligação dos bairros próximos a rodovia (entre os km 19 e 30) até Alphaville e Carapicuíba.

A Intervias Miracatiba opera na linha 239 que liga Cotia a Itapecerica da Serra, passando por Embu.