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Versão especial de lançamento (Edição limitada - Abril 2010)

Versão especial de lançamento (Edição limitada - Abril 2010)

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Esta é uma edição especial de lançamento. O número ISBN está sendo providenciado.

Uma observação sobre direitos autorais: Eu sou do tempo em que era correto comprar um livro, ler e colocar na prateleira. Ou dar o livro para algum amigo. Ou revender o livro para um sebo. Ou deixar à disposição num local público onde diversas pessoas poderiam ter acesso. Isso é muito importante em uma democracia, onde o limite entre o direito de propriedade do autor é equilibrado com o interesse público de acesso à informação.

Porém, o que a Internet mudou é na parte de controles tecnológicos. Experimente comprar uma música no iTunes da Apple e repassar uma cópia para seus amigos e verá que existem inúmeras barreiras. Eu não gosto disso, nem dos sistemas de controle da Amazon/Kindle. Fiquei com raiva dos Tribalistas quando minha avó me deu o CD de presente e eu tentei converter em MP3 no meu computador, recebendo mensagem de erro por causa do sistema de bloqueio.

Por essa filosofia, fica aqui claro que você que pode fazer o que quiser com a cópia deste livro, desde que respeite o CRÉDITO de autoria. Por isso, adotei a licença Creative Commons chamada "Atribuição-Compartilhamento pela mesma licença 3.0 Brasil"

O que isso significa? Em palavras simples, você pode repassar a cópia do arquivo PDF para um amigo, assim como

poderia emprestar um livro de papel. Pode também dar um "copy-paste" de trechos que sejam mais relevantes onde achar adequado. Pode inclusive criar obras derivadas (como por exemplo uma paródia, um videoclipe, um resumo, um mindmap). Tudo isso mediante duas condições:

Primeiro, deve haver a atribuição. Sempre que você fizer qualquer desses usos, a forma honesta é indicar o nome do autor. O que eu sugiro é fazer assim:

Guia do Viajante Conquistador Idéias criativas para o viajante independente Autor: Victor Lee Fonte: From Victor With Love - http://fromvictorwithlove.com/diario/guia Licenciado sob os termos da Licença Creative Commons Atribuição-Compartilhamento pela mesma licença 3.0 Brasil

Mas, no caso de você querer algo mais resumido (o que é melhor para Twitter e outras ferramentas de comunicação mais curta), apenas indique esse link: http://bit.ly/guia-europa

A segunda condição é o compartilhamento pela mesma licença. Isso quer dizer que qualquer uso que você faça e queira

distribuir deve seguir os mesmos termos desse licenciamento. Isso é feito para evitar que alguém por exemplo faça um resumo deste guia e passe a proibir que o tal resumo circule livremente, colocando condição de "todos os direitos

reservados". Qualquer futura obra relacionada a esse guia deve seguir o mesmo licenciamento, enriquecendo assim o nosso ambiente cultural com conteúdo livre.

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Índice

0. O Sonho

 

4

1. Estrutura

6

1.1

A Real

8

2.

Por que viagem e conquista?

10

2.1 Engravatados corporativos a trabalho

 

10

2.2 Baladeiros que vieram "curtir o som" (ou o museu / monumento / arquitetura

)

13

3.

Modelo Viajante Conquistador ISO

16

3.1 Reformulando crenças para modificar a realidade

 

16

3.2 Molduras de realidade

17

3.3 Mecanismos de defesa

20

3.4 Caçar borboletas ou cuidar do jardim? Um exemplo de mudança de moldura

22

3.5 Viajantes que ZERAM

23

A. O Bonzinho

23

B. O Doidão

26

C. O Lobo Solitário

30

3.6

As três características dos Viajantes Conquistadores (modelo ISO) - e como as

33

fortalecer

3.6.1 Independente

 

33

3.6.2 Organizado

38

3.6.3 Social

39

4.

Hino do Conquistador

43

4.1 Minha arma secreta é minha inteligência

 

45

4.2 Utilizo de forma criativa toda tecnologia disponível ao meu redor para me conectar

45

com amigos em todas as partes

 

4.3 Pequenos inconvenientes são irrelevantes

 

46

4.4 Sei esperar e meu jogo tem visão de longo prazo

47

4.5 Estou sempre evoluindo

48

4.6 Sempre adiciono valor

49

4.7 A trajetória é a grande recompensa

49

5.

Você e a Europa

51

5.1 Minha preferência hoje para definir roteiros

 

51

5.2 Sua aparência e personalidade

52

5.3 Outros fatores

54

5.4 A fórmula mágica para descobrir o melhor lugar da Europa para sua viagem

57

5.5 Mesma realidade, várias percepções

61

6. Finalmente, os locais! Dicas específicas de países e cidades

63

7. Relacionamento e técnicas de paquera e sedução

64

7.1 Relembrando os tempos dourados: a paquera diurna

64

7.2 A influência das crenças em nossa vida

65

7.3 Reestruturando crenças para obter mudanças de comportamento

67

7.4 O Princípio de Pareto aplicado ao daygame

69

7.5 Outras dicas para o daygame

72

8.

Fim: o começo

76

0. O Sonho

Em setembro, o final do verão europeu era anunciado pela calmaria de brisa fresca em Split, na costa da Croácia. Estava sentado debaixo de uma árvore, em um morro à beira do mar e abri o laptop para começar o livro.

Era hora de compartilhar as aventuras vividas.

Vinte e um países europeus percorridos de carro. Centenas de vôos, cruzeiros de navio, algum perrengue e muitas histórias e amores inesquecíveis.

É difícil escrever um livro contando todos os detalhes e por isso essa é uma obra inacabada. Parte dela continua sendo escrita em nossa Comunidade dos Viajantes Conquistadores e por isso este livro não é impresso, apenas digital, com os links de referência.

Tudo começou quando fui para o Japão em um programa de intercâmbio internacional relacionado ao Ship for World Youth. Ao retornar para casa e ter trocado emails com jovens de todo o mundo, recebi um email fantástico: um calendário completo com todos os eventos imagináveis de programas de viagem e bolsa para jovens.

Entre os eventos listados, estava o World Business Dialogue, evento que acontecia a cada dois anos na Alemanha. O prazo de inscrição já estava encerrado, mas mesmo assim eu entrei em contato com os organizadores, consegui uma extensão de 48 horas e preparei meus documentos. Fui escolhido para me juntar a um grupo de quatrocentos estudantes representando mais de setenta diferentes países para uma conferência que transformou minha vida.

Nesse evento, a história de networking que aconteceu no Japão se repetiu: um colega me comentou a respeito de um evento internacional com bolsa integral na Suíça, o St. Gallen Symposium. No ano seguinte, eu estava na Suíça com todas as despesas pagas para ouvir palestras dos presidentes de bancos internacionais, ministros de economia e educação de países diversos e grandes empreendedores.

Todos os eventos foram transformativos. Além do valioso conhecimento, me conectei com pessoas excepcionais. As festas de confraternização também eram excelentes. Havia apenas um problema: eu voltei zerado para o Brasil.

Em português claro, não comi ninguém. Apesar das festas repletas de jovens de todo o mundo e belíssimas mulheres, as minhas tímidas habilidades sociais não eram adequadas para conseguir qualquer coisa além de uma amizade com as gringas.

A única coisa que me aliviava era o fato de um argentino que se

achava o grande pegador latino também ter zerado. Hahahaha. Ele sempre estava rodeado de garotas, que o achavam muito

extrovertido, brincalhão e interessante. Acontece que ele não entendia alguns segredos que somente descobri muitos anos depois.

Esses erros na interação de um brasileiro com uma européia são fatais e abordados aqui e também no grupo Viagem e Relacionamentos.

Foi o Veríssimo quem explicou bem a palavra "Schadenfreude": o

sentimento de prazer com a desgraça dos outros. Pois bem, apenas

o Schadenfreude de ver o argentino zerando não me era suficiente. Fiquei determinado a retornar diversas vezes para a Europa até descobrir o caminho das pedras.

Este livro conta como eu consegui - e como você pode se juntar ao nosso time.

1. Estrutura

Depois de passar anos viajando e me comunicando com diferentes leitores, descobri que existem algumas perguntas comuns dos Conquistadores. A estrutura desse guia está baseada nessas perguntas.

Ao invés de realizar um roteiro ou guia de países da Europa, decidi contar algumas histórias vividas para ilustrar as diferenças de comportamento e cultura. Nesses relatos, apresento comentários mais específicos sobre temas como religião, golpes contra turistas e algumas técnicas divertidas para quebrar o gelo e manter a interação interessante. As histórias se passam tanto em baladas, durante o dia com estranhos e também envolvendo círculos sociais.

Um dos motivos de contar histórias reais de fatos acontecidos comigo é que assim evitamos fazer generalizações inadequadas. Ao fazer os relatos, procurei me manter o mais próximo da realidade, apesar de mudar os nomes das pessoas e outros detalhes irrelevantes.

Espero que essa primeira parte sirva como bom motivador para começarmos então o planejamento. Nessa segunda parte, a Internet

é uma ferramenta muito importante e vamos falar como usá-la antes

mesmo de sair do Brasil. O domínio de idiomas é chave, junto com a

coleta de todos os documentos necessários para evitar dor de cabeça. Os segredos da viagem na faixa são apresentados aqui.

E apesar de não ser o foco deste guia, temos também uma parte de

relacionamentos e sua possível continuação. A sua mulher européia vai te visitar no Brasil? Ou você é que vai retornar para a Europa? Como funciona a parte burocrática de passaportes? E a aceitação sua na família dela? Como gerenciar o relacionamento?

Como usar esse Guia. Crédito: http://www.flickr.com/photos/pedrosimoes7/262478037/ Este Guia tem uma metodologia

Como usar esse Guia.

Crédito: http://www.flickr.com/photos/pedrosimoes7/262478037/

Este Guia tem uma metodologia diferente, que envolve a mais nova tecnologia de aprendizado online.

Um dos livros mais importantes que recomendo é How to Read a Book, de Mortimer Adler. Um dos conceitos chave desse livro é que para você realmente assimilar a informação, é fundamental fazer anotações, de modo a conversar com o livro.

Por esse motivo, recomendo que a leitura seja feita na versão eletrônica, mesmo que você também tenha adquirido a versão impressa. É na versão digital que os sistemas de interação serão utilizados em seu benefício.

Assim, para usar esse Guia, é necessário que você esteja cadastrado em nossa Comunidade de Viajantes Conquistadores - crie seu perfil aqui:

http://fromvictorwithlove.com/comunidade/register/

1.1 A real

Vou lançar a real logo no começo para não perdermos tempo. Para viajar com estilo, é necessário ter grana. E a grana a gente só arranja

tendo um bom emprego que pague bem empresário, com negócio próprio lucrativo.

ou sendo um bom

Existem outras alternativas, como as que eu usei no começo das minhas trips: fazer trabalhos para competições acadêmicas que bancam todas as despesas.

Outra maneira é aproveitar um talento em esportes para jogar representando um time ou organização.

Outras maneiras incluem o uso de maior ousadia, usando talentos musicais ou artísticos para realizar performances em locais públicos e aguardar as moedinhas serem dadas pelos que caminham. E essas moedinhas, acumuladas, chegam a trezentos euros por dia quando se está bem localizado.

Por fim, existem os meios ilegais ou clandestinos, que não recomendo. Variam desde trabalhar sem licença como garçom, passando por fazer táxi pirata a outros meios mais radicais. Não pretendo entrar no papinho politicamente correto de limites éticos. O lance é muito mais curto e direto: se você for pego realizando algo fora da legalidade, a forte penalidade muitas vezes ultrapassa os pequenos benefícios obtidos.

Assim sendo, esse livro tem uma carga muito forte de minha opinião pessoal. Eu sou dos que acredita que é importante investir na formação pessoal que pode conduzir à liberdade.

Foi estudando, fazendo pesquisas, formando conexões com bons profissionais e realizando bons estágios e acumulando boas experiências profissionais que eu cresci de modo a ter a independência desejada.

Por outro lado, reconheço que existem outras maneiras. Conheço caras que estudaram muito pouco, porém são muito destemidos e

trabalhadores. Com muita determinação, iniciaram seus negócios próprios, suaram muito e hoje possuem a grana necessária para ir onde quiserem.

Não é necessário ser um mega empresário. Uma garota que eu conheci em Ibiza viajava o mundo fazendo tatuagens de henna na praia. Não era financeiramente rica, mas ela vive muito melhor do que muitos doutores, advogados, engenheiros e administradores com MBA que eu conheço. Qualidade de vida não está relacionado à conta bancária - é uma questão de escolha.

Como as formas para realizar a viagem são inúmeras e variam muito conforme seu perfil, o que você sabe fazer e o que está disposto a aprender, todo o bate-papo e trocas de dicas para a viagem fica em um espaço dinâmico de perguntas e respostas.

Vamos agora fazer um traçado geral de conceitos que compõem o inner game 1 do tema de viagens e conquista.

1 Inner game, ou jogo interno, é a expressão usada pelo autor Tim Gallwey para explicar o conceito de que em qualquer atividade (como um jogo de tênis) existem duas dimensões de desafio acontecendo: um é o jogo externo e outro é o jogo interno. Enquanto o jogo externo depende de técnica e estratégias aprendidas por bom treinamento, o jogo interno é o conjunto de crenças, pensamentos e estado mental, emocional e espiritual de uma pessoa. Veremos adiante alguns dos elementos do jogo interno do Viajante Conquistador.

2. Por que viagem e conquista?

Por que escrever um guia especificamente sobre viagem e conquista?

Reparei que havia uma necessidade de dividir experiências e idéias sobre como paquerar durante a viagem ao ver muitos casos de viajantes que não faziam melhor uso das suas experiências além mar. Se eles tivessem um pouco mais de conhecimento e disposição para fazer as coisas diferente, teriam uma abundância de prazeres infinitamente maior.

Eis dois episódios que perfis padrão de peganínguens: engravatados corporativos a trabalho e baladeiros que vieram "curtir o som":

2.1 Engravatados corporativos a trabalho

Em São Paulo, estou conversando com dois contadores que trabalham em uma empresa de auditoria internacional, uma das Big Four. Nesse almoço de negócios, a conversa fica mais informal e começamos obviamente a falar de mulherada.

Sandro Lemes é o diretor, com quase quarenta anos, olheiras cansadas e uma pança que revela como os dias no comando do departamento de fusões internacionais tem lhe proporcionado uma vida farta e próspera. Roberto Magalhães, no começo dos trinta, já também indica sinais de que os bônus anuais estão sendo generosos. Reparo que seu terno é Armani, o que não diz muita coisa. O corte está inadequado. Com certeza foi comprado com desconto em alguma queima de estoque - geralmente só sobram os números grandes para venda. Ou é falta de bom gosto mesmo, o que é mais provável.

Eu trabalhei nesse ambiente por tempo o suficiente para me afastar e prometer a mim mesmo que nunca mais participaria da correria corporativa. Mas essa não era minha opinião quando eu desfilava pelos corredores da empresa na correria que muitas vezes durava até altas horas da madrugada. Envolvido em auditorias em diferentes cidades brasileiras e, com sorte, em alguma operação

internacional, era o cliente quem encarava a conta dos honorários e de caros almoços e jantares.

Mesmo quando a carga de trabalho não era tão intensa, era comum ver que alguns colegas esticavam um pouco mais após as 21 horas, quando a política da empresa autorizava fazer pedido de jantar, pedir o recibo e jogar na conta do cliente. E, nessas horas, pedir um combinado de sushi acima de 100 reais por cabeça era como uma pequena revanche ao cliente que havia nos colocado naquele projeto de altas horas de trabalho.

No caso de Sandro Lemes e Roberto Magalhães, ambos estavam nesse estado mental de pequenos prazeres concedidos pela vida corporativa. Passaram doze dias na capital da República Tcheca, por conta de uma operação confidencial onde alguns milhões estavam envolvidos na reestruturação de um grupo de supermercados. Com um sorrisinho no rosto, eles me diziam:

Roberto Magalhães, enquanto colocava uma gorda fatia de picanha em sua boca: É Victor, vou te falar, viu… Praga… cara… que é aquilo.

Era esse o gancho de conversa liberado por Roberto, que esperava seu chefinho complementar com comentários pedantes.

Sandro Lemes, tomando uma taça de vinho, obviamente debitada na conta do cliente: Nossa, Roberto… como é que a gente sobreviveu, rapaz… quase tive um enfarto! Praga no verão, que coisa sensacional!

Era óbvio que eles já tinham feito coisa semelhante em outros almoços. Fazendo comentários vagos como esse, quase que implorando para que o interlocutor (eu) desesperadamente perguntasse o que havia de tão especial. Como eu não me importava em jogar esse joguinho, fingi que eu nunca tinha ido para Praga e perguntei:

Victor Lee, inocente: Sério, caras? Que é que tinha de tão bacana em Praga?

Roberto: Rapaz, você não tem idéia da mulherada daquela terra. Só filé, rapá! Umas loiras assim, tipo… deusas! De minissaia…

Sandro: Mini? Bota MICRO nisso, Roberto! Microssaia, Victor!

Roberto: Então… naquele verão você só vê avião. Até a menina do McDonalds, nossa, eu casaria com aquela loira agora!

Sandro: A mais baranga de todas dá de dez a zero em qualquer pati que vocês encontram nessas baladinhas mixucucas aí… melhor que o Café Photo!

Eu nem quis corrigir o descolado Sandro Lemes ao explicar que Café Photo é um puteiro de luxo, e não uma “baladinha”, melhor deixar pra lá. A minha cutucada foi direto na ferida:

Victor: Tá de brincadeira! Sério mesmo? E quantas vocês pegaram?

Os dois deram uma engasgada, evitaram contato visual e responderam que como estavam a trabalho, era meio difícil. Além de tudo, eles não falavam tcheco, e ainda segundo eles “parecia que as meninas não falavam inglês”. Na esperança de quebrar aquele silêncio de ter que admitir que não comeu ninguém, Sandro ainda emenda o soneto:

Sandro: Mas, Vitão, se você for pra lá um dia, fala comigo que vou te passar um endereço de uma casa de strip que é show de bola, cara. Tu vai pirar!!! Chama Cabaret, e é uma coisa de outro mundo!

Os erros dessa conversa são tantos que vou apenas listar alguns:

1. Nenhum interesse pelas pessoas e cultura local. Sequer

aprenderam a dizer “obrigado” em tcheco;

2. Fizeram a viagem como se estivessem comprando carne no

supermercado. Foram a uma armadilha para turistas do centro e ainda acharam que se deram bem;

3. Não tiveram coragem de puxar conversa com nenhuma das

supostas deusas que viram circulando de minissaia. Ao invés disso,

ficaram sentados no calçadão enchendo a cara de cerveja. E ao invés de admitir o medo em fazer a abordagem, dizem que estavam lá por motivo profissional e não podiam dar oi para nenhuma local.

4. Combinar todos os erros acima com arrogância, pressupondo que as locais não falam inglês, sendo então mais um motivo para que eles não fizessem abordagem alguma.

2.2 Baladeiros que vieram "curtir o som" (ou o museu /

monumento / arquitetura

)

Em uma noite de festa na capital mundial da balada, dois brasileiros se juntaram ao nosso grupo. Todos tínhamos entrada VIP para a Pacha de Ibiza e a noite prometia.

Encurtando a conversa, a casa tinha atingido sua ocupação máxima de 3500 convidados. E durante a noite toda não vi nenhum desses dois novatos se dar bem com nenhuma das garotas da noite.

No dia seguinte, nos encontramos e perguntei o que eles estavam achando da ilha. Me responderam que estavam curtindo demais, mas com anos de prática em leitura de expressões faciais eu via que algo não estava legal. E desconfiava que era o motivo deles ainda estarem zerados - algo que acontece bastante com brasileiros pegadores que não adaptam seu estilo de pegada para as interações européias.

Eu já vivi bastante esse tipo de problema, e não queria que esses caras voltassem para o Brasil de mão vazia. Da mesma maneira que resolvi escrever esse livro, eu queria compartilhar algumas dicas com eles e por isso perguntei se eles estavam pegando mulher. A resposta não podia ser mais defensiva:

Jonas: - Ah, véio… a gente… tá sussegado de mulher… manja? A gente veio aqui é pra curtir a balada. Hoje de noite é a noite do Carl Cox… é nóis…

Pedro: - Isso… mulherada aqui é meio fresca, o negócio é brasileira mesmo…

Eu até poderia ter acreditado na resposta, não fosse o fato de ambos terem ficado boa parte do tempo escaneando a balada o tempo todo durante a noite do David Guetta, que é uma das mais bacanas da casa. Os dois estavam carentes, procurando por diversão e secando as tetas das meninas da festa, sem fazer abordagens de resultado.

E agora vem me dizer que voaram do Brasil até Ibiza para ver o Carl Cox? Me conta outra mentira.

Tanto na primeira como na segunda história eu identifiquei uma coisa comum: não é qualquer cara que consegue viajar e conquistar uma bela mulher.

Os erros gerais são em ser muito fechado, permanecendo o tempo todo com outros colegas de empresa nas viagens corporativas, ou então em achar que o mesmo estilo de pegada brasileira se aplica à Europa. Tanto esses como outros erros que listo nesse livro têm um único resultado: zerar.

Esses caras usam a desculpa de que vieram só para curtir o som, ou para tirar fotos na Torre Eiffel, ver a arquitetura e museus. O que é verdade. Mas não conseguem admitir que um dos elementos que os fez viajar é a curtição com relacionamentos com mulheres locais. Como não tiveram sucesso, o mecanismo de defesa do ego aplicável

é a negação, dizendo para si e para os demais que "estão sossegados de mulher". Sei.

 

Nessas duas histórias, os perfis são bastante diferentes. E existem muitos outros que representam o grupo que tem interesse nesse livro.

INTERAÇÃO 1: Você já viveu situações semelhantes com "engravatados corporativos" ou "baladeiros que vieram curtir o som"? Antes de prosseguir a leitura, participe desta discussão.

Como seria possível criar um método de viagem e paquera que se adequasse a todos?

Foi assim que desenvolvi o Modelo ISO.

3. Modelo Viajante Conquistador ISO

A ISO é a International Organization for Standardization, e você

provavalmente já ouviu falar no selo ISO 9000 de qualidade. No caso do Modelo Viajante ISO é apenas um trocadilho que vai facilitar

lembrar das três características do Viajante Conquistador:

Independente, Social e Organizado.

A primeira coisa a fazer ao comprar esse livro é criar o seu perfil. O

motivo disso é que este é um livro totalmente diferente do que você

já viu antes. O aprendizado somente acontece quando mudamos

nosso comportamento.

Já viu alguém que comprou um livro de dietas e exercício… leu tudo e continua obeso e sem se exercitar? O mesmo acontece com o processo de mudança de modelo de mundo de um Viajante Conquistador. Explico.

3.1 Reformulando crenças para modificar a realidade

Mude. Use esse guia para realizar as mudanças que trarão benefícios em seu estilo de vida. Tanto no caso do engravatado corporativo como do baladeiro que veio curtir o som, é preciso arriscar mais, sem medo de tomar toco. O principal motivo deles terem zerado é a mentalidade inadequada.

Esse conceito parece totalmente distante do tema de viagem e paquera, mas é talvez a idéia mais valiosa que tenho a compartilhar.

As suas crenças e visão de mundo influenciam as escolhas e ações que são tomadas. Quando as ações não estão trazendo os resultados desejados, é momento de questionar e reformular as crenças. Assim, novas atitudes serão tomadas, com novos resultados.

Parece simples, mas mesmo nos casos de vida ou morte as pessoas encontram muitas dificuldades em mudar. De acordo com pesquisas médicas, apenas 10% dos pacientes que foram diagnosticados com problemas cardíacos e orientados a mudar sua dieta e estilo de vida

conseguiram mudar. Os demais 90% continuaram comendo, bebendo, fumando e vivendo um estilo de vida estagnado, prosseguindo em seu caminho à morte.

Se as chances de mudar para salvar a própria vida são de 9 para 1, o que dizer então de mudanças que não são tão urgentes ou vitais? Parece ser ainda mais difícil conseguir uma melhoria de estilo de vida, viajando, vivendo novas amizades e romances.

Mas a realidade não precisa ser inevitavelmente assim. Qualquer pessoa possui a capacidade de mudar as mais profundas características de como pensam, sentem e agem.

INTERAÇÃO 2: Interrompa a leitura. Este exercício é muito importante. Respire fundo e pense no conceito de reformulação de crenças. Você conhece alguém próximo que passou por uma mudança radical após algum evento marcante ou uma decisão firme? Você já tentou modificar hábitos de sua vida? Relate no tópico sobre mudança de hábitos.

3.2 Molduras de realidade

Um dos motivos da mudança ser tão difícil está relacionado à moldura de realidade. Dependendo da sua bagagem emocional e crenças, você vai enxergar coisas diferentes do que outras pessoas.

Um experimento bastante conhecido é o da ilusão da mulher jovem e da idosa. Veja a imagem abaixo:

A foto acima permite uma ilusão de ótica. É possível visualizar tanto uma jovem moça

A foto acima permite uma ilusão de ótica. É possível visualizar tanto

uma jovem moça de costas como uma velha senhora de perfil.

A exploração psicológica dessa ilusão pode ser feita da seguinte

forma diante de uma audiência: dividimos metade da sala, que primeiro visualiza de fato uma imagem de uma moça de costas (sem

a ilusão que permitiria ser interpretada como uma velha). E a outra metade é exposta a uma terceira imagem, que é claramente a imagem de uma idosa (que não possibilita ser interpretada como de uma jovem).

Quando finalmente se exibe a imagem acima aos dois grupos, cada um deles insiste em interpretar a ilusão de forma mais favorável à foto a que foram expostos inicialmente.

Essa brincadeira revela algo fascinante: conforme as nossas experiências do passado, a nossa interpretação do presente será diferente.

Esse é o poder da moldura de realidade, que na vida do dia a dia não acontece através de ilustrações e ilusões de ótica, mas sim por frases

que repetimos em nossa cabeça, experiências emocionais que nos traumatizaram e crenças gerais.

Vou dar um exemplo. Meu amigo de infância Luciano era um cara bonzinho com todo mundo, principalmente com meninas. E mesmo nas raras vezes que ele pegava alguma menina, ele tinha muito medo de “arriscar” a transar com ela, e ficava enrolando. Achava que assim a respeitaria. No fim das contas, elas percebiam que ele era inseguro e o deixavam.

Como conheço muito bem o Luciano, sei existem crenças que se repetem em sua mente, como:

“Existem muitos homens canalhas. Eu sou diferente. Sou um cara que respeita as mulheres. E isso é que me trará a mulher dos meus sonhos!”

“Se eu me apressar em ir para a cama, a mulher pode achar que eu apenas a desejo sexualmente, e então vai me abandonar. É melhor eu demonstrar que quero a conhecer como pessoa, e não farei nenhuma investida sexual nos primeiros meses”.

Cada uma dessas vozes reflete uma crença interna. E a partir da crença é que nós tomamos decisões e agimos. Por isso, podemos dizer que a realidade em que vivemos depende muito das crenças. O motivo de haver textos longos neste livro é para facilitar a sua reflexão sobre a possibilidade de diferentes molduras e que você faça as escolhas que mais sejam favoráveis a você.

INTERAÇÃO 3: Escreva um objetivo que você queira alcançar daqui a três anos. Escreva também um objetivo que pretenda alcançar em três meses e outro objetivo que será alcançado em três dias. Quais crenças você tem que, caso reformuladas, lhe aproximarão das conquistas buscadas?

3.3 Mecanismos de defesa

O outro motivo de dificuldades em mudança é a negação, um dos

mecanismos de defesa do ego. Basicamente, para não ficarmos loucos, acionamos alguns desses mecanismos de defesa:

- idealização (todo mundo diz que a sua namorada é pistoleira, mas você não consegue ver os defeitos dela pois está apaixonado),

- projeção (você fica puto quando seu amigo comete os mesmos erros que você odeia em si próprio),

- racionalização (você gasta uma nota preta naquele carro que

estava pagando pau faz tempo e depois explica a si mesmo que com

o motor mais potente vai economizar na gasolina)

- e negação, que é a não aceitação de problemas. É o que o baladeiro que só veio ouvir o som costuma fazer.

Essa negação é um dos maiores obstáculos em realizar mudanças

positivas. Afinal, como mudar algo que você não consegue sequer

admitir?

O estado de negação geralmente é ativado quando o indivíduo

acredita que a situação é impossível de ser mudada. Ora, se não dá para mudar, a melhor coisa que a cabeça tem a fazer é fingir que não

existe, ficar levemente deprimida ou assumir um derrotismo. Ou uma mistura de todos esses sintomas.

Existe como superar a negação? Sim, caso a gente prove uma pequena dose de esperança de que a mudança é possível. Onde há vontade, há um caminho.

E é exatamente por esse motivo que eu conto a minha história, para que você me conheça e saiba das dificuldades que passei e onde eu cheguei. Um dos elementos que levei em conta ao preparar esse guia é essa psicologia que contribui para converter o conhecimento em ações.

Pois apenas narrar fatos não é suficiente para combater o poder de negação. A parte mais importante deve ser realizada por você. Ao ler

o livro e algumas das histórias contadas, tente se familiarizar com as situações. Será que você não viveu situações parecidas? Use essa identificação e repetição de experiências como ferramenta para reformular a sua moldura de realidade.

INTERAÇÃO 4: Caso você tenha ignorado os exercícios propostos acima, pense nessa escolha como a pessoa que lê um livro de receitas e nunca cozinha. Ou lê sobre dietas, mas ignora a escolha de alimentos e principalmente de exercícios. É pensando nisso que criei um tópico na área aberta para facilitar o primeiro passo - mande uma história pro nosso VDM - Vida de Merda antes de continuar e o seu aproveitamento do livro será cinco vezes maior.

A preparação para o estilo de vida de um Viajante Conquistador

envolve diferentes ângulos.

É necessário ter uma fonte de renda que lhe garanta independência

financeira. Saber interagir com estranhos, construindo confiança mútua, é tão importante quanto a capacidade de aprendizado rápido de idiomas. Quanto à interação com mulheres, é saber projetar sua autenticidade, calibrar na dosagem certa o conforto, elogios, fazer brincadeiras.

E algumas dessas melhorias são simples de implementar, bastando a memorização de dicas simples ou seguir passo a passo processos mais complicados.

Porém, muitas das mudanças internas profundas só são incorporadas através da leitura ativa, com sua participação.

Na nossa Comunidade de Viajantes Conquistadores o poder de reformulação de moldura é ampliado 2 com o número de amigos que compartilham suas próprias histórias e experiências.

O elemento da repetição será realizado mesmo aqui, na leitura do

guia

euforia das promessas de ano novo se vai

rapidamente dos objetivos que tínhamos estabelecido? Aqui, não vamos esfriar: a repetição é um elemento essencial de mudança e faz parte do nosso método.

e pela Comunidade, além da Lista VIP. Sabe quando aquela

e esquecemos

3.4 Caçar borboletas ou cuidar do jardim? Um exemplo de mudança de moldura

A melhor maneira de ilustrar o papel central que a mudança de

moldura faz é a transformação que acontece em seminários e workshops de sedução. Os participantes chegam no primeiro dia esperando ouvir os instrutores ensinando quais são as cantadas que funcionam melhor, ou qual é a melhor forma de fazer abordagens.

Sua moldura inicial é a de quem está procurando os atalhos e truques da sedução, as fórmulas mágicas que farão com que as mulheres se encantem por eles. Estes homens não pretendem mudar e a frase "eu quero ser eu mesmo" dificulta mesmo o aprendizado de algumas frases enlatadas.

Alguns gurus de sedução usam uma ilustração dessa moldura, dizendo que é como se o homem estivesse com um copo vazio, esperando que a mulher o preencha. Em outras palavras, ele tem pouco a oferecer: poucas histórias, poucas paixões, nenhum propósito de vida maior do que simplesmente acordar, ir para o trabalho, academia, beber com amigos e ir dormir.

2 A arquitetura desse grupo segue o conceito de mastermind que é descrito por Napoleon Hill no clássico Think and Grow Rich: grupos de indivíduos talentosos e com objetivos comuns podem unir forças ao fazer trocas de idéias e ajudar uns aos outros. Outro autor que também elabora conceitos de grupos de fortalecimento coletivo é Keith Ferrazzi.

A moldura diferente acontece quando o homem nota que ao invés de caçar borboletas é melhor cuidar de seu jardim para que elas venham naturalmente. É ter o copo cheio, é oferecer valor ao invés de tentar sugar. Quando se tem um propósito de vida, sonhos e paixões, o homem se torna muito mais interessante. Naturalmente seu repertório de histórias interessantes, brincadeiras e socialização se constroem.

Repare que é necessário um certo esforço para transformar a moldura do copo vazio para o copo cheio. Muitos dos que possuem uma crença muito forte e enraizada podem fechar sua mente e ouvidos. Eles continuam querendo uma lista de frases interessantes a serem ditas para as mulheres.

Com as mesmas crenças e visão de mundo, poucas ações serão modificadas. Se você não está verdadeiramente disposto a repensar essas crenças para experimentar novas possibilidades, não existe absolutamente nada que pode ser escrito nesse guia que traga qualquer benefício concreto.

Para realmente quer mudar, adquirindo os elementos do Viajante Conquistador, veja os perfis abaixo de estereótipos de quem zera. Dá para aprender bastante com eles.

3.5 Viajantes que ZERAM

Para começar a entender os três elementos do modelo ISO, vou contar um pouco da minha jornada, pois ela ilustra os efeitos da falta de um dos elementos desse triângulo.

Foi fácil desenvolver esse modelo pois desde minha tenra e inocente infância até os dias mais loucos da adolescência e os recentes anos de adulto independente, eu passei pelos três perfis de viajantes que ZERAM (ou quase).

A. O Bonzinho

"Ai, como você é meigo!"

Se você já ouviu uma dessas e te deu nos nervos, pode ser que um elemento que falte é a Independência. O cara Organizado e Social, mas que não é Independente, dificilmente vai fazer explorações sozinho e esse é o principal limitador. Sua independência pode ser em relação a grana (dependência financeira dos pais), em relação à necessidade de companhia ou aprovação alheia (dependência dos amigos) ou mesmo em relação a ter medo de fracassar (dependência de resultado).

a ter medo de fracassar (dependência de resultado). Uma das vantagens do Bonzinho é ser um

Uma das vantagens do Bonzinho é ser um cara Social. É um querido que rapidamente cria amizades com gente local e principalmente com outros turistas.

O contraponto dessa vantagem é que nem sempre o Bonzinho é o dono da sua própria agenda. Quando viaja com outras pessoas, acaba deixando de fazer o que realmente tem vontade para poder acompanhar o grupo.

 

Na época que eu fui um sujeito Bonzinho, teve uma vez que cheguei num albergue no sul da França sozinho, e fiz amizade com

um chileno. Trocamos conversas sobre viagens e, chegando a noite, resolvemos tomar umas brejas no pub local. Eu era um tanto tímido em me expressar sobre a vontade de ir pegar mulher, e ele também não mencionou nada sobre conhecer francesas. De uma certa maneira, ambos éramos como o baladeiro que veio curtir o som. Durante a noite toda, ficamos tomando algumas brejas, dando uma olhada de longe nas raparigas mas sem fazer nenhuma abordagem efetiva.

Como em momento algum nós tínhamos admitido que um dos propósitos ao sair era interagir com as garotas locais, a volta solitária para o albergue não era como um fracasso da noite. Afinal, a gente só tinha saído para tomar umas brejas.

Na época, culpei o insucesso da noite na falta de malandragem do chileno. Apesar de ser gente boa, o cara só queria dar risadas, ficar bêbado e jogar conversa fora. No fundo, ele era travado para puxar papo com mulheres, e empatou a minha noite.

Hoje, ao rever a situação, vejo que eu acionei uma defesa de ego:

projeção. Fiquei com raiva do cara, pois ele cometia o mesmo erro que eu.

O fato de eu ser um Bonzinho que não tinha independência suficiente me afetou. Por educação fiquei acompanhando o chileno, sendo que eu poderia a qualquer momento dizer "Meu brother, é o seguinte. A noite está fervendo e eu vou é lá naquelas lindas me apresentar. Vem comigo que eu te apresento pra elas!"

Mas eu achava que isso seria demasiadamente arriscado. Pois eu tinha dependência de resultados. Se eu fizesse algo assim, e fosse rejeitado pelas garotas, então ficaria com cara de merda na frente do chileno. Talvez até ele me zoasse depois de uma dessas - era essa a voz me amedrontando e me mantendo no nível mais seguro. É isso o que os bonzinhos fazem. Manter tudo em um nível bastante seguro.

 

O cara que é apenas Organizado e Social depende de muita coisa: um

guia de viagem ou de um amigo que explique para onde ir, e em

que horário.

A

boa notícia é que dos tipos de viajantes que zeram, o Bonzinho é

o

mais comum e também o tipo que se sai “menos pior” caso tenha

socializado com gente que sabe o que faz. Se os demais se derem bem, ele consegue se garantir. Mas se os outros zerarem, não é ele

quem vai salvar o time.

Em muitos aspectos, essa necessidade de independência é reconhecida pelo Bonzinho. No meu caso, eu reprimia muito meus desejos. E exatamente por isso, na segunda fase da minha adolescência é que eu transformei num Doidão.

INTERAÇÃO 5: Seguindo a linha de interações que nos estimulam a pensar de forma independente, compartilhe sua resposta conosco: Que tipo de conselho você daria para um Bonzinho que está procurando mudar?

B. O Doidão

"Você é muito louco, cara."

Isso é o que você escuta desde a quinta série. As pessoas são atraídas ao seu redor por suas excentricidades e histórias cabeludas. Afinal de contas, você é um cara Independente e Social. Sua ousadia, sua criatividade e seu carisma o fazem o rei da festa. Onde você vai, tem balada. Aliás, você é a balada.

O doidão é o cara que acorda em lugares desconhecidos sem ter a menor idéia

O doidão é o cara que acorda em lugares desconhecidos sem ter a

menor idéia de como chegou lá. É o cara que caminha pelas ruas de

noite e as pessoas vêm o cumprimentar… e ele não tem a menor idéia quem elas são.

Quando finalmente fiquei independente e aluguei um apartamento

junto com dois brothers, pagando todas as contas com meu salário,

aí que a coisa ficou sem controle. Como eu trabalhava muito, numa

empresa multinacional com grande pressão por produtividade, competição interna e politicagem corporativa, isso me deixava muito estressado.

Na busca de um pouco de alegria nessa vida de zumbi, fiquei O Doidão. Ia para a balada três ou quatro vezes por semana. Para evitar dirigir embriagado, eu ia a pé para a balada, que ficava do lado de casa (essa localização estratégica foi um dos fatores na escolha do endereço).

O mecanismo de defesa do ego aqui era a racionalização - eu me

envolvia em todas as modalidades de presepadas, justificando a

mim mesmo que elas eram necessárias para extravasar a pressão do trabalho.

A cena abaixo aconteceu algumas dezenas de vezes:

 

Cena: Victor Lee aguardando o barman entregar sua bebida, e olhando pros lados com cara de maníaco sexual escolhendo qual seria a próxima mulher a ser beijada.

Eis que surgia das brumas noturnas uma esbelta donzela. Bingo. Ela inevitavelmente trocava olhares. Na interpretação com mania de grandeza e superpoderes sob influência etílica, era óbvio que ela queria dar para mim. Hora de me apresentar.

Victor Lee, ubriaco e sensual: - Oi, garotinha…

Garota aleatória: - Oie, tudo bom?

Victor, surpreso pela facilidade e abertura: - Tudo…

Garota, desapontada: - Ih, você não se lembra de mim né!

Devia ser alguém que eu tinha pego em alguma noite anterior, mas não tinha a menor idéia. Essa e outras situações eram corriqueiras.

Mas aí que estava meu grande limitador, enquanto Doidão: voltava sempre sozinho pois dava perda total ao final da noite. Houve algumas ocasiões que prefiro esquecer de ter levado mulher para casa para uma foda de pau meia bomba. Pinto murcho de bêbado.

Essa vida pelo menos tinha uma esperança que me mantinha realizando os mesmos erros por muito tempo: como eu ficava desinibido e xavequeiro como ninguém no efeito do álcool, trazia sempre uns sete telefones novos anotados no celular, guardanapo, cartão… com a desvantagem de não ter a mínima idéia de quem era quem ou do que tinha acontecido.

O resultado disso? Bom, o índice de conversão era algo como um

encontro a cada trezentos números de telefone. Com o índice de 1:300 acho que era mais fácil discar qualquer número aleatório que haveria mais chances de arrumar encontro no dia seguinte do que usar os meus guardanapos amassados. Sem contar o trampo de

entender a escrita de bebum.

 

O Doidão não é necessariamente um bebum de carteirinha. Mas

com certeza ele não é um cara que tem todos os planejamentos e Organização ideal. O cara muito louco valoriza tanto a sua Independência, senso de aventura e espontaneidade para desenvolver seu lado Social que cedo ou tarde deixa escapar grandes oportunidades.

Na viagem, o Doidão não tem a Organização, curiosidade, habilidade ou paciência de fazer uma pesquisa de meia hora para descobrir qual é a melhor balada da noite. Ele prefere abusar de sua Independência e sair na loucura para locais aleatórios e ver as surpresas que o aguardam, valendo-se de seus talentos Sociais. O que vier é lucro.

Um Doidão aproveita ao máximo a idéia do sexo casual e se esbalda em one night stand com suecas.

Se por um lado a vida do Doidão tem muita aventura, ele poderia investir um pouco mais na Organização e multiplicar de forma absurda os resultados que consegue.

Uma coisa que transformou na minha vida foi quando decidi largar meu emprego e me mudar para a Europa, fazendo duas coisas:

massagem na praia e consultoria independente (vulgo "bico") para meus contatos profissionais antigos na área de tecnologia.

INTERAÇÃO 6: Imagine que no futuro você tenha um filho bastante Independente e Social, mas nada ordeiro. Ele é um Doidão. Explique quais benefícios ele teria sendo mais Organizado

Nessa nova vida, deixei a bebedeira e loucura de lado. Também abandonei no Brasil os meus amigos underground que sempre resolviam fazer algo cada vez mais condenado pela moral e bons costumes. Novamente, era hora de me reinventar.

C. O Lobo Solitário

"Poxa, você tá muito sumido

dá um sinal de vida! Me liga!"

você tá muito sumido dá um sinal de vida! Me liga!" O Lobo Solitário não vai

O Lobo Solitário não vai ligar. Ele tem muito carinho por você, mas agora ele já está em outra aventura.

Esse foi o meu perfil mais recente. Meus últimos dias no Brasil foram o perfil Doidão e essa vida de balada estava destruindo minha capacidade de organização. O caos havia atingido níveis pornográficos. Todo o salário era gasto em balada e nas festas de esbórnia quando dezenas de criaturas da noite bebiam do bom e do melhor em casa - eu seguia na melhor linha possível o método do Dr.

Drinks. Tinha homéricas dificuldades em sobreviver à jornada de trabalho no dia seguinte. Era muito esquema “work hard, play hard” para meu fígado.

Isso foi acumulando de forma a atingir o ponto insustentável. Larguei tudo e parti para a Europa com algumas economias que garantiam minha Independência, usando meu espírito aventureiro para ir sozinho pra balada. Passei a estudar as diferentes teorias de dinâmica social e sedução possível e cada noite era um experimento para realizar as interações sociais mínimas para ter as mulheres que desejava.

Apliquei os princípios de eficiência que aprendi no setor privado e implementava um sistema de sedução de resultados. O que interessava eram os números, o feedback para avaliar o que estava otimizado e eliminar as falhas da engenharia de minhas interações. Passei milhares de horas em diferentes fóruns de sedução e pick up artists.

O que me tornava um Lobo Solitário? Meu desinteresse em criar

amizades verdadeiras.

Não me entenda mal! Eu sou um cara muito amistoso e me conectar com gente bacana é uma das coisas que mais gosto. Afinal de contas, se não fosse por isso eu não estaria incentivando todos nós a formar um grupo ponta firme de Viajantes Conquistadores.

O que eu queria evitar era criar aquele vínculo de amizade

verdadeira, que implica em manter contato, lembrar de aniversário, fazer encontros para bater papo, ir pro cinema, tomar umas de noite sem necessariamente ter algum interesse de paquerar. Quando se viaja por diferentes países, não é sustentável fazer isso tudo.

Mesmo com ferramentas como Facebook e Twitter, é um grande investimento de tempo manter contato com todas as pessoas. E como eu queria investir o máximo de tempo possível na minha habilidade de interações com mulheres, eu resolvi cortar tudo, eliminando o desnecessário.

Como sabia que estava nesses diferentes países europeus só de passagem, porra, para que perder meu tempo fazendo amizade verdadeira com um monte de gente que eu nunca mais ia ver na

vida?

Era esse o tipo de moldura limitadora que me fazia agir de modo superficial e como um tomador de valor (ao invés da mentalidade de fornecedor de valor).

Sentava pra tomar umas e fazer amizade rápido com os caras que, ao notar que eu era um sujeito amistoso, consentiam que eu paquerasse as meninas do grupo. Isso quando eles não faziam todo o trabalho de me apresentar e falar bem de mim. E, na mentalidade de tomador de valor, eu arrumava a minha mulher e cascava fora.

O resultado disso é que por esses primeiros anos agindo como um

Lobo Solitário eu não construí nada. São pouquíssimos os verdadeiros amigos que conquistei e ainda mantenho. Considerando que conheci literalmente milhares de pessoas de mais de cem nacionalidades, eu deveria ter feito muito mais amigos.

Essa é a fraqueza do modelo Lobo Solitário: ele sempre tem que começar do zero.

O Lobo Solitário chega numa cidade nova sem conhecer ninguém.

Isso não o intimida - na verdade é um dos elementos que atrai sua atenção. Ele sai pelas ruas, bares, cafés, shoppings, ônibus… falando com todo mundo em situações malucas e assim constrói seus círculos sociais do zero. Ele é Independente e Organizado, fazendo

tudo com muita habilidade.

Porém, como não há a real vontade em ser Social e criar uma amizade duradoura, essas relações desaparecem assim que o Lobo Solitário vai para a próxima cidade. E, caso retorne, raramente haverá alguém esperando por ele. É fazer castelos de papel.

Para esse perfil, a solução é mais simples. Basta investir mais em relacionamentos, nutrindo mesmo que à distância. Fazendo uma ligação de vez em quando, enviando mensagens pelo Facebook usando sua Organização. É se importar de verdade.

INTERAÇÃO 7: O que você pode começar a fazer hoje para se tornar mais Social?

Para mim, essa transição foi feita sem grandes dificuldades, quando mudei a minha moldura mais uma vez, de modo a não ter a carência de querer sempre mais e mais mulheres. Sou hoje mais relaxado e posso aproveitar de forma genuína um evento em que não haja mulheres atraentes. Isso não importa.

Eu tenho alegria em compartilhar momentos com pessoas do bem - homens, mulheres, velho, criança. E essa autenticidade transparece por cada poro. A ironia é que as mulheres que percebem isso acabam ficando muito atraídas - isso é cuidar do jardim.

3.6 As três características dos Viajantes Conquistadores (modelo ISO) - e como as fortalecer

Acho que a descrição acima do que a falta de um dos elementos do tripé ISO deva ter ajudado a entender o modelo. E por isso o nosso trabalho em descrever cada uma das características fica mais fácil.

3.6.1 Independente

Ou in + dependente. Portanto, essa característica indica:

1. Que está livre de qualquer dependência ou sujeição;

2. Que é ou se tornou livre de qualquer laço ou compromisso afetivo,

social, moral, etc.;

3. Que se caracteriza pela autonomia, pelo desassombro; que rejeita

a sujeição;

4. Que procura recorrer só aos seus próprios meios; que se basta.

Essa definição merece ser relida para melhor aproveitamento. A Independência se manifesta em vários níveis,

Essa definição merece ser relida para melhor aproveitamento. A Independência se manifesta em vários níveis, sendo importante aqui nessa definição não depender da aprovação dos outros e não depender de companhia para fazer a viagem. São inúmeros os caras que conheço que dizem que não viajaram ainda pois os amigos não o podem acompanhar.

O Independente é um aventureiro. É ousado. É cara de pau. Ele cria seus próprios caminhos, não fica seguindo os demais. Ele sabe dar risada de si próprio e não tem medo de parecer idiota ou de cometer erros. Aliás, é nesses erros que surgiram suas maiores sacadas, experiências de vida e aprendizado.

Como esse guia não é apenas de leitura passiva, utilizei uma metodologia de online learning que envolve atividades a serem realizadas pelo nosso grupo para assimilar os conceitos mais importantes. Visite o grupo Independência em nossa Comunidade de Viajantes Conquistadores para ler a continuação desse capítulo e realizar as missões e atividades propostas para fortalecer esse elemento do modelo ISO.

No grupo Independência, você encontrará:

- atividades propostas, com feedback meu e de outros Viajantes Conquistadores;

- entrando em baladas exclusivas sem nome na lista.

A independência do grupo História: grupo de estudos de línguas

Isso me lembra a história de quando fiz um curso de alemão no sul da Alemanha, numa cidade minúscula chamada Regensburg, próxima de Munique.

O que rolava nesse lugar era que todos nós estávamos lá para aprender. E isso, para mim naturalmente significava soltar a língua pelas ruas, falando com os locais.

Qual é o erro número um da nossa turma?

TODOS FALAVAM INGLÊS quando a gente saía!

E mais: ninguém fazia amizade com nenhum local! Éramos um grupo de estrangeiros, falando em inglês durante o dia inteiro com exceção das duas horas de aulas que a gente tinha.

Ninguém era independente. Todos eram dependentes, uns dos outros. Isso criava uma bolha magnética em que todos puxavam aos outros para a área de conforto e assim ninguém aprendia nada.

Para ter uma idéia, eu estava no básico 2. Tinha gente do intermediário 3 e intermediário 4 que falava menos do que eu! Na hora de pedir informação de onde ficava restaurante, ou outras direções, eles pediam para que eu fosse o porta-voz do grupo.

Essa história parece estranha, mas é o padrão do que acontece com qualquer turma que vai estudar idiomas. As panelinhas de gente que fala o idioma nativo se formam com rapidez e é normal que seus melhores amigos sejam brasileiros quando estiver no exterior.

A independência do amigo

História 2. Você viaja com um brother… que não te acompanha.

Isso aconteceu comigo mais de uma vez. Vou alterar alguns detalhes específicos para que as pessoas envolvidas não se identifiquem nas histórias, mas é preciso descrever as situações.

Comecei a trabalhar em uma empresa multinacional quando estive na Alemanha. O ambiente da empresa era intenso, repleto de prazos de entrega, competições internas onde um queria puxar o tapete do outro. Mas na nossa equipe também tinha um cara gente fina, o Maurício.

Maurício era manco. Fenótipo forte-gordo, cara de mau encarado e monocelha. Mas falava meio baixinho, e sempre muito educado. Pedia com licença, obrigado, por favor, muito prazer. Era do estilo Bonzinho. Eu devia ter me ligado nesse primeiro sinal vermelho. Mas enfim… se eu tivesse feito isso, não teria história pra contar.

Chega perto da Oktoberfest e decido que vou pra Munique. O Maurício fica todo animadão, parece um desses cachorros grandes desajeitados abanando o rabo.

Pergunto se ele topa ir comigo. A gente sempre teve um contato bem sério no trampo, nunca ficávamos falando de mulher, e como ele era sempre educadinho eu nunca o vi dando uma secada na bunda das estagiárias gostosas. Segundo alerta vermelho!

Como esse segundo alerta poderia comprometer no teste da farinha, um dia desses na hora do almoço comecei a puxar assunto sobre mulherada. Queria ter certeza se o Maurício jogava no mesmo time. Eis meu alívio que, como todo cara Bonzinho, Maurício abriu a carteira e me mostrou a foto de uma de suas primeiras namoradas.

Um caso de uns cinco anos atrás e ele ainda guardava foto. Terceiro alerta!

Deixei ele falando sobre a menina, de como ela era inteligente (mais um alerta) blablabla puta conversa chata e eu querendo pagar a conta pra voltar ao trabalho. Nesse momento eu pensei:

“Bom, esse cara é meio mala. Tipo, é uma boa pessoa, bem intencionada. Mas o cara deve ter pegada ZERO. Quer saber? Vou ser gente fina, vou na brodagem com ele. E na hora que a gente cair na balada vou arrumar umas mulheres pra mim e pra ele.¨

Vou resumir a história aqui. O que aconteceu durante a viagem é que o Maurício empatou a foda violentamente. Primeiro que ele não conseguia acompanhar meu ritmo de caminhada por ser manco. Depois que reclamava que o som da balada era muito alto e que tinha muita gente fumando. Até aí ok. Mas o pior estava por vir…

… durante a balada, quando eu me afastava um pouco pra xavecar alguma mulher, o Maurício ia perto e ficava arrozando. Ele queria ouvir o que eu falava para poder aprender ou decorar o que eu dizia! Isso dava uma vibe muito estranha à interação. Fiz de tudo para agitar mulheres pra ele, mas depois de alguns minutos elas ejetavam e ele ficava sozinho e começava a me procurar pra orbitar perto de mim.

Não vou contar todas as peculiaridades desse fim de semana mas a moral da história era que não tinha absolutamente nada a ver eu viajar com esse cara. Foi um dos motivos de eu ter me tornado um Lobo Solitário e passar a sempre sair sozinho.

Mesmo para o Maurício, não deve ter feito muito sentido ir comigo - talvez para ele valesse mais a pena ele encontrar um sujeito mais calmo, que preferisse fazer um encontro com garotas da Internet (sim, ele é membro de vários sites de paquera online e passa boa parte do dia enviando mensagens e MSN).

 

Existe um nível especial de Independência que está ligada à Organização: é a independência financeira. Mas para facilitar a divisão das características no modelo ISO, vamos listar a Independência financeira como parte da Organização. O motivo é que a Independência financeira é uma consequência natural de um homem organizado.

3.6.2 Organizado

O viajante Organizado tem bastante habilidade em preparação e uso

de sua criatividade, raciocínio e memória para ampliar seus recursos disponíveis. O viajante Organizado define com clareza quais são as cidades que pretende visitar em seu roteiro. Ele sabe investir a

quantidade de tempo adequada para fazer contatos pela Internet antes da viagem, levantar dados confiáveis para as opções mais interessantes e a melhor custo.

para as opções mais interessantes e a melhor custo. A Organização é um fator sempre presente

A Organização é um fator sempre presente em sua vida e por isso é

comum que ele tenha boas habilidades com idiomas, um bom histórico escolar e um emprego ou negócio próprio que

proporcione renda e economias para ser Independente financeiramente.

Essa é uma parte que parece um pouco chata, mas que é essencial e que, quando dominada, pode ser bastante divertida. Se organizar para a viagem é como criar a planta de uma construção. Você visualiza o que pretende criar, e então analisa quais são os elementos necessários e a ordem em que vai encaixar as peças.

No grupo Organização, os seguintes recursos estão disponíveis para interação:

- discussão sobre guias de viagem existentes no mercado e suas características;

- CouchSurfing hacks: como aperfeiçoar seu perfil para se conectar com facilidade;

- cadastros em programas de milhagem e como adquirir a

pontuação necessária para emitir uma passagem internacional;

- Pesquisa de Guerrilha: como aperfeiçoar suas habilidades de escrita para ter chances em ser escolhido em competições internacionais de

monografia e bolsas de estudo internacional;

- como continuar aprendendo novas habilidades;

- sistemas de aprendizado de idiomas com facilidade;

- gerenciando sua energia: cuidado para não dormir demais e perder as baladas.

E o grupo Viagem e Relacionamentos (VIP) possui algumas dicas ligadas à Organização, como saber algumas rotinas que quebram muito o galho:

- a Victor Lee Photoshoot Routine, que funciona como mágica para

qualquer interação;

- diversas outras rotinas, como o Cowboy, Ninja e Urso, a Cobra que Pula e outras técnicas testadas

3.6.3 Social

Um dos caras que eu mais admiro em termos de sucesso com a mulherada tem um slogan que sintetiza essa característica: "social sexy".

O viajante Social é um bon vivant , é um mulherengo que está sempre relaxado,

O viajante Social é um bon vivant, é um mulherengo que está

sempre relaxado, de bom humor. É humano e interessado nas pessoas a seu redor. Ele quer fazer conexões, não tem vergonha nenhuma em sorrir para uma bela mulher, e sabe que receberá um sorriso de volta. Ser Social é ser gente boa em qualquer ambiente, aproximando pessoas.

O viajante Social costuma ir com amigos. Alguns casos mais

extremos são aqueles em que ele deixa de viajar quando não tem ninguém que o acompanhe, pois ele teme que seja uma viagem

chata.

Por causa disso, em alguns casos eles procuram por parceiros de

viagem usando fóruns online. Ficam falando com seus amigos de infância para que planejem juntos uma trip de ano novo, preferindo

ir para um local menos interessante com todos os seus amigos do

que ir a um local que realmente deseja, porém sozinho.

Além dessa possível preferência para viajar com amigos, eles também valorizam muito os contatos feitos durante a viagem. Não se trata apenas de conhecer locais históricos, eventos e compras. Mas acima de tudo conhecer pessoas, seus costumes locais. O interesse nas pessoas é tão alto ou até maior do que o local em si.

Esse perfil Social é muito bom, pois ele traz uma facilidade em criar amizades e muitas vezes o seu carisma sozinho é suficiente para que

a sua reputação faça todo o trabalho necessário dentro do círculo

social. Os relacionamentos do homem Social geralmente acontecem assim - é a amiga da amiga, é a colega de faculdade ou de trabalho. Por isso, o viajante Social não sente a necessidade de ir para uma balada e começar a xavecar desconhecidas.

A cilada acontece quando o sujeito Social começa a ficar

dependente de seu círculo social. Quando ele está com a turminha, é

o rockstar da noite. Mas quando vai para um local onde ninguém o

conhece, esse benefício da reputação não existe e ele deve em poucos minutos criar a mesma impressão que construiu ao longo de

anos dentro de seu círculo social.

Aqui, a Independência ajuda muito nesse processo de desprendimento dos círculos sociais existentes. Ao viajar, você vai ter que maximizar o seu carisma e focar na habilidade de conhecer novas pessoas. Mesmo que não haja nenhum amigo que o acompanhe para a balada, você chega sozinho e em alguns minutos já está dando risada com um monte de gente. Essa é a habilidade a ser desenvolvida.

E na parte de organização, o que acontece principalmente entre os

mais boêmios que são bastante sociais é que eles nem sempre possuem a disciplina necessária para fazer uma pesquisa inicial. Planejar e se manter a um certo roteiro base. Os mais caóticos são aqueles que até a meia noite não têm a menor idéia de onde vão

terminar ou qual será a próxima balada. Tudo é festa, nada planejado. Isso é ótimo, pois o mantém bastante espontâneo e essa

é uma das chaves de ser social.

Por outro lado, existem muitas oportunidades perdidas por essa falta de organização. O social boêmio é um cara que depende muito da sorte, pois as suas circunstâncias não são por ele determinadas. Agarrado um pouco mais firme as rédeas das decisões com maior Independência e Organização é a chave.

Se você ao contrário não tem tempo ou não quer gerenciar uma quantidade enorme de amizades diversificadas, saiba criar seu círculo de amigos mais chegados com pessoas do perfil de "connectors": aqueles que possuem amplas redes de contatos e sabem juntar as turmas. Assim eles é que farão o trabalho de conectar com pessoas para você.

No grupo Social, você encontrará:

- exercícios para destruir a timidez;

- aumentando a quantidade de amigos e conhecidos no seu

Facebook e gerenciando o conteúdo e privacidade;

- sendo contagiante e trazendo seus amigos para dentro de seu universo de interesses e paixões;

- a clássica rotina do Cubo, que ajuda como uma muleta para suas

primeiras interações sociais

de forma criativa para não ser detectado;

- abundância: não é sustentável para sua agenda e memória ficar

anotando o telefone e nome de todas as garotas que encontra, principalmente no estágio inicial que elas podem te dar um bolo.

Para isso, o number close reverso ajuda bastante.

e como modificar essa rotina manjada

4. Hino do Conquistador

Juntando as diferentes peças vistas até agora, podemos sintetizar tudo em um hino próprio:

Eu sou um Conquistador. Eu sou Independente, Social e Organizado. Consigo fazer o que quero a qualquer hora e qualquer momento, pois minha criatividade e minha organização valem mais do que dinheiro. Sou aventureiro, brincalhão, determinado: um Viajante Conquistador!

Minha arma secreta é minha inteligência. Consigo encontrar e assimilar as informações importantes rumo ao sucesso em minhas aventuras. Quando não tenho os recursos materiais necessários para prosseguir, isso é um desafio interessante para que eu possa explorar caminhos alternativos e mais divertidos.

Sei identificar meus pontos fortes e continuar me aperfeiçoando para me tornar excepcional. Utilizo de forma criativa toda tecnologia disponível ao meu redor para me conectar com amigos em todas as partes.

Sou um Conquistador, viajando como um raio laser. Sempre focado, atravessando todos os obstáculos. Em minha jornada, sei que surgirão muitas desculpas, compromissos mundanos, pequenos inconvenientes e medo do desconhecido. Mas isso tudo é IRRELEVANTE. Eu ignoro toda a baboseira e prossigo até chegar onde planejei. Desistir e inventar desculpas é coisa de mulherzinha. E sou um Conquistador. As adversidades enfraquecem os fracos e fortalecem os bravos. Estou preparado, nasci preparado.

Crianças não sabem esperar. Elas choram e ficam emburradas quando não conseguem resultados imediatos. Eu sou maduro sei esperar, sou consistente

e meu jogo tem visão de longo prazo. A cada dia que

passa me aproximo cada vez mais de meus objetivos pois a minha determinação se cristaliza mais e mais a cada momento.

Sou um homem apaixonado. Tenho amor à vida, à riqueza de cada dia. É fascinante poder aprender qualquer assunto através do computador. Nos meus momentos livres, ao invés de assistir aos mesmos seriados, telenovelas e noticiários repetitivos e que não me acrescentam nada, estou sempre evoluindo. Aprendo idiomas, leio livros interessantes, toco instrumentos musicais, aprendo a cozinhar, a fazer massagem nos pontos que derretem qualquer mulher. Cada minuto é precioso para me tornar um homem melhor - para mim mesmo e para quem está ao meu redor.

Meus poderes como Conquistador significam grandes responsabilidades. O respeito que utilizo no tratamento por quem passa pela minha vida gera dois poderosos efeitos: minha reputação externa e o meu senso interno de merecimento. Por isso, conheço meus princípios e sou fiel a eles.

Sou brasileiro, e com muito orgulho. Minha gente é hospitaleira, talentosa, festeira, alegre e unida. Qualquer gringo que visitou o Brasil sabe como nós somos uma nação calorosa e a reputação de nossa música, nosso futebol e arte - sem contar o time brasileiro das modelos da Victoria's Secret (Adriana Lima, Ana Beatriz Barros, Isabeli Fontana, Izabel Goulart, Gisele Bundchen, Ana Claudia Michels, Ana Hickmann, Alessandra Ambrosio e Michele Alves) - falam por si próprias.

Eu sou um Conquistador, mas do tipo que TRAZ valor,

e não do que rouba riquezas. Isso significa que em

uma confraternização, eu sou aquele camarada que desenrola o assunto, que apresenta as pessoas, que

faz as meninas rirem e deixa todo mundo descontraído. Não vou para a Europa "tentar arrumar" uma sueca dos cabelos loiros - ao contrário, estou mostrando a elas como é um homem latino, caliente, passional e saco roxo com pegada que elas nunca conheceriam em sua terra - pobrezinhas!

E, acima de tudo, sou um Conquistador que sabe que a trajetória é a grande recompensa. Que o destino final não existe, pois sempre existem novas terras e aventuras adiante. Eu aproveito e vivo a glória de cada dia com gratidão, mas sempre pronto para mais.

4.1 Minha arma secreta é minha inteligência

Quando não tenho os recursos materiais necessários para prosseguir, isso é um desafio interessante para que eu possa explorar caminhos alternativos e mais divertidos. A maior parte das pessoas olha para a conta bancária para saber se tem dinheiro para pagar o custo de uma viagem internacional.

Ao invés de olhar se eu tinha o dinheiro necessário para viajar,

comecei a procurar no Google por bolsas de estudo e competições internacionais de monografia. Viajei de graça (tudo pago) para a Suíça e Alemanha através destas competições de estudante:

http://fromvictorwithlove.com/comunidade/groups/perguntas-e-

respostas/forum/topic/competicoes-internacionais-de-monografia/

4.2 Utilizo de forma criativa toda tecnologia disponível ao meu

redor para me conectar com amigos em todas as partes

Um dos primeiros artigos que escrevi para o Papo de Homem era sobre o Couchsurfing Na época, achei que o artigo estava bom o suficiente para ser publicado mas por sorte a seleta comunidade que lê o PdH me apontou para o erro de simplificação e distorção do conceito da cultura de hospitalidade. Na época, o que eu queria era chamar a atenção e cometi um erro que costumo criticar em certas publicações jornalísticas. Falha minha.

Mas o ponto é que o HospitalityClub e Couchsurfing são excelentes comunidades online para fazer amizades locais. Existem outras redes, mais privadas, como o ASmallWorld e outras genéricas como

o Facebook, mas conectar com gente que já tem uma mentalidade

de comunidade global é muito mais eficiente e bacana. Por essas

redes, fiz amizade com muita gente e foi sensacional.

A pergunta que não quer calar: dá para conhecer mulher? A resposta

é SIM. Para não distorcer a idéia da hospitalidade em si, o que eu

fazia ao chegar em uma cidade diferente era marcar diferentes encontros para tomar café ou um drink com meninas diferentes - a opção de "meet for a drink" é muito mais apropriada do que pedir para você se hospedar na casa de alguma delas. Quando a coisa vai bem, é só continuar o encontro de forma mais íntima. As dicas

específicas estão no tópico Couchsurfing e Romance: Quando misturar?

4.3 Pequenos inconvenientes são irrelevantes

Entre os trabalhos não convencionais que realizei pela Europa, conto

o caso das massagens em Ibiza na temporada de verão. Anos atrás, a

ilha era bastante livre e havia pouca regulação. Mas certa vez, enquanto realizava uma massagem relaxante em uma cliente, fui abordado por policiais que me perguntaram se eu tinha autorização da prefeitura para realizar o serviço.

Quando respondi que não tinha ainda a tal licença, meu equipamento (óleos, lenços, álcool desinfetante e outros equipamentos) foi apreendido e eu fui intimado a comparecer até a delegacia.

Logicamente que fiquei preocupado sobre o possível desenrolar da história. Mas, ao final, demonstrei às autoridades que eu era um sujeito do bem e entendedor do meu trabalho. Um dos policiais tinha um torcicolo no pescoço e, usando simples manobras e pontos de pressão, eu acertei o pescoço do colega, que me chamou de "el magico". Ficou claro que eu realmente entendia do assunto e estava ajudando as pessoas a se sentirem melhor, e assim continuei sem maiores transtornos.

No verão do ano seguinte, porém, a mesma delegacia me informou que os controles estavam mais rigorosos a pedido dos donos de hotel da redondeza, que obviamente queriam que os clientes utilizassem os serviços oficiais dos hotéis. Como não era de meu feitio pedir emprego aos donos de hotel da área, não deixei esse pequeno inconveniente atrapalhar meus planos.

Como bom Conquistador, continuei incansavelmente caminhando de praia em praia até encontrar um ponto onde não houvesse outro colega massagista (as áreas são informalmente demarcadas por décadas nos pontos bons) e lá me instalei, gerando clientela própria. O ponto é que nunca deixei abalar por inconvenientes.

4.4 Sei esperar e meu jogo tem visão de longo prazo

Estava em um mini mercado em Munique, sul da Alemanha. Queria comprar algum suco para matar a sede de um dia de longa caminhada. Eis que vejo uma moça angelical no caixa e fiquei completamente desbaratinado. Naquela época, infelizmente era muito raro eu me deparar com mulheres tão belas e quando isso acontecia eu ficava meio sem rumo.

Enfim, ao recuperar os sentidos fiquei diante daquela prateleira refrigerada olhando diferentes sucos, cervejas e iogurtes, entre outros frios que não têm papel significativo na história que se segue. Matutei o suficiente para iniciar uma conversa com a moça. Note que naquela época eu era ainda um rapaz meio tímido e sem traquejo com as mulheres européias.

Para encurtar a história, pedi a ela que me ajudasse a entender o que estava escrito num pote de iogurte. Ela infelizmente falava muito mal o inglês, e nos comunicamos em alemão mesmo. Quando eu mencionei que meu alemão era básico, ela disse que ela na verdade era tcheca. E eu mal sabia onde raios era a República Tcheca. Mas vai ouvindo a história

depois que a gente resolveu se encontrar depois do expediente dela, e já em momento de maior intimidade, lancei a velha pergunta "Que tal você vir pro Brasil comigo?", que sempre funciona muito

bem, já que toda mulher tem uma imagem excelente do Brasil, como terra paradisíaca de clima bom e muita diversão.

Para minha surpresa, ela faz cara de não, e se mostra muito desinteressada em vir ao Brasil. Quando pergunto o motivo, ela abre os braços e responde que ela quer voltar para Praaaaga (assim mesmo, de braços abertos, como se estivesse falando do melhor lugar do mundo).

Isso me marcou muito e, como essa mulher me deixou totalmente afetado, quando retornei ao Brasil procurei por alguma maneira de aprender tcheco. Algumas semanas depois eu já estava inscrito em curso da comunidade tcheca no Brasil e - adivinhe - de graça.

Um ano depois, cheguei em Praga. Infelizmente nunca mais vi a moça, mas conheci muitas outras conterrâneas fascinantes. E o fato de falar o básico de tcheco fez toda a diferença. Valeu muito a pena ter uma convicção interna de que cedo ou tarde eu arrumaria um jeito de ir para a República Tcheca, e chegar falando o idioma, já que minha experiência tinha indicado que só o inglês não bastaria.

4.5 Estou sempre evoluindo

Televisão é algo que não vejo já tem mais de uma década. Infelizmente tenho que reconhecer que sou um grande alienado. Não sei o que aconteceu na Conferência de Copenhagen, não tenho a menor idéia se acharam o Bin Laden ou o que está acontecendo nas maravilhosas CPIs do governo. Nunca vi Lost, Heroes, Entourage, Dr. House, Family Guy, UFC muito menos novela da Rede Globo. Desconheço os top 10 da MTV. Nunca vi CQC, não acompanho o Pânico na TV. Não uso MSN. Não passei mais que um minuto de minha vida vendo as últimas Olimpíadas e não pretendo acompanhar a Copa do Mundo.

Sou alienado mesmo. De propósito.

O resultado de tamanha alienação é que tenho muitas horas a mais livres do que uma pessoa conectada a tudo isso. E nessas horas eu estou sempre aprendendo algo. Aprendo a falar um idioma diferente, a fazer massagem, leitura de linguagem corporal, modos

eficientes de comunicação, meditação, motivação pessoal ou qualquer outra coisa que tenha algum benefício prático direto em minha vida.

Sei que parece uma forma muito egoísta e limitada de viver a vida e pretendo mudar no futuro. Mas quando eu notei o quanto de tempo que era possível eu investir em meu crescimento pessoal ao invés de me juntar aos debates públicos, achei que eu poderia contribuir mais para a sociedade primeiro me tornando um indivíduo mais independente e forte. Como bom Conquistador, essa minha força pessoal me permite adicionar muito mais valor para quem está ao meu redor, e isso me traz a mais uma história pessoal.

4.6 Sempre adiciono valor

Por muitos anos de minha adolescência, eu passava o tempo pensando como é que eu poderia ter o maior benefício em uma determinada situação. Isso colocava minha mente em um estado muito limitado, que é em "sugar valor" o máximo possível.

E quando comecei a ler sobre as biografias de pessoas de alto

sucesso, notei um elemento comum entre todas elas: a mentalidade que elas tinham era justamente o oposto. Suas vidas eram pautadas

em como adicionar valor o máximo possível para o maior número de pessoas. É assim que suas riquezas foram construídas.

Ao entender e aplicar esse princípio em minha vida, deixei de pensar "como faço para essa menina gostar de mim" e sim em agir de modo

a ser o mais autêntico, marcante, interessante possível.

Automaticamente, o interesse em mim aumentou de forma drástica.

Por fim, uma última história, que inclui outras pessoas.

4.7 A trajetória é a grande recompensa

Assim como eu amo viajar e me conectar com mulheres especiais, havia um amigo que também gostava muito de fazer o mesmo e tivemos a oportunidade de dar umas voltas pela Europa juntos.

O que me surpreendia era que quando ele viajava, era como a melhor época da vida dele. E ao retornar para casa ele se tornava um sujeito mau humorado, irritável e resmungão. Para ele, a viagem era a fonte principal de alegria, e a realidade do dia a dia era dolorosa. A viagem era uma forma de escapar de uma vida triste.

Uma remoldura que pode ser aplicada é que a viagem é apenas um componente de algo maior e mais interessante: a vida em torno de um crescimento contínuo para trazer benefícios pessoais e também se fortalecer de modo a contribuir para a sociedade.

5. Você e a Europa

A primeira pergunta que me fazem é onde é o lugar mais bacana

para ir na Europa em termos de mulherada.

E a resposta politicamente correta é: depende. Vai

depender muito do seu gosto. Cada local tem suas próprias

características culturais, e a sua preferência e suas características vão influenciar muito a sua experiência.

Uma razão, entre várias explicações para isso, está nos estereótipos. Um brasileiro de pele morena pode ter um resultado muito diferente de outro mais branquelo ou um de descendência asiática, que é meu caso.

Cada um de nós é visto por um estereótipo diferente pelas mulheres.

E também cada um de nós tem uma preferência diferente.

Essa é uma pergunta mal formulada, não existe maneira de ser respondida a não ser que eu seja extremamente parcial, dizendo do meu gosto pessoal - que provavelmente é diferente de cada indivíduo.

Resposta Victor Lee: Essa pergunta não leva a lugar nenhum. Não tem como eu dizer onde é melhor, se eu não te conheço, diacho. Por ser impossível eu responder "onde são os melhores lugares na Europa para conhecer mulheres", o que eu vou fazer é contar a minha história.

Note que a resposta depende principalmente de dois fatores: 1) seu gosto pessoal e 2) sua aparência e personalidade.

5.1 Minha preferência hoje para definir roteiros

A primeira coisa a levar em consideração para saber "qual é o melhor

lugar" é o que está na sua imaginação a respeito de gosto pessoal e fantasias. No meu caso, gosto das mulheres típicas dos países da Europa Central e Oriental, Escandinávia e Rússia. Ao mencionar essas

terras, naturalmente vem uma imagem estereotipada, uma generalização que faz parte das crenças e fantasias que tenho hoje.

Eu reconheço esse processo e sei que é um tipo de crença que muda bastante.

Recordo que anos atrás, quando fui ao Japão, a minha idéia fixa era em japonesinhas meigas. Deixei de paquerar uma búlgara linda e escolhi uma japonesa super tradicional. Hoje, a minha escolha seria oposta. Da mesma maneira como meu perfil de crenças e personalidade mudou diversas vezes dentro do modelo ISO, o mesmo aconteceu com as preferências específicas de tipos femininos.

Além da preferência levando em conta essa fantasia e crenças do estereótipo de certa região, outro elemento importante a considerar é quanto tempo você tem. Se for menos de um mês, aconselho ir direto aos locais onde há concentração enorme de eventos e mulheres. Como Mykonos, Mallorca e outras ilhas no verão. Pois mesmo em locais que eu gosto muito, como Riga (capital da Letônia), durante a semana e durante o frio existe muito pouco a se fazer.

INTERAÇÃO 8: Qual é a SUA preferência? Conte para nós os tipos de ambiente, atividades, tipos de mulher que mais te interessam e assim todos podemos dar opiniões para criar um roteiro legal para sua viagem baseado em nossas experiências.

5.2 Sua aparência e personalidade

Continuando a responder qual é o grupo de países ideal a ser percorrido, a sua aparência e personalidade também devem ser levadas em conta, porém em grau bem menor do que o seu gosto pessoal tratado acima.

Alguns gurus de sedução dizem que a sua aparência não influi em nada em sua possibilidade de se relacionar e conquistar mulheres.

Acho que isso é uma mistura de pensamento positivo ilusório misturado com exagero marqueteiro.

O que a minha experiência mostrou em diferentes cidades européias

é que a aparência faz parte sim do resultado final. Isso pode ser bom

nos casos em que a sua aparência é favorável da mesma maneira que é um ponto negativo em certas regiões. É possível manipular esse grau de influência a seu favor usando um bom desenvolvimento de Jogo Interno e outros macetes.

Para ilustrar melhor, novamente tenho que fazer algumas generalizações. Um diferencial que os negros, pardos e asiáticos possuem é ser diferentes do tipo europeu clássico. E esse é um tremendo diferencial em países que ainda não conheceram a invasão de turistas, como interior da República Tcheca, Sérvia, Eslovênia, Polônia e Eslováquia.

O conceito é simples: se você é um cara diferente, haverá dois tipos

extremos de reação: algumas terão repúdio e outras acharão interessante. Ignore as que tiverem medo ou repúdio, pois elas não

importam. Preste atenção nas moças que estiverem olhando a sua aparência exótica. Em pouco tempo de prática você começa a identificar esse tipo de olhar. É fácil.

Fazer a escolha de locais a serem visitados utilizando essa brecha no sistema é algo que facilita demais. Como eu tenho aparência de asiático, quando vou a esses países listados a minha pegada é muito mais forte do que se eu estivesse, por exemplo, em São Paulo ou Paraná, onde a população descendente de asiáticos é muito maior.

Por outro lado, no caso de países como a Rússia e Ucrânia, são locais onde ainda não fui. Então estou apenas especulando com base nas informações que coletei com diferentes fontes. Pelo que levantei, esse meu benefício é uma desvantagem. Pois nesses dois países o tipo asiático não é tão exótico, visto que há muitos imigrantes do Kazaquistão, Uzbequistão e Mongólia. Esses povos asiáticos costumam se mudar para Moscou trabalhar como operários e buscar subemprego.

O que me disseram é que o preconceito é tão forte que existem baladas exclusivamente para esses imigrantes e além do dress

control

impedir a entrada de asiáticos e outras pessoas que a casa não considere ter a cara da balada. Pode?

existe face control na porta das melhores baladas, para

5.3 Outros fatores

Quando a pergunta é sobre quais são os melhores locais para ir para conhecer mulheres, os fatores (i) gosto pessoal e (ii) aparência e personalidade são os dois mais relevantes. Não quer dizer que são os únicos! Veja outros que podem ser considerados:

Grana

Um local onde se gasta mais dinheiro pode ser algo limitador. Eu passei uma temporada em Oslo, que é uma das cidades mais caras do mundo e achei que para meu bolso era necessário ou arrumar um emprego local com mesmo salário dos noruegueses ou então partir para uma localização com custo de vida menor.

Assim, se a sua grana é limitada, considere para começo de conversa

um roteiro que seja mais barato

regiões caras através de meios que reduzem seu gasto.

ou faça o seu planejamento nas

Um ponto que a limitação financeira indica é a necessidade de continuar melhorando sua situação no Brasil. Ao invés de ver a minha falta de grana antes de eu começar viajando, eu costumava encarar essa situação como uma oportunidade para me desenvolver. Um indicativo de que era necessário investir mais em minha educação, meus contatos e minhas habilidades empreendedoras.

Não há como escrever aqui neste guia um plano para enriquecer que seja aplicável a todos. Por isso é que temos uma discussão específica sobre Independência Financeira para cada um de nós dar sugestões e dividir idéias concretas para conseguir aumentos, melhores empregos e outras oportunidades.

Uma opção a ser considerada é o trabalho na Europa. Durante a época de verão existem diferentes oportunidades para quem deseja

trabalhar fazendo um bico. Esses summer jobs são particularmente procurados por brasileiros na Espanha, mas acontecem pela Europa toda. É muito comum que os próprios europeus universitários procurem empregos como garçom em bares e restaurantes, para levantar um dinheiro extra.

Veja que com o visto geral de turista não é permitido realizar qualquer trabalho remunerado. Eu não recomendo ignorar as leis, pois isso pode gerar diversas complicações para seu lado.

Dito isso, também me cabe informar que existem muitos brasileiros e caras de outras nacionalidades trabalhando na informalidade em diferentes locais da Europa. Por um lado o dono de um estabelecimento em Barcelona é obrigado a apenas contratar aqueles que possuem o número de identificação de estrangeiro com autorização para trabalho remunerado. Por outro lado, sempre existe um jeitinho. Ao conversar com os brasileiros que já estão na região, você terá todas as informações que necessita.

Idioma

Pois bem, imagine por exemplo que você decidiu que gostou das tchecas e está de malas prontas para conhecer a capital Praga e depois fazer um passeio pelo interior da Morávia. Já considerou a possibilidade de que durante seu trajeto vai trombar com uma população que não fala inglês? Quão disposto você está a sempre ter que carregar um livro de frases e investir algumas dezenas de horas para adquirir uma fluência básica?

Se você não é do tipo aventureiro que topa uma empreitada dessas, um roteiro em países de idioma mais semelhante ao nosso, como Portugal, Espanha e Itália, pode vir a calhar. Se o idioma não for problema, pode tocar para a Sérvia ou Ucrânia que não tem erro - aliás, será ainda mais divertido!

Tenha em mente que na maior parte das vezes se você ainda não tem sequer o inglês fluente, não faz muito sentido, convencionalmente falando, investir em um idioma menos convencional. Pessoalmente, eu até acho que qualquer língua,

incluindo francês, espanhol ou alemão, só deve ser aprendida depois de ter feito a lição de casa adequadamente em inglês.

Um Viajante Conquistador extremo é aquele que encara o aprendizado de um idioma como o húngaro com a principal função de interagir com a população local. Mas conhecimento é sempre bem vindo e melhor aprender um idioma não convencional do que desperdiçar horas em frente à televisão ou engajado em discussões de pouca relevância prática.

Tempo

Algumas vezes o tempo pode ser um fator limitador. Em um país geralmente conservador como a Polônia (veja que estamos fazendo uma generalização) onde há uma influência religiosa muito forte que tende a exigir um jogo de longo prazo, é mais complicado estabelecer uma conexão significante ou ir para a cama do que em um país escandinavo, onde há uma liberação maior. Mas esse fator é muito aleatório e caótico, a ponto de não merecer ser considerado.

Particularidades Veio um cidadão e certa vez ficou obcecado perguntando onde é que tem neve, para ele ficar longe. Aparentemente, ele quer de todo modo evitar um país onde tem neve, e isso o deixaria profundamente incomodado.

Digo a vocês que no auge do inverno, é comum que anoiteça as quatro horas da tarde na Escandinávia, e faça uma friaca desgraçada de modo que é necessário usar chapéu, gorro, luva e botas toda hora para sair. Eu me adaptei. Mas tem gente que não se adapta. Tive amigo que ficou deprimido quando morou na Suécia, pois a escuridão do inverno bagunçou os hormônios e a cabeça do cara.

Quando morei na Polônia, sentia muita falta de uma variedade maior de legumes e frutas frescas. Tem gente que pode sentir falta de outras coisas, como uma churrascaria, shopping center ou outra frescura. Resumindo, caso você seja uma pessoa pouco flexível e que precise de certos itens ou coisas muito peculiares, leve isso em consideração.

Aventureiro

Já dissemos no Hino do Conquistador que somos aventureiros. Alguns mais, outros menos. Mas se não fosse nosso espírito curioso não estaríamos lendo esse Guia.

Aventureiro é um termo meio genérico que pode ser interpretado de diferentes formas. Mas vamos considerar aqui entre nós que fazer uma trip no meio da Bielorrussia é algo para um sujeito mais aventureiro do que aquele que quer conhecer Madrid, Paris e Roma. As capitais da Europa ocidental possuem toda uma infraestrutura e facilidades para turistas que um país como a Bielorrussia ainda não tem. Isso pode atrair alguns e afastar outros. Portanto, deixo aqui listado como um dos elementos que irá compor a fórmula do "lugar ideal para conhecer mulheres", visto que é disparado a pergunta mais feita pelos leitores.

5.4 A fórmula mágica para descobrir o melhor lugar da Europa para sua viagem

Foram tantas mensagens enviadas perguntando qual é o melhor lugar da Europa para conhecer mulheres interessantes que eu me reuni com doze cientistas, matemáticos e sociólogos, de modo que acabamos inventando a seguinte fórmula:

de modo que acabamos inventando a seguinte fórmula: Índice de Conquista = Interesse Local somado à

Índice de Conquista = Interesse Local somado à Intrigante Presença mais Independência Financeira, dividido por dois. A esse número se computa o Interesse pelo Idioma mais Identidade Aventureira mais Intervalo da Visita mais Indiferença a Bobagens

Vamos desmembrar essa fórmula.

IC (Índice de Conquista) é o resultado final da conta que faremos. Ao final da explicação repetirei a explicação dada por nossos cientistas para interpretar o resultado que varia de zero a dez.

IL (Índice Local) é a nota que você dará pela fascinação que o local objeto da consulta exerce em seu imaginário. Pelas moças com quem você já interagiu ou pelo menos obteve informações mínimas usando uma pesquisa, o que é que você imagina que te espera?

Caso você acredite de verdade que o local só tem baranga, chove todo dia, tem poluição, comida ruim e violência caótica, a nota a ser dada é ZERO. Caso você seja apaixonado por tudo da cultura local, conheça o hino nacional de cor e salteado, além da certeza convicta de que a princesa dos seus sonhos vive nesse país com alta qualidade de vida, a nota a ser dada é DEZ. Para quaisquer outras situações intermediárias, escolha um número entre zero a dez. Caso você se sinta confuso por não ter informações suficientes, participe do tópico de Fotos e Vídeos de Mulheres Européias para ter uma idéia.

IP (Intrigante Presença) é um valor entre ZERO a TRÊS que indica o quão intrigante a sua pessoa se revela. Comparado com o tipinho local mediano, você tem uma aparência e comportamento muito diferente? Essa sua distinta presença causa perplexidade e excitação em mulheres do sexo feminino? Utilize tanto sua aparência física como também a maneira de se vestir, sua linguagem corporal com a gingada brasileira e personalidade calorosa. Se sua aura de magnitude atrai o olhar feminino de forma irresistível, adicione TRÊS. Caso você acredite que sua aparência vai atrapalhar mais do que ajudar, marque ZERO, mas não deixe de conferir os Relatos de Conquista deixados no grupo Viagem e Relacionamentos para saber qual impacto cada perfil causa em cada região. Para situações intermediárias, escolha entre zero a três.

IF (Independência Financeira) representa o fato de grana ser ou não um fator limitador para que você faça o que tem vontade, e é outro elemento que oscila entre ZERO a TRÊS. Repare que um viajante que tem uma boa economia e fontes de renda na faixa mensal de dois mil euros pode se sentir limitado para pagar aluguel e as contas do dia a dia, além de fazer baladas e manter um fundo de reserva quando está em Oslo, Noruega. Porém esse mesmo valor pode ser suficiente para se viver em uma das ilhas gregas, sul da Itália ou na costa da Croácia. Leve portanto em consideração tanto o valor objetivo que você tem disponível como também o custo local,

sendo que no Grupo Europa temos uma tabela detalhada de diferentes cidades e os diferentes Viajantes Conquistadores espalhados por diferentes cidades podem também opinar com números realistas.

Antes de continuarmos, some os três números (IL + IA + IF) e divida por dois. O resultado deve variar entre zero a oito. Anote e deixe de lado para usarmos adiante.

II (Interesse pelo Idioma) varia entre ZERO a MEIO ponto. Para o local em exame, você já tem habilidade e interesse em falar algumas frases básicas que lhe servirão para interações de melhor qualidade? Repare que as famílias de idiomas podem ajudar: falar português facilita muito a viagem na Itália e Espanha. Saber russo ajuda (em um grau menor) a viagem pela Croácia e Polônia, pois são da família eslava. Mas não confunda a tal facilidade com o que esse índice realmente pretende medir: o seu interesse.

Um interessado em aprender um idioma difícil tem melhores chances do que um desinteressado em aprender um idioma fácil. Anote zero se você não tem interesse na língua local e 0,5 caso esteja bastante empolgado para investir nesse aprendizado que lhe renderá experiências impagáveis.

IA (Identidade Aventureira) varia entre ZERO a MEIO ponto. Você é

um viajante convencional e ainda cru de Europa? Que pretende fazer

o roteiro tradicional de Museu do Louvre, Torre de Pisa, Coliseu e

beber cerveja na Oktoberfest? Repare que esse roteiro, por si só, não

mede exatamente o quão aventureiro o seu perfil é. Pois é possível ser muito criativo e ousado mesmo em ambientes seguros e previsíveis.

O que o medidor de Identidade Aventureira pretende identificar é se

você aceita fazer o inesperado e desconhecido, ou se seu perfil evita

riscos. Marque ZERO se o seu medo do desconhecido limita os seus desejos verdadeiros. Caso você é dos que gosta de sentir a

adrenalina percorrendo o corpo conforme sente o medo e mesmo assim prossegue adiante, marque 0,5 (meio) ponto.

IV (Intervalo da Visita) é outro fator que oscila entre 0 a 0,5. Caso o principal motivo de sua viagem seja negócios, e sua agenda esteja bastante ocupada, com apenas um par de horas disponível a cada noite e um dia livre no fim de semana, é melhor marcar ZERO pois suas limitações de tempo tornarão a experiência de lazer e paquera muito mais estreitas. De certo modo, o mochileiro que resolveu percorrer quinze cidades diferentes em três semanas também sofre a limitação do intervalo curto de visita.

O motivo é que nas ocasiões em que você conhecer uma garota interessante durante o dia e naquela noite específica não puder marcar um encontro, sua partida no dia seguinte dificultará o estabelecimento de uma conexão significante. Quanto mais dias na mesma cidade, melhor. Marque 0,5 somente se tempo não for um problema.

IB (Indiferença com Bobagens) também varia entre ZERO a MEIO ponto, e é um dos casos em que apenas os extremos merecem zero ponto. Vamos imaginar o caso de Valentino, o garoto que odeia frio. Ele vai para a Finlândia e fica o dia inteiro reclamando do frio, fica trancado dentro do albergue e depois diz a todos que não quer mais voltar. Ou Pepeu, que odeia vendedores, e vai para Istambul, na Turquia, e quase arruma briga com os insistentes turcos que querem vender todo tipo de bugiganga.

Seja lá qual for a sua nóia, se ela for forte a ponto de o fazer esquecer das coisas boas e apenas se concentrar nas negativas, leia esse texto sobre foco emocional e marque ZERO. Se as bobagens são apenas um detalhe irrelevante e o que de fato interessa é a beleza local, adicione meio ponto por ser um sujeito indiferente a bobagens.

Agora, é só finalizar a equação, com uma nota de zero a dez para o local que você analisou. Dez representa o local ideal para você, enquanto zero indica não apenas que o local em análise dificilmente trará bons momentos, mas também

traz uma mensagem importante.

Atenção: Se o IC - Índice de Conquista levantado para diferentes localidades consistentemente releva um valor baixo, é hora de repensar se existe algo dentro de si mesmo que deva ser trabalhado.

Existem caras que sempre estão insatisfeitos, e utilizam a viagem como uma válvula de escape temporária para buscar algo que não existe. Se eu tivesse utilizado essa fórmula para analisar três localidades distintas e sempre encontrasse valores baixos ao final da conta, eu interpretaria isso como um alerta para o fato de eu precisar me desenvolver mais:

IL

(Índice Local) - me interessando mais pelos locais e pessoas;

IP

(Intrigante Presença) - fortalecendo um caráter, aparência e

auto-estima de um Viajante Conquistador;

IF (Independência Financeira) - investindo em minha educação e

currículo profissional para garantir economias e investimentos que

me levem à independência financeira; II (Interesse pelo Idioma) - explorando o desafio de aprender novos

idiomas;

IA (Identidade Aventureira) - desenvolvendo o lado masculino que

o autor David Deida costuma recomendar, ao viver mais riscos, ser firme e destemido;

IV (Intervalo da Visita) - organizar meus compromissos, eliminando

o máximo de inutilidade ao melhor estilo Tim Ferriss, para ganhar

mais tempo livre;

IB (Indiferença com Bobagens) - deixar de ser mimado e

desenvolver minha firmeza nas coisas realmente importantes da

vida, e ignorar detalhes irrelevantes.

5.5 Mesma realidade, várias percepções

Estamos quase prontos para entrar na parte de comentários específicos de diferentes localidades européias que eu visitei e divido minhas experiências.

Para a boa compreensão dessa parte, é necessário um aviso. A realidade que eu vivi certamente não será a mesma que você encontrará. Durante essas páginas iniciais eu procurei transmitir o conceito que acredito ser fundamental: a viagem é uma experiência extremamente pessoal. E talvez por isso seja tão poderosa, como disse a Débora Corrano, que cita Contardo Calligaris:

"Viajar é isto: deslocar-se para um lugar onde possamos descobrir que há, em nós, algo que não conhecíamos até então."

É por isso que evitei clichês e generalizações ao retratar os locais por onde passei ao longo dos últimos anos vivendo na Europa. A percepção que tenho a respeito de um país pode ser completamente diferente para cada leitor do Guia do Viajante Conquistador, pois ela depende de nossos paradigmas, crenças e molduras de realidade.

6. Finalmente, os locais! Dicas específicas de países e cidades

Ao invés de congelar o texto sobre diferentes locais nesse guia, que rapidamente ficaria desatualizado, é na Comunidade dos Viajantes Conquistadores que temos uma listagem dos seguintes locais:

O pontapé inicial foi dado para os seguintes países:

Apesar de eu ter colocado algumas das minhas melhores dicas para esses locais, tenho noção da realidade: não há como comparar o potencial meu (individual) com o de toda a nossa nação de Viajantes Conquistadores.

Conforme nossa comunidade avança, usaremos as ferramentas de interação para continuar completando os dados e informações com mais cidades e regiões.

7. Relacionamento e técnicas de paquera e sedução

De todas as técnicas de paquera e experiências vividas por anos na Europa, o que eu posso contribuir com melhor resultados é a paquera durante o dia. Existem alguns motivos para que eu me especializasse no daygame.

Primeiro, que quando a gente depende principalmente da balada para conhecer garotas, o tempo disponível para interação é muito limitado: apenas durante as noites boas de festa. E a qualidade da noite varia muito com fatores como a atual crise econômica.

Um exemplo é a Pacha de Vilnius, Lituânia: logo na inauguração, era uma festa impossível de se acreditar, pois só havia top model. Hoje em meio à crise econômica (março de 2010), é uma balada meio às moscas, com algumas pessoas meio nada a ver.

Nesse capítulo, não tem como eu evitar de me lembrar de alguns workshops e seminários que participei na área de sedução. Para simplificar, vou evitar mencionar termos técnicos ou detalhes sobre os gurus que influenciaram o meu método. Para todos os detalhes, o grupo Viagem e Relacionamentos lista os materiais com maior precisão.

7.1 Relembrando os tempos dourados: a paquera diurna

Para mim, uma das coisas mais importantes que desenvolvi foi a paquera durante o dia, chamada de daygame. Na Comunidade, eu listo as diversas técnicas e atividades propostas para o daygame passo a passo.

Como é algo muito distante da realidade da maior parte das pessoas, existem muitas barreiras psicológicas internas para poder paquerar uma garota durante o dia. A nossa cultura paranóica e individualista tem abandonado o charme da sedução à luz do dia, que é substituída pela balada noturna.

Veja que em gerações antigas, era muito comum que o homem flertasse com as moças durante o dia, horário de almoço, num

passeio ou mesmo ao caminho de seu trabalho ou faculdade. Hoje, esse comportamento é tido como bizarro por alguns. A ironia é que paquerar estranhos por intermédio de um MSN é considerado normal.

Esses são alguns exemplos que mostram a riqueza de possibilidades

e paradigmas. Por que certos comportamentos são considerados

normais e aceitáveis por certas pessoas e contextos, enquanto outros são repreendidos? Parte da resposta não depende de nós, pois é a cultura da sociedade. Mas existe uma parte que temos a possibilidade de influenciar, e portanto faz parte de nossa responsabilidade.

Estou falando da reestruturação de crenças. Sem ela, é muito difícil sequer começar o daygame.

7.2 A influência das crenças em nossa vida

Nossas crenças influenciam as nossas ações. Mas algo menos intuitivo é que a forma como agimos influenciam as nossas crenças e sentimentos.

Por que estou dizendo isso?

Pois tenho certeza que haverá leitores que vão pensar “ah, eu não consigo fazer isso de sair puxando papo na rua com mulheres desconhecidas. Na balada, vá lá, mas na rua, não tem cabimento, NÃO É MEU ESTILO”.

Se você não é dos que se limitam por esse tipo de pensamento, não precisa continuar lendo esse capítulo. Para você que tem a desenvoltura e sabe se divertir puxando papo com meninas na rua, eu sugiro uma atividade: aborde algumas agora mesmo e relate a experiência para que a gente possa ajudar a dar idéias e sua própria reflexão.

Agora, caso você seja dos que acredita que paquerar na rua não faz parte de seu estilo, pelo menos entenda racionalmente uma coisa: é

a sua crença que o impede de fazer. E, ao não fazer, ao não ter a coragem de dar um “oi” para uma menina bonita que caminha

diante de você na rua, você está reforçando a sua identidade e crença de que isso não faz parte de sua realidade.

Como mudar isso? O paradoxo é que se você não faz, vai acreditar que não pode fazer. E se não acredita ser possível, não faz. Parece impossível de sair dessa cilada.

Para explicar como se libertar, conto a história de minha mãe. Desde pequeno, eu queria ter um cachorro, mas nunca tive coragem de

pedir para meus pais. O meu pai gosta de bichos e por iniciativa dele

já tivemos em nossa casa diferentes animais de estimação:

passarinho, peixe e até coelho. Mas nunca cachorro.

E, diferente de meu pai, minha mãe é bastante prática com coisas como a sujeira feita pelo animal de estimação, e nunca foi muito vidrada em cachorros.

Enfim, eis que um dia meu pai aparece em casa com um filhotinho

de cachorro e todos ficamos encantados por aquela criaturinha. Até

a minha mãe, que não é muito de ficar passando tempo brincando

com cachorro (já que ela é ocupada demais ajudando na casa e trabalhando) pouco a pouco foi se apegando ao cachorro. Em algumas semanas, ela estava lá, no quintal, ensinando o cachorro a ficar de pé e fingir de morto!

A moral da história é que basta começar. Ao realizar as primeiras

ações, por mais que a gente não tenha grande convicção, uma coisa mágica acontece. O corpo começa agindo e a mente assimila as mudanças, reestruturando nosso sistema de crenças. E isso por sua

vez resulta em mais ações.

O mesmo acontecerá no caso de paquera de rua. Puxe papo com

algumas meninas. Você vai receber resultados positivos e também negativos. Não se abale pelas críticas e patadas. E não se excite demasiadamente com os bons resultados. Seja homem, porra. Seja firme. Continue fazendo, independente dos resultados e estímulos externos. A mudança acontecerá e em pouco tempo você estará dentro de uma nova moldura, com diferentes emoções e crenças. Foi assim comigo e com diversos outros caras que eu vejo hoje com

a maior facilidade do mundo em puxar papo com qualquer menina.

Importante: não vai adiantar NADA você apenas ler o livro. As mudanças não acontecem no plano mental. Não se iluda acreditando que apenas as informações e histórias que conto aqui são suficientes. É necessário que você faça coisas novas para que possa pensar diferente. Sem a prática das atividades sugeridas, não haverá mudança. Uma coisa é importante - é você quem decide e sabe o que é melhor para você. Se a atividade sugerida não faz sentido, após tentar você pode fazer modificações. É você quem sabe.

Note porém o principal obstáculo: a sua imagem de quem você é. Uma das razões pelas quais nós resistimos inconscientemente a mudanças é que elas invalidam anos de comportamento passado.

Haveria uma “essência fundamental” de quem você é, e, ao promover uma mudança, você estaria se traindo? Jerome Seymour Bruner, psicólogo e pesquisador na New York University diz que não. Para ele e suas teorias cognitivas, nós estamos constantemente nos construindo. Estamos sempre reescrevendo nossas autobiografias em nossa memória para poder melhor entender o passado e apresentar as nossas esperanças e planos para o futuro. Ou seja:

podemos mudar sem medo de deixar de ser genuínos.

7.3 Reestruturando crenças para obter mudanças de comportamento

É possível alterar essas nossas crenças e paradigmas? Claro! Quem aqui não acreditava em papai noel e depois mudou essa crença que foi formada quando nós não tínhamos ainda o discernimento para processar informação?

Lembre: Para alcançar qualquer objetivo, você precisa de três coisas. Você precisa QUERER, precisa SABER COMO alcançar e DAR A SI PRÓPRIO A CHANCE de alcançar. Robert Dilts explica que quando você tem uma crença de que as coisas serão difíceis, será difícil de dar a si próprio a chance para fazer tudo o que é necessário e manter consistência e persistência até atingir o resultado.

Vamos exercitar a capacidade de reformular crenças. Esse exercício originalmente vem de Robert Dilts e não precisa de nenhuma habilidade especial - por isso é tão elegante.

Pense em algo que você acredita que consegue realizar com facilidade. Faça agora o contraste pensando em algo que você se sente limitado.

Agora pegue essa crença limitadora e faça ela se tornar semelhante à crença que você sabe que pode fazer com facilidade. Use todos os recursos possíveis: tamanho da imagem, nitidez, cores, sons, sabores e as sensações que você sente em seu corpo, sua postura.

Se durante esse processo algo o impedir de realizar isso, descubra o que é que está te travando. O objetivo é reinterpretar os aspectos dos obstáculos de modo que eles se transformem, no final, em elementos que vão o ajudar a alcançar o que pretende.

Como um elemento adicional de conforto, veja que ao estar em um país diferente, ninguém te conhece e você não sentirá a pressão social de pessoas que te conhecem pensando por que diabos você está falando com todas as mulheres que passam pela rua. Assim, fazer a abordagem de daygame em outro país é infinitamente mais fácil do que em seu próprio país.

Você pode simular esse efeito indo a uma cidade vizinha, tomando um ônibus intermunicipal.

Essa percepção é na verdade uma pequena muleta que servirá temporariamente para reformular sua crença e fortalecer sua Independência. Conforme você progride na desenvoltura em realizar as abordagens durante o dia, o fato de haver conhecidos na área ou não se torna irrelevante.

7.4 O Princípio de Pareto aplicado ao daygame

O Princípio de Pareto é um axioma também conhecido como a regra 80-20 pois diz que 80% dos efeitos vêm de 20% de causas.

Essa idéia veio de um economista italiano chamado Vilfredo Pareto, que observou que 80% das ervilhas de sua plantação vinham de 20% dos pés de ervilha. De modo parecido, 80% das terras na Itália pertenciam a 20% da população em sua época.

Os empresários de negócio rapidamente entenderam que isso é aplicável a várias outras áreas, incluindo ao fato de que 80% do lucro vem de 20% dos clientes.

Como utilizar esse princípio para a paquera de dia? Foi essa a pergunta que eu me fiz após realizar milhares de abordagens durante as minhas primeiras viagens. Na época em que eu morei na Polônia, onde as moças locais eram muito lindas e simpáticas, era comum que eu fizesse cinquenta abordagens em apenas um dia.

Sendo bastante honesto, era possível dizer que nessa época eu tinha as seguintes estatísticas:

Das 100 mulheres foram abordadas (num período de dois dias):

85 pararam para me ouvir e interagir por alguns

instantes 15 não pararam, por estar com pressa, não entender o que eu dizia ou não terem gostado do que eu falei

40 realmente se engajavam na conversa por mais

de 5 mins

45 respondiam de forma mínima às minhas

perguntas, e a interação não durava mais que cinco

minutos

30 me davam algum meio de contato (telefone,

email)

10 me acompanhavam para um encontro instantâneo

5 apareciam em um segundo encontro

2 me beijavam

0.3 transava

Como não existe 0.3 mulher, ou eu não sou do tipo que tem fetiche por partes incompletas, era necessário abordar uma média de 300 mulheres para que eu encontrasse alguma que tivesse uma química que chegasse ao sexo.

Foi aí que me lembrei do Princípio de Pareto. Apenas 20% do que é feito corresponde a 80% dos resultados.

O reverso dessa constatação é que muitas vezes nos pegamos

fazendo 80% de atividades que apenas resultam em 20% de resultados. E aí está uma grande perda de tempo e energia. Era isso

o que eu notei em minhas experiências de paquera de rua.

O critério que eu tinha para iniciar uma abordagem era apenas

baseada na aparência da garota. Se fosse bela, eu estaria lá, encontrando uma maneira para puxar um papo.

Além do modelo ISO, uma das características essenciais é a flexibilidade. De ser insistente ao repetir diversas vezes as práticas para alcançar a maestria. Mas essa repetição deve também ser feita com critério e reflexão.

Vou contar a história de como eu descobri a aplicação do Princípio de Pareto para a paquera de dia. Ao fazer o daygame, focalize apenas nas mulheres que possuem tempo livre.

Dessa maneira, não é necessário que você se desdobre para convencer a mulher a abandonar alguma atividade que ela estava realizando, chegar atrasada a algum compromisso ou ter que compactar a interação em curtos minutos e ainda assim manter a solidez.

Quando se faz abordagens em quaisquer garotas bonitas, sem considerar se elas estão com tempo livre ou não, você encontrará todo tipo de situação. É necessário estar bastante avançado em sua habilidade de interação, com muita confiança, carisma e especialmente sorte para que a conversa resulte em um futuro encontro.

Isso é o que eu fazia na época das cinquenta abordagens diárias. Era um jogo de números, era um spam humano. Algumas vezes eu conseguia resultados, mas na maior parte das vezes não resultava em nada concreto (além da experiência acumulada).

O que eu notei nessa época é que um dos principais fatores que não

permitia realizar um encontro instantâneo é que a garota não tinha tempo livre. Esse não era um problema com a minha paquera - estava fora de minha esfera de controle. Ela não poderia parar para falar comigo mesmo que eu fosse o Brad Pitt.

Fazer essas abordagens totalmente aleatórias com o exclusivo critério da beleza física da mulher foi algo bom por um tempo. Para que eu adquirisse experiência, confiança e saber fazer uma boa impressão inicial.

Depois que passei dessa fase, foi quando veio o momento de hackear o sistema usando o Princípio de Pareto para obter resultados maximizados. Passei a abordar apenas as mulheres atraentes E que poderiam fazer um encontro instantâneo comigo.

Para identificar as mulheres que podem ir a um encontro instantâneo, usei dois principais recursos: minha análise consciente da linguagem corporal e a análise inconsciente baseada em minhas experiências.

A análise consciente é feita ao observar a mulher por alguns

instantes. Se ela está caminhando devagar, olhando vitrines, carregando sacolas de compra e com maquiagem e sapatos em estilo de passeio, a chance é que ela não está trabalhando e portanto pode ir para um encontro.

A análise inconsciente é difícil de explicar mas existe. Após fazer algumas centenas de abordagens e lembrar das histórias em que houve um encontro instantâneo, é possível identificar um certo padrão comum, tanto nas excelentes como nas péssimas interações. Com o tempo, essa intuição fica mais forte e pode também ser usada. Somente tome cuidado para não deixar essa análise consciente ser uma desculpa para deixar de abordar quando houver ansiedade.

Deixei de investir tempo e energia interagindo com mulheres que pareciam ser um baixo retorno ao investimento. Isso só foi possível com dois elementos: (i) uma mentalidade de abundância que me permitia ignorar as mulheres belas que não aparentavam ser das que iriam para um encontro instantâneo e (ii) estar, de fato, em um local onde houvesse a tal abundância de beldades.

Esse sistema só funciona se for usado em locais onde o tipo físico médio das garotas corresponde ao seu gosto pessoal. No meu caso, tanto Varsóvia como a Cracóvia são duas excelentes cidades, onde a maior parte das garotas é muito bonita. Se eu tentasse aplicar esse método em outra cidade, como por exemplo Nápoles, eu teria maior dificuldade em achar a mulher que gostaria de abordar E que aparentasse poder ir para um encontro instantâneo.

7.5 Outras dicas para o daygame

Tenha um local preestabelecido para os encontros instantâneos. Uma das coisas que eu fazia enquanto puxava papo com as garotas era ter em mente quais eram os locais adequados nas proximidades para convidar para um encontro. O tipo de situação que eu queria evitar era ficar caminhando sem saber exatamente onde havia um bom local. Se possível, estude o ambiente e procure por um local de conforto

Repare nas coisas que funcionam, e repita. Corte o que não

funciona, fazendo adaptações. Uma das coisas que eu costumava fazer era enviar mensagens de SMS antes de fazer um segundo encontro. Nessas mensagens, notei que uma coisa que ajudava era

escrever "blablabla

ah, e tenho uma surpresa para vc".

Logo que essa mensagem era enviada, eu recebia respostas como:

"nao consigo deixar de pensar a respeito da surpresa. que menino levado! ;-P hmmm o que será? vc vai fazer um strip tease pelado pra mim? beijossss"

ou:

"uau! surpresa!! me conta o que é!!! beijinhos"

Na hora de dar a tal surpresa, não era nada demais. Geralmente eu comprava um pirulito Chupa-Chups de cinquenta centavos e entregava, aproveitando a oportunidade para fazer brincadeiras e insinuações. Era ótimo! Em alguns casos, inclusive dava continuidade em uma rotina de beijo simples: quando ela chupava o pirulito eu a instruía a fazer uma cara sexy e dava uma nota. Daí é dizer para ela conseguir uma nota ainda melhor, a estimulando a fazer uma cara mais sapeca. Isso é conduzido com uma perguntava como é e experimentar o pirulito chupado por ela. Nisso, é se aproximar bastante da boca dela e dizer que gostou, cada vez se aproximando mais dela lentamente e beijando.

Em certo momento, todas essas dicas serão irrelevantes. Uma coisa muito forte é a subcomunicação. Quem você realmente é sempre transparece. Por isso, não se preocupe em idolatrar suas rotinas e frases de abertura. Quando a confiança e naturalidade da interação estiver incorporada, qualquer coisa que for dita serve para iniciar a comunicação sexual. Houve uma época em que eu evoluí a minha interação a ponto de apenas dizer "bom dia" como frase de abertura - e logo a seguida a interação começava muito bem.

A técnica do Elogio Descontrolado é bastante simples. Basicamente, você diz que a gata é tão linda que você não consegue se controlar. É uma técnica engraçada pois ela permite que você expresse seu talento dramático. Quanto mais exagerado e descontrolado, melhor.

Exemplos de frases usadas:

"Nossa! Gata, você é linda demais, não consigo conversar direito com você - eu perco a concentração! Pare com isso!”

"Hmmmm… sabe, acho melhor eu ligar pra polícia, pois até eles chegarem eu já estarei fazendo coisas indecentes com você"

"Põe um saco de papel do McDonalds pra tampar sua cara, só assim eu consigo conversar contigo sem querer te atacar"

"Pare de ser tão sexy, desse jeito não consigo falar com você direito"

"Vem, fica do meu lado, só assim eu consigo conversar contigo sem ficar olhando pro seus peitos deliciosos" (ao fazer isso, coloque seu braço por cima do ombro oposto dela ao conversar).

O legal dessa forma de fazer a conversa é que ela facilita muito em diversos aspectos. Primeiro, que uma menina fiel e comprometida vai rapidamente entender que seu interesse é sexual e assim ela se afastará logo de começo, evitando que você perca muito tempo num mato de onde não sai coelho.

Em segundo lugar, esse tipo de interação não funciona bem em mulheres pouco atraentes. Geralmente as de “nota oito para baixo” (veja porém meu comentário sobre não dar notas) não vão acreditar em você. Podem ficar com risadinhas mas elas vão embora, achando que você é mentiroso.

Encontros divertidos

Feito o primeiro passo de atração, é possível ou conduzir para um encontro instantâneo ou pegar o telefone para fazer um encontro mais tarde. Nesse caso, eu costumo sugerir sair da rotina e do óbvio, fazendo um encontro divertido.

O Victor Lee Lesbian Method

Houve uma época em que eu ainda não havia conhecido a comunidade de sedução e ralava muito para conseguir uma garota. Eu simplesmente não entendia absolutamente nada de como ser um homem atraente, e geralmente zerava na balada.

Como sempre gostei de pensar em alternativas fáceis e pouco exploradas, me veio a idéia de começar a frequentar baladas de lésbicas, onde a proporção homem-mulher estaria a meu favor. Afinal de contas, quem sabe no meio das centenas de lésbicas não houvesse algumas amigas bissexuais ou mesmo hetero entediadas?

Foi assim que surgiu o Victor Lee Lesbian Method, que fica para visualização no nosso grupo de Viagem e Relacionamentos. Em particular ele funciona muito bem em Londres e Berlin.

8. Fim: o começo

E assim chegamos ao oitavo capítulo deste Guia, que seria geralmente o final de um livro convencional.

Mas no nosso caso esse é apenas o começo de tudo. Como você deve ter notado, deixei muitas das melhores idéias fora deste livro - elas estão na Comunidade dos Viajantes Conquistadores, em http://fromvictorwithlove.com/comunidade

Dessa maneira, a interação está apenas começando. A nossa viagem será longa e interessante.

Um abraço forte e nos vemos lá

From Victor,

With Love

27 de abril de 2010