P. 1
25-Poesia sala de aula

25-Poesia sala de aula

4.67

|Views: 19.880|Likes:
Publicado pormatiasalves

More info:

Published by: matiasalves on Mar 13, 2008
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOC, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

05/08/2014

pdf

text

original

Escola Secundária de Gondomar Departamento de Línguas Românicas Fichas de Recursos

Nº 25 data: 3 de Janeiro de 07 Tema : Poesia na sala de aula

A Poesia na sala de aula - texto de Luísa Matos

Sugestões de Actividades

1. Tempos de poesia na sala de aula O minuto da poesia Na transição entre duas actividades diferentes, pode facilmente incluir-se um minuto dedicado à poesia, utilizando livros de poesia, instrumentos musicais e eventualmente uma campainha para dar início a este momento que se quer muito especial. No 1º Ciclo, a fim de criar um ambiente lúdico e atractivo, o professor pode ainda usar um chapéu ou outro adereço, como símbolo do “tempo poético”. Os livros utilizados devem ser mostrados aos alunos, identificados com o nome do poeta, ou dos poetas, se se tratar de uma colectânea. Pode também chamar-se a atenção dos alunos para a capa ou para as ilustrações. No final da leitura, o livro deve ser disponibilizado aos alunos que o desejem manusear ou ler outros poemas. O quarto de hora de poesia Dedicar um quarto de hora à leitura de poemas é uma actividade a realizar preferencialmente uma ou duas vezes por semana. Recomenda-se uma actividade de impregnação, ou seja uma leitura sugestiva, sem análise nem debate que procura apenas suscitar a fruição. Recomenda-se ainda que o professor procure apresentar poetas e estilos diferentes e que procure adequar a entoação da leitura ao conteúdo do poema. A hora da poesia Uma hora de poesia na aula exige trabalho de preparação intensa por parte do professor e só é recomendável para alunos já motivados para este tipo de actividade. A frequência mais adequada tem de ser decidida em função da turma, mas de uma maneira geral pode realizar-se com êxito uma ou duas vezes por mês.

Além da leitura dos poemas seleccionados, justifica-se o debate, a análise do conteúdo e dos recursos linguísticos, comentários escritos e outras actividades.

A semana da poesia Quando se decide dedicar uma semana à poesia é possível desejável que a escola se envolva e que colaborem professores de várias disciplinas, bem como pais e outros familiares que desejem participar. As actividades podem incluir: • • • • • • • • • • • encontros poéticos entre turmas; espectáculos de poesia com (ou sem) acompanhamento musical, envolvendo (ou não) dramatização; escrita intensiva de poemas durante toda a semana; concursos de leitura de poemas; jogos florais; exposição de poemas ilustrados, por toda a escola; troca de mensagens entre turmas, escritas em verso e apresentadas em diversossuporte; enigmas em verso para propor a outras turmas ou para rally papers; encontros com poetas; correspondência poética entre escolas do mesmo agrupamento ou de agrupamentos diferentes; selecção dos poemas preferidos dos alunos ou da turma e apresentação das escolhas à escola em cartazes ilustrados. 2. Diferentes modalidades de integração da poesia na sala de aula Modalidades de integração Lê poesia aos alunos todos os dias. Encoraja os alunos a lerem eles próprios poesia e a relerem certos poemas. Imersão Apresenta diferentes antologias de poemas. Incita os alunos a coleccionarem poemas (antologia pessoal ou antologia de grupo constituídas por tema, poeta, forma, etc.). Actividades do professor

Suscita interpretações de poemas para debate, representação dramática com música ou dança, ilustrações de poemas, etc. Exploração Compara poemas ou poetas. Ajuda a descobrir recursos poéticos. Cria uma atmosfera propícia à elaboração de poemas. Experimentação Proporciona ocasiões de produção colectiva. Encoraja esforços pessoais. Cria condições para que os alunos leiam poemas ou apresentem os seus poemas em diferentes contextos.

3. Diferentes modalidades de leitura de poemas na sala de aula A apresentação oral de poemas exige preparação. O professor deve primeiro sentir o poema para depois o poder partilhar com os alunos. E deve ter treinar para poder usar adequadamente diferentes recursos expressivos, tais como a intensidade da voz, a pronúncia, a entoação, os silêncios e a expressão facial, os movimentos, a postura, etc. Uma boa leitura de poemas deve ser clara e natural. Mas, neste caso, conseguir ser natural pressupõe algum treino. Formas de ler poemas em voz alta: Leitura em duo Muitos poemas prestam-se a este tipo de leitura ou para pequenos corais. Um exemplo é os poemas que têm forma de pergunta-resposta. Os alunos devem decidir quais os versos que formam uma unidade de sentido e ensaiarem a leitura. Leitura em roda Os alunos colocam-se em círculo. Um aluno começa a leitura, depois passa o livro ao vizinho que continua e assim sucessivamente. Leitura com adereços Cada aluno escolhe o seu poema preferido e escolhe acessórios que ajudem a ilustrar o conteúdo ou o espírito do poema e torne a leitura mais viva. No dia da apresentação os alunos recitam ou lêem o poema com a respectiva encenação.

Caixa de poemas Colocam-se 5 ou 6 livros de poesia numa mesa e ao lado uma caixa decorada. Os alunos que desejem preenchem individualmente uma ficha com o título de um poema que lhes agrade, o título do livro em que se encontra e a respectiva página, indicamdo se querem ser eles a ler o poema ou se preferem que seja o professor. Colocam a sua ficha na caixa e o professor retira da caixa um por dia para executar o que os alunos sugeriram.. O processo de leitura é simples: o aluno nomeia o autor, dá o título, mostra a ilustração (no caso de haver) e lê o poema. Se a leitura for executada pelo aluno e não resultar bem, o professor pode sugerir nova leitura, mas sem forçar para não causar embaraços.

Antologia gravada Etapas 1ª etapa Pôr à disposição dos alunos várias antologias e convidá-los a seleccionarem os poemas que mais lhes agradam, para lerem em voz alta. O professor pode circular e apoiar os alunos mais hesitantes. Quando tiverem feito a escolha formam-se equipas de três ou quatro alunos, agrupadas de acordo com preferências poéticas. Por exemplo, autores ou temas preferidos. 2ª etapa As equipas trabalham cada uma com um gravador e decidem quais as melhores formas de ler os poemas que seleccionaram (podem ser lidos por um só aluno, em duo, em coro, com efeitos sonoros, cantado, etc.). Escolhida a forma de ler cada um dos poemas, treinam a leitura e a respectiva gravação, até estarem satisfeitos. Durante esse tempo, o professor circula nos grupos para dar sugestões, deixando fluir o trabalho. 3ª etapa A turma ouve e aprecia as gravações de cada grupo e escolhe quais os poemas e a sequência a incluir numa cassete comum. A gravação final pode ser apresentada à escola.

Ilustrar um poema Escolha Devem ser privilegiados os poemas que evocam imagens para facilitar a reprodução visual do poema.

Etapas • Começar a actividade falando dos ilustradores de livros de poesia, mostrando um exemplos de álbuns onde os poemas são ilustrados. Discutir com os alunos o papel do ilustrador (dar a atmosfera do poema, representar os sentimentos e as imagens que ele evoca, etc.). • • • Ler um poema aos alunos e pedir-lhes para imaginarem que o poeta os contratou como ilustradores. Pedir aos alunos para ilustrarem o poema. Fornecer material variado de desenho, de pintura, tecido, lã, botões, cartão, feltro, materiais de reciclagem. Acabadas as ilustrações, convidar os alunos a apresentar e explicar o seu desenho ao grupo. Variantes • • • Propor vários poemas para que cada um escolha aquele que prefere ilustrar; Dividir o poema em partes, distribuindo a respectiva ilustração por diferentes alunos; Propor a elaboração de uma antologia ilustrada por turma, em que cada aluno escolhe um poema e o ilustra. Dramatizar um poema Escolha O poema deve ser escolhido em função da actividade, ou seja conter elementos dramatizáveis. Etapas • • • • • • • Propor aos alunos que ouçam os poemas com atenção para os poderem dramatizar. Ler-lhes um poema duas vezes e perguntar-lhes se conta uma história. Escolher entre os alunos voluntários os que irão dramatizar o poema. Reler o poema deixando tempo para o imaginarem a dramatização. Dramatizar Repetir o processo com outro poema e outros alunos. Criar um período de discussão sobre as reacções suscitadas tanto pelos poemas como pelas dramatizações Variante: • • • • Dividir a turma em grupos de três ou quatro alunos e entregar a cada grupo um poema que conte uma história. Pedir aos alunos de cada grupo para lerem o poema e decidirem a forma de o apresentarem, distribuindo papéis e exercitando a dramatização. Fixar alguns minutos para a representação de cada grupo. Apresentar e aplaudir!

Reconstituir um poema fragmentado Escolha Sugerem-se vários poemas curtos que apresentem enumerações. Etapas • • • Dividir a turma em grupos de dois ou três alunos. Dar a cada equipa um envelope com fragmentos de versos de um poema diferente. Cada equipa escolhe uma ordem de apresentação dos versos do poema, copia o poema para uma folha, volta a guardar os fragmentos num envelope e passa-o a outra equipa. No caso de alunos mais novos, pode haver fotocópias dos versos do poema para que colem os fragmentos numa folha. • • Cada equipa recomeça a actividade com os fragmentos de poema entregue por outra equipa. O número de trocas depende do tempo disponível. No final os alunos lêem em voz alta o que escreveram, para comparar com o poema original as sequências formadas pelos grupos, debatendo o resultado do trabalho. Dar um título ao poema Escolha Para suscitar uma maior gama de reacções, escolher um poema cujo título seja apenas evocador, sem estar demasiado colado ao conteúdo. Etapas • • • Escolher um poema que os alunos não conheçam e lê-lo, omitindo a referência ao título. Distribuir uma cópia pelos alunos. Pedir aos alunos para escreverem em grupo uma lista de títulos possíveis e para escolherem o melhor título. Convidar os alunos a relerem silenciosamente o poema para confirmarem a pertinência do título. • • Convidar cada equipa a apresentar a sua escolha final e a sua explicação. Escrever os títulos no quadro para as outras equipas comentarem as escolhas propostas. Dar à turma o título do poema. Comentar a escolha do autor e levar os alunos a decidirem se preferem o seu título ou o do poeta. Resolver um poema-adivinha Escolha

Para servir de base a esta actividade os poemas escolhidos devem descrever um objecto sem o nomear. Se o objecto for mencionado no título é necessário omiti-lo. O nível de dificuldade pode mudar consoante a idade dos alunos. Actividade Utiliza-se uma estratégia idêntica à da actividade «Encontrar um título para o poema». Os alunos a devem ouvir ler o poema para tentarem descobrir a solução da adivinha.

Filmar um poema Escolha Deve escolher-se um poema com imagens variadas para tornar a actividade mais acessível. Etapas • Explicar primeiro o objectivo da actividade aos alunos: conceber um pequeno guião para realizar um filme curto sobre um poema, imaginando como cada verso ou grupo de versos será representado visualmente. • • • • • Dividir a turma em grupos e propor a cada equipa um poema diferente, sugerindo que elaborem um projecto de trabalho sobre o poema. Pedir aos alunos para conceberem um enredo, a partir da análise de cada uma das partes do poema. Reservar tempo para que cada equipa possa apresentar o seu projecto à turma. Depois de cada enredo estar debatido e aprovado pelo professor os alunos realizam o filme. Reservar tempo para que cada equipa possa apresentar o seu filme à turma.

É útil dar aos alunos certas informações sobre algumas possibilidades de filmagem. • Lista com os principais planos: • • • • PG: plano geral (cenas de paisagens). PM: plano médio (pessoa ou objecto por inteiro). PR: plano aproximado (metade do corpo, metade de um objecto). GP: grande plano (por exº figura, mão ,anel).

Lista com os principais movimento de câmara: • Z: zoom para trás ou para a frente (do grande plano para o médio ou do plano médio para o grande).

• •

T: travelling (a câmara deslizando sobre os carris , por exº do chão para alto ou do alto para o chão). P: panorâmica (câmara sobre um eixo , fazendo um percurso circular ou semi-circular).

Texto de Luísa Matos* Adaptação da obra Professora na ESE de Lisboa

* Giasson,

Jocelyne - Les textes littéraires à l’école (2005)

In http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/ListaConteudos.aspx?area=383

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->