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Embora a nível global se verifique um equilíbrio energético ou térmico no sistema

Terra-Atmosfera, tal não acontece na maior parte das regiões do globo.

Na zona intertropical (N e S)– a quantidade de energia


recebida à superfície é superior àquela que é emitida,
existindo assim um excedente térmico;

Entre os 37º e os 38º (N e S) – verifica-se um equilíbrio


entre a radiação adquirida e a perdida;

Para as regiões situadas a partir dos 38º (N e S) – as


perdas excedem cada vez mais a quantidade de energia
recebida.

Apesar destas diferenças, o equilíbrio energético global é uma realidade, devido essencialmente à dinâmica da
atmosfera que faz a transferência de energia entre as regiões excedentárias e deficitárias.
Factores de variação da radiação solar

A variação da radiação solar à superfície depende de vários factores:

A forma esférica da Terra

Movimentos de Rotação e Translação

relevo
Tipo de superfície
Transparência da atmosfera
A forma esférica da Terra constitui uma das principais razões pela qual a radiação solar diminui com a latitude
À medida que a latitude aumenta o ângulo de incidência diminui e a massa atmosférica atravessada pelos raios solares aumenta,
fazendo com que as perdas por absorção, reflexão e difusão sejam maiores, logo, a quantidade de radiação recebida diminua.

Por outro lado, quanto menor o ângulo de incidência maior é também a superfície pela qual a radiação se distribui, reduzindo
consideravelmente a quantidade de energia recebida por unidade de superfície e consequentemente a capacidade de aquecimento.
Movimento de Rotação e Translação

O movimento de rotação tem implicações na variação diurna da radiação, uma vez que origina a sucessão dos
dias naturais e das noites, e a variação do ângulo de incidência e da massa atmosférica atravessada pelos raios
solares ao longo do dia natural.

Como durante a noite não há radiação solar, verifica-se uma perda de calor por radiação terrestre, passando o equilíbrio
térmico da Terra a ter um saldo negativo. O arrefecimento nocturno será tanto maior quanto mais Límpida estiver a
atmosfera, uma vez que a intensidade do efeito estufa é menor.
Movimento de Rotação e Translação
O movimento de translação tem sobretudo implicações na variação anual
da radiação solar recebida pois, devido à inclinação constante do eixo da
Terra com o plano da sua órbita, faz variar, num mesmo lugar, a
obliquidade dos raios solares, ao meio-dia solar, ao longo do ano.

Para além de fazer variar a obliquidade dos raios solares e, portanto, o


ângulo de incidência e a massa atmosférica, a translação do planeta
provoca ainda a desigualdade na duração dos dias naturais e das
noites em todos os lugares da superfície da Terra, ao longo do ano,
excepto nos lugares situados no equador.
Movimento de Rotação e Translação

HN
entre o solstício de Dezembro e o solstício de Junho, registam um aumento do ângulo de incidência e da duração do dia natural e
uma diminuição da massa atmosférica atravessada pelos raios solares, condições que contribuem para um aumento da quantidade
de radiação solar recebida;
- entre o solstício de Junho e o solstício de Dezembro, pelo contrário, vêem o ângulo de incidência e a duração dos dias naturais
diminuir e a massa atmosférica aumentar, pelo que a radiação solar recebida vai diminuindo.

HS tudo se passa de modo inverso e, portanto, os menores valores de radiação acontecem próximo do solstício de Junho
e os valores mais elevados ocorrem habitualmente junto ao solstício de Dezembro.