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Cecília em: Deu a Louca no Conto de Fadas

AUTOR: Peterson Soares da Silva

PERSONAGENS
CECÍLIA

FOFINHA

GATO DE BOTAS

MÃE DE CECÍLIA

PRÍNCIPE ENCANTADO

BRUXA MADRASTA

BELA ADORMECIDA

LOBO MAL

BRANCA DE NEVE

FADA

CINDERELA

REI DA FANTASIA

NARRADOR(A)

AUTOR: Peterson Soares da Silva 5


Cecília em: Deu a Louca no Conto de Fadas

ATO I – CASA DE CECÍLIA

NARRADOR – Olá meninos e meninas! Tudo bom com vocês? Prontos


para uma nova historinha de conto de fadas? (crianças respondem)
Que bom! Mas a história de hoje não é tão comum como as outras.
Nem começa com “Era uma vez” muito menos com “há muitos, e
muitos anos atrás”. Sabem por quê? Por que a nossa história começa
justamente na era atual. No ano de _______ (dizer ano atual). Cecília
andava triste por que sentia saudades de um mundinho que ela já
havia visitado uma vez. O Mundo da Fantasia! Mas coisas loucas
andam acontecendo. Notícias que os contos de fadas estão com finais
alterados, sem nenhuma explicação. Crianças de todo o mundo
perderam o prazer em sonhar e viajar com os livros infantis. Porque
isto está acontecendo? É o que descobriremos nesta misteriosa
aventura de Cecília e os contos infantis.

- ENTRA CECÍLIA –

CECÍLIA – Nossa, que saudade do Reino da fantasia e meus


amiguinhos. O Gago e sua Cidade da Alegria, do Gigante, da Rainha,
do Contador de Histórias, enfim, de todos os amigos. E principalmente
de você Fofinha (olha para o coelhinho de pelúcia) que agora não
passa de um bichinho de pelúcia. Aaaaaa se eu pudesse voltar lá no
Reino da Fantasia.

(entra a mãe)

MÃE – Falando sozinha de novo Cecília? Já faz um tempão que você se


tornou uma menina mais obediente e caprichosa, contudo você
precisa arranjar amigos minha filha.

CECÍLIA – Mas eu já tenho amigos mamãe. A Fofinha, o Príncipe, o


Gago, a Rainha, o Gigante e muitos outros que conquistei.

MÃE – Cecília, o mundo não é conto de fadas. Pare de sonhar


acordada minha filha, os seus amigos imaginários não são reais. Olha,
vai descansar porque amanhã vou te levar no médico. Falar sozinha
não é normal.

(sai a mãe e fica Cecília sozinha brincando com fofinha)

NARRADOR – A mãe de Cecília não entendia ou esquecera que para


uma criança, os sonhos são como um alimento, que quanto mais

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Cecília em: Deu a Louca no Conto de Fadas

sonhamos, mais acreditamos na bondade do mundo. Cecília


adormecera, porque só em seus sonhos era capaz de acreditar que
podia fazer coisas incríveis.

- CECÍLIA ADORMECE –

VOZ MACABRA – Pelo cheiro de fubá, cauda de tatu, espelho espelho


meu, asas de urubu. Tudo que se fora, um dia voltará. Esta criança
humana, ao meu mundo retornará. Hahahahahahahahahhahahaah!!

-Toca som macabro-

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ATO II – NAS TERRAS DO MARQUÊS

(Cecília acorda)

CECÍLIA – Meu Deus! Não acredito. Eu voltei! (ela comemora) Eu voltei


ao Reino da Fantasia. Vou ver todos os meus amigos de novo. Opa!
Mas este lugar é diferente. Onde estou? (dirige-se ao público) Vocês
sabem onde estou? Lugar diferente. Ops! Um barulho. Melhor me
esconder!

(Cecília se esconde)

FOFINHA – Por que se esconder Cecília. Pediu tanto para me ver e se


esconde?

CECÍLIA – Fofinha! Não acredito que você criou vida outra vez!

FOFINHA – Sempre estive viva. Por que você sempre acreditou em


mim.

CECÍLIA – Que bom! Mas Fofinha, não me lembro deste lugar. Onde
estamos?

FOFINHA – Estas terras pertencem ao Marquês de Carabás. Lembra


dessa história não é?

CECÍLIA – É claro! É a terra do Gato de Botas.

FOFINHA – Isso mesmo. Mas o nosso mundo mudou muito Cecília,


desde que fora embora. Eu vim aqui procurar o gato de botas. Por ele
ser astuto, sempre sabe o que acontece no nosso mundo.

CECÍLIA – Escute! Que barulho será este?

-- TOCA A MÚSICA “Gato de Botas” –

-- ENTRA O GATO DE BOTAS –

“No momento que na canção fala sobre cenouras, fofinha corre pro
saco”

-- FIM DA MÚSICA –

FOFINHA – Socorro! Socorro!

CECÍLIA – Solte-a seu gato sem sentimentos.

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GATO DE BOTAS – Desculpe-me singela dama. Mas pensei que esta


coelha não tivesse dona.

CECÍLIA – Você é o gato de botas!

GATO DE BOTAS – Sim. Do focinho ao rabo. E tu? Quem és?

FOFINHA – A criança da lenda. A que salvou o reino das garras da


Karina.

GATO DE BOTAS – O quê? Tu és Cecília? A Heroína do Reino da


Fantasia?

CECÍLIA – Heroína não sou. Mas sou Cecília. Um prazer em te


conhecer.

GATO DE BOTAS – Volte para a Terra. E esqueça nosso mundo!

CECÍLIA – Por quê? O que está acontecendo?

GATO DE BOTAS – Bom, já faz um tempo, desde que os jogos


eletrônicos e os computadores chegaram ao mundo infantil que
nossas histórias andam sendo cada vez mais esquecidas. Com isso, a
promessa de que viveremos felizes para sempre se enfraqueceu.

FOFINHA – É verdade. Tudo anda de pernas pro ar nos contos de


fadas.

GATO DE BOTAS – Deu foi a louca em todos eles. Tudo por causa da
madrasta da Branca de Neve. Aquela Baranga!

AS DUAS – A madrasta?

GATO DE BOTAS – Sim. Ela descobriu uma maneira de alterar os finais


das histórias. Eu fui forçado a voltar a caçar para o meu marquês. As
princesas brigam o tempo todo, e as fadas não mais ajudam a
governar os contos escritos por elas. OS CONTOS DE FADAS.

CECÍLIA – Meu Deus! Isto é terrível. É o fim!

FOFINHA – Horrível mesmo. Eu fiquei tantos anos na cidade da


alegria, que nem me preocupei com o resto do reino.

GATO DE BOTAS – O que é pior. Ela se tornou novamente rainha, e


agora de todo o nosso reino. O problema é que seus poderes são
limitados e ela precisa de algo para torná-los inimagináveis.

FOFINHA – Já entendi tudo. Por isso você expulsou Cecília.

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Cecília em: Deu a Louca no Conto de Fadas

CECÍLIA – Eu? Por quê?

FOFINHA – Cecília, você é uma lenda em nosso mundo. O poder de


uma criança pode fazer alterações em nossas histórias.

CECÍLIA – Como?

GATO DE BOTAS – Com a imaginação. A Imaginação de uma criança é


mais poderosa que todos os poderes de nosso mundo. Só existimos
por causa da imaginação delas.

CECÍLIA – Então vamos falar com a Rainha da Fantasia. Aí estará tudo


resolvido.

GATO DE BOTAS – A Rainha está morta. A Madrasta da Branca de


Neve tomou o seu trono após isso.

FOFINHA – Cecília, você ainda não sabe, mas em nosso reino já se


passaram 10 anos.

CECÍLIA – Nossa! Quanto tempo! Mas eu vou ajudar mesmo assim.


Vamos para o castelo enfrentar a madrasta.

GATO DE BOTAS – Posso fazer um pedido a vocês?

AS DUAS – Lógico!

GATO DE BOTAS – Eu posso acompanhá-las na aventura?

AS DUAS – Claro que sim! Vamos!

-- Toca novamente a música “Gato de Botas” –

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ATO III – NAS TERRAS DAS HISTÓRIAS INFANTIS

CECÍLIA – Onde estamos agora?

GATO DE BOTAS – Não conhece? Está na terra encantada das princesas.

FOFINHA – A terra da Branca de Neve, Bela Adormecida, Cinderela e outras.

CECÍLIA – Não acredito que vou conhecer minhas amadas princesas.

GATO DE BOTAS – Mas a coisa ta feia por aqui.

CECÍLIA – Por quê?

GATO DE BOTAS – Por que só existe um príncipe encantado para tanta


princesa. E você tem idéia de como as mulheres ficam quando são
enganadas?

CECÍLIA – Que horror!!!

FOFINHA – Assim que a Madrasta se apossou de nosso mundo, tudo ficou


maluco, inclusive o fato de haver um único príncipe para todas elas.

(toca a música da Bela Adormecida)

(A Bela Adormecida canta)

BELA ADORMECIDA – Olá, quem são vocês?

GATO DE BOTAS – Oi dona Bela, como a senhora tem passado? Ainda meio
lerda por causa do sono?

CECÍLIA – Sr. Gato, quanta arrogância. O senhor podia ser mais educado.
Desculpa dona Bela.

(Bela estava dormindo em pé)

FOFINHA – (cutuca a Bela) Alteza?

BELA ADORMECIDA - Não foi eu!

CECÍLIA – Alteza, eu só queria que a senhora me indicasse, por favor, o


caminho para o castelo do Reino da Fantasia.

BELA ADORMECIDA – O que deseja fazer lá? Ver a madrasta da Chata das
Neves? O meu castelo é muito mais bonito, e camas gostosas é o que não
faltam por lá. Vamos! Vamos ao meu castelo.

FOFINHA – Mas a gente precisa ir mesmo ao...

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(entra a música da Branca de Neve, a mesma entra saltitando.)

BRANCA DE NEVE – Onde vocês desejam ir mesmo?

BELA ADORMECIDA – Chegou o urso polar! (fala com desdenho)

(Branca de Neve para e ignora Bela Adormecida)

BRANCA DE NEVE – Olá crianças, o que fazem neste lado do reino?

BELA ADORMECIDA – Oh mosca morta, eles vieram aqui conhecer o meu


reino.

BRANCA DE NEVE – Por acaso eu falei com você bicho preguiça?

BELA ADORMECIDA – Como é que é?

BRANCA DE NEVE – Isso mesmo que ouviu, por quê? Quer encarar?

CECÍLIA – Calma meninas! Eu só quero saber como chegar ao castelo do


Reino da Fantasia.

BRANCA DE NEVE – Por que ir até lá? Vamos conhecer o meu reino, lá é
sempre florido e cheio de bichinhos, e podemos sempre brincar, diferente
do reino de umas e outras que passam o dia inteiro fazendo nada,
dormindo.

BELA ADORMECIDA – Está falando comigo?

BRANCA DE NEVE – E existe alguma outra mosca morta, preguiçosa, por


aqui? Gente como é que pode, ela passa a maior parte da história dela
dormindo. Onde já se viu dormir por 100 anos?

BELA ADORMECIDA – Olha aqui! (boceja) Eu não tive escolha, eu tava


enfeitiçada. Agora, você, comeu uma maçã envenenada, quem manda ser
tonta a ponto de se deixar enganar por estranhos. Por isso está ficando
gorda.

BRANCA DE NEVE – Foi apenas um erro de percurso ok?

GATO DE BOTAS – (fala com Cecília e Fofinha) Eu não disse que as princesas
não conseguem se entender.

FOFINHA – Parem de brigar, por favor, só nos informe onde fica o castelo.
(irritada)

AS DUAS – Qual? O meu ou o dela?

CECÍLIA – Não! O do reino da...

(toca a música da cinderela)

PRINCESAS – Ai meu Deus! Lá vem a Gata Sacoleira!

AUTOR: Peterson Soares da Silva 5


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(para a música)

CINDERELA – Sacoleira? Quem é sacoleira?

CECÍLIA – Não vamos começar uma nova briga não é?

FOFINHA – Cinderela, você saberia nos dizer onde fica o Castelo do Reino da
Fantasia? (quase chorando)

CINDERELA – Por que ir até lá? Vocês querem conhecer a madrasta má da


branquela gorda?

BRANCA DE NEVE – Branquela? Gorda? Olha aqui sua...

GATO DE BOTAS – Pelo amor de Deus altezas. Não se alterem.

CINDERELA – Tem razão, sou uma dama! (as outras riem) Mas porque não
visitam o meu castelo. Todo feito de cristal.

BELA ADORMECIDA – E conviver com uma esquecida, que perde pelo


caminho tudo o que tem. Até os sapatos.

CINDERELA – Quer mesmo me julgar, sua anta preguiçosa.

CECÍLIA – Gente, para! Olha, isso é vergonhoso.

(elas abaixam a cabeça.)

CECÍLIA – Vocês são importantes no meu mundo, sabiam? Imaginem se as


crianças do meu mundo soubessem que as heroínas das histórias infantis
não passam de dondocas mimadas e chatas.

(cinderela ameaça responder)

CECÍLIA – E não argumente contra a verdade. Tudo isso por causa de um...

(toca a música: Copo de Vinho – MC Robinho da Prata)

PRINCÍPE ENCANTADO – Vamos lá pessoal!! Vamos mexer!! Todo mundo!!


Assim ó!!

(para a música)

PRÍNCIPE ENCANTADO – Quem tirou? Eu não dei ordens para tal feito! Ops...
Não vi que estavam todas aqui. Com li-cen-ça! (ameaça a sair de cena)

BELA ADORMECIDA – Pode parando por aí seu príncipe funqueiro. Já decidiu


com qual das três vai se casar?

PRINCÍPE ENCANTADO – Casar? Não existe uma segunda alternativa?

BELA ADORMECIDA – O senhor nem pense nisso!

BRANCA DE NEVE – Fala com elas que serei eu, fala.

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Cecília em: Deu a Louca no Conto de Fadas

CINDERELA – Nada disso, serei eu. Afinal sou tão importante que fui a única
a ter 2 continuações pela Walt Disney.

BELA ADORMECIDA – Para que casar com ela? Para ela te perder na
escadaria?

PRÍNCIPE ENCANTADO – Calma, sei que sou gostoso, mas não precisa brigar.
Tem Príncipe para todas vocês, e também para a Bela, a Chapeuzinho,
Guardadora de ganços...

BELA ADORMECIDA – Você está torrando a nossa paciência.

CECÍLIA – Cheeeeeeeggaaaaa!!!! Cansei de ficar vendo tudo isso! Meninas,


vocês estão se desvalorizando .

BRANCA DE NEVE – Mas não temos escolha.

CECÍLIA – Como assim?

BELA ADORMECIDA – É culpa da Madrasta da macaca albina. Ops! Desculpe


Branca de Neve.

GATO DE BOTAS – De novo a megera ta agindo.

CINDERELA – Sim. Todas nós temos finais felizes em nossas histórias, pois
terminamos com nossos príncipes.

BELA ADORMECIDA – Contudo, ele foi o único príncipe encantado que restou
no reino depois que a Madrasta assumiu o trono.

FOFINHA – Que horror! Não sabia que ela era tão má assim.

GATO DE BOTAS – Eu disse. É tudo um plano da megera.

PRÍNCIPE ENCANTADO – Bom, preciso falar algo para vocês. Sei de alguém
que pode ajudar a vocês a descobrirem o real plano da rainha.

TODOS – Quem?

PRÍNCIPE ENCANTADO – O Lobo Mau.

Fofinha começa a tremer

FOFINHA – O lobo mau? Ai meu Deus!

PRÍNCIPE ENCANTADO – Não se preocupe, ele está bonzinho agora.

GATO DE BOTAS – Então vamos partir. Só tem um problema.


Miiiiaaaaaaauuuu, não sei o caminho.

CINDERELA – Existe uma maneira bem simples de chegar lá. É...

(toca música Bibidi Babidi Bu da Cinderela – Walt Disney)

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ATO IV – NO COVIL DO LOBO MAU

GATO DE BOTAS – Schchchchciiiiiiiiii!!! Estamos na floresta do Lobo Mau.

CECÍLIA – Mas o lobo não ficou bom?

FOFINHA – Isso é o que não to entendendo ainda. O lobo nunca foi bom. Ele
aterrorizou a Chapeuzinho e sua vovó. Quase comeu os três porquinhos e
ainda era o terror da pastoreia.

GATO DE BOTAS – Eu acho que sei o motivo de ele ser bom.

CECÍLIA – E qual seria?

GATO DE BOTAS – Simples. A principal história do lobo é a da Chapeuzinho.


Sem Chapeuzinho, não tem como ele praticar maldades. Sem as histórias
em que ele era vilão, ele se torna bonzinho entende?

CECÍLIA – Isso é uma coisa boa então.

FOFINHA – Lógico que não Cecília! Se o lobo for bom, vamos perder
clássicos importantes como os Três Porquinhos e Chapeuzinho Vermelho.
Serão menos dois contos de fadas no nosso mundo.

CECÍLIA – Meu Deus...

(entra o lobo)

LOBO – Eu sou o lobo mau, lobo mau, lobo mau.... eu pego os três
porquinhos pra fazer mingau. Buuuuuuáááááááá´!!! (ele chora) A quem
quero enganar!

CECÍLIA – Com licença Sr. Lobo. Por que está chorando?

LOBO – (chora alto) Eu não agüento mais ser bom!!! Mas não consigo ser
mau, não tenho mais ninguém para atormentar.

CECÍLIA – E porque não consegue?

LOBO – É tudo culpa da Madrasta. Ela jogou um feitiço sobre a floresta, e


tudo se inverteu aqui. A Chapeuzinho anda roubando doces de crianças, a
vovó criou uma creche, que mais parece um sanatório e os três porquinhos
entraram pro ramo de hotelaria. E finalmente, eu fiquei booooommm....
buuuuaaaaaaaa!!!!

FOFINHA – Lobo, por favor. A gente precisa saber qual é o plano da Rainha.

LOBO – (anda chorando) E porque vocês acham que eu sei sobre isso?

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GATO DE BOTAS – Você já foi um vilão. Deve saber.

LOBO – Ok. Eu sei. Mas me prometam que vão consertar tudo.

TODOS – Prometemos!

LOBO – A rainha descobriu que as crianças não gostam mais de histórias


infantis. E isso enfraqueceu o poder da nossa antiga rainha e de todo o
reino. As crianças se esqueceram o quanto é importante sonhar e imaginar.
Os pais se esqueceram das histórias lindas q ouviam, e cada vez mais os
livros são substituídos por invenções tecnológicas.

FOFINHA – Isso é verdade!

LOBO – Sendo assim. A Madrasta deu uma maçã a rainha, que morreu
instantaneamente. Ela enfeitiçou o príncipe, se casou com ele e se tornou a
nova Rainha do reino da fantasia. Isso deu poder para ela modificar todas as
histórias e garantir que não existam mais finais felizes.

CECÍLIA – Mas só a rainha pode me trazer para o reino. Então, porque ela
me traria?

GATO DE BOTAS – Essa eu sei! Por que você já nos salvou uma vez. E nunca
nos esqueceu.

FOFINHA – Aqui, você é a nossa heroína. A Madrasta sabe que você pode
impedi-la.

LOBO – Quando ela trouxe você pra cá, fez você se tornar um personagem.

FOFINHA – E personagens não sonham e nem imaginam. Apenas seguem o


pensamento humano.

GATO DE BOTAS – Logo, se você for um personagem. Não terá poderes para
destruí-la.

CECÍLIA – E nem vou pra casa. (faz cara de choro)

LOBO – Mas ainda há salvação para você. Vá até o paraíso das fadas. Lá é
um lugar maravilhoso, e o único que a Madrasta não pode enfeitiçar.

GATO DE BOTAS – É Claro! Por que não pensei nisso antes? É só


convencermos as fadas a reescreverem os seus contos!

FOFINHA – E assim reverter o feitiço da madrasta sobre a Cecília.

LOBO – Então corram. Antes que seja tarde.

CECÍLIA – Obrigado por tudo Sr. Lobo. E espero que o senhor volte a ser
mau. Para que as histórias que participa voltem a ser maravilhosas como
antes.

LOBO – Obrigado Cecília. Contamos com você! Tchau!

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TODOS – Tchau!

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ATO V – PARAÍSO DAS FADAS

CECÍLIA – Nossa! Que lugar maravilhoso é esse?

GATO DE BOTAS – Miiiiiaaaaauuuuu! É o Paraíso das fadas.

FOFINHA – Poucos seres chegam aqui. Todos temem passar pela floresta por
causa do Lobo Mau.

GATO DE BOTAS – Sem contar, que se errarmos o caminho, podemos parar


no antigo reino de Karina.

-- ENTRA FADA MADRINHA –

FADA – Olá. O que fazem no paraíso das fadas?

GATO DE BOTAS – (ajoelha-se) Vossa Majestade! É um prazer finalmente


conhecer a rainha de todas as fadas.

FOFINHA – Realmente estou lisonjeada em conhecer a Senhora dos contos


de fadas. A magnânima dos contos Infantis.

FADA – Obrigada pelos elogios. Mas enquanto a você? (refere-se a Cecília)


Quietinha assim deve ser Cecília. A heroína do reino. Em que posso ajudar?

CECÍLIA – Por favor, me torne criança novamente.

FADA – Me desculpe, mas este feitiço, não posso reverter. Só existe uma
maneira.

CECÍLIA – E qual seria?

FADA – A resposta está em você...

Toca a música: “Fada Bela – Angélica”

CECÍLIA – Entendi. Basta sempre fazer o bem. Sorrir, ser feliz. Acreditar que
posso realizar grandes feitos.

-- Entra a Madrasta repentinamente –

MADRASTA – Mas isso nunca acontecerá!

TODOS – A madrasta!!!

MADRASTA – Eu mesma! Bela e poderosa!

FADA – Você não tem permissão de estar aqui.

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Cecília em: Deu a Louca no Conto de Fadas

MADRASTA – Quieta sua fada velhoca. O que houve? Não consegue mais
escrever seus contos infantis? Hahahahahahahahahha!!!

CECÍLIA – Por que está fazendo tudo isso?

MADRASTA – Por que eu odeio tudo que existe nesse mundo. Odeio a
bondade. Não gosto de nada!

-- Toca a música: “Bruxas Malvadas – Chiquitas”

FADA – Aqui neste paraíso, você não pode machucá-los!

MADRASTA – Pretende me enfrentar Fada?

FADA – Com certeza.

-- A fada lança magia, a madrasta tenta defender e cai no chão –

MADRASTA – Posso ter perdido a batalha, mas ganharei a guerra. As


histórias não terão finais felizes e Cecília não poderá ajudá-los!
Hahahahahahahh!

--A madrasta sai de cena—

FADA – Corra Cecília, o castelo é logo depois das montanhas. Ande! Salve o
Rei e todas as histórias. CORRA!!!

-- Toca a música da fada bela novamente –

ELES CORREM AO PRÓXIMO CENÁRIO.

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ATO VI – CASTELO DA FANTASIA

CECÍLIA – Finalmente chegamos! Já tinha me esquecido de como era bonito


por aqui.

FOFINHA – Realmente! Aqui é lindo. Pena que tudo vai ser destruído.

GATO DE BOTAS – Miiiiaaaauuuu. Sem pessimismo. Já chegamos aqui, agora


vamos até o fim.

-- entra o rei—

REI – Saiam daqui intrusos!

CECÍLIA – Majestade! Não se lembra de mim? Sou eu, Cecília.

REI – Saiam! Ou chamarei os guardas!

GATO DE BOTAS – Não adianta Cecília. Ele está enfeitiçado.

--entra madrasta—

MADRASTA – hahahahahhaahah! Correto meu caro felino. E agora, chegou a


hora de acabar com a esperança dos contos de fadas.
Hahahahahahahahaha!!!

CECÍLIA – Nunca! Não vou deixar você destruir os sonhos das crianças.

MADRASTA – Você não pode fazer nada. Você é apenas um personagem


agora.

FOFINHA – Apenas por que você quer que ela seja. Cecília, lembre-se do que
a fada disse.

CECÍLIA – (fecha os olhos) Eu desejo... Eu desejo... Que o Rei volte ao


normal, para que a fantasia volte a ter vida.

(o rei sai do transe)

REI – Finalmente! Livre do feitiço dessa bruxa.

MADRASTA – Nãããããããoooooo!!! Como ela se livrou da minha magia?

REI – Você deveria saber. A imaginação de uma criança é muito poderosa.


Cecília esteve durante toda a aventura acompanhada de várias crianças.

FOFINHA – Crianças que você não pode transformar em personagem.

GATO DE BOTAS – Olhe ao seu redor madrasta. Veja quanta criança temos
aqui.

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Cecília em: Deu a Louca no Conto de Fadas

MADRASTA – Não! De onde vocês vieram (olhando para o público). Como


vieram parar no meu reino. Xô! Vão embora!

CECÍLIA – Não! Vamos todos vaiar a bruxa! Uuuuuuuuuuuuuuuuuuuu

MADRASTA – Nãããããããõooooo!!!! Parem!!!

CECÍLIA – No passado, uma bruxa achou que poderia dominar a fantasia.


Mas as crianças humanas me ajudaram a vencê-la. E essas crianças, me
ajudaram outra vez.

--Se dirige ao público –

CECÍLIA – Crianças repitam comigo. Gritem com força. “Sai fora, Madrasta
horrorosa!”. Outra vez. Vamos! “Sai Fora, Madrasta horrorosa!”

-- Madrasta cai no chão --

MADRASTA – Nããããããããooooo. Vão me pagar! Todos vocês vão me pagar!!!


Um dia as crianças os esqueceram outra vez. E aí eu governarei de novo.

TODOS – Uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu

-- Madrasta sai engatinhando –

REI – Obrigado novamente Cecília. Por salvar meu mundo outra vez. E
obrigado a todas as crianças. Hora de voltar Cecília. Antes, não esqueça. Ser
criança é a maior dádiva que Deus pode dar a cada ser humano. Vamos
sempre ser criança!

--Toca a música: “Uni-Duni-Te – Trem da Alegria”

--Os personagens vão saindo ao final da música e deixando Cecília—

AUTOR: Peterson Soares da Silva 5


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ATO I – CASA DE CECÍLIA

CECÍLIA – Voltei pra casa! Ainda bem!

--Entra a Mãe—

MÃE – Cecília, vai dormir minha filha. Amanhã a gente vai no médico
lembra?

--Cecília corre e abra a mãe—

CECÍLIA – Não precisa mãe. Eu já entendi que a fantasia faz parte de mim,
mas os amigos fazem parte da minha vida.

MÃE – Que bom ouvir isso minha filha.

CECÍLIA – Mamãe. Conta uma história de conto de fadas pra mim?

Mãe – É claro minha filha. Era uma vez, a muitos e muitos anos atrás...

--Toca a música: “É tão bom – Paquitas”

--Entram todos os personagens, juntam-se a mãe e a Cecília. Todos


agradecem ao público. E saem de cena.

AUTOR: Peterson Soares da Silva 5