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Concursos

Públicos

Nestor Sampaio Penteado Filho

DELEGADO DE POLICIA

Estadual - Federal

PROVAS COMENTADAS

j

I

i

s

I

3.aedição

revista e ampliada

m

E D,l T O

*

R A

METODO

© EDITORA MÉTODO

Uma editora integrante do GEN [ Grupo Editorial Nacional

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04111-081 -

São Paulo -

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Capa: Marcelo S. Brandão

CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA FONTE SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ.

Penteado Filho, Nestor Sampaio

Delegado de polícia estaduai-federal : provas comentadas / Nestor

rev. e ampl. - Rio de Janeiro : Forense

Sampaio Penteado Filho. 3. ed.

; São

Paulo : MÉTODO, 2010. - (Concursos públicos)

Bibliografia 1. Direito - Concursos. 2. Direito - Problemas, questões, exercícios, i. Título. II. Série.

07-2886.

CDU: 34

ISBN 978-85-309-3157*5

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eietrônico ou mecânico, inclusive através de processos xerográficos, fotocópia e gravação, sem permissão por escrito do autor e do editor.

Impresso no Brasil

Prínted in Brazil

2010

Este trabalho é um incentivo àqueles que almejam a difícil e incompreendida carreira de Delegado de Polícia! Invejada pelos detratores de gabinete e por aqueles que veem o combate ao criminoso como solução final, a carreira merecidamente alçou projeção constitucional em 1988.

Estou há mais de 20 anos na seara policial, apesar da desaprovação de meu saudoso pai, Nestor Sampaio Penteado, delegado de polícia honrado, corajoso, culto e, principalmente, generoso com os desafortunados

Meu pai, que lutou uma vida pela Instituição; que implantou o atendimento aos dependentes químicos na DISE/Deic, atual Dipe/Denarc;

Meu pai, que adorava estudos médico-científicos; que amava sua família; que cultivava poesia e música;

Meu amado pai, que me ensinou a gostar do “Tricolor do Morumbi”;

Meu pai, que não se curvava aos poderosos e covardes perseguidores;

Meu pai, que chorava a dor dos inocentes e vítimas;

Meu pai, forte na luta contra a doença insidiosa;

Meu pai, generoso e honrado até na hora do Adeus;

Meu pai, que a mim foi modelo de Autoridade e de Homem de bem;

O meu amor incondicional e a minha eterna saudade

NOTA DO AUTOR A 3.aEDIÇAO

Nesta 3.a edição, procedemos às atualizações dos textos, em face das recentes alterações nos Códigos Penal e de Processo Pe­

nal, operadas pelas Leis 12.015, de agosto de 2009, 11.689, 11.690,

11.705

e

11.719, todas

de junho

de

2008.

Para não alterar as provas anteriores em sua substância,

o que cfesnaturaria sua própria existência, fizemos, nas questões

relacionadas às alterações aludidas, referências sobre as mudanças

e leis

incidentes.

Por derradeiro, acrescentamos a prova do Concurso para Dele­

gado

de Policia do Rio de Janeiro, aplicada em

setembro de 2009.

Bons estudos e sucesso sempre!

Que Deus possa iluminar a caminhada de todos!

São

Paulo, janeiro

de

2010

Foi com

APRESENTAÇÃO

satisfação que recebi, e imediatamente aceitei, o hon­

roso convite para apresentar o trabalho de Nestor Sampaio Penteado Filho, intitulado Delegado de polícia estadual - federal: provas comentadas, integrante da renomada série “Concursos Públicos”, publicada pela Editora Método.

Nestor é mestre em Direito Público e professor da Academia de Polícia Civil de São Paulo e do Complexo Jurídico Damásio de Jesus, em São Paulo, entre outras instituições de ensino. Extremamente preparado, atualizado e dedicado ao magistério, o autor é respeitado

e admirado pelos seus alunos, em razão de sempre transmitir a eles,

de forma clara e didática, o conteúdo necessário para aprovação em

concursos públicos.

cos

Delegado de Polícia em

São Paulo, Nestor conhece como pou­

a

estrutura

e

o

ambiente policial.

Sua

vivência prática

facilita,

e

muito, a aprovação de seus alunos nos concursos da Polícia Civil

e

da Polícia

Federal.

A obra vai ao encontro das necessidades dos concursandos. Nos dias atuais, com a concorrência cada vez mais elevada, a apro­ vação em concursos públicos reclama um a preparação profunda e específica. Nesse contexto, entra em cena o estudo de questões de provas anteriores - ferramenta relevante quando somada ao estudo da doutrina, da jurisprudência e da legislação.

De fato, ao analisar perguntas já cobradas em outros certames, o leitor, além de conhecer o perfil de cada banca examinadora, também tem a oportunidade de conferir quais são os temas mais cobrados na

10 DELEGADO DE POLÍCIA ESTADUAL -

FEDERAL

instituição cujo ingresso tanto almeja. Digo sempre aos meus alunos:

quando o estudante conscientemente acerta a resposta de uma ques­ tão, ele certamente domina o assunto, e não cometerá deslizes no dia da prova; quando erra, e posteriormente identifica seu erro, não repetirá o equívoco no momento da avaliação. Em outras palavras, erra-se no treino, corrige-se o equívoco e alcança-se o sucesso no “dia do jogo”, muitas vezes “o jogo” das nossas vidas.

esmero esta difícil função. As

questões analisadas abrangem diversos concursos da Polícia Civil, de variados Estados, e também da Polícia Federal. Em todas as assertivas abordadas, nota-se o enfrentamento sério e minucioso da doutrina, da jurisprudência e da legislação.

E Nestor

desempenhou

com

Tenho

certeza,

portanto,

de

que

a

obra

continuará

trilhando

o

caminho do sucesso.

Servirá

cada

vez

mais,

como

até

agora

tem

servido, como ferramenta valiosa para aprovação nos cada vez mais

difíceis

Parabenizo o autor, registrando meus votos pelo sucesso deste

concursos

da área policial.

livro.

E,

aos leitores, desejo um

ótimo estudo, muita paz e boa sorte

neste

caminho

que

tem

um

final

a

ser

buscado:

a aprovação.

Sejam

felizes!!!

 

São

Paulo, 25

de janeiro

de 2010

Cleber Rogério Masson

Promotor de Justiça em São Paulo. Professor de Direito Penal do complexo Jurídico Damásío de Jesus. Doutorando e Mestre em Direito Penal pela PUC-SP

PREFÁCIO

se

está unido

Conheço o trabalho do Dr. Nestor Sampaio Penteado Filho,

Delegado de Polícia de estirpe, cuja bagagem genética foi lapidada

na honestidade

Não

é

tarefa

ao

fácil

apresentar

de

um

livro,

sobretudo

e

quando

autor por laços

fraternidade

compadrio

e competência. emerge na comunidade jurídica, preenche

ora

A

obra,

que

im­

portante espaço de pesquisa àqueles que ambicionam a grandiosa e indispensável carreira de Delegado de Polícia. Trata-se do agente público que desencadeia a persecutio criminis em defesa da sociedade, diante da deletéria ocorrência criminal. Mas o Delegado de Polícia

não é um órgão pré-serviente à acusação estatal nem de guarida

É e deve sempre ser imparcial, daí sua

atribuição constitucional privativa de investigar delitos (art. 144, § 4.°, da CF) aflorar como direito fundamental do suspeito.

nos

concursos de ingresso à precitada carreira em vários Estados da Federação, bem como da prova de Delegado de Polícia Federal, demonstra a experiência e o brilho do seu autor na seara docente. Tenho a convicção de que o sucesso editorial (que antevejo) coroará de êxito a caminhada já ilustrada de seu autor, proporcionando ao leitor o instrumental de apoio imprescindível à vitória no concurso almejado.

à defesa de implicados

A

análise

detida

e

aprofundada

de

questões

formuladas

São Paulo, junho

de 2007

Marco Antonio Desgualdo

Diretor da Academia de Policia Civil de São Paulo. Delegado Geral de Polícia de SP (1999-2006).

SUMÁRIO

Prova 1

Delegado de

Polícia Civil -

São Paulo -

2003

15

Prova 2

Delegado

de

Polícia Civil -

Minas Gerais -

2007

71

Prova 3

Delegado de

Polícia Civil -

Minas Gerais -

2003

115

Prova 4

Delegado de

Polícia Civíl -

São Paulo -

2001/2002

155

Prova 5

Delegado de

Polícia Civil -

Goiás - 2003

 

185

Prova 6

Delegado de

Polícia Federal -

2004

265

Prova 7 Delegado dePolícia Federal -

1997/1998

311

Prova 8 Delegado dePolícia Civil -

São Paulo -

2008

 

397

Prova 9

Delegado de

Polícia Civil - Rio de Janeiro - 2009

457

Bibliografia

513

DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL - SÃO PAULO - 2003

DIREITO PENAL

Assinale a alternativa correta.

1. É considerado criador da “ Sociologia Criminal” e o maior nome da Escola Positiva. Estamos faiando de

A) Ferri.

B) Beccaria.

C) Carrara.

D) Lombroso.

Análise da questão

Doutrina: Com a clareza própria dos grandes mestres, Magalhães Noro­ nha1 ensinava que “É Enrico Ferri o criador da sociologia criminal, com seu livro de idêntico nome, surgido em 1880, mas com o título I movi orizzonti Del diritto e delia procedura penale. Seria ela a ciência enciclopédica do crime, da qual o direito penal constituiria um capítulo, o que não nos parece procedente (n. 11). Incontestavelmente, é, entretanto, Ferri o maior vulto da Escola Positiva. Mais do que qualquer outro, deu expansão ao trinômio causai do delito - fatores antropológicos, sociais e físicos”.

16

DELEGADO DE POÜCIA ESTADUAL -

FEDERAL

2. O erro, sobre elemento constitutivo do tipo

iegai de crime,

A) não exclui o dolo, permitindo a punição também por culpa.

B) exclui o dolo mas permite a punição por crime culposo, se previsto em lei.

C) não exclui o dolo, nem permite a punição por crime culposo.

mesmo se

D) exclui

o dolo,

não

permitindo a punição por crime culposo,

previsto em lei.

Análise da questão

Doutrina: Magalhães Noronha2 afirmava que “O erro de tipo exclui o dolo, podendo o agente responder por crime culposo”. Código Penal: Art. 20 - “O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo, mas permite a punição por crime culposo, se previsto em lei”.

3. Extinta a punibilidade,

A) não se poderá impor medida de segurança, mas subsistirá a que tenha sido imposta.

B) poderá ser imposta medida de segurança superveniente.

C) somente permanecerá a medida de segurança, se o réu for considerado perigoso.

D) não se imporá medida de segurança, nem subsistirá a que eventualmente tenha sido imposta.

Análise da questão

Código Penal: Art. 96 -

‘A s

medidas de segurança são: I -

Inter­

nação em hospital de

outro estabelecimento adequado; II -

Parágrafo

gurança nem subsiste a que tenha sido imposta”.

custódia e tratamento psiquiátrico ou,

à falta,

em

sujeição a tratamento ambulatorial.

único -

Extinta a punibilidade, não se impõe medida de se­

4. Prevê nossa legislação substantiva que

A) a ocorrência de lesão corporal de natureza grave, na gestante, não é circunstância autorizadora de aumento de pena, no caso de aborto pro­ vocado por terceiro.

B) a ocorrência de Jesão corporal de natureza leve, na gestante, é circuns­ tância autorizadora de aumento de pena, no caso de aborto provocado por terceiro.

DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL -

SÃO PAULO -

2003

17

C)

ocorrência de lesão corporal de natureza grave, na gestante, é circuns­ tância autorizadora de aumento de pena, no caso de aborto provocado por terceiro.

a

D)

a

ocorrência

de

lesões

leves

ou graves

na gestante

será

sempre

cir­

cunstância irrelevante, para fins de aumento de pena, no caso de aborto

praticado por terceiro.

Análise da questão

Código Penal: Art. 125 - “Provocar aborto, sem o consentimento da gestante: Pena - reclusão, de três a dez anos”. Art. 126 - “Provocar aborto com o consentimento da gestante: Pena - reclusão, de um a quatro anos. Parágrafo único. Aplica-se a pena do artigo anterior, se a gestante não é maior de quatorze anos, ou é alienada ou débil mental, ou se o consentimento é obtido mediante fraude, grave ameaça ou violência”. Art. 127 - “As penas cominadas nos dois artigos anteriores são aumentadas de um terço, se, em conseqüência do aborto ou dos meios empregados para provocá-lo, a gestante sofre lesão corporal de natureza grave; e são duplicadas, se, por qualquer dessas causas, lhe sobrevêm a morte”.

5. De acordo com

nossa iegisiação,

A) nos casos de suicídio, havendo coação irresistível, deverá o fato ser tipificado como homicídio.

B) para se caracterizar um infanticídio,

o feto tenha nascido com vida.

não

se faz

míster a prova de que

C) em tese, o infanticídio pode ser culposo ou doloso, dependendo da con­ duta da mãe do nascente.

D) poderão figurar como sujeito passivo do infanticídio o recém-nascido ou

o feto abortado.

Análise da questão

Código Penal: Art. 22 - “Se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência a ordem, não manifestamente ilegal, de superior hierárquico, só é punível o autor da coação ou da ordem”. Art. 123 - “Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo após: Pena - detenção, de dois a seis anos”. Doutrina:

Ensina Damásio E. de Jesus3 que “Se a vítima é forçada, por meio de violência ou grave ameaça, a ingerir veneno, ou a desfechar um tiro contra o próprio peito, vindo a morrer, o sujeito responde por homicídio”.

18

DELEGADO DE POLlCIA ESTADUAL -

FEDERAL

6. Quanto aos crimes contra a honra, podemos afirmar:

A) não se pune a calúnia contra os mortos.

B) se, antes da sentença, o quereiado se retratar cabalmente da injúria proferida, ficará isento de pena.

C) admite-se a exceção da verdade na difamação, se o ofendido for funcio­ nário público e a ofensa for relativa a suas funções.

D) as penas cominadas serão aumentadas de um terço, se o crime for praticado contra o Presidente da República ou contra o Governador de algum dos Estados brasileiros.

Análise da questão

Código Penal: A rt 139 -

“Difamar alguém, imputando-lhe fato ofen­

sivo à sua reputação: Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa. Exceção da verdade. Parágrafo único. A exceção da verdade somente se admite se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao

exercício de suas funções”. Art. 138, § 2.° - “É punível a calúnia contra os mortos”. Art. 141 - “As penas cominadas neste Capítulo aumentam-se de um terço, se qualquer dos crimes é cometido: I - contra o Presidente

“O

da República, ou contra chefe de governo estrangeiro;

quereiado que, antes da sentença, se retrata cabalmente da calúnia ou da

difamação, fica isento de pena”.

”.

Art.

143

-

7. Quem exige, como garantia de dívida, abusando da situação de alguém, documento que possa dar causa a procedimento criminal contra a vítima ou terceiro, pratica

A) constrangimento ilegal.

B) extorsão.

C) abuso de incapaz.

D) extorsão indireta.

Análise da questão

- como garantia de dívida, abusando da situação de alguém, documento que

“Exigir ou receber,

Código Penal:

Extorsão indireta ~ Art.

160

pode dar causa a procedimento criminal contra a vítima ou contra terceiro:

Pena -

reclusão, de um a três anos, e multa”.

8. De acordo com a legislação pátria,

A) sempre que o autor de furto for primário, deverá sua conduta ser ana­ lisada como “furto privilegiado”.

DELEGADO DE POLÍCIA CIViL -

SÃO PAULO -

2003

19

B) nos casos de furto de veículo automotor, o transporte deste para outro Estado é circunstância impositiva de pena mais grave.

C) a extração de minerai em propriedade alheia, sem a competente autori­ zação, não caracteriza o crime de furto.

D) responderá por furto, quem subtrair coisa alheia para pagar-se ou ressarcir- -se de prejuízos.

Análise da questão

a oito

anos, se a subtração for de veículo automotor que venha a ser transportado

para outro Estado ou para o exterior”.

Código Penai: Art. 155, § 5.° -

“A pena é de reclusão

de três

9. Funcionário

competente

dinado que cometeu infração no exercício do cargo, não o fazendo,

por indulgência, pratica

responsabilizar subor­

público,

sendo

para

A) condescendência criminosa.

B) prevaricação.

C) exploração de prestígio.

D) corrupção passiva.

Análise da questão

Código Penal: Condescendência criminosa - Art. 320 - “Deixar o funcionário, por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou, quando lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente: Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou multa”.

10. A solicitação de determinada importância em dinheiro, a pretexto de influir em testemunha, constitui

A) patrocínio infiel.

B) exploração de prestígio.

C) advocacia administrativa.

D) corrupção passiva.

Análise da questão

Código Penal: Exploração de prestigio - Art. 357 - “Solicitar ou receber dinheiro ou qualquer outra utilidade, a pretexto de influir em

20

DELEGADO DE POLÍCIA ESTADUAL -

FEDERAL

juiz, jurado, órgão do Ministério Público, funcionário de justiça, perito, tradutor, intérprete ou testemunha: Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa. Parágrafo único - As penas aumentam-se de um terço, se o agente alega ou insinua que o dinheiro ou utilidade também se destina a qualquer das pessoas referidas neste artigo”. Jurisprudência: Exploração de prestígio - Caracterização - Policial Militar que pede e recebe dinhei­ ro, dizendo que seria entregue a escrivão de polícia, a pretexto de influir na aprovação em exame para obtenção de carta de motorista ~ Escrivão que se encontra alheio a tudo ~ Decisão mantida - Recurso não provido (TJSP - AC - Rei. Denser de Sá - RJTJSP 45/351-352).

11. A Lei n.° <4.898/65 (Abuso de Autoridade)

A) autoriza a comprovação pelo acusado ou pelo ofendido da existência de vestígios decorrentes da ação criminosa, por meio de duas testemunhas qualificadas.

B) explicita que a citação do réu deverá ser feita por mandado sucinto, que não necessitará ser acompanhado da segunda via da representação ou da denúncia.

C) não considera autoridade, quem exercer o cargo, emprego ou função pública, transitoriamente e sem remuneração.

D) prevê ao infrator apenas sanção administrativa civil.

Análise da questão

Lei n.° 4.898/65 (Abuso de Autoridade): Art. 14 - “Se a ato ou fato

constitutivo do abuso de autoridade houver deixado vestígios o ofendido ou o acusado poderá: a) promover a comprovação da existência de tais

vestígios, por meio de duas testemunhas qualificadas;

”.

12. Nas ações tipificadas pela Lei n.° 9.455/97 (Tortura), a pena será sempre agravada, de um sexto até um terço, dentre outros casos, se o crime for cometido contra

A) criança, gestante,

deficiente e

idoso.

B) criança, gestante,

adolescente

e idoso.

C) criança, gestante,

deficiente e

adolescente.

D) gestante, adolescente, deficiente e idoso.

Lei

de um

Análise da questão

n.°

9.455/97

(Tortura): Art.

II

-

a pena

se o crime é cometido contra criança,

l.°,

§

4.°

-

“Aumenta-se

sexto até um terço:

DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL -

SÃO PAULO -

2003

21

gestante, portador de deficiência, adolescente ou maior de 60 (sessenta)

anos;

Observação: a redação da questão estava de acordo com a redação

original do art. l.°, § 4.°, II, posteriormente alterada pela Lei 10.741/2003

(Estatuto do Idoso).

”.

13.

Nos

termos

da

Lei

n.° 8.069/90

(Estatuto

da

Criança

e do Adoles­

cente),

 

A)

consideram-se atos infracionais, apenas as condutas descritas como crime.

B)

medida de internação poderá ser aplicada nos casos de descumprimento reiterado e injustificado de medida anteriormente imposta.

a

C)

não caberá internação por reiteração no cometimento de outras infrações graves.

D)

o

Ministério Público não poderá conceder a remissão, antes de iniciado

o

procedimento judicial, como forma de exclusão do processo.

Análise da questão

Lei n.° 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente): Art. 122

- “A medida de internação só poderá ser aplicada quando:

cumpriinento reiterado e injustificável da medida anteriormente imposta”.

III - por des-

14. De acordo com o disposto na Lei n.° 9.605/98 (Crimes contra o Meio

Ambiente),

podemos afirmar que

A) será irrelevante a situação econômica do infrator, quando da imposição

e gradação da penalidade consistente em multa.

B) as penas restritivas de direitos são autônomas e sempre substituirão as privativas de liberdade.

C) constitui contravenção o ato de pichar, grafitar ou por qualquer outro meio conspurcar edificação ou monumento urbano.

D) caberá multa diária, sempre que o cometimento da infração se prolongar no tempo.

Análise da questão

Lei n.° 9.605/98 (Crimes contra o Meio Ambiente): Art. 72, § 5.°

da infração

- “A multa diária será aplicada sempre que o cometimento se prolongar no tempo”.

15. Prevê a Lei n.° 9.434/97 (Transplante e Doação de Órgãos),

A) que a remoção, “post mortem” de tecidos, órgãos ou partes do corpo, de pessoa juridicamente incapaz, poderá ser efetuada, desde que precedida de autorização ou do pai ou da mãe, expressa ou tacitamente.

22

DELEGADO DE POLÍCIA ESTADUAL -

FEDERAL

B)

proibição de remoção “post mortem”, de tecidos, órgãos ou partes do corpo de pessoa não identificada.

a

C)

que a doação,

uma vez autorizada,

somente poderá ser revogada

até

quarenta e oito horas antes de sua concretização.

D)

possibilidade de se efetuar transplante ou enxerto, sem o consentimento expresso do receptor, quando este for capaz.

a

Análise da questão

Lei n.° 9.434/97 (Transplante e Doação de Órgãos): Art. 4.° - “A retirada de tecidos, órgãos e partes do corpo de pessoas falecidas para transplantes ou outra finalidade terapêutica, dependerá da autorização do cônjuge ou parente, maior de idade, obedecida a linha sucessória, reta. ou colateral, até o segundo grau inclusive, firmada em documento subscrito por duas testemunhas presentes à verificação da morte”. Art. 5.° - “A remoção post mortem de tecidos, órgãos ou partes do corpo de pessoa juridicamente incapaz poderá ser feita desde que permitida expressamente por ambos os pais, ou por seus responsáveis legais”. Art. 6.° - “E vedada a remoção post mortem de tecidos, órgãos ou partes do corpo de pessoas não identificadas”.

16. A Lei n.° 9.296/96 (Interceptação de Comunicações Telefônicas)

A) autoriza a autoridade policial a inutilizar a gravação que não interessar

a prova, comunicado o Ministério Público.

B) não se aplica à interceptação do fluxo de comunicações, de informática e telemática.

C) admite a interceptação de comunicação telefônica, mesmo que não haja

desde

em sistemas

indícios

suficientes da autoria ou participação

na infração penal,

que o crime investigado seja apenado com reclusão.

D) exige que, já no pedido de interceptação de comunicação telefônica, sejam indicados os meios a serem empregados para sua consecução.

Análise da questão

Lei n.° 9.296/96 (Interceptação de Comunicações Telefônicas): Art. 4.° - “O pedido de interceptação de comunicação telefônica conterá a demonstração de que a sua realização é necessária à apuração de infração penal, com indicação dos meios a serem empregados”.

17. A Lei das Contravenções Penais

A) não contempla como perigoso o indivíduo condenado por mendicância.

B) veda a conversão da pena de muita em prisão simples.

DELEGADO DE POLÍCIA C!V!L -

SÃO PAULO -

2003

23

C) declara taxativamente não ser punida a tentativa de contravenção.

D) aplica-se às contravenções praticadas por brasileiro, em outros países.

Análise da questão

Lei das Contravenções Penais: Art. 4.° - “Não é punível a tentativa de contravenção”. Doutrina: O art. 4.° da LCP prevê uma causa de exclusão de antijuridicidade; o fato na tentativa é típico, mas não antijurídico.

18. A

Lei

de pena,

n.° 2.252/54 (Corrupção

de

Menores),

para fins

de apiicação

A) equipara a conduta de quem faciíita a corrupção, com a de quem cor­ rompe pessoa menor de dezoito anos, com ela praticando infração pena! ou induzindo-a a praticá-la.

B) distingue a conduta de quem corrompe com as de quem facilita a cor­

penas diversas a

rupção de pessoa seus agentes.

C) distingue a prática de

menor de dezoito anos,

infração penal

indicando

da indução à prática da mesma,

pelo menor de dezoito anos, indicando penas diversas a tais condutas.

D) não prevê como crime a corrupção de pessoa menor de dezoito anos, se esta não praticar com o autor infração penal, em concurso de pessoas.

Análise da questão

Lei n.° 2.252/54 (Corrupção de Menores): Art 1.° - “Constitui crime, punido com a pena de reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos e multa de Cr$ 1.000,00 (mil cruzeiros) a Cr$ 10.000,00 (dez mil cruzeiros), corromper ou facilitar a corrupção de pessoa menor de 18 (dezoito) anos, com ela praticando, infração penal ou induzindo-a a praticá-la”. Importante: A Lei n.° 12.015/2009, em seu art. 5.°, estatui que “A Lei n° 8.069, de 13 de julho de 1990, passa a vigorar acrescida do seguinte artigo:

‘Art. 244-B. Corromper ou facilitar a corrupção de menor de 18 (dezoito) anos, com ele praticando infração penal ou induzindo-o a praticá-la: Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos’”. Assim, a antiga Lei de Corrupção de Menores foi revogada expressamente por referida lei (art. 7.°).

19. A Lei n.° 7.210/84 (Lei de Execução Penal)

A) determina que a Casa do Albergado destina-se apenas ao cumprimento de pena de limitação de fim de semana.

B) explicita que a Penitenciária destina-se ao condenado à pena de reclusão em regime fechado ou semiaberto.

24

DELEGADO DE POLÍCIA ESTADUAL -

FEDERAL

C) veda a construção de Cadeia Pública nas proximidades de centro urbano.

D) prevê a computação do tempo remido, para a concessão de livramento condicional e indulto.

Análise da questão

Lei n.° 7.210/84 (Lei de Execução Penal): Art. 126 - “O condenado que cumpre a pena em regime fechado ou semi-aberto poderá remir, pelo trabalho, parte do tempo de execução da pena”. Art. 126, § 1.° A contagem do tempo para o fim deste artigo será feita à razão de 1 (um) dia de

pena por 3 (três) de trabalho. Art.

126, § 2.° - “O preso impossibilitado

de prosseguir no trabalho, por acidente, continuará a beneficiar-se com a

remição”. Art. 126, § 3.° - “A remição será declarada pelo Juiz da exe­ cução, ouvido o Ministério Público”. Art. 128 - “O tempo remido será computado para a concessão de livramento condicional e indulto”.

20. Prevê a Lei n.° 9.437/97 (Institui o SINARM)

A) que a aquisição, pelos demais Ministérios Militares, de armas de fogo de uso proibido ou restrito, deverá ser precedida de autorização do Ministério do Exército.

B) a permissão de aquisição de arma de fogo aos maiores de dezoito anos.

C) a possibilidade de convênio, entre os Estados limítrofes, para a recíproca validade dos portes estaduais, nos respectivos territórios.

D) a obrigatoriedade do registro das armas de fogo, inclusive as consideradas obsoletas.

Análise da questão

Doutrina: A Lei sobredita encontra-se revogada pelo Estatuto do Desarma­ mento (Lei n.° 10.826/2003). Lei n.° 9.437/97 (Institui o SINARM) dispunha:

Art 7.°. § 1.° - “O porte estadual de arma de fogo registrada restringir-se-á aos limites da unidade da federação na qual esteja domiciliado o requerente, exceto se houver convênio entre Estados limítrofes paia recíproca validade nos respectivos territórios”. Art. 3.° - “E obrigatório o registro de arma de fogo no órgão competente, excetuadas as consideradas obsoletas. Art. 18. É vedado ao menor de vinte e um anos adquirir arma de fogo”.

DIREITO PRO CESSUAL PENAL

Assinale a alternativa incorreta (21 a 24).

21. Exige poderes especiais, quando assinado(a) por procurador,

A) a petição de queixa ou representação.

DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL -

SÃO PAULO -

2003

25

B) a renúncia e a aceitação do perdão, na ação de iniciativa privada.

C) o requerimento do ofendido, solicitando a instauração de inquérito policial, em crime de ação pena! pública incondicionada.

D) a arguição de falsidade documental ou de suspeição do juiz.

Análise da questão

Código de Processo Penal: Art, 5.° - “Nos crimes de ação pública o inquérito policial será iniciado: II - mediante requisição da autoridade judi­ ciária ou do Ministério Público, ou a requerimento do ofendido ou de quem tiver qualidade para representá-lo”. Art. 5.°, § 1.° - “O requerimento a que se refere o n.° II conterá sempre que possível: a) a narração do fato, com todas as circunstâncias; b) a individualização do indiciado ou seus sinais característicos e as razões de convicção ou de presunção de ser ele o autor da infração, ou os motivos de impossibilidade de o fazer; c) a nomeação das testemunhas, com indicação de sua profissão e residência”. Art. 39 - “O direito de representação poderá ser exercido, pessoalmente ou por procurador com poderes especiais, mediante declaração, escrita ou oral, feita ao juiz, ao órgão do Ministério Público, ou à autoridade policial”. Art. 44 - “A queixa poderá ser dada por procurador com poderes especiais, devendo constar do instrumento do mandato o nome do querelante e a menção do fato criminoso, salvo quando tais esclarecimentos dependerem de diligências que devem ser previamente requeridas no juízo criminal”. Art. 50 - ‘A renúncia expressa constará de declaração assinada pelo ofendido, por seu representante legal ou procurador com poderes especiais”. Art. 55 - “O perdão poderá ser aceito por procurador com poderes especiais”. Art. 146 - “A argiiição de falsidade, feita por procurador, exige poderes especiais”.

22. No tocante à ação civil prevista na legislação adjetiva penal,

A) o despacho de arquivamento do inquérito policial da ação civií.

B) a decisão penal, que reconhece ter sido ato praticado em legítima defesa, faz coisa julgada no cível.

C) a sentença absolutória, que reconhece a inexistência material do fato, impede a propositura da ação civil.

D) o juiz da ação civil pode suspender o curso desta, até o julgamento definitivo da ação penal.

impede a propositura

Análise da questão

Código de Processo Penal: Art. 67 -

“Não impedirão igualmente a pro­

positura da ação civil: I -

o despacho de arquivamento do inquérito ou das

26

DELEGADO DE POLÍCIA ESTADUAL -

FEDERAL

peças de informação; II -

a decisão que julgar extinta a punibilidade; III -

a

sentença absolutória que decidir que o fato imputado não constitui crime”.

23.

De acordo com nossa legislação,

A)

o

iaudo pericial deverá ser elaborado no prazo máximo de trinta dias, po­

dendo ser prorrogado, em casos excepcionais, a requerimento dos peritos.

B)

não comparecimento do perito criminai, sem justa causa, poderá acar­ retar sua condução coercitiva.

o

C)

prova testemunhai lesões corporais.

a

poderá suprir a faita

de exame complementar de

D)

nos exames de laboratório os peritos guardarão material suficiente, para

a eventualidade de nova perícia.

Análise da questão

Código de Processo Penal: Art. 160 - “Os peritos elaborarão o laudo pericial, onde descreverão minuciosamente o que examinarem, e responderão aos quesitos formulados. Parágrafo único. O laudo pericial será elaborado no prazo máximo de 10 (dez) dias, podendo este prazo ser prorrogado, em casos excepcionais, a requerimento dos peritos”. Art. 168 - “Em caso de lesões corporais, se o primeiro exame pericial tiver sido incompleto, proceder-se-á a exame complementar por determinação da

autoridade policial ou judiciária, de ofício, ou a requerimento do Ministério Público, do ofendido ou do acusado, ou de seu defensor”. Art. 168, § 1.°

- “No exame complementar, os peritos terão presente o auto de corpo de

delito, a fim de suprir-lhe a deficiência ou retificá-lo”. Art. 168, § 2.° - “Se o exame tiver por fim precisar a classificação do delito no art. 129, § l.°, I, do Código Penal, deverá ser feito logo que decorra o prazo de 30 (trinta) dias, contado da data do crime”. Art. 168, § 3.° — “A falta de exame complementar poderá ser suprida pela prova testemunhai”. Art. 170 - “Nas perícias de laboratório, os peritos guardarão material suficiente

para a eventualidade de nova perícia. Sempre que conveniente, os laudos serão ilustrados com provas fotográficas, ou microfotográficas, desenhos ou esquemas”. Art. 278 - “No caso de não-comparecimento do perito, sem justa causa, a autoridade poderá determinar a sua condução”.

24.

O juiz, de ofício, poderá determinar

A)

a

interceptação das comunicações telefônicas.

B)

a revogação do livramento condicional, ouvido o liberado.

C)

a decretação da prisão temporária.

DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL -

SÃO PAULO -

2003

Análise da questão

27

Lei da Prisão Temporária (Lei n.° 7.960/89): Art. 2.° - “A prisão temporária será decretada pelo Juiz, em face da representação da autori­ dade policial ou de requerimento do Ministério Público, e terá o prazo

de 5 (cinco) dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e

comprovada necessidade”. Art. 2.°, § 1.® - “Na hipótese de representa­ ção da autoridade policial, o Juiz, antes de decidir, ouvirá o Ministério Público”. Art. 2.°, § 2.° —“O despacho que decretar a prisão temporária deverá ser fundamentado e prolatado dentro do prazo de 24 (vinte e quatro) horas, contadas a partir do recebimento da representação ou do requerimento”. Art. 311 - “Em qualquer fase do inquérito policial ou

da

instrução criminal, caberá a prisão preventiva decretada pelo juiz,

de

ofício, a requerimento do Ministério Público, ou do querelante, ou

mediante representação da autoridade policial”. Art. 730 - “A revogação

do livramento será decretada mediante representação do Conselho Peniten­

ciário, ou a requerimento do Ministério Público, ou de ofício, pelo juiz, que, antes, ouvirá o liberado, podendo ordenar diligências e permitir a produção de prova, no prazo de 5 (cinco) dias”. Lei n.° 9.296/96: Art. 3.° - “A interceptação das comunicações telefônicas poderá ser determi­ nada pelo juiz, de ofício ou a requerimento: I - da autoridade policial,

na investigação criminal; II - do representante do Ministério Público, na investigação criminal e na instrução processual penal”.

Assinale a alternativa correta (25 a 40).

25. No interrogatório do indiciado, o respectivo termo deverá

A) necessariamente conter assinatura de seu defensor.

B) ser assinado por duas testemunhas, que !he tenham ouvido a leitura.

C) necessariamente conter a assinatura do defensor, no auto de prisão em flagrante delito.

D) ser assinado por duas testemunhas, que tenham assistido ao interroga­ tório.

Análise da questão

“Logo que tiver conhecimento

- indiciado, com observância, no que for aplicável, do disposto no Capítulo

ouvir o

da prática da infração penal, a autoridade policial deverá:

Código de Processo Penal: Art. 6.° -

V

III do Título VII, deste Livro, devendo o respectivo termo ser assinado

por 2 (duas) testemunhas que lhe tenham ouvido a leitura;

”.

28

DELEGADO DE POLÍCIA ESTADUAL -

FEDERAL

26. Se o querelante subsidiário desistir da ação penai,

A) o juiz declarará a extinção de punibilidade.

B) caberá ao Ministério Púbiico o dever de retomar a titularidade.

C) considerar-se-á perempta a ação penal.

D) ocorrerá a hipótese da decadência.

Análise da questão

Código de Processo Penal: Art. 29 - “Será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo legal, ca­ bendo ao Ministério Público aditar a queixa, repudiá-la e oferecer denúncia substitutiva, intervir em todos os termos do processo, fornecer elementos de prova, interpor recurso e, a todo tempo, no caso de negligência do querelante, retomar a ação como parte principal”.

27. Bens ou vaiores que constituam prática do fato criminoso,

proveito auferido pelo

réu, com

a

A) poderão ser restituídos se pertencerem ao lesado ou terceiro de boa

fé.

B) em hipótese alguma serão restituídos.

C) poderão ser restituídos ao réu, após o cumprimento da pena.

 

D) poderão ser restituídos aos familiares do réu, se houver concordância Ministério Público.

do

Análise da questão

Código de Processo Penal: Art. 119 - “As coisas a que se referem os

arts. 74 e 100 do Código Penal não poderão ser restituídas, mesmo depois de transitar em julgado a sentença final, salvo se pertencerem ao lesado

ou a terceiro de boa-fé”. Vide art. 91

da nova Parte Geral do CP.

28. A comunicação, ao magistrado, da prisão em flagrante e a expedição da nota de culpa ao preso referem-se,

A) ambas, a dispositivos do Código de Processo PenaL

B) ambas, a dispositivos constitucionais.

C) respectivamente, a determinações processual e constitucional.

í

DELEGADO DE POlfCiA CIVIL -

SÃO PAULO -

2003

Análise da questão

29

Constituição Federal: Art. 5.°, LXII — “a prisão de qualquer pes­ soa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada”. Código de Processo Penal: Art. 306 - “A prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou a pessoa por ele indicada”. Art. 306, § 1.° - “Dentro em 24h (vinte e quatro horas) depois da prisão, será encaminhado ao juiz competente o auto de prisão em flagrante acompanhado de todas as oitivas colhidas e, caso o autuado não informe o nome de seu advogado, cópia integral para a Defensoria Pública”. Art. 306, § 2.° - “No mesmo prazo, será entregue ao preso, mediante recibo, a nota de culpa, assinada pela autoridade, com o motivo da prisão, o nome do condutor e o das teste­ munhas”. Observação: vide alteração realizada pela Lei n.° 11.449/2007.

29. Em hipótese de extorsão mediante seqüestro, em que a vítima foi subtraída em Campinas, o resgate pago em Rio Claro e a prisão dos autores ocorrida em Itu, a competência será

A) do juiz da comarca de Rio Ciaro.

B) do juiz da comarca de Campinas.

C) firmada pela prevenção.

D) do juiz da comarca de

Itu.

Análise da questão

Código de Processo Penal: Art. 83 - “Verificar-se-á a competência por prevenção toda vez que, concorrendo dois ou mais juizes igualmente competentes ou com jurisdição cumulativa, um deles tiver antecedido aos

outros na prática de algum ato do processo ou de medida a este relativa, ainda que anterior ao oferecimento da denúncia ou da queixa (arts. 70, §

3.°, 71, 72, § 2.°, e 78,

II, c)’\

Vide Súmula 706 do STF

30. Se

a

autoridade,

por equívoco,

tomar fiança

insuficiente

e,

ao

ser

exigido o reforço, o afiançado não o fizer,

A) ficará mantida a situação, responsabilizando-se a autoridade negligente.

B) a fiança ficará sem efeito e o réu deverá ser recolhido à prisão.

C) ficará mantida a situação, até final decisão absolutória ou condenatória.

30

DELEGADO DE POLlCSA ESTADUAL -

FEDERAL

Análise da questão

Código de Processo Penal: A rt 340 - “Será exigido o reforço da fiança: I - quando a autoridade tomar, por engano, fiança insuficiente; II

- quando houver depreciação material ou perecimento dos bens hipoteca­

dos ou caucionados, ou depreciação dos metais ou pedras preciosas; III

- quando for inovada a classificação do delito. Parágrafo único. A fiança

ficará sem efeito e o réu será recolhido à prisão, quando, na conformidade deste artigo, não for reforçada”.

31. Após análise das assertivas indique a alternativa correta.

A

-

A citação do militar será feita diretamente a ele, do respectivo serviço.

bem como ao chefe

B

-

A notificação, para o réu funcionário público comparecer em juízo, será feita somente ao chefe de sua repartição.

A) As duas assertivas são falsas.

B) As duas assertivas são verdadeiras.

C) primeira é falsa e a segundaverdadeira.

A

D) primeira é

A

verdadeira e a segunda

é

falsa.

Análise da questão

militar far-

“O dia

designado para funcionário público comparecer em juízo, como acusado, será notificado assim a ele como ao chefe de sua repartição”.

- -se-á por intermédio do chefe do respectivo serviço”. Art. 359 -

Código

de

Processo

Penal:

Art.

358

“A citação

do

32. O juiz, ao prolatar a sentença, constata que na iniciai o feto delituoso foi corretamente descrito porém, divergindo da capitulação legai, sentencia com base em outro tipo penal. Em face dessa situação, ocorreu

A) a hipótese de “mutatio libelli".

B) a nulidade absoluta da sentença.

C) uma sentença “suicida".

D) a hipótese de “emendatio libelli".

Análise da questão

Código de Processo Penal: Art. 383 “O juiz poderá dar ao fato definição jurídica diversa da que constar da queixa ou da denúncia, ainda

DELEGADO DE POLlCIA CIVIL -

SÃO PAULO -

2003

31

que, em conseqüência, tenha de aplicar pena mais grave”. Doutrina: En­ sina o prof. Eugênio Pacelli de Oliveira4 que “Na redação da lei, deve-se

entender por definição jurídica precisamente a capitulação ou classificação feita pelo autor na inicial, em cumprimento da exigência prevista no art. 41 do CPP. Assim, dar definição jurídica diversa é alterar a capitulação, isto é, a conseqüência jurídica do fato imputado na denúncia ou queixa.

O fato, evidentemente, permanece o mesmo”.

Importante: A Lei n.° 11.719/2008 deu nova redação ao art. 383 do CPP, nesses termos: “O juiz, sem modificar a descrição do fato contida

na denúncia ou queixa, poderá atribuir-lhe definição jurídica diversa, ainda que, em conseqüência, tenha de aplicar pena mais grave”.

33. Tício provocou aborto consentido em Júnia. Na sessão de julgamento do Júri, Tício não compareceu, com justa causa. Desse modo

A) o julgamento será feito a sua revelia.

B) obrigatoriamente, será decretada sua prisão preventiva.

C) o julgamento será adiado para a sessão periódica seguinte.

D) Tício será conduzido coercitivamente ao Tribunal do Júri, para ser julgado no mesmo dia.

Análise da questão

Código de Processo Penal: Art. 451 - “Não comparecendo o réu ou o acusador particular, com justa causa, o julgamento será adiado para a seguinte sessão periódica, se não puder realizar-se na que estiver em curso”. Art. 451, § 1 - “Se se tratar de crime afiançável, e o não-comparecimento do réu ocorrer sem motivo legítimo, far-se-á o julgamento à sua revelia”.

Importante: A Lei n.° 11.689/2008 alterou diversos dispositivos do CPP, dentre os quais os referentes ao Júri. Assim, para efeito de atualiza­ ção, anote-se: “art. 457 - 0 julgamento não será adiado pelo não compa- recimento do acusado solto, do assistente ou do advogado do querelante, que tiver sido regularmente intimado. § 1.° Os pedidos de adiamento e as justificações de não comparecimento deverão ser, salvo comprovado motivo de força maior, previamente submetidos à apreciação do juiz presidente do Tribunal do Júri. § 2.° Se o acusado preso não for conduzido, o jul­ gamento será adiado para o primeiro dia desimpedido da mesma reunião, salvo se houver pedido de dispensa de comparecimento subscrito por ele e seu defensor”.

32

DELEGADO DE POLÍCIA ESTADUAL -

FEDERAL

34. No processo por crime de responsabilidade de funcionário

público,

sendo o crime afiançávei, se o acusado se achar fora da jurisdição

do juiz,

para apresentação da resposta preliminar, o juiz criminai

A) expedirá carta precatória, para a notificação.

B) receberá a denúncia, independentemente da resposta.

C) determinará expedição de editai, para notificação do acusado.

D) nomeará defensor dativo, para apresentar resposta preiiminar.

Análise da questão

Código de Processo Penal: A rt 514 - “Nos crimes afiançáveis, estando a denúncia ou queixa em devida forma, o juiz mandará autuá-la e ordenará a notificação do acusado, para responder por escrito, dentro do prazo de 15 (quinze) dias. Parágrafo único. Se não for conhecida a residência do acusado, ou este se achar fora da jurisdição do juiz, ser-lhe-á nomeado defensor, a quem caberá apresentar a resposta preliminar”. Vide Súmula 330 do STJ.

35. O

acusado

pelo juiz,

que,

não

sendo

pobre,

tiver

defensor

dativo

nomeado

A) não estará obrigado a pagar honorários, em face do imperativo constitu­ cional da ampla defesa.

B)

não

estará

obrigado a

pagar honorários,

pelo pagamento dos dativos.

pois o

Estado é

responsável

C) será obrigado a pagar honorários, que serão arbitrados pelo juiz.

D) pagará o valor que entender razoável.

Análise da questão

Código de Processo Penal:

A rt263 -

“Se o acusado não

o tiver,

juiz, ressalvado o seu direito de, a todo

tempo, nomear outro de sua confiança, ou a si mesmo defender-se, caso tenha habilitação. Parágrafo único. O acusado, que não for pobre, será obrigado a pagar os honorários do defensor dativo, arbitrados pelo juiz”.

ser-lhe-á nomeado defensor pelo

36. Em matéria de prisão especial, a legislação prevê alojamento

A) coletivo, abrangendo, entre outros, os guardas-civis.

B) individual, abrangendo, enire outros, os militares dos Estados.

C) individual, abrangendo, entre outros, os ministros de confissão religiosa.

DELEGADO DE POLÍCIA CiVIL -

SÃO PAULO -

2003

33

Análise da questão

Código de Processo Penal: Art. 295 - “Serão recolhidos a quartéis ou

a prisão especial, à disposição da autoridade competente, quando sujeitos

a prisão antes de condenação definitiva: I - os ministros de Estado; II -

os governadores ou interventores de Estados ou Territórios, o prefeito do Distrito Federal, seus respectivos secretários, os prefeitos municipais, os vereadores e os chefes de Polícia; III - os membros do Parlamento Na­ cional, do Conselho de Economia Nacional e das Assembléias Legislativas dos Estados; IV - os cidadãos inscritos no ‘Livro de Mérito’; V - os

oficiais das Forças Armadas e os militares dos Estados, do Distrito Federal

e dos Territórios; VI - os magistrados; VII - os diplomados por qualquer

das faculdades superiores da República; VIII - os ministros de confissão religiosa; IX - os ministros do Tribunal de Contas; X - os cidadãos que já

tiverem exercido efetivamente a função de jurado, salvo quando excluídos da lista por motivo de incapacidade para o exercício daquela função; XI -

os delegados de polícia e os guardas-civis dos Estados e Territórios, ativos

e inativos”. Art. 295, § 1.° - “A prisão especial, prevista neste Código ou

em outras leis, consiste exclusivamente no recolhimento em local distinto da prisão comum”. Art. 295, § 2.° - “Não havendo estabelecimento espe­

cífico para o preso especial, este será recolhido em cela distinta do mesmo estabelecimento”. Art. 295, § 3.° - “A cela especial poderá consistir em alojamento coletivo, atendidos os requisitos de salubridade do ambiente, pela concorrência dos fatores de aeração, insolação e condicionamento térmico adequados à existência humana”. Art. 295, § 4.° - “O preso especial não será transportado juntamente com o preso comum”. Art. 295, § 5.° - “Os demais direitos e deveres do preso especial serão os mesmos do preso comum”. Jurisprudência: O STJ fixou entendimento que o rol é taxativo

e não pode ser ampliado (HC 7.638, 5.3 Turma, Rei. Min. José Arnaldo,

DJU 05.10.98, p.

110).

37. Em

relação

ao

processo,

se

o

reconhecimento de nulidade,

habeas

corpus for

concedido

por

A)

o processo só prosseguirá, se a decisão judicial expressamente o deter­ minar.

B)

fica vedada a instauração de nova ação penal.

C)

nosso legislador se omitiu sobre a hipótese legal.

D)

o processo será renovado.

Código

de

Processo

Análise da questão

Penal:

A rt

652

— “Se

o

habeas

corpus

for

concedido em virtude de nulidade do processo, este será renovado”.

34

DELEGADO DE POLÍCIA ESTADUAL -

FEDERAL

38. O prazo para encerramento da instrução criminai, quando o réu es­ tiver preso, na lei de repressão ao crime organizado,

A) fixadoem oitenta

B) fixadoemoitenta e um dias,

C) é fixadoemcento e vinte dias.

D) não está fixado, ficando a critério do juiz.

é

é

e nove dias.

Análise da questão

Lei n.° 9.034/1995 (Crime Organizado): Art. 8.° - “O prazo para encerramento da instrução criminal, nos processos por crime de que trata esta Lei, será de 81 (oitenta e um) dias, quando o réu estiver preso, e

de

120 (cento e vinte) dias, quando solto”.

39. São insuscetíveis de fiança, anistia, graça e indulto,

A) o latrocínio, a prática de tortura e o atentado ao pudor mediante fraude.

B) o estupro, o terrorismo e a corrupção de menores.

C) o genocídio, a extorsão qualificada pela morte e a falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de substância ou produtos alimentícios.

D) o atentado violento ao pudor, a epidemia com resultado morte e o tráfico ilícito de entorpecentes.

Análise da questão

Lei n.° 8.072/1990 (Crimes Hediondos): Art. l.° - “São considerados hediondos os seguintes crimes, todos tipificados no Decreto-Lei n.° 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, consumados ou tentados: I - homi­ cídio (art. 121), quando praticado em atividade típica de grupo de extermínio, ainda que cometido por um só agente, e homicídio qualificado (art. 121, § 2.°, I, II, III, IV e V); II - latrocínio (art. 157, § 3.°, in fine); III - extorsão qualificada pela morte (art. 158, § 2.°); IV - extorsão mediante seqüestro e na forma qualificada (art. 159, capuí, e §§ 1.°, 2.° e 3.°); V - estupro (art. 213, caput e §§ 1.° e 2.°); VI - estupro de vulnerável (art. 217-A, capuí e §§ 1.°, 2.°, 3.° e 4.°); (redação dada pela Lei n.° 12.015, de 2009); VII - epidemia com resultado morte (art. 267, § 1.°); VII-A - (vetado); VII-B - falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais (art. 273, capuí e § 1.°, § l.°-A e § l.°-B, com a redação dada pela Lei n.° 9.677, de 2 de julho de 1998). Parágrafo único. Considera-se também hediondo o crime de genocídio previsto nos arts. 1.°, 2.° e 3.° da Lei n° 2.889, de 1.° de outubro de 1956, tentado ou consumado”. Art. 2.° - “Os crimes he­ diondos, a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e

DELEGADO DE POlfCIA CiVIL -

SÃO PAULO -

2003

35

o terrorismo são insuscetíveis de: I - anistia, graça e indulto; II - fiança. § 1.° A pena por crime previsto neste artigo será cumprida inicialmente em regime fechado. § 2.° A progressão de regime, no caso dos condenados aos crimes previstos neste artigo, dar-se-á após o cumprimento de 2/5 (dois quintos) da pena, se o apenado for primário, e de 3/5 (três quintos), se reincidente. § 3.° Em caso de sentença condenatória, o juiz decidirá fundamentadamente se o réu poderá apelar em liberdade. § 4.° A prisão temporária, sobre a qual dis­ põe a Lei n.° 7.960, de 21 de dezembro de 1989, nos crimes previstos neste artigo, terá o prazo de 30 (trinta) dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade”.

40. A Lei dos Juizados Especiais Criminais, no tocante à competência, adotou

A) a teoria do resultado, o lugar onde se consumou a infração.

B) a teoria da ubiquidade, podendo ser tanto o lugar da ação ou omissão quanto o do resultado.

C) a teoria da iivre escolha das partes.

D) a teoria do domicílio da

vítima.

Análise da questão

Lei

n.° 9.099/1995: Art. 63 -

“A competência do Juizado será de­

terminada pelo lugar em que foi praticada a infração penal”. Doutrina:5

“Enquanto o nosso Código Penal e tambéma Lei n.°9.099/95,

zados Especiais Criminais,

lugar onde se praticou a conduta quanto onde se produziu ou deveria se produzir o resultado, adotando a teoria da ubiqüidade (que reúne a teoria

da atividade - lugar da conduta - e do resultado), o nosso CPP adotou a teoria do resultado, que considera lugar da infração o local onde se con­ sumou o crime ou onde deveria o mesmo ter se consumado, na hipótese de crime tentado”.

consideram como lugar da infração tanto o

dosJui­

CONSTITUCIONAL

41. Segundo a doutrina, a ídeia de desconstitucionaiização consiste

A) na possibilidade de recepção de dispositivo da Constituição anterior, pela nova ordem constitucional, como legislação ordinária.

36

DELEGADO DE POLÍCIA ESTADUAL -

FEDERAL

B) na restauração da eficácia de normas já revogadas por Constituição an­ terior.

C) no acolhimento, pela nova Constituição, de leis e atos normativos preexis­ tentes, desde que com ela compatíveis.

D) em processos legislativos especiais, estabelecidos para a elaboração de emendas à Constituição.

Análise da questão

Doutrina:

Escrevi6 sobre desconstitucionalização:

“Cuida-se de fenô­

meno pelo qual as normas constitucionais anteriores, uma vez compatíveis com a nova Constituição, permanecem vigorando com o status de normas infra-constitucionais; são recepcionadas como legislação infra-constitucional. No Brasil isso não ocorre em regra, salvo se a nova CF expressamente assim dispuser, à vista da ilimitação do poder constituinte originário”.

42. Foram

promulgadas

por Assembleia

Nacional Constituinte as Cons­

tituições de:

 

A) 1824,

1934, 1967

e

1988.

B) 1824,

1891, 1934

e

1988.

C) 1891,

1934, 1946

e

1988.

D) 1891,

1946, 1967

e

1988.

Análise da questão

Doutrina: As Constituições brasileiras de 1891, 1934, 1946 e 1988

foram promulgadas, ao passo que as Constituições de 1824, 1937, 1967 e

a

de

1969 (“Constituição da Emenda n.° 1/69”) foram outorgadas.

43. O cancelamento de naturalização pela prática de atividade nociva ao

interesse nacional será feito

por

A) lei ordinária.

B) decreto do Presidente da República.

C) portaria do Presidente da República.

D) sentença judicia!.

Análise da questão

Constituição

Federal:

Art,

12,

da nacionalidade do brasileiro

que:

I

§

-

4.°

- tiver cancelada sua naturaliza­

“Será

declarada

a perda

DELEGADO DE POLÍCIA CiVIL -

SÃO PAULO -

2003

37

ção, por sentença judiciai, em virtude de atividade nociva ao interesse nacional”.

44. Constitui um dos fundamentos da República Federativa do Brasil

A) o pluralismo político.

B) a defesa da paz.

C) a iguaidade entre

D) a prevalência dos direitos

osEstados.

humanos.

Análise da questão

Constituição Federai: Art. l.° - “A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito

Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fun­

damentos:

aduzimos7 que “Ao lado desses há ainda os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa (fundamento da ordem econômica, equilíbrio entre a mão-de-obra e o capital) e o pluralismo político (coexistência democrática de correntes ideológicas antagônicas)”.

V - o pluralismo político”. Doutrina: Comentando o tema

45. Sobre o processo legislativo, é correto afirmar

A) o veto do Presidente da República a projeto de iei poderá ser rejeitado pela maioria absoluta dos Senadores, em escrutínio secreto.

B) as medidas provisórias terão sua votação iniciada na Câmara dos Depu­ tados.

C) o veto parcial poderá atingir parte de artigo, de parágrafo, de inciso ou de alínea.

D) as ieis delegadas serão elaboradas pelo Congresso Nacional após dele­ gação do Presidente da República.

Análise da questão

Constituição Federai: Art. 62. § 8.° - “As medidas provisórias terão sua votação iniciada na Câmara dos Deputados”. Art. 66. § 2.° - “O veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo, de parágrafo, de inciso ou de alínea”. Art. 66, § 4.° - “O veto será apreciado em sessão conjunta, dentro de trinta dias a contar de seu recebimento, só podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Deputados e Senadores, em escrutínio

38

DELEGADO DE POLÍCIA ESTADUAL -

FEDERAL

secreto”. Art. 68 - ‘A s leis delegadas serão elaboradas pelo Presidente da República, que deverá solicitar a delegação ao Congresso Nacional”.

46. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal iegisiar concor- rentemente sobre

A) trânsito e transporte.

B) desapropriação.

C) comércio exterior e interestadual.

D) procedimentos em matéria processual.

Constituição

Análise da questão

Federal: Art.

22

-

“Compete

privativamente

à União

legislar

restadual;

aos

sobre:

XI

II

- trânsito e transporte;

Federal

desapropriação;

VIII

”.

-

comércio

24

exterior e inte­

sobre:

- e ao Distrito

Art.

-

“Compete à União,

XI

Estados

legislar concorrentemente

-

procedimentos em matéria processual;

”.

47. Cabe ao Congresso sidente da República,

A) aprovar o estado de defesa e a intervenção federal, autorizar o estado de sítio, ou suspender qualquer uma dessas medidas.

B) apreciar os atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e televisão.

C) dispor sobre a concessão de anistia.

D) autorizar, em terras indígenas, a exploração e o aproveitamento de re­ cursos hídricos e a pesquisa e lavra de riquezas minerais.

Nacional, com

a indispensável sanção do

Pre­

Análise da questão

Constituição Federal: Art. 48 — “Cabe ao Congresso Nacional, com

a sanção do Presidente da República, não exigida esta para o especificado nos arts. 49, 51 e 52, dispor sobre todas as matérias de competência da

União, especialmente sobre:

VIII -

concessão de anistia;

”.

48.

Indique os princípios consagrados no inciso XXXIX doartigo 5.° Constituição Federai “ Não há crime sem iei anterior queo defina, nem pena sem prévia comunicação legal” .

da

A)

Princípios da reserva legal e da anterioridade.

B)

Princípios da legalidade e do acesso á Justiça.

-DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL -

SÃO PAULO -

2003

39

C) Princípios da legalidade e da reserva legai.

D) Princípios da legalidade e do devido processo legal.

Análise da questão

Doutrina: Sobre o tema, tive a oportunidade de ressaltar que “Trata-se de matéria da segurança penal, garantia do princípio da estrita legalidade penal (reserva legal e anterioridade)”.8

49.

Sobre as atividades nucleares é incorreto afirmar:

 

A)

dependem da aprovação do Congresso Nacional para sua admissão em território brasileiro.

B)

responsabilidade civil por danos nucleares independe da existência de culpa.

a

C)

a

competência para legislar sobre a matéria é privativa da União.

 

D)

excepcionalmente, em caso

de guerra, será admitida suaaplicação

para

fins de defesa do território brasileiro, condicionada à aprovação

gresso Nacional.

do Con­

Análise da questão

Constituição Federal: Art, 21 ~ “Compete à União:

XXIII -

ex­

plorar os serviços e instalações nucleares de qualquer natureza e exercer

monopólio estatal sobre a pesquisa, a lavra, o enriquecimento e repro- cessamento, a industrialização e o comércio de minérios nucleares e seus derivados, atendidos os seguintes princípios e condições: a) toda atividade nuclear em território nacional somente será admitida para fins pacíficos e mediante aprovação do Congresso Nacional; a) toda atividade nuclear em território nacional somente será admitida para fins pacíficos e mediante

aprovação do Congresso Nacional;

d) a responsabilidade civil por danos

nucleares independe da existência de culpa;

50.

Sobre o controle de constitucionalidade no Brasil, é correto afirmar:

A)

o

Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil não pode propor

ação direta de inconstitucionalidade.

B)

por ocasião da apreciação pelo STF, em tese, de lei ou ato normativo

federal, será previamente citado o Advogado-Gera! da União, para defender

o texto ou o ato impugnado.

40

DELEGADO DE POLÍCSA ESTADUAL -

FEDERAL

C) a ação declaratória de constitucionalidade poderá ser proposta apenas pelo Presidente da República, pela Mesa do Senado Federal, pela Mesa da Câmara dos Deputados ou pela Mesa da Assembleia Legislativa.

D) o controle

repressivo de constitucionalidade é feito por órgãos políticos

para eliminar norma inconstitucional do sistema jurídico.

Análise da questão

Constituição Federai: Art. 103 - “Podem propor a ação direta de

VII

103,

§ 3.° - “Quando o Supremo Tribunal Federal apreciar a inconstituciona­ lidade, em tese, de norma legal ou ato normativo, citará, previamente, o Advogado-Geral da União, que defenderá o ato ou texto impugnado”. Vide EC 45/2004 e seus efeitos.

- o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;

inconstitucionalidade e a ação declaratória de constitucionalidade:

”.

Art.

51. As comissões

parlamentares de inquérito serão criadas

A) pela

Câmara

dos

separadamente.

Deputados

e

pelo

Senado

Federal,

em

conjunto ou

B) pela Câmara dos Deputados ou pelo Senado Federai.

C) pelo Presidente da República, pela Câmara dos Deputados ou pelo Se­ nado Federal.

D) pelo Presidente da República ou, em conjunto, pela Câmara dos Depu­ tados e Senado Federal.

Análise da questão

Constituição Federai: Art. 58, § 3.® - “As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas, serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, em conjunto ou separadamente, mediante requerimento de um terço de seus membros, para a apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores”.

52. Segundo a Constituição do Estado de São Paulo, o Delegado Geral de Polícia

A) será indicado pelo Governador do Estado, através da lista tríplice ofertada pelo Conselho Superior da Polícia.

B) poderá ser novamente indicado por um único período subsequente.

DELEGADO DE POLÍCIA CiVIL -

SÃO PAULO -

2003

41

I

C) deverá fazer declaração pública de seus bens no ato da posse e de sua exoneração.

D) nomeará os integrantes do Conselho Superior da Polícia.

Análise da questão

Constituição

do Estado

de São Paulo: Art.

140,

§

1.°

-

“O Dele­

gado Geral da Polícia Civil, integrante da última classe da carreira, será

nomeado pelo Governador do Estado e deverá fazer declaração pública de bens no ato da posse e da sua exoneração”.

DIREITOS HUMANOS

53. Com reiação aos direitos e garantias individuais tituição Federai é correto afirmar:

inscritos

na Cons­

A) é vedada, em qualquer situação, a existência da pena de morte.

B) é assegurada assistência aos filhos dos trabalhadores urbanos e rurais, aié os 7 anos de idade em creches e pré-escolas.

C) é assegurada a prestação de assistência religiosa nas entidades de in­ ternação coletiva, nos termos da lei.

D)

livre a criação de associações para fins lícitos vedada, hipótese, sua dissolução compulsória.

é

Análise da questão

em qualquer

Constituição Federal: Art. 5.°, VII - “é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva”. Doutrina: Alertamos9 que “Neste dispositivo trata-se de uma prerrogativa, de um direito público subjetivo de assis­ tência religiosa nas entidades civis ou religiosas de internação coletiva (quartéis, penitenciárias, cadeias, manicômios, Febems etc.). O Estado deverá ensanchar condições para que multiformemente se possa prestar assistência religiosa àqueles interessados, até pelo seu aspecto pedagógico e ressocializante”.

54. A prevalência dos direitos humanos constitui um dos

A) princípios que regem a República Federativa do Brasil nas suas relações internacionais.

42

DELEGADO DE POLÍCIA ESTADUAL -

FEDERAL

B) objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil.

C) objetivos derivados da República Federativa do Brasil.

D) objetivos fundamentais da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios.

Análise da questão

Constituição Federal: Art. 4.° -

”.

“A República Federativa do Brasil -

II

rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:

prevalência dos direitos humanos;

55. Resolução proclamada pela Assembleia Geral da ONU contém trinta artigos, precedidos de um Preâmbulo, com sete considerandos, na qual se assegura o princípio da indivisibilidade dos direitos humanos. O texto acima se refere à

A) Carta das Nações Unidas.

B) Declaração Universal dos Direitos Humanos.

C) Declaração Americana dos Direitos Humanos.

D) Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.

Análise da questão

Doutrina: Ensina a preclara Flávia Piovesan10 que “A Declaração Universal não é um tratado. Foi adotada pela Assembléia Geral das Na­ ções Unidas sob a forma de resolução, que, por sua vez, não apresenta força de lei”.

56. Complete:

A Convenção sobre Direitos da Criança considera como criança todo ser

humano com idade inferior a

, a não ser quando por lei de seu país

a maioridade for determinada com idade mais baixa.

A) 12 anos.

B) 14 anos.

C) 16 anos.

D) 18 anos.

i0 Direitos Humanos e o Direito Constitucional Internacional, T. Edição, Ed. Saraiva, 2006, p. 137.

DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL -

SÃO PAULO -

2003

Análise da questão

43

Convenção sobre os Direitos da Criança Adotada pela Resolução n.° L. 44 (XLIV) da Assembleia Geral das Nações Unidas, em 20 de no­ vembro de 1989 e ratificada pelo Brasil em 20 de setembro e 1990. Art. L° - “Para os efeitos da presente Convenção, entende-se por criança todo ser humano menor de 18 anos de idade, salvo se, em conformidade com a lei aplicável à criança, a maioridade seja alcançada antes”.

57. Assinale a alternativa

que

não se encontra explicitada

no texto da

Convenção Americana sobre Direitos Humanos.

A) Toda pessoa tem direito a um prenome.

B) O direito à vida deve ser protegido por

mento.

lei

e,

em geral,

desde o nasci­

C) Os menores, quando puderem ser processados, devem ser separados dos adultos e conduzidos a tribunal especializado.

D) Toda pessoa tem direito à liberdade e à segurança pessoal.

Análise da questão

Convenção Americana de Direitos Humanos (1969) (Pacto de San José da Costa Rica) *Adotada e aberta à assinatura na Conferência Es­ pecializada Interamericana sobre Direitos Humanos, em San José de Costa Rica, em 22 de novembro de 1969 e ratificada pelo Brasil em 25 de setembro de 1992. “Artigo 4.° Direito à vida § 1.° Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei e, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente. § 2.° Nos países que não houverem abolido a pena de morte, esta só poderá ser imposta pelos delitos mais graves, em cumprimento de sentença final de tribunal competentes e em conformidade com a lei que estabeleça tal pena, promulgada antes de haver o delito sido cometido. Tampouco se estenderá sua aplicação a delitos aos quais não se aplique atualmente. § 3.° Não se pode restabelecer a pena de morte nos Estados que a hajam abolido. § 4.° Em nenhum caso pode a pena de morte ser aplicada a delitos políticos, nem a delitos comuns conexos com delitos políticos. § 5.° Não se deve impor a pena de morte a pessoa que, no momento da perpetração do delito, for menor de dezoito anos, ou maior de setenta, nem aplicá-la a mulher em estado de gravidez. § 6.° Toda pessoa condenada à morte tem direito a solicitar anistia, indulto ou comutação da pena, os quais podem ser concedidos em todos os casos. Não se pode executar a pena de morte enquanto o pedido estiver pendente de decisão ante a autoridade competentes”.

44

DELEGADO DE POLÍCIA ESTADUAL -

FEDERAL

58. Indique qual destes instrumentos prevê, em seu artigo 4.°, a aplica­ ção de medidas especiais de ação afirmativa, de caráter temporário, destinadas a acelerar a igualdade entre os indivíduos, buscando superar injustiças cometidas no passado contra as mulheres

A) Declaração Universa! dos Direitos Humanos.

B) Convenção Americana sobre Direitos Humanos.

C) Convenção sobre a Eliminação de todas as formas de Discriminação contra a Mulher.

D) Convenção

Erradicar a Violência

Interamericana

para

Prevenir,

Punir e

contra a Mulher.

Análise da questão

Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discrimina­ ção Contra as Mulheres (1979): Adotada pela Resolução n.° 34/180 da Assembleia das Nações Unidas, em 18 de dezembro de 1979. Aprovada pelo Decreto Legislativo n.° 93, de 14.11.1983. Ratificada pelo Brasil em 1.° de fevereiro de 1984 (com reservas). Promulgada pelo Decreto n.° 89.406, de 20.3.1984. “Art. 4.° A adoção pelos Estados Membros de medidas espe­

ciais de caráter temporário destinadas a acelerar a igualdade de fato entre

o homem e a mulher não se considerará discriminação na forma definida

nesta Convenção, mas de nenhuma maneira implicará, como conseqüência,

a manutenção de normas desiguais ou separadas; essas medidas cessarão

quando os objetivos de igualdade de oportunidade e tratamento houverem

sido alcançados. § 1.° A adoção pelos Estados Membros de medidas es­

peciais, inclusive as contidas na presente Convenção, destinadas a proteger

a maternidade, não se considerará discriminatória”.

59. Estabelece a Comissão interamericana de Direitos Humanos e a Cor­ te Interamericana de Direitos Humanos como meios de proteção e órgãos competentes “ para conhecer dos assuntos relacionados com o cumprimento dos compromissos assumidos pelos Estados-partes nesta Convenção” a

A) Convenção Americana sobre Direitos Humanos.

B) Convenção Interamericana para Prevenir e Punir a Tortura.

C) Carta das Nações Unidas.

D) Declaração Universa! dos Direitos Humanos.

Análise da questão

Convenção Americana de Direitos Humanos (1969) (Pacto de San José da Costa Rica) *Adotada e aberta à assinatura na Conferência

DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL -

SÃO PAULO -

2003

45

Especializada Interamericana sobre Direitos Humanos, em San José de

1969 e ratificada pelo Brasil em

25 de setembro de 1992. Artigo 55. São competentes para conhecer de assuntos relacionados com o cumprimento dos compromissos assumidos pelos Estados Membros nesta Convenção: § 1. A Comissão Interamericana

de Direitos Humanos, doravante denominada a Comissão; e § 2. A Corte Interamericana de Direitos Humanos, doravante denominada a Corte”.

Costa Rica, em 22 de novembro de

60. Assinale o documento que não se relaciona aos antecedentes formais das declarações de direitos.

A) Magna Carta (1215).

B) “Petition of Rights” (1628).

C) "Habeas Corpus A cf (1679).

D) “Chart of Liberties" (1732).

Análise da questão

Doutrina: Nesta questão, de fácil resposta, o candidato deveria conhecer

os pactos mais importantes, dos quais aqueles retratados nas alternativas

A,

B

e C são notórios, sendo que a alternativa D é inexistente.

61. No Brasil, o “ Habeas Corpus” foi inicialmente explicitado como norma constitucional pela

A) Constituição de 1824.

B) Constituição de 1891.

C) Emenda Constitucional de 1926.

D) Constituição de 1934.

Análise da questão

Doutrina: Sobre o tema ressaltamos” que “Constituição Republicana de 1891. Transforma o país em Estado Federal, definindo nítida separação dos poderes do Estado e conseqüentemente das competências da União e dos Estados-membros, amplia o rol de direitos fundamentais dos cidadãos e introduz, pela primeira vez, o habeas corpus como instrumento de tutela das liberdades. E bem de ver que somente depois da reforma constitucio­ nal de 1926 foi o habeas corpus circunscrito à reparação da violação à liberdade ambulatória”.

46

DELEGADO DE POLÍCIA ESTADUAL -

FEDERAL

62. O princípio da igualdade perante a lei é mencionado

A) somente pela Constituição Federai.

B) pela Constituição Federal e pela Declaração manos.

C) pela Constituição Federai e pela Convenção Americana de Direitos Hu­ manos.

Hu­

Universal dos

Direitos

D) pela Constituição Federai, pela Declaração Universal dos Direitos Humanos

e pela Convenção Americana dos Direitos Humanos.

Análise da questão

Constituição Federal: Art. 5° - “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos

estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à li­ berdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos

desta Constituição;

(Pacto de San José da Costa Rica) *Adotada e aberta à assinatura na

Conferência Especializada Interamericana sobre Direitos Humanos, em San José de Costa Rica, em 22 de novembro de 2969 e ratificada pelo

Brasil em 25 de setembro de 1992. “Art. 24. Igualdade perante a Lei. Todas as pessoas são iguais perante a lei. Por conseguinte, têm direito, sem discriminação alguma, à igual proteção da lei”. Declaração Universal dos Direitos Humanos: Art. 7.° - “Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos têm direito

a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente De­ claração e contra qualquer incitamento a tal discriminação”.

”.

Convenção Americana de Direitos Humanos (1969)

63. O direito de indenização à pessoa condenada mencionado

por erro judiciário

é

A) somente pela Constituição Federal.

B) pela Constituição Federai e manos.

C) pela Constituição Federai e pela Convenção Americana de Direitos Hu­ manos.

Hu­

pela Declaração

Universal dos Direitos

D) pela Constituição Federal, pela Declaração Universal dos Direitos Humanos

e pela Convenção Americana dos Direitos Humanos.

Análise da questão

Constituição

Federal:

Art.

5.°.

LXXV

-

“o

Estado

indenizará

o

condenado

por erro judiciário,

assim

como

o

que ficar preso

além

do

DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL -

SÃO PAULO -

2003

47

tempo fixado na sentença”. Convenção Americana de Direitos Huma­ nos (1969) (Pacto de San José da Costa Rica) *Adotada e aberta à assinatura na Conferência Especializada Interamericana sobre Direitos Humanos, em San José de Costa Rica, em 22 de novembro de 1969 e ratificada pelo Brasil em 25 de setembro de 1992, “Art. 10. Direito à Indenização. Toda pessoa tem direito a ser indenizada conforme a lei, no caso de haver sido condenada em sentença transitada em julgado, por erro judiciário”.

64. O direito à presunção de inocência é mencionado

A) somente peia Constituição Federat.

B) peia Constituição Federal e pela Declaração Universal dos Direitos Hu­ manos.

C) pela Constituição Federai e pela Convenção Americana de Direitos Hu­ manos.

D) pela Constituição Federal, peia Declaração Universal dos Direitos Humanos e pela Convenção Americana dos Direitos Humanos.

Análise da questão

Doutrina: A exemplo das duas questões anteriores, esta exigia do can­ didato conhecimento dos textos legais dos tratados. A questão envolvendo o princípio da presunção do estado de inocência está prevista no art. 5.°, inciso LVII da CF; no art. 8.°, § 2.° da Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto de San José da Costa Rica) e no art. 11 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

DIREITO ADMINISTRATIVO

65. O atributo do ato administrativo que representa uma garantia para

o administrado, pois impede que a Administração pratique atos do~

tados de imperatividade e executoriedade, vinculando unilateralmente

o particular, sem que haja previsão legal é o da

A) finalidade.

B) tipicidade.

C) coercibilidade.

48

DELEGADO DE POLÍCIA ESTADUAL -

FEDERAL

Análise da questão

Doutrina: Sobre os atributos do ato administrativo dissemos12 que “Há autores que também acrescentam o atributo da tipicidade,13 pelo qual o ato administrativo deve sempre corresponder a figuras previamente definidas pela lei como aptas a produzir determinados resultados”.

66.

O processo administrativo disciplinar instaurado em desfavor de Dele­ gado de Polícia só poderá ser sobrestado para aguardar o desfecho de processo-crime correlato por despacho motivado do

A)

Governador.

B)

Secretário da Segurança.

C)

Delegado Geral de Polícia.

D)

Delegado Diretor da Corregedoria Gerai.

Análise da questão

Doutrina: Asseveramos14 que “O processo administrativo só poderá ser sobrestado para aguardar decisão judicial por despacho motivado da autoridade competente para aplicar a pena. O sobrestamento é a sus- tação do julgamento do processo com o objetivo precípuo de aguardar

a sentença prolatada pelo juízo criminal. E viável, por uma questão de

praticidade, quando a pena a ser aplicada, em tese, é expulsória. Assim sendo, só o Secretário da Segurança Pública e o Governador são com­ petentes para determinar o sobrestamento do processo. Entretanto, se o acusado for Delegado de Polícia da ativa ou aposentado e houver, ainda que em tese, possibilidade de aplicação de pena de demissão ou cassação de aposentadoria, a única autoridade competente para sobrestar o processo será o Chefe do Executivo. O sobrestamento só poderá ocorrer na fase de julgamento. O instituto do sobrestamento do processo administrativo disciplinar foi uma das inovações introduzidas no Direito Administrativo Disciplinar da Polícia Civil pela Lei Complementar n.° 922, de 02 de ju­ lho de 2002, chamada popularmente de ‘Via Rápida’, porque acelerava o

trâmite de processos administrativos disciplinares. Embora vigore no Brasil

o principio da incomunicabilidade das instâncias penal e administrati­

va, o sobrestamento do processo administrativo evita a edição de decisões equivocadas que podem conflitar com a decisão da justiça criminal. O

12 Direito Administrativo Sistematizado, p. 49.

13 Apud, Maria Sylvia Zanella Di Pietro. Direito Administrativo, 18. ed., Atlas, 2005, p. 194.

Lei Orgânica da Polícia de São

14 Angerami, Alberto e Penteado Filho, Nestor Sampaio.

Paulo Comentada, 2. ed., Millennium, 2006, p. 108 e ss., grifo meu.

I

DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL -

SÃO PAULO -

2003

49

processo administrativo só poderá ser sobrestado para aguardar decisão judicial por despacho motivado da autoridade competente para aplicar a pena, conforme determinação do § 3.° do artigo 65, da Lei Complementar n.° 207/79, novidade introduzida pela Lei Complementar n.° 922/2002. O artigo 80, § 4.°, n.° 1 da mesma lei dispõe que a prescrição não ocorre enquanto o processo estiver sobrestado. As mesmas regras atingem todos os servidores públicos do Estado de São Paulo porque a Lei n.° 10.261, de 28 de outubro de 1968 - Estatuto dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo - por meio da Lei Complementar n.° 942, de 6 de junho de 2003, assim dispôs. No âmbito da União o sobrestamento não foi previsto. Antes da promulgação da Lei Complementar n.° 922 o sobresta­ mento era um instituto tímido. Existia em virtude de um Ato Normativo editado pelo Governador em 12 de julho de 1979. Há doutrinadores que

defendem o cabimento do sobrestamento apenas quando a infração ad­ ministrativa constituir crime contra a Administração. Aliás, a Formulação n° 128 do DASP foi redigida nesse sentido. Outra questão controvertida

é

sobre o prazo de sobrestamento. Seria lógico que esse prazo fosse até

o

trânsito em julgado da decisão criminal. Há quem, vagamente, entenda

que o prazo é até a manifestação conclusiva do Poder Judiciário, portanto

a simples publicação da sentença. Não nos esqueçamos que a sentença

penal absolutória só se estende ao âmbito administrativo nas hipóteses de inexistência do fato ou exclusão de autoria, previstas nos incisos I e IV do artigo 386 do Código de Processo Penal. Nas hipóteses dos incisos II, III e V, não haver prova da existência do fato, não constituir o fato infração penal, existir circunstância que exclua o crime ou isente o réu de pena ou não existir prova suficiente para a condenação, é admissível a

punição administrativa do servidor público pela chamada falta residual. E

o que preconiza a Súmula 18 do STF É necessário levar em conta que

a sentença absolutória só repercute no âmbito administrativo disciplinar

quando a falta se enquadra perfeitamente num tipo penal. Entendem al­ guns doutrinadores que o único ato punitivo que, necessariamente, deverá aguardar a decisão da Justiça Criminal é aquele cuja infração constitui crime contra a Administração Pública”.

67. O servidor público estável poderá

A) perder o cargo, desde que ato normativo motivado de cada um dos Pode­ res especifique a atividade funcionai, o órgão ou a unidade administrativa objeto da redução de pessoal, sem direito a qualquer indenização.

B) ser exonerado “ad nuturrf.

50

DELEGADO DE POLÍCIA ESTADUAL -

FEDERAL

D)

ser dispensado após vinte e cinco anos de efetivo exercício, fazendo jus a um mês de remuneração.

Análise da questão

Constituição Federal: Art. 169 - “A despesa com pessoal ativo e

inativo da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios não poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar”. Art. 169,

§ 1.° - “A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração,

a criação de cargos, empregos e funções ou alteração de estrutura de

carreiras, bem como a admissão ou contratação de pessoal, a qualquer título, pelos órgãos e entidades da administração direta ou indireta, inclu­ sive fundações instituídas e mantidas pelo poder público, só poderão ser feitas: I - se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções de despesa de pessoal e aos acréscimos dela decorrentes; II - se houver autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias, ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista”. Art. 169, § 2.° - “Decorrido o prazo estabelecido na lei complementar referida neste artigo para a adaptação aos parâmetros ali previstos, serão imediatamente suspensos todos os repasses de verbas federais ou estaduais aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios que não observarem os referidos limites”. Art. 169, § 3.° - “Para o cumprimento dos limites estabelecidos com base neste artigo, durante o prazo fixado na lei com­ plementar referida no caput, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios adotarão as seguintes providências: I - redução em pelo menos vinte por cento das despesas com cargos em comissão e funções de confiança; II - exoneração dos servidores não estáveis”. Art. 169, § 4.° - “Se as medidas adotadas com base no parágrafo anterior não forem suficientes para assegurar o cumprimento da determinação da lei comple­ mentar referida neste artigo, o servidor estável poderá perder o cargo, desde que ato normativo motivado de cada um dos Poderes especifique a atividade funcional, o órgão ou unidade administrativa objeto da redução de pessoal”. Art. 169, § 5.° - “0 servidor que perder o cargo na forma do parágrafo anterior fará jus a indenização correspondente a um mês de remuneração por ano de serviço

68. O pregão, modalidade de licitação, é usado para

A) aquisição de bens e serviços comuns.

B) venda de bens móveis inservíveis para a Administração ou de legalmente apreendidos ou penhorados.

C) alienação de bens móveis.

produtos

I

DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL -

SÃO PAULO -

2003

'

Análise da questão

51

Doutrina: Em trabalho recente afirmamos1S que “De acordo com a Lei n.° 10.520/2002, o pregão é a modalidade de licitação para a aqui­ sição de bens e serviços comuns, no âmbito da União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Bens e serviços comuns são aqueles cujo padrão de desempenho e qualidade pode ser objetivamente definido no edital, em razão das especificações usuais de mercado”.

69. Pode-se conceituar afetação como sendo

A) o fato administrativo peio quai

um bem

público édesativado,

de servir à finalidade púbiica anterior.

deixando

B) o fato administrativo peio quai se atribui ao bem público uma destinação pública especial de interesse direto ou indireto da Administração.

C) o fato ou a manifestação do poder púbiico mediante o qual

rídico é subtraído à dominialidade estatal para incorporar-se ao dominio

o

bem ju­

privado do Estado ou do particular.

D) a

forma

pela

quai

a

propriedade

pública ficadesonerada

privada na quai vinha sendo utilizada.

da finalidade

Doutrina:

Análise da questão

Neste tema pudemos16 observar que “Afetação é a desti­

nação que se dá aos bens públicos de uso comum do povo e aos de uso especial; é a consagração de um bem a uma finalidade pública específica”. Outro não é o pensamento da festejada profa. Odete Medauar:17 “Afetação

é a atribuição, a um bem público, de sua destinação específica”.

70.

Ação ou omissão da Administração Pública que incidindo direta e especificamente sobre o contrato administrativo, retardando, agravando ou impedindo a sua execução é

A)

fato do príncipe.

B)

fato da administração.

C)

caso fortuito.

D)

força maior.

15 Direito Administrativo Sistematizado, p. 112. 16 Idem, p. 228. 17 Direito Administrativo Moderno, 5. ed., Ed. RT, 2001, p. 288.

52

DELEGADO DE POLÍCIA ESTADUAL -

FEDERAL

Análise da questão

Doutrina: Para nós,18 “O fato do príncipe é toda determinação estatal, positiva ou negativa, geral e imprevisível que onera extraordinariamente

o contrato ou impede a sua execução, ficando, por isso, a Administração

obrigada a compensar os prejuízos causados ao contratante, como ocorre, por exemplo, quando o Poder Público sobretaxa certa matéria prima im­

portada ou quando rompe relações diplomáticas com o país que exporta dada mercadoria usada nas obras públicas etc. (art. 65, § 5.° da Lei). Já

o fato da administração consiste em toda ação ou omissão estatal que

possa incidir diretamente sobre os contratos, retardando ou impedindo sua

execução, nos termos da avença, como acontece quando a Administração não entrega o local da obra ou não realiza as necessárias desapropriações etc. No fato dopríncipe a Administração atua com autoridade pública e nofato da administração esta atua como parte no contrato”.

71.

O poder de

polícia

A) só pode serexercido para reprimir aqueles que blica.

B) dá respaldo legal à prisão em flagrante de criminosos.

C) é exclusivo das instituições policiais.

D) consiste na atividade da administração pública direito, interesse ou liberdade.

perturbam a

ordempú­

de

limitar ou disciplinar

Análise da questão

Doutrina: Sobre o assunto dissemos19 que “Poder de polícia é a ativi­ dade da Administração Pública que, limitando ou disciplinando o exercício de direitos, interessesou liberdades individuais, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão do interesse público. No direito brasileiro há um conceito legal de poder de polícia. Ele está contido no artigo 78 do Código Tributário Nacional, in verbis: “considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, os exercícios de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e os direitos individuais e coletivos”. Saliente-se que o legislador afirma que esse poder

18 Direito Administrativo Sistematizado, p. 138.

DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL -

SÃO PAULO -

2003

53

limita ou disciplina direito, interesse ou liberdade. A razão de o Código

Tributário Nacional

tributo conhecido por taxa”.

conceituar poder de polícia decorre da existência do

72. O Delegado de Polícia poderá ser removido de um para outro nicípio

mu­

A) a pedido de seu superior hierárquico.

B) no interesse do serviço policial.

C) no interesse do serviço policial, com a aprovação de dois terços do Conselho da Polícia Civil.

a

D) por meio de ato administrativo simples editado pelo Delegado requerimento do Ministério Público.

Geral,

Análise da questão

Lei Orgânica da Polícia de São Paulo (LC n.° 207/79): Art. 36 - “O Delegado de Polícia só poderá ser removido, de um para outro município:

por permuta;

(Vetado.) I -

após consulta; IV - no interesse do serviço policial, com a aprovação de

2/3 (dois terços) do Conselho daPolícia Civil; (Vetado.y\

III - com seu assentimento,

a pedido;

II

-

73. Recurso

que

se fundamenta novínculo

ente autárquico é

A) recurso hierárquico próprio.

B) pedido de reconsideração.

C) recurso orgânico.

D) recurso de tutela.

entre

o

órgão

centra!

e

o

Análise da questão

Doutrina: A ilustre prof.a Odete Medauar20 ensina que “Dirigido a auto­ ridade não hierarquicamente superior àquela que editou o ato impugnado o recurso hierárquico impróprio, também intitulado recurso de tutela, fúndamenta- se no vínculo de tutela entre o órgão central e o ente autárquico”,

74. Retorno à atividade de servidor púbiico aposentado denomina-se

A) reversão.

B) readmissão.

54

DELEGADO DE POLÍCIA ESTADUAL -

FEDERAL

C) recondução.

D) aproveitamento.

Análise da questão

Doutrina: Ressaltamos28 que “Já o provimento derivado, que se faz por promoção, remoção, reintegração, readmissão, aproveitamento ou reversão, é sempre uma alteração na situação de serviço do provido, pressupondo

vínculo pré-existente

Reversão - é o retomo do servidor aposentado

por invalidez, quando, por meio de laudo oficial, estiver comprovada a insubsistência dos motivos da aposentadoria”,

75. O direito reai de gozo, de natureza pública, instituído sobre imóvel de propriedade alheia, com base em lei, por entidade pública ou por seus delegados, em favor de um serviço público ou de um bem afetado a fim de utilidade pública recebe o nome de

A) desapropriação.

B) requisição.

C) ocupação temporária.

D) servidão administrativa.

Análise da questão

Doutrina: Acerca do tema adverti22 que “Desapropriação é a transfe­ rência compulsória da propriedade particular (ou pública de entidade de grau inferior para superior) para o Poder Público ou seus delegados, por utilidade ou necessidade pública, ou ainda por interesse social, mediante prévia e justa indenização em dinheiro (CF, art. 5.°, XXIV), salvo as exceções constitucionais de pagamento em títulos da dívida pública de emissão previa­ mente aprovada pelo Senado Federal, no caso de área urbana não edificada, subutilizada ou não utilizada (CF, art. 182, § 4.°, III), e de pagamento em títulos da dívida agrária, no caso de reforma agrária, por interesse social

Servidão Administrativa ou pública é ônus real de uso,

imposto pela Administração à propriedade particular, para assegurar a reali­ zação e conservação de obras e serviços públicos ou de utilidade pública, mediante indenização dos prejuízos efetivamente suportados pelo proprietário. Exemplo: passagem de torres de eletricidade (alta tensão) ou ainda de dutos (aquedutos, gasodutos) em propriedade particular ou pública. A instituição

(CF, art. 184)

21 Direito Administrativo Sistematizado, p. 192. 22 Direito Administrativo Sistematizado, p. 236 e ss.

DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL -

SÃO PAULO -

2003

55

i

da servidão administrativa ou pública se faz por acordo administrativo ou

por sentença judicial, precedida sempre de ato declaratório da servidão, à semelhança do decreto de utilidade pública para desapropriação. A própria lei geral da desapropriação - Decreto-lei 3.365/41 - admite a constituição

de servidões “mediante indenização na forma desta Lei” (art. 40)”

quisição é a utilização coativa de bens ou serviços particulares pelo Poder Público, por ato de execução imediata e direta da autoridade requisitante

;

:

Re­

e

indenização ulterior, para atendimento de necessidades coletivas urgentes

e

transitórias. O fundamento do instituto da requisição encontra-se no art.

5.°, XXV, da CF, que autoriza o uso da propriedade particular, na iminên­ cia de perigo público, pelas autoridades competentes (civis e militares). É

forma de interferência na propriedade, sem haver transferência de domínio, onde o Poder Público poderá usar da propriedade privada, nos casos de iminente (que está para acontecer, prestes a acontecer) perigo público, assegurando-se indenização ulterior (posterior) se houver dano (prejuízo material, moral, perdas, lucros cessantes, etc.). Exemplo: Em face de uma epidemia letal, o Poder Público requisita uma propriedade particular para montar um hospital de emergência. Ocupação provisória ou temporária é

a utilização transitória, remunerada ou gratuita, de bens particulares pelo

Poder Público, para a execução de obras, serviços ou atividades públicas ou de interesse público (CF, art. 5.°, XXV). O fundamento da ocupação temporária é, normalmente, a necessidade de local para depósito de equi­ pamentos e materiais destinados à realização de obras e serviços públicos nas vizinhanças da propriedade particular. E de suma importância que recaia sobre imóvel não edificado e vizinho à obra pública. Carece-se, igualmente, de ato instituidor23 do Poder Público e notificação do proprietário ou posseiro no sentido de que a ocupação dar-se-á a partir de tal data”.

76. O afastamento do policial civil no curso de sindicância ou processo administrativo disciplinar

A) é imperativo legal, seja qual for a Infração cometida.

B) não tem amparo legal.

C) só é possível quando o recomendar a moralidade administrativa ou a repercussão do fato.

D) é necessário se o acusado for reincidente.

Análise da questão

Lei Orgânica da Polícia de São Paulo (LC n.° 207/79): Art. 86 - “Determinada a instauração de sindicância ou processo administrativo, ou no

56

DELEGADO DE POLÍCIA ESTADUAL -

FEDERAL

seu curso, havendo conveniência para a instrução ou para o serviço policial, poderá o Delegado Geral de Polícia, por despacho fundamentado, ordenar as seguintes providências: I - afastamento preventivo do policia civil, quando o recomendar a moralidade administrativa ou a repercussão do fato, sem

prejuízo de vencimentos ou vantagens, até 80 (cento e oitenta) dias, prorro­ gáveis uma única vez por igual período”. Doutrina: Alberto Angerami e eu24 pudemos asseverar que “Antes de ser promulgada a Lei n. 922/02 havia a suspensão preventiva, ordenada exclusivamente pelo Delegado Geral de Po­ lícia, mediante representação da autoridade que determinou a instauração de processo disciplinar. A suspensão preventiva do policial civil só era possível se a averiguação da falta fosse prejudicada estando ele em exercício. Ou por dificultar a coleta de provas materiais ou por inibir testemunhas, muitas vezes seus colegas de serviço ou subalternos. Essa suspensão era de até 60 dias, prorrogável pelo Secretário de Segurança por até 90 dias, perdendo o poli­ cial suspenso 1/3 do vencimento durante o período de suspensão preventiva. Ademais, o período de suspensão preventiva em computado no cumprimento da pena definitiva de suspensão, assegurado o direito à restituição pecuniária nas hipóteses de arquivamento da sindicância ou absolvição no processo. Na vigência da Lei n. 922, o afastamento do policial civil ocorre sem prejuízo de vencimentos ou outras vantagens e não é considerada discrieionaríedade administrativa (suspensão preventiva computada no cumprimento da pena de suspensão). Alguns entendiam que a suspensão preventiva do acusado era possível de decretação somente em processo administrativo. Entretanto, esse não era o entendimento da cúpula da Polícia Civil. Suspensões preventivas eram decretadas no curso de sindicâncias porque a expressão processo disci­ plinar, contida no artigo 84, era considerada de forma genérica, o que gerou inúmeros abusos praticados por alguns ex-chefes de polícia, conhecidos mais pelo revanchismo egoístico que pelo saber jurídico. Mas desses pusilânimes

ou a justiça divina cuidou ou a terrena está a cuidar

vida que tanto a suspensão preventiva quanto as outras medidas cautelares poderão ser editadas tanto na sindicância quanto no processo administrativo, conforme entendimento do artigo 86 da nova lei”.

Não paira mais dú­

DIREITO CIVIL

Assinale a alternativa correta.

77.

Com

relação às pessoas naturais, é correto afirmar que

A)

os menores de dezoito anos são absolutamente incapazes, para exercer pessoalmente os atos da vida civii.

DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL -

SAO PAULO -

2003

57

f

B) os pródigos, assim como os viciados em tóxicos, são absolutamente incapazes, para exercer pessoalmente os atos da vida civil.

C) aqueles

sua

que,

mesmo

por causa

transitória,

não

puderem

exprimir

vontade, são considerados incapazes, relativamente a certos atos, ou à maneira de os exercer.

D) os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo, são considerados incapazes, relativamente a certos atos, ou à maneira de os exercer.

Análise da questão

Código Civil: Art. 3.° - “São absolutamente incapazes de exercer

pessoalmente os atos da vida civil: I — os menores de dezesseis anos;

III - os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua

vontade”. Art. 4.° - “São incapazes, relativamente a certos atos, ou à ma­

neira de os exercer:

completo; IV - os pródigos”.

III - os excepcionais, sem desenvolvimento mental

78. O preso terá por domicílio

A) lugar onde estabeleceu sua residência com ânimo definitivo.

necessário

o

B) íugar onde seus familiares possam ser encontrados.

o

C)

D)

o lugar em que cumprir a sentença.

a sede do Juízo da Execução Penai.

Análise da questão

 

Código Civil: Art. 76 -

“Têm domicílio necessário o incapaz, o servi­

dor

público, o militar, o marítimo e o preso. Parágrafo único. O domicílio

do

incapaz é o do seu representante ou assistente; o do servidor público,

o lugar em que exercer permanentemente suas funções; o do militar, onde servir, e, sendo da Marinha ou da Aeronáutica, a sede do comando a que se encontrar imediatamente subordinado; o do marítimo, onde o navio estiver matriculado; e o do preso, o lugar em que cumprir a sentença”.

79.

Consoante dispõe o vigente Código Civil,

A)

os direitos pessoais de caráter patrimonial e as respectivas ações cons­ tituem bens imóveis.

B)

classificam-se como úteis as benfeitorias que tenham por fim conservar

o

bem ou evitar que ele se deteriore.

C)

considera-se acessório o bem cuja existência suponha a do principal.

58

DELEGADO DE POLÍCIA ESTADUAL -

FEDERAL

Análise da questão

Código Civil: A rt 83 - “Consideram-se móveis para os efeitos Legais:

III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações”. Art. 96 - “As benfeitorias podem ser voluptuárias, úteis ou necessárias”. Art. 96, § 2.° - “São úteis as que aumentam ou facilitam o uso do bem”. Art. 92 - “Principal é o bem que existe sobre si, abstrata ou concretamente; acessório, aquele cuja existência supõe a do principal”.

80. Causa a anuiabilidade do negócio jurídico o vício

resultante de

A) coação, que deverá ser suficiente para incutir ao paciente quaiquer temor de dano, dirigido a sua pessoa, sua família, ou aos seus bens.

B) dolo, mesmo se acidental.

C) erro acerca da identidade ou de qualidade essencial da pessoa a quem se refira à declaração de vontade, desde que tenha influído nesta de modo relevante.

D) simulação, cuja ocorrência sempre se verificará quando os instrumentos particulares forem antedatados ou pós-datados.

Análise da questão

Código Civil: Art. 138 - “São anuláveis os negócios jurídicos, quando as declarações de vontade emanarem de erro substancial que poderia ser

percebido por pessoa de diligência normal, em face das circunstâncias do

II - concerne à

negócio”. Art. 139 - “O erro é substancial quando:

identidade ou à qualidade essencial da pessoa a quem se refira a declaração de vontade, desde que tenha influído nesta de modo relevante;

81. De acordo com o que dispõe o Código Civil,

A) os cientistas e os artistas em hipótese alguma poderão ser considerados empresários.

B) a atividade desenvolvida pelo empresário sempre se caracteriza pela habitualidade e peia busca organizada de resultados econômicos.

C) a atividade de empresário exige daquele que a exerce apenas que se encontre em pleno gozo da capacidade civil.

D) os incapazes jamais poderão ser considerados empresários.

Análise da questão

Código Civil: Art. 966 - “Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a

DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL ~ SÃO PAULO -

2003

59

circulação de bens ou de serviços. Parágrafo único. Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza científica, lite­ rária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa”. Art. 972 - “Podem exercer a atividade de empresário os que estiverem em pleno gozo da capacidade civil e não forem legalmente impedidos”. Art. 981 - “Celebram contrato de sociedade as pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir, com bens ou serviços, para o exercício de atividade econômica e a partilha, entre si, dos resultados”.

82. A propriedade

A) móvel será adquirida peio assenhoreamento de coisa sem dono, desde que essa ocupação não seja proibida por lei.

B) trata-se de direito constitucional individual, não podendo o seu exercício ser de forma alguma iimitado.

C) de área urbana, até duzentos e cinqüenta metros quadrados, será adquirida por aquele que a possuir por cinco anos ininterruptos, independentemente de qualquer outra condição.

suas

D) do

solo

abrange a

do espaço

aéreo

e

do subsolo,

incluindo as

jazidas, minas e demais recursos minerais.

Análise da questão

Código Civil: Art. 1.233 - “Quem quer que ache coisa alheia perdida há de restituí-la ao dono ou legítimo possuidor. Parágrafo único. Não o

conhecendo, o descobridor fará por encontrá-lo, e, se não o encontrar, en­ tregará a coísa achada à autoridade competente”. Art. 1.234 - “Aquele que restituir a coisa achada, nos termos do artigo antecedente, terá direito a uma recompensa não inferior a cinco por cento do seu valor, e à indenização pelas despesas que houver feito com a conservação e transporte da coisa, se o dono não preferir abandoná-la. Parágrafo único, Na determinação do montante da recompensa, considerar-se-á o esforço desenvolvido pelo des­ cobridor para encontrar o dono, ou o legítimo possuidor, as possibilidades que teria este de encontrar a coisa e a situação econômica de ambos”. Art. 1.235 - “O descobridor responde pelos prejuízos causados ao proprietário ou possuidor legítimo, quando tiver procedido com dolo”. Art. 1.236 - “A autoridade competente dará conhecimento da descoberta através da imprensa

e outros meios de informação, somente expedindo editais se o seu valor

os comportar”. Art. 1.237 - “Decorridos sessenta dias da divulgação da notícia pela imprensa, ou do edital, não se apresentando quem comprove

a propriedade sobre a coisa, será esta vendida em hasta pública e, dedu­

zidas do preço as despesas, mais a recompensa do descobridor, pertencerá

o remanescente ao Município em cuja circunscrição se deparou o objeto

60

DELEGADO DE POLÍCIA ESTADUAL -

FEDERAL

perdido.

Parágrafo único.

Sendo

de diminuto

valor,

poderá o

Município

abandonar a coisa em favor de quem a achou”. Art. 1.263 -

“Quem se

assenhorear de coisa sem dono para logo lhe adquire a propriedade, não sendo essa ocupação defesa por lei”.

83. O direito real, que permite ao beneficiário ocupar, gratuitamente, com sua família, casa aiheia, denomina-se

A) uso.

B) habitação.

C) empréstimo.

D) usufruto.

Análise da questão

Código Civil: Art. 1.414 - “Quando o uso consistir no direito de habitar gratuitamente casa alheia, o titular deste direito não a pode alugar, nem emprestar, mas simplesmente ocupá-la com sua família”. Art. 1.415

- “Se o direito real

qualquer delas que sozinha habite a casa não terá de pagar aluguel à outra, ou às outras, mas não as pode inibir de exercerem, querendo, o direito, que também lhes compete, de habitá-la”. Art. 1.416 - “São aplicáveis à habitação, no que não for contrário à sua natureza, as disposições relativas ao usufruto”.

de habitação for conferido

a mais

de uma pessoa,

84. É equivocado afirmar que na sociedade

simples,

A) em comandita

tomam

parte sócios de duas

categorias,

sendo

os comanditários obrigados somente pelo valor de sua quota.

B) em nome coietivo, integrada apenas por pessoas físicas, todos os sócios respondem, solidária e ilimitadamente, pelas obrigações sociais.

C) limitada, a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas cotas, mas todos respondem solidariamente, pela integraiização do capital social.

D) cooperativa, a responsabilidade dos sócios será sempre ilimitada, respon­ dendo cada um solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais.

Análise da questão

Código Civil: Art. 1.095 -

“Na sociedade cooperativa, a responsabi­

“É

limitada a responsabilidade na cooperativa em que o sócio responde so­ mente pelo valor de suas quotas e pelo prejuízo verificado nas operações

lidade dos sócios pode ser limitada ou ilimitada”. Art. 1.095,

§

1.°

-

DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL -

SÃO PAULO -

2003

61

sociais, guardada a proporção de sua participação nas mesmas operações”. Art. 1.095, § 2.° - “É ilimitada a responsabilidade na cooperativa em que o sócio responde solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais”.

85. Estão impedidos de casar

A) os afins em linha reta.

B) o cônjuge adúltero com seu parceiro.

C) aqueles que juraram voto de celibato.

D) as mulheres menores de dezesseis anos e os homens menores de de­ zoito anos.

Análise da questão

Código Civil: Art* 1.521 - "Não podem casar: I - os ascendentes com os descendentes, seja o parentesco natural ou civil; II - os afins em linha reta; III - o adotante com quem foi cônjuge do adotado e o adotado com quem o foi do adotante; IV - os irmãos, unilaterais ou bilaterais, e demais colaterais, até o terceiro grau inclusive; V - o adotado com o filho do adotante; VI - as pessoas casadas; VII - o cônjuge sobrevivente com o condenado por homicídio ou tentativa de homicídio contra o seu consorte”.

86. Não

podem

ser

tutores

e

serão

exonerados

da

tutela,

caso

a

exerçam,

 

A) aqueies que tiverem sob sua autoridade mais de três

filhos.

B) os condenados por crimes -

dentre outros -

de furto,

rouboou estelio­

 

nato.

C) aqueles que habitarem longe do lugar onde se deva exercer a

D) aqueles que já exercerem tutela ou curateía.

tutela.

Análise da questão

Código Civil: Art. 1.735 - dos da tutela, caso a exerçam:

- roubo, estelionato, falsidade, contra a família ou os costumes, tenham ou

não cumprido pena;

os condenados por crime de furto,

“Não podem ser tutores e serão exonera­

IV

”.

87. Não se trata de direito real

A) a propriedade.

B) o usufruto.

62

DELEGADO DE POLÍCIA ESTADUAL -

FEDERAL

C) a superfície.

D) a enfiteuse.

Análise da questão

Código Civil: Art. 1.225 - “São direitos reais: I - a propriedade; -

a superfície; III -

as servidões; IV -

o usufruto;

V

-

o uso;

VI

- habitação; VII - o direito do promitente comprador do imóvel; VIII - o penhor; IX - a hipoteca; X - a anticrese; XI - a concessão de uso es­ pecial para fins de moradia; XII - a concessão de direito real de uso”. Doutrina: De início cumpre ressaltar que a questão não estava muito clara. A enfiteuse é direito real muito amplo, embora não prevista e até proibida pelo Código Civil vigente (art. 2.038), consistente na transferência pelo proprietário (senhorio direto) de todas as prerrogativas de domínio ao enfiteuta (foreiro), de forma perpétua e transmissível por herança, mediante o pagamento de uma pensão anual (foro). Ressalte-se que embora proibidas novas enfiteuses, aquelas que já existiam quando da entrada em vigor do novo Código Civil permanecem.25

II

a

88. A prescrição, que alude à extinção da pretensão de um direito ma­ terial, por seu não exercício no prazo legal,

A) poderá ser alegada, em qualquer grau de Jurisdição, peia parte a quem aproveita.

B) será sempre interrompida, por qualquer ato judicial.

C) não correrá contra as pessoas jurídicas de direito público interno.

D) ocorrerá em vinte anos, quando a lei não lhe tenha fixado prazo menor.

Análise da questão

Código Civil: Art. 193 - “A prescrição pode ser alegada em qualquer

grau de jurisdição, pela parte a quem aproveita”. Art. 197 - “Não corre

a prescrição: I -

entre os cônjuges, na constância da sociedade conjugal;

II

- entre ascendentes e descendentes, durante o poder familiar; III - en­

tre

tutelados ou curatelados e seus tutores ou curadores, durante a tutela

ou

curatela”. Art. 198 - ‘Também não corre a prescrição: I - contra

os incapazes de que trata o art. 3.°; II — contra os ausentes do País em

serviço público da União, dos Estados ou dos Municípios; III - contra os que se acharem servindo nas Forças Armadas, em tempo de guerra”.

25 Nesse sentido, Flavio Augusto Monteiro de Barros, Manual de Direito Civil, v. 3, Método Editora, 2005, p. 114.

DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL -

SÃO PAULO -