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Instrução 0021 Para RAC _ VALE

Instrução 0021 Para RAC _ VALE

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Instrução para Requisitos de Atividades Críticas

DECG – Dir. Executiva de RH
e Serviços Corporativos

Rev.: 01-24/11/2008

Nº: INS-0021

USO INTERNO

- 1 de 51 -

Responsável Técnico: Hilário Santos - Departamento
de Saúde e Segurança (DISS).

Código de Treinamento: N/A

Público-alvo: Todos os empregados da Vale.

Palavras-chave: atividades críticas, minimizar riscos,
Saúde e Segurança.

Objetivo:

• Estabelecer requisitos para a execução das atividades críticas com o propósito de preservar a vida das pessoas,
assegurando sua integridade física e protegendo sua saúde.

Aplicação:

• Todas as áreas da Vale. Esta Instrução pode ser adotada nas controladas e coligadas da Vale, no Brasil e no
exterior, desde que compatível com a legislação local.
• Aplica-se aos diretores, gerentes, supervisores, empregados e estagiários da Vale.
• Dúvidas e questões relacionadas a este documento devem ser encaminhadas ao Departamento de Saúde e
Segurança, através do e-mail apoio.saude.seguranca@vale.com.

Referências:

• POL-0014 – Política de Saúde e Segurança.
• NOR-0015 – Norma de Aquisição.
• NOR-0052 – Requisitos Sistêmicos de Saúde e Segurança.
• INS-0016-DECG – Instrução para o Processo de Aquisição.
• Diretrizes para as Ações de Capacitação Definidas pela Instrução de RAC.

Definições:

Área classificada: local ou ambiente sujeito à probabilidade da formação (ou existência) de uma atmosfera
explosiva pela presença normal ou eventual de gases/vapores inflamáveis ou poeiras/fibras combustíveis.
Área de mineração: área de explotação mineral e deposição de estéril abrangendo áreas de superfície e/ou
subterrânea nas quais se desenvolvem as operações de aproveitamento industrial da jazida até o
beneficiamento das mesmas.
Atividade crítica: atividade considerada com alto risco de fatalidades. Este documento abrange as seguintes
atividades críticas: trabalho em altura, veículos automotores, equipamentos móveis, bloqueio e sinalização,
movimentação de carga, espaço confinado, proteção de máquinas, estabilização de taludes, explosivos e
detonação e produtos químicos.
Contra-indicação absoluta: termo médico utilizado para caracterizar a proibição de exposição a um perigo
devido à condição individual de saúde, cujo controle médico não equipara o nível de risco ao de um indivíduo
que não seja portador desta condição de saúde.
Médico habilitado: médico do trabalho, ou médico de outra especialidade, capacitado pelo responsável técnico
de saúde da unidade sobre os riscos do ambiente do trabalho, os aspectos de saúde relacionados e os
procedimentos complementares para diagnóstico.
Processo Operacional: Qualquer atividade que envolva produto químico, incluindo seu uso, estocagem,
manufatura, manuseio, ou movimentação dentro de uma unidade, ou combinação dessas atividades.
Produtos químicos perigosos: substâncias encontradas na natureza ou produzidas por qualquer processo que
coloque em risco a segurança pública, saúde de pessoas e meio ambiente, conforme critérios de classificação
da ONU

Profissional habilitado: profissional que possui habilitação legal e que atenda aos requisitos da Vale.
Requisitos para atividades críticas: constituem exigências de saúde e segurança para assegurar a
integridade física, proteger a saúde e preservar a vida das pessoas. Os requisitos para atividades críticas estão
agrupados em 3 classes: pessoas, instalações e equipamentos, e procedimentos.
Requisitos para as Pessoas: visam assegurar que os executantes das atividades críticas estejam aptos, física
e mentalmente, com conhecimentos dos riscos, capacitados e, nos casos onde for exigido, habilitados para a
realização de suas atividades. Dentre os fatores que contribuem para evitar acidentes relacionados aos
requisitos para as pessoas destacam-se:

Instrução para Requisitos de Atividades Críticas

DECG – Dir. Executiva de RH
e Serviços Corporativos

Rev.: 01-24/11/2008

Nº: INS-0021

USO INTERNO

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– capacitação;
– habilitação;
– aptidão física e mental;
– não utilização de álcool, substâncias psicoativas ou medicamentos que causem distúrbios do sistema nervoso

central.

Requisitos para Instalações e Equipamentos: visam assegurar que as instalações e equipamentos atendam
aos requisitos técnico-legais, tenham sido fabricados de acordo com padrões e normas de projetos aceitos e
reconhecidos pelos órgãos competentes, bem como mantidos e utilizados dentro de padrões de saúde e
segurança preestabelecidos pelos fabricantes. Dentre os fatores que contribuem para evitar acidentes
relacionados com requisitos para instalações e equipamentos destacam-se:
– projeto eficiente;
– proteção de partes móveis;
– operação de equipamentos de acordo com os limites de projeto;
– manutenção da integridade física de instalações e equipamentos;
– visibilidade na operação de equipamentos móveis.
Requisitos para os Procedimentos: visam assegurar que os riscos decorrentes da execução da atividade
crítica sejam devidamente analisados e controlados, conforme padrões preestabelecidos. Dentre os fatores que
contribuem para evitar acidentes relacionados com requisitos para os procedimentos destacam-se:
– uso adequado de equipamento de proteção coletiva e individual;
– cumprimento do procedimento;
– inspeção de equipamentos através de lista de verificação antes do uso;
– análise do risco e planejamento da atividade;
– comunicação dos riscos;
– bloqueio das fontes de energia.
Sistema Operacional: é um conjunto de equipamentos, componentes e materiais, organizados e
interdependentes que possuem uma função específica comum. Do ponto de vista de suprimentos, sistema
operacional corresponde à aquisição que compreende fornecimentos de equipamentos e materiais, como
comissionamento, testes e transporte.

Responsabilidades:

Diretores de Departamento (L.4):

– garantir os recursos necessários à implementação, cumprimento e monitoramento dos requisitos para
atividades críticas nas operações sob sua responsabilidade.
– Assegurar a conformidade com os requisitos estabelecidos para pessoas, instalações e equipamentos e
procedimentos, para as dez atividades críticas em todas as operações sob sua responsabilidade, com
assessoria das áreas de saúde e segurança local.

Departamento de Saúde e Segurança (DISS):

– assessorar tecnicamente as áreas de saúde e segurança de cada departamento na implementação,
cumprimento e monitoramento dos requisitos para atividades críticas.

Áreas de Saúde e Segurança de cada Departamento:

– planejar, coordenar e monitorar a implementação, manutenção e cumprimento dos requisitos para atividades

críticas.

– apoiar os gestores de contrato/requisitantes de compra nas especificações necessárias para contratação de
serviços/compras de produtos no que tange a saúde e segurança.
Áreas de Compras:

– realizar as contratações utilizando o processo formal de contratação, com base nos documentos e
especificações técnicas definidos pelos requisitantes com apoio das áreas de saúde e segurança.
– garantir que todas as exigências e pré-requisitos indicados, inclusive os requisitos de atividades críticas, sejam
incluídos na consulta ao mercado.

Órgãos Contratantes:

– Garantir que todas as exigências e pré-requisitos indicados, inclusive os requisitos de atividades críticas,
sejam incluídos pela área de Compras na consulta ao mercado. Deverá ser também assegurado, em conjunto
com a área de Saúde e Segurança, o atendimento a tais requisitos.

Instrução para Requisitos de Atividades Críticas

DECG – Dir. Executiva de RH
e Serviços Corporativos

Rev.: 01-24/11/2008

Nº: INS-0021

USO INTERNO

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Gerentes de projetos de implementação do Programa Excelência:

– planejar, coordenar e monitorar a implementação e cumprimento dos requisitos para atividades críticas
durante a implementação do Programa.

Empregados de nível gerencial e de supervisão (L.3, L.2 e L.1):

– garantir a implementação e assegurar o cumprimento dos requisitos para atividades críticas.
– Garantir que todos os empregados qualificados e habilitados para a execução de atividades críticas estejam
aptos mediante aprovação dos exames médicos.
– Gerenciar os riscos potenciais identificados em sua área de autorização.
– Manter registros que comprovem o atendimento aos requisitos.

Nota especial:

As áreas Operacionais e de Saúde e Segurança devem buscar sinergia com as áreas de meio ambiente, recursos
humanos, compras, manutenção e inspeção, etc, para assegurar a adequada implementação e cumprimento dos
RAC.

Requisitos Gerais para Atividades Críticas:

• Os Anexos 1 a 10 apresentam os requisitos específicos para cada uma das atividades críticas listadas.
• Além destes requisitos, seguem os requisitos gerais válidos para todas as atividades críticas abordadas neste

documento.

Requisitos para as Pessoas

– Saúde: Para assegurar que as pessoas estejam física e mentalmente aptas durante a execução das
atividades críticas é necessário:
- realizar exames médicos apropriados para definir a aptidão de cada pessoa envolvida na realização de
atividades críticas;
- orientar os executantes de atividades críticas quanto à ingestão moderada de alimentos para evitar
sonolência e redução dos reflexos;
- quando houver fornecimento de alimentação, a mesma deve ser adequada à intensidade da atividade e às
condições climáticas;
- orientar e fornecer aos executantes de atividades críticas re-hidratação em ambientes ou atividades que
provoquem sudorese intensa.
– Capacitação:

- todos os treinamentos que tratam de atividades críticas devem ser desenvolvidos em parceria com o núcleo
de RH, seguindo as Diretrizes para as Ações de Capacitação Definidas pela Instrução de RAC;
- os treinamentos devem desenvolver nos executantes envolvidos na realização de atividades críticas a
percepção de riscos e a capacidade de antecipar e prevenir acidentes;
- caso qualquer procedimento de execução de atividade crítica seja alterado, todas as pessoas envolvidas
devem ser treinadas.
– Cartão de Identificação:
- os executantes de atividades críticas devem portar permanentemente o cartão de identificação;
- para a obtenção e manutenção do cartão de identificação é necessária a aprovação nos exames médicos e
treinamentos de capacitação;
- o cartão de identificação deve discriminar a validade da habilitação para cada atividade crítica.

Requisitos para Instalações e Equipamentos

– Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva: os equipamentos de proteção individual e coletiva devem ser
adquiridos de fabricantes em acordo com padrões e normas de projetos aceitos, aprovados pela Vale e
aprovados/certificados pelos órgãos competentes, bem como mantidos e utilizados dentro de padrões
preestabelecidos pelos fabricantes. Os instrumentos normativos, com relação aos equipamentos de proteção
individual, devem contemplar no mínimo os seguintes itens: obrigatoriedade do uso correto;
- avaliação/especificação quanto à adequação do equipamento de proteção individual para cada atividade;
- inspeção no campo;
- controle e distribuição;
- estado de conservação.

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Requisitos para os Procedimentos

- adotar como premissa básica o pleno atendimento à legislação local de saúde e segurança. Deve ser
sempre atendido o requisito mais restritivo entre a legislação local e o requisito estabelecido nesta instrução;
- elaborar procedimentos específicos para execução das atividades críticas que estabeleçam medidas de
saúde e segurança para controle dos riscos. A elaboração destes procedimentos deve ser baseada na
análise de riscos da respectiva atividade crítica validada pela área de saúde e segurança;
- adotar medidas para gerenciamento das atividades críticas visando a redução do número de pessoas

expostas;

- implementar Plano(s) de Atendimento a Emergências que contemple(m) recursos materiais e profissionais
internos e externos capacitados, para prestar atendimento no caso de ocorrência de acidentes relacionados
com a respectiva atividade crítica. A preservação da vida do acidentado deve ser o principal foco desse(s)
plano(s);

- implementar planos de inspeção e manutenção de acordo com especificações do fabricante ou da área de
manutenção da Vale para assegurar a integridade dos equipamentos e acessórios, bem como os aspectos
de saúde e segurança e manter os respectivos registros;
- estabelecer ações para assegurar a integridade e eficácia dos equipamentos de proteção individual e
coletiva utilizados na execução da atividade crítica de forma a preservar as condições de saúde e segurança
e manter os respectivos registros;
- definir e manter sistemática para controle de documentos e registros.

Disposição Transitória:

• Até 31/12/2010, as atividades que não estejam em conformidade com esta Instrução podem ser executadas
desde que um Plano de Adequação seja aprovado pela respectiva diretoria de departamento até 01/12/2008.
Como parte deste plano, devem ser propostas e implementadas medidas para controlar os potenciais riscos
resultantes destas não-conformidades, até a completa adequação aos Requisitos de Atividades Críticas.
• Caso alguma diretoria identifique atividades que somente estarão totalmente em conformidade com os requisitos
definidos nesta Instrução após 31/12/2010, ela deverá encaminhar até 30/06/2009, para aprovação do
Departamento de Saúde e Segurança (DISS), um Plano de Ação específico para a completa adequação dessas
atividades, definindo ações, responsáveis e prazos de execução.

• Contratos:

– Todos os contratos devem estar adequados aos RAC até 31/12/2010.
– Aditivos contratuais ou novos contratos com término anterior a 31/12/2010 e cujos fornecedores não cumpram
integralmente os RAC podem ser firmados desde que:
- estabeleçam programa para atingir a evolução da conformidade aos requisitos de atividades críticas
alinhado com o plano de adequação do órgão contratante; ou
- sejam validados pela diretoria de departamento ou por preposto, de nível gerencial, formalmente definido.
– Caso alguma diretoria identifique contratos que somente estarão totalmente em conformidade com os
requisitos definidos nesta Instrução após 31/12/2010, ela deverá encaminhar até 30/06/2009, para aprovação
do Departamento de Saúde e Segurança (DISS), um Plano de Ação específico para a completa adequação
desses contratos, definindo ações, responsáveis e prazos de execução.

Anexos:

• Anexo 1 – Trabalho em Altura
• Anexo 2 – Veículos Automotores
• Anexo 3 – Equipamentos Móveis
• Anexo 4 – Bloqueio e Sinalização
• Anexo 5 – Movimentação de Carga
• Anexo 6 – Espaço Confinado
• Anexo 7 – Proteção de Máquinas
• Anexo 8 – Estabilização de Taludes
• Anexo 9 – Explosivos e Detonação
• Anexo 10 – Produtos Químicos

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