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Cálculos de Curto-Circuito

Cálculos de Curto-Circuito

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Cálculo de Curto-Circuito sempre foi considerado assunto complexo. Porém, aqui está um método simples, eficaz e acessível à todos que conhecam apenas a lei de Ohm.
Cálculo de Curto-Circuito sempre foi considerado assunto complexo. Porém, aqui está um método simples, eficaz e acessível à todos que conhecam apenas a lei de Ohm.

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Consultoria e Serviços de Engenharia .
cse@belsol.com.br - fone: (35) 3712-4175 - fax: (35) 3714-2349
Rua Guaicurus, 460 - Vila Togni - Poços de Caldas - M.G. cep:37 704 347

Procedimentos para cálculos de curto-circuito.

1- Consequências do curto:

 Gases por aquecimento: Quando acontece um arco elétrico, devido
a um curto circuito, o ar aquecido pela temperatura do arco,
comporta-se como um gás comprimido, expandindo-se e
arremessando em sua expansão partículas de
poeira e gotículas de metal fundido que podem
atingir partes vitais do indivíduo em seu trajeto.

 Bola de fogo / Plasma : Quando a potência do
curto circuito é apreciável, o ar aquecido pelo
arco torna-se em um plasma (gás à altíssima
temperatura), criando assim uma “bola de fogo”
que pode incendiar todos os materiais
combustíveis em que tocar. Felizmente seu raio de ação é
relativamente pequeno.

 Onda eletromagnética de energia emitida pelo arco elétrico.
Velocidade = 300.000 km / s. :

Quando ocorre a liberação de energia
através de combustão, explosão química
ou arco voltaico, temos a transformação
de todo energético primário disponível,
num intervalo de tempo relativamente
pequeno, em energia eletromagnética
não ionizante (infravermelho – luz visível
– ultravioleta).

Esta energia, dita irradiada, espalha-se
em todas as direções, formando uma
superfície esférica que se propaga na
velocidade da luz, sendo portanto o primeiro e muitas vezes o maior
impacto a contatar os corpos colocados em seu raio de ação.

L I . L O

CSE consultoria e serviços de engenharia ltda.
2
D
L I . L
O
I . D
Como a área de uma esfera é: S = t . D
2
, para uma esfera de raio
unitário, o feixe de área unitária é representado pela área da esfera
dividida por t.
Quando um feixe de energia, de seção quadrada, é irradiado a partir
de um ponto de origem “O”, num determinado instante e a uma
distância “D” do ponto “O”, toda energia contida neste feixe está
distribuída em uma área quadrada cujo lado é “L” e cuja área é L².

Quando variamos a distância “D” de
um fator “I”, por semelhança de
triângulos, podemos perceber que os
lados do quadrado também variam
na mesma razão “I”.

A área desta nova seção quadrada é
(I . L)². Mas, se considerarmos “L”
como unidade, teremos: S = I².1

Podemos então dizer que a área da seção quadrada que intercepta o
feixe em questão é proporcional ao quadrado da distância deste
plano à origem “O”.

Como a energia contida no feixe é constante e homogeneamente
distribuída pela área do plano que intercepta o feixe de radiação,
podemos dizer que num ponto qualquer da rota do feixe, a potência
da radiação é inversamente proporcional ao quadrado da
distância entre este ponto e o ponto “O”, origem da radiação.

Como normalmente nos interessa este tipo de radiação se
processando no vácuo ou dentro da atmosfera terrestre e entre
distâncias relativamente pequenas, também podemos dizer que sua
absorção pelo “meio” é desprezível (o que está a favor da segurança)
e que toda potência desenvolvida na emissão é irradiada
esfericamente.

Isto quer dizer que: A energia disponível em qualquer ponto do
espaço (J
d
), é diretamente proporcional à “potência
originalmente irradiada na direção do feixe”, à área
interceptada do cone de radiação e ao tempo de exposição (ela é
cumulativa, W = J / t) e inversamente proporcional ao quadrado
da distância entre este ponto e o ponto de origem da radiação.

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3
J
d
= (S /

t) . (W
E
. t) / L
2
[W/cm²]

ou:

J
d
= 0,32 . Aj dim . (W
E
. t) / L² [W/cm²]

Obs.: Para respostas em: [W/cm²], Aj dim. = 3,85 , Portanto:

J
d
= 0,32 . 3,85 . (W
E
. t) / L² [W/cm²] ; ou ainda:

J
d
= 1,232 . (W
E
. t) / L² [W/cm²] .

Onde:
Jd = [W/cm²]
W
E
= MW
t = s ; (Defaut: t = 0,1 s)
L² = m²

Mas energia disponível não quer dizer energia transferida.

Quando os corpos recebem energia eletromagnética nas
freqüências que vão desde infravermelho até ao ultravioleta,
passando pelo espectro visível, três coisas podem acontecer:

1. O corpo reflete a energia
2. O corpo absorve a energia
3. O corpo conduz a energia sem absorvê-la
Normalmente duas ou três destas coisas ocorrem simultaneamente e
suas amplitudes são expressas por números adimensionais que vão de
0 a 1.
O corpo humano não é exceção, e seus índices são:

1. Reflexão: 0,7226
2. Absorção: 0,2774
3. Transmissão: 0,0000

Isto significa que se um corpo humano estiver no raio de ação de um feixe
de radiação, 27,74 % da potência que o atinge, será absorvida por ele.
Mas o que nos interessa, neste trabalho, é determinar a distância, o
tempo ou a potência limites onde as lesões provocadas no homem pela
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4
absorção da energia irradiada, possam ser tratadas e tenham
possibilidade de recuperação.
Para que o tecido não morra e se recupere, é necessário que sua
temperatura não ultrapasse 80 °C

Como a temperatura média da pele humana é da ordem de 34 °C, temos
um diferencial máximo de: 80 – 34 = 46 °C.

A potência (em MW) absorvida pelo tecido é expressa pelo produto do fator
de absorção, pela área afetada e pelo diferencial de temperatura obtido e
dividido pelo tempo de exposição.

Considerando a área afetada como unitária, temos:

W
ab
= (F
ab
. AT) / (t . t)  W
ab
= (0,2774 . 46) / (t . t) 
W
ab
= 4,061761 / t

Mas sabendo-se que:

W
E
/L
2
= W
ab
 W
ab
= W
E
/L
2
= 4,061761 / t

Então:
W
E
= (4,061761 . L
2
) / t
t = (4,061761 . L
2
) / W
E



Onde: W
E
= Potência total irradiada [Mw]
4,061761 = Fator de transferência energética [MW . s /m
2
]
t = Tempo de exposição [s]
L = Distância da fonte emissora [m]

2- Cálculo da potência de curto circuito

Porque: – Escrito para ser facilmente entendido, este procedimento rápido
e compreensível para cálculos de curto-circuito, apresenta conceitos
familiares e claros em instruções gráficas, complementadas por
explicações e justificativas pertinentes.

O sistema é apresentado em diagrama unifilar e os dados do circuito são
usados diretamente, sem conversões para termos não familiares e
abstratos.

0, 246199 . .
e
L W t =
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Isto resulta em procedimentos simples, aritméticos e facilmente avaliados.

Dados de um circuito típico são mostrados para referência e um exemplo
em anexo demonstra o procedimento completo.

Existe uma necessidade – A determinação da corrente de curto-circuito
ou seus valores em kVA é um dos mais importantes aspectos do projeto
de sistemas de distribuição de potência.

Curtos-circuitos devem ser antecipados e seus efeitos considerados na
seleção de equipamentos elétricos e proteções individuais e coletivas das
pessoas.

Proteções e equipamentos elétricos inadequados representam
possibilidades de falhas, acidentes com vítimas e custos de reparos..

Por outro lado, equipamentos arbitrariamente superdimensionados,
causam custos extras desnecessários. Portanto, uma análise real das
condições de curto-circuito dos sistemas de potência se faz necessário.

Infelizmente o cálculo dos valores de curto-circuito é considerado um
trabalho tedioso e complicado, a ser feito por especialistas.

Alguns métodos desenvolvidos, realmente nos ajudam nos cálculos, mas
usam técnicas confusas e não familiares ou simplificações extremas, o
que limita seriamente sua aplicação (por eletricistas).

Portanto, existe uma premente necessidade de um método facilmente
inteligível, conveniente, e ainda por cima compreensível para o
profissional e real para os valores de curto-circuito.

Propósitos deste procedimento – O procedimento de cálculo de curto-
circuito, aqui apresentado, é um esforço para satisfazer a necessidade de
um meio de análise mais prático.

Ele é um método tipo “siga em frente”, fácil de se usar para a
determinação dos valores de curto-circuito para sistemas de distribuição
de potência, em corrente alternada, trifásica.

O sistema é adaptável para as características específicas de qualquer
sistema real sob estudos e produz resultados reais sem necessidade de
qualquer “matemática complicada”.
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Sistemas com tensões acima de 600 V (aqui chamados HV) e sistemas
com tensões de 600V e menores (a que chamamos LV) são cobertos pelo
procedimento, mas cuidados especiais são dedicados aos circuitos de
tensões de 600 V e menores, onde uma análise mais extensa é
significativa.

Este procedimento não pretende apresentar qualquer esquema novo,
radical ou empírico, mas seu propósito é aplicar os mais simples e
largamente conhecidos conceitos elétricos, de uma maneira fácil de se
usar, para aqueles não estão acostumados a análise clássica de curto-
circuito.

Baseado em conceitos familiares – O diagrama unifilar real do sistema
de potência é usado em sua forma familiar, através do procedimento, sem
recursos de diagramas de impedâncias de circuitos equivalentes.

Fontes geradoras, durante um Curto-circuito, são consideradas como
análogas ao “fluxo de águas afluentes alimentando a corrente de um rio”.

A lei fundamental de Ohm (Tensão ÷ Impedância = Corrente) é empregada
através dos sistemas com tensão igual ou abaixo de 600 V.

Para circuitos acima de 600 V, as informações são melhor aplicadas no
conceito familiar de “impedância percentual”.
“Impedância percentual” representa o percentual da tensão normal que
aplicada ao primário de um trafo, ou qualquer outro equipamento,
causará corrente de plena carga fluindo em um secundário curto-
circuitado.

A corrente máxima de curto-circuito ocorre quando a tensão plena (100%)
é aplicada e é igual à corrente de plena carga vezes a razão de 100 %
dividido pelo valor da impedância percentual do equipamento.



Os valores de curto-circuito expressos em kVA em vez de A, são derivados
da mesma maneira.

Valores de impedância são compostos de
valores de resistências e reatâncias e as
relações familiares de suas proporções
arg 100
% Im
Corrente de plena c a x
Corrente de CC
pedância
=
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7
conforme um triângulo retângulo.
Conversões matemáticas vetoriais, neste caso, são muito simples.

Através deste procedimento, resistências são agrupadas com resistências
e reatâncias com reatâncias, sem recursos de diagramas vetoriais ou
números complexos.

Todos os resultados são obtidos por aritmética simples e podem ser
imediatamente apreciados provendo uma avaliação contínua do processo.

Símbolos e unidades comuns – Os dados são usados da mesma forma
práticas que são obtidos das placas dos equipamentos, da literatura dos
fabricantes, resultados de testes, etc..., e não através de conversões
empíricas para valores abstratos.

Para circuitos acima de 600 V, os valores de curto-circuito estão
expressos em kVA e em Amperes para sistemas de tensão igual ou inferior
a 600V.

São valores simétricos e representam as condições normais de curto-
circuito e são inteiramente compatíveis com os valores reais de curto-
circuito simétrico nominal dos equipamentos elétricos.

Por conveniência usamos miliohms (um milésimo de ohm) ao invéz de
ohm, para eliminar “uma montanha de zeros” que de outra forma
apareceriam nos pequenos valores ôhmicos decimais.

Todas as fontes que fornecem corrente de curto-circuito são
representadas por círculos.

Símbolos facilmente reconhecíveis são usados para representar os
equipamentos do circuito e estão listados abaixo para futuras referências.










X Reat ânci a
R Resi st ênci a
Z I mpedânci a
u Fase
m O mi l i ohm
x Mul t i pl i car
HP Hor se pow er
% Por cent agem
CC k VA k VA ( si m) de cur t o ci r cui t o
CC A Cor r ent e de cur t o- ci r cui t o
LV t ensão 600 V ou abai x o
HV t ensão aci ma de 600 V
V L- L t ensão ent r e f ases
V L- N t ensão f ase par a neut r o
Gerador
DJ
M
dJ
Ger ador
Tr af o
Mot or
Di sj unt or

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Formato dos procedimentos – Os vários passos do procedimento são
apresentados de tal forma que exista uma correlação óbvia com partes do
diagrama unifilar que representam o sistema de distribuição real.

As instruções passo-a-passo são apresentadas graficamente usando
símbolos comuns do diagrama unifilar, no lado esquerdo de cada página.

O arranjo propicia que os dados conhecidos, listados à esquerda do
diagrama, possam ser usados derivando-os dos resultados indicados
imediatamente à direita do diagrama.

Comentários suplementares e explicações aparecem no lado direito da
página.

Quando você estiver familiarizado com o procedimento, o lado direito pode
ser ignorado e o lado esquerdo usado como um guia geral e check-list.

Com a experiência, atalhos no procedimento serão óbvios.

Se o sistema de distribuição tiver particularidades não especificamente
cobertas neste procedimento, elas podem ser resolvidas no conceito do
sistema de fluxo “siga em frente” apresentado.

Informações suplementares e exemplo – Usar dados do equipamento
real promove grande precisão, mas freqüentemente estas informações não
estão disponíveis.

Porém, dados seguros de valores típicos são oferecidos como referência
conveniente para este procedimento e informações de outras fontes
também podem ser facilmente aplicáveis.

Está incluído um exemplo compreensível de cálculo de “níveis de curto”
para demonstrar o procedimento inteiro e sua aplicação prática à análise
de curto-circuito em sistemas de potência.

Ele serve como um sumário do estudo e se torna em um guia conveniente.

3- Como usar os procedimentos.

Primeiro: Desenvolva um diagrama unifilar compreensível do sistema de
potência a ser analisado.

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Na maior parte dos casos é preferível usar o mesmo diagrama unifilar que
foi usado para projeto e montagem do sistema de distribuição, pois ele é
completo, familiar e representa todos os componentes do circuito.

Segundo: Identifique as várias partes do diagrama unifilar com a seção
correspondente dos procedimentos de cálculo, para estabelecer uma
perspectiva geral.

Comece pelas fontes de curto-circuito e siga o circuito como “afluentes
alimentando um rio”, para os alimentadores sob análise.

Se o sistema de potência é todo de tensão igual ou inferior a 600 V, ignore
os procedimentos que cobrem sistemas de HV e siga para o fim da seção
7, onde começam as análises dos circuitos de LV.

Terceiro: Reveja o exemplo apresentado e observe o procedimento em
ação.

Observe sua simplicidade e progressão lógica.

Quarto: Analise cada parte sucessiva do sistema, aplicando a seção
apropriada dos procedimentos de cálculo.

Comece por obter os dados necessários, geralmente listados à esquerda,
nos diagramas simbólicos.

Dados pertencentes aos componentes reais do sistema fornecem grande
precisão, mas se não estiverem disponíveis na literatura, placas do
equipamento, etc..., use os valores típicos oferecidos nas tabelas em
anexo.

Impedâncias omitidas são tratadas como se fossem zero e os resultados
dos valores de curto-circuito calculados serão maiores que os valores
reais. O uso destes valores altos é seguro, mas pode levar à seleção de
equipamentos superdimensionados que custam mais caro.

Quinto: Em uma folha à parte, faça os cálculos aritméticos simples,
necessários para se obter os resultados de cada seção dos procedimentos.

Registre os dados finais: Valores de curto-circuito e/ou os valores totais
de reatância e resistência do diagrama unifilar principal e ligue estas
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respostas com a folha de cálculos para referência (triângulos com letras
foram usados no exemplo).

Os resultados, agora sumarizados no diagrama unifilar, indicam os níveis
de “curto” nos diversos locais e estão prontos para serem usados na
análise da próxima seção do sistema.

Sexto: Continue analisando cada parte do sistema e registre o resultado
final.

O diagrama unifilar, agora com os valores de curto-circuito, disponibiliza
os níveis de “curto” através de todo o sistema.

Baseados nestes valores, podemos então selecionar os equipamentos.




Seja o diagrama acima:









Vejamos, por exemplo, o diagrama acima.

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É obrigação da concessionária de energia informar o valor
máximo de curto-circuito simétrico, em kVA, para o circuito na
entrada do consumidor.

Este é o máximo valor possível de "curto" naquele ponto,
expresso em termos de tensão e corrente de curto-circuito
normais.

Este dado, influencia os valores de curto circuito de todo o
sistema de distribuição do usuário.

Se esta informação não for disponível, guie-se pela capacidade
de interrupção do disjuntor ou fusível mais próximo,
dimensionado para interrupção do curto.





Potência de curto-circito da fonte:

A impedância do sistema da concessionária limitará a
potência do curto. O efeito é o mesmo se adicionarmos
a impedâqncia equivalente no trafo da subestação e
considerarmos a fonte ilimitada.

Considere o trafo auto refrigerado, de potência
contínua e % de impedância nominais, obtidas da
placa, fabricante ou da referência E (nos anexos).

“Impedância percentual” representa o percentual da
tensão normal que aplicada ao primário de um trafo,
ou qualquer outro equipamento, causará corrente de
plena carga fluindo em um secundário curto-
circuitado.

Some Impedâncias % aritmeticamente - Mais fácil que
Vetorial e satisfatório quando se assume que a razão
X/R da fonte e do trafo da SE principal são
essencialmente as mesmas.







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Valores variam muito, dependendo do
projeto.


Consulte dados do fabricante do gerador.



















Motores de alta tensão (indução ou síncrono) geram
potência de curto-circuito quando ocorre um curto.

Motores ociosos geram a mesma potência (kVA) que
motores a plena carga.

Para maior precisão use kVA e reatância, se você
souber.

Porém, aproximações são aceitáveis.

Estime a impedância do motor de indução em 20%
e fator de potência de 80%.

Para motores síncronos, baseie-se no range de 15 -
20% de impedância e F.P. nominal de 80 - 100%.








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`

Motores de baixa tensão geram potência de curto-circuito que podem ser transmitidas
através do trafo para o sistema de alta tensão.

Aproximações são seguras.

Com a impedância média dos motores na base de
25% e considerando a tensão dos motores de 220 V
ou mais, considere que toda carga do trafo é de
motores.

Considere 1/2 carga do trafo como motores, se a
tensão for menor que 220 V

Maior precisão é obtida quando baseada na
impedância real do trafo.

A precisão será tanto maior quanto mais específicos
forem os dados
disponíveis




As potências de curto-circuito da
concessionária, geradores, motores de
AT, motores de BT através dos trafos,
devem ser somadas vetorialmente, mas
desde que a reatância de todos os
circuitos componentes excedem em
muito a resistência, produzindo uma
razão X/R alta através do sistema de AT,
a soma aritmética direta é uma
maneira fácil, segura e de grande
aproximação.

A impedância dos cabos do sistema AT,
quando as distâncias são curtas, é
considerada zero e ignorada, pois seus
resultados e efeitos não são
significativos.

Ignorá-los simplifica a análise do
sistema e gera uma margem de
segurança nos cálculos de curto-circito

Potência de curto-circuito disponível
na fonte.
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A impedância da fonte limita o curto-
circuito. o efeito é o mesmo que somar
impedãncia equivalente ao trafo da SE e
considerar a fonte ilimitada.

Para estimar a razão X/R da fonte,
considere X/R = 12, salvo se souberque o
valor é menor.
X/R = · (resistência zero) é muito
conservador.

Usando % Ze e X/R determine a
reatância equivalente (% Xe) e
a resistência equivalente (Re) a partir da
referência G.
Quando X/R = 12, Xe = 0,997x Ze ,
Re = Xe/12.

Para a razão X/R, potência em kVA, e
corrente do trafo, use a
literatura do fabricante ou a referência A.

Converta % Z do trafo para % X e % R
usando o valor X/R da
referência G.

Some reatâncias e resistências
separadamente e obtenha a
impedância (Z)usando totais e razão
X/R pela referência G.

O lado de BT do trafo é comparável a
uma entrada de serviço
de BT fornecido pelo sistema da
concessionária.

Os dados de corrente de CC em
amperes, podem ser usados
aqui em continuação do procedimento
de análise do sistema
de BT.

Potência de curto-circuito disponível na
fonte.

A impedância da fonte limita o curto-
circuito. o efeito é o mesmo que somar
impedãncia equivalente ao trafo da SE e
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considerar a fonte ilimitada.

Para estimar a razão X/R da fonte,
considere X/R = 12, salvo se souber que o
valor é menor.

X/R = · (resistência zero) é muito
conservador.

Usando % Ze e X/R determine a reatância
equivalente (% Xe) e
a resistência equivalente (Re) a partir da
referência G.

Quando X/R = 12, Xe = 0,997x Ze ,
Re = Xe/12.

Para a razão X/R, potência em kVA, e
corrente do trafo, use a literatura do
fabricante ou a referência A.

Converta % Z do trafo para % X e % R
usando o valor X/R da referência G.

Some reatâncias e resistências
separadamente e obtenha a impedância
(Z)usando totais e razão X/R pela
referência G.

O lado de BT do trafo é comparável a
uma entrada de serviço de BT fornecido
pelo sistema da concessionária.

Os dados de corrente de CC em
amperes, podem ser usados aqui em
continuação do procedimento de
análise do sistema de BT.












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16
Seção 8
Contribuição do motor de BT para o sistema de BT

Motores de BT geram correntes de curto
circuito quando ocorre um curto no sistema.

É usual combinar todos os motores de cada
local, criando assim um"motor equivalente".
Considere todos os motores que devam estar
em funcionamento, mesmo os ociosos.

Base para multiplicadores:

- 4 X trafo amp. (para V>= 220V) [assuma
plena carga do trafo].

- 2 X trafo amp. (para V< 220V) [assuma 1/2
carga do trafo].

Para maior precisão, multiplique a corrente
nominal do motor por:
- 3,6 para motor de indução e assuma
impedância média de 27,8 % .
- 4,8 para motor síncrono e assuma
impedância média de 20,8 % .
- 4 para motor típico e assuma que 2/3 dos
motores são de indução e 1/3 de motores
síncronos.

Seção 9
Corrente total de curto-circuito no barramento principal




As correntes de curto-circuito devem ser
somadas vetorialmente, mas a soma aritmética
direta, neste caso, é muito mais fácil e produz
valores muito próximos, ligeiramente maiores,
portanto, a favor da segurança.









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Corrente de CC disponibilizada pela
fonte

A análise de CC é feita na base "por fase".
É necessário usar a tensão Linha para
Neutro. Mesmo que o sistema não tenha
neutro, Use VL-N igual a tensão linha para
linha dividida por raiz de (3).

Use a lei de Ohm. A impedância real é
obtida dividindo-se a tensão conhecida
pela corrente de curto-circuito.
Impedância, reatância e resistência são
expressas em mili-ohms para maior
conveniência, o que nos dá o fator 1000
na equação.

O valor X/R foi calculado previamente, ou
estimado, ou fornecido.

(X/R = 12 é um valor seguro, se nenhuma
outra informação for fornecida).

Usando a razão X/R, a impedância pode
ser convertida em reatância e resistência
através da referência G.

Análises de CC são feitas na base de
VL-N

O comprimento do circuito é o comprimentototal 3u
e não a soma dos comprimentos individuais dos
condutores.

Dados dos barramentos na referência D.

Dados dos cabos na referência C.

Os valores de reatância (X) e resistência (R) são
expressos em mW.

Os valores de reatância e resistência, em mW, de
miscelâneas, tais como barramentos de quadros de
distribuição, etc ..., podem ser considerados, se
disponíveis.

Os valores de reatância e resistência de um
disjuntor, depende de seu tamanho,
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18
projeto e fabricante, porém, todos eles
são similares e aqui representados como
comprimentos de cabos ou barramentos.

Nota: A reatância e a resistência de um
disjuntor ajuda a determinar sua
capacidade de interrupção. Porém não
podem ser usadas para determinar a
corrente de curto-circuito do sistema no
ponto de seu uso.

Valores de reatância e resistência em
mW

Some aritmeticamente e em separado
todos os valores de reatância e
resistência. Obtenha a razão X/R dos
totais.
Obtenha Z resultante usando os totais e a
razão X/R, a partir da referência G.

Lei de Ohm: VL-N/Z = A CC por fase.

Use os multiplicadores para os motores.
(seção 8)

Some aritmeticamente as correntes da
fonte e dos motores (assuma que as
razões X/R, dos motores e da fonte, são
iguais). Isto uma aproximação fácil e
segura.

Considerando a tensão constante, o
aumento da corrente de CC (devido a
adição dos motores) pode ser considerada
como resultante da diminuição da
impedância do circuito da fonte, quando
se ignora os motores.

Pela lei de Ohm,a impedância varia
inversamente à corrente de CC, o que nos
permite usar a proporção ao lado.

Para os novos valores de reatância e
resistência em mW, representando o total
real de volta à fonte, some os valores de X
e R dos circuitos das seções
subsequentes.
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19

O procedimento é o mesmo; Totalize
reatâncias e resistências; Determine
Impedâncias; Aplique a lei de Ohm para
obter a corrente de CC em amperes.








Correntes de CC no sistema de BT do trafo
são
determinadas na base de tensão destes
circuitos.
Porém, reatâncias e resistências do
sistema da
fonte de AT e do trafo precisam ser
representadas
no circuito de BT por valores equivalentes.
Estes valores são obtidos através da
referência F.




e:




Os valores equivalentes de X e R são
somados aos valores de X e R dos circuitos
de BT.

Os circuitos de BT, agora são idênticos aos
que vemos na seção 12. Determine a
impedância total e divida-a pela tensão VL-
N da BT, para obter a corrente de CC.








2
2
( )
( )
Ohms BT V BT
Ohms AT V AT
=
2
% 10
( )
Trafo Z x kV x
Z Ohms
Trafo kVA
=
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21

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22
















CSE consultoria e serviços de engenharia ltda.
23
















CSE consultoria e serviços de engenharia ltda.
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Referência E

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Referência F


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Então, por etapas, vamos resolver o circuito acima:






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Como podem ver, é um processo que embora trabalhoso, nada tem de
complicado.

É simples e está acessível a qualquer eletricista, desde que conheça a lei de
Ohm.

PFCP

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