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Método de abordagem -

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Método de abordagem a) Dedutivo: Parte de teorias e leis mais gerais para a ocorrência de fenômenos particulares.

b) Indutivo: O estudo ou abordagem dos fenômenos caminha para planos cada vez mais abrangentes, indo das constatações mais particulares às leis e teorias mais gerais. c) Hipotético-dedutivo: que se inicia pela percepção de uma lacuna nos conhecimentos acerca da qual formula hipóteses e, pelo processo dedutivo, testa a ocorrência de fenômenos abrangidos pela hipótese.
O método indutivo também pode ser chamado de método aristotélico e pode ser traduzido por: "Se A, então B", isto é, a constatação de que A é verdadeiro induz que B também seja verdadeiro; a verdade de B é consequência da verdade de A. O método indutivo parte da observação/experimentação para a formulação de relações, hipóteses e conceitos. O método indutivo parte do particular para o geral. O método dedutivo parte de uma teoria, de premissas e de hipóteses que deverão ser testadas por experimentos ou observações visando a sua confirmação ou refutação (e daí à composição de novos pilares da teoria, papel da pesquisa). O modelo de dedução é o do raciocínio matemático: se A é igual a B e se B é igual a C, então A é igual a C, e o raciocínio caminhado geral para o particular. É dedutivo porque já existem premissas sustentadas por evidências e parte-se disso ou seja, deduz-se.

• Método indutivo – experimentação científica que permite partir do particular para o • •
universal, dos fatos às leis. Método dedutivo – baseado na operação mental que conclui a partir de uma ou várias premissas. Método hipotético-dedutivo – método típico das ciências experimentais que deduz de proposições admitidas como hipóteses. Ou seja, o raciocínio dedutivo é uma operação pela qual se conclui a partir de premissas, uma conclusão que é conseqüência lógica e necessária das premissas.

Lakatos & Marconi afirmam que a utilização de métodos científicos não é exclusiva da ciência, sendo possível usá-los para resolução de problemas do cotidiano. Destacam que, por outro lado, “não há ciência sem o emprego de métodos científicos.” O raciocínio indutivo, defendido por Bacon e outros empiristas, estabelece uma conexão ascendente, isto é, parte do caso particular para o geral, deixando a generalização como produto posterior da coleta de dados particulares, em número suficiente para confirmarem a suposta realidade. O raciocínio dedutivo, por outro lado, parte do geral ao particular. A partir de princípios, leis ou teorias consideradas verdadeiras e indiscutíveis, prediz a ocorrência de casos particulares com base na lógica. Esse método é tradicionalmente definido como um “conjunto de proposições particulares contidas em verdades universais.” Popper, contrário ao raciocínio indutivo, propôs o método hipotético-dedutivo, o qual se inicia com um problema ou lacuna no conhecimento científico, passando pela formulação de hipóteses e por um processo de inferência dedutiva, o qual testa a predição da ocorrência de fenômenos abrangidos pela referida hipótese. Segundo Gil, esse método é um dos mais

aceitos atualmente, principalmente nas ciências naturais. A figura a seguir demonstra, em um ciclo, as diversas fases desse método.

Diagrama descrevendo o método científico hipotético-dedutivo

A pesquisa científica com abordagem hipotético-dedutiva inicia-se com o descobrimento de um problema e com sua descrição clara e precisa, a fim de facilitar a obtenção de um modelo implificado e a identificação de outros conhecimentos e instrumentos, relevantes ao problema, que auxiliarão o pesquisador em seu trabalho. Após esse estudo preparatório, o pesquisador passa para a fase de observação. Na verdade, essa é a fase de teste do modelo simplificado. É uma fase meticulosa em que é observado um determinado aspecto do universo, objeto da pesquisa. A fase seguinte é a formulação de hipóteses, ou descrição-tentativa, consistentes com o que foi observado. Essas hipóteses são utilizadas para fazer prognósticos, os quais serão comprovados ou não por meio de testes, experimentos ou observações mais detalhadas. Em função dos resultados desses testes, as hipóteses podem ser modificadas, dando início a um novo ciclo, até que não haja discrepâncias entre a teoria (ou modelo) e os experimentos e/ou observações. GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1994. 207p. LAKATOS, Eva Maria & MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia científica. 3. ed. rev. ampl. São Paulo : Atlas,1991. 270p.

Métodos Científicos Método Indutivo (Galileu e Bacon, séc. XVII) Descoberta de princípios gerais a partir de conhecimentos particulares Método Dedutivo (Descartes, séc. XVII) Aplicação de princípios gerais a casos particulares. Método Hipotético-Dedutivo (Popper) A partir das hipóteses formuladas deduz-se a solução do problema. MÉTODO INDUTIVO - Parte do particular para o geral; Observação do fenômeno; Análise quantitativa do fenômeno; Elaboração de hipóteses; Verificação das hipóteses; Generalização do resultado obtido na experiência. MÉTODO DEDUTIVO - Parte do geral para chegar ao particular; Reformula de modo explícito a informação. MÉTODO HIPOTÉTICO-DEDUTIVO Toda pesquisa tem sua origem num problema para o qual se procura uma solução; através de tentativas (conjecturas, hipóteses, teorias) e eliminação de erros; Chamado "método de tentativas e eliminação de erros".

Métodos de abordagem Os métodos gerais, também chamados de métodos de abordagem, são os que proporcionam as bases lógicas da investigação científica. Esses métodos referem-se ao plano geral do trabalho, ao processo de raciocínio adotado, baseando-se em princípios lógicos. Nesse sentido, são essencialmente racionais e exclusivos entre si e podem ser utilizados em várias ciências. Conforme Gil (2006, p. 27), a uma das correntes filosóficas que se propõem a explicar como se processa o conhecimento da realidade.

Método dedutivo De acordo com a acepção clássica, é aquele que parte de verdades universais para obter conclusões particulares, ou seja, parte de teorias e de leis gerais para a determinação ou previsão de fenômenos particulares. Trata-se de objetos ideais, pertence ao nível da abstração sendo, portanto, muito utilizado na Lógica e na Matemática, mas de menor aplicação nas ciências sociais. É defendido pelos racionalistas como Descartes, Spinoza, Leibniz, segundo os quais apenas a razão é capaz de levar ao conhecimento verdadeiro. Destina-se a demonstrar e a justificar e exige aplicação de recursos lógico-discursivos. Esse método tem como critérios de verdade a coerência, a consistência e a nãocontradição. O protótipo da dedução é o silogismo, um raciocínio lógico composto que, a partir de duas preposições chamadas premissas, chega a uma terceira, nelas logicamente implicadas, denominada conclusão. Exemplo clássico de raciocínio dedutivo: Todo homem é mortal: ___________________universal, geral; João é homem __________________________ particular; Logo, João é mortal. _____________________ Conclusão. O método dedutivo recebeu críticas no sentido de ser apontado como um raciocínio essencialmente tautológico, ou seja, permite concluir, de forma diferente, a mesma coisa. Nesse sentido, quando se aceita, por exemplo, que todo homem é mortal e cita-se o caso de João, nada é adicionado, pois essa característica já foi inserida na premissa maior. Além disso, devido ao caráter apriorístico do raciocínio dedutivo, partir de uma afirmação geral significa supor conhecimento prévio. Método indutivo A indução percorre o caminho inverso da dedução, ou seja, a cadeia de raciocínio estabelece conexão ascendente do particular para o geral. Assim, são as condições

particulares que levam às teorias e leis gerais. O raciocínio indutivo parte do efeito para as causas, exigindo verificação, observação e/ou experimentação. O método indutivo nasceu com a filosofia moderna, defendido pelos empiristas, como Bacon, Hobbes, Locke, Hume, para os quais o conhecimento é fundamentado na experiência, sem levar em consideração princípios estabelecidos. O método trata de problemas empíricos, e a generalização deve ser constatada a partir da observação de casos concretos suficientemente confirmadores da realidade. As conclusões são prováveis, não contidas nas premissas. Para que ocorra indução é necessário que as observações sejam muitas e repetidas sob ampla variedade de situações. Além disso, nenhuma proposição de observação deve conflitar com a lei universal derivada. É possível um argumento indutivo ser falso, embora suas premissas sejam verdadeiras e ainda assim não haver contradição. Isso ocorre quando há uma (ou mais) proposição de observação (hipótese) logicamente possível, mas inconsistente, isto é, se essas premissas fossem estabelecidas como verdadeiras, terminariam por falsificar o argumento. Dizer, por exemplo, que todas as frutas que caem das árvores estão maduras é um fato logicamente possível, mas inconsistente. O método indutivo, mesmo tendo reconhecida a sua importância, recebeu inúmeras críticas. Uma delas, feita por David Hume (1711-1776), decorre do fato de o raciocínio indutivo não transmitir certeza e evidência. Além disso, a generalização exigiria a observação de todos os fatos, como defende Karl Popper em sua obra “A lógica da investigação científica”. Método hipotético-dedutivo Método desenvolvido por Popper, em 1935, que parte da percepção de uma lacuna nos conhecimentos acerca da qual se formulam hipóteses e, pelo processo de inferência dedutiva, testa a predição da ocorrência de fenômenos abrangidos pela hipótese (MARCONI; LAKATOS, 2006, p. 106). No método hipotético-dedutivo, o cientista, combina observação cuidadosa, habilidade nas antecipações e intuição científica, para alcançar um conjunto de postulados que regem os fenômenos de interesse; a partir daí, deduz as conseqüências observáveis e verifica as conseqüências por meio de experimentação, refutando ou substituindo os postulados, quando necessário, por outros e assim prosseguindo. Historicamente relacionado com a experimentação, esse método é uma tentativa de equilíbrio entre os métodos indutivo e dedutivo. Gil (2006, p. 30) apresenta o método hipotético-dedutivo a partir do seguinte esquema:

Trata-se de um método bastante usado em pesquisas das ciências naturais que não se limita à generalização empírica das observações realizadas, podendo-se, através dele, chegar à construção de teorias e leis.

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