Você está na página 1de 76

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL DO TERRIT”RIO CHAPADA DIAMANTINA

DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL DO TERRIT”RIO CHAPADA DIAMANTINA SEABRA ñ BAHIA 2™ EdiÁ„o - Dezembro de 2010

SEABRA ñ BAHIA 2™ EdiÁ„o - Dezembro de 2010

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS MINIST…RIO DO DESENVOLVIMENTO AGR£RIO - MDA SECRETARIA DE
PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS MINIST…RIO DO DESENVOLVIMENTO AGR£RIO - MDA SECRETARIA DE

MINIST…RIO DO DESENVOLVIMENTO AGR£RIO - MDA SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL ñ SDT COORDENA« O ESTADUAL DOS TERRIT”RIOS ñ CET CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL DA CHAPADA DIAMANTINA - CEDETER

COOPERATIVA DE PROFISSIONAIS EM ASSESSORIA E CONSULTORIA T…CNICA ñ ASCONTEC

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL DO TERRIT”RIO CHAPADA DIAMANTINA ñ BAHIA

SEABRA ñ BAHIA 2™ EdiÁ„o - Dezembro de 2010

DIAMANTINA ñ BAHIA SEABRA ñ BAHIA 2™ EdiÁ„o - Dezembro de 2010 TerritÛrio Chapada Diamantina P·gina
DIAMANTINA ñ BAHIA SEABRA ñ BAHIA 2™ EdiÁ„o - Dezembro de 2010 TerritÛrio Chapada Diamantina P·gina

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS COOPERATIVA DE PROFISSIONAIS EM ASSESSORIA E CONSULTORIA

COOPERATIVA DE PROFISSIONAIS EM ASSESSORIA E CONSULTORIA T…CNICA ñ ASCONTEC

Contrato de Repasse 0267708-85/2008 ñ ASCONTEC/CAIXA/MDA

Parceria na QualificaÁ„o do Plano FederaÁ„o dos Trabalhadores na Agricultura do Estado da Bahia ñ FETAG/BA Empresa Baiana de Desenvolvimento AgrÌcola ñ EBDA/SEAGRI Instituto de Gest„o das £guas e Clima ñ ING£/SEPLAN Secretaria Estadual de Cultura - SECULT

Inst‚ncias Territoriais

Conselho de Desenvolvimento Territorial da Chapada Diamantina ñ CEDETER CHAPADA

CoordenaÁ„o Executiva N˙cleo TÈcnico

Conselheiro no CEDETER/BA AntÙnio Cunha Bacelar

Assessores TÈcnicos Territoriais Jo„o Alberto de Souza ñ ASCONTEC/MDA Jorge Paulo de Miranda ñ FETAG-BA/ING£

Coordenadores Territoriais Evaristo Carneiro de Souza Reginaldo Azevedo Lima

Equipe TÈcnica de Apoio Pit·goras Luna Freire Geisa Grabiele Neiva Silva

SistematizaÁ„o Cristiane Nascimento Santos

Consultores Estaduais Ana Cl·udia Gomes dos Santos ñ IICA/MDA Gustavo Machado ñ FETAG-BA/ING£

Consultores do Plano S‚ndalo Rego Paim Taciana de Oliveira Carvalho Dermeval Gerv·sio de Oliveira

Contato do Colegiado

Rua Manoel FabrÌcio, S/N - Bairro Tamboril - Seabra-Bahia. CEP. 46.900-000 Telefone: (75)3331-1113 / 3331-1117 territoriochapada@hotmail.com

Telefone: ( 75 ) 3331-1113 / 3331-1117 territoriochapada@hotmail.com TerritÛrio Chapada Diamantina P·gina 3
Telefone: ( 75 ) 3331-1113 / 3331-1117 territoriochapada@hotmail.com TerritÛrio Chapada Diamantina P·gina 3

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS SUM£RIO 1. ApresentaÁ„o 07 2. CaracterizaÁ„o Geral

SUM£RIO

1. ApresentaÁ„o

07

2. CaracterizaÁ„o Geral do TerritÛrio

09

2.1 Aspectos

Ambientais

09

2.2 Aspectos

HistÛricos

11

2.3 Aspectos

Demogr·ficos

13

2.4 Aspectos

SocioeconÙmicos

14

2.4.1 Õndice de Desenvolvimento Humano

18

2.4.2 Assentamentos Rurais e Comunidades Tradicionais

21

2.4.3 PRONAF no TerritÛrio

21

3. Gest„o Social do TerritÛrio

24

4. Vis„o de Futuro

26

5. Objetivos EstratÈgicos do Plano

29

6. Desafios e Gargalos

31

7. Eixos Aglutinadores

32

7.1 Agricultura Familiar e Reforma Agr·ria

32

 

7.2 Sa˙de

37

7.3 EducaÁ„o

40

7.4 Cultura

34

7.5 Comunidades Tradicionais

43

 

7.6 GÍnero

45

7.7 Meio Ambiente

46

 

7.8 Turismo

50

7.9 Comunidade LGBT

50

7.10

Infraestrutura

53

7.10.1 Transporte

54

7.10.2 Moradia

54

7.10.3 Abastecimento de ·gua e saneamento

55

7.10.4 Energia

56

7.10.5 ComunicaÁ„o

58

7.10.6 SeguranÁa P˙blica

59

8. Programas e Projetos

60

9. ConsideraÁıes Finais

67

10. Anexos

68

11. ReferÍncias Bibliogr·ficas

76

Finais 67 10. Anexos 68 11. ReferÍncias Bibliogr·ficas 76 TerritÛrio Chapada Diamantina P·gina 4
Finais 67 10. Anexos 68 11. ReferÍncias Bibliogr·ficas 76 TerritÛrio Chapada Diamantina P·gina 4

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS SIGLAS ADAB Ag Íncia Estadual de Defesa Agropecu·ria da

SIGLAS

ADAB AgÍncia Estadual de Defesa Agropecu·ria da Bahia

AEGRE

APA £rea de ProteÁ„o Ambiental

Assessoria Especial de GÍnero, RaÁa e Etnia

ATER

AssistÍncia TÈcnica e Extens„o Rural

ATES

Assessoria TÈcnica Socioambiental

BNB Banco do Nordeste do Brasil

BNDES

CAPS Centro de AtenÁ„o Psicossocial CAR Companhia de Desenvolvimento e AÁ„o Regional CEREST - Centro de ReferÍncia em Sa˙de do Trabalhador CF8 Centro Feminista 8 de MarÁo COELBA Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia CONAB Companhia Nacional de Abastecimento

CRAS Centro de ReferÍncia de AssistÍncia Social DAP - DeclaraÁ„o de Aptid„o ao PRONAF DEAM Delegacia Especializada de Atendimento Mulher

Banco Nacional de Desenvolvimento EconÙmico e Social

DIREC

Diretoria Regional de EducaÁ„o

DIRES

Diretoria Regional de Sa˙de

DST DoenÁas Sexualmente TransmissÌveis EAD EducaÁ„o a dist‚ncia EBDA Empresa Baiana de Desenvolvimento AgrÌcola EFA Escola FamÌlia AgrÌcola EMBASA Empresa Baiana de £guas e Saneamento EMBRAPA Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu·ria FIRJAN FederaÁ„o das Ind˙strias do Estado do Rio de Janeiro FUNDEB Fundo de ManutenÁ„o e Desenvolvimento da EducaÁ„o B·sica e de ValorizaÁ„o dos Profissionais da EducaÁ„o IBAMA Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov·veis IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e EstatÌstica IDH Õndice de Desenvolvimento Humano IFBA Instituto Federal da Bahia

IFDM Õndice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal

INCRA Instituto Nacional de ColonizaÁ„o e Reforma Agr·ria

INPAC

Instituto PedagÛgico de Desenvolvimento Agro-social e

IRDEB

Comunit·rio Instituto de Radiodifus„o Educativa da Bahia

MDA

MinistÈrio do Desenvolvimento Agr·rio

ONG

OrganizaÁ„o n„o governamental

ONU

OrganizaÁ„o das NaÁıes Unidas

PAA Programa de AquisiÁ„o de Alimentos

PCNF

PIB Produto Interno Bruto

Programa Nacional de CrÈdito Fundi·rio

PNAE

Programa Nacional de AlimentaÁ„o Escolar

PNAE

Programa Nacional de AlimentaÁ„o Escolar

PNATE Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar

Á„o Escolar PNATE Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar TerritÛrio Chapada Diamantina P·gina 5
Á„o Escolar PNATE Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar TerritÛrio Chapada Diamantina P·gina 5

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS PNATE Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar

PNATE Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar PNUD Programa das NaÁıes Unidas para o Desenvolvimento

PRODETUR/

NEII PROEJA Programa Nacional de IntegraÁ„o da EducaÁ„o Profissional com a EducaÁ„o B·sica na Modalidade de EducaÁ„o Jovens e

Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste

PROERD

Adultos. Programa Educacional de ResistÍncia ‡s Drogas e a ViolÍncia

PROINF

Projetos de Infraestrutura

PRONAF

Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar

PRONAT

Programa Nacional de TerritÛrios

PSF

Programa Sa˙de da FamÌlia

PTDS

Plano Territorial de Desenvolvimento Sustent·vel

UNEB

Universidade do Estado da Bahia

SDT Secretaria de Desenvolvimento Territorial

SEC

Secretaria da EducaÁ„o da Bahia

SEDUR

Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Bahia

SEI SuperintendÍncia de Estudos EconÙmicos e Sociais da Bahia

SEMEC

SEPLAN Secretaria do Planejamento do Estado da Bahia

Secretarias Municipais de EducaÁ„o

SESAB

Secretaria da Sa˙de do Estado

SUIS

Sistema ˙nico de inclus„o social

SUS

Sistema ⁄nico de Sa˙de

USF

Unidade de Sa˙de da FamÌlia

NASF

N˙cleos de Apoio ‡ Sa˙de da FamÌlia

de Sa ˙de da FamÌlia NASF N ˙cleos de Apoio ‡ Sa˙de da FamÌlia TerritÛrio Chapada
de Sa ˙de da FamÌlia NASF N ˙cleos de Apoio ‡ Sa˙de da FamÌlia TerritÛrio Chapada

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS 1. APRESENTA« O O conceito mais abrangente de territ

1. APRESENTA« O

O conceito mais abrangente de territÛrio define-o como espaÁo fÌsico,

geograficamente definido, n„o necessariamente contÌnuo, caracterizado por critÈrios

multidimensionais, tais como o ambiente, a economia, a sociedade, a cultura, a polÌtica e as instituiÁıes; e uma populaÁ„o com grupos sociais relativamente distintos que se relacionam interna e externamente por meio de processos especÌficos, onde se pode distinguir um ou mais elementos que indicam identidade, coes„o (social, cultural e territorial) e sentimento de pertencimento (SDT, 2005). Entre os objetivos da polÌtica territorial est· ‡ construÁ„o e implementaÁ„o do Plano Territorial de Desenvolvimento Sustent·vel - PTDS. Esse se constitui em uma ferramenta de gest„o social do territÛrio, que se constitui em mais uma das estratÈgias do Governo Federal atravÈs do MDA e da SDT que propıem uma nova polÌtica de desenvolvimento sustent·vel. Assim, o plano expressa as decisıes tomadas pelo conjunto dos atores e atrizes sociais que compıem o TerritÛrio Chapada Diamantina. um documento que dever· servi de base para as aÁıes de mÈdio e longo prazo na din‚mica interna e

externa do territÛrio, envolvendo as dimensıes ambiental, sociocultural, educacional, socioeconÙmica, produtiva e polÌtica institucional do desenvolvimento.

A construÁ„o do Plano ocorreu a partir de discussıes realizadas com

representantes de v·rios setores da sociedade. Foram realizadas oficinas, com duraÁ„o de 8 (oito) ‡ 16 (dezesseis) horas cada, com os seguintes temas: sa˙de, reforma agr·ria, comunidades tradicionais, gÍnero e meio ambiente, tendo como principio norteado a metodologia participativa. O processo de construÁ„o contou com a participaÁ„o de diversos atores e atrizes sociais do territÛrio, juntamente com o Colegiado Territorial, a coordenaÁ„o executiva e o n˙cleo tÈcnico. Esse È o terceiro plano elaborado/qualificado pelo TerritÛrio Chapada Diamantina, entre os avanÁos, pode-se destacar a implantaÁ„o do Hospital Regional, da Escola FamÌlia AgrÌcola, de mais cursos na Universidade do Estado da Bahia ñ UNEB, do Pacto Federativo, as chamadas p˙blicas de ATER e tambÈm o Projeto Mulheres e Autonomia, desenvolvido pelo Centro Feminista 8 de MarÁo ñ CF8 que

objetiva a inserÁ„o as mulheres na din‚mica do territÛrio.

ñ CF8 que objetiva a inser Á„o as mulheres na din ‚mica do territÛrio. TerritÛrio Chapada
ñ CF8 que objetiva a inser Á„o as mulheres na din ‚mica do territÛrio. TerritÛrio Chapada

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS O PTDS È co mposto de caracteriza Á„o geral,

O PTDS È composto de caracterizaÁ„o geral, gest„o social, vis„o de futuro, objetivos estratÈgicos, desafios e gargalos, eixos aglutinadores, programas e projetos e consideraÁıes finais.

gargalos, eixos aglutinadores, programas e projetos e considera Áıes finais. TerritÛrio Chapada Diamantina P·gina 8
gargalos, eixos aglutinadores, programas e projetos e considera Áıes finais. TerritÛrio Chapada Diamantina P·gina 8

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS 2. CARACTERIZA« O GERAL DO TERRIT”RIO 2.1. Aspectos

2. CARACTERIZA« O GERAL DO TERRIT”RIO

2.1. Aspectos geoambientais

O TerritÛrio Chapada Diamantina, est· localizado no centro do estado da Bahia, compreendendo 23 municÌpios (AbaÌra, AndaraÌ, Barra da Estiva, Boninal, Bonito, Ibicoara, Ibitiara, Iraquara, ItaetÈ, Jussiape, LenÁÛis, MarcionÌlio Souza, Morro do ChapÈu, MucugÍ, Nova RedenÁ„o, Novo Horizonte, Palmeiras, Piat„, Rio de Contas, Seabra, Souto Soares, Utinga e Wagner), com uma ·rea total de 30.458,88Km 2 . (SEI, 2010).

MAPA 1 ñ MunicÌpios que compıem o TerritÛrio Chapada Diamantina

MunicÌpios que compıem o TerritÛrio Chapada Diamantina O relevo territorial da Chapada caracteriza-se por ·reas

O relevo territorial da Chapada caracteriza-se por ·reas plan·lticas e serranas, intercaladas pelas depressıes perifÈricas e interplan·lticas. A variedade de sua conformaÁ„o decorre de ter sido fundo do mar e praia, h· milhıes de anos. A ·gua que invadia o continente depositava segmentos na regi„o e a areia foi formando rochas com veios de diamantes.

segmentos na regi „o e a areia foi formando rochas com veios de diamantes. TerritÛrio Chapada
segmentos na regi „o e a areia foi formando rochas com veios de diamantes. TerritÛrio Chapada

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS As altitudes nesse territ Ûrio variam entre 500 a

As altitudes nesse territÛrio variam entre 500 a 1.000 metros, exceÁ„o para o Pico do Barbado com 2.033 metros (municÌpio AbaÌra), ponto mais alto do Estado que forma um divisor natural de ·guas que por um lado, des·guam na bacia do S„o Francisco e por outro, na prÛpria Regi„o, onde nascem os dois maiores rios baianos:

o de Contas e o ParaguaÁu (PDRS, 1997). Em funÁ„o do relevo, o clima exibe caracterÌsticas tropicais. As precipitaÁıes pluviomÈtricas apresentam variaÁıes de 700 a 1000 mm anuais, com temperaturas amenas, alcanÁando no mÍs de julho, em alguns municÌpios, a mÌnima de 16,4 C, como È o caso do municÌpio de Piat„. Estas condiÁıes especiais, que diferem das normalmente encontradas no Nordeste Brasileiro, proporcionam a existÍncia de vales ˙midos no territÛrio da Chapada Diamantina. As encostas e os piemontes circundados por vegetaÁ„o exuberante favorecem a grande disponibilidade de cÛrregos e riachos, tornando um atrativo a mais para a exploraÁ„o turÌstica. A diversidade de plantas aÌ existentes pode ser comparada ‡ da AmazÙnia, O Pico das Almas È considerado uma grande geradora de espÈcies, com similaridade apenas nas regiıes do Cabo (£frica do Sul), CochÛ (parte ocidental dos Andes, na ColÙmbia) e no Sudoeste da Austr·lia. No Pico das Almas, no municÌpio de Rio de Contas, foram descobertas 131 espÈcies de plantas atÈ ent„o desconhecidas pela comunidade cientÌfica. A conjunÁ„o dos fatores relevo, flora e recursos hÌdricos proporcionam ao territÛrio da Chapada Diamantina uma singular beleza, destacando-se o trecho LenÁÛis - AndaraÌ, principalmente o Vale do Rio S„o JosÈ, onde encontram-se dez riachos afluindo em cascatas. Outro trecho importante È o do Morro Pai In·cio e as grutas Pratinha e Lapa Doce. Ainda de extrema beleza È o Vale do Cap„o de forma semelhante a um canyon, com desnÌveis de atÈ 300 metros nas planÌcies dos campos gerais. Neste vale est· localizada a Cachoeira da FumaÁa, um dos maiores pontos de atraÁ„o turÌstica do territÛrio. Com relaÁ„o aos impactos ambientais, as atividades ainda hoje ligadas ‡ mineraÁ„o tÍm sido respons·veis pela degradaÁ„o de vastas glebas, principalmente no Parque Nacional da Chapada, onde se verifica o assoreamento de alguns riachos.

Parque Nacional da Chapada, onde se verifica o assoreamento de alguns riachos. TerritÛrio Chapada Diamantina P·gina
Parque Nacional da Chapada, onde se verifica o assoreamento de alguns riachos. TerritÛrio Chapada Diamantina P·gina

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS Para preserva Á„o dos recursos naturais do territÛrio for

Para preservaÁ„o dos recursos naturais do territÛrio foram constituÌdas algumas unidades de conservaÁ„o denominadas de APAs, sob a responsabilidade direta do Estado, e o Parque Nacional, sob a tutela direta da Uni„o, via IBAMA, sendo elas: a APA ñ £rea de ProteÁ„o Ambiental Marimbus/Iraquara, que abrange parte da zona rural dos municÌpios de Seabra, Iraquara, Palmeiras e LenÁÛis; a APA de ProteÁ„o Ambiental Serra do Barbado, integrada por parcela da zona rural dos municÌpios de AbaÌra, Piat„, Rio de Contas e …rico Cardoso; e o Parque Nacional da Chapada Diamantina, que compreende parte dos municÌpios de LenÁÛis, AndaraÌ, MucugÍ, Palmeiras, ItaetÍ e Ibicoara. E a £rea de Relevante Interesse EcolÛgico - ARIE, na Serra do Tromba, entre os municÌpios de Piat„ e AbaÌra. Existe tambÈm o Parque Nacional da Chapada Diamantina, o mais expressivo Ìcone ecolÛgico da regi„o ñ fruto da mobilizaÁ„o dos grupos ambientalistas e das forÁas polÌticas regionais e estaduais em torno da sua preservaÁ„o.

2.2. Aspectos histÛricos

A ocupaÁ„o socioeconÙmica da Chapada Diamantina resultou da expans„o da pecu·ria no vale do S„o Francisco e das descobertas aurÌferas nas nascentes dos rios de Contas, Paramirim e Itapicuru, no inÌcio do sÈculo XVIII. V·rias "bandeiras" passaram pela Chapada Diamantina ‡ procura de ouro e pedras preciosas e de Ìndios para escravid„o. Contudo, o povoamento colonizador adveio inicialmente pelo oeste, com as fazendas de gado do mega-latifundi·rio sesmeiro AntÙnio Guedes de Brito. As cabeceiras dos rios ParaguaÁu, JacuÌpe e JequiriÁ· e as serras do OrobÛ e do Sincor· foram ocupadas pelo colonizador branco, a partir de 1671, como resultado da "bandeira" de Estev„o Ribeiro Bai„o Parente. Este vetor de povoamento atraiu populaÁıes, com distribuiÁ„o de sesmarias nas terras conquistadas dos Ìndios, inicialmente entre as cabeceiras do JequiriÁ·, Sert„o de Marac·s e Serra do OrobÛ, depois entre os rios ParaguaÁu e de Contas, atingindo, em pouco tempo, as terras do Sincor· e Chapada. As fazendas de gado de AntÙnio Guedes de Brito e seus sucessores ocuparam lentamente os vales dos rios e posteriormente os planaltos, atÈ que a

lentamente os vales dos rios e posteriormente os planaltos, at È que a TerritÛrio Chapada Diamantina
lentamente os vales dos rios e posteriormente os planaltos, at È que a TerritÛrio Chapada Diamantina

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS necessidade de subsist Íncia dos garimpos exigiu a ampliaÁ„o

necessidade de subsistÍncia dos garimpos exigiu a ampliaÁ„o das policulturas agrÌcolas, desenvolvendo os circuitos comerciais intra e inter-regionais.

O declÌnio da produÁ„o aurÌfera, iniciado ainda no sÈculo XVIII, conduziu

grande parte dos garimpeiros a espalhar-se nas vizinhanÁas, como pequenos

propriet·rios de terras, arrendat·rios e posseiros, produzindo autonomamente ou empregando-se como meeiros ou diaristas. Os sucessivos titulares dos latif˙ndios deixados por AntÙnio Guedes de Brito vendiam, arrendavam e eventualmente doavam suas terras, iniciando, desse modo, a decomposiÁ„o do latif˙ndio.

A regi„o assumiu, a partir de ent„o, uma feiÁ„o policultura, diversificando

tambÈm as relaÁıes de trabalho com a meaÁ„o, o diarista e a produÁ„o familiar autÙnoma ñ protocampesinato - onde predominava inicialmente o escravismo, inclusive na pecu·ria.

O maior fluxo imigratÛrio da Chapada ocorreu a partir do sÈculo XIX, com o

surto diamantino, onde se multiplicaram as povoaÁıes de palhoÁas improvisadas, muitas das quais se consolidaram com a persistÍncia dos garimpos, outras se esvaÌram com ele. Entre 1844 a 1848, mais de 30 mil pessoas emigradas de toda parte do Brasil, sobretudo de Minas Gerais, em pouco tempo improvisaram v·rios povoados:

LenÁÛis, AndaraÌ e Xique-Xique (Igatu); Barro Branco e Pedra Cravada, com mais de 50 mil habitantes. A Chapada Diamantina viveu Íxodos e di·sporas, provocados pelos fluxos e refluxos mineradores ou flutuaÁıes pluviomÈtricas, com eventuais estiagens de dimensıes catastrÛficas, quando a influÍncia dos meios de transporte e

comunicaÁ„o multiplicava as dist‚ncias. A grande seca de 1857-1861 forÁou grandes emigraÁıes da regi„o e circunvizinhanÁas. ApÛs uma fase ·urea de cerca de um quarto de sÈculo, o garimpo entra em declÌnio a partir de 1871, devido principalmente: a concorrÍncia das jazidas sul- africanas, associadas quimberlitos, descobertas seis anos antes; ao emprego de mÈtodos extrativos rudimentares, que n„o permitiam a exploraÁ„o de depÛsitos de mÈdios e baixos teores.

O declÌnio da populaÁ„o diamantÌfera na Chapada, cujos primeiros sinais

foram notados em 1871-1872, provocou lentamente a dispers„o dos garimpeiros. Grande parte dos que n„o migraram dedicaram-se ‡ plantaÁ„o de cafÈ e de cereais.

dos que n „o migraram dedicaram -se ‡ plantaÁ„o de cafÈ e de cereais. TerritÛrio Chapada
dos que n „o migraram dedicaram -se ‡ plantaÁ„o de cafÈ e de cereais. TerritÛrio Chapada

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS No in Ìcio do sÈculo XX comeÁou a exaust„o

No inÌcio do sÈculo XX comeÁou a exaust„o dos diamantes e carbonados. Muitas

famÌlias emigraram em direÁ„o aos sertıes da Serra Geral, empregando-se nas

policulturas do algod„o, milho, feij„o e outros cereais; outros se dirigiram aos

cafezais paulistas e ind˙strias paulistanas e do ABC.

O esgotamento do ciclo da mineraÁ„o, acarretou um longo perÌodo de

estagnaÁ„o econÙmica, trouxe como conseq¸Íncia a migraÁ„o da populaÁ„o para

outras regiıes do Estado, com um decrÈscimo significativo da mesma.

2.3. Aspectos demogr·ficos

A populaÁ„o residente dos municÌpios do TerritÛrio da Chapada Diamantina

obteve um pequeno crescimento entre 2000 e 2010, com uma populaÁ„o de 352.607

em 2000 e 359.677 em 2010, conforme tabela 1.

Tabela 1 ñ MunicÌpios que integram o TerritÛrio da Chapada Diamantina com o n˙mero de populaÁıes, 2000 - 2010

MunicÌpio

£rea (km 2 )

PopulaÁ„o (hab)

Total

Total

2000

2010

AbaÌra

578

9607

8303

AndaraÌ

1895

13884

13620

Barra da Estiva

1402

24440

21110

Boninal

848

12461

13644

Bonito

641

12902

14453

Ibicoara

977

14453

17213

Ibitiara

1.755,6

14443

15510

Iraquara

800

18334

22593

ItaetÍ

1194

14006

14914

Jussiape

523

10051

7685

LenÁÛis

1240

11425

10368

MarcionÌlio Souza

1162

10775

10382

Morro do ChapÈu

5532

34494

37496

MucugÍ

2482

13682

10514

Nova RedenÁ„o

511

8636

8034

Novo Horizonte

614,8

8502

10673

Palmeiras

696

7518

8404

Piat

1508

18977

17515

Seabra

2825

39422

41633

Piat „ 1508 18977 17515 Seabra 2825 39422 41633 TerritÛrio Chapada Diamantina P·gina 13
Piat „ 1508 18977 17515 Seabra 2825 39422 41633 TerritÛrio Chapada Diamantina P·gina 13

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS Souto Soares 1096 14795 15877 Rio de Contas

Souto Soares

1096

14795

15877

Rio de Contas

1056,3

13935

12817

Utinga

717

16889

17936

Wagner

416

8976

8983

Total

30.458,88

352.607

359.677

Fonte: IBGE/Censo 2010.

2.4 Aspectos socioeconÙmicos

A formaÁ„o econÙmica e social da Chapada Diamantina teve como fator dinamizador o ciclo da mineraÁ„o, que se estendeu dos sÈculos XVIII a XIX, estando ligado historicamente ‡ penetraÁ„o no interior do Brasil das ìentradas e bandeirasî. Com o declÌnio da produÁ„o de ouro e diamante na Regi„o, as atividades extrativas minerais ficaram voltadas para a exploraÁ„o da barita, chumbo e zinco, embora ainda se verifique a exploraÁ„o de ouro, diamantes e carbonatos em pequena escala, atravÈs dos chamados ìfaisqueirosî. Analisando a tabela 2, que apresenta o PIB (Produto Interno Bruto) dos municÌpios integrantes do TerritÛrio da Chapada no ano 2006, com base nos dados disponibilizados pela SEI. Pode-se observar que os municÌpios de Jussiape, seguido por Ibitiara e Piat„, apresentam os menores PIBs do territÛrio, j· no outro extremo, ou seja, como os maiores valores encontram-se MucugÍ, Bonito e Ibicoara, em ordem crescente. O alto valor do PIB nesse municÌpio pode em grande parte ser atribuÌda ‡ investimento de capital estrangeiro, por meio do agronegÛcio.

Tabela 2 ñ Produto Interno Bruto (PIB) do TerritÛrio (2006)

MunicÌpios

PIB (R$

PIB (R$)

Percentual do PIB Municipal

milh„o)

Per Capita -

Municipal -

2006

em RelaÁ„o ao Estado

2006

AbaÌra

23,02

2.475,30

0,02

AndaraÌ

34,03

2.504,41

0,04

Barra da Estiva

94,89

3.190,98

0,10

Boninal

28,63

2.469,89

0,03

Bonito

106,93

7.508,95

0,11

Ibicoara

186,78

10.625,98

0,19

Ibitiara

29,02

2.311,87

0,03

Iraquara

57,69

2.987,24

0,06

ItaetÈ

37,92

2.749,11

0,04

Iraquara 57,69 2.987,24 0,06 ItaetÈ 37,92 2.749,11 0,04 TerritÛrio Chapada Diamantina P·gina 14
Iraquara 57,69 2.987,24 0,06 ItaetÈ 37,92 2.749,11 0,04 TerritÛrio Chapada Diamantina P·gina 14

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS Jussiape 24,41 2.129,67 0,03 LenÁÛis 37,42

Jussiape

24,41

2.129,67

0,03

LenÁÛis

37,42

3.785,18

0,04

MarcionÌlio

26,99

3.120,43

0,03

Souza

Morro do

105,23

2.882,85

0,11

ChapÈu

MucugÍ

87,04

5.390,19

0,09

Nova RedenÁ„o

20,23

2.735,19

0,02

Novo Horizonte

21,88

3.012,66

0,02

Palmeiras

22,15

2.841,17

0,02

Piat„

46,66

2.396,55

0,05

Rio de Contas

42,85

3.132,08

0,04

Seabra

141,81

3.495,26

0,15

Souto Soares

34,80

2.859,20

0,04

Utinga

56,76

3.384,23

0,06

Wagner

27,00

2.750,05

0,03

Fonte: SEI /SEPLAN

O territÛrio da Chapada da Diamantina tem fortes raÌzes culturais e um acervo ambiental que o referencia como espaÁo de investimento turÌstico, em nÌvel nacional e internacional. Possui riquezas naturais e culturais atrativas, como cachoeiras, montanhas, rios, monumentos histÛricos e culturais, inclusive inscriÁıes rupestres. Acrescentam-se as pr·ticas agroecolÛgicas em comunidades tradicionais e ·reas de assentamentos de reforma agr·ria o que vem despertando a atenÁ„o e a curiosidade de muitas pessoas que visitam a Chapada, e abre espaÁo para o turismo rural.

O TerritÛrio entende que È preciso priorizar investimentos que possam contribuir para elevar o PIB dos municÌpios. Com isso, tem havido uma crescente preocupaÁ„o com o fomento ‡ agricultura familiar e a gest„o dos recursos naturais, com o intuito de promover o turismo, o ecoturismo e o turismo rural como formas de alavancar o PIB dos municÌpios. A bovinocultura est· presente em todo o territÛrio com plantÈis de animais de baixo padr„o, sem raÁa definida. A predomin‚ncia È o gado de corte. Os criadores desenvolvem pr·ticas tradicionais sem manejo adequado. A maior parte da produÁ„o de leite È vendida para cooperativas regionais que processam e beneficiam o produto. Na produÁ„o de gado de corte comercializa-se tanto o animal vivo quanto o animal abatido. O territÛrio dispıe de 354.145 cabeÁas de bovinos, de 41.839 caprinos e 33.466 ovinos. Destacam-se os municÌpios de MarcionÌlio Souza e

e 33.466 ovinos. Destacam-se os munic Ìpios de Marcion Ìlio Souza e TerritÛrio Chapada Diamantina P·gina
e 33.466 ovinos. Destacam-se os munic Ìpios de Marcion Ìlio Souza e TerritÛrio Chapada Diamantina P·gina

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS Morro do Chap Èu no rebanho bovino e ovino,

Morro do ChapÈu no rebanho bovino e ovino, Barra da Estiva e Morro do ChapÈu no rebanho caprino, como pode ser observado na tabela abaixo.

Tabela 3 ñ Rebanho nos municÌpios do TerritÛrio (2008)

MUNICÕPIO

 

REBANHO (unidade)

Bovinos

Caprinos

Ovinos

AbaÌra

7.410

1.980

2.250

AndaraÌ

26.594

615

805

Barra da Estiva

7.404

8.609

1.846

Boninal

15.178

358

217

Bonito

10.130

1.550

2.165

Ibicoara

20.163

737

615

Ibitiara

24.305

5.421

3.165

Iraquara

13.525

305

317

ItaetÈ

30.439

4.015

1.814

Jussiape

11.340

500

1.500

LenÁÛis

1.422

81

219

MarcionÌlio Souza

34.333

4.169

8.805

Morro do ChapÈu

29.532

6.680

4.290

MucugÍ

5.355

100

336

Nova RedenÁ„o

17.609

800

50

Novo Horizonte

10.100

1.732

1.265

Palmeiras

5.257

450

580

Piat

12.907

440

574

Rio de Contas

10.372

114

191

Seabra

23.355

1.595

1.442

Souto Soares

3.569

818

126

Utinga

26.240

364

155

Wagner

7.606

406

739

TOTAL

354.145

41.839

33.466

Fonte: IBGE, 2010 (adaptado)

AlÈm dos bovinos, caprinos e ovinos, outras criaÁıes animais como suÌnos, aves, peixes e abelhas tambÈm s„o produzidas e comercializadas em diversos municÌpios do territÛrio. A produÁ„o de aves, especialmente galinhas, ocorre em todos os municÌpios. A produÁ„o agrÌcola È bastante diversificada, predominando quatro ramos principais: fruticultura, cafeicultura, hortaliÁas e alimentos b·sicos. Em toda a extens„o territorial da Chapada Diamantina, os principais produtos comercializados s„o cafÈ, mandioca, cana-de-aÁ˙car, milho, feij„o e o gado de corte.

s „o cafÈ, mandioca, cana -de-a Á˙car, milho, feij„o e o gado de corte. TerritÛrio Chapada
s „o cafÈ, mandioca, cana -de-a Á˙car, milho, feij„o e o gado de corte. TerritÛrio Chapada

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS O caf È expandiu -se no territ Ûrio da

O cafÈ expandiu-se no territÛrio da Chapada Diamantina em decorrÍncia de incentivos do Governo Federal buscando seu desenvolvimento fora das principais regiıes produtoras, devido ‡ incidÍncia de pragas, geadas e baixas produtividades dos cafezais do sul do paÌs, com a crise tendo o seu apogeu em finais da dÈcada de 70. Neste perÌodo foram deslocadas para o territÛrio grandes empresas nacionais e estrangeiras, objetivando uma produÁ„o em escala do CafÈ Ar·bica para exportaÁ„o. Atualmente o cafÈ È cultivado em praticamente todo o territÛrio por pequenos, mÈdios e grandes produtores, com exceÁ„o dos municÌpios de Novo Horizonte e Ibitiara. Os principais municÌpios produtores s„o: Barra da Estiva, Bonito, Ibicoara, Morro do ChapÈu e Piat„. Os alimentos b·sicos ñ feij„o, milho e mandioca ñ s„o produzidos por, praticamente, todos/as os/as agricultores/as familiares, para a subsistÍncia das famÌlias. Alguns municÌpios do territÛrio, alÈm de produzirem estes alimentos, tambÈm os comercializam. O feij„o est· difundido em todo o territÛrio e È um produto estratÈgico para os produtores familiares na geraÁ„o de renda e seguranÁa alimentar.

Tabela 4 ñ Principais culturas do TerritÛrio Chapada Diamantina (2008)

Principais Culturas -

Quantidade

% em RelaÁ„o ao Estado

Maior Produtor do TerritÛrio

2008

Abacaxi

1.919

(mil)

1,13

Morro do ChapÈu

Algod„o Herb·ceo (em caroÁo)

270

(ton.)

0,02

Rio de Contas

Alho

1.824 (ton.)

42,22

Novo Horizonte

Amendoim (em casca)

8 (ton.)

0,11

ItaetÈ

Arroz (em casca)

532

(ton.)

1,25

Rio de Contas

Banana

25.560

(ton.)

1,80

Wagner

Batata Doce

45 (ton.)

0,18

Wagner

Batata Inglesa

291.070

99,95

MucugÍ

 

(ton.)

CafÈ (beneficiado)

38.215

(ton.)

23,45

Bonito

Cana-de-aÁ˙car

323.695

5,69

Rio de Contas

 

(ton.)

Cebola

20.800

(ton.)

8,13

Ibicoara

Coco-da-baÌa

1.310

(mil)

0,21

Iraquara

Feij„o (em gr„o)

17.306

(ton.)

5,43

MucugÍ

Fumo (em folha)

170

(ton.)

1,96

Seabra

Girassol (em gr„o)

420

(ton.)

42,04

Morro do ChapÈu

Seabra Girassol (em gr„o) 420 (ton.) 42,04 Morro do ChapÈu TerritÛrio Chapada Diamantina P·gina 17
Seabra Girassol (em gr„o) 420 (ton.) 42,04 Morro do ChapÈu TerritÛrio Chapada Diamantina P·gina 17

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS Goiaba 192 (ton.) 1,22 Bonito Laranja 2.886

Goiaba

192

(ton.)

1,22

Bonito

Laranja

2.886

(ton.)

0,26

Bonito

MaÁ„

608

(ton.)

100,00

Ibicoara

Mam„o

6.425

(ton.)

0,71

Utinga

Mamona (baga)

9.295

(ton.)

9,62

Morro do ChapÈu

Mandioca

94.413

(ton.)

2,17

Souto Soares

Manga

1.441

(ton.)

0,31

Rio de Contas

Maracuj·

3.033

(ton.)

1,10

MucugÍ

Marmelo

175

(ton.)

100,00

Morro do ChapÈu

Melancia

15.745

(ton.)

5,73

Ibicoara

Milho (em gr„o)

24.826

(ton.)

1,32

Ibicoara

Pimenta-do-Reino

4 (ton.)

0,10

Utinga

Sisal ou agave (fibra)

7.439

(ton.)

3,17

Morro do ChapÈu

Sorgo granÌfero (em gr„o)

99 (ton.)

0,10

Souto Soares

Tomate

99.637

(ton.)

38,90

Ibicoara

Fonte: IBGE

AlÈm dos produtos agrÌcolas acima citados, s„o comercializados no territÛrio produtos processados derivados da cana, do leite, do milho, da mandioca e de frutas, em geral, feitos nas prÛprias comunidades rurais. Destaca-se a produÁ„o de cachaÁa est· mais presente nos municÌpios de AbaÌra, Rio de Contas, Iraquara, LenÁÛis, Ibicoara, outros derivados da cana, como rapadura e aÁ˙car mascavo, tambÈm s„o produzidos. Freq¸entemente nas comunidades rurais s„o encontrados tambÈm trabalhos artesanais, como panos de prato e toalhas bordadas, cestarias feitas com palhas de milho ou fibra de banana, pequenas esculturas em madeira com tem·ticas do campo.

2.4.1 O Õndice de Desenvolvimento Humano - IDH

Os dados do IDH no territÛrio Chapada Diamantina, como pode ser visto na mapa abaixo mostra que dos 23 municÌpios que compıem o territÛrio, observa-se que quatro desse municÌpios apresentam IDH com regular est·gio de desenvolvimento que varia de 0,569 atÈ 0,591. PorÈm outros cinco municÌpios, esse mesmo Ìndice variam de 0,657 ‡ 0,681 que È considerado um est·gio de desenvolvimento moderado. PorÈm, È interessante ressaltar que os dados do IDH referem-se ao ano de 2000 e neste perÌodo de 10 anos, obteve-se avanÁos significativos na ·rea social

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS que comp ıem esse Ìndice (educa Á„o, renda e

que compıem esse Ìndice (educaÁ„o, renda e sa˙de), o que provavelmente ocasionou a elevaÁ„o do mesmo.

Mapa 2 ñ IDH dos municÌpios do TerritÛrio Chapada Diamantina

2 ñ IDH dos municÌpios do TerritÛrio Chapada Diamantina Fonte: PNUD, Atlas do Desenvolvimento Humano no

Fonte: PNUD, Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. 2000

Como j· citado acima, o IDH sÛ È realizado junto ao censo demogr·fico, que sÛ acontece de 10 em 10 anos. Diante disso, utilizar-se os dados do Sistema FIRJAN, denominado de Õndice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal que se distingue por ter periodicidade anual, recorte municipal e abrangÍncia nacional. Estas caracterÌsticas possibilitam o acompanhamento do desenvolvimento humano, econÙmico e social de todos os 5.564 municÌpios brasileiros de forma objetiva e com base exclusiva em dados oficiais relativos ‡s trÍs principais ·reas de desenvolvimento: Emprego & Renda, EducaÁ„o e Sa˙de, assim como o IDH. Na tabela abaixo apresenta-se os dados do IFDM para os 23 municÌpios do territÛrio, assim como a sua colocaÁ„o no ranking nacional e estadual. A partir da

assim como a sua colocaÁ„o no ranking nacional e estadual. A partir da TerritÛrio Chapada Diamantina
assim como a sua colocaÁ„o no ranking nacional e estadual. A partir da TerritÛrio Chapada Diamantina

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS an ·lise da tabela, observa -se que Seabra apresenta

an·lise da tabela, observa-se que Seabra apresenta a melhor colocaÁ„o, no outro extremo encontra-se o municÌpio de AndaraÌ com a pior colocaÁ„o.

Tabela 5 ñ Õndice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal (2007)

MunicÌpios

PosiÁ„o Nacional

PosiÁ„o Estadual

IFDM

AbaÌra

5029

222

0,4782

AndaraÌ

5409

358

0,4344

Barra da Estiva

4736

163

0,4993

Boninal

5082

236

0,4745

Bonito

5153

259

0,4665

Ibicoara

4344

94

0,5259

Ibitiara

4841

183

0,4930

Iraquara

4044

72

0,5437

ItaetÍ

4833

181

0,4934

JussiapÍ

5365

338

0,4398

LenÁÛis

4722

159

0,5004

MarcionÌlio Souza

5367

340

0,4392

Morro do ChapÈu

5301

311

0,4495

MucugÍ

4623

136

0,5074

Nova RedenÁ„o

5027

221

0,4784

Novo Horizonte

5238

292

0,4579

Palmeiras

4457

107

0,5189

Piat

5293

308

0,4506

Seabra

3227

37

0,5923

Souto Soares

4802

175

0,4953

Rio de Contas

4856

186

0,4919

Utinga

5274

302

0,4534

Wagner

5137

255

0,4679

Fonte: Sistema FIRJAN, 2010.

As aÁıes p˙blicas devem estar voltadas ao desenvolvimento do ecoturismo e ao apoio a agricultura alternativa. O ecoturismo, turismo rural e as pr·ticas agro- ecolÛgicas em comunidades tradicionais podem contribuir para o crescimento do Õndice de Desenvolvimento Humano (IDH), que ainda apresenta indicadores n„o satisfatÛrios na maioria dos municÌpios do territÛrio.

indicadores n„o satisfat Ûrios na maioria dos municÌpios do territÛrio. TerritÛrio Chapada Diamantina P·gina 20
indicadores n„o satisfat Ûrios na maioria dos municÌpios do territÛrio. TerritÛrio Chapada Diamantina P·gina 20

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS 2.4.2 Assentamentos Rurais e Comunidades Quilombolas As

2.4.2 Assentamentos Rurais e Comunidades Quilombolas

As Comunidades Quilombolas est„o distribuÌdas espacialmente em todos os territÛrios da Bahia, sendo 38 delas no TerritÛrio Chapada Diamantina. Estas comunidades ainda lutam por direitos elementares e a propriedade da terra È um deles. Apenas a partir de 1988 a ConstituiÁ„o Brasileira reconheceu ‡s comunidades remanescentes de Quilombos o direito ‡ propriedade das terras que ocupam. Com relaÁ„o ‡ reforma agr·ria, o territÛrio atualmente conta com 3.590 famÌlias assentadas, sendo o municÌpio de AndaraÌ o que abriga o maior n˙mero de famÌlias seguindo pelo municÌpio de Nova RedenÁ„o e logo apÛs o municÌpio de ItaetÍ.

Em relaÁ„o a polÌtica de crÈdito verifica-se que o acesso ao PRONAF A ainda È tÌmida, porÈm vem crescendo de forma consider·vel. A renda das famÌlias È constituÌda em grande parte, pelo Bolsa FamÌlia e pelas aposentadorias, o que de certa forma mantÈm a vida das pessoas nos assentamentos, uma vez que a produÁ„o agrÌcola em muitos casos ainda È incipiente no que se refere ‡ geraÁ„o de renda suficiente para a sustentabilidade econÙmica dos assentados.

2.4.3 Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar - PRONAF no TerritÛrio da Chapada Diamantina

Em se tratando de crÈdito, È imprescindÌvel iniciar falando do acesso a DAP ñ DeclaraÁ„o de Aptid„o ao PRONAF, pois sÛ com esse documento em m„os, o agricultor e a agricultura familiar poder· ingressar em tantas polÌticas e programas que exigem a DAP, como È o caso do Programa de AquisiÁ„o de Alimentos - PAA da CONAB, Programa Nacional de AlimentaÁ„o Escolar ñ PNAE e o Garantia Safra. Assim, no gr·fico abaixo È possÌvel observar o n˙mero de estabelecimento e quantidade deles que tiveram acesso a DAP no ano de 2009.

estabelecimento e quantidade deles que tiveram acesso a DAP no ano de 2009. TerritÛrio Chapada Diamantina
estabelecimento e quantidade deles que tiveram acesso a DAP no ano de 2009. TerritÛrio Chapada Diamantina

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS Gr·fico 1 ñ Acesso a DAP no TerritÛrio Chapada

Gr·fico 1 ñ Acesso a DAP no TerritÛrio Chapada Diamantina

1 ñ Acesso a DAP no TerritÛrio Chapada Diamantina Fonte: Pacto Territorial, 2009 Verifica-se que o

Fonte: Pacto Territorial, 2009

Verifica-se que o n˙mero de operaÁ„o realizadas no PRONAF vem aumentando significativamente na maioria dos municÌpios que compıem esse territÛrio, como pode observado na tabela abaixo, que faz um comparativo no n˙mero de operaÁıes realizadas e valor total dessas nos anos de 2008 e 2009.

de operaÁıes realizadas e valor total dessas nos anos de 2008 e 2009. TerritÛrio Chapada Diamantina
de operaÁıes realizadas e valor total dessas nos anos de 2008 e 2009. TerritÛrio Chapada Diamantina

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS Tabela 6 ñ OperaÁıes do PRONAF realizadas nos anos

Tabela 6 ñ OperaÁıes do PRONAF realizadas nos anos de 2008 e 2009

TerritÛrio de

N˙mero de

 

2008

 

2009

estabelecimentos

Identidade /

agropecu·rios

OperaÁıes

Valor

OperaÁıes

Valor

MunicÌpios

(Unidades)

CHAPADA

         

DIAMANTINA

AbaÌra

1.757

7

54.585,30

153

276.772,00

AndaraÌ

1.177

67

394.745,71

29

46.150,00

Barra da Estiva

2.739

545

1.609.223,06

607

1.387.156,82

Boninal

740

104

156.647,00

95

142.100,00

Bonito

1.305

142

1.178.626,86

170

1.242.529,70

Ibicoara

1.524

209

690.601,64

291

754.325,51

Ibitiara

2.485

46

81.751,86

   

Iraquara

2.971

155

403.839,86

348

650.802,61

ItaetÈ

1.138

43

245.569,85

-

-

Jussiape

1.712

96

319.417,76

121

434.526,70

LenÁÛis

297

92

237.525,39

1

2.567,88

MarcionÌlio Souza

698

26

63.394,00

145

296.739,40

Morro do ChapÈu

2.212

213

1.545.161,72

125

1.046.145,85

MucugÍ

518

226

718.807,68

80

253.505,57

Nova RedenÁ„o

951

8

76.258,20

79

155.500,00

Novo Horizonte

1.435

283

1.322.089,36

74

156.500,00

Palmeiras

234

101

168.494,34

1

59.963,42

Piat

3.045

158

606.261,46

239

472.845,43

Rio de Contas

1.767

793

3.049.395,19

564

2.718.514,26

Seabra

3.293

663

1.022.662,56

540

808.206,31

Souto Soares

3.014

15

120.039,28

138

208.568,00

Utinga

1.033

36

499.076,80

256

1.458.992,21

Wagner

392

3

36.047,88

3

156.855,48

TOTAL

36.437

4.031

14.600.223

4.059

12.729.267

Fonte: Pacto Territorial, 2009

4.031 14.600.223 4.059 12.729.267 Fonte: Pacto Territorial, 2009 TerritÛrio Chapada Diamantina P·gina 23
4.031 14.600.223 4.059 12.729.267 Fonte: Pacto Territorial, 2009 TerritÛrio Chapada Diamantina P·gina 23

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS 3. GEST O SOCIAL DO TERRIT”RIO Na id Èia

3. GEST O SOCIAL DO TERRIT”RIO

Na idÈia de gest„o social pretende-se que os agentes envolvidos, sejam eles da sociedade civil e/ou do poder p˙blico estejam presentes em todos os momentos do processo, que v„o desde a mobilizaÁ„o e a sensibilizaÁ„o daqueles que precisam estar presentes e contribuindo, atÈ o posterior acompanhamento e controle social sobre as aÁıes pactuadas (SDT/MDA, 2009). A construÁ„o do processo de gest„o social do territÛrio se d· a partir da necessidade do Colegiado de acompanhar a implantaÁ„o dos projetos territoriais. Assim projetos como o Mulheres e Autonomia do CF8, que tem como objetivo a divulgaÁ„o das polÌticas p˙blicas para as mulheres do MDA e inserÁ„o das mesmas na din‚mica do territÛrio, sendo acompanhado de forma direta pelo Colegiado Territorial, outros projetos como os de ATER, ATES, implantaÁ„o da EFA, do Hospital Regional da Chapada e do IFBA em Seabra e os PROINFs em geral, s„o acompanhados de forma sistem·tica por esse territÛrio. PorÈm os projetos municipais apresentavam problemas quanto ‡s suas informaÁıes o que comeÁou a implicar de forma pouco positiva no momento de definiÁ„o de novas aÁıes. No tempo que o problema da falta de informaÁ„o surgiu na plen·ria territorial, os atores e atrizes sociais membros do colegiado perceberam que as dificuldades estavam na operacionalizaÁ„o das aÁıes nos municÌpios contemplados com recursos. A partir de ent„o decidiu que seria necess·rio a formaÁ„o de comissıes, que pudesse ir aos municÌpios contemplados com projeto, em especial aqueles do PROINF e definiu-se que o acompanhamento seria realizado pelos prÛprios representantes do colegiado, e o recurso para subsidiar as aÁıes seriam derivados das entidades parceiras e de projetos j· aprovados que tinham como finalidade fortalecer a gest„o social. As primeiras aÁıes aconteceram no sentido de fazer o levantamento de informaÁıes dos projetos que haviam recebido recursos do PROINF. Essas informaÁıes permitiram no primeiro momento avaliar o total de recursos acessados atravÈs do PRONAT. Posteriormente foram agendadas visitas em cada um dos municÌpios do TerritÛrio contemplados pelos recursos acima citados.

dos munic Ìpio s do Territ Ûrio contemplados pelos recursos acima citados. TerritÛrio Chapada Diamantina P·gina
dos munic Ìpio s do Territ Ûrio contemplados pelos recursos acima citados. TerritÛrio Chapada Diamantina P·gina

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS O objetivo dessas visitas era obter informa Áıes sobre

O objetivo dessas visitas era obter informaÁıes sobre a situaÁ„o dos projetos, se j· foram concluÌdos, se est„o em andamento ou se est„o paralisados. Assim, seriam avaliados junto ‡ entidade que est·/estava executando ou que foram contemplados com os projetos, quais os motivos que levaram as situaÁıes referidas. Com isso, a gest„o social tem colaborado para qualificar o processo de elaboraÁ„o e seleÁ„o de novos projetos territoriais, rever os princÌpios e diretrizes da atuaÁ„o dos atores e atrizes presentes no desenvolvimento territorial. AlÈm disso, È possÌvel identificar as fraquezas e as ameaÁas presentes em todas as etapas de implementaÁ„o dos projetos. Nessas visitas aos municÌpios s„o realizadas tambÈm mobilizaÁ„o e sensibilizaÁ„o com representantes da sociedade civil, do poder p˙blico e de ONGs, com o objetivo de aumentar a capilaridade da polÌtica territorial e a inserÁ„o de todos os segmentos da sociedade.

da pol Ìtica territorial e a inserÁ„o de todos os segmentos da sociedade. TerritÛrio Chapada Diamantina
da pol Ìtica territorial e a inserÁ„o de todos os segmentos da sociedade. TerritÛrio Chapada Diamantina

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS 4. VIS O DE FUTURO O Territ Ûrio Chapada

4. VIS O DE FUTURO

O TerritÛrio Chapada Diamantina obteve grandes avanÁos desde o inÌcio da polÌtica territorial, assim a vis„o de futuro do territÛrio, perpassa pela melhoria continua nos serviÁos prestados ‡ populaÁ„o, por meio de polÌticas p˙blicas que atenda as necessidades b·sicas, como acesso a sa˙de, educaÁ„o, cultura e lazer de qualidade. Busca-se tambÈm a igualdade entre homens e mulheres e o respeito ‡s crianÁas, adolescentes e idosos, alÈm disso, o reconhecimento das comunidades tradicionais, com condiÁıes adequadas para as mesmas manter as suas tradiÁıes. Na ·rea de sa˙de, por exemplo, houve melhora significativa nos serviÁos prestados, porÈm alguns problemas ainda existem, como o n˙mero de vagas disponibilizadas pela rede p˙blica que s„o insuficientes para atender ‡ toda a demanda, assim, durante a realizaÁ„o da Oficina Territorial de Sa˙de, a vis„o de futuro, perpassa pela: CriaÁ„o de Cursos de GraduaÁ„o em Sa˙de; Hospitais de MÈdia e Alta Complexidade; AmbulatÛrio de especialidades; Aumento do orÁamento da Sa˙de para AtenÁ„o b·sica, mÈdia e alta complexidade e para Vigil‚ncia em Sa˙de; Programa de EducaÁ„o preventiva nas Escolas e Comunidades; PolÌticas de habitaÁ„o; Tratamento especifico para o Lixo Hospitalar; Lazer, esporte e Cultura; PrevenÁ„o do meio ambiente, atravÈs do Programa da Vigil‚ncia Ambiental; Criar o CEREST (Centro de ReferÍncia Especializada da Sa˙de do Trabalhador) nas zonais Territoriais do TerritÛrio de Identidade da Chapada Diamantina; Fortalecimento do Programa da Sa˙de do Idoso, por meio dos Centros de ConvivÍncia, Casa de Repouso, AssistÍncia Geri·trica Municipal; IntegraÁ„o da Sa˙de nos Programa de atenÁ„o aos jovens atravÈs do CRAS (Centro de ReferÍncia de AssistÍncia Social), e outros programas; ErradicaÁ„o do Trabalho Infantil; Programa voltada a Sa˙de da CrianÁa, com pediatra e nutricionista; Programas de atenÁ„o a mulher, em especial ‡s vitimas de violÍncia; Acesso aos serviÁos da Sa˙de do Homem. Na reforma agr·ria a vis„o de futuro se d· no sentido de alterar o art. 186 da ConstituiÁ„o Federal, acrescentando o limite m·ximo de 35 mÛdulos fiscais a posse de terra e rever o modulo fiscal; rever o Ìndice de produtividade das propriedades a serem desapropriadas e direcionadas a reforma agr·ria; Verificar a lei de desapropriaÁ„o da terra no que diz respeito ao prazo para fazer qualquer alteraÁ„o

Á„o da terra no que diz respeito ao prazo para fazer qualquer alteraÁ„o TerritÛrio Chapada Diamantina
Á„o da terra no que diz respeito ao prazo para fazer qualquer alteraÁ„o TerritÛrio Chapada Diamantina

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS na propriedade e documenta Á„o cartorial, que atualmente È

na propriedade e documentaÁ„o cartorial, que atualmente È de 6 meses e que seja alterado pra 1 ano. J· na ·rea de educaÁ„o essa vis„o perpassa pela ampliaÁ„o da jornada escolar para tempo integral de modo que possa melhorar as pr·ticas educacionais, garantindo a aprendizagem dos alunos, bem como a participaÁ„o ativa da comunidade, com a melhoria dos recursos financeiros, humanos e materiais para essas escolas e criaÁ„o da lei de responsabilidade educacional, visando a qualidade dos processos de ensino e aprendizagem, para tal, fazendo valer a participaÁ„o de todos os segmentos envolvidos (grÍmio estudantil, APM, Conselho Escolar, Colegiado Escolar e Movimentos Sociais Organizados). A vis„o de futuro da ·rea de cultura no territÛrio objetiva a construÁ„o de polÌticas p˙blicas afirmativas em todas as esferas com o propÛsito de resgatar e promover as manifestaÁıes folclÛricas tradicionais, tais como: reisado, pÌfano, capoeira, quebra-coco, batuques, maculelÍ, marujada, entre outras, e a criaÁ„o de critÈrios para exigir das emissoras de r·dio e teve p˙blicas, comunit·rias e privadas, como concessıes publicas, uma maior divulgaÁ„o e abordagem qualificada das manifestaÁıes culturais, que expressem a diversidade cultural do territÛrio brasileiro. Assim, como aconteceu na ·rea da sa˙de, educaÁ„o e cultura, a vis„o de futuro para as comunidades tradicionais, foi definida de forma participativa: polÌticas de Editais para acessibilidade das Comunidades Tradicionais organizadas; capacitaÁ„o para elaboraÁ„o de Projetos; QualificaÁ„o profissional em Geral; Acesso ao CrÈdito; Acesso as polÌticas de inclus„o Digital; CriaÁ„o de juizado especial para questıes das Comunidades Tradicionais; Programa de criaÁ„o de GeraÁ„o de Renda nas comunidades, evitando assim o Íxodo rural; AmpliaÁ„o das cozinhas comunit·rias nos municÌpios do TerritÛrio; AmpliaÁ„o dos programas de compras governamentais e prioridade para as Comunidades Tradicionais. Existe tambÈm a inclus„o social e econÙmica das mulheres, que participam ativamente do territÛrio, assim È necess·rio que exista as polÌticas p˙blicas voltadas para as mulheres a nÌvel municipal, regional, estadual e federal, sejam implementadas e melhoradas urgentemente. Oportunidade de trabalho (curso profissionalizante); qualidade de vida familiar e melhoria na sa˙de p˙blica especializada para as mulheres.

vida familiar e melhoria na sa ˙de p˙blica especializada para as mulheres. TerritÛrio Chapada Diamantina P·gina
vida familiar e melhoria na sa ˙de p˙blica especializada para as mulheres. TerritÛrio Chapada Diamantina P·gina

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS Al Èm disso, uma educa Á„o continuada de qualidade;

AlÈm disso, uma educaÁ„o continuada de qualidade; ampliaÁ„o do n˙mero de creches; transporte escolar de qualidade; qualidade dos profissionais de educaÁ„o, aumento do Ìndice de cobertura dos PSFs, e do n˙mero de consultas/exames, capacitaÁ„o/humanizaÁ„o dos profissionais de sa˙de/seguranÁa, implementaÁ„o e divulgaÁ„o do planejamento familiar e mÈtodos contraceptivos, combate as DSTs/PrÈ-natal, implantaÁ„o DEAM/NAM, implantaÁ„o de Casa Abrigo, aplicaÁ„o da Lei Maria da Penha, qualificaÁ„o e fortalecimento de grupos produtivos, plano territorial de PolÌticas para as mulheres, capacitaÁıes, qualificaÁ„o profissional. E por fim na quest„o do meio ambiente a vis„o de futuro È a criaÁ„o de Sistema de Gest„o Ambiental, Uni„o, Estados e MunicÌpios e Reabertura e estruturaÁ„o dos EscritÛrios regionais dos Ûrg„os ambientais, Estadual e Federal.

dos EscritÛrios regionais dos Ûrg„os ambientais, Estadual e Federal. TerritÛrio Chapada Diamantina P·gina 28
dos EscritÛrios regionais dos Ûrg„os ambientais, Estadual e Federal. TerritÛrio Chapada Diamantina P·gina 28

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS 5. OBJETIVOS ESTRAT…GICOS DO PLANO O PTDS È um

5. OBJETIVOS ESTRAT…GICOS DO PLANO

O PTDS È um importante instrumento no desenvolvimento de polÌticas

p˙blicas, na medida em que mostra as desigualdades sociais presentes no territÛrio,

alÈm de delinear caminhos para o crescimento econÙmico, levando em consideraÁ„o a preservaÁ„o do meio do ambiente. Desta forma, considerando as condiÁıes econÙmicas e climatolÛgicas do territÛrio Chapada Diamantina, entende-se que a agricultura por si sÛ encontra

dificuldades de sustentar e de apoiar o desenvolvimento territorial e por isso È estratÈgico se pensar em atividades complementares da renda da agricultura familiar e da renda da agricultura do TerritÛrio como um todo. AlÈm disso, È importante pensar no desenvolvimento do territÛrio de forma sistÍmica, buscando desenvolver todos os segmentos da sociedade, em especial aqueles que apresentam potencial, como È o caso do turismo, do ecoturismo e do turismo rural. Por ser uma regi„o turÌstica, abre-se um mercado adequado aos produtos artesanais tÌpicos das comunidades locais, fortalecendo a express„o e afirmaÁ„o da identidade cultural do TerritÛrio. » comum as pessoas que vÍm conhecer as riquezas culturais e naturais da Chapada levarem utensÌlios pessoais ou domÈsticos e peÁas de arte que expressem a cultura do territÛrio, com suas tradiÁıes, folclore e comportamentos.

Na ·rea de serviÁos ganha relev‚ncia o turismo rural a partir da criaÁ„o de

infraestrutura formada por pousadas, restaurantes para acolher os turistas que vÍm conhecer as riquezas naturais do lugar. Somada a esta atividade, ganha import‚ncia o desenvolvimento dos serviÁos de transporte de passageiros, tanto para a integraÁ„o dos pontos turÌsticos e inserÁ„o de novos advindos do turismo rural, quanto para atendimento ‡s populaÁıes rurais de mais opÁıes de transporte coletivo.

As atividades rurais n„o agrÌcolas necessitam ser apoiadas pois representam

um campo de oportunidades econÙmicas para as famÌlias rurais e jovens ao suprirem as novas necessidades sociais advindas do processo de desenvolvimento, tais como lazer, educaÁ„o, transporte e serviÁos diversos.

O territÛrio enxerga no PAA e no PNAE um incentivo inicial para a

estruturaÁ„o de uma agricultura familiar moderna e que seja capaz de atender as

Á„o de uma agricultura familiar moderna e que seja capaz de atender as TerritÛrio Chapada Diamantina
Á„o de uma agricultura familiar moderna e que seja capaz de atender as TerritÛrio Chapada Diamantina

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS demandas da popula Á„o local/territorial . Essa a Á„o

demandas da populaÁ„o local/territorial. Essa aÁ„o contribuir· para a sustentabilidade do investimento na melhoria tÈcnica das propriedades familiares, garantindo ‡s famÌlias uma renda pela compra da produÁ„o de alimentos pelo poder p˙blico. A entrada dos recursos de programas como esses, contribuir· para a dinamizaÁ„o das economias locais, fortalecendo o mercado interno a partir da agricultura familiar num efeito multiplicador que beneficiar· a populaÁ„o dessa regi„o.

Para o sucesso da polÌtica de crÈdito voltada para a agricultura familiar, com enfoque no desenvolvimento territorial È imprescindÌvel a articulaÁ„o com as aÁıes de assistÍncia tÈcnica, no sentido de fortalecÍ-las com a ampliaÁ„o do quadro de tÈcnicos e recursos para as atividades extensionistas. O TerritÛrio demanda recursos para o fortalecimento das estruturas locais de ATER e ATES para acompanhamento aos projetos aprovados, costurando uma nova realidade tÈcnica para a agricultura familiar territorial. … preciso que o territÛrio, junto com esse processo de elaboraÁ„o do PTDS possa pensar na estruturaÁ„o de uma polÌtica de AssistÍncia TÈcnica para a regi„o, onde a sustentabilidade, a agroecologia, o respeito ‡s relaÁıes sociais de gÍnero, de etnias e de geraÁ„o estejam consideradas.

sociais de gÍnero, de etnias e d e gera Á„o estejam consideradas. TerritÛrio Chapada Diamantina P·gina
sociais de gÍnero, de etnias e d e gera Á„o estejam consideradas. TerritÛrio Chapada Diamantina P·gina

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS 6. DESAFIOS E GARGALOS Entre os diversos desafios enfrentados

6. DESAFIOS E GARGALOS

Entre os diversos desafios enfrentados no TerritÛrio, alguns se destacam, como por exemplo o envolvimento de outros segmentos da sociedade, j· que no inÌcio a polÌtica de desenvolvimento territorial era voltada para o rural e o mesmo comeÁou a se estruturar a partir de atores e atrizes que tinham algum envolvimento com essa ·rea. PorÈm atualmente essa polÌtica abrange todos os segmentos, e trazÍ-los para dentro do Colegiado para discutir as polÌticas p˙blicas, tem-se configurado um grande desafio daqueles que articulam o desenvolvimento territorial nesse territÛrio. Outro grande desafio È a falta de compreens„o de alguns gestores p˙blicos, para a import‚ncia dessa polÌtica. Diante disso, È necess·rio que ocorra a territorializaÁ„o de todas as aÁıes do governo. Assim instituiÁıes que atualmente tem sua base regionais com uma divis„o que n„o È mesma dos territÛrios de identidade, deveria passar a atuar com base na divis„o territorial, como È caso da EBDA, DIRES, DIREC, ADAB, BNB e outros. AlÈm disso, È preciso que haja uma interiorizaÁ„o das discussıes, È necess·rio chegar ‡ base, inclusive com a produÁ„o de material impresso, como cartilhas e folder para ser distribuÌdo nas escolas, em especial aquelas de 2™ grau. … importante tambÈm que as pessoas comecem a entender a necessidade de se planejar, para isso È preciso cursos de capacitaÁ„o, em primeira inst‚ncia para aqueles atores e atrizes mais ligados a quest„o territorial.

‚ncia para aqueles atores e atrizes mais ligados a quest „o territorial. TerritÛrio Chapada Diamantina P·gina
‚ncia para aqueles atores e atrizes mais ligados a quest „o territorial. TerritÛrio Chapada Diamantina P·gina

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS 7. EIXOS AGLUTINADORES Face aos m ˙lti plos aspectos

7. EIXOS AGLUTINADORES

Face aos m˙ltiplos aspectos atÈ aqui abordado com base nas oficinas e conferÍncias territoriais realizadas, foi feita uma sÌntese dos temas e problemas levantados nesses eventos e que s„o relevantes para o territÛrio. Esses temas e problemas foram agrupados em oito eixos aglutinadores: 1. Agricultura familiar e Reforma Agr·ria; 2. Sa˙de; 3. EducaÁ„o; 4. Cultura 5. Comunidades Tradicionais; 6. GÍnero 7. Meio Ambiente; 8. Turismo e 9. Infraestrutura sendo esse ˙ltimo subdivido em: transporte, moradia, abastecimento de ·gua e saneamento, energia, comunicaÁ„o e seguranÁa p˙blica. Os debates, as proposiÁıes e as definiÁıes se deram em torno desses eixos, apresentados a seguir.

7.1 Agricultura Familiar e Reforma Agr·ria

A oficina com o tema agricultura familiar e reforma agr·ria, foi realizada nos dias 07 e 08 de outubro do corrente ano, no municÌpio de AndaraÌ. A escolha dessa cidade se deu pelo fato da mesma apresentar o maio n˙mero de assentamento, dentre aquele municÌpios que compıem o territÛrio. Estavam presentes, membros do TerritÛrio Chapada Diamantina, CoordenaÁ„o Executiva, Assessores TÈcnicos Territoriais, TÈcnicos da EBDA, Assentados, Dirigentes dos Movimentos Sociais e Agricultores. As discussıes foram iniciadas e o primeiro tema tratado foi referindo-se disponibilidade de insumos, m·quinas e implementos para a agricultura familiar. Em relaÁ„o a insumos o principal aspecto levantado foi ‡ dificuldade de se conseguir sementes adaptadas ‡s condiÁıes da agricultura familiar. Nesse sentido, as propostas foram de se aprofundar no debate sobre as sementes, em todo o territÛrio, e criar mecanismos de incentivo ao resgate das sementes crioulas e troca de materiais entre os/as agricultores/as. Outra proposiÁ„o, È que se deve conhecer qual È a demanda quantitativa por sementes para a agricultura familiar no territÛrio. AlÈm disso, destacou-se tambÈm a parceria entre o Colegiado Territorial, SEBRAE, BNDES, CAR, EMBRAPA e INPAC no Projeto de revitalizaÁ„o da Cadeia Produtiva da Mandioca.

e INPAC no Projeto de revitaliza Á„o da Cadeia Produti va da Mandioca. TerritÛrio Chapada Diamantina
e INPAC no Projeto de revitaliza Á„o da Cadeia Produti va da Mandioca. TerritÛrio Chapada Diamantina

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS Outro item bastante discutido ATER e foi sugerido que

Outro item bastante discutido ATER e foi sugerido que se faÁa um aprofundamento sobre a nova PolÌtica Nacional de ATER, que traz uma concepÁ„o nova e mais interessante sobre esse tema. Destacaram-se tambÈm os avanÁos ocorridos tanto na ATER como na ATES, com programas implantados pela EBDA ou por outras entidades. Com relaÁ„o ‡ comercializaÁ„o da produÁ„o, a falta de estruturas de armazenamento, beneficiamento e processamento, È uns dos grandes gargalos desse tema. As propostas foram no sentido de se buscar melhores espaÁos e oportunidades que favoreÁam a inclus„o de produtos oriundos da produÁ„o de agricultores e agricultoras familiares nos diversos mercados de seus respectivos municÌpios. AlÈm disso, È necess·rio que se realize com maior frequÍncia Feiras Territoriais da Agricultura Familiar, com o objetivo de divulgar os produtos oriundos desse importante setor da sociedade.

1™ Feira Territorial da Agricultura Familiar ñ Chapada Diamantina

Territorial da Agricultura Familiar ñ Chapada Diamantina No tema da reforma agr ·ria, as proposiÁıes se

No tema da reforma agr·ria, as proposiÁıes se deram na seguinte linha:

levantar e fazer reconhecimento das terras p˙blicas e devolutas para o fim de reforma agr·ria; Fornecer mensalmente para acampados cesta b·sica com mais produtos incorporados e melhorar a qualidade nutricional pois aquelas famÌlias que n„o tem condiÁıes de se manter acabam abandonando o acampamento. Foi

n „o tem c ondi Áıes de se manter acabam abandonando o acampamento. Foi TerritÛrio Chapada
n „o tem c ondi Áıes de se manter acabam abandonando o acampamento. Foi TerritÛrio Chapada

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS

PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT£VEL - PTDS definido tamb Èm que se coloque no or Áamento

definido tambÈm que se coloque no orÁamento do convÍnio o transporte das cesta atÈ os acampamentos e n„o sÛ atÈ os armazÈns da CONAB. AlÈm disso È preciso retomar o projeto de seguranÁa alimentar e nutricional para famÌlias acampadas da reforma agr·ria; aumentar a rubrica orÁament·ria e garantir o acesso de acampados e assentados de Reforma Agr·ria ao PRONERA. … necess·rio tambÈm garantir as turmas de alfabetizaÁ„o dentro dos acampamentos de Reforma Agr·ria; disponibilizar recursos aos munic