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Poluição, falta de habitação, saneamento inadequado e reservas
de água pouco seguras são problemas crónicos para as cidades
nos países menos desenvolvidos.
O alojamento é um dos problemas mais agudos em muitas áreas
urbanas. As cidades, como Calcutá e São Paulo, estão muito
congestionadas; a taxa de imigração interna é muito elevada para a
oferta de habitação existente. Nas áreas urbanas do Ocidente, os
recém-chegados estabelecem-se normalmente perto dos centros
das cidades, mas o inverso tende a acontecer nos países em
desenvolvimento, onde os emigrantes povoam o que tem sido
designado como a ‘franja séptica’ das áreas urbanas.
Em São Paulo, estima-se que houve uma quebra de 5.4 milhões de
casas habitáveis em 1996. Alguns investigadores estimam que esta
quebra se eleva aos 20 milhões, se a definição de ‘casas
habitáveis’ for interpretada de forma mais estrita. Muitas famílias

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acreditam que é melhor partilhar uma cozinha e uma casa de
banho com centenas de outras famílias do que viver nas ruas ou
nas favelas, em bairros de lata improvisados às portas da cidade.
Os governos urbanos e regionais nos países menos desenvolvidos
são muito pressionados para acompanharem a procura em espiral
de habitação. Alguns argumentam que a estrada mais realizável é
a de melhorar as condições nas favelas – fornecer electricidade e
água corrente, pavimentar as ruas e atribuir endereços postais.
Outros temem que os bairros de lata improvisados sejam
fundamentalmente inabitáveis e deveriam ser demolidos para
darem lugar a habitação própria para as famílias pobres.
A Cidade do México é disso um importante exemplo. O número de
‘espaços verdes’ – parques e espaços abertos de terra verde – é
muito inferior ao encontrado nas cidades norte-americanas ou
europeias mais populosas. A poluição é o maior problema,
originada principalmente pelos carros, autocarros e camiões que se
amontoam nas ruas inadequadas das cidades, derivando o resto
de poluentes industriais. Estima-se que viver na Cidade do México
é o equivalente a fumar 40 cigarros por dia. Onde um nível de
ozono de cerca de menos 100 pontos foi considerado ‘satisfatório’
para a saúde, naquele mês o nível subiu para os 398 pontos. O
governo teve que obrigar algumas fábricas a fechar durante algum
tempo, as escolas fecharam e 40 por cento de carros foram
proibidos de circular na cidade.

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