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Podemos datar o aparecimento dos movimentos ambientalistas e a
preocupação pública com os problemas ambientais a partir da divulgação
de um famoso relatório publicado no início dos anos 70 do século XX
pelo Clube de Roma – The Limits to Growth (Os Limites do Crescimento)
(Meadows et al. 1974). Este Clube, formado na capital italiana, era
constituído por um grupo de industriais, consultores de negócios e
funcionários públicos. As projecções foram alteradas para gerar um
leque variado de possíveis consequências, de acordo com diferentes
taxas de crescimento dos factores considerados. A conclusão principal
do relatório do Clube de Roma foi a de que as taxas de crescimento
industrial não são compatíveis com a natureza finita dos recursos da
terra e a capacidade do planeta para comportar o crescimento
populacional e absorver a poluição.
O relatório do Clube de Roma foi muito criticado e mesmo os próprios
autores vieram a aceitar mais tarde que algumas das críticas eram
justificadas. Por exemplo, se um mineral como o magnésio começar a
escassear, o seu preço irá subir. Ao mesmo tempo que o seu preço
sobe, será menos utilizado, e os produtores poderão encontrar um modo
de prescindir deste mineral se o seu custo aumentar excessivamente.
Quaisquer que fossem as suas limitações, o relatório teve um forte
impacto na consciência pública.
A ideia básica de Os Limites do Crescimento era a de que existem
influências sociais e naturais que limitam a capacidade da terra para
absorver o desenvolvimento económico continuado e o crescimento da
população. As descobertas do relatório do Clube de Roma foram
utilizadas por muitos grupos para sugerirem que o desenvolvimento
económico deveria ser severamente reduzido de modo a proteger o
ambiente. Contudo, esta visão foi criticada por outros como pouco
plausível e desnecessária. O desenvolvimento económico pode e deverá
ser promovido, argumentaram, porque é o modo de aumentar a riqueza
do mundo.

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