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Se o aquecimento global está, de facto, a ter lugar, é provável que
as suas consequências sejam devastadoras. Alguns dos efeitos
potencialmente prejudiciais incluem:

O aumento do nível dos oceanos – o aquecimento global pode
derreter as calotes polares e aumentar a temperatura dos
oceanos e a sua dimensão. As cidades costeiras ou situadas em
zonas baixas serão inundadas e tornar-se-ão inabitáveis.
A desertificação – O aquecimento global pode contribuir para
que muitos terrenos férteis se desertifiquem. A África Sub-
saariana, o Médio Oriente e o Sul da Ásia serão afectados pela
desertificação e pela intensa erosão do solo.
A propagação de doenças – O aquecimento global pode
aumentar o alcance geográfico e ampliar a dimensão sazonal de
organismos, como os mosquitos que espalham doenças como a
malária e a febre amarela.
Más colheitas – A produção agrícola poderá diminuir em muitas
das zonas mais pobres do mundo se o aquecimento global
aumentar. As populações do sudoeste asiático, da África e da
América Latina seriam provavelmente as mais afectadas.
Mudança dos padrões climatéricos – Os padrões climatéricos
que se mantiveram relativamente estáveis durante milhares de
anos podem sofrer perturbações rápidas em resultado do
aquecimento global. Quarenta e seis milhões de pessoas vivem
presentemente em zonas que poderiam ser destruídas por
tempestades marítimas, enquanto muitas outras poderão sofrer
inundações e tufões.

Algumas tendências associadas ao aquecimento global parecem
estar a desenvolver-se muito mais rapidamente do que o que os
cientistas previram inicialmente. Em Dezembro de 1999, por
exemplo, um estudo por satélite mostrou que a capa de gelo do
Árctico está a diminuir muito mais rapidamente do que os cientistas
acreditavam – um processo que poderia ter efeitos dramáticos no
clima mundial nos próximos anos. É possível que a redução do
gelo possa ser o resultado de mudanças naturais, mas, sejam

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quais forem as suas origens, o gelo parece estar a derreter-se a
grande velocidade.

Condições climatéricas extremas: o preço de um mundo mais quente?

Em Março de 2000, Moçambique, no
sul de África, sofreu cheias maciças.
Foram as piores cheias de sempre na-
quela zona. Antes do desastre, a anti-
ga colónia portuguesa estava a recupe-
rar dos 16 longos anos de guerra civil
que tinham terminado apenas em
1992. Tendo introduzido reformas de
mercado livre e instituições democráti-
cas, Moçambique, no final dos anos
90, apesar de extremamente pobre,
estava a crescer economicamente a u-
ma taxa de 10 por cento por ano. Em
resultado da ajuda internacional, mui-
tas pessoas apanhadas pelas cheias
foram salvas e o esforço para a re-
construção recomeçou.

Será que estas cheias foram simples-
mente algo de “natural”? Muitos
cientistas acreditam que estes desen-
volvimentos são um resultado directo
do aquecimento global, um processo
que cria grande instabilidade no clima
mundial. É provável que os países em
vias de desenvolvimento sofram de for-
ma desproporcionada as consequên-
cias do aquecimento global porque têm
menos recursos para criarem as fontes
de protecção necessárias. Se as mar-
gens do Limpopo fossem bem cons-
truídas, as cheias não teriam ocorrido
ou poderiam ter sido contidas.

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