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1. Empresas transnacionais – empresas que produzem bens ou
serviços comerciais em mais do que um país. Estas podem ser
firmas relativamente pequenas, com uma ou duas fábricas fora
do país onde estão sediadas, ou gigantescos empreendimentos
internacionais, cujas operações abrangem todo o globo.
Algumas das maiores transnacionais são empresas bem
conhecidas em todo o mundo: Coca-Cola, General Motors,
Colgate-Palmolive, Kodak, Mitsubishi, e muitas outras. Mesmo
quando estão claramente implementadas num único país, as
transnacionais têm como objectivo conquistar mercados e lucros
mundiais.
As transnacionais estão no cerne da globalização económica:
são responsáveis por dois terços de todo o comércio mundial,
são cruciais para a difusão de novas tecnologias em todo o
mundo, e são actores decisivos nos mercados financeiros
internacionais. Nas palavras de um observador atento, elas são
o eixo da economia mundial contemporânea (Held et al., 1999,
p. 282).
As empresas com sede nos Estados Unidos da América
estiveram por detrás da expansão que teve lugar nos anos
imediatamente a seguir ao pós-guerra, mas, por volta da década
de 70, firmas europeias e japonesas começaram também a
investir no estrangeiro. No início do século XXI são já poucas as
economias do mundo fora do alcance das transnacionais. Na
última década, as grandes empresas sediadas em economias
industrializadas têm estado particularmente activas na expansão
das suas operações em países em vias de desenvolvimento e
em sociedades da antiga União Soviética e da Europa de Leste.
2. A «economia electrónica» é outro factor que sustenta a
globalização económica.
Como veremos no final do capítulo, as consequências da
globalização são muitas e de grande alcance.

5.2. O debate em torno da globalização

A maioria das pessoas não põe em causa que estão a ocorrer importantes
transformações à nossa volta, mas a sua experiência como «globalização» é
contestada. Tal não é surpreendente. Enquanto processo imprevisível e

62

conturbado, a globalização é concebida e entendida de muitas maneiras
diferentes.

Escolas de pensamento:
• Cépticos
• Hiperglobalizadores
• Transformacionalistas

Conceptualizando a globalização: três tendências

Hiperglobalizadores Cépticos

Transformacionalistas

O que há de novo?

Uma era global

Blocos de comércio,
formas de geogovernança
mais fracas do que em
períodos

históricos

anteriores

Níveis

historicamente
sem precedentes de
interligação global

Características
dominantes

Capitalismo global,
governação global,
sociedade civil global

Mundo

menos
interdependente do que por
volta de 1890

Globalização «espessa»
(intensa

e

extensivamente)

Poder dos governos
nacionais

Em declínio ou erosão Reforçado ou aumentado

Reconstituído

e

reestruturado

Forças motrizes
da globalização

Capitalismo e
tecnologia

Governos e mercados

Combinação de forças
da modernidade

Padrão de
estratificação

Erosão das antigas
hierarquias

Marginalização crescente
dos países pobres do Sul

Nova configuração da
ordem mundial

Interesse dominante

McDonald’s,
Madonna,
etc.

Interesse nacional

Transformação

da

comunidade política

Conceptualização
da globalização

Como

um

reordenamento

do

enquadramento

da

acção humana

Como internacionalização e
regionalização

Como o reordenamento
das

relações
interregionais e como
acção à distância

Trajectória histórica

Civilização global

Blocos regionais e confronto
de civilizações

Indeterminada:
integração

e

fragmentação global

Argumento principal

O fim do estado-nação A

internacionalização
depende da concordância e
do apoio do governo

A globalização está a
transformar o poder dos
governos e a política
mundial

Fonte: Adaptado de Held, D. et al., Global Transformations, Polity, 1999, p. 10.

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