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PETRÓLEO

PETRÓLEO
 O petróleo é um líquido oleoso, cuja cor
varia segundo a origem, oscilando do negro
ao âmbar. É encontrado no subsolo, em
profundidades variáveis (podem haver
acumulações tanto a poucos metros da
superfície terrestre, quanto a mais de 3 mil
metros de profundidade) e é muito rico em
hidrocarbonetos (HC).
ORIGEM DO PETRÓLEO
 Diversas teorias tentam explicar a origem do
petróleo. Atualmente, a mais aceita entre os
geólogos é a de que seja oriundo de substâncias
de natureza orgânica.
 Com base na teoria orgânica da origem do
petróleo, o mesmo deverá ser encontrado com
maior probabilidade nas áreas em que, no
decorrer de diferentes eras geológicas, houve
deposição de rochas sedimentares e acumulação
de restos orgânicos.Fica então, praticamente
excluída a possibilidade da presença de petróleo
nas rochas ígneas e metamórficas, porém, a
confirmação só é possível com a perfuração.
TIPOS DE PETRÓLEO
americano (EUA e BRASIL) parafínicos rico em hidrocarbonetos da
série dos alcanos*.

cáucaso (RUSSO) cicloparafínicos rico em hidrocarbonetos da


série dos ciclo-alcanos.

indonésia (BORNÉU) Benzênicos rico em hidrocarbonetos da


série dos aromáticos.

*ALCANOS ou HIDROCARBONETOS PARAFÍNICOS (parafínico = pouca afinidade


= baixa reatividade química)
São hidrocarbonetos de cadeia aberta (acíclica ou alifática) e saturada (apenas
ligações simples do tipo sigma).
Possuem fórmula geral : CnC2n+2
Exemplos: CH4 metano ; C2H6 etano ; C3H8 propano ; C4H10 butano ; etc.
GLP (gás liquefeito do petróleo = gás de cozinha = mistura de propano e
butano).
FRACIONAMENTO DO PETRÓLEO
POLUIÇÃO PELO PETRÓLEO
 TORREY CANION (1967) – 117 MIL TON.
 ARROW (1970) – 11 MIL TON.
 METULA (1973) – 53 MIL TON.
 ARGO MERCHANT (1976) – 26 MIL TON.
 AMOCO CADIZ (1978) – 230 MIL TON.
 EXXON VALDEZ (1993) – 35 MIL TON.
 BRAER (1993) – 84 MIL TON.
 DUQUE DE CAXIAS (2000) – 1,2 MILHÃO DE L.
 ARAUCÁRIA (2000) – 4 MILHÕES DE L.
CONSEQUÊNCIAS DO
DERRAMAMENTO DO PETRÓLEO
 Difusão- é o processo pelo qual o óleo derramado
se move fisicamente e se dilui acima da superfície
da água. A superfície lisa pode então ser
transportada pela água corrente ou ser movida
pelo vento em uma proporção de quase 3 a 4% da
velocidade do vento. O grau de difusão é
diretamente influenciado pela viscosidade do óleo
derramado e por condições ambientais como a
força do vento, turbulência e a presença de gelo
na superfície da água.
CONSEQUÊNCIAS DO
DERRAMAMENTO DO PETRÓLEO
 Evaporação- é inicialmente importante em reduzir o
volume de derramamento que permanece no ambiente
aquoso e terrestre. Evaporação é mais importante na
dissipação de frações de hidrocarbonetos relativamente
leves e voláteis e é acentuada por altas temperaturas
ambientais e velocidade do vento, e no ambiente marinho
por mares violentos que movem o óleo derramado para a
atmosfera pela formação de um fino aerosol na crista da
onda. No mar , já que as frações de petróleo de baixo peso
molecular são evaporados preferencialmente, a relativa
concentração de moléculas mais pesadas cresce
grandemente no volume residual derramado. Por exemplo,
após um derramamento de um óleo no Alasca, houve uma
perda de 15-20%de massa por evaporação. Isto causou
uma relativa concentração de frações moleculares
pesadas, não destiladas, de uma massa inicial de 34% a
mais de 50%.
CONSEQUÊNCIAS DO
DERRAMAMENTO DO PETRÓLEO
 Solubilização- é o processo pelo qual frações
de óleo dissolvem-se na coluna de água. Isto
causa contaminação da água na vizinhança da
área derramada. Em geral, frações mais leves
são mais solúveis em água do que as mais
pesadas e aromáticos são mais pesados que
os alcanos.
CONSEQUÊNCIAS DO
DERRAMAMENTO DO PETRÓLEO
 Material residual- é a fração que permanece após a
maioria da evaporação e solubilização das frações
leves ter ocorrido. Este resíduo forma uma emulsão
um pouco estável e gelatinosa conhecida como
mousse .Como este é lavado para a terra , pode se
combinar com partículas de sedimento para formar
óleos como piche e areia, que serão soterradas na
praia ou serão lavados de volta para o mar. No mar a
degradação das emulsões por oxidação biológica e
fotooxidação de componentes leves cria blocos de um
resíduo asfáltico, denso semi sólido. Estes são
importantes nas poluições crônicas das praias e
alguns ambientes pelágicos. A principal fonte destes
resíduos é a lavagem de tanques.
EFEITOS BIOLÓGICOS DOS
HIDROCARBONETOS
 O mecanismo biofísico do efeito de
hidrofobicidade é que a proporção de transporte
de hidrocarbonetos nos organismos depende da
sua solubilidade em fase lipídica das membranas
celulares. A solubilidade lipídica é o maior fator de
controle para a proporção e grau de
bioconcentração de hidrocarbonetos específicos
do ambiente aquático. Em casos de exposição
aguda, a solubilidade de lipídios influencia o grau
de rompimento da membrana que é causado
(perda da integridade da membrana plasmática é
frequentemente observado pelo efeito tóxico de
uma aguda exposição de hidrocarbonetos).
EFEITOS ECOLÓGICOS DA
POLUIÇÃO POR PETRÓLEO
 A utilização de detergentes e dispersantes para limpar os
resíduos de óleo agravaram a situação de poluição devido
à contribuição dada pela toxicidade destes produtos. Os
locais onde foram usados esses produtos levaram muito
mais tempo para ter as suas comunidades restabelecidas.
 Pássaros que passam muito do seu tempo na superfície
do mar são especialmente sensíveis ao óleo, assim como
espécies pelágicas tais como patos e pinguins.
 Pode ocorrer morte de peixes, invertebrados marinhos e
algas.
 Alguns microorganismos podem usar os hidrocarbonetos
como base metabólica, ajudando na limpeza do ambiente.
EFEITOS DO ÓLEO NOS
MANGUES
 Desde que não haja dano aos tecidos meristemáticos das
plantas elas sofrerão uma refoliação progressiva durante o
período de crescimento. Alguns plantas nativas e
predominantes mostraram uma grande tolerância ao óleo. Estas
respostas podem se dar devido aos efeitos indiretos dos
nutrientes associados com a vigorosa atividade dos micróbios
que frequentemente ocorrem no solo com óleo, um efeito
microclimático relacionado com os solos escuros e quentes e
uma ação como a hormonal de alguns hidrocarbonetos.
 O melhor tratamento é manter a vegetação com os
hidrocarbonetos e não lavá-la, pois o tratamento aumentará o
dano.
 Algumas espécies do mangue são sensíveis ao óleo, mas o
ecossistema é elástico.
 As comunidades de plantas respondem ao stress decorrente da
poluição experimental com uma transformação na composição
das espécies, mas não necessariamente com decréscimo em
produtividade ou biomassa.
DERRAMAMNETO DE PETRÓLEO
NA TERRA
 Os efeitos potenciais do derramamentpo de óleo de oleodutos
em terra parece ser relativamente moderada. Danos são
causados à vegetação , mas a extensão espacial será
relativamente restrita. Exceto em casos de grandes
derramamentos a área da terra que deve ser afetada é
pequena devido a grande capacidade da terra de absorção e a
formação de blocos pelo óleo derramado que dessa forma não
vai se distribuir enormemente. Esta é uma grande diferença
entre os ambientes aquáticos e terrestres já que no último
ocorre danos em áreas bem extensas. Muitas plantas do Ártico
tem a habilidade de sobreviver à exposição do óleo e invadir
habitats danificados por óleo. Além disso, em ambientes frios a
microflora é capaz de oxidar hidrocarbonetos derramados.
Com a evaporação que ocorre após o derramamento esta
atividade microbiana vai progressivamente remover o óleo
derramado do ambiente. Este processo pode levar muitas
décadas por causa da elevada temperatura.
EFEITOS DO DERRAMAMENTO
DO PETRÓLEO NAS PLANTAS E
NOS ANIMAIS
 Em plantas: Os danos são mais acentuados, ocorrem nas partes mais
sensíveis das plantas, como as raízes. Os efeitos são menores nas
partes de madeira de árvores e arbustos. Efeitos indiretos incluem a
falta de oxigênio no solo e consequente redução de microorganismos.
Os microorganismos que degradam petróleo competem com as
plantas por nutrientes minerais. Derramamentos de baixa escala
podem algumas vezes atuar privilegiando o crescimento de algumas
plantas, isso se deve pela ação como hormônio de componentes do
petróleo. Os efeitos dependem do tipo de vegetação presente na área
afetada.
 Em animais: Por causa do alto teor de conteúdo lipídico e taxas
metabólicas os animais do solo são provavelmente mais sensíveis do
que as raízes das plantas. O óleo exerce um grande efeito sobre a
respiração dos animais. Um efeito indireto sobre os animais é a
exaustão de oxigênio no ar do solo por causa da degradação
microbiana. Mais estudos deverão ser feitos para se esclarecer os
danos causados às populações animais afetadas por derramamentos
de petróleo.