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Matemática BB

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uma apostila de matematica que serve pra qualquer concurso
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Concurso Público Banco do Brasil

INTRODUÇÃO
Temos seis conjuntos numéricos existentes, os naturais, inteiros, racionais,
irracionais, reais e complexos. Estudaremos, nesta primeira parte, somente os cinco
primeiros.
O conjunto dos números naturais são os primeiros a seremestudados. São os inteiros e
positivos.
O conjunto dos números inteiros são aqueles que envolvem os naturais e os negativos.
O conjunto dos racionais são todos aqueles que podem ser escritos na forma de frações,
já os irracionais não podem ser escritos na forma de fração.
Os reais vão englobar todos os anteriores.
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NÚMEROS NATURAIS
Começando pelo zero e acrescentando uma unidade, vamos escrevendo o
conjunto dos números naturais, representados pela letra IN:
I N = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, ...}
A reticências significa que o conjunto não tem fim, pois um número natural
sempre possui um sucessor e a partir do zero um sucessor.
Exemplos:
v o sucessor de 10 é 11 e o antecessor de 10 é 9.
v o ano que sucede 2003 é 2004 e 2002 antecede 2003.
v Generalizando: o sucessor de n é n + 1 e o antecessor de n é n - 1.
Exercícios Resolvidos
1) Um número natural e seu sucessor chamam-se consecutivos. Escreva todos os
pares de números consecutivos entre esses números:
2 - 10 - 9 - 101 - 0 - 1 - 256 - 702 - 500 - 255
Resolução:
0 e 1; 1 e 2; 9 e 10; 255 e 256
2) Hudson disse: "Reinivaldo tem 45 anos. Thaís é mais velha que Reinivaldo. As
idades de Reinivaldo e Thaís são números consecutivos. A minha idade é um
número que é o sucessor do sucessor da idade de Thaís ". Quantos anos Hudson
tem?
Resolução:
Como Thaís é mais velha que Reini valdo e as suasidades são númer os consecutivos, então se
Reini valdo tem 45 anos, Thaís tem 46 anos. Como a idade de Hudson é o sucessor do sucessor
de 46, então esta idade será 48 anos.
3) Escreva todos os números naturais que são maiores que 3 e menores que 7.
Resolução:
Seja o conj unto: A = { x ∈ I N / 3 < x < 7}, por uma propr iedade específ i ca o enunciado
do exercí cio fi cará escr ito desta forma, il ustrando todos os elementos f i ca assim:
A = {4, 5, 6}
ADIÇÃO
Um automóvel segue de João Pessoa com destino a Maceió. Seu condutor deseja
passar por Recife, sabendo-se que a distância de João Pessoa até Recife é de 120
km e que Recife está a 285 km de Maceió, quantos quilômetros o automóvel irá
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percorrer até chegar em Maceió? Esta é uma pergunta relativamente fácil de
responder, basta somar as distâncias: 285 + 120 = 405 km.
Adição é uma operação que tem por fim reunir em um só número, todas as
unidades de dois, ou mais, números dados.
O resultado da operação chama-se soma ou total, e os números que se
somam, parcelas ou termos.
Propriedades
Fechamento - Asoma de dois números naturais é sempre um número natural. Ex:
8 + 6 = 14
Elemento Neutro - Adicionando-se o número 0 (zero) a um número natural, o
resultado é o próprio número natural, isto é, o 0 (zero) não influi na adição. Ex: 3 +
0 = 3
Comutativa - A ordem das parcelas não altera a soma.
Ex: 3 + 5 + 8 = 16 ou 5 + 8 + 3 = 16
Associativa - A soma de vários números não se altera se substituirmos algumas
de suas parcelas pela soma efetuada. Os sinais empregados para associações
são denominados:
( ) parênteses [ ] colchetes { } chaves
Exemplos:
8 + 3 + 5 = (8 + 3) + 5 = 11 + 5 = 16
13 + 5 + 2 + 7 = (13 + 5) + (2 + 7) = 18 + 9 = 27
De um modo geral a + (b + c) = (a + b) + c
Nota:
Estudando-se as línguas, verificamos a importância da colocação das vírgulas
para entendermos o significado das sentenças.
Exemplo:
1) " T i o Sérgi o, Andr é vai ao teatr o."
2)" Ti o, Sérgi o Andr é vai ao teatr o."
Podemos verificar que essas duas sentenças apresentam significados diferentes,
pelo fato da vírgula ter sido deslocada.
Nas expressões e sentenças matemáticas, os sinais de associação (parênteses,
colchetes e chaves) podem funcionar como verdadeiras vírgulas. Resolvem-se os
sinais na seqüência:
( ) parênteses [ ] colchetes{ } chaves
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Exemplo:
A expressão (10 - 5) + 2 = 5 + 2 = 7 e 10 - (5 + 2) = 10 - 7 = 3, são diferentes, daí a
importância da associação.
Dissociativa - Em toda soma pode-se substituir uma parcela por outra cuja soma
seja igual a ela. Esta propriedade é de sentido contrário da anterior.
Exemplo:
9 + 3 + 8 = (5 + 4) + 3 + 8 (Neste caso o número 9 foi dissociado em dois outros 5 e
4).
De uma maneira geral (a + b) + c = a + b + c.
Observe que o zero como parcela não altera a soma e pode ser retirado.
Exemplo:
20 + 7 + 0 + 3 = 20 + 7 + 3
SUBTRAÇÃO
Fabiano fez um depósito de R$ 1 200,00 na sua conta bancária. Quando retirou um
extrato, observou que seu novo saldo era de R$ 2 137,00. Quanto Fabiano tinha
em sua conta antes do depósito?
Para saber, efetuamos uma subtração:
2 137
1 200
R$ 937,00
minuendo
subtraendo
resto ou
diferença
Denomina-se subtração a diferença entre dois números, dados numa certa
ordem, um terceiro número que, somado ao segundo, reproduz o primeiro. A
subtração é uma operação inversa da adição.
O primeiro número recebe o nome de minuendo e o segundo de
subtraendo, e são chamados termos da subtração. A diferença é chamada de
resto.
Propriedades
Fechamento:- Não é válida para a subtração, pois no campo dos números
naturais, não existe a diferença entre dois números quando o primeiro é menor
que o segundo. Ex: 3 - 5
Comutativa: Não é válida para a subtração, pois 9 - 0 ≠ 0 - 9
Associativa: Não é válida para a subtração, pois (15 - 8) - 3 = 7 - 3 = 4 e 15 - (8
- 3) = 15 - 5 = 10
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Somando-se ou subtraindo-se um mesmo número aos termos de uma subtração,
a diferença não se altera.
Exemplo: seja a diferença 15 - 8 = 7, somando-se 4 aos seus dois termos, teremos
(15 + 4) - (8 + 4) = 19 - 12 = 7
MULTIPLICAÇÃO
Multiplicar é somar parcelas iguais.
Exemplo: 5 + 5 + 5 = 15
Nesta adição a parcela que se repete (5) é denominada multiplicando e o
número de vezes que o multiplicamos (3) é chamado multiplicador e o resultado
é chamado de produto.
Então:
5
× 3
15
mul ti pl icando
multiplicador
produto
Multiplicação é a operação que tem por fim dados dois números, um
denominado multiplicando e outro multiplicador, formar um terceiro somando o
primeiro tantas vezes quando forem as unidades do segundo. Omultiplicando e o
multiplicador são chamados de fatores.
Propriedades
1) Fechamento - O produto de dois números naturais é sempre um número
natural.
Ex: 5 x 2 = 10
2) Elemento Neutro - O número 1 (um) é denominado de elemento neutro da
multiplicação porque não afeta o produto.
Ex: 10 x 1 = 10
3) Comutativa - Aordem dos fatores não altera o produto.
Ex: 5 x 4 = 20 ou 4 x 5 = 20
4) Distributiva em relação à soma e a diferença - Para se multiplicar uma soma ou
uma diferença indicada por um número, multiplica-se cada uma das suas parcelas
ou termos por esse número, e em seguida somam-se ou subtraem-se os
resultados.
Exemplo:
1º) (4 + 5) x 3 = 4 x 3 + 5 x 3 = 27
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2º) (7 - 4) x 5 = 7 x 5 - 5 x 4 = 15
Essa propriedade é chamada distributiva porque o multiplicador se distribui por
todos os termos.
Para multiplicar uma soma por outra, pode-se multiplicar cada parcela da primeira
pelas parcelas da segunda e somar os produtos obtidos.
Exemplo:
(6+ 3) x (2 + 5) = 6 x 2 + 6 x 5 + 3 x 2 + 3 x 5 = 63
DIVISÃO
Divisão Exata
Divisão exata é a operação que tem por fim, dados dois números, numa
certa ordem, determinar um terceiro que, multiplicado pelo segundo, reproduza o
primeiro. A indicação dessa operação é feita com os sinais: ou ÷ que se lê:
dividido por. O primeiro número chama-se dividendo, o segundo divisor e o
resultado da operação, quociente.
Exemplo:
15 : 3 = 5, pois 5 x 3 = 15
Onde 15 é o dividendo, 3 é o divisor e 5 é o quociente.
Divisão Aproximada
No caso de se querer dividir, por exemplo, 53 por 6, observa-se que não se
encontra um número inteiro que, multiplicado por 6, reproduza 53, pois 8 ´ 6 = 48 é
menor que 53 e 9 ´ 6 = 54 é maior que 53.
O número 8, que é o maior número que multiplicado por 6 não ultrapassa o
dividendo 53, é denominado quociente aproximado a menos de uma unidade por
falta, porque o erro que se comete, quando se toma o número 8 para o quociente,
é menor que uma unidade. Temos, assim, a seguinte definição: chama-se resto de
uma divisão aproximada a diferença entre o dividendo e o produto do quociente
aproximado pelo divisor. A indicação dessa divisão é feita assim:
DIVIDENDO = DIVISOR× QUOCIENTE + RESTO
Exemplo:
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⇒ 53 = 6 × 8 + 5
NÚM EROS I NT EI ROS (Z )
Em tempos remotos, com o desenvolvimento do comércio, um comerciante desejando
ilust rar a venda de 3 kg de um total de 10 kg de trigo existente num saco, escreve no saco: "-
3" , a part ir daí um novo conj unto numérico passa a existir, o Conj unto dos Números
I nteiros, hoje, representamos pela let ra Z.
Z = {..., -3, - 2, - 1, 0, 1, 2, 3, ...}
A ret icências, no início ou no fim, signif ica que o conjunto não tem começo nem f im.
Concluímos, então, que todos os números inteiros possuem um antecessor e um sucessor.
Com a relação às operações que serão possíveis de se efet uar, ilust raremos exemplos da
adição e mult iplicação.
ADIÇÃO
v Sinais I guais: Somam-se os números prevalecendo o sinal.
Exemplos:
(+2) + ( +3) = +5
(-2) + (-3) = - 5
v Sinais Diferentes: Subt raem-se os números prevalecendo o sinal do maior número em
módulo.
Exemplos:
(-2) + (+3) = +1
(+2) + (-3) = -1
Exercícios Resolvidos
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1) Calcule a soma algébrica: -150 - 200 + 100 + 300
Resolução:
-150 - 200 + 100 + 300
-350 + 100 + 300
-250 + 300
50
2) Alexandre tinha 20 f igur inhas para jogar bafo. Jogou com M arcelo e perdeu 7
figur inhas, jogou com Jorge e ganhou 2, ao j ogar com Gregório ganhou 3 e perdeu 8 e com
H udson ganhou 1 e perdeu 11. Com quantasf igurinhas ficou Alexandre no final do j ogo?
Resolução:
Representando em soma algébrica:
20 - 7 + 2 + 3 - 8 + 1 - 11 = 0
Resposta: Nenhuma.
MULTI PLI CAÇÃO
Na mult iplicação de números inteirosvamos, sempre, considerar a seguinte regra:
(+) . (+) = (+)
(+) . (- ) = (-)
(-) . (+) = (-)
(-) . (-) = ( +)
Exemplos:
v (+2) × ( +3) = (+6)
v (+2)× (- 3) = ( - 6)
v (-2) × ( + 3) = ( - 6)
v (-2) × (- 3) = ( + 6)
Exer cício Resolvido
1) Calcule o valor da expressão abaixo:
{(16 - 4) + [3.( -2) - 7.1]}.[-12 - (-4) .2.2] + ( -7) .2 - 3 . (-1)
Resolução:
{(16 - 4) + [3.( -2) - 7.1]}.[-12 - (-4) .2.2] + ( -7) .2 - 3 . (-1)
{12 + [-6 - 7]} . [-12 -( -16)] + ( -14) - (-3)
{12 + [-13]} . [-12 + 16] - 14 + 3
{12 - 13} . 4 - 14 + 3
{-1}.4 - 14 + 3
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-4 - 14 + 3
-18 + 3
-15
NÚMEROS RACIONAIS (Q) - FRAÇÕES
São aqueles constituído pelos números inteiros e pelas frações positivas e
negativas. Número racional é todo número indicado pela expressão
b
a
, com b ≠ 0
e é representado pela letra Q.
Atenção:
I) Todo número natural é um racional.
II) Todo número inteiro relativo é racional.
FRAÇÕES
Número fracionário ou fração é o número que representa uma ou mais
partes da unidade que foi dividida em partes iguais.
Exemplos:
v 1 hora = 60 minutos
v ¼ hora = 15 minutos
v
4
2
hora = 30 minutos
v
4
3
hora = 45 minutos
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⇒ Representação
Uma fração é representada por meio de dois números inteiros, obedecendo
uma certa ordem, sendo o segundo diferente de zero, chamados respectivamente
de numerador e denominador, e que constituem os termos da fração.
O denominador indica em quantas partes foi dividida a unidade, e o
numerador, quantas partes foram tomadas.
As frações podem ser decimais e ordinárias.
FRAÇÕES DECIMAIS
Quando o denominador é representado por uma potência de 10, ou seja,
10, 100, 1000, etc.
Exemplo:
FRAÇÕES ORDINÁRIAS
São todas as outras frações:
TIPOS DE FRAÇÕES
a) Frações Próprias: O numerador é menor que o denominador. Nesse caso a
fração é menor que a unidade.
Exemplo:
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b) Frações Impróprias: O numerador se apresenta maior que o denominador.
Nesse caso a fração é maior que a unidade.
Exemplo:
c) Frações Aparentes: São frações impróprias que tem o numerador divisível pelo
denominador e que são chamadas de frações aparentes. Porque são iguais aos
números internos que se obtém dividindo o numerador pelo denominador.
Exemplo:
d) Frações Irredutíveis: São frações reduzidas à sua forma mais simples, isto é,
não podem mais ser simplificadas, pois seus dois termos são números primos
entre si, e por esta razão não têm mais nenhum divisor comum.
Exemplo:
Simplificando-se
36
24
, temos
3
2
(fração irredutível)
REDUÇÕE DE FRAÇÕES AO MESMO DENOMINADOR
1) Reduzem-se as frações à forma irredutível
2) Determina-se o M.M.C. dos denominadores dessas frações
3) Divide-se o mmc pelo denominador e multiplica-se pelo numerador o resultado
da divisão.
Exemplo:
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1-)
6
3
=
2
1
2-)
mmc (2, 5, 7) = 70
3-)
5
2
,
2
1
,
7
4

70
,
70
,
70

70
28
,
70
35
,
70
40
PROPRIEDADE DAS FRAÇÕES
1) Se multiplicarmos ou dividirmos o numerador de uma fração por um certo
número diferente de zero, o valor de fração fica multiplicado ou dividido por
esse número.
Exemplo:
Seja a fração
10
3
. Se multiplicarmos o numerador por 2, obteremos a fração
10
6
,
que é duas vezes maior que
10
3
, pois se em
10
6
tomamos 6 das 10 divisões da
unidade, em
10
3
tomamos apenas três.
Ilustração:
Observando a ilustração, verificamos que
10
3
é duas vezes menor que
10
6
.
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2) Se multiplicarmos ou dividirmos o denominador de uma fração por um número
diferente de zero, o valor da fração fica dividido ou multiplicado por esse
número.
Exemplo:
Seja a fração
5
2
. Multiplicando o denominador por 2, obtemos a fração
10
2
, que é
duas vezes menor que
5
2
, pois em
5
2
dividimos a unidade em 5 partes iguais e das
cinco tomamos duas, enquanto que em
10
2
, a mesma unidade foi dividida em 10
partes iguais e tomadas apenas duas em dez.
Ilustrações:
Comparando-se as ilustrações, podemos verificar que
5
2
é duas vezes maior que
10
2
.
3) Multiplicando-se ambos os termos de uma fração por um número diferente de
zero, o valor da fração não se altera.
Exemplo:
5
2

2
2


5
2

10
4
Logo:
5
2
=
10
4
Ilustrações:
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NÚMEROS MISTOS
Número misto é aquele formado por um número inteiro e uma fração.
Para transformarmos um número misto em uma fração, basta multiplicar o
denominador da fração imprópria pelo número inteiro e somamos o resultado
obtido com o numerador.
Exemplo:
7
4
6 =
7
4 42 +
=
7
46
COMPARAÇÃO DE FRAÇÕES
Podemos comparar duas ou mais frações para sabermos qual é a maior e qual
a menor. Para isto, devemos conhecer os critérios de comparação:
1) Quando várias frações têm o mesmo denominador, a maior é a que tem maior
numerador.
Exemplo:
10
4
>
10
3
>
10
1
2) Quando várias frações têm o mesmo numerador, a maior é a que tem menor
denominador.
Exemplo:
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5
4
>
7
4
>
10
4
3) Quando as frações têm numeradores e denominadores diferentes a
comparação é feita reduzindo-as ao mesmo denominador ou ao mesmo
numerador.
Exemplo:
5
2
<
2
1
<
7
4

70
28
<
70
35
<
70
40
Exercício Resolvido
1) Coloque as seguintes frações em ordem crescente, empregando o sinal <.
5
4
,
10
7
,
5
2
,
2
1
,
3
6
Resolução:
Vamos reduzir as frações ao mesmo denominador, e paratanto o mmc
(2, 3, 5, 10) = 30:
5
4
,
10
7
,
5
2
,
2
1
,
3
6

30
,
30
,
30
,
30
,
30


30
24
,
30
21
,
30
12
,
30
15
,
30
60
Logo:
30
12
<
30
15
<
30
21
<
30
24
<
30
60

5
2
<
2
1
<
10
7
<
5
4
<
3
6
FRAÇÕES EQUIVALENTES
São frações que representam a mesma parte do inteiro, ou seja, são
frações de mesmo valor.
Na figura acima temos:
2
1
=
6
3
=
4
2
logo são frações equivalentes.
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SIMPLIFICAÇÃO DE FRAÇÕES
Significa obter uma outra fração equivalente na qual o numerador e o
denominador são números primos entre si. Para simplificar uma fração basta
dividir o numerador e o denominador pelo mesmo número.
1
O
. M o d o :
48
36

4
4
48
36
÷
÷

12
9

3
3
12
9
÷
÷

4
3
4
3
está na sua forma irredut ível.
2
O
. Modo:
Um outro processo para simplificar frações é achar o M.D.C. (máximo divisor
comum) entre o mdc (48,36) = 12
12
12
48
36
÷
÷

4
3
Exercício Resolvido
1) Obter 3 frações equivalentes a
5
3
.
Resolução:
Basta tomar os termos da fração
5
3
multiplicá-lo por um mesmo número diferente
de zero:
3
3
5
3
×
×
=
15
9
7
7
5
3
×
×
=
35
21
12
12
5
3
×
×
=
60
36
ADIÇÃO DE FRAÇÕES
Temos dois casos à considerar:
v Caso 1:
Denominadores Iguais
"Somam-se os numeradores e conserva-se o denominador comum".
Exemplo:
5
11
+
5
9
+
5
2
=
5
2 9 11 + +
=
5
22
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v Caso 2:
Denominadores Diferentes
"Reduzem-se as frações ao mesmo denominador comum e aplica-se a regra
anterior ".
Exemplo:
5
4
+
10
7
+
5
2
+
2
1
+
3
6

30
24
+
30
21
+
30
12
+
30
15
+
30
60


30
60 15 12 21 24 + + + +
=
30
132
Podemos simplificar a resposta, deixando a fração na sua forma irredutível:
6
6
30
132
÷
÷
=
5
22
Nota:
Em caso da adição de frações envolver números mistos, transformamos os
números mistos em frações impróprias.
SUBTRAÇÃO DE FRAÇÕES
Para a subtração, irão valer as mesmas regras da adição
(Caso 1 e Caso 2).
MULTIPLICAÇÃO DE FRAÇÕES
Ao efetuar o produto entre duas ou mais frações, não importando se os
numeradores e denominadores são iguais ou diferentes, vamos sempre:
Multiplicar os numeradores entre si, assim como os denominadores.
Exemplos:
Þ
5
3
×
7
6
=
7 5
6 3
×
×
=
35
18
Þ
5
4
×
10
7
×
5
2
=
5 10 5
2 7 4
× ×
× ×
=
250
56
=
2
2
250
56
÷
÷
=
125
28
Nota:
Neste último exemplo as simplificações poderiam ter sido feitas durante o
produto, observe:
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5
4
×
10
7
×
5
2
=
5
2
×
5
7
×
5
2
=
125
28
, simplificamos o 4 com o 10 no primeiro membro.
DIVISÃO DE FRAÇÕES
Na divisão de duas frações, vamos sempre:
Conservar a primeira fração e multiplicar pelo inverso da segunda.
Exemplo:
Þ
5
3
÷
7
6
=
5
3
×
6
7
=
5
1
×
2
7
=
2 5
7 1
×
×
=
10
7
EXPRESSÕES ARITMÉTICAS FRACIONÁRIAS
O cálculo de expressões aritméticas fracionárias, que são conjuntos de
frações ligadas por sinais de operações é feito na segunda ordem:
1º) As multiplicações e divisões
2º) As adições e subtrações, respeitadas as ordens dos parênteses, colchetes e
chaves.
Exemplo:
Vamos resolver a seguinte expressão:
]
]
]

÷ ⋅ + ÷ ÷
]
]
]

,
`

.
|
+ −
6
5
2
1
3
4
7
11
3
11
5
2
2
4
1
2
9
=
=
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]

÷ + × ÷
]
]
]

,
`

.
| +

6
5
6
4
11
7
3
11
5
2 10
4
1
2
9
=
=
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]
]

× + ÷
]
]
]

× −
5
6
6
4
3
7
5
12
4
1
2
9
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]
]

+ ÷
]
]
]


5
4
3
7
5
3
2
9
=
=
]
]
]

+
÷
]
]
]


15
12 35
10
6 45
=
15
47
10
39
÷ =
47
15
10
39
× =
=
47
3
2
39
× =
47
3
2
39
× =
94
117
NÚMEROS REAIS (IR)
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A união de todos os conjuntos vistos até agora dará origem ao conjunto dos
números reais, representado pela letra IR.
Observe o diagrama:
v Observação ⇒ "Números Irracionais"
A parte que está em forma de "telhado", ou seja, IR - Q representa o
conjunto dos números irracionais, e estes por sua vez são aqueles que não
podem ser escritos na forma de fração:
Exemplos:
2
,
3
, πetc.
EXERCÍCIOS
P
1
) Que restos pode dar na divisão por 5, um número que não seja divisível por 5
?
P
2
) Qual o menor número que se deve somar a 4831 para que resulte um número
divisível por 3 ?
P
3
) Qual o menor número que se deve somar a 12318 para que resulte um número
divisível por 5 ?
P
4
) Numa caixa existem menos de 60 bolinhas. Se elas forem contadas de 9 em 9
não sobra nenhuma e se forem contadas de 11 em 11 sobra uma. Quantas são as
bolinhas?
P
5
) O conjunto A é formado por todos os divisores de 10 ou 15 ; então podemos
afirmar que o conjunto A tem :
a) 5 elementos b) 6 elementos
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c) 7 elementos d) 8 elementos
P
6
) Qual o menor número pelo qual se deve multiplicar 1080 para se obter um
número divisível por 252?
P
7
) Qual o menor número pelo qual se deve multiplicar 2205 para se obter um
número divisível por 1050?
P
8
) Assinalar a alternativa correta.
a) O número 1 é múltiplo de todos os números primos
b) Todo número primo é divisível por 1
c) Às vezes um número primo não tem divisor
d) Dois números primos entre si não tem nenhum divisor
P
9
) Assinalar a alternativa falsa:
a) O zero tem infinitos divisores
b) Há números que tem somente dois divisores: são os primos;
c) O número 1 tem apenas um divisor: ele mesmo;
d) O maior divisor de um número é ele próprio e o menor é zero.
P
10
) Para se saber se um número natural é primo não:
a) Multiplica-se esse número pelos sucessivos números primos;
b) Divide-se esse número pelos sucessivos números primos;
c) Soma-se esse número aos sucessivos números primos;
d) Diminuí-se esse número dos sucessivos números primos.
P
11
) Determinar o número de divisores de 270.
P
12
) Calcule o valor das expressões abaixo:
a) (12 - 6) + (14 - 10) x 2 - (3 + 7)
b) 103 - [ 23 + (29 - 3 x 5) ] + 14 x 2
c) 22 - { 14 + [ 2 x 10 - (2 x 7 - 3) - (2 + 4) ] } + 7
d) [ 60 - (31 - 6) x 2 + 15] ¸ [ 3 + (12 - 5 x 2) ]
e) [150 ¸ (20 - 3 x 5) + 15 x (9 + 4 x 5 x 5) ] ¸ 5 + 12 x 2
f) ( 4 + 3 x 15) x ( 16 - 22 ¸ 11) - 4 x [16 - (8 + 4 x 1) ¸ 4] ¸ 13
P
13
) Calcular os dois menores números pelos quais devemos dividir 180 e 204, a
fim de que os quocientes sejam iguais.
a) 15 e 17 b) 16 e 18
c) 14 e 18 d) 12 e16
P
14
) Deseja-se dividir três peças de fazenda que medem, respectivamente, 90, 108
e 144 metros, em partes iguais e do máximo tamanho possível.
Determinar então, o número das partes de cada peça e os comprimentos de
cada uma.
9, 8, 6 partes de 18 metros
8, 6, 5 partes de 18 metros
9, 7, 6 partes de 18 metros
10, 8, 4 partes de 18 metros
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e) e) e)
P
15
) Quer-se circundar de árvores, plantadas à máxima distância comum, um
terreno de forma quadrilátera. Quantas árvores são necessárias, se os lados do
terreno tem 3150,1980, 1512 e 1890 metros?
a) 562 árvores b) 528 árvores
c) 474 árvores d) 436 árvores
P
16
) Numa república, o Presidente deve permanecer 4 anos em seu cargo, os
senadores 6 anos e os deputados 3 anos. Em 1929 houve eleições para os três
cargos, em que ano deverão ser realizadas novamente eleições para esses
cargos?
P
17
) Duas rodas de engrenagens tem 14 e 21 dentes respectivamente. Cada roda
tem um dente esmagador. Se em um instante estão em contato os dois dentes
esmagadores, depois de quantas voltas repete-se novamente o encontro?
P
18
) Dois ciclistas percorrem uma pista circular no mesmo sentido. O primeiro
percorre em 36 segundos, e o segundo em 30 segundos. Tendo os ciclistas
partido juntos, pergunta-se; depois de quanto tempo se encontrarão novamente
no ponto de partida e quantas voltas darão cada um?
P
19
) Uma engrenagem com dois discos dentados tem respectivamente 60 e 75
dentes, sendo que os dentes são todos numerados. Se num determinado
momento o dento nº 10 de cada roda estão juntos, após quantas voltas da maior,
estes dentes estarão juntos novamente?
P
20
) Sabendo-se que o M.M.C. entre dois números é o produto deles, podemos
afirmar que:
a) os números são primos
b) eles são divisíveis entre si
c) os números são primos entre si
d) os números são ímpares
P
21
) Da estação rodoviária de São Paulo partem para Santos, ônibus a cada 8
minutos; para Campinas a cada 20 minutos e para Taubaté a cada 30 minutos. Às
7 horas da manhã partiram três ônibus para essas cidades. Pergunta-se: a que
horas do dia, até às 18 horas haverá partidas simultâneas?
P
22
) No aeroporto de Santos Dumont partem aviões para São Paulo a cada 20
minutos, para o Sul do país a cada 40 minutos e para Brasília a cada 100 minutos;
às 8 horas da manhã á um embarque simultâneo para partida. Quais são as outras
horas, quando os embarques coincidem até as 18 horas.
P
23
) Para ladrilhar 5/7 de um pátio empregando-se 46.360 ladrilhos. Quantos
ladrilhos iguais serão necessários para ladrilhar 3/8 do mesmo pátio?
P
24
) A soma de dois números é 120. O menor é 2/3 do maior. Quais são os
números?
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P
25
) Sueli trabalha após as aulas numa loja de fazendas. Uma tarde recebeu uma
peça de linho de 45 metros para vender. Nesta mesma tarde vendeu 3/5 da peça,
depois 1/3 do que sobrou. Quantos metros restaram por vender?
P
26
) Uma senhora repartiu R$273,00 entre seus três filhos. O primeiro recebeu 3/4
do que tocou ao segundo e este, 2/3 do que tocou ao terceiro. Quanto recebeu
cada um ?
P
27
) Um negociante vendeu uma peça de fazenda a três fregueses. O primeiro
comprou 1/3 da peça e mais 10 metros. O segundo comprou 1/5 da peça e mais 12
metros e o terceiro comprou os 20 metros restantes. Quantos metros tinha a peça
?
P
28
) Dois amigos desejam comprar um terreno. Um deles tem 1/5 do valor e outro,
1/7. Juntando ao que possuem R$276.000,00, poderiam comprar o terreno. Qual o
preço do terreno ?
P
29
) Paulo gastou 1/3 da quantia que possuía e, em seguida, 3/5 do resto. Ficou
com R$80,00. Quanto possuía?
P
30
) Qual é o número que multiplicado por 1/5 dá 7 3/4?
P
31
) Um alpinista percorre 2/7 de uma montanha e em seguida mais 3/5 do
restante. Quanto falta para atingir o cume?
P
32
) Qual é o número que aumenta 1/8 de seu valor quando se acrescentam 3
unidades?
P
33
) Um trem percorre 1/6 do caminho entre duas cidades em 1 hora e 30
minutos. Quanto tempo leva de uma cidade a outra uma viagem de trem?
P
34
) Lia comeu 21/42 de uma maçã e Léa comeu 37/74 dessa mesma maçã. Qual
das duas comeu mais e quanto sobrou?
P
35
) Dividindo os 2/5 de certo número por 2/7 dá para quociente 49. Qual é esse
número?
P
36
) Um pacote com 27 balas é dividido igualmente entre três meninos. Quantas
balas couberam a cada um, se o primeiro deu 1/3 do que recebeu ao segundo e o
segundo deu ½ do que possuía ao terceiro?
P
37
) Uma herança de R$70.000,00 é distribuída entre três herdeiros. O primeiro
recebe ½, o segundo 1/5 e o terceiro o restante. Qual recebeu a maior quantia?
P
38
) Uma torneira leva sete horas para encher um tanque. Em quanto tempo
enche 3/7 desse tanque?
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P
39
) R$120,00 são distribuídos entre cinco pobres. O primeiro recebe ½, o
segundo 1/5 do que recebeu o primeiro e os restantes recebem partes iguais.
Quanto recebeu cada pobre?
P
40
) Em um combate morrem 2/9 de um exército, em novo combate morrem mais
1/7 do que restou e ainda sobram 30.000 homens. Quantos soldados estavam
lutando?
P
41
) 2/5 dos 3/7 de um pomar são laranjeiras; 4/5 dos ¾ são pereiras; há ainda
mais 24 árvores diversas. Quantas árvores há no pomar?
P
42
) Um corredor depois de ter decorrido os 3/7 de uma estrada faz mais cinco
quilômetros e assim corre 2/3 do percurso que deve fazer. Quanto percorreu o
corredor e qual o total do percurso, em quilômetros?
P
43
) Efetuar as adições:
1º) 12,1 + 0,0039 + 1,98
2º) 432,391 + 0,01 + 8 + 22,39
P
44
) Efetuar as subtrações:
1º) 6,03 - 2,9456
2º) 1 - 0,34781
P
45
) Efetuar as multiplicações
1º) 4,31 x 0,012
2º) 1,2 x 0,021 x 4
P
46
) Calcular os seguintes quocientes aproximados por falta.
1º) 56 por 17 a menos de 0,01
2º) 3,9 por 2,5 a menos de 0,1
3º) 5 por 7 a menos de 0,001
P
47
) Em uma prova de 40 questões, Luciana acertou 34. Nestas condições:
Escreva a representação decimal do número de acertos;
Transformar numa fração decimal;
Escreva em % o número de acertos de Luciana.
d) d) d)
P
48
) Calcular o valor da seguinte expressão numérica lembrando a ordem das
operações: 0,5 + ( 0,05 ¸ 0,005).
P
49
) Quando o professor pediu a Toninho que escrevesse a fração decimal que
representa o número 0,081 na forma de fração decimal, Toninho escreveu
10
81
; Ele
acertou ou errou a resposta.
P
50
) Dentre os números 2,3; 2,03; 2,030; 2,003 e 2,0300, quais tem o mesmo valor
?
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P
51
) É correto afirmar que dividir 804 por 4 e multiplicar o resultado por 3 dá o
mesmo resultado que multiplicar 804 por 0,75?
P
52
) Um número x é dado por x = 7,344 ¸ 2,4. Calcule o valor de 4 - x .
P
53
) Uma indústria A, vende suco de laranja em embalagem de 1,5 litro que custa
R$ 7,50. Uma indústria B vende o mesmo suco em embalagem de 0,8 litro que
custa R$ 5,40. Qual das duas vende o suco mais barato?
P54) Em certo dia, no final do expediente para o público, a fila única de clientes de
um banco, tem um comprimento de 9 metros em média, e a distância entre duas
pessoas na fila é 0,45m.
Responder:
a) Quantas pessoas estão na fila?
b) Se cada pessoa, leva em média 4 minutos para ser atendida, em quanto tempo
serão atendidas todas as pessoas que estão na fila?
GABARITO - CONJUNTOS NUMÉRICOS
P1) 1,2,3,4
P2) 2
P3) 2
P4) 45
P5) B
P6) 7
P7) 10
P8) B
P9) D
P10) B
P11) 16
P12) a) 4 b) 94 c) 12 d) 5 e) 357
f) 682
P13) A
P14) B
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P15) C
P16) 1941
P17) Duas voltas da menor ou três voltas da menor
P18) Os ciclistas se encontraram depois de 180 segundos
P19) Após 4 voltas
P20) C
P21) 9h; 11h; 13h; 15h; 17h
P22) 11h e 20min; 11h e 40min; 18h
P23) 24.339
P24) 72 e 48
P25) 12 metros
P26) R$63,00 ; R$84,00 ; R$126,00
P27) 90 metros
P28) R$420.000,00
P29) R$300,00
P30) 155/4
P31) 2/7
P32) 24
P33) 9 h
P34) Cada comeu ½ e não sobrou nada
P35) 35
P36) 6,6,15
P37) R$35.000,00
P38) 3horas
P39) 1º- R$60,00 , 2º- R$12,00 ,
3º 4º e 5º R$16,00
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P40) 45.000
P41) 105
P42) 14 quilômetros e 21 quilômetros
P43) 1º) 14,0839; 2º) 462,791
P44) 1º) 3,0844; 2º) 0,65219;
P45) 1º) 0,05172; 2º) 0,1008;
P46) 1º) 3,29; 2º) 1,5; 3º) 0,714;
P47) a) 0,85 b)
100
85
c) 85%
P48) 0,05
P49) Errou, a resposta é81/1000
P50) 2,03; 2,030 e 2,0300
P51) Nos dois casos é correto afirmar, pois o resultado é 603
P52) 13,6256
P53) a indústria A
P54) a) 20 pessoas b) 80 minutos.
NÚMEROS DECIMAIS
Os números decimais fazem parte do conjunto dos números racionais, e
no entanto, estes números merecem uma atenção especial, que aparecem muito
em nosso cotidiano, além de se relacionar com muitas questões de provas de
concursos públicos.
ADIÇÃO
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Escrevem-se os números decimais uns sobre os outros de modo que as
vírgulas se correspondam; somam-se os números como se fossem inteiros, e,
coloca-se a vírgula na soma, em correspondência com as parcelas.
Exemplo:
13,8 + 0,052 + 2,9 =
13,8 13,800
0,052 ou 0,052
2,9 2,900
16,752 16,752
SUBTRAÇÃO
Escreve-se o subtraendo sob o número de modo que as vírgulas se
correspondam. Subtraem-se os números como se fossem inteiros, e coloca-se a
vírgula no resultado em correspondência com os dois termos.
Exemplo:
5,08 - 3,4852 =
5,0800
−3,4852
1,5948
MULTIPLICAÇÃO
Para se efetuar o produto entre números na forma decimal, deve-se multiplicar
normalmente, como se fossem números inteiros e após conta-se a quantidade de
casas decimais que cada um dos fatores apresenta somando em seguida e
transferindo para o resultado do produto.
Exemplo:
1,23 × 0,4 = 0,492; 12,345 × 5,75 = 70,98375
DIVISÃO
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Reduzem-se o dividendo e o divisor ao mesmo número de casas decimais,
desprezam-se as vírgulas de ambos, e efetua-se a divisão como se fossem
inteiros. Obtido o quociente, coloca-se ao mesmo tempo, uma vírgula a sua direita
e um zero a sua esquerda do resto, a fim de continuar a divisão.
Os demais algarismos do quociente serão sempre obtidos colocando-se
um zero a direita de cada resto.
Exemplo:
72,2379 ÷ 5,873
Igualando-se as casas decimais do dividendo e do divisor temos:
EXPRESSÕES ARITMÉTICAS
É um conjunto de números reunidos entre si por sinais de operações.
A partir do estudo da adição e subtração, já podemos começar a resolver
expressões aritméticas, envolvendo adições e subtrações.
O cálculo dessas expressões é feito na ordem em que é indicada, devendo
observar-se que são feitas inicialmente as operações indicadas entre parênteses,
em seguida as indicadas entre colchetes e finalmente as indicadas entre chaves.
Exemplos:
1) Calcular o valor da expressão aritmética
35 - [4 + (5 - 3)]
efetuando-se as operações indicadas dentro dos parênteses obtemos
35 - [4 + 2]
efetuando-se as operações indicadas dentro dos colchetes temos
35 - 6 = 29
2) Calcular o valor da expressão aritmética
86 - {26 - [8 - (2 + 5)]}
efetuando-se as operações indicadas nos parênteses obtemos
86 - {26 - [8 - 7]}
efetuando-se as operações indicadas nos colchetes temos
86 - {26 - 1}
efetuando as operações indicadas entre as chaves vem que
86 - 25 = 61
3) Calcular o valor da expressão aritmética
53 - {[48 + (7 - 3)] - [(27 - 2) - (7 + 8 + 10)]}
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53 - {[ 48 + 4 ] - [ 25 - 25]}
53 - {52 - 0}
53 - 52 = 1
O cálculo das expressões aritméticas que contém as 4 operações (adição,
subtração, multiplicação e divisão) deve obedecer a seguinte ordem:
Inicialmente as multiplicações e divisões e em seguida, as adições e
subtrações, respeitando-se a ordem de se iniciar com os parênteses mais
internos, a seguir os colchetes e finalmente as chaves.
Exemplo:
54 - 3 x [ (7 + 6 : 2) - (4 x 3 - 5) ]
efetuando-se inicialmente as multiplicações e divisões que estão indicadas nos
parênteses temos:
54 - 3 x [ 10 - 7 ]
efetuando-se os colchetes vem que
54 - 3 ´ [ 3 ]
54 - 9 = 45
Exercício Resolvido
1) Resolva a seguinte expressão aritmética
{[( 8 x 4 + 3) : 7 + ( 3 + 15 : 5) x 3] x 2 - (19 - 7) : 6} x 2 + 12
Resolução:
{ [ ( 32 + 3) : 7 + (3 + 3) x 3 ] x 2 - 12 : 6} x 2 + 12
{ [ 35 : 7 + 6 x 3 ] x 2 - 2 } x 2 + 12
{ [ 5 + 18 ] x 2 - 2 } x 2 + 12
{ 23 x 2 - 2} x 2 + 12
{ 46 - 2 } x 2 + 12
44 x 2 + 12
88 + 12
100
DI VI SI BI L I DADE
Existem algumas regras que podem nos auxiliar a ident if icar se um número é ou não
divisível por out ro.
Por exemplo, sabemos que 16 é divisível por 2, ou que 27 é divisível por 3, e no entanto será
que 762 é divisível por 2? E por 3?
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Todo número que é par é divisível por 2.
Exemplos: 762, 1 572, 3 366 etc.
Somam- se os algarismos do número em questão, se o resultado for um número divisível por
3, então o número inicial o será também.
Exemplos:
v 762, pois7 + 6 + 2 = 15
v 3 573, pois 3 + 5 + 7 + 3 = 18
v 53 628, pois 5 + 3 + 6 + 2 + 8 = 24
Observe os dois últ imos algarismos se for dois zeros ou se termi nar numa dezena divisível
por 4 o número será divisível por 4.
Exemplos:
v 764, pois 64 é divisível por 4.
v 1 572, pois 72 é divisível por 4.
v 3 300, pois o número termina em dois zeros.
Observe o últ imo algarismo se for zero ou cinco o número será divisível por 5.
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Exemplos:
760, 1 575, 3 320.
Todo número que é divisível por 2 e por 3 ao mesmo tempo, será também, divisível por 6.
Exemplos:
762, 1 572, 33 291.
Segui ndo um algoritmo apr esentado por um prof essor , vamos seguir 3 passos:
1
O
. Separe a casa das unidades do número;
2
O
. M ult iplique esse algarismo separado ( da direita) por 2;
3
O
. Subt raia esse resultado do número à esquerda se esse resultado for divisível por 7,
então o número original também o será.
Exemplos:

v 378 é divisível por 7, pois
Passo1: 37 ........ 8
Passo 2: 8 ×2 = 16
Passo 3: 37−16 = 21
Como 21 é divisível por 7, então 378 também o é.
v 4 809 é divisível por 7, pois
Passo1: 480 ........ 9
Passo 2: 9 × 2 = 18
Passo 3: 480 − 18 = 462
Repeti ndo os passos para o númer o encontrado:
Passo1: 46 ........ 2
Passo 2: 2 × 2 = 4
Passo 3: 46 − 4 = 42
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Como 42 é divisível por 7, então 4 809 também o é.
Observe os t rês últimos algarismos, se for t rês zeros ou uma centena divisível por 8 então o
número original também será.
Exemplos:
1 416, 33 296, 57 800, 43 000.
Somam- se os algarismos do número em questão, se o resultado for um número divisível por
9, então o número inicial o será também.
Exemplos:
v 3 573, pois 3 + 5 + 7 + 3 = 18
v 53 928, pois 5 + 3 + 9 + 2 + 8 = 27
v 945 675, pois 9 + 4 + 5 + 6 + 7 + 5 = 36
Observe o últ imo algarismo se for zero o número será divisível por 10.
Exemplos:
760, 3 320, 13 240.
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Um número será divisível por 11, quando a diferença entre a soma dos algarismos de ordem
par e a soma dos algarismos de ordem ímpar t iver como resultado um número divisível por
11.
Exemplos:
v 2 937, pois:
soma dos algarismos de ordem par: 9 + 7 = 16
soma dos algarismos de ordem ímpar: 2 + 3 = 5
fazendo a diferença: 16 - 5 = 11
v 28 017, pois:
soma dos algarismos de ordem par: 8 + 1 = 9
soma dos algarismos de ordem ímpar: 2 + 0 + 7 = 9
fazendo a diferença: 9 - 9 = 0
MÚLTI PLOSE DI VI SORES
⇒ M últ iplo: é o resultado da mult iplicação de um número nat ural por out ro nat ural.
Exemplos:
v 24 é múlt iplo de 3, pois 3 x 8 = 24.
v 20 é múlt iplo de 5, pois 5 x 4 = 20 e é múlt iplo de 2, pois 2 x 0 = 0
⇒ Divisor: se um número x é divisível por y, então y será um divisor de x.
Exemplos:
v 8 é divisor de 864, pois 864 é divisível por 8.
v 21 é divisor de 105, pois 105 é divisível por 21.
NÚM EROS PRI M OS
Todo número que apresenta dois divisores nat urais, sendo eles: o próprio número e a
unidade; ele será considerado um número primo, são eles:
2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19, 23, 29, 31, 37, 41, 43, 47, ...
RECONHECENDO UM NÚMERO PRI MO:
Dividimos o número, de maneira sucessiva, pelos números que formam a série dos
números pri mos, até encont ramos um coef iciente igual ou menor ao divisor. Caso nenhuma
dessas divisões seja exata, então o número é primo.
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Nota: ut ilizando-se oscritérios de divisibilidade, poderemos evitar algumas dessas divisões.
Exemplo:
Vamos verif icar se o número 193 é primo. Ut ilizando os critérios da divisibilidade,
podemos verificar que 193 não é divisível por 2, 3, 5, 7.
Então, dividindo:
193 11 193 13 193 17
83 17 63 14 23 11
6 11 6
Quociente menor que o divisor ⇒ 11 < 17, e não houve divisão exata, então o número 193 é
primo.
DECOM POSI ÇÃO EM FATORES PRI M OS
Quando um número não é primo, pode ser decomposto num produto de fatores
primos.
A fatoração consiste, portanto, em encont rar todos os fatores primos divisores de
um número nat ural.
⇒Regra: dividimos o número pelo seu menor divisor primo, excet uando-se a
unidade, a seguir, dividimos o quociente pelo menor divisor comum e assim sucessivamente
até encontrarmos o quociente 1. O número dado será igual ao produto de todos os divisores
encontrados que serão números pri mos.
Exemplo:
QUANTIDADE DE DIVISORES DE UM NÚMERO
Podemos determinar o total de divisores de um número, mesmo não se
conhecendo todos os divisores.
⇒ Regra: O número total de divisores de um número é igual ao produto dos
expoentes dos seus fatores primos aumentados (cada expoente) de uma unidade.
Exemplo:
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Vamos determinar o total de divisores de 80.
Fatorando-se o número 80 encontraremos: 80 = 2
4
×5
1
Aumentando-se os expoentes em 1 unidade:
v 4 + 1 = 5
v 1 + 1 = 2
Efetuando-se o produto dos expoentes aumentados
5 ×2 = 10
Portanto, o número de divisores de 80 é 10.
Nota:
Ao determinarmos a quantidade de divisores estamos encontrando apenas os
divisores positivos desse número.
M ÁX I M O DI VI SOR COM UM (M .D.C.)
Denomina-se máximo divisor comum ent re dois ou mais números nat urais não
nulos, ao maior número nat ural que divide a todos simultaneamente.
Exemplo: O máximo divisor comum ent re 6, 18 e 30 é o número 6, pois este divide ao
mesmo tempo o 6, o 18 e o 30 e, além disso, é o maior dos divisores simult âneos dos números
dados.
MÉTODO DA COMPOSI ÇÃO EM FATORES PRI MOS
Decompõe-se os números em fatores pri mo e em seguida escolhe-se os fatores pri mos
comuns com os menores expoentes e em seguida efet ua- se o produto destes expoentes.
Exemplo:
1-) Encontrar o M DC ent re os números 60 e 280
Escolhemos agora os fatores primos comuns aos dois números que decompomos, com os
menores expoentes. Os fatores comuns aos dois números são 2 e 5, e estes fatores com seus
menores expoentes são :
2
2
× 5 = 4 × 5 = 20
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Logo o M .D.C. entre 60 e 280 é 20 e se escreve da seguinte forma:
M DC (60, 280) = 20
2-) Determinar o M .D.C. ent re 480 e 188
O único fator primo comum ent re 480 e 188 é 2, e como deve ser escolhido aquele que t iver
o menor expoente, então temos 2
2
= 4
mdc (480, 188) = 4
MÉTODO DAS DI VI SÕES SUCESSI VAS
(MÉTODO DE EUCLI DES)
Vamosencontrar o máximo divisor comum ent re 60 e 280.
1
O
. Passo: Ut ilize o disposit ivo abaixo colocando o maior número na pri meira lacuna ( do
meio) e o menor na segunda lacuna ( do meio):
2
O
. Passo: Divida 280 por 60 colocando o quociente na lacuna de cima do 60 e o resto na
lacuna abaixo do 280:
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3
O
. Passo: O resto da divisão vai para a lacuna do meio do lado di reito de 60 e repete-se os
passos1, 2 e 3 até encont rarmos resto zero.
4
O
. Passo: O últ imo divisor encont rado será o mdc.
mdc (60, 280) = 20
Nota:
" NúmerosPrimos entre Si"
Dois ou mais números são considerados primos ent re si se e somente o M áximo Divisor
Comum ent re esses números for igual a 1.
Exemplo:
21 e 16, pois mdc (21, 16) = 1

Exercícios Resolvidos
1) Determinar os dois menores números pelos quais devemos dividir 144 e 160, a fim de
obtermos quocientes iguais.
Resolução:
Determinamos o M .D.C. ent re 144 e 160
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mdc (144, 160) = 2
4
= 16
Então:
144 ÷ 16 = 9
O maior divisor de 144 é 16 e o menor quociente 9,
Vem que 160 ÷ 16 = 10 onde 16 é também o maior divisor de 160 e 10 o menor quociente.
Logo os números procurados são 9 e 10,
pois 144 ÷ 9 = 16 e 160 ÷10 = 16.
2) Um terreno de for ma retangular tem as seguintes dimensões, 24 met ros de f rente e 56
met ros de f undo. Qual deve ser o compri mento de um cordel que sirva para medi r
exatamente as duas dimensões?
Resolução:
Então:
mdc ( 56, 24) = 8
Resposta:
O compri mento do maior cordel que pode ser utilizado para medir as dimensões do terreno
deve ser de 8 met ros de comprimento, pois, 8 é o maior dos divisorescomuns ent re 56 e 24.
M Í NI M O M ÚLT I PLO COM UM (M .M .C)
" M ínimo múltipl o comum de doi s ou mai s números naturais não nul os é o menor dos
múl tipl os, não nulo, comum a esses números."
Sejam dois conj untos, um const it uído pelos múlt iplos de 6 e out ro const ituído pelos
múlt iplos de 9.
v M (6) = {0, 6, 12, 18, 24, 30, 36, ...}
v M (9) = {0, 9, 18, 27, 36, 45, 54, ...}
Observando- se os dois conj untos de múlt iplos de 6 e 9, verificamos que existem
números que aparecem em ambos, isto é, são comuns aos dois conj untos, como os números
18 e 36, isto é:
M (6) ∩ M (9) = {0, 18, 36, ...}
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I sto signif ica que 18 e 36 são múltiplos comuns de 6 e 9, isto é, estes números são
divisíveis ao mesmo tempo por 6 e por 9.
Logo teremoscomo M ínimo M últiplo Comum ent re 6 e 9 o número 18, isto é:
mmc (6, 9) = 18
MÉTODO DA COMPOSI ÇÃO EM FATORES PRI MOS
O mínimo múlt iplo comum de dois ou mais números, obtém-se decompondo
simultaneamente este números e efet uando- se o produto dos fatores primoscomuns e não
comuns escolhidoscom seus maiores expoentes.
Exemplo:
Determinar o M .M .C. dos números 70, 140, 180.
Fatorando os números:
70 2 140 2 180 2
35 5 70 2 90 2
7 7 35 5 45 3
1 7 7 15 3
1 5 5
1
Então temos:
70 = 2 x 5 x 7
140 = 2
2
x 5 x 7
180 = 2
2
x 3
2
x 5
Os fatores primos comuns, isto é, que aparecem nas três fatorações são 2e 5.O número 7
não é fator primo comum porque só aparece na fatoração dos números 70 e 140. O número
3 também não é fator primo comum porque só aparece na fatoração do número 180. Logo:
v fatores primos comuns escolhidos com os maiores expoentes: 2
2
e 5.
v Fatores primos não comuns escolhidos com os maioresexpoentes: 3
2
e 7.
mmc (70, 140,180) = 2
2
x 5 x 3
2
x 7 = 1260
MÉTODO DA DECOMPOSI ÇÃO SIMULTÂNEA
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Então:
mmc (70, 140, 180) = 2
2
x 3
2
x 5 x 7 = 1260
REL AÇÃO ENT RE O M M C E O M DC
O produto de dois números dados é igual ao produto do M .D.C. desses números.
mmc (a, b) ×mdc (a,b) = a x b
Exemplo:
Sejam os números 18 e 80
Temos pela regra que: 18 x 80 = mmc (18, 80) × mdc (18, 80)
O produto é 18 × 80 = 1440.
Vamosagora determinar o M .M .C. desses dois números.
80, 18 2
40, 9 2
20, 9 2
10, 9 2
5, 9 3
5, 3 3
5, 1 5
1, 1
mmc (80, 18) = 2
4
x 3
2
x 5 = 720
Logo:
mdc(80, 18) = 1440 ÷ mmc(18, 80) = 1440 ÷ 720 = 2
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EX ERCÍ CI O RESOLV I DO
Para identif icarmos se um problema deve ser resolvido at ravés do M .M .C. temos
algumas indicações import antes.
I - Diante de um problema, verif icar se t rata de fatos repet it ivos, signif ica que estes fatos são
múlt iplos;
I I - Os acontecimentos deverão ser simultâneos, isto é, comuns;
I I I - Ao buscarmos a primeira coincidência, estamos buscando o M .M .C.
Exemplo:
Três viaj antes passam por determinado local respectivamente a cada 15, 20 e 25 dias.
Sabendo- se que hoje os t rês se encontram, quando acontecerá o novo encontro?
Resolução:
v Existe a idéia de repet ição: " Sabendo- se que hoje os t rês se encontraram, quando
ocorrerá o novo encont ro?"
⇒ M últ iplo
v "Encontrar-se-ão num determinado dia"
⇒ Comum
v "Quando acontecerá o novo encontro"
⇒ M ínimo
Portanto
15, 20, 25 2
15, 10, 25 2
15, 5, 25 3
5, 5, 25 5
1, 1, 5 5
1, 1 1
300
Resposta:
O primeiro encontro ocorrerá dent ro de 300 dias.
SISTEMA LEGAL DE MEDIDAS
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MEDIDAS DE COMPRIMENTO
A medida básica de compri mento é o metro cujo símbolo é m.
O met ro é um padrão adequado para medir a largura de uma rua, o comprimento
de um terreno, a alt ura de uma sala.
Para medir grandes distâncias, há unidades derivadas de met ro e que são maiores
que ele, como por exemplo medir a extensão de uma est rada.
Há também unidades derivadas do met ro e que servem para medir pequenos
compri mentos, como por exemplo o comprimento de um prego.
Observe a tabela que representa os múltipl ose submúltiplos do met ro.
Nome Símbolo Relação
M últ iplos do M etro decâmet r o dam 10 m
hectômet ro hm 100 m
qui l ômet ro km 1000 m
Submúlt iplos do M etro decí met r o dm 0,1 m
centí metro cm 0,01 m
mi l í met r o mm 0,001 m
Nota:
Os múlt iplos e os submúltiplos do met ro são obt idos a part ir do met ro, realizando
sucessivas mult iplicações ou divisões por 10.
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MUDANÇA DE UNIDADE
Para t ransformar a unidade de uma medida, em geral, ut ilizaremosa escada de unidades
abaixo representada:
Por exemplo, se quisermos passar uma unidade de metr os para centímetros, vamos
mult iplicar o número por 100, pois estaremos descendo dois degraus.
Por out ro lado, se fôssemos subir dois degraus esta escada ( metr os pra hectômetro
por exemplo) , iríamos dividir o número por 100. Analogamente, de acordo com a
quant idade de degraus é que vamos escolher o fator múltiplo de dez.
Exemplo1:
Vamos reduzir 424,286 hectômet ros pra met ros.
v hm → m ⇒× 100 (Desce 2 degrau)
424,286 ×100 = 42428,6 m
Exemplo2:
Reduzindo 5645,8 decímetros para quilômet ros.
v dm → km ⇒÷ 10.000 (Sobe 4 degraus)
5645,8 ¸10.000 = 0,56458 km
OUTRAS UNI DADES DE M EDI DAS
RELACI ONADAS AO M ETRO
v Polegada = 2,54 cm
v Pé = 30,48 cm
v M ilha = 1609 metros
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EXERCÍCIOS - MEDIDAS DE COMPRIMENTO
P
1
) Reduzir 28,569 hm a met ros.
P
2
) Exprimi r 456,835 cm em quilômet ros.
P
3
) Quantos met ros existem em 8 dm?
P
4
) Quanto dista, em quilômet ros, a terra da lua; sabendo-se que essa distância equivale,
em média, a 60 raios ter rest res? (Nota: o raio da terra mede 6.370.000 m).
P
5
) Um viajante percorreu em 7 horas, 33.600 met ros. Quantos quilômet rosele fez, em
média, por hora?
P
6
) O passo de um homem mede cerca de 0,80m. Quanto tempo empregará esse homem
para percor rer 4.240 km de uma est rada, sabendo- se que anda à razão de 100 passos por
minuto?
P
7
) Uma senhora comprou 20 met ros de fazenda à razão de R$ 84,00 o met ro. Se esta
fazenda foi medida com uma régua que era 1 cm mais curta que o met ro verdadeiro;
pergunta-se:
1º) Quanto de fazenda a senhora recebeu?
2º) Quanto pagou a mais?
P
8
) Numa const rução, chama-se pé direito a distância do chão ao teto. Nos prédios de
apartamentos, o pé direito mínimo é de 2,70 m. Qual a alt ura aproximada de um prédio de
15 andares?
P
9
) As telas dos aparelhos de televisão cost umam ser medidas, em diagonal por polegadas.
Considerando-se a polegada igual a 2,5 cm. Quantoscm tem a diagonal de um aparelho de
16 polegadas?
P
10
) De acordo com a Bíblia, a arca de Noé t inha 300 cúbitos de compr imento, 50 cúbitos de
largura e 30 cúbitos de altura. Considerando-se 1 cúbito = 0,5 m. Calcule as dimensões da
arca de Noé.
P
11
) Em um mapa cada cm corresponde a 25 km no real. Sabendo- se que a distância real
de São Paulo a Curit iba é de aproximadamente 400 km, essa distância corresponde a
quantos cm no mapa?
P
12
) A f igura a seguir most ra parte de um mapa onde estão localizadasas cidades A, B, C<
D e as distâncias (em km) ent re elas. Um automóvel percorria uma menor distância saindo
de A, passando por B e chegando a D ou saindo de A, passando por C e chegando a D?
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P
13
) Com 32,40 m de arame, Roberto quer for mar 20 pedaços de mesmo comprimento.
Qual deverá ser o compri mento de cada pedaço?
P
14
) Uma cidade A está ligada a uma cidade B por uma est rada que tem 52,5 km de
compri mento. Por sua vez a cidade B está ligada a cidade C por uma estrada cuj o
compri mento é igual a 2/3 da distância de A até B. Quantos quilômet ros percorrerá um
veículo que sai de A, passa por B e at inge C?
P
15
) Um carpinteiro está colocando rodapé no contorno de uma sala que tem 7,40m de
compri mento por 4,15m de largura. Esta sala tem t rês portas, duas delas com 90 cm de vão
cada uma e a out ra com 130 cm de vão. Considerando-se que ele não vai colocar rodapé no
vão da port a, podemos dizer que ele vai usar de rodapé:
a) 16m
b) 17m
c) 18 m
d) 19 m
e) 20 m
GABARITO - MEDIDAS DE COMPRIMENTO
P1) 2856,9
P2) 0,00456835
P3) 0,80
P4) 382.200 km
P5) 4,8 km/ h
P6) 53.000 minut os
P7) Recebeu 19,80 m e pagou a mais 16,80
P8) 40,50 m
P9) 40 cm
P10) 150 m de comprimento, 25 m de largura e 15 m de alt ura
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P11) 16 cm
P12) Passando por C
P13) 1,62 m
P14) 87,5 km
P15) E
MEDIDAS DE SUPERFÍCIE
" Superfí ci e é a r egião do plano deter minada por segmentosde r eta ou por linhas cur vas.
M edir uma super fíci e é compará-la com outra tomada como unidade" .
Para medirmos as superf ícies, ut ilizamos as unidades da área do sistema mét rico
internacional, cuja unidade básica é o met ro quadrado ( m
2
) e que corresponde a um
quadrado de 1 met ro de lado.
Neste sistema, cada unidade de área é cem vezes maior que a unidade imediatamente
inferior.
O met ro quadrado foi criado para medi r grandes superf ícies, como por exemplo, a
superfície de uma fazenda.
Para medir grandes superf ícies foram criadas unidades maiores que o met ro
quadrado, bem como, foram criadas unidades menores que o met ro quadrado para medir
pequenas superf ícies.
M últipl os do M etr o Quadr ado
Decâmet ro Quadrado ( dam
2
) - que cor responde a uma área quadrada de 1 dam de
lado, eqüivalendo a 100 m
2
.
Hectômet ro Quadrado ( hm
2
) - que corresponde a uma área quadrada de 1 hm de
lado, eqüivalendo a 10.000 m
2
.
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Quilômet ro Quadrado ( km
2
) - que corresponde a uma região quadrada de 1 km de
lado, eqüivalendo a 1.000.000 m
2
.
Submúlti pl os do M et ro Quadrado
Decímet ro Quadrado (dm
2
) - que corresponde a uma região quadrada de 1 dm de
lado, equivalendo a 0,01 m
2
.
Cent ímet ro Quadrado (cm
2
) - que corresponde a uma área quadrada de 1 cm de
lado, equivalendo a 0,0001 m
2
.
M ilímet ro Quadrado (mm
2
) - que corresponde a uma área quadrada de 1 mm de
lado, equivalendo a 0,000001 m
2
QUADRO DASUNI DADESDASMEDI DAS DE SUPERFÍ CI E
As unidades de superfície variam de 100 em 100, assim, qualquer unidade é sempre
100 vezes maior que a unidade imediatamente inferior e 100 vezes menor que a unidade
imediatamente superior.
MUDANÇA DE UNI DADE
Para t ransformar a unidade de uma medida, em geral, utilizaremosa escada de
unidades abaixo representada:
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Por exemplo, se quisermos passar uma unidade de met ros quadrados para
cent ímet ros quadrados, vamos mult iplicar o número por 10.000, pois estaremos descendo
dois degraus. Por out ro lado, se fôssemos subir dois degraus desta escada ( met ros
quadrados pra decâmet ros quadrados por exemplo) , iríamos dividir o número por 10.000.
Analogamente, de acordo com a quant idade de degraus é que vamosescolher o fator
múlt iplo de cem.
M EDI DAS AGRÁRI AS
São medidas ut ilizadas na agricultura para medir campos, fazendas, etc.
As unidades são o hm
2
, o dam
2
e o m
2
que recebem designaçõesespeciais.
A unidade f undamental de medida é o ARE, cujo símbolo é a, eqüivale a 1 dam
2
ou
seja 100 m
2
.
O are possui apenas um múlt iplo e um submúlt iplo:
v O múlt iplo do are é o hectare que vale 100 aresou 1 hectômet ro quadrado. Seu símbolo é
ha.
v O submúlt iplo do are é o cent iare, cuj o símbolo é ca e cujo valor corresponde a 0,01 are e
equivale a 1m
2
.
M últiplo hectare ha Hectômetro quadrado
10.000 m
2
are a Decâmet ro quadrado
100 m
2
Sub- múltipl o centiare ca M et ro quadrado
1 m
2
Observação:
Existem unidades não legais que pertencem ao sistema mét rico decimal.
v Alqueire Paulista = 24.200 m
2
v Alqueire M ineiro = 48.400 m
2
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EXERCÍCIOS SOBRE MEDIDAS AGRÁRIAS
P
1
) Uma fazenda tem 6 há de área. Qual sua área em m
2
?
P
2
) Uma reserva florestal tem 122.800m
2
de área. Qual a área dessa reserva em ha?
P
3
) Uma plantação de café tem uma área de 406 ha. Qual a área dessa plantação em km
2
?
P
4
) Uma gleba de ter ra tem uma área de 5/8 ha. 60% da área dessa gleba foi reservada para
pasto. Quantos m
2
de pasto foram formados nessa gleba?
P
5
) Roberto comprou 6 alqueires paulistas de terra, Quantos m
2
ele comprou?
P
6
) Numa fazenda de criação de gados para engorda, foram formados 50 alqueires
( mineiros) de pasto de excelente qualidade. Quantos m
2
de pasto foram formados nessa
fazenda?
P
7
) Uma plantação de cana de açúcar cobre uma extensão de 42 ha. Qual é, em m
2
, a
superfície ocupada pela plantação?
GABARITO - MEDIDAS AGRÁRIAS
P1) 60.000 m
2
P2) 12,28 ha
P3) 4,06 km
2
P4) 3750 m
2
P5) 145.20 m
2
P6) 2.420.000 m
2
P7) 420.000 m
2
MEDIDAS DE CAPACIDADE
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" Capacidade é o volume de líquido que um sólido pode conter em seu interi or" .
Assim, quando dizemos que no interior de uma garrafa de água mineral cabe meio
lit ro, estamos medindo a quant idade de líquido que a garrafa pode conter.
Como a capacidade é um volume, podemos utilizar as unidades de volume para
medir os líquidos. M as para este fim, ut ilizamos uma outra unidade de medida chamada
lit ros, que se abrevia por l.O lit ro corresponde à capacidade de um cubo com 1 dm de
aresta, ou seja, corresponde ao volume de um decímet ro cúbico.
Exemplo:
O hidrômetr o de uma casa r egistr ou no mês que passou, um consumo de
25m
3
de água. Quantos lit ros de água for am consumidos nessa casa?
•25m
3
= (25 x 1000)dm
3
= 25.000dm
3
= 25.000l
M UDANÇA DE UNI DADE
Como os múlt iplos e submúlt iplos do lit ro variam de 10 em 10, pode- se concluir que
as mudanças de unidades são feitas como nas medidas de comprimento, ou seja, deslocando-
se a vírgula de uma em uma casa decimal para a esquerda ou para a direita ou ainda, como
foi dito, utilizando a escada de t ransformações representada abaixo:
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EXERCÍCIOS SOBRE MEDIDAS DE CAPACIDADE
P
1
) Expr essar 2l em ml.
P
2
) Sabendo-se que 1dm
3
= 1l, expr essar 250 l em cm
3
.
P
3
) Na leitur a de um hidr ômetr o de uma casa, ver ificou-se que o consumo do último
mês foi de 36m
3
, quantos lit r os de água for am consumidos?
P
4
) Uma indúst r ia far macêut ica fabr ica 1400 litrosde uma vacina que deve ser
colocada em ampolas de 35cm
3
cada uma. Quantasampolas ser ão obtidas com esta
quantidade de vacina?
P
5
) O volume inter no de uma car reta de caminhão-tanque é de 85m
3
. Quantos lit r os
de combustível essa car reta pode tr anspor tar quando totalmente cheia?
P
6
) Um r eser vatór io, cujo volume é de 10m
3
, estava totalmente cheio quando deles
foram r etir ados 2.200 l. Numa segunda vez foi r et ir ado 1/3 da quant idade de água
que r estou. Nessas condições, quantos litros ainda r estam no r eser vatór io?
P
7
) O volume máximo interno de uma ampola de injeção é de 12cm
3
. Qual é a
capacidade máxima em ml desta ampola?
P
8
) Qual é a capacidade, em litr os, de uma caixa d´água cujo volume inter no é de
0,24m
3
?
GABARI TO - M EDI DAS DE CAPACI DADE
P1) 2000ml
P2) 250000 cm
3
P3) 36.000 litr os
P4) 40.000 ampolas
P5) 85.000l de combust ível
P6) 5200 lit r os
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M EDI DAS DE M ASSA
" M assa de um corpo qualquer é a quantidade de matéria que esse corpo contém" .
O sistema mét rico decimal é ut ilizado, para estabelecer as unidades que servem para
medir a massa de um corpo.
A unidade padrão para medir a massa de um corpo é a massa de um decímet ro
cúbico de água, a uma temperat ura de 4ºC. Ent retanto, por ser mais prát ico, foi ut ilizado
como unidade principal o grama (abrevia-se g) e que se constit ui numa massa igual a
milésima parte do quilograma ou seja,
1g = 0,001kg ou 1kg = 1000g.
RELAÇÃO IMPORTANTE
Volume Capacidade M assa
1 dm
3
= 1 litr o = 1 kg
Exemplo:
Um recipiente, totalmente cheio contém um volume de 5m
3
de água pura. Qual é o
peso ( massa) da água contida neste recipiente?
v 5m
3
= 5.000 dm
3
= 5000 kg
Logo, o peso dessa água cont ida nesse recipiente é de 5.000 kg
OUTRASUNI DADESDE MEDI DASRELACI ONADAS AO GRAMA
v Tonelada ( T) = 1.000 kg
v M egaton = 1.000 toneladas
v Quilate = 0,2 g (unidade para medida de pedras e metais preciosos)
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EXERCÍCIOS SOBRE MEDIDAS DE MASSA
P
1
) Com uma certa quantidade de papel, foram feitos 25.000 blocos, todos com o mesmo
número de páginas. Se cada bloco tem 0,75 kg, quantos quilogramas de papel foram usados
para fazer esses blocos?
P
2
) Uma laje é formada por 40 blocos de concreto. Cada bloco de concreto tem 1 1/4 T. de
massa. Qual a massa da laje toda?
P
3
) Um litro de uma certa substância corresponde a uma massa de 2.5 kg. Quantos kg há
em 6 m
3
dessa substância?
P
4
) Um compri mido contém 3,5 mg de vitamina x. Uma pessoa toma t rês desses
compri midos por dia. Quantos miligramas de vitamina x essa pessoa vai ingeri r após 1 mês
de 30 dias?
P
5
) Um recipiente contém água pura. A massa dessa água é de 18.000 kg. Qual é em m
3
o
volume interno desse recipiente?
P
6
) Um volume de 0,01 m
3
cor responde a quantos decímet ros cúbicos?
P
7
) Um reservatório tem um volume de 81 m
3
e está totalmente cheio d´água. Uma válvula
colocada nesse reservatório deixa passar 1500l de água a cada 15 minutos. Esta válvula
ficou aberta durante um certo tempo e depois foi fechada. Verif icou-se que havia, ainda
27m
3
de água no reservatório. Durante quanto tempo esta válvula permaneceu abert a?
a) 8 horas
b) 9 horas
c) 12 horas
d) 18 horas
e) 36 horas
GABARI TO - MEDI DAS DE MASSA
P1) 18.750 kg
P2) 50 T
P3) 15.000 kg
P4) 315 mg
P5) 18 m
3
P6) 10 dm
3
P7) B
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MEDIDAS DE TEMPO
A unidade f undamental do tempo é o segundo. As unidades secundárias, que se
apresentam somente como múlt iplos, constam no quadro:
NOM ES
Símbolos Valor esem
segundos
Segundo s ou seg 1
M inuto min 60
Hor a h 3.600
Dia d 86.400
Out ras unidades, usadas na prát ica, são:
v Semana ( se) 7 dias
v M ês ( me) 30, 31 ou 29 ou 28 dias
v Ano (a) 360, 365 ou 366 dias
O ano compõe-se de 12 meses. O ano comercial tem 360 dias, o ano civil tem 365 diase
ano bissexto 366 dias.
Os meses de janeiro, março, maio, j ulho, agosto, out ubro e dezembro têm 31 dias; os
meses de abril, j unho, setembro e novembro têm 30 dias. O mês de fevereiro tem 28 dias nos
anos comuns (civil) e 29 dias nos anos bissextos.
Todo ano que for divisível por 4, são bissextos. Assim, por exemplo:
1940, 1952, 1964 são bissextos
1910, 1953, 1965 não são bissextos
Nomenclat ur as:
v 02 anos chama- se biênio
v 03 anos chama- se t riênio
v 04 anos chama- se quadriênio
v 05 anos chama- se quinquênio ou lustro
v 10 anos chama- se decênio ou década
v 100 anos chama- se século
v 1000 anoschama-se milênio
v 02 meses chama- se bimest re
v 03 meses chama- se t rimest re
v 06 meses chama- se semest re
A representação do número complexo que indica unidade de tempo, é feita
escrevendo- se em ordem decrescente o valor, s números cor respondentes às diversas
unidades acompanhados dos respect ivos símbolos.
Exempl o:
v 9 a 4 me 18 d 15 h 23 min 17 seg
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MUDANÇA DE UNI DADES
Podem ocor rer dois casos:
Caso 1: T ransformação de número complexo em unidades inferiores também chamadas de
medidas simples ou número incomplexo.
Exemplo:
Verif icar quantos minutos há em 3d 8h 13min?
v Como 1 dia tem 24 horas → 24 h x 3 = 72 h
v Temos + 8 h. Estas 72 h + 8 h dá 80 h.
v Como a hora vale 60 min. → 80 h x 60 min = 4800 min.
v Somando- se ainda mais13 min. → 4813 min.
Caso2: T ransformação de um número expresso em medidas simplesou unidades inferiores
ou em números incomplexos.
Exempl o:
Transformar 4813 min. em número não decimal, é o mesmo que determinar quantos
dias, horas e minutos há em 4813 min. Neste caso efet uamosas operações inversas do
problema anterior.
v 4813 ¸ 60 = 80 h e 13 min
v 80h ¸ 24 = 3 d e 8 h
Logo, 4813 minutos é o mesmo que 3 dias8horase 13 minutos.
EXERCÍCIOS - MEDIDAS DE TEMPO
P
1
) Dizer: a) Quantos minutos há numa semana?
b) Quantas horas há em duas semanas?
P
2
) Converter: a) 2d 12 h 15 min em minutos.
b) 4 a 8 me 12 d em dias.
P
3
) Efet uar a operação: 13 d 55 h 42 min + 8 d 34 h 39 min.
P
4
) Exprimi r quantos meses e dias contém a f ração 5/8 do ano.
P
5
) Numa certa fábrica um operário t rabalhou 2 a 10 me 15 d e out ro durante 11 me 29 d.
Qual é a diferença entre os tempos de t rabalho dos dois operários?
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P
6
) As 9 h da manhã acertou- se um relógio que at rasa 6 min em 24 h. Que horas serão, na
verdade, quando o relógio marcar 5 h da tarde?
GABARI TO - MEDI DASDE TEM PO
P1) a) 10.080 min b) 336 h
P2) a) 3.615 min b) 1.712 dias
P3) 242 d 18 h 21 min
P4) 7 me e 20 d
P5) 1 a 10me 14d
P6) 4 h 58 min
INTRODUÇÃO
Antes de iniciarmos o estudo de perímetros de figuras planas, vamos
revisar alguns conceitos básicos da Geometria Plana.
ÂNGULOS
"Ângulo é a união de duas semi-retas de mesma origem".
Ângulo:
B O
ˆ
A
BISSETRIZ
"É uma semi-reta de origem no vértice do ângulo, que o divide em 2 ângulos
congruentes".
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ÂNGULOS OPOSTOS PELO VÉRTICE
"São ângulos cujos lados de um, são semi-retas opostas aos lados do outro,
como ilustra a figura".
T EOREM A: b a
ˆ
ˆ ·
CLASSIFICAÇÕES
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ÂNGULOS ADJACENTES
T RI ÂNGUL OS
" Os Triângulos são Polígonos de tr ês lados" .
CLASSI FI CAÇÕES - QUANTO AOS LADOS
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CLASSI FI CAÇÕES- QUANTO AOS ÂNGULOS
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QUADRILÁTEROS
"Os Quadriláteros são Polígonos de quatro lados".
TRAPÉZIO
"Quadrilátero com dois lados paralelos e ângulos consecutivos (agudo e obtuso)
suplementares".
Trapézio ABCD:
v AD // BC
v
A
ˆ
+
B
ˆ
= 180
O
v
C
ˆ
+
D
ˆ
= 180º
PARALELOGRAMO
"Quadrilátero com lados dois a dois paralelos, ângulos opostos iguais e
consecutivos suplementares".
Paralelogramo ABCD:
v AB // CD e AC // BD
v
A
ˆ
+
B
ˆ
= 180
O
v
C
ˆ
+
D
ˆ
= 180º
v
A
ˆ
=
D
ˆ
e
C
ˆ
=
B
ˆ
LOSANGO
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"Quadrilátero com lados dois a dois paralelos e iguais, ângulos opostos iguais e
ângulos consecutivos suplementares".
Losango ABCD:
v AB // CD e AC // BD
v AB =BC = CD = AD
v
A
ˆ
+
B
ˆ
= 180
O
v
C
ˆ
+
D
ˆ
= 180º
v
A
ˆ
=
C
ˆ
e
D
ˆ
=
B
ˆ
RETÂNGULO
"Quadrilátero com lados dois a dois paralelos ângulos internos de medida igual a
90
O
".
Retângulo ABCD:
v AB // CD e
v AD // BC
v
A
ˆ
=
B
ˆ
=
C
ˆ
=
D
ˆ
=90
O
QUADRADO
"Quadrilátero com lados dois a dois paralelos e iguais, ângulos internos de
medida igual a 90
O
".
Quadrado ABCD:
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v AB // CD e AD // BC
v AB = BC = CD = AD
v
A
ˆ
=
B
ˆ
=
C
ˆ
=
D
ˆ
= 90
O
POLÍGONOS DIVERSOS
Além dos triângulos e quadriláteros, temos polígonos de lados maiores que 4,
que é o caso do Pentágono (5 lados), Hexágono (6 lados), e assim
sucessivamente. Observe a tabela abaixo, referente aos nomes dos polígonos:
Nomenclatura
Número de lados
3
Triângulo
4 Quadr ilátero
5 Pentágono
6 H exágono
7 H eptágono
8 Octógono
9 Eneágono
10 Decágono
11 Undecágono
12 Dodecágono
20 I coságono
Exemplos:
v Pentágono

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v Hexágono
Notas:

v "Polígonos Regulares"
Os polígonos são ditos regulares quando seus lados e ângulos são iguais entre
si. Por exemplo, um polígono regular de três lados é triângulo eqüilátero, ou de
quatro lados, o quadrado.

v Perímetro dos Polígonos
Para a obtenção do perímetro de qualquer figura plana é necessário apenas, soma
os lados da figura em questão.
EX ERCÍ CI OS / FI GURAS PL ANAS
P
1
) Um terreno é retangular. As medidas dos seus lados são 58 m e 22,5 m. Se esse terreno
precisa ser murado em todo o seu contorno, determine:
a) Quantos met ros de muro devem ser const ruídos?
b) Quantos t ij olos serão usados na const rução do muro, se para cada m de muro são usados
45 t ijolos?
P
2
) Um jardi m é quadrado e cada um de seus lados mede 62,5m nestas condições:
a) Se M anoel der 3 voltas completas em torno do jardim, quantos m ele andará?
b) Se Helena andar a metade da medida do contorno desse jardim, quantos m ela andará?
P
3
) Um jardi m é retangular. O maior lado desse j ardim mede 150 m e o lado menor mede
3/5 do maior. Nestas condições.
a) Quanto mede o menor lado do jardim?
b) Qual a medida do contorno desse jardim?
P
4
) Raul tem 100 m de tela de arame para fazer uma cerca. Nessas condições:
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a) Ele poderia fazer uma cerca de 23 m de lado?
b) Ele poderia fazer uma cerca retangular de 32 m de comprimento por 12 m de largura?
c) Quais as medidas de uma cerca retangular que ele poderia fazer usando toda a tela que
tem?
P
5
) Usando um pedaço de barbante, Helena mediu o contorno de uma mesa quadrada e
encontrou ao todo 8 pedaços. Se esse pedaço de barbante mede 24 polegadas, calcule:
a) Quantas polegadas mede o contorno da mesa?
b) Quantos cm mede o contorno dessa mesa, se uma polegada mede 2,5 cm.
P
6
) Um hexágono regular tem 6 lados, todos com a mesma medida. Se o perímetro desse
hexágono é 51 cm, quanto mede cada lado desse hexágono?
GABARI TO - PERÍ METROS
P1) a) 161 m b) 7245 tijolos
P2) a) 750 m b) 125 m
P3) a) 90 m b) 480 m c) 2400 m
P4) a) sim b) sim
P5) a) 192 polegadas b) 480 cm
P6) 8,5 cm
ÁREAS DE POLÍGONOS
Quando medimos superfícies tais como um terreno, ou piso de uma sala,
ou ainda uma parede, obtemos um número, que é a sua área.
"Área é um número real, maior ou igual a zero, que representa a medida de uma
superfície."
Obteremos, portanto, as relações que vão nos auxiliar a encontrar as áreas
dos polígonos mais comuns.
RETÂNGULO (S
R
)
A área de uma região retangular de altura h e base b é dada por b × h unidades de
área, ou seja:
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S
R
= b × h
QUADRADO (S
Q
)
A área de uma região quadrada de lado a é dada por (a × a
= a
2
) unidades de área, ou seja:
S
Q
= a × a = a
2
PARALELOGRAMO (S
P

Vamos recortar o triângulo ADH e coloca-lo no espaço existente no lado
BC:
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Como as duas áreas são iguais, podemos dizer que a área da região limitada por
um paralelogramo é dada multiplicando-se o comprimento (ou base) b pela
largura (ou altura) h, ou seja:
S
P
= b × h
TRIÂNGULO (S

)
Para chegarmos na fórmula para cálculo da área limitada por um triângulo vamos
primeiramente dividir um retângulo por uma das diagonais, encontrando assim
dois triângulos retângulos congruentes:
Observando a figura acima, concluímos que a área de um triângulo pode
ser obtida pela metade da área de um retângulo:
S

=
2
S
R
=
2
h b×
S
D
=
2
h b×
LOSANGO (S
L
)
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Seja o Losango MNPQ abaixo de diagonal maior De diagonal menor d.
Para deduzirmos qual a fórmula para cálculo da sua área vamos separa-lo em
dois outros triângulos (∆MNP e ∆MQP) de base D e altura d/2 congruentes entre
si:
Logo: S
L
= 2 × S
1
= 2 x
2
.D
2
d
= 2 ×
4
d.D
=
2
d.D
2
d.D
S
L
·
TRAPÉZIO (S
T
)
Seja o Trapézio abaixo de base menor b, base maior Be altura h.
Para deduzirmos a fórmula para o cálculo da área limitada por um trapézio,
vamos inverter sua posição e "encaixar" num segundo trapézio idêntico ao
primeiro, observe:
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Desta forma, encontramos um paralelogramo, e para calcular a área de um
paralelogramo basta multiplicar a sua base pela sua altura, logo:
S
P
= 2 × S
T
⇒ S
T
=
2
S
P
⇒ S
T
=
2
altura base ×

S
T
=
2
b).h (B +
CÍRCULO
A área de um círculo de raio r é dada por:
S = π . r
2
SETOR CIRCULAR
Se α é dado em graus, a área do setor circular pode ser calculada por:
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S
SC
=
2
r
360
á
π
°
COROA CIRCULAR
A área da Coroa Circular pode ser calculada pela diferença da área do círculo
maior pela área do círculo menor.
S
CC
= π (R
2
− r
2
)
Observação:
"Comprimento da Circunferência"
O comprimento de uma circunferência é calculado a partir da fórmula:
C = 2.π.R
Não confunda circunferência com o círculo: para você enxergar a diferença basta
você imaginar uma pizza, a sua borda será a circunferência e o todo o seu recheio
será o círculo.
EXERCÍCIOS SOBRE MEDIDAS DE SUPERFÍCIE (ÁREAS)
P
1
) Uma parede tem 27m
2
de área. Sabendo-se que já foram pintados 15m
2
dessa
parede, quantos m
2
de parede ainda resta pintar?
P
2
) Em um terreno de 5.000m
2
, 42% da área foi reservada ara construções,
ficando o restante como área livre. Quantos metros quadrados restaram de área
livre?
P
3
) Uma parede dever ser revestida com azulejos. A parede tem 20m
2
de área e
cada azulejo tem 0,04m
2
de área. Quantos azulejos devem ser comprados para
revestir totalmente essa parede?
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P
4
) Uma região retangular tem 6 m de comprimento por 4 de largura, uma região
quadrada tem 5m de lado. Qual das duas regiões tem a maior área?
P
5
) Consideremos uma região retangular que tem 27m de comprimento e 8 de
largura. Essa região foi dividia em duas outras regiões A e B, de forma que a área
da região A corresponde a 1/3 da área da região que foi dividida. Calcule a área de
cada região.
P
6
) Uma região circular tem 5m de raio. Essa região foi dividida em duas outras, A
e B, de modo que a área da região Bcorresponde a 40% da área da região
original. Calcule a área de cada uma dessas regiões.
P
7
) Foram confeccionadas 1.500 flâmulas triangulares. Cada flâmula tem 0,40m de
base de 0,15m de altura. Quantos metros quadrados foram usados na confecção
dessas flâmulas?
P
8
) Uma peça de madeira tem a fórmula de losango. A diagonal maior mede 50cm
e a diagonal menor 20cm. Qual a área desse losango?
P
9
) Calcular a base de um paralelogramo cuja a área é de 8,8336dm
2
e a altura
1,52dm.
P
10
) A área de um losango mede 2,565 dm
2
e uma das suas diagonais tem 2,7dm.
Quanto mede a outra diagonal?
P
11
) A base maior de um trapézio mede 2,4m e a menor é igual a 1/3 da maior.
Qual é a sua área em m
2
. Sabendo-se que a altura mede 8,5dm?
P
12
) Ocomprimento de uma circunferência é 25,12cm. Qual é a área da
circunferência?
P
13
) A medida do raio de uma circunferência é igual a metade da medida do
diâmetro dessa circunferência. Esta afirmação é falsa ou verdadeira?
P
14
) A roda de um automóvel tem 0,6 m de diâmetro. Quando a roda desse
automóvel der 5.000 voltas completas, de quantos metros será a distância
percorrida pelo automóvel?
P
15
) Uma circunferência tem 80 cm de raio. Se eu dividi-la por pontos em 4 partes
de mesmo comprimento, qual será o comprimento de cada uma dessas 4 partes?
P
16
) Determinar o valor do raio de uma circunferência cujo comprimento é 12,56
dm.
P
17
) Cada uma das rodas, de 0,30 m de raio, de um automóvel, deu 4.500 voltas
percorrendo um certo trajeto. Quantos quilômetros percorreu este automóvel?
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GABARITO - MEDIDAS DE SUPERFÍCIE (ÁREAS)
P1) 12m
2
P2) 2900 m
2
P3) 500 azulejos
P4) A quadr ada pois25 m
2
> 24 m
2
P5) 144 m
2
par a B e 72 m
2
para A
P6) A r egião A = 47,10m
2
e a região B = 31,40m
2
.
P7) 45 m
2
P8) 500 cm
2
P9) 5,8116 dm
P10) 1,9 dm
P11) 1,36 m
2
P12) 50,21 cm
2
P13) Ver dadeir o
P14) 9425 m
P15) 125,66 cm
P16) 2 dm de r aio
P17) 8,478 km
VOLUM E DOS SÓLI DOS
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" As abelhas em virtude de uma certa intuição geométri ca sabem, que o hexágono é mai or que
o quadrado e o triângul o e conterá mais mel com o mesmo gasto de material..."
Papus de Al exandr ia
As abelhas, na realidade, não fazem hexágonos em suas colméias como disse o M atemático
Papus de Alexandr ia, elas const roem Prismas Hexagonais.
Os prismas são f igurasgeomét ricasconsideradas sólidos geomét ricos, assim como as
Pirâmides, Cilindros, Cones, Esferas.
Nesta parte de nossos est udos daremos uma atenção especial para os sólidos
geométricos. Até agora, quando est udamos quadrados, t riângulos; falávamos apenas das
áreas ou perí met ros dessas f iguras, e agora poderemos calcular o volume desses sólidos.
PRISMAS
Obser ve os Pr ismasabaixo:
Obser ve agora apenas o Pr isma Hexagonal:
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Você deve ter observado que de acordo com a base de um prisma é o
como ele será chamado, se a base for um hexágono, um Prisma Hexagonal; se for
um quadrado, um Prisma Quadrangular etc. O mesmo ocorrerá com as Pirâmides.
Em todo sólido nós teremos as arestas, faces e vértices. A aresta nada
mais é do que uma intersecção entre as faces. Os vértices, a intersecção entre as
arestas, e assim por diante.
Para o cálculo do volume de um prisma basta multiplicarmos a área da
base pela altura.
Estudaremos a princípio, os prismas mais comuns, o Paralelepípedo e o
Cubo que são particularidades de Prismas Quadrangulares.
CUBO
v VOLUME: V = a
3
v ÁREA TOTAL: A
T
= 6a
2
v DIAGONAL: D = a
3
PARALELEPÍPEDO
v VOLUME: V = a.b.c
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v ÁREA TOTAL: A
T
= 2(a.b + b.c + a.c)
v DIAGONAL: D =
2
c
2
b
2
a + +
Exercício Resolvido
1) Calcule a área total e a medida da diagonal de um cubo cujo volume é 125 m
3
.
Resolução:
V = 125 ⇒ a
3
= 125 ⇒ a =
3
125
⇒ a = 5 m
A
T
= 6a
2
⇒ A
T
= 6´5
2
⇒ A
T
= 6 × 25 ⇒ A
T
= 150 m
2
D = a
3
⇒ D= 5
3
m
PIRÂMIDES
Para estudarmos as Pirâmides, vamos partir de um prisma:
Observe que a pirâmide se encaixa perfeitamente dentro de um prisma
(desde que suas dimensões, como a base, altura e propriedades sejam as
mesmas, no nosso caso um prisma quadrangular e uma pirâmide quadrangular).
Se pudéssemos completar um prisma com areia, e após completar uma pirâmide
concluiríamos que com o volume de areia contido no prisma poderíamos encher
três vezes a pirâmide, daí o volume desse prisma seria o triplo do volume da
mesma pirâmide.
Na realidade é isso que acontece, o volume do prisma quadrangular da figura
acima é numericamente igual ao triplo do volume da pirâmide, portanto o volume
de uma pirâmide pode ser pegando o volume de um prisma e dividindo por três.
Podemos ainda identificar outros elementos da pirâmide, observe a figura
abaixo:
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v VOLUME: V =
3
H A
b

v ÁREA TOTAL: A
T
= A
L
+ A
b
v RELAÇÃO: a
p
2
= a
b
2
+ H
2
Onde:
a
p
⇒ apótema da pirâmide;
a
b
⇒ apótema da base;
H ⇒ altura da pirâmide.
Exercício Resolvido
R
2
) Calcule o volume e a área lateral de uma pirâmide regular, sabendo que seu
apótema mede 5 cm e a sua base é um quadrado sujo lado mede 8 cm.
Resolução:
Para encontrarmos o volume dessa pirâmide precisamos saber a sua altura:
a
p
2
= a
b
2
+ H
2
⇒ 5
2
= (
2
8
)
2
+ H
2
⇒ H
2
= 25 − 16
H
2
= 9 ⇒ H = 3 cm
Logo:
3
H A
V
b

· ⇒ V =
3
3 8
2

⇒ V = 64 cm
3
Para se chegar na área lateral devemos saber quantas são as faces laterais e qual
a área de uma face. Como a base é um quadrado de lado 8cm e cada face de uma
pirâmide é um triângulo, fica ilustrada uma face lateral da seguinte forma:
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a
p
= 5cm
b = 8cm
.
apótema da
pirâmide
A
F
=
2
5 8⋅
= 20 cm
2
A
L
= 4 × 20 = 80 cm
2
CILINDROS
Encontramos vários t ipos de cilindros no nosso dia a dia:
Para se calcular o volume de um cilindro, faremos analogamente ao prisma (A
b
× H ),
somente com a ressalva de que a base de um cilindro será um círculo. Na f iguras
representadas abaixo temos a planif icação de um cilindro (Figura 4) onde podemos
perceber que para o cálculo de sua área lateral vamos considerar o retângulo formado com
a base sendo numericamente igual ao comprimento da circunferência.
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v VOLUM E: V
C
= A
b
× H
v ÁREA LATERAL: A
L
= 2πr × H
v ÁREA TO TAL : A
T
= A
L
+ 2A
b
Exercí ci osResol vi dos
1) Calcule o volume de um cilindro reto de alt ura 10 cm, sabendo que sua área lateral é 60p
cm
2
.
Resolução:
A
L
= 2πr × H ⇒ 60π = 2πr × 10 ⇒ r = 3cm
V = A
b
× H = πr
2
× H = 9π × 10 = 90π cm
3
V = 90p cm
3
2) Calcule o volume de um cilindro eqüilátero, sabendo que a área de sua secção meridiana
é 64 m
2
.
Resolução:
Um cilindro eqüilátero é aquele que possui a alt ura igual ao diâmet ro da base:
Cilindro Eqüilátero: H = d Secção M eridiana
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A
SM
= 64 ⇒ H × d = 64 ⇒ d
2
= 64 ⇒ H = d = 8 m
V = A
b
× H = πr
2
× H = π 4
2
× 8 = 128π m
3
V = 128π m
3
ESFERA
Considere um semicírculo, fixo num eixo, rotacionando o mesmo em torno do
eixo, este semicírculo gera uma esfera:
v VOLUME: V =
3
R
3
4
ð
v ÁREA ESFERA: A = 4πR
2
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Exercício Resolvido
1 ) Uma esfera tem raio 15 cm.
Calcule:
a) seu volume;
b) sua área;
c) a área da secção feita a 9cm do centro.
Resolução:
a) Volume:
V =
3
4
π R
3
=
3
4
π 15
3
⇒ V = 4 500π cm
3
b) Área:
A = 4 π R
2
= 4 π 15
2
⇒ A = 900π cm
2
c) Secção:
Cálculo do raio da secção:
15
2
= 9
2
+ r
2
⇒ r
2
= 144
r = 12cm
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Logo a área da secção:
A
s
= π r
2
= 144π cm
2
Α
s
·144π cm
2
CONES
Um cone pode ser obtido através da rotação de um triângulo retângulo em torno
de um eixo (e). Na figura temos que a hipotenusa (g) do triângulo será a geratriz
do cone.
A relação que existe entre um cone e um cilindro é a mesma existente entre
uma pirâmide e um prisma, observe:
Podemos concluir então que volume de um cone será obtido dividindo o volume
de um cilindro, de mesma base e mesma altura, por três.
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v VOLUME: V =
3
H A
b

v ÁREA LATERAL: A
L
= π r g
v ÁREA TOTAL: A
T
= A
L
+ A
b
v RELAÇÃO: g
2
= H
2
+ r
2
Onde:
g ⇒ geratriz do cone;
r ⇒ raio da base
H ⇒ altura do cone.
Exer cício Resolvido
1) Os catetos de um triângulo retângulo medem 8 cm e 15 cm. Calcule o volume e
a área total do cone de revolução gerado pela rotação completa desse triângulo
em torno de um eixo que contém seu cateto maior.
Resolução:
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O triângulo retângulo considerado, ao dar uma volta completa,
gera no espaço um cone de raio
r = 8cm e altura H = 15cm . Sendo g a medida da geratriz desse
cone, por Pitágoras:
g
2
= 8
2
+ 15
2
⇒g
2
= 64 + 225 ⇒ g = 17 cm
Volume:
V =
3
H A
b

=
3
2
H r ⋅ ⋅ π
=
3
15 64 π ⋅ ⋅
= 320π cm
3
Área Total:
A
T
= A
L
+ A
b
= π r g + π r
2
= π .8 .17 + π . 8
2
= 200π cm
2
EXERCÍCIOS SOBRE VOLUMES
P
1
) Sendo 5cm a medida de uma aresta de um cubo, obtenha:
a) a medida de uma diagonal de uma face de um cubo.
b) a medida de uma diagonal desse cubo.
c) sua área total.
d) seu volume.
P
2
) Se a diagonal de uma face de um cubo mede 5
2
, então o volume desse cubo
é:
a) 600
3
b) 625
c) 225
d) 125
e) 100
3
P
3
) Um paralelepípedo reto retângulo tem arestas medindo 5, 4 e k. Se a sua
diagonal mede 3
10
, o valor de k é:
a) 3
b) 7
c) 9
d) 10
e) 20
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P
4
) Se a soma das medidas de todas as arestas de um cubo é 60cm, então o
volume desse cubo, em centímetros cúbicos, é:
a) 125
b) 100
c) 75
d) 60
e) 25
P
5
) Dois blocos de alumínio, em forma de cubo, com arestas medindo 10cm e
6cm, são levados juntos à fusão e em seguida o alumínio líquido é moldado como
um paralelepípedo reto de arestas 8cm, 8cm e x cm. Ovalor de x é:
a) 16
b) 17
c) 18
d) 19
e) 20
P
6
) A água de um reservatório na forma de um paralelepípedo reto retângulo de
comprimento 30m e largura 20m atingia a altura de 10m. Com a falta de chuvas e
o calor, 1800 metros cúbicos da água do reservatório evaporaram. Aágua
restante no reservatório atingiu a altura de:
a) 2 m
b) 3 m
c) 7 m
d) 8 m
e) 9 m
P
7
) Dado um prisma regular triangular (base é um polígono regular) de aresta da
base medindo 4cm e altura 6cm, calcule:
a) a área de uma base.
b) a área de uma face lateral.
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c) a área lateral.
d) a área total.
e) o volume.
P
8
) Uma pirâmide regular de base hexagonal é tal que a altura mede 8cm e a
aresta da base 2
3
cm . O volume dessa pirâmide em cm
3
, é:
a) 24
3
b) 36
3
c) 48
3
d) 72
3
e) 144
3
P
9
) Um imperador de uma antiga civilização mandou construir uma pirâmide que
seria usada como seu túmulo. As características dessa pirâmide são:
1
O
. Sua base é um quadrado com 100m de lado.
2
O
. Sua altura é de 100m.
Para construir cada parte da pirâmide equivalente a 1000 m
3
, os escravos,
utilizados como mão-de-obra, gastavam, em média, 54 dias. Mantida essa média,
o tempo necessário para a construção da pirâmide, medido em anos de 360 dias,
foi de:
a) 40 anos
b) 50 anos
c) 60 anos
d) 90 anos
e) 150 anos
P
10
) Qual é a altura de uma pirâmide quadrangular que tem as oito arestas iguais
a
2
?
P
11
) Na figura seguinte, o ponto V é o centro de uma face do cubo. Sabendo que
o volume da pirâmide VABCD é 6m
3
, o volume do cubo, em m
3
, é:
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a) 9
b) 12
c) 15
d) 18
e) 21
P
12
) Num cilindro de revolução, o raio da base mede 8cm e a altura mede 10cm.
Calcule desse cilindro:
a) a área da base.
b) a área lateral.
c) a área total.
d) a área de uma secção meridiana.
e) o volume.
P
13
) Um tanque de petróleo tem a forma de um cilindro circular reto, cujo volume
é dado por: V = p R
2
h. Sabendo-se que o raio da base e a altura medem 10 m,
podemos afirmar que: o volume exato desse cilindro (em m
3
) é:
a) 1 000p b) 100p c) (1 000p)/3
d) (100p)/3 e) 200p
P
14
) Ovolume de um cilindro circular reto é 36
6
p cm
3
. Se a altura desse
cilindro mede 6
6
cm, então a área total desse cilindro, em cm
2
, é:
a) 72p
b) 84p
c) 92p
d) 94p
e) 96p
P
15
) Na figura, a base do cone reto está inscrita na face do cubo. Supondo p = 3,
se a área total do cubo é 54, então o volume do cone é:
a)
2
81
b)
2
27
c)
4
9
d)
4
27
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e)
4
81
P
16
) Uma esfera tem raio medindo 15cm. Calcule:
a) a área de sua superfície esférica.
b) o volume dessa esfera.
c) a área de uma secção feita nessa esfera por um plano que dista 9 cm do seu
centro.
P
17
) Bolas de tênis, normalmente são vendidas em embalagens cilíndricas
contendo três unidades que tangenciam as paredes internas da embalagem.
Numa dessas embalagens, se o volume não ocupado pelas bolas é 2p, o volume
da embalagem é:
a) 6π
b) 8π
c) 10π
d) 12π
e) 4π
P
18
) Considere uma laranja como sendo uma esfera de 3cm de raio. Se a
dividirmos em doze gomos congruentes, então o volume de cada em gomo, em
cm
3
, será:
a) πb) 2πc)
3
8
π
d) 3πe)
6
49
π
P
19
) Um tijolo tem a forma de um paralelepípedo retângulo. Esse tijolo tem 22cm
de comprimento, 10 cm de largura e 7cm de altura. Qual é o volume de argila
usado na fabricação desse tijolo?
P
20
) Um cubo tem 3cm de aresta. Um segundo cubo tem uma aresta que é igual
ao triplo da aresta do primeiro. Calcule o volume de cada cubo e verifique quantas
vezes o volume do segundo cubo é maior que o volume do primeiro.
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P
21
) Uma piscina, em forma de paralelepípedo retângulo, tem 10m de
comprimento, 5m de largura e 1,75m de profundidade internamente. Quantos m
3
de água são necessários para encher totalmente essa piscina?
P
22
) Uma parede é feita de blocos. Cada bloco tem 0,4m de comprimento, 0,15m
de largura e 0,25m de altura. Sabendo-se que foram usados 200 desses blocos
para a construção dessa parede, qual é o volume da parede em m
3
?
P
23
) Um bloco de pedra cúbico tem 2m de aresta. Qual é o peso desse bloco, se
cada m
3
pesa 1/2 tonelada?
P
24
) Deseja-se cimentar um quintal retangular que tem 12m de comprimento por 7
de largura. Com uma mistura de areia e cimento que tem 3cm de espessura. Qual
é em m
3
, o volume da mistura usada nesse revestimento?
P
25
) Um paralelepípedo retângulo tem 4 m de comprimento, 3m de largura e 2m
de altura. Um cubo tem 3m de aresta. Qual deles tem o volume maior?
P
26
) A carroceria de um caminhão tem as seguintes medidas internas: 4m de
comprimento, 2,5m de largura e 0,5m de altura. Essa carroceria está
transportando uma quantidade de areia que corresponde a 3/5 do seu volume.
Quantos m
3
de areia estão sendo transportados pelo caminhão:?
P
27
) Expresse em dm
3
:
a) 0,08m
3
b) 13600 cm
3
c)
2
1
m
3
P
28
) Um volume de 2.500.000 cm
3
corresponde a quantos metros cúbicos?
P
29
) Ovolume de 0,7m
3
de uma solução líquida deve ser distribuído em ampolas
cujo volume máximo é de 250 cm
3
. Quantas ampolas serão usadas?
P
30
) Uma caixa d´água está totalmente cheia e contém 2m
3
de água. Um registro
colocado nessa caixa, deixa escolar 0,25m
3
de água a cada 20 minutos, quando
está aberto. Se o registro ficar aberto durante uma hora, quantos metros cúbicos
de água restarão na caixa após seu fechamento?
P
31
) Um sólido tem 1,2m
3
de volume. Um segundo sólido tem um volume que
corresponde a 5/8 do sólido dado. Qual o volume do segundo sólido?
P
32
) A leitura de um hidrômetro feita em 01/4/98 assinalou 1936m
3
. Um mês após,
a leitura do mesmo hidrômetro assinalou 2014m
3
. Qual foi, em m
3
, o consumo
nesse período?
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P
33
) Ovolume inicial de um tanque é 1m
3
de ar. Cada golpe de uma bomba de
vácuo extrai 100dm
3
de ar desse tanque. Após o 7º golpe da bomba, quantos m
3
de gás permanecem no tanque?
GABARITO - VOLUMES
P1)
a) 5
2
cm b) 5
3
cm
c) 150 cm
2
d) 125 cm
3
P2) D
P3) B
P4) A
P5) D
P6) C
P7)
a) 4
3
cm
2
b) 24 cm
2
c) 72 cm
2
d) 8(
3
+ 9) cm
2
e) 24
3
cm
3
P8) C
P9) B
P10)
1
= 1
P11) D
P12)
a) 64p cm
2
b) 160p cm
2
c) 288p cm
2
d) 80p cm
2
e) 640p cm
3
P13) A
P14) B
P15) D
P16)
a) 900p cm
2
b) 4500p cm
3
c) 144p cm
2
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P17) A
P18) D
P19) 1540 cm
3
P20) 27cm
3
, 729cm
3
, 27vezes
P21) 87,50 m
3
P22) 3 m
3
P23) 4 toneladas
P24) 2,52 m
3
P25) o cubo pois 27m
3
> 24 m
3
P26) 3 m
3
P27)
a) 80 dm
3
b) 13,6 dm
3
c) 500 dm
3
P28) 2,5 m
3
P29) 2800 ampolas
P30) 1,25 m
3
P31) 0,75 m
3
P32) 78 m
3
P33) 0,3 m
3
RAZÃO
v Grandeza: é tudo aquilo que pode ser medido.
v Razão: é a relação entre duas grandezas.
DEFINIÇÃO
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"Chama-se razão de duas grandezas da mesma espécie, ao quociente da divisão
dos números que medem essas grandezas numa mesma unidade. Este quociente
é obtido, dividindo-se o primeiro número pelo segundo".
Conforme a definição, para determinarmos a razão entre duas grandezas é
necessário que sejam da mesma espécie, e medidas com a mesma unidade.
A razão é representada sob a forma
b
a
ou a : b (que se lê "a está para b"), sendo a
e b dois números racionais, com b ≠0.
Exemplo 1:
Num exame há 1200 candidatos disputando 400 vagas. Se compararmos esses
dois números através de uma divisão, obtemos:
v
400
1200
= 3
Dizemos que há 3 candidatos para cada vaga ou que a razão entre o número de
candidatos e o número de vagas é de 3 para 1.
v
1200
400
=
3
1
Dizemos que para cada vaga há 3 candidatos ou que a razão entre o número de
vagas e o número de candidatos é de 1 para 3.
Quando comparamos dois números através de uma divisão, o resultado
obtido chama-se razão entre esses números.
Exemplo 2:
Admite-se como ideal, numa cidade, a existência de 1 médico para cada 5000
habitantes. Nessas condições, quantos médicos deverá ter uma cidade com
50.000 habitantes?
De acordo com o problema, a razão entre o número de médicos e o número de
habitantes é
5000
1
.
Número de habitantes Número de médicos
5.000 1
10.000 2
15.000 3
...... ......
50.000 10
A cidade deverá ter 10 médicos.
Verificamos que as razões destacadas,
5000
1
e
50000
10
são iguais.
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Exercícios Resolvidos
1) Achar a razão entre dois segmentos de 1dm e 25cm respectivamente.
Resolução:
Como é necessário medir as duas grandezas com a mesma unidade,
vamos reduzir as duas medidas a cm, para obter a
razão.
Logo,
cm
cm
25
10
simpl if icando-se ⇒
5
2
ou 2 : 5
Assim: 1 dm = 10cm
2) Em uma competição esportiva participam 500 atletas, sendo 100 moças e 400
rapazes.
a) Qual a razão do número de moças para o número de rapazes?
b) Qual a razão do número de rapazes para o número de moças?
Resolução:
a) Dividindo-se o número de moças pelo número de rapazes, encontramos a
razão:
400
100
=
4
1
b)
100
400
=
1
4
= 4
3) Determinar a razão entre
2
1
e
6
5
Resolução:
6
5
2
1
=
2
1
×
5
6
=
10
6
=
5
3
PROPRIEDADE FUNDAMENTAL DAS RAZÕES
"Multiplicando-se ou dividindo-se os termos de uma razão por um mesmo
número, diferente de zero, obtém-se um razão equivalente a uma razão dada".
Exemplo:
3
3
5
3
×
×
=
15
9
RAZÕES ESPECIAIS
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VELOCIDADE MÉDIA
"Denomina-se velocidade média a razão entre a distância percorrida e o
tempo gasto para percorrê-la".
Velocidade Média =
Gasto Tempo
Percorrida Distância
Exemplo:
Vamos determinar a velocidade média de um trem que percorreu a distância de
453km em 6 horas:
Vm =
t
d
=
6
453
= 75,5 km/h
Resposta:
A velocidade média do trem foi de 75,5 km/h
ESCALA
"Denomina-se escala de um desenho a razão entre o comprimento
considerado no desenho e o correspondente comprimento real, medido com a
mesma unidade".
Escala =
Real o Compriment
Desenho o Compriment
As escalas têm grande aplicação nos esboços de objetos (móveis,
automóveis, etc), nas plantas de casas e terrenos, nos mapas e cartas
cartográficas.
Exemplo1:
Em um mapa a distância entre duas cidades é de 3 cm. Sabendo-se que a
distância real entre as cidades é de 300 km, qual a escala utilizada no mapa?
Resolução:
v Comprimento do desenho: 3 cm
v Comprimento real: 300 km = (300 x 100.000) cm = 30.000.000 cm
Escala =
al
o De
Re
senh
=
30000000
3
=
10000000
1
Resposta:
A escala utilizada foi de 1:10.000.000
Exemplo2:
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Ao desenhar a sua sala de aula, Paula traçou um segmento de 12 cm, que
corresponde ao comprimento total da sala. Sabendo-se que a escala utilizada foi
de 1:60, qual o comprimento real da sala?
Escala =
al
o De
Re
senh

60
1
=
x
12
⇒ x = 720 cm
Logo, o comprimento de 12 cm no desenho corresponde a um comprimento de
720 cm ou 7,2 m do real.
Resposta:
O comprimento real desta sala é 7,2m.
EXERCÍCIOS - RAZÕES
P
1
) A soma de dois números é 54 e a razão 7/11. Calcular os dois números.
P
2
) A diferença ent re dois números é 15 e a razão 8/5. Calcular os dois números.
P
3
) Num ginásio há ao todo 540 alunos dist ri buídos em classes. A cada classe de 45 meninos
corresponde uma classe de 30 meninas. Calcular o número de meninas do ginásio.
P
4
) A razão ent re a base e a alt ura de um t riângulo é de 5 para 2, e a área do t riângulo é de
45m
2
. Calcular a base e a alt ura.
P
5
) Uma bar ra feita com uma liga de ouro/cobre tem a massa de 513g. Achar a massa de
cada metal sabendo que estão na razão de 11 para 8.
P
6
) Um t rapézio é isósceles. A base menor está para a base maior na razão 2:5. Determine a
área, sabendo que:
1º) A alt ura do t rapézio vale 12cm.
2º) A alt ura está para a base maior na razão 4:5.
P
7
) Qual a razão ent re asáreas de dois círculos se o raio de um deles é o quádruplo do raio
do out ro.
P
8
) Numa prova de matemát ica, um aluno acertou 12 questões sobre 20 que foram dadas.
Qual a razão ent re o número de questões que ele acertou para o número de questões da
prova?
P
9
) Uma mercadoria acondicionada numa embalagem de papelão, possui 200g de peso
líquido e 250g de peso bruto. Qual a razão ent re o peso líquido e o peso bruto?
P
10
) Um retângulo A tem 10cm e 15cm de dimensões, enquanto as dimensões de um
retângulo B são 10cm e 20cm. Qual a razão ent re a área do retângulo A e a área do
retângulo B?
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P
11
) A razão ent re a alt ura de Tarcísio e sua sombra, em determinada hora do dia é de 3
para 2. Se a sombra mede 1,2m, qual a alt ura de Tarcísio?
P
12
) A razão ent re a velocidade de 2 móveis, A e B é de 3/8. Encont re a velocidade do móvel
A, quando a velocidade do móvel B for igual a 20m/ s
P
13
) A razão ent re as massas de enxof re e de ferro que se combinam para formar o sulfeto
de ferro é de 4,7. Calcular:
a) A massa de ferro que deve combinar com 32 gramas de enxof re para formar o sulfeto de
ferro.
b) A massa de enxof re que se deve combinar com 1,12g de ferro para formar o sulfeto de
ferro.
P
14
) Para pintar uma parede, um pintor deve mist urar tinta branca com t inta cinza na
razão de 5 para 3. Se ele precisar de 25 litros dessa mist uram, quantos lit ros de cada cor irá
ut ilizar?
P
15
) Qual é a escala de um desenho em que um comprimento de 3m está representado por
um compri mento de 5cm?
P
16
) A largura de um automóvel é 2 met ros, uma miniatura desse automóvel foi const ruída
de modo que essa largura fosse representada por 5cm. Qual foi a escala usada para
const rui r a miniatura?
P
17
) Em um mapa, a distância ent re duas cidades é de 3cm. Sabendo-se que a distância real
entre as cidades é de 300km. Qual a escala utilizada no mapa?
P
18
) A distância ent re São Paulo e Rio de Janeiro é de aproximadamente 408km. Qual é a
escala de um mapa onde esta distância está representada por 20,4cm?
P
19
) Numa escala de 1:50, qual o compr imento real em met ros, correspondente a 8cm.
P
20
) Uma fotografia aérea most ra parte de uma região cuja área é 480m
2
(área da parte
fotografada) . Sabendo que a foto tem 8cm por 15cm, qual foi a escala da foto.
GABARITO - RAZÕES
P1) 21 e 33
P2) 40 e 25
P3) 216
P4) 15m e 6 m
P5) 297g e 216g
P6) 126 cm
2
P7)
16
1
P8)
5
3
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P9)
5
4
P10)
4
3
P11) 1,80
P12) 7,5 m/s
P13)a) 56,00g b) 0,64g
P14) 15 litros de tinta branca e 9 litros de tinta cinza
P15) 1:60
P16) 1:40
P17) 1:10.000.000
P18) 1:2.000.000
P19) 1:3000
P20) 1:200
PROPORÇÃO
INTRODUÇÃO
Um posto de gasolina oferece um desconto de 1 real para cada 10 litros
completos de gasolina. Se uma pessoa colocar 50 litros de gasolina no carro, que
desconto irá obter?
Com os dados do problema, podemos montar uma tabela:
L i tros Descontos (em R$)
10 1
20 2
30 3
40 4
50 5
O desconto será de R$ 5,00
Nesta tabela podemos destacar:
vRazão entre desconto e litros:
10
1
vRazão entre desconto e litros:
50
5
.
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Verificamos que as razões
10
1
e
50
5
são iguais (ou equivalentes).
DEFINIÇÃO DE PROPORÇÃO
"Proporção é a igualdade entre duas razões, ou seja, quando duas razões
apresentam o mesmo quociente, sendo, portanto iguais".
Quatro números racionais a, b, c, d, diferentes de zero, nessa ordem, formam uma
proporção quando a razão do primeiro número para o segundo é igual a razão do
terceiro para o quarto.
b
a
=
d
c
Ou, ainda, podemos escrever:
a : b = c : d
que se lê:
" a está para b assim como c está para d"
Os quatro termos que formam a proporção são denominados termos da
proporção. O primeiro e o quarto termo são chamados extremos da proporção. O
segundo e o terceiro são chamados meios.
PROPRIEDADE FUNDAMENTAL DAS PROPORÇÕES
"Em toda proporção o produto dos meios é igual ao produto dos extremos".
d
c
b
a
· ⇒ a.d = b.c
Exemplo:
v
15
5
18
6
· ⇒ 6 x 15 = 5 x 18 ⇒ 90 = 90
RECÍPROCA DA PROPRIEDADE FUNDAMENTAL
"Quando o produto de dois números é igual ao produto de dois outros, os quatro
números formam uma proporção".
Observação:
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Para verificar se quatro números formam uma proporção, efetuamos o produto do
número maior pelo menor e verificamos se esse produto é igual aos outro dois.
Assim, os quatro números 4,10,16 e 40 formam uma proporção, pois os produtos
4 ´ 40 e 10 ´ 16, tem como resultado 160.
QUARTA PROPORCIONAL
"Chama-se Quarta Proporcional a três números dados, um quarto número que
forma com os mesmos uma proporção".
Exemplo:
Vamos encontrar a quarta proporcional aos números 16, 12 e 48.
Representando por x o termo procurado, veremos que o problema admite
três soluções, correspondentes às proporções, pois a posição do número x é
arbitrária.
I-)
1
16
48
12
x
· ⇒ x
1
= 64
II-)
48 16
12
2
x
· ⇒ x
2
= 36
III-)
16
48 12
3
·
x
⇒ x
3
= 4
Só há três soluções porque em cada solução o produto de um dos números
dados por x é igual ao produto dos outros dois. Em geral, considera-se a solução
obtida, conservando na proporção a ordem dos números dados, e considerando
como incógnita o último termo.
PROPORÇÃO CONTÍNUA
"Proporção contínua é aquela em que os meios e os extremos são iguais".
Exemplo:
9
4 6
6
· (os meios são iguais)
Na proporção contínua, o termo igual é denominado média proporcional ou
geométrica, e qualquer um dos outros termos (4 ou 9) é denominado terceira
proporcional. No exemplo acima, 4 é a terceira proporcional entre 9 e 6, sendo 9 a
terceira proporcional entre 4 e 6.
Exercícios Resolvidos
1) Achar a terceira proporcional a 5,6 e 0,84.
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Resolução:
Observando que, se a média não for previamente fixada, haverá duas
soluções:
1
O
. Modo:
x
84 , 0
84 , 0
6 , 5
· ⇒ 5,6x = (0,84)
2
⇒ x = 0,126
2
O
.Modo:
x
6 , 5
6 , 5
84 , 0
· ⇒ 0,84x = (5,6)
2
⇒ x = 37, 33
Se, contudo, a média for previamente fixada, só haverá uma das resoluções.
2) Achar a terceira proporcional a 3 e 9, sendo 9 a média.
Resolução:
x
9
9
3
· ⇒ 3x = 81 ⇒ x = 27
PROPRIEDADES GERAIS DAS PROPORÇÕES
PROPRIEDADE 1
"Em uma proporção, a soma dos dois primeiros termos está para o primeiro
termo, assim como a soma dos dois últimos termos está para o terceiro termo".
d
c
b
a
· ⇒
c
d c
a
b a +
·
+
PROPRIEDADE 2
"Em uma proporção, a soma dos dois primeiros termos está para o segundo
termo, assim como a soma dos dois últimos está para o quarto termo".
d
c
b
a
· ⇒
d
d c
b
b a +
·
+
PROPRIEDADE 3
"Numa proporção, a diferença dos dois primeiros termos está para o primeiro
termo, assim como a diferença dos dois últimos termos está para o terceiro
termo".
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d
c
b
a
· ⇒
c
d c
a
b a −
·

PROPRIEDADE 4
"Numa proporção, a diferença dos dois primeiros termos está para o segundo
termo, assim como a diferença dos dois últimos termos está para o quarto termo".
d
c
b
a
· ⇒
d
d c
b
b a −
·

PROPRIEDADE 5
"Numa proporção, a somados antecedentes está para a soma dos conseqüentes,
assim como cada antecedente está para seu conseqüente".
d
c
b
a
· ⇒
d
c
d b
c a
e
b
a
d b
c a
·
+
+
·
+
+
PROPRIEDADE 6
"Numa proporção, a diferença dos antecedentes está para a diferença dos
conseqüentes, assim como cada antecedente está para seu conseqüente".
d
c
b
a
·

d
c
d b
c a
e
b
a
d b
c a
·


·


PROPRIEDADE 7
"Em toda proporção, o produto dos antecedentes está para o produto dos
conseqüentes assim como o quadrado de qualquer antecedente está para o
quadrado do respectivo conseqüente".
d
c
b
a
· ⇒
2
2
2
2
d
c
d b
c a
e
b
a
d b
c a
·


·


Exercícios Resolvidos
1o Exercício
A diferença entre os antecedentes de uma proporção é 10 e os conseqüentes 9 e
7. Achar os antecedentes.
Resolução:
Representando por a e b os antecedentes, formamos a
proporção:
7
b
9
a
·
aplicando-se a propriedade relativa à diferença, vem que:
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9 7 9
a b a
·



9 2
10 a
· ⇒ 2a = 90 ⇒ a = 45
logo, b = 35
Resposta:
Os antecedentes são, respectivamente 45 e 35.
2o Exercício
¹
¹
¹
'
¹
·
· +
7
y
3
x
20 y x
sistema o Resolver
Resolução:
Aplicando-se a propriedade relativa à soma, vem:
3 7 3
x y x
·
+
+

3 10
20 x
· ⇒ x = 6
logo, y = 14
Resposta:
Os antecedentes procurados são respectivamente 6 e 14.
PROPORÇÃO PROLONGADA
Proporção prolongada é a sucessão de três ou mais razões iguais.
Exemplo:
16
8
12
6
4
2
· ·
PROPRIEDADE DAS PROPORÇÕES PROLONGADAS
"Numa proporção prolongada, a soma dos antecedentes está para a soma dos
conseqüentes, assim como qualquer antecedente está para seu conseqüente".
Exempl o:
16 12 4
8 6 2
16
8
12
6
4
2
+ +
+ +
· · ·
Exercício Resolvido
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1) Achar a, b, c na seguinte proporção
6
c
4
b
3
a
· ·
sabendo-se que a soma é a + b +
c = 26.
Resolução:
Aplicando-se a propriedade das proporções prolongadas temos:
2
13
26
6 4 3
c b a
6
c
4
b
3
a
· ·
+ +
+ +
· · ·
Logo,
v
3
a
= 2 ⇒ a = 6
v
4
b
= 2 ⇒ b = 8
v
6
c
= 2 ⇒ c = 12
NÚMEROS PROPORCIONAIS
NÚMEROS DIRETAMENTE PROPORCIONAIS
"Duas seqüências A e Bde números reais, não nulos, são diretamente
proporcionais se, e somente se, a razão dos termos correspondentes são todas
iguais entre si".
Exemplo:
Sejam as seqüências: (2, 5, 6, 9) e (8, 20, 24, 36). Essas seqüências são
diretamente proporcionais porque:
36
9
24
6
20
5
8
2
· · · = k
O valo r co mum das r az õe s é k =
4
1
, uma co nst ante nã o nula.
"K é denominado fator constante ou coeficiente de proporcionalidade".
Exercício Resolvido
1) Dada as seqüências proporcionais (3, 5, 7, y) e (6, 10, x, 8). Determine o
coeficiente de proporcionalidade e os valores de x e y.
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Resolução:
Como:
8
7
10
5
6
3 y
x
· · · =
2
1
, logo o coeficiente de proporcionalidade é
2
1
.
Então:
v
x
7
=
2
1
⇒ x = 14
v
8
y
=
2
1
⇒ 2y = 8 ⇒ y = 4
Resposta:
O valor de x é 14 e o valor de y é 4. Ocoeficiente de proporcionalidade é
2
1
.
NÚMEROS INVERSAMENTE PROPORCIONAIS
"Duas seqüências A e Bde números reais são inversamente proporcionais,
quando o produto entre qualquer termo da primeira seqüência e seu
correspondente na segunda, é sempre uma constante k não nula".
Exemplo:
Sejam as seqüências: (20, 25, 40, 50) e (10, 8, 5, 4). Essas seqüências
apresentam números inversamente proporcionais porque o produto dos termos
correspondentes é sempre 200.
Observe: 20 ´ 10 = 200; 25 ´ 8 = 200; 40 ´ 5 = 200; 50 ´ 4 = 200.
O produto k = 200 denomina-se coeficiente de proporcionalidade.
Podemos escrever esses produtos, também, da seguinte forma:
4
1
50
5
1
40
8
1
25
10
1
20
· · · = k
Logo 20, 25, 40, 50 são diretamente proporcionais aos números:
10
1
,
8
1
,
5
1
,
4
1
DIVISÃO PROPORCIONAL
DIVISÃO ENTRE AS PARTES DIRETAMENTE PROPORCIONAIS
Exemplo:
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Vamos dividir o número 32 em parcelas que sejam diretamente proporcionais aos
números 3, 5, 8.
Resolução:
O problema consiste em encontrar três parcelas cuja soma seja 32, e que
sejam proporcionais aos números 3, 5, 8.
Chamamos essas parcelas de x, y e z temos:
x + y + z = 32 e
8 5 3
z y x
· ·
Pela propriedade da proporção:
8 5 3 8 5 3 + +
+ +
· · ·
z y x z y x
=
16
32
= 2
substituindo os valores:
v
3
x
= 2 ⇒ x = 6
v
5
y
= 2 ⇒ y = 10
v
8
z
= 2 ⇒ z = 16
Exercício Resolvido
1) Dividir 153 em partes diretamente proporcionais aos números
3
2
e
4
3
.
Resolução:
Neste caso, o número 153 deve ser dividido em duas parcelas, x e y:
17
12 153
12
17
153
12
9 8
153
4
3
3
2
4
3
3
2

· ·
+
·
+
+
· ·
y x y x
= 9 × 12 ⇒
k = 108
Uma vez que encontramos o coeficiente de proporcionalidade:
108
3
2
·
x
⇒ x =
3
2
.108 ⇒
x = 72
v 108
4
3
·
y
⇒ y =
4
3
108 ⇒
y = 81
Resposta:
Os números procurados são 72 e 81.
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DIVISÃO ENTRE AS PARTES INVERSAMENTE PROPORCIONAIS
Exemplo:
Vamos dividir o número 273 em partes inversamente proporcionais a
3
1
,
4
1
e
7
2
.
O problema consiste em encontrar três parcelas cuja soma seja 273, e que
sejam inversamente proporcionais aos números
3
1
,
4
1
,
7
2
.
Chamamos essas parcelas de x, y e z temos:
x + y + z = 273 e
2
7
4 3
z y x
· ·
note que invertemos os número, no denominador das razões. Pela propriedade da
proporção:
26 K · ⇒

· ·
+
·
+ +
+ +
· · ·
21
2 273
2
21
273
2
7 14
273
2
7
4 3
2
7
4 3
z y x z y x
Substituindo os valores:
v
3
x
= 26 ⇒ x = 78
v
4
y
= 26 ⇒ y = 104
v
2
7
z
= 26 ⇒ z =
2
7
. 26 ⇒
z =
91
EXERCÍCIOS - PROPORÇÕES
P
1
) Calcular x e y, na proporção
5
y
4
x
·
, sabendo que x + y = 45.
P
2
) Calcular x e y, na proporção
3
y
5
x
·
, sabendo que x - y = 14.
P
3
) Calcular x, y e z na proporção
4
z
3
y
2
x
· ·
sabendo que 2x + 3y + 4z = 58.
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P
4
) Calcular x, y e z sabendo que 2xy = 3xz = 4yz e que x + y + z = 18.
P
5
) Determinar o coeficiente de proporcionalidade entre os seguintes grupos de
números proporcionais:
7
1
,
56
8
,
35
5
,
14
2
P
6
) Verificar se as seguintes seqüências (45, 60, 75) e (3, 4, 5) são proporcionais.
P
7
) Achar x nas sucessões proporcionais (2, 8, 3) e (4, 16, x).
P
8
) A grandeza x é diretamente proporcional a y. Quando a grandeza y tem o valor
8, x tem o valor 40. Determinar o valor da grandeza x, quando y vale 10.
P
9
) Em 18 gramas de água, há 2 de hidrogênio e 16 de oxigênio; em 45 gramas de
água há 5 de hidrogênio e 40 de oxigênio. Verificar se há proporcionalidade entre
as massas de água e hidrogênio, água e oxigênio, hidrogênio e oxigênio. Em caso
afirmativo determinar os coeficientes de proporcionalidade.
P
10
) Dividir 180 em três partes, diretamente proporcionais a 3, 4 e 5.
P
11
) Três sócios querem dividir um lucro de R$ 13.500,00. Sabendo que
participaram da sociedade durante 3, 5 e 7 meses. Qual a parcela de lucro de cada
um?
P
12
) Um prêmio de R$ 152.000,00 será distribuído aos cinco participantes de um
jogo de futebol de salão, de forma inversamente proporcional às faltas cometidas
por cada jogador. Quanto caberá a cada um, se as faltas foram 1, 2, 2, 3 e 5?
P
13
) Distribuir o lucro de R$ 28.200,00 entre dois sócios de uma firma, sabendo
que o primeiro aplicou R$ 80.000,00 na sociedade durante 9 meses e que o
segundo aplicou R$ 20.000,00 durante 11 meses.
P
14
) Um comerciante deseja premiar, no primeiro dia útil de cada mês, os três
primeiros fregueses que chegarem ao seu estabelecimento com a quantia de R$
507.000,00 divididas em partes inversamente proporcionais a
4
1
2 ,
3
2
1
e 1,2.
Nessas condições, qual o prêmio de menor valor a ser pago?
P
15
) Uma pessoa deseja repartir 135 balas para duas crianças, em partes que
sejam ao mesmo tempo diretamente proporcionais a 2/3 e 4/7 e inversamente
proporcionais a 4/3 e 2/21. Quantas balas cada criança receberá?
P
16
) Um pai distribuiu 284 bombons entre os filhos Hudson, Larissa e Carol, em
partes diretamente proporcionais à nota de Matemática e inversamente
proporcional a idade dos filhos. Calcule o número de bombons recebidos de
acordo com os dados:
Hudson: 10 anos e nota 7;
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Larissa: 12 anos e nota 5;
Carol: 8 anos e nota 10.
GABARITO - PROPORÇÕES
P1) x = 20; y = 25
P2) x = 35; y = 21
P3) x = 4; y = 6; z = 8
P4) x = 8; y = 6; z = 4
P5) k =
7
1
P6) Sim, k = 15
P7) x = 6
P8) x = 50
P9) Sim, k =
5
2
P10) 45, 60, 75
P11) Sócio1: R$ 2.700,00; Sócio2: R$ 4.500,00; Sócio 3: R$6.300,00
P12) R$ 60.000,00; R$ 30.000,00; R$ 30.000,00; R$ 20.000,00; R$12.000,00
P13) R$ 21.600,00; R$6.600,00
P14) R$ 120.000,00
P15) 27 e 108
P16) Hudson: 84; Larissa: 50; Carol: 150.
SEQÜÊNCIA NUMÉRICA
Chama-se seqüência ou sucessão numérica, a qualquer conjunto
ordenado de números reais ou complexos. Assim, por exemplo, o
conjunto ordenado A = ( 3, 5, 7, 9, 11, ... , 35) é uma seqüência cujo
primeiro termo é 3, o segundo termo é 5, o terceiro termo é 7 e
assim sucessivamente.
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Uma seqüência pode ser finita ou infinita.
O exemplo dado acima é de uma seqüência finita.
Já a seqüência P = (0, 2, 4, 6, 8, ... ) é infinita.
Uma seqüência numérica pode ser representada genericamente na
forma:
(a
1
, a
2
, a
3
, ... , a
k
, ... , a
n
, ...) onde a
1
é o primeiro termo, a
2
é o
segundo termo, ... , a
k
é o k-ésimo termo, ... , a
n
é o n-ésimo termo.
(Neste caso, k < n).
Por exemplo, na seqüência Y = ( 2, 6, 18, 54, 162, 486, ... ) podemos
dizer que a
3
= 18, a
5
= 162, etc.
São de particular interesse, as seqüências cujos termos obedecem
a uma lei de formação, ou seja é possível escrever uma relação
matemática entre eles.
Assim, na seqüência Y acima, podemos observar que cada termo a
partir do segundo é igual ao anterior multiplicado por 3.
A lei de formação ou seja a expressão matemática que relaciona
entre si os termos da seqüência, é denominada termo geral.
Considere por exemplo a seqüência S cujo termo geral seja dado
por a
n
= 3n + 5, onde n é um número natural não nulo.
Observe que atribuindo-se valores para n, obteremos o termo a
n
(n -
ésimo termo) correspondente.
Assim por exemplo, para n = 20, teremos a
n
= 3.20 + 5 = 65, e
portanto o vigésimo termo dessa seqüência (a
20
) é igual a 65.
Prosseguindo com esse raciocínio, podemos escrever toda a
seqüência S que seria:
S = ( 8, 11, 14, 17, 20, ... ).
Dado o termo geral de uma seqüência, é sempre fácil determiná-la.
Seja por exemplo a seqüência de termo geral a
n
= n
2
+ 4n + 10, para n inteiro e
positivo.
Nestas condições, podemos concluir que a seqüência poderá ser escrita como:
(15, 22, 31, 42, 55, 70, ... ).
Por exemplo:
a
6
= 70 porque a
6
= 6
2
+ 4.6 + 10 = 36 + 24 + 10 = 70.
PROGRESSÃO ARITMÉTICA (P.A.)
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Chama-se Progressão Aritmética - PA - à toda seqüência numérica
cujos termos a partir do segundo, são iguais ao anterior somado
com um valor constante denominado razão.
Observe as seqüências numéricas abaixo:
I. (2, 4, 6, 8, ...)
II. (11, 31, 51, 71, ...)
III. (9, 6, 3, 0, ...)
IV. (3, 3, 3, 3, ...)
V. (4,
2
9
, 5,
2
11
, ...)
Note que de um número para outro está sendo somada uma constante,
podendo ser:
Um número positivo ⇒ Seqüências I e II
2 + 2 = 4
4 + 2 = 6
ou
11 + 20 = 31
31 + 20 = 51

Um número negativo ⇒ Seqüência III
9 + (-3) = 6
6 + (-3) = 3
O número Zero (elemento neutro da adição)
⇒ Seqüência IV
3 + 0 = 3
3 + 0 = 3
Uma fração ⇒ Seqüência V
As cinco seqüências numéricas são exemplos de Progressões Aritméticas
(P.A.) e a constante que em cada caso foi adicionada a um termo, é chamada de
razão (r) da progressão.
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Definição: "Progressão Aritmética (P.A.) é uma seqüência numérica em que cada
termo, a partir do segundo, é igual ao anterior somado com um número fixo,
chamado razão da progressão. "
CLASSIFICAÇÕES
De acordo com a razão de uma P.A. podemos classifica-la da seguinte
forma:
a) se r > 0 (razão positiva) ⇒ P.A. crescente
Casos: I, II e V
b) se r < 0 (razão negativa) ⇒ P.A. decrescente
Caso: III
c) se r = 0 (razão nula) ⇒ P.A. constante
Casos: IV
TERMO GERAL
Seja a P.A. representada na forma matemática:
P.A.: (a1, a2, a3, a4, ..., an)
Encontraremos uma relação que nos auxiliará a obter um termo qualquer da P.A.
conhecendo-se apenas, o primeiro termo (a
1
) e a razão (r).
Da P.A. acima de razão "r" temos:
a
2
= a
1
+ r
a
3
= a
2
+ r ⇒ a
3
= a
1
+ 2r
a
4
= a
3
+ r ⇒ a
4
= a
1
+ 3r
a
5
= a
4
+ r ⇒a
5
= a
1
+ 4r
. .
. .
. .
a
n
= a
n-1
+ r ⇒ a
n
= a
1
+ (n - 1) × r
PROPRIEDADES IMPORTANTES
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Seja a P.A.:
TERMOS EQÜIDISTANTES
A soma dos termos eqüidistantes de uma P.A. é sempre constante:
TERMOS CONSECUTIVOS
Um termo é sempre obtido pela média aritmética dos "vizinhos", ou dos
eqüidistantes.
Exercícios Resolvidos
1) Encontre o 21º termo da P.A. (22, 27, 32, ...).
Resolução:
Sabemos que a
1
= 22 e r = 27 - 22 = 5
Utilizando a relação do termo geral escrevemos:
a
21
= a
1
+ (21 - 1) r ⇒ a
21
= 22 + 20 . 5
a
21
= 122
2) Numa P.A. de razão 4, o quinto termo é 97. Qual a ordem do termo que é igual a
141?
Resolução:
Sabemos que a
5
= 97 e r = 4
a
5
= a
1
+ (5 - 1)r ⇒ 97 = a
1
+ 4 . 4 ⇔ a
1
= 81⇒
a
n
= a
1
+ (n - 1)r ⇒ 141 = 81 + (n - 1) . 4
n = 16
3) Sabendo que a seqüência (3y, y + 1, 5, ...) é uma P.A. Encontre a sua razão e o
primeiro termo dessa progressão.
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Resolução:
Utilizando a propriedade de três termos consecutivos obtemos a seguinte
relação:
y + 1 =
2
5 3 + y
⇒ 2(y+1) = 3y + 5
Resolvendo a equação do primeiro grau obtemos
y = -3
Logo a P.A. fica escrita (-9, -2, 5, ...)
e portanto a
1
= -9 e r = -2 - (-9) = 7
SOMA DOS TERMOS DE UMA P.A.
Imagine se quiséssemos somar os cem primeiros números naturais, ou seja,
obteríamos a seguinte soma:
Seria a soma dos 100 primeiros termos da seguinte P.A.:
e portanto se somarmos seus termos eqüidistantes obteremos somas constantes,
fazendo uso desta propriedade poderemos escrever a soma dos 100 primeiros
termos da seguinte forma:
Observando que para somar todos esses termos foi necessário somar o
primeiro termo com o último, multiplicar pelo número de termos e dividir por dois.
Chegamos, portanto na relação da soma dos "n" primeiros termos de progressão
aritmética:
Exercícios Resolvidos
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1) Determine a soma dos 20 primeiros termos da progressão aritmética (2, 5, 8, ...).
Resolução:
Temos a
1
= 2 e r = 3
precisamos obter o a
20
⇒ a
20
= a
1
+ (20 - 1) . r
a
20
= 2 + 19 . 3 ⇒ a
20
= 59
Portanto
S
20
=
2
20 ). 59 2 ( +
⇒ S
20
= 61 . 10
S
20
= 610
2) Um torneio de futebol é disputado em nove semanas. Na 1ª semana, há dois
jogos; na 2ª semana, cinco; na 3ª oito; e assim por diante. Quantos jogos, ao
todo, são disputados nesse torneio?
Resolução:
Observando a seqüência de jogos disputados durante as nove semanas
encontramos a seguinte P.A. de nove termos:
(2, 5, 8, ..., a
9
)
e portanto para sabermos quantos jogos serão realizados, no total, devemos
somar todos os termos, ou seja, todos os jogos disputados em cada semana:
a
9
= a
1
+ 8.r ⇒ a
9
= 2 + 8 . 3 ⇒ a
9
= 26
S
9
=
( ) Τϕ / Φ6 14. 813 Τφ 1 0 0 1 154. 5 360. 89 Τµ ( )
2
9 .
9 1
a a +
⇒ S
9
=
( ) Τϕ / Φ6 14. 906 Τφ 1 0 0 1 244. 5 360. 89 Τµ ( )
2
9 . 26 2 +
⇒ S
9
= 14 . 9
S
9
= 126
Contudo serão realizados 126 jogos, nestas nove semanas de jogo.
EXERCÍCIOS - P.A.
P
1
) O trigésimo primeiro termo de uma P.A. de 1º termo igual a 2 e razão 3 é:
a) 63
b) 65
c) 92
d) 95
e) 102
P
2
) Sendo 47 o 17º termo de uma P.A. e 2,75 a razão, o valor do primeiro termo é:
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a) -1
b) 1
c) 2
d) 0
e) 3
P
3
) Interpolando-se 7 termos aritméticos entre os números 10 e 98, obtém-se uma
progressão aritmética cujo quinto termo vale:
a) 45
b) 52
c) 54
d) 55
e)57
P
4
) Se os ângulos internos de um triângulo estão em P.A. e o menor deles é a
metade do maior, então o maior mede:
a) 60º
b) 80º
c) 70º
d) 50º
e) 40º
P
5
) Uma montadora de automóveis produz uma quantidade fixa de 5000 carros ao
mês e outra, no mesmo tempo, produz 600, para atender ao mercado interno. Em
janeiro de 1995 ambas as montadoras farão um contrato de exportação.
Mensalmente, a primeira e a segunda montadoras deverão aumentar ,
respectivamente, em 100 e 200 unidades. Onúmero de meses necessários para
que as montadoras produzam a mesma quantidade de carros é:
a) 44
b) 45
c) 48
d) 50
e) 54
P
6
) Sabendo que a seqüência (1 - 3x, x - 2, 2x + 1, ...) é uma P.A., então o décimo
termo da P.A. (5 - 3x, x + 7, ...) é:
a) 2
b) 6
c) 5
d) 4
e) 3
P
7
) A soma dos vinte primeiros termos da P.A. (-13, -7, -1, ...) é:
a) 400
b) 480
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c) 880
d) 800
e) 580
P
8
) O oitavo termo de uma P.A. é 89 e a sua razão vale 11. Determine a soma:
a) de seus oito primeiros termos;
b) de seus quinze primeiros termos.
P
9
) Um cinema possui 20 poltronas na primeira fila, 24 poltronas na segunda fila,
28 na terceira fila, 32 na quarta fila e as demais se compõem na mesma
seqüência. Quantas filas são necessárias para a casa ter 800 lugares?
P
10
) Um agricultor colhe laranjas durante doze dias da seguinte maneira: no 1º
dia, são colhidas dez dúzias; no 2º, 16 dúzias; no 3º, 22 dúzias; e assim por diante.
Quantas laranjas ele colherá ao final dos doze dias?
P
11
) Verificou-se que o número de pessoas que comparecia a determinado evento
aumentava, diariamente, segundo uma P.A. de razão 15. Sabe-se que no 1º dia
compareceram 56 pessoas e que o espetáculo foi visto, ao todo, por 707 pessoas.
Durante quantos dias o espetáculo ficou em cartas? (Dado:
94249
= 307.)
P
12
) Um estacionamento adota a seguinte regra de pagamento:
1ª hora: R$ 4,00
2ª hora: R$ 3,50
A partir daí, o preço das horas varia segundo uma P.A. de razão igual a -R$ 0,30
a) Qual o valor a ser cobrado na 8ª hora de permanência de um carro neste
estacionamento?
b) Quanto pagará um proprietário de um veículo estacionado por oito horas?
P
13
) A soma dos múltiplos de 3 compreendidos entre 100 e 200 é:
a) 5000
b) 3950
c) 4000
d) 4950
e) 4500
GABARITO - P.A.
P1) C
P2) E
P3) C
P4) B
P5) A
P6) D
P7) C
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P8) a) 404 b) 1335
P9) 16 filas
P10) 6192 laranjas
P11) 7 dias
P12) a) R$ 1,40 b) R$ 21,15
P13) D
PROGRESSÃO GEOMÉTRICA
(P.G.)
Observe as seqüências numéricas abaixo:
I. (2, 4, 8, 16, .. .)
II . (11, 33, 99, 297, . .. )
II I. (9, 3, 1,
3
1
, ... )
IV. (3, 3, 3, 3, .. .)
V. (4, -8, 16, -32, .. .)
Note que de um número para outro está sendo multiplicada uma constante,
podendo ser:
Um número positivo ⇒ Seqüências I e II
2 × 2 = 4
4 ×2 = 8
ou
11× 3 = 33
33 × 3 = 99
Uma fração ⇒ Seqüência III
9 x
3
1
= 3
3 x
3
1
= 1
O número 1 (elemento neutro da multiplicação) ⇒ Seqüência IV
3 x 1 = 3
3 x 1 = 3
Um número negativo ⇒ Seqüência V
4 x (-2) = -8
(-8) x (-2) = 16
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As cinco seqüências numéricas são exemplos de Progressões Geométricas (P.G.)
e a constante que em cada caso foi multiplicada a um termo, é chamada de razão
(q) da progressão.
Definição: "Progressão Geométrica (P.G.) é uma seqüência numérica em que cada
termo, a partir do segundo, é igual ao anterior multiplicado por um número fixo,
chamado razão da progressão. "
CLASSIFICAÇÕES
De acordo com a razão de uma P.A. podemos classifica-la da seguinte
forma:
a) se a
1
> 0 e q > 1 (primeiro termo e razão positiva) ⇒ P.G. crescente
Casos: I e II
b) se a
1
> 0 e 0 < q < 1 (primeiro termo positivo e razão entre 0 e 1) ⇒ P.G.
decrescente
Caso: III
c) se q = 1 (razão igual a 1) ⇒ P.G. constante
Casos: IV
d) se a
1
≠ 0 e q < 0 ⇒ P.G. alternante
Caso: V
TERMO GERAL
Seja a P.G. representada na forma matemática:
P . G. : ( a
1
, a
2
, a
3
, a
4
, . . . , a
n
)
Encontraremos uma relação que nos auxiliará a obter um termo qualquer da P.G.
conhecendo-se apenas, o primeiro termo (a
1
) e a razão (q).
Da P.G. acima de razão "q" temos:
a
2
= a
1
×q
a
3
= a
2
× q ⇒ a
3
= a
1
× q
2
a
4
= a
3
×q ⇒ a
4
= a
1
× q
3
a
5
= a
4
×q ⇒ a
5
= a
1
× q
4
. .
. .
. .
a
n
= a
n-1
× q ⇒ a
n
= a
1
× q
(n - 1)
PROPRIEDADES IMPORTANTES
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Seja a P.G.:
( 1, 3 , 9, 2 7, 8 1, 2 43 , 72 9)
TERMOS EQÜIDISTANTES
A produto dos termos eqüidistantes de uma P.G. é sempre constante:
1 × 7 2 9 = 3 × 2 4 3 = 9 × 8 1 = 2 7 × 2 7 = 2 7
2
TERMOS CONSECUTIVOS
Um termo é sempre obtido pela média geométrica dos "vizinhos", ou dos
eqüidistantes.
3
2
= 1 × 9 ; 2 7
2
= 9 × 8 1 ; 9
2
= 3 × 2 7

Exercícios Resolvidos
1) Calcule o quinto termo da P.G. (2, 6, 18, ...).
Resolução:
Sabemos que a
1
= 2 e q = 6÷2 = 3
Utilizando a relação do termo geral escrevemos:
a
5
= a
1
× q
(5 - 1)
⇒ a
5
= 2 × 3
4
a
5
= 162
2) Sabendo que a seqüência (3, y + 2, 5y - 2, ...) é uma P.G. Encontre a sua razão e
o primeiro termo dessa progressão.
Resolução:
Utilizando a propriedade de três termos consecutivos obtemos a seguinte
relação:
(y + 2)
2
= 3 . (5y - 2)
y
2
+ 4y + 4 = 15y - 6
y
2
- 11y + 10 = 0
Resolvendo a equação do segundo grau obtemos:
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y = 10
P. G .: (3, 12, 48, . . . )
¹
'
¹
·
·
4 q
3 a
1
o u
y = 1
P. G .: (3, 3, 3, .. . )
¹
'
¹
·
·
1 q
3 a
1
SOMA DOS TERMOS DE UMA P.G.
Para o cálculo da soma dos n primeiros termos de uma progressão geométrica,
usa-se a fórmula abaixo:
S
n
=
q 1
) q (1 a
n
1

− ⋅
o u S
n
=
1 - q
1) - (q a
n
1

Exercícios Resolvidos
1) Determine a soma dos 8 primeiros termos da progressão geométrica (1, 3, 9,
...).
Resolução:
Temos a
1
= 1 e q = 3
Portanto
S
8
=
) 1 3 (
) 1 3 ( 1
8

− ⋅
⇒ S
8
=
2
1 6561 −
S
8
= 3 280
2) Determine a soma dos oito primeiros termos da P.G. (-1, 2, -4, 8, ...)
Resolução:
Da P.G. acima temos: a
1
= -1 e q = 2÷(-1) = -2
Utilizando a fórmula para o cálculo dos cem primeiros termos da P.G.:
S
8
=
( ) Τϕ / Φ6 15. 25 Τφ 1 0 0 1 257 192. 89 Τµ ( )
) 1 2 (
] 1 2 [ 1
8
− −
− − ⋅ −
⇒ S
8
=
3
255


S
8
= 85
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EXERCÍCIOS - P.G.
P
1
) Qual é o quinto termo da P.G. (
9
2
,
3
4
, 8, ...)?
P
2
) O 4º. termo de uma P.G. é
250
1
e o 1º. termo é igual a 4. Qual é a razão dessa
P.G.?
P
3
) O 9º. termo de uma P.G. é
8
2
e a sua razão é
2
2
. Determine:
a) O primeiro termo;
b) o quarto termo.
P
4
) Qual é o décimo termo da P.G.: (20, 10, 5, ...)?
P
5
) Numa pequena cidade, um boato é espalhado da seguinte maneira: no 1º. dia,
5 pessoas ficam sabendo; no 2º., 15; no 3º., 45; e assim por diante. Quantas
pessoas ficam sabendo do boato no 10º. dia?
P
6
) Num cassino, são disputadas dez rodadas em uma noite. Na 1ª. rodada, o
valor do prêmio é R$2000,00. Caso os valores dos prêmios aumentem segundo
uma P.G., qual é o valor do prêmio na última rodada, se na 5ª. rodada ele for de
R$10 125,00?
P
7
) Calcule o valor de x, de modo que a seqüência (x - 4, 2x - 4, 4x + 4) seja uma
P.G.
P
8
) Calcule a soma dos sete primeiros termos da P.G. (4, -12, 36, ...).
P
9
) Numa P.G. de termos positivos, o 1º. termo é igual a 5 e o 7º. é 320. Calcule a
soma dos dez primeiros termos dessa P.G.
P
10
) Um indivíduo contraiu uma dívida e precisou pagá-la em oito prestações
assim determinadas: 1º. R$60,00; 2ª. R$90,00; 3ª. R$135,00; e assim por diante.
Qual o valor total da dívida?
P
11
) Numa cidade, 3100 jovens alistaram-se para o serviço militar. A junta militar
da cidade convocou, para exame médico, 3 jovens no primeiro dia, 6 no 2º. dia, 12
no 3º., e assim por diante. Quantos jovens ainda devem ser convocados para o
exame após o 10º. dia de convocações?
GABARITO - P.G.
P1) 288
P2) q =
10
1
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P3) a)
2 2
b) 1
P4)
128
5
P5) 98 415
P6) R$ 76 886,72
P7) 8
P8) 2 188
P9) 5 115
P10) R$ 2 956,00, aproximadamente
P11) 31
SISTEMAS LINEARES
É um conjunto de m equações lineares de n incógnitas (x
1,
x
2
, x
3
, ... , x
n
) do tipo:
a
11
x
1
+ a
12
x
2
+ a
13
x
3
+ ... + a
1n
x
n
= b
1
a
21
x
1
+ a
22
x
2
+ a
23
x
3
+ ... + a
2n
x
n
= b
2
a
31
x
1
+ a
32
x
2
+ a
33
x
3
+ ... + a
3n
x
n
= b
3
.................................................................
.................................................................
a
m1
x
1
+ a
m2
x
2
+ a
m3
x
3
+ ... + a
mn
x
n
= b
n
Exemplo:
3x + 2y - 5z = -8
4x - 3y + 2z = 4
7x + 2y - 3z = 2
0x + 0y + z = 3
Temos acima um sistema de 4 equações e 3 incógnitas (ou variáveis).
Os termos a
11,
a
12
, ... , a
1n
, ... , a
m1
, a
m2
, ..., a
mn
são denominados coeficientes
e b
1,
b
2
, ... , b
n
são os termos independentes.
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A ênupla (a
1
, a
2
, a
3
, ... , a
n
) será solução do sistema linear se e somente se
satisfizer simultaneamente a todas as m equações.
Exemplo:
O termo ordenado (2, 3, 1) é solução do sistema:
x + y + 2z = 7
3x + 2y - z = 11
x + 2z = 4
3x - y - z = 2
pois todas as equações são satisfeitas para x=2, y=3 e z=1.
Notas:
1 - Dois sistemas lineares são EQUIVALENTES quando possuem as mesmas
soluções.
Exemplo:
S
1
: 2x + 3y = 12
3x - 2y = 5
S
2
: 5x - 2y = 11
6x + y = 20
Os sistemas lineares são equivalentes, pois ambos admitem o par ordenado (3,
como solução. Verifique!
2 - Se um sistema de equações possuir pelo menos uma solução, dizemos que ele
é POSSÍVEL ou COMPATÍVEL.
3 - Se um sistema de equações não possuir solução, dizemos que ele é
IMPOSSÍVEL ou INCOMPATÍVEL.
4 - Se o sistema de equações é COMPATÍVEL e possui apenas uma solução,
dizemos que ele é DETERMINADO.
5 - Se o sistema de equações é COMPATÍVEL e possui mais de uma solução,
dizemos que ele é INDETERMINADO.
6 - Se os termos independentes de todas as equações de um sistema linear forem
todos nulos, ou seja
b
1
= b
2
= b
3
= ... = b
n
= 0, dizemos que temos um sistema linear HOMOGÊNEO.
Exemplo:
x + y + 2z = 0
2x - 3y + 5z = 0
5x - 2y + z = 0
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Exercícios Resolvidos
1 -Se os sistemas
S
1
: x + y = 1
x - 2y = -5
S
2
: ax - by = 5
ay - bx = -1
são equivalentes, então o valor de a
2
+ b
2
é igual a:
a) 1
b) 4
c) 5
d) 9
e) 10
Resolução:
Como os sistemas são equivalentes, eles possuem a mesma solução. Vamos
resolver o sistema S
1
:
x + y = 1
x - 2y = - 5
Subtraindo membro a membro, vem: x - x + y - (- 2y) = 1 - (- 5). Logo, 3y = 6 \ y = 2.
Portanto, como x+y = 1, vem, substituindo: x + 2 = 1 \ x = -1.
O conjunto solução é portanto S = {(-1, 2)}.
Como os sistemas são equivalentes, a solução acima é também solução do
sistema S
2
. Logo, substituindo em S
2
os valores de x e y encontrados para o
sistema S
1
, vem:
a(-1) - b(2) = 5⇒ - a - 2b = 5
a(2) - b (-1) = -1⇒ 2 a + b = -1
Multiplicando ambos os membros da primeira equação (em azul) por 2, fica:
-2 a - 4b = 10
Somando membro a membro esta equação obtida com a segunda equação (em
vermelho),
fica: -3b = 9 \b = - 3
Substituindo o valor encontrado para b na equação acima, teremos:
2 a + (-3) = -1 \ a = 1.
Portanto, a
2
+ b
2
= 1
2
+ (-3)
2
= 1 + 9 = 10.
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Portanto a alternativa correta é a letra E.
2 - Determine o valor de m de modo que o sistema de equações abaixo,
2x - my = 10
3x + 5y = 8, seja impossível.
Resolução:
Teremos, expressando x em função de m, na primeira equação:
x = (10 + my) / 2
Substituindo o valor de x na segunda equação, vem:
3[(10+my) / 2] + 5y = 8
Multiplicando ambos os membros por 2, desenvolvendo e simplificando, vem:
3(10+my) + 10y = 16
30 + 3my + 10y = 16
(3m + 10)y = -14
y = -14 / (3m + 10)
Ora, para que não exista o valor de y e, em conseqüência não exista o valor de x,
deveremos ter o denominador igual a zero, já que , como sabemos, NÃO EXISTE
DIVISÃO POR ZERO.
Portanto, 3m + 10 = 0 , de onde conclui-se m = -10/3, para que o sistema seja
impossível, ou seja, não possua solução.
Agora, resolva e classifique os seguintes sistemas:
a) 2x + 5y .- ..z = 10
.............3y + 2z = ..9
.....................3z = 15
b) 3x - 4y = 13
.....6x - 8y = 26
c) 2x + 5y = 6
....8x + 20y = 18
Resposta:
a) sistema possível e determinado. S = {(25/3, -1/3, 5)}
b) sistema possível e indeterminado. Possui um número infinito de soluções.
c) sistema impossível. Não admite soluções
Método de eliminação de Gauss ou método do escalonamento
Karl Friedrich Gauss - astrônomo, matemático e físico alemão - 1777/1855.
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O método de eliminação de Gauss para solução de sistemas de equações
lineares, também conhecido como escalonamento, baseia-se em três
transformações elementares, a saber:
T1 - um sistema de equações não se altera, quando permutamos as posições de
duas equações quaisquer do sistema.
Exemplo:
Os sistemas de equações lineares
2x + 3y = 10
5x - 2y = 6
5x - 2y = 6
2x + 3y = 10
são obviamente equivalentes, ou seja, possuem o mesmo conjunto solução.
Observe que apenas mudamos a ordem de apresentação das equações.
T2 - um sistema de equações não se altera, quando multiplicamos ambos os
membros de qualquer uma das equações do sistema, por um número real não
nulo.
Exemplo:
Os sistemas de equações lineares
3x + 2y - z = 5
2x + y + z = 7
x - 2y + 3z = 1
3x + 2y - z = 5
2x + y + z = 7
3x - 6y + 9z = 3
são obviamente equivalentes, pois a terceira equação foi multiplicada membro a
membro por 3.
T3- um sistema de equações lineares não se altera, quando substituímos uma
equação qualquer por outra obtida a partir da adição membro a membro desta
equação, com outra na qual foi aplicada a transformação T2.
Exemplo:
Os sistemas
15x - 3y = 22
5x + 2y = 32
15x - 3y = 22
...... - 9y = - 74
são obviamente equivalentes (ou seja, possuem o mesmo conjunto solução), pois
a segunda equação foi substituída pela adição da primeira equação, com a
segunda multiplicada por ( -3 ).
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Vamos resolver, a título de exemplo, um sistema de equações lineares, pelo
método de Gauss ou escalonamento.
Seja o sistema de equações lineares:
. x + 3y - 2z = 3 .Equação 1
2x . - .y + z = 12 Equação 2
4x + 3y - 5z = 6 .Equação 3
Resolução:
1 - Aplicando a transformação T1, permutando as posições das equações 1 e 2,
vem:
2x .-...y + z = 12
x ..+ 3y - 2z = 3
4x + 3y - 5z = 6
2 - Multiplicando ambos os membros da equação 2, por (- 2) - uso da
transformação T2 - somando o resultado obtido com a equação 1 e substituindo a
equação 2 pelo resultado obtido - uso da transformação T3 - vem:
2x - ..y + z = 12
.....- 7y + 5z = 6
4x + 3y - 5z = 6
3 - Multiplicando ambos os membros da equação 1 por (-2), somando o resultado
obtido com a equação 3 e substituindo a equação 3 pela nova equação obtida,
vem:
2x - ..y + ..z = ...12
.....- 7y + 5z = ....6
........5y - 7z = - 18
4 - Multiplicando a segunda equação acima por 5 e a terceira por 7, vem:
2x -.....y + ....z =....12
.....- 35y +25z =... 30
.......35y - 49z = -126
5 - Somando a segunda equação acima com a terceira, e substituindo a terceira
pelo resultado obtido, vem:
2x - .....y + ....z = ..12
.....- 35y + 25z = ..30
...............- 24z = - 96
6 - Do sistema acima, tiramos imediatamente que: z = (-96) / (-24) = 4, ou seja, z =
4.
Como conhecemos agora o valor de z, fica fácil achar os valores das outras
incógnitas:
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Teremos: - 35y + 25(4) = 30 \ y = 2.
Analogamente, substituindo os valores conhecidos de y e z na primeira equação
acima, fica:
2x - 2 + 4 = 12 \ x = 5.
Portanto, x = 5, y = 2 e z = 4, constitui a solução do sistema dado. Podemos então
escrever que o conjunto solução S do sistema dado, é o conjunto unitário
formado por um terno ordenado (5,2,4) :
S = { (5, 2, 4) }
Verificação:
Substituindo os valores de x, y e z no sistema original, teremos:
5 + 3(2) - 2(4) = 3
2(5) - (2) + (4) = 12
4(5) + 3(2) - 5(4) = 6
o que comprova que o terno ordenado (5,4,3) é solução do sistema dado.
Sobre a técnica de escalonamento utilizada para resolver o sistema dado,
podemos observar que o nosso objetivo era escrever o sistema na forma
ax + by + cz = k
1
dy + ez = k
2
fz = k
3
de modo a possibilitar achar o valor de z facilmente ( z = k
3
/ f ) e daí, por
substituição, determinar y e x. Este é o caminho comum para qualquer sistema.
É importante ressaltar que se em z = k
3
/ f , tivermos:
a) f ¹ 0 , o sistema é possível e determinado.
b) f = 0 e k
3
¹ 0 , o sistema é impossível, ou seja, não possui solução, ou podemos
c) dizer também que o conjunto solução é vazio, ou seja: S = f .
d) f = 0 e k
3
= 0 , o sistema é possível e indeterminado, isto é, possui um número
infinito de soluções.
Não podemos escrever uma regra geral para o escalonamento de um sistema de
equações lineares, a não ser recomendar a correta e oportuna aplicação das
transformações T1, T2 e T3 mostradas anteriormente.
Podemos entretanto observar que o método de escalonamento consiste
basicamente em eliminar a primeira incógnita a partir da segunda equação,
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eliminar a segunda incógnita em todas as equações a partir da terceira e assim
sucessivamente, utilizando-se das transformações T1, T2 e T3 vistas acima.
A prática, entretanto, será o fator determinante para a obtenção dos bons e
esperados resultados.
Agora, resolva os seguintes sistemas lineares, usando a técnica de
escalonamento:
Sistema I : Resp: S = { (3, 5) }
4x - 2y = 2
2x + 3y = 21
Sistema II : Resp: S = { (-1, 2, 4) }
2 a + 5b + .3c = ...20
5 a + 3b - 10c = - 39
...a + ..b + ....c = .....5
Sistema III : Resp: S = { (2, 3, 5) }
..x + .y .- ..z = ...0
..x - 2y + 5z = 21
4x + .y + 4z = 31
Regra de Cramer para a solução de um sistema de equações
lineares com n equações e n incógnitas.
Gabriel Cramer - matemático suíço - 1704/1752.
Consideremos um sistema de equações lineares com n equações e n incógnitas,
na sua forma genérica:
a
11
x
1
+ a
12
x
2
+ a
13
x
3
+ ... + a
1n
x
n
= b
1
a
21
x
1
+ a
22
x
2
+ a
23
x
3
+ ... + a
2n
x
n
= b
2
a
31
x
1
+ a
32
x
2
+ a
33
x
3
+ ... + a
3n
x
n
= b
3
....................................................= ...
....................................................= ...
a
n1
x
1
+ a
n2
x
2
+ a
n3
x
3
+ ... + a
nn
x
n
= b
n
onde os coeficientes a
11
, a
12
, ..., a
nn
são números reais ou complexos, os termos
independentes b
1
, b
2
, ... , b
n
, são números reais ou complexos e x
1
, x
2
, ... , x
n
são as incógnitas do sistema nxn.
Seja D o determinante da matriz formada pelos coeficientes das incógnitas.
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Seja D x
i
o determinante da matriz que se obtém do sistema dado, substituindo a
coluna dos coeficientes da incógnita x
i
( i = 1, 2, 3, ... , n), pelos termos
independentes b
1
, b
2
, ... , b
n
.
A regra de Cramer diz que:
Os valores das incógnitas de um sistema linear de n equações e n incógnitas são
dados por frações cujo denominador é o determinante D dos coeficientes das
incógnitas e o numerador é o determinante D x
i
, ou seja:
x
i
= D x
i
/ D
Exemplo:
Resolva o seguinte sistema usando a regra de Cramer:
x + 3y - 2z = 3
2x - y + z = 12
4x + 3y - 5z = 6
Teremos:
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Portanto, pela regra de Cramer, teremos:
x
1
= D x
1
/ D = 120 / 24 = 5
x
2
= D x
2
/ D = 48 / 24 = 2
x
3
= D x
3
/ D = 96 / 24 = 4
Logo, o conjunto solução do sistema dado é S = { (5, 2, 4) }.
Agora, resolva este:
2 x + 5y + 3z = 20
5 x + 3y - 10z = - 39
x + y + z = 5
Resp: S = { (-1, 2, 4) }
EQUAÇÕES E INEQUAÇÕES- 1º e 2º GRAUS
EQUAÇÃO DO 1º. GRAU
Observe as sentenças abaixo:
1º) 2 x 3 + 5 = 11
2º) 2 x 4 + 5 = 11
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3º) 2 x x + 5 = 11
A sentença 1 é verdadeira pois verificamos a igualdade
A 2 é uma sentença falsa pois 2 x 4 + 5 = 13.
Com relação a sentença 3 ela será uma sentença aberta pois não sabemos que valor que o
x poderá assumir; que inclusive essa sentença é um caso particular de equação do 1
O
.
grau.
RESOLUÇÃO DA EQUAÇÃO DO 1
O
. GRAU
Exemplo1:
Resolva, em IR, a equação 2(x - 3) = x - 3.
Resolução:
Aplicando a propriedade distributiva no primeiro membro da igualdade temos:
2x - 6 = x - 3 ⇒ 2x - x = 6 - 3 ⇒ x = 3
Resolvendo
2
x

5
x
= −6 ⇒
10
60
10
x 2 x 5 −
·

⇒ 5x − 2x = −60 ⇒ 3x = −60 ⇒ x = −20
Resposta: O número real é o - 20.
02) Existem três números inteiros consecutivos com soma igual a 393. Que números são
esses?
Resolução:
x + (x + 1) + (x + 2) = 393
3x + 3 = 393
3x = 390
x = 130
Então, os números procurados são: 130, 131 e 132.
03) Resolva as equações a seguir:
a)18x - 43 = 65
b) 23x - 16 = 14 - 17x
c) 10y - 5 (1 + y) = 3 (2y - 2) - 20
d) x(x + 4) + x(x + 2) = 2x
2
+ 12
e) (x - 5)/10 + (1 - 2x)/5 = (3-x)/4
f) 4x (x + 6) - x
2
= 5x
2
Resolução:
(a)
18x = 65 + 43
18x = 108
x = 108/18
x = 6
(b)
23x = 14 - 17x + 16
23x + 17x = 30
40x = 30
x = 30/40 = 3/4
(c)
10y - 5 - 5y = 6y - 6 -20
5y - 6y = -26 + 5
-y = -21
y = 21
(d)
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x² + 4x + x² + 2x = 2x² + 12
2x² + 6x = 2x² + 12
Diminuindo 2x² em ambos os lados:
6x = 12
x = 12/6 = 2
(e)
[2(x - 5) + 4(1 - 2x)] / 20 = 5 (3 - x) / 20
2x - 10 + 4 - 8x = 15 - 5x
-6x - 6 = 15 - 5x
-6x + 5x = 15 + 6
-x = 21
x = -21
(f)
4x² + 24x - x² = 5x²
4x² - x² - 5x² = -24x
-2x² = -24x
Dividindo por x em ambos os lados:
-2x = - 24
x = 24/2 = 12
04) Determine um número real "a" para que as expressões (3a + 6)/ 8 e (2a + 10)/6 sejam
iguais.
Resolução:
(3a + 6) / 8 = (2a + 10) / 6
6 (3a + 6) = 8 (2a + 10)
18a + 36 = 16a + 80
2a = 44
a = 44/2 = 22
05) Resolver as seguintes equações (na incógnita x):
a) 5/x - 2 = 1/4 (x 0)
b) 3bx + 6bc = 7bx + 3bc
Resolução:
(a)
(20 - 8x) / 4x = x/4x
20 - 8x = x
-8x = x - 20
-8x - x = -20
-9x = -20
x = 20/9
(b)
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3bx = 7bx + 3bc - 6bc
3bx - 7bx = -3bc
-4bx = -3 bc
x = (3bc/4b)
x = 3c/4
INEQUAÇÃO DO 1º. GRAU
A resolução de inequações do 1º. grau é análoga a resoluções de equações do 1º. grau,
observe:
Inequação: 4(x + 1) − 5 ≤ 2x + 6
4(x + 1) − 5 ≤ 2x + 6
4x + 4 − 5 ≤ 2x + 6
4x − 2x ≤ 6 − 4 + 5
2x ≤ 7
x ≤
2
7
S = {x ∈ IR / x ≤
2
7
}
Exercício Resolvido
R
3
) Obtenha o conjunto domínio da função representada por f(x) =
x 2 1
1 x

+
.
Resolução:
Para obter o domínio de uma função basta verificar quando ela vai existir, ou seja, neste
caso, temos uma raiz quadrada, então devemos impor que o radicando seja não negativo,
isto é:
x 2 1
1 x

+
≥ 0
Obtemos uma inequação do tipo quociente, para a resolução da mesma devemos estudar
o sinal do numerador e denominador:
Estudo do sinal do numerador
x + 1 = 0 ⇒ x = −1
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+
−1
_
Estudo do sinal do denominador
1 − 2x = 0 ⇒ 2x = 1 ⇒ x =
2
1
+
_
2
1
O próximo passo é estudar o sinal do quociente entre as duas funções e paratanto
faremos uso do "quadro de sinais":
Quadro de Sinais
f ( x ) = x + 1
g ( x ) = 1 – 2 x
g(x)
f(x)
− 1
2
1
Assim o domínio da função é:
D = { x ∈ IR / −1 ≤ x <
2
1
}
EXERCÍCIOS - FUNÇÃO DO 1
O
.GRAU
P
1
) Uma empresa aérea vai vender passagempara um grupo de 100 pessoas. Aempresa
cobrará do grupo 2 000 dólares por cada passageiro embarcado, mais 400 dólares por
cada passageiro que não embarcar. Pergunta-se:
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a) Qual a relação entre a quantidade de dinheiro arrecadado pela empresa e número de
passageiros embarcados?
b) Quanto arrecadará a empresa se só viajarem 50 passageiros?
c) Quantos passageiros viajarão se a empresa só conseguir arrecadar 96 000 dólares?
P
2
) Um padeiro fabrica 300 pães por hora. Considerando esse dado, pede-se:
a) a função que representa o número de pães fabricados (p) em função do tempo (t);
b) quantos pães são fabricados em 3 horas e 30 minutos?
P
3
) Um motorista de táxi, emuma determinada localidade, cobra uma quantia mínima fixa
de cada passageiro, independentemente da distância a ser percorrida, mais uma certa
quantia, também fixa, por quilômetro rodado. Um passageiro foi transportado por 30km e
pagou R$32,00. Um outro passageiro foi transportado por 25kme pagou R$27,00. Calcule
o valor de reais cobrado por quilômetro rodado.
P
4
) Uma função f afim é tal que f(-1) = 3 e f(1) = 1. Determine o valor de f(3).
P
5
) Resolva, em IR, as seguintes inequações:
a) 3x - 4 ≤ x + 5 b) 19 - 17x < -4 + x
c) 5 - 3x > 7 - 11x d) 3 - x ≤ -1 + x
P
6
) Resolva, em IR, as inequações:
a)
2 x
1 x 2
+
+
> 0 b)
x 2 3
2 x 3


< 0 c)
1 x 5
x 4 3
+

≥ 0
P
7
) O gráfico abaixo representa a de IR em IRdada por f(x) = ax + b (a, b ∈ IR). De acordo
com o gráfico, conclui-se que
x
y
a) a < 0 e b > 0
b) a < 0 e b < 0
c) a > 0 e b > 0
d) a > 0 e b < 0
e) a > 0 e b = 0
P
8
) O gráfico da função f(x) = mx + n passa pelos pontos (-1, 3) e (2, 7). O valor de m é:
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a)
3
4
b)
3
5
c) 1 d) 2 e) 3
P
9
) Numa escola é adotado o seguinte critério: a nota da primeira prova é multiplicada por
1, a nota da segunda prova é multiplicada por 2 e a nota da terceira prova é multiplicada
por 3. Os resultados, após somados, são divididos por 6. Se a média obtida por este
critério for maior ou igual a 6,5 o aluno é dispensado das atividades de recuperação.
Suponha que um aluno tenha tirado 6,3 na primeira prova e 4,5 na segunda prova. Quanto
precisará tirar na terceira prova para ser dispensado da recuperação?
GABARITO - FUNÇÃO DO 1
O
.GRAU
P1)
a) Sendo x a quantidade de passageiros embarcados e Q a quantidade de dinheiro
arrecadado, temos Q = 1600x + 40 000.
b) 120 000 dólares
c) 35 passageiros
P2)
a) p = 300 t
b) 1050 pães
P3) R$ 1,00
P4) -1
P5)
a) S = {x ∈ IR | x ≤
2
9
} b) S = {x ∈ IR | x >
18
23
}
c) S = {x ∈ IR| x >
4
1
} d) S = {x ∈ IR| x ≥ 2}
P6)
a) S = {x ∈IR | x < - 2 ou x >
2
1

}
b) S = {x ∈ IR | x <
3
2
ou x >
2
3
}
c) S = {x ∈ IR |
5
1

< x ≤
4
3
}
P7) A
P8) A
P9) No mínimo 7,9
EQUAÇÃO DO 2
O
. GRAU
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Definição: "É toda sentença aberta, em x, redutível ao tipo ax
2
+ bx + c = 0,
com a ∈ IR*, b ∈ IR e c ∈ IR."
RESOLUÇÃO DA EQUAÇÃO DO 2º. GRAU
1
O
. CASO ⇒ b = 0 e c ≠ 0
Exemplo1: 2x
2
- 8 = 0
Resolução análoga à resolução de uma equação do 1
O
. grau, observe:
2x
2
− 8 = 0 ⇒ 2x
2
= 8 ⇒ x
2
= 4 ⇒ x = t
4
⇒ x = t 2
S = {2; -2}
2
O
. CASO⇒ b ≠ 0 e c = 0
Exemplo2: x
2
- 4x = 0
Utilizando a fatoração:
x
2
− 4x = 0 ⇒ x(x − 4) = 0
¹
¹
¹
'
¹
· −
·
0 4 x
ou
0 x
⇒ x = 0 ou x = 4
S = {0; 4}
CASO GERAL - "FÓRMULA DE BHASKARA"
x =
a 2
Ä b

t −
⇒ ∆ = b
2
− 4.a.c
Exemplo3: x
2
- 5x + 6 = 0
Para a resolução desta equação utilizaremos a fórmula de Bhaskara e paratanto vamos
retirar os coeficientes da equação:
x
2
− 5x + 6 = 0
¹
¹
¹
'
¹
·
− ·
·
6 c
5 b
1 a
substituindo...

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∆= b
2
– 4ac⇒ ∆= (−5)
2
− 4.1.6⇒ ∆ = 25 − 24 ⇒ ∆ = 1
x =
a 2
b

∆ t −
⇒ x =
( ) Τϕ / Φ6 13. 188 Τφ 1 0 0 1 227 693. 89 Τµ ( )
1 2
1 5

t − −
x =
2
1 5 t
¹
¹
¹
'
¹
· ·

·
· ·
+
·
2
2
4
2
1 5
x
3
2
6
2
1 5
x
⇒ S = { 2; 3}
Observação:
Sendo S o conjunto-solução de uma equação do 2
O
. grau do tipo ax
2
+ bx + c = 0, conclui-
se que:
v ∆ > 0 ⇒ S =
¹
¹
¹
'
¹
¹
¹
¹
'
¹
∆ − − ∆ + −
a 2
b
;
a 2
b
⇒ Duas raízes reai s e disti ntas
v ∆ = 0 ⇒ S =
¹
'
¹
¹
'
¹−
a 2
b
⇒ Uma rai z real ou duas raízes idênticas
v ∆
< 0
⇒ S = ∅

Não há sol ução real
Exercícios Resolvidos
R
1
) Do quadrado de um número real vamos subtrair o quádruplo do mesmo número. O resultado
encontrado é 60. Qual é esse número?
Resolução:
quadrado do número: x
2
quádruplo do número: 4x
Equação: x
2
− 4x = 60
Normalizada: x
2
− 4x − 60 = 0
Resolvendo com o auxílio da fórmula de Bhaskara, obteremos como solução 10 e −6, logo o
número real descrito poderá ser o 10 ouo −6.
R
2
) Determine os valores de m para que a função quadrática f(x) = x
2
+ (3m + 2)x + (m
2
+ m +
2) tenha umzero real duplo.
Resolução:
Ter um zero real duplo significa que a equação tenha duas raízes reais e idênticas, ou seja, ∆ =
0, logo:
b
2
- 4ac = 0 ⇒ (3m + 2)
2
− 4.1.(m
2
+ m+2) = 0
Desenvolvendo o quadrado perfeito e aplicando a propriedade distributiva
9m
2
+ 12m+ 4 − 4m
2
− 4m − 8 = 0
5m
2
+ 8m − 4 = 0
como auxílio da fórmula de Bhaskara
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m = −2 ou m =
5
2
INEQUAÇÕES DO 2
O
. GRAU
Vamos aplicar o estudo do sinal de uma função quadrática na resolução de
inequações.
Utilizaremos como exemplo o item a do exercício R
1
:
y = x
2
− 3x − 10
Uma inequação que podemos formar:
x
2
− 3x − 10 > 0
Para a resolução desta inequação basta considerarmos o estudo do sinal para a y > 0, ou
seja:
S = {x ∈ IR / x < −2 ou x > 5}
Geometricamente:
−2 5
+
_
+
_
Observações:
v Se tivéssemos uma inequação do tipo x
2
− 3x − 10 ≥ 0, a solução seria S = {x ∈ IR/ x ≤ −2
ou x ≥ 5} e o esboço ficaria da seguinte forma:
−2
5
+
_
+
_
Agora os valores −2 e 5 pertencem à solução da inequação e por isso representamos no
eixo com uma "bolinha" fechada diferentemente da inequação anterior.
v Não há necessidade do eixo y na representação do esboço.
EXERCÍCIOS - FUNÇÃO DO 2
O
. GRAU
P
1
) Considere a função y = −x
2
+ 2x + 3.
a) Determine o ponto onde a parábola que representa a função corta o eixo dos y.
b) Verifique se a parábola que representa a função corta o eixo dos x; em caso afirmativo,
determine as coordenadas dos pontos onde isso acontece.
c) Determine as coordenadas do vértice da parábola que representa a função.
d) Desenhe o gráfico da função.
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P
2
) A soma de dois números é 207. O maior deles supera o menor em 33 unidades. Quais
são os dois números?
P
3
) A soma de um número real com o seu quadrado dá 30. Qual é esse número?
P
4
) Do quadrado de um número real vamos subtrair o quádruplo do mesmo número. O
resultado encontrado é 60. Qual é esse número?
P
5
) Sabe-se que Junior tem 5 anos a mais que Hudson e que o quadrado da idade de
Junior está para o quadrado da idade da idade de Hudson assim como 9 está para 4. Qual
é a idade de Junior e qual a idade de Hudson?
P
6
) A diferença entre o quadrado e o triplo de um número real é igual a 4. Qual é esse
número?
P
7
) O produto de um número inteiro positivo pelo seu consecutivo é 20. Qual é esse
número?
P
8
) A medida da base de um triângulo é de x cm. A altura mede (x + 2) cm. Ache essas
medidas, sabendo que a área desse triângulo é igual a 12 cm
2
.
P
9
) A classe de Flávio Betiol vai fazer uma excursão ao Rio de Janeiro, para comemorar a
formatura da 8ª série. A despesa total seria de R$3.600,00. Como 6 alunos não poderão ir
ao passeio, a parte de cada um aumentou em R$ 20,00. Quantos alunos estudam na classe
de Flávio Betiol?
P
10
) O quadrado de um número estritamente positivo adicionado com o seu dobro é igual
ao quadrado do seu triplo. Qual é esse número?
P
11
) A metade de um número positivo somado com o dobro do seu quadrado é igual ao
quádruplo do número. Qual é o número?
P
12
) O quadrado da idade de Reinivaldo menos o quíntuplo de sua idade é igual a 104.
Qual é a idade de Reinivaldo?
P
13
) Subtraímos 3 do quadrado de um número. Em seguida, calculamos a soma de 7 com
o triplo desse mesmo número. Nos dois casos, obtemos o mesmo resultado. Qual é esse
número, se ele é um número natural?
P
14
) Resolva, em IR, as inequações:
a) x
2
− 3x + 2 > 0
b)−x
2
+ x + 6 > 0
c) x
2
− 4 = 0
d)−3x
2
− 8x + 3 ≤ 0
e)−2x
2
+ 3x > 0
f) x
2
+ 10x > 0
GABARITO - FUNÇÃO DO 2
O
.GRAU
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P1) a) y = 3 b) x
1
= −1 ou x
2
= 3
c) x
v
= 1 e y
v
= 4 d) Gráfico: a < 0 e ∆ > 0
P2) O número menor é 87, o maior é 120.
P3) O número procurado é 5 ou - 6
P4) O número procurado é 10 ou - 6
P5) -2 não convémpois pede-se idades ⇒
Hudson = 10 anos e Junior = 15 anos
P6) 4 ou -1
P7) 4
P8) base = 4cm e altura = 6cm
P9) 36 alunos
P10) 1
P11) 7/4
P12) 13 anos
P13) 5
P 1 4 ) a) S = { x ∈ I R / x < 1 o u x > 2 }
b) S = { x ∈ I R / −2 < x < 3 }
c) S = { x ∈ I R / x < − 2 o u x > 2 }
d ) S = { x ∈ I R / x ≤ − 3 o u x ≥
3
1
}
e) S = { x ∈ I R / 0 < x <
2
3
}
f) S = {x ∈ I R / x < −1 0 o u x > 0 }
EQUAÇÕES EXPONENCIAIS
Regra:
2 1
x x
x x a a
2 1
· ⇔ ·
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Exemplo1: Vamos resolver a seguinte equação exponencial:
2
x
= 128 ⇒ f ator ando o segundo membr o ⇒ 2
x
= 2
7
2
a
.)
x
2
1

,
`

.
|
>
128
1

x
2
1

,
`

.
|
>
7
2
1

,
`

.
|
⇒ x < 7
c) S = {x ∈ IR / x < 4} d) S = { x ∈ IR / x ≤ −3}
e) S = {x ∈ IR / x ≤ −6} f) S = {x ∈ IR / x ≤
3
8
− }
g) S = {x ∈ IR / x ≥
2
3
}
FUNÇÕES
INTRODUÇÃO
Uma determinada gráfica imprime apostilas para concursos públicos. O
custo de cada apostila varia em função da quantidade de páginas a serem
impressas. Vamos supor que cada página tenha o custo de R$ 0,07 e para cada
apostila confeccionada ainda há um custo fixo de R$ 5,00 relacionado com a
capa, plastificação etc. Observe a tabela abaixo que relaciona o preço de cada
apostila montada em função da quantidade de páginas impressas:
Pági nas Preço
50 R$ 8,50
70 R$ 9,90
100 R$ 12,00
200 R$ 19,00
É impossível até estabelecermos uma fórmula que relacione a quantidade de
páginas impressas (x) e o preço (y) de cada apostila:
y = 0,07x + 5
Este é um exemplo de função, observe que para cada valor de x encontramos
um único valor de y, podemos dizer então que y é função de x, isto é, y está em
função de x, e outra forma de escrevermos a mesma fórmula é:
f(x) = 0,07x + 5
Se uma pessoa interessada em editar suas apostilas nesta gráfica quisesse saber
o quanto deveria desembolsar para confeccionar uma apostila com 300 páginas,
ela poderia simplesmente substituir x = 300, na expressão acima:
f(300) = 0,07.300 + 5 = 21 + 5 = 26
Logo, o valor que iria desembolsar seria de R$ 26,00 por apostila impressa.
DEFINIÇÃO
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Seja f uma relação entre dois conjuntos A e B, diz-se que f é uma função de A em
B e indica-se por f: A →B, se e somente se para cada elemento de x ∈ A exista
um único elemento y ∈B.
f
A B
x
1
y
1
O conjunto Aé chamado de domínio da função e o conjunto Bé chamado de
contra-domínio e os elementos de B que estão relacionados com os de Afazem
parte do conjunto imagem da função.
RECONHECENDO UMA FUNÇÃO
PELOS DIAGRAMAS
Exemplo1:
Observe as relações abaixo entre os conjuntos A e B dizendo em cada item se
são ou não função, em caso afirmativo, encontre o seu domínio (D
f
), contra-
domínio (CD
f
) e conjunto imagem (Im
f
) das funções identificadas.
a)
0 •
1 •
• 0
• 5
• 10
• 20
A B
Esta r elação é uma função, pois cada el emento de A está
relacionado com apenas um de B.
v D
f
= {0, 1}
v CD
f
= {0, 5, 10, 20}
v Im
f
= {0, 5}
b)
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0 •
1 •
2 •
3 •
• 0
• 2
• 4
• 6
• 8
• 10
A B
Esta relação não é uma função, pois existe um elemento de
A que não se relaciona com nenhum de B.
c)
-1 •
-2 •
2•
1•
• 1
• 2
• 3
• 6
• 7
• 8
A B
Esta r elação é uma função, pois cada el emento de A está
relacionado com apenas um de B, e não existe nenhuma
el emento de A sobrando.
v D
f
= {-1, -2, 2, 1}
v CD
f
= {1, 2, 3, 6, 7}
v Im
f
= {1, 7}
d)
0 •
2 •
• -1
• 0
• 1
A B
Esta relação não é uma função, pois existe um elemento de
A que se relaciona com dois de B.
Observação:
Repare que podemos ter um elemento do contra-domínio relacionado com dois
do domínio, e ainda, pode haver sobras de elementos no contra-domínio.
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PELOS GRÁFICOS
Exemplo2:
Identifique quais dos gráficos abaixo representam funções, em caso
afirmativo determine o Domínio e a Imagem de cada uma das funções
identificadas.
a)
−3
−5
3
6
0 x
y
Este gráfico representa uma função, as retas verticais
pontilhadas "cortam" o gráfico em apenas um ponto.
Logo, cada elemento x estará relacionado com apenas um y.

v D
f
= {x ∈ I R / −3 ≤ x ≤ 3} ⇒ Eixo x
v I m
f
= { y ∈ I R / −5 ≤ y ≤ 6} ⇒ Eixo y
b)
−3
7
4
0 x
y
−1
Este gráfico não representa uma função, pois observe que as retas
pontilhadas "cortam" em mais de um ponto o gráfico.
c)
x
y
8
−2
1
3
−7
−6
Este gráfico representa uma função, as retas verticais pontilhadas "cortam" o
gráfico em apenas um ponto.
Logo, cada elemento x estará relacionado com apenas um y.
v D
f
= { x∈I R / -2 < x ≤ 8} ⇒ Eixo x
v I m
f
= { y ∈ I R / −7 ≤ y ≤ 1} ⇒ Eixo y
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Exercícios Resolvidos
1 ) Se f(x) = 2
x
+ 3x
2
- 7x, encontre o valor de:
f(0) - f(1) + f(2)
Resolução:
v f(0) = 2
0
+ 3(0)
2
- 7(0) = 1
v f(1) = 2
1
+ 3. (1)
2
- 7.(1) = 2 + 3 - 7 = -2
v f(2) = 2
2
+ 3.2
2
- 7.2 = 4 + 12 - 14 = 2
Logo: f(0) - f(1) + f(2) = 1 - (-2) + 2 = 5
2 ) Um pedreiro vai ladrilhar uma sala de 3m ´ 3m com ladrilhos quadrados, todos
iguais entre si. Se ele pode escolher ladrilhos com lados iguais a 10cm, 12cm,
15cm, 20cm, 25cm e 30cm, qual é o número de ladrilhos que usará em cada caso?
Resolução:
Para sabermos a quantidade de ladrilhos que serão utilizados, basta dividir a área
total da sala pela área de um ladrilho, portanto podemos chegar na seguinte
função que relaciona a quantidade de ladrilhos (y) em função da dimensão (x) de
cada ladrilho:
y =
L
T
S
S
=
2
x
3 3 ⋅
=
2
x
9
⇒ y =
2
x
9
É importante ressaltar que a área de cada ladrilho deve estar em m
2
, isto é, a
dimensão x deve ser dada em metros.
Observe a tabela que relaciona cada ladrilho com a quantidade necessária para cobrir a sala:
x (m) 0,10 0,12 0,15 0,20 0,25 0,30
Y 900 625 400 225 144 100
EXERCÍCIOS - FUNÇÕES
P
1
) A tabela abaixo indica o custo de produção de certo número de peças de
automóvel:
Peças custos
1 1
2 4
3 9
4 16
5 25
6 36
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Observando a tabela responda:
a) Qual é o custo da produção de 3 peças?
b) Qual é o número de peças produzidas com R$ 25,00?
c) Qual a lei que representa o custo c da produção em função do número de
peças n?
d) Com relação ao item anterior, qual o número máximo de peças produzidas com
R$ 1 000,00?
P
2
) O número y de pessoas (em milhares) que tomam conhecimento do resultado
de um jogo de futebol, após x horas em sua realização, é dado por
x 10 y ·
.
Responda:
a) Quantas pessoas já sabem o resultado do jogo após 4 horas?
b) Quantas pessoas já sabem o resultado do jogo em 1 dia?
c) Após quantas horas de sua realização, 30 mil pessoas tomam conhecimento do
resultado do jogo?
P
3
) Avelocidade média de um automóvel em uma estrada é de 90km/h.
Responda:
a) Qual é a distância percorrida pelo automóvel em 1hora? E em 2 horas?
b) Em quanto tempo o automóvel percorre a distância de 360 km?
c) Qual é a expressão matemática que relaciona a distância percorrida (d) em
função do tempo (t)? (d em quilômetros e t em horas)
P
4
) Um professor propõe à sua turma de 40 alunos um exercício-desafio,
comprometendo-se a dividir um prêmio de R$ 120,00 entre os acertadores. Sejam
x o número de acertadores (x = 1, 2, 3, .., 40) e y a quantia recebida por cada
acertador (em reais). Responda:
a) y é função de x? Por quê?
b) Quais os valores de y para x = 2, x = 8, x = 20 e x = 25?
c) Qual é o valor máximo que y assume?
d) Qual é a lei de correspondência entre x e y?
P
5
) Qual é a notação de cada uma das seguintes funções de IR em IR?
a) f associa cada número real ao seu dobro.
b) g associa cada número real ao seu quadrado.
c) h associa cada número real ao seu triplo menos 1.
P
6
) Qual é a notação de cada uma das seguintes funções?
a) f é a função de IR
*
em IR
*
que associa cada número real ao seu inverso.
b) g é a função de INem IN que associa cada número natural ao quadrado de seu
sucessor.
P
7
) Sendo f uma função de Z em Z definida por f(x) = 2x + 3. Calcule:
a) f(0) b) f(1) c) f(-2)
P
8
) Seja f: IR → IR definida por f(x) = x
2
- 5x + 4. Calcule:
a) f(1) b) f(2) c) f(-1)
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P
9
) Seja f: IR → IR definida por f(x) = x
2
- 3x + 4. Calcule:
a) f

,
`

.
|
2
1
b) f(
3
) c) f(1 −
2
) d) f(2p)
P
10
) Os diagramas de flechas dados representam relações binárias. Pede-se, para
cada uma:
a) dizer se é ou não uma função;
b) em caso afirmativo, determinar o domínio, o contradomínio e o conjunto-
imagem da mesma.
I-)
1 •
2 •
3 •
4 •
• 5
• 6
• 7
• 8
II-)
1 •
3 •
4 •
• 9
• 10
• 11
• 12
III-)
1 •
2 •
3 •
• 1
• 4 •5
• 2
• 3
IV-)
1 •
2 •
3 •
• 1
• 2
V-)
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1 •
2 •
3 •
• 0
VI-)
1 •
• 1
• 2
• 3
P
11
) Observe os gráficos abaixo:
x
y
x
y
x
y
x
y
x
y
Podemos afirmar que:
a) todos os gráficos representam funções;
b) os gráficos I, III e IV representam funções;
c) apenas o gráfico V não representa uma função;
d) os gráficos I, II, III e IV representam funções;
e) apenas o gráfico II não representa função.
P
12
) As funções f e g são dadas por:
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v f(x) =
5
3
x − 1 e g(x) =
3
4
x + a
Sabe-se que f(0)− g(0) =
3
1
.O valor de f(3) − 3.g
,
`

.
|
5
1
é:
a) 0 b) 1 c) 2 d) 3 e) 4
P
13
) A função y = f(x) é representada graficamente por:
x
y
−2 0 2 4
2
4
Através da análise do gráfico, encontre:
a) Domínio da função (D
f
);
b) Imagem da função (Im
f
);
c) f(3);
d) o valor de x tal que a função seja nula.
P
14
) Uma função f de variável real satisfaz a condição f(x + 1) = f(x) + f(1) qualquer
que seja o valor da variável x. Sabendo-se que f(2) = 1, pode-se concluir que f(3) é
igual a:
a)
4
1
b)
2
1
c)
2
3
d) 2 e)
2
5
GABARITO - FUNÇÕES
P1) a) R$ 9,00 b) 5 c) c = n
2
d) 31
P2) a) 20 mil b) 48 989 c) 9 horas
P3) a) 90 km; 180 km b) 4 horas c) d = 90t
P4) a) Sim, pois a cada valor de x cor responde um único valor de y.
b) x = 2 → y = 60, x = 8 → y = 15, x = 20 → y = 6
x = 20 → y = 6 e x = 25 → y = 4,8
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c) 120 d) y =
x
120
P5) a) f: I R → I R
f(x) = 2x
b) g: I R → I R
g(x) = x
2
a) h: I R → I R
h(x) = 3x − 1
P6) a) f: I R
*
→ I R
f(x) =
x
1
b) g: I N → I N
g(x) = (x + 1)
2
P7) a) 3 b) 5 c) −1
P8) a) 0 b) −2 c) 10
P9)
a)
4
11
b) 7 − 3
3
c)
2
+ 4
d) 4p
2
− 6p + 4
P10) I -) Não é função I I -) Não é função
I I I -) é função: D
f
= {1, 2, 3}
CD
f
= {1, 2, 3, 4, 5}
I m
f
= {1, 2, 3}
I V-) é f unção: D
f
= {1, 2, 3}, CD
f
= {1, 2},
I m
f
= {1, 2}
V-) é função: D
f
= {1, 2, 3}, CD
f
= {0}
I m
f
= {0}
V I ) Não é função.
P11) B
P12) E
P13) a) D
f
= {x ∈ I R / −2 < x ≤ 4}
b) I m
f
= { y ∈ I R / 0 < x < 4}
c) f(3) = 4
d) x = 0
P14) C
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FUNÇÃO DO 1
o
. GRAU
INTRODUÇÃO
Larissa toma um táxi comum que cobra R$ 2,60 pela bandeirada e R$ 0,65 por
quilômetro rodado. Ela quer ir à casa do namorado que fica a 10 km de onde ela
está. Quanto Larissa vai gastar de táxi?
Ela terá que pagar 10 × R$ 0,65 pela distância percorrida e mais R$ 2,60 pela
bandeirada, ou seja 6,50 + 2,60 = R$ 9,10.
Se a casa de seu namorado ficasse a 17 km dali, o preço da corrida (em reais)
seria:
0,65 ×17 + 2,60 = 13,65
Enfim, para cada distância x percorrida pelo táxi há um certo preço
p(x) em função de x:
p(x) = 0,65x + 2,60
que é um caso particular de função polinomial do 1º. grau, ou função afim.
DEFINIÇÃO
"Toda função polinomial representada pela fórmula matemática
f(x) = a.x + b ou y = a.x + b, com a ∈ IR, b ∈ IR e a≠ 0, definida para todo real, é
denominada função do 1º grau."
Na sentença matemática y = a.x + b, as letras x e y representam as
variáveis, enquanto a e b são denominadas coeficientes.
Assim são funções do 1º grau:
f(x) = 2.x +3 (a = 2 e b = 3)
y = -3.x (a = -3 e b = 0)
Observações:
1º.) No caso de a ≠ 0 e b≠ 0, a função polinomial do 1º grau recebe o nome de
função afim.
2º.) No caso de a ≠0 e b = 0, a função polinomial do 1º grau recebe o nome de
função linear.
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Exercício Resolvido
1) Dada a função f(x) = ax + b sendo f(1) = 3 e f(2) = 9, qual o valor de f(0)?
Resolução:
f(1) = 3 ⇒ a.(1) + b = 3
f(2) = 9 ⇒ a.(2) + b = 9
Chegamos no sistema de duas equações e duas incógnitas:

¹
'
¹
· +
· +
9 2
3
b a
b a
, resolvendo o sistema obtemos
a = 6 e b = - 3, logo:
f(x) = 6x - 3 ⇒ f(0) = 6.(0) - 3 ⇒ f(0) = - 3
GRÁFICO DA FUNÇÃO DO 1
O
. GRAU
Seja a função do 1
O
. grau f(x) = ax + b, o gráfico desta função é uma reta:
Nota:
v "Denomina-se zero ou raiz da função f(x) = ax + b o valor de x que anula a
função, isto é, torna f(x) = 0."
v O ponto onde o gráfico "corta" o eixo y será sempre (0, b), onde b é o
coeficiente da função.
ANÁLISE DOS GRÁFICOS:
v Gráfico 1: Gráfico de uma função crescente onde teremos o coeficiente a > 0.
v Gráfico 2: Gráfico de uma função decrescente onde teremos o coeficiente a <
0.
Exemplo1:
Vamos construir o gráfico da função y = 3x - 9:
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Como o gráfico é uma reta, basta obter dois de seus pontos e liga-los com o
auxílio de uma régua. (Ou ainda, podemos observar que precisamos obter a raiz
da função e o coeficiente b
Raiz:
3x − 9 = 0 ⇒3x = 9 ⇒x =
3
9
⇒ x = 3
Logo, já sabemos que o ponto (3, 0) é o ponto de intersecção do gráfico com o
eixo x.
Coeficiente b:
Da lei de formação da função ⇒ b = -9
Logo, sabemos que o ponto (0, -9), nos dará a intersecção do gráfico com o eixo
y.
Gráfico:
Exemplo2:
Vamos construir o gráfico da função y = -2x + 4:
Analogamente ao exemplo 1, obteremos a raiz da função e seu coeficiente b.
Raiz:
-2x + 4 = 0 ⇒ -2x = - 4 ⇒ x = 2
Coeficiente b:
Da lei de formação ⇒ b = 4
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SINAL DA FUNÇÃO DO 1
O
. GRAU
Estudar o sinal de uma função qualquer é determinar para quais valores de x a
função é positiva, ou seja, y > 0; para quais valores de x a função é zero, ou seja,
y = 0; e, para quais valores de x a função é negativa, ou seja, y < 0.
Considere a função f(x) = ax + b, ou seja, y = ax + b; vamos estudar o sinal da
função.
. considerar a casos dois há ,
a
b
x para anula se função a que Vimos − ·
1
O
. Caso) a > 0 ⇒ Função Crescente
a
b

x
y
y > 0
y < 0
+
_
v y > 0 ⇒ x >
a
b

v y < 0 ⇒ x <
a
b

2
O
. Caso) a < 0 ⇒ Função Decrescente
v y > 0 ⇒x <
a
b

v y < 0 ⇒x >
a
b

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FUNÇÃO DO 2
O
. GRAU
INTRODUÇÃO
Uma empresa de táxis fez uma análise de custos operacionais e chegou à
seguinte conclusão:
Para cada automóvel, ela tem:
a) um ganho fixo de R$ 8,00 na bandeirada.
b) um ganho calculado como o quadrado da distância percorrida (em km).
c) uma despesa de R$ 6,00 por quilômetro rodado, relativa a combustível,
manutenção, taxas e impostos, salários, etc.
1) Vamos escrever a função que relaciona o lucro dessa empresa com a distância
percorrida, para cada automóvel. Chamemos de x a distância percorrida e de y o
lucro total da empresa para cada automóvel:
y = 8 + x
2
- 6x ⇒ y = x
2
-6x + 8
2) Analisando essa função, descobriu-se que, dependendo da distância
percorrida, o táxi poderia dar lucro ou prejuízo, observe a tabela abaixo:
Tabela
x y
0 8
1 3
2 0
3 -1
4 0
5 3
6 8
Notas:
Observe que quando o táxi percorre 2km e 4km, não há prejuízo e nem lucro.
Se o táxi percorre 3km, há um prejuízo de R$1,00.
Os maiores lucros, de acordo com os dados da tabela, são obtidos se o táxi não
andar (em caso do passageiro só pagar a bandeirada), ou se o táxi percorrer 6km.
3) Para uma melhor visualização do lucro da empresa variando de acordo com a
distância percorrida foi feito o gráfico abaixo representando a distância
percorrida no eixo x (em km) e no eixo y o lucro obtido (em reais).
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1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 x
Notas:
De acordo com o gráfico podemos observar que:
v Para distâncias percorridas menores que 2km ou maiores que 4km o táxi dá
realmente lucro:
x < 2 ou x > 4
v Para distâncias percorridas entre 2km e 4km o táxi dá prejuízo:
2 < x < 4
v Se o táxi percorrer 2km ou 4km o táxi não dará nem lucro nem prejuízo:
x = 2km ou x = 4km
v Afunção representada pelo gráfico é uma função do 2
O
. grau e o gráfico
ilustrado é uma parábola.
DEFINIÇÃO
denomina- se função do 2º gr au ou f unção quadrát ica" .
GRÁFICO DA FUNÇÃO DO 2
O
. GRAU
Para toda função do 2
O
. grau temos o gráfico sendo uma parábola, assim como
na função do 1
O
. grau. Entretanto aqui, os pontos mais importantes serão:
⇒ intersecção com o eixo y: (0; c) o coeficiente c nos "diz" onde o gráfico "corta" o
eixo y.
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⇒ zeros (ou raízes) da f unção: (x
1
; 0) e (x
2
; 0) onde o gráfico se intercepta o eixo x;
para a obtenção das raízes da função devemos resolver uma equação do 2
O
. grau
obtida através da própria função.
⇒ vértice da parábola: (x
v
, y
v
) são os pontos de máximo ou de mínimo da função.
VÉRTICE DAPARÁBOLA
Para o cálculo das coordenadas do vértice da parábola utilizaremos as
fórmulas a seguir:
V( x
v ,
y
v
)
2a
b
v
x

·
4a
Ä
v
y

·
Em geral, a parábola poderá estar em posições distintas no que se refere
aos eixos coordenados, observe a tabela a seguir:
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∆ > 0 ∆ = 0 ∆ < 0
a > 0
a < 0
Observações:
De acordo com o coeficiente a e o discriminante ∆ numa função do 2
O
. grau,
podemos tirar algumas conclusões a respeito da posição da parábola:
v Aparábola poderá ter a concavidade voltada para cima (a > 0) ou para baixo (a <
0).
v O gráfico poderá interceptar o eixo x em dois pontos ( ∆ > 0 - duas raízes
distintas), ou em um único ponto (∆ = 0 - uma única raiz) ou ainda não
interceptar o eixo x (∆ > 0 - a função não possui raízes reais).
Exemplo1:
Façamos o esboço do gráfico da função y = 2x
2
- 5x + 2:
Características:
⇒ concavidade voltada para cima: a = 2 > 0
⇒ zeros (ou raízes): 2x
2
- 5x + 2 = 0
Resolvendo a equação, obtemos:
x
1
=
2
1
ou x
2
= 2

,
`

.
|

·

,
`

.
|
− − · ⇒
8
9
,
4
5
4a
Ä
,
2a
b
V parábola da vértice
⇒ intersecção com o eixo y: (0, c) = (0, 2)
Gráfico:
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Exemplo 2:
Façamos agora, o esboço do gráfico da função y = x
2
- 2x + 1:
Características:
⇒concavidade voltada para cima: a = 1 > 0
⇒ zeros (ou raízes): x
2
- 2x + 1 = 0
Resolvendo a equação, obtemos:
x
1
= x
2
= 1 (raiz dupla)
(0,1) c) (0, : y eixo como o intersecçã
(1,0)
4a
Ä
,
2a
b
V : parábola da vértice
· ⇒
·

,
`

.
|
− · ⇒
Gráfico:
Exemplo3:
Façamos por fim, o esboço do gráfico da função y = -x
2
- x - 3:
Características:
⇒ concavidade voltada para baixo: a = −1 < 0
⇒ zeros (ou raízes): x
2
− 2x + 1 = 0
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não existe x ∈ IR, pois ∆ < 0
3) (0,- c) (0, : y eixo como o intersecçã
4
11
- ,
2
1
-
4a
Ä
- ,
2a
b
- V : parábola da vértice
· ⇒

,
`

.
|
·

,
`

.
|
· ⇒
Gráfico:
SINAL DA FUNÇÃO QUADRÁTICA
Considere a função quadrática y = f(x) = ax
2
+ bx + c, vamos determinar
para quais valores de x temos a função positiva (y > 0), função negativa (y < 0) ou
a função nula (y = 0).
Na tabela a seguir temos as posições relativas e os sinais de acordo com
os eixos coordenados, o discriminante (D) e o coeficiente a.
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∆ > 0 ∆ = 0 ∆ < 0
a > 0
a < 0
+
_
+
_
+
_
+
_
+
_
+
_
+
_ _
+
Exercícios Resolvidos
R
1
) Estude o sinal das funções abaixo:
a) y = x
2
- 3x - 10.
b) y = -x
2
+ 6x - 9
c) y = x
2
+ 7x + 13
Resolução:
a)
1
O
.) Raízes: x
2
- 3x - 10 = 0 ⇒ x
1
= -2 ou x
2
= 5
2
O
.) Esboço:
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3
O
.) Estudo do Sinal:
y > 0 ⇒ x < -2 ou x > 5
y = 0 ⇒ x = - 2 ou x = 5
y < 0 ⇒ -2 < x < 5
b)
1
O
.) Raízes: -x
2
+ 6x - 9 = 0 ⇒ x
1
= x
2
= 3
2
O
.) Esboço:
3
O
.) Estudo do Sinal:
y > 0 ⇒ não existe x∈IR
y = 0 ⇒ x = 3
y < 0 ⇒ x < 3 ou x > 3
c)
1
O
.) Raízes: x
2
+ 7x + 13 = 0 ⇒ ∆ < 0 (não existe x real)
2
O
.) Esboço:
3
O
.) Estudo do Sinal:
y > 0 ⇒∀ x∈ IR
y = 0 ⇒ não existe x real
y < 0 ⇒ não existe x ∈ IR
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FUNÇÃO EXPONENCIAL
INTRODUÇÃO
Imagine que exista um micróbio que a cada minuto ele se duplicada. Podemos então
formar a seguinte seqüência numérica relativamente a quantidade desses seres em cada
minuto:
(1, 2, 4, 8, 16, 32, 64, ...)
Podemos ainda, escrever esta seqüência na forma de potência:
(2
0
, 2
1
, 2
2
, 2
3
, 2
4
, 2
5
, 2
6
, ...)
Se chamarmos os minutos de x e a quantidade de elementos de y. Concluímos que
y está em função de x e encontraremos a seguinte função:
y = f(x) = 2
x
Para encontrar qual a quantidade existente de elementos após o término do 10
O
. minuto,
basta encontrarmos o valor de y, quando x = 10.
f(10) = 2
10
= 1024
DEFINIÇÃO
'Chama-se função exponencial qualquer função f de IR em IR dada por uma lei da forma
f(x) = a
x
, onde a é um número real dado, a > 0 e a ¹ 1".
GRÁFICO DA FUNÇÃO EXPONENCIAL
Vamos construir o gráfico relativo ao desenvolvimento do micróbio descrito
acima:
y
16
8
4
2
1
1 2 3 4 x (mi n)
Como não há tempo negativo, o gráfico existirá apenas para x ≥ 0.
Exemplo:
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Vamos construir num mesmo sistema cartesiano os gráficos das funções
f(x) = 3
x
e g(x) =
x
3
1

,
`

.
|
.
.
x f(x) g(x)
-3 1/27 27
-2 1/9 9
-1 1/3 3
0 1 1
1 3 1/3
2 9 1/9
3 27 1/27
y
x
g(x) =
x
3
1

,
`

.
|
f( x) = 3
x
0
Observações:
v A função f é uma função crescente, pois conforme os valores de x crescem o
mesmo acontece com os valores de y.
v Afunção g é uma função decrescente, pois conforme os valores de x crescem, os
valores de y diminuem.
v f(x) = a
x
⇒ crescente, pois a = 3 > 1
v g(x) = a
x
⇒ decrescente, pois 0 < a =
3
1
< 1
LOGARITMOS
Vimos que para resolver equações exponenciais, devemos ter dos dois lados da
igualdade bases iguais nas potências. Entretanto equações exponenciais do tipo 2
x
= 6,
se torna impossível de resolve-las utilizando os artifícios estudados até aqui.
Querendo resolver a equação 2
x
= 6, não conseguiremos reduzir todas as potências à
mesma base. Neste caso, como 4 < 6 < 8, então 4 < 2
x
< 8, ou seja, 2
2
< 2
x
< 2
3
e apenas
podemos garantir que 2 < x < 3. Para resolver equações exponenciais onde é impossível
reduzir as duas potências à mesma base, estudaremos agora os logaritmos.
DEFINIÇÃO
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Chama-se logaritmo de a na base b, e se indica por log
b
a, o expoente x ao qual se deve
elevar b para se obter a, observe:
log
b
a = x ⇔ b
x
= a
onde:
a ⇒ logaritmando e a > 0
b ⇒ base do logaritmo e b > 0 e b ≠ 1
x ⇒ logaritmo
Exemplos:

v log
2
4 = x ⇒ 2
x
= 4 ⇒ 2
x
= 2
2

x = 2
colog
a
N = log
a
N
1
= - log
a
N
ANTILOGARITMO
Da nomenclatura apresentada log
a
N = α decorre que N (logaritmando) é o antilogaritmo de
α na base a.
log
a
N = α ⇔ antilog
a
α = N

Exercício Resolvido
R
1
) Calcule o valor de y = log
4
4 + log
7
1 + 2.log10.
Resolução:
log
4
4 = 1
log
7
1 = 0
log10 = log
10
10 = 1
Logo: y = 1 + 0 + 2.1 = 3
PROPRIEDADES DOS LOGARITMOS
Observe a igualdade:
log
2
8 + log
2
4 = log
2
32
Podemos escrever log
2
32 como sendo log
2
(8×4), logo:
log
2
8 + log
2
4 = log
2
(8 × 4)
Isto não é uma mera coincidência e sim, uma das propriedades operatórias dos
logaritmos.
LOGARITMO DO PRODUTO
log
a
(x . y) = log
a
x + log
a
y
LOGARITMO DO QUOCIENTE
log
a
(
y
x
) = log
a
x + log
a
y
LOGARITMO DA POTÊNCIA
log
a
x
n
= n . log
a
x
Exercício Resolvido
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R
2
) Sabendo-se que log 2 = 0,3010, log 3 = 0,4771 e log 5 = 0,6990, determine:
a) log 30 b) log 25 c) log 2,5 d) log cos 45º
Resolução:
log 30 = log(5
.
6)
= log 5 + log 6
= 0,6990 + log(2
.
3)
= 0,6990 + log 2 + log 3
= 0,6990 + 0,3010 + 0,4771
= 1,4771
b) log 25 = log 5
2
= 2
.
log 5
= 2
.
0,6990
= 1,3980
c) log 2,5 = log (
2
5
)
= log 5 – log 2
= 0,6990 – 0,3010
= 0,3980
d) log cos45º = log
2
2
= log √2 – log 2
= log 2
1/2
– 0,3010
= ½
.
log 2 – 0,3010
= ½
.
0,3010 – 0,3010
= - 0,1505
ou ainda:
log
2
2
= log (2
1/2 .
2
-1
)
= log (2
1/2 – 1
)
= log 2
-1/2
= - ½
.
log 2
= - ½
.
0,3010
= - 0,1505
MUDANÇA DE BASE:
Há situações em que podemos nos deparar com sistemas de logaritmos com
bases distintas e para aplicarmos as propriedades operatórias dos logaritmos devemos
ter logaritmos com bases iguais.
A fórmula abaixo nos auxiliará a converter a base do logaritmo em uma base mais
conveniente.
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log
b
a =
b
c
log
a
c
log
Exercícios Resolvidos
R
3
) Se log2 = 0,3 e log3 = 0,48, qual é o valor de log
2
3?
Resolução:
Temos o log2 e o log3, que aparecem todos na base dez, pede-se o log de 3 na base 2,
portanto devemos converter log
2
3 para um log na base dez:
log
2
3 =
log2
log3
=
0,3
0,48
= 1,6
R
4
) Qual é o valor de y = log
3
2 . log
4
3 . log
5
4 . log
6
5?
Resolução:
y = log
3
2 .
4 log
3 log
3
3
.
5 log
4 log
3
3
.
6 log
5 log
3
3
cancelando os log
s
obteremos:
y = log
3
2 .
6 log
1
3
⇒ y = log
3
2 .
3 log 2 log
1
3 3
+
y =
3 log 2 log
2 log
3 3
3
+
ou y = 1 +
3 log
2 log
3
3
FUNÇÃO LOGARÍTMICA
DEFINIÇÃO
"Chama-se função logarítmica qualquer função f de IR
*
+
em IR dada por uma lei da forma
f(x) = log
a
x,, onde a é um número real dado, a > 0 e a ¹1".
GRÁFICO DA FUNÇÃO LOGARÍTMICA
1-) Vamos construir o gráfico da função y = log
2
x, definida para x > 0:
x y = log
2
x
8
1
−3
¼
−2
½
−1
1 0
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2 1
4 2
8 3
1 2 4
x
y
2
1
0
2-) Vamos construir agora, o gráfico da função y = x log
2
1
, definida para x > 0:
x
y =
x log
2
1
8
−3
4
−2
2
−1
1 0
½ 1
¼ 2
3
1 2 4
x
y
2
1
0
−1
Observações: A função f(x) = log
a
x será:
v Crescente quando a > 1 ⇒ Gráfico 1
v Decrescente quando 0 < a < 1 ⇒ Gráfico 2
EQUAÇÕES LOGARÍTMICAS
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Regra:
2 1 2 a 1 a
x x x log x log · ⇔ ·
Exemplo1: Vamos resolver a seguinte equação logarítmica:
log
2
(2x − 5) = log
2
3
Observe que temos no logaritmando do primeiro membro uma expressão 2x − 5 e de
acordo com a condição de existência de um logaritmo devemos sempre no logaritmando
um número positivo, portanto:
C.E.: 2x − 5 > 0
Uma vez que tenhamos encontrada a C.E. resolveremos a equação pela regra descrita
acima (a regra somente é válida quando as bases dos dois logaritmos forem iguais).
log
2
(2x − 5) = log
2
3 ⇒ 2x − 5 = 3 ⇒ 2x = 8 ⇒ x = 4
Substituindo na C.E.:
2 . 4 − 5 = 8 − 5 = 3 > 0
S = {4}
Exercício Resolvido
R
4
) Resolva a equação log
2
(x − 3) + log
2
(x + 3) = 4.
Resolução:
1
O
.Passo) C.E. ⇒
¹
'
¹
− > ⇒ > +
> ⇒ > −
3 x 0 3 x
3 x 0 3 x
, como todo número que é maior que 3, é também
maior que −3, concluímos da Condição de Existência: x > 3.
2
O
.Passo) Regra ⇒ para aplicarmos a regra prática para a resolução de equações
logarítmicas devemos ter apenas um logaritmo, portanto se faz necessário a aplicação da
propriedade:
log
2
(x − 3) + log
2
(x + 3) = 4 ⇒ log
2
[(x − 3).(x + 3)] = 4
⇒ log
2
(x
2
− 9) = 4
A partir daqui podemos utilizar a definição para a resolução da equação:
log
2
(x
2
− 9) = 4 ⇒ x
2
− 9 = 2
4
⇒ x
2
= 16 + 9 ⇒ x
2
= 25
x = ± 5
Da C.E. ⇒ x = 5 > 3
Logo: S = {5}
INEQUAÇÕES LOGARÍTMICAS
Regra:
¹
'
¹
< ⇒ < <
> ⇒ >
⇔ >
2 1
2 1
2 a 1 a
x x 1 a 0
x x 1 a
x log x log
Exemplo: Vamos resolver a inequação:
log
3
(2x − 5) < log
3
x
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1
O
.Passo) C.E. ⇒
¹
¹
¹
'
¹
>
> ⇒ > −
0 x
3
5
x 0 5 x 2
d) log
5
(2x − 3) = 2
e) log
2
(x
2
+ x − 4) = 3
P
9
) Resolva as seguintes equações:
a) log
2
(x + 4) + log
2
(x − 3) = log
2
18
b) 2 log x = log 2 + log(x + 4)
GABARITO - LOGARITMOS
P1) a) 2 b) 7 c) 4d) 3 e)
3
4
f)
2
5
− g)
2
3

P2) a) A =
2
3
b) B =
2
1
− c) C = 0
P3) B
P4) a) a + b b) 2a c) a + 1 d)
2
1
a e) −a f) 1 − a
g) 1 − a + b
P5) 5
P6)
2
3
P7)
b a
2a - 1
+
P8) a) S = {2} b) S = {4} c) S = {−1} d) S = {14}
e) S = {−4; 3}
P9) a) S = {5} b) S = {4}
PROBABILIDADE
INTRODUÇÃO
Em um jogo, dois dados são lançados simultaneamente, somando-se, em
seguida, os pontos obtidos na face superior de cada um deles. Ganha quem
acertar a soma desses pontos.
Antes de apostar, vamos analisar todos os possíveis resultados que podem
ocorrer em cada soma. Indicando os números da face superior dos dados pelo
par ordenado (a, b), onde a é o número do primeiro dado e b o número do
segundo, temos as seguintes situações possíveis:
a + b = 2, no caso (1, 1);
a + b = 3, nos casos (1, 2) e (2, 1);
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a + b = 4, nos casos (1, 3), (2, 2) e (3,1);
a + b = 5, nos casos (1,4), (2,3), (3, 2) e (4, 1)
a + b = 6, nos casos (1, 5), (2, 4), (3, 3), (4,2) e (5, 1);
a + b = 7, nos casos (1, 6), (2, 5), (3, 4), (4,3), (5, 2) e (6, 1);
a + b = 8, nos casos (2, 6), (3, 5), (4, 4), (5, 3) e (6, 2);
a + b = 9, nos casos (3, 6), (4, 5), (5, 4) e (6,3);
a + b = 10, nos casos (4, 6), (5, 5) e (6, 4);
a + b = 11, nos casos (5, 6) e (6,5);
a + b = 12, no caso (6, 6).
É evidente que, antes de lançar os dois dados, não podemos prever o
resultado "soma dos pontos obtidos"; porém, nossa chance de vencer será
maior se apostarmos em a + b = 7, pois essa soma pode ocorre de seis maneiras
diferentes.
Situações como essa, onde podemos estimar as chances de ocorrer um
determinado evento, são estudas pela teoria das probabilidades. Essa teoria,
criada a partir dos "jogos de azar", é hoje um instrumento muito valioso e
utilizado por profissionais de diversas áreas, tais como economistas,
administradores e biólogos.
ESPAÇO AMOSTRAL
Um experimento que pode apresentar resultados diferentes, quando repetido nas
mesmas condições, é chamado experimento aleatório.
Chamamos Espaço Amostral ao conjunto de todos os resultados possíveis de
um experimento aleatório. Dizemos que um espaço amostral é equiprovável
quando seus elementos têm a mesma chance de ocorrer.
No exemplo acima temos, como espaço amostral 36 possibilidades, para a
ocorrência de quaisquer eventos.
No exemplo de uma moeda lançando-se para cima, a leitura da face superior pode
apresentar o resultado "cara" (K) ou "coroa" (C). Trata-se de um experimento
aleatório, tendo cada resultado a mesma chance de ocorrer.
Neste caso, indicando o espaço amostral por S
1
e por n(S
1
) o número de seus
elementos, temos:
S
1
= {K , C} e n(S
1
) = 2
Se a moeda fosse lançada duas vezes, teríamos os seguintes resultados: (K, K),
(K, C), (C, K), (C, C).
Neste caso, indicando o espaço amostral por S
2
e por n(S
2
) o número de seus
elementos, temos:
S
2
= {(K, K), (K, C), (C, K), (C, C)} e n(S
2
) = 4
EVENTOS
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Chama-se evento a qualquer subconjunto de um espaço amostral. Considerando
o lançamento de um dado e a leitura dos pontos da face superior, temos o espaço
amostral:
S= {1, 2, 3, 4, 5, 6} e n(S) = 6
Um exemplo que podemos elucidar de evento é "ocorrência de número par".
Indicando esse evento por A, temos:
A = {2, 4, 6} e n(A) = 3
PROBABILIDADE DE OCORRER UM EVENTO
Ainda levando-se em consideração o exemplo acima, "ocorrência de número par",
no lançamento de um dado, teremos:
2
1
6
3
) S ( n
) A ( n
) A ( P · · ·
Concluí-se que a probabilidade de o evento "ocorrência de número par" ocorrer é
50% ou ½. Isto quer dizer que ao lançarmos um dado ao acaso teremos 50% de
chance de obter um número par, na face do dado.
Voltando ao nosso primeiro exemplo, onde num jogo, ganha quem conseguir a
soma das faces. Vimos que a probabilidade de ocorrer o número 7 era maior, pois
tínhamos diversas maneiras de ocorrer. Chamaremos o evento "ocorrência da
soma 7" entre os dois dados, de E:
n(E) = 6;
n(S) = 36.
portanto:
6
1
36
6
) S ( n
) E ( n
) E ( P · · · , temos então que 16,7% é a probabilidade do evento ocorrer.
Exercícios Resolvidos
R
1
) Qual a probabilidade do número da placa de um carro ser um número par?
Resolução:
Para o número da placa de uma carro ser um número par, devemos ter um
número par no algarismo das unidades, logo o espaço amostral (S) e o evento (E)
serão:
S = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9} ⇒ n(S) = 10
E = {2, 4, 6, 8, 0} ⇒n(E) = 5
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Portanto a Probabilidade de ocorrer o referido evento será:
2
1
10
5
) S ( n
) E ( n
) E ( P · · ·
Resposta: 50% ou ½
R
2
) O número da chapa de um carro é par. A probabilidade de o algarismo das
unidades ser zero é:
a )
10
1
b )
2
1
c )
9
4
d )
9
5
e )
5
1
Resolução:
Se a placa de um carro é um número par, então, independente do numero de
algarismos que tenha a placa o algarismo das unidades será, necessariamente,
um número par.
O espaço amostral, neste caso:
S = {2, 4, 6, 8, 0} ⇒n(S) = 5
O evento é "ocorrência do zero", logo só podemos ter ocupando o último
algarismo o número zero:
E = {0} ⇒ n(E) = 1
5
1
) S ( n
) E ( n
) E ( P · ·
Resposta: 20% ou
5
1
PROBABILIDADE DA UNIÃO DE DOIS EVENTOS
Consideremos dois eventos A e Bde um mesmo espaço amostral S.
Da teoria dos conjuntos temos:
n(A ∪ B) = n(A) + n(B) - n(A ∩ B)
Dividindo os dois membros dessa igualdade por n(S), temos:
P(A ∪B) = P(A) + P(B) - P(A ∩ B)
A probabilidade da união de dois eventos A e Bé igual à soma das probabilidades
desses eventos, menos a probabilidade da intersecção de A com B."
Observação: se A e B forem disjuntos, isto é:
se A ∩ B= Æ, então P(A ∪ B) = P(A) + P(B).
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Neste caso, ainda, os eventos são ditos Eventos Independentes.
Exercício Resolvido
R
3
) No lançamento de um dado, qual é a probabilidade de se obter o número 3 ou
um número ímpar?
Resolução:
Espaço amostral é S = {1, 2, 3, 4, 5, 6} e n(S) = 6
evento "número 3" é: A = {3}e n(A) = 1
evento "número ímpar" é: B = {1,3,5} e n(B) = 3
A ∩ B= {3} ∩ {1,3,5} = {3}, então n(A∩B) = 1
Logo:
P(A∪ B) = 1/6 + 3/6 - 1/6 = ½
Resposta: 50% ou ½
Observação:
A soma da probabilidade de ocorrer um evento A com a probabilidade de não
ocorrer o evento A é igual a 1:
p(A) + p(
A
) = 1
Assim, se a probabilidade de ocorrer um evento A for 0,25 (
4
1
), a probabilidade de não ocorrer o
evento A é 0,75 (
4
3
).
EXERCÍCIOS
P
1
) Joga-se um dado "honesto" de seis faces, numeradas de 1 a 6, lê-se o número
da face voltada para cima. Calcular a probabilidade de se obter:
a) o número 2 b) o número 6
c) um número par d) um número ímpar
e) um número primo
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P
2
) Considere todos os números de cinco algarismos distintos obtidos através
dos algarismos 4, 5, 6, 7 e 8. Escolhendo-se um desses números, ao acaso, qual a
probabilidade de ele ser um número ímpar?
P
3
) Qual a probabilidade de uma bola branca aparecer ao retirar-se uma única
bola de uma urna contendo 4 bolas brancas, 3 vermelhas e 5 azuis?
P
4
) Considere todos os anagramas da palavra LONDRINA que começam e
terminam pela letra N. Qual a probabilidade de se escolher ao acaso um desses
anagramas e ele ter as vogais juntas?
P
5
) A probabilidade de ocorrerem duas caras ou duas coroas no lançamento de
duas moedas é:
a)
4
1
b)
4
3
c) 1 d) 2 e)
2
1
P
6
) Em uma indústria com 4.000 operários, 2.100 têm mais de 20 anos, 1.200 são
especializados e 800 têm mais de 20 anos e são especializados. Se um dos
operários é escolhido aleatoriamente, a probabilidade de ele ter no máximo 20
anos e ser especializado é:
a )
10
1
b )
5
2
c)
8
3
d )
85
27
e )
18
7
P
7
) Um prêmio vai ser sorteado entre as 50 pessoas presentes em uma sala. Se
40% delas usam óculos, 12 mulheres não usam óculos e 12 homens os usam, a
probabilidade de ser premiado um homem que não usa óculos é:
a )
25
4
b)
25
6
c )
25
8
d)
25
9
e)
5
2
P
8
) Dois jogadores A e B vão lançar um par de dados. Eles combinam que, se a
soma dos números dos dados for 5, Aganha, e se essa soma for 8, B é quem
ganha. Os dados são lançados. Sabe-se que A não ganhou. Qual a probabilidade
de B ter ganho?
a )
36
10
b )
32
4
c )
36
5
d )
35
5
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e) não se pode calcular sem saber os números sorteados.
P
9
) Se dois prêmios iguais forem sorteados entre 5 pessoas, sendo duas
brasileiras e três argentinas, qual será a probabilidade de:
a) serem premiadas as duas brasileiras?
b) ser premiada pelo menos uma argentina?
c) serem premiadas duas argentinas?
P
10
) Numa caixa existem 5 balas de hortelã e 3 balas de mel. Retirando-se
sucessivamente e sem reposição duas dessas balas, qual a probabilidade de que
as duas sejam de hortelã?
GABARITO
P 1 ) a )
6
1
b )
6
1
c )
2
1
d )
2
1
e )
2
1
P 2 )
5
2
P 3 )
3
1
P 4 )
5
1
P 5 ) E P 6 ) A P 7 ) D
P 8 ) B
P 9 ) a )
10
1
b )
10
9
c )
10
3
P 1 0 )
16
9
NOÇÕES DE EST AT Í STI CA
INTRODUÇÃO
Em anos de eleições é inevitável nos depararmoscom pesquisas eleitorais, como por
exemplo, quem está em primeiro lugar nas pesquisas, ou em segundo, mas será que todos os
eleitores foram consultados? Com certeza não, pois há métodos maisconvenientes, como
por exemplo, considera- se uma amostra dos eleitores e a part ir desta amost ra se conclui
para o restante dos eleitores.
Em março de 1983, o deputado federal Dante de Oliveira, atendendo a uma forte pressão do
povo brasileiro, apresentou uma proposta de emenda à Const it uição, que pretendia
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restabelecer aseleições di retas para a Presidência da República. A expectat iva em torno
dessa votação deu origem à maior manifestação popular j á conhecida neste país, que f icou
conhecida como " Diretas j á" .
Em abril de 1984, cerca de 500 mil pessoas estavam na Praça da Candelária, no Rio de
Janeiro e mais1 milhão no Vale do Anhangabaú em São Paulo. A relação desse
acontecimento com a M atemát ica, é a forma como foram contadas as pessoas nestes lugares.
Conta-se a quant idade de pessoas em um certo local, e divide- se pela área ocupada por essas
pessoas, em seguida, multiplica-se pela área total ocupada, obtendo assim o valor est imado
que é bem próximo do total.
ROL
As notas de 20 alunos de uma t urma de oitava série estão abaixo relacionadas:
5,9 - 5,8 - 3,4 - 7,4 - 4,0 - 7,3 - 7,1 - 8,1 - 3,7 - 7,9 - 7,6 - 7,7 - 5,6 - 3,2 - 6,7 - 7,4 - 8,7 - 2,1 - 9,6
- 1,3
Para encont rar mos o Rol desta distribuição de valores basta colocarmos os valores em
ordem crescente ou decrescente:

v 1,3 - 2,1 - 3,2 - 3,4 - 3,7 - 4,0 - 5,6 - 5,6 - 5,6 - 6,7 - 7,1 - 7,3 - 7,4 - 7,4 - 7,6 - 7,7 - 7,7 - 8,1 -
8,7 - 9,6
v 9,6 - 8,7 - 8,1 - 7,7 - 7,7 - 7,6 - 7,4 - 7,4 - 7,3 - 7,1 - 6,7 - 5,6 - 5,6 - 5,6 - 4,0 - 3,7 - 3,4 - 3,2 -
2,1 - 1,3
CLASSES
Qualquer intervalo real que contenha um rol é chamado de classe. Considerando a relação
de notas especif icadas acima podemosestabelecer as seguintes classes de intervalos:
v o intervalo [1, 2[ contém a nota 1,3
v o intervalo [2, 1[ contém a nota 2,1
v o intervalo [2, 3[ contém as notas 3,2; 3,4; 3,7
E assim sucessivamente.
Observação:
A amplit ude é a diferença entre o maior e o menor elemento de uma distribuição, intervalo
ou classe.
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Exemplos:

v 9,6 - 1,3 = 8,5 é amplit ude da dist ribuição das notas.

v A amplit ude da classe [7, 8[ é 7,7 - 7,1 = 0,6.
DISTRIBUIÇÃO DE FREQÜÊNCIAS
FREQÜÊNCIA ABSOLUTA (f
i
)
É a quant idade de vezes que um determinado valor aparece numa classe. Observe a
tabela abaixo, referente à distribuição das notas:
CLASSES Freqüência Absoluta (f
i
)
[1, 2[ 1
[2, 3[ 1
[3, 4[ 3
[4, 5[ 1
[5, 6[ 3
[6, 7[ 1
[7, 8[ 7
[8, 9[ 2
[9, 10[ 1
TOTAL 20
Da tabela podemos concluir que, por exemplo, 7 alunos tiraram notas ent re 7,0 e
8,0.
FREQÜÊNCIA ABSOLUTA ACUMULADA (f
a
)
A dist ribuição de freqüênciasabsolutas pode ser completada com mais uma coluna,
chamada freqüênciasabsolutas acumuladas (f
a
), cujos valores são obt idos adicionando a
cada f reqüência absoluta os valores das f reqüências anteriores.
CLASSES Freqüência Absol uta (f
i
) Freqüência Absoluta Acumulada (f
a
)
[1, 2[ 1 1
[2, 3[ 1 2
[3, 4[ 3 5
[4, 5[ 1 6
[5, 6[ 3 9
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[6, 7[ 1 10
[7, 8[ 7 17
[8, 9[ 2 19
[9, 10[ 1 20
T OT AL(n) 20
ℵℵℵℵℵℵℵℵℵℵℵℵℵ
FREQÜÊNCI A REL AT I V A (f
%
)
FREQÜÊNCI A REL ATI V A A CUM UL ADA (f
a%
)
A freqüência relativa é obt ida at ravés do quociente:
onde f
i
representa a f reqüência absoluta de um dado valor ou classe, e n representa a soma
de todos as f reqüências absolutas.
A f reqüência relat iva acumulada é obt ida de modo análogo à f reqüência absoluta
acumulada, mas agora ut ilizando a f reqüência relat iva.
Acrescentando mais duas colunas na tabela:
CLASSES F.A. ( f
i
) F.A.Al . (f
a
) F. R. (f
%
) F. R. A. ( f
a%
)
[1, 2[ 1 1 5% 5%
[2, 3[ 1 2 5% 10%
[3, 4[ 3 5 15% 25%
[4, 5[ 1 6 5% 30%
[5, 6[ 3 9 15% 45%
[6, 7[ 1 10 5% 50%
[7, 8[ 7 17 35% 85%
[8, 9[ 2 19 10% 95%
[9, 10[ 1 20 5% 100%
TOTAL( n)
20
ℵℵℵℵℵ
100%
ℵℵℵℵℵ
•F.A. ( f
i
) = Freqüência Absol uta
•F.A.A. ( f
a
)= Freqüência Absoluta Acumulada
•F. R. ( f
%
) = Freqüência Relativa
•F. R. A. ( f
a%
) = Freqüência Relati vaAcumulada
Nota:
Esta tabela é chamada de Tabela de Distribuição de Fr eqüência.
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA
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A tabela de distribuição de freqüência do exemplo anterior pode ser representada
graficamente:
GRÁFICO DE LINHA
[1,2] [2,3] [ 3,4] [4,5] [5,6] [6,7] [7,8] [8,9] [9,10]
CL ASSES
NOT AS
FREQÜÊNCI A
Número de
Al unos
Para a construção deste gráfico, marcam-se os pontos determinados pelas
classes e as correspondentes freqüências, ligando-os, a seguir, por seguimentos
de reta.
GRÁFICO DE BARRAS
Vamos agora construir um diagrama de barras verticais, e paratanto, basta dispor
as freqüências num eixo vertical:
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FREQÜÊNCI A
Númer o de
Al unos
[1,2] [2,3] [3,4] [4,5] [5,6] [6,7] [7,8] [8,9] [9,10]
CL ASSES
NOT AS
GRÁFICO DE SETORES
Para a construção deste gráfico vamos dividir um círculo em setores com
ângulos proporcionais às freqüências. No nosso caso já temos a freqüência
relativa:
[1, 2[ ⇒ 5% de 360
O
= 0,05 ´ 360
O
= 18
O
[2, 3[ ⇒5% de 360
O
= 0,05 ´ 360
O
= 18
O
[3, 4[ ⇒ 15% de 360
O
= 0,15 ´ 360
O
= 54
O
[4, 5[ ⇒ 5% de 360
O
= 0,05 ´ 360
O
= 18
O
[5, 6[ ⇒ 15% de 360
O
= 0,15 ´ 360
O
= 54
O
[6, 7[ ⇒ 5% de 360
O
= 0,05 ´ 360
O
= 18
O
[7, 8[ ⇒ 35% de 360
O
= 0,35 ´ 360
O
= 126
O
[8, 9[ ⇒ 10% de 360
O
= 0,10 ´ 360
O
= 36
O
[9, 10[ ⇒ 5% de 360
O
= 0,05 ´ 360
O
= 18
O
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5% 5%
5%
5%
5%
10%
15%
15%
35%
HISTOGRAMA
Fr eqüência
(Númer o de alunos)
Classes
Notas
MEDIDAS DE POSIÇÃO
MÉDIA ARITMÉTICA (
x
)
Para encontrar a média aritmética entre valores, basta somar todos eles e
dividir pela quantidade que aparecem. Matematicamente:
ou usando símbolos:
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MODA (Mo)
Considere a distribuição abaixo referente às idades de 11 pessoas integrantes de
um movimento popular:
16 - 19 - 18 - 14 - 19 - 16 - 14 - 14 - 15 - 20 - 14
Repare que a idade de maior freqüência é 18 anos, portanto dizemos que a moda
desta amostra é 14 anos.
Mo = 14 anos
Exemplos:
v 3 - 7 - 4 - 6 - 9 - 6 - 4 - 2 - 1 - 4 ⇒Mo = 4

v 5 - 3 - 2 - 8 - 8 - 9 - 5 - 1 - 5 - 8 ⇒ Mo = 8
Mo' = 5
Esta amostra é considerada bimodal por apresentar duas modas.
v 1 - 9 - 8 - 6 - 4 - 3 - 2 - 7 - 5 ⇒ Esta amostra não apresenta moda, repare que
todos os elementos apresentam a mesma freqüência.
MEDIANA (Md)
Considerando ainda, o mesmo exemplo anterior e dispondo as idades em rol
temos:
14 - 14 - 14 - 14 -15 - 16 - 16 - 18 - 19 - 19 - 20
O termo central desse rol é chamado mediana da amostra:
Md = 16 anos
Exemplo:
v Dispondo em rol as estaturas de seis atletas de um colégio temos:
1,68 - 1,68 - 1,70 - 1,72 - 1,72 - 1,74
Agora temos dois termos centrais, pois é uma distribuição com um número par de
elementos, toda vez que isso ocorrer, a mediana será a média aritmética dos dois
termos:
Md = 1,71m
Observação:
O rol pode ser disposto na sua forma crescente ou decrescente, pois o(s)
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termo(s) central(is) será(ão) o(s) mesmo(s) nos dois casos.
MEDIDAS DE DISPERSÃO
Observe as notas de três turmas de um curso de espanhol e suas respectivas
médias:
v Turma A: 5 - 5 - 5 - 5 - 5 ⇒
x
A
= 5
v Turma B: 4 - 6 - 5 - 6 - 4 ⇒
x
B
= 5
v Turma C: 1 - 2 - 5 - 9 - 8 ⇒
x
C
= 5
Se fôssemos nos basear apenas nas médias aritméticas de todas as
turmas, diríamos que todas apresentam desempenho igual, no entanto
observamos pelas notas dos integrantes que isso não é verdade, daí vem a
necessidade de se definir uma nova medida que avalie o grau de variabilidade da
turma, de tal forma que a análise dos dados não fique comprometida.
DESVIO ABSOLUTO MÉDIO (Dam)
Nas notas acima podemos encontrar qual o desvio de cada turma, paratanto basta
efetuar a diferença entre uma nota e a média, nessa ordem. Omódulo dessa
diferença é chamado desvio absoluto. Logo, a média aritmética desses desvios
absolutos é chamada Desvio Absoluto Médio:
O desvio absoluto médio mede o afastamento médio de cada turma com relação a
média. Assim, temos que a turma C apresenta uma variação muito grande da
média, a turma B um afastamento moderado e Anão apresenta afastamento.
Matematicamente:
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VARIÂNCIA (S
2
)
A variância também pode apresentar esse grau de variabilidade entre os
elementos de uma distribuição. Define-se essa medida como a média aritmética
entre os quadrados dos desvios dos elementos da amostra:
Em símbolos:
DESVIO PADRÃO (S)
Muitas vezes as amostras estão relacionadas com unidades de medidas
que ao serem interpretadas, poderá causar algumas dificuldades, como por
exemplo se os elementos da amostra representam as estaturas em metros, a
variância representará um valor em m
2
(unidade de área); e portanto como a
unidade não tem a ver com as medidas dos elementos da amostra, não será
conveniente utilizar a variância. Por dificuldades como essa é que foi definido o
desvio padrão que nada mais é que a raiz quadrada da variância.
A ⇒σ =
0
= 0
B ⇒σ =
0,8
≅ 0,89
C ⇒σ=
10
≅ 3,16
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Observação:
Apresentamos três formas distintas de se analisar as dispersões entre as
amostras, em cada caso analisaremos da forma que mais convir.
EXERCÍCIOS
P
1
) Que restos pode dar na divisão por 5, um número que não seja divisível por 5
?
P
2
) Qual o menor número que se deve somar a 4831 para que resulte um número
divisível por 3 ?
P
3
) Qual o menor número que se deve somar a 12318 para que resulte um número
divisível por 5 ?
P
4
) Numa caixa existem menos de 60 bolinhas. Se elas forem contadas de 9 em 9
não sobra nenhuma e se forem contadas de 11 em 11 sobra uma. Quantas são as
bolinhas?
P
5
) O conjunto A é formado por todos os divisores de 10 ou 15 ; então podemos
afirmar que o conjunto A tem :
a) 5 elementos b) 6 elementos
c) 7 elementos d) 8 elementos
P
6
) Qual o menor número pelo qual se deve multiplicar 1080 para se obter um
número divisível por 252?
P
7
) Qual o menor número pelo qual se deve multiplicar 2205 para se obter um
número divisível por 1050?
P
8
) Assinalar a alternativa correta.
a) O número 1 é múltiplo de todos os números primos
b) Todo número primo é divisível por 1
c) Às vezes um número primo não tem divisor
d) Dois números primos entre si não tem nenhum divisor
P
9
) Assinalar a alternativa falsa:
a) O zero tem infinitos divisores
b) Há números que tem somente dois divisores: são os primos;
c) O número 1 tem apenas um divisor: ele mesmo;
d) O maior divisor de um número é ele próprio e o menor é zero.
P
10
) Para se saber se um número natural é primo não:
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a) Multiplica-se esse número pelos sucessivos números primos;
b) Divide-se esse número pelos sucessivos números primos;
c) Soma-se esse número aos sucessivos números primos;
d) Diminuí-se esse número dos sucessivos números primos.
P
11
) Determinar o número de divisores de 270.
P
12
) Calcule o valor das expressões abaixo:
a) (12 - 6) + (14 - 10) x 2 - (3 + 7)
b) 103 - [ 23 + (29 - 3 x 5) ] + 14 x 2
c) 22 - { 14 + [ 2 x 10 - (2 x 7 - 3) - (2 + 4) ] } + 7
d) [ 60 - (31 - 6) x 2 + 15] ¸ [ 3 + (12 - 5 x 2) ]
e) [150 ¸ (20 - 3 x 5) + 15 x (9 + 4 x 5 x 5) ] ¸ 5 + 12 x 2
f) ( 4 + 3 x 15) x ( 16 - 22 ¸ 11) - 4 x [16 - (8 + 4 x 1) ¸ 4] ¸ 13
P
13
) Calcular os dois menores números pelos quais devemos dividir 180 e 204, a
fim de que os quocientes sejam iguais.
a) 15 e 17 b) 16 e 18
c) 14 e 18 d) 12 e16
P
14
) Deseja-se dividir três peças de fazenda que medem, respectivamente, 90, 108
e 144 metros, em partes iguais e do máximo tamanho possível.
Determinar então, o número das partes de cada peça e os comprimentos de
cada uma.
9, 8, 6 partes de 18 metros
8, 6, 5 partes de 18 metros
9, 7, 6 partes de 18 metros
10, 8, 4 partes de 18 metros
e) e) e)
P
15
) Quer-se circundar de árvores, plantadas à máxima distância comum, um
terreno de forma quadrilátera. Quantas árvores são necessárias, se os lados do
terreno tem 3150,1980, 1512 e 1890 metros?
a) 562 árvores b) 528 árvores
c) 474 árvores d) 436 árvores
P
16
) Numa república, o Presidente deve permanecer 4 anos em seu cargo, os
senadores 6 anos e os deputados 3 anos. Em 1929 houve eleições para os três
cargos, em que ano deverão ser realizadas novamente eleições para esses
cargos?
P
17
) Duas rodas de engrenagens tem 14 e 21 dentes respectivamente. Cada roda
tem um dente esmagador. Se em um instante estão em contato os dois dentes
esmagadores, depois de quantas voltas repete-se novamente o encontro?
P
18
) Dois ciclistas percorrem uma pista circular no mesmo sentido. O primeiro
percorre em 36 segundos, e o segundo em 30 segundos. Tendo os ciclistas
partido juntos, pergunta-se; depois de quanto tempo se encontrarão novamente
no ponto de partida e quantas voltas darão cada um?
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P
19
) Uma engrenagem com dois discos dentados tem respectivamente 60 e 75
dentes, sendo que os dentes são todos numerados. Se num determinado
momento o dento nº 10 de cada roda estão juntos, após quantas voltas da maior,
estes dentes estarão juntos novamente?
P
20
) Sabendo-se que o M.M.C. entre dois números é o produto deles, podemos
afirmar que:
a) os números são primos
b) eles são divisíveis entre si
c) os números são primos entre si
d) os números são ímpares
P
21
) Da estação rodoviária de São Paulo partem para Santos, ônibus a cada 8
minutos; para Campinas a cada 20 minutos e para Taubaté a cada 30 minutos. Às
7 horas da manhã partiram três ônibus para essas cidades. Pergunta-se: a que
horas do dia, até às 18 horas haverá partidas simultâneas?
P
22
) No aeroporto de Santos Dumont partem aviões para São Paulo a cada 20
minutos, para o Sul do país a cada 40 minutos e para Brasília a cada 100 minutos;
às 8 horas da manhã á um embarque simultâneo para partida. Quais são as outras
horas, quando os embarques coincidem até as 18 horas.
P
23
) Para ladrilhar 5/7 de um pátio empregando-se 46.360 ladrilhos. Quantos
ladrilhos iguais serão necessários para ladrilhar 3/8 do mesmo pátio?
P
24
) A soma de dois números é 120. O menor é 2/3 do maior. Quais são os
números?
P
25
) Sueli trabalha após as aulas numa loja de fazendas. Uma tarde recebeu uma
peça de linho de 45 metros para vender. Nesta mesma tarde vendeu 3/5 da peça,
depois 1/3 do que sobrou. Quantos metros restaram por vender?
P
26
) Uma senhora repartiu R$273,00 entre seus três filhos. O primeiro recebeu 3/4
do que tocou ao segundo e este, 2/3 do que tocou ao terceiro. Quanto recebeu
cada um ?
P
27
) Um negociante vendeu uma peça de fazenda a três fregueses. O primeiro
comprou 1/3 da peça e mais 10 metros. O segundo comprou 1/5 da peça e mais 12
metros e o terceiro comprou os 20 metros restantes. Quantos metros tinha a peça
?
P
28
) Dois amigos desejam comprar um terreno. Um deles tem 1/5 do valor e outro,
1/7. Juntando ao que possuem R$276.000,00, poderiam comprar o terreno. Qual o
preço do terreno ?
P
29
) Paulo gastou 1/3 da quantia que possuía e, em seguida, 3/5 do resto. Ficou
com R$80,00. Quanto possuía?
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P
30
) Qual é o número que multiplicado por 1/5 dá 7 3/4?
P
31
) Um alpinista percorre 2/7 de uma montanha e em seguida mais 3/5 do
restante. Quanto falta para atingir o cume?
P
32
) Qual é o número que aumenta 1/8 de seu valor quando se acrescentam 3
unidades?
P
33
) Um trem percorre 1/6 do caminho entre duas cidades em 1 hora e 30
minutos. Quanto tempo leva de uma cidade a outra uma viagem de trem?
P
34
) Lia comeu 21/42 de uma maçã e Léa comeu 37/74 dessa mesma maçã. Qual
das duas comeu mais e quanto sobrou?
P
35
) Dividindo os 2/5 de certo número por 2/7 dá para quociente 49. Qual é esse
número?
P
36
) Um pacote com 27 balas é dividido igualmente entre três meninos. Quantas
balas couberam a cada um, se o primeiro deu 1/3 do que recebeu ao segundo e o
segundo deu ½ do que possuía ao terceiro?
P
37
) Uma herança de R$70.000,00 é distribuída entre três herdeiros. O primeiro
recebe ½, o segundo 1/5 e o terceiro o restante. Qual recebeu a maior quantia?
P
38
) Uma torneira leva sete horas para encher um tanque. Em quanto tempo
enche 3/7 desse tanque?
P
39
) R$120,00 são distribuídos entre cinco pobres. O primeiro recebe ½, o
segundo 1/5 do que recebeu o primeiro e os restantes recebem partes iguais.
Quanto recebeu cada pobre?
P
40
) Em um combate morrem 2/9 de um exército, em novo combate morrem mais
1/7 do que restou e ainda sobram 30.000 homens. Quantos soldados estavam
lutando?
P
41
) 2/5 dos 3/7 de um pomar são laranjeiras; 4/5 dos ¾ são pereiras; há ainda
mais 24 árvores diversas. Quantas árvores há no pomar?
P
42
) Um corredor depois de ter decorrido os 3/7 de uma estrada faz mais cinco
quilômetros e assim corre 2/3 do percurso que deve fazer. Quanto percorreu o
corredor e qual o total do percurso, em quilômetros?
P
43
) Efetuar as adições:
1º) 12,1 + 0,0039 + 1,98
2º) 432,391 + 0,01 + 8 + 22,39
P
44
) Efetuar as subtrações:
1º) 6,03 - 2,9456
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2º) 1 - 0,34781
P
45
) Efetuar as multiplicações
1º) 4,31 x 0,012
2º) 1,2 x 0,021 x 4
P
46
) Calcular os seguintes quocientes aproximados por falta.
1º) 56 por 17 a menos de 0,01
2º) 3,9 por 2,5 a menos de 0,1
3º) 5 por 7 a menos de 0,001
P
47
) Em uma prova de 40 questões, Luciana acertou 34. Nestas condições:
Escreva a representação decimal do número de acertos;
Transformar numa fração decimal;
Escreva em % o número de acertos de Luciana.
d) d) d)
P
48
) Calcular o valor da seguinte expressão numérica lembrando a ordem das
operações: 0,5 + ( 0,05 ¸ 0,005).
P
49
) Quando o professor pediu a Toninho que escrevesse a fração decimal que
representa o número 0,081 na forma de fração decimal, Toninho escreveu
10
81
; Ele
acertou ou errou a resposta.
P
50
) Dentre os números 2,3; 2,03; 2,030; 2,003 e 2,0300, quais tem o mesmo valor
?
P
51
) É correto afirmar que dividir 804 por 4 e multiplicar o resultado por 3 dá o
mesmo resultado que multiplicar 804 por 0,75?
P
52
) Um número x é dado por x = 7,344 ¸ 2,4. Calcule o valor de 4 - x .
P
53
) Uma indústria A, vende suco de laranja em embalagem de 1,5 litro que custa
R$ 7,50. Uma indústria B vende o mesmo suco em embalagem de 0,8 litro que
custa R$ 5,40. Qual das duas vende o suco mais barato?
P54) Em certo dia, no final do expediente para o público, a fila única de clientes de
um banco, tem um comprimento de 9 metros em média, e a distância entre duas
pessoas na fila é 0,45m.
Responder:
a) Quantas pessoas estão na fila?
b) Se cada pessoa, leva em média 4 minutos para ser atendida, em quanto tempo
serão atendidas todas as pessoas que estão na fila?
GABARITO - CONJUNTOS NUMÉRICOS
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P1) 1,2,3,4
P2) 2
P3) 2
P4) 45
P5) B
P6) 7
P7) 10
P8) B
P9) D
P10) B
P11) 16
P12) a) 4 b) 94 c) 12 d) 5 e) 357
f) 682
P13) A
P14) B
P15) C
P16) 1941
P17) Duas voltas da menor ou três voltas da menor
P18) Os ciclistas se encontraram depois de 180 segundos
P19) Após 4 voltas
P20) C
P21) 9h; 11h; 13h; 15h; 17h
P22) 11h e 20min; 11h e 40min; 18h
P23) 24.339
P24) 72 e 48
P25) 12 metros
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P26) R$63,00 ; R$84,00 ; R$126,00
P27) 90 metros
P28) R$420.000,00
P29) R$300,00
P30) 155/4
P31) 2/7
P32) 24
P33) 9 h
P34) Cada comeu ½ e não sobrou nada
P35) 35
P36) 6,6,15
P37) R$35.000,00
P38) 3horas
P39) 1º- R$60,00 , 2º- R$12,00 ,
3º 4º e 5º R$16,00
P40) 45.000
P41) 105
P42) 14 quilômetros e 21 quilômetros
P43) 1º) 14,0839; 2º) 462,791
P44) 1º) 3,0844; 2º) 0,65219;
P45) 1º) 0,05172; 2º) 0,1008;
P46) 1º) 3,29; 2º) 1,5; 3º) 0,714;
P47) a) 0,85 b)
100
85
c) 85%
P48) 0,05
P49) Errou, a resposta é81/1000
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P50) 2,03; 2,030 e 2,0300
P51) Nos dois casos é correto afirmar, pois o resultado é 603
P52) 13,6256
P53) a indústria A
P54) a) 20 pessoas b) 80 minutos.
GABARITO - ESTATÍSTICA
P1)
Conjunto A - a) 8 b) 6 c) 2,4 d) 8 e) 2,8 aprox.
Conjunto B - a) 8 b) 7 c) 2,4 d) 8 e) 2,8 aprox.
P2)
a) Conjunto A X = 9 DP » 1,51
Conjunto B X = 11 DP » 1,53
Conjunto C X = 7 DP » 0,75
b) O Conjunto B tema maior dispersão porque tem o maior desvio padrão
P3) Máquina 1, pois tema melhor média e o menor desvio
P4) Turma A. Desvio menor significa que, de modo geral, as notas estão
mais próximas da média.
P5) Uma distribuição possível é:
Classe (m) f
i
f%
[1,69; 1,76[ 3 18,75%
[1,76; 1,83[ 5 31,25%
[1,83; 1,92[ 5 31,25%
[1,92; 1,93[ 3 18,75%
P6)Gráfico de Barras Verticais
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450
250
150
100
50
F reqüênci a
Numeração 1 2 3 4 5
Gráfico de Linha
450
250
150
100
50
F reqüênci a
Numeração 1 2 3 4 5
Gráfico de Setores
1
5%
2
15%
3
25%
4
45%
5
10%
P7) I-) D II-) A
P8) a) 7 alunos b) 20 alunos c) 25%
P9) a) 700 garrafas b) aproximadamente 57,14%
P10) C
P11) D
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P12) 20,2 anos
P13) 8
P14) a) 1 520 candidatos
b) não, pois a nota média, nessa questão, é:
x
= 2,30 e portanto,
x
> 2.
P15) a) Mo = 2 b) Md = 2
P16) 180 mulheres e 40 homens.
P17) a)
x
= 6,6 b) Md = 7 c) Mo = 7
P18) a) Jogador A:
A
x
=20, jogador B:
B
x
= 20;
b) jogador A: σ
A
= 1,2, jogador B: σ
B
= 6,5
c) Você decide! Observe, porém, que, apesar de os jogadores
possuírem a mesma média de pontos por jogo, o desvio-padrão do jogador
A é menor do que o do jogador B. Isso quer dizer que, em muito mais
jogos, o jogador A esteve mais próximo da média do que o jogador B, isto
é, A foi mais regular do que B.
REGRADE TRÊS
É uma técnica de cálculo por meio da qual são solucionados problemas sobre
grandezas proporcionais.
Estes problemas são de dois tipos:
1) Regra de Três Simples: quando se referem a duas grandezas diretamente ou
inversamente proporcionais.
2) Regra de Três Composta: quando se referem a mais de duas grandezas
diretamente ou inversamente proporcionais.
GRANDEZAS DIRETAMENTE PROPORCIONAIS
Consideremos a seguinte situação:
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Sobre uma mola são colocados corpos de massa diferentes. A seguir,
medindo o comprimento da mola, que se modifica com a massa do corpo
colocado sobre ela, pode-se organizar a seguinte tabela:
Massa do corpo (em kg) Comprimento da mola (em cm)
10 50
20 100
30 150
Pela tabela pode-se notar que:
v Se a massa do corpo duplica, o comprimento da mola também duplica.
v Se a massa do corpo triplica, o comprimento da mola também triplica.
Usando os números que expressam as grandezas, temos:
1-) Quando a massa do corpo passa de 10kg para 20kg, dizemos que a massa
varia na
razão
20
10
=
2
1
. Enquanto isso, o comprimento da mola passa de 50cm para 100cm, ou seja, o
comprimento varia na razão de
100
50
=
2
1
.
2-) Quando a massa do corpo passa de 10kg para 30kg, dizemos que a massa
varia na
razão
30
10
=
3
1
. Enquanto isso o comprimento da mola passa de 50cm para 150cm, ou seja, o
comprimento varia na razão de
150
50
=
3
1
Note que a massa do corpo e o comprimento da mola variam sempre na
mesma razão; dizemos, então, que a massa do corpo é uma grandeza
DIRETAMENTE PROPORCIONAL ao comprimento da mola.
"Quando duas grandezas variam sempre na mesma razão, dizemos que essas
grandezas são diretamente proporcionais, ou seja, quando a razão entre os
valores da primeira é igual a razão da segunda".
Veja outros exemplos de grandezas diretamente proporcionais:
v Quando vamos pintar uma parede, a quantidade de tinta que usamos é
diretamente proporcional à área a ser pintada duplicando-se a área, gasta-se o
dobro de tinta; triplicando-se a área, gasta-se o triplo de tinta.
v Quando compramos laranjas na feira, o preço que pagamos é diretamente
proporcional à quantidade de laranjas que compramos; duplicando-se a
quantidade de laranjas, o preço também duplica; triplicando-se a quantidade
de laranjas, o preço também triplica.
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GRANDEZAS INVERSAMENTE PROPORCIONAIS
Consideremos a seguinte situação:
A professora de Português da 6ª série tem 48 livros para distribuir entre seus
melhores alunos. Vamos observar que:
v Se ela escolher apenas os dois melhores alunos, cada um receberá 24 livros.
v Se ela escolher os quatro melhores alunos, cada um receberá 12 livros.
v Se ela escolher os seis melhores alunos, cada um receberá 8 livros.
Vamos colocar esses dados no quadro seguinte:
Número de alunos Número de livros
escolhidos distribuído a cada aluna
2 24
4 12
6 8
Pela tabela podemos notar que:
v Se o número de alunos duplica, o número de livros cai pela metade.
v Se o número de alunos triplica, o número de livros cai para a terça parte.
Usando os números que expressam as grandezas, temos:
1-) Quando o número de alunos passa de 2 para 4, dizemos que o número de
alunos varia na razão:
4
2
. Enquanto isso, o número de livros passa de 24 para 12,
variando na razão:
12
24
.
Note que essas razões não são iguais, elas são inversas, ou seja:
4
2
=
2
1
e
12
24
=
1
2
Nessas condições, o número de alunos escolhidos e o número de livros
distribuídos variam sempre na razão inversa; dizemos então que o número de
alunos escolhidos é INVERSAMENTE PROPORCIONAL ao número de livros
distribuídos.
"Quando duas grandezas variam sempre uma na razão inversa da outra, dizemos
que essas grandezas são inversamente proporcionais, ou seja, quando a razão
entre os valores da primeira é igual ao inverso da razão entre os valores da
segunda".
Veja outros exemplos de grandezas inversamente proporcionais:
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v Quando vamos fazer uma construção, o tempo que se gasta nessa
construção é inversamente proporcional ao número de operários que se
contrata; duplicando-se o número de operários o tempo cai pela metade.
v Quando fazemos uma viagem, o tempo que se leva é inversamente
proporcional à velocidade do veículo usado: dobrando-se a velocidade do
veículo, o tempo gasto na viagem cai pela metade.
REGRADE TRÊS SIMPLES
Consideremos as seguintes situações:
1º) Um carro faz 180km com 15 litros de álcool. Quantos litros de álcool este carro
gastaria para percorrer 210km?
O problema envolve duas grandezas: distância e litros de álcool.
Indiquemos por x o número de litros de álcool a ser consumido.
Coloquemos as grandezas de mesma espécie em uma mesma coluna e as
grandezas de espécies diferentes que se correspondem em uma mesma linha.
Distância Lit r os de álcool
180 15
210 x
Na coluna "litros de álcool" vamos colocar uma flecha apontada para o x.
Distância Lit r os de álcool
180 15
210 x
Observe que aumentando a distância, aumenta também o consumo de álcool.
Então, as grandezas distância e litros de álcool, são diretamente proporcionais.
No esquema que estamos montando, indicamos isso colocando uma flecha no
mesmo sentido da anterior.
Distância Lit ros de
álcool
180 15
210 x
x
15
210
180
· ⇒
x
15
7
6
· ⇒ 6x = 105 ⇒ x = 17,5 l
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Resposta: Ocarro gastaria 17,5 litros de álcool.
2º) Um avião voando à velocidade de 800km por hora vai de São Paulo a Belo
Horizonte em 42 minutos. Se voar a 600km, por hora em quanto tempo fará a
mesma viagem?
As duas grandezas são: velocidade do avião e tempo de vôo.
Observemos que, se a velocidade do avião aumenta, o tempo de vôo diminui, logo
a velocidade e o tempo são grandezas inversamente proporcionais.
Chamando de x o tempo necessário para voar de São Paulo à Belo Horizonte a
600km por hora, temos:
Tempo de vôo Velocidade
42 800
X 600
800
600 42
·
x

4
3 42
·
x
⇒ 3x = 168 ⇒ x = 56 minutos
Resposta:
O avião vai de São Paulo a Belo Horizonte em 56 minutos, voando a 600km/h.
REGRADE TRÊS COMPOSTA
A regra de três composta se refere a problemas que envolvem mais de
duas grandezas. A grandeza cujo valor procuramos pode ser diretamente ou
inversamente proporcional a todas as outras, ou até mesmo diretamente
proporcional a umas e inversamente proporcional a outras.
1
O
) Em quatro dias oito máquinas produziram 160 peças. Em quanto tempo 6
máquinas iguais às primeiras produzirão 360 dessas peças?
Resolução:
Indiquemos o número de dias por x. Coloquemos as grandezas de mesma espécie
em uma só coluna, e as grandezas de espécies diferentes que se correspondem
em uma mesma linha.
Na coluna "dias" coloquemos uma flexa apontada para x.
M áquinas Peças Dias
8 160 4
6 360 x
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Comparemos cada grandeza com aquela onde está o x.
As grandezas, peças e dias são diretamente proporcionais. No nosso
esquema isso será indicado colocando-se na coluna "peças" uma flecha no
mesmo sentido da flecha da coluna "dias".
M áquinas Peças Dias
8 160 4
6 360 x
As grandezas máquinas e dias são inversamente proporcionais (quanto
maior o número de máquinas, menos dias para se efetuar o trabalho). No nosso
esquema isso será indicado colocando-se na coluna "máquinas" uma flecha no
sentido contrario na coluna "dias"
M áquinas Peças Dias
8 160 4
6 360 x
Agora vamos montar a proporção, igualando a razão que contém o x, que é
x
4
,
como o produto das outras razões, obtidas segundo orientação das flechas:
x
4
=
6
8
360
160
⋅ ⇒
x
4
=
4
3
9
4
⋅ ⇒
x
4
=
1
1
3
1
⋅ ⇒
x
4
=
3
1

⇒ x = 12
Resposta: 12 dias.
2º) Trabalhando durante 6 dias, 5 operários produzem 400 peças. Quantas peças
desse mesmo tipo serão produzidas por 7 operários trabalhando durante 9 dias?
Resolução:
Inicialmente vamos organizar os dados no seguinte quadro, indicando o
número de peças pedido pela letra x.
Operários Dias Peças
5 6 400
7 9 x
A B C
v Fixando a grandeza A, vamos relacionar as grandezas B e C, se aumentarmos o
número de dias, o número de peças também aumentará; logo, as grandezas B e
C são diretamente proporcionais.
v Fixando a grandeza B, vamos relacionar as grandezas A e C, se aumentarmos o
número de operários, o número de peças também aumentará, logo, as
grandezas A e C são diretamente proporcionais.
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Então, a grandeza C é diretamente proporcional às grandezas A e B; logo
seus valores são diretamente proporcionais aos produtos dos valores das
grandezas Ae B, ou seja:
x
400
=
9
6
7
5
⋅ ⇒
x
400
=
3
2
7
5
⋅ ⇒
x
400
=
21
10


x
40
=
21
1
⇒ x = 40 . 21 ⇒ x = 840
Resposta:
Produzirão 840 peças.
EXERCÍCIOS
P
1
) Um automóvel gasta 10 litros de gasolina para percorrer 65km. Quantos litros
gastará num percurso de 910km?
P
2
) Qual o tempo gasto por 12 homens para executar um trabalho que 8 homens
nas mesmas condições executam em 9 dias?
P
3
) Um fonte dá 38 litros de água em 5 minutos; quantos litros dará em uma hora
e meia?
P
4
) Para tecer 19m de um tecido com 50cm de largura são gastos 38kg de lã.
Quantos metros serão tecidos com 93kg da mesma lã, sendo a largura de 60cm?
P
5
) Numa transmissão de correia, a polia maior tem 30cm de diâmetro e a menor
18cm. Qual o número de rotações por minuto da menor polia, se a maior dá 45 no
mesmo tempo?
P
6
) Com 9 há de gasto podem ser mantidas 20 cabeças de gado. Quantos há
serão necessários para manter 360 cabeças?
P
7
) Uma máquina, que funciona 4 horas por dia durante 6 dias produz 2000
unidades. Quantas horas deverá funcionar por dia para produzir 20.000 unidades
em 30 dias?
P
8
) Um automóvel, com a velocidade de 80km por hora, percorreu certa distância
em 6 horas. Que tempo gastará para percorrer a mesma distância se reduzir a
velocidade para 50km por hora?
P
9
) Um automóvel percorreu certa distância em 4h, com a velocidade de 60km por
hora. Qual o tempo que gastará para percorrer a mesma distância com a
velocidade de 90km por hora?
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P
10
) Se três homens podem arar um campo de 8 há em 5 dias, trabalhando 8
horas diárias, em quantos dias 8 homens poderão arar 192 há trabalhando 12
horas diárias?
P
11
) Com 16 máquinas de costura aprontaram-se 720 uniformes em 8 dias de
trabalho. Quantas máquinas serão necessárias para confeccionarem 2160
uniformes em 24 dias?
P
12
) Se 54 operários trabalhando 5 horas por dia levaram 45 dias para construir
uma praça de forma retangular de 225m de comprimento por 150m de largura,
quantos operários serão necessários para construir em 18 dias, trabalhando 12
horas por dia, outra praça retangular de 195m de comprimento por 120m de
largura?
P
13
) Para construir um canal de 104m de comprimento por 5m de profundidade e
7m de largura, 100 operários, trabalhando 7 horas por dia, levaram 2 meses e
meio. Aumentando de 40 o número de operários e fazendo-os trabalhar 10 horas
por dia, pergunta-se: em quanto tempo os operários construíram um segundo
canal, com o mesmo comprimento do primeiro, porém de profundidade e largura
duplas da do primeiro?
P
14
) Se com 1000 litros de água se rega um campo de 450 há durante 20 dias,
qual é a quantidade de água necessária para se regar outro campo de 200 há
durante 30 dias?
P
15
) Para o piso de uma sala empregam-se 750 tacos de madeira de 5cm de
comprimento por 3cm de largura. Quantos tacos de 40cm de comprimento por
7,5cm de largura são necessários para um piso cuja superfície é dupla da
anterior?
P
16
) Se 10 operários, trabalhando 8 horas diárias, levantam em 5 1/2 dias uma
parede de 22m de comprimento por 0,45 de espessura em quanto tempo 16
operários, trabalhando também 8 horas por dia, levantam outra parede de 18m de
comprimento, 0,30 de espessura e de altura duas vezes maior que a primeira?
P
17
) Um bloco de mármore de 3m de comprimento, 1,50m de largura e 0,60 de
altura pesa 4350kg. Quanto pesará um bloco do mesmo mármore cujas
dimensões são: comprimento 2,20 largura 0,75m e altura 1,20?
P
18
) Um navio tem viveres para 20 dias de viagem. Porém um imprevisto deixou-o
ancorado em alto mar durante 10 dias, onde o comandante do navio foi avisado
da previsão do atraso. Em quanto se deve reduzir a ração diária da tripulação,
para que não faltasse comida até o fim da viagem?
P
19
) Uma pessoa calculou que o dinheiro que dispunha seria suficiente para
passar 20 dias na Europa. Ao chegar, resolveu prolongar sua viagem por mais 4
dias. A quanto teve de reduzir o sue gasto diário médio?
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P
20
) Alguns operários devem terminar certo serviço em 36 dias, trabalhando 8
horas por dia. Oencarregado, após 20 dias, verifica que só 0,4 da obra estava
pronta. Para entregar o serviço na data fixada; quantas horas por dia devem os
operários trabalhar nos dias restantes?
GABARITO - REGRA DE TRÊS
P1) 140 litros
P2) 6 dias
P3) 684 litros
P4) 38,75 metros
P5) 75 rotações
P6) 162 há
P7) 8 horas por dia
P8) 9 horas e 36min
P9) 2 h e 45min
P10) 30 dias
P11) 12 máquinas
P12) 39 operários
P13) 5 meses
P14) 666,666 litros
P15) 75 tacos
P16) 3,15 dias
P17) 3190 kg
P18)
3
1
P19)
6
1
P20) 15 horas
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PORCENTAGEM (%)
"Porcentagem é uma fração decimal, cujo denominador é cem, a expressão x %, é
chamada de
taxa percentual e representa a razão
100
x
".
Exemplos:
OPERAÇÕES COM PORCENTAGEM
Podemos, por exemplo, operar números na forma de porcentagem, observe:
Exemplo:
Efetue:
v
% 64
=
5
4
10
8
100
64
· ·
= 0,8 = 80%
v (10%)
2
=
2 2
10
1
100
10

,
`

.
|
·

,
`

.
|
=
100
1
= 1%
v
5%× 15% =
100
5
×
100
15
=
20
1
×
20
3
=
400
3
= 0,75%
TRANSFORMAÇÕES
Muitas vezes teremos que transformar números decimais, ou frações, para a
forma de porcentagem, ou mesmo teremos que fazer o contrário, transformar
porcentagens em números decimais ou frações.
DECIMAIS → PORCENTAGEM
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"Para converter números decimais em porcentagem, basta multiplicar o número
por 100".
Exemplos:
Vamos converter os números abaixo para a forma de porcentagem:
v 0,57×100 = 57%
v 0,007×100 = 0,7%
v 1,405 ×100 = 140,5%
FRAÇÕES → PORCENTAGEM
"Para converter frações para porcentagens, em geral, vamos transformar as
frações em números decimais, em seguida multiplicá-los por 100".
Exemplos:
v
15
7
=0,466...=46,666% aproximadamente 46,7%
v
4
3
= 0,75 = 75%
CÁLCULOS EM PORCENTAGEM
Existem problemas onde precisamos encontrar a porcentagem de um valor
específico, ou mesmo a porcentagem de um determinado número de elementos
em um conjunto, ou população:
Exemplo1:
Em uma empresa trabalham 60 pessoas, sendo 15 mulheres. Vamos
determinar qual a porcentagem de homens, existente nesta empresa.
Observe que de 60 pessoas, 15 são mulheres e 45 são homens, logo, em
sabemos que
60
45
dos funcionários da empresa são homens.
Simplificando a fração encontrada obtemos
4
3
, então teremos 75% dos
funcionários como sendo homens e o restante (25%) sendo mulheres.
Exemplo2:
Vamos determinar quanto é 23% de R$ 500,00. Paratanto, vamos calcular
de duas formas distintas, a primeira utilizando uma regra de três, e a outra,
utilizando a relação "fração → todo", utilizada na resolução de problemas que
envolvem frações.
1
O
.Modo: "Regra de Três"
% R$
23 x
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100 500
Como as grandezas são diretamente proporcionais a equação fica assim:
v
100
23
=
500
x
⇒ 100x = 23 . 500 ⇒ x = 23 . 5 ⇒ x = 115
Logo, 23% de R$ 500,00 é igual a R$ 115,00.
2
O
.Modo: "Fração → Todo"
v 23% de 500 =
100
23
. 500 = 23 . 5 = 115
Logo, 23% de R$ 500,00 é igual a R$ 115,00.
Exercícios Resolvidos
R
1
) Ao receber uma dívida de R$ 1.500,00, uma pessoa favorece o devedor com
um abatimento de 7% sobre o total. Quanto recebeu?
Resolução:
Uma pessoa deve receber R$ 1.500,00, e no entanto, essa pessoa, concede um
abatimento de 7% sobre esse valor, portanto, ela recebeu 93%do valor total (R$
1.500,00).
v 93% de 1.500 =
100
93
× 1.500 = 93 . 15 = 1.395
Logo a pessoa recebeu R$ 1.395,00.
R
2
) Uma pessoa ao comprar uma geladeira, conseguiu um abatimento de 5%
sobre o valor de venda estipulado, e assim foi beneficiado com um desconto de
R$ 36,00. Qual era o preço da geladeira?
Resolução:
1
O
.Modo: "Regra de Três"
% R$
5 36
100 x
Como as grandezas são diretamente proporcionais a equação fica assim:
v
100
5
=
x
36
⇒ 5x = 36 . 100 ⇒ x = 36 . 20 = 720
Portanto, o preço da geladeira era de R$ 720,00.
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2
O
.Modo: "Fração → Todo"
Sabemos, do enunciado, que 5% de um valor qualquer (aquele que temos que
descobrir) é igual a R$ 36,00, logo:
v 5% de x = 36 ⇒
100
5
. x = 36 ⇒ 5x = 36 . 100 ⇒x = 720
Portanto, o preço da geladeira era de R$ 720,00.
R
3
) Uma coleção de livros foi vendida por R$ 150,00. Com um lucro de R$ 12,00.
Qual foi a porcentagem do lucro?
Resolução:
"Fração → Todo":
x% de 150 = 12 ⇒
100
x
. 150 = 12 ⇒ x = 8%
"Regra de Três"
% R$
X 12
100 150
100
x
=
150
12
⇒ 150x = 1200 ⇒ x = 8%
AUMENTOS E DESCONTOS
Uma determinada loja de roupas dá as seguintes opções de compra de uma calça
jeans, cujo preço é de R$ 40,00:
v 1
a
.Opção de Pagamento ⇒ pagamento à vista com um desconto de 5%.
v 2
a
.Opção de Pagamento Þ pagamento a prazo com um aumento de 5%.
Qual será o novo preço da calça, nos dois casos considerados?
Uma forma de encontrarmos estes dois valores é determinando quanto é
5%de R$ 40,00. Na opção de pagamento à vista, subtrairíamos do valor da calça,
e na segunda opção, somaríamos os 5% no valor da calça, obtendo assim, nos
dois casos, os seus respectivos valores.
Entretanto, em geral, utilizaremos um Fator de Multiplicação, para o caso de haver
um desconto ou um aumento.
DESCONTOS
"Um desconto de x %em cima de um valor V é dado por: (0,a) × V, onde
a = (100 - x)".
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Exemplos (Tabela):
Descontos (% ) Fator de M ultiplicação
25 0,75
30 0,70
70 0,30
5 0,95
Observe que:
v 75 = (100 − 25)
v 70 = (100 − 30)
v 30 = (100 − 70)
v 95 = (100 − 5)
Voltando ao nosso exemplo inicial, o preço pago pela calça, no pagamento à
vista será:
v 0,95 × 40 = R$ 38,00
AUMENTOS
"Um aumento de x % em cima de um valor V é dado por: (1,x) × V".
Exemplos (Tabela):
Aumentos (%) Fator de Multiplicação
25 1,25
30 1,30
70 1,70
5 1,05
Voltando ao nosso exemplo inicial, o preço pago pela calça, no pagamento a
prazo será:
v 1,05 ×40 = R$ 42,00
Exercícios Resolvidos
1) Uma adega vende certa quantidade de garrafas de vinho a R$ 580,00, obtendo
um lucro de 25%sobre o preço da compra. Determinar o preço da compra e o
lucro obtido.
Resolução:
Como se trata de um lucro, nos deparamos com um problema de aumento. Pelo
enunciado R$ 580,00 é o preço de venda e o lucro de 25 %(ou o aumento) é dado
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em cima de um valor de compra desconhecido, vamos escrever uma equação que
nos relacione esses valores em linguagem matemática:
Preço de Compra: C
Logo:
v 1,25 × C = 580 ⇒ C = 464
Portanto o preço de compra é R$ 464,00 e o lucro obtido é igual a 580 - 464 = R$
116,00.
2) Um número diminuído de seus 18% vale 656. Qual o número?
Resolução:
Houve uma diminuição, portanto é o mesmo que dizer que houve um desconto, e
este foi de 18%, logo o fator de multiplicação é 0,82. Escrevendo a equação
matemática vem:
Número: x
v 0,82 . x = 656 ⇒x = 800
Portanto o número é 800.
EXERCÍCIOS - PORCENTAGEM
P
1
) Qual o número cujos 18%valem 108?
P
2
) Qual o número cujos 43%valem 374,1?
P
3
) Uma pessoa compra um terreno por R$ 17,500,00 e vende-o com um lucro de
R$ 3.500,00. Qual a porcentagem do lucro?
P
4
) Qual o número que aumentado de seus 20% da a soma de 432?
P
5
) Escrever a razão 3/8 na forma de porcentagem.
P
6
) Um desconto de R$ 7.000,00 sobre um preço de R$ 25.000,00,
representa quantos por cento de desconto?
P
7
) Um lucro de R$ 12.000,00 sobre um preço de R$ 150.000,00,
representa quantos por cento desse preço?
P
8
) Exprimir 51%na forma decimal.
P
9
) Em um jogo de basquete, um jogador cobrou 20 lances livres, dos quais
acertou 65%. Quantos lances livres acertou?
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P
10
) Durante o ano de 1992, uma equipe de basquete disputou 75 jogos, dos
quais venceu 63. Qual a porcentagem correspondente aos jogos vencidos?
P
11
) Comprei 60 figurinhas e aproveitei apenas 45 em meu álbum. As restantes
eram repetidas. Qual foi a porcentagem de figurinhas repetidas?
P
12
) Em um colégio, 1400 alunos estudam no período da manhã. Esse número
representa 56%do número de alunos que estudam no colégio. Quantos alunos
estudam ao todo nesse colégio?
P
13
) Na compra de um objeto, obtive um desconto de 15%. Paguei, então, R$
7.650,00 pelo objeto. Nessas condições qual era o preço original desse objeto?
P
14
) Um representante comercial recebe de comissão 4%pelas vendas que
realiza. Em um mês recebeu de comissão R$ 580,00. Quanto vendeu nesse mês?
P
15
) Em uma fábrica 28% dos operários são mulheres, e os homens são 216.
Quantos são no total os operários dessa fábrica?
P
16
) Um comerciante compra 310 toneladas de minério à R$ 450,00 a tonelada.
Vende 1/5 com lucro de 25%; 2/5 com lucro de 15%e o resto com um lucro de
10%. Quanto recebe ao todo e qual é o seu lucro?
P
17
) Um agente de motores adquire os mesmos por R$ 18.000,00 e paga
uma taxa alfandegária de 15%. Devendo dar ao vendedor uma comissão de 10%.
Por quanto deve vender para pagar 30% sobre o mesmo preço?
P
18
) Uma pessoa compra uma propriedade por R$ 300.000,00. Paga de
taxas, comissões e escritura R$ 72.000,00. Por quanto deve revendê-la para obter
um lucro de 12%?
P
19
) Um número diminuído de seus 27%vale 365. Qual é o número?
P
20
) Uma pessoa ganha em uma transação 3/5 da quantia empregada. De quantos
por cento foi o lucro?
P
21
) A porcentagem de 36%sobre um valor, que fração é desse mesmo valor?
P
22
) Uma betoneira depois de trabalhar na construção de um edifício, sofre uma
depreciação
de 27%sobre seu valor e, é então avaliada em
R$ 36.500,00. Qual o valor primitivo?
P
23
) Com uma lata de tinta é possível pintar 50m
2
de parede. Para pintar uma
parede de 72m
2
gastam-se uma lata e mais uma parte de uma Segunda. Qual a
porcentagem que corresponde a parte que se gasta da segunda lata?
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P
24
) Sabendo-se que uma substância chamada óxido de magnésio contém 24g de
magnésio. Sendo assim, qual a porcentagem de magnésio existente em 40g de
óxido de magnésio?
P
25
) A área de um terreno A é 930m
2
, enquanto a área do terreno B é 1500 m
2
.
Nessas condições a área do terreno Arepresenta quantos por cento da área do
terreno B?
GABARITO - PORCENTAGEM
P1) 600
P2) 870
P3) 20%
P) 360
P5) 37,5
P6) 28%
P7) 8%
P8) 0,51
P9) 13
P10) 84%
P11) 25%
P12) 2.500
P13) 9.000
P14) 14.500
P15) 300
P16) Recebe R$ 160.580,00 e lucra R$ 21.080,00
P17) R$ 29.250,00
P18) R$ 416.640,00
P19) 500
P20) 60%
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P21)
25
9
P22) R$ 50.000,00
P23) 44%
P24) 60%
P25) 62%
JUROS
"Juro é a remuneração do capital empregado. É a compensação em dinheiro que
se recebe quando se emprega uma determinada quantia por um determinado
tempo".
Quando aplicamos um capital durante um certo período de tempo,
esperamos obter um rendimento. Após esse período, o capital se transformará em
um valor capitalizado, chamado montante.
"Montante é o capital aplicado acrescido do rendimento obtido durante o período
da aplicação. É também chamado valor futuro, valor de resgate ou valor
capitalizado".
Sejam:
v C= Capital aplicado ou principal
v t = Tempo de aplicação
v i = Taxa porcentual
v J = Juro produzido ou rendimento
v M = Montante
Observação:
O tempo de aplicação deve estar coerente com a taxa, isto é, se um estiver
expresso em anos o outro deve estar também, e assim sucessivamente.
JUROS SIMPLES
"No juro simples a taxa será incidente apenas no valor inicial".
Exemplo:
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Empregando R$ 5.000,00 a uma taxa de 10% a.m. a juros simples, qual será o
valor resgatado após 3 meses?
Repare que:
v C= 5.000
v t = 3 meses
v i = 10%
v J = ?
v M = ?
O que se pede no problema é o montante (M), vamos então, estabelecer
uma seqüência de rendimentos durante os meses, sabendo que se a aplicação
está relacionada com o juros simples devemos empregar a taxa apenas ao valor
inicial
(Capital = 5.000):
10% de 5000 = 500
Logo, a seqüência:
(5000; 5000 + 500, 5500 + 500, 6000 + 500, ...)
(5000; 5500; 6000; 6500; ...)
Pela seqüência podemos concluir que após os três meses de aplicação
termos um montante de R$ 6.500,00, tendo rendido R$ 1.500,00 de juros.
Imagine agora se fôssemos calcular o montante obtido após 30 meses. Seria
inviável utilizar uma seqüência para a obtenção do montante, portanto
utilizaremos para cálculo do Juros Simples, a seguinte fórmula.
Nota:
Para a obtenção do montante basta somar o juros obtido com o capital
empregado.
100
t i C
J
⋅ ⋅
·
e M = J + C
Vamos calcular novamente o montante de uma aplicação de R$ 5.000,00 a uma
taxa de 10% a.m. durante 3 meses:
v
100
3 10 5000 ⋅ ⋅
· J =
100
150000
= 1500
v M= 1500 + 5000 = 6500
Observações:
v Para o nosso estudo, designaremos m (minúsculo) e d (minúsculo) para
referirmo-nos ao tempo em meses e a dias, respectivamente.
v Vamos considerar o ano com 360 dias (ano comercial).
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Exercício Resolvido
R
1
) Seja um capital de R$ 800.000,00, investido durante 4 meses e a taxa de juros
simples de 120%a.a.. Calcule:
a) O juro obtido.
b) O montante.
Resolução:
a) Dados:
v C= 800.000
v t = 4 meses
v i = 120 % a.a.
Observe que a taxa está em anos e o tempo em meses, portanto devemos
converter um deles, é mais conveniente, em geral, transformar o tempo de acordo
com a taxa e paratanto podemos utilizar uma regra de três:
Ano Meses
1 12
x 4
Como são grandezas diretamente proporcionais, o cálculo será imediato.
Repare que não haveria necessidade da regra de três, uma vez que quatro meses
é uma parte do ano e essa parte nada mais é que
12
4
que é o mesmo que
3
1
.
Logo:
v t =
3
1
Substituindo na fórmula:
100
t i C
J
⋅ ⋅
· =
100
3
1
120 800000 ⋅ ⋅
= 320.000
M= J + C = 320.000 + 800.000 = 1.120.000
JUROS COMPOSTOS
"No Juro Composto, os juros gerados são calculados em cima do valor inicial de
cada período, sendo incorporado ao montante de cada período".
Exemplo:
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Empregando R$ 5.000,00 a uma taxa de 10% a.m. a juros compostos, qual será o
valor resgatado após 3 meses?
Repare que:
v C = 5.000
v t = 3 meses
v i = 10%
v J = ?
v M = ?
Analogamente aos juros simples vamos estabelecer uma seqüência de
rendimentos durante os meses, como o juros será calculado em cima do valor
inicial de cada período, vamos utilizar um fator de multiplicação para o
rendimento de 10%⇒ 1,10
A seqüência:
(5000; 1,10 . 5000, 1,10 . 5500, 1,10 . 6050, ...)
(5000; 5500; 6050; 6655; ...)
Pela seqüência podemos concluir que após os três meses de aplicação
termos um montante de R$ 6.655,00, tendo rendido R$ 1.655,00 de juros.
Em geral, utilizaremos a fórmula:
M
t
= C. (1 + i)
t
Vamos calcular novamente o montante de uma aplicação de R$ 5.000,00 a
uma taxa de 10% a.m. durante 3 meses:
M
3
= 5000 . (1 + 0,10)
3
= 5000 . (1,10)
3
= 6.655
EXERCÍCIOS - JUROS
P
1
) Qual o juro produzido por R$ 14.000,00 em três anos, a 5%ao ano?
P
2
) Calcular o juro de R$ 2.700,00 a 8% ao ano, em 3 anos e 4 meses.
P
3
) Calcular o juro produzido por R$ 900,00 em 1 ano, 5 meses e 20 dias a 0,8% ao
mês.
P
4
) Calcular o juro de R$ 264,00 em 9 meses a 7% ao ano.
P
5
) Qual o capital que produz R$ 400,00 de juro ao ano em 1 ano e 8 meses á uma
taxa de 1%ao mês?
P
6
) A que taxa ao ano deve ser empregado o capital de R$ 16.000,00 para produzir
R$ 2.520,00 em 2 anos e 3 meses?
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P
7
) O capital de R$ 6.000,00 empregado à 9%ao ano, produziu R$ 810,00 de juro.
Durante quanto tempo esteve empregado?
P
8
) Uma pessoa adquire um automóvel por R$ 18.000,00. Ovendedor
oferece um abatimento
de 5%pelo pagamento à vista. A pessoa, no entan-
to, prefere pagar em duas prestações iguais. A primeira 6 meses depois da
compra e a outra um ano depois submetendo-se ao pagamento de 7% de juro ao
ano. Quanto gastou a mais, adotando o pagamento em prestações?
P
9
) Certo capital colocado a juro durante 3 anos e 4 meses a 8% ao ano, produziu
R$ 720,00 de juro. Qual o capital?
P
10
) Ocapital de R$ 900,00 empregado a 0,8% de juro ao mês, produziu R$ 127,00
de juro. Durante quanto tempo esteve empregado?
P
11
) Um aparelho eletrônico custa R$ 620,00 à vista. Em 5 prestações mensais o
preço passa a ser de R$ 868,00. Sabendo-se que a diferença entre os preços é
devida ao juros, qual a taxa de juros cobrada ao mês por essa loja?
P
12
) Quem aplicou R$ 20.000,00 por 2 meses a uma taxa de 10%ao mês vai
receber a mesma quantia que quem aplicou R$ 25.000,00 a uma taxa de 8%ao
mês pelo mesmo período de tempo. Esta afirmação é VERDADEIRAou FALSA?
P
13
) Qual o tempo necessário para que um capital, colocado a 5% ao ano, dobre
de valor?
P
14
) Qual o capital que colocado a 6%ao ano, produz um montante de R$
100.000,00 no fim de 15 anos?
P
15
) Qual o montante de R$ 100.000,00 no fim de 10 anos à taxa de 5,5%?
P
16
) Qual a taxa que esteve empregado o capital de R$ 24.750,00, se ao fim de 60
dias produziu o montante de R$ 24.997,50?
P
17
) Uma pessoa deposita suas economias no valor de R$ 13.000,00 num banco
que paga 5% ao ano. Qual o capital acumulado em 5 anos?
P
18
) Uma pessoa emprega seu capital a 8%e, no fim de 3 anos e 8 meses recebe
capital e juros reunidos no valor de R$ 15.520,00. Qual o capital empregado?
P
19
) No fim de quanto tempo um capital qualquer aplicado a 5%triplica de valor?
P
20
) Uma pessoa coloca um capital a 4%. No fim de 3 anos retira o capital e juros
e coloca o montante a 5%. Ao cabo de 2 anos o novo montante é de R$ 6.160,00.
Qual o capital?
GABARITO - JUROS
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P1) R$ 2.100,00
P2) R$ 720,00
P3) R$ 127,20
P4) R$ 13,86
P5) R$ 2.000,00
P6) 7%ao ano
P7) 1 ano e 6 meses
P8) R$ 1.845,00
P9) R$ 2.700,00
P10) 1 ano, 5 meses e 20 dias
P11) 8%
P12) sim
P13) 20 anos
P14) R$ 52.631,58
P15) R$ 155.000,00
P16) 1,67% a.d.
P17) R$ 16.250,00
P18) 12.000
P19) 40 unidades de tempo
P20) R$ 5.000,00
O QUE É CAPI TALI ZAÇÃO
Do ponto de vista das finanças, CAPI T AL I ZAÇÃO é o processo de apl icação de uma importância a
uma deter mi nada taxa de j uros e de seu cresci mento por força da i ncor poração desses mesmos j uros
à quantia i nicial mente aplicada. No sentido particular do ter mo, CAPI T ALI Z AÇÃO é uma
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combi nação de economia programada e sorteio, sendo que o concei to fi nanceiro aci ma exposto
aplica-se apenas ao componente " economia programada", cabendo ao componente lotérico o papel
de poder antecipar, a qual quer tempo, o recebi mento da quantia que se pretende economizar ou de
um múl ti plo dela de confor mi dade com o plano. Para a venda de um tí tulo de Capi tal i zação é
necessár io uma série de for mal i dades que visam a garantia do consumidor. A Sociedade de
Capi tali zação deve submeter o seu plano ao órgão fiscali zador do Sistema Nacional de Capi talização
- SUSEP.
Plano de Capitalização - é o conj unto de elementos que dão for ma ao tí tulo, são as Condições
que caracter i zam um produto e os diferenciam entre si. Os planos são representados pelas Condições
Gerais, Nota T écnica Atuarial e M aterial de Comerciali zação.
A comerciali zação de um tí tulo de Capi tali zação envolve ter mos própr ios, a saber :
O QUE É TÍ T UL O DE CAPI T AL I ZAÇÃO?
É um papel do mercado mobil iário, nominativo, que pode ser adquir i do à prazo ou à vista.
O QUE SI GNI FI CA " JUROS" ?
É uma remuneração do capital apl icado a uma deter mi nada taxa, denomi nada taxa de j uros.
No fi nal de cada período de Capitali zação que é previamente esti pulado, os j uros produzi dos são
adicionados ao capital, passando a fazer parte do mesmo para efei to de cálculo dos próxi mos j uros.
Assi m, estamos diante de uma aplicação de j uros compostos.
CONDI ÇÕES GERAI S
É o documento onde contém todos os di rei tos e deveres da Sociedade de Capi tal i zação e do
comprador do tí tulo.
É, portanto, de fundamental i mpor tância conhecer o texto das Condições Gerais de um tí tulo, tanto
para vendê-lo como para compr á-lo. Atente-se ai nda para o fato de que não existe padrão de
Condições Gerais, assi m sendo, os direitos conferidos pela aquisição de um título de Capi tali zação ou
os deveres decor rentes da sua venda variam substancialmente de empresa para empr esa e até de
plano para plano em uma mesma empresa.
NOT A T ÉCNI CA
É o documento que contém as demonstrações de cálculos dos
parâmetros técnicos de um título de Capital i zação. Esse documento consiste
de enunciados e fór mulas matemáticas e deve ser assi nado por atuár io
registrado no órgão de classe e credenciado j unto à SUSEP.
M AT ERI AL DE COM ERCI AL I Z AÇÃO
É o mater ial usado para a divulgação e venda do tí tulo.
Deve ser bem claro, atendendo ao Código de Defesa do Consumi dor.
É fundamental o conheci mento do produto para que todos possam prestar quaisquer esclareci mentos
aos clientes.
COM O SE ADQUI RE UM T Í T UL O DE CAPI T AL I Z AÇÃO?
O tí tulo pode ser adquiri do, mediante preenchi mento de uma Proposta para Compr a de T í tulo de
Capi tali zação.
O QUE É PROPOST A?
Proposta é um for mulário contendo os dados do subscr itor, bem como sua autorização para débi to
em sua conta das mensal i dades do título.
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SOBRE A NAT UREZ A E T RANSFERI BI L I DADE DO TÍ T UL O
NAT UREZA DO T Í T ULO
O tí tulo é li vremente negociável, podendo ser vendido, trocado ou doado, desde que seja
formalizada j unto a Sociedade de Capi tal ização a transferência conj unta do cedente e
cessionário. Assi m, o cessionário sucede o cedente em todos os seus di reitos e obrigações.
CEDENT E - Pessoa física ou Jurí dica que cede o T í tulo de Capi tali zação.
CESSI ONÁRI O - Pessoa física ou Jur ídica a quem está sendo cedi do o título e que se
tornará o novo subscr itor.
ATRI BUT OS BÁSI COS DO T Í T ULO
O tí tulo de Capi tali zação possui os segui ntes atr i butos básicos: prazos, sorteios, mensal i dades e
atual i zações monetárias.
QUE SI GNI F I CA PRAZO?
É o prazo para pagamento das mensal idades do tí tulo cuj os valores são capi tali zados no
mesmo período, ou não, dependendo do plano.
QUE SI GNI F I CA VI GÊNCI A?
O tí tulo é considerado em vigor no pr i mei ro dia útil segui nte ao do pagamento da pr i mei ra
mensali dade. O título permanecerá nessa condição enquanto não houver atraso no
pagamento das mensal i dades subsequentes.
QUE SI GNI F I CA T Í T UL O SUSPENSO?
Venci do o prazo para pagamento e não quitado o débi to, ficará suspenso automaticamente o
di rei to de o tí tulo concor rer a sorteios, até que venha a ficar novamente em dia, pelo
pagamento das mensal i dades venci das.
QUE É PRAZ O DE CARÊNCI A?
É o período de tempo em que o subscr i tor do tí tulo terá que esperar para receber o valor de
resgate cor respondente ao sal do de Capi tal i zação garanti do.
Decomposição das M ensal i dades de um Tí tulo de Capi tal ização
A mensal i dade é composta pelo menos de três elementos a saber :
Reser va M atemática - É a parcela deduzi da de cada mensal i dade para consti tuir as quantias
economi zadas pelo subscr itor. É somente sobre a reser va matemática que se aplicam
correção monetária e j uros e não sobre o total das mensalidades. A reser va matemática nada
mais é que o valor de resgate ao fi nal do plano.
Despesas Operacionais - É a parcela deduzi da de cada mensal i dade para cobr i r despesas
operacionais e admi nistrativas da Companhia tais como: salários, honorários, al uguéis,
publici dade, mater ial, cor reios, etc.
Custo de Sor teios - É a parcela deduzi da de cada mensal i dade para garanti r o pagamento dos
prêmios aos subscr itores contemplados.
FORM A DE PAGAM ENT O
O título de Capital i zação pode ser adqui ri do à prazo ou à vista.
PRAZ O DE PAGAM ENT O / T AM ANHO DA SÉRI E
O prazo de pagamento e o tamanho da sér ie são defini dos em função do plano a ser
elaborado pela Companhia de Capi tal i zação.
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DESCONTO BANCÁRIO
Chamamos de desconto comercial, bancário ou por fora o equivalente ao juro simples
produzido pelo valor nominal do título no período de tempo correspondente e à taxa
fixada.
Sejam d o valor de desconto comercial, N o valor nominal do título, A o valor atual
comercial, n o tempo que falta para o vencimento e i a taxa de desconto, então:
O valor atual bancário é dado por:
EXERCÍCIOS
1. Um título de R$ 60.000,00 vai ser descontado à taxa de 2,1% ao mês. Faltando 45 dias
para o vencimento do título, determine:
a . o valor do desconto comercial
b . o valor atual comercial
Solução
N = 60.000,00 i = 2,1%a.m. n = 45 dias
a. d = N i n = 60.000 x 0,021 x 1,5 = R$ 1.890,00
b. A = N - d = 60.000 - 1.890 = R$ 58.110,00
2. Uma duplicata de R$ 6.900,00 foi resgatada antes de seu vencimento por R$ 6.072,00.
Calcule o tempo de antecipação, sabendo que a taxa de desconto comercial foi de 4% ao
mês.
Solução
N = 6.900,00 A = 6.072,00 i = 4%a.m.
d = N - A = N i n . (6.900 - 6.072) = 6.900 x 0,04 x n
n = 828
69000 x 0.04
= 3
Resp: 3 meses
DESCONTO COMPOSTO
O desconto simples, racional ou comercial são aplicados somente aos títulos de curto
prazo, geralmente inferiores a 1 ano.
Quando os vencimentos têm prazos longos, não é conveniente transacionar com esses
tipos de descontos, porque podem conduzir a resultados que feremo bom senso.
Observe o EXEMPLO
Calcular o desconto comercial de um título de R$ 100.0000,00 com resgate para 5 anos, à
taxa de 36% ao ano.
RESOLUÇÃO
Fórmula: d = N i n
N = R$ 100.000,00 i = 36% a.a. = 0,36 a.a. n= 5 anos
d = 100.000 . 0,36 . 5 = 180.000
Como vemos, o valor do desconto é superior ao valor nominal do título, o que é um
absurdo!!!
É por esse motivo que, em casos como o apresentado, adotamos o regime de regime de
juros compostos, que jamais darão resultados desse tipo.
Como no desconto simples, temos duas formas de desconto composto, o desconto
comercial, bancário composto ou por fora e o desconto racional ou por dentro.
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DESCONTO COMERCIAL, BANCÁRIO COMPOSTO OU POR FORA
Como o desconto comercial simples, o desconto comercial composto é calculado sobre o
valor nominal do título. O valor atual é obtido por meio de uma sucessão de descontos
sobre o valor nominal, isto é, sobre o valor expresso no título.
Assim, Instante n: valor do título é N
Instante n - 1 (ou 1 período anterior: valor do título era N - iN= N(1 - i)
Instante n - 2: valor do título era (N- iN) - i (N - iN) = (N - iN) [1 - i] =
= N(1 - i)[1 - i] = N (1 - i)
2
e, assim sucessivamente, n períodos antes do vencimento o valor do título era:
A = N(1 - i)
n
O desconto comercial é a diferença entre o valor nominal do título e o seu valor
atual. Assim,
d = N - A = N - N(1 - i)
n
= N[ 1 - (1 - i)
n
]
EXERCÍCIO RESOLVIDO
1. Calcular o valor atual de um título de R$ 20.000,00 descontado um ano antes do
vencimento à taxa de desconto bancário composto de 5% ao trimestre, capitalizável
trimestralmente.
SOLUÇÃO
A = ? N= R$ 20.000,00 i = 5%a.t. = 0,05 a.t. n = 1 ano = 4
trimestres
A = N (1 - i)
n
= 20.000 (1 - 0,05)
4
= 20.000 . 0,814506 = 16.290,13
A = N (1 - i)
n
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1. Calcular a taxa de desconto bancário composto de um título de R$ 20.000,00,
descontado 4 meses antes do vencimento, recebendo líquido o valor de R$ 16.290,13.
2. Um título de R$ 20.000,00 foi descontado num banco, pelo desconto bancário
composto, à taxa de 5% a.m., sendo creditada, na conta do cliente, a importância de R$
16.290,13. Quanto tempo antes do vencimento foi descontado este título?
Gabarito
01 - Resp: 5% 02 - Resp : 4 meses
O que é Taxa de Juros?
É o preço do dinheiro. Dinheiro é uma mercadoria com outra qualquer. Tomemos o
exemplo de uma geladeira. O preço varia em função da lei da oferta e da procura. Quanto
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maior a quantidade de geladeira no mercado, menos o consumidor pagará por ele. Com o
dinheiro é a mesma coisa. Quanto mais dinheiro os bancos têm para oferecer aos seus
clientes, menos eles cobram pelo empréstimo. E o preço que os bancos cobram é a taxa
de juros. Os bancos precisam captar recursos no mercado para poder emprestar. Para
atrair esse capital eles remuneram os clientes que depositam seu rico dinheirinho. E
adivinhe com o se chama essa remuneração: taxa de juros. Portanto, por definição, o que
o banco lucra é a diferença entre a taxa de juros paga ao depositante e a taxa cobrada de
quem pega um empréstimo. É o chamado spread.
TAXAS
DESCONTO COM ERCI AL SI M PLES
Se uma pessoa deve uma quantia em di nhei ro numa data futura, é nor mal que entregue ao credor
um tí tulo de crédito, que é o compr ovante dessa dí vi da.
T odo título de crédito tem uma data de venci mento; porém, o devedor pode resgatá-lo
anteci padamente, obtendo com isso um abati mento denomi nado desconto.
O desconto é uma das mais comuns aplicações da regra de j uro.
Os tí tulos de crédito mais util i zados em operações fi nancei ras são a nota promissória, a duplicata e a
letra de câmbio.
A nota promissória é um compr ovante da apl icação de um capital com venci mento predeter mi nado. É
um tí tulo mui to usado entre pessoas físicas ou entre pessoa física e i nstituição financei ra.
A duplicata é um título emi ti do por uma pessoa j ur í dica contra seu cl iente (pessoa física ou j ur ídica),
para o qual ela vendeu mercador ias a prazo ou prestou ser viços a serem pagos no futuro, segundo
um contrato.
A letra de câmbio, assi m como a nota promissória, é um compr ovante de uma apl icação de capital
com venci mento predeter minado; porém, é um tí tulo ao portador, emi ti do excl usivamente por uma
i nsti tui ção fi nancei ra.
Com relação aos tí tulos de crédito, pode ocor rer :
•que o devedor efetue o pagamento antes do dia predeter mi nado. Neste caso, ele se beneficia com um
abati mento correspondente ao j uro que ser ia gerado por esse dinheiro durante o i nter valo de
tempo que falta para o vencimento;
•que o credor necessi te do seu di nhei ro antes da data predeter mi nada. Neste caso, ele pode vender o
tí tulo de crédi to a um tercei ro e é justo que este úl ti mo obtenha um l ucro, cor respondente ao
j uro do capi tal que adianta, no intervalo de tempo que fal ta para o devedor l iqui dar o
pagamento; assim, ele paga uma quantia menor que a fi xada no tí tulo de crédito.
Em ambos os casos há um benefício, defini do pela diferença entre as duas quanti dades. Esse
benefício, obti do de comum acordo, recebe o nome de desconto.
As operações anterior mente ci tadas são denomi nadas operações de desconto, e o ato de efetuá-las é
chamado descontar um títul o.
A fór mula é:
d = N. i.n
Exemplo:
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Qual o descont o de um t ítul o no val or de R$ 50.000,00, se el e f or pago 2 meses ant es do venci ment o à uma
taxa de 5,5 % a.m.?
Apli cando a f órmul a:
d : o que você quer saber
N : 50.000,00
i : 5,5% - 0,055
n : 2
Logo : 50000 . 0,055 . 2 = > R$ 5.500,00 de desconto
Valor Atual / Nomi nal
O cálculo do valor atual está para o Desconto Si mples como o M ontante para o cálculo de Juros
Si mples , ou sej a, é o valor final após calcular o desconto.
Pegando o exempl o da seção anter ior, o Valor Nomi nal do título era de $ 50.000,00 e o desconto
i nci dente foi de $ 5.500,00 ( ou sej a , A = N-d ). Logo, o Valor Atual é de $ 44.500,00. Fáci l, não?
A fór mula para o cálculo di reto do Valor Atual é:
A = N. (1-i. n)
Exemplo:
Após r eceber sua devol ução do I .R., você r esol ve qui tar de uma vez as suas par cel as r estantes do seu
consórci o, num val or total de $ 70.000,00 ( clar o, como você é uma pessoa consci ente você paga suas
dívi das e não sai por ai tor rando e fazendo novas dívi das). Fal tam 5 parcel as mensai s e o desconto será
de um 1% a.m. . Quanto você terá de pagar em cash ?
Apl icando a fómul a:
A = o que você quer descobri r
N =70.000,00
i = 1% a. m.
n = 5 meses
Logo: A=70000. (1 - 0,01.5) resul tando $ 66.500,00 , ou seja, uma di ferença de $ 500,00.
Taxas Equi val entes
Em l i nguagem si mples, são duas taxas ou mais taxas que, quando aplicadas, em determi nado lapso
de tempo em deter mi nada quantia têm como resul tado o mesmo valor.
Complicado? Tá, então digamos assim: você tem uma apl icação que rende 1 % a.m. se você aplicar
durante 6 meses . E você tem outra que rende 12 % a.a. se você apl icar durante um ano. Qual é mais
vantaj osa? É tudo a mesma coisa , ou sej a, elas são equi valentes, ou não? Ou será que é mel hor pagar
anteci padamente uma dí vi da ou apl icar o di nhei ro e pagá-la no venci mento previsto?
EXEM PL O: Calcular o j uro produzido pelo capital de R$ 20.000,00
- à taxa de 4% ao mês, durante 6 meses
- à taxa de 12% ao tri mestre, durante 2 tri mestres
RESOLUÇÃO
No pr i mei ro caso, temos J = 20.000,00 x 0,04 x 6 = 4.800,00
No segundo caso, temos J = 20.000,00 x 0,12 x 2 = 4.800,00
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Como os j uros são iguais, podemos di zer que 4% a . m. e 12% a . t., são taxas equi valentes
Ah, mais uma coisi nha que causa confusão entre os não-iniciados. M ui tas vezes você vai ouvi r sobre
T axas Nomi nais, T axas Efeti vas e T axas Reais e quiçá, Proporcional e Aparente . M as, afi nal, do que
se trata tudo isso?
Vamos lá:
T axa Nominal - Versão fi nanciês : É quando o período de formação e o per íodo de i ncor poração de
j uros ao Capital não coi ncide com aquele a que a taxa está referenciada. - Versão por tuguês : É
quando você di z, por exemplo, que uma aplicação é de 35% ao ano só que a capi tal ização é mensal ou
que a aplicação fi nanceira é de 0,85% ao mês só que a capi talização é diária, como os FI Fs ou FAQs,
de capitali zação diária , dos bancos.
Assi m, por exemplo,
35% ao ano, com capi tali zação mensal ;
16% ao ano, com capi tali zação semestral;
36% ao mês, com capi tali zação diár ia.
Veja bem: A taxa nomi nal é muito uti l i zada no mer cado, quando da f ormal ização dos negóci os. Não é,
porém, uti l izada di r etamente nos cál cul os, por não corresponder, de fato, ao ganho/ custo fi nancei r o do
negóci o.
Qual é, então, a taxa efeti vamente util i zada?
É a taxa efeti va
Taxa Efetiva - falando fi nanciês : É quando o per íodo de for mação e o per íodo de i ncor poração de
j uros ao Capi tal coinci de com aquele a que a taxa está referenciada. - falando por tuguês : É quando
você diz, por exemplo, que uma aplicação é de 1 % ao mensal e capi tal i zação é mensal, como a
poupança.
Como se obtém a T AX A EF ET I VA?
O seu valor pode ser determi nado através da equivalência: o pri nci pal VP apl icado à taxa iaa
durante um ano deve produzi r mesmo montante que quando aplicado à taxa i
durante m per íodos:
VP( 1 + iaa) = VP( 1 + i)
m
.
Portanto,
iaa = (1 + i)
m
- 1 = FAC (m, i) - 1
EXEM PL O
Sejam R$ 100,00 apl icados a 2% ao mês, capitali zados mensal mente.
T axa nomi nal : i
N
= 12 x 2% = 24% ao ano.
T axa efeti va: i
E
= (1 + 0,02)
12
- 1 = 1,268 - 1 = 0,268 = 26,8% ao ano
O montante após um ano será 100(1 + 0,268) = 126,8 e não 100(1 + 0,24)
= 124 como se poderia supor!!.
A distinção entre taxa efeti va e taxa nomi nal é de suma i mpor tância. Em situações envol vendo
emprésti mos ou fi nanciamentos, por exemplo, a taxa que figura nos contratos é geral mente a taxa
nomi nal, que não pode ser tomada como cri tério de decisão.
Taxa Real - é a taxa efeti va cor r igida pela taxa i nflacionár ia do per íodo. Você vai ouvi r esse ter mo
adoi dado. Pegando o exemplo da poupança , quando o Governo di z que a poupança tem um
rendi mento real de 0,5% ao mês , sigi nifica que seu di nhei ro foi cor rigi do pr i mei ro pela i nflação do
período e sobre este montante foi aplicado 0,5% .
Bom agora que você está suficientemente confuso ou confusa , vamos aos cálculos de equi valência:
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Taxa de Juros Proporcional
Duas taxas são di tas proporcionais quando os números que indicam as taxas são di retamente
proporcionais aos respecti vos números que i ndicam os per íodos de referência. É um conceito do
regi me de j uros si mples.
Por exemplo:
15% ao tri mestre é proporcional a 5% ao mês. I sto por que:
15% / 3 meses = 5% / 1 mês
Taxa de Juros Aparente
É um conceito usado em estudos fi nancei ros em contexto i nflacionário. Hoj e em dia não é utili zada
devi do às bai xas taxas de i nflação registradas j á há alguns anos no Brasil.
Equivalência ent re duas taxas no regime de j uros simples
Essa é Fácil : é só pegar a taxa e mul tipl icá-la (ou di vi di-la) pelo per íodo cor respondente ao que
desej a descobr i r. Exemplo : você tem uma taxa de 5% a. m. e quer saber quanto é equi valente ao ano.
Ora, um ano tem 12 meses então é só mul ti plicar 5% por 12 e você tem 60% a.a. O i nverso também é
verdadei ro : você tem uma taxa de 15% a. m. e quer saber quanto é ao dia . É só di vi dir 15% por 30
dias e você tem 0,5% a. d. Fáci l, não ?
Equivalência ent re duas taxas no regime de j uros composto
Bom, essa é um pouco mais compl icada, mas também não é nenhum bicho-de-sete-cabeças. Se você
quer passar de uma uni dade de tempo " menor " para uma " maior" , como de mês para ano, você
eleva a taxa de j uros pelo número de períodos correspondente. Se for o contrário, como por exemplo
de ano para mês, você eleva ao i nverso do período . Compl icado ? Que nada , isso é matéria de 2º
grau mas para os que não se lembr am ou cochilaram na aula, abai xo uma tabeli nha com as
conversões necessárias :
De a.m. para a.a. = i
a
= (1+i
m
)
12
-1
De a.d. para a.m. = i
m
= (1+i
d
)
30
-1
De a.d. para a.a. = i
a
= (1+i
d
)
360
-1
De a.a. para a.m. = i
m
= (1+i
a
)
1/12
-1
De a.m. para a.d. = i
a
= (1+i
m
)
1/30
-1
De a.a. para a.d. = i
d
= (1+i
a
)
1/360
-1
Exempl o : você tem uma taxa de 24% a.a. e quer saber quanto é equivalente ao mês. Usando a
fórmula dá aproxi madamente 1,81% a. m. Será? Então faça uma prova de confi r mação : use as duas
taxas sobre um valor si mples como R$ 1.000,00 e vej a se o resul tado não é igual. (Na ver dade dá
uma pequena diferença por que eu arredondei o deci mal na hora de calcular ;))
Equivalência ent re uma aplicação e um desconto no regime de j uros simples
Há ocasiões em que será necessário veri ficar se uma taxa de j uros aplicada a um capi tal e uma taxa
de j uros apl icada para fi ns de desconto são equi valentes.
I sso é fundamental para deci di r se vale a pena pagar antes, apl icar , rei nvesti r , etc..
A fór mula para deter minar uma taxa equi valente é :
Se você tem a taxa de desconto e quer descobri r a taxa de j uros cor respondente:
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i / 1- i. n
Se você tem a taxa de j uros para aplicação e quer descobri r a taxa de desconto cor respondente:
i / 1+ i.n
Exempl o: Vamos pegar um capital de $ 60.000,00 i nvesti do a j uros si mples de 8% a. m. por 3 meses.
Qual a taxa de desconto si mples equivalente ?
Usando a fór mul a : i / 1+ i. n = > 0,08 / 1,08* 3 = >0,0645 Ou sej a 6,45% a.m. de desconto é
equi valente a 8% a.m. para apl icação, em regi me de j uros si mples, num prazo de 3 meses.
RENDAS UNIFORMES E VARIÁVEIS (Rendas Certas ou
Anuidades)
Bom, anuidades ou rendas certas é o nome que se dá aos pagamentos sucessivos tanto a
nível de financiamentos quanto de investimentos.
Se a renda possui um número finito de termos será chamada de temporária caso contrário
é chamada de permanente. Apesar da opinião de alguns mutuários da Caixa Econômica ,
o financiamento da casa própria é temporária, apesar de ter um termo de conclusão bem
longo.
Agora, se os termos da renda certa forem iguais é chamada de renda certa de termo
constante ou renda certa uniforme; senão é uma renda certa de termo variável.
Finalmente, quando o período entre as datas correspondentes aos termos tiverem o
mesmo intervalo de tempo , diz-se que a renda certa é periódica ; caso contrário é não
periódica.
Exemplo:
Um financiamento de casa própria é um caso de renda certa temporária, de termo variável
(sujeito à variação da TR) e periódica.
Um financiamento de eletrodoméstico é um caso de renda certa temporária, de termo
constante (você sabe quanto pagará de juros) e periódica.
Já a caderneta de poupança pode se considerar como um caso de renda certa perpétua
(pelo menos enquanto o dinheiro estiver à disposição para aplicação), de termo variável e
periódica. Bico, como pode ver. E já que é bico, mais algumas definições :
As rendas periódicas podem ser divididas em:
§Postecipadas
§Antecipadas
§Diferidas
As Postecipadas são aquelas na qual o pagamento no fim de cada período e não na
origem. Exemplo: pagamento de fatura de cartão de crédito
As Antecipadas são aquelas na qual os pagamentos são feitos no início de cada período
respectivo.
Exemplo: financiamentos com pagamento à vista
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E as Diferidas são aquelas na qual o primeiro pagamento é feito após um determinado
período.
Exemplo: promoções do tipo, compre hoje e pague daqui a x dias
Caso ainda não tenha percebido , os cálculos envolvendo renda certa lembram os
cálculos de Juros Compostos e Descontos Compostos já vistos anteriores.
Calculando Valor Atual em casos de Rendas Certas
Bom, para começar, trabalharemos aqui com cálculos de renda certas do tipo periódicos,
de termos constantes e temporários, os quais são mais usados.
Para se calcular o Valor Atual num caso de Rendas Certas, a fórmula a ser utilizada
depende de ser postecipada , antecipada ou diferida. Assim , se for:
Postecipada a fórmula é : V=T.a
n¬i
Antecipada a fórmula é : V=T+T.a
n-1¬i
Diferida a fórmula é : V=T.a
n¬i
/(1+i)
m
m é sempre uma unidade menor do que a se deseja calcular, ou seja, se a venda é diferida
de 3 meses, mserá 2 .
Para saber o valor de a
n¬i
, você pode:
§calcular usando a fórmula (1+i)n-1/i(1 + i )n.
Exemplo:
Um carro é vendido a prazo em 12 pagamentos mensais e iguais de R$2.800,00 (num total
de R$ 36.000,00), sendo a primeira prestação no ato da compra, ou seja, o famoso " com
entrada" , ou ainda, um caso de renda certa antecipada. Sendo que a loja opera a uma
taxa de juros de 8% a.m. , calcule o preço à vista desse carro.
Aplicando a fórmula:
n = 12
T = 2800
V = 2800+2800.a
11¬8
%= R$ 22.789,10
Outro exemplo:
Um dormitório é vendido em 4 prestações de R$ 750,00, com o primeiro pagamento para 3
meses após a compra (ou seja, esse é um caso de diferida) Sabendo que a loja trabalha
com juros de 6% a.m. , calcule o valor à vista.
Aplicando a fórmula:
n = 4
T = 750
m = 2
i = 6%
V = 750.a
4¬6
%/(1+.06)
2
= 750.3,465106/1.1236 =
R$2.312,95
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Calculando o Montante em casos de Rendas Certas
Como você deve se lembrar, Montante nada mais é do que a somatória dos juros com o
capital principal. No caso de rendas certas , a fórmula é dada por:
M=T.S
n¬i
Para saber o valor de S
n¬i
você pode:
-calcular usando a fórmula (1+i)
n
-1/i.
Exemplo:
Calcule o Montante de uma aplicação de R$ 100,00 , feita durante 5 meses, a uma taxa de
10% a.m.
Aplicando a fórmula (esse é um caso de postecipada, porque o primeiro rendimento é um
mês após a aplicação) :
n = 5
T = 100
i = 10% a.m.
M = 100.S
5¬10
% = R$ 610,51
Quando for uma situação de:
antecipada : subtraia 1 de n
diferenciada : após determinar S
n¬i
, divida o resultado por (1+i)
m
Nomenclaturas usadas
i = do inglês Interest , é usado para representar os juros envolvidos em quaisquer
operações financeiras.
C = do inglês Capital , é usado para representar o Capital utilizado numa aplicação
financeira.
M = do inglês a Mount , é usado para representar o Montante que é o resultado da
soma do Capital com os juros.
n = nesse caso é uma incógnita (quem aprendeu equações do segundo grau usou
muitas incógnitas. Todos aqueles x, y, z são incógnitas.) referente ao período de
tempo (dias, semanas, meses, anos...) de uma aplicação financeira. Lembre-se da
expressão : "levou n dias para devolver o dinheiro..."
a.d. = abreviação usada para designar ao dia
a.m. = abreviação usada para designar ao mês
a.a. = abreviação usada para designar ao ano
d = do inglês Discount , é usado para representar o desconto conseguido numa
aplicação financeira.
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N = do inglês Nominal , é usado para representar o valor Nominal ou de face de um
documento financeiro.
A = do inglês Actual , é usado para representar o valor real ou atual de um documento
financeiro em uma determinada data.
V = incógnita usada para representar o Valor Atual em casos de renda certa ou
anuidades
T = incógnita usada para representar o Valor Nominal em casos de renda certa ou
anuidades
a
n¬i
= expressão que representa o fator de valor atual de uma série de pagamentos.
S
n¬i
= expressão que representa o fator de acumulação de capital de uma série de
pagamentos.
PLANOS DE AMORTIZAÇÃO DE EMPRÉSTIMOS E
FINANCIAMENTOS
Amortização - SAC
(Sistema de Amortização Constante)
Neste sistema, o devedor obriga-se a restituir o principal em n prestações nas quais as
cotas de amortização são sempre constantes. Ou seja, o principal da dívida é dividido pela
quantidade de períodos n e os juros são calculados em relação aos saldos existentes mês
a mês. A soma do valor de amortização mais o dos juros é que fornecerá o valor da
prestação. Não há necessidade de fórmulas complicadas mas você precisará montar uma
planilha em situações de períodos mais ou menos longos. Esse tipo de empréstimo é
usado pelo SFH e também, em certos casos, em empréstimos às empresas privadas
através de entidades governamentais.
Exemplo:
Na compra de um apartamento de $ 300.000,00, você faz um financiamento em um banco
com juros de 4% a.m., a ser pago em 5 meses. Calcule a prestação mensal.
Bom, o valor da amortização é calculado dividindo-se o principal pela quantidade de
períodos, ou seja, 300.000 por 5 que dá 60.000 Os juros são calculados sobre os saldos da
prestação, assim :
1º mês 300.000 * 4% = 12.000,00
2º mês 240.000 * 4% = 9.600,00
3º mês 180.000 * 4% = 7.200,00
4º mês 120.000 * 4% = 4.800,00
5º mês 60.000 * 4% = 2.400,00
Os saldos são calculados subtraindo-se apenas o valor da amortização. Por exemplo, no
primeiro mês você pagará $ 72.000,00 de prestação mas do saldo devedor será subtraído
apenas o valor da amortização que é $ 60.000,00 e por aí vai...
Ou seja, ao final você pagará $ 336.000,00 em 5 prestações, sendo a primeira de $
72.000,00, a segunda de $ 69.600,00 , a terceira de $ 67.200,00 , a quarta de $ 64.800,00 e a
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quinta de $ 62.400,00. Disso, $ 300.000,00 corresponde ao principal e $ 36.000,00 aos
juros.
Amortização - SACRE
O SACRE é uma modalidade de financiamento criada pela Caixa Econômica Federal a ser
aplicada nos empréstimos para aquisição de casa própria.
A Caixa costumava (em alguns casos ainda utiliza) utilizar os sistemas Price , SAC e o
SAM, só que enquanto que nesses sistemas os juros são calculados sobre o saldo do
saldo devedor menos amortização, a Caixa calculava os juros antes do abatimento da
amortização o que acabava resultando em um abatimento menor. Junte-se a isso a alta
inadimplência, a Caixa optou por desenvolver um mecanismo próprio de amortização.
Em termos comparativos é como fosse um Sistema Price só que as mensalidades iniciais
são maiores do que as finais. Qual a vantagem disso ? Bom o contratante quitaria o
grosso do empréstimo mais cedo e, caso ficasse inadimplente, haveria uma grande
possibilidade de que a maior parte do empréstimo já estivesse paga.
O cálculo divide-se em duas partes: o cálculo do Encargo Mensal sobre o qual é calculado
a prestação mensal a ser paga.
A fórmula para o Encargo Mensal é :
EM = C * ( i +1/n)
Exemplo:
Na compra de um apartamento de R$ 300.000,00, você faz um financiamento em um banco
com juros de 4% a.m., a ser pago em 5 meses. Calcule a prestação mensal.
EM = 300000 ( 0,04 + 1/5 )
EM = 72000
Para calcular a Prestação Mensal entram dois índices também criados pela Caixa
Econômica : O CES (Coeficiente de Equivalência Salarial) e o Seguro , que possui uma
metodologia toda própria. Não vou me alongar no conceito jurídico ou do porquê eles
existem senão precisarei de um livro só para isso.
CES - 1,12, fixado por Circular.
Seguro - a taxa do seguro é composta por duas partes, a DIF, para Danos Físicos, e a MIP,
Morte e Invalidez. Outra coisa, ela trabalha, atualmente, sobre o valor da avaliação do
imóvel e não sobre o valor financiado. Isso quer dizer que se o imóvel foi avaliado em R$
500.000,00 é sobre isso que será calculado e não sobre o valor financiado. As fórmulas
são básicas:
DIF = valor da avaliação x taxa de seguro x CES
MIP = valor da avaliação x taxa de seguro x CES
Apresentamos as duas fórmulas em separado, porque as taxas de seguro são diferentes (
faz sentido, afinal Danos Físicos é bem diferente de Morte, não ?). Para saber quais taxas
aplica-se no seu caso você tem de contatar a Caixa, mas para os planos feitos após 94 ,
na Categoria 6 a taxa para DIF é 0,02402 % e para MPI é 0,14429% . A taxa de seguro varia
conforme a categoria (que é dividida conforme o valor da avaliação) conforme o plano
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contratado, quando você fechou o contrato... enfim, estamos assumindo que o contrato é
realizado HOJE .
Então vamos lá:
DIF = 500.000 * 0,02402% * 1,12 = 134,51
MIP = 500.000 * 0,14429%*1,12 = 808, 02
Total do seguro = 942,53
Agora vamos finalmente calcular quanto será sua prestação mensal.
A fórmula para o Encargo Mensal é:
PM = (EM*CES)+ Seguro
Exemplo:
Na compra de um apartamento de R$ 300.000,00, você faz um financiamento em um banco
com juros de 4% a.m., a ser pago em 5 meses. Calcule a prestação mensal:
EM = 300000 ( 0,04 + 1/5 )
EM = 72000
PM = ( 72000*1,12) + 942,54
PM = 81.582,54
Agora, não se esqueça que existem outras coisas a considerar:
- esse é um método exclusivo da Caixa, apresentado aqui apenas para fins didáticos.
- existem outros pontos a serem considerados como TR e reajustes da prestação que
devem ser levados em conta ao montar a planilha.
Amortização - SAM
(Sistema de Amortização Mista)
Esse sistema é baseado no SAC e no Sistema Price. Nesse caso, a prestação é igual à
média aritmética entre as prestações dos dois outros sistemas, nas mesmas condições.
Esse é o caso típico daquela frase: para quê simplificar se pode complicar... na verdade é
apenas mais uma forma de se fazer um pagamento, uma outra alternativa que o cliente
tempara quitar suas dívidas...
Exemplo:
Na compra de um apartamento de R$ 300.000,00, você faz um financiamento em um banco
com juros de 4% a.m., a ser pago em 5 meses. Calcule a prestação mensal:
Esse problema já foi resolvido pelos outros dois sistemas, logo, tudo que tenho a fazer é
somar os valores das prestações dos dois casos e dividir por dois.
Ou seja, ao final você pagará $ 336.470,34 em 5 prestações, divididas da seguinte forma :
1ª $ 69.694,06
2ª $ 68.494,07
3ª $ 67.294,07
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4ª $ 66.094,07
5ª $ 64.894,07
Disso, $ 300.000,00 corresponde ao principal e $ 36.470,34 aos juros.
Sistema Alemão de Amortização
Esse sistema é utilizado mais em países europeus. Assim, quem fizer negócios com a
Alemanha, Suíça e outros é bem capaz de você encontrar esse tipo de amortização.
O que o torna diferente? Enquanto que nos outros sistemas de amortização os juros são
pagos no vencimento, neste sistema os juros são pagos antecipadamente. Ou seja,
quanto você contrai o empréstimo os juros do primeiro período são pagos; quando for
pagar a 1ª parcela pagará, também, os juros antecipados da 2ª parcela e por aí vai.
A prestação é calculada pela fórmula :
C * i / 1 - (1-i)
n
Exemplo:
Na compra de um apartamento de R$ 300.000,00, você faz um financiamento em um banco
suíço com juros de 4%a.a., a ser pago em 5 anos. Calcule a prestação anual.
Aplicando a fórmula:
C*i / 1 - (1-i)
n
300000* 4% / 1-(1-4%)
5
64.995,80
Ou seja, ao final você pagará $ 336.979,02 em 5 prestações, correspondente $ 300.000,00
ao valor de amortização e $ 36.979,02 aos juros.
Alguém poderá dizer: mas 64995,80 vezes 5 anuidades dá 324.979,00, o que dá uma
diferença de 12.000. É, mas não se esqueça que os juros são pagos antecipados. E 4%
sobre 300.000 dá 12.000.
Abaixo uma tabela para melhor entendimento.
Parc. Juros Anuidade Saldo
12000 12000
1 300000 9400 64995,8 235004
2 235004 6800 64995,8 170008
3 170008 4200 64995,8 105013
4 105012 1601 64995,8 40017
5 40017 64995,8 -24979
Total 336979,0
Sistema Americano
Neste sistema, o devedor obriga-se a devolver o principal em um único pagamento,
normalmente ao final, enquanto os juros são pagos periodicamente. Nesse caso, não
existem cálculos complexos. Se for uma taxa de juros fixa, basta usar um cálculo de juros
simples que você terá o total de juros, dividindo o mesmo pelo período terá os
pagamentos mensais.
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Exemplo:
Na compra de um apartamento de $ 300.000,00, você faz um financiamento em um banco
com juros de 4% a.m., a ser pago em 5 meses. Calcule a prestação mensal:
Calculando:
300.000 *4%*5 => 60.000,00
Ou seja, ao final você pagará $ 360.000,00 em 5 prestações, correspondendo $ 300.000,00
ao valor de amortização, paga de uma única vez ao final do período e $ 60.000,00 de juros,
pagos em 5 prestações iguais de $ 12.000,00
Há casos em que o cliente, não desejando pagar de uma só vez o valor do principal,
negocia com o banco a criação de um fundo de amortização denominado SINKING FUND
de forma que, ao final do período, o total de fundo seja igual ao valor a pagar. Um tipo de
caderneta de poupança forçada vamos assim dizer.
A prestação é calculada pela fórmula :
M=T. S
n¬i
Se preferir, divida o principal pelo número de prestações, que você terá o valor do
depósito mensal a ser feito.
Sistema Price de Amortização
Batizado em homenagem ao economista inglês Richard Price, o qual incorporou a teoria
do juro composto às amortizações de empréstimos, no século XVIII, é uma variante do
Sistema Francês.
O sistema Price caracteriza-se por pagamentos do principal em prestações iguais
mensais, periódicas e sucessivas. A prestação é calculada pela fórmula:
T. a
n¬i
Os juros são calculados sobre o saldo devedor e o valor da amortização é a diferença
entre o valor dos juros e da prestação.
Exemplo:
Na compra de um apartamento de R$ 300.000,00, você faz um financiamento em um banco
com juros de 4% a.m., a ser pago em 5 meses. Calcule a prestação mensal:
Aplicando a fórmula:
F= T. a
n¬i
300000=T. a
5¬4
%
T=67.388,13
Ou seja, ao final você pagará R$ 336.940,65 em 5 prestações, correspondente R$
300.000,00 ao valor de amortização e R$ 36.940,65 aos juros.
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Cálculo financeiro: custo real efetivo de operações de
financiamento, empréstimo e investimento.
Nos financiamentos incide uma série de custos adicionais, como IOF, despesas
administrativas de elaboração do contrato, comissões, etc.
Tais fatores elevam o custo (ou taxa) efetivo e devem ser considerados ao se tomar um
empréstimo.
Em contextos inflacionários inflacionários, deve-se ficar atento para a denominada ilusão
monetária, ou rendimento aparente. Nesta situação é importante determinar a taxa real de
juros e o custo ou rendimento real de um financiamento ou aplicação.
No processo de cálculo da taxa real, é necessário homogeneizar os valores das séries
financeiras, de forma a retirar os efeitos corrosivos da inflação nos valores aplicados ou
recebidos em cada data, traduzindo-os ao mesmo padrão monetário de referência emuma
determinada época, ou seja, é necessário "datar" a moeda; dizer, por exemplo, moeda de
1994, moeda de 1995 etc.
O processo de homogeneização dos valores monetários utiliza índices de preços a fim de
deflacionar ou inflacionar as séries de valores nominais ou aparentes.
o deflacionamento permite reduzir todos os valores da série a uma base comum de
referência, situada preteritamente no início da série. Os índices de preços permitem
calcular deflatores. ou seja. operadores que, multiplicados pelos valores monetários das
diversas épocas, reduzem-nos a valores correspondentes ao nível de preços da data
inicial de referência.
O inflacionamento (indexação ou atualização monetária), inversamente, traduz a
colocação dos diversos valores correntes nominais, em termos de moeda de poder
aquisitivo do final da série; isto é, a indexação (inflacionar) transforma os valores
nominais de cada época em valores compatíveIs com a capacidade de compra verificada
numa data superior.
Em contextos inflacionários são muitos usadas as expressões, "em preços correntes"
(valores nominais) e "em preços constantes". Aprimeira representa poder aquisitivo da
data respectiva do fluxo considerado, enquanto a segunda representa poder aquisitivo de
uma única data (preços constantes de uma única data).
ÍNDICES DE PREÇOS
Um índice de preços procura medir a mudança que ocorre nos níveis de preços de um
período para outro.
No Brasil, a maioria dos cálculos de índices de preços está a cargo da Fundação Getúlio
Vargas do Rio de Janeiro. Os índices nacionais e regionais são publicados mensalmente
na revista Conjuntura Econômica. Outras instituições também têm elaborado índices de
preços: o IBGE, a FIPE e o DIEESE emSão Paulo, a FUNDARJ em Recife, o IPEAD -UFMG
em Belo Horizonte.
Para comparações específicas e obtenção de taxas reais de crescimento em determinados
setores, devemser utilizados índices de preços particulares de cada setor, como, por
exemplo, construção civil, produtos agropecuários etc.
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O índice mais geral disponível é o Índice Geral de Preços -disponibilidade interna da FGV
ClGP-di).Para inflacionar ou deflacionar uma série de valores monetários cujas causas
foramdevidas a muitos fatores. o mais indicado é usar o IGP-di que mede a inflação do
país. Oprocesso de "inflacionar" ou "deflacionar" uma série de pagamentos/recebimentos
para uma determinada data de referência traduz em si uma comparação entre as
evoluções dos valores monetários em análise e o comportamento dos preços dos
produtos enfeixados no índice escolhido. Assim, se um investimento teve um rendimento
de 15%real, tomando-se como referência um determinado índice de preços, isso significa
que este rendimento superou em15% a evolução do índice escolhido, ou seja, a evolução
média dos preços dos bens e serviços que compõem o índice.
REPRESENTATIVIDADE DOS VALORES FINANCEIROS EM AMBIENTES
INFLACIONÁRIOS
O processo inflacionário obriga a quem faz cálculo financeiro ou toma decisões de
investimento ou financiamento a prestar especial atenção ao significado econômico dos
lucros e contas nominais apresentados pelas empresas. ao impacto da inflação na
avaliação dos investimentos e com o processo decisório é afetado.
Como resultado da inflação, o significado das medidas contábeis e econômicas de
rentabilidade. lucros e custos diverge, e esta divergência é maior à medida que a inflação
se acelera. No Brasil, diversos mecanismos foram desenvolvidos para atenuar o impacto
da inflação nas peças contábeis das empresas (correção monetária do Balanço
Patrimonial, Correção integral etc.). Mas, são mecanismos imperfeitos que aliviam. mas
não curam o mal.
Enquanto a inflação estiver presente na economia. o tomador de decisões deve saber lidar
com ela. Deve-se compreender o significado dos valores nominais, taxas de juros
aparentes e reais, custos efetivo aparente e real dos financiamentos, rentabilidade efetiva
e real das aplicações, taxas de crescimento nominal e real, atualização monetária e
cambial etc.
Exemplos:
1) Um eletrodoméstico. cujo valor à vista é $ 1000.00. foi financiado em 3 prestações
mensais (Sistema Francês) sem entrada, a uma taxa de 10% a.m. Calcule o valor das
prestações, sabendo-se que as mesmas serão corrigidas mensalmente pelo IGPM.
Supor variação mensal do IGPM 1%a.m.
Solução:
Cálculo da Prestação:
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2) Numa aplicação financeira, um investidor obteve uma taxa aparente de 10%. Sendo a
inflação do período de 25%. qual a taxa de juros reais desta aplicação?
3) Uma pessoa aplicou seu capitaI de R$ 10.000,00 na caderneta de poupança por 1 mês e
obteve um montante de R$ 1025,00.
Sendo a taxa de inflação do mês em questão igual a 2%, qual a taxa de juros reais desta
aplicação?
AVALIAÇÃO DE ALTERNATIVAS DE INVESTIMENTO
O Comitê de Política Monetária (Copom) em recente reunião estabeleceu a taxa de juros
básica em 17,25% a.a. Cada vez mais, a definição dos juros está basicamente relacionada
com o cumprimento da meta de inflação de 2006 (vale lembrar que o efeito de mudanças
nos juros sobre o nível de preços da economia leva alguns meses para ser sentido). Como
as projeções disponíveis hoje apontam para uma inflação acima da meta para o ano que
vem, o Copomcontinua optando por uma trajetória mais amena de queda dos juros.
As recentes reduções nos juros têm trazido a taxa de juros básica, paulatinamente, para
níveis mais baixos. Em termos de aplicação financeira, isso significa que os
investimentos em renda fixa estão se tornando cada vez menos atraentes em termos de
retorno, o que tem incentivado os agentes a buscar alternativas mais arriscadas para
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aplicar seu dinheiro. Essa situação é nova no mercado brasileiro, onde as aplicações de
menor risco (renda fixa) eram também as de maior retorno esperado.
Reflexo disso é que os fundos de renda fixa ainda respondem por cerca de 96% do total
de aplicações em fundos de investimentos no Brasil. Com os juros mais baixos, o
investidor que quiser maiores retornos terá que aprender a conviver com maiores riscos,
ou seja, com maior possibilidade de perda. Porém, essa busca por novas opções de
investimento pode trazer diversas complicações. Neste momento, os investidores devem
ter alguns princípios básicos em mente, que, embora pareçam óbvios, nem sempre são
lembrados no momento da aplicação.
Alocação imprópria: muitos analistas dizem que 90% do retorno de um investimento é
dado pela alocação adequada dos recursos. Isso significa que as aplicações escolhidas
pelo investidor devem ser compatíveis com diversos parâmetros determinados por ele,
como tempo de duração do investimento, a necessidade de saques ocasionais durante
este período, a capacidade do investidor de suportar períodos de alta volatilidade, entre
outros.
Resumindo, para poder alcançar uma alocação adequada de recursos, o investidor deve
ter objetivos muito bem estudados e claramente definidos.
Evitar um elevado número de transações: no entusiasmo dos negócios, muitos
investidores exageram na quantidade de transações e, com isso, acabam desperdiçando
seu tempo e parte expressiva de seus recursos no pagamento de taxas e impostos. Além
disso, aumentasse a possibilidade de cometer erros de avaliação. O pior é que, em geral,
esse excesso de movimentações não traz ganhos expressivos em termos de retorno.
Fugir de taxas exageradas: antes de aplicar o dinheiro, deve-se sempre prestar muita
atenção no custo das operações que serão realizadas. Promessas de retornos elevados
podem esconder custos operacionais exagerados. Portanto, muita atenção com as taxas
que são cobradas emcada etapa do processo de investimento.
Tomar cuidado com a diversificação excessiva: alternativas simples de investimento
podem oferecer retornos tão bons quanto muitas alternativas sofisticadas. Embora a
diversificação de investimentos seja uma estratégia recomendável, deve-se ter cuidado
para não exagerar na dose e cair numa situação na qual torna-se extremamente difícil
monitorar adequadamente sua carteira de investimentos.
Ter opinião própria: embora seja muito importante ouvir a avaliação de vários
especialistas, é sempre mais importante possuir uma opinião própria sobre as tendências
do mercado. Caso contrário, você ficará como um cego que tem que confiar no seu guia
para não errar o caminho. Enquanto o guia estiver certo, tudo bem. Por outro lado,
quando o guia começar a falhar, você fica sem rumo. Neste ponto, vale lembrar uma
máxima do mercado: quando todos estão seguindo um determinado caminho, tente
descobrir se não existe um melhor. No entanto, essa descoberta é possível somente
quando se tem consciência do que se está fazendo.
Muitos fundos de investimento cobram dos investidores uma taxa de performance, que é
a remuneração do administrador do fundo pelo seu desempenho. Este desempenho é
avaliado de acordo com algum parâmetro predeterminado no estatuto do fundo. Por
exemplo, se um fundo de ações tem como meta superar o desempenho do Ibovespa, a
taxa de performance será cobrada sempre que o retorno do fundo em determinado
período for maior que o do Ibovespa. Se o fundo não conseguir superar o retorno do
Ibovespa, não será cobrada taxa de performance. Portanto, ao escolher um fundo de
investimento, deve-se prestar muita atenção nessa taxa. Alguns investidores preocupam-
se em analisar apenas o desempenho passado do fundo (o que também deve ser feito) e
se esquecem de verificar se existe uma taxa de performance e de quanto ela é. Afinal,
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retornos esperados elevados podem ser ofuscados por altas taxas de performance, o que,
normalmente, o investidor só percebe quando é tarde demais.
O ato de investir recursos vem se tornando uma tarefa que exige cada vez mais atenção
por parte dos investidores.
Como alternativas de investimentos tem-se à disposição do investidor uma cesta de
ativos composta por instrumentos de Renda Fixa como operações estruturadas de
financiamento a termo na BOVESPA, debêntures, certificados de depósitos bancários
(CDB) emitidos por empresas e bancos estrangeiros de primeira linha, que apresentam as
melhores rentabilidades e garantias, proporcionando sempre nas reaplicações e
movimentações financeiras a isenção da CPMF e oferecendo liquidez diária.
Atualmente, há mais de R$ 200 bilhões aplicados nas diversas modalidades de fundos
oferecidos pelas instituições administradoras de recursos.
Escolher qual fundo investir não é tarefa simples, nem mesmo para grandes investidores.
As alternativas são inúmeras e as informações nem sempre estão facilmente disponíveis.
APLICAÇÕES FINANCEIRAS COM RENDA FIXAS
São as seguintes as aplicações financeiras com a renda fixa que temos no mercado:
•Renda pré - fixada: CDB, RDB, LC, BBC, LTN
•Renda pós - fixada: CDB, RDB, LC, Caderneta de Poupança, NTN, Debêntures,
•Operações com Fundo de Investimento de Renda Fixa, FAF
ENGENHARIA ECONÔMICA
Engenharia econômica é o conjunto de princípios e técnicas necessárias para se tomar
decisões sobre aquisições e disponibilidades de bens de capital pelas empresas.
De uma forma geral, podemos dizer que a engenharia econômica consiste na teoria,
baseada na matemática financeira, que trata da análise técnico-financeira e decisão entre
alternativas de investimentos.
Um estudo técnico-econômico/financeiro completo, envolve normalmente os seguintes
passos :
11) Objetivo : um problema a resolver ou uma decisão a tomar ou uma função a executar.
12) Linhas de ação : As diversas soluções alternativas tecnicamente possíveis.
13) Estratégia : Avaliação de cada alternativa de investimento, determinando vantagens e
desvantagens. Análise das diferenças, eliminando os fatores comuns.
14) Decisão : Comparação e escolha da melhor alternativa de investimento.
OBS : naturalmente, só existirá uma decisão se existirem alternativas (linhas) de ação a
tomar; é necessário que elas sejam tecnicamente viáveis para que o problema seja
solucionado efetivamente e não só teoricamente. Normalmente os métodos existentes de
avaliação de alternativas de investimentos analisam e visam uma decisão de optar pela
alternativa que apresente o menor custo para atingir a um mesmo objetivo, o maior lucro
decorrente de uma aplicação definida ou mesmo a maior taxa de rentabilidade dos
capitais empregados, sempre visando soluções de longo prazo.
CRITÉRIOS DE DECISÃO:
O que caracteriza uma decisão é a existência de mais de uma alternativa de investimento.
No limite deste raciocínio, poderemos inclusive adotar como alternativa o "não fazer
nada" em oposição a apenas uma alternativa a investir.
Não é simples a avaliação das vantagens e desvantagens de cada alternativa de
investimento, uma vez que devemos enfocar somente eventos futuros, eliminando fatores
constantes e tendo como denominador comum o dinheiro, com isto, iremos elaborar, para
cada alternativa, um fluxo caixa.
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Caso estejamos estudando alternativas de custo, iremos optar pela alternativa mais
econômica (de menor custo) e, caso estejamos analisando alternativas que irão gerar
recursos, iremos optar pela alternativa mais lucrativa (de maior lucro).
Todos os métodos e critérios de avaliação de alternativas de investimento baseiam-se no
princípio da equivalência. A comparação das alternativas só poderá ser realizada quando
o investidor estabelecer uma medida de equivalência. Esta medida e comumente chamada
de Taxa mínima de Atratividade, Taxa mínima Atrativa de Retorno de um Investimento, ou,
Taxa Interna de Retorno (IRR-Internal Rate of Return).
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO:
O conceito de equivalência está ligado, intimamente, à capacidade do dinheiro gerar
lucros (juros). Não se pode comparar valores absolutos de dinheiro em épocas ou datas
diferentes. Esta comparação dependerá da taxa de juros que se atribuir ao dinheiro.
Sempre iremos supor que o dinheiro poderá ser investido em alguma atividade produtiva
que nos irá fornecer uma certa quantia de juros que serão a remuneração do
investimento.
A taxa de rendimento mínima que esperamos de nosso investimento é calculada em
função da situação prevista para o mercado financeiro e do risco que atribuímos ao
investimento.
A taxa mínima atrativa de retorno de um investimento é portanto, totalmente subjetiva,
podendo variar de pessoa para pessoa, de empresa para empresa, de ramo de negócio
para ramo de negócio, etc..
Não se tem, geralmente, um conhecimento preciso sobre todas as oportunidades de
investimento que se está perdendo. Baseado na sensibilidade, o investidor irá determinar
uma taxa mínima que uma nova proposta de investimento deverá atingir para ser atrativa :
é a taxa mínima de atratividade.
Recomenda-se utilizar em um estudo econômico, as estimativas sempre em moeda
corrente, incluindo-se, portanto, a inflação, ou seja, a expectativa de inflação pode ser
incorporada à taxa mínima de atratividade, sem qualquer problema. Todavia, se as
estimativas forem feitas em moeda constante, eliminado-se o efeito da inflação, a taxa
mínima de atratividade não estará incluindo a taxa de inflação. Também, pode-se não
considerar a despesa oriunda do imposto de renda, que é uma percentagem do lucro
líquido, e que faz com que ocorram duas taxas mínimas de atratividade : uma antes do
imposto de renda e outra depois do imposto de renda.
FLUXO DE CAIXA (CASH-FLOW):
O fluxo de caixa indicará os recebimentos e pagamentos futuros decorrentes de um
investimento realizado hoje; ele é portanto, um modelo da alternativa de investimento em
estudo.
Em um fluxo de caixa as datas que aparecem são sempre futuras, partindo de um
momento atual (hoje). Por outro lado, lembramos que na análise econômica-financeira,
não interessará saber de que maneira as receitas e despesas estarão sendo
contabilizadas e sim em quais datas elas estarão efetivamente ocorrendo.
O estudo econômico deve cobrir um intervalo de tempo compatível com a duração da
proposta de investimento considerada, frequentemente denominada de VIDA ÚTIL, VIDA
ECONÔMICA OU VIDADO PROJETO.
TAXA INTERNA DE RETORNO
Em muitas situações práticas (investimentos e empréstimos por exemplo), é necessário o
cômputo da taxa de juro que ao ser usada para obtenção do valor presente de um fluxo de
recebimentos ou de pagamentos, torna esse valor igual a zero. A taxa de juro que
apresenta essa propriedade com relação a um dado fluxo de recebimentos e pagamentos
é chamada taxa interna de retorno desse fluxo.
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A importância da diversificação
Freqüentemente nos deparamos com perguntas do tipo: Qual a melhor alternativa de
investimento no momento? Qual é o investimento mais rentável? Estas perguntas são tão
sem sentido quanto entrar em uma farmácia e solicitar o melhor remédio para curar uma
gripe, por exemplo. A tabela abaixo apresenta uma relação de alguns aspectos que devem
ser observados em relação a um medicamento e um determinado investimento.
Um bom investimento é aquele que a pessoa escolhe, após uma análise cuidadosa
das informações disponíveis, como apropriado às suas preferências em termos de risco e
taxa de retorno (rentabilidade), bem como adequando o investimento ao perfil de
consumo, patrimônio e fluxo de caixa, do indivíduo ou da família.
Baseado nesta premissa, o investidor deve alocar seus recursos de acordo com suas
necessidades. Em contrapartida, se o investidor busca maiores retornos precisa assumir
maiores riscos. Portanto, o investimento mais adequado é aquele que atende aos seus
objetivos financeiros ao longo do tempo e com a melhor relação entre risco e retorno.
Podemos entender que a parcela de recursos disponível para um prazo maior pode ser
direcionada para alternativas de investimento com maior risco e conseqüentemente com
expectativas de maiores retornos. E recursos disponíveis para um prazo mais curto
devem ser destinados para investimentos com menor risco e maior liquidez e
conseqüentemente menores rentabilidades.
Com as elevadas taxas de juros vigentes no Brasil, fica difícil justificar a diversificação em
ativos com maiores riscos em troca de expectativas de maior retorno. O mercado de
ações, naturalmente uma alternativa de investimento de longo prazo, vem apresentando
riscos mais elevados dos que os tradicionais fundos de renda fixa, porém, sem oferecer
rentabilidades compensadoras. Nos últimos sete anos (junho de 1995-2002), o índice da
Bolsa de Valores de São Paulo registrou uma rentabilidade acumulada de 167,1%,
enquanto que o Certificado de Depósito Interbancário (CDI), o referencial mais utilizado
para investimentos em renda fixa, 160,0%. Porém, o risco proporcionado pela Bovespa foi
15 (quinze) vezes ao de um investimento de renda fixa. Então, podemos concluir, que para
este período analisado o retorno em ações não compensou o risco proporcionado. Em
contrapartida, a poupança no mesmo período apresentou uma rentabilidade de 95,3%
(líquida de IR). Neste caso, o ganho proporcionado pelo mercado de ações foi de
aproximadamente 40%sobre a poupança.
O maior problema para conscientizar as pessoas da necessidade de diversificação em
ativos de maior risco está representado no gráfico abaixo. Este gráfico mostra a
rentabilidade mensal do Ibovespa, CDI, Dólar e Poupança no período de junho de 1995 a
2002. A volatilidade (= risco) apresentada pelo Ibovespa assusta, principalmente, o
investidor menos experiente. Historicamente, observamos que investidores optam em
diversificar na Bolsa em momentos de alta, porém sem entender a dinâmica deste
mercado. A conseqüência imediata é o resgate (ou liquidação) da posição no primeiro
retorno negativo apresentado.
Outro bom exemplo seria a demanda existente atualmente pelo dólar devido,
principalmente, a escalada desenfreada e desequilibrada do seu valor em relação ao real
nos últimos dois meses. Comprar dólares ou investir em papéis atrelados ao dólar é uma
alternativa para as pessoas que estejam poupando para realizar um gasto futuro em dólar
(viagem, estudo dos filhos no exterior, compra de imóveis no exterior, etc) ou que tenham
dívidas atreladas em dólar.
A diversificação dos investimentos tem por objetivo a redução do risco e a adequação às
reais necessidades e/ou objetivos do investidor no curto, médio e longo prazos Vamos
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utilizar um exemplo para apresentar a importância da diversificação mesmo em momentos
de elevada incerteza e volatilidade no mercado.
Uma pessoa concentra todo o seu dinheiro em poupança. Em junho de 1995 havia
definido como meta de longo prazo (junho de 2002) fazer uma viagem para os Estados
Unidos de um mês com sua família. O correto seria definir o valor em dólares que gostaria
de acumular neste período e programar investimentos periódicos equivalentes em dólar
em alguma alternativa de investimento atrelada ao dólar. Porém, como esta pessoa é
muito conservadora resolveu concentrar seus investimentos em poupança. Decorridos
três anos fez uma comparação entre a poupança e o dólar e chegou a conclusão de que
sua escolha foi correta. Porém, em janeiro de 1999 veio a surpresa, o dólar se valorizou
em relação ao Real. Em junho de 2002, o dólar havia acumulado uma valorização próxima
a 120% enquanto a poupança estava com 100%. A escolha mais conservadora seria
poupar em dólar para gastos em dólar, independente das expectativas de valorização do
dólar ou se este está caro ou barato.
A conclusão é que a diversificação dos seus investimentos é muito importante e
necessária, porém não descarta uma boa análise e um entendimento das principais
alternativas existentes.
QUESTIONÁRIO
Pertinência:
01. O QUE É UM FUNDO DE INVESTIMENTO?
É uma forma de investimento que reune vários aplicadores, formando uma espécie de
condomínio, no qual as receitas e as despesas são divididas. O patrimônio é gerido por
especialistas - os administradores - e aplicado em títulos diversos ou em outros fundos,
buscando maximizar os retornos e diminuir os riscos dos investimentos. O dinheiro
depositado nos fundos é convertido em cotas. Os cotistas - pessoas que integram o fundo
- são proprietários de partes da carteira, proporcionais ao capital investido. A cota é
atualizada diariamente e o cálculo do saldo é feito multiplicando o número de cotas
adquiridas pelo valor da cota daquele dia. O dinheiro aplicado nos fundos é utilizado para
a compra de títulos diversos como por exemplo ações, títulos públicos, CDBs, etc.
conforme a política de cada fundo.
02. POR QUE INVESTIR EM FUNDOS?
Uma das principais razões de se investir em fundos é a comodidade para o investidor, que
prefere deixar sob os cuidados de especialistas a gestão de seus recursos. As equipes de
gestores acompanham e analisam o mercado diariamente em busca de boas
oportunidades de investimento, o que muitas vezes o investidor não tem tempo nem
condições de fazer. Em virtude do volume de dinheiro que capta, o fundo consegue taxas
mais vantajosas em várias operações do que um pequeno e médio investidor
individualmente conseguiria. Os fundos são investimentos com alta liquidez, o que
permite na grande maioria dos casos saques a qualquer momento sem qualquer tipo de
carência.
03. OS FATORES QUE DETERMINAM A RENTABILIDADE ?
A rentabilidade de cada fundo é determinada pela estratégia de investimento adotada pelo
administrador que deve respeitar as características definidas no seu estatuto. Existem
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fundos conservadores e fundos mais agressivos com graus de risco definidos de acordo
com seu objetivo. Se um fundo conseguir rentabilidade de 3% em um mês, todos os
cotistas terão a mesma valorização, independentemente do valor aplicado. As taxas e
impostos têm grande importância na rentabilidade do fundo, portanto, vale a pena ficar
atento às taxas cobradas, que variamde acordo como fundo e coma instituição.
04. QUEM ADMINISTRA OS FUNDOS?
Os administradores de fundos são as instituições financeiras responsáveis legais perante
os órgãos normativos e reguladores (Comissão de Valores Mobiliários - CVM e Banco
Central) além de determinar a política e o regulamento de cada fundo. Existe também a
figura do gestor de fundos que é responsável pela escolha dos papéis, avaliação dos
cenários e montagem das carteiras. No Brasil, existem administradores que realizam a
gestão de seus fundos e que também terceirizam esta gestão para asset managers
independentes. Profissionais especializados acompanham o mercado e procuram definir
os melhores momentos de compra e venda e quais ativos comporão a carteira do fundo.
Cada fundo de investimento constitui-se como uma pessoa jurídica própria, não se
confundindo com a instituição gestora. O que significa que o dinheiro aplicado num fundo
está resguardado de qualquer eventual problema financeiro que a administradora ou a
gestora venha a ter.
05. AS TAXAS COBRADAS?
Taxa de administração. A taxa de administração é a porcentagem cobrada sobre o valor
total da aplicação de cada cotista do fundo independentemente do resultado do mesmo.
Será recolhida diariamente uma parcela pelo administrador, que varia de fundo para
fundo. É a remuneração da instituição administradora pelo serviço de gestão e custódia
dos recursos. O regulamento do fundo deve prever quanto será o percentual cobrado
relativo à taxa de administração. Taxa de Performance Muitos fundos cobram uma taxa
extra, além da taxa de administração, sobre o que exceder o seu benchmark (seu
parâmetro de comparação). O benchmark muda de acordo com o tipo de fundo. Os
Fundos de renda fixa normalmente adotam o CDI ou o IGP-M como comparativo, os
fundos cambiais usam como benchmark o dólar e os fundos de renda variável costumam
adotar o IBOVESPA. Sobre a rentabilidade obtida acima destes índices, é aplicada uma
taxa de performance, que pode variar de um fundo para outro. Por exemplo: Um fundo de
renda fixa que possui como meta o CDI, cobra uma taxa de 20% sobre a rentabilidade que
exceder o rendimento do CDI. Portanto, se o fundo render 30% no ano, e o CDI render
20%, sobre a diferença, no caso 10% será cobrada a taxa de performance. O que no caso,
será 2% fazendo com que o rendimento do fundo de 30% passe para 28% no ano,
descontada a taxa de performance.
06. APLICAÇÕES E RESGATES
Cada fundo define o valor mínimo para a aplicação inicial e para os movimentos
adicionais. Os valores exigidos pelas administradoras de recursos de terceiros variam
conforme sua política de investimento, composição da carteira e público-alvo. Há fundos
bem populares, que aceitam aplicações iniciais a partir de R$ 100,00. Os prazos para
movimentação dos fundos devem ser divulgados, uma vez que diferem de acordo com o
fundo e com a instituição. Para aplicação, o padrão é considerar as cotas de D+0 ou D+1.
Se for solicitada uma aplicação até o horário permitido do dia que varia das 9.00 às 16.00
horas, a cota que valerá será a daquele dia (D+0) ou a do dia útil seguinte (D+1). É
importante notar que a data do pedido de resgate (que costuma ser D+1) não
necessariamente é igual à data em que o dinheiro estará disponível na conta corrente (que
pode ser D+0, D+1 ou D+3).
07. ÓRGÃOS REGULADORES ?
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O órgão regulador a que o fundo vai se submeter varia conforme a composição e política
de investimento da carteira. O Conselho Monetário Nacional (CMN), entidade superior do
sistema financeiro, autoriza a criação e o funcionamento dos fundos e delega à Comissão
de Valores Mobiliários (CVM) ou ao Banco Central (Bacen) a responsabilidade pelo
controle e acompanhamento da gestão. O Banco Central (Bacen) é o órgão executivo do
sistema financeiro. A entidade é responsável pela regulação e fiscalização dos fundos de
investimento de renda fixa. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é o órgão normativo
do sistema financeiro voltado basicamente para a fiscalização do mercado de ações e de
debêntures. A CVM está para os fundos de renda variável assim como o Bacen está para
os de renda fixa. As carteiras reguladas e fiscalizadas pela CVM devem ter, no mínimo,
51% dos recursos aplicados em ações de companhias abertas registradas na própria
entidade. Além disso, podem ser constituídas sob a forma de condomínio aberto ou
fechado, com prazo de duração determinado ou indeterminado.
08. AS CATEGORIAS DOS FUNDOS?
Os fundos de investimento podem ser classificados em duas grandes categorias: renda
fixa e renda variável. Renda Fixa Os fundos de renda fixa devem aplicar no mínimo 51% de
seu patrimônio em títulos de renda fixa que pagam juros pré ou pós-fixados. Estes fundos
dividem-se em: os FIFs e os FACs. Os FIFs - Fundos de Investimento Financeiro-investem
seu patrimônio diretamente em títulos diversos do mercado, como títulos públicos
federais, CDBs e debêntures, entre outros. Todo o patrimônio líquido dos FIFs pode ser
alocado em títulos públicos federais. De acordo com o Bacen, o investimento em ações e
cotas de fundos de ações não pode ultrapassar 49% do patrimônio líquido (PL). O
percentual da carteira em títulos emitidos por uma mesma pessoa jurídica, sociedades por
ela controladas ou coligadas deve ser igual ou menor a 10% do patrimônio. Aplicações em
papéis de uma única instituição financeira ou coligada não podem representar mais do
que 20% dos recursos. Já os FACs - Fundos de Aplicação em Cotas - aplicam seu
patrimônio em cotas de diferentes tipos de FIFs, em proporções variáveis. Os FACs,
portanto, são fundos de fundos, o que significa que em vez de aplicar diretamente em
ativos, preferem aplicar em cotas de fundos diversos inclusive de outras instituições. Os
títulos de renda fixa mais comuns que compõem as carteiras dos fundos são o Certificado
de Depósito Bancário (CDB) e os títulos públicos, como LTN e NBC, entre outros. Os
títulos com juros prefixados têm definido no momento do investimento o percentual que
será pago. Por exemplo: No caso de um CDB de 60 dias prefixado, o investidor saberá no
momento da aplicação, que será pago 3% de juros nesse período. Os títulos com juros
pós-fixados têm sua valorização atrelada a um indicador como, por exemplo, o DI
(depósito interbancário). Isso significa que o investidor não sabe, no momento da
aplicação, quanto serão os juros pagos ao final do período, pois eles irão depender da
performance do indicador.
09. OS GRUPOS DE FUNDOS DE RENDA FIXA ?
Existem diversos tipos de fundos de renda fixa uns mais conservadores com baixo nível
de risco e outros mais arrojados. Os fundos de renda fixa mais arrojados mesclam em sua
composição ativos de renda fixa e de renda variável ou operações com derivativos
(mercado futuro). A Associação Nacional dos Bancos de Investimento (ANBID)
desenvolveu uma classificação para os fundos procurando identificar mais claramente as
diferentes famílias de acordo o perfil de risco, potencial de retorno e metas do
investimento. A idéia é separar os fundos principalmente de acordo com seu grau de risco
e obrigar as instituições administradoras a seguir mais de perto o objetivo de cada fundo,
buscando evitar que o investidor compre \"gato por lebre\". A classificação adotada pela
ANBID dividiu os fundos de renda fixa em 3 grandes grupos:
•referenciados,
•não referenciados e
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•genéricos.
1. Fundos Referenciados: Fundos referenciados são aqueles que adotam uma
administração passiva, ou seja, o fundo busca replicar a performance de determinado
indicador. Os fundos referenciados devem ser compostos por no mínimo 95% de ativos
de renda fixa que acompanham o desempenho de um único indicador escolhido pelo
administrador, como o CDI ou o dólar. Pelo menos 80% da sua carteira deve ser aplicada
em títulos públicos federais ou ainda títulos de empresas privadas, que apresentem baixo
risco de crédito. Estes fundos não podem possuir uma posição que comprometa seu
patrimônio em operações futuras, evitando possibilidades de perdas. Fazem parte deste
grupo: Fundos DI Estão totalmente atrelados à variação do Certificado de Depósito
Interbancário (CDI) no prazo de um dia. A indexação é feita por meio de derivativos
financeiros, como swap de taxas. São fundos que acompanham a taxa de juros, sendo
indicados para cenários cuja expectativa é de alta da taxa de juros. Fundos Cambiais
Buscam proteger a moeda nacional contra eventuais desvalorizações. Aplicam em títulos
de renda fixa corrigidos pelo dólar, como NTN- C (Notas do Tesouro Nacional Cambiais) e
export notes. Instrumentos de derivativos como swap de dólar também são permitidos.
Além de acompanhar a variação do dólar, o capital é rentabilizado com uma taxa de juros.
É indicado para quem possui dívidas em dólar ou quem acredita na desvalorização da
nossa moeda.
2. Fundos Não Referenciados: São fundos considerados conservadores e/ou moderados,
e que não precisam seguir nenhum referencial ou indicador. Neste tipo de fundo é
possível diversificar a carteira em títulos prefixados e pós-fixados com diferentes
indexadores. Estes fundos deverão ser compostos com no mínimo 80% de títulos
públicos federais, ou títulos de empresas privadas que apresentem baixo risco. Fazem
parte desta categoria: » Fundos de Renda Fixa Tradicionais Aplicam em ativos de renda
fixa prefixados e pós-fixados. Tais carteiras não possuem uma estratégia de investimento
claramente definida, o que dificulta mensurar os riscos envolvidos na aplicação. A
rentabilidade varia de acordo com os humores do mercado e a estratégia usada pelo
administrador.
3. Fundos Genéricos: São fundos que podem apresentar risco moderado ou agressivo,
uma vez que possuem total liberdade na composição da carteira, podendo aplicar até 49%
de seu patrimônio em ações além de aceitar operações de derivativos. Em virtude do risco
existente nestes fundos, informações como a política de investimentos, taxas,
classificação, etc, devem ser destacadas para que o investidor entenda exatamente em
que tipo de fundo está aplicando. Fazem parte desta categoria: Fundos Derivativos
Aplicam em ativos de renda fixa pré ou pós-fixados e assume posições em derivativos,
incrementando a rentabilidade por meio de contratos no mercado de futuros, opções e
operações no mercado a termo. Em função das estratégias arrojadas, os valores das
cotas podem sofrer fortes impactos, acarretando, inclusive, perda do patrimônio. Os
fundos derivativos recebem a classificação "FIFs Livres". Fundos Multiportfólio São
aqueles que tem sua carteira diversificada entre títulos e operações de renda fixa e
aplicações em renda variável, podendo atuar também no mercado de derivativos. Fundo
de Investimento no Exterior - Fiex. Foi criado como alternativa de investimento em moeda
estrangeira. Deve investir no mínimo 80% da carteira em títulos da dívida externa
brasileira, também conhecidos como bradies e até 20% em qualquer título de crédito
negociado no mercado internacional, com o limite de concentração máximo de 10% em
títulos de um mesmo emitente. Os títulos são mantidos em custódia no exterior em nome
do fundo e pode alternativamente, ter no máximo, 10% do seu patrimônio, isolada ou
cumulativamente, em conta de depósito no exterior ou no país, em nome do fundo e ainda
realizar operações em mercado organizados de derivativos no exterior, exclusivamente
para fins de hedge. É um fundo aberto formado por cotas sem carência para resgate,
caracterizado como de renda fixa, embora com volatilidade de renda variável.
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10.OS GRUPOS DE FUNDOS DE RENDAVARIÁVEL ?
Os fundos de renda variável devem ter no mínimo 51% de sua carteira aplicada em títulos
de renda variável como ações, além de também poderem operar no mercado futuro. Estes
fundos portanto, estão sujeitos a fortes oscilações em sua rentabilidade, possuem alto
risco, possibilidade de altos retornos e também de eventuais perdas. São conhecidos
popularmente como Fundos de Ações e são chamados oficialmente de FITVM - Fundos de
Investimento em Títulos e Valores Mobiliários. Os fundos de renda variável podem ser
divididos em três grupos: fundos passivos, fundos ativos e setoriais. O FITVM pode
aplicar seu patrimônio em: - ações de emissão de companhias com registro na CVM;
valores mobiliários cuja distribuição tenha sido objeto de registro na CVM; - certificados
ou recibos de depósitos de valores mobiliários, regulados pelo CMN ou pela CVM; títulos
públicos de emissão do Tesouro Nacional ou do BC; títulos de renda fixa de emissão de
instituições financeiras; cotas de FIF, cotas de FAC e cotas de FIEX; operações com
derivativos, envolvendo contratos referenciados em títulos e valores mobiliários,
realizadas em pregão ou em sistema eletrônico que atenda as mesmas condições dos
sistemas competitivos administrados por bolsas;operações de empréstimos de ações, na
forma regulada pela CVM e - operações compromissadas de acordo com a
regulamentação do CMN, limitadas a 5% do PL do fundo. Os fundos passivos têm como
objetivo seguir um indexador como o Ibovespa ou qualquer outro. Na prática, um fundo
passivo de Ibovespa vai compor sua carteira com base na carteira do Ibovespa e aguardar
os resultados. Já os fundos ativos buscam superar a rentabilidade de seu indexador. Para
isto é necessário ter uma estratégia agressiva na composição da carteira, usando em
alguns casos operações no mercado futuro. Os fundos setoriais por sua vez possuem
como estratégia investir em ações de determinado setor como telecomunicações, energia,
bancos e tecnologia.
11- TRIBUTAÇÃO IR ?
Imposto de renda 20% é a alíquota aplicada nos ganhos obtidos com fundos de renda fixa,
já os ganhos com fundos de renda variável são tributados em 10%. Para a Receita Federal
um fundo só pode ser tributado em 10% se possuir no mínimo 67% de seu patrimônio
aplicado em títulos de renda variável como ações. IOF - Imposto sobre operações
financeiras Apenas os fundos de renda fixa estão sujeitos à cobrança de IOF. Saques
realizados com prazos inferiores a 30 dias terão incidência do IOF sobre os rendimentos
auferidos.
12- ANÁLISE DE DESEMPENHO
Transparência É obrigação dos administradores de recursos fornecerem todo o tipo de
informação relevante para o cotista sobre a política de investimento do fundos, os riscos
envolvidos e os principais direitos e responsabilidades dos investidores e dos gestores. O
prospecto e o regulamento do Fundo são os instrumentos básicos de informação no
momento inicial do investimento. Porém, durante o período de permanência do investidor
no fundo ele deve ser informado sobre todas as mudanças importantes, seja na equipe de
gestores ou no estatuto do fundo. Autilização do correio eletrônico (e-mail) como meio de
comunicação entre o administrador de fundos e os cotistas é uma das principais
inovações nas regras dos fundos. Benchmark é um indicador que dá a referência de
performance que cada fundo busca acompanhar. Os fundos de Renda Fixa costumam ter
como ponto de referência o CDI ( Certificado de Depósito Interbancário ). A meta é sempre
obter resultados iguais ou superiores à taxa do CDI, como mostra o exemplo a seguir: O
Fundo XYZ obteve em 1998 rentabilidade igual a 36,16%, enquanto o CDI rendeu 28,61% .
Portanto se o objetivo do fundo era render 110% do CDI, ele superou seus objetivos e
rendeu na verdade 126% em relação a taxa do CDI. Já em 1999, por exemplo o Fundo XYZ
rendeu apenas 22,56% enquanto o CDI teve retorno de 25,26% . O Fundo não atingiu seu
objetivo pois rendeu na verdade apenas 89% comparada à taxa do CDI. Já os fundos de
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Renda Variável possuem como principal benchmark o Índice Bovespa. Os fundos de
ações buscam alcançar rentabilidade anual igual ou maior que o IBOVESPA, dependendo
do perfil e composição do fundo. Volatilidade Avolatilidade vem a ser a dispersão positiva
ou negativa em relação à média das rentabilidades diárias. Mais especificamente seria a
média dos desvios padrões . Um investimento com alta volatilidade deve ser considerado
como de maior risco. Já os investimentos com baixa volatilidade possuem uma
performance mais estável e, portanto, com um comportamento mais previsível, sua
performance não surpreende o investidor. Risco e retorno Retorno e risco são duas
variáveis que andam juntas no mundo dos investimentos. Quanto maior a possibilidade
de retorno maiores os riscos envolvidos. Por exemplo, fundos que investem mais do que
seu patrimônio no mercado futuro e que podem ter alta rentabilidade em certos períodos,
trazem consigo um alto risco e a possibilidade de rendimentos negativos durante algum
período. Já os fundos mais conservadores procuram garantir mais segurança aos seus
investidores e portanto rentabilidades menores. Análise de Risco Antes de investir em um
fundo é importante avaliar!
§os riscos envolvidos na aplicação. Conhecer o tipo de investimento, a volatilidade
das cotas e os índices de risco do fundo é fundamental para a escolha consciente
do investidor.
Outros aspectos que devem ser analisados pelo investidor são: a instituição que faz a
gestão e a administração do fundo, o agente custodiante (instituição que faz a custódia
dos títulos do fundo) bem como a empresa que faz auditoria dos fundos. Alavancagem
Um conceito importante a ser explorado é o de Alavancagem. A alavancagem ocorre
quando o gestor assume obrigações maiores do que o patrimônio do fundo caso as
operações previstas dêem errado. O regulamento de cada fundo preceitua quanto é o
limite de alavancagem de cada fundo. Por isso, é importante sempre ler no regulamento
quanto é este limite para se conhecer o campo de atuação do gestor. Há gestores que
alavancam mais de três vezes o patrimônio do fundo. Para os fundos de renda variável há
um limite estabelecido pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) de 100% de
alavancagem sobre o patrimônio. Risco de Crédito É a avaliação da capacidade do
emissor de cada papel em honrar a obrigação assumida no título. Por exemplo, se um
CDB compuser a carteira do fundo, é fato relevante saber se o Banco emissor está
pagando suas contas, adimplento no mercado, em suma a saúde financeira da instituição.
Índice de Sharpe O índice de Sharpe, criado por William Sharpe, é um indicador que
permite avaliar a relação entre o retorno e o risco dos fundos. Ele deve ser usado para
comparar fundos de uma mesma categoria. O índice de Sharpe é definido pela seguinte
equação: (Retorno Fundo - Retorno Livre de Risco) IS = ----------------------------------------------
Desvio Padrão do Retorno do Fundo.
O Retorno do Fundo menos o Retorno Livre de risco é definido como prêmio que o
investidor tem pelo risco que se dispôs a assumir. Quanto maior este prêmio, maior o
Sharpe, quanto menor o desvio padrão, será maior o Sharpe. Histórico do Fundo e do
Gestor Embora rentabilidade passada não seja garantia de rentabilidade futura, a
evolução do valor das cotas do fundo é um bom parâmetro para se tomar como base na
escolha de um fundo de investimento. Porém, é importante saber se a política de gestão
praticada, o gestor e o procedimentos de análises atuais são os mesmos que garantiram
aquela rentabilidade passada.
13- OUTROS FUNDOS
1. Fundo Capital Garantido tem como meta proteger o capital principal investido. Investe
uma pequena parcela do patrimônio em renda variável, buscando uma rentabilidade maior
do que a dos demais fundos de renda fixa, porém, sem colocar em risco o valor principal.
Se o mercado de renda variável alcançar bom desempenho este fundo renderá mais do
que os fundos que só investem em renda fixa. Caso o mercado de renda variável não
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apresente bons resultados, o investidor não perde seu capital como aconteceria se ele
tivesse aplicado num fundo de ações, ele terá garantido o capital inicial investido. Por
exemplo: Um fundo investe 98% de seu patrimônio em títulos de renda fixa prefixado, com
este rendimento ele garante uma rentabilidade que cobrirá os 2% restante do patrimônio
do fundo. Os outros 2% o administrador investe em títulos de renda variável ou no
mercado futuro, buscando maior rentabilidade. Caso, haja perda total nos investimentos
de renda variável ele tem garantido os 100% do patrimônio do fundo. Na pior das
hipóteses este fundo não perde.
2. Fundos Off Shore: São carteiras que aplicam recursos disponíveis no exterior em
ativos brasileiros e que têm a sua sede formalmente localizada no exterior.
3. Fundos Private Equity: São fundos fechados que compram participações minoritárias
em empresas privadas. Esses fundos não podem investir em empresas de capital
fechado. Por esta razão esta razão as empresas interessadas em receber esses
investimentos devem abrir o capital ou fazer a chamada abertura técnica\" (registro na
CVM e emissão de ações que são compradas pelo fundos). Os objetivos dos fundos
private equity são capitalizar a empresa, definir uma estratégia de crescimento, valorizar
as ações e vender com lucro esta participação. O horizonte da aplicação varia de três a
oito anos. Fontes de consulta: Mercado Financeiro, Produtos e Serviços - Eduardo
Fortuna Banco Central do Brasil Comissão de Valores Mobiliários.
TAXAS DE RETORNO
A taxa de retorno de um investimento é a taxa de juros que anula a diferença entre os
valores atuais das receitas e das despesas de seu fluxo de caixa. Numa análise de
investimentos, a escolha recai na alternativa de maior taxa de retorno.
Uma alternativa de investimento é considerada vantajosa quando a taxa de retorno é
maior que a taxa mínima de atratividade.
Dentre todos os indicadores mais utilizados a TIR é aquele que, ao primeiro exame,
aparenta apresentar as menores limitações. Isso se deve, possivelmente, a independência
de informações exógenas ao projeto para a sua obtenção.
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Em particular, não depende da definição "a priori" de um custo de oportunidade do capital
para sua elaboração, como ocorre nos casos dos outros indicadores considerados.
Todavia, essa vantagem é apenas aparente, pois a TIR somente será um indicador
consistente, em uma situação em que um investidor que dispuser de um capital para
aplicação de valor K, tendo como alternativas de investimento projetos mutuamente
exclusivos, não puder aplicar o valor residual de seu capital inicial após o investimento no
projeto escolhido, o que é uma situação bem pouco realista. Em alguns casos, os
resultados da aplicação do critério TIR são absolutamente incoerentes, como ocorre no
projeto I, que apresenta o seguinte fluxo de caixa líquido, definido para os períodos 0 e 1:
Fo = 100 e F1 = -90
A TIR desse projeto que é -10%, tornaria, à primeira vista, inviável sua seleção quando
comparado a qualquer projeto com TIR positiva. Entretanto, basta uma rápida inspeção no
fluxo de caixa para se perceber que o projeto é altamente viável (corresponde a uma
situação na qual toma-se 100 unidades monetárias no período 0 para pagamento de
apenas 90 unidades monetárias no período 1).
A análise dos projetos E e F apresentados previamente permite constatar outras
limitações da TIR quando comparado ao VA por exemplo. Pelo critério da TIR o projeto E
(TIR = 20,00% ) seria preferido ao projeto F (TIR = 15,76% ) ; contudo, se o custo de
oportunidade considerado for de 10,0 %, o critério do VA apresentaria o projeto F como
preferido ao projeto E.
Uma justificativa para a escolha do projeto F resulta da análise do fluxo de caixa dos
projetos. O investimento nos dois projetos é idêntico e igual a 100 unidades monetárias.O
projeto E apresenta seu benefício de 120 unidades monetárias no período 1 e o projeto F
apresenta seu beneficio de 134 unidades monetárias no período 2. É fácil verificar que à
taxa de 10%(custo de oportunidade do capital considerado)o valor do benefício recebido
no projeto E de 120 unidades monetárias,no período 1, representaria um valor de 132
unidades no período 2, valor inferior ao obtido pelo projeto F no período 2.
Uma outra dificuldade na utilização da TIR como indicador está associada à possibilidade
de ocorrência de múltiplas TIR para um mesmo fluxo de caixa. Ou seja, para alguns fluxos
de caixa existirá mais de uma TIRque atenda à definição desse indicador.
O descarte de projetos através da TIR pode ser realizado comparando-se seu valor com o
do custo de oportunidade do capital. Caso o valor da TIR (positivo) de um projeto seja
inferior ao valor do custo de oportunidade do capital, então esse projeto será descartado.
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