DIÁLOGO DESENHO

Texto de Glayson Arcanjo.
Goiânia, abril de 2!".

A ex#osi$%o DIÁLOGO DESENHO te& co&o #ro#osta a#resentar o trabal'o de de( artistas
conte&#orâneos residentes no estado de Goi)s. A re*ni%o dos artistas na constit*i$%o dessa
ex#osi$%o se con+i,*ro* #ela ca#acidade de s*as obras estabelecere& ne,ocia$-es co&
#rocedi&entos e estrat.,ias o+erecidas #elo Desen'o nas disc*ss-es da arte na at*alidade.
Est%o #resentes na ex#osi$%o trabal'os dos artistas Anna /e'atri( A(e0edo, Ena*ro de 1astro,
E0andro Soares, Glayson Arcanjo, Gr*#o E&#re(a, Helo San0oy, L*i( 2a*ro, 3a*l Set*bal, 4a0a
2oni5*e e 6ara 3ina. De di+erentes ,era$-es e co& #rod*$-es be& di0ersas entre si, eles t7&
e& co&*&, o +ato de sere& nascidos o* de tere& se deslocado d*rante s*as trajet8rias
art9sticas #ara o estado de Goi)s, onde 'oje reside&.
3ela ri5*e(a e di0ersidade das #rod*$-es a#resentadas, n%o nos co*be ele,er *& :nico
trabal'o 5*e se con+i,*rasse certeira&ente e& deter&inada cate,oria da arte, a+ir&ando, #or
exe&#lo, ;este . *& desen'o<=. Assi&, n%o nos interesso* ancorar e& 5*al5*er de&arca$%o
+ec'ada o* es#ec9+ica 5*e de+inisse as #rod*$-es a #artir de 5*est-es da lin,*a,e&, &as si&
#oder tatear #or ca&in'os &ais incertos, tornando #oss90el incitar &odos de, ainda 'oje, e,
cada 0e( &ais, se +alar com e de Desen'o.
1o& a escol'a dos artistas e, conse5>ente&ente, co& os interesses de +alas ,erados #elos
as#ectos #resentes e& se*s trabal'os, al,*&as #ala0ras +ora& se tornando recorrentes ao
obser0ar&os os trabal'os escol'idos? e 5*e estes ao se a#roxi&are& ,era0a& no0os di)lo,os
entre si. Assi&, se#ara&os al,*&as #ala0ras 5*e nos aj*dara& a nortear as escol'as +eitas,
s%o elas@ desenho, corpo, violência, texto, jogo, espaço.
6ara 3ina #rod*( e& se*s #rocessos *& di)lo,o co& a #er+or&ati0idade. A artista, #arte de
a$-es cor#orais e de *& +a(er 5*e at*a direta&ente na &at.ria, deixando o* #rod*(indo
9ndices de *& cor#o 5*e a,i* ;aliA de &odo 0iolento. 3ara essa ex#osi$%o, ela a#resenta
res*ltados de *&a a$%o 5*e se de* ao ras,ar *&a tela #reenc'ida co& car0%o e& #8.

3a*l Set:bal co&#artil'a, e& se*s desen'os, narrati0as reconstr*9das a #artir da retirada o*
&es&o da c8#ia de i&a,ens e relatos existentes o* es5*ecidos na 'ist8ria das ci0ili(a$-es,
seja& #or 5*est-es #ol9ticas, de #oder, o* #or descasos. E& ;1on+essioA a re#resenta$%o do
cor#o do artista se d) diante do 5*e a#arenta ser *&a l*ta #ara se des0encil'ar de objetos
aco#ladosB,r*dados e& se* #r8#rio rosto.

Nos desen'os de L*i( 2a*ro . #oss90el acessar al,o de 9nti&o e s*bjeti0o. Atra0.s de s*as
a,*adas sobre o #a#el obser0a&os desen'os #rod*(idos co& &ateriais tradicionais, co&o
nan5*i& e 8leo sobre #a#el criando densas )reas de ne,ro. Nos desen'os . #oss90el #erceber
a #resen$a de )reas de contraste e a +orte rela$%o entre a so&bra e a claridade. Elas d%o o
arBa&bienteBa&bi7ncia de se*s desen'os, recorta& os es#a$os e sit*a& as +i,*ras constr*9das
#elo artista.

Ex#eri&enta$-es cor#orais e coleti0as est%o #resentes e& ;O Ho&e& Citr*0ianoA,
#er+or&ance reali(ada #elo Gr*#o E234EDA EGEF, 5*e #arte, nesse trabal'o, de conceitos
ideais e de cânones das re#resenta$-es ro&anas do 'o&e& e& s*as #ro#or$-es ideais
E#ro#or$-es a#oiadas e& racioc9nios &ate&)ticos e baseados no 5*e con'ece&os co&o
#ro#or$%o )*reaF. O ,r*#o, ao reto&ar as leis e &edidas de Citr:0io, #ro#-e atestarBcontestar
tais #ro#riedades na at*alidade.

Anna /e'atri( constr8i *&a #ossibilidade de di)lo,o e &odi+ica$%o do es#a$o ao criar i&a,ens
+l*idas #rojetadas direta&ente nas #aredes, c'%o e 0%os. A artista, ex#eri&entando o*tras
#ossibilidades &enos #al#)0eis #ara a cria$%o da i&a,e&, +a( *so da +*&a$a, 5*e, e&
concentra$-es es#eci+icas, s%o c*idadosa&ente des#ejadas no ar #or &eio da #r8#ria
res#ira$%o da artista.

3artindo de s*a ex#eri7ncia co&o serral'eiro, E0andro Soares insere na #),ina branca Eo* na
#arede branca do es#a$o de ex#osi$%oF ele&entos co&o escadas, ,rades e c*bos, de &odo a
con+*ndir os desen'os 5*e ai s*r,e&. 1o& o +erro, o artista cria lin'as 5*e atra0essa& a
s*#er+9cie o* 5*e s*r,e& #er#endic*lares G #arede criando #lanos tridi&ensionais. 1o& o
nan5*i&, ele de#osita a tinta na #r8#ria #arede &antendo o car)ter de bidi&ensional.

O 09deo a#resentado #or Glayson Arcanjo &ostra *&a cena reali(ada e& *&a a0enida do
centro da cidade de Goiânia. Cis*al&ente, a i&a,e& se constr8i #or *& #lano to#o,r)+ico.
N%o #or acaso, o artista entende o c'%o da r*a co&o *&a s*#er+9cie a ser co&#arada G #),ina,
ao #a#el. Nessa s*#er+9cie, o artista desen'a co&o 5*e& escre0e *& texto, a#a,)Hlo tornaHse
*&a a$%o n%o &ais associada ao se* #r8#rio trabal'o &an*al, e si&, ela . trans+erida a
terceiros.

Ena*ro de 1astro reali(a *& desen'o linear no c'%o de ci&ento, e de s*as deri0a$-es, s*r,e&
+oto,ra+ias e re,istros de a$-es ocorridas a #artir desse desen'o.
E& *& #ri&eiro &o&ento, ao obser0ar&os a con+i,*ra$%o do desen'o reali(ado no c'%o,
destacaHse o car)ter l:dico e a associa$%o direta do trabal'o do artista ao jo,o in+antil da
;A&arelin'aA.

4a0a 2oni5*e cria, e& se*s trabal'os, *& siste&a 0is*al #ara 5*e *& jo,o ali aconte$a no *so
das #ala0ras e& #roxi&idade co& a i&a,e&, na escol'a #or ele&entos dis#ares eBo* na
c*riosidade da artista #or ele&entos 5*e reto&a& as#ectos cotidianos de *&a c*lt*ra local,
o* &es&o *ni0ersais.

HelI San0oy reali(a desen'os ao exercitar as a$-es de ler, &arcar, a#ontar, riscar, en+ati(ar
#artes de li0ros, jornais e re0istas. 3artindo dessas a$-es si&#les e cotidianas, o artista se
e&#en'a e& #rod*(ir sobre#osi$-es e ca&adas transl:cidas de #a#eis atra0.s do recorte e da
+alta de letras e #ala0ras.

Di0idir *& es#a$o co&*& e artic*lar *&a ex#osi$%o coleti0a #er&ite acessar 0ias #ara
&:lti#las con0ersas. Ca&os assi&, arejando as trocas e trânsitos entre #es5*isadores, artistas,
a&i,os e tantos o*tros interessados o* c*riosos, 0indos de l*,ares distintos o* &es&o,
distantes.
Ao atra0essar os li&ites ,eo,r)+icos de Goi)s e dese&barcar e& 2inas Gerais, e, &ais
es#eci+ica&ente no 2*se* Jni0ersit)rio de Arte K 2*NA, te&os a o#ort*nidade de, n%o
a#enas exibir a #rod*$%o dos artistas, &as, de &ostrar s*as estrat.,ias de trabal'o e se*s
&odos de ne,ocia$%o coleti0a co& as 5*est-es de interesse de cada *&, #ara assi& abrir 0ias
sens90eis a 5*e& 5*iser, #or &eio delas, insta*rar *& bo& e #ra(eroso di)lo,o.

De&ais in+or&a$-es@
Ex#osi$%o inte,rante do #rojeto de extens%o ;DIÁLOGO DESENHO@ Ex#osi$%o itineranteA.
1adastrado na 34OE1HJLG. 18di,o nM @ LACH2NO. Lac*ldade de Artes Cis*ais K LAC. JLG.
1oordena$%o, texto e c*radoria@ Glayson Arcanjo de Sa&#aio.
Acesse o blo, do #rojeto@ PPP.,r*#odesen'a.blo,s#ot.co&

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