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ACUMULAÇÃO CAPITALISTA

-
TERMOS
DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO
– especialização produtiva dos países e das regiões
na intensificação das trocas. É uma divisão de
produção no cenário mundial entre os países
desenvolvidos e emergentes.
DIVISÃO INTERNACIONAL DO
TRABALHO
• ORIGEM: no final do século XV, o capital estava na
distribuição e circulação das mercadorias entre as
metrópoles e suas colônias. As diversas regiões do mundo
passaram a desenvolver funções diferentes, pois cada uma
passou a especializar-se no fornecimento de matéria-prima,
metais preciosos, produtos manufaturados, etc. Então,
dessa maneira, a metrópole exportava manufaturas e as
colônias produziam matéria-prima e exportavam para a
metrópole. Com a necessidade de expandir o
mercantilismo, vários países europeus foram conquistando
terras. A partir deste momento, diversas partes do mundo
foram submetidas a dinâmica de circulação e de produção
comandada pela Europa.
DIVISÃO INTERNACIONAL DO
TRABALHO
• Primeira Divisão Internacional do Trabalho:
Graças a consolidação do sistema capitalista no século XVIII, houve
uma intensa transformação no processo produtivo, que ficou
conhecida como Revolução Industrial. Nessa época, a divisão
internacional do trabalho sofreu mudanças, por causa do novo
modelo de produção em que as fábricas tomam o lugar da
produção artesanal.
Neste momento, o mundo estava dividido entre países especializados
em fornecer matéria-prima e países que utilizam essa matéria-
prima para fazer produtos industrializados. O que forneciam
matérias-prima estavam atrelados ao subdesenvolvimento e os que
produziam produtos industrializados se tornariam líderes dos
sistema capitalista.

DIVISÃO INTERNACIONAL DO
TRABALHO
• Segunda Divisão Internacional do Trabalho:
• Desde o início do século XX, a Inglaterra registrou sinais de
fragilidade na sua condição de potência hegemônica, que foram
agravados por duas guerras mundiais e pela crise de 1929. Então,
depois da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos assumiram a
posição de potência mundial.
• Essa nova fase do capitalismo ficou conhecida como capitalismo
financeiro e causou modificações na Divisão Internacional do
Trabalho. Nessa época, muitos países subdesenvolvidos começaram
a ser financiados pelos países detentores do capital e dessa
maneira, muitas empresas passaram a espalhar filiais pelo mundo,
o que transformou os países subdesenvolvidos em exportadores de
produtos industrializados, alterando as relações comerciais que
predominavam no mundo.

DIVISÃO INTERNACIONAL DO
TRABALHO
• Terceira Divisão Internacional do Trabalho:
Superada a destruição que foi provocada pela Segunda Guerra
Mundial, a economia mundial acelerou como nunca'. As empresas
dos países industrializados tornaram-se grandes e se espalharam
cada vez mais pelo mundo, globalizando não apenas a produção,
mas também o consumo.
• Desde a década de 1970, está havendo uma mudança na Divisão
Internacional do Trabalho, devido ao processo de reestruturação
industrial e a expansão das grandes empresas.

• Gradativamente, grandes empresas construíram filiais em diversos
países, o que explica o fato de alguns países subdesenvolvidos
terem se industrializado nesse período. Entretanto, esse processo
de industrialização é desigual, pois os tipos de indústria e
tecnologia empregados não são os mesmos das matrizes.


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• Mercantilismo: é o nome dado a um conjunto de
práticas econômicas desenvolvido na Europa na Idade
Moderna, entre o século XV e o final do século XVIII. O
mercantilismo originou um conjunto de medidas
econômicas diversas de acordo com os Estados.
Caracterizou-se por uma forte intervenção do Estado
na economia. Consistiu numa série de medidas
tendentes a unificar o mercado interno e teve como
finalidade a formação de fortes Estados-nacionais.



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• FBCF – Formação Bruta de Capital Fixo – mede o
quanto as empresas aumentaram os seus bens de
capital, bens que servem para produzir outros bens.
• Balanço de Transações Correntes: Resultado de todas
as operações do país com o exterior, como: receitas e
despesas da balança comercial como importações e
exportações, conta de serviços: juros pagos, viagens
internacionais, transportes, seguros, lucros e
dividendos recebidos, gastos do cerimonial e da
presidência e das transferências unilaterais. O Brasil
tem tradicionalmente déficit nas contas externas.
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• Organismos multilaterais de crédito: FMI, Banco
Mundial;
• Dualismo social: classe rica e pobre;
• PNB – Produto Nacional Bruto
=> PNB = PIB + RLRE (Receita Líquida enviada ou
recebida do exterior)
• PIB – Produto Interno Bruto: soma de todos os bens e
serviços finais produzidos numa determinada região,
durante um determinado período (mês, trimestre,
ano);
• Desregulamentação dos mercados: governo intervém
menos na economia.
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• Sobrevalorização cambial: acontece quando o
real aumenta seu valor em relação ao dólar. A
valorização cambial estimula as importações,
pois as torna mais baratas e desestimula as
exportações. Os importadores desembolsarão
mais dólares para adquirir os produtos
brasileiros, com isso se perde a
competitividade no mercado mundial.
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• Déficits comerciais: saldo negativo da balança,
gastos ou despesas superam os ganhos ou
receitas, valor das importações supera o das
exportações.
• Caráter patrimonialista do capital privado
nacional: é a característica de um Estado que
não possui distinções entre os limites do
público e os limites do privado.
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• Protecionismo: é a teoria que propõe um
conjunto de medidas econômicas que
favorecem as atividades internas em
detrimento da concorrência estrangeira. O
oposto desta doutrina é o livre-comércio.
• Estado paternalista: limita as liberdades
individuais de seus cidadãos com base em
valores axiológicos que fundamentam as
imposições estatais.
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• Modelo de substituição das importações: é um processo que leva ao aumento da
produção interna de um país e a diminuição das suas importações. Ao longo da
história econômica mundial, os processos de substituição de importações foram
desencadeados por fatores políticos ou econômicos, e foram resultado de ações
planejadas ou imposição das circunstâncias.
• O processo de substituição de importações, quando fruto de política econômica, é
geralmente obtido por controle de taxas de importação e manipulação da taxa de
câmbio.
• Entre as décadas de 1960 e 1970 a Comissão Econômica para a América Latina e o
Caribe (CEPAL) defendia que o desenvolvimento das economias do terceiro mundo
passava pela adoção da política de substituição de importações. Esta política
permitiria a acumulação de capitais internos que poderiam gerar um processo de
desenvolvimento auto-sustentável e duradouro.
• No Brasil, após a crise de 1929, a política de substituição de importações foi
implementada com o objetivo de desenvolver o setor manufatureiro e resolver os
problemas de dependência de capitais externos.

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• Privatização no Brasil é o processo de venda e
compra de empresas públicas ou da parcela
sob controle do estado brasileiro em uma
empresa de economia mista para investidores
e corporações privadas, nacionais ou
multinacionais, que ocorreu em diversos
governos desde o século XIX até hoje.

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• Padrão Fordista: O Fordismo é um modelo de produção em massa
idealizado pelo empresário estadunidense Hery Ford (1863-1947),
fundador da Ford Motor Company. Esse modelo revolucionou a
indústria automobilística a partir de janeiro de 1914, quando
introduziu a primeira linha de montagem automatizada. Ford
utilizou à risca os princípios de padronização e simplificação de
Frederick Taylor e desenvolveu outras técnicas avançadas para a
época. Suas fábricas eram totalmente verticalizadas. Ele possuía
desde a fábrica de vidros, a plantação de seringueiras, até a
siderúrgica.
• Ford criou o mercado de massa para os automóveis. Sua obsessão
era tornar o automóvel tão barato que todos poderiam comprá-lo,
porém mesmo com o barateamento dos custos de produção, o
sonho de Henry Ford permaneceu distante da maioria da
população.

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• Financeirização: ocorre na década de 1990 com o
crescimento da riqueza e se dá pela maior
participação de ativos financeiros nas empresas.
A taxa de juros passa a ser um determinantes nas
decisões de consumo e investimento.
• Desintermediação: os ativos financeiros são
negociados diretamente entre as corporações –
sem intermediação dos bancos – submetendo-se
apenas às regras de órgãos regulamentadores.
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• Renda per capita (por cabeça): ajuda a saber o
grau de desenvolvimento de um país e
corresponde a soma de todos os salários de toda
população divido pelo número de habitantes.
• Especialização flexível: Sistema mais inovativo e
flexível em termos de máquinas, produtos e
trabalhadores, em condições de responder mais
facilmente às incessantes mudanças na produção
por pressupor uma estratégia permanente de
inovação.