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A HISTÓRIA DA MÚSICA NA IGREJA

(Desde os Tempos do Antigo Testamento Até os Dias de Hoje)

Marquivio Silveira (Produtor Musical) www.marquivio.com – e-mail: 'marquivio@marquivio.com'

O Ministério da Música no Templo (ANTIGO TESTAMENTO)

A Instituição do Ministério da Música.

A transição de uma vida insegura, nômade no deserto para um estilo de vida permanente na Palestina sob a

monarquia, proveu a oportunidade para se desenvolver um ministério de música que satisfizesse as necessidades da congregação adoradora no Templo. Antes desta época as referências sobre música estavam principalmente com as mulheres que cantavam e dançavam ao celebrarem eventos especiais. Miriam conduziu um grupo de mulheres cantando

e dançando para celebrar a derrota dos egípcios (Êxodo 15:1-21). As mulheres tocaram e dançaram pela conquista de Davi (I Samuel 18:6-7). A filha de Jefté foi ao encontro de seu pai com adufes e com danças após seu retorno da batalha (Juízes 11:34).

Com o estabelecimento por Davi de um ministério de música profissional pelos Levitas, a produção musical ficou restrita aos homens. Por que as mulheres foram excluídas de servirem como musicistas no templo é uma pergunta importante que tem confundido os estudiosos.

O livro de Crônicas descreve com detalhes consideráveis como Davi organizou o ministério musical dos Levitas. Para o

propósito do nosso estudo nos limitaremos a um breve resumo dessas características que são pertinentes ao ministério da música hoje.

De acordo com o primeiro livro de Crônicas, Davi organizou esse ministério em três estágios.

1 - Primeiro, ele ordenou aos chefes das famílias levíticas que designassem uma orquestra e um coro para

acompanharem o transporte da arca até a tenda em Jerusalém (I Crônicas 15:16-24).

2 - O segundo estágio aconteceria depois que a arca tivesse sido colocada em segurança na tenda em seu palácio I

(Crônicas 16:1). Davi organizou a apresentação regular de música coral na hora das ofertas queimadas com os corais posicionados em dois locais diferentes (I Crônicas 16:4-6, 37-42). Um coro se apresentava sob a liderança de Asafe diante da arca em Jerusalém (I Crônicas 16:37), e o outro sob a liderança de Hemã e Jedutun diante do altar em Gibeão (I Crônicas 16:39-42).

3 - O terceiro estágio da organização do ministério de música por Davi, aconteceu no final de seu reinado quando ele

planejou o serviço musical elaborado que seria realizado no templo que Salomão construiria (I Crônicas 23:2 a 26:32). Davi fundou um conjunto com 4.000 Levitas como artistas em potencial (I Crônicas 15:16; 23:5). Deste grupo ele formou um coro levítico profissional com 288 componentes. Os levitas músicos correspondiam a mais de dez por cento dos 38.000 levitas. “Algum tipo de teste provavelmente era necessário no processo de seleção, uma vez que a habilidade musical nem sempre é herdada”

O próprio Davi se envolveu juntamente com seus oficiais na escolha de vinte e quatro líderes das turmas, cada uma

tendo doze músicos num total de 288 (I Crônicas 25:1-7). Estes, por sua vez, seriam os responsáveis pela seleção do restante dos músicos.

O Ministério dos Músicos.

Para assegurar que não haveria nenhuma confusão ou conflito entre o ministério sacrifical dos sacerdotes e o ministério musical dos levitas, Davi delineou, cuidadosamente, a posição, o grau, e a extensão do ministério dos músicos (I Crônicas 23:25-31). A atuação do ministério da música era subordinada aos sacerdotes (I Crônicas 23:28).

A natureza do ministério dos músicos é descrita graficamente: “Deviam estar presentes todas as manhãs para renderem

graças ao Senhor e o louvarem; e da mesma sorte, à tarde; e para cada oferecimento dos holocaustos do Senhor, nos sábados, nas Festas da Lua Nova e nas festas fixas, perante o Senhor, segundo o número determinado” (I Crônicas

23:30-31).

O contexto sugere que os músicos ficariam em pé em algum lugar diante do altar, uma vez que a apresentação de sua

música coincidia com a apresentação da oferta queimada. O propósito desse ministério era agradecer e louvar ao Senhor. Eles anunciavam a presença do Senhor para o Seu povo na congregação (I Crônicas 16:4), assegurando-os de Sua disposição favorável para com eles.

Um Ministério Musical Próspero.

O ministério de música no templo foi próspero por várias razões, as quais são pertinentes para a música da igreja hoje. Primeiro, os músicos levitas eram maduros e musicalmente treinados. Lemos em I Crônicas 15:22 que “Quenanias, o chefe dos levitas, ficou encarregado dos cânticos; essa era sua responsabilidade, pois ele tinha

competência para isso”. (NVI). Ele se tornou o líder da música porque era um músico hábil e capaz de instruir a outros.

O conceito de habilidade musical é mencionado várias vezes na Bíblia (I Samuel 16:18; I Crônicas 25:7; II Crônicas

34:12; Salmos 137:5). Paulo também faz menção a isto quando disse: “cantarei com o espírito, mas também cantarei

com o entendimento” (I Coríntios 14:15, NVI).

O coro era constituído de no mínimo doze cantores adultos, do sexo masculino e com idades entre trinta e cinquenta

anos (I Crônicas 23:3-5). Fontes rabínicas relatam que o treinamento musical de um cantor levítico levava pelo menos cinco anos de preparação intensiva. O princípio bíblico é que os líderes da música devem ter um entendimento musical maduro, especialmente hoje, quando vivemos numa sociedade de uma cultura elevada.

Segundo, o ministério da música no templo teve êxito porque seus músicos eram espiritualmente preparados. Eles foram separados e ordenados para esse ministério como o foram os outros sacerdotes. Falando aos líderes dos músicos

levitas, Davi disse: “santificai-vos, vós e vossos

15:12, 14). Foi entregue aos músicos levitas o sagrado encargo de ministrarem, continuamente, diante do Senhor (I Crônicas 16:37).

Santificaram-se, pois, os sacerdotes e levitas” (I Crônicas

Terceiro, os músicos levitas eram trabalhadores em tempo integral. I Crônicas 9:33 declara: “Quanto aos cantores, chefes das famílias entre os levitas, estavam alojados nas câmaras do templo e eram isentos de outros serviços; porque, de dia e de noite, estavam ocupados no seu mister”. Aparentemente o ministério musical dos levitas requeria uma preparação considerável, porque lemos que “Davi deixou ali diante da arca da Aliança do Senhor a Asafe e a seus irmãos, para ministrarem continuamente perante ela, segundo se ordenara para cada dia;” (I Crônicas 16:37). A lição bíblica é que os ministros da música deviam estar dispostos a trabalhar diligentemente no preparo da música necessária para o culto de adoração.

Finalmente, os músicos levitas não eram artistas cantores convidados para entreter as pessoas no templo. Eles eram os ministros da música. “São estes os que Davi constituiu para dirigir o canto na Casa do Senhor, depois que a arca teve repouso. Ministravam diante do tabernáculo da tenda da congregação com cânticos”. (I Crônicas 6:31-32). Através de seu serviço musical os levitas “ministravam” ao povo. Outros cinco trechos no Velho Testamento nos dizem que os levitas ministravam ao povo por sua música (I Crônicas 16:4, 37; II Crônicas 8:14; 23:6; 31:2).

O ministério dos músicos levitas está bem definido em I Crônicas 16:4: “Designou dentre os levitas os que haviam de

ministrar diante da arca do Senhor, e celebrar, e louvar, e exaltar o Senhor, Deus de Israel”. Os três verbos usados neste texto–“celebrar”, “ louvar ”, e “exaltar”– sugerem que o ministério da música era uma parte vital na experiência de

adoração do povo de Deus.

Uma indicação da importância do ministério da música pode ser vista no fato de que os músicos levitas eram pagos com os mesmo dízimos que eram dados para o sustento do sacerdócio (Números 18:24-26; Neemias 12:44-47; 13:5, 10-12).

O princípio bíblico é que o trabalho do ministro da música não deveria ser “uma obra por amor”, mas sim um ministério

apoiado pela renda do dízimo da igreja. É razoável supor que, se uma pessoa leiga se oferece para ajudar no programa musical de uma igreja, tal serviço não precisa ser remunerado.

Resumindo, o ministério da música no templo foi conduzido por levitas experientes e maduros, que foram treinados musicalmente, preparados espiritualmente, apoiados financeiramente, e servidos

pastoralmente. Como observa Kenneth Osbeck: "Ministrar musicalmente no Velho Testamento era um grande privilégio

e um serviço de muita responsabilidade. Isto ainda é verdade no ministério da música em nossos dias. Em um senso

muito real nós somos os levitas do Novo Testamento. Assim, estes princípios, que foram estabelecidos por Deus para o sacerdócio levítico, deveriam ser observados como diretrizes válidas para os líderes da música numa igreja do Novo Testamento”.

Lições da Música do Templo.

O princípio bíblico importante é que a música na Casa de Deus, tanto instrumental quanto vocal, tem que respeitar e refletir a santidade do lugar de adoração. Quando são usados instrumentos para acompanhar o canto, eles deveriam apoiar a voz humana sem sobrepujá-la.

Que Deus nos abençoe e nos ajude a melhorar cada vez mais e cada vez mais buscar exercer o nosso real melhor na obra que Ele iniciou em nossas vidas. termino deixando dois pensamentos

Johannes Brahms "Sem a técnica, a inspiração é uma mera palheta oscilando ao vento."

Marquivio Silveira (Produtor Musical) www.marquivio.com – e-mail: 'marquivio@marquivio.com'

A MÚSICA NO CULTO (Novo Testamento)

Introdução

Quando pensamos em música na Bíblia, logo nos vem à mente os textos de Salmos e outros textos do Antigo Testamento. Nos lembramos do cântico de Moisés, da harpa de Davi, da organização dos levitas e dos inúmeros instrumentos musicais descritos nos Salmos. Parece que estes eram os tempos áureos da música cristã e, assim, esquecemos do Novo Testamento. Até parece que a música fora minimizada na Nova Aliança.

Acontece que, há um senso comum em associarmos ao Novo Testamento às curas, milagres e ensinos de Jesus, bem como, aos conselhos e ensinos dos apóstolos de Cristo, e assim, deixar de lado os inúmeros ensinos que há a respeito da música, louvor e adoração existentes no texto neotestamentário.

Neste breve estudo, veremos que a música era praticada pelos primeiros cristãos de forma intensa, buscando oferecer a Deus uma adoração genuína, fruto de uma vida de renúncias por amor a Cristo.

Contexto Histórico

O primeiro século da era cristã foi chamado pelo Apóstolo Paulo de “A Plenitude dos Tempos” (Gl. 4:4). Foi uma época de grandes evoluções na civilização, contribuição das culturas gregas e romanas. Boas estradas, ótimo sistema de correios, rotas úteis de navegação estabelecidas, entre outras contribuições que foram indispensável para que o Evangelho de Cristo de espelhassem rapidamente.

Neste contexto, onde entra a música?

A música do tempo de Paulo e dos apóstolos de Jesus era diferente do tempo de Davi. Já haviam se passado cerca de

mil anos e, logicamente, a música e as técnicas musicais já haviam evoluído bastante.

Cinco séculos antes de Cristo, o sábio Pitágoras já havia criado a sua teoria sobre as cordas, onde ele relacionou a

música com a matemática e, assim determinou o tamanho e a espessuras ideais para obter-se cada nota musical (dó, ré, mi, etc.) .

Quatro séculos antes de Cristo, o médico Aristóteles escreveu a sua teoria sobre as catarses, ou seja, as emoções que a

música traz ao ouvinte. Estes estudos vão influenciar toda a música do mundo antigo.

O povo de Jerusalém, do primeiro século, era muito diferente do povo do tempo de Davi. Era um povo helenizado, ou

seja, um povo que havia sido educado pela cultura grega. Isto aconteceu graças ao domínio de outrora, de Alexandre, o grande. Então, o povo de Jerusalém conhecia os Salmos de Davi, mas também conhecia os novos ritmos greco-

romanos, bem como os novos instrumentos musicais.

Este fenômeno nos é familiar. Ao mesmo tempo que conhecemos os hinos antigos e tradicionais, também conhecemos os novos “hits gospel”, bem como as canções de sucesso do mundo secular. Esta mistura de conhecimentos musicais, de uma certa forma, vai influenciar a musicalidade de nossos cultos.

Qual tipo de música?

Havia música no culto cristão do primeiro século; isto é provado tanto através da Bíblia, quanto através da própria história. O canto era o estilo mais utilizado, de forma uníssona e monódica, baseado nas escalas gregas (dórico, jônio,

eólio, mixolídio, etc.) como explica a história da música.

O único instrumento musical citado no Novo Testamento é a harpa (Ap. 5:8; 14:2; 15:2); no entanto não existe nenhum

texto neo testamentário que proíba o uso de instrumentos musicais no culto.

Vejamos agora alguns textos bíblicos descritos no Novo Testamento, que se referem a música.

• Anunciação: O Novo Testamento já inicia com música. Alguns comentaristas bíblicos já afirmam que o chamado de

Maria foi feito em, forma de música (Lc. 1: 30-35).

• Cântico de Maria: É correto afirmar que o primeiro canto neo testamentário é o de Maria, quando grávida, visita sua

prima Isabel (Lc. 1:46-55). O canto de Maria é uma canção que exalta o Senhor e mostra gratidão ao Deus que exalta os humildes.

• Cântico de Zacarias (Lc. 1:67-79): Após o nascimento de seu filho João Batista, cheio do Espírito Santo, Zacarias

canta, do profundo de sua alma, um louvor de adoração e gratidão, mostrando a fidelidade de Deus em cumprir suas promessas.

• Nascimento de Jesus: O canto angelical que envolve a noite do nascimento de Jesus mostra a alegria de Deus pelo

início de seu plano de salvação. A multidão dos anjos vistos pelos pastores cantavam : “Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens” (Lc. 2: 14).

• Hosana: Significa Senhor, salva-nos. Esta palavra só pode ser dita ao Messias (Mc. 11:9-11). A Bíblia não diz que o povo que aclamava Jesus na entrada de Jerusalém, o fazia em forma de música. No entanto, sabiamente usavam uma palavra de louvor e reconhecimento para se referirem a Cristo.

Em Mt. 21:12-17, vemos Jesus purificando o templo e, imediantamente, as crianças o reconhecem como Messias, para indignação dos sacerdotes e escribas. Por isso Cristo cita o Sl. 8:2: “Da boca dos pequeninos sai o perfeito louvor”.

• Cântico de Jesus – A Bíblia cita que Cristo cantou, ao final da primeira Ceia do Senhor, antes de subir ao Monte das Oliveiras (Mt. 26:30; Mc. Mc. 14:26). Que hino era esse? Bem provalvente um salmo cantado nas festividades pascais.

• Igreja Primitiva – No final do segundo capítulo de Atos, vemos uma igreja que “louvava a Deus e caía na graça do

povo” (At. 2:47). Embora este versículo não se refere exatamente à música, ele nos mostra que havia um louvor espontâneo, alegre e envolvente; que, em conjunto com outras atitudes extraordinárias da igreja primitiva, resultava em conversões diárias de pessoas.

• Paulo e Silas: At. 16:25-40 - O que você faria se fosse preso e açoitado por causa do Evangelho? Com os pés num

tronco, Paulo e Silas cantaram e oraram ao Senhor. Ele fizeram um culto de louvor e adoração!

Enquanto os presos escutavam aqueles louvores sentiam que algo começava a tremer. Não era apenas seus corações, mas a estrutura da prisão também. O canto de Paulo e Silas resultou, não apenas em libertação física, mas também em libertação espiritual de uma família que foi salva em Cristo Jesus.

• O Canto dos Gentios: Defendendo a conversão dos gentios, o apóstolo Paulo cita em sua carta aos Romanos (Rm.

15:9-11), dois versículos de Salmos (Sl. 18:49; Sl. 117:7) que demonstram o quanto que o Senhor Deus se agrada da música de louvor e adoração de todos os povos.

• Hino de Adoração: Rm. 11: 33-36 – É um canto que reconhece a sabedoria de Deus e sua essência eterna,

soberana e única.

• A Ordem de Culto: I Co. 14:26. – Neste texto, Paulo nos mostra os elementos litúrgicos do culto cristão. Neste

contexto, a música deve ser feita para a edificação da igreja, com temas que auxiliam a igreja no conhecimento de Deus.

• O Conselho de Paulo – Ef. 5:19-21– Cheios do Espírito Santo, o povo de Deus deve falar, mutuamente, com salmos,

hinos e cânticos espirituais. As pessoas tinham liberdade de trazer os cantos novos para o culto: músicas que brotavam de seus corações, ou músicas que elas aprendiam em outras comunidades cristãs. Não havia um grupo que liderava a música como é hoje; era um canto totalmente comunitário.

• Desperta Tu que Dormes – Ef. 5:14 – Este é um pequeno cântico cantado nos batismos dos primeiros cristãos. Era

uma canção de alerta para aqueles que ainda não haviam se decidido ao batismo.

• Um canto cristocêntrico - Fp. 2:5-12: Um canto que reconhece o sacrifício de Cristo por nós e enaltece o nome de

Jesus, que fora capaz de se esvaziar, encarnar e nos salvar. É um canto com um texto cristocêntrico, novo e atual.

• A Supremacia de Cristo – Em Cl. 1:15-20 – vemos um hino que fala sobre a divindade de Cristo, mostrando-o como

eterno, supremo e cabeça da Igreja. No final deste canto, enaltece a salvação da humanidade, obtida através de Cristo.

• Ensinando com a Música - Cl. 3:16 – Sabendo do poder da música no ensino (herança dos gregos), Paulo pede que

ensinemos mutuamente com salmos, hinos e cânticos espirituais. Isto nos mostra que devemos ter em nossa música uma letra com base na Palavra de Deus. Este é o prumo do nosso louvor.

• Um só mediador – I Tm. 2:5-6 – Mais uma vez, de forma cristocêntrica, este cântico nos mostra Jesus como o único

mediador entre Deus e os homens, pois somente Ele foi capaz em se dar por resgate de muitos.

• O Mistério da Cristo – I Tm. 3:16 - Um cântico que resume a essência da pregação do Evangelho e da vida de

Cristo.

• O Único Soberano – I Tm. 6: 15-16 - Um cântico que mostra a dinvidade de Cristo.

• A Perseverança do Cristão – II Tm. 2: 11-13. Outro cântico também cantado em batismo, mostrando que devemos

ser fiéis ao nosso compromisso com Deus.

• Os cantos do apocalipse: Na ilha de Pátmos, um lugar árido, isolado do mundo, João ouviu os melhores acordes, as

melhores canções, que jamais ouviremos em terra! Nem nos melhores auditórios do mundo, com o supra-sumo da música, poderão representar a glória e a perfeição da adoração da música ouvida pelo apóstolo João.

Mais saiba que, em breve, nossos ouvidos também ouvirão estes cantos e também junto aos anjos, entoaremos lindas notas musicais ao Senhor.

Veja então, o teor de cada canção apocalíptica:

a) Santo é o Senhor: Ap. 4:8;

b) Adoração dos 24 anciãos e dos seres viventes: Ap. 4: 11; 5:9-10;

c) O canto das multidões: 5: 12;

d) O canto da criação: 5:13

e) A multidão de vestes brancas: 7:10;

f) O Louvor dos anjos: 7:12

g) A vida nova dos adoradores: 7:14-17;

h) Após a sétima trombeta: 11:15;

i) Cântico de vitória e gratidão – 24 anciãos: 11: 16-18;

j) O Cântico de Moisés – 15:3-4;

k) Outro louvor da multidão de salvos: 19:1-2; 6-8.

O que a Música no Novo Testamento nos ensina?

Tal qual os anjos no nascimento de Jesus, devemos louvar a Deus com beleza e, em meio a este louvor, unir céus e terra numa adoração que transmite paz e boas-novas;

Como Maria e Zacarias, devemos louvar a Deus em reconhecendo a fidelidade de Deus e de como ele atua em nossa história;

Devemos sempre cantar Hosana, reconhecendo Jesus como o nosso Messias, o único que nos pode salvar;

Antes de enfrentar nossos maiores problemas, devemos louvar a Deus com confiança, como fez Jesus antes de ir para o Monte das Oliveiras;

Devemos louvar a Deus com alegria e gratidão, mesmo em meio a circunstâncias desfavoráveis; como a igreja

primitiva (e também Paulo e Silas) que, mesmo perseguida não se calou, pelo contrário, cantou uma música que prega a

Jesus.

Sabendo que Deus aceita o louvor de todos os povos, devemos louvá-lo com alegria, pois Ele se agrade de nosso jeito brasileiro de adorar, pois a nossa música jamais será igual a de outro povo.

Aprendemos que o nosso canto deve ser cristocêntrico. Embora precisamos de encontrar bálsamo para o nosso

dia-a-dia; nosso canto deve adorar a Cristo e não simplesmente cantar com uma letra que apenas expressa petição,

comum em nossos dias.

A música faz parte da ordem do culto cristão. Jamais podemos negligenciar este momento de íntima comunhão

com Deus. Ela deve ser edificante, portanto, não deve ser escolhida por motivos banais, como ser uma música que tem um ritmo legal, por exemplo.

O repertório de nossos cultos deve ser cumulativo. Unimos os antigos hinos com o cântico atual e assim, louvamos sempre a Deus com belas canções por Ele inspiradas.

O nosso canto deve ser baseado na palavra de Deus. Os grupos musicais atuais cantam o que suas igrejas

pregam. Se nos basearmos na Palavra de Deus e analisarmos cada canção antes de serem incluídas no culto, evitaremos

que ventos de falsas doutrinas ensinem heresias ao nosso povo através da música.

O principal canto da igreja cristã é congregacional. Não existem mais levitas, ou seja, um coro profissional de

canto, e sim um povo que “fala entre vós”, que adora a Cristo junto, que se comunica através da música. É um povo participativo na adoração. As igrejas que tem um departamento musical formado, deve ensinar aos seus músicos que a

função deles é serviço ao povo de Deus.

O nosso canto de hoje é um ensaio para o que viveremos no céu com Cristo. Lá cantaremos juntos com todos

os salvos, de todas as épocas, de todas as nações. Será um ajuntamento maravilhoso, incomparável. Nem o ajuntamento de diversas nações, como são as olimpíadas, que tanto nos emocionam, se comparam com o grande

ajuntamento do povo de Deus.

Para pensar

Como é o seu canto hoje, em sua igreja? Você o faz por obrigação ou com alegria e gratidão?

Você já pensou em sua responsabilidade em edificar o irmão que está ao seu lado, enquanto você canta?

Você se sente cheio do Espírito Santo de Deus para então, proclamar com sua voz, as suas maravilhas através do louvor

a Deus?

Você tem se enchido da Palavra de Deus, de forma abundante, para então, ensinar aos outros cantando?

Você consegue se enxergar na multidão dos salvos que estarão diante do Cordeiro, com vestes brancas, corpo incorruptível, adorando e louvando ao Senhor juntamente com os anjos?

Se você tem dificuldade em louvar a Deus, se entregando plenamente, ore, pedindo que Ele encha teu ser com o Espírito Santo. Após esta oração, cante um louvor ao Senhor, faça o seu culto particular.

Abra a sua vida a Deus, deixe-O agir intensamente em teu ser. Pense em Deus, mergulhe na adoração e esqueça os problemas por um pequeno tempo.

Faça como Paulo e Silas, como os primeiros cristãos. Apenas adore; cante com todo o teu ser.

É preciso fazer este exercício de entrega total, diária, adorando a Deus primeiro, para depois vermos Deus agir plenamente em nossas vidas. Amém.

Marquivio Silveira (Produtor Musical) www.marquivio.com – e-mail: 'marquivio@marquivio.com'

História e Evolução da música Gospel (GERAL)

A música gospel (do inglês “gospel”, ou seja, “evangelho”) é um gênero musical de origem afro-

americana, nascido nas fazendas de escravos no sul dos Estados Unidos. Os escravos cantavam músicas religiosas com mensagens escondidas em suas letras. As mensagens poderiam conter informações sobre terrenos, quais estradas e rios evitar e números de homens patrulhando tais estradas e rios. Essas canções eram cantadas pelos escravos presos, durante a noite, quando se sabia que havia escravos em fuga a fim de orientá-los rumo ao norte livre. Esse costume continuou quando os escravos foram libertados invadindo igrejas e templos afro-americanos por todo os Estados Unidos.

O gospel em sua forma original era geralmente interpretada por um solista, acompanhado de um coro e um

pequeno conjunto instrumental. Grandes intérpretes da música norte-americana começaram assim, como cantores de gospel nas igrejas. É o caso de Mahalia Jackson, Bessie Smith e Aretha Franklin, além de Ray Charles. O gospel ajudou a moldar toda a música negra dos Estados Unidos neste século: ragtime, blues e jazz. E foi também influenciado por ela, assumindo formas às vezes surpreendentes em se tratando de música religiosa. É o caso dos quartetos gospel, surgidos após a Segunda Guerra Mundial, com suas música gritada, sua dança cheia de sacolejos e roupas extravagantes. Nesta fonte foi “beber” o rock dos anos 50, desde Bill Haley e seus cometas passando por Jerry Lee Lewis e principalmente Elvis Presley.

Atualmente nos Estados Unidos e em outros países, o Gospel está incluído como uma categoria tradicional de música cristã. Comercialmente e na forma que tem atualmente, a música cristã estourou nos Estados Unidos a partir dos anos 70. O rock, em mais uma volta da história, passa a ser o carro chefe da música cristã. Todavia, outros ritmos como o funk e o reggae também são por ela adotados. O que a define não é o gênero musical, mas a mensagem: justiça social, Cristo, ecologia, repúdio às drogas, harmonia entre os homens. Bandas como Stryper (heavy metal), de Los Angeles, tocam música cristã, ou Gospel. Grandes espetáculos se organizam por todo o país e cada vez mais emissoras de rádio criam programações gospel. Hoje o prêmio Grammy, considerado o Oscar da música, inclui a categoria gospel, além da música cristã premiar seus talentos com o Prêmio Dove Awards.

Na música cristã internacional destacam-se atualmente Michael W. Smith, os grupos Vineyard, Hillsong Music Australia, Kirk Franklin; e nos anos 90, os ministérios Hosanna!, Maranatha; as bandas Petra, Guardian, Bride; as cantoras Amy Grant, Crystal Lewis, entre outros. Ainda na vertente metal, surguram bandas como: Tourniquet e Mortification que elevaram o “metal gospel”

à

categoria, segundo seus fãs, de grande qualidade.

O

cenário do “rock cristão” teve como grande nome e destaque a banda Petra, dos Estados Unidos, umas

das pioneiras do estilo em todo o mundo.

Gospel no Brasil

Você sabia que o termo “gospel” foi usado pela primeira vez no Brasil nos anos 80 pela gravadora Gospel Records ? A partir de então, o termo no Brasil virou não apenas o sinônimo de qualquer tipo de música cristã , mas um estilo de vida, um “jeito de ser”. Mais curioso ainda é o que muita gente não sabe: a marca “gospel” no Brasil pertence até hoje à gravadora Gospel Records.

Outra coisa interessante: a música cristã no Brasil se chama Gospel, mas em outras partes do mundo se chama somente Christian Music, ou seja, Música Cristã. É porque o Gospel é tido apenas como um estilo musical (assim como reggae, blues, rock, etc.) e não engloba a música cristã como um todo (como é praticado no Brasil e outros países). Diferente de outros países, a música gospel no Brasil não é tão conhecida no mundo secular, ficando praticamente restrita ao cenário evangélico. São poucos os artistas que se projetaram fora do público evangélico como Aline Barros, Oficina G3, Diante do Trono, Toque no Alta r, Cassiane (recordista em vendas, sendo a primeira do segmento a vender 1 milhão de cópias), entre outros. Nos últimos anos, a música evangélica passou também a fazer parte do repertório de grupos e cantores católicos, como Rosa de Saron, Padre Marcelo Rossi (este chegou a fazer sucesso com músicas de repertório

evangélico, como “Fico Feliz” de Aline Barros, “Anjos de Deus” do Pr. Eliseu Gomes e “Basta Querer” de Carlinhos Félix), entre outros.

Precursores da Música Gospel no Brasil

Início

Com a vinda de missionários estrangeiros, principalmente batistas e presbiterianos americanos, igrejas protestantes adotaram muitos hinos de origem estrangeira, alguns com a influência americana do "gospel". Hinários inteiros foram traduzidos e editados, como o "Salmos e Hinos", "Harpa Cristã" e "Cantor Cristão". A partir do final da década de 1960, grupos nacionais como Vencedores por Cristo, Grupo Rebanhão, Grupo Logos, Grupo Elo e Grupo Life (de Asaph Borba) entre outros, começaram treinamentos de formação de músicos e viagens para divulgação, começando então a influenciar o estilo de músicas de todas as igrejas evangélicas do Brasil.

Este estilo musical se populariza comercialmente no final da década de 1980, quando entram em evidência cantores e grupos como Voz da Verdade, Shirley Carvalhaes, Koinonya,Adhemar de Campos, Vencedores por Cristo, entre outros. Desde então esse mercado só vem crescendo. Hoje o Brasil conta com mais de 100 gravadoras voltadas para este estilo. Dentre elas destacam-se as gravadoras MK Music e Line Records que juntas são responsáveis por uma grande cota no comércio fonográfico gospel.

No mercado comercial

No Brasil, o termo Gospel passou a remeter genericamente a toda expressão musical da fé evangélica — não só especificamente ao tradicional gênero estadunidense do mesmo nome —, saindo fora do gênero tradicional conhecido como Música gospel.

O termo gospel ressurgiu no Brasil no mercado comercial nos anos 1980 pela gravadora Gospel Records.

Estevam Hernandes Filho é o patenteador desta marca em território nacional com todos os direitos sobre

a marca da gravadora Gospel — mas não implicando que seja dono do estilo tradicional estadunidense de mesmo nome.

Em se tratando de Música gospel, desde as décadas de 80 e 90 tiveram grande importância nos Estados Unidos corais e solistas, com destaque para Kirk Franklin e Fred Hammond. No Brasil os corais começaram a surgir nessa época, como o Raiz Coral, além de cantores solo e bandas como Ton Carfi, Daniel Ribeiro (Panthro), Jamily, Leonardo Gonçalves e muitos outros.

Anos 1970

Na década de 1970, a música gospel brasileira entra na fase de formação e qualificação de seu staff (músicos, maestros, missionários, bandas). Surgem os cursos de capacitação ministerial que revelam as primeiras gerações de cantores e bandas gospel, frutificando as sementes plantadas pelo Vencedores por Cristo: Grupo Elo, Grupo Logos, Grupo Rebanhão, dentre outros.

Essa década é um período de afirmação da música popular cristã em todo ocidente, vide a simultaneidade de eventos que ocorriam no Brasil com a perspectiva da Música Cristã Contemporânea e do movimento Jesus Movement, nos EUA. A efervescência dos movimentos de Contracultura, Tropicalismo no Brasil, Movimento Hippie nos EUA, promovem a explosão de ritmos populares. E dentro deste contexto, estava a música gospel brasileira e a Música Cristã Contemporânea (CCM) americana.

No fim da década, outros missionários entram em cena e revelam novos nomes: como Asaph Borba, que gravou seu primeiro disco tendo apoio de Donald Stoll. Surgem também as primeiras bandas brasileiras de

Rock Cristão

Anos 1980

Na década de 1980, já com um staff de músicos treinados e capacitados, os produtores de música gospel começam a organizar os meios de produção principalmente com a criação de estúdios de gravação exclusivamente evangélicos. Começa a profissionalização do staff de sonoplastia cristã: surgem os primeiros

engenheiros de som e produtores musicais voltados para a música gospel.

Novos cantores e ministérios surgem em todo o país. A cada ano os evangélicos galgam mais um passo ao conquistar suporte financeiro e assumir o controle da cadeia de produção, instituindo um mercado fonográfico segmentado baseado na música gospel. As mudanças na Igreja Evangélica relativas à adoração, comportamento e consumo dão suporte à importação da Música Cristã Contemporânea (CCM) dos EUA. Com essa onda, o termo gospel é trazido para o Brasil, sendo até patenteado. É quando surge a primeira gravadora com um casting exclusivo de Rock Cristão. Destacando-se na ocasião, a banda de pop rock CATEDRAL, que logo virá um sucesso e atinge marca de vendagem de CDs vistas apenas no mercado secular.

Cantoras e missionárias ligadas ao Pentecostalismo multiplicam-se. Nesta década, é perceptível a ascensão da Mulher no meio evangélico, seja como ministra de louvor ou ministra da palavra (com a instituição da primeira Bispa/Episcopisa do Brasil) (vide artigo principal).

Anos 1990

Na década de 1990, há o surgimento do Neopentecostalismo com os discos gospel produzidos por Comunidades Evangélicas (CEs), que se tornou a grande moda da época[6]. Surgem os primeiros sucessos internacionais na música gospel brasileira, as primeiras inserções na mídia secular e os grandes ajuntamentos em eventos exclusivos de adoração. O Rock cristão começa a tomar formas com bandas como Oficina G3, Resgate, Catedral e Fruto Sagrado.

O Pentecostalismo e o Neopentecostalismo mostraram sua cara a públicos nunca antes imaginados por

meio da gravação de discos Ao Vivo e o registro de ministrações com o Dom de línguas. As turnês internacionais de cantores e ministérios se tornam frequentes: tanto os brasileiros vão ao exterior; como os estrangeiros vem em visita ao país. O gospel nacional passa a ter tiragens em outras línguas (inglês e espanhol) para atender a demanda do mercado latino. Surgem as primeiras bandas de Metal Cristão, além dos clãs familiares de cantores.

A música gospel caminha a passos largos no seu processo de industrialização: com a criação de premiações

para "os melhores" talentos do gênero musical, a organização oficial do staff de músicos cristãos, as concessões de rádio e TVs para grandes grupos evangélicos e a edição da Lei 9612/98 (a Lei das Rádios Comunitárias, que multiplicou o número de rádios evangélicas em todo o país) (vide artigo principal).

Anos 2000

Na década de 2000, o referencial da Contemporary Christian Worship (CCW) se instala no Brasil com a "Adoração Profética". Multiplicam-se os cantores que saem em carreira solo, como Aline Barros, entre outros. Muitas igrejas evangélicas rompem com os padrões do passado e aceitam a chamada "Dança Profética" como forma de adoração nas congregações. Um dos pioneiros da dança Profética no louvor foi o grupo gospel mineiro Diante do Trono, que já vinha experimentando desde o final da década de 1990. Essa prática também foi um dos grandes impulsionadores da música cristã para o Brasil, levantou-se a visão:

Brasil Diante do Trono, onde foram visitados todos os estados e gravado cinco álbuns um em cada região, além dos grandes sucessos e shows com milhares de pessoas.

Surgem inúmeros de cursos de formação de ministros de louvor. Com os meios de produção da música gospel organizados, os evangélicos passam a investir em iniciativas que tragam visibilidade a este gênero musical: com a criação da ExpoCristã, além de grandes ajuntamentos. A música gospel passa a ser

conhecida não só pelo seu aspecto religioso e artístico, mas também pelo poder econômico, tendo em vista

o encolhimento do mercado fonográfico secular e o crescimento vertiginoso do segmento gospel.

A tecnologia também dá o tom do crescimento do estilo, além do comportamento interativo do público.

Surgem as ligas de blogueiros evangélicos, comunidades virtuais e sites especializados em conteúdo gospel. Disseminam-se as práticas de Podcasting e Web rádio e fenômenos ligados à Interatividade na rede

mundial de computadores: edição de clipes não-oficiais, veiculação de material gospel em correntes de e- mail, edição de discos não-oficiais de Playback, dentre outros.

Outras características que se destacam nesse tempo é o rap gospel (destacando-se Apocalipse 16 e Ao Cubo), a divisão dos grupos e bandas, como a saída de integrantes do Toque no Altar e a formação doTrazendo a Arca, a saída de PG do grupo Oficina G3, entre outros.

Anos 2010

Hoje, na década dos anos 2010, a música cristã contemporânea tem recebido investimentos de gravadoras seculares, como a Sony Music (que contratou o grupo Resgate, Damares,Renascer Praise, Cassiane, entre outros), e a Som Livre (que contratou Ludmila Ferber, Davi Sacer, Antônio Cirilo, Diante do Trono, entre outros)[8], o que significa que os produtos de tais cantores estarão em prateleiras de venda que nunca estiveram antes. Essa tendência do mercado secular fechar contratos de distribuição com gravadoras de música gospel tende a virar uma tônica do mercado, a julgar pelas vendas e pelo grande poder econômico deste gênero musical. Também se tornou destaque a notícia de o cantor Latino gravaria um CD gospel, agravando ainda mais a crítica à música cristã contemporânea.

Outra surpresa no ano de 2011 foi o surgimento do Troféu Promessas, criado com o apoio da Rede Globo para premiar os talentos da música gospel, a partir do fim do Troféu Talento, criado pela Rede Record. Além disso, a globo criou o Festival Promessas, evento que reunirá cantores gospel conhecidos (Fernanda Brum, Davi Sacer, Ludmila Ferber, Fernandinho,Regis Danese, Eyshila, Pregador Luo, Eyshila, Damares e Diante do Trono) em um show que pretende reunir mais de 200 mil pessoas e será transmitido na Rede Globo.

Perspectivas

Recentemente, a Associação Brasileira de Produtores de Disco (ABPD), formada pelas maiores gravadoras e distribuídoras do mercado fonográfico brasileiro, chegou a afirmar que a música gospel (no tocante às três

esferas de música religiosa: Música Cristã Contemporânea (CCM), Música Católica Popular e Música

evangélica) é o segundo gênero mais vendido no Brasil, perdendo apenas para o Pop Rock. O mercado fonográfico de música gospel tem se afirmado pela estética, mas também pelo poder econômico. A mesma

ABPD, em entrevista à revista Isto É Dinheiro, chegou a dizer que "as gravadoras evangélicas não reportam

o número de discos vendidos, mas que, na preferência do consumidor, eles (os cantores gospel) aparecem

como os primeiros para 10% dos compradores". Essa opção do consumidor também é percebida no ramo de eventos, o que é o caso do grupoChevrolet Hall que passou a investir em eventos cristãos (Shows, Conferências e Congressos de Adoração). A revista Veja chegou a classificar o segmento de música gospel como "um mercado que não conhece crise" por ser pouco afetado pela Pirataria moderna e pelo

compartilhamento de mp3 na internet.

Na verdade, a música gospel é o único segmento que cresce em todo o mercado fonográfico. O que era antes um mercado fonográfico de marca menor, fechado em si, com produções de baixa qualidade, passou a ser um mercado pungente com um poder econômico que movimenta de R$ 1,5 bilhão até R$ 3 bilhões anualmente. A gravadora Line Records, por exemplo, cresceu 156% em faturamento só em 2008,

segundo estudo feito pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB). Segundo

estimativas o mercado evangélico cresceu 30% no ano de 2009. Ultimamente, a indústria fonográfica secular tem encolhido 20% ao ano, ao passo que o gospel cresce 30% ao ano.

O problema na quantificação, em números, do crescimento e do tamanho real do mercado da música gospel

(incluindo todo o manancial da música religiosa Cristã: Evangélica, Católica, CCM), está no fato das vendas não serem computadas por organizações como a Associação Brasileira de Produtores de Disco (ABPD). Só

para se ter uma idéia, apenas três gravadoras cristãs (as Evangélicas MK Music e Line Records; e a Católica Paulinas) são filiadas a essa associação. Desta forma, todas as outras gravadoras não filiadas arbitram se divulgam ou não o seu número de vendas. Vale lembrar que as Certificações por vendas de gravação musical de "Disco de Ouro", "Disco de Platina" e similares é feita exatamente pela ABPD. Muitos artistas podem ter vendas equivalentes a "Disco de Diamante", sem sequer o público e a indústria saberem disso. Na verdade, trata-se de um dado restrito à própria gravadora que edita, distribui e gerencia o artista e seus produtos. E não sendo filiada, ela não tem a obrigação de informar.

Um grande obstáculo ao crescimento do mercado fonográfico relativo à música gospel é a distribuição. Apesar da gama de lançamentos do gênero, nem todos os produtos são acessíveis ao consumidor nas prateleiras de lojas, o que restringe às vendas aos grandes eventos, feiras expositoras, apresentações em igrejas, lojas especializadas em música gospel e vendas pela internet (Comércio eletrônico). Poucos artistas e ministérios conseguem ter seus produtos ofertados em grandes redes de Supermercados e Shopping centers.

Marquivio Silveira (Produtor Musical)

www.marquivio.com – e-mail: 'marquivio@marquivio.com'

O Som na igreja + Grupo Musical

A qualidade do som na igreja

Desde 1992 até hoje, tenho percorrido diversas congregações de grande parte do Brasil (e às vezes até fora) para fazer apresentações. Tenho observado que uma dúvida permeia os pastores, músicos e equipes de som: “O que fazer para melhorar o som na minha igreja?”.

A resposta é bastante simples e envolve vários fatores. O primeiro fator é a produção musical. Produzir uma

música significa dar um rumo para o que cada músico vai executar.

Se cada músico fizer o que acha que deve fazer, o som já fica comprometido na sua origem. É

importantíssimo ter alguém na equipe de música que encabece os arranjos musicais.

Arranjos limpos com cada instrumento cumprindo sua função, cada um solando “na sua vez” e arranjos que levem a glorificar o Pai. Pessoalmente não creio que músicos que se reúnem somente na hora do culto possam produzir uma sonoridade madura, por melhor que seja o equipamento de som. Mas produção musical implica em ensaio. E a equipe de som faz parte disso. Ensaio não é só para os músicos. É para a turma do som também. Eles devem ter intimidade com os arranjos musicais tanto quanto os instrumentistas.

Além do mais, é no ensaio que se fazem testes de som, volumes, retornos e experiências com equalização. É um desperdício quando os técnicos não sabem o que foi tratado no ensaio e ficam despercebidos sobre o que está sendo executado lá na frente durante o culto.

Por conta disso, a congregação pode perder, por exemplo, um solo de guitarra que foi ensaiado. Muita microfonia acontece também porque é na hora do culto que a “galera” do som faz testes.

Detalhes importantes também farão diferença, como chegar antes do culto: uma hora para a equipe de som

e 30 minutos para a equipe de música. É o tempo para montar o sistema e fazer a devida regulagem para os retornos dos músicos e do som que a congregação vai ouvir.

Caso contrário, o som vai estar “redondo” só lá pela terceira ou quarta música. Mas, até lá, a igreja já deixou de ouvir muita coisa. Claro que existem mais fatores na nossa lista, motivo pelo qual eu reparti este artigo em algumas partes. Fica aqui o primeiro recado: produção, ensaio, técnicos bem entrosados com músicos e chegar antes dos cultos para passar o som.

Sobre o Grupo Musical

Sobre o aprendizado e execução das músicas

Uma pessoa responsável pela seleção (CD com as músicas) e escrita (cifra/ partitura) das músicas para cada instrumento específico.

Alguém entendido para ficar responsável para dirigir a parte Instrumental e outra pessoa para ficar responsável para a parte das vozes

1.

INSTRUMENTOS

Cada músico levar o CD para casa com a escrita da música e tirar sua parte individualmente

Ensaio é para unir os instrumentos e corrigir alguns erros de harmonia etc

Cuidado com a Harmonia da música em relação a Acordes e inverções.

2. VOZES

Cada músico levar o CD para casa com a escrita da música e tirar sua parte individualmente já com sua voz definida

Ensaio separado para as vozes antes de unir com os instrumentos para corrigir a distribuição na Harmonia

3. ENSAIO

Juntar instrumentos e vozes, e corrigir os detalhes

Alguém para anotar (Planejamento do ensaio)

ENSAIO PASSAR MÚSICA
ENSAIO
PASSAR MÚSICA

Tecnologias que podem ser usadas

Back Musician (Reforço Instrumental e Vocal)

Como Fazer?

Alguém instruído em gravação faz gravação de instrumentos que não se podem tocar ao vivo (na hora da execução) por falta de músicos. Tanto na parte instrumental quanto na vocal. Hoje em dia é muito comum ver 4 pessoas tocando e uma cantando, e ouvir mais de 4 instrumentos e mais de 1 voz. Isso se chama Back Musician.

Como se usa?

Depois de fazer a gravação dos instrumentos ou vozes necessárias, coloca-se um metrônomo com um timbre audível e definido. Separa-se esse metrônomo da gravação ex: Metrônomo 'R', Gravação 'L'. Envia o sinal do metrônomo ao baterista que por sua vez ouve o metrônomo e responsabiliza-se do andamento da música, enquanto os demais músicos e cantores somente ouvirão o que se é tocado junto na gravação.

Marquivio Silveira (Produtor Musical) www.marquivio.com – e-mail: 'marquivio@marquivio.com'