SANTA CEIA

- por René Burkhardt | 3 de Maio de 2008

"Porque, sempre que comerem deste pão e beberem deste cálice, vocês anunciam a morte do Senhor até que ele venha" (1Co 11.26) A Santa Ceia, ou Ceia do Senhor, é um dos dois sacramentos que o Senhor Jesus deixou para a Sua Igreja, junto com o batismo (veja Mt 29.19). Porém, têm havido distorções no ensino dessa prática, assim como há com o restante das Escrituras (veja 2Pe 3.16), que têm impedido muitos cristãos de desfrutarem de um dos momentos mais preciosos na vida cristã. O Senhor Jesus deixou claro que o pão e o vinho representam Seu corpo e Seu sangue, respectivamente, oferecidos em nosso lugar para a remissão (retirada, afastamento) de nossos pecados em uma Nova Aliança entre Deus e os homens (ver Mt 26.26-30; Mc 14.22-26; Lc 22.19-20). O Senhor determinou que o fizéssemos em memória dEle (Lc 22.19) e o Espírito Santo completou, através do apóstolo Paulo, que, assim, estaríamos anunciando "a morte do Senhor até que Ele venha". Dessa forma, fica estabelecida a importância desse ato tanto para os cristãos, que participam da Ceia, quanto para aqueles que estarão sendo informados do sacrifício de Cristo em favor de todo aquele que nEle crer. Assim, a importância desse ato transcende o prazer que o crente tem de participar do Corpo de Cristo, estabelecendo, também, uma grande responsabilidade para ele. Em concordância com diversas outras determinações do Senhor para a Igreja, também aqui é exigida a postura, o posicionamento, do cristão como um exemplo que atraia as outras pessoas a indagarem sobre o motivo da esperança que move a vida do crente (1Pe 3.15). Estabelecida a importância e o dever de se praticar a Santa Ceia, devemos definir a forma de se fazer isto, pois o Espírito de Cristo nos adverte de duras conseqüências, se o fizermos de forma inadequada: "Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor" e "Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem" (1Co 11.27, 30). Primeiramente, está claro em todas as passagens ligadas a este assunto, que este é um ato simbólico dirigido à Igreja, às pessoas que, de uma forma ou de outra, se professam cristãs. Aqueles que ainda não decidiram se entregar ao Senhor, não podem e não devem ser incentivados a participar da Ceia. O Senhor disse: "...fazei isto em memória de mim", ou seja, devemos lembrar o que significa o corpo de Cristo, tanto aquele corpo físico que foi envergonhado, escarnecido, zombado, esbofeteado, surrado, ferido, crucificado e morto, quanto o atual corpo espiritual ressuscitado e assentado no céu, ao lado do Pai, e representado pela Igreja, aqui na terra. Os que não se entregaram ao Senhor Jesus não têm, ainda, consciência dessas coisas, razão que os impede, definitivamente, de participarem da Mesa do Senhor, mas que não os impede de assistirem. Em segundo lugar, somos levados a concluir que o tempo destinado a essa prática deve ser consideravelmente grande, já que o crente deve lembrar-se de toda essa atitude vicária de Cristo e, ainda, deve examinar-se a si mesmo (1Co 11.28), buscando no Espírito Santo o pleno convencimento de seus pecados (Jo 16.8), para, arrependendo-se, lançá-los sobre o Senhor, em absoluta confiança naquilo que Deus diz a respeito de Seu Filho, o Cordeiro que veio para salvar o mundo. Como isso pode ser feito precisando-se de mais ou de menos tempo por cada um, a Palavra nos orienta a esperarmos o tempo que for necessário, até que todos estejam prontos a comerem do pão e beberem do vinho conjuntamente (1Co 11.33).

O PÃO E O VINHO
Logo no início da família da fé, Abrão é recebido pelo sumo sacerdote Melquisedeque, o qual traz consigo pão e vinho, em uma circunstância de bênção de Deus a Abrão (ver Gênesis

14), o qual se tornaria o pai de todos aqueles que têm fé em Cristo. Melquisedeque, "... (primeiramente se interpreta rei de justiça, depois também é rei de Salém, ou seja, rei de paz; sem pai, sem mãe, sem genealogia; que não teve princípio de dias, nem fim de existência, entretanto, feito semelhante ao Filho de Deus), permanece sacerdote perpetuamente" (Hb 7.23), é um tipo que representa o Senhor Jesus. E, já naquele momento, trazia pão e vinho, evidenciando que estes elementos estariam intimamente ligados à salvação proposta por Deus aos homens, através de Cristo. Mais tarde, o próprio Senhor disse: "Quem comer a minha carne e beber o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia" (Jo 6.54) e relacionou a Sua carne e o Seu sangue com o pão e o vinho na última ceia. Essa relação do corpo do Senhor com o pão e do Seu sangue com o vinho é tão importante, que se torna temerosa a substituição desses elementos por outros, sob qualquer pretexto que possa ser levantado. Muitas igrejas têm substituído o pão por hóstia, seguindo o exemplo da igreja Católica em uma de suas maiores heresias. Com esta atitude a igreja de Roma não só nega a vontade de Deus, como também anula por completo o sacrifício de Cristo, pregando uma doutrina de transubstanciação, ou seja, de que é preciso renovar o sacrifício de Cristo a cada vez que se tomar a Santa Ceia e que aquela hóstia é verdadeiramente o corpo do Senhor presente para um novo sacrifício. Além disto, se usa essa hóstia para facilitar e baratear a cerimônia, o que é pura mesquinhez diante do Deus Altíssimo. A comunhão dos santos em volta da Mesa do Senhor é totalmente negada, para se executar um mero ritual pagão de autojustificação imprópria para qualquer ser humano. Em hipótese alguma podemos agir dessa forma. De modo semelhante, muitas igrejas têm substituído o vinho por suco de uva, alegando evitar tentações para aqueles que em outro momento foram alcoólatras, ou mesmo para que os próprios santos não sejam tentados a se inclinarem para o vício de bebidas. Isso é pura incredulidade. E a incredulidade é o grande pecado que separa os homens do seu Criador. Aqueles que participam da Ceia do Senhor são pessoas renovadas pelo Espírito de Deus. Duvidar disto é blasfemar contra o Espírito e as conseqüências são as piores possíveis (ver Mt 12.31). Além disso, se há alguma preocupação com aqueles que, talvez, não tenham se convertido de coração, fazemos a exortação recomendada na Palavra: "Examine-se, pois, o homem a si mesmo...". Este exame também deve passar pela qualidade de nossa entrega, quer dizer, se é por amor para com Aquele que deu Sua vida em nosso lugar, ou se é para obter a aprovação das outras pessoas. Se é por amor, nada nem ninguém pode nos condenar, mas, se é pelos outros, ou para qualquer vantagem pessoal, "comemos e bebemos juízo para nós mesmos". Pão é pão e vinho é vinho. Ambos devem ser servidos de forma que os irmãos possam ter comunhão uns com os outros nesse momento sublime, respeitando-se mutuamente, alegrando-se com singeleza de coração, por participar do livramento que o Senhor nos proporcionou.

A MORTE DO SENHOR
O grande objetivo da Santa Ceia é continuar anunciando a morte do Senhor até que Ele venha definitivamente. Para anunciarmos a morte do Senhor, é necessário que tenhamos a verdadeira compreensão de seu significado. Não podemos anunciar algo que não compreendemos ainda. E esse é um princípio elementar da doutrina de Cristo, sobre o qual nenhum cristão pode ter dúvidas. A morte que o Senhor quer que anunciemos envolve todo o processo de salvação idealizado por Deus e executado por Jesus Cristo. Isto significa termos conhecimento de que todos os homens pecaram, exceto Jesus, que esse pecado impede que o homem tenha comunhão com seu Criador, que a única forma de justificar o homem diante de Deus é através do sangue, porque o sangue representa a vida, e sangue de um ser perfeito, sem defeitos, que tal sacrifício em lugar dos homens teria que ser por um homem perfeito, não por animais, pois eles não pertencem à raça humana; mas foi feito por Deus, apesar de Ele também não pertencer à raça humana. E, aí, já começa o grande sacrifício do Senhor Jesus. "Pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em

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semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornandose obediente até à morte e morte de cruz" (Fp 2.6-8). O Senhor Jesus abriu mão da alegria que Lhe estava proposta para suportar essa cruz (Hb 12.2). Na condição de homem, Ele foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado (Hb 4.15), e tudo isso, por amor a nós todos, Suas criaturas. Precisamos ter de forma bem clara em nossa mente quem realmente somos. É comum ouvirmos certas declarações do tipo: "nunca roubei ninguém, nunca matei ninguém, nunca adulterei, nunca quis o que é dos outros", e assim por diante. Isso é autojustificação. Isso é dizer que, por sua própria conta e força, a pessoa praticou obras que a santificassem. É um grande absurdo. Não existe verdadeira santificação que não seja pelo Espírito de Deus, como está escrito: "...porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade" (2Ts 2.13). Essa santificação é pelo poder de Deus, "porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade" (Fp 2.13). Nunca é por vontade e força humanas, do contrário, o sacrifício do Senhor não seria necessário. Bastaria que o homem, por si mesmo, cumprisse a lei de Deus dada através de Moisés. Além disso, aquelas declarações são falsas em sua essência. O Senhor declarou que, pelo simples fato de odiarmos nosso irmão, ou olhar para uma pessoa com intenção impura no coração, já somos merecedores do julgamento por matar ou adulterar, demonstrando que o pecado já existe dentro de nós, mesmo sem ser consumado. Não adianta dizermos que não cobiçamos as coisas dos outros, se empregamos todos os esforços possíveis para adquirir coisas iguais as que pertencem aos outros. Isso é sinal de que verdadeiramente cobiçamos. Talvez tenhamos tido o cuidado de não pegar o que pertence ao outro, mas desejamos a mesma coisa. E, baseados nesse princípio de que o pecado já está em nosso próprio desejo, precisamos nos examinar antes de participar da Ceia do Senhor, a fim de buscarmos a santificação pelo Espírito de Cristo. E é fazendo esse auto-exame que olhamos para a morte de Cristo. Cada pecado nosso fere a infinita Justiça de Deus e, por isto, merece um castigo infinito. Se não fosse pelo Senhor Jesus, teríamos que pagar essa penalidade infinitamente, ou seja, no lago de fogo e enxofre, que arde eternamente. Mas, como Jesus Cristo cumpriu a vontade do Pai, Ele é quem passou por esse sofrimento, através de Sua morte. Cada pecado, de cada pessoa que crer de coração em Cristo, foi causador do sofrimento e da morte de Jesus. É isto que devemos olhar quando vamos participar da Mesa do Senhor e é isto que devemos anunciar ao mundo.

OUTRAS DÚVIDAS
Constatamos em diversas igrejas um direcionamento equivocado quanto à Santa Ceia, nos mais variados aspectos. Além dos já mencionados de substituição dos elementos e da permissão para não cristãos participarem, observamos que muitas igrejas insinuam, outras até dizem diretamente, que pecadores não podem participar da Ceia. Como já vimos, é dever de todo cristão examinar-se, antes de participar, buscando a orientação do Espírito Santo para a revelação dos pecados em sua vida. A partir daí, o cristão vai lançar esses pecados sobre o Senhor Jesus e vai buscar, posteriormente, a santificação pelo Espírito. O fato de ser alertado pelo Espírito de Deus sobre algum pecado, não impede a pessoa de participar da Ceia. Depois de se examinar, a pessoa é orientada a comer do pão e beber do vinho (1Co 11.28), se empenhando, depois, em buscar o querer e o efetuar de Deus em sua santificação. Normalmente se aplica a passagem de Mateus 5.23-24, onde no momento de levarmos alguma oferta ao Senhor devemos, primeiro, nos reconciliar com aquele contra quem temos alguma coisa, para, então, fazermos a oferta. São duas situações completamente distintas. Uma trata de ofertas ao Senhor, com orientação específica para resolver as pendências antes de fazê-las, e a outra, trata de participar do Corpo de Cristo, mantendo comunhão com Deus e com os homens, com a orientação específica de não deixar de participar, para a perfeita manifestação do Senhor em Seu Corpo, a Igreja, apesar de seus pecados.

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O Senhor Jesus não comeu a última ceia com santos, mas com pecadores. Judas Iscariotes estava presente e, por não discernir a Pessoa de Jesus e não ter uma conversão verdadeira, recebeu o justo castigo. Mas os outros discípulos também eram pecadores. Logo após cearem com o Senhor, levantaram uma discussão sobre qual deles seria o maior (Lc 22.24). Isso é soberba. É o mesmo pecado que levou Eva a desobedecer a Deus. Tomé duvidou da ressurreição de Jesus. Isso é incredulidade. A incredulidade anda junto com a soberba e é o motivo de nossa separação de Deus. Pedro também não acreditou que o Senhor estava no controle de todas as coisas e cortou a orelha do soldado com uma espada, achando que podia evitar o fim previsto de Jesus. Foi soberbo, ao pensar desta forma, e incrédulo, por duvidar da onipotência de Deus. E, certamente, os demais discípulos tinham suas dúvidas e seus pecados e Jesus sabia disto. Mas todos participaram da Ceia do Senhor. Com isso, percebemos que nossos pecados não podem ser empecilhos para participarmos da Ceia e que, junto aos crentes, sempre haverá filhos do Diabo, ou joio no meio do trigo, que serão retirados no momento próprio. Devemos, também, considerar o que já foi citado: pessoas que, de um modo ou de outro, se professam cristãs. Isto se refere a pessoas que verdadeiramente são convertidas e a pessoas que não são verdadeiramente convertidas, ou seja, são enganadas. Ambos são muito parecidos em suas atitudes, mas são completamente diferentes em sua motivação. O verdadeiro santo ama a Deus, porque ele vê que o caráter de Deus é altamente amoroso e excelente em si mesmo. O outro pensa que Deus é seu amigo particular e irá fazê-lo feliz para sempre e satisfazer todos os seus desejos. Ele conecta a idéia de Deus com seus próprios interesses. O verdadeiro santo se deleita em adorar, orar, ouvir a Palavra de Deus e estar em comunhão com Deus e Seus santos. O outro pensa que um encontro religioso dá suporte para suas esperanças especiais. Ele pode ter uma centena de razões para gostar de reuniões, mas não porque ele gosta da adoração por si mesma. Enquanto ambos podem ter prazer em orar, o verdadeiro santo é atraído para perto de Deus e se deleita na comunhão com Ele. Nenhum obstáculo o impede de ir diretamente para Deus. A pessoa enganada tem satisfação nisso, porque é sua obrigação orar em secreto, e ele sente uma satisfação de justiça própria ao fazê-lo. Ele pode sentir um certo prazer nisso, um tipo de excitamento da mente, que ele confunde por comunhão com Deus. Igualmente, eles podem ser solícitos em fazerem caridade para organizações. Dois homens podem dar somas iguais para uma causa nobre, mas por diferentes motivos. Um estaria como que desejoso em dar, ainda que soubesse que nenhuma outra pessoa daria. O outro dá pelo crédito que isso proporciona, para aquietar sua consciência, ou porque ele espera conseguir o favor de Deus. Eles também podem se autonegar em muitas coisas. Autonegação não é restrita a santos verdadeiros. Veja os sacrifícios dos muçulmanos peregrinando para Meca. Veja os católicos indo para cima e para baixo sobre seus joelhos despidos, até sangrarem. Mas sabemos que isso não é cristianismo. O verdadeiro santo nega a si mesmo no intuito de fazer o bem para os outros. Ele está mais fixado nisso do que na própria indulgência, ou no seu próprio interesse. A pessoa enganada pode ir tão distante quanto a outra, mas puramente por motivos egoístas. Se essas duas classes são tão parecidas, então como poderemos conhecer nosso próprio caráter verdadeiro? Sabemos que o coração é enganoso sobre todas as coisas e desesperadamente mau. Como sabemos se estamos buscando o amor de Deus e Sua santidade, ou então, se estamos buscando o favor de Deus para o nosso próprio benefício? Se estamos verdadeiramente buscando benevolência e santidade, isso aparecerá em nossas atitudes diárias. Se o egoísmo rege nossa conduta, então, tão certo quanto Deus reina, nós somos verdadeiramente egoístas. Se somos egoístas com os homens, então somos egoístas com Deus: "...pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê." (1Jo 4.20). Cristianismo não é somente amor a Deus, mas ao homem também. Se nossas atitudes diárias nos mostram que somos egoístas, não somos verdadeiramente convertidos. Do contrário, a benevolência não é essencial para a fé e um homem pode ser um cristão sem amar ao seu próximo como a si mesmo. Se você não tem interesses pessoais, as obrigações cristãs não serão uma tarefa difícil para você. Você não trabalhará como se o seu trabalho fosse um incômodo. O falso convertido não trabalharia se não tivesse que fazê-lo. Isso é uma tarefa árdua e, se ele tiver algum prazer nisso, é por seus resultados antecipados, ou seja, suporte e conforto de sua

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família, ou o crescimento de seu patrimônio. Esta é a atitude que algumas pessoas têm em relação ao cristianismo. Elas agem como um homem doente tomando remédio. Elas desejam seus efeitos e sabem que necessitam deles, ou morrerão. Nunca farão isso por vontade própria. Suponha que homens adorem trabalhar, como uma criança adora brincar. Eles fariam isso por todo o dia, sem outro incentivo além de prazer. Quando o cristianismo é amado por si próprio, não existe nenhum cansaço. Cientes disso, devemos buscar a conversão de coração, verdadeira, que só é possível com o auxílio do Espírito Santo. Normalmente as palavras não são suficientes para nos convencer de algo, principalmente daquilo que não temos uma experiência física. Não experimentamos as coisas do céu e, portanto, não temos uma clara compreensão delas. O Senhor Jesus usou parábolas diversas vezes, exatamente por saber disso. Ele queria, através de metáforas, símbolos, conhecidos por nós, nos dar uma idéia daquilo que não conhecemos. E o Espírito de Deus completa essa obra, porque ele não usa palavras para nos convencer e nos dar o conhecimento que necessitamos. Ele fala diretamente ao nosso espírito, com gemidos inexprimíveis, também usados para Se comunicar com o Pai, e com sensações. Esse nosso estado de conversão certamente deve ser examinado profunda e sinceramente antes de participarmos da Ceia do Senhor. É daí que vêm "...muitos fracos e doentes e não poucos que dormem" (1Co 11.30), não por sermos pecadores. Se fosse por sermos pecadores, ninguém poderia participar da Ceia, só Jesus. Anunciar a morte do Senhor até que Ele volte é o grande objetivo da Santa Ceia. Participar dela é uma obrigação de todo cristão. A nossa busca tem que ser pela presença do Senhor. Esse é um dos momentos em que temos essa oportunidade. É a grande chance de realmente nos apresentarmos ao Senhor com nosso cansaço e nossa sobrecarga, pois só Ele pode nos aliviar. Ainda que se cometa algum erro quando se participa da Ceia, o castigo do Senhor que nos sobrevém é para nossa disciplina, se somos verdadeiramente cristãos. É açoite de Quem ama e quer corrigir. Esta é a certeza que o Espírito Santo transmite ao nosso espírito, permitindo que clamemos: "Aba, Pai!".
Extraído de http://kasteloforte.blogspot.com/2008/08/santa-ceia.html

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