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Percepo e cognio

Tudo comeou em 1795, com uma diferena de 5 dcimos de segundo observada
por dois astrnomos.
Foram constatadas sutis discrepncias de valores do tempo que corpos celestes
levavam para cruzar o espao. Estas discrepncias foram percebidas nos registros
que eram feitos pelos dois astrnomos. Ou seja, ainda que o fenmeno
observado fosse o mesmo, os registros eram diferentes, pois os astrnomos eram
diferentes.

O fenmeno foi chamado de equao pessoal, e levou os cientistas s
seguintes concluses:
1. Os astrnomos devem levar em considerao a natureza humana do
observador, j que as caractersticas e as percepes pessoais
necessariamente influenciam as observaes;
2. Se a astronomia deve levar em conta o papel do observador humano,
certamente ele importante tambm nas outras cincias que dependem
dos mtodos de observao; e
3. Nem sempre h, ou muitas vezes no h, correspondncia exata entre a
natureza de um objeto e a nossa percepo desse objeto.

Os cientistas foram ento forados a se concentrar no papel do observador
humano como responsvel pelos resultados das experincias. Comearam ento a
estudar os rgos dos sentidos humanos os mecanismos fisiolgicos por meio
dos quais recebemos informaes a respeito do universo. importante neste
ponto, definirmos a diferena entre sensao e percepo:

Sensao - experincia associada com estmulos simples (como uma luz
vermelha piscando)



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Percepo - envolve a integrao e interpretao significativa das sensaes ( o
carro de bombeiros)

Muitas vezes aquilo que chamamos de percepo no o que os rgos sensoriais
identificaram inicialmente, mas sim uma organizao, um arranjo que passa a
fazer sentido para o crebro.