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Apendicectomia

É uma intervenção cirúrgica destinada a proceder à remoção do apêndice


vermicular (também designado de ileocecal), uma pequena estrutura tubular, que
se constitui como um pequeno prolongamento do ceco, a porção inicial do
intestino grosso. Esta intervenção surge em sequência do surgimento de uma
apendicite, isto é, uma infecção do apêndice. A apendicite pode ser do tipo
crónico, de evolução lenta, ou agudo, necessitando de intervenção cirúrgica
imediata, já que uma das evoluções possíveis é a morte, por gangrena do órgão e
expansão da infecção à restante cavidade abdominal, podendo mesmo ocorrer o
rebentamento do apêndice. Entre estas duas formas extremas, situa-se um
contínuo de gravidade de quadros clínicos de apendicite, cujo aparecimento
depende de determinados factores, como a estrutura linfóide do órgão, o tipo de
inervação, grau de vascularização, tipo de microrganismos presentes e posição,
entre outros.

A apendicite é uma doença de ocorrência universal e frequente, afectando uma


em cada 500 pessoas. Embora possa ocorrer em qualquer idade, raramente surge
em crianças com menos de seis anos.

Os sintomas caracterizam-se pelo surgimento de uma dor na zona abdominal


inferior, no quadrante direito, que se inicia próximo ao umbigo e se prolonga para
baixo e para a direita, sendo acentuada pelo movimento corporal. Surge também
sensibilidade ao toque no abdómen, podendo ser acompanhada de alterações do
trânsito intestinal (diarreia ou prisão de ventre), vómitos, náuseas, febre pouco
elevada, perca de apetite e abundantes suores na zona abdominal.

A inflamação do apêndice pode decorrer de uma infecção por microrganismos, a


nível do tracto digestivo ou devido a qualquer problema que origine uma obstrução
das fezes.

O diagnóstico é realizado com base na análise dos sintomas, palpação abdominal


e análises sanguíneas, nomeadamente, para observação do número de glóbulos
brancos circulantes, possíveis indicadores de uma infecção. Outro meio de
diagnóstico complementar possível é a observação da cavidade abdominal,
através do recurso a um aparelho de ecografia.

A apendicectomia é passível de ser realizada pelo processo tradicional, através da


realização de um corte de abertura na zona abdominal, ou através de cirurgia
laparoscópica, que deixa uma cicatriz muito menos visível, graças a serem
efectuados apenas pequenos cortes para inserção de uma microcâmara de vídeo
e dos instrumentos cirúrgicos.

Os pacientes sujeitos a uma apendicectomia podem retomar a sua vida normal,


sem qualquer tipo de complicação ou alteração.
Colostomia

Consiste na exteriorização do intestino grosso, mas comumente do cólon


transverso ou sigmóide, através da parede abdominal, para a eliminação de gases
ou fezes.

Indicações

• Desvio do trânsito fecal em intervenções cirúrgicas para tratamento de


ferimentos anorretocólicos;

• Desvio do trânsito fecal quando há obstruções do cólon terminal


ocasionados por imperfuração anal, neoplasias ou processos inflamatórios
(doença de Crohn, retocolite ulcerativa, etc.);

• Como paliativo nos casos de neoplasia inoperável do cólon distal com


obstrução do mesmo;

• Amputação abdominoperineal do reto;

• Fístulas reto-vaginais;

• Perfurações não traumáticas de segmentos cólicos, como na diverticulite;

• Lesões perineais extensas como na síndrome de Fournier.

O segmento do cólon a ser exteriorizado depende do local comprometido do


intestino, do tipo de afecção, da cirurgia, das condições clínicas do doente e da
preferência do cirurgião. Diferentes partes do intestino podem se prestar a este
tipo de cirurgia, desde o íleo. Contudo, quanto mais superior, pior é a digestão e a
absorção de água e nutrientes. Os segmentos mais freqüentemente utilizados, em
virtude da mobilidade de seu mesentério, são a porção proximal do cólon
transverso, o mais perto possível do ângulo hepático (mas não neste, para se
evitara protrusão de um saco de cólon remanescente) e a porção livre do
sigmóide. As colostomias podem ainda ser feitas no ceco, na posição do apêndice
ou em outros locais.

A boca da colostomia pode ser terminal (na amputação do reto, por exemplo) ou
lateral (na parede do cólon transverso). A colostomia pode ainda ser provisória ou
definitiva. Pode ser feita a eversão da borda do coto cólico exteriorizado
(maturação precoce) ou não (maturação tardia).

Quando a colostomia for realizada eletivamente, o cólon deve estar preparado


segundo os conceitos vigentes, de acordo com as condições do doente e com a
afecção presente.

Complicações

Embora as colostomias sejam procedimentos cirúrgicos relativamente simples,


apresentam várias complicações, desde simples irritações cutâneas até problemas
potencialmente letais:

• irritação cutânea - evitada pelo uso de bolsas e pomadas protetoras, que


evitam o contato entre o contato fecal e a pele;

estenose por abertura insuficiente da parede abdominal;

• angulação do cólon exteriorizado por passagem sinuosa pelos diferentes


planos da parede abdominal;

• estenose temporária decorrente do edema da boca cólica;

• processo inflamatório que ocorre na serosa da alça exteriorizada;

infecção - da pele e/ou subcutâneo, causando celulite pericolostômica;

• hérnia paracolostômica - particularmente nas colostomias terminais;

necrose e retração do coto cólico - ocorre por falta de suprimento sangüíneo no


coto exteriorizado. As causas podem ser várias: ligadura inadvertida das artérias
que irrigam o segmento; exteriorização do coto cólico com tensão tal que
prejudique sua irrigação;

• abertura muito estreita na parede abdominal, causando constrição do coto


cólico;
• fístula - evento raro, ocorre como resultado da fixação da alça à parede
abdominal ou a partir de pequenos focos de necrose na parede da alça;
• prolapso ou procidência do coto cólico - é a complicação mais freqüente
nas colostomias em alça.

Transversostomia em alça com maturação precoce

Laparotomia transversa no hipocôndrio direito, com 7 a 8 cm de extensão,


permitindo a abertura da cavidade peritoneal e a localização do cólon transverso;

O cólon transverso é identificado tendo como ponto de reparo a inserção do


grande omento. A porção do transverso a ser exteriorizada é a mais próxima à
flexura hepática, naturalmente fixa pelo ligamento frenocólico direito. Apenas os
apêndices epiplóicos exuberantes e que dificultem tecnicamente a realização da
colostomia devem ser retirados;

Uma área avascular no mesocólon transverso é transfixada no ponto médio do


segmento a ser exteriorizado, com auxílio de uma pinça Kelly ou similar, que
guiará a passagem de uma sonda retal dura ou de uma sonda de borracha
maleável. O conteúdo fecal do cólon é mobilizado distalmente, e a tração da
sonda mesocólica exterioriza o segmento desejado. O segmento exteriorizado não
deve ficar sob tensão. Se foi utilizada uma sonda dura, ela própria deve ter suas
extremidades fixadas uma à outra formando um anel em torno do segmento
exteriorizado que o apoia contra a parede abdominal. Quando se emprega uma
sonda maleável, suas extremidades devem ser conectadas a um bastão de vidro
que dará suporte ao cólon exteriorizado.

Fecham-se os planos parietais do abdome com fio inabsorvível ou lentamente


absorvível, em torno do segmento exteriorizado, deixando-se o espaço de uma
polpa digital entre o cólon e a parede.

A abertura da colostomia é feita com bisturi elétrico, através de incisão transversal,


na borda contramesentérica, estendendo-se por dois terços da parede anterior do
segmento. Até aqui, como descrita, temos a técnica para realização de
transversotomia em alça sem eversão da parede cólica, ou seja, com maturação
tardia.

A eversão da parede cólica e sua fixação às bordas da ferida cutânea, utilizando-


se pontos separados de fio absorvível de médio prazo, constitui-se na maturação
precoce da colostomia. Estes pontos incluem a borda do cólon incisado e a derme
da incisão cutânea. Em quatro pontos cardeais, os pontos também são passados
na túnica seromuscular do cólon, a dois centímetros da borda, promovendo,
assim, a eversão da parede cólica, quando da tração e amarração dos fios.

As fezes são coletadas em bolsas próprias aderidas à pele em torno da estomia, e


a sonda de apoio deve permanecer por 10 dias aproximadamente, tempo
geralmente suficiente para que haja fixação do estoma à parede abdominal.
Colostomia Terminal com maturação precoce

O ponto de exteriorização da colostomia é, geralmente, na fossa ilíaca esquerda,


na linha umbílico-espinhal, entre os dois terços externos e o interno. No entanto,
tratando-se de estomia permanente, deve ser tomado todo o cuidado em se
determinar tal ponto, dando preferência à área mais proeminente da parede e
mais uniforme para colamento perfeito da bolsa, libre da compressão por cintas,
elásticos, etc., assim como o local que menos perturbe o paciente em suas
atividades costumeiras.

Faz-se a incisão circular na pele, com mais ou menos 2cm de diâmetro. O plano
aponeurótico pode ser aberto de modo semelhante ou por incisão em cruz.
Divulsiona-se o plano muscular e abre-se o peritônio, o que permite o acesso ao
cólon a ser exteriorizado. Os vasos do mesocólon são ligados, são retirados os
apêndices epiplóicos exuberantes, e o cólon é seccionado entre duas pinças. Os
cotos cólicos são limpos e protegidos.

O coto cólico proximal é, então, exteriorizado através da abertura circular feita


previamente, ficando 3 a 5cm para fora da superfície cutânea. O segmento cólico
exteriorizado não deve estar tenso, mantendo-se um espaço de meia a uma polpa
digital entre a abertura da parede e a parede da alça.

A borda do mesocólon deve ser fixada com pontos absorvíveis em longo prazo ou
inabsorvíveis ao peritônio da goteira parietocólica, para evitar hérnia interna.
Opcionalmente, o cólon pode ser exteriorizado de forma subperitoneal, evitando-
se assim espaço entre o cólon e a parede abdominal.

Após o fechamento da laparotomia mediana, procede-se à retirada da proteção do


coto cólico exteriorizado e executa-se a maturação precoce do coto, através da
sutura das bordas do cólon às bordas cutâneas da incisão. A colostomia não deve
ficar plana, mas sim protusa uns 2 a 3cm, o que facilita a adaptação das bolsas e
permite que o conteúdo fecal seja despejado diretamente na bolsa, sem escorrer
pela pele.

A bolsa de colostomia pode ser colostomia pode ser colocada imediatamente ou


depois de proteger-se a colostomia com o curativo usando rayon vaselinado nas
primeiras 24 horas.

Fechamento da colostomia

Indica-se o fechamento da colostomia temporária quando cessam as condições


que determinaram sua abertura. É fundamental comprovar-se esse fato antes que
se realize o fechamento, lançando-se mão de exames radiológicos contrastados,
proctológicos, endoscópico etc.
O intervalo de tempo que se espera para o fechamento do estoma depende da
situação que determinou sua abertura. Por exemplo, se a colostomia foi aberta
para desfuncionalizar temporariamente uma anastomose a jusante, ela pode ser
fechada tão logo se comprove a integridade definitiva dessa anastomose. Nestas
situações tende-se a fechar a colostomia cada vez mais precocemente, havendo
autores que preconizam seu fechamento até na mesma internação hospitalar. No
entanto, o intervalo mínimo que se deve esperar é de 30 dias. O fechamento da
colostomia é, em última análise, uma anastomose colocólica ou colorretal, e,
portanto, todos os cuidados dispensados a este procedimento devem ser
tomados.

Nas colostomias em alça o preparo mecânico do cólon proximal pode ser


anterógrado, retrógrado, ou misto, e o biológico, de acordo com o costume do
cirurgião. O cólon distal, no entanto, será limpo através de enteroclismas que
deverão conter os antimicrobianos utilizados por via oral coso tenha sido este o
preparo biológico escolhido.

Nos fechamentos de colostomias em alça, onde a manipulação é pequena,


freqüentemente as sondagens vesical e nasogástrica são dispensáveis. Tornam-
se importantes, no entanto, quando a manipulação for grande, principalmente
através de laparotomia, com dissecção do coto retal ou sigmoideano sepultado ou
exteriorização pela incisão.

Colecistectomia

É a retirada cirúrgica da vesícula biliar. Apesar do desenvolvimento de técnicas


não- cirúrgicas, ela é o método mais comum de se tratar a colelitíase sintomática,
embora existam outras razões pela qual a cirurgia deve ser feita. Todo ano mais
de 500.000 norte-americanos fazem a cirurgia da vesícula biliar. As opções
cirúrgicas incluem o procedimento padrão, chamado de colecistectomia
laparoscópica, e um método invasivo mais antigo, chamado de colecistectomia
aberta.

Indicações
A colecistectomia geralmente é indicada pela presença de cálculos dentro da
vesícula biliar causando colecistite aguda ou crônica, porém pode ser indicada
também por colecistite alitiásica, por pólipos da vesícula biliar, por neoplasias,
dismotilidade vesicular sintomática, como parte de outros procedimentos cirúrgicos
(i.e. técnicas de Scopinaro, switch duodenal, anastomoses bíleo-digestivas,
duodenopancreatecnomia), dentre outros.

Colelitíase assintomática

Mesmo a presença de cálculos na vesícula biliar sem sintomas podem indicar


colecistectomia em situações específicas. Fora dessas situações, considera-se
que o risco cumulativo de que uma colelitíase assintomática ao longo dos anos é
inferior ao risco cirúrgico:

• pacientes sem acesso a atendimento médico de emergência no caso de


complicações
• áreas de alto risco como Chile e Bolívia
• pacientes imunossuprimidos
• diabetes mellitus insulino-dependente, especialmente em idosos
• pacientes com grandes variações de peso
• portadores de "vesícula em porcelana"

Outras situações podem teoricamente representar maior risco, mas não há


evidências suficientes que suportem a colecistectomia preventiva nesses casos,
recomendando-se uma avaliação mais individualizada dos riscos e benefícios:

• portadores de microcálculos
• portadores de cálculos maiores que 3 cm

Técnica

A colecistectomia pode ser feita por videolaparoscopia (freqüentemente chamada


erroneamente de "cirurgia a laser"), através de pequenas incisões de 10 e 5 mm
ou por laparotomia. Na colecistectomia convencional (laparotômica) é realizada
incisão que pode variar de poucos a mais de 25 centímetros, dependendo das
características biotípicas do paciente e de achados intraoperatórios. Podem ser
utilizadas a incisão de Kocher (subcostal direita), incisão subcostal transversa ou
incisões longitudinais (paramediana ou mediana). Atualmente a via de acesso
padrão ouro é a laparoscópica.

Ainda de modo experimental, vem se desenvolvendo uma nova técnica para a


colecistectomia, assim como outras intervenções na cavidade abdominal. Trata-se
da cirurgia endoscópica trans-luminal por orifício natural (sigla em inglês: NOTES),
onde a via de acesso é um orifício natural (boca, ânus, uretra e vagina). Apesar de
chocar muitos cirurgiões promete ser uma nova opção no armamentário cirúrgico
num futuro não muito longinqüo.
Colectomia

Consiste na ressecção cirúrgica de uma parte ou da totalidade do intestino grosso


(cólon).

Indicações

Algumas das indicações mais frequentes para colectomia incluem

• Cancro do cólon
• Diverticulite e doença diverticular do intestino grosso
• Traumatismo
• Doença inflamatória intestinal, tal como colite ulcerosa ou doença de Crohn
• Colectomia prifiláctica pode ser indicada em algumas formas de polopose,
síndrome de Lynch e certos casos de doença inflamatória intestinal, devido
ao alto risco de desenvolvimento de carcinoma colorrectal.
• Enfarte mesentérico (enfarte do intestino).

Gastrectomia

É uma técnica cirúrgica em que é retirado parte do estômago (gastrectomia


parcial) ou todo o estômago (gastrectomia total).

É possível fazer uma vida praticamente normal sem ter estômago. A vitamina B12
tem que ser injetada aos indivíduos submetidos a gastrectomia total, uma vez que,
não tendo estômago para produzir factor intrínseco, não se dá a absorção da
vitamina B12 no intestino.
Gastrostomia

Gastrostomia ou jejunostomia (enterostomia) é um procedimento cirúrgico para


uma fixação de uma sonda alimentar.

Um orifícil artificial é criado na altura do estômago (gastrostomia) ou na altura do


jejuno (jejunostomia). Este orifício cria uma ligação direta do meio externo com o
meio interno do paciente.

A cirurgia é realizada em pacientes que perderam, temporária ou definitivamente,


a capacidade de deglutir os alimentos, tanto em consequência de lesões cerebrais
graves ou transtornos do trato gastrointestinal superior. O procedimento cirúrgico
só é recomendado quando há a necessidade de alimentação por longo prazo, ao
menos 3 a 6 meses, quando o paciente necessita de alimentação por curtos
períodos, a alimentação naso/enteral ou naso/gástrica, é a mais recomendada.

Piloroplastia

Cirurgia que se realiza para aliviar a estenose pilórica (estreitamento do canal


pilórico na saída do estômago resultando em vômito intenso) que pode ocorrer em
crianças como um defeito adquirido. Esta cirurgia permite que o conteúdo do
estômago siga mais rapidamento para o duodeno (intestino delgado).

Descrição

Após a anestesia geral, o abdome é limpo e coberto. Uma pequena incisão é feita
no abdome. O cirurgião faz um corte no músculo pilórico (saída do estômago) em
direção à mucosa para liberar a restrição. Nenhum tecido é removido e a mucosa
gástrica não é aberta. Com o tempo, o músculo pilórico retorna ao seu tamanho
normal.

Indicações

A indicação para a Piloroplastia é:

Estenose pilórica ( a piloroplastia é o único tratamento efetivo e eficiente) .

Laparotomia Exploradora

É uma cirurgia que consiste na abertura do abdome (laparotomia), tendo como


finalidade sua exploração (laparotomia exploradora), exame e tratamento de
problemas.
Descrição

O abdome contém diversos órgãos vitais: o estômago, o intestino delgado (íleo), o


intestino grosso (cólon), o fígado, o baço, a vesícula biliar, o pâncreas, o útero, as
tubas uterinas (Falópio), os ovários, os rins, os ureteres, a bexiga e muitos vasos
sanguíneos (artérias e veias). Alguns problemas que ocorrem no interior do
abdome podem ser diagnosticados facilmente, porém, para o diagnóstico de
muitos deles é preciso uma cirurgia “exploradora” (laparotomia exploradora).

Enquanto o paciente está sob anestesia e sem dor (anestesia geral), o cirurgião
faz uma incisão no abdome e examina os órgão abdominais. Após a retirada de
amostras de tecidos (biópsia), as áreas afetadas podem ser tratadas. Assim que o
tratamento termina, a incisão é saturada.

Indicações

Uma laparotomia exploradora deve ser indicada quando ocorre uma doença
abdominal proveniente de causa desconhecida. (Para diagnóstico).

Dentre as doenças que podem ser descobertas por meio da laparotomia


exploradora estão:

• inflamação do apêndice (apendicite aguda)


• inflamação do pâncreas (pâncreatite aguda ou crônica)
• cavidades infectadas (abscesso retroperitoneal, abscesso abdominal,
abscesso pélvico)
• presença de tecido uterino (endométrio) no abdome (endometriose)
• inflamação das tubas uterinas (Falópio) (salpingite)
• tecido cicatricial no abdome (aderências)
• câncer ( de ovário, cólon, pâncreas, fígado)
• inflamação de cavidade intestinal (diverticulite)
• orifício no intestino ( perfuração intestinal)
• gestação no abdome ao invés de no útero (gestação ectópica)
• para determinar a extensão de determinados cânceres (linfoma de Hodgkin)

Enteroanastomose

É a emenda (anastomose) de dois segmentos do intestino delgado ou do


intestino grosso após Enterectomia ou Colectomia.

Colorrafia
É o fechamento (sutura) de uma colotomia.

Laparoscopia (Peritoneoscopia)

A laparoscopia pode ser usada para o diagnóstico da doença gastrintestinal.


Esse procedimento é realizado através de uma pequena incisão na parede
abdominal. Os laparoscópios de fibra óptica especiais permitem a visualização
direta dos órgãos e estruturas e estruturas dentro do abdome, possibilitndo a
visualização e a identificação de quaisquer crescimentos, anomalias e
processos inflamatórios. Além disso, as amostras de biópsia podem ser obtidas
a partir das estruturas e órgãos, quando necessárias. Esse procedimento pode
ser empregado para avaliar a doença da vesícula biliar e hepática. Contudo, a
laparoscopia não se tornou uma modalidade diagnóstica importante nos
pacientes com dor abdominal aguda, porque instrumentos menos invasivos
estão prontamente disponíveis. Em geral, a laparoscopia requer anestesia
geral e, por vezes, exige que o estômago e o intestino sejam descomprimidos.
O gás (usualmente o dióxido de carbono) é insuflado dentro da cavidade
peritoneal para criar um espaço de trabalho para a visualização. Um dos
benefícios mais positivos desse procedimento é que, depois da visualização de
um problema, a excisão (p.ex., remoçãoda vesícula biliar) pode ser então
realizada ao mesmo tempo, quando apropriado.

Fissura Anal

Uma fissura anal é uma laceração ou ulceração longitudinal no revestimento do


canal anal. Em geral, as fissuras são causadas pelo trauma, ao eliminar fezes
grandes e firmes, ou pela compressão persistente do canal anal por causa do
estresse e ansiedade (levando à constipação). As outras causas incluem o
parto, trauma e uso excessivos de laxativos.

Quando as fissuras não respondem ao tratamento conservador, a cirurgia está


indicada. O procedimento considerado por muitos cirurgiões como sendo de
escolha é a esfincterotomia interna lateral com a excisão da fissura; a taxa de
sucesso é de 90%.

Esfincterotomia

A esfincterotomia foi inicialmente proposta realizando-se a incisão no leito


fissural (geralmente na linha média posterior), prátca essa que estava
associada a períodos mais arrastados de cicatrização, bem como maior risco
de septicemia. Posteriormente, a esfincterotomia posterior foi substituída pela
esfincterotomia lateral, esta podendo ser realizada com a técnica aberta ou
fechada e sob anestesia local ou geral; tomando-se assim o procedimento
mais aceito atualmente para o tratamento cirúrgico da fissura anal.

A esfincterotomia lateral aberta consiste na dissecção do músculo esfíncter


interno do ânus por meio de uma incisão radial de 2-3 cm na pele perianal
lateral logo abaixo da borda anal, apreendendo-o com a pinça de Allis para
secção do mesmo numa extensão de 1-2 cm com bisturi ou tesoura, deixando-
se a ferida aberta para drenagem.

Outra opção técnica para divisão do esfíncter interno do ânus é o acesso


subcutâneo “fechado”, em que se evita a confecção de uma ferida larga para
sua identificação. O procedimento consiste em realizar uma secção lateral no
esfíncter por meio da introdução de uma lâmina de bisturi estreita entre a
anoderme e o esfíncter anal interno até a linha pectínea. Em seguida vira-se a
lâmina em direção ao esfíncter interno do ânus, que é seccionado conforme a
lãmina é retirada. A realização da fissurectomia posterior não é obrigatória,
mas uma papila hipertrófica ou plicoma sentinela volumosos podem ser
retirados simultaneamente. Na presença de mamilos hemorroidários, sua
exérese é aconselhável para evitar o prolapso hemorroidário que pode ocorrer
após a esfincterotomia.

A esfincterotomia lateral resulta em cicatrização em mais de 95% dos


pacientes, podendo ser realizada ambulatorialmente, com resultados
reprodutíveis. Entretanto essa técnica não é livre de complicações, tendo-se
registrado índices de morbidade pós-operatória em 0,5 a 36% dos pacientes e
insucesso devido a esfincterotomia inadequada.

Fistulectomia Perianal

É a retirada de fístula perianal, que é uma comunicação anormal entre o reto e


a pele anal, sobra muitas vezes de drenagem de abscesso perianal.

Hemorroidectomia

A hemorroidectomia é o tratamento mais eficaz no que diz respeito ao


desaparecimento dos sintomas hemorroidários. Em função dos resultados que
dá no tocante ao alívio das queixas dos pacientes, é a forma de tratamento
contra a qual todos os outros métodos de controle de hemorróidas devem ser
comparados. Não fossem o desconforto pós-operatório (dor, produção de
secreções anais fétidas, retenção urinária) e as complicações que envolvem a
adoção desta forma de terapia (hemorragia secundária, fissura anal,
abscesso/fístula anal, plicomas, pseudopólipos, cistos epidérmicos, estenose
anal, incontinência) ela seria seguramente mais empregada do que é
atualmente.

Dentre as diversas formas de hemorroidectomia, três são as mais empregadas


no mundo inteiro ainda na atualidade: a hemorroidectomia aberta, a semi-
aberta e a fechada. Nas três, o tempo inicial da operação é o mesmo, ou seja,
o deslocamento do coxim vascular com seu componente externo associado e
ligadura transfixante suprapctínea de sua base. Na técnica aberta, as feridas
são feitas em formato de raquete, com o cabo da mesma voltado para o orifícil
anal (entre outras razões, para assegurar que a ferida do canal anal cicatrize
antes da cutânea, para evitar a formação de fissuras anais pós-operatórias), e
são deixadas abertas para cicatrizar por segunda intenção. Tais feridas
cicatrizam em média em 30 a 45 dias. Na técnica semi-fechada, a mucosa é
reaproximada até a altura da linha pectínea e, daí para fora, a ferida é deixada
aberta como na técnica anteriormente descrita. Nela as feridas cicatrizam
dentro de 21 a 30 dias. Na técnica fechada, as hemorróidas são retiradas por
deslocamento subcutâneomucoso a partir de incisões lineares sobre a
substância dos coxins vasculares hipertróficos. Sendo os componentes
vasculares das hemorróidas retirados, a pele e a mucosa do canal anal são
reaproximadas com um chuleio contíneo de fio absorvível sintético pouco
reativo. Na técnica fechada, quando não ocorre deiscência das feridas
cirúrgicas anais, as mesmas cicatrizam por completo em 7 dias. Em cada uma
das três técnicas retira-se no máximo os três mamilos hemorroidários
principais, tendo-se o cuidado de se deixar pontes cutaneomucosas interpostas
entre as feridas, com no mínimo 1 cm de largura, para evitar a estenose anal
pós-operatória.

Mais recentemente, vem-se preconizando a hemorroidectomia com o emprego


de um grampeador circular apropriado para o procedimento- a
hemorroidectomia por grampeamento automático. Nesta técnica, produz-se a
excisão circunferencial da área do canal anal cirúrgico onde se assentam as
hemorróidas. O procedimento é de realização rápida e é reputado como menos
doloroso do que as técnicas convencionais de hemorroidectomia. A
hemorroidectomia por grampeamento automático ainda é considerada um
procedimento não adequadamente estudado.
Conclusão

A maior parte dos tratamentos, é resultante de um processo cirúrgico, no qual a


região infectada, deve ser removida.

Pudemos, assim, concluir, sendo que são muitas as cirurgias gastrointestinais,


que corrigem distúrbios e patologias de todo o trato GI. Muitas dessas cirurgias
são de extrema complexidade e exigem total cuidado e atenção, para que sejam
bem realizadas e favoreçam o bem estar do paciente.
Curso Técnico em Erfermagem

Facisatec

Cirurgias

Gastrointestinail

Itamaraju, Bahia 05 Dezembro de 2009


Curso Técnico de Enfermagem

Facisatec

Cleide Santos Ramos

Débora Soares da Silva

Erlane Muniz Lima

Lanna Sáskia da Paixão Santos

Luciana de Jesus Santos

Natiele Barbosa da Silva

Viviane Silva Jesus

Cirurgias Gastrointestinais

Trabalho criado e desenvolvido pelos


Cursando do 2° semestre de Técnico em
Enfermagem. De acordo com a instrução
e acompanhamento do professor Mário
Sérgio Oliveira, responsável pela
disciplina de Clínica Cirúrgica.

Itamaraju, Bahia 05 Dezembro de 2009


Anatomia do Trato Gastrointestinal

O tatro GI é um trajeto com 7 a 7,9 m, que se estende desde a boca, passando


pelo esôfago, estômago e intestinos, até o ânus. O esôfago localiza-se no
mediastino, na cavidade torácica, anterior a coluna vertebral e posterior à traquéia
a ao coração. Esse tubo passível de colapso, que tem aproximadamente 25 cm de
comprimento, fica distendido quando o alimento o atravessa. Ele atravessa o
diafragma em uma abertura chamada hiato diafragmático.

A porção remanescente do trato GI localiza-se dentro da cavidade peritoneal. O


estômago situa-se na porção superior do abdome, à esquerda da linha média,
exatamente abaixo da porção esquerda do diafragma. Ele é uma bolsa distensível
com uma capacidade aproximada de 1.500 ml. A entrada do estômago é chamada
de junção esofagogástrica; ela é circundada por um anel de músculo liso,
chamado de esfíncter esofágico inferior (ou esfíncter da cárdia), que, na
contração, fecha o estômago a partir do esôfago. O estômago pode ser dividido
em quatro regiões anatômicas : a cárdia (entrada), fundo, corpo e piloro (saída). O
músculo liso circular na parede do piloro forma o esfíncter pilórico e controla a
abertura entre o estômago e o intestino delgado.

O intestino delgado é o segmento mais longo do trato GI, contribuindo com


aproximadamente dois terços do comprimento total. Ele dobra-se para frente e
para trás sobre si mesmo, propiciando uma área de superfície de
aproximadamente 7.000 cm para a secreção e absorção, o processo pelo qual os
nutrientes penetram na corrente sanguínea através das paredes intestinais. O
intestino delgado divide-se em três regiões anatômicas: a parte superior, chamada
de duodeno; a porção média, chamada de jejuno; e a porção inferior, chamada de
íleo. O duto biliar comum, que possibilita a passagem da bile e das secreções
pancreáticas, desemboca no duodeno, na ampola de Vater. A junção entre os
intestinos delgado e grosso, o ceco, localiza-se no quadrante inferior direito do
abdome. A válvula ileocecal localiza-se nessa junção. Ela controla a passagem do
conteúdo intestinal para dentro do intestino grosso e impede o refluxo de bactérias
para dentro do intestino delgado. O apêndice vermiforme está situado próximo a
essa junção.

O intestino grosso consiste em um segmento ascendente no lado direito do


abdome, um segmento transverso que se estende da direita para a esquerda, na
porção superior do abdome, e um segmento descendente no lado esquerdo do
abdome. A porção terminal do intestino grosso apresenta duas partes: o cólon
sigmóide e o reto. O reto é contínuo com o ânus. Uma rede de músculos estriados
que forma os esfíncteres anais interno e externo regula a saída anal.
O trato GI recebe o sangue das artérias que se originam ao longo de toda a
extensão da aorta torácica e abdominal. De particular importância são a artéria
gástrica e as artérias mesentéricas superior e inferior. O oxigênio e os nutrientes
são supridos para o estômago pelas artérias gástricas e para os intestinos pelas
artérias mesentéricas. O sangue é drenado a partir desses órgãos por veias que
se misturam com outras no abdome para formar um grande vaso, chamado veia
porta. O fluxo sanguíneo para o trato GI é de aproximadamente 20% do débito
cardíaco total e aumenta muito depois da alimentação.

As porções simpática e parassimpática do sistema nervoso autônomo inervam o


trato GI. No geral, os nervos simpáticos exercem um efeito inibitório sobre o trato
GI, diminuindo a secreção e a motilidade gástricas e fazendo com que os
esfíncteres e os vasos sanguíneos se contraiam. A estimulação nervosa
parassimpática provoca a peristalse e aumenta as atividades secretoras. Os
esfíncteres relaxam sob a influência da estimulação parassimpática. As únicas
porções do trato que estão sob o controle voluntário são o esôfago superior e o
esfíncter anal externo.
Introdução

As anormalidades do trato GI são numerosas e representam todo tipo de patologia


importante que pode afetar outros sistemas orgânicos, inclusive sangramento,
perfuração, obstrução, inflamação e câncer. Lesões congênitas, inflamatórias,
infecciosas, traumáticas e neoplásicas foram encontradas em todos os
segmentos, e em cada local ao longo de todo o trato gastointestinal. Da mesma
forma que com todos os outros sistemas orgânicos, o trato GI está sujeito a
distúrbios circulatórios, controle deficiente do sistema nervoso e envelhecimento.

Independentemente das muitas doenças orgânicas às quais o trato gastrintestinal


está sujeito, existem muitos fatores extrínsecos que podem interferir com sua
função normal e produzir sintomas. Estresse e ansiedade, por exemplo,
frequentemente encontram sua principal expressão na indigestão, anorexia ou
distúrbios motores dos intestinos, produzindo por vezes constipação ou diarréia.
Além do estado da saúde mental, os fatores físicos, como a fadiga, e uma ingesta
nutricional inadequada ou subitamente modificada podem afetar acentuadamente
o trato gastrintestinal.

Determinados distúrbios gastrointestinais muitas vezes podem ser letais e exigem


um tratamento de emergência. Em alguns casos, o tratamento é cirúrgico.

Tais cirurgias são utilizadas para corrigir disturbios no trato gastrointestinal, que se
estende desde a boca, passando pelo esôfago, estômago e intestinos, até o ânus.
Referência Bibliográficas

Tradução de: Brunner & Suddarth

Tratado de Enfermagem Médico- Cirúrgica / 10ª edição volume 2

Suzanne C. Smeltzer / Brenda G. Bare

Editora Guanabara Koogan S. A.

ISBN 978-85-277-1116-6

Outras Referências

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www.googleimagens.com

www.adam.sertaoggi.com.br