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Introdução

Este relatório visa demonstrar os conhecimentos adquiridos na visita de


campo realiza no dia 12 de novembro de 2009. A visita foi realizada na Lagoa
Rodrigo de Freitas, desde a região do Baixo Bebê até o Clube Piraquê.

Trecho Baixo Bebê - Piraquê


Foi possível observar que a região do Baixo Bebê apresentava
depósitos marinhos, era uma zona frágil de subidas e descidas. Também foi
observado que os morros em volta da Lagoa fazem parte do maciço da
Tijuca, pois estão associados aos mesmos processos estruturais, todos
alinhados na mesma direção. Há a presença de diversos paredões rochosos
na região, onde se observas diversas lascas de alívio.

Na foto se observa
uma fratura de alívio.
(vista do baixo bebê)
Na base destes
paredões há solo
transportado, a
espessura destes
depósitos de Tálus não
é significativa, mas é
preocupante.

No topo do paredão rochoso do Corcovado é possível observar a grande obra


de contenção, o que nos leva a entender que a zona de mata no pé do
paredão seja uma região de concentração de blocos transportados, que foram
individualizados pela combinação de fraturas tectônicas e fraturas de alívio.

Em todo entorno da Lagoa é predominante a argila mole, uma região na qual


a argila mole é muito predominante é próximo ao clube militar. Essa argila
mole é um material que pode ser considerado o limite entre o líquido e o
sólido, pois são partículas muito finas que foram depositadas com matéria
orgânica lentamente, logo a água permaneceu dentro desta estrutura.
Quando se é colocada alguma carga sobre este material a água é expulsa
ocasionando a deformação do material e sofre um processo de adensamento,
levando ao recalque do aterro apoiado sobre este material e também das
estruturas apoiadas sobre este aterro. Motivo pelo qual o prédios mais antigos
na Lagoa não serem muito altos, pois seria necessário a utilização de estacas
profundas o que aumentaria consideravelmente o valor das obras.

Nesta foto é mostrado o recalque do muro do clube militar.

Na Lagoa o perfil de solo se mostra melhor do que na Barra da Tijuca pois é


composto de 4 metros de argila mole, 2 metros de areia e novamente argila
mole, essa areia acaba por funcionar como um dreno fazendo a água fluir
melhor, já na Barra a argila mole atinge uma espessura de 28 metros
deixando o terreno muito mais instável.
Esta foto mostra o muro que circula
parte da Lagoa. O gráfico abaixo
demonstra o perfil deste muro.
O gráfico abaixo demonstra o resultado do esforço provocado na argila mole
abaixo do aterro, causando um fluxo de água (demonstrado pelas grandes
setas). A pista afunda conforme esta água flui o que faz com que a argila
mole no fundo da Lagoa suba, o que acaba por causar a inclinação do muro
de contenção.

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