Aspectos da Filosofia Contemporânea do Século XIX

Autor Questão
Comte Quais sãos as características do positivismo?

1) Defende a supremacia da ciência: nós conhecemos somente
aquilo que as ciências nos dão a conhecer, pois o único método de
conhecimento é o das ciências naturais.
2) O método das ciências naturais (identificação das leis de causa e
efeito) não vale somente para o estudo da natureza, mas também
para o estudo da sociedade.
3) O Positivismo não apenas afirma a unidade do método científico
e a superioridade desse método para o conhecimento, mas também
coloca a ciência como o único instrumento em condições de resolver
todos os problemas humanos e sociais que até então haviam
atormentado a humanidade.
4) O Positivismo é uma filosofia otimista que nasce da crença no
progresso humano e social, rumo ao bem-estar generalizado em uma
sociedade pacífica e solidária.
5) Combate as concepções idealistas e espiritualistas da realidade,
concepções que os positivistas rotulavam como metafísicas.
6) Reconhece apenas dois tipos de conhecimento: o empírico,
representado pelos achados das ciências naturais, o mais importante
de ambos; e o lógico, constituído pela lógica e pela matemática.
7) Distinção entre valor e fato. Os fatos eram objetos da ciência. Os
valores, como não eram “dados brutos” e apenas expressões
culturais, ficavam fora do interesse do pesquisador positivista,
nunca poderiam constituir-se num conhecimento científico.
8) Estabelece a distinção entre fatos-mentais, culturais- e valores -
juízos morais, estéticos, etc. Com isso, buscava-se a avaliação e
análise imparcial dos fenômenos, sobretudo dos sociais.
9) Acredita que no campo social há uma ordem natural que, assim
como na natureza, é guiada por leis.
10) As teorias deve, ser comprovadas a partir da experiência
empírica (da realidade concreta), uma teoria só é válida se for
verificável concretamente.

Quais são os três estados para Comte e quais são as suas
características?

Estado teológico: os fenômenos são vistos como produtos da ação
direta de seres ou forças sobrenaturais (fetichismo, politeísmo,
monoteísmo); Estado metafísico: são explicados em função de
essências, ideias ou forças abstratas e Estado positivo ou científico:
as ilusões são superadas pelo conhecimento das leis invariáveis que
regem os fenômenos.

Hegel Por que chamam a filosofia de Hegel de idealista?

A filosofia de Hegel é chamada de Idealista porque para ele o
mundo é manifestação da Ideia, "o real é racional e o racional é
real". A história universal nada mais é do que a manifestação da
Razão.
O ponto de partida para entender Hegel é a sua afirmação de que a
realidade não é substância (coisa), mas sim sujeito, ou seja,
pensamento, espírito. Para Hegel a realidade não é substância e sim
sujeito e espírito, significa dizer que é atividade, que é processo, que
é movimento.


O que é a dialética para Hegel?

Ao explicar o movimento gerador da realidade, Hegel desenvolve
uma dialética idealista. No sistema hegeliano, a razão não é um
modelo a ser seguido, mas é a própria estrutura da realidade e do
pensamento.
A dialética são todas as coisas nascem e morrem. A ideia central da
dialética é que a realidade é movimento. Tudo o que existe contém
em si mesmo o princípio da sua destruição e posterior transformação
em algo diferente.
Como ponto de partida da dialética, Hegel encontra a Ideia pura
(tese), porém esta para se desenvolver, cria um objeto oposto a si, a
Natureza (antítese), que é a Ideia alienada, o mundo desprovido de
consciência. Da luta desses dois princípios opostos nasce a síntese, o
Espírito, ao mesmo tempo pensamento e matéria, isto é, a Ideia que
toma consciência de si por meio da Natureza.

Marx O que é o materialismo dialético para Marx?

O materialismo dialético de Marx diz que tudo se surge do conflito,
que o conflito gera progresso, evolução, tudo se gera a partir do
conflito, conflito é a palavra chave.
A dialética em Marx permite compreender a história em seu
movimento, em que cada etapa é vista não como algo estático e
definitivo, mas como algo transitório, que pode ser transformado
pela ação humana.
Materialismo Dialético parte da concepção materialista da realidade,
para, através do método de análise da dialética, abordar de maneira
mais correta e abrangente os mais variados fenômenos e ainda
descobrir as leis objetivas mais gerais que regem a sua evolução.
Para os comunistas, o materialismo dialético é a base filosófica de
análise e compreensão do mundo e da realidade à nossa volta.
A dialética materialista une pensamento e realidade, mostrando que
a realidade é contraditória ao pensamento dialético. Contradições
estas, que é preciso compreender para então, transpô-las através da
dialética. Marx fala da dialética sempre em um contexto de luta de
classes, diferentes interesses, que geram a contradição. Sendo assim,
o materialismo dialético é uma das bases do pensamento marxista.

O que é o materialismo histórico para Marx?

Todo sujeito é um sujeito histórico que está inserido em um mundo
social e econômico.
O materialismo histórico é uma abordagem metodológica ao estudo
da sociedade, da economia e da história que foi elaborada
primeiramente por Marx e Engels.
Para Marx no materialismo histórico, a evolução histórica da
sociedade se dá pelos confrontos entre as diferentes classes sociais
decorrentes da “exploração do homem pelo homem”, assim a teoria
explica a relação entre os sujeitos, que ele chama de opressores e
oprimidos, que no capitalismo é a burguesia explorando a classe
operária. Desse modo o materialismo histórico, fundamenta-se na
observação da realidade a partir da análise das estruturas e
superestruturas que circundam um determinado modo de produção.
Para Marx, a sucessão de um modo de produção por outro, ocorre
devido a inadequação desse mesmo modo de produção e suas
forças.
Materialismo histórico é um olhar para a própria história, para os
fenômenos históricos, para todos os eventos da história humana e
esse olhar carrega a visão dialética do mundo, pois os fenômenos da
história são dialéticos.
O materialismo histórico é uma maneira de pensar as ideias que
determinam a consciência humana, ou seja, para Marx, são as
condições materiais instituídas pela sociedade que propiciam ao ser
humano sua consciência – pensar desta ou daquela maneira. Essas
condições materiais são determinadas a partir das relações sociais de
produção e da divisão social do trabalho.


O que é a luta de classes para Marx?

O motor da história para Marx é, portanto, a luta de classes. O termo
“luta de classes” para designar os conflitos que existem entre os
membros das classes mais abonadas e os das classes inferiores.
Para Marx, as lutas de classes foram, ao longo dos anos, um dos
vários motivos para as revoluções na história mundial. Marx dividiu
a sociedade em proprietários, representados pela burguesia, e
trabalhadores, representados pelo proletariado, que eram os únicos
trabalhadores.
Assim, ele busca com este termo, luta de classes, definir o confronto
entre duas classes distintas, a burguesia, e o proletariado, que
atuariam como classes antagônicas em meio ao modo de produção
capitalista. Pretendendo caracterizar não apenas uma visão
econômica da história, mas também uma visão histórica da
economia, a teoria marxista também procura explicar a evolução das
relações econômicas nas sociedades humanas ao longo do processo
histórico. O caráter antagônico das relações de produção e
distribuição origina interesses contraditórios que se manifestam na
luta de classes, quer entre as próprias classes dominantes,
aristocracia e burguesia, quer entre estas classes e os produtores
individuais ou os trabalhadores. Este antagonismo assume, por
vezes, a forma de conflitos violentos.

O que é o comunismo para Marx?

O comunismo pode ser definido como uma doutrina ou ideologia
(propostas sociais, políticas e econômicas) que visa a criação de
uma sociedade sem classes sociais. De acordo com esta ideologia,
os meios de produção (fábricas, fazendas, minas, etc) deixariam de
ser privados, tornando-se públicos. No campo político, a ideologia
comunista defende a ausência do Estado.
O comunismo é uma sociedade sem propriedade privada e, portanto,
sem classes, sem divisão do trabalho, sem alienação e, sobretudo,
sem Estado, desaparecendo a divisão entre trabalho manual e
trabalho intelectual e quando o trabalho for uma necessidade social
e não meio de vida dos indivíduos, então, a nova sociedade “poderá
inscrever sua bandeira: de cada qual segundo a sua capacidade, a
cada qual segundo as suas necessidades”.


O pensamento de um dos filósofos do quadro e aspecto da sociedade e da vida atual.

Podemos tomar para nossa reflexão o pensamento de Karl Marx a cerca da força de
trabalho como sendo a mercadoria vendida pelo trabalhador.
A exploração do trabalho se faz presente na sociedade capitalista, a sociedade atual,
onde a classe menos favorecida (trabalhador) possui apenas uma mercadoria para ofertar: a
sua força de trabalho; em contrapartida, temos os capitalistas que detém os meios de produção
e necessitam de força de trabalho para movimentar seu negócio.
O trabalhador por necessidade vende essa sua força de trabalho, por um valor
acordado (salário), na maioria das vezes sem os direitos trabalhistas, cumpre longas jornadas
de trabalho, de forma desumana. Assim podemos dizer que o valor pago por essa força não
corresponde a tudo aquilo que o trabalhador produz ou produzirá.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: introdução
à Filosofia, 3a ed. revista. São Paulo: Moderna, 2007.

MADJAOROF, Rosana. Hegel - A Dialética. Disponível em: http://www.mundodafilosofia.
com.br/ page57.html. Acessado em: mar. de 2014

CHAUI, M. Convite à Filosofia. Ed. Ática, São Paulo, 2000.

PRADO JUNIOR, Caio. Teoria marxista do conhecimento e método dialético materialista.
Disponível em: http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/caio.pdf. Acessado em: mar. de
2014.

RODRIGUES, André Wagner. O idealismo de HEGEL. Disponível em:
http://epigrafeshistoricas.blogspot.com.br/2013/01/o-materialismo-de-arx.html. Acessado em:
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________ O materialismo de MARX. Disponível em: http://epigrafeshistoricas.
blogspot.com.br/2013/01/o-materialismo-de-marx.html. Acessado em: mar. de 2014.

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