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BOLETITú DOS AMIGOS DOS ACORES / ASSOCIACAO ECOLOGICA OUT / DEZ 1989

o ML,Ro xÃo E LIM ME,R.o PErxE

o pApEL DAS FLoRESTAS NA nncrÃo Dos ACorìES

TE,N. COR. JOSE AGOSTINHO - UM AMIGO DA TEIìIìA


VIDALIA:OQUEE?
EDITORIAL

VIDALIA
ZZ-.\
Vidália, o boletim ri r\\
da associação eco- \, \,4
iogica Amigos dos t?
Açores / Associação
Ëcológica, pretende
veiculare vincularas
questÕes pelas
quais esta organiza-
ção regional se de-
bate e emoenha.
Nas suas páginas
são abordados te-
mas oue Íocam e re-
Ílectem os oroble-
mas ecologicos que
Íazem perigar os
ecossistemas das
nossas ilhas.
E feita alusão às ac-
tividades levadas a
cabo oelos elemen-
tos da associação,
bem como as exoe- Pequeno arbustro da Íamí- de a sua introdução eni
dições e visitas de lia das Campanulaceae. a 1850. Apesar de se encon-
estudo realizadas. vidália ( Azorina vidalii ), as- trar em muitas localidades
Tambem o Núcleo sim chamada porque Íoi " e por vezes em granoe
número, sobretudo nas il-
de Ornitologia dos descoberta " em 1842 pelo
has do Pico, São Jorge,
Amigos dos Açores/ seu epónimo Capitão Vidal,
da Royal Navy, cresce prin- Flores e Corvo deverá, se-
Associação Ecologi- gundo Erik Sjogren, ser
cipalmente nas fendas das
ca - NOAA - dá con- f alésias costeiras bem protegida nos seus locais
ta dos prog ressos al- como em vertentes areno- naturais.
cançaoos. sas e abruptas. Endemis- Todos os interessados em
Em duas palavras, o mo açórico,existe em todas cultivar esta planta, uma
Vidáliaéavozda as ilhas dos Açores, excep- das mais preciosas da Flo-
Terra. oue encontra to Graciosa e Faial. ra açoreana, deverão en-
eco e e materializa- Especre de alto valor orÁa- trar em contacto com a
da nos seus amtoos. mental tornou - se basïante ^^^^^ dòòuurdvclv.
il\-rò5d ^^-^^;^^Ã^
popular em Inglaterra des-
O MERO NÃO E ... UM MERO PEIXE
Legenda:
1 - Primeira barbatana
dorsal
( possui raios espinho-
sos )
2 - Segunda barbalana
dorsal
( em Íorma de leque )
3- Duas barbatanas peilo- ., /.
-,taa-_
/'/aj4.i
rais
4-
cas
Duas barbatanas pélvi- I
5 -
Uma barbatana anal
5 -
Uma barbatana caudal
( esta barbatana é arre- Ramo - Gnasthostomata desaparecem, nos adu ltos,
dondada nos adultos etrun- Sub-Ramo - Pisces fica uma mancha amarela
cada nas espécies jovens. Super-Classe - Osteichth- nos Ílancos ) e ainda pelo
Duas bandas na caudal, yes contorno do bordo da bar-
uma branca e outra negra Classe - Actinopterygi batana caudal (arredonda-
interior, justapondo - se à Sub-Classe - Teleostei do nos jovens e côncavo
primeira ) . Ordem - PerciÍormes nos adultos).
Família - Serranidae Mais que por meras carac-
Características: Espécie - Epinephelus terísticas Íísicas, os meros
Cornprimento toÌal Até um guaza (1.) distinguem - se pelo facto
metro iguala Serranus guaza (L.) de terem hábitos sedentá-
Peso - Até trinta kiloEramas outras características do rios e domesticação Íácil.
( outras espécies da Gran- Mero :
Na realidade, vêm comer à
de Barreira Australiana po- O Mero pertence a uma rnão e seguem os mergul-
dem atingir cento e oitenta família de grande interesse hadores Íielmente. Jorge
kge2,5a3metrosde economico já que nela se Prista demonstrou - o, su-
compnmento total ) . incluem espécies comestì- periormente, ao criar " ami-
Habitat - Fundos rochosos, veis como garoupas, cher- zade " com um destes oei-
lanlo o da iníra como cios nes, bandejos, etc. xes. Se por um lado a mer-
circalitorais Bandcjos Epinephelus hor homenagem à sua
( 3te 200 metros ) visii3n alexandrinus 1 Valencien- memória será a protecção
Ìes das grutas e das cavi, nes)-emerosembora incondicional e real a essa
dades morfologicarnente semel- espécie, por outro, dava -
das orlas costeiras. hantes aqueles, diÍeren- se cumprimento ao decreto
Alimenlação - Regime car ciam - se pela cor (cinzen- Legislativo
nÍvoro. 1o claro mosqueado de ne 5/ 83 / A, de 1 1 de Março,
castanho ou então cor legitlmador ( mais do que a
Ficha Técnica : achocolatada ).pelas ban- razão moral invocada ) da
Reino - Anirnalia das ras (aparecem
escu homograÍia do nosso título
Phylum - ChordaÌa nos lancos e na região rnrcial
Sub,Phylunr Verlebra operculJr ou quando estas José Contente
Com oobjectivo de contribuìr para o ção dos Amigos dos Açoíes/ Asso-
ciação Ecclógica três jovens do VISITA DE ESTUDO
conhecimento do povoamento e
distribuição dos coleóPteros dos programa OTLJ / 89
Como forma de alertar e sensibili-
Açores em zonas naturais, decor- A iniciativa foiapoiada pelo lnstituto
zar as camadas mais icvens Para a
reu na segunda semana de Agosto Nacional do Ambiente. Serviços importància do meio ambiente. rea-
uma expedição ao Pico da Vara. Florestais,Câmara MuniciPal de lìzou se, no passado dia 3 de
Estiveram envolvidos no estudo Nordeste e Direcçáo Regional dos Junho,com o apoio da Direcção
dois elementos da Universidade Assuntos Culturais Casada Cultu Regional da Juventude,uma visita
-
dos Açores DeP. de Ciências ra de Ponta Delgada. de estudo à Reserva Natural da La
Agrárias, dois elementos da Direc- goa do Fogo e Lombadas.
OFERTA DE PLANTAS Antes da visita, o Dr.Vitor Hugo
Forjaz proferiu uma mini conferên
cia acerc€ da geologia da r-dgoa do
Fogo e foi dìstribuído um desdobrá
vel sobre aquela Reserva Natural

Um valioso conjunto de Plantas Íirmadas pelo Dr. Alfred


colhidas em diversas ilhas dos Hansen,estão criadas as condì-
Açores foi oferecido aos AMIGOS çôes para a feitura de um
DOS AÇORES pelo Dr Gerald Le herbário,iniciativa que ìrá comple
Grand.Com aquela colecçáo de tar o pÍojecto de Jardim de Flora In
plantas,classificadas por ele e con- dÍgena dos Açores.
NOAA

O Núcleo de Ornrtoiogia dos Amt estudo,uma à Maia e outra Vila hecimento com ornitólogos de ou-
gos dos Açores Associação Franca do Campocom ida ao llhéu tros países, com vlsta a um engran-
Ecológica neste verão tem intensi Uma das pretensÕes do NOAA e decimento semPre crescenÌe Õa In-
ficado as suas actividades, imPri ainda no mês de DezembÍo Partici vestigação da Íauna ornìtolÓgica
mìndo - ìhes nova dinâmìca. Con- par num programa de intercâmblo açonana.
tando 14 elementos, levou a cabo juvenil europeu,por forma a conferìr
no mês de Agosto duas visitas de aos seus membros trocas de con

ENDEREÇOS UTEIS,

AN4IGOS DOS AÇORES / TEOFILO BRAGA GUALTER CORDEIRO


ASSOCTAÇÁO ECOtOGICA n. vdP rdu vuì (rú | v IeleÍ.27245
Apartado 29 Pico da Pedra
9500 Ponta Delgada 9600 R Grande NUCLEO DE ORNITOLOGIA
feief.91774 Te]'et.91774 Marco Paulo Gomcs
aLlc
TeìeÍ 26526
FRANCISCO BOTELHO GEORGE HAYES
Rua das Almas, 3 Telef 31820
Pico da Pedra
9ô00 R. Grande
AS FLORESTAS E O SEU pApEL NA REçtAqAçABEqa _

A FLORESTA ,'z :

As Ílorestas são,sem dúvida,o


cobeno maÍs impoÌ1ante date-
rra. Ocupando 40"/" da área
Ìerrestre,contém cerca de
90% da biomassa aíexistente.
A Íloresta é muito mais do que
um conjunto de árvores para
produção de madeiras, possui
um largo impacto positivo nas
áro:c nrto rê\/êctê ê- para c2s'êctêc rrllimnc nrìr cUa VgZ ano, anulando os efeiÌos das
além desÌas. aãn
)dv r hrnn
d udòË -l;-^^+-',-l^
dil| tu|tdt uu -^i
d|t- enxurradas ou secas.
Constituindo o cobeno climax mais como o javali (0.7 kE). De todo esÌe processo, res u lta
potencial da maioria das re- toupelras, salamandras. etc. um acréscimo de 8 t. de ma-
nines anraqpnt2-cê cOmO a Desta decomposlçâo. o solo e oeira utilizável.
estrutura ecologica de maior anualmente enriquecido. lv'las, para além desÌe beneíí-
equilíbrio entre o ambiente numa adubação natural, com r:in ìmeclialn nnclp-ce rclifaf a
Íisico e o biológlco. Daqui, por 129 kg de azoto,12 kg de fos- ilenãn
rlaYov nr'o
Yuo,
do
uv rrme
uiÍ'd Ílnrn-t-
llulYòld
um lado, a sua elevada estabi- Íoro e 1 15 kg de potássio, para muiÌos outros proveitos pode-
lidarla a rocicïÂnnir aiém de outras. As 4 Ì. de fol- rá o homem retirar, dírecÌa ou
autope rpet u a n d 0-se, se ndo has e Írutos verdes servem de inr-lirer:t:monte p ôrp Uma
pouco sensÍvel a disturbios ou sustenÌo a um conjunÌo gestão correcta ÌransÍorma. a
variações ponÌuais (como um enorme de herbÍveros, como nur'Ìra f onte auto-renovável de
ano parlicularmente seco,por insectos, aves (1 ,3 kS) e mriliinlnc honofíninc
exemplo),pois ela propria re- mamÍferos, como o veado (1 ,2
cria as condiçÕes edáÍicas que Ir . A
 puililcaçijo -
ks) ^',;i{i^-^a^ ^^ ilr,corn
uo
necessÌta e fomenta a evolu- No entanÌo, para que Ìodo este a oxigenação, mas também
ção positiva do substrato. biosistema Íu ncione, numero- nnm r rlocnnlr rinãn

Por outro lado, a elevada prc- sas subslâncras têm de ser Nu merosos poluentes atmos-
dutividade que a acompanha, crcillaoas, represenïanoo
aiali--n-^ -el'rcos
íÁ,.i^^^
sao arrastaoos
^Á^ -".^^+^!^^ .para
o
aiiado à criaÇão consequente uma actividade dinâmica c solo (pelas chuvas, por exem-
Àl^^r^ +-^^^{
de numerosos habitats, leva a regularizadora, destes ele- pro). r\esle,
^l^\ sao
^Ã^ Iranslorma-
uma grande diversidade de menÌDS Íísicos: libertam-se 15 dos em substáncias inoÍensi
ô^^;^
urValllJlllUJ.
^r^-ôiôm^ô ìYlrUU U
^ òUpurLç
^,rn^dê t. de oxigénic por ano, sendo VAS.
para uma caoera
^^!^i^ ^^,,iri brada
equtt daqui o contributo mais impor-
de seres vivos que. assenÌes lantç'. õArA aì ênrinlê.imentO 2. Reserva de Íorma de
na prodlt,v dade das árvores, â^ ^^--^
oa ^+'-^^í^-^
nossa aÌmosIera ^ para
e ^^ a la vida, com interesses imedia-
Íaz ÍuncÌonar o ecossisÌema. debililada camada de ozono. tos paisagísÌrcos e cinegétrcos
LJqra Íloresta ïe-ne'aqa da A p.ecipitacao é rep,arlida pe- p nnlpnr'ì:i<. cnrnn hrn69 gg
F-rona
--'"r*'.Y"'F oor exerrn Õ noss- los vários subsistemas, pas- genes selvagens, basê Õo
(por ha):3131. de árvores e ar- ^è^A^
)dr A^^A^ é>
uu uvìuç -^ a^tt. ^ nôl^c )
tuil td>. n^e.norârenlo de espectes
PC|V
b-sÌ'os e 2 L de herbáceas troncos, húmos, solo, e1c., ag ranas.
que p'odJze- actualmente 1 5 causando um escorrtmento
t. de Íolhas, ramos e raizes qtrnorf le : docnrozí'rol
--,'-'. o qre
-odas. base pa.a 0.3 t. oe ev Ìa a erosão e torna a chega-
n F.-atÁrir^ /. UU rí,-
u 9uÒ Ç ^ L À^,^
uéutYt td). v.4 at anlílorn nrr ri:.1'ô COntl-
d,a
verlebrados e 0.6 f. de minho- ^-a e regulada ao lorgo dc
AS FLORESTAS E O SEU PAPEL NA REGIAO AÇORES (21

3. Regularização do ciclo de equilib;adas, em bacias de recep-


substâncias, muito parÌicularmente çao de água, leva a um regime inde-
da água. Tem sìdo reconhecido o sejável e a uma má qualidade das
papel eÍicaz - quando devidamente mesmas. ouer um quer outro aca-
planeadas - da floresta na regulari- rretam gastos públicos, perca pro-
zação das várias fases do ciclo da gressiva de pontos de água e gra-
âgua. ves consequências na saúde públi-
E conhecidaa impressáo de que as ca. A vegetaçâo natural é a que,
Ílorestas fazem aumentar a pluvio- sem dúvida, melhor corresponde a
sidade. Esse Íacto deve-se, em êct2c êYinÂnaiâ<
grande parte, à prcciprtação oculta. No entanÌo, quando tal náo for
ou seja, à ìntersecção da humidade aconselhável é importante a opção
atmosÍérica e nevoeiros, tÍansfor- por coberto mÌsto, com diversidade
mando-os ern água escorrente das espécìes dominantes, evitan-
para o solo A sua importância é tal do-se as de crescìmento rápido.
que, por exemplo, a Íertilìdade e as:
culturas na ilha da Madeira depen 4.Da sua toleráncia em relação ao
dem deste Íenómeno. De facto, substrato, a floresta torna-se o co-
pobre em nascentes, a maror parte berto mais aconselhável para solo
da água que dispoe é trazìda pelas de baixa capacidade, seja pela sua
" levadas " da parte alÌa, onde as natureza incipiente, seja pelo decli-
urzes arbóreas retrram dos nevoel ve. E só a Íloresta poderá
ros o caudal utilizado na agricultura. contribuir para recuperar e enrique-
Em certas zonas. a drferença da ceÍ esses solos, tornando os pro
precipitaÇão total de uma zona dutÌvos e melhorando.os progres
coberta por outra sem floresta é de sivamente.
276.0 mm contra 36.I m. Infclizmcnte, murtos solos de apti
Nos Açores, uma fase fundamÉlntal dão tlorestal sáo forçados a outras
do ciclo é reguìada pelo coberto de produçÒes, por vezes com injec-
musgos que,em altitude, revestem çces de adubo. que mars não passividade da crença que a rocha
quase 100% dos troncos e solo, cíiam do que uma momentánea que a rocha também poderá prodLt-
nas florestas espontâneas e nas Ce produtividade, acelarando a esÌeri- zi.
gestão equilibrada. Ìidade e o seu desaparecimento. No Pico, por exemplo. uma ilha geo
A sua c..rp..rcidedc dc rctcnqao Cc Err rnuitas zonas do pais. estas logicamente lovem. pretende-se, à
água vai até 10 L. para 1kg. de cÌrÊntdçÕcs levaram âo rompimen f6rçs 6rìar uma produção pecuária
musgo, águaqueé, lentamente, to do equilibrio natural, eliminando que os solos esqueléticos (quando
ct-.dida ao solo, permitindo assim a oslrutura e propriedades do solo, er'stem). não poderão suportar.
clim inar a crosão e regular as reser degradando a sua farna e criando negando'se a sua vocaçáo prova-
-^^At.^^- .^,t , t^-^,
vas de água. Muitas das nasccntcs LU'
'u'VvsJ Poi o u ovo,-^ \u uo ucrrl da para a f loresta que, praticamen
cnì altitude são directameÍìte 3li :'i-J?ìo No Algan v ordc este' Ie. tooa a ita- possut.
ilnii ^^- À l- T.
^,,i J\a rercelra
mentadas por este arnrazónr bioió p'oceslo Já va numa fase .ld anÌa o coberto ÍloresÌal disÌrÌbui-se por
gico de água. da. iniciou-se r";ma bataiha atroz cerca ce 5 000ha de a'ea floresta
N4,ìs. â1.ï'ì dl quant dldc. d cspes nrrf, lêni-ìr hlnn ror-ln dr
ud ô
Y II qônh:
Jvurra .1ô
rç \/ôô^'^^=^
vsguLd\du
sa çrmada dc solo flore stal e o seu Noutros locâis tal náo é possrvei natural. No entanto a ilha possui
cÍcito tanìponizantc aumcntant a e Porto Santo nìantém-se como il-^i-
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rdr5 e uvvr ^^^--^
^,,^ cPsr
^^^a^a quv rdò deve
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rrdò. aì i^-,'.
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G ìÀ.- i-
lÍiJ\-^iAtu,tür' ì^.,
LrJ JgLj,t. ()pspolLllnoo
- i.-^^^ uu 9uu . rrJJ uú:Yr - riam suportar Íloresta. para alem de
a c enriqucc.'ndor ,'n' rrncr.ìis. t ficação tarrbenr e possível. 500ha com unì cobei'to arbustivo
Nl^- - 5rtudç<u ^-^ c^ ó^l dae.edsda ^r.p noderr <êr rentabl
Nos Estados lJnrdus, os tocnrcos r\u5 ãlurú5
^^^Ì^. d ^'r'.-^Ã^ rdu ilrLi-
l.- ,r-l^ ,^- trSLrlUr)5
uLì E-r-n^- dU -r- À ,.,,
UJHnì p(\r hnr n onr q .hcÌttt t,a-iô d. ' rrna I zado
9Jil5
.f rt, ìnonc,roq cnrvicnq nreg1.1lg3 pol,lrcJ oe plotecçáo totãl do Solo.
.r\ ,ìq r'ôr{\ql.lc noc l^rn..c dL' 86o p.ìt nìonio nio renor al el que pela (conr nuaJ
C(' àg-.ì poÌ.ìv( l 6io oo *JJi'ir,ì J(.\ antudü desl,rs ith.rs e',erdaJei
2"ri. de Íorragcns c 6:; ao tur snro ramcntce xlguo assrste se a unta
Nos AÇorcs cstc problcnìiì é pcr InI('-StilCaciìO O.t r \p .-'.tçJO nìay EDUARDO D AS
rÌìcnte e (-.x gc iìcçÒcs rcqt] adoras nla conr percas de io.ú aìdas de (ASS STËNTE DA UN]VEBS]DA
cliciL'Íìtos A dcstru cão di-. I orcstas so o olrccÌamenle para c Írar na DE DOS ACORES)
_ JoSÉ aqagn4 onlnruolq4Lco_olr TERRA
O Ten. Cor. José Agostinho. Ài,i^i-^ rvtivduu)
vil t9toir/ -^ri',-i^- ^^1. i^+^
us E-
Pçrd
cujo centenário da morle oco- sa do me o amb ente,'oid ve'-
rreu no mes de Março do sas vezes hon'enageaoo e
passado ano de 1 9BB, era um dislinguido com o Grande OÍi-
homem de renome inÌernacio- cialato daO'demde Sart lago
n:l nrro co ìnÍarocerrta aola !-
ua
E-^ai-
LJPOUA, -
q ìI^i-lh-
tvrçVOr id :^
Us
Natureza e sua conservação. Ouro da cidade de Angra do
-f^^^^
rerìu(J n'PUUilciiuo
rhli^-n^ i^'',
tÍtumeras Heroísmo, as ordens de CrisÌo
ooras,
^H.-^ murÌas
-,,i+^^
gas
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quals
^,,^i ver- e de Aviz, bem como o Grau
sando temáÌica ambientalisÌa, )^ õ^,,^t,."-
UE !^ T^--^
VdV dlgll U Ud ^ L-Jyq
I U lú E Fcn:_
colaborou enÌusiasticamenle da e a Medalha de Bons Ser-
com os Montanheiros, bem
como com diversos organis- Sáo homens ilusÌres como o
mos internacÍonais. e sempre menos climatérrcos e
mete- Ten. Coronel José Agostinho
nn Âmt-'i+n,{-
rru or rrvrru ua ^-^^l^^í^^:^
vJPçtçutuvrd. reologicos no arquipélago dos nrre ennr:nrìoaêm r!c
^.
^ar
vulcanologia e sismologia. Açores, cabendo-lhe a honra grrvvrsuçrrr
^^^Hr^^^'- -f, ^:{"i- ^
P6il ra ç ilo,lï,-
José Agoslìnho Íoi Íundador de ver o seu nome consigna- DUem em murÌo para o apro-
i
da Sociedade Francesa cje do ao Obsei'vatorio Metereo- ÍundamenÌo da Oência, inÌe-
\
Estu<jos Ornitologicos e oresi- logico José Agosïinho, em 'essp nela Nàt||rê7à e SUa
dente da Sociedade de Estu- Angra do Heroísmo. cofnpreensão.
I dos Açorianos AÍonso Cha- Semnrp rêaêôlivô nrra COm
Ì {nnÁ
\/êc oelraì^rr rlirrorcnc
u.vurJvJ rvllv- tnrÌnc
LUUVJ :nrreloq
syuu'wr e
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DESAPARECEU UM GRANDE AMIGO


DA TERRA
Humberto Manuel Furtado Costa,presidcntc do
Conseiho Fiscal dos AIúIGOS DOS AÇOFES
rainr^^'
ASSUUIAçAU t(; OLOUlUA.deiÁou
^^'^ nos f rsicamnn
te no dia 20 dc Agosto de 1989 Este desde sempÌc
grande amante da Natureza e da Vida,com aperìas 38
anos cie idade,viu-se repentinamcntc a braços cori.t
uma in justa doença incurávelque enr mcnos de 1 ario
o venceu,perante a Ìmpotência e a dor de todos os
Amigos da Terra,em especial daqucles com quem
m;is conviveu em inúmcras reunioes passcros c
vÌsitas de estudo. Até à última hora oreocuoado e rc-
voltado com a faita de consciência ecológica que por
aívar,o Humberto Costa era um profundo conhecedor
de todos os cantos naturais da sua ilha de
S Migue.'l ap,6veitando todos os sLLts lcmpos .,vr.c
para expicrá-la em longas camrnhadas a pe.Fr;r ca
iì i

t
::, in
sado com a Sra. D. lúaria do Rosáric Me;lo Tavarcs
Cosla e deixa dois Íìlhos mcnorcs a Maria
':.Ì:,ìi\,-\ÌLl Joáo,com 9 anos,e o Tiago,com 2 anos.Os Al'úIGOS
:: irrrir lì:

i!. l+: DOS ACORTS ASSOC.AÇAO FCuIOC CA rc


cordâ lo ãc semprc com saudadc e tudo Íarão par:ì
..!r11'. rN::':.
cuí-Ì'ìprrr o seLl desclo oe íazaí dos Acore:s uÍTìa tcrra
i' orìde o respc lo p.j a Natureza É-. al vida sL.la uma to
aiidade.
.i:|
rr"tltÌÌ.ì.i.,
,\";:,
ERMIDA DE SAO JOAO . A ESPERA DE BEç9XSïELçAo _

" Fntre quantas existiam em ilha, se alolara naquele sitÍo mentos na reÍerlda ermida.
Vila Franca e a incúria dos um nobre cavaleiro, que vota- Esta Íoi deixada ao abandono
homens deixou abandona- ra erigir um altar a São João, e acabou por arrulnar-se.
das. a ermida de S. João pare- se de lá saisse a são e salvo, Ligada à hlstória do nosso
ce desaÍiar o tempo, mostran- como aconteceu"(++). Per- povo e da anÌiga capital de S.
do a quem peflo dela passa as tenceu ao vinculo de Jorge da Miguel, a ermida de São Joáo
suas velhas pare<1es e parece Mota, Cavaleiro do hábito de bem merece que se gaste
que pedindo a mãos genero- Aviz, pai de Petronìlha da algum dinheiro na sua recons-
sas que a salvem da ruína Mota, a primeira Íreira micae- trução. Em 1982, "A Crença"
Ìotal." lense e condessa do Conven- reÍeria o interesse do actual
Ìo de SanÌo André. proprietário do terreno em
(in "A Orença' 3/3/85) Já em '1 696 a ermida de São ceder o que Íosse necessário
João necessitava de algumas a sua reediÍicação e que exis-
ri^- i^+^r^-ê^^-ô
A cerca dc 2 km de Vila Franca reparaçÕes. em 181 1 o Bispo ildllÌ PU55Ud5 llltulu5>dudò
,^ vdltìPU, d^ rldòucrrtv
uu ^^-^^ ^^-^^^'^ da Ri_ D. José D'Azevedo concedeu em recolher Íundos e mover
l^il,,^^^i^,- Àa
beira Seca e a poucas deze- u p,atv d^
uY urr qrv
r,'f -^,1
Pdrq YUs
^.râ ^ttÕ
lÍÌlluelluld5 Pdld d5 uuldò
^hrra uË
nJS de melros d.r Estrada Íossem realizados alguns mel- reconstruÇão da ermida
horamenlos em várias ermi- (.)ndp pcÌãn cssas nesSOaS?
i Regional eÍìconlra'se. trans-
lormada num montào de pe das, entre elas a de S. Que Íizeram nesse sentido?
rìrrc uuuurrur
nnhori:c nnr rm cil' -^^
J:rvouu, l^À^ "{i^r^
JOdO. ilÍr(lo o
^ qJar díìo.
rn se
uroJ Pv: urI ^,,-l
S .ln:n nUe tal
r e'nirj.r op assim se não cumpr f . se não T. B.
conìo (ì de S.rnte CaÌarin.r. ^-J.-^
PUUgtd rYrd)
-'- uçre
Lrdr- --'^braro (++) H istó ria das
cst.r consttuid,ì dentro da p'9- Santo SacriÍLc o nem dar-se In.pi:c Corve^tos e Frm'das
pria Vrl.r.sobrev veu à desÌru - culto público". lr,4 cae enses:Urbano de Mer-

ç,ro de Vrl.t f r"tnc.r pr'o terr-ì O último adm nistrador do vin' donça Dias
.1
nroto de 522. .r .õê.lnrnpc:
uvr9v vq h,1nt: 9fy,lg1-
A^Ìe'or cìo 1e'',ì"'olo. n.1o se gado Lu s Franc sco Rebelo
sabe querr a ediÍicou, nras Rnrnpc dp C':strn .rnos a et
conìiì se que no le nìpo dos !^ !^^^,-^*i-^^Ã^
OC CÊS,ìÍÌìOflrZaÇAO. I,COU
^-. {
Se-
pr nìe ros povoiìrììenlos Õtì obrigação de apltcar rendi-
BARBUSANO PREOCUPADO COM A MADEIRA
No mês de Outubro do PUBLTCAÇÕES DTSPONÍ-
passado ano, formou-se no VEIS
Funchal um clube denomi-
nado Barbusano, que é ac- Para além dos livros e re-
tualmente constituido por vrstas gue poderão ser
cerca de 400 alunos e 40 consultados na nossa bi-
proÍessores da Escola Se- blioteca, enviaremos pelo
cundária Francisco Franco. correio a todos os interes-
Este clube surgiu após uma sados as seguintes publi-
série de diversas acções de cações:
âmbito ambiental, levaoas - Fstado actual e perspec-
acabo porum grupo de pro- tivas das energias renová-
Íessores de GeograÍia da veis nos Açores, Francisco
reÍerida escola. M. S. Botelho (100$00)
Semanalmente, realiza o - Revista de lmprensa re-
Barbusano, passeios a pé, lativa ao ANO EUROPEU
corn o principalobjectivo de DO At\4BlENJTE (t 00$00)
Íomentar nos aiunos e nos - Fauna do nosso Ambien-
proÍessores o interesse te (3), O POLVO, José
pela Fauna pela Flora e Contente (100$00)
também pela Geologia - Monografia do Pico oa
daquele' Arquipelago Ma- mobilístico; o constante Pedra, Gilberto Bernardo
deirense. aumento das áreas planta- (300$00)
O Barbusano, desde o seu das com eucaliptos e a - lntrodução ao estuoo e
início, não se tem mantido enornìe expansão da zona observação das aves,
inativo, diversas tem sido turística, que arrasta consi- Nuno Oliveira (200900)
as suas acções no sentido go a perda irreparável de - Alguns aspectos da in-
da preservação Ambiental, solos agrícolas. Estes são tervenção humana na evo-
dando-se destaque para as apenas alguns dos mais lução da paisagem da llha
Primeiras Jornadas de graves problemas que as- de S. Miguel, José M. Mo-
Educação Ambiental, reali- solamaMadeiraecontra reira (750900)
zadas no passado mês de os quais o Barbusano rem Com excepção das duas
Maio. Paralelamente a isto, vindo a lutar. Mas esta não últimas publicações, as
desenvolve ainda o Barbu- pode ser uma luta solitária, restantes serão enviadas
sano,'medidas que possam deve ser sim uma união gratuitamenle aos associa-
mtnorar a situação algo entre todos, de modo a que oos com as quotas em dia,
alarmante que se tende a possam ser mantidos todos bibliotecas, escolas e ou-
alastrar no Arquipélago da os valores Ambientais do tras instituições sem Íins lu-
Madeira. No que concerne Arquipélago da Madeira. cratrvos.
a Ambiente, as principais
preocupações são as ele-
vadas taxas de poluição Contacto : Barbusano - Clube de Ecolooia
atmosférica e sonora, como Escola Secundária Francisco Franco
consequência do conrrnuo Avenida João de Deus
aumento do parque aulo- 9OOO FUNCHAL
SALVAR AS CANARIAS
O território das llhas Caná-
rias, vem sendo submetido
a um processo de alteração
e destruição dos seus es-
paços Naturais, dos recur-
sos não Renováveis e limi-
tados com,c o solo, a água,
das espécies autoctonas e
dos seus valores de identi-
dade.
O Turisnro, como nova
MONOCULTURA, está a ç
desarticular a economia,a
vida social, e a agravar diá-
riamente a dependência ao
exlerior a todos os níveis. A
urbanização turística des-
4
controlada está a converter
as llhas em grandes man- Íes naturais, o excessivo matéria urbanística e meio
chas de cimento e betão. aumento do parque auto- ambiental, assistindo im-
A Economia caracteri- mobilístico, o destino de um passível a um sem número
za-se por um desenvolvi- solo, só por si limitado, Ce infracçóes sem tomar
mento centrado cxclusiva- onoe permaneça a presen- qualquer posição.
menle no seclor Terciário, ça militar, as condiçóes de Urge Íazer algo para
provocando um lento desa- viCa análogas às do Tercei- Írear esta situação de des-
parecimento da agricu ltu ra, ro Mundo. sofridas oor uma truição. que cada vez mais
da pesca e da pecuária. Por população amontoada em avança a passos largos. Se
outro lado, as novas Macro- pequenos ghettos, que esta alarmante degrada-
centrais que iráo ser insta- conlrastam com o luxo das ção continuar, iremos as-
ladas, de modo a combater urbanizações lurísticas. a sistir em breve à perda de
a carência excessiva de permanenre ameaça ante um valioso e irrecuperável
energia provocada pelo tu- os detritos toxicos e nuclea- espólio ambiental, por isso
rismo, irão poluir o ambien- res, lançados pelas gran- é cada vez mais premente
te Tal siluação poderia ser des poÌências ao largo das salvar as Canárias.
evitada se as Fnergias costas Africana e do Atlân-
Renováveis daquele Arqui- tico Sul. Estes são os gran- Contacto:
pelago Íossem usadas. As des problemas que amea- Tagoror ecologista
Canarias sao ricas em mui- çam constantemenle a na- ACHINECH
tos tipos de energias reno- tureza e a vida em geral das Ap. 11.036-Sta.Cruz de
váveis, destacando-se a llhas Canárias. TeneriÍe
energia geolermica, a ener- O vertice dc loda esta lslas Canarias
nir cìaq nnrJac o a ooljç3. pirâmide é o Governo Auto-
Os incêndios periódi l-ìrìt]lô Govprno
'v
nr
YUv
ro lig
cos, a faila de planos de cumpre, nem detxa cum-
emergência anle caÌasÌro- prir. as ieis vìgentes em
10
BREVES
CIENTISTAS ESTUDAM
GRUTAS O projecto que contou com o
VULCÂNICAS apoio Íinanceiro da National
Geographic Society (USA)e a
Uma missão cientíÍica das colaboração do Depaftamen-
Universidades de Edimbourg to de Ciências Agrárias da Uni-
(Escócia)e da La Laguna (Ca- versidade dos Açores. dos
nárias) realizou nos Açores, no AMTGOS DOS AÇORES /
passado mês de Julho, inves- ASSOCTAÇÃO ECOLOGTCA
ligaçÕes sobre a Íauna e Ílora e dos Montanheiros estendeu
das grutas vulcânicas e das - se pelas ilhas de S. Miguel,
correntes de lava. Pico, Faial e Graciosa.

MUSEU ARQUEOLOGI. Museu Arqueológico I ndus- volvidas durante a segunda


CO INDUSTRIAL trial na cidade de Ponta metade do século XIX e pri-
Delgada. meira metade do século
A Associação Arqu eológica Com vista a criação do XX.
do Arquipélago dos Açores museu, aquela associação
apresentou ao Governo propoe-se proceder à in- Contacto: Largo do Bom
Regional dos Açores um ventariação de todas as ac- Despacho no1, Arrifes
projecto de Íundaçãode um tividades industriais desen- 95OO PONTA DELGADA

AMEIJOAS DE S. JORGE
PROTEGIDAS
APRENDENDO COM OS NOSSOS AVOS
Com a publicação do De-
creto Legislativo Regional A JARROCA OU SERPENTINA (ATUm
ns6/89/Aque criaaârea
ecológica especial da Cal- Apanha-se asocaemAbril e Maio. Lava-se muito bem
deira do Santo Cristo, as F,lls^p^a-ï,_1oda gom urna Íaca para lhe tirar, a pele.
uepors, mot-se num moinho de carne e deitajse a
ameijoas bem como loda a polpa. num alguidar com água que se muda duranre
zona circundante da caldei- Tfe-sor99 Emsegutda, escorre-se e póe-se numtabu_
telro aÌe secar bem.
ra estão protegidas. Fecha-se em latas esta Íarinha eue serve para Íazer
De cordo com a nova legis- vdpaJ.
lação, ficam sujeitas a re- E Lm boqr remedio para a diarreia de pessoas e
anrmats. tamDêm serve para Íazer gomá. para tal,
gras especÍÍicas as seguin- dissolve-se, em água Íria,'a Íarinha dé iarroca, iunra-
tes actividades: trânsito, se ag ua aÌervere, enquanto morna, molha-se a iouoa
pesca e caça, captura de que se poe a secar.Atnda humida passa_se o Íerro áté
e nxuo ar.
ameijoas, depósito de resí- Em. témpos de fome, o povo ia pelos ,.biscoitos" e
duos, produção de ruídos, II3l3: p|_o.c9rarsoca de larroca è soca de Íeto para
TazerÌannn,a com que preparava uma massa que era
inlrodução de espécies ani- cozroa em oolos. no tltolo.
mais e botânicas. colheita (lnÍormaçÕes recolhidas iunlo da Íamília Raooso oas
de plantas e realização de Manadas. pelo Centro'de Jovem Natulalislas _

S.Joroe)
obras.
HUMOR

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CAN/ARA MUNICIPAL DA RIBEIRA GRANDE
CASA DA CULTURA DE PONTA DELGADÁ
DrRËCÇÃO REGTONAL DOS ASSUNTOS CULTURATS