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I – LUGARES SELETOS DO Pe.

ANTÔNIO VIEIRA

CORAÇÃO —“Para falar ao vento, bastam palavras;


para falar ao coração, são necessárias
obras” (Sermões, 1959, t. I, p. 15).

ERRO —“Nenhum homem é tão sábio, que não


esteja sujeito a errar” (Sermões, 1959, t.
IV, p. 13).
—“Os erros e as ignorâncias, é certo que
são muitos mais que as ciências, porque
para saber e acertar não há mais que um
caminho, e para errar, infinitos”
(Sermões, 1959, t. VIII, p. 209).

ESPERANÇA — O não “mata a esperança, que é o último


remédio que deixou a natureza a todos os
males” (Sermões, 1959, t. III, p. 278).
—“As esperanças que tardam, tiram a vida”
(História do Futuro, 2a. ed., p. 59;
Imprensa nacional — Casa da Moeda).
—“Esperança: última âncora da vida”
(Sermões, 1959, t. V, p. 265).

ESPERAR —“Não há maior tormento no mundo que o


esperar” (Sermões, 1959, t. V, p. 210).

JUSTIÇA —“Ao mesmo Demônio se deve fazer justiça,


quando ele a tiver” (Sermões, 1959, t. III,
p. 329).
—“Não hei de pedir pedindo, senão
protestando e argumentando; pois esta é
a licença e liberdade que tem quem não
pede favor senão justiça” (Sermões,
1959, t. XIV, p. 302).

LIVRO —“O livro é um mudo que fala; um surdo


que responde; um cego que guia; um
morto que vive; e não tendo ação em si
mesmo, move os ânimos e causa grandes
efeitos” (Sermões, 1959, t. X, p. 57).

OLHOS —“Os olhos têm dois ofícios: ver e chorar; e


mais parece que os criou Deus para
chorar, que para ver, pois os cegos não
vêem e choram” (Sermões, 1959, t. IV, p.
274).

OPINIÃO —“Até entre os anjos pode haver variedade


de opiniões, sem menoscabo de sua
sabedoria, nem de sua santidade”
(Sermões, 1959, t. IV, p. 216).

PALAVRA —“Quem fala muito não pode ser verdadeiro


em tudo” (Cartas, 1971, t. I, p. 110).
PALAVRA, — “É cousa tão natural o responder, que até
SILÊNCIO os penhascos duros respondem e para as
vozes têm ecos. Pelo contrário, é tão
grande violência não responder, que aos
que nasceram mudos fez a natureza
também surdos, porque se ouvissem, e
não pudessem responder, rebentariam de
dor” (Cartas, 1971, t. III, p. 572).

PEDIR —“A mais dura cousa que tem a vida é


chegar a pedir e, depois de chegar a
pedir, ouvir um não: vede o que será?”
(Sermões, 1959, t. III, p. 278).

TEMPO —“Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer,


tudo gasta, tudo digere, tudo acaba”
(Sermões, 1959, t. IV, p. 289).

VALORES —“As coisas grandes não se acabam de


repente” (Cartas, 1971, t. I, p. 89).