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INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA CÉLULA

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA CÉLULA

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Profa. Ana Meyer .

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA CÉLULA

Até meados dos século XVII, a organização dos organismos era estudada somente macroscopicamente, principalmente através da anatomia. No início no século XVII, o inglês Robert Hooke (1635-1703) desenvolve um aparelho denominado de microscópio, que permitiu a descrição da estrutura celular da cortiça, um tecido vegetal de revestimento. Em 1675, Leeuwenhoek aperfeiçoa o microscópio e descobre uma grande variedade de formas de vida unicelulares. Em 1824, Dutrochet conclui que todos os tecidos, animais e vegetais, são compostos por pequenas unidades, as células. Nos anos seguintes sucessivas descobertas levaram ao conhecimento das organelas celulares e a elaboração da Teoria celular. A teoria celular afirma que: (1) Todos os organismos são constituídos de células. As células são componentes fundamentais de todos os organismos vivos do planeta Terra. Cada célula dá estrutura e funcionamento ao ser vivo do qual a célula faz parte. (2) A célula é a unidade morfológica e fisiológica dos seres vivos. A atividade de um organismo depende do funcionamento das células individual e coletivamente; a célula é a unidade através da armazenada, liberada e expressa. (3) Toda célula é originada de outra célula preexistente A continuidade da vida tem base celular, a célula possui os mecanismos de transmissão da informação genética. qual a matéria e a energia são adquiridas, convertidas, reservadas e utilizadas e na qual a informação genética é

Os seres multicelulares podem ser compreendidos como uma complexa "edificação" onde células semelhantes se agrupam formando tecidos, e estes, os órgãos. Os seres multicelulares são constituídos por diferentes tipos celulares, que diferem em tamanho, forma e função. Dois fatos notáveis sobre as células devem ser observados, primeiro é a diversidade de tipos celulares. O número de tipos celulares é muito grande. Em nosso corpo há mais de cem tipos celulares distintos. Os vegetais são constituídos de células anameyer@onda.com.br

Profa. Ana Meyer . diferentes das que constituem os animais. O segundo fato notável, é a similaridade. Cada célula é uma unidade completa diferente química e estruturalmente do seu ambiente e que possuem independentemente da sua função um plano estrutural básico, com um grande número de estruturas internas, as organelas, que são semelhantes ou iguais em muitos tipos celulares diferentes.

ESTRUTURA GERAL DAS CÉLULAS EUCARIONTES

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MEMBRANA PLASMÁTICA A membrana plasmática é um envoltório que delimita a célula. Quimicamente, a membrana plasmática é composta de lipídios e proteínas Como resultado, a membrana é uma estrutura flexível, embora resistente, que permite à célula mudanças de forma e tamanho e regula a passagem de substâncias entre o interior da célula e o meio. CITOPLASMA: Denomina-se citoplasma todo o conteúdo celular. O citoplasma é composto de um colóide aquoso no qual estão imersas as organelas celulares, enzimas, , íons, aminoácidos, nucleotídeos, ácidos e estruturas onde ocorre a síntese de proteínas, os ribossomos. NÚCLEO É em geral uma organela esférica, delimitada por duas unidades de membrana, o envoltório nuclear e é o local de armazenamento da informação genética. RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO Rede de túbulos e cisternas achatadas mergulhadas no citoplasma. Responsáveis pelo metabolismo de lipídios e a síntese de proteínas para exportação. RIBOSSOMOS Os ribossomos são o local da síntese protéica nas células. Podem estar livres no citoplasma ou aderidos à face externa das membranas do retículo endoplasmático. COMPLEXO DE GOLGI O complexo de golgi funciona como um centro de seleção, empacotamento e endereçamento de proteínas. LISOSSOMAS Estas organelas são vesículas esféricas repletas de enzimas hidrolíticas que atuam em pH ácido. os lisossomas são responsáveis pela digestão intracelular. MITOCÔNDRIAS No interior das mitocôndrias ocorre a fosfolorilação oxidativa (respiração celular), processo pelo qual são formadas moléculas de ATP ( moléculas energéticas)

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PEROXISSOMOS Certos processos químicos oxidativos, como a degradação de aminoácidos, produzem peróxido de hidrogênio (H2O2) que pode lesar os componentes celulares. Para proteger a célula há os peroxissomos, organelas que possuem a enzima catalase que catalisa a reação de degradação de moléculas de peróxido de hidrogênio em água e oxigênio molecular. CITOESQUELETO Nas células eucariontes há uma rede tridimensional intracitoplasmática de proteínas fibrilares, o citoesqueleto. Esta estrutura conferem forma e rigidez à membrana plasmática e superfície celular. Além de dar forma às células, o citoesqueleto propicia movimento direcionado interno de organelas e possibilita o movimento da célula como um todo. CENTRÍOLOS Estruturas de forma cilíndrica compostas de microtúbulos protéicos. Os centríolos sã o centro organizador de microtúbulos na célula interfásica e na célula em divisão. GRÃOS DE ARMAZENAMENTO E GOTÍCULAS LIPÍDICAS As células podem armazenar substâncias de reserva em seu citoplasma. Deste modo, encontramos grãos de amido (em vegetais), glicogênio (em animais e fungos), MEMBRANAS BIOLÓGICAS: COMPOSIÇÃO QUÍMICA E ESTRUTURA.

As membranas celulares organizam e mantêm todas as células como meios moleculares distintos. A membrana plasmática que se localiza na superfície celular de células eucariontes e procariontes separam o meio externo do meio interno, serve como zona primária de contato entre o interior da célula e o meio e permite que os conteúdos celulares possam interagir com as moléculas do lado externo. Nas células eucariontes, as membranas também dividem o interior da célula em meios bioquimicamente distintos. O sistema de endomembranas divide o citoplasma em numerosas seções e subseções que compartimentalizam as células tornando seus processos mais eficientes. FUNÇÕES DAS MEMBRANAS CELULARES 1. As membranas contêm bombas e passagem molecular especifica que regulam a composição molecular e iônica do meio intracelular

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Profa. Ana Meyer . - permitindo, por exemplo, que uma célula nervosa mantenha diferentes concentrações iônicas em ambas as faces da membrana, o que lhe permite receber, conduzir e transmitir impulsos nervosos. 2. Controlam o fluxo de informações entre a célula e o seu meio através de receptores específicos para estímulos externos. - movimento de bactérias em direção ao alimento, resposta de células-alvo a hormônios e percepção da luz, são processos cujo evento primário é a detecção de um sinal por um receptor de membrana. 3. As membranas geram sinais químicos e elétricos. - que podem desencadear resposta celular que dependendo do tipo celular pode ser contração, inibição ou estimulação da secreção. Todas essas funções indicam o papel central das membranas na comunicação biológica. Além disso, os processos de conversão de energia em sistemas biológicos são realizados nas membranas que contém formações ordenadas de enzimas e proteínas.

COMPONENTES ESTRUTURAIS DA MEMBRANA. As membranas biológicas são complexos lipoprotéicos. Contendo Lipídios proteínas e hidratos de carbono. A quantidade relativa de lipídios e proteínas é variável com o tipo celular e a função exercida. A bainha de mielina possui em sua composição cerca de 80% de lipídios e 20% de proteínas enquanto que a membrana interna da mitocôndria apresenta cerca de 75% de proteínas. As maiorias das membranas encontram-se no meio desses dois extremos.

ESTRUTURA DA MEMBRANA. Diversos modelos moleculares foram propostos para a membrana plasmática. OVERTON ( 1902 ) observou que substâncias lipossolúveis penetravam mais facilmente nas células do que as substâncias hidrossolúveis. Baseado neste fato postulou a existência de uma monocamada de lipídios envolvendo a célula. anameyer@onda.com.br

Profa. Ana Meyer . GORTER e GRENDEL ( 1926 ) Conseguiram medir a quantidade de lipídios da membrana e propuseram a existência de uma dupla camada. O atual Modelo para as membranas celulares é o do Mosaico -fluido proposto por NICOLSON e SINGER em 1972. Que postula a existência de um moléculas protéicas membranas celulares. Neste modelo as moléculas da camada dupla de lipídios estão organizadas com suas cadeias apolares ( hidrófobas ) voltadas para o interior da membrana, enquanto as cabeças polares ( hidrofílicas ) ficam voltadas para o meio citoplasmático que são aquosos. Essas duas camadas lipídicas estão associadas devido à interação das cadeias hidrófobas e possuem papel duplo: -São solventes para as proteínas integrais e barreira de permeabilidade. -As proteínas da membrana possuem resíduos hidrofílicos e hidrofóbicos que ficam mergulhados total ou parcialmente na camada lipídica de tal modo que: Os resíduos hidrofóbicos das proteínas fiquem no mesmo nível das cadeias hidrófobas dos lipídios. - Os resíduos hidrofílicos das proteínas ficam na superfície da membrana ao nível da cabeça polar. extracelular ou concorda com dados experimentais conhecidos mosaico de colocadas em uma camada fluida de lipídios. Este modelo podendo ser aplicado a todas as

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FUNÇÕES DAS PROTEÍNAS DE MEMBRANA

TRANSPORTE MOLECULAR ATRAVÉS DA MEMBRANA Existe na superfície celular, uma membrana que envolve a célula e define sua extensão. As membranas celulares possuem uma estrutura comum: São constituídas por uma bicamada lipidíca, proteínas e hidratos de carbono. As moléculas de lipídios e proteínas são mantidas unidas por ligações fracas, não covalentes e interações hidrofóbicas, formando uma estrutura fluída de lipídios, onde as proteínas se organizam em forma de mosaico. Esta membrana tem a propriedade de agir como barreira seletiva entre o meio intra e extracelular, sendo esta propriedade denominada de permeabilidade seletiva. Devido ao seu interior hidrofóbico, a bicamada lipídica serve como barreira impermeável para a maioria das moléculas polares, prevenindo desta forma a saída do conteúdo solúvel em água presente no interior da célula. Porém, as células vivem e crescem pela troca de moléculas com seu ambiente. Para que a célula desempenhe suas funções vitais é necessário que substâncias sejam selecionadas e transferidas para o interior da célula e que substâncias indesejáveis sejam impedidas de entrar ou então eliminadas do citoplasma. Esta permeabilidade seletiva é essencial para a manutenção das condições fisiológicas adequadas para a manutenção da célula Por esta razão as células tiveram que desenvolver maneiras especiais de transferir moléculas através da membrana. As células possuem várias vias para realizar transporte

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Profa. Ana Meyer . através da membrana e esse fluxo de moléculas e íons é regulado por mecanismos específicos, denominados de Sistemas de transporte. Os sistemas de transporte através da membrana possuem inúmeras funções celulares: FUNÇÕES DOS SISTEMAS DE TRANSPORTE: 1. Regulam o volume celular. 2. Mantém o pH e a composição iônica intracelular. 3.Extraem do ambiente e concentram combustíveis metabólicos e elementos de construção. 4. Eliminam substâncias tóxicas. 5. Geram gradientes iônicos. Do ponto de vista termodinâmico e cinético existem três mecanismos de transporte de moléculas através da membrana: 1. Difusão simples 2. Difusão facilitada. 3. Transporte Ativo.

– Transportes passivos Designa-se genericamente por transportes passivos, todos aqueles que não impliquem, por parte da célula, gasto de energia. Englobam-se nesta categoria, os transportes de moléculas a favor do gradiente de potenciais eletroquímicos ou de concentrações. Há, todavia que distinguir duas situações distintas, decorrentes da natureza das moléculas e das suas permeabilidades: ou se trata de moléculas que podem atravessar a membrana por difusão simples ou, pelo contrário, de moléculas que não podem e, para as quais, as células dispõem de mecanismos que facilitam o transporte ( difusão facilitada ). DIFUSÃO FACILITADA A estrutura da membrana apresenta propriedades hidrófobas que afetam o transporte passivo por difusão simples. Porém moléculas hidrossolúveis essenciais, como a glicose, aminoácidos, nucleotídeos e muitos metabólitos celulares devem ser capazes de anameyer@onda.com.br

Profa. Ana Meyer . atravessarem a membrana plasmática.O transporte dessas moléculas é realizado por proteínas especiais presentes na membrana plasmática, denominadas de proteínas transportadoras. Comprova-se experimentalmente que em membranas artificiais, compostas apenas por lipídios, as substâncias penetram de acordo com o seu grau de solubilidade. Quando adicionadas proteínas a estas membranas, as substâncias penetram em quantidade comparável a observada nas membranas plasmáticas. As proteínas transportadoras responsáveis pela difusão facilitada são proteínas integrais transmembranas que se dobram na camada bilipídica, formando canais hidrofílicos. Cada tipo de membrana tem seu próprio conjunto de proteínas por onde substâncias especificas atravessam por difusão facilitada.

TRANSPORTES ATIVOS As células mantêm uma composição iônica interna diferente da composição iônica externa, e tais diferenças são de fundamental importância para a sobrevivência e funções celulares.

Na+

Na+

Ca2+

Ca2+

K+

K+

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Estas diferenças de concentrações iônicas desempenham um papel essencial em muitos processos celulares e são mantidas pelo constante movimento de íons inorgânicos como o Na+, K+, Ca2+, cl- e H+ através das membranas celulares. O bombeamento constante destes íons desempenha funções como: a) b) c) d) Manter a composição iônica intracelular; Importar solutos contra o gradiente de concentração; Balanceamento da pressão osmótica nos dois lados da membrana; Mantêm o potencial de membrana

No transporte ativo as substâncias, principalmente Na+, H+, Ca2+ e aminoácidos, são transportadas ativamente para dentro e para fora da célula, movendo-se contra um gradiente químico ou elétrico. Para que este transporte seja possível é necessária energia celular que é derivada direta ou indiretamente da hidrólise de ATP.

CARACTERÍSTICAS DO TRANSPORTE ATIVO -  Depende da presença e da atividade de proteínas de membrana. --  São específicos para certas substâncias ou grupos de substâncias. --  O fluxo ocorre contra um gradiente químico ou elétrico. --  Requer energia e é sensível a distúrbios metabólicos. Durante o transporte ativo as proteínas carreadores combinam-se com as substâncias transportadas, alternando sua estrutura conformacional entre estados de alta afinidade e baixa afinidade. O transporte ativo ocorre em eucariontes através de dois princípios básicos:

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Profa. Ana Meyer . 1. Transporte ativo primário (Diretamente dependente da hidrólise de ATP) No mecanismo de transporte diretamente dependente, a hidrólise de ATP e o movimento ativo de transporte são efetuados através da mesma proteína carreadora e a energia liberada é usada pelo transportador para permitir a passagem da substância através da membrana. 2. Transporte ativo secundário (Indiretamente dependente da hidrólise de ATP ou Transporte por Gradiente iônico) Nos mecanismos indiretos, ocorre a utilização de um gradiente de concentração de um íon, formado por transportadores diretamente dependentes de ATP, como fonte de energia para o transporte ativo. TRANSPORTE ATIVO DIRETO (TRANSPORTE ATIVO PRIMÁRIO) Bombas de Transporte Ativo - Tipo P Essas bombas são proteínas transmembrana, na qual o polipeptídio promove as funções de hidrólise do ATP, ligação do grupo fosfato e movimento do íon através da membrana. Os mais bem conhecidos tipos de bombas tipo P de eucariontes movem íons de carga positiva contra gradientes de concentração. H+ATPASE - move H+ para fora da célula. Ca2+ ATPASE - move Ca2+ para fora da célula. Na+/K+ ATPASE - move Na+ para fora e K+ para dentro da célula simultaneamente. BOMBAS Na+/K+ ATPASE Quase todas as células animais bombeiam Na+ para dentro e K+ para fora da célula. O transporte ativo destes íons é realizado pelas bombas de Na+/K+ ATPASE que movem estes íons simultaneamente em direções opostas. A proteína carreadora é também uma enzima - uma ATPASE, que hidrolisa ATP, com a liberação de ADP e a transferência de grupo fosfato em uma ligação de alta energia à própria Bomba. O funcionamento da Na+/K+ ATPASE é de importância fundamental para o funcionamento de um organismo, que chega a gastar cerca de 30% de sua energia total para operar este sistema. Em mamíferos a regulação deste sistema ocorre através de uma variedade de fatores, entre eles, hormônios e fatores de crescimento. anameyer@onda.com.br

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H+ ATPASE As Bombas ATPASE são largamente distribuídas em algas, fungos e também ocorrem em procariontes. Estão localizadas na membrana plasmática, onde bombeiam H + do citoplasma para o exterior da célula. BOMBAS Ca2+ ATPase São largamente distribuídas em organismos vivos. Nas células eucarióticas, estão localizadas na membrana plasmática e membranas do reticulo endoplasmático, onde movem o Ca2+ do citoplasma para o exterior da célula e dentro das vesículas do reticulo endoplasmático. Como resultado de sua ação as células apresentam uma alta concentração de Ca2+ no lado externo e uma baixa concentração de Ca2+ no lado citoplasmático. Esse gradiente é utilizado no controle de várias atividades celulares, como, por exemplo, a secreção e contração muscular.

BOMBAS DE TRANSPORTE ATIVO INDIRETO ( TRANSPORTE ATIVO SECUNDÁRIO ou TRANSPORTE POR GRADIENTE IÔNICO) No transporte ativo indireto o gradiente de concentração mantido através do transporte ativo direto de íons, serve como fonte de energia que dirige o transporte ativo indireto de outras substâncias. No transporte ativo indireto, as moléculas movem-se para dentro ou para fora da célula, em conjugação com um íon que lhe fornece energia, por isso este tipo de transporte é do tipo cotransporte. O transporte ativo indireto ocorre em dois modelos: Simporte e Antiporte. No modelo Simporte as substâncias transportadas, em geral açucares e aminoácidos, movem-se na mesma direção. No transporte tipo antiporte, as substâncias transportadas, em geral íons, movem-se em direção contrária.

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Profa. Ana Meyer . A força que dirige o transporte ativo indireto nas células animais é gerada pelo alto gradiente de Na+ do lado de fora e o seu baixo gradiente do lado citoplasmático, mantido pela bomba de Na+ /K+ ATPASE. Vários metabólitos e íons movem-se através da membrana por transporte ativo indireto e em eucariontes, praticamente todas as substâncias orgânicas transportadas dentro das células são movidas por cotransporte.

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DOS TECIDOS. Apesar da célula ser considerada a unidade fundamental do organismo vivo, são os tecidos através do trabalho conjunto de suas células que são responsáveis pela manutenção das funções do organismo. Este trabalho em conjunto é possível porque as células se comunicam entre si através de junções intercelulares especializadas. Apesar das variações na aparência geral, na organização estrutural e nas propriedades fisiológicas dos vários órgãos do corpo os agregados celulares que os compõem são classificados em 4 tecidos básicos ou fundamentais. Epitelial, Conjuntivo, Muscular e Nervoso. Cada um destes tecidos é definido segundo: um conjunto de características morfológicas gerais ou segundo suas características funcionais. O tecido epitelial e o conjuntivo são classificados segundo a característica morfológica. anameyer@onda.com.br

Profa. Ana Meyer . O nervoso e o muscular segundo suas características funcionais. (transmissão de impulso e contração.) Cada tipo pode ser ainda subdividido com base em características especificas das populações celulares. TECIDO EPITELIAL. O tecido epitelial caracteriza-se por apresentar células justapostas sem ou com pouquíssima substância intercelular. As células podem estar dispostas em uma ou mais camadas formando membranas, que apresentam uma superfície livre, em que não existem elementos de natureza celular ou extracelular que não sejam substâncias de revestimento. A superfície oposta esta aderida a membrana basal de espessura variável, que separam o epitélio do tecido conjuntivo adjacente. A MB é uma camada não celular, rica em complexos proteicos e polissacarídeos., não são penetradas pelos vasos sanguíneos. A nutrição dos epitélios é feita por difusão a partir dos tecidos adjacentes.

FUNÇÕES: O tecido epitelial possui grande variedade de adaptações funcionais, podendo desempenhar 1 ou mais funções dependendo do tipo celular presente. FUNÇÃO DE SECREÇÃO -------- ESTÔMAGO ABSORÇÃO SELETIVA ---------- INTESTINO IMPERMEABILIZAÇÃO -------- BEXIGA/ EPIDERME PROTEÇÃO CONTRA DESGASTE -------- ESOFAGO PROTEÇÃO CONTRA DISSECAÇÃO --------VIAS RESPIRATÓRIAS.

CLASSIFICAÇÃO Os epitélios são classificados de acordo com a estrutura e função em dois grandes grupos: anameyer@onda.com.br

Profa. Ana Meyer . Tecido epitelial de Revestimento Tecido epitelial glandular. TECIDO EPITELIAL DE REVESTIMENTO São tecidos cujas células se dispõem em camadas, recobrindo as superfícies externas e as cavidades do corpo. Forma uma barreira seletiva entre o meio externo e as cavidades do corpo e o tecido conjuntivo adjacente que contém vasos sanguíneos que nutrem o epitélio. TECIDO EPITELIAL GLANDULAR O tecido epitelial possui células especializadas na produção e secreção de moléculas diferentes do plasma sanguíneo e do líquido intersticial. Estas moléculas têm natureza protéica, glicoprotéica ou lipídica. Estas células constituem o epitélio glandular, que forma órgãos denominados glândulas. A origem glandular se dá por proliferação de um epitélio de revestimento, seguido de invaginação para o tecido conjuntivo.

Componentes do tecido conjuntivo
Fibroblastos Mastócitos

Células

Macrofagos Leucocitos Adipocitos

Tecido Conjuntivo

Material Intercelular

Fibras Reticulares Substância Elásticas Fibras Fundamental ( Matriz Extracelular) Fibras Colágenas
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CÉLULAS DO CONJUNTIVO

FIBROBLASTOS: célula mais comum do conjuntivo dotada de mobilidade síntese de fibras e SFA MACRÓFAGO: morfologia variável células de defesa. MASTÓCITO: célula globosa/ núcleo central citoplasma repleto de grânulos basófilos. produz e armazena de mediadores químicos.

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Profa. Ana Meyer . PLASMÓCITO: pouco numerosos no conjuntivo normal células ovóides, citoplasma basófilo. síntese e secreção de anticorpos SUBSTÂNCIA FUNDAMENTAL AMORFA •

INCOLOR, TRANSPARENTE E OPTICAMENTE HOMOGÊNEA

COMPOSIÇÃO: • GLICOPROTEÍNAS

FIBRONECTINA E LAMININA • GLICOSAMINOGLICANAS ( GAG’S) HIALURÔNICO, DERMATAN SULFATO, HEPARANSULFATO,

ÁCIDO

CONDROITIN-SULFATO • • • • • • • PROTEOGLICANAS PREENCHIMENTO DOS ESPAÇOS ENTRE AS FIBRAS E CÉLULAS BARREIRA À PENETRAÇÃO DE PARTÍCULAS ESTRANHAS PROLIFERAÇÃO CELULAR REGENERAÇÃO NUTRIÇÃO PROCESSOS PATOLÓGICOS

PARTICIPA DE PROCESSOS COMO:

TECIDO CONJUNTIVO CLASSIFICAÇÃO: FROUXO

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Profa. Ana Meyer . TECIDO CONJUNTIVO PROPRIAMENTE DITO DENSO NÃO MODELADO MODELADO

TECIDO CONJUNTIVO DE PROPRIEDADES ESPECIAIS TECIDO CARTILAGINOSO TECIDO ÓSSEO

TECIDO ELÁSTICO TECIDO HEMOCITOPÉTICO TECIDO MUCOSO TECIDO ADIPOSO

TECIDO CONJUNTIVO FROUXO CONSISTÊNCIA DELICADA, FLÉXIVEL E POUCO RESISTENTE A TRAÇOES • • • APOIO PARA EPITÉLIOS PREENCHIMENTO DE ESPAÇOS ENTRE FIBRAS E FEIXES MUSCULARS CAMADAS EM TORNO DE VASOS SANGÜÍNEO

TECIDO CONJUNTIVO DENSO PREDOMINANCIA DE FIBRAS COLÁGENAS MENOS FLÉXIVEL E MAIS RESISTENTE À TRAÇÕES

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DENSO MODELADO

FEIXES COLÁGENOS ORIENTADOS, COM ORGANIZAÇÃO FIXA. • TENDÕES

DENSO NÃO MODELADO FEIXES COLÁGENOS FORMANDO TRAMA TRIDIMENSIONAL

ÚCLEO INTERFÁSICO.

Todas as células passam durante sua vida pôr duas fases: a mitose, que é o período de divisão e a interfase que compreende o período entre duas divisões mitóticas. Costuma-se estudar o núcleo segundo sua relação com estas fases. Assim podemos estudar o núcleo em divisão, durante a mitose e o núcleo na interfase, que é então denominado de núcleo interfásico. O núcleo interfásico, também foi denominado pôr muito tempo de núcleo em repouso. Essa denominação é imprópria porque o núcleo interfásico apresenta alta atividade metabólica. Nesta fase ocorrem os processos de transcrição de diferentes RNAs e a replicação do DNA. O número, a forma e a localização do núcleo na célula são variáveis nos diferentes tipos celulares. Os hepatócitos freqüentemente possuem dois núcleos e as fibras musculares

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Profa. Ana Meyer . possuem dezenas. A forma pode ser achatada, alongada. A localização pode variar de basal a apical em alguns tipos celulares. O núcleo é uma estrutura limitada por membranas, que contém em seu interior componentes específicos com sua atividade que é o armazenamento da informação genética. A maior parte da informação genética de cada célula esta acumulada sob a forma codificada no DNA. No núcleo interfásico distinguem-se diferentes estruturas: O envoltório nuclear, a cromatina, o nucleoplasma, a Lâmina Nuclear, a matriz e o nucléolo.

Envoltório Nuclear-(Aspecto geral dos componentes do núcleo interfásico Fig. 1 EN)

CROMATINA. O DNA é o principal componente genético da célula e através dele que a informação codificada, é transferida de uma célula para outra e de um organismo para outro. Nas células eucariontes o DNA é encontrado formando complexos com proteínas em uma estrutura denominada de Cromatina. A cromatina é dividida com base em suas características estruturais em: Eucromatina - que após a divisão celular encontra-se menos compactada e difusa. Heterocromatina - que corresponde à cromatina de regiões especificas de certos cromossomos que permanecem condensadas durante a interfase. A heterocromatina é subdividida em: Heterocromatina constitutiva Heterocromatina facultativa

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Profa. Ana Meyer . A heterocromatina constitutiva é a heterocromatina permanentemente condensada em todas as células de um mesmo organismo. É composta por uma seqüência altamente repetitiva de DNA, denominado de DNA satélite e localiza-se perto dos centrômeros e nas regiões de organização dos nucléolos. A heterocromatina facultativa é a heterocromatina que num mesmo organismo apresenta-se condensada em algumas células, mas não em outras. Um exemplo heterocromatina facultativa é a cromatina sexual das fêmeas de mamíferos. Nas fêmeas ocorre condensação de um cromossomo X, que permanece no interior do núcleo como uma partícula esférica e recebe o nome de cromatina sexual. A presença ou não da cromatina sexual permite o diagnóstico citológico do sexo. DNA A molécula de DNA é um polímero longo e linear, sem ramificações, que contém milhões de nucleotídeos arranjados em uma seqüência irregular. Os nucleotídeos são constituídos por um açúcar, a desoxirribose; um fosfato e uma base (Adenina/ guanina/timina/citosina).

Fig. 3 - Estrutura do nucleotídeo Estrutura do DNA Duas cadeias polinucleotídicas possuem disposição helicoidal em torno de um eixo central, formando uma dupla hélice que gira para a direita. As bases estão posicionadas no lado interno da hélice e as unidades fosfato e desoxirribose estão posicionados do lado externo. Devido às dimensões da molécula o pareamento de bases ocorre somente entre adenina e timina e citosina e guanina. As duas cadeias antiparalelas são mantidas unidas por pontes de hidrogênio entre os pares de bases. A seqüência de bases é a portadora da informação genética.

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Conteúdos e tipos de DNA Técnicas de determinação bioquímica e citofotometria demonstram que a quantidade de DNA é constante para uma determinada espécie. O DNA das células eucariontes apresenta três frações caracterizadas pelo grau de redundância ( repetição) de suas seqüências nucleotídicas. A 1º Fração ( 70%) apresenta uma seqüência de nucleotídeos por genoma haplóide. Essas seqüências expressam genes estruturais, isto é, aqueles que codificam proteínas. A 2º Fração ( 20%) quantitativamente menor que a primeira apresenta seqüências de repetidas de 100 a 10.000 cópias. Essas seqüências expressam genes responsáveis pela síntese de RNAr e histonas, por exemplo. A 3º Fração ( 10%) mostra seqüências de pequeno tamanho e altamente redundante (acima de 10.000 cópias) e representa a menor fração do DNA Este DNA encontra-se na heterecromatina e em alguns casos recebe o nome de DNA satélite. As seqüências de DNA satélite geralmente não são transcritas e estão localizadas no centrômero.

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TRANSMISSÃO DA INFORMAÇÃO GENÉTICA Toda a informação genética de um organismo esta acumulada no núcleo, sob uma forma codificada . Essa informação pode ser duplicada, em um processo denominado de REPLICAÇÃO, ou pode sofrer TRANSCRIÇÃO para a forma de RNA, que é usada para especificar uma proteína, pelo processo de TRADUÇÃO. . REPLICAÇÃO DNA TRANSCRIÇÃO ⇒ RNA ⇒ TRADUÇÃO ⇒ PROTEÍNA ⇒ DNA

A replicação ocorre na fase S do ciclo celular. Antes de uma célula se dividir , ela deve produzir uma cópia de cada um dos seus cromossomas. Esta replicação deve ser rápida e precisa. A velocidade e precisão são obtidas através de um complexo multienzimático, capaz de copiar, clivar e recombinar seqüências de nucleotideos.

TRANSCRIÇÃO

CARACTERÍSTICAS GERAIS: Observamos que a informação genética contida no DNA não pode agir diretamente como molde para a síntese de proteínas, necessitando primeiramente ser transcrita para o RNAm. O DNA e o RNA são semelhantes por ambos serem constituídos por cadeias polinucleotidicas, mas diferem de várias maneiras do DNA. 1. O açúcar com cinco carbonos do RNA é a ribose em vez da desoxirribose. 2. No RNA, a base uracila substitui a Timina do DNA

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Profa. Ana Meyer . 3. A maior parte dos RNA tem cadeia única, com exceção de alguns vírus. Porém em alguns tipos de RNA as cadeias nucleotidicas dobram-se sobre si mesma, podendo estabelecer trechos de associação em dupla hélice que seguem as regras do pareamento de bases ( A Com U, G com C ) Sendo cadeias polinucleotidicas, as moléculas do RNA tem o mesmo tipo de direcionamento do que os filamentos de DNA ( 5’--- 3”) E o RNA em formação e o DNA que o especifica tem o mesmo tipo de direcionamento oposto que caracteriza os dois filamentos da dupla hélice do DNA. Os nucleotideos utilizados para a síntese de RNA estão na forma de trifosfato ( ATP, GTP, UTP, CTP ) e a energia é liberada pela quebra da ligação de um par de fosfatos a medida que os nucleotideos são ligados. O RNA é sintetizado por enzimas denominadas de RNA polimerases a partir de um molde de DNA. além de copiar precisamente a seqüência de nucleotideos do molde de DNA, a RNA polimerase é capaz de reconhecer diversos sinais genéticos nos cromossomas responsáveis pelo inicio e terminação da síntese do RNA em locais precisos. Os sinais de iniciação são denominados de promotores e representam o local inicial de ligação da RNA polimerase. Porém os RNA sintetizados não são os produtos finais. Eles sofrem uma série de modificações que são conhecidas em seu conjunto como processamento do RNA. O RNA sofre 4 modificações pós-traducionais: 1. Clivagem de um grande precursor em RNA menores, esta clivagem envolve remoção de segmentos do começo ou final do precursor 2. Splicing, através do qual as seqüências intercaladas, denominadas Introns são removidas e as moléculas ligadas novamente. 3. Adição terminal de resíduos POLIA A a extremidade 3”e nucleotideos CAP a extremidade 5’ dos RNAm 4. Modificações dos nucleosíodeos, como as metilações.

TRADUÇÃO A unidade hereditária que contém a informação para codificar um aa é códon que é constituído por 3 nucleotideos ( trinca ). Esta informação esta contida no DNA, de onde é transcrita para o RNAm. A sequência de bases do RNAm é complementar a sequência de bases do DNA. Porém o DNA e o RNA possuem 4 bases diferentes e as anameyer@onda.com.br

Profa. Ana Meyer . proteínas são constituídas por 20 aa diferentes. Um dos principais feitos científicos do século foi decifrar a maneira pela qual as células traduzem um código de 4 letras em 20 componentes distintos. O código de é lido em grupos de 3 bases ( códon ) e a trinca é o número minimo de bases para codificar um aa. Existem 64 códons possíveis, onde 61 correspondem a aa e 3 são sinais de terminação das cadeias polipeptídicas. Sabendo-se que existem somente 20 aa, várias trincas ( códon) são capazes de codificar um mesmo aa ou seja algumas trincas são sinônimos. A prolina por exemplo é codificada pelos códons: CUU, CCA, CCG e CCC. A sequência de codons determina a sequência de aa na proteína. Porém os aa não são capazes de reconhecer os códons correspondentes no RNAm. Para que isso ocorra é necessário utilizar uma molécula adaptadora denominada de RNAt

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