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Ola ie ere la Sete es Bo} [5] feyee a TO EE Pasa LLC ua mc perineal fae aeles] on) See ato] poroe rte tat iesss Ae ect eee aes ene} Borie) Comic ttemin nts kere Popeater esse Ecotec men etc teen) onsen tome Reeser, sitions Ctoeetieteeea chine recs Cesc Remtcet ne ire) ete tee Eel eee eet eee ita alee) teas cd Stes eee renee sh meat reece ti ey Fone te antes reer) Bos) OO MO ee Cel) Poi ocyeet ise ttle Sen ceca met tena Cert koe Rigre tatty) Poteet memes ontre sia ney Pete tee ee ee te el Cees ere che FUNDAGAO UNIVERSIDADEDE BRASILIA Rel Amado Luiz Cervo Lauro Morby Clodoaldo Bueno Vice-Reltor Timothy Martin Mulholland Historia da politica exterior do Brasil :LACOES INTERNACIONAIS 1 etor-geral 28 edicdo io Jorge Ramnalho da Rocha, Luiz Femando Ligiéro Colecao O Brasil e o Mundo Conseuo Eorrouia, Estevio Chaves de Rezende Martins GD) wsmuro wasuzw0 ve PALAGORS NTEFAACIONAS Copyright © 2002 by Amado sso no Brasil a esta edigto: fodos os direitos reservados. Nenfhuma parte d ieagdo podert ser «armazenada ou reproduzida por qualquer meio sem. Sumario Inrropucio, 11 Paste I A CONQUISTA E 0 FXERCICIO DA SOERANIA (1822-1889) Amade LuizCervo ITICA EXTERNA A EROCA DA INDEPENDENCIA, 17 Um novo ator em um mundo dinaimico, 17 PressBes externas e metas nacionais, 23 enquadramento bras sistema internacional do capita- lismo industrial sob a condig0 dependente, 27 As precondigées, 28 as, 42 Um balango negativo ¢ pedagégico: as int iveis, 47 INISTRANDO 0 IMOBILISHO, SI ‘A politica externa na estrutura do Estado, 51 ECONOMIA, POPULACAO 6 POLITICA EXTERNA, 65 jca externa, 65 las a opgo, 71 Amado Luiz Cervo ¢ Clodoalde Bueno © fornecimento extemo de mlo-de-obra, 79 0 trafico de escravas € 0 conflito com a Inglaterra, 80 A politica migrataria, 83 AS POSSES TERRITORIAIS OU A INTRANSIGENCIA NEGOCIADA, 87 A politica brasileira de limites, 87 ‘A defesa da Amazinia ¢ 0 conflito com os Estados Unidos, 102 O conTnoLe po Prata, 109 Da hesitaglo A intervengo, 110 A presenga bra O retomo as solugdes de forpa (1864), 119 Um balango dos resultados, 125 DISTENSKO & UNIVERSALISMO: A POLITICA EXTERNA AO FINAL DO Ini R10, 129 Negociando as pendéncias externas, 130 Dom Pedro Ile sua diplomacia de prest As relagdes entre 0 Brasil e os Estados Unidos ¢ 0 pan- americanismo, 137 Conchusto: a politica exterior do Império, 145 wewriso (1889-1964) A potitica exterior na Repdntics (1889-1902), 1S Reagdes no exterior ao novo regime, 151 A imagem externa, 155 As relacdes com a Argentina, 167 Estados Unidos, 170 tervencio estrangeira na Revolta da Armada (1893- 1894), 173 Sumario Rio Branco: PRESTIGIO, SOBERANIA £ DEFINICKO Do TeRKITORIO (1902 1912), 177 Rio Branco ¢ 0 corolirio Roosevelt, 178 © Brasil e o subsistema norte-americano de poder, 184 A questtio do Acre, 188 mmerieano, 193 Do APocEU AO DECLINIO DA PriMteiRa REPUBLICA: A HLUSKO (1912-1930), 199 Caracterizagao do periodo, 199 Declinio da influéncia inglesa e presenga norte-americana, 202 Mundial (1914-1918), 207 A participagao brasileira, 209 Reflexos no comércio exterior, 211 As questbes do café de Séo Paulo e da apreensdo dos navios alemaes, 213 Defesa das exportagdes ¢ mudanga na lei alfandegéria, 217 lusto efrustragdo: participagio e retirada da Liga das Nagdes, 221 A filtima etapa, 228 ‘TRANsIC¢a0 DO PERIODO VARGAS (1930-1945): Nova PERCERGXO DO INTERESSE NAC A Rev ‘Amado Luiz Cervo e Clodoaldo Bueno DESENVOLVIMENTO ASSOCIADO (1946-1961), 269 Dutra e 0 alinhamento na Guerra Fria, 269 segundo governo Vargas ¢ a pressiio nacionalista, 273 IV Reunido de Consulta dos Chancel (margolabril de 1951), 273 “omissdo Mista Brasil-Estados Fim do governo Vargas e a pressio norte-americana, 288 O hiato Café Filho, 284 jeira contem- A Operagiio Pan-Americana, 290 Relagées bilaterais com os Estados Unidos, 295 Defesa da agroexportagiio, 297 Africa e Asia, 300 Os acordos de Roboré, 301 Conchisées, 306 A Potitica EXTERNA INDEPENDENTE DO APocEU DO (1961-1964), 309 Caravterizagio, 309 Fanio Quadros (3 de janeiro/25 de agosto de 1961), 312 SS € 318 Wives fides, 319 Q conterio\emisférico, 321 Akiangapakdny Progresso, 323 Reagto Ypterng e tontinuidade, 326 Joa0 Gotlart-Paridmnentarismo (7 de sctembro de 1961/31 de argo de N64), 32 San TeaeyDa gas Brasil-Argentina, 330. \ Alianga paka o Proghessy e Estados U A questdo Cubana, 3334 nto de velacaes di URSS, 343 Conferéncia do Desarmamento em Genebra, 347 A tiltima etapa, 348 Sumario 9 5 RELACORS Bi Brasi.Rstavos UN100s (1948-1964), 351 Sintese do periodo, 351 1964), 354 Os Estados Unidos ¢ 0 golpe de 1964, 361 Parte TIL Do PROJETO DESENVOLVIMENTISTA A GLOBALIZACRO. ‘Amada Luiz. Cervo A FRUSTRADA “CORRECAO DE RUMOS” FO PROJETO DESENVOLVI- mentista, 367 ‘A “corresio” de 1964: um passo fora da cadéncia, 368 As relagdes com o Ocidente, 374 O universalismo inevitavel, 377 1967: a recuperacio das tendéncias, 380 Nova corregéo de rumos, 381 5 objetivos nacionais, 383 © pragmatismo de meias, 386 As condigdes de movimento do si nal, 1967- 1989, 387 Metos & resuntanos 0x 1979), 397 © as caracteristicas do poder nacional, 398 A nacionalizagdo da seguranca, 404 As relagdes regionais: 0 Norte, 406 AS relagdes regionais: 0 A aproximagito com a O encontro com a Afric Aca O continente as! Amado Luiz Cervo ¢ Clodoalde Bueno ODELO NOS ANOS 1980, 427 1, 428 ‘As relagées com o Norte, 439 Estados Unidos e Canadé, 439 Europa e Japao, 443 Asrelagbes com o Sul, 446 ‘emte Préximo e Asia, 446 A danga do: (© Brasil diante das regras ¢ das estruturas da globalizagdo, 463 Multilateratismo e temas globais, 463 O sacrificio da seguranga nacional, 468 O coméreio exterior: a reversdo da tendéncia his rica, 471 Fluxos de capital: a nova via da lateralismo em declinio nas relagoes 477 ea formagao dos blocos, 483 internacionats do Brasil, 483 A integragiio da América do Sul ¢ a ALCA, 486 As relagbes do Brasit com outros blacos, 489 Bwuiocearia, 491 Introducdo ica exterior correspondeu, nos dois iltimos séculos, a um tos com que os governos afetaram o destino de seus povos, mantendo a paz.ou fazendo a guerra, administrando os contfli tos ou 2 cooperago, estabelecendo resultados de crescimento ¢ de- senvolvimento ou de atraso ¢ dependéncia. fa historia do Brasil, apds o rompimento com Portugal em 1822, 2 politica exterior serviu intemnacionalmente 4 paz entre os povos, autonomia socioeconémica do pais nfo foi acionada, entretanto, de estvel. Sucederam-se periodos em que a leitura do interesse | feta pelos homens de Estado, as restritivas, favoré- veis a segmentos sociais ¢ prejudiciais e periodos em que aquele interesse foi atendido de forma mais global e aby wessas circunstancias, a politica perdeu seu caréter coni para ferir as estruturas e tornar-se prospecti necessariamente, no domini jidade da agao hun 2s tiveram dois objetivos nesta obra: consolidar 0 co: rado sobre as relagdes internacionais do Bras revestir a sintese resultante desse esforgo com uma nova interpreta- jca, Com cfeito, nos anos recentes, mercé dos progressos \Grico definiu outras conduzir a viagem do historiador pelo 2 Amado Luiz Cervo e Clodealdo Bueno passado das relagdes internacio: dois sistemas, que agem no ponto de part lidade~e no ponto de destino — um sistema, {As duas categorias convergem em sua fungdo explicativ do as necessidades — colégicas ~se relacionar tivos que 0 Estado estabelece ex! historiador ete, das condi vas, estabelecidas pelas forgas profundas, aos fins da politica, pas- sando pela andlise das decisdes de Estado, o terceiro elemento f damental do método. Com efeito, € no proceso d coneretas, de acordo com um si mado de estratégia, que pond de do movimento das relagées i que cruza diversas, cresce ainda mais quando se parte do principio segundo 0 qual ficas, a ni pela via da demonstragao, au tagdo das hipdteses de trabalho com os dados de ‘mental A politica exterior do Brasil araty — parte no Rio de Janeiro e parle em Bras acervos mais complexos ¢ bem organizados do mundo no género, Apesar de distribulda a tarefa entre dois pesquisadores, a apreenstio e da tica exper leira em termos de poli- obra, nao poderia ser zada dentro dos arquivos. A eles se dirigem especialistas, que produzem estudos especificos sobre temas ou periodos da histéria, que servem de base para construgio 01 sinteses. No pre- por exemplo, as décadas finais do 11930 eo periodo posterior a 19642 ‘A avaliagtio do co ea complementapao de suas lacunas, conduzidas p das ciéncias tricas, tiveram por das tendéncias da politica externa br Por que, & época da Independéncia, estabeleceu-se 0 modelo mai teresse nacional jf experimentado? Como, nos anos qua- ado século XIX, foi possivel romper lar uma das alternativas de melhor qu a brasileira? Q interesses internos ¢ exter 1a nova fase, comoda- nente administrada na segunda metade do século pasado? Em que medida a Repil de conquistas ou ‘g0u para adequar o Estado 20s novos tempos? Como foram reu mmentar pela pritn vez um tipo de pol interesse de um seamento soci Como se relacionaram desenv 1930 ¢ 1989? De que modo ¢ com que efeitos adaptou-se 0 Bras relagdes intemacionais da era da globalizagto? Ahips que perm retacio corresponde precisamente 20 cariter supletivo do setor ext em fuungdo dos con mentos objetivas e ica, para promover ou retardar o processo de desen- ta. Essa hipdtese orientou a pro cura, através do tempo, dos fatores repressives e estimulativos da sem respeito a po: as ou a teorias explicativas isoladas, A historiografia fernacionais ¢ similar 950, prevalecia aqui t ue se fazia em todo o mund ntos da respe: Era de fatos. Fazia-se uma apologétice ¢ limitada quanto ao objeto e a eapacidade ex Desde os anos 1920, Calogeras. A criagao do In em 1945, representou um avango desse wi storiografia b dipfomitica foi superada pelos m senvolvidos no seio d nos anos 1950, € 0 pi dou © acionais na Universidade de Brastlia, em 1976, e, posteriormente, com 0 doutorado, Parte I A conquista e 0 exercicio da soberania (1822-1889) A politica externa a época da Independéncia Um novo ator em um mundo dinimico vel mente e requeria tod _acom os interesses da nado. Ass 1 historiea, das forgag que compun! lo XIX es objetivos dos cesa exercet sobre 0 si econémicas qu ‘Amado Luiz Cervo e Clod ceuropen quanto o sistema de eq longo século de paz mais aos interesses doi do que a qui causa. Por u smo e sua inge- 0s assuntos inte epressio dos gr sociais que esse novo e: da acumulagao cap controle exercido nas relagbes internacio economia, facultou-the nao s6 0 como também a abertura para o quantitative sempre crescente de bens produzidos. O Comercio de | exportactio deveria ser, segundo Adam Smith, 0 pri 4 prevalecer nas po tedida que avanga sua modernizagdo econémica A sociedade internacional curopéia, feta de valores, prin interesses, normas juridieas e padrdes de cor gia ento a maturidade em um a, poderosa forga de expansio letiva dos inferesses curopeus sobre a do mundo, Tem-se ai a determinagio e a explicagao erra e da paz, no s jos tratados de coi 2 das reagdes protetoras, o dos Impérios Portugués e Es assim como neo do Império Otomano, o “grande enfermo”, também tresses econdmicos bri jourse aqui o to metropol -se a ao engrandeci Bretanha representa sistema arcaico e 0 modemo téria da politica exterior do Br {que se manifestavam pormeio dos érgdos de classe e das instituigoes representativas. Entre os dois grandes moviam-se as poténcias secundarias do sistema europeu. © Império Austriaco no tinha em Metter :manteria pela forga. AFr baseada na psicologia do vencido, porquanto se gu pelo prestigio a reconquistar. APriissia dos Hohenzollem 6 podia se dedicar a uma pequena politica externa. As trés nagdes se do sistema europeu eram, pois, manipuldveis emanipu grandes, num confronto entre estigios diversos de evolu distintas ideologias e formas de organizagio soci ( paoto da Santa Aliatga) firmado apenas pela Ru 26 de setembro de iropéias, Santa liar Espanha, Em teresses proprios, mais do que pelos pi a. 8 sucesso foi a intervengtio cipios da Sa Espanha em 1823 Amado Luiz Cervo e Clodoaldo Bueno A Santa Al cia da Grécia ¢ da Bél ano a Riissia esm: cceu garantias ao Império Turco contra o Egito e a Rissia, recolhendo ‘sempre as vantagens comerciais em recompensa. Em todas essas frentes de ago, prevaleceram politicos e comer concerto europeu, das relagdes internaci principio da composigiio entre as nagoes mado nas relagGes interenropéias e pelo para expandir interesses europeu téncia é colocada a servigo da politica, que e: unfava, poi tina, onde as pretensdes da S: conertizar eta das lage inlérewropeid tas eoncepedes originals do tnonroismo e do pan- nilo representavaseno mien verdadeE forgoso re. conheser que o sistema int vontade politica dos leses, vnha ao encontrado denis americanislas, Tal conugag de forgas tera sido sufiiente para americanos nao estavam sob coagto de nen! pata cederem aos politica usando como poder de b nas relagdes com a Inglaterra, o conftonto dos dois sistemas eu " Renouvin (1965, v.V); Krippendortf (1979); Watson (1992). para atingir seus objet -grando-a em se\ de agregada complementar. As vitér yno-americana (1824), na gi rigs, sem apoio ext ram usar em suas relagdes exter: 1am condigées de usar a forga Inglaterra e os Estados Unidos moviam-se por interesses econdm ‘cos, ante a perspectiva do grande mercado que se Ihes abria, A men- sagem de Monroe emt 1823, a jorque feita 20 abrigo da esquadra inglesa no momento em que a veleidade francesa se diss para, era obsoleta: o tinico fato substantivo de entio era a compel G40 para obtengio de maiores beneficios desse mercado. O f do Congreso do Panama (1826) faz sentido: 0 pan-americ rio despertava tanto interesse, 0 que favorecia os ingleses, que te \do dos Estados Unidos; assim, a 1a abria-se as rivalidades interamericanas, a penetr 30 internacional lependéncia do 1 externa dos novos Estados cons nto apto a modificar, pela via das trans- mages estruturais, as condigdes de vida material dos novos. As tivas dos govemnos diferiam, nente 0 governe dos Estados Unidos soube preservar nas negociagdes ¢ lutas externas 03 interesses socioeconémicos ¢ politicos. No outro extremo, Brasil & Colémbia cederam da mesma forma diante das pressbes exte ages capi Jaterra, as condigdes de dominagio.que se perpetuaram. A po- o da Argentina fi relativa margem de enfrentan ins analistas da heranga coloni sobre a eooptagiid do Estado, simultaneamente, pelos grupos do capi- talismo avangado extemo e pelas classes fundirias internas, que te- dns (1963 ¢ 1964b); Wright Amado Luiz Cervo ¢ Clodoalde Buena ineremento py mercado tica externa q a América Lat papel das decisdes ce Estado no destino dos povos. ica extema brasileira a €poca da \éncia esteve hegemonia inglesa sobre ra regu das pretensbes européias, compensar as perdas softidas na Europa, tapolesnicas. Assistimos & ocupagao de C: 2 1979, reits (1988); Aguiar (1960); Pinto (1980); Cervo e Magalhdes (2000), Historia da politica exterior do Brasil Banda Oriental, nfo como subserviéneia aos interesses briténicos, ‘ampouico como “brago forte” da Santa A\ reacio ds humilhagBes impostas « Portugal de a projeto, bem-sucedido por u temo de dona Carlota Joagu seu império espanhol, a erescente de europeus e norte- jcanos, Mais importante ‘muladas por Buenos Aires, em periodo independente. Em contrapartida, 0s nexos de familia dina, em 1816, se nfo aux menos para susten= ispanicas, ndo sem hesita~ ‘nga, dos estreitos vinculos ingleses ‘transformagio do cont onal Esses elementos de aleulo pesariam obvi ores. Outros dois deven nto da real 0, desde 1808, mito, om as representagbes es- trangeiras no Brasil e as representagbes luso-brasileiras no exterior; por outro lado, a importanciatribuida as quest6es externas, na propri organizagao do Estado nacional, apés a ruptura com Port 7 Bandcira (85) Renato de Mendonea (1945); Ramirez(1968); (1998), Amado Lulz Cervo ¢ Clodoalde Bueno A (primeira. gestio.dos Negécios Estrangeiros) coube a José Bonificio’de Andrada e Silva; que desmembrou, em maio de 1822,a Secretaria de Estado dos Negocios Estrangeiros da Secretaria dos Negécios da Guerra, dotando a essoal préprio. Seu su- istério proprio eat 0s Negécios Exteriores, ferreno, como a aprovagiio de tra tados somente quando envolvessem cess30 ou troca de Lerritérios, Seri, pois, de poueo efeito sobre o processo decisorio no petiodo a pressdo vinda do lado das cémaras q nse entre 1832.¢ 1828, Con tio 0s objetivos estabelecidas pelos govemos est os em suas relagdes com o Bi e no exter or. O jogo das relagdes evidencia, contudo, um movimento inverso, segundo 0 qual prevaleceram de forma decrescente as metas nacio. nais e de forma crescente os objetivos extemos, no que diz resp 10s resultados esperados. A cadéncia do movimento assim caracte- econ6mico com Portugal; b) guerra de para obtenedo do reconhecimento da car a independénei ., passaram a fase das nego- siagdes. Isto ocorreu: com a proposta levada pelo cénsul brasileiro Correa da Camara a Buenos Aires, em 1822, para a alianca ofensi va; com os contatos, Espanha e Franea, em 1823, para is Com as conferéncias da Quédrupla Ali iva de cooperaeao entre Estados Unidos e In- slaterra em pro] da independéneia, em 1823; com a proposta bras Ivestre Rebelo 0 govemo norte-americano, em 1824; com a tentati lum episédio & parte de jogar todo o continente contra 0 Historia _da politica exterior do Brasi interessava, sob todos os aspeetos, tados americanos. De nenhum lado, pelas armas. © rompimento foi ;plementada elas forgas da nagao, jem com os entraves de unta col a de eseape a0 bloqueio co: imposto por Napoledo, Cedo, entretanto, ar pa sobre 0 cor inda defensora de interesses portugueses, para salvaguardar a fide- idade itil daquele Estado. 14 os Estados n objetivos ticos, econdmicos ¢ estratégicos: desistindo de se opor A fo que suas economias avangavam no c us seguidores arquitetaram um projeto de ligaatnfictignica, do i integragao politica e econdmica do continente, cujos instrumen- tos operacionais seriam criados no Congreso do Pé pelos representantes dos governos de toda a América. Austria e Russi deveriam deixar essa regiao seguir seu destino, iante e desvinculado, Em contrapartida, 2 maior parte das lideran- a8 locais nas colénias portuguesas de Angola ¢ Bengala esforga- | apontam para ra ndo esteve em peri mor em perd que pela necessidade politica; ¢)jos mais podero- avamse p leiro um poder de bargai o reconhecimento a ser ol quer prego foi um decalculo politico. a luz de uma per nfluiu de tal sorte sol i2ouas decisées até a década de 1840, funiio que de- eas deci timento forgas 5 0 gov stendeu as nagdes estrang: vandeja, um extraon dc barganha por ele criado e param-na naqueles ‘A monarquia con: te por se chocar, conforme uma cor ma amer foi posta em Pemnambuco e pel »xto da guerra na Banda Oriental & da incorporagao da regio boli 1ea portuguesa m 1822, Correa da Camara levava a Buen teresses iro, do Interferiam ainda as poténcias estrangeizas, In Estados Unidos, prolongando-se 0 conflito até 1828) Cedo percebe- ram 0s estrategistas bras glo Histéria_da politica exterior do Brasil da grande nago rival no Prata: nesse sentido também dever analisadas tanto @ magdo com 0 Parag Do lado europeu ha cidos como ins m@o-de-obra para a economia agricole br , obstando, por de escravos et ‘a mercado no, do do- obter emprés- féncia ¢ das mo industrial sab a condigao dependente A politica intemacional, & época da Independéncia, foi o instru- mento com que o Brasil e as poténcias ocidentais forjaram uma tegragiio condicionante, aceitando cada uma das partes sua fungio na divisdo internacional do trabalho) Tal fato, sobre 0 qual |, produzas situagSes de dominagio e depend: ipo em ambito inter- ‘etagdio, que se fundamenta na categoria mas sim explicito e escrito, negociado arcuamente e consentido por decisio de vontade. Vale dizer, que os destinos do Brasil, da América 7 Flavio, de O, Castro (1983):J.A. Pimenta Bueno(1978); Cervo (1981); Raul A dde Campas (1913), 28 Amado Luiz Cervo e Clodoaldo Bueno pre, como esto, sob E que #9 redua 4 pa sho, sem detectar as condigdes de supe evolugto capitaista, em que foram d mente inseridas as éreas petiféricas. As experigneias histéricas mostram as diversas perspec- que se abrem, © as andlises da época e de hoje enfa papel do Estado na protegao ao trabalho nacior nas relagdes de dominagio e dependéneia é ignorar a hist ‘Com base na premissa historieamente fundada do equilibrio pos- determinagdes causais e finalidades politicas, a ado & poca integragaor’a portu ram-se as precondigdes, com o rompimento da Gri-Bretanha como poténeia pela natuteza das relagies de dep ‘0es entre 0 Bra se sistema de relagdes as outras nagies capitalistas emergentes ¢ a0 universo. As precondigaes ‘As causas do rompimento com Portugal sio remotas e comple transferéncia da \do-se um surto correspondeu um declinio de Portugal..,As causas imediatas so as que se evidenciam no Ambito do Estado:'0 retorno de dom Joao VI a Portugal, em 18: Teira, confiada a seu fi 1820 suas Histéria da politics exterior do Brasil ‘me colonial. Contra ras, a opinido pit is preciirias foreas, que for organizadas. Ocorreu uma io vigorosa do sent ento nacional, encampado lo principe regente, ;perador por aclamago popular. Orompimento d: causa 0 proprio principe; a ia, Conira-revol partir da queda de José Bonificio, em‘1823,)com a ‘Assembléia Nacional Constituinte ¢ Legislativa e cont autoritrismo do imperador. __0 esbogo do\Estado nacional| foi constituido desde janeiro de 1822 )por centenas de medidas fomadas por dom Pedro e José Bonifacio no sentida de firmer sua prépria soberania ere | ridade das cones portaguesas 120 Rio de J ‘medidas mais importantes de rompimento px esto aeria- «0 do Conselho s do Brasil, a convocagio da Constituinte, a anistia para as passadas dissens6cs) politicas, a imposicio do “cumpra-se” as leis portuguesas, @ exclusto expulsto | aadmis- fo de navios estrangeiros sem certi a pais de origem & @criagao de tim corpo Janeiro de 1822 e inicio de 1823, foram assim destruidos mais 0s € a5 relagies do Joao VI ¢ Pedro 1, sm nave meses, por jnte(nago port guesa, passou do amor ¢ dedicacdo, pela hesitacao, até o di ieve educagio esmerad gindo sua personali , no dirigida, mascula ¢ for Leu os teérices liberais, j que eram malvistosina corte, e ent é perceber seu_ca ligdes de lideranga, que exerceu de 8a, em evitaro conflitoes ia do eéleulo estratégico que ico de seu pai. Dele quase tudo ma revolugo nacional ou uma reagdo absolut gunda dimensig da po nto fol guerra de independéncia, inevitivel em virtue da presenga de tropas portugue ora das provincias brasileira e «su adesto as ordens ics das cores. Duas situagdes se aprescntavam: em nnacionais, ex; sem violén as, 0s dirigentes lox ressio das tropas ugués envo! fio do Norte a Portugal. A preci situagao fi € 08 stcessos brasileiros obstar realizi nente def \iria_ da politica exterior do Brasil sigdo de armas. No contou o pais com net extemo, alén de algumas centenas de mercenirios, e fez a guerra por conta px idos” estavam presentes em toda parte: © port aliado a tropa c & causa da recolonizagt icional e a luta pel ido portugues estava roximada 10n do enivio de algumas expedicdes portuguesas, da sua expulsiio ¢ tomo a Portugal, do recrutamento local e da adesto tugueses & caus: ira. A maior concentragao de jesas ovorreu sob 0 comando de Madeira, na guei izaram-se ¢ eresceram rapidamente, ntnea, © 0 heiros), franceses ¢ americanos ~ e 2 1 esquadras. As maiores concentragdes ocorre as tropa 4) € Maranhio, onde as expedigdes vindas do Cear reunir cerca de'| ade independe ef de tropas; ‘em que a causa n: do.conflito nos): sua em (829, Amado Luiz Cervo e ¢! Houve efeitos digetosda unio das provincias, a Substituigo de governos col 9 confisco de propriedades portuguesas, 0 excesso e forcas ociosas a seu termo. O Exército ¢ a Marinha brasileiras enttio comparaveis, possivelmente superiores, as forgas dos los Unidos, 0 que representava uma tentago onde se agravava 0 conflito com Buenos Cisplatina, No plano da psicologia col ‘guerra contribuiu para a ddesto assim pode investir contra a revolta 8233 para minar seu prestigio,¢ independén- cia, depois de conquistada, foi ainda resgatada por dois milhdes de esterlinas e negociada em condigdes humilhantes. Oterceiro aspecto da politica de rompimento é sua d mx govemo bras P externa, Todi nagdo da Independéneia até a obtengio de seu reconhecimento. Os textos que definem as prim ras diretrizes de politica externa s40 0 Manifesto ds Nacdes Ami. a3, de 6 de agosto de‘1822, as instrugées destinadas a0s negoci res bras asepara- Gongalves Ledo, te Pereira e outros, amigos de José Bonifiicio, que acabaram sendo por ele perse; io de Estrangeiros, em setembra de 1822, IuBo favoriveis se aprese: © reeonhecimento bra: Historia da politica exterior do Brasil 33 Houve tr€s momentos nas nes s: em 1822 € 1824, em Londres, e em 1825,n0 Rio de Janeiro, Conduzidas por Caldeira Brant, as negociagdes de'1822 poderiam tet chegado a termio, ndo fosse a ‘condigo inglesa imposta para o reconhecimento: a aboligio d co de escravos. Tar eparagdo absolute, apés o Sete de 0). A essa altura, ica do Manifesto, de 6 de agosto, e ja en- gociar seu reconhecimento nglesa: A) 0 reservar a Coroa do,Brasil para os jam as cortes O gover ‘misses ao Rio de Janeiro com o fim de negociar, fato fundamental: dom Joao jovamente ao impasse, e Car Stuart trazia instrugo\ econhecim: seu plenipotencisrioso cria de aceit al nao haveria reconhecimento tado de comércio de 181 intoresses portuguescs, até 1825. Depois passou 7 gleses. triunfou por complet prometendo e pagando dois milhdes de e3- ‘0, mediante convengao secreta, Era, divide, uma excelente recompensa a Por! tradi 0 © tratado de 29 de agosto de 1825, pelo qual o Brasil obteve 0 ral ea concor- da pi eos interesses ‘O movimento pelo qual esse proceso de ‘you pode ser compreendido & metro lugar, as disposigdes controlar o quadro internacional para atingir as metas estabelecidas, do lugar, as Et desde que Pitt ideali- jal br do. Sua morte prematura em 1806 interrompeu os planos, levados a termo por seu discipu 0, George Canning. A este pri cont A 7 fos se apresent i posigto ante 0 continente: a América ndependéncia Canning ainda no apoiava, mas mercado requeria pare c as perdas do bloguc Portugal ses, atendendo plen perio aliado na Ams 08t; dom Joao plat desforra, tanto contra Espanha & Franga, mediante a oe déia extrapolo ia dos fatos, desde que concebeu a criagio de w império americano. Assim dev nder a carta i\imeiro de 1808, que abria os portos do Brasil 4s nagbes \dendo parcialmente ao desi |mesmo ano, que lou, entretanto, Amado Luiz Cervo e Clodoaldo Sueno 36 __Amado tuiz Cervo ¢ Clodoalde Bueno / sundo seu projet, Este nfo , que poderia favorecer a outras nagdes, partic larmente aos Estados Unidos, esto} ravam-se aos reendiam u aos prod regulados Histérie da do Brasil 1s no Brasil; k) fazer este pais aceitar sua politica de recompensa por servigos pres: spoca da Indepen’} (A forca, a cujo emprego até entao se opuscr As disposigdes do governo brasileiro oscilavam em fi ins, Fez ele duas tentativas para formagao de po Vel a outros Estados 0 fracasso de levaram o governo a enffentar a questo direta- \dres, Paris, 19 bojo.os chamado ‘cooperagio econémica em bases igualitérias; a aproximagao com a Europa fazia emergir os aspectos mais retrégrados da formagiio na- essa dualidade a sreza do Estado © icional exercida com elevado grau de autoritarismo e apoiada no modo de produgdo escravista AS instrugdes diplomaticas so os textos mais apropriados para nstrugdes revelavam em comum a dispo es de toda sorte para joado. AS vantagens 108 curopeus eram cons! de de persuasdo. De tud bbarganha de que nto 65 pois oferecido, no af& de depois, ante uma percep- 35 Amado Luiz Cervo ¢ Clodoaldo Bueno ncorria para o sucesso de Canning, Seus plenipotencié- Rio de Janeiro, Stuart e depois Gordon, iriam reconstrair 0 a planta. Os tratados sairam co: 1080. Negocia- de ma ituidos pornegociadores servis, enquanto mos detalhes dos tratados os grupos so- ciais ingleses, cujos interesses estavan ‘Outro, porém ido o desfecho das negocingdes no Bra ivesse permanecido a frente das riamente dos interesses da sociedade bra A convencto sobre o trafico de escravos, de 23 de novern 1826, preserevia a ex Portugal em 22 de janeiro de 1815 ¢28 de as comissdes pustas na fora dss atado de Amizade, Navega ‘oméreio de 17 de agosto de 1827, vilido por quinze a audapls¢ao das concessbes feilas em 1810 aos novos ave 305 objetivos de Ca os mercados paras gleses em prol do 1m Pedro,0s tratados f A ampliagao do sistema Como jé se observou, as disposigées do governo a de reeonhecim que se apresentasse ies pudessem delas se benef emquea Rev Industrial js se expandia pelo Oc precauedes para neuralizar o excesso de benevoléncia bra fetto da Tndependéncia: primero, conseguindo a prorrogasdo distr ~edosde 1810, até a conclusio ds novos, Segundo, estipulando, pelo de 1827, que os produtos de nenhuma nagtio pagariam menos direitos do que aqueles provenientes da despachou apress idade de concluir-um acordo que viesse beneti de 8 de janeiro de,1826, conte icapded{as FelagGes (da Prissiag das C em 1828, da Dinami se, dessa forma, 0 sistema dos tratados, igualando-se em beneficios externos com base no: vvigente na politica intemacional de entao. Uma das primeiras med das contra esse sistema de pri oi a Tei de 24 de setembro de 1828, pela qual o Parlamento estabelecet a igu ie todos 0s pro cia, Teve por concorréncia externa, de: Jjustiga contra as nagdes americana 10, excegao dos Estados ira izagao do sistema’ Aetratados desiguais, abrindo. worréncia do capit Cambeidae, tos passos ds Amado Luiz Cervo ¢ Clodaaldo Bueno © espaco das relagées periféricas A politica extema brasileira & época da Independéncia moviase em duas zonas de pres mmeira zona de pressio correspondia as relagdes com a Europa e a Segunda situava-se na regio do Outros espacos p Que se abriam a ago externa, com maior ou menor significado, eram ||sineo: 0 encontro dofamericanisma;\em suas versdes br | bolivariaina e monroista; as relagdes entre Brasil e Estados Unidos ito regional entre Portugal e Espanha, re! vo a0 dominio do estusrio do rio da Prata. Histori Portuguesa fora o dominio das vias navegiveis, a procura das mi © 0 controle do contrabando ¢ do comércio regionais. Dom Joao in- corporou tais desfgnios, desde 1808, ao projeto de construgio de seu sto de Buenos Aires e Mont@- vidéu. As forgas que se posicionaram entdo, com o correr dos latina, em 1821, depois incorpo corporacao da a declaragao de independénci dom Pedro reagiu, por sua vez, a d Buenos Aires e com o blogue : Ean iaguerra ‘errestre e naval nada decidia, a dip! nacional interveio jor peso. O governo dade seu exército e se engajou na lua, sobre a qual esperava tar a nacioy - Desencadeou, por outro lado, uma aga diplo- itica exterior do Bra enviando missoe retanha, onde Cani guerra, aos Estados Unidos, cujo governo pretent lidade e nao estava disposto a ceder um coro! restava & Argentina negociar com o Ri de Janeiro, para onde e vyiou duas importantes missdes em(1827,¢ 1828, Tanto mais que a hheranga artignista, despontando conio novo complicadar, desenvo ven o germe da nacior ceu intemamente, em ‘A solugao comega a v desgastadas, solicitam a met perar nada melhor, porquanto se opunha si ntestinas no continente, como se opds és guerras europe ta. Seit interesse era 0 comércio, e a guerra aniquilara 0 de entre si, por- que foram contratados e postos a servigo de ambas as esquadras. As instrugdes expedidas aos mediadores brténicos, Ponsonby em Buenos © 0 desenrolar das negociagdes revelam que paz e dos negécios, \icios de que tenha sido a criagao n plano inglés. O Ut 10 0 governo bra wente conduzidas no Rik tantes, sob coordenacio dos mediadores. A convengio preliminar de paz, de 27 de ira independéncia do Urugn depaz, Emartigo ago do Prata e seus afluentes para os si ro, qe também interessava terrae ds ouiras poténcias. Delas, Amado Luiz Cerve e Clodoalde Bueno As aberturas periféricas Ofamericanism ¢ concebido como vertente de movimentos di- versos que agitar interamericana ca historica, 2 XIX, correntes princi ‘monraismo norte-americand, Houve, entretanto, uma versio bras ado americanismo, até agora quase desconhecida, Olaimerie rasileird foi um ideério preciso & jomentos, per motivagées concretas. 0) corresponde ao pensamento, as intengaes ¢ aindependéncia; 6 segurido-comesponde & reagdo que se delineia no nento, a partirde 1828, contra o sistema de vinculagSes euro- 10 de unidade continental & tuigBes liberais. O idedrio explica 0 desejo de aproximagdo com a América, tanto para garantir a defesa comum do conti lo Praia em 1822; com os’ Estados a de 1828./Para se exercer em maior escal ldades de suas correntes congéneres, _ O bolivarismo ¢ o monroismo apresentavamn em combm a con- -Pepeao das duas esferasy’a européia, retrdgrada e ar 1 jovem © modema. Bolivar era Mais idealista americanos ¢ 0 bra: | Uma América indepe: ‘Congreso do Pan fa extern americans. O monrofsmo nao teve os mesmos apelos externos, res Wingindo-se a uitia declaragso de intengdes, para os préprios norte Historia da politica exterior do Brasil ‘americanos, de que nfo iriam intervir em questdes cur nfo devia a Europa testabelecer o sistema colonial no con (© governo norte-americano negou-se a converté-lo em acio, fizeram da Doutrina Monroe rome a alianga americana contra a Europa, enquanto 0 governo dos Estados Unidos protestava neutatidade em qualquer hipdtese. Por jolta de 1830, todos estavam decepeionados com todos ¢ com tudo. (Os norte-americanos, com o caudilhismo ¢ o fracasso das insti se dar por satisfeitos: estava afastada qualquer possil americana ~ ¢ 0 continente se parti, tomando-se ‘corréncia ea influéncia slags cate Soca da nde pendéncia, dependiam, acional eda politica norte-americé ‘Vengo curopéia, sob a inspiragio da Santa Al com a Espanha acerca da cessdo da Flori os Estados Unidos, le colabor: sem ago ci “ te-americanos, Clay, Adamé, Monroe e outros, embora divergissem ligeiramente, acabaram mantendo as-coord 1s de_uma_ que, no , Lonias © as metrdp guerras‘de independénciay Amado Luiz Cervo ¢ Clodosldo Bueno tomadas de posigao politicas; dsomente rec des apés 0 fato consumado americano” € os interesses do cométci senga cle uma esquadra‘ ) buscar as facili: ses, ficando a d emacional, A abertura dos portos, em 1808; foi o ponto de part se norte-americano pelo Brasil. \j@ocupavam o terceiro lugar, e alguns a superados em niimero pelos navios bri ras. A esses teresses norte-americanos no Brasil s ima diplomacia local. ‘Por vezes insolente, mas disposta a informar 0 governo dos Estados Unidos, que superou suas prevengdes contra o regime monarquico, uve, alids, acenos por parte do governo bra izar as relagoes bi sdes inglesas, Nfo suri desejado pelo Brasil se opu teriormente. E porque h: ‘cano quanto a filiagdio inglesa do Rio de Jan mente as revoltas de Pernambuco, de Buenos Aires contra o Brasil Sendo prevaleceu um também nao se or que acabaram se fir ‘desafiar a influéi Histdria da politica exterior do Br mais ligadas 20 nso, como tar uni gas angolanas aos governadores e ros foi decidido p portugueses, Nao e dom Pedro para pela firme oposigéo de Portugal ¢ Inglaterra, inipuseram ao govemo brasileiro, no tratado de paz de 1825) 0 di mento politico da Africa port Desde entiio houve tipo de explora- te ¢ adequado ao interesse da metrépole. Outta abertura da politica externa brasileira & época da indepen! foi o Paraguai. Esse Estado nao teve politica de reconheci- mento, por isso pade fechar-se e nfo ser temacional de enti, co Um ponto de interesse comum aptor desde a rebelino que dep6s, ‘aadotada por dom Joao as do Brasil foi descober - desde 1822. Em 1825 foi cle acreditado, jelo-governo Francia, como o primeira represen Rodrigues (1969); Rebelo (197 Amado Luiz Cervo e Clodoalde Bueno istara simpatia ante 0 Paraguai da Confederagtio lianea defensiva, talvez o interesses pi foram suspensas em 1829, Apés air nou o interesse brasileiro, se desaparecerem por com- leto as comunicagdes bilaterais. Estas se mantinham pelo comércio, existente no porto. de Itapod, e por contatos oficiosos, Francia niio desprezava 0 apoio brasileiro 4 independéncia e.0 Paraguai porque gicos coneretos, no quadro do ‘Com outros paises do cor época da Independéncia, as relagdes foram precdrias, quando no inexistentes. As boas disposi- es iro 0 represent ios. Trazia propostas importantes nomento: convidar o governo brasileiro para que se fizesse Ramos (4a 935); Souza (1966), Histéria_da politica exterior do Bras sgresso, mas seu representante na ram de ser protelados em razto de di fo foi rejesiada porque a corte do Rio de Janeiro suspeitava desi patias argentinas por parte da Colombia e por ter sido j6 ac ediagao britfnica; o tratado no vingou, enfim, porque se prev desmembramento da Grae im 1827 estava no Rio de Janeiro um representante peruano com a infengio de regular as fronteiras, mas 0 governo bi julgava ain acordo nesse sentido. Em contrapartida, despachou para as rep) dda Ponte Ribeiro (1829-1832), Passou por Montevidéu, Bus 1go € permanecen trés anos no Peru, onde navegaco do Amazonas ¢ dos creto, Em seu entender, 0 onavegagtio, nem havia de 405 limites. Ponte Ribeito fez tes estudos sobre esses pal- ages foram posteriormente de grande utilidade raregional Tepresentavam a sociedade brasileira no Parlamento, aberto et Ao contrario, desencadeouse ai, nos anos de 1827 ¢ 1828, Zabieta (1924); Rivas (1961); Portillo (1983); Souza (1952); Vallado (1959), Cervo ¢ Clodealdo Bueno cia, tima vez que os acordos extemos nao eram aprovagao do Parlamento, pela Constituigdo em vigor ‘Tem fodo interesse, entretanto, su \edo dos Fatos, O sistema dos tratados resultou, segundo 0 ps mentar, de uma disposiglo“injustificdvel do gov {reconhecimento d node mendigar 0 2. AS concessbes extrapolavam os mites da racional sacrifi io 20,0 assiintos internos, como 0 is fungdes do Parlamento, Insti ia efalsa, igualando nagdes desiguais, n idade, quando esta realmente te os 15% Em suma, os tratados i avangadas. Deu-se aqui o primeiro et Portas abertas com que as poténeias capi belecer a abertura da periferia aos exced 0, mas ndo 0 apoiot do setor agririo e contra outros setores da atividade econdémica, O libe- Historia da politica exterior do Brasil trio contra os tratados no denota dispo- im plano de desenvolvimento das manu- 1821. Mas a nave ntar, deveria ter do protegida, j8 que © pas. “pomtane, que esiava send s “comércio de escravos, Havia, em suma, “qual se mataya 0 nacional Con hime em aprovar os recursos para manter a guerra contra Bu “Aires, cuja condugo confiou-ao Executivo, sem contestagdo. Nem ‘a movida pelo governo ém, muito sensiveis a “guerra de opinido” desencadeada desde Buenos Aires contra as inst fuju tidas por eminentemente superiores as suas{congénezes do cor tinente."* Os tedricos da dependén este per corretos quanto na percepeao se; 0 € os germes di tanto, é inconsistente, na medida ve 0 apregondo conluio entre os er hhegeménicos da nagao in danago agroexportadora, que ter firmado um pacto de compromisso, gerador das condi - a petiodo; Cervo 17); Fernandes (1975); Bowsbor (1982); Amin (1973). outras instincias. A sociedade deciss termos de pol do proceso fa Independ® cerais das nagdes mais avangadas, comandadas por faziam A pouca toque de fora ros teve de ser procura- do depois, enquanto os setores de modernizagiio i estabelecer a eoncorréncia cam o capi gpoca carketerizou-se tou, paradoxalmente, nos anos a segui efeito, c a montado 0 sistema dos fixou as Fe ‘do jogo nas relagées cOm a Europa c os ‘micdos, enquanto a conver Buenos Aires dispin lo do Jado do Prata, A partir de entio, até 1844, o periodo lado, Jouo e nesse s «em termos de imaginagao, de iovacko, de agtes posit trava-se a depen externa 0 meio pelo qual za intemacional. Por outro lado, 0 pe reagio len idade e fortalecimento mente a politica externa, Amado Luiz Cervo e Clodoaldo Bueno io. Em primeiro i na sucessti do trono portugués, do.qual ere Embora a ele tivesse renunciado em 1826, apés a morte do.rei dom Joo VI, em favor de sua-f r sob pressio das separava-o do pove, euja hos ara dos Deputados, onde se liberas. A aprovagdo da Lei de Responsa 8 cxetirios e conselheiros de Estado nto apazieuou 0 coailito, que do Pedro enfrentava como se fosse uma A abdicacao,\em 7 de abril de 1831, foi o desfecho inevitavel Coin 2 reaéacia, o quadro insti recuos, conforme apulsos vindos das foreas liberais, democraticas, descentralizadoras, ou das forgas da ordem, cent adoras. O compre ratendéncia era pere le do Exéreito sobre a vida p na aprovago do Cédigo Criminal em 1832 tucional de 1834, 0 AG Ai i que também se jue punha em risco a unidade nacional, reagiam as foreas da ordem, ena reforma c regionais, com 0 apoio da efra em expansfo no vale s regides do Impétio nto apresenta no econdmico, porém nto a0 estilo le $6 podia se exercer sob mentar. Esse idesrid deu orig eu a0 poder em Historia da politica exterior do Brasil om a restauragio do Conselho de Estado ¢ a reforma da Cédligo de Processo Criminal ef 1841, ¢ se consumariam com a errudicagio das revoltas reaionais-ent {848-1849, com a Lei de Terras ¢ a refor eda Nacional, eni1850) o poder um levar adiante um pr iderio politico e tiveram de cedé-lo aos conservadores, prop ompletar a obra iniciada em 1837. Em termos de pol Liberal e 0 Conservador —, Estado nacional. Tanto liber das condigdes desse fortalecimento para reorden: ce fungifo de uma percepeo mais abrangente do interesse nacional [Antes disso, era preciso estabelecer o controle que o Parlamen- 19 no exercia & época da Independé Nesse sentido, d foram importantes: a de 15 de dezembro de 1830, que prescrev Assembléia, ea de 14d dos regentes. Pela primeira, teve origem o R das Negacios E: para instruir 0 debate do espe: que j4 era objeto de exame por parte do Par 9 da Reparticdo Imente, desde 1831, com base nas informagbes do Relatério. Estabeleciase, assim, poder de pressao e controle, que o Parlamento exercer Império, A lei de 183))determinava qu quer natureza, fossém submetidos a apr. Ade sua ratificagdo, conforme reivindicava a Camara dos Deputados, insurgira contra o sistema dos tratados. Essa a Conselho de Estado. De qualquer forma, o Parlamento poder decisério em matéria de tratados pelo tempo neces: muiglo do sistema A organizagio do Panhavao reordenamento i Amado Lulz Cervo e Clodoaldo Bueno 24___Ammado Lulz Cervo ¢ Clodoaldo Bueno icquadas para o exere’ 1842, pelo decreto de 26 de feverei lamento da Secret Essa foi dividida em quatro segdes ( to da Europa, A quanto 0 corpo di de Janciro ascend 0 jogo das regras a Secretaria dos 19 pessoas, 0 corpo estrangeiro 37 pessoas, se aS relagdes com 0 Praia, licando 0 Aires em condi¢des de agit com a0 comércio nentos ingleses e 1822¢ 1843-1844 (exercicio fiscal de, comercial apresentou pequenos saldos po: Toes, co" bras. Considerando-se as méd 1830-1840 a 1843-1844, as exportagdes pass expressivo (15 milhes de libras no periodo de vigencia do tratado fnalés) cexplica-se, em grande parte, p bio bilateral entre o Brasil e por exemplo, as importagGes de produtos contra 1,277,336 de export para aguele pais); tinha sua ingleses, Protegiam seu -xo exportagaio-impor beomércio triangular, com q os produtos eontin« inufaturadas. izando scus agentes ¢ enviando missdes espe mente a Europa. Em 1835, Caldeira B gacdo do artigo 19 do tratado de comércio, que fixava a 15% para os produtos i stro do Com eangou, Descobi tos sobre as iro tratado, e35- logo se proce: tratado, entre 1842 € 184: produtos brasileiros no mercado inglés. Em realidade | Seguira reparar essa grave injustiga nas regras do coi Amado Luiz Cervo ¢ Clodoaldo Bueno reado. Com toda a Europa, 0 las trocas era elevado. Ser em parte compen ura prov Fos e pelo superdvit “nets de 1822 € 1825,-super- mension em termas de Confaiga, emp do-the cerca d es de libras. As operagaes eran por casas inglesasintermediérias que minado desfgia e depois os negociavam xas médias exam pouco sup. ‘comissdes e Ndespesas-de langamento): libras, a uma taxa dé54% (36 pecebeu 4 | has, axa de 1829 explica-se insolvensla deneralizada da América Lat : za atina, a cotagio | ee gS im até oempréstimo-de 1843.}eorr NI Pondia ama sangria agiotaria de divisase seu valor nfo se destinava a investitnentos produtivos,¢ sim eobertura de dic usteio de lomaticas, pagamento’ soma relativa dtransferéncia da di brésimos extemos diranteoprfoo devise total de 5 milhées de libras corresponde a Teas ea um tego do avs 1805 Cpe. Pe °73); Manchester (1 mer Eales dent Historia da politica exterior do Brasil Em dois terrenos teve a diplomacia brasileira de entre prepotencia das nagBes mas fortes que recorriam a ameagas imp primeiro diz respeito a0 conflito com a Inglaterra em tomo do trifico de eseravos, ¢ 0 segundo, a reclamagdes de natureza diversa, prevalecendo as exi lenizagbes pelas presas feitas & fpoca do bloqueio do Prata (1825-1828). 0 trafico de escravos para o Brasil estava proibido desde 13 de marco de 1830, nos termos da convengao de 23 de novembro de 1826, ¢ desde 7 de novem Prosseguia, entretanto, por trés piiblica — agricultores e antoridades subalternas ~ er {utndenda sn etna como pose ngs feita sob pressio. {p)yparticigevam a Bépitais’e navios port 05 grandes lucros do empreendimenti/c) negou-se 0 B0V' Jeiro a uma agao dec im de tudo, 8 Duas comissses mistas foram institufdas, nos termos da conven- «40 dé(1826,)para julgar as embarcagdes presas fazendo o cor pando: jima’em Serra Leoa, ou fe Fanciro, A de Serra Leoa {lgava na auséneia de juizes bra origem a enérgicos protestos brasileres, ‘Aberdeen estavam decididos a liquidar com 0 trifico de forma e, como nfo obtinham acordos suplementares para incrementar medidas legais de repress, a acordo até mesmo com leis inglesas. Os a jcavam, estabelecendo- essentimentos-eanti- riituas, que muito co esistencia d Encia inglesa no Brasil ado de 1825 com Porta 38 Amado Luiz Cervo ¢ Clodoalde Bueno Historia da politica exterior do Brasil 59 raga. A Espana gens externas, Apés haver rect agdo de uma comiss’i as raizes historicas cor eCh 1,150:6658759, Em 1834, a Gra-Bretan doqu de Roma eram conili Iamento uma verdi jntrometer-se na lgreja bras ir as bulas que el ‘e Mato Grosso. Entendi virtude das disposigdes co t6ricos. O padre Feijé, no P: elevando-se os 5, no entender d ir de 1837, 0 govemo passou a rejeitar algumas re- deparie a parte impe para o Rio de Janeiro. Da Amér )ger negativa, ‘audilhismo. Mas Rosas, o governado opinides do meio p solaas mente a resisténcia 20s € Ese AngieNe sem éxito. neal en ‘As interpretagdes externas ndo deixavam de influir sobre a auto- imaxem: vai-se forjando a percep de um interesse nacional a de- fender interna e externamente pelos designios de uma politica exter- na adequada, as estipulagoes se fa 0. Dois efeitos cram preparados se consol conereta a prepot is pactuar com elas,? especialmente da Gra-Bret cia & prepoténcia, sem e Europa e civiliza iadas de forma crescentemente pos: -m virtude de sua w indeps em 1843, a pol or vezes procas era 1a ambos 0s gover is, porquanto ai iéncia inglesa no Bra wr no continente americano Jas dos Negécios Estrangeitos fe em céleulos politicos: a guerra da Cisplatina fora en das ind Amado Luiz Cervo ¢ Clodoalde Bueno tos que opunham as facedes platinas entre si ts to com Rosas, entretanto, se a neutral foi uma se coloca idependneia. Quando no poder, em contra o Império, O m com seu adversirio, Oribe, que com ele se revezava no governo do ‘Unuguai: derrotado, buscava o Império; no poder, se Ihe o roximava-se do Impé- nde confederagiio, tegrando 0 U € logo se dist quenio e rrespondia, pois, ao isolam to do Bra: 8 s platinas, quando em posigao de forga Os interesses econdmicos em jogo opunham as economias ag italista. Quando Rosas estabe- nismo rigoroso, o monopélio do comércio de Buenos Aires sobre o interior, o fechamento dos ros cortando 0 aeesso a Mato Grosso, sua politica supunha a dominagao sobre 0 Uruguai ¢ 0 Paraguai bra cio prejudicado, No Brasi erpretada como projeto de reconstrugio do vice-reino, As metas bras ceram-se com urgéncia: concl vo de paz, previsto. fe navegario € 0 comércio regular com a Argentina; definiros limites com o U: Rio Grande do S: Em 1843 estava River do Brasil indisp6s-se co srapos @ppela reivindicagaio dos limites de 1777, que significariam a dev. Histéria da politica exterior do 8: 0s, ressuscitando a idéia da confederagao interiorana, Franga e In- al chegado mais vyion ao Rio de crra ameagavam intervir, € nessas condigdes parece dorargentino econc! rabar Rivera e paci Fada alent plo Dre, Renee, 0b pretend cerros formais, Na realidade, a alianga nio passou de uma hii pétio contra Rivera e manteve-o alas como sempre pretendeu 0 governador snfo completo de Rosas, que afastou o perigo de ,recolocou Oribe no govemo de Montevidéu ¢ amo inimigos, mas @ atitude do governo argen onfianga dos meios politicos brasieiros. © Bra ros ‘vemos da Franea e da Inglaterra, cujs jnteresses eram mais conver- gentes com os se livre do isolamento impost A reacdo no discurso Amado Luiz Cervo ¢ Clodealde Bueno «do pelo diseurso, irrompe em 1827 0 Gi latura, e contagia 0 Conselho de Estado em 1842. Six Estado e partidos politicos em tomo da pol mente do. no Prata, onde as tas internas; b),procedeu jea externa; (¢)/despertou a v i pela coesio alcancada, ica de potenci Jo, que se hav: époea da Independéncia As cong) na fase posterior, Preparava-se, entretanto, o terreno, criando-se as precondigées égios especiais aos siditos es- \geitos residentes no pais; obter a aut suibmeter a pol jugado dos diversos Grgiios do Estado; e na sobre o processo deciséro. do, que se ob: 1828. A partirde 183 antes violenta requ 3¢ frente 56 seria possi Se 0 governo contasse con dc 0 nagdlo e 0 apoio decidido das Camaras. Apclava, pois, 0 ministro de Est 8, Cameiro de Histéria_da politica exterior Campos, a responsabilidade conjunta dos érgitos de governo, se portava ao interromper as negociagdes para novos tratados so werendo is ajustes ra 0s privilégios co-) ingleses pela igualizaedo da tarifa em 15%, reval 1837 a conventgtio sobre 0 tréfico, uprovando a lei de 7 de novembro, “emnome da soberania. O Relatério de 1832 mostra a que ponto se io do Gabinete com a que vinha sendo exposta n ceamaras acer atados. Cameiro de Campos, ai stro de Estrangeiros, se ope a chegada de novos tratados e a renovagito dos antigos, xesumindo o pensameito pi nO esac xB) a Assembléia se hes opdey) “af cia, que se tem feito com os tratados existentes;-ém que os interesses- do Império, havendo sido quase sempre sacrifieados debaixo do prin-| cipio magico de uma reciprocidade itusdria|(..J"{d) foram usados contra nds e futiea admitides quando nos foram favoraveisye) ser- ‘vem para aconsel ustiga das nagdes poderosas quando fazem sistema cujo fim deve-se esperar no que os curopeus ampliassem a imp tados desiguais, sob a ameaca ol contra hagdes atrasadas como.a-China, 0 Japti ‘0 Reinado, restava em novembro, po Amado Luiz Cervo ¢ Clodoaldo Bu texto de niio ha tempo habil. As pressées para obter s n enormes, mas 0 Estado brasil , com que pode resistr. O discurso politico nfo se restringia & revolta contra os tratados © a proposigto de novas ido expirassen do Trono, 0 Rel ago, o traficoe @ escravidéo, a contratacdo de tropas estrangeiras e a nave; to da soberania em razio da dependéneia ¢ da ingen ‘Um dos majores inconvenientes fora a impos. ro e pudesse influir sobre o sistema prodativ infeio dos anos\L840) ocupou-se 0 meio po nehistria nacional, nbém no se 0 meto p ‘questo das fronteiras, apesar dos i idade nas questdes dicava no siste? 1908 exteriotes implantado a época da Independe reordenamento da politica extema em fungi de di mente di forga profu as mudangas. Ti se destruido o sistema de tratados desiguais, ap em condigses de tornar viével um projeto nacional.” Economia, populagao e politica externa A ruptura dos anos 1840 e a nova p externa {844))o sistema dos tratado: ovo projeto de p Quando se & com relacio a fase nal, O novo projeto, resultando numa pol dente em seus ssa nova po a 485 parimeiros ¢ ae controlar \y tia. Nao se soube, tude de pressdes fo, manipul-la com uniformi n diividas sobre 0 Amado Luiz Cervo ¢ tee istéria da politica exterior do Brasil pel fafia do poder, oeupando os il e dos drgiios centrais: presidente de ministro, conselheiro, diplomata. Nes- Os analistas do Estado br fa comportava, por las as-formas fro de entdo a estratégia de ago o u gia de ag \duto da nagiio ~mas, +r vezes. Considcrava-se sem divida porta-voz de suas julgava-se no direito de induzi-las. Movia-se 0 Esta~ fa, sem presstio ‘como na fase pré-capi fextema é a constatagio de sua co Tina o Estado condigaes de ‘completa na elaboragao ena implet processo subia do Conselho de Estado —incumbido estat de se pronunciar ~ a pessoa do monarca ¢ descia ao Parlamento, ‘onde era acompanhado de perto pela Camara e pelo Senado, para chegar ao Gabinete, que 0 exe Tudo pens 0, por meio a uma sociedade d as eram revigoradas p isorio © do protesto, idadee acoerss Wipes quase externast a) foiomais € coneretizan: ros foi adaptado usr) 1. Castro (1983); Cervo (198 Lede (margués do Pa Wanderley (bartio de Cotegipey José Ant6nio Sara (visconde do Rio Branco) realizou como das duas tendéneias. Sua’ proposia de p nte de agdo, obter 0 consenso ¢ a forca, Historia _da politica exterior do Bras (0 papel das instituigdes e dos homens nao per 1 conduzir com autonomia pessoal ica externa, Esta, como el era parte do Estado e produto do tempo. Embora manifestas- interesse pela politica internacional, como convinha a dom Pedro vyiam com a dre: A politica exte do, para servirexclu- jeresses dal porque atendia a pereepedes mais compl es I, Houve uma pri posta inicial audaciosa de industrializacto que perdeu forga com © teinpo, A diplomacia sustentou 0 provesso de modemizagao desen- cadeado nos anos 1850 éstimulou a produgAo voltada ao mercado interno. Eram 03 Io e da atividadk ndugdo inevitdvel do progresso pelo jogo dos m ‘enguanto aq} am as politicas pil Odilema levoua hesitagdes e dividas, prevalecendo enfim o libera- ses econémicas externas. Apbs @ itupea0\do pendente no sistema capi Se as condigdes inter jplementagio de uma politica externa ternacional requ: estabelecidas se choca fas ni minantes. A épo continente europeu ¢ Estados Unidos, ferro e apareci sagflo moderna. A concor nacional prod alfandegatios, « busi mercados, 0 col era facil a0 Bra protecionismo em favor Amado Luiz Cervo ¢ Clodoalde resist ds provocagdes imperialistas e indo as conquistas se obti © no econdmico, & penetracaip\ocidental -expansionismo norte-americano e, enfim as distintas visdes ys meados do alist, | desempenhado pela cando-se aqui as mo na estabeleceu-se 1854 18645 sob ‘A sociedade internacional 1.nas décadas de 1850 ¢ 1860. ra o instrumento da domi Os europeus e nort jcanos obtiveram val para desarmar os golpes que o imps jcom evidente cove O expan: (or eniré 1838 e 1848, quando ifo do México e ao Pacifico. Obede: interesses econdmicos, pressdes demografi litiea (os sulistas qu se rentes de psicologia col norte-ameri Historia da politica exterior do Brasil 10”, uma poderosa xados.o-Te 1a expansionista. Desde“ 848, depois de ane: co, Utah; NEV —Kexpensis do México, 05 Estados “fe pata a América Central &, Caribe, No Panama, ~conflito com a Inglal esponsabilidade ex “entdo recuaram. s6es politicas lo ‘a constriigao do can América Cent 0 obsticulo extemo, na ay: ismo rosista, Chegou-se & explorando habilmente as dissen= s, para estal fagdio das metas no continente. Os Estados nite @ evitavam conilitos Os riseos que se poderiam visl 70 poss atingir seus objetivos na érca.? sa consistiam na co: grandes, Até entZo, como ai Spresos por tratados, no nos podiamos movei Oprojeto de 1844, selho de Estado, nadurecido sobretudo no ngia propostas fundame auitonomia alfandegatia a fim de se poder controle cial eas rendas pil (©) estabelecer os p resistir As pressbes ext acordos bi micas com 6 exterior; meio do prote F Renauvin (1968, v.9) no. Amado Luiz Cervo ¢ Cladoaldo Bueno As origens da projeto de 1844°devem ser procuitadas em trés dimensées: ios pri briténicos e gerais, que resultaram 1 de protecio a indi ada quase livre dos manufa de longo aque ficou ade cabotagem. A def interesse nacional provocou o negociacdo, entre 1842. 1845: Henry Ellis no Rio de José de Aratjo Ribeiro no Rio. O governo bras: ara os mamufaturados ingleses, em troc da entrada do agticar e do condigdes em queer irregulares do 038 eto ravadeintresse idelidade sox prinepio do projeo de 1844 levou o Conssiho de Esa sei roster nna Prissia, Tw das e fort entio fio campo das relagies }émicas extemnas, Sem experiéncia, mas com forga de nento indlastrialista. Corresponde tendo em vista as limita jadelo de enqua 10 industrial, O pensamento ‘es eno Conselho de Estado, quando se examina a lei do oreamento, as propostas de tratados, as pautas da alfind nents. is defensores provinham do Pat erais de expresséo sconcelos re 0, Carn na Camara, no Const 47. Os antiprorecionistas liberals eram conduzidos por Paula vos, O debate era do mais mento protecionista, prod: m na demanda do meio \émico, porque nao hav proteger em termos dei diistria. Foi uma proposta do Estado, que assim se colocava da nacdo, atrelada aind: ficava a auton nos da classe fundirin quanto aos interesses externos do capitalismo industrial Para se medir a abrangéncia do pr sém confrontar as aevolucio das foi um impeto inicial |e dispersivo. A protegao ao trabalho ado modernizagio br 108, € foi cociedade, Despidos de seus privilégios, 0s nsdvel pelo inves 370,3:398 1889, Para set pulsores da modemizagao e obstaram como d do complexo expor ataidos pelas chances ‘A modemizagao bras! ¢ nfo uma revoliga, Jo Luiz Cervo ¢ Clodoaldo Bueno cargos da divida externa e geraram saldos em conta corrente. As | exportagtes para os Estados Unidos, onde 0 café en tributos, foram desde ‘de-1830 tesponsiveis por elevados jo do Prata, o coméreio dovcharqus de Geografia e Estat 5,4; 1851-1860: 10, 22,0. Em sum mércio é 0 primeiro elemento das relag6es inte ea base exclusiva em que las 0 Relatirio de-1859) q\ corpo consular com 220 agentes.em servigo. O mesmo Sucedia cam o crédito situago econdmica © p a renbilitar izago, pelo scrvigo da divida e mesmo para fazer sua fea de poténcia no Prata, A fim de garantir suas pretensdes, Londres, barfio de a City ea amizade dos Rothschild. Entre 1824 e 1843, 0 governo do Brasil contraiu em Londres empréstimos de 5 milhoes de sem contar aquele que resgatou a Indep. nove anos sem abastecer-se em Londres e¢ ver. que as relagdes bilaterais estavam em Historia da politica exterior do 8ra os anteriores, contraido em. 1889. divida, & modem Para esta tiltima, o gove empréstimos ao Uru tempréstimos piblicos, 0 cay vin do crédito privado, como é 0 «: sobre a praga de Londres, ¢ pela dos investimentos direto: tradas de ferro, moinhos, engenhos e outros empreendimento: n-se no pais, concor mento da poupanga. De qual pela ie sacava, osestabelecim: quer forma, @ fatoria, ma. av d governo ‘Embora o regime dispusessé de forga suficiente para sustentar 0 acdo pro esl dere saute Whe parce conortvel ob oda 0 aspetos. propos Pear io Estado, & do, Aflorava nos debates piblicos, Amado Luiz Cervo ¢ Clodoalda sueno cio exterior ndo foi tAo liberal que evitasse surtos de indus nem to proteci de forma sustentada a favor de seu projeto, com idos mas quais nfo have sociedade condenada a raciocinios, esse € 0 estado das nagdes mediocridade, sem 18 nos seus destinas, & nfar como expresstio do pe mica, desde 1860. F dustrial ¢ exigiam sua observancia, Bs riogdes don me se poderi istéria_da politica ex ie laveis, pressdes inter peda Gicosextern0s, Tel explcgdo nao sva necessiio refi pn ise to rete uene 0 Fatado, que tnhan p explicagao est aque desviaram o processo deciss ‘io em relagdes mecfnicas de c responsabilidad dos g de exportagao, a interiorizagaio rX, condicionadas dade © do pro fico de escray ca exterior do Brasil a1 Amado Luiz Cervo e Clodealde Bueno Tuten aa pol eee prenennt de visita ¢ busca ¢ a exti fe Serra Leoa ¢ do Rio de Jan decisio troso conflito la 1839 Palmerston O trifico de escravos ¢ 0 ava 0 apresamento ¢ ico, pairando sobre o Brasil amesr que substituira Pal Ministerio de Estrangeiros em 1841 30 era to propenso a0 uso da forga e de leis internas co seiros, porém, ante a inviabilidade de nove tratado de eo re 0 treo, secarreft aos mesmos met 10 dO4845, contra o Bra querteve sobre o Bras ,gociages com 0 governo vernos brasileiro’e eseravos: a prime' nova conven zendo aprovar sua lei de 8 de; ‘Consumava-se dessa forma a rupt 0 de todas as mento da repr@ssta britdnica pelo uso da fore pla forga e impor re os ingles de eseravos. O protesto me, el elaria, 0 Parlamento e-0-Conselho de Estado, eviter maiores agravos, obter a revogaptio do bill ¢ se der juridica (08), politica (atentado & relacionamento n descontentes com a cot vam ser a dubic ide do governo bras \égios ingleses 82 Amado Luiz Cervo ¢ Clodoalde Bueno am-se com as ia Wicita do gover- ‘aximo, entre 1 sob a vigéncia da ico despencou Le 1855 asest vos importados, a A decistio brat sxtema, A represso que viera do Prata ¢ a € ports bra: s de Sousa, mi lino José Soares rvengao contra Rosas, que ico em Buenos Aires; e eli Cada uma das partes fantinha suas prevengdes. Dessa forma, a fo era revogada, as reclamagie: m solugo — apesar de se haver > ranrse encami Durante virias dévadas agin o govern pela objetivos no Brasil. A\ direta — protestando, negocianjio e protclanda—e de erston e Aberdeen, Fes, rs te abelecer com @ coroa excelentes. porum lado, e com os meios financeiros ¢ ¢ IE preciso, pois, distinguir as relagdes de governo a prevaleceu 0 conflito sobre 0 € as rel lagbes de naga into erescente © dor mneorréneia de nor 0 em seu info ser entre 1880 ‘europeus, ipério s6 foi constante, a0 longo do 08. Al 84 Amado Luiz Cervo e Cladealde Sueno isso, no teve diregto segt quado. A imigragai des de colonizs etsivos de colonizagio foram ensaiados: as Tevoltas-regionais © _so da expe atraitia cere: essencialmente de italianos, Ones FE is terras piblicas a dis- iade a que se dest promovidas pelas co rat6rio para os Estados Unidos is sobre ©) proibiedes esp da emigragio para 0 peus, I por parte de bes mon erdade de culto, os: ‘comegarain a set formar profundamente a sociedad podem menosprezaros esforgos do sentido de superar-tantas lal de atracio. Os 1960); Braga (1983); 268); Cervo (1981), As posses territoriais ou a intransigéncia negociada Para colocar a que historiea, é mister pa e sugestiva, nilo se revelou a maisadequada, | Asrealidades historicas que perm do espirite de frontei- estras da formagao s ep Bs Amado Luiz Cervo ¢ Clodoalda Bueno Para o est ce corresponder a idgia di essa lade. Como produto is diversas experiéncias de fi a mesma eapacidade de determi esti presente retan A fa Belgica, Polonia, Gre tendo-se com a forga sul mentos, novos espagos. A tese de norte-americanas da tese de J. Fiske (Manifest destiny, 1885) para o expansi A historiografia latino-americana, basea tidade Arg Reino do Prata ea politica pequena Argentina, em restabelecer a primeira. A indefini obviamente uma even TT _ Latina. A diferenga éstava apedas na d 89 istéria_da politica exterior do 8} verificou-se também em outras alea finigo, embora em menor € regides, como sucedet Federagto boliviano-peruana, A partir desse enfoque, o estudo do caso bra ide foi um dado original dapelo Estado mon: A nacionalidade brasi vottada pi ' politico-juridico dos Afmites, gomo oco! dade brasileira em oposigio 8 indi condeo’peso hispano-amer | Bm toda area, "hist seus vizinhos reduziu-se fun ndo-se-as.alternativas de sol Processialisfty no século.XiX-estabeleceu-se, de modo ger quatro fuses! d).0 ato de vontade bilateral, mediante 0 qual dois dos aceitant-Fegutar suas fronteiras e para tanto 1 nipotencidrios, aos quais eonfiam instrugSes-espec mente arduas e prolongadas; c) 0 tatado de fi dos 0 poder sobre sua aceitago or comissdes mistas. Cada uma dessas fases gerava documentos espe: tes, além da von Amado Luiz Cervo e Clodoaldo Bueno -a conjugada, Nela se parlamentos e cor 1, café) ou preservando a ocupa- expandia voltado para dentro (agi to anterior (ado, mineragdo, borracha). jidade direta na gestagio da dou Tiveram responsal como um obsticulo ct Solémbia (1826) e da Boli ‘Tratado de Santo TideFortso como pr |carregado de negoc: junto 4 mesma Boll limites delt$44/com 0 Paraguai, em conf to pela sua parte exposit xa, a posigio da Chan de vasta documentagio Histéria_da_pol nites nao figuravam entre as preoet .. Houve uma tomada dec ida & medida que se multipli- os ‘macia bras dda questi, cuja gravidade era perc identes de fronteira: 0" no segundo’o qual todos os limitrofes se as fronteiras de Santo Yuniriam idefonso; a guerra no Rio Grande do Su \ Jcolocavam em risco a segiranga daquelas fronteiras; autoridades sm sesmarias da provincia de iro. no evolugio, traz pela eafirma: “O mesino governo jcas, a deter: dos limites do Brasil”. Estende-se em jus a comissdio de espec' crag condigdes de Vi regionada, Ds ciativa “prévios” € decisdes Prudéncia ou inseguranga? Entre as decisde: snpor, figurava uma doutrina de limites. Um passo dec io foi dado com o tratado de 8 de ajustaram os limites eom o Peru, abri do Amazonas. Temendo que outros Estados vi a livre navegaezo, o govemo imperial recuou ¢ negou-Ihe a io, mes ira vez ficou assentada a dou +2 do uti possidetis, inscrita no artigo 15: @ der ios mais co terrenos ou ais exat troca de alau divis6ria de manei tresses de ambos 05 po Amado Luiz Cervo ¢ Clodoalde Bueno Duarte da Ponte Ribeiro 6 diplomata brasil - maior responsabi em da doutrina douti posside conseqiiente.abandono dos tratados coloniais, Curiosaments as duas Repiblicas s o encarregado de né ialmente, em 183 entiio que tal eda merosos estudos sobre todas as questdes, re pondo-se, edo Con ‘Apés essa prim deduzir certas inentagao doutrinal ir alcangou extraordindrio fortaleci- uma série de sucessos, prece em 1844, Em 184 ‘0 contencioso com do passar a lei de repress2o, & qual complementou a Lei de Terras, pelas armas, a sorte de do Impé- jente susten- textos de Ale En Relatério dos limites: “O govemno ocupa-se, ¢c tando as opartunidades que se oferecem, de res teiras com os Estados vizinhos, 0 que muito importa, dificuldades & esultam do estado em que at 1853. Duarte da Por Nova Granada e! Equador, celebrou com o Per guladosos inserito, como se sabe, ‘ados a misso de Miguel Maria Lisboa, que para li se dirigiu, Slevando instrugbes para celebrar ajustes no mesmo sentido do que foi concluido com @ Repiiblica do Peru’’-Por outro lado, no artigo 2 851) com o Urugui vyeurse também 0 rteador: “A¥ ltas partes c reconhecem como base q “pode preju no caso do Pi 10; removeram certas difi nas falharam quanto a ds agai. Trés elementos, de acordo ainda com o visconde do Uru as pretenses vveis com a outa pat de niio recuar dessas 1s pretens0es, ©, populagdes vizinhas, is resfrito, enquanto as populagdes brasileiras, que havi minas, tendi retomar ao litoral. Em 1853, 98 Amado Luiz Cervo ¢ Clodoaldo Sueno mesmo visconde cogitava ei decidido, nfo descarta comisses de demarcagio o tras idada a doutrina jos anexos que a complement ica brasileira de forma invaridvel, de 1850 a0 dio da Argentina e da Colémbia. A pri 1857, recuot e apelou aos tratados col segunda manteve su lade dos mbos os Estados” (1859); “ stos de parte os © Portugal, e observado los com respectivos ter ide com este principio, dec! (tratado de 1867) ca exterior do Bras Histéria_da_p. es, sugeridas pela pri que Ihe deram lexibilidade e-aperacional fim 1857, referiido-se as fronteiras com 0 Paragual} 0 visco Rio Branco fomou p irs auséncia de ooupagio efetiva, cireunstincia em que no se pode car adoutr 9, serviu para defini op 3 odireito:reteve-se o corolirio esta- Iho de 1841 com 0 Per 0 uti posside direito fato de se as independéncias, Os papéis da favor do ut! possidetis, A defesa desse principio e sua fandamenta- iam supérfluos, ante 0 apoio que obteve do Parla de que se estava Sbviaa do de 1867: qual, de posses A escolha da negociagao fados vizi Em resumo, ap | se como £ direito, 0 que para flex seg fesitagdes doutrinais ¢ ids no carece o Bra idade. Lé-se no Relatéirio isto nfo pode haver a mais leve s Histéria da politica exterior do Brasil iimplementi-la 4) Exclusto do arbitramento, a nto ser em de %, Determinagao ocasional de coro aos tratados coloniais, na auséncia de ooupardo efel io colonial prolongada a independéncia como g dora do direito:)permuta, eessto ou transagio de terrtorios ma favor da fronteira mais natural ¢ dos interesses do comér- Gio e da navegaeio; é) vineulagto da navegagio ¢ do incre- tnento comercial & solaglo dos limites. Defesa intransigente ¢ unilateral do wi possideris assim de- finido. conselho de Estado teve um fe de suas atas mostra que ificada de subserviente com Como brago forte do governo, 0 C papel de destaque sobre a matéria. O © ‘sna ago de forma alguma pode ser 4 felagio ao governo. As divergéncias de posigdo dos conselheitostes- wn o elima de liberdade de expressiio com que redigiam seus es e participavam dos debates. Os limites ocupa- ra do ‘temunl o interesse nacio= To importante fol. a sua atvacio no caso dos limites dom 0 Firaguabe entre o Paraguai e a Argentina, apés 0 com! ‘ed. Brasil € a Argentina acerea da zona de Pal- de grandes dificuldades: decor- mas. Os dois iltimos foram exemyplos d rentes da problemética de ff to brasileir ver, a politica de frontei textos produzidos sobre a questio é posi renga do Conselho, cujos pareceres ¢ alas revestem um carater mals féonicn, o Parlamento confere & questo sua verdadeira dimensto pol sileira, reforgando, pelo respaldo p agoes do governo, mas seu papel deve ser mais bem qu (© Parlamento filtrava a questo pelo angulo da paz ¢ do bom arn amadure 200 Amado Luiz Cervo e Cladoaldo Bueno 200__Amado tuiz Cervo ¢ Clodoaldo Bueno abril de 1907. As solugdes obtidas n ca 1 perfodo repu 1o conforma ndo os nites a tradicional em todos os casos, incli na acerca dos implementada pela propria monar ‘monarquia ¢, posteriormente, pelo bari do Rio Branco, pra os sso ainda pendentes, Cele 9 arbitramento somente ros casos de“extremo fracasso da aga negociag : 20. Essa pr go da doutrna pela maioria dos Estados lim tante de suas id Pos fim a0 ciclo ido, preservanda en- ‘orporada a0 A doutrina do uti possider tos do posseire, Nio Ese 1850, entre a votagiio da ee portante Lei atributos, a doutrina foi capaz d | nefou algumas vozes que se algaram no sé: Histéria da politica exterior do Bras 101 xento das “posses” brasileiras. Seu maior significado tanto, do lado dos resultados, Os ajustes de fron- ram tuma causa de tensGes ¢ conflitos entre as no da paz. eda coope- teira alcangados nagdes do continent © 0 B sagao. Quase toda proposta expansiio do interedimbio evitive’s di dda esté por resgatar, compulsando a docu ‘as, conselhos e parlamentos. Sem isto nfo se poderd co sentido da experigne na de fronteira [A politica de limites no século XIX representou mais um aspecto Jira propria e autoformulada. Tinka por fun 3, a percepgdio de que era, em seus objet da segu Jkdades priticas, que a pesquisa historica ain- das chan- © day ddamento, em primeiro lu wos e meios de agdo, uma demanda do interesse nacion tagens da paz, A definiezo das fro ‘corpo da patria, ainda, no entender dos estadistas bra xo prévin para qualquer tipo de integragio, Nao se pode afirmas| Siretanto, que & fionteira representou o interesse maior ¢ esforeo principal da éiplomacia brasileira no séeulo XTX, amenos que a ques, tho sea situada no quadro de uma estratégia continental. Assim, por exemplo, protelar sua solugéo do lado do Paraguai era ume titiea para mant@-1oem sua 6rbita no subsistema regional; adié-a na Amma nia era outta tition para no ter de abrir o rio a navegardo ional; manter acese a negociago mi Jecer as nacionalidades isoladas; soltr ui no.momento adequado podia significar a destruigio de posicdes (_ ispano-americanas univocas. O mite da grander, que ditava a p tica de limites, aves (1943); Dr (1986); Don Ver ns colegdes de 102 Amado Luiz Cervo ¢ Clodozido Bueno A defesa da Amazénia e 0 conflito com os Estados Unidos | Quando se conclu cexpansionismo norte- 1 epopéia da fronteira, em 1848, 0 ano tomava duas diregOes: para 0 ori te, onde @ busca de mercados respondia as necessidades de uma | s tor mundial; e para o sul, onde iento da fronteira,respondendo ainda no carregado pelo “destino manifesto”. eram os objetivos. plano norte-americano de ocupagao da Amaz6i ide 1850, representava uma saida para a crise da economia escravist com o translado de colonos e eseravos do sul, que se dedi produeAo da borrach e do algodio, e poderia ainda contribuir para 0 i se pretendia continu Aideologia do novo col apoio ticito do govemo de Wash representante no Rio de I |ria de uma condi pré igton € presses arrogantes de seu r0; Willian Trousdales 0 éxito depende- , # abertura do Amazonas & navegagio ‘a0 comércio internacionais, uma reivindicacao apoiada igualmente [por Frangae Inglaterra, 4 época em que se cultivava 0 mito do eldorado produtivo da regito. Os estadistas edi ros de ento (Uruguai Abacté, Paranhos, Ponte Ribeir6, Carvalho Morei avaliaram o problema de forma correta, antes de definir uma estat gia de ago. Dois elementos de calculo pesaram mais sobre 0 pro- cesso decisdrio‘ a),a experién pelo governo norie-americano, que cia por parte do Estado, A politica externa norte-amer conhecidos, que yi hilo-intervengaoy > colonizagiio europé A Vatonroe um carter 4 F | riderada, desde 1850, peo tenente 4 \artigos na im Historia da politica qi das Estados U ie rensagens presid mi ‘igsa)eJomes Buchanan (1857), (© chogue amazinico © hacionais fortes, porque dominavam 2 p fentdo as determinacdes de resist econmico¢ P \defender intransigenteme! ‘A campanha norte of South Anné nente, O5 represen jores do Brasil ~ Pe ldnde de navegagdo dos rios ‘sentante ameagava, desde 1853, ‘como fez: comodoro Perry no aber jimento de Maury. Recebeu agdo norte-ami do o Brasil fora otalment nices, 08 Estados Ui , finglaterra, que apoiava a pot \\cgo do Amazonas. AA estratégia b ‘medidas positivas de agdo inte nas e oriat uma companhia bra leira seri mais egoista, tomaram-se p coins de James K. Polk (1845), Fran! vonfrontaria, entretant Jo, de exercer uma hegemor ante as posses territori nericana ds prensa e sua obra de 1853 (The At .a) tiveram, yntes norte-am Col6mbia, Equador tha dois objetivos no Rio: exterior do Brasil .9s por meio das Pierce as vontades litica externa brasileira de externas no tereno sobre 0 Prata ¢ de ir a pressoi le ocupagiio da Amazonia era ‘da Marinha, Matthew Maury, Seus indlihe Atlantic ‘enorme repercussio sobre a opi- Fustiga- sariais ¢ sobre 0 g0¥e! |, exigia-se a abertura do sdigdes de flibusteiros que lela rericanos junto aos ribeirinhos st- Venemela, Bol langava sew Japo em 1853; com pleno éxito sfancar um nove tratado ‘ura do Amazonas para viabilizar © wor duas vezes um solene no vo. Mas & nagoes europélas, .cia do Norte ¢ exi pois, defensiv rae externa) ei de naved 208. Amado Luiz Cervo e Clodoaldo Bueno Histéria da a exterior do Brasil 103 cxclusividade do comércio e da eolonizagio, io estrangeira; ) estudar a fiundo o dre para armar-se no eampo juridico; c} conceder a navegayo aos rl iriam assestar 0 (9s governos € a of inhiog superiores, mediante convengao, para excluir os nfosribeiri para facilitar a penetragHo imperialista, que acabaria por en, 53 d) confrontar a campa Francisco Inécio de Carvalho Moreira, cm Washington, rebatia na tien; €))protelar a abertura até desaparecer o risco de dor imprensa, com coragem e persisténcia, os argumentos de Maury € ao governo dos Estados Us nanobra, to de Estado e a Presi estrangeira, adotava com relag: Em/1852, o governo bra mediante a qual importunava o Departam: Jusivo e um subsidio para sua Comp: déncia, exigindo documentos eseritos ¢ cio do Amazonas. Amavegacio bra ‘mage de ndo-envalv de, em resposta as pressbes externas. Maud perd exchisividade em 1854, em razao de uma onda de protestos internos e-externos, e desfez-se da obrigagio de promover a colonizacdo em O limite de ousadia para a contra-ag&o brasileira, neito e no continente, era posto pelo receio de pro jearihado tempo c dissuadido as poténcias de invadir a regio, c | las ou nao. interventora, com apoio do governo dos Estados U A doutrina jur ue se firmou bascava-se no prine dia na China, no Japio, no Egito, na Argélia, quando os objetivos das pio do direito imperfeito dos ribeirinhos superiores, que podiam ace- fhagées fortes eram contrariados pela resisténcia local. mpunhia-se- der & navegagao dos rios interiores apenas mediante conven. Bra portanto, a coragem — mas sem prudén dade, téticas ade- apticada de forma equivalente no Prat, onde © Brasil, como ribeiti- ‘quadas, esperteza e tudo viria a se perder. A soma des- nko superior, obtivera a navegago por convengdes, e no Amazonas, ses atributos, que qu onde a oferecia aos Estados vizinhos pela mesma via, embora fazen- cesso, Também outros do-a depender da sol As relagdies entre o Brasiteos Estados Unidos, embora marcad: dessa politi fo ios quais inham maior resporsabilidade cer- meni deveriam paular-se pelo entend lado Javam interesses cot parecer, o visconde do Uruguai propursha nova doutrina, que o Con- comércio continental, necessério € selho de Estado nao endossou, por jugar bandonar uele momento o principio da excluso dos nBo-t téncia fazia-se ainda necesséria ¢ de possivel, com 0 que concordav: navegago a nagiio con € excluiram-se os terceiros. Em/1854, em extenso ¢ apro! do poder” Europ2-América, A singularidade das duas grandes nacdes do continente aconselhava \_estrategicamente boas relagdes reciproces. Era, em sume, de bom politico superar os conflitos ocasionais. Dois outros fatores fagiam para relaxer a pressiio norte-americana a partir dé 1855: por havam para o conilito inter- |] out vengio. | Para contra-atacar a ago norte-americana, despachou 0 gover- no, que explod ra de secesso, impondo uma parada no i no brasileiro ttés eminentes diplomatas para us posigdes-chave do “destino manifesto": por outro, Maury se encontrava jé na defensiva, confronto, Duarte da Ponte Ribeir as do Pacifico, ¢ sendo suas idéias eriticadas e combatidas pelos relatorios de Amado Lulz Cervo ¢ Clodoside Sueno Historia da politica exterior do Brasil ¢ sen “celeito do contra 0 govemo brasileiro, Foi uma varidvel da politica fantasia, de entdo, calculada ¢ autoformulada, como foi a abertura u sem risco de 1866, iti em meio é guerra que se sustentav tes, pela imprense, pela corrente antiescrav mundo”, a“Repibl 0 jogo ai perigo foi ampliado pela resistencia do governo brasileiro sob pressto, A questo extrapolou os limites das relagdes bila passou a fase da diplomacia continental, mais in causa norte-umericana, Refluiu novamente &esfera b alcangado pela est conjunturais, Negociar, para o governo bra nfo ceder, enquanto houvesserisco. ‘A partied 1860, prevalecia nos meios politicos brasileitos a cor- sta, exigindo-se a abertura do Amazo- “Tavares Bas abrindo-o pte paso consent dla Amazon ialogando com a NES nbera 7 jenta Bueno propunha, em 1864, um yerdadeiro tos, sempre disposte cig/ae Integragio regional, entre os paises da Bacia Ama envolvendo alive navegego, o incremento do comércio region nies, socsio arpa Brasil de terri- iema inteiro, bia e flexivel, qui Manter © Amaz ‘om afirmavam os como afirmava Tavares Ba ou seja, de exclu 05 proteci terior, O controle do Prata O periodo que vai de 1844 a 1876 sfo, apogeue deelinio di de poténcia per al, na medida em que) sessava tim periodo jornia da ago bi Europa entrava em 0, que culminow gajavam a exp finalmente, os europeus se dirigiam & Asia, Entre 1851 ¢ 187 nas, Estados Unidos ¢ C is, e 0 Japo, com sua revol A mercé da avent dispersio das forgas no cendrio ‘onal abriu no Prata um espago de manobra para o Brasil Era chegado 0 momento de estabelecer € ord .0 prazo, empreender agdes coneretas par 5 de coeréneia adequada 4 construgiio de uma. es- Quais as necessidades ‘strate gia global, suas metas de mentos e designios com os interesses de competicao ‘¢ com aqueles dos Estados regionais? sobre tais| iternaci- conclu estratégicas, pela considerago das alternativas incompativeis e pel falta de clareza no estabelec’ metas concretas. Manteve-se Quatro alternativas entravam em tioos brasileiros, sem que por uma ou pela combinagto de varias se intasse decisivamente a politica‘ a) a reaproximago com Rosas; a exterior do Brasil ret Histéria_da_po iangas de terceiros. As o existia uma p rn No Prata, tudo se defi seagdes presumiveis ham semear sobre as condigbes objet nos meios politicos brasi latense ¢ quem o detes: do no proprio corpo diplom desafetos;’b},como nao se de! waridvele firm ide do Sul e Mato Grosso, em fungio de Rosas, de suas inicitivas o ‘Alguns complicadores v nentos de confusdog a) fa tral por uma poll sulistas, Rio G pequena p locais, con magem ind interrompia junto a corte, os representantes de Mor sistentement nsamento neutral iéu e Buenos Aires, Lamas e Guido, solicitavam 12 se decepcionava, assim como Montevidéu, 08 gatichos ¢ vel a longo prazo, que, o de Janeiro ¢ Buenos Aires 0 entendimento ou o confronto, Era entdo co! , para umn possivel enten- ddas seguintes exigéncias e da convengio de ib) reconhecimento sagdo; dm m2 Amado Luiz Cervo ¢ Clodoaldo Bueno independéncias f estabelecimento do coméreio regular egi 4) aproveitamento-das pastagens uruguaias para o abastecin ‘do charque, cuja demanda interna crescia com a importagio de escravos. ‘A viabilidade de relagdes estabelecidas nessas bases dependia jono das prevengdes mituas, da ago conju , do sacrificio de pretenses hegeménicas a {avor das bras idade assim po: , como os fatos Vieram demonstra rés curtas fases no ciativas de 1844;/)o recuo, 1845 até a derroi desde a intervencao rada daqueles europeus, em 1849-1850; )a decisao de solucionar os n 1851-1852. problemas pela forca e as operagdes Fevadas a termo- Honério Hermeto Carneito Leto, condutor da pi posigdio com Rosas, em 1843, cogitava, desde seu malogro, abando- ar as perspectivas de 1 te com aquele governo cia solenemente-aindependé tratado de amizade, comércio, navegagdo ¢ limites. O entre Lépez e Pi no era perftito, rendum, ¢ por sobre as instrugSes do representante bras uma alianga bilateral, diretamente anti-rosista. Bueno supunhs inter- pretar o pensamento de Paulino, ¢ nfo se enganava, Essa nova pol tica, de coop. om os Estados do Pr para contra-arrestar Rosas, seri negando ratificagao ao tratado pi Em vez de interesses comuns, desviava-se 0 governo bras 1 Europa, Historia da politica exterior do Brasil ira per ogoverno brasileiro, (0 A obtencdo de gran- -se nova convengao sobre mo do protecionismo, racassadas, em apenas iu-se em 1845 — nao em ja brasileira e aliés sem meios nem deter- ninagdo para atingir os fins que ditavam os interesses curopeus. In~ ipleses e franceses foram finalmente derrotados por Rosas, que thes “sfereccu resistencia, retirando-se em 1849-1850, deixando o Prata {al qual o haviam encontrado. "A Tigdio de 1843 repetia-se em 1844: ndo tivera éxito 0 governo ‘brasileiro tanto em sua tentativa de composigao com Rosas, como com os imperialistas, Malbaratara, ademais, @ proveit ca hando aquele governo, ao ponto que nao The convi- na por certo. Nao podendo servir a tantos senhores, nem ao mesmo tempo nem alternadamente, enio podendo agir por conta e risco em provei to proprio, o governo brasileiro refugiourse novamente em sua neve tralidade, a partir de 1845, Desde entdo, a situagio platinaia-se agra- ra, Lopez hesitava entre Ros ia unir-se a forcas antago! 2 ,€ essa possibitidade nao excl rio, cuja alianga buscava sem alcangar. Os gaiichos en- ia, mma verda- gue dom deira guerrilha de fronte és, que ameagava esgotar-se, Rosas derrotava 0s ¢ cobrindo-se da gléria americana, Seu representante no Rio de J ro estava em condigoes de borbardear a Chancelaria brasileira com notas arrogantes, exigentes e agressivas, Em 1849, dev us Amado Luiz Cerve e Clodoaldo Bueno prepara para recuperar a politica que esbogara em 1843-1844. Des- ido nem enftentard resistencias que no pu- adora, io porém liberais, era tio americanista, m ou Honbrio Hermeto, os péias. A consulta que fez as cortes de Londres e P: vengio foi um acidente de percurso. Quando Lépez decidit a extermamente, durante a intervengdo franco-brit chegado a ocasido de liquidar Rosas, contraiu 3 a0 Tider p ores europeus para ampliag sentantes do Brasil, Pimenta Bueno, e dos Estados Unidos, Edu Hopkins, em Assungio, Oribe e Rosas, decid ceuropéia do Prata, correspondeu a auténoma, cuidadosamente preparada: Rosas saira t20 fortalecido do con- ago brasileira era o pr co. Convinha, pois, 2, Historia da politica exterior do Brasil 15 prévia para o éxito da operagto era a elimina- go do estado de quase-guerra entre o Brasil e a Inglaterr por causa do trifieo de escravos. O ministro de Estra 0 apoio do governo nos Aires, Southe merston uma intervened preventiva contra © ora a ordem que o governador impunha s negécios ingleses. Dom Pedro acion «do por meio de pressdes do e desta sobre o chefe do eda resultado dessa agao des- norteou Souther e seu amigo Rosas. Paulino rompeu com o governo de Buenos A ‘a seu representante os passaportes, como sol Obteve do Senado de de Caxias como presidente da prov Com ess jeou o debate pilblico e alean- ou 0 apoio dos meios p ga seria colocado no co! aera confiada 90 exper s,entregando si ssustentar pos ret Enviou representantes ao Pacifico (Duarte da Ponte Ribeiro) depois, tevidéu, Corrientes e Entre-Rios, coma '0 tempo (eonvénio uerra para vol de 29 de esta alianga contra ele, de novembro de 1851). segundo tempo (convénio de 21 ns Amado Luiz Cervo ¢ Clodoaldo Bueno si hestttna de goer fol arama dasecthor forms, enolvendn 2 diplomacia, as aliangas e a colaboragéo de homens f Duarte da Ponte Ribeiro, no P: Anes io Hermeto, em Montev’ léu; e Caixas, no Rio Grande do Si 0 abandonar o fede- na Dois outros erros cometeu sas em seus derradeiros momentos: cair na cilada que lhe prepa- ron P: declarando su nga, apés a derrota de Oribe, e permanecer quase i ‘gaa em tempo do auxilio inglés, que finalmente nao veto, A batalha de Monte Caseros (3 de feverciro de 1852) foi g sa pelo nimero de homens engajados (cerca de 50 mil) e pelo seu significado hist6rico: a derrota de Rosas, que jé nem lutou, sua retira- da para a Inglaterra, a derrota de uma politica inglesa para o Prata © a ascensto do Brasil como nova poténcia regis 4s quais foram acoplados of interesse. Podiam estes iltimos coincidiro que também se fa ibe e Rosas nfo levou i superagdo das a formagao dos Estados, - Coordenanda uma ago diplomatic: cométcio, exercia o Estado brasileiro su hegemonia, obtendo ganhos sem ter de fazer a guerra, a sombra de sua forga, cujo emprego exis reprvadosoment solu de hia isin. Movin sil, no Prat, pelos motivos descritos a seg nna regio. A cli ui Histéria da politica exterior do Brasil inalicades econdts “ular em que preponderava, Teita de importagdo do charque, jé que a producao rio. andense era decadente e insuficiente para alimentar a massa fserava que movia o sistema produtivo. Menos dependente era 0 Prata de produtos brasileiros (erva-mate, tabaco, agt- car, café, madeira), embora nfo fosse um mercado despre vel. Nesse sentido se entende a vontade de manter um con- role mais direto sobre 0 Uruguai, principal fonte de abastecimento. Quanto ao Ps nas no correr da década de 1850 0s dois patses centraram em concorréncia para dominar 0 mereado regional dda erva-mate e posteriormente se encontrariam no mereado acional do algodio. Os interesses brasileiros se estabe- no dominio das finangas, mediante em- da Confederaya0 lades emi- 1 leceram igualment préstimos feitos 20s govemios do Urug ‘Argentina e da Repiiblica Argentina, com fina nentemente politicas, Secundavam essa aco os empreendi entos bancérios, os empréstimos particulares e as iniciati- vvas modemizadoras de Mau Era condig&o para o desempenbo dessas atividades econémi cas a livre navegagao dos rios interioranos, ¢ nese ponto 0 interesse brasileiro coincidia com os das pote tas, Estados Unidos, Franga e Inglaterra. Nao foi, entretanto, 0 Brasil a reboque dessas poténcias, com a finalidade de abs pela forga a economia paraguaia a Tal abertura ja havia sido empreendida pelos Lopez, ante o racasso do sistema autarquico, € estava emt pleno andamen- nteressando muito mais 20 capi ccional a paz, do que a guerra 2. Finalidades estratégicas e de se ‘guiavam a acio brasileira nesses dor transigente das independéncias locais, condigao favor exereicio de sua hegemonia, o acesso a Mato Grosso pelo estuério, tanto para os navios de coméreio quanto de guerra, a definigao juridica das fronteiras, a seguranga das fronteiras rerdade de trabalho dos brasileiros residentes no Uro- 4a. Os objetivos que jos eram a defesa in- his Amado Luiz Cervo ¢ Cledoalde Bueno guai (aproximadamente-20% da populagiio total vos de seguranga nao figurava a ex} pativel com a preservagao da independénci dos Estados, uma varidvel central da geop\ cas, Bra do amento normal de insti gio de relagdes duradouras e construtivas e para o 1 econsmico. O visconde do Rio Branco, Iva Paranhos, herdeiro ¢ principal da politica conservadora de/I850, nas duas décadas segui Nos objeti- s (blancos ¢ colorados) e ar confeiterados), i inferesses bra: tagGnicas. Adm nismos enquanto pe, mas nfo sem ara mento po obom entendi- tea no ambito do Estado. No balango geopoli ior importa na tradic Entende-se, dessa form: outubro de 1851 estabeleceram sobre o Urug brasileiro, que Urquiza e Buenos Aires ¢¢a fosse empregada para manté por que os dos de 12 de mo que a for em 1854 e 1864, rruguaias do 0 desejo brasileiro. Provocou- ferma do Partido Blanco e as reclama- expan ileiro protestava neutralidade ire Buenos Aires e a Confederagdo, desde o rompi- ng Historia da politica exterior do Brasil mento de 1853. Mas, na realidade, os empréstimos de Mau e do proprio governo a Urquiza facilitaram-Ihe a vitoria de 1859, Compés a unidade. Apesar de solicitado por ambos os lados a tomar Brasil soube mover-se com desenvoltura suficiente, porque simp: fenos Aires pelas suas mas no abandonava Urquiza, seu homem de co de custou-lhe a rejeigio dos tratados de ivo de paz (relativo ao Uruguai), valeu-lhe um relacio~ ficara, o estabelecimen- namento politico to do cométcio re Jarmente, a ndo-interferéncia em seu contr ainda a gerantia de uma meta estratégica, rnhecimento argentino da independéncia do Paraguai, como ‘o apoio contra os Lépez, quando se fez nes Era desse lado, com efeit, que as relagdes piorava ianga de 1850. Desejava 0 gove induzindo no $6 0 Teco |, que exigia previamente a liberdade de nave~ ram violados, amengas € ‘pos se miravam gacio, Conv ‘demonstragdes de forga ocorriam de lado a lado. An com desconfianga e cogitavam na g para cortar com as dificuldades. A substi ‘Lopez. por seu filho, Francisco Solano Lépez, em 0. Aconselhado por se a contra o Brasil para superar as pondéncias, eneaminha tica precisamente no rumo conttirio, Armou seu pais acima adotou 4 teoria do “equilibrio dos Estados"? do IPrata ¢ aceitou o convite dos blancos uruguaios para compor um eixo, que na sua expectativa ainda at 0 retorno as solugdes de forca (1864) No inicio da década de 1860, no Prata, quanto & composigge das forgas soci com repercuss6es no dmbito das relagdes entre os Estados. ia de Mitre sobre Urquiza, em 1861, € sua ascensao & buenairense sobre a economia natural e pré- e consumaria, entretanto, sem o sufocamento de forgas antagénicas lasnos destinos intemos, blancos no Unuguai e 0 anacrdnico sistema varaguaio. A propensto da nova Arg camente no sentido de apoiar transformagde ra ndo se dispusesse M aliado natural era prec inava-se por inteio. ‘0 Uniguai tomiou-se um complicador, visto . iado dos primitivos, mantinha-se na presidén- cia, desde 1861. Seu govemo, embora moderado, a exaltago parti extemos ao mesmo tempo: do lado bra favorecido, impondo direitos & passag: adas riograndenses ¢ 1 cio; do lado argentino, Flores, 0 adversirio col plo problema fundiaese na campanha, onde 0s ri vvam partido em defesa de seus interesses ameagados, envolviam-se ire ao emprego da com cuja ideolo- Em tais circunstancias, em dois contenciosos lo-se a novo tratado de rado e tradicional posigto, Suas reclamegdes faziam eco no Parlamento e no governo, onde também se exaltava a opiniao. Pressionado de todos os lados, lado de Maud, 0 governo blanco © Paraguai, de onde supés poder chegar 0 ultimo socorro ando apenas com 0 apoio Paraguai dos Lépez ‘que se conjugaram Bra: 10. A esse minguado papel correspon Histé; ica exterior do Brasil aaa da ps mente, uma vontade nacional de poténeia, amparada numa economia préspera e em efetivos militares extraordindrios, Tinha o Paraguai mesmo trés, porquanto as brasileir ina nda se acreseia a da navegacio para Mato Grosso, de interesse vital para o Bras Francisco Solano Lopez, mais que seu pai, estava smarcar presenga efetiva no rumo dos acontecimentos regi truindo, em conformidade com o pensamento blanco uruguaio, ate0- ria do “equilibrio dos Estados”. Significava, na prética, a intene%o de preservar os pequenos intervengOes i listas dos grandes, Argentina e Brasil. Significava, em teori idade de se construir oterceiro Estado, de dimensfo e potén- 1raos dois grandes, reunindo Uruguai, Paraguai, Corrientes, Entre-Rios e, quigl, as missGes tiograndenses. Os designios brasileiros com relagio ao Prata, apesar das novas , instituigdes e visdes dos homens de Estado quese faziam iam na década de 1860 0s mesmos da fambémn: manter como instrumento de duas pendénei nada se definira ainda com rek erminado a is, co das ¢ relativamente ga na superioridade era tal, que nfo entra- iros o perigo da guerra plati ‘no Prata podia-sejustificar pelo I smo, cuja implantagdo sobre a regifo sob a forma modernizadora nto estava consumada. Pelo lado econdmico, nada ‘entretanto aconselhava seu desencadeamento, embora posteriormente, como énatur (0 da Comspiragao eapitalista, reunindo Inglaterra, Argentina e Bra- sil para destruir o sistema fe mo do P: deve-st | wibutara distorgdes da analise histrica, A essas economias, &s quais {4 se integrava o Paraguai na época, interessava 0 incremento das elagdes, como desejado e encaminhado pelo governo dos Lépez Uruguai e no Paragui, foi precedida tica. Dois efxos se cruzavam em Buenos Aires a0 Rio de Janeiro, ¢, 0 (0. As iniciativas do governo Lépez, Brasil, era neg das as do Par ‘A guerra internacional de intensa movimentagio dipl ‘Montevide ‘segundo, Montevid: 122 Amado Luiz Cervo e Clodoalde Bueno se dispersavam, entretanto, em quatro diregSes: Buenos Aires, Bra- u: es, com intensidade correspondida em apenas tum dos pélos, Montevidéu, ( cixo Brasil-Mentevidéu-Buenos Aires empenhava-se na so- Iugo do confit intern jo ¢ era coordenado pelo enviado bra- sileiro José Anténio Saraiva. Seguira este em ;nte missio ao ata, com o pretexto de obter reparagdes ps das contra os brasileiros residen tabelecer 0 controle brasileiro e salvagt onais, que respondiam as necessidades jé conhecit yaglo do gover representante relagdes entre Bi terra), ineumbiu-se Flores ¢ Aguirre, o novo chefe dos blancos no poder 3s liberais brasileiros, entiio no poder, exigiam de Saraiva a obtengio de reparagdes e forgaram-no @ executar um wltimat esse sentido, quando fracassaram os entendimentos de paz, AS opas brasileiras penetraram no territério uruguaio, aliaram-s sublevagdo nbardearam Montevidéu porque lé belecido Flores, com quem P © novo enviado brasileiro, conclujra um convénio, em 20 de fevereiro de 1865, restabelecendo a paz e compondo a primeira alianga contra o Paraguai. Na guer uruguaia, 0 governo Mitre tomow parte a , embora ten a para atingir seu fim. overno liberal bra~ a uruguaia, porquanto nfo obleve as Teparagbes que cxigia, ¢ fora ainda brindado com a agressaio paraguaia a seu territério, em razio da Paranhos foi sumariamente demitido. CO eixo Montevidéu-Assungao era concomitantemente percorri- do por inimeros e febris emissérios blancos que crescente ¢ até insolente para que transitasse Lépez das i palavras & acio efetiva, vindo em socorro de seus jo era grande para Lépez fazer enfim emergir seu pres urante muito tempo hesitou, Em vez de deslanchar seu projeto de ‘cquilibrio dos Estados”, agregando as forga uuruguaios, como propunham 05 bl Hist da politica exterior do Brasil 123 mento com Buenos Aires e 0 Rio de Janciro, en Urquiza, o possivel aliado estratégico. Dispés-se oconilito uraguaic ensado por giu de Mitre ex; contra o Brasil, ¢ guém, todavia, desconsider fosse executado no Urugu idos, protelando-se respos para o Paragu jente sem rec atacar os dois paises, nlio des, que desnortearam di Tiés erros bésicos cometeu Lépez, ao desencadear dissidéncia de Urquiza, que acabou colocan- Ho sua espada A disposigao de Mitte; contar com os blancas, que ebandaram ante as tropas brasileiras; dispersar 0 ex vez He tomar Montevidéu ¢ Buenos Aires e negociar em posigio de Forca. Também no calculou a facilidade com que se conel

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