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TÉCNICAS DE CONTENÇÃO E USO DA FORÇA
Introdução. 1. Técnicas de amortecimento de quedas. 2. Fundamentos básicos para o ataque e defesa.
3. Noções fundamentais da técnicas de projeção (quedas). 4.Técnicas de domínio na luta de solo. 5.
Defesas contra ataques a mãos livres. 6. Defesas contra ataques a mão armada. 7. Defesa contra
agressões com arma de fogo. 8. Condução de presos. 9. Conclusão



COSTA, Rivaldo da Silva (1º Ten); COUTINHO, Adjailson F. (Profº); PINHEIRO, Airton
(Profº), PMPB. Defesa Pessoal. João Pessoa-PB, 2002. 72p.





SUMÁRIO


I. INTRODUÇÃO............................................................................................... 302
1. TÉCNICAS DE AMORTECIMENTO DE QUEDAS......................................... 304
1.1 Considerações Gerais.............................................................................. 304
1.1.1 Amortecimento De Quedas De Costas (Ushiro-Ukemi)........................ 304
1.1.2 Amortecimentos De Quedas Laterais (Yoko-Ukemi)............................ 305
1.1.4 Rolamento Completo Para Frente (Mae-Zempo-Kaiten-Ukemi)........... 305
1.1.5 Rolamento Completo Para Trás (Ushiro-zempo-kaiten-ukemi)............. 306
2. FUNDAMENTOS BÁSICOS PARA O ATAQUE E DEFESA .......................... 309
2.1considerações Iniciais............................................................................... 309
2.1.2 Postura De Luta................................................................................. 310
2.1.3 Provocando O "Pisão"........................................................................ 311
3. NOÇÕES FUNDAMENTAIS DA TÉCNICAS DE PROJEÇÃO (QUEDAS) ...... 313
3.1 Considerações Gerais.............................................................................. 313
3.2 Técnicas De Projeção.............................................................................. 313
3.2.2 O-Goshi............................................................................................. 313
3.2.3 O-Soto-Gari ....................................................................................... 314
3.2.4 Morote-Gari ....................................................................................... 315
.3.2.6 Waki-Gatame................................................................................... 315
4.TÉCNICAS DE DOMÍNIO NA LUTA DE SOLO.............................................. 319
4.1 Considerações Gerais.............................................................................. 319
4.2 Técnicas De Imobilização......................................................................... 319
4.2.1 DOMÍNIO NO SOLO.......................................................................... 319
4.2.2 Hon-Kesa-Gatame............................................................................. 319
4.2.3 Kuzure-Yoko-Shiro-Gatame............................................................... 319
4.2.4 Tate-Shiro-Gatame (Montada)............................................................ 320
4.3 Técnicas De Estrangulamento............................................................... 320
4.3.1.Hadaka-Jime (Gravata)...................................................................... 320
4.3.3 Ude-Garami I..................................................................................... 321
4.3.4 Ude-Garami Ii (Braço Invertido).......................................................... 322
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4.3.5 Juji-Gatame (Arm-Lock) ..................................................................... 322
5. DEFESAS CONTRA ATAQUES A MÃOS LIVRES........................................ 324
5.1 Considerações Gerais.............................................................................. 324
5. 2 Defesas Contra Socos e chutes............................................................... 324
5.3 Defesas Contra Agarramentos.................................................................. 324
5.3.1 Agarramento Pela Frente Por Baixo Dos Braços................................. 324
5.3.2 Agarramento Por Trás Por Baixo Dos Braços..................................... 325
5.3.3 Pegada Em Doubley-Nelson.............................................................. 326
5.3.4 Defesa Contra Gravatas..................................................................... 327
6. DEFESAS CONTRA ATAQUES A MÃO ARMADA ....................................... 331
6.1 Considerações Gerais.............................................................................. 331
6.2 Defesa Contra Agressões Com Arma Branca............................................ 331
6.2.1 Ataque Por Baixo............................................................................... 331
6.2.2 Ataque Por Cima............................................................................... 333
6.2.4 Ataque Lateral Da Direita Para A Esquerda........................................ 334
7. DEFESA CONTRA AGRESSÕES COM ARMA DE FOGO............................ 337
7.1 Considerações Gerais.............................................................................. 337
7.2 Defesa No Momento Do Saque Da Arma.................................................. 337
7.3 Arma De Fogo Aponta A Barriga............................................................... 337
7.4 Arma De Fogo Apontada Às Costas......................................................... 338
8. CONDUÇÃO DE PRESOS............................................................................ 341
8.1 Considerações Gerais.............................................................................. 341
8.2 Condução De Preso A Mãos Livre............................................................ 341
8.3 utilização Do Cassetete............................................................................ 343
PONTOS VULNERÁVEIS........................................................................... 346
9. CONCLUSÃO............................................................................................... 346
BIBLIOGRAFIA GERAL ................................................................................... 347


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DEFESA PESSOAL


I. INTRODUÇÃO

Entre os fundamentais direitos outorgados pela nossa atual Carta Magna, que atribui ao Estado,
competência legal de "fazer cumprir", está o dever de manutenção da Ordem Pública. Definida como sendo
aquele estado de organização em que deve seguir a sociedade, com uma Constituição boa e que seja
cumprida e principalmente, com a liberdade necessária para qualquer um progredir em suas aspirações, com
a certeza de que, aqueles que tentam prejudicar essa harmonia sejam corrigidos pela lei.
O Policial-Militar, entendido como o elemento pertencente à Corporação, é quem executa a
manutenção da Ordem Pública, a prevenção e a repressão de delitos. Não faz por acaso, mas com base na
lei que lhe assegura tal competência em virtude de preceito constitucional do Art. 144, § 5º, da Lei Magna.
Portanto, em virtude de sua nobre prerrogativa e, como conseqüência de uma sociedade em
constante conflito, vê-se o Policial-Militar não raramente em situações limites onde, como último recurso é
obrigado ao emprego da força em luta contra marginais, visando estabelecer a ordem. Tal ação só é possível,
estando o Policial física e tecnicamente apto para enfrentar tais situações, devendo para tanto, entre outros
requisitos, possuir conhecimentos sobre defesa pessoal.
O presente trabalho cujo título "Manual Prático de Defesa Pessoal", tem como objeto de estudo,
proporcionar conhecimentos básicos de Defesa Pessoal, oferecendo condições para que o Policial-Militar,
quando desarmado, possa defender a si e a outrem contra agressões feitas com ou sem arma,
desenvolvendo sua confiança, aperfeiçoando suas habilidades naturais e aumentando a rapidez dos seus
reflexos.
Para efeito de distribuição da matéria, foi obedecida uma seqüência pedagógica lógica, referendando
todos os conteúdos necessários para uma relevante formação do Policial-Militar em matéria de Defesa
Pessoal.
O estudo ora apresentado, advirta-se, é singelo. Não conseguiu esgotar o assunto nem teve essa
pretensão. A finalidade, tão somente, foi apresentar uma proposta de trabalho que atendesse ao propósito de
garantir uma adequada formação do Policial-Militar da maneira mais clara e objetiva, habilitando-o na
aplicação do princípio da Defesa Pessoal mais adequado a cada situação.

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CAPÍTULO














1. TÉCNICAS DE AMORTECIMENTO DE QUEDAS
1.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS


“O homem é aquilo que ele próprio faz”. – (André Malraux)
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1. TÉCNICAS DE AMORTECIMENTO DE QUEDAS


1.1 Considerações Gerais

O domínio das técnicas de amortecimento de quedas tem como finalidade, permitir que o indivíduo,
diante de algum golpe de projeção, caia sem se machucar em posições que ofereçam superfícies menos
propensas a lesões por pancadas. Pela prática, o educando habitua-se a cair sempre nessas posições.
Outro fato importante, é que através das técnicas de amortecimento de quedas, o aluno, na certeza
que não irá se machucar, ganhará segurança e assim terá a confiança necessária para se empenhar na
evolução de sua aprendizagem.
As técnicas de amortecimento de quedas se apresentam nas seguintes formas:

Amortecimento de quedas de costas;
Amortecimento de quedas laterais;
Rolamento completo para frente;
Rolamento completo para trás.


1.1.1 Amortecimento De Quedas De Costas (Ushiro-Ukemi).


Posição inicial

Partindo da posição de pé, com os braços estendidos e horizontais



Cair naturalmente para trás encostando as nádegas no chão. Manter os braços estendidos com as
palmas das mãos voltadas para baixo.













Bater com as mãos no chão. Manter o queixo encostado no peito. Elevar as pernas estendidas sem
tirar os quadris do solo.













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1.1.2 Amortecimentos De Quedas Laterais (Yoko-Ukemi)


1º Partindo da posição de pé, pernas afastadas e braço direito estendido lateralmente a 90º.














2º Deslizar a perna direita pela frente do corpo, flexionado a perna esquerda, cair naturalmente para a
direita.



















3º Amortecer a queda com a lateral direita do corpo, prolongamento do braço e bater com a mão
direita no tatame, pernas unidas e estendidas, cabeça levantada e queixo recolhido.
Obs.: Lembrar de expelir o ar dos pulmões antes da queda.




1.1.4 Rolamento Completo Para Frente (Mae-Zempo-Kaiten-Ukemi)




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Posição inicial:
Com os pés afastados, braços caídos ao longo do corpo, olhar à frente.
















Avançar a perna esquerda à frente, inclinar o corpo e apoiar a mão direita à frente do pé direito e
paralela ao pé esquerdo formando um triângulo eqüilátero, mão esquerda voltada para trás do centro do
triângulo.

Olhar para a direita, cabeça sobre o ombro direito e impulsionar o corpo rolando sobre o ombro
esquerdo, batendo com a mão direita espalmada no tatame.


















1.1.5 Rolamento Completo Para Trás (Ushiro-zempo-kaiten-ukemi).



Flexionar as pernas com movimentos idênticos ao Ushiro-ukemi.

Inclinar a cabeça sobre o ombro direito e rolar sobre o ombro esquerdo de modo que não deixe a
cabeça tocar o solo, completar o giro e concluir a técnica na posição inicial.


















OBSERVAÇÃO:




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Após dominar estes Educativos, fazer todos os exercícios aqui sugeridos, alternadamente para a
lateral direita e para a lateral esquerda.

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CAPÍTULO

















2. FUNDAMENTOS BÁSICOS DE POSTURAS E
DESLOCAMENTOS
2.1CONSIDERAÇÕES INICIAIS


“Um amigo fiel é um abrigo seguro; quem o achou descobriu um tesouro”. – (Livro
de Eclesiastes)
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2. FUNDAMENTOS BÁSICOS para o ataque e defesa


2.1considerações Iniciais

A postura fundamental para abordar o combate, se constitui num aspecto técnico de suma
importância, dela depende o deslocamento e por conseqüência a repidez e a eficácia da ação.
Basicamente na Defesa Pessoal se utiliza a postura fundamental (Shizentai), que é a posição natural
e a postura (Jigotai) que é a postura defensiva, podendo ambas serem executadas tanto para o lado direito
como para o lado esquerdo.


2.1.1 POSIÇÃO DEFENSIVA À DIREITA (Migui-jigotai)






Partindo da posição natural, dobre os joelhos ligeiramente, abaixe o troco e
automaticamente o centro de gravidade. Rosto voltado para frente, deslocar o pé
direito à frente a à direita. Distribuir o peso do corpo igualmente nas duas pernas.
Repetir o movimento para o lado esquerdo.







Outro aspecto a ser observado quando em combate, é adotar uma postura onde o instruendo não se
deixe influenciar pela atitude adotada pelo adversário, seus gestos ou palavras, permanecendo perfeitamente
neutro e calmo. A única coisa importante é o seu ataque, que acarretará instantaneamente o seu revide.
Deve o Policial-Militiar permanecer imperturbável, ocupado unicamente em aproveitar um instante do ataque
para agir e dominar o infrator.
Num combate, três são as principais formas de ataque:
1ª - A ANTECIPAÇÃO - que consiste em atacar o adversário:
Antes que ele tenha esboçado o seu ataque;
No instante exato em que ele o executa.
2ª - O CONTRA - que é um bloqueio do ataque contrário e instantaneamente seguido de um atemi
(pancada) ou queda, em resposta.
3ª - A ESQUIVA:
Por desvio do corpo, com ataque;
Por desvio do corpo, com desequilíbrio forçado do adversário, acompanhando de um ataque.
A postura de defesa poderá ser com a guarda alta, média ou baixa, conforme seja necessário para
evitar um ataque visando a parte superior do corpo, o meio ou a parte inferior.
OS DESLOCAMENTOS
Os deslocamentos são breves e rápidos, a distância entre os dois pés permanece sempre a mesma,
assim a estabilidade não é afetada. Os pés muito separados prejudicam a estabilidade.
Sabemos que a eficácia da defesa e do ataque depende intimamente da mobilidade e da
estabilidade. A mobilidade é essencial para, em todas as circunstâncias ser a mesma a se deslocar
rapidamente em todas as direções, por-se fora de alcance e colocar-se instantaneamente na mesma posição
e na melhor distância para contra-atacar. Podem ser:

Deslocamento de avanço e recuo;
Deslocamento em diagonal; e
Deslocamento lateral.

O GIRO DO CORPO
Esse desvio do corpo por um deslocamento circular é conhecido pelo nome japonês de Tai-sabaki.
Muito semelhante a finta do toureiro, esse movimento é mais técnico do que pode parecer à primeira vista. O
domínio do Tai-sabaki permite um deslocamento perfeito e um controle constante do centro de gravidade.
O Tai-sabaki pode ser executado em todas as direções, graças a ele, por um simples movimento de
pouca amplitude, pode-se instantaneamente estar pronto para o ataque ou para defesa.
O Tai-sabaki é realizado conforme as ilustrações abaixo:



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1º Tai-sabaki para frente: 2º Tai-sabaki para trás






















2.1.2 Postura De Luta

Quando em combate, deve o instruendo procurar a melhor distância de luta com relação a seu
adversário.
Sabe-se que quanto mais próximo do adversário, maior o risco de ser atingido por um soco ou chute
executado pelo oponente. Neste caso, a melhor técnica de aproximação a ser utilizada é estando numa
postura de guarda alta, fazendo o uso da técnica do "pisão", tanto para manter uma distância adequada de
luta, como também para fintar encurtando a distância e chegando a posição de "clichê", o que facilitará na
aplicação de uma técnica de projeção, passando em seguida para o domínio no solo.

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Jigotai - com guarda alta






2.1.3 Provocando O "Pisão"

A técnica denominada "pisão", se constitui no fato de se estender uma das pernas à altura do joelho
do adversário pressionando-o para trás, provocando um bloqueio na perna do mesmo, inviabilizando que o
adversário chute, pois caso isso ocorra perderá o opositor seu equilíbrio. Como também, impedindo-o de
socar, pois a extensão de seu braço será insuficiente para encontrar a distância adequada que possibilite
atingir seu antagonista.


Perna estendida à altura do joelho do adversário forçando a articulação.



No momento em que seu adversário chutar, bloqueie pisando o joelho da perna de base do mesmo,
onde o adversário perderá o equilíbrio.

1º Na defesa de socos e chutes, pode-se usar tanto bloqueio com os braços e/ou pernas, atacando
com atemis;
2º Aproveitando-se a guarda do opositor aberta, pode-se:
a) Executar a pegada alta com uma mão na sua nuca e outra segurando o seu braço;
b) Cinturando-o, produzindo logo em seguida uma projeção (Coshi-guruma, O-goshi ou
Oushigari.

3º Pode-se passar para a retaguarda do mesmo em um movimento rápido de agachamento e avanço
pela sua lateral concluindo com estrangulamento;

4º Se adversário for de estatura superior a sua, pode-se aplicar um Morote-gari.




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CAPÍTULO














3. NOÇÕES FUNDAMENTAIS DA TÉCNICAS DE
PROJEÇÃO (QUEDAS)
3.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS
3.2 TÉCNICAS DE PROJEÇÃO
3.3 COMO EXECUTAR ADISTÂNCIA ELEVAR O
ADVERSÁRIO PARA OCHÃO


“Depois do céu quem mais faz milagres é o amor”. – (Camilo Castelo Branco)
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3. NOÇÕES FUNDAMENTAIS DA TÉCNICAS DE PROJEÇÃO (Quedas)


3.1 Considerações Gerais

As técnicas de arremesso (projeção), consistem nos modos de derrubar completamente o adversário
arremessando-o ao chão.
Para que se consiga eficiência na sua execução é necessário que o instruendo possua um bom
domínio nos fundamentos de deslocamento e desequilíbrio do oponente.
Nas técnicas de projeção, por este Manual apresentadas, são técnicas básicas necessárias na boa
execução da maioria dos golpes de Defesa Pessoal, desta forma, o Policial Militar, em muitas situações
poderá fazer uso das mesmas, tendo plena condição que após efetuada a técnica de arremesso, o domínio
sobre o infrator através das técnicas de agarramento no solo será facilitada.


3.2 Técnicas De Projeção

3.2.1 Coshi-guruma.

Posição incial

















Levar o pé direito para frente do pé direito do adversário, recuar o pé esquerdo ficando com os dois
pés por dentro dos pés do adversário, pernas semiflexionadas. Ao mesmo tempo, com o braço direito abraçar
o adversário pela sua nuca. Estender os joelhos e jogar os quadris para trás e para cima, puxando o
oponente para frente e para baixo, arremessando sobre suas costas .


3.2.2 O-Goshi

Posição Inicial (Shizentai à direita)


Esta técnica consiste em abraçar a cintura do adversário, avançando sua perna direita para a frente
da perna direita do adversário.


Recuar sua perna esquerda e aproximar o quadril à frente do corpo do adversário.




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Impulsionar as pernas para cima e puxar o adversário para baixo.
Esta queda pode ser aplicada ainda varrendo a perna do adversário.

3.2.3 O-Soto-Gari

Posição Inicial (Shizentai)




Dê um passo para frente e à esquerda puxando o oponente para junto de si. Mantenha o cotovelo
esquerdo sempre junto do corpo forçando o adversário para a retaguarda direta.

Torça o quadril direito para a esquerda e ao mesmo tempo deslize a perna direita para trás da
articulação do joelho do adversário.





Puxe com a mão esquerda, empurre com a mão direita e derrube o oponente para a retaguarda
direita. Auxilie este movimento com um gancho de sua perna direita.







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3.2.4 Morote-Gari

Posição inicial (Shizentai)




Desloque o seu corpo para a direita e com seus braços agarre as pernas do oponente na altura dos
joelhos. Seu tronco, junte na altura do ventre do adversário.






Impulsione seu corpo para frente no instante em que puxa para cima
as pernas do oponente, completando o arremesso.






Dominando as técnicas de projeção, o instruendo pode iniciar as técnicas de como executar a
distância e levar o adversário para o chão, para em seguida prosseguir com as técnicas de domínio no solo.


3.2.5 SASSAI-TSURI-KOMI-ASHI

Esta técnica consiste em dominar o adversário pela sua nuca, na gola de sua camisa ou pelo seu
pulso, produzindo assim um desequilíbrio lateral em seu corpo com um puxão, aplicando ao mesmo tempo
uma varredura com seu pé no tornozelo de apoio do opositor, em sentido contrário ao seu desequilíbrio.


.3.2.6 Waki-Gatame







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1) posição inicial (Shizentai).
O adversário avança e tenta agarrar o seu pescoço;
2) pressione o pulso esquerdo do agressor com sua mão direita, quatro dedos voltados para cima e
polegar para baixo;
3) acompanhe o movimento com sua mão esquerda, usando as duas mãos para agarrar o pulso do
adversário. Deslocar o seu corpo para a esquerda, trazendo-o sempre em diagonal à esquerda;
4) passe o seu cotovelo por cima do braço do opositor, prendendo-o debaixo de sua axila direita,
pressionado seu cotovelo direito sobre o cotovelo esquerdo do opositor. Flexionar ligeiramente os joelhos
(Posição Jigotai), não inclinar o tronco para frente;
5) esta técnica pode terminar no solo, deixando seu corpo cair para frente, arrastando e mantendo a
posição dos braços do opositor. Sentar sobre o quadril direito e lançar a perna direita à frente forçando a
articulação do cotovelo do opositor para cima.


.3.2.7 TORÇÃO DE PULSO

Se posicionando frente a frente com o agressor, com sua mão direita envolva a mão direita do mesmo
, com o seu polegar no dorso da mão do opositor e os quatro dedos restantes sobre o polegar da mão
dominada, pressione a palma da referida mão.




Em seguida, com o auxílio de sua mão esquerda, produza uma torção no pulso do agressor,
realizando um giro no sentido ante-horário e com um Tai-Sabaki, conduza-o ao solo, mantendo a torção.



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A torção pulso esquerdo, realiza-se com a mão esquerda.


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CAPÍTULO














4.TÉCNICAS DE DOMÍNIO NA LUTA DE SOLO
4.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS
4.2 TÉCNICAS DE IMOBILIZAÇÃO


“Sem sentimento a vida não teria sabor”. – (Thackeray)
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4.TÉCNICAS DE DOMÍNIO NA LUTA DE SOLO


4.1 Considerações Gerais

As técnicas de domínio na luta de solo, são na realidade um grupo composto de técnicas de
imobilização (Osae-waza), técnicas de estrangulamento (Shime-waza) e técnicas de articulações (Kansetsu-
waza), envolvendo ainda as técnicas de guarda e de passagens da guarda de pernas.
Conjuntamente com as técnicas de arremesso são as técnicas de domínio no solo, indispensáveis
para a formação integral do instruendo. Ambas trabalham juntas, auxiliando uma a outra para decidir uma
vitória. Evidentemente que, as técnicas de domínio no solo são mais eficientes se elas são seguidas de um
arremesso, reciprocamente, as técnicas de projeção podem surtir grande efeito quando são seguidas de uma
técnica de segurar.
Como nos arremessos, os movimentos do corpo são essenciais para tornar as técnicas de solo
efetivas, esses movimentos são observados como:
a) movimentos usados para segurar seu oponente;
b) movimentos usados para proteger contra um ataque de seu oponente ou em contra ataque.
Para alcançar sucesso na luta de solo, é necessário que você use suas pernas, braços e quedris
corretamente, aplicando força concentrada onde precisar.
Na luta de solo, use seus braços e pernas como quatro braços. Use seu corpo inteiro para achar o
ponto fraco do adversário e quando tiver achado, use todo seu treinamento e conhecimento para dominá-lo.


4.2 Técnicas De Imobilização


4.2.1 DOMÍNIO NO SOLO
Após aplicar alguma técnica de projeção em que se mantenha o domínio do braço do agressor,
realiza-se uma torção de pulso conduzindo seu braço para as costa e forçando a chave de braço
posteriormente aplicada, determine verbalmente que o agressor entregue o outro braço para a colocação das
algemas.
Obs.: É fundamental a prática desta técnica, onde só deve usar imobilizações quando realmente
necessário, evitando assim que o militar fardado tenha que rolar no chão com o agressor.


4.2.2 Hon-Kesa-Gatame














1) seu oponente está deitado em decúbito dorsal. Entre pelo lado direito dele;
2) segure o interior do pulso direito de seu oponente com sua mão esquerda. Mantenha o cotovelo
direito dele abaixo do seu braço esquerdo. Abaixe seu quadril e coloque sua nádega direita no chão;
3) abrace o pescoço do seu oponente com seu braço direito;
4) abra as suas pernas em leque semi flexionada buscando o equilíbrio do seu corpo;
5) vire seu rosto para cima e para a esquerda. Abaixe a parte superior do seu corpo e imobilize seu
oponente pressionando-o com todo seu peso.

Obs.: Caso queira ou necessite, pode-se complementar esta técnica com um estrangulamento
utilizando o seu braço esquerdo e/ou uma chave no braço direito do agressor, entre suas pernas.


4.2.3 Kuzure-Yoko-Shiro-Gatame


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1) entre pelo lado direito do seu oponente;
2) envolva com seu braço esquerdo o pescoço do oponente e passe seu braço direito sob a axila
esquerda do opositor segurando seu antebraço esquerdo;
3) aperte o seu joelho direito contra o quadril direito do adversário e com seu joelho esquerdo formule
base junto ao ombro direito dele;
4) enrijeça seu abdômem e imobilize seu oponente, projetando seu peito sobre o dele.

Obs.: Esta técnica pode ser complementada com um estrangulamento ou chave de braço (Ude-
Garami).


4.2.4 Tate-Shiro-Gatame (Montada)















1) seu oponente esta em decúbito dorsal. Monte sobre ele entre o seu abdômem e tórax;
2) escorregue sua mão esquerda sobre o ombro direito do seu oponente para a base do pescoço
dele. Coloque a base da articulação do seu pulso na altura da nuca do mesmo;
3) escorregue sua mão direita por baixo da axila esquerda do oponente, atravessando a parte
superior do braço esquerdo forçando o braço dele para cima;
4) prense o corpo de seu oponente firmemente entre suas pernas;
5) incline a parte de cima de seu corpo para frente e deite-se diagonalmente sobre o ombro esquerdo
de seu oponente;
6) imobilize-o colocando sua cabeça no chão.

Ob.: Esta técnica pode ser complementada com estrangulamento, chave de braço ou sufocamento
com seu pescoço no nariz e boca do agressor, obstruindo assim sua respiração.

4.3 Técnicas De Estrangulamento


4.3.1.Hadaka-Jime (Gravata)

A gravata é a principal finalização no pescoço. Podendo ser aplicada tanto pela frente como por trás
do seu oponente.











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1) seu oponente lhe oferece as costas;
2) entre por trás;
3) traga sua mão direita ao redor da garganta do opositor por cima do ombro direito. Deixe o lado do
polegar de sua mão entrar em contato com a garganta dele;
4) repouse a parte externa de seu braço esquerdo sobre o ombro esquerdo do seu oponente;
5) junte suas mãos cruzando as palmas e segurando-as;
6) desequilibre o seu oponente para trás, com suas pernas faça um gancho nas coxas do mesmo e
aplique a pressão do estrangulamento.


4.3.2 HADAKA-JIME II (Mata-leão)














1) ao virar as costa para o praticante, o adversário coloca-se numa posição que deve ser
imediatamente aproveitada. Quer o praticante esteja de pé, de joelhos ou deitado, a aplicação da gravata é a
mesma;
2) consistindo em passar o braço direito pela frente do pescoço do adversário, vindo segurar, por
dentro, o seu braço esquerdo na altura do bíceps. A mão esquerda do praticante coloca-se na nuca do
opositor;
3) a execução da gravata obedece a um duplo movimento de comprimir o pescoço do opositor para
trás e empurrar-lhe a cabeça para frente, apoiando as pernas nas coxas do adversário, tendo o cuidado de
não cruzar os pés. Caso o adversário venha a rolar no solo para a direita ou para a esquerda a gravata deve
ser mantida;


4.3.3 Ude-Garami I















1) posição inicial:
O opositor, deitado em decúbito dorsal, coloque-se ao lado esquerdo do adversário, apoie o seu
joelho esquerdo na cintura do opositor e o joelho direito na altura da axila do mesmo;
2) estenda o seu braço direito e com sua mão agarre o pulso direito do adversário mantendo o braço
do mesmo para cima. Deslize sua mão esquerda por sob o braço direito do adversário, agarrando o seu
próprio pulso da mão direito, prendendo-o firmemente;


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3) avance a parte superior do seu tronco para frente, em cima dele. Imobilize o braço direito do
oponente;
4) complete a torção, elevando seu braço esquerdo para cima e trazendo o antebraço do adversário
para trás. Manter o braço direito do oponente na mesma linha do seu ombro, formando um ângulo de 90º.


4.3.4 Ude-Garami Ii (Braço Invertido)













1) posição inicial idêntica a anterior;
2) o praticante com o braço esquerdo agarra o pulso da mão direita do opositor, obrigado-o a dobrar o
cotovelo num ângulo de aproximadamente 90º para baixo;
3) deslizar sua mão direita por baixo do braço do opositor, agarrando o seu próprio pulso esquerdo.
Torcer o pulso direito do adversário para baixo e o cotovelo para cima, mantendo o controle do seu ombro
direito. Após isto pode-se pegar com sua mão direita o pulso direito do agressor, forçando ainda mais a
chave.


4.3.5 Juji-Gatame (Arm-Lock)

Estando na posição de montada sobre o seu adversário e o mesmo, apoia o braço direito esticando
contra seu peito ou seu rosto. Domine o braço do opositor.


Eleve o seu joelho direito. Prossiga estendendo a sua perna esquerda e descreva um arco a
frente até passar a perna por cima da cabeça do adversário.


Sem alterar a posição das mãos, deixar o corpo desequilibrar-se para traz, mantendo seguro o braço
do adversário, aplicando a chave complete a técnica elevando o quadril do solo.
Obs.: Esta técnica é muita executada após aplicar a imobilização “Tate-Shiro-Gatame”.




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CAPÍTULO













5. DEFESAS CONTRA ATAQUES A MÃOS LIVRES
5.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS
5.2 DEFESAS CONTRA SOCOS E CHUTES
5.3 DEFESAS CONTRA AGARRAMENTOS


“Os grandes arrependimentos devem brotar das coisas que não podemos realizar”.
– (Serrazin)
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5. DEFESAS CONTRA ATAQUES A MÃOS LIVRES



5.1 Considerações Gerais

Nos capítulos anteriores fez-se uma abordagem sobre as técnicas de projeção e as técnica de
domínio de luta no solo mais utilizadas na Defesa Pessoal.
Técnicas estas que garantem ao Policial-Militar a segurança e a certeza da sua aplicabilidade em
várias situações de luta, fundamental para sua própria defesa e/ou para defesa de outrem.
Neste capítulo, a ênfase será direcionada para a exposição das defesas mais usadas contra os
ataques a mãos livres.
As técnicas aqui apresentadas, são sugestões que o Policial-Militar delas poderá fazer uso com
bastante êxito, a partir do momento em que decidir por dominar o opositor.



5. 2 Defesas Contra Socos e chutes

Além dos procedimentos apresentados em assunto anterior “COMO ENCURTAR AS DISTÂNCIAS E
PROVOCAR O CLINCHE”, que mostra com grande eficiência e simplicidade como se defender de socos,
procedimentos mais eficientes que podemos aplicar são os Tai-Sabakis, bloqueios com os braços e pernas,
esquiva, tudo complementado com Atemis (ataques traumáticos) e/ou projeções.



5.3 Defesas Contra Agarramentos

O domínio das técnicas de projeção são recursos suficientes para garantir com que o praticante
consiga se defender de quaisquer agarramento. Entretanto alguns procedimento básicos devem ser adotados
pelo praticante no objetivo de obter êxito nas defesas contra esses tipos de agressões.



5.3.1 Agarramento Pela Frente Por Baixo Dos Braços

Com as mãos, bloqueie o quadril do opositor, deite sua cabeça no ombro direito do mesmo, estenda a
perna esquerda para trás, buscando formular base e afrouxar o braço do opositor.




Com seu braço direito, penetre-o por cima do ombro esquerdo do agressor e complete esgrima cinturando-o.
Nesta posição, terá o praticante restaurado o domínio da situação.





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Aplicar O-goshi e domina-lo.

Obs.: Uma outra forma de se livrar deste domínio é empurrar a cabeça do agressor para traz,
pressionando seus olhos com seus polegares ou empurrando seu queixo e logo após aplicar Coshi-Guruma.
Pode-se também aplicar joelhada nos testículos do agressor ou cabeçada no seu nariz, afastando-o e
aplicando uma projeção, dominando o mesmo.


5.3.2 Agarramento Por Trás Por Baixo Dos Braços





Imediatamente, execute uma cabeçada no rosto do agressor ou opte por um “pisão” no pé do mesmo.



Incline imediatamente seu tronco para frente e flexione as pernas buscando formular base.




Coloque sua perna direita paralela a perna direita do agressor um pouco atrás do calcanhar do
mesmo.







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Saia o quadril para a direita e com sua perna esquerda faça um gancho entre as pernas do opositor.
Faça o giro e prossiga com o domínio no solo.
Também pode-se socar no dorso da mão do agressor ou torcer seu dedo, dominando-o assim com a
torção do dedo ou no pulso, ou mesmo aplicando projeção.

5.3.3 Pegada Em Doubley-Nelson

O agressor o pega pelas costas por baixo dos braços, vindo apoiar as duas mãos sobre a nuca do
praticante.



Flexione as pernas buscando base para não ser suspenso. Apoie as duas mão entrelaçadas na testa
para evitar lesão cervical.

Saia o quadril lateralmente.



Projete-o para traz, caindo com seu corpo sobre o do agressor.
Uma outra forma de sair da técnica é após a defesa, buscar algum dedo do agressor aplicando a
torção no mesmo, seguindo uma chave ou projeção.

No agarramento pela frente por cima dos braços, o procedimento é o mesmo do educativo do
agarramento por baixo dos braços, busque primeiramente a base, em seguida, opte por joelhadas nos
testículos do opositor ou cabeçada no nariz, bem como pelas técnicas.








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No agarramento pelas costas por cima dos braço, formule a base, segure os braços do agressor e
projete-o com técnica de quadril, finalizando com golpes traumáticos ou domínio no solo.


5.3.4 Defesa Contra Gravatas


5.3.4.1 Gravata Pelas Costas




Com suas mãos, bloqueie os braços do opositor, puxando o pulso do mesmo para baixo, recolha o
queixo.







Projete o opositor com uma técnica de quadril e o domine no solo.






Pode-se também aplicar torção no dedo do agressor, saindo da gravata, conduzindo seu braço para
as costas.
Caso seja atacado com um mata-leão, faça a mesma defesa da gravata, domine o pulso do agressor
que se encontra na sua nuca e aplique uma chave de braço com o auxílio do seu ombro, em seguida aplique
uma torção no seu pulso, levando o seu braço para as costas ou aplicando uma projeção.


















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5.3.4.2 Gravata Lateral



Estabelecida a gravata, o primeiro procedimento da defesa a ser adotada é prender o braço esquerdo
do adversário para evitar o soco.



Deve o praticante, estender a perna esquerda junto e por trás das
pernas do adversário, sentar-se sobre o seu calcanhar direito,
desequilibrando o opositor para trás.








No chão, colocar-se de cócoras, apoiando o lado do
antebraço esquerdo no pescoço do adversário, tirando a
cabeça de dentro da gravata, concluindo com um golpe traumático.





Uma outra forma é segurar o braço da gravata evitando o estrangulamento, aplica-se um soco nos
testículos do agressor, em seguida com a mão esquerda segura o cotovelo do braço da gravata e com a mão
direita segura o pulso do braço da gravata, saindo da mesma levando braço do agressor para suas costas.


5.3.4.3 Gravata Pela Frente




Imediatamente, com suas mãos, segure os braços do opositor, provocando redução na pressão da
gravata, recolha o queixo. Tal ação irá bloquear a gravata.






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Aplique um soco nos testículos, chute na tíbia ou pisão no pé, libertando-se,
concluindo com uma técnica de projeção.








5.3.4.4 Defesa Contra Esganadura

Uma defesa contra esta ação é com sua mão direita dominar a mão direita do agressor por cima dos
seus braços e aplicar uma torção no pulso no sentido horário, ao mesmo tempo em que executa um chute
nos testículos do mesmo, concluindo com Waki-Gatame.
Outra defesa seria com a ponta do seu dedo indicador, pressionar a fossa substernal do agressor,
afastando-o e aplicando um golpe traumático e/ou projeção.



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CAPÍTULO













6. DEFESAS CONTRA ATAQUES A MÃO ARMADA
6.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS
6.2 DEFESA CONTRA AGRESSÕES COM ARMA BRANCA


“O crime faz a vergonha, mas não patíbulo”. – (Thomas Corneille)
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6. DEFESAS CONTRA ATAQUES A MÃO ARMADA


6.1 Considerações Gerais


A defesa contra ataques a mão armada, parte da Defesa Pessoal, se constitui em ações de grandes
complexidade, exigindo do Policial-Militar profunda especialização que o habilite a operar com segurança em
tais assuntos.

Nossa primeira orientação é no sentido de que, sendo a função Policia-Militar uma função de Estado
(manutenção da Ordem Pública), a atitude a ser tomada inicialmente, condiciona-se ao estrito cumprimento
da lei, prerrogativa esta outorgada pelos Artigos 23, Inciso III e 25 do Código Penal Brasileiro, principalmente,
por sabermos que, a ação de defesa, quando usada moderadamente com os meios necessários para repelir
uma agressão, é proporcional a mesma.

Portanto, as defesas contra ataques a mão armada, são utilizadas em casos de extrema
necessidade. Como ilustração temos o caso do Policial-Militar que, em determinada situação, estando ele
desarmado, tenha que agir. É em situação como esta que temos a oportunidade de descobrir a grande
relevância do domínio sobre as técnicas de Defesa Pessoal.

Neste capítulo, daremos especial atenção as defesas mais usuais contra os diversos ataques com
arma de fogo, bem como aos diversos ataques com arma branca.

Quanto aos conteúdo inerentes as defesas contra agressões a pauladas, esclarecemos que os
procedimentos de deslocamento (Tai-sabaki) e bloqueios, pelas suas similaridades, são idênticos aos aqui
orientados para as defesas contra agressões com arma branca.


6.2 Defesa Contra Agressões Com Arma Branca

Nas defesas contra agressões com arma branca, é de suma importância que o praticante domine os
princípios de distância e momento de defesa.

Com relação a distância, deve o intruendo posicionar-se em relação ao seu adversário a uma
distância aproximada ao comprimento de sua perna, distância essa que obrigará o agressor a ter que inclinar-
se para frente todas as vezes que for atacar.

O momento de defesa mais oportuno é aquele em que os golpes são defendidos ainda quando estão
na iminência de acontecer, ou seja, na sua origem.

Outro fundamento de grande relevância a ser observado pelo praticante e que em muito depende o
êxito de sua defesa, diz respeito ao modo de como o agressor empunha a arma branca, pois esta indica,
quase sempre contra que região vai ser desferido o ataque, determinando também, a defesa mais adquada a
cada situação.

Deve o praticante ter plena confiança em seu domínio técnico de defesa e manter excelente controle
emocional.

Antes da execução das técnicas, o policial pode desarmar o agressor com chute no seu esterno ou
nos testículos, evitando assim sua aproximação, para em seguida domina-lo ou se afastar do local.


6.2.1 Ataque Por Baixo

1º caso - Posição inicial (ataque com o braço direito).

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Faça o deslocamento lateral saindo da linha de ação do agressor, com sua mão esquerda domine o
punho do agressor (quatro dedos para cima e o polegar para baixo).



Com sua mão direita complete a torção de punho, nesse instante gire o corpo no sentido anti-horário.

Conclua a defesa projetando-o ao solo e aplicando um golpe traumático.


2º caso

O adversário ataca visando atingir seu abdômem de baixo para cima, pela direita.





Dê um passo oblíquo à esquerda e à frente flexionando as pernas, cruze os antebraços para aparar o
ataque e com a mão direita domine o cotovelo do agressor.





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Puxe o adversário pelo cotovelo visando desequilibrá-lo, envolva com a mão esquerda o antebraço do
opositor indo apoiá-lo sobre o cotovelo.

Aplicar pressão com as mãos sobre o cotovelo seguindo de joelhada no rosto.


6.2.2 Ataque Por Cima

O agressor o ataca de cima para baixo com o braço direito.


Dando um passo oblíquo à frente apare o ataque combinando o movimento de bloqueá-lo com o
antebraço direito e rapidamente com a mão direita domine o punho do agressor.

Aplique o Ude-garame.


Chute com sua perna direita a articulação do joelho esquerdo do agressor.





Mantenha a chave de braço e leve o opositor para o solo concluindo
com uma imobilização.








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6.2.3 ATAQUE LATERAL DA ESQUERDA PARA A DIREITA

Ataque com o braço direito.


Execute um rápido deslocamento circular à frente e com seu antebraço esquerdo, bloquear o ataque
na altura do cotovelo do agressor, simultaneamente, com o seu antebraço direito, bloquear na altura do
punho do mesmo.

Com sua mão direita domine o punho do adversário e com o braço esquerdo dê uma pancada na
articulação do cotovelo do agressor.



Com vigor, estenda o braço adversário e aplique Waki-gatame.


6.2.4 Ataque Lateral Da Direita Para A Esquerda

O agressor ataca com o braço direito.


Parar o ataque elevando o antebraço esquerdo na altura do pulso do agressor e envolver
rapidamente o pulso do mesmo com a mão esquerda.







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Com a mão direita complete o domínio sobre o pulso do agressor.


Inicie o deslocamento aplicando o Waki-gatame.




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CAPÍTULO












7. DEFESA CONTRA AGRESSÕES COM ARMA DE
FOGO
7.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS
7.2 DEFESA NO MOMENTO DO SAQUE DA ARMA
7.3 ARMA DE FOGO APONTA ABARRIGA
7.4 ARMA DE FOGO APONTADA ÀS COSTAS
7.5 ARMA DE FOGO APONTADA A TESTA


“E porquê punir o culpado quando não resulta quaisquer vantagem do seu
castigo?”. – (Denis Diderot)
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7. DEFESA CONTRA AGRESSÕES COM ARMA DE FOGO


7.1 Considerações Gerais

Alertamos aos instruendos, que a defesa contra arma de fogo só é possível no caso do agressor
aproximar a arma do nosso corpo pois, caso a distância entre o seu corpo e a arma apontada seja de um
metro ou mais, a defesa fica inviável.
Deve o instruendo ficar atento à ação do agressor, observar alguma distração do mesmo para
escolher o melhor momento de poder agir com segurança.


7.2 Defesa No Momento Do Saque Da Arma

O agressor leva a mão direita à cintura para sacar a arma.




Desloca-se para frente e à direita do agressor, com sua mão esquerda domine o cotovelo do
adversário e com sua mão direita segure a mão direita do mesmo, impedindo que o mesmo saque a arma.
Cole o seu rosto sobre o peito do agressor, mantendo firme a imobilização do seu braço. Mantenha-se nessa
posição. Tirar a mão esquerda do cotovelo do agressor e deslizá-la ao longo do antebraço do mesmo,
substituindo a ação da mão sobre o cotovelo pela posição do braço. Mantenha o agressor impossibilitado de
sacar a arma.




Segurar o pulso do agressor com a mão esquerda, mantendo o cotovelo
elevado e, subitamente, puxar o braço do atacante com violência afastando
ligeiramente do seu peito. Prossiga esta ação com uma chave de pulso. Com a
mão direita segura a arma tendo cuidado com a direção do cano da mesma e
proceda com o desarme pressionando o punho do adversário.





7.3 Arma De Fogo Aponta A Barriga

Ataque com o braço direito

O adversário aproxima a arma do corpo do praticante ameaçando-o.





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Girar rapidamente para fora sobre a planta do pé esquerdo, combinando essa ação com uma
pancada aplica sobre as costas da mão armada e segurar em seguida o pulso do agressor com o polegar nas
costas da mão do mesmo, para evitar que o agressor possa apontar novamente sua arma.






Com a mão direita, dominar a arma, girando-a na direção do agressor, tendo o
cuidado de não deixar a mão diante do cano da mesma. Projete o adversário
com o giro do punho do mesmo, em seguida proceda o desarme apontando a
arma em direção ao corpo do agressor.






Procedimento idêntico poderá ser adotado na defesa quando, estando
de frente, o agressor atacar com arma apontada para o peito ou para a cabeça, onde as vezes, a simples
rotação do corpo é suficiente para colocar-se fora da trajetória do projétil.


7.4 Arma De Fogo Apontada Às Costas

Posição inicial de direita
O agressor aproxima a arma ao nosso corpo pelas costa. Olhar para trás procurando observar a
empunhadura da arma e aguardar o momento mais favorável para a execução da defesa.




Girar rapidamente para fora sobre a planta do pé direito e com a mão direita travar o braço do
adversário.

Junte seu corpo atrás do corpo do opositor e com seu braço esquerdo segure o ombro esquerdo do
adversário.




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Em seguida, com a mão esquerda, domine o pulso direito do opositor. Deslize a mão direita até a
arma e domine-a.


Faça o deslocamento com a perna esquerda girando sobre o pé direito aplicando chave de punho no
adversário direcionando a arma para o mesmo. Proceda o desarme projetando-o.


7.5 ARMA DE FOGO APONTADA A TESTA

Com um rápido e brusco movimento com as duas mãos, domine a arma levantando-a ao mesmo
tempo em que você flexiona um pouco as pernas, saindo assim do raio de disparo da arma. em seguida,
dominando a arma, torça o pulso do agressor apontando a arma para o mesmo, fazendo com ele deite no
solo tirando arma de suas mãos.




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CAPÍTULO













8. CONDUÇÃO DE PRESOS
8.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS
8.2 CONDUÇÃO DE PRESO AMÃOS LIVRE
8.3 UTILIZAÇÃO DO CASSETETE


“A covardia é a mãe da crueldade”. – (Michel de Montaigne)
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8. CONDUÇÃO DE PRESOS


8.1 Considerações Gerais

Após proceder a busca pessoal e sendo necessário conduzir o preso, deve o Policial-Militar,
atentamente, se munir de alguns requisitos indispensáveis ao êxito da condução. Portanto, caso venha se
utilizar de chave de braço na condução, aplique tensão sobre a articulação do braço do conduzido, esta
tensão deve ser exercida até o ponto de provocar dor, assim agindo, se inibirá a fuga do detido.
Outro fundamento indispensável para o sucesso da condução deve-se ao requisito de se manter
constantemente o conduzido na ponta dos pés, além de mantê-lo sempre desequilibrado enquanto durar a
condução pois, assim, procedendo, se reduzirá e muito a possibilidade de reação do conduzido.


8.2 Condução De Preso A Mãos Livre

1º Caso




Simultaneamente, apoie a mão direita no ombro esquerdo do adversário e a mão esquerda na
omoplata direita do mesmo.


Com rapidez e precisão, fazer o adversário girar em seu próprio eixo no sentido anti-horário.


Concluir aplicando uma gravata no adversário e o conduzir, por questão de maior segurança, para o
solo.

2º caso

Posicione-se atrás do conduzido em diagonal e aplique o Ude-garame, exercendo tensão sobre a articulação
do cotovelo do mesmo.





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Com o braço livre, envolva o pescoço do conduzido e o desequilibre para trás
mantendo-o na ponta dos pés.








3º caso

Dominar o braço livre do conduzido para que o mesmo não tenha condição de reagir, aplicando chave
de punho. Essa condução deve ser executada em dupla.


4º caso

Posicione-se ao lado do conduzido, passe o braço do mesmo por entre suas pernas, domine
segurando seu punho com uma das mão. Com a mão livre, segure o ombro do conduzido. Conduza na ponta
dos pés e desequilibrado para frente.


5º caso






Coloque-se ao lado do conduzido. Domine o punho do mesmo e com o seu braço
livre provoque uma alavanca passando o braço por baixo da axila do conduzido
segurando com a mão a nuca do mesmo. Exerça tensão girando-lhe o punho
para dentro e tracionando o braço para baixo com a articulação do cotovelo
voltada para cima. Conduzir individualmente ou em dupla.








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6º caso

Coloque-se por trás do conduzido. Domine os braços do mesmo e com seu braço esquerdo abrace os
dois braços do indivíduo acima da articulação do cotovelo. Com a sua mão direita, envolva o pescoço do
indivíduo forçando o mesmo para trás mantendo-o na ponta dos pés para a condução.

















8.3 utilização Do Cassetete

1º caso






O agressor retém o cassetete segurando com as duas mãos.










Realize um movimento de rotação no sentido horário, livrando-se da pegada do agressor.






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Conduza a extremidade direita do cassetete ao pescoço do opositor e apoie a extremidade esquerda
do mesmo em sua nuca.





Deslize o braço esquerdo por trás do pescoço do agressor, segurando a
extremidade direita do cassetete, com o braço direito imobilize os braços do
agressor, junte-os ao seu abdômem e, forçando o estrangulamento, conduza o
agressor.








2º caso

O agressor retém o pulso do praticante com uma das mãos.


Utilize a menor extremidade do cassetete para aplicar uma chave de punho no opositor.







Concluir imobilizando-o.








3º caso







O agressor desfere um soco de direita no rosto do praticante.







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Faça o bloqueio do soco com o braço esquerdo. Conduza o cassetete com o braço direito por baixo
do cotovelo direito do opositor. Aplique o Ude-garame levando o agressor ao solo.


Imobilize o agressor conforme ilustração.


4º caso

O agressor desfere um soco de direita no rosto do praticante.




Esquive para a esquerda e com o braço direito leve o cassetete ao pescoço do agressor. Posicione-
se por trás do agressor, com seu braço direito por baixo da axila direita do mesmo mantenha a posição do
cassetete.







Envolva o cassetete com o braço esquerdo e conclua o estrangulamento
deslizando o seu antebraço esquerdo pela nuca do agressor, segurando o queixo
do mesmo com a mão esquerda.












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5º Caso

Doubley-Nelson.




Estrangulamento por trás.

6º Caso


Usando o barbante do cassetete.



PONTOS VULNERÁVEIS

1) Ouvidos;
2) Olhos;
3) Nariz;
4) Mandíbula;
5) Plexo Solar;
6) Testiculos;
7) Lateral externa da coxa;
8) Joelhos;
9) Tíbia;
10) Dorso do pé.


9. CONCLUSÃO

O presente programa de defesa pessoal, inspirado nas técnicas de luta do judô, cujas técnicas foram
criteriosamente selecionadas par obtenção dos objetivos propostos, visa auxiliar o Policial-Militar no
desempenho de suas atividades.




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347
Todavia, alertamos que somente através do treinamento sistemático e contínuo é que se produzirá o
sucesso desejado pois, assim procedendo, estará o praticante contribuindo para a instalação de sua memória
gestual, ou seja, para obtenção da automatização e condicionamento dos seus reflexos.
Deve o praticante ter consciência da indispensabilidade do trinômio “preparação técnica, física e
emocional”, requisitos fundamentais para o sucesso do seu aprendizado.
No aspecto técnico pedagógico, deve o praticante executar as técnicas bilateralmente.
Cautela especial para os parâmetros de segurança nas aulas. Acidentes poderão ser evitados,
usando simplesmente de duas pancadas de advertência em si próprio, no adversário ou no chão diante de
quaisquer situação de dor ou de mal súbito.
Respeitar os limites de tolerância quando da execução das técnicas de estrangulamento, zelando
pela integridade física do companheiro.
Diante da atual violência das grandes cidade do País e principalmente par o exercício da atividade
Policial-Militar, é imprescindível numa sociedade permanentemente em conflito, o conhecimento e domínio
das técnicas de Defesa Pessoal.








Bibliografia GERAL


1. BULL, WAGNER José Aikido – O Caminho Da Sabedoria. Editora Pensamento. 1988.

2. BUSSEY, Robert - Ninja Weapons Tactics.

3. COUTINHO, Adjailson Fernandes – Curso de Formação de Oficiais, Notas de Aula.

4. KUDO, KAZUZO O Judô em ação - Sol S.A.: SP, 1972.

5. LASSERE, ROBERT – Atemis e Jiu-Jitsu . Editora Mestre Jou: São Paulo – 1976.

6. Minidicionario Aurélio Editora Nova Fronteira 3ª edição revista e ampliada. 2ª impressão.

7. ROBERT, Luis. O Judô. Editorial Notícias: Lisboa – 1988.

8. SANTOS, Valdermar dos – Defesa Pessoal total - Porto Alegre: Sagra, 1990.

9. SCHROEDER, Plínio – Judô e Defesa Pessoal - Edições de Ouro, RJ.

10. TEGNER, Bruce - Defesa Pessoal para briga de rua – Ediouro, RJ – 1998.

11. VIRGÍLIO, Stanlei e Liberi – A arte da Defesa Pessoal- Porto Alegre, Editora Rígel, 1994.












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