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Resumo O Caso dos Exploradores de Cavernas

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FACULDADE SANTO AGOSTINHO FACULDADE DE DIREITO SANTO AGOSTINHO – FADISA

“TRABALHO: O CASO DOS EXPLORADORES DE CAVERNAS”

MONTES CLAROS MARÇO DE 2009

JOÃO HENRIQUE SILVEIRA LEITE

“TRABALHO: O CASO DOS EXPLORADORES DE CAVERNAS”

Trabalho apresentado como requisito parcial à avaliação da disciplina Teoria do Direito, do Curso de Direito – Noturno, Turma A, 02 de março de 2009.

FACULDADE DE DIREITO SANTO AGOSTINHO – FADISA MONTES CLAROS, MARÇO DE 2009

SUMÁRIO 1. Resumo.....................................................................................................................01 2. Personagens.............................................................................................................01 3. Argumentos do caso................................................................................................02 4. Minha Posição..........................................................................................................04 5. Meus argumentos....................................................................................................04

O Caso dos Exploradores de Caverna Lon L. Fuller 1-Resumo Cinco integrantes de uma organização amadorística de exploradores de cavernas, ficam presos ao fazerem uma escavação em que ocorre um desmoronamento. No momento que tentaram ser resgatados, acontece outro desabamento e dez operários, contratados para resgatá-los, morrem soterrados. Quando ficaram sem mantimentos fizeram um acordo entre si: quem perdesse na sorte, entre os cinco, teria sua vida tirada para servir de alimento para os demais, para que não morressem de inanição, acordo sugerido por Roger Whetmore. Ao serem resgatados, descobriu-se que Roger Whetmore fora morto e servira de alimento aos outros exploradores. Os sobreviventes são processados e condenados a morte pela forca, pelo assassinato de Roger. Os acusados recorrem da decisão. Foram julgados então por mais quatro juízes, que expuseram seus argumentos, deram dois votos a favor da absolvição(Foster e Handy), um os condenou(Keen) e outro se recusou a participar da decisão do caso(Tatting), contando com o voto do presidente do Tribunal de Primeira Instância(Truepenny), dá-se o empate e a sentença condenatória foi confirmada. Os acusados foram mortos na forca.

2-Personagens

• • • • • • •

Roger Whetmore Os quatro exploradores Presidente do Tribunal Truepenny Juiz Foster Juiz Tatting Juiz Keen Juiz Handy 01

3-

Argumentos do Caso Foster, J. – • O juiz Foster tem uma visão mais voltada ao “senso comum”, julgando os acusados de forma que, tendo em vista o trauma que já sofreram na caverna, são inocentes. Impõe a idéia de que os acusados estavam fora de uma abrangência territorial por estarem presos na caverna, e encontravam-se não em um “estado de sociedade civil”, mas em um “estado natural” e que a lei que deve ser-lhes aplicada não era a civil, mas a lei natural. • Expõe a idéia de que os acusados fizeram um contrato que servia de lei dentro da caverna e, primeiramente aceito pela própria vítima, que em relação a esse contrato não cometeram crime algum, a idéia de que não era justo que dez vidas de trabalhadores, que morreram ao tentarem resgatar os cinco indivíduos presos na caverna, tenham sido em vão. Assim ele encerra o primeiro fundamento de seu voto. • O juiz Foster começa o segundo fundamento, argumentando de forma que cita casos passados em que houve modificação da letra da lei sem a violação da mesma, ele critica a aplicação da lei da legítima defesa e deixa a entender que o caso entraria em um caso de jurisprudência, em que os acusados só mataram Roger para sobreviverem. Tatting, J. – • Tatting critica o juiz Foster, seus posicionamentos, como no caso em que se encontravam inseridos em um “estado de natureza”, ele questiona o momento em que isso ocorre, e questiona se foi quando a pedra os aprisionou ou quando a ameaça de inanição atingiu um grau elevado. • Ele expõe que se quando os acusados se lançaram sobre Whetmore, para tirar-lhe a vida, ele escondesse em sua roupa um revólver e matasse os acusados, não poderia usar-se da excludente da legítima defesa porque ele estaria quebrando o contrato contraído na caverna, pois eles estariam agindo legalmente, como que um condenado não pode abater seu verdugo enquanto ele vai por a corda em seu pescoço,se esse é condenado pela lei a morte. • Tatting da como exemplo o caso Cammonweath v. Valjean em que o acusado foi processado pelo furto de um pão e ofereceu como defesa à circunstância de que beirava a morte por inanição. O tribunal recusou-se a aceitar esta defesa, Se a fome não pode justificar o furto de um alimento natural e saudável, como ela pode justificar que se assassine e se devore um homem? Essa situação se nós olharmos o litígio em termos de prevenção, será provável que um homem morra a mingua para evitar uma 02

sentença de prisão pelo furto de um pão? Esse exemplo expõe que nenhum efeito preventivo poderia ser atribuído a este caso se os acusados forem julgados culpados. Esta observação apenas reduz a distinção a uma questão de grau, sem que a destrua completamente. • Ele expõe um pensamento mais racional, que critica os pontos expostos por Foster, mas no final se mostra confuso e emocional na decisão optando por não participar da decisão do caso.

Kenn, J. – •Ele deixa claro uma visão de “senso comum” mas popular que concede aos acusados, perdão por já terem sofrido o suficiente para pagar qualquer delito. •Mas, ao mesmo tempo que tem o pensamento de dar perdão aos acusados, ele prefere uma decisão mais voltada ao direito positivo, sugere uma série de mudanças das leis, como no caso da legítima defesa, e sustenta o seu voto de condenação. O pensamento de que a exceção ao cumprimento das leis, levado a efeito pelo poder judiciário, faz mais mal a longo prazo, do que as decisões rigorosas, diz que as sentenças severas podem até mesmo ter um certo valor moral fazendo com que o povo sinta a responsabilidade em face da lei, que,em ultima analise, é sua própria cri •Ele rejeita a posição do presidente do Tribunal de que ela dá instruções ao chefe do poder executivo do que fazer sobre o caso e sugere alguns inconvenientes que adviriam se tais instruções não fossem atendidas.ação.

Handy, J. – •O juiz Handy questiona que ninguém tenha levantado a questão da natureza jurídica do contrato celebrado na caverna: se era unilateral ou bilateral, esse não poderia considerar que Whetmore revogou a sua anuência antes que tivesse atuado com fundamento nela. •O caso dos exploradores teve grande repercussão na imprensa, que despertou um enorme interesse público, tanto no país, quanto no exterior. Houve uma pesquisa em 90% dos entrevistados expressaram a opinião de que os acusados deveriam ser perdoados ou deixados em liberdade, som uma espécie de pena simbólica. Handy expressa uma vontade de seguir um curso de “senso comum” embora saiba que seus colegas não sejam adoradores da idéia. 03

•Handy apóia a idéia de que os acusados fossem condenados à forca e que, em seguida, outro poder os absorvesse, solução já proposta pelo presidente do Tribunal. Um caminho no qual se pode evitar cometer uma injustiça e ao mesmo tempo preservaria o respeito à lei, mas a possibilidade de o “chefe” do Poder Executivo se recusar a perdoar estes homens ou comentar sua sentença. •Ele termina o seu voto expressando a consternação sobre os acusados que já haviam sofrido mais tormentos e humilhações do que a maioria de nós suportaria em mil anos e os absorve concluindo que a sentença deverá ser reformada.

4- Minha Posição Depois de analisadas as circunstâncias, concluo que os réus são inocentes do crime de homicídio contra Roger Whetmore e que a sentença de condenação deve ser reformada.

5- Meus Argumentos Penso que os réus devem ser considerados inocentes, visto que o ato que cometeram foi fundamentado em um acordo dentro da caverna para que se fossem salvas quatro pessoas, foi uma ação corajosa e necessária desses homens. Acredito que a ação dos acusados foi algo sim monstruoso, se não fossem levadas em conta à situação em que ocorreu, mas devido a esta situação de elevado grau de complexidade não haveria outra escolha, era uma questão de sobrevivência. Devemos considerar as dez vidas de operários, pais de família, que morreram no desmoronamento da caverna, quando ainda tentavam resgatar os exploradores, teriam sido vidas perdidas em vão, já que condenados os réus à forca? Terá sido um esforço desnecessário? Devemos pelo menos honrar o trabalho exercido que privou a vida a estes cidadãos. Acredito que a liberdade a este a homens seria também uma forma de não deixar ter sido desperdiçada a vida de Roger que devemos considerar herói, pois morreu em prol de salvar a vida de seus companheiros.

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Os litigiosos devem ser absorvidos, visto que já sofreram dentro da caverna, coisa que para qualquer ser humano seria devastador, a entrega da liberdade, tanto tormento e humilhação já foi demais para pagarem o ato que cometeram. Depois de analisadas as circunstâncias, concluo que os réus são inocentes do crime de homicídio contra Roger Whetmore e que a sentença de condenação deve ser reformada.

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