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Relatório Crítico

Ao ser criada, através da Portaria 756/2009, a figura do professor bibliotecário


procurava-se que biblioteca escolar se assumisse “ no novo modelo
organizacional das escolas, como estrutura inovadora …capaz de acompanhar
e impulsionar as mudanças nas práticas educativas, necessárias para
proporcionar o acesso à informação e ao conhecimento e o seu uso, exigidos
pelas sociedades actuais”.
É neste âmbito temporal que se enquadra a pertinência desta acção de
formação: “Auto-Avaliação da Biblioteca Escolar”. O professor bibliotecário,
pela exigência do cargo, deve possuir um conjunto de conhecimentos, comuns
a todos os que o exercem, que permita o estabelecimento de unidade entre o
pensamento e a acção. Por isto, era este o tempo de se fazer, e não outro.

Esta acção de formação, mercê, também, da metodologia adoptada, constituiu


uma mais-valia para o desempenho da função do professor bibliotecário na
medida em que permitiu:
reflectir sobre a prática ( determinação de pontos fortes e fracos e modos de
os corrigir….) e para a prática (power-point para apresentar a pedagógico;
organizar workshop…);
entender o conceito da biblioteca escolar no contexto de mudança através de
leituras de referência que estiveram presentes em todas as sessões;
perspectivar uma prática adequada às novas exigências em que assume
relevância a auto-avaliação da biblioteca-escolar;
conhecer o Modelo de Auto-Avaliação da Biblioteca Escolar, instrumento
norteador da prática, na sua estrutura e nas metodologias de
operacionalização;
enquadrar a biblioteca escolar na estrutura institucional e orgânica da escola
de modo a que se articule com o Projecto Educativo, o Projecto Curricular, o
Plano de Actividades e com a Auto-Avaliação da Escola, reflectindo sobre o
quadro de referência e os tópicos para a apresentação da escola (documentos
da Inspecção Geral da Educação);
utilizar ferramentas no domínio das novas tecnologias, que eram, nalguns
casos, desconhecidas, o que obrigou à aquisição de novos conhecimentos, e
que se revelam úteis para o desempenho da função do professor bibliotecário;
aproximar os professores bibliotecários fomentando a troca de ideias e
fortalecendo a proximidade, e o espírito de equipa, quer entre os formados quer
com as formadoras.

O meu desempenho:
procurei, nesta acção de formação, corresponder, com exigência e seriedade,
às tarefas que me foram solicitadas;
efectuei todas as leituras e produzi, e entreguei, dentro do prazo. todos os
documentos exigidos; Senti, por vezes, dificuldades, em articular os conteúdos
dos textos teóricos e os documentos que tive que produzir. Não sei, com
clareza, se correspondi às expectativas e exigências que se foram sendo
colocadas;
participei nos fóruns, sempre que me foi possível, mas não com a frequência,
se calhar, necessária.

Críticas:
O que faltou foi, fundamentalmente, tempo. Tempo para fazer leituras mais
profundas (“mastigar”, “digerir”, reflectir) dos textos. Tempo para debater ideias.
Tempo para produzir melhores documentos, essencialmente no seu conteúdo
mas também na sua forma.
O balanço, é essencialmente positivo, creio, que dentro do tempo, todos
fizemos um trabalho espantoso que tem de, e vai, ser continuado. As
formadoras foram minuciosas no cumprimento do guia da acção de formação e
responderam, de forma muito clara, às diferentes solicitações, dentro do que foi
possível.
Em relação aos textos, teóricos, muitos em língua inglesa, é recomendável,
como já foi referido, que sejam traduzidos a fim de maximizar a sua leitura
tanto em profundidade, apreensão do sentido, como em extensão, leitura pelo
maior número de professores, trabalhem, ou não, em bibliotecas.

O Futuro
O que se segue tem que ser a continuidade do que se aprendeu aqui:
Reflectir sobre esta aprendizagem e traçar linhas de orientação no curto, médio
e longo prazo;
Criar uma verdadeira equipa da biblioteca coesa e empenhada, na escola;
Implementar uma prática mais reflectida, estruturada e com objectivos claros
para a mudança;
Envolver a biblioteca na escola;
Fortalecer os laços de proximidade, e partilha, entre os elementos das
Bibliotecas escolares, especialmente entre as coordenadoras “andorinhas” e as
escolas.
“O caminho constrói-se caminhando”
Ross Todd